Bula de Sandoglobulina
Fonte: bula do fabricante (Csl Behring Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 24/09/2024 · conferida em 26/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
Sandoglobulina ® Privigen ® imunoglobulina humana CSL Behring Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
Solução injetável 100 mg/mL Sandoglobulina ® Privigen ® imunoglobulina humana
Apresentações
Sandoglobulina ® Privigen ® 2,5 g: embalagem com 1 frasco-ampola com 25 mL de solução injetável de imunoglobulina humana (100 mg/mL).
Sandoglobulina ® Privigen ® 5 g: embalagem com 1 frasco-ampola com 50 mL de solução injetável de imunoglobulina humana (100 mg/mL).
Sandoglobulina ® Privigen ® 10 g: embalagem com 1 frasco-ampola com 100 mL de solução injetável de imunoglobulina humana (100 mg/mL).
Via intravenosa
Uso adulto e pediátrico
Composição
Cada 1 mL da solução contém:
100 mg de proteína plasmática humana 1 com um teor de imunoglobulina (IgG) humana de pelo menos 98% (solução a 10%).
Distribuição das subclasses de IgG (valores médios): IgG1 69%, IgG2 26%, IgG3 3%, IgG4 2%.
O teor máximo de IgA é de 25 µg/mL.
Excipientes: prolina, água para injetáveis, ácido clorídrico e hidróxido de sódio (em pequenas quantidades para ajuste de pH).
1 Produzida a partir do plasma de doadores humanos.
Sandoglobulina ® Privigen ® contém traços de sódio (≤ 1 mmol/L).
Sandoglobulina ® Privigen ® não contém conservantes.
Para que este medicamento é indicado?
Este medicamento é indicado para:
Terapia de reposição em:
Doenças de imunodeficiência primária tais (IDP) como:
- Agamaglobulinemia e hipogamaglobulinemia congênitas (doenças hereditárias caracterizadas pela ausência ou níveis muito baixos de imunoglobulinas protetoras no sangue);
- Imunodeficiência comum variável;
- Imunodeficiência combinada grave;
- Síndrome de Wiskott-Aldrich (distúrbio caracterizado basicamente pela deficiência de imunoglobulina M).
Mieloma (tumor da medula óssea) ou leucemia linfocítica crônica (câncer na medula óssea com produção exagerada de glóbulos brancos) com hipogamaglobulinemia secundária grave e infecções recorrentes.
Crianças com infecção congênita por HIV e infecções recorrentes.
Imunomodulação:
Púrpura trombocitopênica imune (doença autoimune caracterizada por uma redução gradual do número de plaquetas no sangue) em crianças ou adultos com alto risco de sangramento, ou antes, de intervenções cirúrgicas, para corrigir a contagem de plaquetas.
Síndrome de Guillain-Barré (doença rara na qual os nervos periféricos se deterioram).
Doença de Kawasaki (inflamação das paredes dos vasos sanguíneos, que pode evoluir para aneurismas).
Polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante crônica (PIDC) Transplante alogênico (entre indivíduos diferentes) de medula óssea.
Como este medicamento funciona?
Sandoglobulina ® Privigen ® contém principalmente imunoglobulina G (IgG) com uma grande variedade de anticorpos contra agentes que causam infecções.
Doses adequadas de Sandoglobulina ® Privigen ® podem retornar os níveis baixos de IgG ao normal.
Quando não devo usar este medicamento?
Você não deve usar este medicamento se tiver hipersensibilidade (alergia) ao princípio ativo ou a algum dos excipientes.
Você não deve usar este medicamento se tiver hipersensibilidade a imunoglobulinas humanas, principalmente se você apresenta anticorpos anti-IgA.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Este medicamento contém o aminoácido prolina. Se você sofre de hiperprolinemia tipo I ou II (um distúrbio genético raro que causa altos níveis do aminoácido prolina no sangue. Apenas poucas família com esta doença são conhecidas no mundo), seu médico irá decidir se você pode receber Sandoglobulina ® Privigen ®.
Determinadas reações adversas graves podem estar relacionadas à velocidade de infusão. É essencial que o médico ou profissional de saúde siga a velocidade de infusão recomendada na pergunta 6. Como Devo Usar Este Medicamento? Seu médico irá monitorar o aparecimento de sintomas durante e após o período de infusão.
Algumas reações adversas podem ocorrer com maior frequência em:
- Pacientes nos quais o produto é infundido a uma velocidade rápida;
- Pacientes com hipogamaglobulinemia ou agamaglobulinemia, e que tem ou não falta de IgA (um tipo de anticorpo);
- Pacientes tratados com imunoglobulina humana pela primeira vez ou, em casos raros, a troca de um outro produto de imunoglobulina ou quando houve um longo intervalo desde a infusão anterior.
Complicações potenciais podem ser frequentemente evitadas caso sejam tomadas precauções para garantir que os pacientes:
- Não sejam sensíveis à imunoglobulina humana, injetando o produto lentamente no início (0,3 mL/kg de peso corporal/h);
- Sejam cuidadosamente monitorados quanto a quaisquer sintomas ao longo do período de infusão. Se você está sendo tratado com imunoglobulina humana pela primeira vez, trocando de um produto de imunoglobulina alternativo, ou quando houve um longo intervalo desde a infusão anterior, seu médico deve monitorá-lo durante a primeira infusão e pela primeira hora depois dela para verificar se há sinais de potenciais efeitos adversos. Todos os outros pacientes devem ser observados por pelo menos 20 minutos depois da administração.
No caso de reações adversas, a velocidade de administração deve ser reduzida ou a infusão deve ser interrompida. O tratamento necessário depende da natureza e da gravidade da reação adversa.
No caso de choque, o médico fará o tratamento médico padrão para choque.
Doses mais elevadas podem ser associadas com o aumento das taxas de efeitos adversos.
Portanto, a menor dose eficaz deve ser buscada.
Antes do início da infusão, todos os pacientes devem receber hidratação adequada.
Hipersensibilidade Reações de hipersensibilidade verdadeiras são raras. Elas podem ocorrer em pacientes com anticorpos anti-IgA.
A imunoglobulina humana não é recomendada para pacientes nos quais a deficiência seletiva de IgA é a única anomalia relevante.
Em raras ocasiões, a Sandoglobulina ® Privigen ® (imunoglobulina humana) pode causar uma queda na pressão arterial com uma reação anafilactóide (reação alérgica aguda), mesmo em pacientes que haviam tolerado o tratamento anterior com imunoglobulina humana.
Anemia hemolítica Produtos contendo imunoglobulinas humanas injetáveis podem conter anticorpos contra grupos sanguíneos (por exemplo, anti-A e anti-B), que podem se ligar a células vermelhas do sangue e agir contra elas (hemólise). Após a terapia com imunoglobulina humana intravenosa, o paciente pode desenvolver anemia hemolítica. O processo de fabricação de Sandoglobulina ® Privigen ® inclui a etapa de cromatografia por imunoafinidade (IAC) que reduz os anticorpos dos grupos A e B (isoaglutininas A e B).
Ocorreram casos isolados de disfunção/insuficiência renal ou coagulação intravascular disseminada, relacionados à hemólise, eventualmente resultando em óbito. Você será monitorado para sinais e sintomas de hemólise.
Os seguintes fatores de risco estão associados com o desenvolvimento de hemólise: altas doses, administradas em doses únicas ou divididas durante vários dias; tipos de sangue A, B e AB; estado inflamatório subjacente. Se você possui os tipos de sangue A, B ou AB e está recebendo altas doses, principalmente para indicações não relacionadas à imunodeficiência primária, seu médico irá monitora-lo de perto. Se você tiver algum sintoma de hemólise durante ou depois da infusão com Sandoglobulina ® Privigen ®, seu médico poderá interromper o tratamento com o produto.
Síndrome da meningite asséptica (SMA) Avise seu médico imediatamente se você apresentar os seguintes sinais e sintomas: dor de cabeça intensa, rigidez na nuca, sonolência, febre, aumento da sensibilidade dos olhos à luz (fotofobia), náuseas e vômito após receber Sandoglobulina ® Privigen ®. Esses sintomas podem indicar meningite asséptica, uma inflamação temporária e reversível, não infecciosa, das membranas protetoras que envolvem o cérebro e a medula espinhal.
Se você tiver uma recorrência de meningite asséptica com tratamento com imunoglobulina intravenosa, seu médico perguntará sobre o surgimento ou a piora dos sintomas, que podem progredir para inchaço do cérebro (edema cerebral). Seu médico decidirá se são necessários mais exames e se a infusão de Sandoglobulina ® Privigen ® deve ser continuada.
Tromboembolismo Existe evidência clínica de uma conexão entre a administração de imunoglobulina intravenosa e eventos tromboembólicos como o infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia pulmonar e trombose venosa profunda, especialmente em pacientes de risco, que apresentem histórico de complicações tromboembólicas. Assume-se que esses eventos estão relacionados com um aumento relativo da viscosidade do sangue através do alto influxo de imunoglobulina.
Deve-se exercitar um cuidado especial com relação à prescrição e à infusão de imunoglobulina intravenosa em pacientes obesos ou em pacientes com fatores de risco pré-existentes para eventos tromboembólicos, como idade avançada, hipertensão, diabetes mellitus, histórico de doença vascular ou episódios trombóticos, pacientes com trombofilia adquirida ou hereditária, pacientes imobilizados por um longo período, pacientes com hipovolemia grave (diminuição anormal do volume de sangue circulante) e pacientes com doenças que aumentem a viscosidade do sangue.
Insuficiência renal aguda Casos de insuficiência renal aguda foram relatados em pacientes que receberam terapia com imunoglobulina intravenosa. Na maioria dos casos foram identificados fatores de risco tais como, por exemplo, insuficiência renal pré-existente, diabetes mellitus, hipovolemia, sobrepeso, medicação nefrotóxica (que prejudica os rins) concomitante ou idade acima de 65 anos.
Se você tem insuficiência renal, o médico poderá decidir interromper o tratamento com imunoglobulina intravenosa.
Embora estes relatos de disfunção renal e de insuficiência renal aguda tenham sido associados ao uso de muitos produtos de imunoglobulina intravenosa licenciados, contendo vários excipientes como sacarose, glicose e maltose, aqueles contendo sacarose como estabilizante contribuíram com uma parcela desproporcionalmente alta do número total de casos. Portanto, para pacientes de risco, deve ser considerado o uso de produtos de imunoglobulina intravenosa sem sacarose. Se você tem risco de desenvolver insuficiência renal aguda, ou reações de trombose ou embolia, seu médico usará a menor velocidade de infusão e a menor dose possíveis.
Lesão pulmonar aguda associada à transfusão Edema pulmonar não cardiogênico (presença de água nos pulmões não relacionada a problemas no coração) pode raramente ocorrer após o tratamento com imunoglobulinas intravenosas.
A lesão pulmonar aguda associada à transfusão - TRALI (do inglês, “transfusion-related acute lung injury”) - é caracterizada por angústia respiratória grave, edema pulmonar (água nos pulmões), hipoxemia (baixa taxa de oxigênio no sangue), função do ventrículo esquerdo (uma das quatro câmaras do coração, que manda sangue para o corpo) normal e febre. Os sintomas surgem tipicamente dentro de 1 a 6 horas após o tratamento.
O seu médico irá monitorá-lo para reações adversas pulmonares. A TRALI pode ser controlada utilizando oxigênio com suporte ventilatório adequado.
Informações sobre segurança com relação à agentes transmissíveis A Sandoglobulina ® Privigen ® é feita a partir do sangue humano. Medidas padrão para a prevenção de infecções que possam surgir a partir do uso de medicamentos fabricados a partir do sangue ou do plasma humanos incluem a seleção do doador, teste de doações e a introdução de etapas de fabricação eficazes para a inativação/eliminação de vírus. No entanto, quando se trata da administração de medicamentos fabricados a partir do sangue ou plasma humanos, a possibilidade de transmissão de agentes infecciosos não pode ser completamente excluída. Isso também se aplica aos vírus desconhecidos anteriormente ou aos que ocorreram recentemente e a outros patógenos.
Essas medidas são consideradas eficazes contra vírus como o vírus da AIDS, os vírus das hepatites A, B e C e o parvovírus B19.
A experiência clínica não mostra transmissão de hepatite A ou de infecções pelo parvovírus B19 por imunoglobulinas e também se presume que o teor de anticorpos tenha uma contribuição importante para a segurança viral.
É recomendado que toda vez que você utilize Sandoglobulina ® Privigen ® o número do lote do produto seja anotado.
Uso em crianças Embora os dados disponíveis sejam limitados, espera-se que as mesmas precauções e fatores de risco se apliquem à população pediátrica.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas A capacidade de dirigir veículos e operar máquinas pode ser reduzida em decorrência de algumas reações adversas associadas à Sandoglobulina ® Privigen ®. Pacientes que apresentarem reações adversas durante o tratamento devem aguardar a melhora dos sintomas antes de dirigir veículos ou operar máquinas.
Gravidez e amamentação Dados clínicos controlados sobre o uso do produto em mulheres grávidas ou que estejam amamentando não estão disponíveis. Portanto, deve-se ter cautela com relação à administração durante a gravidez e a amamentação. Dados atestam que a imunoglobulina intravenosa pode cruzar a barreira placentária, especialmente durante o terceiro trimestre de gestação.
No entanto, a experiência clínica extensa das imunoglobulinas indica que efeitos prejudiciais sobre o curso da gravidez, do feto do recém-nascido são improváveis.
Estudos experimentais do excipiente prolina realizados em animais não descobriram toxicidade direta ou indireta que afetasse a gravidez, o desenvolvimento embrionário ou fetal.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista Categoria C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou cirurgião dentista.
Uso em idosos Deve-se ter cuidado ao administrar Sandoglobulina ® Privigen ® em pacientes acima de 65 anos e que são considerados com risco aumentado de desenvolver insuficiência renal aguda e eventos trombóticos. As doses recomendadas não devem ser excedidas e Sandoglobulina ® Privigen ® deve ser administrado na menor taxa de infusão possível.
Incompatibilidades Esse medicamento não deve ser misturado com outros produtos medicinais nem soro fisiológico. No entanto, é possível fazer a diluição do produto com solução de glicose 5%.
Vacinas O tratamento com imunoglobulinas pode diminuir o efeito de vacinas feitas com vírus vivos atenuados, como sarampo, rubéola, caxumba e catapora, por um período 6 semanas a 3 meses.
Após utilizar Sandoglobulina ® Privigen ®, espere um intervalo de três meses antes de se vacinar com vacinas de vírus vivos atenuados.
No caso da vacina contra o sarampo, a diminuição da eficácia dessa vacina pode persistir por até um ano. Portanto, se você foi vacinado contra sarampo, avise seu médico, e ele irá verificar sua quantidade de anticorpos.
Interferência em exames laboratoriais Depois da infusão de imunoglobulinas, alguns exames podem se apresentar como falsos positivos por causa dos anticorpos recebidos após a infusão de Sandoglobulina ® Privigen ®.
A transferência de anticorpos contra os grupos sanguíneos pode interferir com os exames relacionados (como teste de Coombs, contagem de reticulócitos e haptoglobina).
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Sandoglobulina ® Privigen ® pode ser armazenado até a data de validade indicada na embalagem do produto. O produto não deve ser utilizado depois da data de validade impressa. O prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação, quando armazenado conforme recomendado. Armazenar sob temperatura igual ou inferior a 25 °C. Não congelar. Não utilize Sandoglobulina ® Privigen ® se estiver congelado. Não agitar.
Manter o frasco dentro de sua caixa externa para proteger o medicamento da luz.
Sandoglobulina ® Privigen ® foi elaborada para uso único. Uma vez abertos, os frascos devem ser utilizados imediatamente, considerando que Sandoglobulina ® Privigen ® não contém conservantes.
Se o produto for diluído para menores concentrações, é recomendado que ele seja utilizado imediatamente após a diluição.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
A solução deve ser límpida ou levemente opalescente e incolor a amarelo claro.
Sandoglobulina ® Privigen ® apresenta um baixo teor de sódio de ≤ 1 mmol/L. As soluções que apresentam turvação ou precipitação não devem ser utilizadas.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico ou médico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
POSOLOGIA A dose e a posologia dependem da indicação. Na terapia de reposição, a dose poderá ter que ser individualizada para cada paciente. Os regimes de dosagem a seguir são uma orientação, mas a decisão da sua dose é responsabilidade do seu médico.
- a) Terapia de reposição em doenças de imunodeficiência primária Seu médico irá escolher um regime de dose que resulte em concentrações mínimas de IgG de pelo menos 5 a 6 g/L. Para isso, seu médico irá determinar os níveis de IgG no sangue imediatamente antes da próxima infusão. Após o início da terapia, são necessários 3 a 6 meses para que o equilíbrio ocorra. A dose inicial recomendada é de 0,4 a 0,8 g para cada kg de seu peso, seguida por pelo menos 0,2 g para cada kg de seu peso a cada 4 semanas.
A dose necessária para manter uma concentração mínima de IgG de 5 a 6 g/L é de 0,2 a 0,8 g/kg de peso corporal/mês. Uma vez alcançada a concentração do estado de equilíbrio, o intervalo de dose é de 3 a 4 semanas. Para verificar a dose necessária e o intervalo de dose correto, seu médico irá determinar suas concentrações mínimas de IgG.
- b) Terapia de reposição em mielomas ou leucemia linfocítica crônica com hipogamaglobulinemia secundária grave e infecções recorrentes; terapia de reposição em crianças com infecção congênita por HIV e infecções recorrentes A dose recomendada é de 0,2 a 0,4 g/kg de peso corpóreo a cada 3 a 4 semanas.
- c) Púrpura trombocitopênica imune Para tratar um episódio agudo, 0,8 a 1 g/kg de peso corpóreo é administrado no primeiro dia. O tratamento pode ser repetido uma vez dentro de 3 dias ou 0,4 g/kg de peso corpóreo é administrado diariamente nos 2 a 5 dias consecutivos. No caso de outra queda na quantidade de plaquetas de seu sangue, o tratamento pode ser repetido.
- d) Síndrome de Guillain-Barré A dose recomendada é de 0,4 g/kg de peso corpóreo/dia, ao longo de 5 dias. A experiência em crianças é limitada.
- e) Doença de Kawasaki A dose recomendada é de 1,6 a 2,0 g/kg de peso corpóreo devem ser administrados em doses divididas durante 2 a 5 dias, ou 2,0 g/kg de peso corpóreo, como uma dose única, juntamente com ácido acetilsalicílico.
- f) Polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante crônica (PIDC) A dose inicial recomendada é de 2g/kg de peso corpóreo dividida entre 2 a 5 dias consecutivos, seguida de doses de manutenção de 1g/kg de peso corpóreo administradas em um dia ou divididas em 2 dias consecutivos a cada 3 semanas.
A terapia de longo prazo além de 24 semanas depende da resposta do paciente à terapia de manutenção. Os menores regimes de doses devem ser ajustados de acordo com o curso individual da doença.
- g) Transplante alogênico de medula óssea A terapia com imunoglobulina humana pode ser utilizada como parte do regime de condicionamento e depois do transplante. Para tratar infecções e prevenir a doença do enxerto versus hospedeiro, a dose deve ser ajustada individualmente.
A dose inicial é, geralmente, de 0,5 g/kg de peso corpóreo por semana, começando sete dias antes do transplante. O tratamento é continuado por até 3 meses depois do transplante. Caso a falta de produção de anticorpos persista, uma dose de 0,5 g/kg de peso corpóreo por mês é recomendada até que os níveis de anticorpos IgG retornem ao normal.
- h) Uso em Crianças Não foi necessário qualquer ajuste de dose para as crianças em estudos clínicos com Sandoglobulina ® Privigen ®. Relatos da literatura indicam que imunoglobulinas intravenosas são eficazes em crianças com PIDC. Porém não existem dados sobre Sandoglobulina ® Privigen ® em relação a isso.
MODO DE USAR Sandoglobulina ® Privigen ® deve ser administrada por via intravenosa.
Sandoglobulina ® Privigen ® é isotônico, com osmolalidade da solução de 320 mOsmol/kg.
Sandoglobulina ® Privigen ® é uma solução pronta para uso. O produto deve estar em temperatura ambiente ou corpórea antes de ser utilizado. O médico ou profissional de saúde fará a administração utilizando um equipo para infusão com respiro com um filtro integrado.
A tampa do frasco deve sempre ser perfurada dentro da área demarcada no centro. Se necessário, Sandoglobulina ® Privigen ® pode ser diluída sob condições assépticas, com solução de glicose a 5%.
Para obter uma solução de imunoglobulina de 50 mg/mL (5%), Sandoglobulina ® Privigen ® 100 mg/mL (10%) deve ser diluída com um volume igual de solução de glicose a 5%. Durante a diluição do produto, técnicas assépticas devem ser estritamente utilizadas.
Sandoglobulina ® Privigen ® não deve ser misturada com soro fisiológico. Entretanto, o pós-enxágue dos tubos de infusão com soro fisiológico é permitido.
Qualquer produto não utilizado e os resíduos devem ser descartados de acordo com as exigências locais.
O produto deve ser infundido inicialmente a uma velocidade de 0,3 mL/kg de peso corporal/h (por aproximadamente 30 min.). Se houver boa tolerabilidade, a velocidade de infusão pode ser aumentada gradativamente para 4,8 mL/kg de peso corporal/h. Em pacientes com imunodeficiência primária que toleraram bem o tratamento de reposição com Sandoglobulina ® Privigen ®, a velocidade de infusão pode ser gradualmente aumentada até o valor máximo de 7,2 mL/kg de peso corporal/h.
Incompatibilidades Esse medicamento não deve ser misturado com outros produtos medicinais nem soro fisiológico. No entanto, é possível a diluição com solução de glicose a 5%.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Reações adversas como calafrios, cefaleia (dor de cabeça), tontura, febre, vômito, reações alérgicas, náusea, dor nas articulações (artralgia), pressão arterial baixa e leve dor nas costas podem ocorrer ocasionalmente em conexão com a administração intravenosa de imunoglobulina humana.
A imunoglobulina humana pode, raramente, causar reações de hipersensibilidade com uma queda repentina na pressão arterial e, em casos isolados, choque anafilático, mesmo quando os pacientes não apresentaram hipersensibilidade depois de tratamento anterior.
Casos de meningite asséptica reversível e casos raros de reações cutâneas temporárias foram observados após o uso de imunoglobulina humana.
Reações hemolíticas foram observadas especialmente em pacientes que possuem grupos sanguíneos A, B e AB, em tratamento imunomodulatório. Raramente, pode haver o desenvolvimento de anemia hemolítica necessária de transfusão após altas doses de imunoglobulina intravenosa, incluindo (ver pergunta 4. O Que Devo Saber Antes de Usar Este Medicamento?).
O aumento nas quantidades de creatinina sérica e/ou insuficiência renal aguda foram observados em alguns pacientes utilizando Sandoglobulina ® Privigen ®.
Em ocasiões muito raras, ocorreram reações tromboembólicas como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (derrame), embolia pulmonar e trombose venosa profunda.
A seguir mostra as reações adversas verificadas em estudos com Sandoglobulina ® Privigen ®:
Reação muito comum: ocorre em 10% ou mais dos pacientes que utilizam este medicamento.
Reação comum: ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento.
Reação incomum: ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento.
Reações adversas observadas em estudos clínicos controlados e experiência pós-comercialização apresentadas em ordem decrescente de frequência Muito Comum (pode ocorrer em mais de 1 em 10 pacientes) Dor de cabeça (incluindo dor de cabeça sinusal, enxaqueca, desconforto na cabeça, dor de cabeça por tensão), dor (incluindo dor nas costas, dor nas extremidades, dor nas juntas e ossos (artralgia), dor no pescoço, dor facial, febre (incluindo calafrios), doença semelhante a gripe (incluindo coriza (nasofaringite), dor de garganta (dor faringolaríngea), aftas na boca e na garganta (aftas orofaríngeas), aperto na garganta).
Comum (pode ocorrer em até 1 em 10 pacientes) Redução temporária da contagem de células vermelhas (anemia), rompimento das células vermelhas do sangue (hemólise incluindo anemia hemolítica), redução da contagem de células brancas (leucopenia), hipersensibilidade, tontura (incluindo vertigem), pressão sanguínea elevada (hipertensão), ruborização (incluindo fogachos, aumento da taxa de fluxo sanguíneo nos diferentes tecidos do corpo (hiperemia), pressão sanguínea baixa ou reduzida (hipotensão), dor abdominal, dor de estômago (náusea), alterações nos exames de função hepática de rotina (hiperbilirubinemia), alterações de pele (incluindo erupções de pele, coceira (prurido), urticária (prurido), erupção cutânea maculopapular, vermelhidão da pele (eritema), descamação da pele (esfoliação da pele), dor muscular (mialgia, incluindo câimbras e rigidez, e dor musculoesqueletal), alterações nos exames de sangue de rotina (redução da hemoglobina incluindo redução da contagem de células vermelhas e redução do hematócrito, teste de Coombs (direto) positivo, aumento da alanina aminotransferase, aumento da aspartato aminotransferase, aumento da lactato desidrogenase sanguínea).
Incomum (pode ocorrer em mais de 1 em 100 pacientes):
Meningite não infecciosa temporária (meningite asséptica), forma irregular da célula sanguínea (anicitose, incluindo microcitose (achado microscópico), eventos tromboembólicos, presença de alta contagem de plaquetas no sangue (trombocitose), sonolência, tremores, palpitação, taquicardia, eventos tromboembólicos, falta de suprimento sanguíneo nas extremidades causando, por exemplo, dor ao caminhar (incluindo a alteração vascular vasculite periférica), presença de um excesso de proteína sérica na urina (proteinúria, incluindo aumento de creatinina sérica), dor no local de injeção (incluindo desconforto no local da injeção).
Em casos isolados (experiência pós-comercialização) foi observado em pacientes tratados com Sandoglobulina ® Privigen ®: nível anormalmente baixo de glóbulos brancos chamados neutrófilos (diminuição na contagem de neutrófilos), choque anafilático, respiração dolorosa devido à lesão pulmonar aguda associada à transfusão (TRALI) e insuficiência renal aguda. β Após a conclusão do estudo clínico controlado, os casos de anemia hemolítica foram observados em frequência significativamente reduzida devido a melhorias no processo de fabricação de Sandoglobulina ® Privigen ®.
Relato de eventos adversos Se você tiver algum destes eventos adversos, informe seu médico ou profissional da saúde. Isso inclui até mesmo os eventos adversos não descritos nesta bula. Ao relatar os eventos adversos você pode ajudar a fornecer mais informações sobre a segurança deste medicamento.
Estudos demonstraram que a frequência, a natureza e a gravidade das reações adversas não diferiram entre crianças e adultos. A ocorrência de casos de hemólise em crianças é ligeiramente maior do que em adultos. lnforme ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. lnforme também a empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
A superdose pode causar sobrecarga do volume de líquidos e hiperviscosidade, principalmente em pacientes de risco, incluindo pacientes idosos ou pacientes com insuficiência cardíaca e renal.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.0151.0120 Produzido por: CSL Behring AG Berna – Suíça Importado e Registrado por: CSL Behring Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
Rua Gomes de Carvalho, 1195 - Cj. 32 CEP 04547-004 – São Paulo - SP
Cnpj 62.969.589/0001-98
Uso restrito a estabelecimentos de saúde
VENDA SOB PRESCRIÇÃO CCPIL_v7.0_V1
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
Sandoglobulina ® Privigen ® imunoglobulina humana CSL Behring Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
Solução injetável 100 mg/mL Sandoglobulina ® Privigen ® imunoglobulina humana
Apresentações
Sandoglobulina ® Privigen ® 2,5 g: embalagem com 1 frasco-ampola com 25 mL de solução injetável de imunoglobulina humana (100 mg/mL).
Sandoglobulina ® Privigen ® 5 g: embalagem com 1 frasco-ampola com 50 mL de solução injetável de imunoglobulina humana (100 mg/mL).
Sandoglobulina ® Privigen ® 10 g: embalagem com 1 frasco-ampola com 100 mL de solução injetável de imunoglobulina humana (100 mg/mL).
Via intravenosa
Uso adulto e pediátrico
Composição
Cada 1 mL da solução contém:
100 mg de proteína plasmática humana 1 com um teor de imunoglobulina (IgG) humana de pelo menos 98% (solução a 10%).
Distribuição das subclasses de IgG (valores médios): IgG1 69%, IgG2 26%, IgG3 3%, IgG4 2%.
O teor máximo de IgA é de 25 µg/mL.
Excipientes: prolina, água para injetáveis, ácido clorídrico e hidróxido de sódio em pequenas quantidades para ajuste de pH.
1 Produzida a partir do plasma de doadores humanos.
Sandoglobulina ® Privigen ® contém traços de sódio (≤ 1 mmol/L).
Sandoglobulina ® Privigen ® não contém conservantes.
Indicações
Terapia de reposição em:
Doenças de imunodeficiência primária (IDP) tais como:
- Agamaglobulinemia e hipogamaglobulinemia congênitas
- Imunodeficiência comum variável
- Imunodeficiência combinada grave
- Síndrome de Wiskott-Aldrich Mieloma ou leucemia linfocítica crônica com hipogamaglobulinemia secundária grave e infecções recorrentes.
Crianças com infecção congênita por HIV e infecções recorrentes.
Imunomodulação:
- Púrpura trombocitopênica imune (PTI) em crianças ou adultos com alto risco de sangramento ou antes de intervenções cirúrgicas, para corrigir a contagem de plaquetas
- Síndrome de Guillain-Barré
- Doença de Kawasaki
- Polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante crônica (PIDC) Transplante alogênico de medula óssea.
Resultados de eficácia
Estudos clínicos A segurança e a eficácia de Sandoglobulina ® Privigen ® foram investigadas em sete estudos prospectivos, abertos, de braço único, multicêntricos, realizados na Europa (estudos PTI, IDP e PIDC), no Japão (estudos IDP e PIDC) e nos EUA (estudos IDP e PIDC). Dados de segurança e eficácia adicionais foram coletados em um estudo de extensão prospectivo, aberto, de braço único, multicêntrico, realizado nos EUA (extensão do estudo IDP).
Dados adicionais foram coletados em um estudo clínico de segurança pós-autorização (PASS), um estudo observacional multicêntrico em pacientes com diversas condições imunológicas, realizado nos EUA.
IDP No estudo pivotal, oitenta pacientes entre 3 e 69 anos de idade com imunodeficiência primária (IDP) receberam uma infusão de Sandoglobulina ® Privigen ® a uma dose mediana de 200-888 mg/kg de peso corporal, a cada 3 a 4 semanas por no máximo 1 ano. Com esse tratamento, foram alcançadas as concentrações mínimas constantes de IgG durante todo o período de tratamento, com concentrações médias de 8,84 g/L a 10,27 g/L. A incidência de infecções bacterianas agudas graves foi de 0,08 por paciente por ano (o limite superior de confiança de 97,5% foi de 0,182).
No estudo de extensão ao estudo IDP, como no estudo principal, as doses de Sandoglobulina ® Privigen ® foram administradas em 55 pacientes (dos quais 45 haviam participado do estudo pivotal e 10 eram pacientes novos). Os resultados do estudo pivotal foram confirmados pelo estudo de extensão para a média das concentrações mínimas de IgG (9,31 g/L a 11,15 g/L) e para a taxa de infecções bacterianas agudas (0,018/paciente/ano, o intervalo superior de confiança de 97,5% foi de 0,098).
PTI Cinquenta e sete pacientes com idades entre 15 e 69 anos com púrpura trombocitopênica imune (PTI) crônica participaram do segundo estudo. No início, a contagem de plaquetas foi de 20 x 10 9/L. Depois da administração de Sandoglobulina ® Privigen ® a uma dose de 1 g/kg de peso corporal, em 2 dias consecutivos, a contagem de plaquetas subiu para pelo menos 50 x 10 9/L dentro de 7 dias da primeira infusão em 80,7% dos pacientes. Em 43% dos pacientes, esse aumento ocorreu depois de apenas um dia, antes da segunda infusão. O tempo médio até que essa contagem de plaquetas fosse alcançada foi de 2,5 dias. Em pacientes que responderam ao tratamento, a contagem de plaquetas permaneceu ≥ 50 x 10 9/L por um período médio de 15,4 dias.
Em um segundo estudo de PTI, 57 pacientes com PTI (contagem inicial de plaquetas (basal) ≤ 30 x 10 9 /L) com idades entre 18 e 65 anos foram tratados com Sandoglobulina ® Privigen ® a uma dose de 1 g/kg de peso corporal. No dia 3 os pacientes poderiam receber uma segunda dose de 1 g/kg corporal, a qual era obrigatória para pacientes com contagem plaquetária < 50 x 10 9/L.
De modo geral, em 42 pacientes (74%) a contagem plaquetária aumentou, pelo menos uma vez, para ≥ 50 x 10 9/L nos primeiros 6 dias depois da primeira infusão, que foi satisfatória no intervalo esperado. Uma segunda dose nos pacientes com contagem plaquetária ≥ 50 x 10 9/L proporcionou um benefício adicional em termos de aumentos maiores e mais duradouros da contagem plaquetária comparado à dose única. Dos pacientes que apresentaram contagem plaquetária < 50 x 10 9/L após a primeira dose, 30% apresentaram resposta plaquetária ≥ 50 x 10 9 /L após a segunda dose obrigatória.
PIDC No primeiro estudo prospectivo multicêntrico, aberto de PIDC denominado PRIMA (“Privigen Impact on Mobility and Autonomy study”), 28 pacientes com PIDC (13 pacientes com e 15 pacientes sem pré-tratamento de imunoglobulina intravenosa) foram tratados com uma dose de ataque de 2 g/kg de peso corporal durante 2-5 dias seguida por 6 doses de manutenção de 1 g/kg de peso corporal por 1-2 dias a cada 3 semanas. Os pacientes tratados previamente suspenderam o uso de imunoglobulina intravenosa antes do início do tratamento com Sandoglobulina ® Privigen ® até que a deterioração dos sintomas clínicos fosse confirmada com base na escala INCAT (“Inflammatory Neuropathy Cause and Treatment”). Na escala INCAT ajustada para 10 pontos observou-se uma melhora clinicamente significativa de pelo menos 1-ponto da linha de base para semana de tratamento 25 em 17/28 pacientes (60,7%, intervalo de confiança de 95% 42,41, 76,4). Nove pacientes responderam logo após receber a dose de indução inicial para o tratamento na semana 4 e 16 pacientes na semana 10.
No segundo estudo clínico prospectivo, multicêntrico, randomizado, placebo controlado denominado estudo PATH (“Polyneuropathy and Treatment with Hizentra”), 207 pacientes com PIDC foram tratados com Sandoglobulina ® Privigen ® na fase pré-randomizada do estudo.
Todos os pacientes pré-tratados com imunoglobulina intravenosa por pelo menos 8 semanas e com uma dependência à imunoglobulina intravenosa confirmada por evidente deterioração clínica durante a fase de descontinuação de IgG intravenosa por até 12 semanas, receberam uma dose de ataque de 2 g/kg de peso corporal de Sandoglobulina ® Privigen ® seguida de 4 doses de manutenção de 1 g/kg de peso corporal de Sandoglobulina ® Privigen ® a cada 3 semanas por até 13 semanas.
Após a deterioração clínica durante a descontinuação de imunoglobulina intravenosa, a melhora clínica de PIDC foi primariamente definida pela redução de ≥ 1 ponto na escala INCAT ajustada. Medidas adicionais de melhora da PIDC foram o aumento ≥ 4 pontos na escala de incapacidade global construída em Rasch (R-ODS), um aumento médio de ≥ 8 kPa na força de preensão, ou uma soma dos escores MRC ≥ 3 pontos. De modo geral, 91% dos pacientes (188) demonstraram melhora na semana 13 em pelo menos um dos critérios descritos.
Pela escala INCAT ajustada, a taxa de responsivos na semana 13 foi de 72,9% (151/207 pacientes), com 149 pacientes já respondendo na semana 10. Um total de 43 de 207 pacientes atingiu um melhor estado de PIDC como avaliado pela escala INCAT ajustada em comparação aos seus estados de PIDC ao entrarem no estudo. A comparabilidade das taxas de resposta e a média dos escores INCAT ajustada para os pacientes pré-tratados com a imunoglobulina intravenosa nos estudos PRIMA e PATH estão demonstrados na Figura 1 abaixo.
IgG-IV: imunoglobulina via intravenosa, Ref Visit: visita de referência.
A média da melhora no final do período do tratamento, comparado ao valor da visita de referência foi de 1,4 pontos no estudo PRIMA (1,8 pontos nos pacientes pré-tratados com IgG via intravenosa) e 1,2 pontos no estudo PATH.
No estudo PRIMA, a porcentagem de pacientes responsivos na escala geral do Conselho de Pesquisa Médica (MRC) (definido como um aumento de ≥ 3 pontos) foi de 85% (87% dos pacientes não tratados com imunoglobulina via intravenosa e 82% dos pacientes pré-tratados com IgG intravenosa) e 57% no PATH. O tempo mediano geral para a primeira resposta da soma da escala MRC no PRIMA foi de 6 semanas (6 semanas para pacientes não tratados com IgG via intravenosa e 3 semanas nos pacientes pré-tratados com IgG intravenosa) e 9,3 semanas no estudo PATH. A soma na escala MRC no PRIMA melhorou em 6,9 pontos (7,7 pontos para pacientes não tratados com IgG via intravenosa e 6,1 pontos para pacientes pré-tratados com IgG via intravenosa) e em 3,6 pontos no PATH.
A força de preensão na mão dominante melhorou em 14,1 kPa (17,0 kPa para pacientes não tratados com IgG via intravenosa e 10,8 kPa para pacientes pré-tratados com IgG intravenosa) no estudo PRIMA, enquanto no PATH a força de preensão na mão dominante melhorou em 12,2 kPa. Para a mão não dominante, resultados similares foram observados em ambos os estudos, PRIMA e PATH.
O perfil de eficácia e segurança nos estudos PRIMA e PATH em pacientes com PIDC são comparáveis, de modo geral.
Em um estudo clínico de segurança pós-autorização (PASS) observacional baseado em coorte hospitalar, o risco de anemia hemolítica seguida da terapia de Sandoglobulina ® Privigen ® foi avaliado em pacientes com diversas condições imunológicas de 01 de janeiro de 2008 a 30 de abril de 2019. O risco de anemia hemolítica foi analisado antes (linha de base) e após a implementação do plano de minimização de risco, a introdução da cromatografia de imunoafinidade (IAC) no processo de fabricação da Sandoglobulina ® Privigen ®. Uma redução estatisticamente significativa de 89% na taxa de incidência de anemia hemolítica (baseado em uma taxa de incidência de 0,11; ajustado para o ambiente hospitalar/ambulatorial, idade, gênero, dose e indicação de uso; valor-p unilateral < 0,01) foi observada após a implementação da etapa de IAC, em comparação com a linha de base:
Linha de base IAC Período ɸ α ꝣ ɸ A exclusão de doadores de plasma com altos títulos de anti-A, realizados entre 01 de outubro de 2013 e 31 de dezembro de 2015, como medida inicial de minimização de risco para anemia hemolítica indicaram uma redução de 38% na probabilidade de incidência de anemia hemolítica versus a linha de base, e foi subsequentemente substituído pela etapa de IAC no processo de fabricação da Sandoglobulina ® Privigen®, como observado acima.
£ Mediana do título de isoaglutinina quantificadas a partir do método de teste direto, como descrito na Ph.Eur α Prováveis casos de anemia hemolítica: definido por um diagnóstico específico de hospital no momento da liberação do paciente, para anemia hemolítica e ocorrência durante o intervalo de tempo entre a primeira infusão até 30 dias depois de sua última infusão, se >1 infusão foi administrada.
& Intervalo de confiança ꝣ Ajustado para: ambiente hospitalar/ambulatorial, idade, gênero, dose e indicação de uso do produto Sandoglobulina® Privigen®.
A redução na taxa de incidência de prováveis anemias hemolíticas após a implementação da IAC versus a linha de base foi especialmente observada em pacientes tratados com doses de Sandoglobulina ® Privigen ® ≥ 0,75 g/kg de peso corporal.
Adicionalmente, 28 pacientes pediátricos com PIDC < 18 anos de idade foram identificados durante todo o período do estudo, de 01 de janeiro de 2008 a 30 de abril de 2019. Nenhum dos pacientes que tiveram um total de 486 administrações de Sandoglobulina ® Privigen ® experienciaram anemia hemolítica, SMA, insuficiência renal aguda, reação anafilática grave ou tromboembolismo. Dois pacientes tiveram uma reação anafilática moderada, equivalente a 0,4% de todas as administrações de Sandoglobulina ® Privigen ®.
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Zenker, P. Kiessling & The International Privigen® in ITP Study Group (2009) Efficacy and safety of Privigen®, a novel liquid intravenous immunoglobulin formulation, in adolescent and adult patients with chronic immune thrombocytopenic purpura, Hematology, 14:4, 227-236,
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(PASS IgPro10_5003) CSL Behring AG.
Características farmacológicas
Sandoglobulina ® Privigen ® contém imunoglobulina humana para administração intravenosa.
Propriedades farmacodinâmicas Sandoglobulina ® Privigen ® é preparada com o plasma de 1000 ou mais doadores humanos. O processo de fabricação de Sandoglobulina ® Privigen ® inclui as seguintes etapas: precipitação da fração de IgG do plasma em etanol, seguida de fracionamento em ácido octanóico e incubação em pH 4. Os processos seguintes de purificação compreendem: filtração, cromatografia de troca iônica, cromatografia de imunoafinidade para reduzir especificamente os anticorpos dos grupos A e B (isoaglutininas A e B), vide item 2. Resultados de Eficácia e item 9. Reações Adversas) e uma etapa de filtração que pode remover partículas de até 20 nanômetros.
Sandoglobulina ® Privigen ® contém principalmente imunoglobulina tipo G (IgG) com um amplo espectro de anticorpos funcionalmente intactos contra agentes infecciosos. Na terapia de reposição, doses adequadas de Sandoglobulina ® Privigen ® podem restaurar níveis anormalmente baixos de IgG para a faixa normal e, assim, ajudar na prevenção de infecções.
A distribuição de subclasses de IgG em Sandoglobulina ® Privigen ® corresponde à distribuição normal do plasma humano. Tanto a função Fc como a Fab das moléculas de IgG são preservadas. A capacidade das partes Fab de ligar antígenos foi demonstrada por métodos bioquímicos e biológicos. A função Fc foi testada com ativação do complemento e com a ativação do leucócito mediado pelo receptor de Fc. A inibição da ativação do complemento induzida pelo complexo imune (“scavenging”, uma função anti-inflamatória das imunoglobulinas intravenosas) é preservada na Sandoglobulina ® Privigen ®.
Sandoglobulina ® Privigen ® não causa ativação não-específica do sistema do complemento ou da pré-calicreína.
O mecanismo de ação nas indicações, exceto na terapia de reposição, ainda não foi totalmente elucidado, mas inclui efeitos imunomoduladores.
População pediátrica Não foram observadas diferenças nas propriedades farmacodinâmicas e perfil de segurança entre os pacientes adultos e os pediátricos.
Propriedades farmacocinéticas Absorção Após a administração intravenosa, Sandoglobulina ® Privigen ® está imediatamente e completamente biodisponível na corrente sanguínea do paciente.
Distribuição Sandoglobulina ® Privigen ® é distribuída de forma relativamente rápida entre o plasma e o líquido extravascular. O equilíbrio entre os compartimentos intravascular e extravascular é alcançado depois de aproximadamente 3 a 5 dias.
Eliminação A IgG e os complexos de IgG são clivados no sistema reticuloendotelial. A meia-vida pode variar de paciente para paciente.
Os parâmetros farmacocinéticos de Sandoglobulina ® Privigen ® foram determinados nos estudos clínicos realizados em pacientes com imunodeficiência primária (vide item 2.
Resultados de Eficácia). Vinte e cinco pacientes (entre 13 e 69 anos de idade) no estudo pivotal e 13 pacientes (entre 9 e 59 anos de idade) na extensão deste estudo participaram da investigação farmacocinética (ver a tabela abaixo).
A meia-vida em pacientes da imunodeficiência primária no estudo pivotal foi de 36,6 dias, e de 31,1 dias no estudo de extensão.
Parâmetros farmacocinéticos de Sandoglobulina ® Privigen ® em pacientes com imunodeficiência primária:
Parâmetro Estudo Pivotal (n=25) Mediana (variação) Estudo de extensão (n=13) Mediana (variação) Cmáx (concentração máxima) em g/L 23,4 (10,4-34,6) 26,3 (20,9-32,9) Cmín (concentração mínima) em g/L 10,2 (5,8-14,7) 9,75 (5,72-18,01) t½ (meia-vida) em dias 36,6 (20,6-96,6) 31,1 (14,6-43,6) A mediana da meia-vida no estudo pivotal de Sandoglobulina ® Privigen ® em IDP foi de 36,6 dias e o estudo de extensão foi de 31,1.
Estudos pré-clínicos A segurança de Sandoglobulina ® Privigen ® foi investigada em diversos estudos pré-clínicos.
Uma ênfase particular foi colocada na investigação do excipiente prolina. A prolina é um aminoácido fisiológico, não-essencial. Estudos realizados em ratos tratados com doses diárias de prolina de 1450 mg/kg de peso corporal, não apresentaram qualquer evidência de teratogenicidade ou de embriotoxicidade. Estudos de genotoxicidade da prolina não mostraram qualquer descoberta patológica.
Estudos publicados sobre a hiperprolinemia mostraram que o uso a longo prazo de altas doses diárias apresenta efeito no desenvolvimento cerebral em ratos muito jovens. No entanto, em estudos nos quais a dosagem foi planejada para refletir o uso clínico de Sandoglobulina ® Privigen ® não foram observados efeitos no desenvolvimento do cérebro do feto. Estudos de segurança-farmacológica adicionais de prolina em ratos adultos e jovens não descobriram evidência de distúrbios de comportamento.
As imunoglobulinas são componentes naturais do corpo humano. Dados de testes realizados com animais, de toxicidade aguda e crônica e de toxicidade embriofetal das imunoglobulinas são inconclusivos por conta das interações entre as imunoglobulinas de espécies heterogêneas e a indução de anticorpos para proteínas heterólogas. Em estudos de tolerabilidade local realizados em coelhos, nos quais Sandoglobulina ® Privigen ® foi administrado por via intravenosa, paravenosa, intra-arterial e subcutânea, o produto foi bem tolerado.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao princípio ativo ou ao excipiente.
Hipersensibilidade a imunoglobulinas humanas, principalmente em casos muitos raros de deficiência de IgA, nos quais o paciente apresenta anticorpos anti-IgA.
Advertências e precauções
Gerais Sandoglobulina ® Privigen ® contém o excipiente prolina. Os médicos devem considerar individualmente o risco / benefício de Sandoglobulina ® Privigen ® em pacientes com hiperprolinemia do tipo I e II. A Hiperprolinemia é uma doença extremamente rara. Apenas poucas famílias com esta doença são conhecidas no mundo. Determinadas reações adversas graves podem estar relacionadas à velocidade de infusão. É essencial que a velocidade de infusão recomendada no item 8. Posologia e Modo de Usar seja seguida. Os pacientes devem ser rigorosamente monitorados e cuidadosamente observados quanto a qualquer sintoma durante e após o período de infusão (vide itens 5. Advertências e Precauções e 9. Reações Adversas).
Determinadas reações adversas podem ocorrer com maior frequência:
- No caso de altas velocidades de infusão;
- Em pacientes com hipogamaglobulinemia ou agamaglobulinemia, apresentando ou não deficiência de IgA;
- Em pacientes tratados com imunoglobulina humana pela primeira vez ou, em casos raros, quando o produto contendo imunoglobulina humana é substituído ou quando houve um longo intervalo desde a infusão anterior.
Complicações potenciais podem ser frequentemente evitadas caso sejam tomadas precauções para garantir que os pacientes:
- Não sejam hipersensíveis à imunoglobulina humana, injetando o produto lentamente no início (0,3 mL/kg de peso corporal (PC)/h);
- Sejam cuidadosamente monitorados quanto a quaisquer sintomas ao longo do período de infusão. Principalmente os pacientes que estejam sendo tratados com imunoglobulina humana pela primeira vez, trocando de um produto de imunoglobulina alternativo, ou quando houve um longo intervalo desde a infusão anterior, devem ser monitorados durante a primeira infusão e pela primeira hora depois dela, com o intuito de detectar sinais de eventos adversos potenciais.
Todos os outros pacientes devem ser observados por pelo menos 20 minutos depois da administração.
No caso de reações adversas, a velocidade de administração deve ser reduzida ou a infusão deve ser interrompida (vide itens 5. Advertências e Precauções e 9. Reações Adversas). O tratamento necessário depende da natureza e da gravidade da reação adversa.
No caso de choque, o tratamento médico padrão para choque deve ser implementado.
Doses mais elevadas podem ser associadas com o aumento das taxas de efeitos adversos.
Portanto, a menor dose eficaz deve ser buscada para cada paciente e cuidadosa rotina de monitorização deve ser estabelecida.
Em todos os pacientes, o tratamento com imunoglobulina humana intravenosa (IgIV) requer hidratação adequada antes do início da infusão.
Hipersensibilidade Reações de hipersensibilidade verdadeiras são raras. Elas podem ocorrer em pacientes com anticorpos anti-IgA.
A imunoglobulina humana não é recomendada para pacientes nos quais a deficiência seletiva de IgA é a única anomalia relevante.
Em raras ocasiões, a imunoglobulina humana pode causar uma queda na pressão arterial com uma reação anafilactoide, mesmo em pacientes que haviam tolerado o tratamento anterior com imunoglobulina humana.
Anemia hemolítica Produtos contendo imunoglobulina intravenosa podem conter anticorpos contra grupos sanguíneos (por exemplo, anti-A e anti-B) que podem atuar como hemolisinas e induzir opsonização in vivo de hemácias com imunoglobulina, causando uma reação de antiglobulina direta positiva (teste de Coombs) e, raramente, a hemólise. Anemia hemolítica pode se desenvolver após a terapia com imunoglobulina intravenosa devido ao maior sequestro de hemácias. O processo de fabricação de Sandoglobulina ® Privigen ® inclui a etapa de cromatografia por imunoafinidade (IAC) que reduz anticorpos dos grupos A e B (isoaglutininas A e B). Os dados clínicos de Sandoglobulina ® Privigen ® fabricado com a etapa de IAC mostraram uma redução significativa na incidência de anemia hemolítica (vide item 2.
Resultados de Eficácia e item 9. Reações Adversas).
Ocorreram casos isolados de disfunção/insuficiência renal ou coagulação intravascular disseminada relacionados à hemólise, eventualmente resultando em óbito.
Os seguintes fatores de risco estão associados com o desenvolvimento de hemólise: altas doses, administradas em doses únicas ou divididas durante vários dias; grupos sanguíneos A, B e AB (grupos sanguíneos diferentes de O) e estado inflamatório subjacente. É recomendada uma maior vigilância dos pacientes com grupos sanguíneos A, B e AB (grupos sanguíneos diferentes de O) os quais recebem altas doses para indicações não relacionadas à imunodeficiência primária. A hemólise foi raramente relatada em pacientes sob uma terapia de reposição para imunodeficiência primária.
Pacientes usando imunoglobulina intravenosa devem ser monitorados para sinais e sintomas clínicos de hemólise. Se sinais e/ou sintomas de hemólise aparecerem durante ou após uma infusão com imunoglobulina intravenosa, a interrupção do tratamento com imunoglobulina intravenosa deve ser considerada (vide item 9. Reações Adversas).
Síndrome da meningite asséptica (SMA) A síndrome da meningite asséptica tem sido relatada em associação ao tratamento com imunoglobulina intravenosa (vide item 9. Reações Adversas).
A descontinuação do tratamento resultou em remissão da SMA em alguns dias sem sequelas. A síndrome geralmente inicia-se entre algumas horas e 2 dias após o tratamento com imunoglobulina intravenosa. Os sintomas podem incluir dor de cabeça intensa, rigidez da nuca, sonolência, febre, fotofobia, náusea e vômito. Os pacientes que apresentarem esses sintomas devem ser submetidos a um exame neurológico completo, incluindo estudos do líquido cefalorraquidiano, para descartar outras causas de meningite. Estudos do fluido cerebrospinal são frequentemente positivos para pleocitose por até milhares de células por milímetro cúbico, predominantemente da série granulocítica e níveis elevados de proteínas chegando a centenas de mg/dL.
A SMA pode ocorrer mais frequentemente em associação com altas doses de imunoglobulina via intravenosa (2 g/kg) e/ou infusão rápida (vide itens 8. Posologia e Modo de Usar e 5.
Advertências e Precauções).
Os pacientes com recorrência de SMA em associação com o tratamento com IgIV devem ser monitorados quanto ao surgimento ou piora dos sintomas com potencial progressão para edema no cérebro (edema cerebral).
Tromboembolismo Existe evidência clínica de uma associação entre a administração de imunoglobulina intravenosa e eventos tromboembólicos como o infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (inclusive derrame), embolia pulmonar e trombose venosa profunda, especialmente em pacientes de risco, que apresentem comorbidades tromboembólicas. Assume-se que esses eventos estão relacionados com um aumento relativo da viscosidade do sangue através do alto influxo de imunoglobulina.
Deve-se exercitar um cuidado especial com relação à prescrição e à infusão de imunoglobulina intravenosa em pacientes obesos e em pacientes com fatores de risco pré-existentes para eventos tromboembólicos (como idade avançada, hipertensão, diabetes mellitus, histórico de doença vascular ou episódios trombóticos, pacientes com trombofilia adquirida ou hereditária, pacientes imobilizados por um longo período, pacientes com hipovolemia grave e pacientes com doenças que aumentem a viscosidade do sangue).
Em pacientes sob risco de reações tromboembólicas, produtos de imunoglobulina intravenosa devem ser administrados na menor velocidade de infusão e dose praticáveis com base em critério médico.
Insuficiência renal aguda Casos de insuficiência renal aguda foram relatados em pacientes que receberam terapia com imunoglobulina intravenosa. Na maioria dos casos foram identificados fatores de risco tais como insuficiência renal pré-existente, diabetes mellitus, hipovolemia, sobrepeso, medicação nefrotóxica concomitante ou idade acima de 65 anos.
No caso de insuficiência renal, a descontinuação do produto de imunoglobulina intravenosa deve ser considerada.
Embora estes relatos de disfunção renal e de insuficiência renal aguda tenham sido associados ao uso de muitos produtos de imunoglobulina intravenosa licenciados, contendo vários excipientes como sacarose, glicose e maltose, aqueles contendo sacarose como estabilizante contribuíram com uma parcela desproporcionalmente alta do número total de casos. Portanto, para pacientes de risco, deve ser considerado o uso de produtos de imunoglobulina intravenosa sem sacarose.
Em pacientes sob risco de insuficiência renal aguda, produtos de imunoglobulina intravenosa devem ser administrados na menor velocidade de infusão e dose praticáveis com base em critério médico.
Lesão pulmonar aguda associada à transfusão Edema pulmonar não cardiogênico pode ocorrer raramente após o tratamento com imunoglobulina intravenosa.
A lesão pulmonar aguda associada à transfusão - TRALI (do inglês, “transfusion-related acute lung injury”) - é caracterizada por estresse respiratório severo, edema pulmonar, hipoxemia, função ventricular esquerda normal e febre. Os sintomas surgem tipicamente dentro de 1 a 6 horas após o tratamento.
É necessário monitorar os pacientes para reações adversas pulmonares. A TRALI pode ser controlada utilizando oxigênio com suporte ventilatório adequado.
Agentes transmissíveis A Sandoglobulina ® Privigen ® é produzida a partir de plasma humano. Medidas padrão para a prevenção de infecções resultantes do uso de medicamentos fabricados a partir do sangue ou do plasma humanos incluem a seleção de doadores, teste de doações individuais e pools de plasma quanto aos marcadores específicos de infecção e a introdução de etapas de fabricação eficazes para a inativação/eliminação de vírus. No entanto, quando produtos preparados a partir do sangue ou plasma humanos são administrados, a possibilidade de transmissão de agentes infecciosos não pode ser completamente excluída. Isso também se aplica aos vírus desconhecidos ou emergentes e a outros patógenos.
As medidas implementadas são consideradas eficazes contra vírus envelopados tais como os da imunodeficiência humana (HIV), vírus da hepatite B (HBV) e vírus da hepatite C (HCV) e contra vírus não envelopados tais como o vírus da hepatite A (HAV) e o parvovírus B19.
A experiência clínica não mostra transmissão de hepatite A ou de infecções pelo parvovírus B19 por imunoglobulinas. Além do mais, presume-se que o teor de anticorpos tenha uma contribuição importante para a segurança viral.
Recomenda-se que, toda vez que Sandoglobulina ® Privigen ® for administrado, o nome e o número do lote do produto sejam documentados para que seja possível relacionar o paciente ao lote do produto.
População pediátrica Embora os dados disponíveis sejam limitados, espera-se que as mesmas precauções e fatores de risco se apliquem à população pediátrica.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas A capacidade de dirigir veículos e operar máquinas pode ser reduzida em decorrência de algumas reações adversas associadas à Sandoglobulina ® Privigen ®. Pacientes que apresentarem reações adversas durante o tratamento devem aguardar a melhora dos sintomas antes de dirigir veículos ou operar máquinas.
Gravidez e amamentação Categoria C de risco na gravidez: dados clínicos controlados sobre o uso do produto em mulheres grávidas ou que estejam amamentando não estão disponíveis. Deve-se ter cautela com relação à administração durante a gravidez e a amamentação. Dados atestam que a imunoglobulina intravenosa pode cruzar a barreira placentária, especialmente durante o terceiro trimestre de gestação.
No entanto, a experiência clínica extensa das imunoglobulinas indica que efeitos prejudiciais sobre o curso da gravidez, do feto ou do recém-nascido são improváveis.
Estudos experimentais do excipiente prolina realizados em animais não descobriram toxicidade direta ou indireta que afetasse a gravidez, o desenvolvimento embrionário ou fetal.
As imunoglobulinas são excretadas no leite e podem contribuir para proteger o neonato de patógenos que utilizem a mucosa como porta de entrada.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Categoria C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.
Fertilidade A experiência clínica com imunoglobulinas sugere que não são esperados efeitos nocivos à fertilidade.
Uso em idosos Deve-se ter cuidado ao administrar Sandoglobulina ® Privigen ® a pacientes acima de 65 anos e que são considerados sob risco aumentado de desenvolver insuficiência renal aguda e eventos trombóticos. Não exceda as doses recomendadas, e administre Sandoglobulina ® Privigen ® na menor taxa de infusão permitida, indicada no item 8. Posologia e Modo de Usar.
Incompatibilidades Esse medicamento não deve ser misturado com outros produtos medicinais nem soro fisiológico. No entanto, é possível fazer a diluição do produto com solução de glicose 5%.
Interações medicamentosas
Vacinas com vírus vivo atenuado Depois do tratamento com imunoglobulinas, a eficácia de vacinas de vírus vivos atenuados, como as vacinas contra o sarampo, caxumba, rubéola e a catapora, pode diminuir por um período de pelo menos 6 semanas até 3 meses. Um intervalo de 3 meses deve ser respeitado entre a administração desse produto e a vacinação com vacinas com vírus vivos atenuados. No caso de vacinações contra o sarampo, a diminuição da eficácia pode persistir por até um ano. Os pacientes que receberam a vacina contra o sarampo devem, portanto, ter o seu status de anticorpos monitorado.
Influência sobre os testes diagnósticos Depois da infusão de imunoglobulinas, o aumento transitório de diversos anticorpos transmitidos passivamente para o sangue do paciente pode causar resultados falso-positivos em testes sorológicos.
A transmissão passiva de anticorpos para antígenos eritrocitários, por exemplo, A, B e D, pode causar resultados incorretos em alguns testes sorológicos para isoanticorpos eritrocitários (por exemplo, o teste de Coombs), determinações da contagem de reticulócitos e o teste de haptoglobina.
População pediátrica Embora os dados disponíveis sejam limitados, espera-se que as mesmas interações possam ocorrer para a população pediátrica.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Sandoglobulina ® Privigen ® pode ser armazenado até a data de validade indicada na embalagem do produto. O produto não deve ser utilizado depois da data de validade impressa. O prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação, quando armazenado conforme recomendado. Armazenar sob temperatura igual ou inferior a 25 °C. Não congelar. Não utilize Sandoglobulina ® Privigen ® se estiver congelado. Não agitar.
Manter o frasco em sua embalagem secundária a fim de protegê-lo da luz.
Sandoglobulina ® Privigen ® foi elaborado para uso único. Uma vez abertos, os frascos devem ser utilizados imediatamente, considerando que Sandoglobulina ® Privigen ® não contém conservantes.
Se o produto for diluído para menores concentrações, é recomendado que ele seja utilizado imediatamente após a diluição.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
A solução deve ser límpida ou levemente opalescente e incolor a amarelo claro.
Sandoglobulina ® Privigen ® apresenta um baixo teor de sódio de ≤ 1 mmol/L. As soluções que apresentam turvação ou precipitação não devem ser utilizadas.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar posologia
A dose e a posologia dependem da indicação. Na terapia de reposição, a dose poderá ter que ser individualizada para cada paciente dependendo da resposta clínica.
Os regimes de dosagem a seguir são dados como uma diretriz.
- a) Terapia de reposição em doenças de imunodeficiência primária Deve-se escolher um regime de dose que resulte em concentrações mínimas de IgG (determinação de níveis séricos de IgG imediatamente antes da infusão seguinte) de pelo menos 5 a 6 g/L. Após o início da terapia, são necessários de 3 a 6 meses para que o equilíbrio ocorra.
A dose inicial recomendada é de 0,4 a 0,8 g/kg de peso corporal, seguida por pelo menos 0,2 g/kg de peso corporal a cada 3 ou 4 semanas.
A dose necessária para manter uma concentração mínima de IgG de 5 a 6 g/L é de 0,2 a 0,8 g/kg de peso corporal/mês. Uma vez alcançada a concentração do estado de equilíbrio, o intervalo de dose varia de 3 a 4 semanas. Para verificar a dose necessária e o intervalo de dose correto, as concentrações mínimas de IgG devem ser determinadas.
- b) Terapia de reposição em mielomas ou leucemia linfocítica crônica com hipogamaglobulinemia secundária grave e infecções recorrentes; terapia de reposição em crianças com infecção congênita por HIV e infecções recorrentes A dose recomendada é de 0,2 a 0,4 g/kg de peso corporal a cada 3 a 4 semanas.
- c) Púrpura trombocitopênica imune Para tratar um episódio agudo, 0,8 a 1 g/kg de peso corporal é administrado no primeiro dia. O tratamento pode ser repetido uma vez dentro de 3 dias ou 0,4 g/kg de peso corporal é administrado diariamente por 2 a 5 dias consecutivos. No caso de recidiva, o tratamento pode ser repetido.
- d) Síndrome de Guillain-Barré 0,4 g/kg de peso corporal/dia, ao longo de 5 dias. A experiência em crianças é limitada.
- e) Doença de Kawasaki 1,6 a 2,0 g/kg de peso corporal devem ser administrados em doses divididas durante 2 a 5 dias, ou 2,0 g/kg de peso corporal, como uma dose única. Deve-se administrar ácido acetilsalicílico aos pacientes como medicação concomitante.
- f) Polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante crônica (PIDC) A dose inicial recomendada é de 2 g/kg de peso corporal dividida entre 2 a 5 dias consecutivos, seguida de doses de manutenção de 1 g/kg de peso corporal administradas em um dia ou divididas em 2 dias consecutivos a cada 3 semanas.
A terapia de longo prazo além de 24 semanas depende da resposta do paciente à terapia de manutenção. Os menores regimes de doses devem ser ajustados de acordo com o curso individual da doença.
- g) Transplante alogênico de medula óssea A terapia com imunoglobulina humana pode ser utilizada como parte do regime de condicionamento e depois do transplante. Para tratar infecções e prevenir a doença do enxerto versus hospedeiro, a dose deve ser ajustada individualmente.
A dose inicial é, geralmente, de 0,5 g/kg de peso corpóreo por semana, começando sete dias antes do transplante. O tratamento é continuado por até 3 meses depois do transplante. Caso a falta de produção de anticorpos persista, uma dose de 0,5 g/kg de peso corporal por mês é recomendada até que os níveis de anticorpos IgG retornem ao normal.
- h) Uso em Crianças No estudo clínico principal de fase III com pacientes com doenças de imunodeficiência primária (n = 80), 19 pacientes entre 3 e 11 anos de idade e 15 pacientes a partir de 12 anos e incluindo os de 18 anos de idade foram tratados. No estudo de extensão com pacientes com doenças de imunodeficiência primária (n = 55), 13 pacientes entre 3 e 11 anos e 11 pacientes entre 12 e 18 anos foram tratados.
Em um estudo clínico realizado em 57 pacientes com púrpura trombocitopênica imune crônica, 2 pacientes pediátricos (15 e 16 anos de idade) foram tratados.
O ajuste de dose não foi requerido para as crianças nesses três estudos. Relatos da literatura indicam que imunoglobulinas intravenosas são eficazes em crianças com PIDC. Porém não existem dados sobre Sandoglobulina ® Privigen ® em relação a isso.
As doses recomendadas estão resumidas na tabela a seguir:
Indicações Dose Intervalos entre as injeções Terapia de reposição em:
Doenças de imunodeficiência primária Dose inicial:
0,4–0,8 g/kg PC Seguida por:
0,2–0,8 g/kg PC A cada 3-4 semanas para obter concentrações mínimas de IgG de pelo menos 5-6 g/L Doenças de imunodeficiência secundária 0,2-0,4 g/kg PC A cada 3-4 semanas para obter concentrações mínimas de IgG de pelo menos 5-6 g/L Crianças com infecção congênita por HIV e infecções recorrentes 0,2-0,4 g/kg PC A cada 3-4 semanas Indicações Dose Intervalos entre as injeções Imunomodulação:
Púrpura trombocitopênica imune 0,8-1 g/kg PC ou No primeiro dia; a terapia pode ser repetida uma vez dentro de 3 dias 0,4 g/kg PC/dia Por 2-5 dias Síndrome de Guillain-Barré 0,4 g/kg PC/dia Por 5 dias Doença de Kawasaki 1,6-2 g/kg PC ou Divididas em diversas doses administradas durante 2-5 dias em conjunto com ácido acetilsalicílico 2 g/kg PC Como uma dose única em conjunto com ácido acetilsalicílico Polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante crônica
(PIDC) Dose inicial:
2,0 g/kg PC Manutenção:
1 g/kg PC Em doses divididas por 2-5 dias A cada 3 semanas, em doses divididas a cada 1-2 dias Transplante alogênico de medula óssea:
Dose Intervalos entre as injeções Tratamento de infecções e prevenção da doença de enxerto versus hospedeiro 0,5 g/kg PC Semanalmente, de 7 dias antes até 3 meses após o transplante Ausência persistente de produção de anticorpos 0,5 g/kg PC Mensalmente, até que os níveis de anticorpos retornem ao normal PC = peso corporal
MODO DE USAR Sandoglobulina ® Privigen ® deve ser administrado por via intravenosa.
Sandoglobulina ® Privigen ® é isotônico, com osmolalidade da solução de 320 mOsmol/kg.
O pH da solução pronta para uso é de 4,6 a 5,0 [4,8].
Conteúdo de sódio Sandoglobulina ® Privigen ® é essencialmente livre de sódio (≤ 1 mmol/L).
Sandoglobulina ® Privigen ® é uma solução pronta para uso. O produto deve estar em temperatura ambiente ou corporal antes de ser utilizado. Administrar utilizando um equipo para infusão com respiro com um filtro integrado. A tampa do frasco deve sempre ser perfurada dentro da área demarcada no centro. Se necessário, Sandoglobulina ® Privigen ® pode ser diluído sob condições assépticas, com solução de glicose a 5%.
Para obter uma solução de imunoglobulina de 50 mg/mL (5%), Sandoglobulina ® Privigen ® 100 mg/mL (10%) deve ser diluída com um volume igual de solução de glicose a 5%. Durante a diluição do produto, técnicas assépticas devem ser estritamente utilizadas.
Sandoglobulina ® Privigen ® não deve ser misturado com soro fisiológico. Entretanto, o pós-enxágue dos tubos de infusão com soro fisiológico é permitido.
Qualquer produto não utilizado e os resíduos devem ser descartados de acordo com as exigências locais.
O produto deve ser infundido inicialmente a uma velocidade de 0,3 mL/kg de peso corporal/h (por aproximadamente 30 min.). Se houver boa tolerabilidade, a velocidade de infusão pode ser aumentada gradativamente para 4,8 mL/kg de peso corporal/h. Em pacientes com imunodeficiência primária que toleraram bem o tratamento de reposição com Sandoglobulina ® Privigen ®, a velocidade de infusão pode ser gradualmente aumentada até o valor máximo de 7,2 mL/kg de peso corporal/h.
Incompatibilidades Esse medicamento não deve ser misturado com outros produtos medicinais nem soro fisiológico. No entanto, é possível a diluição com solução de glicose a 5%. Deve ser administrado em linha de infusão separada.
Reações adversas
Reações adversas como calafrios, cefaleia, tontura, febre, vômito, reações alérgicas, náusea, dor nas articulações (artralgia), pressão arterial baixa e leve dor nas costas podem ocorrer ocasionalmente em conexão com a administração intravenosa de imunoglobulina humana.
Raramente, a imunoglobulina humana pode causar reações de hipersensibilidade com uma queda repentina na pressão arterial e, em casos isolados, choque anafilático, mesmo quando os pacientes não apresentaram hipersensibilidade depois de tratamento anterior (vide item 5.
Advertências e Precauções).
Casos de meningite asséptica reversível e casos raros de reações cutâneas transitórias foram observados após o uso de imunoglobulina humana (vide item 5. Advertências e Precauções).
Reações hemolíticas foram observadas especialmente em pacientes que possuem grupos sanguíneos A, B e AB (grupos diferentes de O), em tratamento imunomodulatório. Raramente, pode haver o desenvolvimento de anemia hemolítica sendo necessária a transfusão após altas doses de IgIV (vide item 5. Advertências e Precauções).
Foi observada elevação dos níveis de creatinina sérica e/ou insuficiência renal aguda (vide item 5. Advertências e Precauções).
Lesão pulmonar aguda associada à transfusão e reações tromboembólicas como infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, embolia pulmonar e trombose venosa profunda ocorreram em ocasiões muito raras (vide item 5. Advertências e Precauções).
Sete estudos clínicos foram realizados com Sandoglobulina ® Privigen ®, que incluíram pacientes com Imunodeficiência Primária (IDP), Púrpura Trombocitopênica Imune (PTI) e Polirradiculoneuropatia inflamatória desmielinizante crônica (PIDC).
Oitenta (80) pacientes foram incluídos e tratados com Sandoglobulina ® Privigen ® no estudo principal de IDP. Desses, 72 completaram os 12 meses de tratamento. Cinquenta e cinco (55) pacientes foram incluídos e tratados com Sandoglobulina ® Privigen ® no estudo de extensão de IDP. Outro estudo clínico incluiu 11 pacientes com IDP no Japão. Dois estudos de PTI foram realizados com 57 pacientes cada. Dois estudos de PIDC foram realizados com 28 e 207 pacientes, respectivamente.
A maioria das reações adversas a medicamentos (RAMs) observadas nos sete estudos clínicos foram de intensidade leve a moderada.
A tabela a seguir mostra uma síntese das RAMs nos sete estudos, classificadas de acordo com a Classe de Sistema de Orgãos MedDRA e frequência. A frequência por infusão foi avaliada de acordo com as seguintes definições: muito comum (≥ 1/10), comum (≥ 1/100 a < 1/10), incomum (≥ 1/1000 a < 1/100).
Para reações adversas espontâneas identificadas no período de pós-comercialização, a frequência é definida como desconhecida.
Dentro de cada grupo de incidência, os efeitos indesejáveis foram listados de acordo com a frequência decrescente.
Sistema de Classe de Órgãos MedDRA Termo MedDRA Categoria da frequência de reações adversas Distúrbios gastrointestinais Náuseas, 7 vômito, diarreia, dor abdominal Comum Distúrbios do sistema nervoso Cefaleia (incluindo cefaleia por sinusite, enxaqueca, desconforto na cabeça), cefaleia tensional Muito comum Tontura (incluindo vertigem) Comum Sonolência e tremor Incomum Distúrbios gerais e condições do local de administração Dor (incluindo dor lombar, dor nas extremidades, artralgia, dor no pescoço, Muito comum dor na face), pirexia (incluindo calafrios), sintomas semelhantes à gripe (incluindo nasofaringite, influenza, dor faringolaringeal, formação de bolhas orofaríngeas, aperto na garganta) Fadiga, astenia (incluindo dor muscular) Comum Dor no local da injeção (incluindo desconforto no local da injeção) Incomum Doenças respiratórias, torácicas e do mediastino Dispneia (incluindo dor torácica, desconforto no tórax), respiração dolorida Comum Distúrbios hepatobiliares Hiperbilirrubinemia Comum Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Alterações da pele (incluindo erupção cutânea, prurido, urticária, “rash” maculopapular, eritema e descamação (esfoliação) da pele) Comum Afecções musculoesqueléticas e dos tecidos conjuntivos Mialgia (incluindo espasmos musculares, rigidez musculoesquelética, dor musculoesquelética) Comum Exames Redução da hemoglobina (incluindo redução da contagem de células vermelhas, redução do hematócrito), teste direto de Coombs positivo, alanina aminotrasferase aumentada, aspartato aminotransferase aumentada, aumento de lactato desidrogenase sanguíneo Comum Vasculopatias Hipertensão, rubor (incluindo rubor com calor, hiperemia), hipotensão Comum Eventos tromboembólicos, vasculite (doença vascular periférica) Incomum Lesão pulmonar aguda associada à transfusão Desconhecida Distúrbios do sangue e sistema linfático Anemia, hemólise (incluindo anemia hemolítica) β, leucopenia Comum Anisocitose (incluindo microcitose), eventos tromboembólicos Incomum Diminuição na contagem de neutrófilos Desconhecida Distúrbios do sistema imune Hipersensibilidade Comum Choque anafilático Desconhecida Infecções e infestações Meningite asséptica Incomum Cardiopatias Palpitações, taquicardia Incomum Distúrbios renais e urinários Proteinúria (creatinina sanguínea aumentada) Incomum Insuficiência renal aguda Desconhecida β A frequência é calculada com base em estudos concluídos antes da implementação da etapa de redução de isoaglutinina por cromatografia de imunoafinidade (IAC) na fabricação da Sandoglobulina ® Privigen ®. Em um estudo de segurança pós-autorização (PASS): “Privigen ® Use and Haemolytic Anaemia in Adults and Children and the Privigen ® Safety Profile in Children with CIDP – An Observational Hospital-Based Cohort Study in the US”, avaliando dados de 7.759 pacientes que receberam Sandoglobulina ® Privigen ®, 4 casos de anemia hemolítica após a implementação da IAC foram identificados versus 47 casos identificados em 9.439 pacientes antes da implementação da IAC (linha de base), demonstrando uma redução estatisticamente significativa de 89% na taxa global de provável anemia hemolítica, com base em uma taxa de incidência de 0,11 ajustada para o ambiente hospitalar/ambulatorial, idade, gênero, dose e indicação de uso (valor-p unilateral < 0,01).
Sandoglobulina ® Privigen ® demonstrou em estudos clínicos com pacientes pediátricos, que a frequência, a natureza e a gravidade das reações adversas não diferiram entre crianças e adultos.
Relatórios de vigilância mostraram que a proporção de casos de hemólise ocorrendo em crianças é ligeiramente maior do que em adultos.
Relatos de suspeitas de reações adversas Relatar suspeitas de reações adversas após o registro de um medicamento é importante. Isso permite o monitoramento contínuo do equilíbrio benefício/risco do medicamento. Solicitamos aos profissionais de saúde que reportem quaisquer suspeitas de reações adversas.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
A superdose pode causar sobrecarga do volume de líquidos e hiperviscosidade, principalmente em pacientes de risco, incluindo pacientes idosos ou pacientes com insuficiência cardíaca ou renal.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.0151.0120 Produzido por: CSL Behring AG Berna – Suíça Importado e Registrado por: CSL Behring Comércio de Produtos Farmacêuticos Ltda.
Rua Gomes de Carvalho, 1195 - Cj. 32 CEP 04547-004 – São Paulo - SP
Cnpj 62.969.589/0001-98
Uso restrito a estabelecimentos de saúde
VENDA SOB PRESCRIÇÃO CCDS_v9.0_V1
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 0,1 G/ML SOL INJ CT FA VD TRANS X 25 ML | 7897499450972 | R$ 1.284,97 | |
| 0,1 G/ML SOL INJ CT FA VD TRANS X 50 ML | 7897499450989 | R$ 4.203,60 | |
| 0,1 G/ML SOL INJ CT FA VD TRANS X 100 ML | 7897499450996 | R$ 5.139,82 | |
| 0,1 G/ML SOL INJ CT FA VD TRANS X 200 ML | 7897499451009 | R$ 10.279,65 |