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Bulas de Remédios
Biológico Tarja vermelha Uso restrito a hospitais

Panzyga

Imunoglobulina humana · Octapharma Brasil Ltda. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoImunoglobulina humana
FabricanteOctapharma Brasil Ltda
Registro MS1.3971.0017
Classe terapêuticaImunoglobulinas
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 4.203,61
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Panzyga

Fonte: bula do fabricante (Octapharma Brasil Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 17/10/2022 · conferida em 24/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

PANZYGA® (Imunoglobulina Humana) Octapharma Brasil Ltda Solução Injetável 100mg/mL Rótulo elaborado de acordo com a RDC 47/2009 e RDC 60/2012 Anexo A Folha de rosto para bulas

PANZYGA® (Imunoglobulina Humana) Octapharma Brasil Ltda Solução Injetável 100mg/mL

Modelo de dizeres de bula

PANZYGA imunoglobulina humana

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Apresentações

Panzyga, solução injetável 100mg/mL:

Frasco ampola de 10mL: contém 1g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 25mL: contém 2,5g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 50mL: contém 5g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 100mL: contém 10g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 200mL: contém 20g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 300mL: contém 30g de imunoglobulina humana Embalagens contendo:

1 frasco (1g/10mL; 2,5g/25mL; 5g/50mL; 10g/100mL; 20g/200mL; 30g/300mL) 3 frascos (10g/100mL; 20g/200mL) Distribuição das subclasses de IgG (valores aproximados):

IgG1 65% IgG2 28% IgG3 3% IgG4 4% O conteúdo máximo de IgA é de 300 microgramas/mL.

Produzido a partir do plasma humano.

Administração intravenosa

Uso adulto e pediátrico

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Composição

1mL contém: imunoglobulina humana ................................. 100mg Excipientes: glicina e água para injeção.

01

Para que este medicamento é indicado?

O Panzyga é usado no tratamento de crianças e adultos, nas seguintes situações:

  • Pacientes com problemas de nascença na produção de anticorpos (síndromes de imunodeficiência primária, tais como agamaglobulinemia e hipogamaglobulinemia congênitas, imunodeficiência comum variável, imunodeficiências combinadas graves);
  • Pessoas com doenças do sangue que levam à falta de anticorpos e infecções repetidas (mieloma ou leucemia linfocítica crônica com hipogamaglobulinemia secundária grave e infecções recorrentes);
  • Pacientes com níveis baixos de imunoglobulinas após o transplante de células tronco;
  • Pacientes que nasceram com AIDS e contraem doenças causadas por bactérias muitas vezes.

O Panzyga também é usado no tratamento de doenças inflamatórias, nas seguintes situações:

  • Pacientes com trombocitopenia imune primária (PTI), uma doença que destrói e diminui o número de plaquetas, quando existe alto risco de sangramento ou para corrigir o número de plaquetas antes da cirurgia;
  • Pacientes com doença de Kawasaki, uma doença que provoca a inflamação de vários órgãos;
  • Pacientes com síndrome de Guillain Barré, uma doença que provoca a inflamação de algumas partes do sistema nervoso.
02

Como este medicamento funciona?

O Panzyga é uma solução de imunoglobulina (IgG) humana normal (ou seja, uma solução de anticorpos humanos) para administração intravenosa (ou seja, infusão na veia). As imunoglobulinas são componentes normais do sangue humano e contribuem para o sistema de defesa do nosso organismo. O Panzyga contém todas as IgG presentes no sangue humano de pessoas saudáveis. O tratamento correto feito com o Panzyga pode corrigir os níveis de imunoglobulina G baixos para valores normais. O Panzyga tem uma grande variedade de anticorpos que protegem contra várias doenças.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não utilize o Panzyga:

  • Se você é alérgico a imunoglobulina humana normal ou a qualquer outro componente do Panzyga
  • Se você tem deficiência de imunoglobulina A (deficiência de IgA) e se desenvolveu anticorpos contra as imunoglobulinas do tipo IgA.
04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Precauções e advertências Fale com o seu médico antes de utilizar Panzyga.

Algumas reações adversas podem ocorrer com mais frequência:

  • Em caso de velocidade de infusão elevada
  • Quando recebe o Panzyga pela primeira vez ou, em casos raros, se passou muito tempo desde a última infusão.

Em caso de reação adversa, o médico diminuirá a velocidade de administração ou interromperá a infusão. O tratamento necessário depende do tipo e da gravidade do evento adverso.

Circunstâncias e condições que aumentam o risco de eventos adversos:

  • Se você teve problemas de rins no passado ou se tem determinados fatores de risco, como diabetes, excesso de peso ou idade igual ou superior a 65 anos, deve receber o Panzyga o mais devagar possível, pois foram notificados casos de insuficiência renal aguda em pacientes com estes fatores de risco. Informe o seu médico, mesmo que alguma das situações acima tenha ocorrido no passado.
  • Muito raramente, podem ocorrer episódios tromboembólicos, como ataque cardíaco, AVC e obstruções de veias profundas, por exemplo, na batata das pernas ou em um vaso sanguíneo dos pulmões após a administração do Panzyga. Este tipo de acontecimento ocorre com mais frequência nos pacientes com fatores de risco como obesidade, idade avançada, pressão arterial alta, diabetes, ocorrências anteriores destes episódios, períodos de imobilização prolongada e uso de certos hormônios (p. ex., a pílula). Beba uma quantidade de líquidos equilibrada; além disso, o Panzyga deve ser administrado o mais devagar possível.
  • As reações alérgicas são raras, mas podem levar a uma reação alérgica grave (choque anafilático) mesmo em pacientes que toleraram os tratamentos anteriores.
  • Raramente, pode ocorrer dor de cabeça forte e rigidez do pescoço depois de várias horas até 2 dias após o tratamento com Panzyga.
  • Os glóbulos vermelhos de pacientes dos grupos sanguíneos A, B ou AB, assim como de pacientes com certos problemas inflamatórios, correm maior risco de serem destruídos pelas imunoglobulinas administradas (hemólise).

Interferência nos exames de sangue:

O Panzyga contém uma grande variedade de anticorpos diferentes, alguns dos quais podem afetar os resultados dos exames de sangue. Se fizer um exame de sangue após receber o Panzyga, informe a pessoa que coleta o sangue ou o médico de que recebeu imunoglobulina humana normal.

Segurança contra vírus:

Quando medicamentos são produzidos a partir do sangue ou plasma humano, alguns cuidados visam prevenir a transmissão de infecções:

  • Seleção cuidadosa dos doadores de sangue e plasma para garantir que aqueles que apresentam risco de serem portadores de infecções são excluídos
  • Análise de cada doação e pool de plasma para verificar se há sinais de vírus/infecções
  • Inclusão pelos fabricantes no processamento do sangue ou do plasma de etapas que podem inativar ou remover vírus.

Apesar destes cuidados, quando se utiliza medicamentos preparados a partir de sangue ou plasma humano, não é possível excluir totalmente a possibilidade de transmissão de infecções. Isto se aplica também a vírus e outros agentes desconhecidos ou novos capazes de produzir doenças, ou outros tipos de infecções.

As medidas tomadas são consideradas eficazes para os vírus envelopados, tais como o vírus da imunodeficiência humana (HIV), o vírus da hepatite B e o vírus da hepatite C, bem como para os vírus não envelopados, tais como o vírus da hepatite A e o parvovírus B19.

A experiência clínica aponta para a ausência de transmissão da hepatite A ou do parvovírus B19 associada com imunoglobulinas, possivelmente porque os anticorpos contra estas infecções, presentes no medicamento, são protetores.

Recomenda-se que se anote o nome e o número de lote do medicamento a cada vez que recebe uma dose de Panzyga, pois isto permite manter um registro dos lotes usados.

Crianças e adolescentes:

Não existem advertências ou precauções específicas ou adicionais para crianças e adolescentes.

Outros medicamentos e o Panzyga:

Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver tomando, se tiver tomado recentemente, ou se puder vir a tomar quaisquer outros medicamentos, incluindo medicamentos obtidos sem receita médica, ou se tiver recebido uma vacina nos últimos três meses.

O Panzyga pode afetar o efeito de vacinas de vírus vivos atenuados como:

Sarampo Rubéola Caxumba Varicela Após a administração do Panzyga, espere 3 meses até a vacinação com vacinas de vírus vivos atenuados. No caso do sarampo, a diminuição do efeito pode persistir até 1 ano.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Gravidez, amamentação e fertilidade:

Se estiver grávida ou amamentando, se acha que está grávida ou planeja engravidar, pergunte ao seu médico ou farmacêutico se pode utilizar ou continuar utilizando Panzyga.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Condução de veículos e utilização de máquinas:

A capacidade de conduzir e utilizar máquinas podem ser afetados por algumas reações adversas associadas ao Panzyga. Os doentes que sofram reações adversas durante o tratamento devem aguardar pela sua resolução antes de conduzir ou operar máquinas.

Panzyga contém sódio:

Este medicamento contém no máximo 0,03 mmol (ou 0,69 mg) de sódio por mL. Deve ser levado em consideração nos pacientes com dieta controlada em sódio.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

O prazo de validade corresponde ao último dia do mês indicado.

Conservar na geladeira (2°C - 8°C). Manter o recipiente dentro da embalagem exterior para proteger da luz. Não congelar.

O medicamento pode ser retirado da geladeira durante um período de 6 meses (sem ultrapassar o prazo de validade) e conservado entre +8°C e +25°C. No fim deste período, o produto não deve voltar à geladeira e deve ser descartado. A data em que o medicamento é retirado da geladeira deve ser anotada na embalagem externa.

Não utilize este medicamento se verificar que a solução está turva, tem depósito ou apresenta cor intensa.

Não descarte o produto no lixo comum ou no esgoto. Pergunte ao seu farmacêutico como descartar os medicamentos que não utiliza mais. Estas medidas ajudam a proteger o meio ambiente.

A solução é transparente ou ligeiramente opalescente e incolor ou amarela pálida. O pH da solução é 4,5 a 5,0 e a osmolalidade é ≥ 240 mosmol/Kg.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

O seu médico irá decidir se necessita de Panzyga e em que dose. O Panzyga é administrado por infusão intravenosa (infusão na veia), por profissionais de saúde. A dose e o regime de doses dependem da indicação e podem necessitar de ser individualizados para cada paciente. Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou farmacêutico.Utilização em crianças e adolescentes:

A administração de Panzyga em crianças e adolescentes (por via intravenosa) não é diferente da administração nos adultos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Seu médico é responsável por supervisionar a administração e manter os seus parâmetros laboratoriais dentro dos limites específicos.

Em caso de dúvidas, procure a orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar reações adversas, embora estas não se manifestem em todas as pessoas.

Informe o seu médico assim que possível se sofrer alguma das reações adversas graves indicadas a seguir (todas elas são muito raras e podem afetar até 1 em cada 10.000 infusões). Em alguns casos, o médico pode precisar interromper o tratamento, reduzir a dose ou parar o tratamento:

  • Inchaço do rosto, língua e traqueia, que podem provocar grande dificuldade para respirar
  • Reação alérgica repentina com falta de ar, erupção cutânea, chiado e queda da pressão arterial
  • AVC, que pode causar fraqueza e/ou perda de sensação de um lado do corpo
  • Ataque cardíaco, que causa dores no peito
  • Coágulo de sangue, que provoca dores e inchaço nos membros
  • Coágulo de sangue nos pulmões, que provoca dores no peito e falta de ar
  • Anemia, que provoca falta de ar ou palidez
  • Problemas graves nos rins, que podem fazer com que não consiga urinar
  • Meningite, que causa fortes dores de cabeça Se tiver quaisquer dos sintomas acima, informe o seu médico assim que possível.

Foram ainda notificadas as seguintes reações adversas:

Reações comuns (podem afetar até 1 em cada 10 infusões): Dores de cabeça, náuseas, febre.

Reações incomuns (podem afetar até 1 em cada 100 infusões): Erupção cutânea, dor nas costas, dores no peito, arrepios, tonturas, sensação de cansaço, tosse, vômitos, dores de barriga, dores nas articulações, dores musculares, coceira no local da infusão, diminuição da sensação ao tato ou da sensibilidade, redução do número de glóbulos vermelhos, redução do número de glóbulos brancos, meningite asséptica, coceira nos olhos, batimento cardíaco acelerado, aumento da pressão arterial, dores de ouvido, rigidez, sensação de frio, alterações nos testes sanguíneos que indicam como o fígado está funcionando.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

Informe também sobre as reações adversas não listadas na bula. Ao comunicar as reações adversas, estará ajudando a fornecer mais informações sobre a segurança desde medicamento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Doses elevadas podem levar à sobrecarga de líquido e hiperviscosidade, particularmente em pacientes de risco, tais como idosos ou pacientes com insuficiência cardíaca ou renal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

MS 1.3971.0017 Farmacêutico responsável: Pablo Fecher dos Santos CRF-RJ 11.160 Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 30/10/2022 Uso restrito a hospitais Venda sob prescrição médica Importado por:

Octapharma Brasil Ltda.

Av. José Wilker (Ator), 605 – Bloco 1A – Sala 1118 Jacarepaguá – Rio de Janeiro - RJ –

Cnpj: 02.552.927/0001-60

SAC: 0800 941 8090 sac@octapharma.com Fabricado por:

Octapharma Pharmazeutika Produktionsges m.b.H.

Oberlaaer Strasse 235, A -1100 Viena Áustria ou Octapharma S.A.

70-72 rue du Maréchal Foch BP 33, 67381 Lingolsheim Cedex França Embalado por:

Octapharma Pharmazeutika Produktionsges m.b.H.

Oberlaaer Strasse 235, A -1100 Viena Áustria ou Octapharma Dessau GmbH Otto-Reuter-Str. 3, 06847 Dessau-Roßlau Alemanha Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 17/10/2022

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

PANZYGA® (Imunoglobulina Humana) Octapharma Brasil Ltda Solução Injetável 100mg/mL Rótulo elaborado de acordo com a RDC 47/2009 e RDC 60/2012 Anexo A Folha de rosto para bulas

PANZYGA® (Imunoglobulina Humana) Octapharma Brasil Ltda Solução Injetável 100mg/mL

Modelo de dizeres de bula

PANZYGA imunoglobulina humana

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Apresentações

Panzyga, solução injetável 100mg/mL:

Frasco ampola de 10mL: contém 1g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 25mL: contém 2,5g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 50mL: contém 5g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 100mL: contém 10g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 200mL: contém 20g de imunoglobulina humana Frasco ampola de 300mL: contém 30g de imunoglobulina humana Embalagens contendo:

1 frasco (1g/10mL; 2,5g/25mL; 5g/50mL; 10g/100mL; 20g/200mL; 30g/300mL) 3 frascos (10g/100mL; 20g/200mL) Distribuição das subclasses de IgG (valores aproximados):

IgG1 65% IgG2 28% IgG3 3% IgG4 4% O conteúdo máximo de IgA é de 300 microgramas/mL.

Produzido a partir do plasma humano.

Administração intravenosa

Uso adulto e pediátrico

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Composição

1mL contém: imunoglobulina humana ................................ 100mg Excipientes: glicina e água para injeção.

01

Indicações

Terapia de reposição em adultos, crianças e adolescentes (0-18 anos):

  • Síndromes de imunodeficiência primária (IDP) com produção deficiente de anticorpos
  • Hipogamaglobulinemia e infecções bacterianas recorrentes em pacientes com leucemia linfocítica crônica quando a terapia profilática com antibióticos falhou.
  • Hipogamaglobulinemia e infecções bacterianas recorrentes em pacientes com mieloma múltiplo na fase estacionária que não responderam à imunização por pneumococos.
  • Hipogamaglobulinemia após transplante alogênico de células tronco hematopoiéticas (TCTH).
  • AIDS congênita com infecções bacterianas recorrentes.

Imunomodulação em adultos, crianças e adolescentes (0-18 anos):

  • Trombocitopenia Imune Primária (PTI) em pacientes com elevado risco de hemorragia ou correção do número de plaquetas antes da cirurgia.
  • Síndrome de Guillain Barré.
  • Doença de Kawasaki.
02

Resultados de eficácia

Tratamento da Imunodeficiência Primária Humoral (IDP) Em um estudo, aberto, prospectivo, de braço único, multicêntrico em 51 crianças e adultos com PI [1], os participantes receberam doses de Panzyga entre 200 a 800 mg/kg de peso corporal a cada 3 ou 4 semanas. Os sujeitos participaram por uma média de 360 dias no estudo. As infusões foram iniciadas a uma velocidade de 1 mg/kg/min durante os primeiros 30 minutos, e, quando bem toleradas, progrediram à velocidade máxima tolerada de 4 mg/kg/min. A idade média dos participantes foi de 26,8 anos (variando de 2 a 65 anos).

O desfecho primário de eficácia foi o número de episódios de infecções bacterianas graves por paciente por ano. Infecções graves incluíram pneumonia, bacteremia ou sepse, osteomielite / artrite séptica, abscessos viscerais, ou meningite bacteriana. Variáveis de eficácia secundárias incluíram: qualquer ocorrência de infecção de qualquer natureza ou gravidade; o tempo de resolução de infecções; utilização de antibióticos; o número de dias de trabalho / escola perdidos; o número e dias de hospitalizações; e o número de episódios febris.

Para o desfecho primário, a taxa observada foi de 0,08 infecções bacterianas graves por paciente por ano (4 infecções por 50,2 ano-paciente).

Apenas um paciente adulto foi hospitalizado devido a uma infecção por uma série de 4 dias (taxa global de dias no hospital por pessoa-ano: 0,080). Os episódios de febre foram observados em menos de 25% de todos os pacientes. O tempo de resolução média foi de 14 dias para infecções bacterianas graves e 18 dias para outras infecções. Aproximadamente 50% de todos os pacientes perderam pelo menos um dia de trabalho ou de escola devido a infecções, com uma taxa anual de menos de 4 dias / ano pessoa.

Tabela 1: Estudo Pivotal IDP – Sumário dos Resultados de Eficácia Categoria Resultado Unidade Número de indivíduos 51 Participantes Número total de dias 18.349 Dias Taxa anual de infecções bacterianas graves confirmadas (SBIs)* 0,080 SBIs/pessoa-ano   Intervalo unilateral superior com 99% de confiança: 0,503 Ao longo do estudo, os níveis mínimos de IgG no soro estiveram quase constantes para ambos os esquemas de tratamento e acima dos níveis mínimos exigidos de cerca de 5-6 g/L. Os parâmetros farmacocinéticos obtidos mostraram que o que a concentração mínima de IgG foi de pelo menos 6,8 g/L para ambos os intervalos de tratamento.

Tratamento de trombocitopenia imune crônica (PTI) em adultos Um estudo, aberto, prospectivo, de braço único, multicêntrico avaliou a eficácia, segurança e tolerabilidade do Panzyga em 40 indivíduos com PTI crônica e contagem de plaquetas menor ou igual a 20 x 10 9/L. Os indivíduos tinham idades compreendidas entre 18 e 72 anos (mediana:

32 anos); 43% eram do sexo feminino e 57% do sexo masculino.

Os indivíduos receberam 2g/kg de Panzyga administrados duas vezes por dia em duas doses de 1g/Kg, por 2 dias consecutivos. Com exceção de um paciente, todos receberam a taxa máxima de infusão de 8 mg/kg/minuto, começando em 1 mg/kg/minuto. As contagens de plaquetas foram medidas nos dias 1 a 8, 15 e 22.

O estudo foi desenhado para determinar a taxa de resposta definida como a percentagem de indivíduos com um aumento na contagem de plaquetas de pelo menos 50 x 10 9/L dentro de 7 dias após a primeira perfusão (respondedores). Além disso, a contagem máxima de plaquetas, o tempo para atingir uma contagem de plaquetas de pelo menos 50 x 10 9/L nos primeiros 7 dias, a duração da resposta (isto é, o número de dias em que a contagem de plaquetas permaneceu em excesso de 50 x 10 9/L), e a regressão de hemorragias em pacientes que apresentaram sangramento no início do estudo foram observados.

Dos 36 indivíduos no conjunto de análise total, 29 (81%) responderam ao Panzyga com um aumento na contagem de plaquetas de pelo menos 50 x 10 9/L dentro de 7 dias após a primeira infusão. O limite inferior do intervalo global de confiança de 95% para a taxa de resposta em todos os 36 indivíduos (64%) está acima da taxa de resposta predefinida de 60%.

A contagem média máxima de plaquetas alcançada nos 36 indivíduos foi de 237 x 10 9/L.

Tabela 2: Contagem máxima de plaquetas (x10 9/L) Indivíduos PTI (n=36) Mediana e intervalo 196,3 (8 to 1067) Média ± desvio padrão 236,9 ± 205,2 O tempo médio para atingir uma contagem de plaquetas de pelo menos 50 x 10 9/L foi de 2 dias (intervalo: 1 a 4 dias) após a primeira infusão. A duração da resposta plaquetária foi analisada para os 29 indivíduos que obtiveram uma resposta no prazo de 7 dias após a primeira infusão, a duração mediana da resposta plaquetária nestes pacientes fo i de 14 dias (intervalo: 1 a 20 dias).

Tabela 3: Tempo para resposta plaquetária e duração (apenas respondedores).

Tempo até a resposta plaquetária (dias) Duração da resposta plaquetária (dias) Todos indivíduos PTI (n=36) indivíduos PTI respondedores (n=29) Mediana e intervalo 2 (1 a 4) 14 (1 a 20) Média ± desvio padrão 1,8 ± 0,8 12,4 ± 5,8 Em 18 dos 23 indivíduos (78%) que tinham sangramento no início do estudo, as hemorragias estavam completamente resolvidas até o Dia 7.

Tabela 4: Avaliação do sangramento no Dia 7 em indivíduos com sangramento no início do estudo Número de indivíduos com sangramento no início do estudo Gravidade no Dia 7 Nenhuma Menor Moderada Ausente PTI (n=23) 18 (78%) 2 (9%) 1 (4%) 2 (9%) Referências bibliográficas:

[1] Borte, Michael; Melamed, Isaac R.; Pulka, Grazyna; Pyringer, Barbara; Knutsen, Alan P.; Ochs, Hans D. et al. (2017): Efficacy and Safety of Human Intravenous Immunoglobulin 10% (Panzyga®) in Patients with Primary Immunodeficiency Diseases: a Two-Stage, Multicenter, Prospective, Open- Label Study.

In Journal of clinical immunology. DOI: 10.1007/s10875-017-0424-4.

03

Características farmacológicas

3.1. Propriedades farmacodinâmicas Grupo farmacoterapêutico: Imunoglobulinas, humana normal, para administração intravascular, Código ATC: J06B A02.

A imunoglobulina humana normal contém principalmente imunoglobulina G (IgG) com um largo espectro de anticorpos contra agentes infecciosos.

A imunoglobulina humana normal contém os anticorpos IgG presentes na população normal.

Geralmente, é preparada a partir de pools de plasma de não menos de 1.000 doações. Possui uma distribuição de subclasses de imunoglobulina G proporcional próxima à existente no plasma humano nativo. Doses adequadas deste medicamento podem restabelecer para valores normais os níveis de imunoglobulina G anormalmente baixos.

O mecanismo de ação em outras indicações, que não a terapia de substituição, não está totalmente elucidado, mas inclui efeitos imunomoduladores.

Estudos Clínicos Foi realizado um estudo prospectivo, aberto, não-controlado, em 51 doentes com síndromes de imunodeficiência primária. Os pacientes foram recrutados em três faixas etárias (≥2 anos e < 12 anos, ≥12 anos e < 16 anos, e ≥16 anos e ≤75 anos). O principal critério de avaliação do estudo foi a taxa de infecções bacterianas graves (IBG) por pessoa em cada ano durante o tratamento. No total, durante o decorrer deste estudo, os pacientes receberam 17 ou 13 infusões de Panzyga levando-se em consideração os respectivos intervalos regulares de tratamento, de 3 em 3 semanas ou 4 em 4 semanas, respectivamente. A dose foi de 0,2 - 0,8 g/kg, a infundir a velocidades crescentes até ao máximo de 0,08 ml/kg/min. Dois pacientes sofreram 4 IBG. Com um total de 49,2 anos de exposição, o resultado do principal critério de avaliação foi de 0,08 IBG/paciente em cada ano de exposição, com um limite superior de 0,5 para um intervalo de confiança de 99%. Também os outros parâmetros de eficácia, tais como outras infecções, dias com utilização de antibióticos, ausência da escola ou do trabalho e hospitalizações motivadas por infecção, estiveram alinhadas com as publicações relativas a outras IVIg.

Este estudo foi prolongado para avaliar a tolerabilidade de Panzyga quando administrado a velocidades de infusão superiores (de 0,08 ml/kg/min até 0,14 ml/kg/min). No total, foram incluídos 21 pacientes.

O medicamento foi bem tolerado e todos os pacientes concluíram o estudo tal como planejado. Foram notificadas reações adversas em 2 crianças e 2 adultos, relacionados com o medicamento em avaliação. As reações notificadas com mais frequência foram náuseas e cefaleia.

Foi ainda realizado um estudo prospectivo, aberto, não-controlado, em 40 pacientes com púrpura trombocitopênica imune com duração igual ou superior a 12 meses. Os pacientes receberam uma dose diária de 1 g/kg durante 2 dias consecutivos. Por definição, a resposta terapêutica alternativa (RA), segundo a Orientação da EMA, corresponde a um aumento do número de plaquetas ≥ 30 x 10 9/L que deverá corresponder a, pelo menos, o dobro do número de plaquetas inicial e a ausência de hemorragia. Este resultado deverá ser confirmado em, pelo menos, duas ocasiões distintas num espaço de 7 dias. A resposta terapêutica alternativa foi observada em 24 pacientes (66,7%).

Por definição, a resposta terapêutica completa (RC), segundo a Orientação da EMA, corresponde a um aumento do número de plaquetas ≥ 100 x 10 9/L verificado em pelo menos duas ocasiões distintas no espaço de 7 dias, sem novas hemorragias. A resposta terapêutica completa foi observada em 18 pacientes (50,0%).

Considerou-se como ausência de resposta terapêutica quando os critérios de RA e RC foram inicialmente cumpridos mas voltaram a agravar-se, com a redução do número de plaquetas para < 30 x 10 9/L (RA), < 100 x 10 9/L (RC), a redução do número de plaquetas para valores inferiores ao dobro da contagem inicial, ou a ocorrência de hemorragia. Relativamente à ausência de resposta terapêutica, esta verificou-se em 11 de 24 doentes (45,8%) que cumpriram os critérios de RA e em 14 de 18 pacientes (77,8%) que cumpriram os critérios de RC.

População pediátrica:

Não se verificaram diferenças importantes entre a proporção de pacientes crianças ou adolescentes e os adultos com reações adversas ao medicamento (RAM). As RAM relacionadas com a classe de sistemas de órgãos “Infecções e infestações” foram os mais frequentes em todos os grupos etários.

Contudo, foram notificados numa maior percentagem em crianças e adolescentes. Notou-se a mesma diferença em termos das RAM relacionadas com as doenças gastrointestinais. Além disso, foi ainda observada uma maior percentagem de RAM no grupo etário das crianças na classe de sistemas de órgãos “Afecções dos tecidos cutâneos e subcutâneos”.

3.2. Propriedades farmacocinéticas:

A imunoglobulina humana normal fica imediata e completamente biodisponível na circulação do receptor após a administração intravenosa. É distribuída relativamente rápido entre o plasma e o líquido extravascular alcançando-se o equilíbrio entre os compartimentos intra e extravascular em aproximadamente 3 a 5 dias.

Panzyga apresenta uma meia-vida média de 26 - 39 dias. Esta meia-vida pode variar entre os pacientes, sobretudo nos casos de imunodeficiência primária.

A IgG e os complexos IgG são degradados nas células do sistema reticuloendotelial.

População pediátrica:

Os resultados dos estudos farmacocinéticos nos diferentes grupos etários pediátricos são resumidamente indicados na tabela que se segue, sendo comparados com os adultos.

Tabela 5: Visão geral das características farmacocinéticas da IgG total com Panzyga nos diferentes grupos etários (valores medianos):

População pediátrica Adultos Todos os grupos etários Crianças Adolescentes ≥ ≥ 12 a ≥ 16 a≤ 75 3.3. Dados de segurança pré-clínica:

As imunoglobulinas são componentes normais do corpo humano.

A segurança de Panzyga foi demonstrada em diversos estudos farmacológicos (efeitos cardiovasculares, respiratórios e broncospásticos, potencial trombogênico) e toxicológicos (toxicidade aguda, tolerância local). Segundo estes estudos convencionais de farmacologia e de toxicidade, os dados não-clínicos não revelam riscos especiais para o ser humano. Os estudos de toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade reprodutiva em animais não são exequíveis, devido à indução da produção de anticorpos contra proteínas heterólogas e à sua interferência. Visto que a experiência clínica não apresenta provas de potencial carcinogênico das imunoglobulinas, não foram realizados estudos experimentais de genotoxicidade/carcinogenicidade em espécies heterogêneas.

04

Contraindicações

Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

Hipersensibilidade a imunoglobulinas de origem humana, sobretudo em pacientes com anticorpos contra a IgA.

05

Advertências e precauções

Certas reações adversas ao medicamento podem estar relacionadas com a velocidade de infusão. A velocidade de infusão recomendada na seção 8.2 deve ser rigorosamente seguida. É necessário vigiar de perto os pacientes, observando com cuidado quaisquer sintomas que possam ocorrer durante o período de infusão.

Certas reações adversas podem ocorrer com mais frequência:

  • Em caso de velocidade de infusão elevada
  • Em pacientes que estão recebendo imunoglobulina humana normal pela primeira vez ou, em casos raros, quando o medicamento de imunoglobulina humana normal é substituído ou ocorre um intervalo de tempo prolongado desde a infusão anterior.

É possível evitar potenciais complicações assegurando que os pacientes:

  • Não são sensíveis à imunoglobulina humana normal, começando por administrar lentamente o medicamento (0,6 - 1,2 ml/kg/h).
  • São cuidadosamente vigiados durante o período de infusão para detectar quaisquer sintomas que possam ocorrer. Em particular, pacientes que nunca foram tratados com imunoglobulina humana normal, pacientes que trocaram de outra IVIg ou se decorreu um período de tempo prolongado desde a infusão anterior devem ser observados durante a primeira infusão e durante 1 hora após a primeira infusão para detectar sinais potenciais de reações adversas. Todos os outros pacientes devem ser observados durante pelo menos 20 minutos após a administração.

Em caso de reação adversa, a velocidade de administração dever ser reduzida ou interrompida a infusão. O tratamento necessário depende da natureza e da gravidade da reação adversa.

Em caso de choque deve ser implementado o tratamento médico padrão para estas situações.

Em todos os pacientes, a administração de IVIg requer:

  • Hidratação adequada antes do início da infusão de IVIg
  • Monitoramento da produção de urina
  • Monitoramento dos níveis séricos de creatinina
  • Evitar o uso concomitante de diuréticos da alça.

Hipersensibilidade:

As reações de hipersensibilidade verdadeiras são raras. Estas podem ocorrer em pacientes com anticorpos contra a IgA.

A IVIg não é indicada em pacientes com deficiência seletiva de IgA em que esta deficiência seja a única situação anormal.

Em casos raros, a imunoglobulina humana normal pode induzir uma queda da pressão arterial com reação anafilática, mesmo em pacientes que tenham tolerado um tratamento anterior com imunoglobulina humana normal.

Tromboembolismo:

Existem evidências clínicas de uma relação entre a administração de IVIg e acontecimentos tromboembólicos, tais como enfarte do miocárdio, acidente vascular cerebral (incluindo apoplexia), embolia pulmonar e trombose venosa profunda, que se supõe estar relacionada com o aumento relativo da viscosidade sanguínea através do afluxo elevado de imunoglobulina em doentes de risco.

Deve tomar-se cuidado na prescrição e infusão de IVIg em pacientes obesos e pacientes com fatores de risco pré-existentes para acontecimentos trombóticos (tais como idade avançada, hipertensão, diabetes mellitus e antecedentes de doença vascular ou episódios trombóticos, com trombofilia adquirida ou hereditária, sujeitos a períodos prolongados de imobilização, com hipovolemia grave e com patologias que aumentem a viscosidade sanguínea).

Em pacientes com risco de reações adversas tromboembólicas, as IVIg devem ser administradas na velocidade de infusão e na dosagem mais baixa possível.

Insuficiência renal aguda:

Foram notificados casos de insuficiência renal aguda em pacientes tratados com IVIg. Na maioria dos casos, foram identificados fatores de risco como insuficiência renal preexistente, diabetes mellitus, hipovolemia, excesso de peso, utilização concomitante de medicamentos nefrotóxicos ou idade superior a 65 anos.

Em caso de disfunção renal, deverá ser considerada a suspensão da IVIg. Apesar das notificações de disfunção renal e insuficiência renal aguda referidas terem sido associadas à utilização de diversas IVIg registradas contendo vários excipientes, tais como sacarose, glicose e maltose, as que continham sacarose como estabilizante foram responsáveis por uma parcela desproporcionada do total. Nos pacientes de risco, pode ponderar-se a utilização de IVIg que não contenham estes excipientes.

Panzyga não contém sacarose, maltose ou glicose.

Em pacientes com risco de falência renal aguda, as IVIg devem ser administradas na velocidade de infusão e na dosagem mais baixa possível.

Síndrome da meningite asséptica (SMA):

Notificou-se a ocorrência de síndrome da meningite asséptica associada ao tratamento com IVIg. A interrupção do tratamento com IVIg resultou na remissão da SMA após alguns dias, sem sequelas. Normalmente, a síndrome surge várias horas a dois dias após o tratamento com IVIg. As análises do líquido cefalorraquidiano dão frequentemente resultados positivos, com pleocitose predominantemente da série granulocítica, com valores até vários milhares de células por mm3, e níveis elevados de proteínas que podem atingir até várias centenas de mg/dl.

A SMA pode ocorrer com mais frequência em associação ao tratamento com altas doses de IVIg (2 g/kg).

Anemia hemolítica:

As IVIg podem conter anticorpos contra os grupos sanguíneos, que poderão atuar como hemolisinas e induzir in vivo o revestimento dos eritrócitos com imunoglobulina, provocando uma reação de antiglobulina direta positiva (teste de Coombs) e, raramente, hemólise. A anemia hemolítica pode surgir após a terapêutica com IVIg devido ao aumento do sequestro de eritrócitos. Os pacientes tratados com IVIg devem ser monitorados para se detectar sinais e sintomas clínicos de hemólise (ver seção 9).

Interferência com testes sorológicos:

Após a injeção de imunoglobulinas, o aumento transitório de vários anticorpos passivamente transferidos para o sangue do paciente pode dar origem a resultados falso-positivos em testes sorológicos.

A transmissão passiva de anticorpos contra antígenos eritrocitários, p. ex., A, B, D, pode interferir com alguns testes sorológicos para a pesquisa de anticorpos contra os eritrócitos, tais como a prova direta de antiglobulina (teste de Coombs direto).

Agentes transmissíveis:

A seleção de doadores, a análise individual das doações e dos pools de plasma com marcadores específicos de infecções e a inclusão no processo de fabricação de etapas de remoção/inativação viral, constituem medidas convencionais na prevenção de infecções resultantes do uso de medicamentos derivados do sangue ou plasma humano. No entanto, quando são administrados medicamentos derivados do sangue ou do plasma, a possibilidade de transmissão de agentes infecciosos não pode ser completamente excluída. Isto se aplica também a vírus desconhecidos ou emergentes, assim como outros agentes patogênicos.

As medidas tomadas são consideradas eficazes para vírus envelopados como HIV, HBV e HCV e para os vírus não envelopados HAV e parvovírus B19.

A experiência clínica sugere a ausência de transmissão de hepatite A ou de parvovírus B19 com imunoglobulinas, assumindo-se também que o teor de anticorpos constitui uma contribuição importante para a segurança viral.

No interesse do paciente, recomenda-se que, cada vez que seja administrado Panzyga, fique registrado o nome e número de lote do produto na ficha clínica do paciente, pois isto permite manter uma ligação entre o paciente ao lote do medicamento.

Teor de sódio:

Este medicamento contém no máximo 0,03 mmol (ou 0,69 mg) de sódio por mL. Para ser levado em consideração nos pacientes com dieta controlada de sódio.

População pediátrica:

As advertências e precauções aplicam-se tanto a adultos como a crianças.

Fertilidade, gravidez e amamentação:

Gravidez:

A segurança deste medicamento para uso na gravidez humana não foi estabelecida em ensaios clínicos controlados, pelo que deve ser administrado com precaução a grávidas e mães lactantes. Foi demonstrado que as IVIg atravessam a placenta, sobretudo durante o terceiro trimestre. A experiência clínica existente com as imunoglobulinas revela que não são de esperar efeitos prejudiciais no curso da gravidez, no feto ou no recém-nascido.

Amamentação:

As imunoglobulinas são excretadas no leite e podem contribuir para proteger o recém-nascido contra agentes patogênicos cuja via de contágio é através das mucosas.

Fertilidade:

A experiência clínica existente com as imunoglobulinas sugere que não são de esperar efeitos prejudiciais na fertilidade.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Efeitos sobre a capacidade de conduzir e utilizar máquinas:

A capacidade de conduzir e utilizar máquinas pode ser afetada por algumas reações adversas associadas ao Panzyga. Os pacientes que sofram reações adversas durante o tratamento devem aguardar pela sua resolução antes de conduzir ou operar máquinas.

06

Interações medicamentosas

Na ausência de estudos de incompatibilidade, este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos.

Interações medicamentosas e outras formas de interação:

Vacinas de vírus vivos atenuados:

A administração de imunoglobulina pode diminuir a eficácia de vacinas de vírus vivos atenuados, tais como as do sarampo, rubéola, cachumba e varicela, por um período de 6 semanas a até 3 meses. Após a administração deste medicamento, deve decorrer um intervalo de 3 meses até a vacinação com vacinas de vírus vivos atenuados. No caso do sarampo, esta interação pode persistir por até 1 ano.

Deste modo, os pacientes que sejam vacinados contra o sarampo devem efetuar uma verificação do seu título de anticorpos.

População pediátrica:

As interações indicadas aplicam-se tanto a adultos como a crianças.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

A validade do medicamento é de 2 anos a partir da data de fabricação.

Conservar na geladeira (2°C - 8°C). Manter o recipiente dentro da embalagem exterior para proteger da luz. Não congelar.

O medicamento pode ser retirado da geladeira durante um período de 6 meses (sem ultrapassar o prazo de validade) e conservado entre +8°C e +25°C. No fim deste período, o produto não deve voltar à geladeira e deve ser descartado. A data em que o medicamento é retirado da geladeira deve ser registrada na embalagem exterior.

Não utilize este medicamento se verificar que a solução está turva, tem depósito ou apresenta cor intensa.

Qualquer medicamento não utilizado ou resíduos devem ser eliminados de acordo com as exigências locais.

Devido à possibilidade de contaminação bacteriana, qualquer produto que reste na embalagem deve ser eliminado.

A solução é transparente ou ligeiramente opalescente e incolor ou amarela pálida. O pH da solução é 4,5 a 5,0 e a osmolalidade é ≥ 240 mosmol/Kg.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

A terapia de reposição deve ser iniciada e monitorizada sob a vigilância de um médico experiente no tratamento de imunodeficiências.

Posologia A dose e o regime posológico dependem da indicação clínica.

Na terapia de reposição, a dose pode necessitar ser individualizada de acordo com a farmacocinética e a resposta clínica do paciente. Os regimes posológicos que se seguem são propostos como orientação.

  • Terapia de reposição em síndromes de imunodeficiência primária (IDP):

O regime posológico deve atingir um valor mínimo de IgG (medido antes da infusão seguinte) de pelo menos 5 - 6 g/l. São necessários três a seis meses após o início da terapêutica para que se atinja o equilíbrio. A dose inicial recomendada é de 0,4 - 0,8 g/kg administrada uma vez, seguida de pelo menos 0,2 g/kg a cada três ou quatro semanas.

A dose necessária para atingir um nível mínimo de 5 - 6 g/l é da ordem de 0,2 - 0,8 g/ kg/ mês. O intervalo entre doses quando se atinge o estado de equilíbrio varia entre 3 a 4 semanas.

Os níveis mínimos devem ser determinados e avaliados em conjunto com a incidência de infecções.

Para reduzir a taxa de infecções, pode ser necessário aumentar a dose e tentar obter níveis mínimos mais elevados.

  • Hipogamaglobulinemia e infecções bacterianas recorrentes em pacientes com leucemia linfocítica crônica quando a antibioterapia profilática falha; hipogamaglobulinemia e infecções bacterianas recorrentes em pacientes com mieloma múltiplo na fase estacionária que não responderam à imunização por pneumococos; AIDS congênita com infecções bacterianas recorrentes:

A dose recomendada é 0,2 - 0,4 g/kg a cada três ou quatro semanas.

  • Hipogamaglobulinemia após transplante alogênico de células tronco hematopoiéticas:

A dose recomendada é 0,2 - 0,4 g/kg a cada três ou quatro semanas. Os níveis mínimos devem ser mantidos acima de 5 g/l.

  • Trombocitopenia imune primária (PTI):

Existem dois regimes de tratamento alternativos: o 0,8 - 1 g/kg administrados no primeiro dia; esta dose pode ser repetida uma vez no prazo de três dias. o 0,4 g/kg administrados diariamente durante dois a cinco dias.

O tratamento pode ser repetido se ocorrer uma recidiva.

  • Síndrome de Guillain Barré:

0,4 g/kg/dia durante cinco dias.

  • Doença de Kawasaki:

Deve administrar-se 1,6 - 2,0 g/kg, em doses divididas, durante dois a cinco dias ou em alternativa, 2,0 g/kg em dose única. Os pacientes devem receber tratamento concomitante com ácido acetilsalicílico.

Tabela 6: síntese das recomendações posológicas:

Indicação Dosagem Frequência de injeção Terapia de reposição na imunodeficiência primária dose inicial:

0,4 - 0,8 g/kg doses seguintes:

0,2 - 0,8 g/kg a cada 3 - 4 semanas para atingir valor mínimo de IgG igual ou superior a 5 - 6 g/l Terapia de reposição na imunodeficiência secundária 0,2 - 0,4 g/kg a cada 3 - 4 semanas para atingir valor mínimo de IgG igual ou superior a 5 - 6 g/l AIDS congênita 0,2 - 0,4 g/kg a cada 3 - 4 semanas Hipogamaglobulinemia (< 4 g/l) em pacientes pós transplante alogênico de células tronco hematopoiéticas 0,2 - 0,4 g/kg a cada 3 - 4 semanas para atingir valor mínimo de IgG superior a 5 g/l.

Imunomodulação:

Trombocitopenia imune primária 0,8 - 1 g/kg ou 0,4 g/kg/d no 1º dia, podendo ser repetida uma vez no prazo de 3 dias ou durante 2 - 5 dias Síndrome de Guillain Barré 0,4 g/kg/d durante 5 dias Doença de Kawasaki 1,6 - 2 g/kg ou 2 g/kg em doses divididas ao longo de 2 - 5 dias em associação com ácido acetilsalicílico; numa única dose em associação com ácido acetilsalicílico População pediátrica:

A posologia em crianças e adolescentes (0 - 18 anos) não é diferente da posologia dos adultos, pois a posologia para cada indicação clínica é calculada com base no peso corporal e ajustada de acordo com o resultado clínico.

Modo de usar:

O medicamento deve estar à temperatura ambiente ou corporal antes da utilização.

Para administração por via intravenosa.

A imunoglobulina humana normal deve ser infundida por via intravenosa a uma velocidade inicial de 0,6 ml/kg/h durante 30 minutos. Se bem tolerada, a velocidade de administração pode ser aumentada gradualmente até ao máximo de 4,8 ml/kg/h.

Nos pacientes com IDP que toleraram bem a velocidade de infusão de 4,8 ml/kg/h, esta pode ainda ser aumentada gradualmente até ao máximo de 8,4 ml/kg/h.

Indicação Velocidade de infusão inicial (primeiros 30 minutos) Velocidade de infusão máxima, conforme tolerância do paciente Velocidade de infusão máxima para pacientes com boa tolerância IDP 0,6 ml/ Kg/ h 4,8 ml/kg/h 8,4 ml/kg/h Demais indicações 0,6 ml/ Kg/ h 4,8 ml/kg/h -

09

Reações adversas

Resumo do perfil de segurança:

Podem ocorrer ocasionalmente reações adversas tais como calafrios, cefaleias, tonturas, febre, vômitos, reações alérgicas, náuseas, artralgias, pressão arterial baixa e lombalgia moderada.

Em casos raros, as imunoglobulinas humanas normais podem provocar uma queda súbita da pressão arterial e, em casos isolados, choque anafilático, mesmo que o paciente não tenha apresentado hipersensibilidade em administração anterior.

Foram observados casos de meningite asséptica reversível e casos raros de reações cutâneas transitórias com a imunoglobulina humana normal. Foram observadas reações hemolíticas reversíveis, sobretudo em pacientes com os grupos sanguíneos A, B e AB. Em casos raros, e após o tratamento com altas doses de IVIg, pode surgir anemia hemolítica com necessidade de transfusão.

Observaram-se casos de aumento do nível de creatinina sérica e/ou insuficiência renal aguda.

Muito raramente, observam-se reações tromboembólicas, tais como enfarte do miocárdio, AVC, embolia pulmonar, trombose venosa profunda.

As informações de segurança referentes aos agentes transmissíveis podem ser consultadas na seção 5.

Lista tabelada das reações adversas:

A tabela apresentada a seguir está de acordo com a classificação dos sistemas de órgãos do MedDRA (Classe de Sistemas de Órgãos e Nível de Termos Preferidos).

As frequências foram avaliadas de acordo com a seguinte convenção: muito comuns (≥ 1/10); comuns (≥ 1/100, < 1/10); incomuns (≥ 1/1.000, < 1/100); raros (≥ 1/10.000, < 1/1.000); muito raros (< 1/10.000).

As reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade dentro de cada Classe de Órgãos.

Tabela 7: Frequência das reações adversas medicamentosas em estudos clínicos com Panzyga:

Classes de Sistemas de Órgãos Reações adversas Frequência por infusão Distúrbios do sangue e do sistema linfático Hemólise†, anemia, leucopenia Incomum Distúrbios do sistema nervoso Cefaleia Meningite asséptica, hipoestesia, tonturas Comum Incomum Distúrbios oculares Prurido ocular Incomum Distúrbios do ouvido e do labirinto Dor de ouvido Incomum Distúrbios cardíacos Taquicardia Incomum Distúrbios vasculares Hipertensão Incomum Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Tosse Incomum Distúrbios gastrointestinais Náuseas Vômitos, dores abdominais, desconforto abdominal Comum Incomum Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Exantema Incomum Distúrbios musculosqueléticos e dos tecidos conjuntivos Artralgia, mialgia, dores ou rigidez musculosquelética Incomum Distúrbios gerais e condições do local de administração Pirexia Calafrios, dor torácica, dores, sensação de frio, astenia, fadiga, prurido no local de infusão Comum Incomum Exames complementares de diagnóstico Aumento das enzimas hepáticas Incomum † caso assintomático Tabela 8: Foram notificadas as seguintes reações em tratamentos com IVIg, que podem também ocorrer após a administração de Panzyga:

Classes de sistemas de órgãos do MedDRA Reações Adversas Distúrbios do sangue e do sistema linfático Pancitopenia Distúrbios do sistema imunológico Hipersensibilidade, reação anafilática, reação anafilactoide, edema angioneurótico, edema facial Distúrbios do metabolismo e da Nutrição Hipervolemia, (pseudo)hiponatremia Distúrbios psiquiátricos Agitação, estado confusional, ansiedade, nervosismo Distúrbios do sistema nervoso Acidente vascular cerebral, coma, perda de consciência, convulsões, encefalopatia, enxaqueca, perturbações da fala, fotofobia, parestesia, tremores Distúrbios cardíacos Parada cardíaca, angina de peito, bradicardia, palpitações, cianose Distúrbios vasculares Falência ou colapso circulatório periférico, flebite, palidez Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Insuficiência respiratória, apneia, síndrome de dificuldade respiratória aguda, edema pulmonar, broncospasmo, dispneia, hipóxia, sibilo Distúrbios gastrointestinais Diarreia Distúrbios hepatobiliares Disfunção hepática Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Síndrome de Steven-Johnson, epidermólise, esfoliação cutânea, eritema (multiforme), eczema, urticária, exantema (eritematoso), dermatite (bolhosa), prurido, alopecia Distúrbios musculosqueléticos e dos tecidos conjuntivos Dores nas extremidades, dores cervicais, espasmos musculares Distúrbios renais e urinários Nefropatia osmótica, dores renais Distúrbios gerais e condições do local de administração Reação no local de injeção, desconforto torácico, calores, sintomatologia do tipo gripal, sensação de calor, rubor, edema, letargia, sensação de ardor, hiper-hidrose, mal-estar Exames complementares de diagnóstico Prova direta de Coombs positiva, velocidade de sedimentação eritrocitária falsamente elevada, diminuição da saturação de oxigênio Complicações de intervenções relacionadas com lesões e intoxicações Lesão pulmonar aguda relacionada com a transfusão (TRALI) Descrição de reações adversas selecionadas:

Consultar a seção 5 para detalhes sobre reações adversas selecionadas, tais como reações de hipersensibilidade, tromboembolismo, falência renal aguda, síndrome da meningite asséptica e anemia hemolítica.

População pediátrica A frequência, o tipo e a gravidade das reações adversas em crianças foram iguais às verificados nos adultos.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10

Superdose

A superdosagem pode originar hipervolemia e hiperviscosidade particularmente em doentes de risco tais como idosos ou doentes com insuficiência cardíaca ou renal.

Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

MS 1.3971.0017 Farmacêutico Responsável: Pablo Fecher dos Santos CRF-RJ 11.160 Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 17/10/2022 Uso restrito a hospitais Venda sob prescrição médica Importado por:

Octapharma Brasil Ltda.

Av. José Wilker (Ator), 605 – Bloco 1A – Sala 1118 Jacarepaguá – Rio de Janeiro – RJ

Cnpj: 02.552.927/0001-60

SAC: 0800 941 8090 sac@octapharma.com Fabricado por:

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