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Bulas de Remédios
Fitoterápico Tarja vermelha

Valessone

Valeriana officinalis l. · Natulab Laboratorio S.A. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoValeriana officinalis l.
FabricanteNatulab Laboratorio S.A
Registro MS1.3841.0046
Classe terapêuticaFitoterapico simples
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 27,00
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Valessone

Fonte: bula do fabricante (Natulab Laboratorio S.A) publicada no bulário digital Sara · bula de 26/10/2023 · conferida em 26/10/2026

Versão para o paciente

—

Identificação do medicamento

VALESSONE ® Valeriana officinalis L.

Natulab Laboratório S.A.

Comprimido revestido – 50 mg e 225,75 mg

VALESSONE® Valeriana officinalis L.

MEDICAMENTO FITOTERÁPICO Nomenclatura botânica oficial: Valeriana officinalis L.

Nomenclatura popular: Valeriana Família: Valerianaceae Parte da planta utilizada: Raízes

—

Apresentações

Forma farmacêutica: Comprimido Revestido.

VALESSONE® - 50 mg Concentração: 50 mg de extrato seco de raízes de Valeriana officinalis L., padronizado em 0,8 % de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico. Equivalente a 0,4 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico/comprimido revestido.

Linha Farma: Cartucho contendo 1 blíster de alumínio plástico transparente com 20 comprimidos revestidos cada. Cartucho contendo 20 comprimidos revestidos.

VALESSONE® - 225,75 mg:

Concentração: 225,75 mg de extrato seco de raízes de Valeriana officinalis L., padronizado em 0,8 % de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico. Equivalente a 1,806 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico/comprimido revestido.

Linha Farma: Cartucho contendo 2 blísteres de alumínio plástico transparente com 10 comprimidos revestidos cada. Cartucho contendo 20 comprimidos revestidos.

Via oral

Uso adulto

—

Composição

VALESSONE® - 50 mg:

Cada comprimido revestido contém:

Extrato seco de Valeriana officinalis L. ................................. 50 mg (padronizado em 0,8 % de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico). Equivalente a 0,4 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico /comprimido revestido.

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, maltodextrina, hipromelose, etilcelulose, citrato de trietila, dióxido de titânio, amarelo de quinolina laca de alumínio, água purificada* e álcool etílico*. *Evapora no processo.

VALESSONE® - 225,75 mg:

Cada comprimido revestido contém:

Extrato seco de Valeriana officinalis L. ........................................225,75 mg (padronizado em 0,8 % de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico). Equivalente a 1,806 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico/comprimido revestido.

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, maltodextrina, hipromelose, etilcelulose, citrato de trietila, dióxido de titânio, amarelo de quinolina laca de alumínio, água purificada* e álcool etílico*. *Evapora no processo.

01

Para que este medicamento é indicado?

Valessone ® é usado como sedativo moderado, como agente promotor do sono e no tratamento de distúrbios do sono associados à ansiedade (OMS, 1999).

02

Como este medicamento funciona?

Valessone ® atua no Sistema Nervoso Central (SNC) exercendo um leve efeito calmante (OMS, 1999), além de auxiliar na regularização dos distúrbios do sono (VORBACH et al., 1996; OMS, 1999).

03

Quando não devo usar este medicamento?

Este medicamento é contraindicado para menores de 3 anos.

Pessoas com hipersensibilidade ao extrato de valeriana e aos outros componentes da fórmula não devem usar este medicamento. Em caso de hipersensibilidade ao produto, recomenda-se descontinuar o uso e consultar o médico.

Não existem contraindicações ou precauções especiais específicas para pacientes idosos (ESCOP, 1997).

Este medicamento pode causar sonolência, não sendo, portanto, recomendável a sua administração antes de dirigir, operar máquinas ou realizar qualquer atividade de risco que necessite atenção

(escop, 1997; blumenthal, 2003).

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas e em amamentação sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há dados disponíveis sobre o uso de valeriana durante a gravidez e a lactação (ESCOP, 1997).

Informe ao seu médico se ocorrer gravidez ou se iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

Em caso de hipersensibilidade ao produto, recomenda-se descontinuar o uso.

Não ingerir doses maiores do que as recomendadas.

Não há evidências suficientes de que medicamentos à base de valeriana afetem a habilidade de operar máquinas ou dirigir, mas como esses dados são insuficientes, deve-se evitar tais atividades durante o tratamento com estes medicamentos (BOS et al., 1997; ERNST et al., 2001).

Este medicamento pode potencializar o efeito de outros medicamentos depressores do SNC. Estudos em animais mostraram que a valeriana possui efeito aditivo quando utilizada em combinação com barbitúricos, anestésicos ou benzodiazepínicos e outros fármacos depressores do SNC (PDR, 2000 & ALEXANDRE, 2004). O ácido valerênico aumentou o tempo de sono induzido pelo pentobarbital (intraperitoneal (IP) em camundongo), enquanto o extrato aquoso seco alcalino aumentou o tempo de sono com o tiopental (via oral em camundongo) e o extrato etanólico prolongou a anestesia promovida por tiopental (IP em camundongo) devido a sua afinidade aos receptores barbitúricos.

Devido à afinidade do extrato de valeriana e valepotriatos com receptores de GABA e benzodiazepínicos (in vitro) e a diminuição nos efeitos causados pela retirada do diazepam por uma dose suficientemente grande de valepotriatos (IP em ratos), extratos de valeriana contendo valepotriatos podem auxiliar na síndrome de abstinência pela retirada do uso do diazepam

(brinker, 1998).

Recomenda-se evitar o uso de valeriana juntamente com a ingestão de bebidas alcoólicas pela possível exacerbação dos efeitos sedativos (MICROMEDEX, 2003).

Não foram encontrados dados na literatura consultada sobre interações de preparações de valeriana com exames laboratoriais e com alimentos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Informe ao profissional de saúde todas as plantas medicinais, fitoterápicos e outros medicamentos que estiver tomando. Interações podem ocorrer entre medicamentos e plantas medicinais e mesmo entre duas plantas medicinais administradas ao mesmo tempo.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar o medicamento em temperatura ambiente (15 a 30 0C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

VALESSONE ® - 50 mg é apresentado na forma de comprimido revestido, circular, sulcado e na cor amarelo.

VALESSONE ® - 225,75 mg é apresentado na forma de comprimido revestido, circular, sulcado e na cor amarelo.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

USO ORAL/USO INTERNO VALESSONE® - 50 mg: Ingerir 1 comprimido revestido, 3 vezes ao dia, a cada 8 horas (Dose diária:1,2 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico), ou a critério médico.

VALESSONE® - 225,75 mg: Ingerir 1 comprimido revestido, 2 vezes ao dia (Dose diária: 3,6 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico), ou a critério médico.

A dose diária deve estar entre 1,0 e 7,5 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico.

Como promotor de sono, a menos que haja orientação médica contrária, recomenda -se tomar o medicamento de 30 minutos a 2 horas antes de dormir.

Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos inteiros e sem mastigar, com quantidade suficiente de água, para que sejam deglutidos.

Utilizar apenas a via oral. O uso deste medicamento por outra via, que não a oral , pode causar a perda do efeito esperado ou mesmo promover danos ao seu usuário.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Caso haja esquecimento da ingestão de uma dose deste medicamento, retome a posologia prescrita sem a necessidade de suplementação.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Os efeitos adversos relatados foram raros e leves (O`NARA et al., 1998; STEVINSON; ERNST, 2000), incluindo tontura, indisposição gastrointestinal, alergias de contato, dor de cabeça e midríase (dilatação da pupila) (LEATHWOOD et al., 1982; KAMM-KOHL, 1984; VORBACH, 1996).

Com o uso em longo prazo, os seguintes sintomas podem ocorrer: dor de cabeça, cansaço, insônia, midríase e desordens cardíacas (PDR, 2000).

O uso crônico de altas doses de valeriana por muitos anos aumentou a possibilidade de ocorrência de síndrome de abstinência com a retirada abrupta do medicamento (BLUMENTHAL, 2003).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Info rme também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Em casos de superdosagem podem ocorrer sintomas adversos leves como fadiga, cãimbras abdominais, tensionamento do tórax, tontura, tremores e midríase que desapareceram no período de 24 horas após descontinuação do uso (ESCOP, 1997).

Em caso de superdosagem, suspender o uso e procurar orientação médica de imediato.

Em caso de uso de grande quantidade deste medi camento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

—

Dizeres legais

MS: 1.3841.0046 Farm. Responsável: Cristiano Alves França - CRF/BA nº 7573

Natulab laboratório s.a.

Rua José Rocha Galvão, nº2, Galpão III - Salgadeira Santo Antônio de Jesus - Bahia – CEP - 44.444-312

CNPJ 02.456.955/0001-83 Indústria Brasileira

SAC: 0800 7307370

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em (24/09/2014)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALEXANDRE, RF. Fitoterapia baseada em evidências: exemplos dos medicamentos fitoterápicos mais vendidos em Santa Catarina. Dissertação apresentada à UFSC. 2004.

ANDERSON, et al. Pharmacocinetics of valerenic acid after administration of valerian in health subjects. Phytotherapy research. 19, 801-3. 2005 BLUMENTHAL, M. American Botanical Council – ABC Clinical Guide. American Botanical Council. Austin, 2003. p. 351-64.

BOS, R, WOERDENBAG, HJ, DE SMET, PAGM, et al. Valeriana species. In:. DE SMET, PAGM, KELLER, K, et al. (Eds) Adverse effects of herbal drugs. Berlin: Springer-Verlag, v. 3, 1997, p. 165-180.

BRINKER, ND. Herb contraindications and drug interaction. 2 a ed. Ecletic Medical Publications.

Oregon. 1998.

DONATH, F, QUISPE, S, DIEFENBACH, K, et al. Critical evaluation of the effect of valerian extract on leep structure and sleep quality. Pharmacopsychiatry, v. 33, p. 47-53, 2000.

ERNST, E, PITTLER, MH, STEVINSON, C. et al. The desktop guide to complementary and alternative medicine. London: Mosby, 2001, p.155-157.

ESCOP, European Scientific Cooperative on Phytotherapy. Monographs on the medicinal uses of plant drugs. Fascículo 4. 1997.

Farmacopéia Européia. 5ª edição.

HADLEY, S, PETRY, JJ. Valerian. Complementary and alternative medicine, 15. v. 67, no 08. 2003.

1755-8.

KAMM-KOHL, AV, JANSEN, W, BROCKMANN, P. Moderne baldriabtherapie gegen nervosa Storungen im Selium. Die Medizinische Welt, v. 35, p. 1450-54, 1984.

LEATHWOOD, P-D, CHAUFFARD, F, HECK, E. et al. Aqueous extract of valerian root (Valerian officinalis L.) improves sleep quality in man. Pharmacology, Biochemistry, and Behavior, v. 17, p.65-71, 1982.

LEATHWOOD, PD, CHAUFFARD, F. Aqueous extract of valerian reduces latency to fall asleep in man. Planta Medica, v. 51, p.144-148, 1985.

MAHADY, GB, FONG, HHS, FARNSWORTH, N. R. Botanical dietary supplements: quality, safety and efficacy. Lisse: Swets & Zeitlinger, 2001, p. 245-61.

MICROMEDEX. DRUG-REAX® Interactive Drug Interactions: Valerian. Disponível em:

<http://cdrompro.com.br/micromedex/trial.html>. Acesso em: 15 ago. 2003.

O`NARA, M, KIEFER, D, FARREL, K, et al. A review of 12 commonly used medicinal herbs.

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OMS. Valerianae radix. WHO monographs selected medicinal plants. Geneva: WHO, v. 1, 1999, p.

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PDR. PHISICIANS DESK REFERENCE FOR HERBAL MEDICINES. 2 a ed. 2000.

ROTBLATT, M, ZIMENT, I. Evidence-based herbal medicine. Philadelphia: Hanley & Belfus, 2002, p. 315-21.

STEVINSON, C, ERNST, E. Valerian for insomnia: a systematic review of randomized clinical trials. Sleep Medicine, v. 1, p.91-99, 2000.

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VORBACH, EU, GORTELMEYER, R, BRUNING, J. Therapie von insomnien: wirksamkeit und verträglichkeit eines baldrianpräparats. Psychopharmakotherapie, v. 3, p. 109-15, 1996.

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

VALESSONE ® Valeriana officinalis L.

Natulab Laboratório S.A.

Comprimido revestido – 50 mg e 225,75 mg

VALESSONE® Valeriana officinalis L.

MEDICAMENTO FITOTERÁPICO Nomenclatura botânica oficial: Valeriana officinalis L.

Nomenclatura popular: Valeriana Família: Valerianaceae Parte da planta utilizada: Raízes

—

Apresentações

Forma farmacêutica: Comprimido Revestido.

VALESSONE® - 50 mg Concentração: 50 mg de extrato seco de raízes de Valeriana officinalis L., padronizado em 0,8 % de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico. Equivalente a 0,4 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico/comprimido revestido.

Linha Hospitalar: Sem apresentação comercializada.

VALESSONE® - 225,75 mg:

Concentração: 225,75 mg de extrato seco de raízes de Valeriana officinalis L., padronizado em 0,8 % de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico. Equivalente a 1,806 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico/comprimido revestido.

Linha Hospitalar: Sem apresentação comercializada.

Via oral

Uso adulto

—

Composição

VALESSONE® - 50 mg:

Cada comprimido revestido contém:

Extrato seco de Valeriana officinalis L. ................................. 50 mg (padronizado em 0,8 % de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico). Equivalente a 0,4 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico/comprimido revestido.

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, maltodextrina, hipromelose, etilcelulose, citrato de trietila, dióxido de titânio, amarelo de quinolina laca de alumínio, água purificada* e álcool etílico*. *Evapora no processo.

VALESSONE® - 225,75 mg:

Cada comprimido revestido contém:

Extrato seco de Valeriana officinalis L. ........................................225,75 mg (padronizado em 0,8 % de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico). Equivalente a 1,806 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico/comprimido revestido.

Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício, estearato de magnésio, maltodextrina, hipromelose, etilcelulose, citrato de trietila, dióxido de titânio, amarelo de quinolina laca de alumínio, água purificada* e álcool etílico*. *Evapora no processo.

01

Indicações

Valessone ® é usado como sedativo moderado, hipnótico e no tratamento de distúrbios do sono associados à ansiedade (OMS, 1999).

02

Resultados de eficácia

A melhora na qualidade do sono foi demonstrada em um estudo randomizado, controlado por placebo, multicêntrico, envolvendo 121 pacientes. Os pacientes receberam 600 mg de um extrato etanólico a 70% da raiz de V. officinalis padronizado em 0,4 a 0,6% de ácido valerênico (n = 61) ou placebo (n = 60) uma hora antes de dormir por 28 noites consecutivas. Os pacientes responderam dois questionários sobre a qualidade do sono, um que media a depressão/escala do humor e outro com avaliação clínica global. 66% dos pacientes que utilizaram a V. officinalis tiveram um efeito terapêutico bom ou muito bom ao final do tratamento, co mparado a 29% igualmente positivos do placebo (PDR, 2000).

03

Características farmacológicas

Em experimentos em animais, foi observada uma ação depressora central, sedativa, ansiolítica, espasmolítica e relaxante muscular. O principal efeito em humanos é reduzir o tempo de indução do sono. Os ácidos valerênicos in vitro mostraram uma diminuição na degradação do Ácido Gama Aminobutírico (GABA). Experimentos em animais demonstraram um aumento do GABA na fenda sináptica via inibição da recaptação e aumento na secreção do neurotransmissor, podendo ser esse um dos efeitos responsáveis pela atividade sedativa. Outro mecanismo que pode contribuir para essa atividade é a presença de altos níveis de glutamina no extrato, a qual tem a capacidade de cruzar a barreira hematoencefálica, sendo captada pelo terminal nervoso e convertida em GABA (PDR, 2000).

Farmacocinética: foram administrados 600 mg de um extrato de V. officinalis na forma de dose única oral a seis voluntários sadios e foi medida a concentração de ácido v alerênico no soro oito horas após a administração usando LC/MS/MS. As concentrações séricas máximas ocorreram entre uma e duas horas depois da administração, alcançando valores de 0,9 a 2,3 ng/ml. O tempo de meia vida foi de 1,1 ± 0,6 h. A área sob a curva de concentração como medida do ácido valerênico foi variável (4,8 ± 2,96 μg/ml h) e não correlacionada com a idade ou peso do sujeito tratado. Esses resultados apontam para uma recomendação de uso de produtos a base de V. officinalis 30 minutos a 2 horas antes de dormir (ANDERSON, et al. 2005).

04

Contraindicações

Este medicamento é contraindicado para menores de 3 anos. (ESCOP, 1997) Pessoas com hipersensibilidade ao extrato de V. officinalis, ou de plantas da família Valerianaceae, e aos outros componentes da fórmula não devem usar este med icamento.

Este medicamento pode causar sonolência, não sendo, portanto, recomendável a sua administração antes de dirigir, operar máquinas ou realizar qualquer atividade de risco que necessite ate nção

(escop, 1997; blumenthal, 2003).

05

Advertências e precauções

Em caso de hipersensibilidade ao produto, recomenda-se descontinuar o uso.

Não ingerir doses maiores do que as recomendadas.

De acordo com a categoria de risco de fármacos destinados às mulheres grávidas, este medicamento apresenta categoria de risco C.

Não há dados disponíveis sobre o uso de valeriana durante a gravidez e a lactação (ESCOP, 1997).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas e em amamentação sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Não há evidências suficientes de que medicamentos à base de V. officinalis afetem a habilidade de operar máquinas ou dirigir, mas como esses dados são insuficientes, deve-se evitar tais atividades durante o tratamento com esses medicamentos (BOS et al., 1997; ERNST et al., 2001).

06

Interações medicamentosas

Este medicamento pode potencializar o efeito de outros depressores do SNC. Estudos em animais mostraram que V. officinalis possui efeito aditivo quando utilizada em combinação com barbitúricos, anestésicos ou benzodiazepínicos e outros fármacos depressores do SNC (PDR, 2000 & ALEXANDRE, 2004). O ácido valerênico aumentou o tempo de sono induzido pelo pentobarbital (intraperitoneal (IP) em camundongo), enquanto o extrato aquoso seco alcalino aumentou o tempo de sono com o tiopental (via oral em camundongo) e o extrato etanólico prolongou a anestesia promovida por tiopental (IP em camundongo) devido a sua afinidade aos receptores barbitúricos.

Devido à afinidade do extrato de V. officinalis e valepotriatos com receptores de GABA e benzodiazepínicos ( in vitro) e à diminuição nos efeitos causados p ela retirada do diazepam por uma dose suficientemente grande de valepotriatos (IP em ratos), extratos de V. officinalis contendo valepotriatos podem auxiliar na síndrome de abstinência pe la retirada do uso do diazepam

(brinker, 1998) .

Recomenda-se evitar o uso de V. officinalis juntamente com a ingestão de bebidas alcoólicas pela possível exacerbação dos efeitos sedativos (MICROMEDEX, 2003) .

Não foram encontrados dados na literatura consul tada sobre interações de preparações de V. officinalis com exames laboratoriais e com alimentos.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Conservar o medicamento em temperatura ambiente (15 a 30 0C). Proteger da luz e umidade.

Este medicamento tem validade de 24 meses a partir da sua data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

VALESSONE ® - 50 mg é apresentado na forma de comprimido revestido, circular, sulcado e na cor amarelo.

VALESSONE ® - 225,75 mg é apresentado na forma de comprimido revestido, circular, sulcado e na cor amarelo.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar uso oral/uso interno

VALESSONE® - 50 mg: Ingerir 1 comprimido revestido, 3 vezes ao dia, a cada 8 horas (Dose diária:1,2 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico), ou a critério médico.

VALESSONE® - 225,75 mg: Ingerir 1 comprimido revestido, 2 vezes ao dia (Dose diária: 3,6 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico), ou a critério médico.

A dose diária deve estar entre 1,0 e 7,5 mg de ácidos sesquiterpênicos expressos em ácido valerênico.

Como promotor de sono, a menos que haja orientação médica contrária, recomenda -se tomar o medicamento de 30 minutos a 2 horas antes de dormir.

Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos inteiros e sem mastigar, com quantidade suficiente de água, para que sejam deglutidos.

Utilizar apenas a via oral. O uso deste medicamento por outra via, que não a oral, pode causar a perda do efeito esperado ou mesmo promover danos ao seu usuário.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

09

Reações adversas

Os efeitos adversos relatados pelos voluntários participantes dos ensaios clínicos e tratados com os diferentes extratos secos padronizados de V. officinalis foram raros, leves e similares àqueles apresentados pelos grupos tratados com o placebo (O`NARA et al., 1998; STEVINSON & ERNST, 2000). Tais efeitos adversos incluem tontura, indisposição gastrointestinal, alergias de contato, dor de cabeça e midríase (LEATHWOOD et al., 1982; KAMM-KOHL, 1984; LEATHWOOD, 1985;

VORBACH, 1996; DONATH et al., 2000).

Com o uso em longo prazo, os seguintes sintomas podem ocorrer: cefaléia, cansaço, insônia, midríase e desordens cardíacas (PDR, 2000).

O uso crônico de altas doses de V. officinalis por muitos anos aumentou a possibilidade de ocorrência de síndrome de abstinência com a retirada abrupta do medicamento (BLUMENTHAL, 2003).

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10

Superdose

Em casos de superdosagem podem ocorrer sintomas adversos leves como fadiga, cãi mbras abdominais, tensionamento do tórax, tontura, tremores e midríase que desapareceram no período de 24 horas após descontinuação do uso (ESCOP, 1997). Altas doses de V. officinalis podem causar bradicardias, arritmias e reduzir a motilidade intestinal.

Em caso de superdosagem, suspender o uso e procurar orientação médica de imediato.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

MS: 1.3841.0046 Farm. Responsável: Cristiano Alves França - CRF/BA nº 7573

Natulab laboratório s.a.

Rua José Rocha Galvão, nº2, Galpão III - Salgadeira Santo Antônio de Jesus - Bahia – CEP - 44.444-312

CNPJ 02.456.955/0001-83 Indústria Brasileira

SAC: 0800 7307370 Venda sob prescrição médica.

Uso sob prescrição médica.

Venda proibida ao comércio.

Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em ( 24/09/2014)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ALEXANDRE, RF. Fitoterapia baseada em evidências: exemplos dos medicamentos fitoterápicos mais vendidos em Santa Catarina. Dissertação apresentada à UFSC. 2004.

ANDERSON, et al. Pharmacocinetics of valerenic acid after administration of valerian in health subjects. Phytotherapy research. 19, 801-3. 2005 BLUMENTHAL, M. American Botanical Council – ABC Clinical Guide. American Botanical Council. Austin, 2003. p. 351-64.

BOS, R, WOERDENBAG, HJ, DE SMET, PAGM, et al. Valeriana species. In:. DE SMET, PAGM, KELLER, K, et al. (Eds) Adverse effects of herbal drugs. Berlin: Springer-Verlag, v. 3, 1997, p. 165-180.

BRINKER, ND. Herb contraindications and drug interaction. 2 a ed. Ecletic Medical Publications.

Oregon. 1998.

DONATH, F, QUISPE, S, DIEFENBACH, K, et al. Critical evaluation of the effect of valerian extract on leep structure and sleep quality. Pharmacopsychiatry, v. 33, p. 47-53, 2000.

ERNST, E, PITTLER, MH, STEVINSON, C. et al. The desktop guide to complementary and alternative medicine. London: Mosby, 2001, p.155-157.

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LEATHWOOD, P-D, CHAUFFARD, F, HECK, E. et al. Aqueous extract of valerian root (Valerian officinalis L.) improves sleep quality in man. Pharmacology, Biochemistry, and Behavior, v. 17, p.65-71, 1982.

LEATHWOOD, PD, CHAUFFARD, F. Aqueous extract of valerian reduces latency to fall asleep in man. Planta Medica, v. 51, p.144-148, 1985.

MAHADY, GB, FONG, HHS, FARNSWORTH, N. R. Botanical dietary supplements: quality, safety and efficacy. Lisse: Swets & Zeitlinger, 2001, p. 245-61.

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APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
50 MG COM REV CT BL AL PLAS PVDC/PE/PVC TRANS X 20Tarja vermelha7899470807751R$ 27,00
225,75 MG COM REV CT BL AL PLAS TRANS X 207898133137242R$ 51,11
225,75 MG COM REV CT BL AL PLAS PVDC/PE/PVC TRANS X 20Tarja vermelha7899470808130R$ 64,60
MESMO PRINCÍPIO ATIVO

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FITOTERÁPICO a partir de R$ 94,75
ValerianeZydus Nikkho Farmacêutica Ltda
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ValerimedCimed Industria S.A
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ValerinatiPharmascience Industria Farmaceutica S.A
FITOTERÁPICO a partir de R$ 23,02
ValsedCifarma Científica Farmacêutica Ltda
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