Bula de Vacina Raiva(inativada)
Biológico · Instituto Butantan · Reg. MS 1.2234.0048 · bula de 23/08/2023
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
vacina raiva (inativada) Pó liofilizado injetável e diluente para suspensão injetável 3,25 UI vacina raiva (inativada)
Apresentação
Pó liofilizado injetável e diluente para suspensão injetável.
- Cartucho contendo 10 frascos + 10 seringas com 0,5mL de diluente.
A vacina raiva (inativada) pode ser administrada por VIA INTRAMUSCULAR ou por VIA
Intradérmica.
Uso adulto e pediátrico
Composição
- Liofilizado:
Vírus Inativados da raiva (Wistar PM/WI38 1503-3M)...................................3,25UI* Maltose (estabilizante)....................................................................................25mg Albumina humana (estabilizante)...................................................................25mg
- Diluente:
Solução de cloreto de sódio 0,4%.....................................qsp.......................0,5mL A vacina também pode conter traços de estreptomicina, neomicina e/ou polimixina B.
- Potência mensurada utilizando o teste de teor de glicoproteínas pelo método ELISA
Para que este medicamento é indicado?
A vacina raiva (inativada) é indicada para a prevenção da raiva em crianças e adultos. Esta vacina pode ser administrada antes e após a exposição, como vacinação primária ou como dose de reforço.
A vacinação pré-exposição deve ser oferecida aos indivíduos com alto risco de contaminação pelo vírus da raiva e para todos os que estão em risco permanente, como: pessoas que trabalham em laboratório de diagnóstico, de pesquisa, ou produção do vírus da raiva. Para estes indivíduos, um teste sorológico é recomendado a cada 6 meses.
A vacinação pré-exposição também deve ser considerada para indivíduos em risco frequente de exposição ao vírus da raiva, tais como:
- Veterinários, assistentes de veterinários, tratadores de animais potencialmente expostos a animais infectados com o vírus da raiva;
- Caçadores e guarda de caça, fazendeiros, trabalhadores florestais, taxidermistas (profissionais que preparam animais para exposição) e espeleólogos (profissionais que estudam as cavidades naturais como as cavernas).
- Outras pessoas (especialmente crianças) que vivem ou viajam para áreas de alto risco.
Os testes de sorologia para anticorpos da raiva devem ser realizados em intervalos regulares de acordo com o risco de exposição ao vírus.
A dose de reforço deve ser administrada de acordo com o risco de exposição do indivíduo.
. O tipo da lesão, o estado imunológico do paciente e estado do animal infectado irá determinar o tipo de tratamento, conforme as Tabelas 1 e 2 a seguir:
Tabela 1:
Circunstâncias Conduta Comentários animal paciente Animal não disponível para avaliação – Circunstâncias suspeitas ou não suspeitas Levar para o centro antirrábico O ciclo completo de tratamento (b) deve ser sempre concluído Animal morto – circunstâncias suspeitas ou não suspeitas Cérebro do animal enviada para um laboratório autorizado para análise Levar para o centro antirrábico para tratamento O tratamento (b) pode ser descontinuado em caso de resultado negativo ou deve ser continuado em caso de resultado positivo Animal vivo – circunstâncias não suspeitas Manter sob vigilância veterinária (a) Decisão para tratamento antirrábico adiada O tratamento (b) será prosseguido dependendo da vigilância veterinária do animal Circunstâncias suspeitas Manter sob vigilância Levar para o centro antirrábico O tratamento (b) pode ser descontinuado se a Circunstâncias Conduta Comentários animal paciente veterinária (a) vigilância invalidar as dúvidas iniciais ou, caso contrário, deve ser continuado (a) De acordo com as recomendações da OMS, o período de observação mínima para vigilância veterinária de cachorros e gatos é de 10 dias.
(b) O tratamento é recomendado de acordo com a gravidade do ferimento: vide Tabela 2 a seguir.
Tabela 2:
Categoria da Severidade Tipo de contato com o animalselvagem presumido ou confirmado raivoso ou um animal que não pode ser colocado sob supervisão.
Tratamento Recomendado I Tocar ou alimentar os animais; lambedura na pele intacta (sem exposição).
Nenhum, se um histórico confiável do caso estiver disponível. a II Mordidas leves na pele lesada, pequenos arranhões ou arranhadura superficial sem sangramento(exposição) Interrompa o tratamento se o animal permanecer saudável durante um período de observação de 10 dias b ou se for comprovado que ele é negativo para raiva por um laboratório confiável, usando técnicas de diagnóstico apropriadas.
Trate como categoria III se houver exposição a morcegos.
III Mordedura ou arranhadura transdérmicas c únicas ou múltiplas.
Contaminação das membranas mucosas ou pele lesada com saliva (através da lambedura de animais).
Exposição devido ao contato direto com morcegos.
Administrar a vacina antirrábica imediatamente e imunoglobulina antirrábica, de preferência o mais rápido possível após o início da profilaxia pós-exposição.
A imunoglobulina antirrábica pode ser injetada até 7 dias após a administração da primeira dose da vacina.
Interrompa o tratamento se o animal permanecer saudável ao longo de um período de observação de 10 dias ou se for negativo para raiva por um laboratório confiável, usando técnicas de diagnóstico apropriadas.
(a) S e um cão ou gato aparentemente saudável em/ou de uma área de baixo risco for colocado em observação, o tratamento pode ser adiado.
(b) E ste período de observação aplica-se apenas a cães e gatos. Exceto para espécies ameaçadas ou em perigo, outros animais domésticos e selvagens com suspeita de raiva devem ser sacrificados e seus tecidos examinados quanto à presença de antígeno da raiva por meio de técnicas laboratoriais apropriadas.
(c) M ordidas, especialmente na cabeça, pescoço, rosto, mãos e genitais, são exposições de categoria III devido à rica inervação dessas áreas.
Como este medicamento funciona?
A vacina raiva (inativada) está indicada na prevenção da raiva. A raiva é uma doença de animais que eventualmente pode afetar seres humanos. A inflamação do cérebro causada pelo vírus da raiva é bastante grave e geralmente leva o paciente à morte. A vacina age estimulando o organismo a produzir sua própria proteção (anticorpos) contra a doença.
A vacinação contra a raiva abrange a prevenção da raiva antes da exposição (profilaxia pré-exposição) indicada para pessoas expostas a risco frequente de contaminação (por ex.: veterinários, funcionários de abatedouros, etc.), bem como a prevenção após suspeita ou confirmação de exposição ao vírus (profilaxia pós-exposição) resultante, por exemplo, de mordidas ou arranhões por cães ou outros animais.
Quando não devo usar este medicamento?
Profilaxia pré-exposição Reação de hipersensibilidade sistêmica conhecida a qualquer componente da vacina raiva (inativada) ou após a administração prévia da vacina ou uma vacina contendo os mesmos componentes.
A vacina deve ser adiada em caso de doença febril ou aguda.
Profilaxia pós-exposição Em virtude da evolução fatal da infecção pelo vírus da raiva a profilaxia pós-exposição não apresenta qualquer contraindicação.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Advertências e Precauções Proteção Como em qualquer vacina, a vacinação com a vacina raiva (inativada) pode não proteger 100% dos indivíduos vacinados. Para atingir um nível suficiente de proteção de anticorpos, as recomendações para o uso da vacina raiva (inativada) devem ser rigorosamente seguidas, pois uma resposta imune insuficiente pode levar a casos fatais de raiva.
Indivíduos imunocomprometidos Em pessoas com alteração do sistema de defesa causada por alguma doença ou medicamento, a resposta imunológica à vacina pode ser insuficiente. Portanto, é recomendado monitorar de 2 a 4 semanas após a última dose da vacinação, com testes sorológicos, o nível de ANVR (Anticorpos Neutralizantes do Vírus da Raiva) em tais indivíduos, para garantir que uma resposta imune aceitável foi induzida. Doses adicionais devem ser administradas conforme necessário.
Se a vacinação pós-exposição for necessária, apenas o esquema completo de vacinação deve ser administrado. Além disso, a imunoglobulina antirrábica deve ser administrada em associação com a vacina para exposições de categoria II e III.
Precauções de administração Antes da injeção de qualquer produto biológico, deve-se tomar todas as precauções conhecidas para a prevenção de reações alérgicas ou outras reações. Como em todas as vacinas injetáveis, o tratamento e a supervisão médica adequada, devem sempre estar prontamente disponíveis no caso de um evento anafilático após a administração da vacina.
Como medida de precaução, a injeção de epinefrina (1:1000) deve estar imediatamente disponível em caso de reações anafiláticas inesperadas ou alergias graves.
Os controles sorológicos regulares são necessários. Esse controle deve ser realizado a cada 6 meses em indivíduos com exposição permanente ao risco e pode ser realizado a cada 2 anos após os reforços em 1 e 5 anos em indivíduos com exposição frequente à raiva.
Se o nível de anticorpos estiver abaixo do considerado de proteção, ou seja, < 0,5UI/mL, uma dose de reforço deve ser administrada.
Como a administração intramuscular pode causar hematoma no local de aplicação, a vacina raiva (inativada) não deve ser ministrada em pessoas com alguma desordem de coagulação, como hemofilia ou trombocitopenia, ou em pessoas em terapia anticoagulante, a menos que os benefícios potenciais sejam claramente superiores ao risco. Se a decisão for pela administração da vacina a estas pessoas, a injeção deve ser feita com precaução para evitar o risco de formação de hematoma após a aplicação.
Nos indivíduos que tiveram história de reação séria ou grave dentro de 48 horas da aplicação anterior com uma vacina contendo componentes semelhantes à vacina raiva (inativada), a vacinação deve ser cuidadosamente analisada.
Com relação à administração da vacina raiva (inativada), é essencial que esta seja realizada apenas por equipe médica treinada nesta técnica, a fim de garantir que a vacina seja administrada adequadamente.
Para a via intradérmica, seringa e agulha apropriadas devem ser usadas.
A vacina raiva (inativada) não deve ser administrada por via intravascular. Certifique-se de que a agulha não irá atingir nenhum vaso sanguíneo.
Esta vacina não deve ser aplicada na região glútea.
Neomicina, estreptomicina e polimixina Cada dose da vacina raiva (inativada) pode conter traços indetectáveis de neomicina, estreptomicina e polimixina, utilizados durante a produção da vacina, portanto, deve-se tomar cuidado quando a vacina é administrada em indivíduos com hipersensibilidade a esses antibióticos (ou outros antibióticos da mesma classe, se apropriado).
Apneia O risco potencial de apneia e a necessidade de monitoramento respiratório por 48-72h devem ser considerados quando é administrada a série de imunização primária embebês prematuros (nascidos com menos de 28 semanas de gestação), e particularmente para aquelas com história prévia de imaturidade respiratória. Como o benefício da administração desta vacina é elevado neste grupo de recém-nascidos, a vacinação não deve ser suspensa ou atrasada.
Reações relacionadas à ansiedade Reações relacionadas à ansiedade, incluindo reações vasovagais (síncope), hiperventilação ou reações relacionadas ao estresse podem ocorrer, após, ou mesmo antes de qualquer vacinação, como resposta psicogênica à injeção da agulha. Isso pode ser acompanhado por vários sinais neurológicos, como distúrbios visuais transitórios e parestesia. É importante que existam procedimentos para evitar desmaios.
Uso na gravidez Profilaxia e pré-exposição Não foram realizados estudos de reprodução animal com a vacina raiva (inativada). Dados sobre o uso desta vacina em grávidas são limitados.
A vacina raiva (inativada) deve ser administrada em mulheres grávidas apenas se claramente necessário, e após avaliação dos riscos e benefícios.
Profilaxia e pós-exposição Devido à gravidade da doença, a gravidez não é uma contraindicação.
Se você descobrir que está grávida durante a série de vacinação, consulte seu médico imediatamente.
Somente o médico pode adaptar o programa de vacinação para essa situação.
Esta vacina não deve ser utilizada em mulheres grávidas sem orientação médica.
Lactação Profilaxia pré-exposição Não se sabe se esta vacina é excretada no leite humano. É necessário ter cuidado quando a vacina raiva (inativada) é administrado em uma mãe que amamenta.
Profilaxia pós-exposição Devido à gravidade da doença, a lactação não é uma contraindicação.
Fertilidade A vacina raiva (inativada) não foi avaliada quanto à diminuição da fertilidade masculina ou feminina.
Condução de um veículo ou execução de outras tarefas perigosas Não foram realizados estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir ou usar máquinas.
Houve relatos frequentes de tontura pós-vacinação. Este evento adverso pode temporariamente afetar a habilidade de conduzir veículos e operar máquinas.
Interferência com testes de laboratório e diagnósticos A interferência da vacina raiva (inativada) em testes de laboratório e / ou diagnóstico não foi estudada.
Interações medicamentosas Tratamento imunossupressor, incluindo terapia sistêmica a longo prazo com corticosteroide podem interferir na produção de anticorpos e causar falha na imunização. Por tanto, é aconselhável realizar um teste sorológico de 2 a 4 semanas após a última aplicação.
A vacina raiva (inativada) pode ser administrada simultaneamente com a vacina de febre tifóide (polissacarídica), desde que administradas em dois locais de injeção separados.
Em caso de administração concomitante com qualquer outro medicamento, incluindo imunoglobulinas da raiva, locais de injeção separados e seringas separadas devem ser utilizados.
Como a imunoglobulina da raiva interfere no desenvolvimento da resposta imune à vacina, a recomendação de administração da imunoglobulina da raiva deve ser rigorosamente seguida.
Informe ao seu médico se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
A vacina raiva (inativada) deve ser armazenada e transportada entre +2ºC e +8ºC. Não deve ser colocada no congelador ou "freezer".
Prazo de validade Desde que mantida sob refrigeração, o prazo de validade da vacina raiva (inativada) é de 36 meses, a partir da data de fabricação. A data de validade refere-se ao último dia do mês indicado na embalagem.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após preparo, usar imediatamente.
Esta vacina consiste de um pó liofilizado injetável acompanhado de uma solução diluente. O pó liofilizado injetável deve ser homogêneo e branco e o solvente deve ser uma solução límpida. Após a reconstituição, a suspensão deve ser homogênea e límpida.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Esta vacina será administrada em você ou na sua criança por um profissional da saúde.
A vacina raiva (inativada) é administrada por via intramuscular, na região deltoide, em adultos e crianças ou região ântero-lateral da coxa em bebês e crianças pequenas.
Também pode ser administrada por via intradérmica, de preferência na parte superior do braço ou antebraço.
Esta vacina não deve ser administrada por via subcutânea e intravascular. Assegurar que a agulha não penetre um vaso sanguíneo.
A posologia da vacina raiva (inativada) em adultos e crianças é a mesma: 0,5 mL por via intramuscular e 0,1 mL por via intradérmica.
- Tratamento pré-exposição O cronograma de vacinação deve ser adaptado de acordo com as circunstâncias de vacinação e o estado imune antirrábico do paciente.
Para a imunização pré-exposição, os indivíduos podem ser vacinados de acordo com um dos esquemas de vacinação apresentados na Tabela 3 e de acordo com as recomendações locais oficiais, quando disponíveis:
Tabela 3: Esquema de vacinação pré-exposição D0 D7 D21 ou D28 Regime convencional via intramuscular – 0,5 mL 1 dose 1 dose 1 dose Regime de 1 semana a via intramuscular – 0,5 mL 1 dose 1 dose Regime convencional via intradérmica – 0,1 mL 1 dose 1 dose 1 dose Regime de 1 semana a via intradérmica – 0,1 mL 2 doses b 2 doses b a Este regime não deve ser usado para indivíduos imunocomprometidos (ver seção 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?). b Uma injeção em cada braço (para adultos e crianças) ou em cada coxa anterolateral (bebês e crianças pequenas).
Além disso, doses de reforço e/ou teste sorológico regular de anticorpos neutralizantes podem ser indicados de acordo com o recomendado.
Uma a três semanas após a última dose deve ser verificada a taxa de anticorpos neutralizantes no indivíduo vacinado. O reforço periódico é recomendado em consequência às dosagens de anticorpos neutralizantes para a raiva com a seguinte periodicidade de coleta de sangue:
- 06 meses para indivíduos que manuseiam o vírus rábico vivo (laboratório de diagnóstico, pesquisa ou produção);
- 12 meses para indivíduos em contínuo risco de exposição.
O reforço deverá ser administrado quando o título de anticorpos obtido for inferior a 0,5UI/mL, nível este considerado protetor de acordo com a OMS.
Para indivíduos não expostos ao risco, deve-se fazer uma dose de reforço 1 ano após a primeira dose e depois um reforço a cada 3 anos. Conforme a tabela a seguir:
Tabela 4: Recomendação para vacinação primária e dose de reforço Vacinação Primária 3 injeções D0, D7 e D28* Primeiro reforço 1 ano depois Reforços posteriores Cada 3 anos
- A injeção D28 pode ser administrada em D21.
A vacina raiva (inativada) pode ser administrada como uma dose reforço após a vacinação primária com vacina raiva preparada em células VERO ou em células diploides humana - HDCV.
- Tratamento pós-exposição A profilaxia pós-exposição deve ser iniciada o mais rápido possível após a suspeita de exposição à raiva.
Tratamento de primeiros socorros O tratamento dos ferimentos é muito importante e deve ser feito imediatamente após as mordidas e arranhões.
Em todos os casos, o cuidado adequado da ferida (enxágue e lavagem completa de todas as feridas e arranhões com sabão ou detergente e grandes quantidades de água e ou agentes virucidas) deve ser realizado imediatamente ou o mais rápido possível após a exposição. Estes procedimentos devem ser realizados antes da administração de vacina raiva (inativada) ou imunoglobulinas antirrábicas, quando indicadas.
A administração da vacina antirrábica deve ser realizada estritamente de acordo com a categoria de exposição, o estado imunológico do paciente e o estado animal para raiva (de acordo com as recomendações descritas na Tabela 2 – seção 1. Para que este medicamento é indicado?).
Dependendo da gravidade dos ferimentos, imunoglobulinas antirrábicas (RIGs) podem ser administradas em associação com a vacina. Neste caso, consulte as instruções na bula da imunoglobulina.
Se necessário, o tratamento pode ser complementado pela administração de profilaxia do tétano, tratamento e / ou antibioticoterapia.
Indivíduos totalmente imunizados Vacinação em indivíduos previamente imunizados (vacinação preventiva completa comprovada):
- Vacinação com menos de 1 ano: 1 injeção (D0);
- Vacinação com mais de 1 ano e menos de 3 anos: 3 injeções (D0, D3 e D7);
- Vacinação com mais de 3 anos ou incompleta: Vacinação curativa completa com soroterapia se for necessária.
Se for necessário, o tratamento será completado pela administração de vacina tétano e antibióticos para evitar outras infecções.
De acordo com a recomendação da OMS, os indivíduos previamente imunizados são pacientes que podem documentar PrEP completa anterior (profilaxia pré-exposição) ou PEP (profilaxia pós-exposição) e pacientes que descontinuaram uma série de PEP após pelo menos duas doses de uma cultura de células ou vacina antirrábica baseada em ovo embrionado.
Esses indivíduos devem receber uma dose da vacina por via intramuscular (dose de vacina de 0,5 mL) ou por via intradérmica (dose de vacina de 0,1 mL) em cada um dos dias 0 e 3. Alternativamente, 4 injeções intradérmicas (dose de vacina de 0,1 mL) podem ser administradas em 4 locais distintos em D0.
A imunoglobulina antirrábica não é indicada para indivíduos previamente imunizados.
Indivíduos não imunizados Indivíduos não imunizados podem ser vacinados de acordo com um dos esquemas de vacinação apresentados na Tabela 5:
Tabela 5: Esquemas de vacinação pós-exposição em indivíduos não imunizados
D0 D3 D7 D14 D21 D28 Regime Essen Via intr amuscu lar - 0.5 mL 1 dose 1 dose 1 dose 1 dose 1 dose Regime Zagreb Via intramuscular -0.5 mL 2 doses a 1 dose 1 dose Regime atualizado Cruz Vermelha Tailandesa Via intradérmica - 0.1 mL 2 doses b 2 doses b 2 doses b 2 doses b Regime Instituto Pasteur Camboja Via intradérmica - 0.1 mL 2 doses b 2 doses b 2 doses b Regime de 1 semana, quatro locais Via intradérmica - 0.1 mL 4 doses c 4 doses c 4 doses c a - uma injeção em cada um dos dois deltóides (para adultos e crianças) ou locais anterolaterais da coxa (bebês e crianças pequenas) b - para ser injetado em 2 locais distintos, se possível contra-lateralmente. c - para ser injetado em 4 locais distintos.
Para exposições de categoria III (ver Tabela 2 – seção 1. Para que este medicamento é indicado?), a imunoglobulina antirrábica deve ser administrada em associação com a vacina. Neste caso, a vacina deve ser administrada contra-lateralmente, se possível.
A vacinação não deve ser descontinuada a menos que o animal seja declarado não infectado com o vírus da raiva de acordo com uma avaliação veterinária (supervisão do animal e/ou análise laboratorial).
Em áreas enzoóticas de raiva, a administração de duas doses da vacina em D0 pode ser justificada, por exemplo: no caso de lesões que são extremamente graves ou perto do sistema nervoso, ou quando o indivíduo é imunodeficiente, ou quando a consulta médica não foi imediata após a exposição.
Populações Especiais População Pediátrica Não há especificidades quanto à dose ou esquema de vacinação, para a população pediátrica.
Indivíduos Imunocomprometidos Profilaxia pré-exposição Para indivíduos imunocomprometidos, regimes convencionais de 3 doses (ver seção 6. Como devo usar este medicamento? – Tratamento Pré-exposição) devem ser usados e o teste de sorologia de anticorpos neutralizantes deve ser realizado 2 a 4 semanas após a última dose da vacinação, para avaliar a possível necessidade de uma dose adicional da vacina.
Profilaxia pós-exposição Para indivíduos imunocomprometidos, apenas esquema de vacinação completo (ver seção 6. Como devo usar este medicamento? – Tratamento Pós-exposição – Indivíduos não imunizados) deve ser administrada.
A imunoglobulina antirrábica deve ser administrada em associação com a vacina para ambas as categorias de exposição II e III (ver Tabela 2 – seção 1. Para que este medicamento é indicado?).
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Por favor, informe seu médico.
Somente o seu médico irá decidir quando administrar a dose perdida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Como todo medicamento, a vacina raiva (inativada) também pode causar algumas reações adversas.
As reações adversas estão classificadas de acordo com a frequência utilizando a seguinte convenção:
- Muito comum: > 10%
- Comum: > 1% e <10%
- Incomum: > 0,1% e <1%
- Raro: > 0,01% e <0,1%
- Muito raro: <0,01%, incluindo relatos isolados
- Desconhecido: Não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis.
A tabela abaixo apresenta as frequências de reações adversas solicitadas (registradas dentro de 7 dias) e reações adversas não solicitadas (registradas dentro de 28 dias), relatadas após qualquer dose de vacina raiva (inativada). A reação no local da injeção é apresentada de acordo com a via de administração (intramuscular ou intradérmica). As reações sistêmicas são apresentadas agrupadas.
Tabela 6: Reações adversas sistêmicas e no local de injeção solicitadas e não solicitadas até 28 dias após qualquer dose da vacina raiva (inativada) (análise de segurança agrupada) Reações adversas Adultos 18 anos ou mais N=624 (a) População Pediátrica Menos de 18 anos N=527 (b), incluindo 17 indivíduos com menos de 24 meses de idade Reações adversas Adultos 18 anos ou mais N=624 (a) População Pediátrica Menos de 18 anos N=527 (b), incluindo 17 indivíduos com menos de 24 meses de idade % - Frequência % g - Frequência CSO: Desordens do Sistema Sanguíneo e Linfático Linfoadenopatia Comum - 1,0 % Comum - 1.1 % CSO: Desordens do Sistema Imunológico Reações de hipersensibilidade (e.g. rash, urticária, prurido (coceira)).
Incomum – 0,8 % Incomum – 0,6% CSO: Desordens Gastrinstestinais Náusea Incomum – 0,2% -Dor abdominal Incomum – 0,2% Incomum – 0,2% Diarreia Incomum – 0,3 % -Vômitos - Incomum – 0,6% CSO: Desordens Gerais e Condições do Local de Administração Dor no local de injeção
- via intramuscular Muito comum – 21,9% Muito comum – 17,0%
- via intradérmica Muito comum – 58,8% Muito comum - 57% Eritema no local de injeção
- via intramuscular Comum- 2,0% Comum – 1,8%
- via intradérmica Muito comum – 12,3% Muito comum – 50,8% Prurido no local de injeção
- via intramuscular Comum – 1,0% -
- via intradérmica Comum – 1,3% Incomum – 0,6% Edema no local da injeção
- via intramuscular Comum – 2,3% Comum – 2,3%
- via intradérmica Comum – 5,3% Muito comum – 24,4% Endurecimento do local de injeção
- via intramuscular Comum – 1,0% -
- via intradérmica - -Hematoma no local da injeção
- via intramuscular
- -
- via intradérmica Incomum – 0,3% -Mal-estar Muito comum – 33,9% Muito comum – 24,4% Pirexia Comum – 4,2 % Common – 9,9 % Astenia Incomum – 0,8 % -Calafrios Incomum – 0,2 % Incomum - 0,2 % Choro inconsolável (apenas em bebês/crianças pequenas)
- Muito comum – 23,5% CSO: Desordens do Sistema Nervoso Dor de cabeça Muito comum – 34,6% Muito comum – 24,3% Tonturas/Vertigem Incomum – 0,3 % -Sonolência (apenas em bebês/crianças pequenas)
- Muito comum – 17,6 % Irritabilidade (apenas em bebês/crianças pequenas)
- Muito comum – 35,3 % Reações adversas Adultos 18 anos ou mais N=624 (a) População Pediátrica Menos de 18 anos N=527 (b), incluindo 17 indivíduos com menos de 24 meses de idade CSO: Desordens Nutricionais e Metabólicas Diminuição do apetite Incomum – 0,2% Comum – 0,9 % CSO: Desordens Musculoesqueléticas e do Tecido Conjuntivo Mialgia Muito comum – 30,1% Muito comum – 21,6% (a) Via intramuscular: N=306; via intradérmica N=318 (b) Via intramuscular: N=171; via intradérmica N=356 : Para cada reação, a frequência foi definida pelo número de indivíduos que experimentaram a reação pelo menos uma vez durante o período de observação dividido pelo número de indivíduos com dados disponíveis.
CSO: Classe de Sistema de Órgão.
Tabela 7: Reações adversas adicionais de outros estudos clínicos Reações Adversas Adultos 18 anos ou mais N > 2600 População pediátrica Menores de 18 anos N > 1000 % - Frequência % - Frequência CSO: Desordens Gerais e Condições do Local de Administração Sintomas de gripe Comum – 1,1% -CSO: Desordens do Sistema Nervoso Insônia (apenas em bebês/crianças pequenas)
- Comum – 8,5% CSO: Desordens Musculoesqueléticas e do Tecido Conjuntivo Artralgia Incomum – 0,3% -CSO: Desordens do Sistema Respiratório Dispneia Rara – 0,08% -
- Reações adversas Pós-Comercialização Baseados em relatos espontâneos, os seguintes eventos adversos adicionais foram relatados com o uso comercial da vacina raiva (inativada).
Esses eventos foram relatados muito raramente, porém, a taxa de incidência exata não pode ser calculada com precisão, sua frequência é qualificada como ‘Desconhecida”:
- Reações anafiláticas, inchaço em região subcutânea ou em mucosas (angioedema) e perda auditiva neurossensorial repentina.
Informe a empresa sobre o aparecimento de eventos indesejáveis e problemas com este medicamento, entrando em contato através do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).
Informe ao seu médico ou farmacêutico aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Não há estudos específicos sobre este assunto.
Em caso de superdosagem do medicamento, recomenda-se entrar em contato com o Atendimento ao Consumidor (SAC) para que o devido acompanhamento possa ser dado.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS: 1.2234.0048 Farm. Resp.:
Dra. Patricia Meneguello S. Carvalho CRF-SP nº 30.538 Fabricado por:
Sanofi Pasteur Marcy l’Étoile - França Embalado por:
Sanofi Pasteur Val de Reuil - França Ou Sanofi Pasteur Marcy l’Étoile - França Importado e registrado por:
INSTITUTO BUTANTAN Av. Dr. Vital Brasil, 1500 - Butantã CEP 05503-900 - São Paulo/SP - Brasil
CNPJ: 61.821.344/0001-56 Indústria Brasileira Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC): 0800 701 2850 e-mail: sac@butantan.gov.br
Uso sob prescrição médica.
Proibida venda ao comércio.
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 07/08/2023.
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
vacina raiva (inativada) Pó liofilizado injetável e diluente para suspensão injetável 3,25 UI vacina raiva (inativada)
Apresentação
Pó liofilizado injetável e diluente para suspensão injetável.
- Cartucho contendo 10 frascos + 10 seringas com 0,5mL de diluente.
A vacina raiva (inativada) pode ser administrada por VIA INTRAMUSCULAR ou por VIA
Intradérmica.
Uso adulto e pediátrico
Composição
- Liofilizado:
Vírus Inativados da raiva (Wistar PM/WI38 1503-3M)...................................3,25UI* Maltose (estabilizante)....................................................................................25mg Albumina humana (estabilizante)...................................................................25mg
- Diluente:
Solução de cloreto de sódio 0,4%.....................................qsp.......................0,5mL A vacina também pode conter traços de estreptomicina, neomicina e/ou polimixina B.
- Potência mensurada utilizando o teste de teor de glicoproteínas pelo método ELISA.
Indicações
A vacina raiva (inativada) é indicada para a prevenção da raiva em crianças e adultos. Esta vacina pode ser administrada antes e após a exposição, como uma vacinação primária ou como uma dose de reforço.
A vacinação pré-exposição deve ser oferecida aos indivíduos com alto risco de contaminação pelo vírus da raiva, para todos os que estão em risco permanente, como: pessoas que trabalham em laboratório de diagnóstico, de pesquisa, ou produção do vírus da raiva. Para estes indivíduos, um teste sorológico é recomendado a cada 6 meses.
A vacinação pré-exposição também deve ser considerada para indivíduos em risco frequente de exposição ao vírus da raiva, tais como:
- Veterinários, assistentes de veterinários, tratadores de animais potencialmente expostos a animais infectados com o vírus da raiva;
- Caçadores e guarda de caça, fazendeiros, trabalhadores florestais, taxidermistas (profissionais que preparam animais para exposição) e espeleólogos (profissionais que estudam as cavidades naturais como as cavernas);
- Outras pessoas (especialmente crianças) que vivem ou viajam para áreas de alto risco.
Os testes de sorologia para anticorpos da raiva devem ser realizados em intervalos regulares de acordo com o risco de exposição ao vírus.
A dose de reforço deve ser administrada de acordo com o risco de exposição do indivíduo.
O tipo da lesão, o estado imunológico do paciente e estado do animal infectado irá determinar o tipo de tratamento, conforme as Tabelas 1 e 2 a seguir:
Tabela 1:
Circunstâncias Conduta Comentários animal paciente Animal não disponível para avaliação – circunstâncias suspeitas ou não suspeitas -Direcionar para o centro antirrábico O ciclo completo de tratamento (b) deve ser sempre concluído Animal morto – circunstâncias suspeitas ou não suspeitas Cérebro enviado para um laboratório autorizado para análise Direcionar para o centro antirrábico para tratamento O tratamento (b) pode ser descontinuado em caso de resultado negativo ou deve ser continuado em caso de resultado positivo Animal vivo – circunstâncias não suspeitas Manter sob vigilância veterinária (a) Decisão para tratamento antirrábico adiada O tratamento (b) será prosseguido dependendo da vigilância veterinária do animal Circunstâncias suspeitas Manter sob Vigilância veterinária (a) Direcionar para o centro antirrábico O tratamento (b) pode ser descontinuado se a vigilância invalidar as dúvidas iniciais ou, caso contrário, deve ser continuado (a) De acordo com as recomendações da OMS, o período de observação mínimo para vigilância veterinária de cachorros e gatos é de 10 dias.
(b) O tratamento é recomendado de acordo com a gravidade do ferimento: vide Tabela 2 a seguir.
Tabela 2:
Categoria da Severidade Tipo de contato com o animal selvagem presumido ou confirmado raivoso ou um animal que não pode ser colocado sob supervisão.
Tratamento Recomendado I Tocar ou alimentar os animais; lambedura na pele intacta (sem exposição).
Nenhum, se um histórico confiável do caso estiver disponível.
(a) II Mordidas leves na pele lesada, pequenos arranhões ou arranhadura superficial sem sangramento (exposição).
Administrar a vacina imediatamente.
Interrompa o tratamento se o animal permanecer saudável durante um período de observação de 10 dias (b) ou se for comprovado que ele é negativo para raiva por um laboratório confiável, usando técnicas de diagnóstico apropriadas.
Trate como categoria III se houver exposição a morcegos.
III Mordedura ou arranhadura transdérmica (c) únicas ou múltiplas.
Contaminação das membranas mucosas ou pele lesada com saliva (através da lambedura de animais).
Exposição devido ao contato direto com morcegos Administrar a vacina antirrábica imediatamente e imunoglobulina antirrábica, de preferência o mais rápido possível após o início da profilaxia pós-exposição.
A imunoglobulina antirrábica pode ser injetada até 7 dias após a administração da primeira dose da vacina.
Interrompa o tratamento se o animal permanecer saudável ao longo de um período de observação de 10 dias ou se for negativo para raiva por um laboratório confiável, usando técnicas de diagnóstico apropriadas.
(a) Se um cão ou gato aparentemente saudável em/ou de uma área de baixo risco for colocado em observação, o tratamento pode ser adiado.
(b) Este período de observação aplica-se apenas a cães e gatos. Exceto para espécies ameaçadas ou em perigo, outros animais domésticos e selvagens com suspeita de raiva devem ser sacrificados e seus tecidos examinados quanto à presença de antígeno da raiva por meio de técnicas laboratoriais apropriadas.
(c) Mordidas, especialmente na cabeça, pescoço, rosto, mãos e genitais, são exposições de categoria III devido à rica inervação dessas áreas.
Resultados de eficácia
Não foram realizados estudos de eficácia. Os resultados dos estudos de imunogenicidade encontram-se descritos abaixo.
Foram realizados estudos clínicos para avaliar a imunogenicidade da vacina em situações de pré e pós-exposição. Um título de Anticorpos Neutralizantes do Vírus da Raiva ≥ 0,5 UI / mL, considerado pela OMS como conferindo proteção, foi usado como prova do nível de anticorpos protetores.
Profilaxia Pré-exposição O esquema de vacinação pré-exposição é composto de 3 doses divididas em D0, D7 e D28 (ou D21) por via intramuscular (0,5 mL) e foi avaliada em vários estudos clínicos em população adulta e pediátrica.
Após a vacinação, todos os indivíduos vacinados atingiram título de anticorpos neutralizantes da raiva > 0,5 UI/mL, considerado pela OMS capaz de conferir proteção.
O acompanhamento por 10 anos de 49 pacientes que receberam as 3 injeções, seguida por uma dose de reforço após 1 ano, demonstrou uma manutenção de soroconversão em mais de 95% dos vacinados por até 10 anos.
O cronograma de pré-exposição de uma semana por via intramuscular (uma dose de 0,5 mL em D0 e uma dose de 0,5 mL em D7) foi avaliado em um estudo em 75 indivíduos (incluindo 35 crianças de 2 a 17 anos).
No D21, 98,6% dos indivíduos alcançaram um título de anticorpos séricos ≥ 0,5 UI / mL.
Um ano depois, após uma PEP simulada com duas doses de 0,5 mL injetadas com 3 dias de intervalo (em D0 e D3) por via intramuscular, uma resposta anamnéstica alta e rápida foi demonstrada em todos os sujeitos do D7.
Em 5 estudos realizados com a vacina raiva (inativada) com 392 indivíduos no contexto de uma avaliação do regime convencional de 3 doses (em D0, D7, D21 ou D28) por via intramuscular, todos os indivíduos atingiram um título de anticorpos séricos ≥ 0,5 UI / mL, em D21 ou D28, após as 2 doses (em D0 e D7), pouco antes da injeção da terceira dose.
O cronograma de pré-exposição de uma semana por via intradérmica (duas doses de 0,1 mL em D0 e duas doses de 0,1 mL em D7) foi avaliada em um estudo com 75 indivíduos (incluindo 36 crianças de 2 a 17 anos).
No D21, 97,2% dos indivíduos alcançaram um título de anticorpos séricos ≥ 0,5 UI / mL.
Um ano depois, após uma PEP simulada com duas doses de 0,1 mL injetadas com 3 dias de intervalo (em D0 e D3) por via intradérmica, uma resposta anamnéstica alta e rápida foi demonstrada em todos os indivíduos em D7, exceto um indivíduo que permaneceu soronegativo em todos os momentos, apesar de completar todas as vacinações do estudo.
Em outro estudo conduzido com 430 indivíduos que receberam uma dose de 0,1 mL de vacina raiva (inativada) em D0 e uma dose de 0,1 mL em D7 por via intradérmica, 99,1% dos indivíduos atingiram um título de anticorpo sérico ≥ 0,5 IU / mL em D21.
Profilaxia Pós-exposição Dois esquemas intramusculares pós-exposição (regime de Essen de 5 doses [D0, D3, D7, D14 e D28] e regime de Zagreb de 4 doses [2 doses em D0, em seguida, 1 dose em cada D7 e D21] e imunoglobulina conforme apropriado) foram avaliados em vários estudos clínicos em populações adultas e pediátricas.
Quase todos os vacinados alcançaram um título de anticorpos neutralizantes da raiva ≥ 0,5 UI / mL no D14.
Em um estudo de fase III, incluindo 600 indivíduos expostos com idades entre 11 meses e 50 anos de idade, dois esquemas de PEP intradérmicos foram testados: regime de 4 locais de uma semana (4 doses em cada D0, D3 e D7) com e sem ERIG em D0, e regime da Cruz Vermelha Tailandesa (CVT) atualizado (2 doses em cada D0, D3, D7 e D28) com ERIG em D0. Regime do Instituto Pasteur Camboja (2 doses em cada D0, D3 e D7) também foi documentado até D28 como parte do regime CVT. Quase todos os vacinados atingiram um título de anticorpos neutralizantes da raiva ≥ 0,5 UI/mL no D14. Cinco anos depois e antes do PEP simulado ser recebido, o nível de proteção de anticorpos neutralizantes da raiva foi mantido em mais de 84% dos indivíduos que receberam regime de 4 locais de uma semana com ou sem ERIG, e em 64,1% (IC95% 55,1; 72,3) dos indivíduos que receberam o regime CVT atualizado com ERIG. Onze dias após a simulação de PEP com regime de ID de "visita única 4 doses", todos os indivíduos tinham título de anticorpos neutralizantes da raiva ≥ 0,5 UI/mL.
A eficácia da vacina raiva (inativada) foi avaliada em 44 indivíduos adultos mordidos por animais com contaminação por raiva confirmada. Os indivíduos receberam a vacina de acordo com o regime de 5 doses de Essen (D0, D3, D7, D14 e D28 por via intramuscular) e imunoglobulina conforme apropriado.
Nenhum desses indivíduos desenvolveu a doença.
A eficácia da vacina raiva (inativada) também foi confirmada em dois estudos que usaram tempos de administração recomendados no passado. No primeiro estudo, 106 pacientes receberam 6 injeções via intramuscular em D0, D3, D7, D14, D28 e D91. No segundo estudo, 40 pacientes receberam injeções via intradérmica nas duas deltóides locais em D0, D3, D7 e em 1 local em D28 e D90. Todos os pacientes receberam imunoglobulina conforme apropriado. Todos eles foram mordidos por animais confirmadamente infectados, e nenhum deles desenvolveram a doença.
População pediátrica Não há diferença clinicamente significativa na imunogenicidade da vacina em crianças em comparação com os adultos.
Em um estudo avaliando o cronograma de pré-exposição de uma semana por via intradérmica (duas doses de 0,1 mL de vacina raiva (inativada) em D0 e duas doses de 0,1 mL em D7) ou por via intramuscular (uma dose de 0,5 mL de vacina raiva (inativada) em D0 e uma dose de 0,5 mL em D7) em 71 crianças de 2 a 17 anos de idade, todas as crianças atingiram um título de anticorpos séricos ≥ 0,5 UI / mL no D21.
Um ano depois, após uma PEP simulada com duas doses injetadas com 3 dias de intervalo (em D0 e D3) por via intramuscular ou intradérmica, uma resposta anamnéstica alta e rápida foi demonstrada em todos os sujeitos do D7.
Características farmacológicas
Mecanismo de ação A proteção após a vacinação é fornecida pela indução de ANVR (Anticorpos Neutralizantes do Vírus da Raiva).
A vacina é preparada a partir de vírus da raiva da cepa WISTAR PM/WI38-1503-3M, cultivados em célula VERO. Em seguida, o vírus é inativado pela beta-propiolactona e purificado por ultracentrifugação.
Os vírus causadores da raiva pertencem à família Rhabdoviridae, e se caracterizam por apresentar uma única cadeia de ácido ribonucleico.
A raiva é uma patologia bastante grave cuja encefalite pode manifestar-se sob diferentes formas: espasticidade, demência ou paralisia, todas elas de igual gravidade e que quase sempre levam o paciente a morte.
No Brasil, o cão é o principal reservatório/transmissor da raiva urbana. Na zona rural, o morcego constitui o mais importante veículo do vírus rábico, sendo responsável por enzootias em bovinos. Outros animais ocasionalmente envolvidos na transmissão da raiva para humanos são: gatos, macacos, raposas, etc. Os primeiros sinais clínicos da raiva humana surgem em média de 20 a 90 dias após a infecção; entretanto, o período de incubação pode ser muito mais curto (menos de uma semana) ou muito mais longo (de alguns meses a mais de um ano).
O período de incubação é mais curto quando a doença acomete crianças ou quando a infecção viral ocorre em sítios bastante inervados como: cabeça, face, pescoço, dedos e órgãos sexuais. Uma vez que foram relatados períodos de incubação da doença muito longos, mesmo pessoas que se apresentam para avaliação e tratamento muito tempo após uma mordida, ou exposição considerada de risco, devem ser tratadas de forma semelhante àquelas que referem exposição recente.
A utilização da vacina raiva (inativada) na prevenção da raiva humana abrange a profilaxia pré-exposição (vacinação preventiva) e a profilaxia pós-exposição (vacinação curativa).
Contraindicações
Profilaxia pré-exposição Reação de hipersensibilidade sistêmica conhecida a qualquer componente da vacina raiva (inativada) ou após a administração prévia da vacina ou uma vacina contendo os mesmos componentes.
A vacina deve ser adiada em caso de doença febril ou aguda.
Observação: Em caso de risco substancial de exposição ao vírus da raiva, deve-se sempre levar em consideração a relação risco/benefício da administração da vacina raiva (inativada) em indivíduos portadores de condições de saúde que normalmente contraindicariam o emprego de vacinas.
Profilaxia pós-exposição Em virtude da evolução fatal da infecção pelo vírus da raiva, a profilaxia pós-exposição não apresenta qualquer contraindicação.
Advertências e precauções
Proteção Como em qualquer vacina, a vacinação com a vacina raiva (inativada) pode não proteger 100% dos indivíduos vacinados. Para atingir um nível suficiente de proteção de anticorpos, as recomendações para o uso da vacina raiva (inativada) devem ser rigorosamente seguidas (consulte a Seção 8), pois uma resposta imune insuficiente pode levar a casos fatais de raiva.
Indivíduos imunocomprometidos Em indivíduos com imunodeficiência congênita ou adquirida, a resposta imunológica à vacina pode ser insuficiente. Portanto, é recomendado monitorar de 2 a 4 semanas após a última dose da vacinação, com testes sorológicos, o nível de ANVR (Anticorpos Neutralizantes do Vírus da Raiva) em tais indivíduos, para garantir que uma resposta imune aceitável foi induzida. Doses adicionais devem ser administradas, conforme necessário.
Se a vacinação pós-exposição for necessária, apenas o esquema completo de vacinação deve ser administrado. Além disso, a imunoglobulina antirrábica deve ser administrada em associação com a vacina para a categoria II e III de exposição.
Precauções de administração Antes da injeção de qualquer produto biológico, deve-se tomar todas as precauções conhecidas para a prevenção de reações alérgicas ou outras reações. Como em todas as vacinas injetáveis, o tratamento e a supervisão médica adequada, devem sempre estar prontamente disponíveis no caso de um evento anafilático após a administração da vacina.
Como medida de precaução, a injeção de epinefrina (1:1000) deve estar imediatamente disponível em caso de reações anafiláticas inesperadas ou alergias graves.
Para garantir uma proteção contínua, um exame sorológico (análise de títulos de anticorpos neutralizantes) por RFFIT (Teste Rápido de Inibição de Focos Fluorescentes) deve ser realizado a cada 6 meses em indivíduos com exposição contínua e pode ser realizado a cada 2 anos após os reforços em 1 e 5 anos em indivíduos com exposição frequente à raiva.
O nível de anticorpos mínimo aceitável neste teste é definido como ≥ 0,5UI / mL ou neutralização completa do vírus, na diluição 1:5 de soro.
Se o resultado for abaixo do nível aceitável, uma dose de reforço deve ser administrada.
Como a administração intramuscular pode causar hematoma no local de aplicação, a vacina raiva (inativada) não deve ser ministrada em pessoas com alguma desordem de coagulação, como hemofilia ou trombocitopenia, ou em pessoas em terapia anticoagulante, a menos que os benefícios potenciais sejam claramente superiores ao risco. Se a decisão for pela administração da vacina a estas pessoas, a injeção deve ser feita com precaução para evitar o risco de formação de hematoma após a aplicação.
Antes da administração da vacina raiva (inativada), deve-se conhecer o estado de saúde recente do paciente, o histórico familiar e pessoal do paciente, o histórico de imunização e qualquer evento adverso após vacinações anteriores.
Nos indivíduos que tiveram história de reação séria ou grave dentro de 48 horas da aplicação anterior de uma vacina contendo componentes semelhantes à vacina raiva (inativada), a vacinação deve ser cuidadosamente analisada.
Com relação à administração intradérmica da vacina raiva (inativada), é essencial que esta seja realizada apenas por equipe médica treinada nesta técnica, a fim de garantir que a vacina seja administrada por via intradérmica. Para a via intradérmica, seringa e agulha apropriadas devem ser usadas.
A vacina raiva (inativada) não deve ser administrada por via intravascular. Certifique-se de que a agulha não irá atingir nenhum vaso sanguíneo.
Esta vacina não deve ser aplicada na região glútea.
Neomicina, estreptomicina e polimixina Cada dose da vacina raiva (inativada) pode conter traços indetectáveis de neomicina, estreptomicina e polimixina, utilizados durante a produção da vacina, portanto, deve-se tomar cuidado quando a vacina é administrada em indivíduos com hipersensibilidade a esses antibióticos (ou outros antibióticos da mesma classe, se apropriado).
Apneia O risco potencial de apneia e a necessidade de monitoramento respiratório por 48 a 72 horas devem ser considerados ao administrar a série de imunizações primárias em bebês muito prematuros (nascidos com menos de 28 semanas de gestação) e, particularmente, naqueles com histórico anterior de imaturidade respiratória.
Como o benefício da administração desta vacina é elevado neste grupo de recém-nascidos, a vacinação não deve ser suspensa ou atrasada.
Reações relacionadas à ansiedade Reações relacionadas à ansiedade, incluindo reações vasovagais (síncope), hiperventilação ou reações relacionadas ao estresse podem ocorrer, após, ou mesmo antes de qualquer vacinação, como resposta psicogênica à injeção da agulha. Isso pode ser acompanhado por vários sinais neurológicos, como distúrbios visuais transitórios e parestesia. É importante que existam procedimentos para evitar desmaios.
Gravidez Profilaxia pré-exposição Não foram realizados estudos de reprodução animal com a vacina raiva (inativada). Dados sobre o uso desta vacina em grávidas são limitados.
A vacina raiva (inativada) deve ser administrada em mulheres grávidas apenas se claramente necessário, e após avaliação dos riscos e benefícios.
Profilaxia pós-exposição Devido à gravidade da doença, a gravidez não é uma contraindicação.
Esta vacina não deve ser utilizada em mulheres grávidas sem orientação médica.
Lactação Profilaxia pré-exposição Não se sabe se esta vacina é excretada no leite humano. É necessário ter cuidado quando a vacina raiva (inativada) é administrada em uma mãe que amamenta.
Profilaxia pós-exposição Devido à gravidade da doença, a lactação não é uma contraindicação.
Fertilidade A vacina raiva (inativada) não foi avaliada quanto à diminuição da fertilidade masculina ou feminina.
Condução de um veículo ou execução de outras tarefas perigosas Não foram realizados estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir ou usar máquinas.
Houve relatos frequentes de tontura pós-vacinação. Este evento adverso pode temporariamente afetar a habilidade de conduzir veículos e operar máquinas.
Interferência com testes de laboratório e diagnósticos A interferência da vacina raiva (inativada) em testes de laboratório e/ou diagnóstico não foi estudada.
Interações medicamentosas
Tratamento imunossupressor, incluindo terapia sistêmica a longo prazo com corticosteroide, podem interferir na produção de anticorpos e causar falha na imunização. Portanto, é aconselhável realizar um teste sorológico de 2 a 4 semanas após a última aplicação.
A vacina raiva (inativada) pode ser administrada simultaneamente com a vacina de febre tifóide (polissacarídica), desde que administradas em dois locais de injeção separados.
Em caso de administração concomitante com qualquer outro medicamento, incluindo imunoglobulinas da raiva, locais de injeção separados e seringas separadas devem ser utilizados.
Como a imunoglobulina da raiva interfere no desenvolvimento da resposta imune à vacina, a recomendação de administração da imunoglobulina da raiva deve ser rigorosamente seguida.
Cuidados de armazenamento do medicamento
A vacina raiva (inativada) deve ser armazenada e transportada entre +2ºC e +8ºC. Não deve ser colocada no congelador ou "freezer".
Prazo de validade Desde que mantida sob refrigeração entre +2ºC e +8ºC, o prazo de validade da vacina raiva (inativada) é de 36 meses, a partir da data de fabricação. A data de validade refere-se ao último dia do mês indicado na embalagem.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após preparo, usar imediatamente.
Esta vacina consiste de um pó liofilizado injetável acompanhado de uma solução diluente. O pó liofilizado injetável deve ser homogêneo e branco e o solvente deve ser uma solução límpida. Após a reconstituição, a suspensão deve ser homogênea e límpida.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Antes da reconstituição, o pó liofilizado tem uma coloração uniforme branca.
Uma vez que a vacina é reconstituída com 0,5 mL de diluente, uma dose por via intramuscular consiste em 0,5 mL de vacina reconstituída e uma dose por via intradérmica consiste em 0,1 mL de vacina reconstituída por local de injeção.
Para a reconstituição da vacina:
- Retire o lacre do frasco do produto liofilizado;
- Injetar o diluente contido na seringa pré-preenchida ou no frasco de solução diluente para dentro do frasco que contém o pó liofilizado;
- Agite delicadamente para obter uma suspensão homogênea da vacina. A vacina reconstituída apresenta aspecto de um líquido límpido, homogêneo e livre de partículas;
- Remova e descarte a seringa que foi utilizada para reconstituição da vacina;
- Utilize uma nova seringa com uma nova agulha para retirar a dose correta de suspensão;
- Substitua a agulha por uma agulha para injeção intramuscular/intradérmica. O comprimento da agulha utilizada para administração da vacina deve ser adaptado ao paciente e à rota de administração;
- Se administrada pela via intramuscular, a vacina deve ser usada imediatamente.
- Se administrada pela via intradérmica, a vacina pode ser usada até 6 horas após reconstituição desde que seja mantida a não mais que 25°C e protegida da luz. Depois da reconstituição, usando técnica asséptica, uma dose da vacina deve ser retirada de um frasco. O restante pode ser usado para outro paciente. Uma nova agulha estéril e seringa devem ser usadas para retirar e administrar cada dose da vacina para cada paciente para evitar infecção cruzada. A vacina não utilizada deve ser descartada após 6 horas.
A vacina raiva (inativada) é administrada por via intramuscular, na região deltoide, em adultos e crianças ou região ântero-lateral da coxa em bebês e crianças pequenas.
Também pode ser administrada por via intradérmica, de preferência na parte superior do braço ou antebraço.
Esta vacina não deve ser administrada por via subcutânea e intravascular. Assegurar que a agulha não penetre um vaso sanguíneo.
A vacina raiva (inativada) não deve ser aplicada na região glútea, pois os níveis mais baixos de anticorpos neutralizantes foram observados quando esta área é utilizada. Como a vacina raiva (inativada) não contém conservante, a utilização da vacina deve ser imediata após a reconstituição.
A posologia da vacina raiva (inativada) em adultos e crianças é a mesma: 0,5 mL por via intramuscular e 0,1 mL por via intradérmica.
O cronograma de vacinação deve ser adaptado de acordo com as circunstâncias da exposição e o estado imune antirrábico do paciente.
Profilaxia pré-exposição Para a imunização pré-exposição, os indivíduos podem ser vacinados de acordo com um dos esquemas de vacinação apresentados na Tabela 3 e de acordo com as recomendações locais oficiais, quando disponíveis:
Tabela 3: Esquema de vacinação pré-exposição D0 D7 D21 ou D28 Regime convencional via intramuscular – 0,5 mL 1 dose 1 dose 1 dose Regime de 1 semana (a) via intramuscular – 0,5 mL 1 dose 1 dose Regime convencional via intradérmica – 0,1 mL 1 dose 1 dose 1 dose Regime de 1 semana (a) via intradérmica – 0,1 mL 2 doses (b) 2 doses (b) (a) Este regime não deve ser usado para indivíduos imunocomprometidos (ver seção 4. O que devo saber antes de usar este medicamento?).
(b) Uma injeção em cada braço (para adultos e crianças) ou em cada coxa anterolateral (bebês e crianças pequenas).
Além disso, doses de reforço e/ou teste sorológico regular de anticorpos neutralizantes podem ser indicados de acordo com o recomendado.
Uma a três semanas após a última dose deve ser verificada a taxa de anticorpos neutralizantes no indivíduo vacinado. O reforço periódico é recomendado em consequência às dosagens de anticorpos neutralizantes para a raiva com a seguinte periodicidade de amostragem:
- 06 meses para indivíduos que manuseiam o vírus rábico vivo (laboratório de diagnóstico, pesquisa ou produção);
- 12 meses para indivíduos em contínuo risco de exposição.
O reforço deverá ser administrado quando o título de anticorpos obtido for inferior a 0,5UI / mL, nível este considerado protetor de acordo com a OMS.
Para indivíduos não expostos ao risco, deve-se fazer uma dose de reforço 1 ano após a primeira dose e depois um reforço a cada 3 anos. Conforme a tabela a seguir:
Tabela 4: Recomendação para vacinação primária e dose de reforço Vacinação Primária 3 injeções D0, D7 e D28* Primeiro reforço 1 ano depois Reforços posteriores Cada 3 anos
- A injeção D28 pode ser administrada em D21.
A vacina raiva (inativada) pode ser administrada como uma dose reforço após a vacinação primária com vacina raiva (inativada) preparada em células VERO ou em células diploides humana - HDCV.
Profilaxia pós-exposição A profilaxia pós-exposição deve ser iniciada o mais rápido possível após a suspeita de exposição à raiva.
Tratamento de primeiros socorros O tratamento dos ferimentos é muito importante e deve ser feito imediatamente após as mordidas e arranhões.
Em todos os casos, o cuidado adequado da ferida (enxágue e lavagem completa de todas as feridas e arranhões com sabão ou detergente e grandes quantidades de água e ou agentes virucidas) deve ser realizado imediatamente ou o mais rápido possível após a exposição. Estes procedimentos devem ser realizados antes da administração de vacina raiva (inativada) ou imunoglobulinas antirrábicas, quando indicadas.
A administração da vacina antirrábica deve ser realizada estritamente de acordo com a categoria de exposição, o estado imunológico do paciente e o estado animal para raiva (de acordo com as recomendações descritas na Tabela 2 – seção 1. INDICAÇÕES).
Dependendo da gravidade dos ferimentos, imunoglobulinas antirrábicas (RIGs) podem ser administradas em associação com a vacina. Neste caso, consulte as instruções na bula da imunoglobulina.
Se necessário, o tratamento pode ser complementado pela administração de profilaxia do tétano, tratamento e/ou antibioticoterapia.
Indivíduos totalmente imunizados Vacinação em indivíduos previamente imunizados (vacinação preventiva completa comprovada):
- Vacinação com menos de 1 ano: 1 injeção (D0);
- Vacinação com mais de 1 ano e menos de 3 anos: 3 injeções (D0, D3 e D7);
- Vacinação com mais de 3 anos ou incompleta: Vacinação curativa completa com soroterapia se for necessária.
Se for necessário, o tratamento será completado pela administração de vacina tétano e antibióticos para evitar outras infecções.
De acordo com a recomendação da OMS, os indivíduos previamente imunizados são pacientes que podem documentar PrEP completa anterior (profilaxia pré-exposição) ou PEP (profilaxia pós-exposição) e pacientes que descontinuaram uma série de PEP após pelo menos duas doses de uma cultura de células ou vacina antirrábica baseada em ovo embrionado.
Esses indivíduos devem receber uma dose da vacina por via intramuscular (dose de vacina de 0,5 mL) ou por via intradérmica (dose de vacina de 0,1 mL) em cada um dos dias 0 e 3. Alternativamente, 4 injeções intradérmicas (dose de vacina de 0,1 mL) podem ser administradas em 4 locais distintos em D0.
A imunoglobulina antirrábica não é indicada para indivíduos previamente imunizados.
Indivíduos não imunizados Indivíduos não imunizados podem ser vacinados de acordo com um dos esquemas de vacinação apresentados na Tabela 5:
Tabela 5: Esquemas de vacinação pós-exposição em indivíduos não imunizados
D0 D3 D7 D14 D21 D28 Regime Essen Via intr amuscu lar - 0.5 mL 1 dose 1 dose 1 dose 1 dose 1 dose Regime Zagreb Via intramuscular -0.5 mL 2 doses (a) 1 dose 1 dose Regime atualizado Cruz Vermelha Tailandesa Via intradérmica - 0.1 mL 2 doses (b) 2 doses (b) 2 doses (b) 2 doses (b) Regime Instituto Pasteur Camboja Via intradérmica - 0.1 mL 2 doses (b) 2 doses (b) 2 doses (b) Regime de 1 semana, quatro locais Via intradérmica - 0.1 mL 4 doses (c) 4 doses (c) 4 doses (c) (a) - uma injeção em cada um dos dois deltóides (para adultos e crianças) ou locais anterolaterais da coxa (bebês e crianças pequenas) (b) - para ser injetado em 2 locais distintos, se possível contra-lateralmente.
(c) - para ser injetado em 4 locais distintos.
Para exposições de categoria III (ver Tabela 2 – seção 1. INDICAÇÕES), a imunoglobulina antirrábica deve ser administrada em associação com a vacina. Neste caso, a vacina deve ser administrada contra-lateralmente, se possível.
A vacinação não deve ser descontinuada a menos que o animal seja declarado não infectado com o vírus da raiva de acordo com uma avaliação veterinária (supervisão do animal e/ou análise laboratorial).
Em áreas enzoóticas de raiva, a administração de duas doses da vacina em D0 pode ser justificada, por exemplo: no caso de lesões que são extremamente graves ou perto do sistema nervoso, ou quando o indivíduo é imunodeficiente, ou quando a consulta médica não foi imediata após a exposição.
Populações Especiais População Pediátrica Não há especificidades quanto à dose ou esquema de vacinação, para a população pediátrica.
Indivíduos Imunocomprometidos Profilaxia pré-exposição Para indivíduos imunocomprometidos, regimes convencionais de 3 doses (ver seção 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR – Profilaxia Pré-exposição) devem ser usados e o teste de sorologia de anticorpos neutralizantes deve ser realizado 2 a 4 semanas após a última dose da vacinação, para avaliar a possível necessidade de uma dose adicional da vacina.
Profilaxia pós-exposição Para indivíduos imunocomprometidos, apenas esquema de vacinação completo (ver seção 8.
POSOLOGIA E MODO DE USAR – Profilaxia Pós-exposição – Indivíduos não imunizados) deve ser administrado.
A imunoglobulina antirrábica deve ser administrada em associação com a vacina para ambas exposições de categorias II e III (ver Tabela 2 – seção 1. INDICAÇÃO).
Reações adversas
As reações adversas estão classificadas de acordo com a frequência utilizando a seguinte convenção:
- Muito comum: > 10%
- Comum: >1% e < 10%
- Incomum: > 0,1% e <1%
- Raro: > 0,01% e <0,1%
- Muito raro: <0,01%, incluindo relatos isolados
- Desconhecido: Não pode ser calculado a partir dos dados disponíveis.
Em estudos clínicos, mais de 13.000 indivíduos (de 2 meses a 98 anos de idade) receberam pelo menos uma dose de vacina raiva (inativada).
Uma análise agrupada foi realizada em 4 estudos clínicos randomizados e controlados que compartilham os mesmos padrões de segurança, integrando dados de 1.151 indivíduos (17 bebês/crianças menores de 24 meses de idade, 510 crianças e adolescentes e 624 adultos de 18 a 60 anos de idade). Nestes estudos, a vacina foi administrada por via intramuscular (N = 477) ou por via intradérmica (N=674). Em um destes estudos utilizando a via intradérmica (N = 599), a maioria dos indivíduos recebeu Imunoglobulina Antirrábica Equina (ERIG) concomitantemente com a primeira dose da vacina raiva (inativada).
As reações adversas foram geralmente de intensidade leve e surgiram 3 dias após a vacinação. A maioria das reações resolveu-se espontaneamente em 1 a 3 dias após o início. As reações adversas sistêmicas mais frequentes em todas as faixas etárias (exceto bebês/crianças pequenas) foram cefaleia, mal-estar e mialgia. As reações no local da injeção (dor, eritema e inchaço) foram mais frequentes após a injeção via intradérmica em comparação com a injeção via intramuscular. A dor no local da injeção foi a reação mais frequente no local da injeção para ambas as vias de administração.
A tabela abaixo apresenta as frequências de reações adversas solicitadas (registradas dentro de 7 dias) e reações adversas não solicitadas (registradas dentro de 28 dias), relatadas após qualquer dose de vacina raiva (inativada). A reação no local da injeção é apresentada de acordo com a via de administração (intramuscular ou intradérmica). As reações sistêmicas são apresentadas agrupadas.
Tabela 6: Reações adversas sistêmicas e no local de injeção solicitadas e não solicitadas até 28 dias após qualquer dose da vacina raiva (inativada) (análise de segurança agrupada) Reações adversas Adultos 18 anos ou mais N=624 (a) População Pediátrica Menos de 18 anos N=527 (b), incluindo 17 indivíduos com menos de 24 meses de idade % - Frequência % g - Frequência CSO: Desordens do Sistema Sanguíneo e Linfático Linfoadenopatia Comum - 1,0 % Comum - 1.1 % CSO: Desordens do Sistema Imunológico Reações de hipersensibilidade (e.g. rash, urticária, prurido (coceira)).
Incomum – 0,8 % Incomum – 0,6% CSO: Desordens Gastrinstestinais Náusea Incomum – 0,2% -Dor abdominal Incomum – 0,2% Incomum – 0,2% Diarreia Incomum – 0,3 % -Vômitos - Incomum – 0,6% CSO: Desordens Gerais e Condições do Local de Administração Dor no local de injeção Muito comum – 21,9% Muito comum – 17,0% Reações adversas Adultos 18 anos ou mais N=624 (a) População Pediátrica Menos de 18 anos N=527 (b), incluindo 17 indivíduos com menos de 24 meses de idade
- via intramuscular
- via intradérmica Muito comum – 58,8% Muito comum - 57% Eritema no local de injeção
- via intramuscular Comum- 2,0% Comum – 1,8%
- via intradérmica Muito comum – 12,3% Muito comum – 50,8% Prurido no local de injeção
- via intramuscular Comum – 1,0% -
- via intradérmica Comum – 1,3% Incomum – 0,6% Edema no local da injeção
- via intramuscular Comum – 2,3% Comum – 2,3%
- via intradérmica Comum – 5,3% Muito comum – 24,4% Endurecimento do local de injeção
- via intramuscular Comum – 1,0% -
- via intradérmica - -Hematoma no local da injeção
- via intramuscular
- -
- via intradérmica Incomum – 0,3% -Mal-estar Muito comum – 33,9% Muito comum – 24,4% Pirexia Comum – 4,2 % Comum – 9,9 % Astenia Incomum – 0,8 % -Calafrios Incomum – 0,2 % Incomum - 0,2 % Choro inconsolável (apenas em bebês/crianças pequenas)
- Muito comum – 23,5% CSO: Desordens do Sistema Nervoso Dor de cabeça Muito comum – 34,6% Muito comum – 24,3% Tonturas/Vertigem Incomum – 0,3 % -Sonolência (apenas em bebês/crianças pequenas)
- Muito comum – 17,6 % Irritabilidade (apenas em bebês/crianças pequenas)
- Muito comum – 35,3 % CSO: Desordens Nutricionais e Metabólicas Diminuição do apetite Incomum – 0,2% Comum – 0,9 % CSO: Desordens Musculoesqueléticas e do Tecido Conjuntivo Mialgia Muito comum – 30,1% Muito comum – 21,6% (a) Via intramuscular: N=306; via intradérmica N=318 (b) Via intramuscular: N=171; via intradérmica N=356 Para cada reação, a frequência foi definida pelo número de indivíduos que experimentaram a reação pelo menos uma vez durante o período de observação dividido pelo número de indivíduos com dados disponíveis.
CSO: Classe de Sistema de Órgão Para uma visão abrangente da segurança da vacina, foram incluídas reações adversas relevantes adicionais de outros estudos não selecionados para análise de segurança agrupada. Suas frequências são estimadas com base no número total de indivíduos incluídos nos estudos clínicos, onde a segurança da vacina raiva (inativada) foi avaliada (um total de mais de 5.000 indivíduos, incluindo mais de 1.000 crianças menores de 18 anos de idade; divisão por faixa etária não estava disponível para todos os estudos).
Tabela 7: Reações adversas adicionais de outros estudos clínicos Reações Adversas Adultos 18 anos ou mais N > 2.600 População pediátrica Menores de 18 anos N > 1.000 % - Frequência % - Frequência CSO: Desordens Gerais e Condições do Local de Administração Sintomas de gripe Comum – 1,1% -CSO: Desordens do Sistema Nervoso Insônia (apenas em bebês/crianças pequenas)
- Comum – 8,5% CSO: Desordens Musculoesqueléticas e do Tecido Conjuntivo Artralgia Incomum - 0,3% -CSO: Desordens do Sistema Respiratório Dispneia Rara – 0,08% -
- Reações adversas Pós-Comercialização Baseados em relatos espontâneos, os seguintes eventos adversos adicionais foram relatados durante o uso comercial da vacina raiva (inativada). Esses eventos foram relatados muito raramente, porém, a taxa de incidência exata não pode ser calculada com precisão, sua frequência é qualificada como ‘‘Desconhecida’’.
Desordens do Sistema Imune
- Reações anafiláticas, angioedema Desordens do ouvido e labirinto
- Perda auditiva neurossensorial repentina Informe a empresa sobre o aparecimento de eventos indesejáveis e problemas com este medicamento, entrando em contato através do Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC).
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Não há estudos específicos sobre este assunto.
Em caso de superdosagem do medicamento, recomenda-se entrar em contato com o Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC) para que o devido acompanhamento possa ser dado.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.
Dizeres legais
MS: 1.2234.0048 Farm. Resp.:
Dra. Patricia Meneguello S. Carvalho CRF-SP nº 30.538 Fabricado por:
Sanofi Pasteur Marcy l’Étoile - França Embalado por:
Sanofi Pasteur Val de Reuil - França Ou Sanofi Pasteur Marcy l’Étoile - França Importado e registrado por:
INSTITUTO BUTANTAN Av. Dr. Vital Brasil, 1500 - Butantã CEP 05503-900 - São Paulo/SP - Brasil
CNPJ: 61.821.344/0001-56 Indústria Brasileira Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC): 0800 701 2850 e-mail: sac@butantan.gov.br
Uso sob prescrição médica.
Proibida venda ao comércio.
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 07/08/2023.
Nomes comerciais, genéricos e preço máximo
Apresentações e preço máximo ao consumidor
Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.
Ver 4 apresentações
| Medicamento | Apresentação | Tarja | Preço máx. |
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