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Bulas de Remédios
Uso hospitalar em algumas apresentações

Imunoglobulina heteróloga contra veneno de micrurus

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · soros imunoprotetores.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoImunoglobulina heteróloga contra veneno de micrurus
Classe terapêuticaSoros imunoprotetores
Nomes comerciais1 de 1 fabricante
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 3.592,75
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA · 22/04/2024
PARA QUE SERVE

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, é indicado para tratamento do envenenamento causado por picada de serpentes das espécies Micrurus frontalis e/ou Micrurus corallinus (corais).

COMO USAR

Modo de usar Em caso de picada de serpente, você deverá procurar um hospital que faça a aplicação do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, em doses adequadas, o mais rápido possível, sob acompanhamento médico.

EFEITOS COLATERAIS

O uso de soros heterólogos e hiperimunes pode ser acompanhado de reações alérgicas de graus variáveis. As mais frequentes são: coceira e vermelhidão na pele, tosse seca/rouquidão, náuseas/vômitos e crise asmática.

QUEM NÃO DEVE USAR

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, não deve ser utilizado em acidentes causados por serpentes do gênero Bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara, caiçara e outras), Crotalus (cascavéis) ou Lachesis (surucucu pico-de-jaca).

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Soro Antielapídico

Biológico · Fundação Ezequiel Dias - Funed · Reg. MS 1.1209.0120 · bula de 22/04/2024

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

soro antielapídico (bivalente) Fundação Ezequiel Dias – FUNED Solução injetável 10 mL soro antielapídico (bivalente) solução injetável

NOME COMERCIAL: soro antielapídico (bivalente)

DENOMINAÇÃO GENÉRICA DOS PRINCÍPIOS ATIVOS: soro antielapídico (bivalente)

—

Apresentação

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, é apresentado em ampolas contendo 10 mL de solução injetável da fração F(ab’)2 de imunoglobulinas específicas purificadas, obtidas do plasma de equinos hiperimunizados contra uma mistura de venenos de serpentes das espécies Micrurus frontalis e Micrurus corallinus e acondicionadas em caixa com 05 unidades.

Uso intravenoso ou subcutâneo

Uso adulto e pediátrico

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Composição

Cada ampola de 10 mL contém:

Fração F(ab’)2 de imunoglobulinas de origem equina que neutralizam, no mínimo, 15 mg do veneno de referência de Micrurus frontalis (soroneutralização em camundongos) Excipientes .................................................................................................................................. q.s.p. 10 mL (fenol, cloreto de sódio, água para injetáveis)

01

Para que este medicamento é indicado?

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, é indicado para tratamento do envenenamento causado por picada de serpentes das espécies Micrurus frontalis e/ou Micrurus corallinus (corais).

02

Como este medicamento funciona?

O efeito do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, inicia-se imediatamente após a sua administração, neutralizando as toxinas do veneno de serpentes das espécies Micrurus frontalis e/ou Micrurus corallinus encontradas no sangue e depois, possivelmente, nos tecidos.

Quanto antes a administração do soro for feita, maior é o seu potencial de tratamento. Desta forma, o uso do soro deve ser iniciado o mais rápido possível.

03

Quando não devo usar este medicamento?

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, não deve ser utilizado em acidentes causados por serpentes do gênero Bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara, caiçara e outras), Crotalus (cascavéis) ou Lachesis (surucucu pico-de-jaca).

Nos pacientes com histórico de alergia ou de sensibilidade a soros de origem de sangue de cavalos, a infusão intravenosa do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, deverá ser feita, obrigatoriamente, em condições de assistência médica para observar o aparecimento de reações alérgicas graves e iniciar um tratamento intensivo destas.

Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Advertências O uso de antibióticos poderá ser indicado pelo médico na presença de infecções secundárias, bem como na prevenção do tétano.

Precauções Em caso de acidentes, devem ser seguidas as seguintes recomendações:

Não usar garrote ou torniquetes.

Não fazer cortes no local da picada.

Não aplicar querosene, amoníaco ou outras substâncias no local da picada.

Não ingerir líquidos tóxicos ou bebidas alcoólicas.

Manter-se em repouso, evitando caminhar.

Manter-se hidratado.

Observações:

 A administração do soro deve ser feita com cuidado em pacientes idosos.

 Caso você tenha feito alguma refeição ou tomado alguma bebida alcoólica, avise o profissional de saúde que estiver avaliando o seu caso, pois para o seu caso será necessário ter cautela.

 Em caso de gravidez e amamentação, o médico deve ser informado sobre esta condição antes de aplicar o soro. Informe imediatamente ao seu médico caso esteja grávida ou amamentando.

O uso do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, não é contraindicado nos casos de gravidez e amamentação. Porém, o médico assistente deve ser informado sobre esta condição.

Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Interações Medicamentosas Informe ao seu médico se estiver usando quaisquer outros medicamentos. O uso de outros medicamentos não compromete o tratamento com o soro. Porém, somente o médico poderá avaliar a existência ou não de interações entre o soro e outros medicamentos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, deve ser conservado sob refrigeração entre 2 ºC e 8 ºC. O soro não deve ser congelado.

Número de lote, datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após abertura da ampola, o soro deve ser administrado imediatamente.

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, é uma solução límpida, incolor ou ligeiramente amarelada, que não deve apresentar grumos ou partículas. Não deve ser usado se houver turvação (diminuição da transparência) ou presença de material estranho.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Modo de usar Em caso de picada de serpente, você deverá procurar um hospital que faça a aplicação do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, em doses adequadas, o mais rápido possível, sob acompanhamento médico. Sempre que possível, procure identificar a serpente para que seja feita a escolha correta do tipo de soro a ser usado para o tratamento do seu acidente.

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, deve ser aplicado somente com acompanhamento médico. O soro será administrado, em AMBIENTE HOSPITALAR, seguindo as doses indicadas pelo médico, em infusão lenta, pois pode causar reações alérgicas, algumas delas graves.

A via de administração do soro recomendada é a intravenosa (IV) e o soro, diluído ou não em solução fisiológica, deve ser infundido entre 20 e 60 minutos, lentamente. Na impossibilidade de utilizar esta via, o soro pode ser administrado por via subcutânea.

O quanto antes aplicarem o soro em você, mais rápido ele fará o seu efeito terapêutico.

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, pode ser aplicado em você a qualquer momento, mesmo após refeições ou ingestão de bebidas alcoólicas, mas exigirá do médico maior atenção.

O cuidado será para evitar o risco de complicações relacionadas a vômitos (aspirações). O uso de outros medicamentos, ao mesmo tempo em que o soro é administrado, não compromete o tratamento.

Classificação quanto à gravidade e dose recomendada Manifestações e Tratamento Classificação * Paralisia do músculo da pálpebra superior Dificuldade visual Fraqueza muscular ao redor dos olhos Visão dupla Salivação intensa Dificuldade e dor para engolir Dificuldade para respirar Grave Soroterapia (quantidade de ampolas) 10 Via de administração Intravenosa

  • Pelo risco de Insuficiência Respiratória Aguda, os acidentes devem ser considerados graves.

Cuidados após o procedimento Você deverá procurar orientação médica, imediatamente, em caso de qualquer reação adversa, mesmo após o final do tratamento com o soro.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Este item não se aplica a este medicamento, pois o soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, deverá ser aplicado somente com acompanhamento médico e será administrado, em AMBIENTE HOSPITALAR, seguindo as doses indicadas pelo médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou do seu médico, ou do cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

O uso de soros heterólogos e hiperimunes pode ser acompanhado de reações alérgicas de graus variáveis.

As mais frequentes são: coceira e vermelhidão na pele, tosse seca/rouquidão, náuseas/vômitos e crise asmática.

Reações graves são poucos frequentes e o choque anafilático (alergia grave) foi descrito em 1 a cada 50.000 pacientes.

Por se tratar de soro heterólogo, obtido pelo processamento do sangue de cavalos, é possível o aparecimento das seguintes reações:

Reações precoces Ocorrem dentro das primeiras 24 horas após a administração do soro. São de caráter alérgico (anafilático ou anafilactoide), sua frequência é variável, podendo ser grave e necessitar de cuidados médicos. Estas reações ocorrem com maior frequência em pacientes anteriormente tratados com soro da mesma origem.

Prevenção das reações precoces Você deverá informar ao seu médico se já utilizou soros heterólogos e hiperimunes alguma vez em sua vida, mesmo que seja para tratar outros acidentes. Relate para seu médico se você possui problemas alérgicos de naturezas diversas. Caso necessário, o médico poderá avaliar a necessidade de administrar medicamentos antialérgicos e corticoides 15 minutos antes da aplicação do soro.

O teste de sensibilidade tem sido abandonado na rotina do tratamento, pois não tem se mostrado eficiente para detectar a sensibilidade do paciente, podendo desencadear, por si só, reações alérgicas, retardando a soroterapia.

Tratamento das reações precoces Caso suas reações alérgicas sejam graves, seu médico poderá interromper, temporariamente, a soroterapia e iniciar o tratamento destas reações. Seu médico poderá recomendar, de acordo com a gravidade de seu caso, a administração de medicamento injetável ou broncodilatadores.

Os corticoides e anti-histamínicos também poderão ser usados no tratamento das alergias.

Após a diminuição ou ausência destas reações, seu médico poderá reiniciar o tratamento com o soro, conforme a dose recomendada inicialmente.

Reações tardias As reações tardias são, em geral, aquelas que acontecem entre 5 a 24 dias após a administração do soro.

Caracterizam-se por: febre, coceira, dores nas articulações, aumento dos gânglios e, raramente, comprometimento neurológico ou dos rins. Estas reações são também conhecidas pelo nome de “Doença do Soro” e são tratadas, pelo médico, de acordo com a sua intensidade. Você deverá procurar orientação médica, imediatamente, em caso de qualquer reação adversa, mesmo após o final do tratamento com o soro.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do serviço de atendimento ao cliente.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificações de Eventos Adversos a Medicamentos - VIGIMED, disponível no portal da Anvisa, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

Em casos de eventos adversos, notifique também à FUNED por meio do link: http://www.funed.mg.gov.br/farmacovigilancia.

Em caso de dúvidas sobre o uso correto deste medicamento, comunique à FUNED por meio do link: http://www.funed.mg.gov.br/fale-conosco.

Manifeste também à FUNED por meio do seu Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Não existem informações de casos e/ou consequências da aplicação de doses maiores do que a indicada, do soro antielapídico (bivalente). Caso haja consequências, provavelmente, os efeitos serão aqueles relatados nas reações precoces e tardias (vide 8. Quais os males que este medicamento pode me causar?).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro 1.1209.0120 Registrado e Produzido por:

FUNED - Fundação Ezequiel Dias Rua Conde Pereira Carneiro nº 80 – Gameleira Belo Horizonte/M.G. – CEP 30510-010 CNPJ 17.503.475/0001-01 – Indústria Brasileira SAC – Serviço de Atendimento ao Cidadão – 0800 283 1980

Uso restrito a estabelecimentos de saúde.

Uso sob prescrição.

Venda proibida ao comércio.

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 22/04/2024.

Abrir o PDF original (paciente) →

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

soro antielapídico (bivalente) Fundação Ezequiel Dias – FUNED Solução injetável 10 mL soro antielapídico (bivalente) solução injetável

NOME COMERCIAL: soro antielapídico (bivalente)

DENOMINAÇÃO GENÉRICA DOS PRINCÍPIOS ATIVOS: soro antielapídico (bivalente)

—

Apresentação

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, é apresentado em ampolas contendo 10 mL de solução injetável da fração F(ab’)2 de imunoglobulinas específicas purificadas, obtidas do plasma de equinos hiperimunizados contra uma mistura de venenos de serpentes das espécies Micrurus frontalis e Micrurus corallinus e acondicionadas em caixa com 05 unidades.

Uso intravenoso ou subcutâneo

Uso adulto e pediátrico

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Composição

Cada ampola de 10 mL contém:

Fração F(ab’)2 de imunoglobulinas de origem equina que neutralizam, no mínimo, 15 mg do veneno de referência de Micrurus frontalis (soroneutralização em camundongos) Excipientes .................................................................................................................................. q.s.p. 10 mL (fenol, cloreto de sódio, água para injetáveis)

01

Indicações

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, é indicado para tratamento de envenenamento causado por serpentes das espécies Micrurus frontalis e/ou Micrurus corallinus (corais).

1

02

Resultados de eficácia

Não há ensaios clínicos controlados para a avaliação de eficácia do soro antielapídico (bivalente) da FUNED, que é de origem equina (heteróloga). Porém, a sua capacidade em neutralizar os venenos das serpentes das espécies Micrurus frontalis e/ou Micrurus corallinus é comprovada por meio de modelos animais de laboratório.

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Características farmacológicas

O efeito do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, inicia-se imediatamente após a sua administração 1, neutralizando as toxinas do veneno de serpentes das espécies Micrurus frontalis e/ou Micrurus corallinus (família das corais) encontradas no sangue e depois, possivelmente, nos tecidos.

Os anticorpos, fração F(ab’)2 das imunoglobulinas específicas, contidos no soro heterólogo e hiperimune, ligam-se especificamente às toxinas do veneno, neutralizando-as.

2 Quanto mais precoce for a administração do soro, maior é o seu potencial terapêutico. Desta forma, o tratamento deve ser iniciado o mais rápido possível.

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04

Contraindicações

Não é indicado nos acidentes causados por serpentes do gênero Bothrops (jararaca, jararacuçu, urutu, cotiara, caiçara e outras), Crotalus (cascavéis) ou Lachesis (surucucu pico-de-jaca).

Nos pacientes com histórico de alergia ou sensibilidade a soros de origem equina, a infusão intravenosa do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, deverá ser feita em condições de estrita assistência médica, para observar o aparecimento de reações anafiláticas e iniciar um tratamento intensivo destas.

1 Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

05

Advertências e precauções

Advertências Antibioticoterapia na presença de infecções secundárias e profilaxia do tétano são indicados.

1,3 Características do acidente elapídico O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, somente deve ser empregado em pacientes picados por serpentes das espécies Micrurus frontalis e/ou Micrurus corallinus (família das corais). É importante que se identifique a serpente responsável pela picada. Sempre que possível, deve-se proceder à captura cuidadosa e segura da serpente para a sua identificação e a adoção do tratamento adequado.

Cerca de 1 % dos acidentes ofídicos ocorridos no Brasil são causados por serpentes da família das corais.

O surgimento da sintomatologia destes acidentes costuma ser rápido. O quadro clínico caracteriza-se por: parestesia de grupos musculares responsáveis pela ptose palpebral, distúrbios de acomodação visual, oftalmoplegia, diplopia, sialorreia, disfagia, podendo evoluir para insuficiência respiratória aguda e diminuição generalizada da força muscular.

A insuficiência respiratória aguda, de instalação rápida, é a mais grave complicação do acidente elapídico.

É indispensável o monitoramento da função respiratória, considerando a possibilidade de se instalar respiração mecânica.

1 Precauções Em caso de acidentes devem ser seguidas as seguintes recomendações:

Não usar garrote ou torniquetes.

3 Não fazer incisões no local da picada.

3 Não aplicar querosene, amoníaco ou outras substâncias no local da picada.

3 Não ingerir líquidos tóxicos ou bebidas alcoólicas.

3 Manter o paciente em repouso, evitando caminhar.

3 Manter o paciente hidratado.

3

Observações:

 A administração do soro deve ser feita com cautela em pacientes idosos.

1  Em caso de alimentação e ingestão de bebidas prévias, é necessário cautela.

1  Em caso de gravidez e lactação, o médico deve ser informado sobre esta condição antes de aplicar o soro antielapídico (bivalente).

O uso do soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, não é contraindicado na gravidez e lactação. Porém, o médico assistente deve estar atento a esta condição.

Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

06

Interações medicamentosas

Nenhuma medicação concomitante compromete o uso do soro. Porém, toda medicação que porventura esteja sendo aplicada no paciente, deve ser informada ao médico assistente.

1

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, deve ser conservado sob refrigeração entre 2 ºC e 8 ºC. O soro não deve ser congelado.

1 O prazo de validade deste soro é de 36 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após abertura da ampola, o soro deve ser administrado imediatamente.

O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, é uma solução límpida, incolor ou ligeiramente amarelada, que não deve apresentar grumos ou partículas.

4 Não deve ser usado se houver turvação ou presença de grumos.

1 Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

Aplique o soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, em doses adequadas, o mais precocemente possível, sob estrita vigilância médica.

Classificação quanto à gravidade e dose recomendada 3 Manifestações e Tratamento Classificação* Ptose palpebral Distúrbios de acomodação visual Oftalmoplegia Diplopia Sialorreia Disfagia Insuficiência Respiratória Aguda Grave Soroterapia (quantidade de ampolas) 10 Via de administração Intravenosa *Pelo risco de Insuficiência Respiratória Aguda, os acidentes devem ser considerados graves.

2 Em caso de picada de serpente, providencie o mais rápido possível uma assistência médica adequada.

Quanto mais precoce for a administração da primeira dose do soro, maior é o seu potencial terapêutico.

1 A via de administração do soro recomendada é a intravenosa (IV) e o soro, diluído ou não em solução fisiológica, deve ser infundido entre 20 e 60 minutos, lentamente. Na impossibilidade de utilizar esta via, o soro pode ser administrado por via subcutânea.

1,3 O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, deve ser aplicado sob supervisão médica, preferencialmente pela via intravenosa, seguindo as doses estipuladas (VIDE POSOLOGIA), sob a forma de infusão lenta e em AMBIENTE HOSPITALAR, pois pode desencadear reações alérgicas, algumas delas potencialmente graves.

1,3 O soro antielapídico (bivalente), heterólogo e hiperimune, pode ser administrado a qualquer momento, mesmo após refeições ou ingestão de bebidas alcoólicas, mas exige cuidado mais rigoroso destes pacientes pelo risco de complicações relacionadas a vômitos (aspirações).

Cuidados após o procedimento O paciente deve ser orientado a procurar assistência médica ao aparecimento de qualquer reação adversa, mesmo após o final do tratamento com o soro.

1

09

Reações adversas

A administração de soros heterólogos e hiperimunes pode ser acompanhada de reações do tipo alérgicas, de graus variáveis. As mais frequentemente observadas são: prurido/rubor cutâneo, urticária, tosse seca/rouquidão, náuseas/vômito, crise asmatiforme. Reações graves são pouco frequentes e o choque anafilático foi descrito em 1:50.000 pacientes que fizeram uso do soro equino.

1 Por se tratar de soro heterólogo, é possível o aparecimento de reações:

Reações precoces São de frequência variável e ocorrem dentro das primeiras 24 horas após a administração do soro. São de caráter anafilático ou anafilactoide, podem ser graves e necessitam de cuidados médicos.

1 Estas reações ocorrem com maior frequência em pacientes anteriormente tratados com soro de origem equina.

Prevenção das reações precoces Solicite informações do paciente quanto ao uso anterior de soros heterólogo e hiperimunes, e problemas alérgicos de naturezas diversas. Diante de respostas positivas, considere o potencial de reações adversas e administre anti-histamínicos e corticosteroides na dose recomendada, 15 minutos antes da aplicação do soro.

3 O teste de sensibilidade tem sido abandonado na rotina do tratamento com soros heterólogos, pois não tem se mostrado eficiente para detectar a sensibilidade do paciente, podendo desencadear, por si só, reações alérgicas, retardando a soroterapia.

3 Tratamento das reações precoces Interrompa temporariamente a soroterapia e inicie o tratamento conforme a intensidade das reações.

No caso de urticária generalizada, crise asmatiforme, edema de glote ou choque, deve-se proceder à administração imediata de adrenalina aquosa 1:1000, via subcutânea ou intramuscular, na dose de 0,3 a 0,5 mL em adultos e 0,01 mL/Kg em crianças, podendo ser repetida a cada 5 ou 10 minutos, conforme a necessidade. Na presença de crise asmatiforme, recomenda-se ainda a utilização de broncodilatadores inalatórios ou aminofilina por via parenteral. Os corticosteroides e anti-histamínicos exercem papel secundário no controle destas reações, podendo ser também utilizados. Após a remissão do quadro de hipersensibilidade, reinstitua a soroterapia conforme a dose recomendada inicialmente.

3 Reações tardias São, em geral, benignas e ocorrem entre 5 a 24 dias após a administração do soro. Caracterizam-se por: febre, urticária, dores articulares, aumento dos gânglios e, raramente, comprometimento neurológico ou renal. Estas reações são também conhecidas pelo nome de “Doença do Soro” e são tratadas de acordo com a sua intensidade, por meio da administração de corticosteroides, analgésicos e anti-histamínicos.

1 Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no portal da Anvisa.

Em casos de eventos adversos, notifique também à FUNED por meio do link: http://www.funed.mg.gov.br/farmacovigilancia.

Para informações, entre em contato com a FUNED por meio do link http://www.funed.mg.gov.br/fale-conosco e/ou do seu Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC).

10

Superdose

Não existem informações de casos e/ou consequências da aplicação de superdosagem do soro antielapídico (bivalente). Caso haja consequências, provavelmente, os efeitos serão aqueles relatados nas reações adversas.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS 1. Formulário terapêutico nacional 2010: Rename 2010/Ministério da Saúde, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Insumos Estratégicos, Departamento de Assistência Farmacêutica e Insumos Estratégicos. - 2. ed. - Brasília: Ministério da Saúde, 2010.

2. León et al. Comparative study on the ability of IgG and F(ab’)2 antivenoms to neutralize lethal and myotoxic effects induced by Micrurus nigrocinctus (coral snake) venom. The American Journal of Tropical Medicine and Hygiene. v.61, n. 2, p. 266-271, 1999. Disponível em <http://www.ajtmh.org/content/61/2/266.full.pdf+html> Acesso em:13 de janeiro de 2020.

3. Manual de diagnóstico e tratamento de acidentes por animais peçonhentos. 2ª ed. - Brasília: Fundação Nacional de Saúde, 2001. Disponível em <https://www.icict.fiocruz.br/sites/www.icict.fiocruz.br/files/Manual-de-Diagnostico-e-Tratamento-de-Acidentes-por-Animais-Pe--onhentos.pdf> Acesso em: 13 de janeiro de 2020.

4. Farmacopeia Brasileira. 6ª edição. Brasília: Anvisa, 2019. Volume II – Monografias: Produtos Biológicos, Soros Hiperimunes para Uso Humano. Disponível em <http://portal.anvisa.gov.br/documents/33832/259143/Produtos+Biol%C3%B3gicos+Pronto.pdf/dae c6b9b-8465-4b39-8f3d-0c1b5a5d3177>. Acesso em: 13 de janeiro de 2020.

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Dizeres legais

Registro 1.1209.0120 Registrado e Produzido por:

FUNED - Fundação Ezequiel Dias Rua Conde Pereira Carneiro nº 80 – Gameleira Belo Horizonte/MG – CEP 30510-010 CNPJ 17.503.475/0001-01 – Indústria Brasileira SAC – Serviço de Atendimento ao Cidadão – 0800 283 1980

Uso restrito a estabelecimentos de saúde.

Uso sob prescrição.

Venda proibida ao comércio.

Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 22/04/2024.

Abrir o PDF original (profissional) →
COMPARADOR · CMED 10/2026

Nomes comerciais, genéricos e preço máximo

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

Ver 1 apresentações
MedicamentoApresentaçãoTarjaPreço máx.
Soro AntielapídicoFundação Ezequiel Dias - FunedSOL INJ CX 5 AMP VD INC X 10 MLR$ 3.592,75