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Bulas de Remédios
Uso hospitalar em algumas apresentações

Gadopentetato de dimeglumina

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · contrastes radiologicos.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoGadopentetato de dimeglumina
Classe terapêuticaContrastes radiologicos
Medicamento de referênciaMagnevistan
Nomes comerciais1 de 1 fabricante
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 2.506,91
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA · 29/03/2021
PARA QUE SERVE

Este produto é para uso diagnóstico somente.

COMO USAR

➢ Método de administração O produto deve ser administrado somente por via intravenosa.

EFEITOS COLATERAIS

➢ Resumo do perfil de segurança O perfil de segurança geral de Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) está baseado em dados de acompanhamento pós-comercialização e de mais de 11.000 pacientes em estudos clínicos.

QUEM NÃO DEVE USAR

- Histórico de reações alérgicas ao gadopentetato de dimeglumina; - Doença renal crônica grave; - Dano renal agudo;

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Magnevistan

Referência · Bayer S.A. · Reg. MS 1.7056.0065 · bula de 29/03/2021

Versão para o paciente

—

Identificação do medicamento

Magnevistan ® Bayer S.A.

Solução Injetável 469 mg/mL Magnevistan® gadopentetato de dimeglumina

—

Apresentações

Solução injetável Cartucho com 10 frascos-ampola de 10 ou 15 mL

Via intravenosa

Uso adulto e pediátrico acima de 2 anos de idade

—

Composição

Cada mL de Magnevistan ® contém 0,5 mmol de gadopentetato de dimeglumina (equivalente a 469 mg de gadopentetato de dimeglumina).

Excipiente: água para injetáveis

01

Para que este medicamento é indicado?

Este produto é para uso diagnóstico somente.

Os meios de contraste à base de gadolínio, como Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), devem ser utilizados apenas quando a informação diagnóstica for essencial e não disponível por meio de ressonância magnética sem o uso de contraste.

Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) é um meio de contraste usado, como auxiliar no diagnóstico médico, em tomografia por ressonância magnética do cérebro, espinha, vasos sanguíneos e outras regiões do corpo.

02

Como este medicamento funciona?

A tomografia por ressonância magnética é um tipo de diagnóstico por imagem baseado nas imagens formadas após a detecção de água nos tecidos normais e anormais. Isto é feito através de um complexo sistema de ondas magnéticas e de rádio. Computadores registram a atividade e geram a imagem.

Converse com seu médico para obter mais esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.

03

Quando não devo usar este medicamento?

  • Histórico de reações alérgicas ao gadopentetato de dimeglumina;
  • Doença renal crônica grave;
  • Dano renal agudo;
04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

➢ Advertências e Precauções Os meios de contraste à base de gadolínio devem ser utilizados apenas quando a informação diagnóstica for essencial e não disponível por meio de ressonâ ncia magnética sem o uso de contraste; deve ser utilizada a menor dose efetiva e os benefícios e riscos potenciais de cada paciente devem ser avaliados antes da administração de repetidas doses de meios de contraste a base de gadolínio.

A administração do produto requer cuidados especiais. Portanto, informe seu médico sobre qualquer doença atual ou anterior. A avaliação risco/benefício deve ser considerada em cada caso.

Informe ao médico a ocorrência das seguintes situações:

  • alergia (por exemplo: alergia a frutos do mar, febre do feno e urticária) ou asma brônquica;
  • reação anterior a meios de contraste;
  • doença renal;
  • doença circulatória ou do coração;
  • distúrbios cerebrais com convulsões;
  • tratamento com betabloqueadores (medicamentos utiliza dos no tratamento da pressão alta e outras doenças cardíacas).

Evidência atual sugere que o gadolínio se acumula no cérebro após várias administrações de agentes de contraste a base de gadolínio. O significado clínico do acúmulo de gadolínio no cérebro é atualmente desconhecido. A fim de minimizar os riscos potenciais associados ao acúmulo de gadolínio no cérebr o, recomenda-se usar a menor dose efetiva e realizar uma avaliação cuidadosa dos riscos antes de administrar doses repetidas.

➢ Gravidez e lactação

  • Gravidez Não foram conduzidos estudos adequados e bem controlados com gadopentetato em mulheres grávidas.

Estudos em animais com doses clinicamente relevantes não indicaram toxicidade reprodutiva após administração repetida.

O risco potencial para humanos é desconhecido.

Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) somente deve ser administrado a mulheres grávidas após análise criteriosa da relação risco/benefício.

“Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.”

  • Lactação O gadopentetato é transferido para o leite materno humano em quantidade mínima (no máximo 0,04% da dose administrada por via intravenosa). Há evidência de dados pré-clínicos que a absorção através do trato gastrintestinal é pobre, aproximadamente 4%.

Em doses clínicas, nenhum efeito está previsto no lactente e Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) pode ser usado durante a amamentação.

➢ Interações medicamentosas Não foram conduzidos estudos de interações com outros medicamentos.

  • Interferência em testes diagnósticos A determinação de ferro no sangue pode apresentar resultados baixos falsos, em até 24 horas após o exame com Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina).

➢ Efeito na habilidade de dirigir ou operar máquinas Não é conhecido o efeito na habilidade para dirigir ou operar máquinas.

“Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.” “Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.”

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

O produto deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30ºC). Proteger da luz. Não congelar.

Após abertura do frasco, Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) permanece quimicamente, fisicamente e microbiologicamente estável em temperatura não superior a 30ºC por 24 horas, e deve ser descartado após esse período.

“Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. ” “Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.” ➢ Características organolépticas Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) é uma solução límpida, incolor a amarelo pálido.

“Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.” “Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças. ”

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Como devo usar este medicamento?

➢ Método de administração O produto deve ser administrado somente por via intravenosa.

O médico deverá observar as normas habituais relacionadas à segurança para ressonância magnética, por exemplo, exclusão de marcapasso cardíaco e clip es vasculares ferromagnéticos.

Siga as orientações fornecidas antes e após a realização do exame.

➢ Regime de dose Recomendações gerais de dose Adultos

  • Ressonância magnética cranial e espinal Em geral, a administração de 0,2 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo (equivalente a 0,1 mmol de gadopentetato de dimeglumina por kg de peso corpóreo) é suficiente para obter um bom contraste e responder à questão clínica.

Dose única máxima: 0,6 mL (para adultos) ou 0,4 mL (para crianças) de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo.

  • Ressonância magnética do corpo inteiro Em geral, a administração de 0,2 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo é suficiente para obter um bom contraste e responder à questão clínica.

Dose única máxima: 0,6 mL (para adultos) ou 0,4 mL (para crianças) de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo.

➢ Informações adicionais para populações especiais:

  • População pediátrica Todas indicações:

Crianças: 0,2 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo Dose única máxima: 0,4 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo.

  • População idosa (65 anos de idade ou mais) Nenhum ajuste de dose é considerado necessário em pacientes idosos (65 anos de idade ou mais). Em estudos clínicos, não foram observadas diferenças na segurança e eficácia geral entre pacientes idosos (65 anos de idade ou mais) e pacientes jovens. Outra experiência clínica relatada não identificou diferenças na resposta entre pacientes idosos e jovens.
  • Pacientes com insuficiência hepática Uma vez que o gadopentetato é eliminado exclusivamente na forma inalterada através dos rins, nenhum ajuste de dose é considerado necessário em pacientes com insuficiência hepática moderada. Não estão disponíveis dados em pacientes com insuficiência hepática grave.
  • Pacientes com insuficiência renal Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) somente deve ser utilizado após cuidadosa avaliação risco/benefício, considerando inclusive a possibilidade de métodos de imagem alternativos, e em doses não maiores que 0,2 mL por kg de peso corpóreo em pacientes com:

✓ insuficiência renal aguda ou crônica grave ou ✓ insuficiência renal aguda de qualquer gravidade devido à síndrome hepatorrenal ou no período perioperatório de transplante de fígado.

➢ Instruções de uso/manuseio Durante o manuseio não é necessária proteção da luz.

O produto deve ser inspecionado visualmente antes do uso.

Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) não deve ser utilizado em casos de coloração intensa, presença de material particulado ou defeito no frasco.

A solução de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) só deve ser retirada do frasco imediatamente antes do uso.

A tampa de borracha do frasco nunca deve ser perfurada mais do que uma vez.

A quantidade de meio de contraste não utilizada em um processo exploratório deve ser descartada.

No caso de frascos para infusão contendo 100 mL, o meio de contraste deve ser administrado através de procedimentos aprovados que assegurem a esterilidade do meio de contraste. Caso seja utilizado um equipamento, as instruções do fabricante devem ser seguidas.

O volume de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) não utilizado do frasco aberto deve ser descartado ao final do dia de exames (no máximo de 24 horas).

Devido à ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado com outras medicações.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

“Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.”

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Quais os males que este medicamento pode me causar?

➢ Resumo do perfil de segurança O perfil de segurança geral de Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) está baseado em dados de acompanhamento pós-comercialização e de mais de 11.000 pacientes em estudos clínicos.

As reações adversas mais frequentemente observadas (≥ 0,4%) em pacientes recebendo Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) nos estudos clínicos são:

  • diversas reações no local da injeção;
  • dor de cabeça;
  • náusea.

A maioria das reações adversas nos estudos clínicos foram de intensidade leve a moderada.

No geral, as reações adversas mais graves em pacientes recebendo Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) são:

  • fibrose nefrogênica sistêmica;
  • reações anafilactoides / choque anafilactoide.

Reações tardias anafilactoides / de hipersensibilidade (após horas até vários dias) foram raramente observadas (veja “O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

➢ Lista tabulada de reações adversas As reações adversas observadas com Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) são apresentadas na tabela abaixo e estão classificadas de acordo com a Classificação por Sistema Corpóreo (MedDRA versão 12.1). Foi utilizado o termo MedDRA mais apropriado para descrever determinada reação e seus sinônimos e condições relacionadas.

As reações adversas dos estudos clínicos estão classificadas por frequência. Os grupos de frequência são definidos de acordo com a seguinte convenção: incomum:

≥ 1/1.000 a < 1/100; rara: ≥ 1/10.000 a < 1/1.000. As reações adversas identificadas somente durante o acompanhamento pós-comercialização, e para as quais a frequência não pode ser determinada, estão listadas como “Desconhecida s”.

Tabela 1: Reações adversas relatadas em estudos clínicos ou durante o acompanhamento pós-comercialização em pacientes que receberam Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) Classificação por sistema corpóreo Incomuns Raras Desconhecidas Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático Aumento da concentração de ferro no sangue* Distúrbios no sistema imunólogico Hipersensibilidade (alergia)/ Reação anafilactoide (p. ex. choque anafilactoide*, reação anafilactoide§*, reações de hipersensibilidade (alérgicas)§*, choque§*, queda da pressão arterial§*, conjuntivite, perda da consciência§*, aperto na garganta*, espirro, urticária, coceira, erupção cutânea, vermelhidão cutânea, falta de ar*, parada respiratória§*, fechamento dos brônquios§*, chiado, fechamento da laringe§*, inchaço laríngeo§*, inchaço faríngeo§*, cianose (coloração azulada da pele)§*, rinite§, angioedema (inchaço abaixo da pele)§*, inchaço facial*, aumento reflexo da frequência cardíaca§) Distúrbios psiquiátricos Desorientação Agitação Confusão Distúrbios no sistema nervoso Tontura Dor de cabeça Alteração do paladar Convulsão* Formigamentos Sensação de queimação Tremor Coma* Sonolência* Distúrbios da fala Alteração do olfato Distúrbios nos olhos Distúrbios visuais Dor no olho Lacrimejamento Distúrbios nos ouvidos e no labirinto Audição alterada Dor de ouvido Distúrbios cardíacos Aumento da frequência cardíaca* Arritmia Parada cardíaca* Diminuição da frequência cardíaca / bradicardia* Distúrbios vasculares Inflamação de vaso sanguíneo com formação de coágulo Vermelhidão Dilatação dos vasos sanguíneos Desmaio* Reação vasovagal (desmaio precedido por suor, frio, palidez e fraqueza) Aumento da pressão arterial Distúrbios respiratórios, torácicos e no mediastino Irritação na garganta Dor faringolaríngea / Desconforto da laringe Tosse Desconforto respiratório Frequência respiratória aumentada ou diminuída Água no pulmão* Distúrbios gastrintestinais Vômito Náusea Dor abdominal Desconforto estomacal Diarreia Dor de dente Boca seca Dor e formigamento nos tecidos moles da boca Salivação Distúrbios hepato-biliares Alteração nos resultados de exames relacionados com a função do fígado Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos Fibrose nefrogênica sistêmica (FNS)* Distúrbios músculo-esqueléticos e do tecido conjuntivo e dos ossos Dor nas extremidades Dor nas costas Dor nas articulações Distúrbios renal e urinário Insuficiência renal aguda*,** Aumento de creatinina no sangue** Incontinência urinária Urgência para urinar Distúrbios gerais e condições no local de administração Dor Sensação de calor Sensação de frio Dor torácica Pirexia (febre alta) Edema periférico Calafrios Transpiração excessiva Reações no local de injeção (p. ex. resfriamento no local da injeção, formigamentos, inchaço, calor, dor, edema, irritação, hemorragia, vermelhidão, desconforto, necrose§, Inflamação de vaso sanguíneo com formação de coágulo §, Inflamação de vaso sanguíneo§, inflamação§, extravasamento§) Mal-estar Fadiga Sede Astenia (fraqueza) Temperatura corpórea aumentada ou diminuída

  • foram reportados casos com risco para a vida do paciente e/ou fatais ** em pacientes com insuficiência renal pré-existente § Reações identificadas somente durante o acompanhamento pós-comercialização (frequência desconhecida) ➢ Descrição de reações adversas selecionadas Em pacientes com insuficiência renal dependentes de diálise, foram observadas frequentemente reações tardias e transitórias semelhantes a processos inflamatórios, tais como febre, calafrios e aumento da proteína C reativa. Estes pacientes realizaram exame de ressonância magnética com Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) no dia anterior à hemodiálise.

“Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.”

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Até o momento não foram observados ou relatados no uso clínico quaisquer sinais de intoxicação devido à inadvertida superdose do produto.

Em caso de inadvertida superdose, a função renal deve ser monitorada em pacientes com disfunção renal.

Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) pode ser removido do organismo por hemodiálise.

“Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações. ”

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Dizeres legais

MS -1.7056.0065 Farm. Resp.: Dra. Dirce Eiko Mimura CRF-SP n° 16532 Fabricado por:

Bayer AG Berlim - Alemanha Importado por:

Bayer S.A.

Rua Domingos Jorge, 1.100 04779-900 – Socorro - São Paulo - SP C.N.P.J. nº 18.459.628/0001-15 www.bayerhealthcare.com.br

SAC 0800 7021241 sac@bayer.com

Venda sob prescrição médica

Ve0121-ccds10

Abrir o PDF original (paciente) →

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Magnevistan ® Bayer S.A.

Solução Injetável 469 mg/mL Magnevistan® gadopentetato de dimeglumina

—

Apresentações

Solução injetável Cartucho com 10 frascos-ampola de 10 ou 15 mL

Via intravenosa

Uso adulto e pediátrico acima de 2 anos de idade

—

Composição

Cada mL de Magnevistan ® contém 0,5 mmol de gadopentetato de dimeglumina (equivalente a 469 mg de gadopentetato de dimeglumina).

Excipiente: água para injetáveis

01

Indicações

Somente para uso diagnóstico.

Os meios de contraste à base de gadolínio devem ser utilizados apenas quando a informação diagnóstica for essencial e não disponível por meio de ressonância magnética sem o uso de contraste.

➢ Para realce do contraste em tomografia por ressonância magnética (TRM) cranial e espinal Em especial, para a demonstração de tumores e para esclarecimento diagnóstico -diferencial adicional em suspeita de meningioma, neurinoma (acústico), tumores invasivos (por exemplo, glioma) e metástases; para a demonstração de tumores pequenos e/ou isointensos; em suspeita de reincidência após cirurgia ou radioterapia; para a demonstração diferenciada de neoplasmas raros tais como hemangioblastomas, ependimomas e pequenos adenomas hipofisários; para melhorar a determinação da propagação de tumores de origem não-cerebral.

Adicionalmente, em TRM espinal: diferenciação de tumores intra e extramedulares; comprovação de áreas de tumor sólido em siringe conhecida; determinação de propagação de tumor intramedular.

➢ Para realce do contraste em tomografia por ressonância magnética (TRM) do corpo inteiro Incluindo ossos da face, região do pescoço, cavidade torácica incluindo coração e cavidade abdominal, mama feminina, pelve e aparelho locomotor ativo e passivo e representação de vasos ao longo do corpo todo.

Em especial, Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) permite informação diagnóstica:

  • para demonstração ou exclusão da existência de tumores, inflamações e lesões vasculares;
  • para determinação da extensão e delimitação destas lesões;
  • para a diferenciação da estrutura interna das lesões;
  • para avaliação da situação circulatória de tecidos normais e patologicamente alterados;
  • para a diferenciação de tumor e tecido cicatricial após terapia;
  • para a identificação de prolapso recorrente de um disco após cirurgia;
  • para a avaliação semiquantitativa da função renal, combinada com diagnóstico anatômico do órgão.
02

Resultados de eficácia

➢ Estudos clínicos em adultos com lesões cranianas e espinais A eficácia de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) como meio de contraste em Tomografia por Ressonância Magnética para diagnóstico e avaliação de lesões cerebrais e lesões espinais e de tecidos associados foi demonstrada em 6 estudos clínicos pivotais e em 3 estudos especiais nos quais as imagens foram lidas por avaliadores independentes.

Em 6 estudos clínicos, um total de 597 pacientes (571 receberam Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), 26 receberam placebo) foram avaliados em relação à eficácia. Destes pacientes, 196 (55 para cérebro, 141 para coluna) foram avaliados para inclusão na avaliação dos leitores radiologistas de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina).

A determinação da eficácia incluiu as avaliações globais da eficácia, intensidade “score” e avaliação das imagens (incluindo contraste, morfologia e diagnóstico).

Contraste: após injeção de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), foi observado um aumento na pontuação da intesidade para todos os tipos de tecido s avaliados (tecidos saudáveis, lesionados, edemaciados e necrosados). Foi calculada a comparação da intensidade “score”, que mostrou o contraste relativo entre os tipos de tecidos, para a imagem antes e depois do Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina). Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) apresentou grande aumento na diferença da intensidade “scores” entre tecido saudável, lesionado e edemaciado em comparação à imagem antes do Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina).

Aumento similar no contraste foi observado na comparação de lesão-edema e lesão-necrose.

Em 5 de 6 estudos (cranianos e espinais), o realce com contraste foi classificado como aumento na intensidade da lesão comparada ao meio circundante.

De 339 pacientes, 292 (86%) mostraram realce após administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina). Nenhuma das imagens dos 26 pacientes tratados com placebo apresentou realce.

Em 4 de 6 estudos, foram detectadas lesões adicionais em 113 (24%) de 466 pacientes após administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina).

Habilidade diagnóstica: a habilidade diagnóstica dos investigadores foi melhorada e facilitada com Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) em 107 (66%) dos 162 pacientes em estudos do crânio. Nos estudos da coluna, o diagnóstico foi facilitado em 131 (78%) dos 169 pacientes.

Alteração no diagnóstico: nos estudos do crânio e coluna, foi feita alteração no diagnóstico pelos investigadores em 129 (41%) dos 317 pacientes que mostraram realce com Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina). As lesões de crânio que foram realçadas pelo Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) foram compatíveis com os sintomas apresentados em 95% dos casos.

As alterações diagnósticas mais frequentes nos estudos de crânio foram: neo plasias não específicas, meningiomas, metástases e tumores das células da glia. Nos estudos da coluna, a alteração mais frequente foi a melhora da diferenciação entre tecido cicatricial e material anormal do disco (estudos de dor nas costas recorrente no pós-operatório) e melhor delineamento das lesões espinais (alterações no tamanho, localização e configuração da lesão) nos pacientes com suspeita de tumores espinais.

Avaliação de imagem: a avaliação de imagem revelou melhor contraste em 2/3 dos pacientes com imagens ponderadas em T1 e mais de 1/3 dos pacientes com imagens ponderadas em T2. Do grupo de 167 pacientes dos estudos do crânio, dentre aqueles em que não foram diagnosticadas as imagens ponderadas em T1 nem as ponderadas em T2 antes da administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), o diagnóstico se tornou possível após a administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) em 122 pacientes (73%).

Nas avaliações dos leitores radiologistas independentes das imagens de crânio e coluna, foi observada melhora significativa do número de lesões detectadas após administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina). Isto teria um impacto significativo no prognóstico e tratamento, especialmente em pacientes onde a visualização realçada resulta em alteração do diagnóstico, como mudança de achados negativos para positivos ou de uma lesão individual para uma doença metastática. A avaliação também mostrou que o Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) aumentou significamente a acurácia diagnóstica quando comparado com Imagens de Ressonância Magnética apenas ou com Tomografia Computadorizada (TC).

Modo de diagnóstico (sequência de pulsos): imagens ponderadas em T1 proporcionaram melhor contraste em 138 (93%) dos 148 pacientes em estudos do cr ânio.

Imagens ponderadas em T2 foram o melhor modo de diagnóstico para 10 (7%) pacientes.

Nos estudos da coluna (dor nas costas pós-operatória), o modo ponderado em T1 proporcionou melhor contraste em 55 (95%) dos 58 pacientes e o modo ponderado em T2 proporcionou melhor contraste para 3 (5%) pacientes.

Tempo da melhor imagem: o tempo da melhor imagem nos estudos de crânio foi determinado pela avaliação da eficácia global e pela análise dos resultados do contraste após avaliação das imagens. Ambas as avaliações demonstraram que as imagens obtidas logo após a injeção são as melhores para o diagnóstico. De 148 pacientes com realce pelo contraste, 108 (73%) tiveram a melhor imagem dentro de 27 minutos da administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina). Destes pacientes, mais da metade teve a melhor imagem dentro de 14 minutos da administração do meio de contraste. Em investigações da coluna, as imagens obtidas logo após a injeção (10 – 30 minutos) também tenderam a fornecer imagens melhores.

➢ Estudos clínicos em crianças com lesões crania nas e espinais A eficácia de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) foi demonstrada em 2 estudos clínicos pivotais, envolvendo 142 crianças com diagnóstico preliminar de anormalidade no Sistema Nervoso Central, baseado em outros métodos de diagnóstico além da Ressonância Magnética. A faixa etária foi de recém-nascidos a 18 anos de idade.

A Tomografia por Ressonância Magnética foi realizada em todos os pacientes antes e depois da administração de 0,2 mL/kg (0,1 mmol/kg) de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina). Alguns pacientes receberam dose adicional de 0,1 mmol/kg dentro de 30 minutos da administração da primeira dose, se isto fosse considerado necessário para o diagnóstico.

Avaliação do contraste: após a administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), a proporção contraste/interferência das imagens de ressonância magnética aumentou notavelmente, com um aumento adicional naqueles pacientes que receberam a segunda dose de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina). A proporção da intensidade do sinal da lesão para tecidos normais aumentou significativamente nas imagens da cabeça e coluna em T1 após administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina).

A classificação dos investigadores para o contraste da lesão em comparação ao tecido normal, e da demarcação da lesão em comparação ao tecido ao redor, melhorou após a administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina). A maioria das classificações evoluiu de “nada” ou “pouco” para “excelente”.

Utilidade do diagnóstico: Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) melhorou significativamente a possibilidade de realizar um diagnóstico definitivo. Para pacientes com lesões (n=57) demonstradas com imagens em T1 e T2, essa possiblidade aumentou de 44% antes da administração do Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) para 74% após a administração do Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina). A qualidade do diagnóstico das imagens em T1 e T2 aumentou significativamente após a injeção de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) para pacientes com imagens normais e anormais.

A morfologia da lesão foi mais bem caracterizada após administração de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) em 11 (16%) de 70 pacientes, permitindo um melhor julgamento de componente cístico, componente necrótico, tumor ou componentes sanguíneos da lesão. Foi documentado um ganho na informação diagnóstica para 22 (55%) de 40 pacientes e foi estatisticamente significativo.

O Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) demonstrou-se útil em 40 (57%) de 70 pacientes, incluindo 14 pacientes que não apresentaram anormalidade após a Ressonância Magnética final, 14 pacientes nos quais se observou lesão somente após o uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), 6 pacientes nos quais o diagnóstico definitivo só foi possível após o uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), 3 pacientes nos quais foi confirmada a ressecção completa do tumor pela ausência de realce, 2 pacientes nos quais um componente sólido, cístico ou necrótico da lesão foi caracterizado melhor e 1 paciente no qual o tamanho da lesão foi mais bem definido.

➢ Estudos clínicos em adultos com lesões na cabeça e pescoço A eficácia de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) como agente de contraste em Ressonância Magnética foi avaliada em 87 pacientes com lesões na cabeça (extracranianas) e pescoço. Os filmes de 78 destes pacientes foram adicionalmente classificados por radiologistas (leitores cegos) os quais não tiveram participação nos estudos clínicos e não foram informados do histórico do paciente.

A análise da eficácia consistiu em comparações entre imagens obtidas após o uso do Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) e imagens correspondentes obtidas sem o uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) com relação ao realce, facilitação da visualização e escores do contraste.

O realce das lesões após o uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) foi demonstrado para 78 (90%) de 87 pacientes em estudos clínicos. Quando avaliado por leitores cegos, demonstrou-se realce para 56 (85%) de 66 imagens incluídas nos dados finais.

A facilitação da visualização foi demonstrada primeiramente mostrando-se que as imagens obtidas após o uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) forneceram informações radiológicas adicionais, considerando parâmetros como localização da lesão, tamanho, configuração e diferenciação de edema e necrose. As Imagens de Ressonância Magnética obtidas após o uso do Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) forneceram informações radiológicas adicionais para 63 (72%) de 87 pacientes em estudos clínicos. Adicionalmente, houve melhora significativa (P<0,001) na visualização da lesão nas Imagens de Ressonância Magnética obtidas após o uso do Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), em comparação às Imagens de Ressonância Magnética obtidas antes do uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), o que foi avaliado por leitores cegos. Imagens obtidas após o uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) forneceram melhor visualização da configuração da lesão, em comparação com as imagens obtidas antes do uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) para 40 (67%) de 60 imagens onde a configuração da lesão pôde ser determinada. Observaram-se informações radiológicas adicionais em 48 (73%) de 66 imagens obtidas após o uso do Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) e avaliadas por leitores cegos.

Cada Imagem de Ressonância Magnética dos pacientes antes e depois do uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) foi classificada em uma escala de 4 pontos, considerando a medida da intensidade relativa da lesão em relação ao tecido adjacente (0 = sem contraste; 1 = duvidoso; 2 = bom; 3 = excelente). Para 63 (73%) de 86 pacientes nos estudos clínicos, as graduações do contraste após o uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) foram maiores do que as graduações antes do uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) (P<0,001). Na avaliação do leitor cego, as graduações do contraste após o uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) foram maiores do que as graduações antes do uso de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) em 36 (55%) de 66 pacientes (P<0,001).

03

Características farmacológicas

➢ Propriedades Farmacodinâmicas

  • Mecanismo de ação Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) é um meio de contraste paramagnético para ser usado em Tomografia por Ressonância Magnética (TRM). Quando sequências de varredura ponderadas em T1 são utilizadas nas imagens de ressonância magnética protônica, o encurtamento do tempo de relaxamento da grade de spin de prótons da água excitados induzido pelo gadopentetato (T1) origina um aumento da intensidade de sinal e, consequentemente, um aumento do contraste de imagem de certos tecidos.
  • Efeitos farmacodinâmicos O gadopentetato é um composto altamente paramagnético que produz redução característica nos tempos de relaxamento, mesmo em baixas concentrações. A eficácia paramagnética em campo magnético com força de 1,5T e a 37ºC , a capacidade de relaxamento (r1) - determinada pela influência sobre o tempo de relaxamento T1 de prótons da água no plasma - e a capacidade de relaxamento (r2) - determinada pela influência sobre o tempo de relaxamento T 2 - é de aproximadamente 4,1 ± 0,2 L/(mmol.s) e 4,6 ± 0,8 L/(mmol.s), respectivamente. As capacidades de relaxamento apresentam apenas leve dependência da força do campo magnético.

O ácido dietilenotriamina pentacético (DTPA) forma um complexo com o íon gadolínio paramagnético com estabilidade elevada in vivo e in vitro (constante de estabilidade termodinâmica log KGdL = 22 - 23). O gadopentetato de dimeglumina é um composto altamente hidrossolúvel, hidrofílico, com um coeficiente de partição entre n-butanol e tampão em pH 7,6 de aproximadamente 0,0001. A substância não apresenta interação inibitória significante com enzimas, por exemplo, acetilcolinesterase e lisozima, em concentrações clinicamente relevantes. Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) não ativa o sistema complemento e, assim, provavelmente tem um potencial muito baixo para indução de reações anafilactoides.

Em concentrações mais elevadas e sob incubação prolongada, o gadopentetato de dimeglumina apresenta discreto efeito in vitro sobre a morfologia do eritrócito. Após administração intravenosa de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) em humanos, o processo reversível poderia levar à leve hemólise intravascular, que poderia explicar o leve aumento de bilirrubina e ferro séricos ocasionalmente observado nas primeiras horas após a injeção.

Dados físico-químicos de Magnevistan® Osmolalidade (osm/kg H2O) 37°C 1,96 Viscosidade (mPa.s) 20°C 4,9 37°C 2,9 pH 7,0 - 7,9 ➢ Propriedades Farmacocinéticas

  • Introdução geral No organismo, o gadopentetato comporta-se como outros compostos biologicamente inertes e altamente hidrofílicos (por exemplo, manitol ou inulina).
  • Absorção e Distribuição Após administração intravenosa de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina), os níveis plasmáticos caem rapidamente, de forma biexponencial, com meia-vida terminal de aproximadamente 90 minutos.

O gadopentetato é rapidamente distribuído no espaço extracelular.

O volume de distribuição total do gadopentetato é aproximadamente 0,26 L por kg. A ligação às proteínas é insignificante.

Em estudos em ratos e cachorros, concentrações relativamente altas do complexo de gadolínio intacto foram encontradas nos rins em uma quantidade de aproximadamente 0,15% da dose administrada sete dias após a administração intravenosa de gadopentetato radioativamente marcado. Menos de 1% da dose administrada foi encontrada em outras partes do organismo.

Investigações em animais Em ratos, todos os meios de contraste a base de gadolínio entram no cérebro através da barreira hematoencefálica em uma extensão similar e muito baixa. Em ratos, foi demonstrado que os meios de contraste a base de gadolínio, incluindo o gadopentetato, não penetram na barreira hematoencefálica intacta. A pequena quantidade que ultrapassa a barreira placentária é rapidamente eliminada pelo feto.

Em mulheres lactantes (entre 23 - 38 anos), menos que 0,04% do gadopentetato administrado é excretado no leite materno. Em ratos, a absorção do trato gastrintestinal após administração oral foi pequena, com aproximadamente 4%.

Presença de gadolínio no cérebro e no corpo Após a administração de todos os meios de contraste a base de gadolínio, traços de gadolínio podem ser detectados no cérebro, ossos, pele, fígado, urina e outros órgãos e tecidos por um longo período de tempo. Concentrações mais altas podem ser detectadas com meios de contraste a base de gadolínio line ares, como o gadopentetato, do que com meios de contraste a base de gadolínio macrocíclicos. Foi observado aumento da intensidade do sinal em imagens ponderadas em T1 não contrastadas do cérebro, principalmente o globo pálido e o núcleo denteado, após várias administrações intravenosas de meios de contraste a base de gadolínio lineares principalmente. A relevância clínica desses achados é desconhecida.

  • Metabolismo O gadopentetato não é metabolizado.
  • Eliminação O gadopentetato é eliminado na forma inalterada por via renal através de filtração glomerular. A fração eliminada por via extrarrenal é menor que 1% da dose administrada.

Cerca de 83% da dose administrada foi eliminada no período de 6 horas após administração. Aproximadamente 91% da dose foi recuperada na urina dentro das primeiras 24 horas após a administração. A depuração renal do gadopentetato foi cerca de 120 mL/min/1,73 m 2 e, portanto, é comparável à substâncias que são excretadas exclusivamente por filtração glomerular (por exemplo, inulina ou 51Cr-EDTA).

  • Linearidade / Não-linearidade O gadopentetato demonstra farmacocinética linear, isto é, parâmetros farmacocinéticos mudam proporcionalmente à dose (por exemplo, concentração máxima, área sob a curva) ou são dose independentes (por exemplo , volume de distribuição no estado de equilíbri o, meia-vida terminal), até uma dose de 0,25 mmol por kg de peso corpóreo (0,5 mL por kg).
  • Características em populações especiais Um estudo de fase I com 0,3 mmol de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) por kg de peso corpóreo comparou indivíduo s com insuficiência hepática moderada, indivíduos sadios combinados, sadios do sexo masculino e feminino não-idosos e indivíduos idosos sadios.

Um estudo de fase II de 0,1 mmol de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) por kg de peso corpóreo comparou indivíduos com diferentes níveis de comprometimento da função renal com indivíduos sadios.

  • População idosa (65 anos de idade ou mais) De acordo com as mudanças fisiológicas na função rena l com a idade, a exposição sistêmica e meia-vida terminal aumentaram de 3,3 mmol.h/L para 4,7 mmol.h/L e de 1,8 h para 2,2 h, respectivamente, em indivíduos idosos sadios (homens com 65 anos de idade ou mais) em comparação com indivíduos não idosos sadios (homens na faixa etária de 18
  • 57 anos). A depuração total foi reduzida de 117 mL/min em indivíduos não-idosos para 89 mL/min em indivíduos idosos.
  • Gênero A farmacocinética do gadopentetato foi similar em indivíduos não-idosos sadios do sexo masculino e feminino (com idade entre 18 - 57 anos).
  • Insuficiência hepática Em consonância com a via de eliminação quase que exclusivamente renal, a farmacocinética do gadopentetato não foi alterada em pacientes com insuficiência hepática (conforme avaliado em pacientes com Child-Pugh B), em comparação com indivíduos saudáveis combinados. Não estão disponíveis dados de pacientes com insuficiência hepática grave (Child-Pugh C).
  • Insuficiência renal Nos pacientes com comprometimento da função renal, a meia-vida sérica do gadopentetato é prolongada devido à reduzida taxa de filtração glomerular. Após administração de uma dose intravenosa única em 10 pacientes com comprometimento da função renal [4 pacientes com insuficiência renal leve (depuração da creatinina ≥ 60 a < 90 mL/min) e 6 pacientes com insuficiência renal moderada (depuração da creatinina ≥ 30 a < 60 mL/min)], as meia-vidas médias foram de 2,6 ± 1,2 horas e 4,2 ± 2,0 horas para pacientes com comprometimento renal leve e moderado, respectivamente, em comparação com 1,6 ± 0,13 horas em indivíduos sadios. Em pacientes com insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min), mas sem diálise, a meia-vida média aumentou ainda mais para 10,8 ± 6,9 horas.

O gadopentetato é completamente excretado por via renal dentro de dois dias em pacientes com comprometimento leve a moderado da função renal (depuração da creatinina > 30 mL/min). Em pacientes com insuficiência renal grave, 73,3 ± 16,1% da dose administrada foi recuperada na urina dentro de dois dias.

Em pacientes com insuficiência renal, o gadopentetato pode ser eliminado por hemodiálise. Em um estudo clínico, pacientes com insuficiência renal receberam uma dose de 0,1 mmol por kg de gadopentetato de dimeglumina. Os pacientes foram submetidos a uma sessão de hemodiálise de 3 horas por dia, em três dias consecutivo s. A concentração plasmática do gadopentetato diminuiu em 70% a cada sessão de diálise.

Após a última sessão, a concentração plasmática foi inferior a 5% do valor original.

Em um estudo farmaco-epidemiológico prospectivo (o estudo de ressonância magnética) para avaliar a magnitude do risco potencial de desenvolvimento de fibrose nefrogênica sistêmica (FNS) em pacientes com insuficiência renal (o "estudo de ressonância magnética"), 143 pacientes (incluindo 110 com insuficiência renal moderada e 10 com insuficiência renal grave) receberam Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina).

Destes pacientes, 77 (9 com insuficiência renal moderada estendida, 65 com insuficiência renal moderada e 3 com insuficiência renal grave) completaram o acompanhamento por dois anos. Nenhum dos pacientes desenvolveu sintomas de FNS ou semelhantes aos de FNS dentro do período de acompanhamento de dois anos.

➢ Dados de segurança pré-clínicos Dados pré-clínicos mostram que não há risco especial para humanos baseado nos estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade sistêmica, genotoxicidade, potencial carcinogênico e potencial para sensibilização de contato.

04

Contraindicações

  • Histórico de reações de hipersensibilidade ao gadopentetato de dimeglumina;
  • Doença renal crônica grave (taxa de filtração glomerular, TFG < 30mL/min/1,73m2);
  • Dano renal agudo.
05

Advertências e precauções

Os meios de contraste à base de gadolínio devem ser utilizados apenas quando a informação diagnóstica for essencial e não disponível por m eio de ressonância magnética sem o uso de contraste; usar a menor dose efetiva e avaliar os benefícios e riscos potenciais de cada paciente antes de administrar repetidas doses de meios de contraste a base de gadolínio.

➢ Hipersensibilidade Como ocorre com outros meios de contraste administrados por via intravenosa, Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) pode ser associado a reações anafilactoides/hipersensibilidade ou a outras reações idiossincráticas caracterizadas por manifestações cardiovasculares, respiratórias ou cutâneas, podendo ocasionar reações graves, incluindo choque.

O risco de reações de hipersensibilidade aumenta nos casos de:

  • reação anterior a meios de contraste,
  • história de asma brônquica,
  • história de distúrbios alérgicos.

Em pacientes com disposição alérgica (especialmente com histórico das condições listadas acima), a decisão do uso de Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) deve ser feita após cuidadosa avaliação da relação risco/benefício.

A maioria dessas reações ocorre no mínimo em 30 minutos após a administração do meio de contraste.

Portanto, recomenda-se a observação do paciente após a realização do exame.

Em pacientes com disposição alérgica, pode-se considerar a administração profilática de anti-histamínico e/ou glicocorticoide.

São necessários medicamentos para o tratamento de reações de hipersensibilidade, assim como providências imediatas em caso de ocorrência de emergência.

Reações tardias, após horas até vários dias da administração foram raramente observadas (vide “Reações adversas”).

Pacientes que estiverem utilizando betabloqueadores e apresentarem tais reações podem ser resistentes aos efeitos do tratamento com beta-agonista.

Pacientes com doenças cardiovasculares são mais suscetíveis aos efeitos graves, e mesmo fatais, decorrentes de reações graves de hipersensibilidade.

➢ Insuficiência renal Antes da administração de Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina), todos os pacientes devem ser avaliados em relação à disfunção renal através de histórico e/ou exames laboratoriais.

Em pacientes com insuficiência renal grave, os benefícios devem ser cuidadosamente avaliados em relação aos riscos, uma vez que a eliminação do meio de contraste é demorada nestes casos. Nestes pacientes, tem ocorrido raramente insuficiência renal aguda requerendo diálise ou piora da função renal. O risco de ocorrência destes eventos é mais elevado com o aumento da dose de Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina).

Deve ser assegurado um período de tempo suficiente para a eliminação do agente de contraste do organismo antes de qualquer readministração em pacientes com insuficiência renal, uma vez que o gadopentetato é excretado pelos rins. Em pacientes com insuficiência renal leve ou moderada, a meia-vida de eliminação é de 3 a 4 horas. Em pacientes com insuficiência renal grave, a meia-vida de eliminação é de aproximadamente 11 horas, e aproximadamente 75% da dose administrada foi recuperada na urina dentro de dois dias (vide também “Propriedades Farmacocinéticas”).

Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) pode ser eliminado do organismo através de hemodiálise.

Após 3 sessões de diálise de 3 horas cada, aproximadamente 97% da dose administrada é eliminada do organismo, cerca de 70% com cada sessão de diálise.

Para pacientes que já são submetidos a hemodiálise, deve ser considerado o rápido início da hemodiálise após a administração de Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina), com o objetivo de melhorar a eliminação do agente de contraste.

Há relatos de fibrose nefrogênica sistêmica (FNS), associada ao uso de agentes de contraste contendo gadolínio, incluindo Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina), em pacientes com:

  • insuficiência renal aguda ou crônica grave [taxa de filtração glomerular (TFG): < 30mL/min/1,73m2] ou
  • insuficiência renal aguda de qualquer gravidade devido à síndrome hepatorrenal ou no período perioperatório de transplante hepático.

Nestes pacientes, Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) somente deve ser utilizado após cuidadosa avaliação risco/benefício, considerando inclusive a possibilidade de métodos de imagem alternativos e em doses não maiores que 0,2 mL por kg de peso corpóreo (vide “Regime de dose” e “Reações Adversas”).

➢ Distúrbios convulsivos Pacientes com distúrbios convulsivos ou lesões intracranianas podem apresentar aumento do risco de incidência de crises convulsivas, que foram relatadas raramente associadas à administração de Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) (vide “Reações Adversas”).

Para pacientes predispostos a convulsões, devem ser adotadas medidas de precaução, por exemplo, acompanhamento rigoroso. Além disso, deve-se ter à mão todos os equipamentos e medicamentos necessários para controlar qualquer quadro convulsivo que possa ocorrer após o uso.

➢ Gravidez e lactação

  • Gravidez Não foram conduzidos estudos adequados e bem controlados com gadopentetato em mulheres grávidas.

Estudos em animais com doses clinicamente relevantes não indicaram toxicidade reprodutiva após administração repetida (vide “Dados de segurança pré-clínicos”).

O risco potencial para humanos é desconhecido.

Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) somente deve ser administrado a mulheres grávidas após análise criteriosa da relação risco/benefício.

“Categoria C: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.”

  • Lactação O gadopentetato é transferido para o leite materno humano em quantidade mínima (no máximo 0,04% da dose administrada por via intravenosa). Há evidência de dados pré-clínicos que a absorção através do trato gastrintestinal é pobre, aproximadamente 4% (vide “Propriedades Farmacocinéticas”).

Em doses clínicas, nenhum efeito está previsto no lactente e Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) pode ser usado durante a amamentação.

➢ Efeito na habilidade de dirigir ou operar máquinas O efeito na habilidade para dirigir ou operar máquinas não é conhecido.

➢ Acúmulo de gadolínio no cérebro Evidência atual sugere que o gadolínio se acumula no cérebro após várias administrações de agentes de contraste a base de gadolínio (GBCAs). Foram observados aumentos da intensidade do sinal em imagens ponderadas em T1 não contrastadas do cérebro após administrações múltiplas de GBCAs em pacientes com função renal normal. O gadolínio foi detectado no tecido cerebral após exposições múltiplas às GBCAs, particularmente no núcleo denteado e no globo pálido. Esta evidência sugere que o acumulo de gadolínio é maior após a administração repetida do contraste do tipo linear do que após a administração repetida de agentes macrocíclicos.

O significado clínico do acumulo de gadolínio no cérebro é atualmente desconhecido.

A fim de minimizar os riscos potenciais associados ao acúmulo de gadolínio no cérebro, recomenda-se usar a menor dose efetiva e realizar uma avaliação cuidadosa dos riscos antes de administrar doses repetidas.

06

Interações medicamentosas

Não foram conduzidos estudos de interações com outros medicamentos.

➢ Interferência em testes diagnósticos A determinação de ferro sérico por complexometria (por exemplo, com batofenantrolina) pode apresentar resultados baixos falsos, em até 24 horas após a administração de Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina), devido à presença do ácido dietilenotriamina pentacético (DTPA) livre no Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina).

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Cuidados de armazenamento do medicamento

O produto deve ser mantido em temperatura ambiente (entre 15°C e 30ºC). Proteger da luz. Não congelar.

O prazo de validade de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) é de 48 meses a partir da data de sua fabricação.

Após abertura do frasco, Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) permanece quimicamente, fisicamente e microbiologicamente estável em temperatura não superior a 30ºC por 24 horas, e deve ser descartado após esse período.

“Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.” “Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.” ➢ Características organolépticas Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) é uma solução límpida, incolor a amarelo pálido.

“Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.” “Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.”

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Posologia e modo de usar

➢ Método de administração O produto deve ser administrado somente por via intravenosa.

As normas habituais relacionadas à segurança para ressonância magnética, por exemplo, exclusão de marcapasso cardíaco e clips vasculares ferromagnéticos, devem ser observadas.

Para instruções adicionais, vide “Instruções para uso / manuseio”.

➢ Regime de dose Adultos

  • TRM cranial e espinal Em geral, a administração de 0,2 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo (equivalente a 0,1 mmol de gadopentetato de dimeglumina por kg de peso corpóreo) é suficiente para obter um bom contraste e responder à questão clíni ca.

Se apesar de forte suspeita clínica de lesão a TRM com realce de contraste for normal, injeção adicional de 0,2 mL ou, em adultos, de até mesmo 0,4 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo, dentro de 30 minutos, com exame imediatamente após a injeção, pode aumentar o rendimento diagnóstico do exame.

Para a exclusão da existência de metástase ou tumores recorrentes em adultos, a injeção de 0,6 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo frequentemente proporciona maior segurança diagnóstica.

Dose única máxima: 0,6 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo.

  • TRM em corpo inteiro Em geral, a administração de 0,2 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo é suficiente para obter um bom contraste e responder à questão clínica. Em casos especiais, por exemplo, em lesões com pouca vascularização e/ou pequeno espaço extracelular, a administração de 0,4 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo pode ser necessária para um efeito de contraste adequado, especialmente com a utilização de sequências de varredura ponderadas em T1 relativamente leves.

Em casos de exclusão da existência de uma lesão ou recorrência de tumor em adultos, a injeção de 0,6 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo pode proporcionar maior segurança diagnóstica.

Para a visualização de vasos em adultos, dependendo da região a ser investigada e da técnica de exame, pode ser necessária a injeção de até 0,6 mL por kg de peso corpóreo.

Dose única máxima: 0,6 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo.

➢ Informações adicionais para populações especiais

  • População pediátrica Todas indicações:

Crianças: 0,2 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo Dose única máxima: 0,4 mL de Magnevistan ® por kg de peso corpóreo.

  • População idosa (65 anos de idade ou mais) Nenhum ajuste de dose é considerado necessário em pacientes idosos (65 anos de idade ou mais). Em estudos clínicos, não foram observadas diferenças na segurança ou eficácia geral entre pacientes idosos (65 anos de idade ou mais) e pacientes jovens. Outra experiência clínica relatada não identificou diferenças na resposta entre pacientes idosos e jovens (vide “Propriedades Farmacocinéticas”).
  • Pacientes com insuficiência hepática Uma vez que o gadopentetato é eliminado exclusivamente na forma inalterada através dos rins, nenhum ajuste de dose é considerado necessário em pacientes com insuficiência hepática moderada. Não estão disponíveis dados em pacientes com insuficiência hepática grave (vide “Propriedades Farmacocinéticas”).
  • Pacientes com insuficiência renal Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) somente deve ser utilizado após cuidadosa avaliação risco/benefício, considerando inclusive a possibilidade de métodos de imagem alternativos, e em doses não maiores que 0,2 mL por kg de peso corpóreo em pacientes com:

✓ insuficiência renal aguda ou crônica grave [taxa de filtração glomerular (TFG): < 30mL/min/1,73m 2] ou ✓ insuficiência renal aguda de qualquer gravidade devido à síndrome hepatorrenal ou no período perioperatório de transplante hepático (vide também “Advertências e Precauções” e “Propriedades Farmacocinéticas”).

➢ Instruções de uso/manuseio Durante o manuseio não é necessária proteção da luz.

O produto deve ser inspecionado visualmente antes do uso.

Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) não deve ser utilizado em casos de coloração intensa, presença de material particulado ou defeito no frasco.

A solução de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) só deve ser retirada do frasco imediatamente antes do uso.

A tampa de borracha do frasco nunca deve ser perfurada mais do que uma vez.

A quantidade de meio de contraste não utilizada em um processo exploratório deve ser descartada.

No caso de frascos para infusão contendo 100 mL, o meio de contraste deve ser administrado através de procedimentos aprovados que assegurem a esterilidade do meio de contraste. Caso seja utilizado um equipamento, as instruções do fabricante devem ser seguidas.

O volume de Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) não utilizado do frasco aberto deve ser descartado ao final do dia de exames (no máximo de 24 horas).

Devido à ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado com outras medicações.

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Reações adversas

➢ Resumo do perfil de segurança O perfil de segurança geral de Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) está baseado em dados de acompanhamento pós-comercialização e de mais de 11.000 pacientes em estudos clínicos.

As reações adversas mais frequentemente observadas (≥ 0,4%) em pacientes recebendo Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) nos estudos clínicos são:

  • diversas reações no local da injeção;
  • cefaleia;
  • náusea.

A maioria das reações adversas nos estudos clínicos foram de intensidade leve a moderada.

No geral, as reações adversas mais graves em pacientes recebendo Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) são:

  • fibrose nefrogênica sistêmica;
  • reações anafilactoides / choque anafilactoide.

Reações tardias anafilactoides / de hipersensibilidade (após horas até vários dias) foram raramente observadas (vide “Advertências e Precauções”).

➢ Lista tabulada de reações adversas As reações adversas observadas com Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) são apresentadas na tabela abaixo e estão classificadas de acordo com a Classificação por Sistema Corpóreo (MedDRA versão 12.1). Foi utilizado o termo MedDRA mais apropriado para descrever determinada reação e seus sinônimos e condições relacionadas.

As reações adversas dos estudos clínicos estão classificadas por frequência. Os grupos de frequência são definidos de acordo com a seguinte convenção: incomum:

≥ 1/1.000 a < 1/100; rara: ≥ 1/10.000 a < 1/1.000. As reações adversas identificadas somente durante o acompanhamento pós-comercialização, e para as quais a frequência não pode ser determinada, estão listadas como “Desconhecida s”.

Tabela 1: Reações adversas relatadas em estudos clínicos ou durante o acompanhamento pós-comercialização em pacientes que receberam Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) Classificação por Incomuns Raras Desconhecidas sistema corpóreo (MedDRA) Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático Ferro sérico aumentado* Distúrbios no sistema imunólogico Hipersensibilidade/ Reação anafilactoide (p. ex. choque anafilactoide*, reação anafilactoide§*, reações de hipersensibilidade§*, choque§*, hipotensão§*, conjuntivite, perda da consciência§*, aperto na garganta*, espirro, urticária, prurido, rash, eritema, dispneia*, parada respiratória§*, broncoespasmo§*, chiado, laringoespasmo§*, edema laríngeo§*, edema faríngeo§*, cianose§*, rinite§, angioedema§*, edema facial*, taquicardia reflexa§) Distúrbios psiquiátricos Desorientação Agitação Confusão Distúrbios no Tontura Convulsão* Coma* sistema nervoso Cefaleia Disgeusia Parestesia Sensação de queimação Tremor Sonolência* Distúrbios da fala Parosmia Distúrbios nos olhos Distúrbios visuais Dor no olho Lacrimejamento Distúrbios nos ouvidos e no labirinto Audição alterada Dor de ouvido Distúrbios cardíacos Taquicardia* Arritmia Parada cardíaca* Diminuição da frequência cardíaca / bradicardia* Distúrbios vasculares Tromboflebite Rubor Vasodilatação Síncope* Reação vasovagal Aumento da pressão arterial Distúrbios respiratórios, torácicos e no mediastino Irritação na garganta Dor faringolaríngea / Desconforto da laringe Tosse Desconforto respiratório Frequência respiratória aumentada ou diminuída Edema pulmonar* Distúrbios gastrintestinais Vômito Náusea Dor abdominal Desconforto estomacal Diarreia Dor de dente Boca seca Dor e parestesia nos tecidos moles da boca Salivação Distúrbios hepato- Aumento de biliares bilirrubina no sangue Aumento de enzimas hepáticas Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos Fibrose nefrogênica sistêmica (FNS)* Distúrbios músculo-esqueléticos, do tecido conjuntivo e dos ossos Dor nas extremidades Dor nas costas Artralgia Distúrbios renal e urinário Insuficiência renal aguda*,** Aumento de creatinina sérica** Incontinência urinária Urgência urinária Distúrbios gerais e condições no local de administração Dor Sensação de calor Sensação de frio Reações no local de injeção (p. ex. resfriamento no local da injeção, parestesia, inchaço, calor, dor, edema, irritação, hemorragia, eritema, desconforto, necrose§, Dor torácica Pirexia Edema periférico Mal-estar Fadiga Sede Astenia Calafrios Sudorese Temperatura corpórea aumentada ou diminuída tromboflebite§, flebite§, inflamação§, extravasamento§)

  • foram reportados casos com risco para a vida do paciente e/ou fatais ** em pacientes com insuficiência renal preexistente § Reações identificadas somente durante o acompanhamento pós-comercialização (frequência desconhecida) ➢ Descrição de reações adversas selecionadas Reações semelhantes a processos inflamatórios, tardios e transitórios, tais como febre, calafrios e aumento da proteína C reativa, foram observadas frequentemente em pacientes com insuficiência renal dependentes de diálise. Estes pacientes realizaram exame de ressonância magnética com Magnevistan® (gadopentetato de dimeglumina) no dia anterior à hemodiálise.

“Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.”

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Superdose

Até o momento não foram observados ou relatados no uso clínico quaisquer sinais de intoxicação devido à inadvertida superdose do produto.

Em caso de inadvertida superdose, a função renal deve ser monitorada em pacientes com disfunção renal.

Magnevistan ® (gadopentetato de dimeglumina) pode ser removido do organismo por hemodiálise (vide “Advertências e Precauções”).

“Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.”

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Dizeres legais

MS -1.7056. 0065 Farm. Resp.: Dra. Dirce Eiko Mimura CRF-SP n° 16532 Fabricado por:

Bayer AG Berlim - Alemanha Importado por:

Bayer S.A.

Rua Domingos Jorge, 1.100 04779-900 – Socorro - São Paulo - SP C.N.P.J. nº 18.459.628/0001-15 www.bayerhealthcare.com.br

SAC 0800 7021241 sac@bayer.com

Venda sob prescrição médica

Ve0121-ccds10

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COMPARADOR · CMED 10/2026

Nomes comerciais, genéricos e preço máximo

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

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MedicamentoApresentaçãoTarjaPreço máx.
MagnevistanBayer S.A.469 MG / ML SOL INJ CT 10 FA VD INC X 10 ML R$ 2.506,91
MagnevistanBayer S.A.469 MG / ML SOL INJ CT 10 FA VD INC X 15 ML R$ 3.744,13