Bula de Neo Decapeptyl
Referência · Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A · Reg. MS 1.0573.0120 · bula de 28/02/2024
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
NEO DECAPEPTYL Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Pó liofilizado para suspensão injetável de liberação prolongada 3,75 mg
BULA PARA PACIENTE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
NEO DECAPEPTYL embonato de triptorrelina
Apresentação
Pó liofilizado para suspensão injetável de liberação prolongada de 3,75 mg: embalagem contendo 1 frasco-ampola com microgrânulos liofilizados + 1 diluente com 2 mL.
Uso intramuscular
Uso adulto e pediátrico
Composição
Cada frasco-ampola de Neo Decapeptyl (microgrânulos liofilizados) contém: embonato de triptorrelina (equivalente a 3,75 mg de triptorrelina)........................................................................5,2 mg Excipientes: polímero (D, L-lactídeo-co-glicolídeo), manitol, carmelose sódica e polissorbato 80.
Diluente: água para injetáveis.
Para que este medicamento é indicado?
Neo Decapeptyl é destinado ao tratamento de:
- Neoplasia maligna (câncer) da próstata hormônio-dependente em estágio avançado. Neo Decapeptyl pode ser usado como tratamento alternativo quando a orquiectomia (retirada dos testículos) ou a administração de estrógenos não são indicadas ou não são aceitas pelo paciente. Um efeito favorável do medicamento é mais claro e frequente se você não tiver recebido anteriormente outro tratamento hormonal;
- Puberdade precoce (amadurecimento do corpo para a fase adulta antes do tempo, meninas até 8 anos e meninos até 10 anos);
- Endometriose (presença de tecido que reveste o útero fora do útero) de localização genital e extragenital (do estado I ao estado IV): a duração do tratamento é limitada a 6 meses. Neste caso, não é recomendado um segundo tratamento pelo Neo Decapeptyl ou por outro análogo do LHRH (hormônio de liberação do LH);
- Leiomioma (tumor) do útero, não especificado sintomático: indicado como medida pré-operatória com a finalidade de reduzir o tamanho individual dos leiomiomas antes de ser realizada a enucleação (remoção do tumor) ou a histerectomia (retirada do útero) do leiomioma;
- Câncer de mama: como tratamento adjuvante, em combinação com tamoxifeno ou inibidor da aromatase, para câncer de mama em estágio inicial, receptor hormonal positivo, em mulheres com alto risco de recorrência, que são confirmadas como pré-menopausadas após o término da quimioterapia.
- É também utilizado em técnicas de reprodução assistida.
Como este medicamento funciona?
A triptorrelina é uma substância cuja principal função é a de inibir a liberação dos hormônios sexuais. Após cerca de 2 semanas da sua aplicação, a triptorrelina começa a inibir os estímulos hormonais que levam ao crescimento dos tumores da próstata, como também ao desenvolvimento da endometriose.
O tempo médio estimado para início da ação depois que você usar Neo Decapeptyl é de 48 horas.
A triptorrelina atua diminuindo o nível do hormônio sexual masculino (testosterona) e do hormônio sexual feminino (estrogênio) no corpo. A redução dos níveis de estrogênio no corpo é uma maneira de tratar o câncer de mama dependente de hormônios. Neo Decapeptyl é usado no tratamento do câncer de mama em estágio inicial dependente de hormônios em mulheres que não passaram pela menopausa e que receberam quimioterapia.
Neo Decapeptyl é utilizado em conjunto com medicamentos hormonais.
Também será necessário você utilizar:
- O medicamento tamoxifeno - será solicitado para que você utilize este medicamento se estiver com alto risco de o câncer voltar.
Ou
- Um medicamento da classe inibidor da aromatase - você fará o tratamento com Neo Decapeptyl por pelo menos 6 a 8 semanas antes de começar a tomar este medicamento.
Quando não devo usar este medicamento?
Neo Decapeptyl é contraindicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade (alergia) a quaisquer dos componentes de sua fórmula.
Neo Decapeptyl não deve ser aplicado em caso de comprovada independência hormonal ou após castração cirúrgica (remoção dos testículos).
Para casos de câncer de mama, o uso de um inibidor da aromatase não deve ser iniciado antes que a adequada supressão ovariana com triptorrelina tenha sido alcançada.
Em técnicas de reprodução assistida o uso de Neo Decapeptyl deve ser considerado com grande precaução, quando o número de folículos ultrassonograficamente detectáveis for superior ou igual a 10.
Gravidez e lactação Se estiver grávida ou amamentando, se suspeita de uma gravidez ou planeja engravidar, consulte o seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
Em estudos em animais e mulheres grávidas, o medicamento provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de risco para o feto, o que é maior do que qualquer benefício possível para a paciente.
Neo Decapeptyl não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação.
A ausência de gravidez deve ser confirmada antes de iniciar o tratamento.
Não utilizar Neo Decapeptyl 3,75 mg se estiver planejando engravidar.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
Este medicamento pode causar dano fetal quando administrado em mulheres grávidas.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de usar Neo Decapeptyl nas seguintes condições:
- Se você tem diabetes. Seu médico irá verificar os seus níveis de açúcar no sangue durante o tratamento.
- Se sofre de problemas cardíacos ou vasculares. Seu médico irá verificar a sua pressão arterial durante o tratamento.
- Se tiver algum problema no coração ou nos vasos sanguíneos, incluindo problemas no ritmo cardíaco (arritmia), ou estiver em tratamento com medicamentos para essas condições. O risco de problemas no ritmo cardíaco pode aumentar quando se utiliza Neo Decapeptyl 3,75 mg.
- Se tem um aumento (tumor benigno) da glândula pituitária que desconhecia, pode ser descoberto durante o tratamento com Neo Decapeptyl 3,75 mg. Os sintomas incluem dor de cabeça súbita, vômito, problemas com a visão e paralisia dos olhos.
- Se você está prestes a fazer um teste de diagnóstico da função da glândula pituitária ou dos órgãos sexuais, os resultados podem ser enganosos se você tiver usando Neo Decapeptyl 3,75 mg ou se estiver acabado de interromper o tratamento com Neo Decapeptyl 3,75 mg.
Atenção, converse com seu médico se você estiver preocupado com alguma das situações anteriores.
Foram relatadas convulsões com análogos do GnRH, particularmente em mulheres e crianças. Alguns destes pacientes apresentavam fatores de risco para convulsões (como história de epilepsia, tumores intracranianos ou medicação concomitante com medicamentos conhecidos por apresentarem risco de reações convulsivas). Mas também foram relatadas convulsões em pacientes na ausência de tais fatores de risco.
Tratamento da endometriose O agonista de GnRH não é recomendado para pacientes com menos de 18 anos. Atenção especial deve ser dada a adolescentes e mulheres jovens (especialmente com menos de 16 anos de idade), as quais podem não ter atingido o pico de densidade óssea. Para pacientes com endometriose tratadas com análogos de GnRH, a adição de terapia adicional (estrogênio e progestágeno) demonstrou reduzir a perda de densidade mineral óssea e os sintomas vasomotores. Portanto, se apropriado, uma terapia add-back deve ser coadministrada com o análogo de GnRH, levando em consideração os riscos e benefícios de cada tratamento.
Pacientes em tratamento da endometriose podem apresentar um aumento dos sintomas relacionados à síndrome pré-menstrual.
Tratamento do carcinoma prostático Risco de diabetes e risco cardiovascular: os pacientes podem apresentar alterações metabólicas (por exemplo, intolerância à glicose, esteatose hepática [fígado gorduroso]). Risco aumentado de diabetes mellitus (aumento do açúcar do sangue) e/ou eventos cardiovasculares foram relatados em homens tratados com agonistas de GnRH.
Assim, é aconselhado monitorar os pacientes com hipertensão arterial (pressão alta) com alto risco de doença metabólica, incluindo hiperlipidemia (valores elevados de gorduras ̶ colesterol, triglicerídeos ou ambos ̶ no sangue) ou doenças cardiovasculares (doenças relacionadas ao coração) devido a este risco durante o tratamento com triptorrelina.
A administração de análogos sintéticos do LHRH no tratamento do carcinoma prostático (câncer de próstata) pode provocar uma perda óssea que pode causar osteoporose, aumentando assim o risco de fraturas. Desse modo, como consequência pode ocorrer um falso diagnóstico de metástases ósseas.
Transtornos do humor e depressão As variações de humor, e até depressões (em casos severos), foram relatadas durante o tratamento com triptorrelina. Os pacientes que sofrem de depressão (mesmo em seu histórico familiar) devem ser cuidadosamente observados durante a utilização deste medicamento.
Apoplexia hipofisária Casos raros de apoplexia hipofisária (síndrome clínica resultante de um infarto hipofisário) têm sido descritos após a administração de agonistas LHRH. A maioria dos casos ocorreu em 2 semanas, algumas horas após a primeira injeção.
A apoplexia hipofisária se manifesta por dor de cabeça súbita, vômitos, distúrbios visuais, alteração do estado mental e, às vezes, colapso cardiovascular.
A intervenção médica imediata é indispensável.
Na maioria dos pacientes, já houve um edema hipofisário. Não é necessário administrar o agonista de LHRH em casos de edema hipofisário conhecido.
Câncer de mama Para garantir a supressão ovariana adequada em mulheres na pré-menopausa, o tratamento com triptorrelina deve ser administrado por pelo menos 6 a 8 semanas antes do início de um medicamento da classe inibidor da aromatase e injeções mensais de triptorrelina devem ser administradas dentro do prazo e sem interrupção durante o tratamento com o inibidor da aromatase.
Tratamento da puberdade precoce central Os pacientes em tratamento com Neo Decapeptyl devem ser acompanhados periodicamente por um médico.
Pode ocorrer sangramento vaginal leve durante as primeiras semanas após a primeira injeção de Neo Decapeptyl em meninas em tratamento para puberdade precoce central. Procure o médico se o sangramento for de moderado a intenso, ou se persistir.
Hipertensão intracraniana idiopática (pseudotumor cerebral) foi relatada em pacientes pediátricos recebendo triptorrelina. Os pacientes devem ser alertados quanto aos sinais e sintomas de hipertensão intracraniana idiopática, incluindo cefaleia grave ou recorrente, distúrbios visuais e zumbidos. Se ocorrer hipertensão intracraniana idiopática, a descontinuação da triptorrelina deve ser considerada.
Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas A literatura cita as seguintes interações, mas não relata suas respectivas significâncias clínicas:
Medicamento-medicamento Na ausência de dados e por medida de segurança, é conveniente evitar a associação de medicamentos hiperprolactinemiantes, tais como metoclopramida, fenotiazínicos (como clorpromazina e levomepromazina), butiferonas (como haloperidol), alfametildopa, antidepressivos tricíclicos (como amitriptilina e clomipramina), inibidores da MAO (como tranilcipromina), opiáceos (como morfina e codeína) e medicamentos à base de estrogênio. Neo Decapeptyl não deve ser administrado concomitantemente (ao mesmo tempo) com medicamentos que aumentem o hormônio prolactina.
Quando a triptorrelina é coadministrada com medicamentos que afetam a secreção hipofisária de gonadotrofinas, atenção particular deve ser dada e é recomendado supervisionar o estado hormonal do paciente.
Medicamento-alimento A ingestão de alimentos não afeta a absorção da triptorrelina.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após preparo, utilizar o produto imediatamente.
Características físicas e organolépticas: frasco-ampola de coloração marrom contendo pó liofilizado branco a ligeiramente amarelo, livre de partículas visíveis, que forma uma suspensão após reconstituição.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Neo Decapeptyl é constituído por 1 frasco-ampola de vidro contendo microgrânulos (pequenos grãos) liofilizados e 1 ampola de vidro contendo 2 mL de água para injetáveis.
Modo de usar Por favor, ler as instruções completamente e preparar o paciente antes de iniciar o procedimento de administração do medicamento Neo Decapeptyl.
A preparação deste medicamento e a sua administração devem ser realizadas por profissionais de saúde.
- Com o auxílio de uma seringa e uma agulha de 20 a 21 gauges, remover o diluente da ampola e injetar no frasco-ampola contendo os microgrânulos (pequenos grãos).
- Agitar vigorosamente por 30 segundos para misturar bem o conteúdo. A suspensão deve ter aspecto homogêneo e leitoso. Para evitar a separação da suspensão, prosseguir para as próximas etapas sem demora. O produto deve ser injetado em menos de 2 minutos após a reconstituição. Se houver sedimento no frasco, agitar novamente.
- Virar o frasco-ampola de cabeça para baixo e puxar o êmbolo da seringa para retirar toda a suspensão contida no frasco-ampola. Montar a agulha de injeção (20G – diâmetro interno) na seringa com a suspensão pronta. Não preencher a agulha após o preparo/reconstituição da medicação.
- Uma vez reconstituída, a suspensão deve ser aplicada imediatamente por via intramuscular profunda.
Assim como outras drogas administradas por via intramuscular, o local da injeção deve mudar periodicamente.
A segurança e eficácia de Neo Decapeptyl somente são garantidas na administração por via intramuscular.
Câncer da próstata A dose usual consiste em uma injeção intramuscular profunda de Neo Decapeptyl a cada 28 dias. A duração do tratamento deve ser a critério médico.
Puberdade precoce Uma injeção intramuscular profunda de, no mínimo, 50 mcg/kg a cada 4 semanas. A duração do tratamento deve ser a critério médico.
Técnicas de reprodução assistida Administração única no 2º ou 3º dias do ciclo (fase folicular) ou no 22º dia do ciclo (fase lútea).
Leiomioma uterino Administração de uma ampola intramuscular profunda a cada 4 semanas.
A duração do tratamento pode variar de 3 meses a 6 meses. Por se tratar de uma terapêutica pré-operatória, a duração do tratamento depende do tamanho do leiomioma e das condições clínicas da paciente.
Não é recomendada a instituição de um segundo curso de tratamento pelo Neo Decapeptyl ou por outros análogos do LHRH.
Endometriose O tratamento deve ser iniciado dentro dos 5 primeiros dias do ciclo.
A injeção de Neo Decapeptyl deve ser administrada via intramuscular profunda, a cada 4 semanas.
A duração do tratamento deve ser conforme a gravidade inicial da endometriose, da evolução do tratamento e de suas manifestações clínicas (funcionais e anatômicas). A duração é de pelo menos 4 meses e de, no máximo, 6 meses. Não é recomendada a instituição de um segundo curso de tratamento pelo Neo Decapeptyl ou por outros análogos do LHRH.
Câncer de mama A dose recomendada de Neo Decapeptyl 3,75 mg é de 3,75 mg de triptorrelina (1 frasco-ampola) administrada uma vez por mês (a cada 4 semanas) por injeção intramuscular.
A triptorrelina deve ser iniciada após a conclusão da quimioterapia, uma vez confirmado o estado de pré-menopausa.
Neo Decapeptyl 3,75 mg é usado junto com um medicamento chamado tamoxifeno ou com um inibidor da aromatase. Se você precisar tomar um inibidor da aromatase, deverá fazer o tratamento com Neo Decapeptyl 3,75 mg por pelo menos 6 a 8 semanas antes de começar a utilizá-lo. Você receberá pelo menos 2 injeções de Neo Decapeptyl 3,75 mg (com um intervalo de 4 semanas entre as injeções) antes de começar a tomar o inibidor da aromatase.
Se parar de usar Neo Decapeptyl 3,75 mg Não pare o tratamento com Neo Decapeptyl 3,75 mg sem consultar o seu médico. Isso é especialmente importante se você for tratado do câncer de mama usando Neo Decapeptyl 3,75 mg, juntamente com um inibidor da aromatase. Isso ocorre porque a interrupção do tratamento pode causar um aumento nos níveis de estrogênio.
O seu médico irá monitorizar os seus níveis de estrogênio durante o tratamento com Neo Decapeptyl 3,75 mg.
Se parar de usar Neo Decapeptyl 3,75 mg, também deve parar o tratamento com o inibidor da arômatase no prazo de um mês após o recebimento da última dose de Neo Decapeptyl 3,75 mg.
A duração recomendada do tratamento adjuvante em combinação com outra hormonioterapia é de até 5 anos.
Observações 1. Utilizar agulha (20G – diâmetro interno), variando de acordo com a constituição física do paciente.
2. É importante que a injeção seja administrada seguindo rigorosamente as instruções. Toda injeção defeituosa, levando a uma perda de uma quantidade de suspensão superior àquela que normalmente resta no dispositivo utilizado para injeção, deve ser anotada.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
É importante que você receba o medicamento de modo regular. Se você perder uma consulta com seu médico na qual tomaria o medicamento, agende-a novamente assim que possível.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
As reações são devidas à falta da produção dos hormônios sexuais.
Reações muito comuns (ocorrem em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): hipertensão, ondas de calor, aumento da ureia (exame de sangue da função dos rins), dor nos ossos, queda de hemoglobina (exame de sangue para anemia), quadro semelhante ao gripal e pequeno sangramento genital (sexo feminino).
Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): inchaço nos membros, dor no peito, aumento da fosfatase alcalina (exame de sangue para função do fígado), aumento do açúcar no sangue, náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação (dificuldade para evacuar), diarreia, indigestão, perda do apetite, bronquite, tosse, falta de ar, faringite, tontura, dor de cabeça, insônia, dor no local da aplicação do medicamento, vermelhidão na pele, dor ao urinar, dificuldade para urinar, infecção de urina, dor nas articulações, dor nas costas, dor nos membros, câimbras, atrofia (diminuição do tamanho) dos testículos, impotência sexual, aumento e dor nas mamas no homem, redução da libido, anemia, alteração da função do fígado, conjuntivite, dor nos olhos, alteração do humor, cansaço e aumento do tumor.
Há ainda reações em que a frequência não pode ser determinada pelos estudos, que são as seguintes:
Sistema cardiovascular: palpitações, tromboses (embolia pulmonar, derrame, infarto agudo do miocárdio, tromboflebite [obstrução das veias acompanhada por inflamação], ataque isquêmico transitório e trombose venosa profunda).
Endocrinometabólico: aumento do colesterol e triglicérides e apoplexia hipofisária (perda da função na hipófise).
Imunológico: sépsis e angioedema (inchaço na pele).
Reprodutivo: secura vaginal.
Musculoesquelético: osteopenia (diminuição da massa óssea).
Neurológico: convulsão, hipertensão intracraniana idiopática (pseudotumor cerebral) para população pediátrica.
Câncer de mama As reações adversas observadas associadas ao tratamento com triptorrelina em combinação com o tamoxifeno ou inibidor da aromatase foram:
- Reações muito comuns (podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas):
Náusea, cansaço excessivo, dor articular e muscular, osteoporose, ondas de calor, sudorese excessiva, dificuldade para dormir, depressão, diminuição da libido, secura da vagina, dor durante ou após a relação sexual, incontinência urinária e aumento da pressão arterial.
- Reações comuns (podem afetar até 1 em cada 10 pessoas):
Diabetes, nível de açúcar elevado no sangue (hiperglicemia), dor, hematomas, vermelhidão e inchaço no local da injeção; reação alérgica, fraturas ósseas, presença de coágulo sanguíneo e sangramento no cérebro.
- Reações incomuns (podem afetar até 1 em cada 100 pessoas):
Falta de suprimento sanguíneo para o cérebro ou o para o coração.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
As características farmacológicas da triptorrelina e o seu modo de administração fazem a superdosagem acidental ou intencional improvável. A experimentação animal não mostrou nenhum outro efeito terapêutico previsto na concentração dos hormônios sexuais e sistema reprodutivo não produzidos, mesmo em doses mais elevadas de triptorrelina. Uma eventual superdosagem deve se beneficiar de um tratamento sintomático.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS – 1.0573.0120 Farmacêutica Responsável: Gabriela Mallmann - CRF-SP nº 30.138 Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92 Indústria Brasileira Fabricado por:
Debiopharm Research & Manufacturing S.A.
Martigny - Suíça Importado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos - SP Embalado (embalagem secundária) por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. das Nações Unidas, 22.428 - São Paulo – SP Ou Embalado (embalagem secundária) por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Cabo de Santo Agostinho - PE
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Neo Decapeptyl 3,75 mg_BU09a_VP
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
NEO DECAPEPTYL Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Pó liofilizado para suspensão injetável de liberação prolongada 3,75 mg
BULA PARA PROFISSIONAL DE SAÚDE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
NEO DECAPEPTYL embonato de triptorrelina
Apresentação
Pó liofilizado para suspensão injetável de liberação prolongada de 3,75 mg: embalagem contendo 1 frasco-ampola com microgrânulos liofilizados + 1 diluente com 2 mL.
Uso intramuscular
Uso adulto e pediátrico
Composição
Cada frasco-ampola de Neo Decapeptyl (microgrânulos liofilizados) contém: embonato de triptorrelina (equivalente a 3,75 mg de triptorrelina).................................................................................................................5,2 mg Excipientes: polímero (D,L-lactídeo-co-glicolídeo), manitol, carmelose sódica e polissorbato 80.
Diluente: água para injetáveis.
Indicações
Este medicamento é destinado ao tratamento de:
- Neoplasia maligna da próstata hormônio dependente em estágio avançado. Neo Decapeptyl LP pode ser usado como tratamento alternativo quando a orquiectomia ou a administração de estrógenos não são indicados ou não são aceitos pelo paciente. Um efeito favorável do medicamento é mais claro e frequente quando o paciente não tiver recebido anteriormente outro tratamento hormonal;
- Puberdade precoce (meninas até 8 anos e meninos até 10 anos);
- Endometriose de localização genital e extragenital (do estado I ao estado IV): a duração do tratamento é limitada a 6 meses. Neste caso, não é recomendado um segundo tratamento pelo Neo Decapeptyl ou por outro análogo do LHRH (hormônio de liberação do LH);.
- Leiomioma do útero, não especificado sintomático: indicado como medida pré-operatória com a finalidade de reduzir o tamanho individual dos leiomiomas antes de ser realizado a enucleação ou a histerectomia do leiomioma;
- Câncer de mama: como tratamento adjuvante, em combinação com tamoxifeno ou um inibidor da aromatase, do câncer de mama em estágio inicial, receptores hormonais positivos em mulheres com alto risco de recorrência que são confirmadas como pré-menopáusicas após o término da quimioterapia.
- É também utilizado em técnicas de reprodução assistida.
Resultados de eficácia
A análise da resposta histológica do carcinoma de próstata tratado com injeção intramuscular mensal de triptorrelina foi avaliada através de biópsias prostáticas por agulha, realizadas em 20 pacientes após 24 horas da injeção, em 10 pacientes após 7 dias e em 10 pacientes após 30 dias da injeção, evidenciando-se diminuição da atividade proliferativa e atividade apoptótica.
Os estudos de farmacocinética e farmacodinâmica realizados em pacientes com carcinoma de próstata demonstram que a dose mensal da triptorrelina suprime a hipófise por período de pelo menos 50 dias. Em dois estudos grandes, incluindo respectivamente 91 e 41 pacientes portadores de carcinoma de próstata avançado, as taxas de respostas parciais foram obtidas em 41 a 50 % dos pacientes tratados com a injeção mensal de triptorrelina, e doença estável foi obtida em 37 a 44% dos pacientes. A redução das massas tumorais prostáticas em mais de 50% a partir de avaliação por ultrassonografia ou tomografia computadorizada também foi observada. Entretanto, a melhora objetiva das metástases ósseas foi variada, e observada em 14 a 39% dos pacientes.
Quando são comparados os efeitos terapêuticos da triptorrelina com a orquiectomia bilateral, observamos a mesma eficácia terapêutica nos dois grupos, com menores eventos adversos e maior aceitação pelo paciente com a triptorrelina. Em estudo clínico randomizado, as taxas de resposta obtidas pelo tratamento com triptorrelina de aplicação mensal (liberação de dose de 100 mcg/dia) foram comparáveis às obtidas com a orquiectomia em 79 pacientes com carcinoma de próstata avançado. As taxas de respostas parciais foram de 50 e 41% em pacientes tratados com triptorrelina ou orquiectomia, respectivamente; doença estável foi observada em 37% e 40%, respectivamente. Dos pacientes com metástases ósseas, melhora objetiva ocorreu em 39% dos pacientes tratados com triptorrelina e 35% nos tratados com orquiectomia. Os efeitos adversos da privação de testosterona foram observados com a mesma frequência nos dois grupos.
Outro estudo comparando a utilização de triptorrelina com a orquiectomia foi realizado por Botto, com 80 pacientes apresentando carcinoma de próstata avançado, com seguimento de 12 meses. O grupo tratado com a triptorrelina apresentou melhora dos sintomas urinários mais marcada, mais rápida e prolongada. A redução de volume da próstata ocorreu nos dois grupos, mas de maneira mais acentuada com a triptorrelina. (p<0.05). A sobrevida foi semelhante nos dois grupos.
Em outro estudo realizado por Parmar e colaboradores, foram analisados 104 pacientes randomizados entre os seguintes grupos de tratamento: grupo 1 - D-Trp-6-LHRH e grupo 2- orquiectomia. As características dos pacientes previamente ao tratamento eram semelhantes entre os dois grupos e os níveis de testosterona 1 mês após o tratamento indicavam níveis compatíveis com castração nos dois grupos.
Quarenta e seis pacientes (83%) no grupo da D-Trp-6-LHRH e 40 (82%) no grupo submetido à orquiectomia apresentaram resposta parcial ou doença estável após 3 meses. Não houve nenhuma diferença significante entre os grupos para resposta ou sobrevida. Três pacientes no grupo de D-Trp-6-LHRH tiveram reação tipo “flare” nos primeiros 10 dias de tratamento, que se solucionaram ao final de 4 a 8 semanas.
A incidência de ondas de calor, libido diminuída e impotência foram semelhantes em ambos os grupos. O estudo corrobora com a indicação da triptorrelina como opção segura e eficaz para a orquiectomia nos pacientes com carcinoma de próstata avançado, assim como os dados de diversos outros estudos.
Em estudo revisando os diferentes tratamentos hormonioterápicos que levam à supressão androgênica em pacientes com carcinoma de próstata, incluindo a leuprolida, a goserelina, a triptorrelina, e a histrelina, concluiu-se que a triptorrelina mantém os níveis de testosterona adequadamente baixos à terapêutica de castração em comparação aos outros agentes.
O tratamento combinado da triptorrelina com outros agentes antiandrogênicos para levar ao bloqueio androgênico completo vem sendo também objeto de diversos estudos, demonstrando a possibilidade de controle ou possível cura em longo prazo do carcinoma de próstata localizado. Estudo realizado com 57 paciente por Labrie e colaboradores com seguimento de 5 anos, os pacientes que receberam o tratamento de triptorrelina em associação à flutamida por período de 3,5 a 6,5 anos apresentaram taxa de não falência terapêutica de 95%.
O bloqueio completo das secreções gonadais assegura uma rápida regressão dos caracteres sexuais desde o terceiro mês de tratamento, retardando o crescimento estatural que se normaliza ao terceiro ano de tratamento. A progressão da maturação óssea diminui nitidamente já ao fim do primeiro ano, de modo que o prognóstico estatural final destas crianças melhora de maneira significativa. A reversibilidade do efeito antigonadotrófico da triptorrelina é igualmente demonstrada seja qual for a duração do tratamento. A puberdade é restabelecida no prazo compreendido entre 3 e 9 meses após a suspensão do tratamento. A tolerância deste produto é excelente. As raras reações adversas são mínimas nesse grupo de pacientes, e não conduzem em hipótese alguma a interrupção do tratamento: cefaleias (8% dos casos), ondas de calor (12% dos casos). A porcentagem de abandono é muito baixa. O uso da triptorrelina é efetivo no tratamento da puberdade precoce de origem central. O tratamento por até 5 anos diminui a velocidade de crescimento e maturação óssea, e leva a melhoria dos valores de altura média prevista para adultos. Em meninas com diagnóstico de puberdade precoce com início em idades menores (7,5 a 10 anos), o uso da triptorrelina não demonstrou modificação na estatura adulta final.
As reduções nos hormônios luteinizante, folículo estimulante, estrogênio, e testosterona aos níveis pré-puberais ocorreram aproximadamente após 1 mês da instituição do tratamento e mantiveram-se constantes durante a terapia.
(25) Em meninas, a supressão gonadal foi correlacionada com diminuição do desenvolvimento mamário, suspensão dos ciclos menstruais e parada do desenvolvimento dos pelos pubianos; e em meninos observou-se a diminuição do crescimento dos pelos pubianos e estabilização ou regressão do volume testicular.
Em série de casos com 15 meninas, com idade média de 8,2 anos, realizou-se tratamento com triptorrelina 3,75 mg a cada 4 semanas por 2 anos. Observou-se a regressão do desenvolvimento mamário ao normal em um terço das pacientes, e em outro terço houve retardo do desenvolvimento mamário. Não foi observada alteração no desenvolvimento dos pelos pubianos. Em 40% das pacientes observou-se melhora dos padrões de complicações psicológicas decorrentes da patologia.
Em estudo retrospectivo incluindo 26 meninos com puberdade precoce central tratados com triptorrelina mensal na dose de 3,75 mg, constatou-se que o tratamento resultou em estatura final próxima à estatura alvo potencialmente estabelecida.
Diminuições significantes na velocidade de crescimento (dentro de um ano) e maturação óssea (dentro de 18 meses) aconteceram em meninos e meninas durante terapia com a triptorrelina.
Uma melhoria significativa na altura prevista para idade adulta foi reportada após 1.5 a 4.5 anos de tratamento . Em meninas, há alguma evidência que o benefício maior na estatura adulta prevista é mais provável de ser observado em pacientes que apresentam idade óssea mais avançada e maior diferença entre as estaturas prevista e objetivada no começo de terapia.
Em estudo de seguimento com 50 meninas e mulheres jovens que haviam sido tratadas com triptorrelina de depósito para puberdade precoce central (CPP) demonstrou-se que houve preservação do potencial de estatura genético, mantendo proporções de corpo normais e não houve nenhum efeito negativo na densidade óssea ou função reprodutiva. O estudo foi conduzido durante média de 5.7 anos (de 1.2 a 11 anos) após o término do tratamento com a triptorrelina, quando todos os pacientes atingiram a estatura potencial total. Setenta e oito por cento das meninas alcançaram a gama de altura designada individual. Só 2 mostraram proporções de corpo anormais. Menstruações começaram espontaneamente em todas as pacientes após o término do tratamento. A incidência de ovários policísticos não foi mais alta que a observada em mulheres saudáveis. Sete pacientes apresentaram osteopenia (6 em coluna lombar e 3 em colo femoral); nenhum teve osteoporose. A taxa de gordura corporal (“massa gorda”) observada foi de 37%, quase o dobro do observado em meninas saudáveis. Obesidade é um problema comum em meninas com CPP, mas a obesidade não foi agravada através de tratamento com triptorrelina. Avaliação psicossocial das pacientes tratadas demonstrou que as mesmas apresentavam adequada autoestima e não apresentavam problemas psicossociais graves.
O pré-tratamento com a triptorrelina permite que a hiperestimulação seja realizada independentemente do ciclo natural e permite que a duração da estimulação ovariana seja mantida por pelo menos que 5 dias. O uso do análogo do GnRH nos protocolos de dessensibilização da hipófise pode ter posologia diária ou de depósito, não havendo diferença em termos de resultados (taxas de gestação) entre elas.
Em estudo de eficácia realizado por Zorn e colaboradores com 124 pacientes usando protocolo combinado noretisterona/HMG com uma injeção depot intramuscular de triptorrelina, foram realizadas 119 aspirações foliculares, 116 em dias programados, facilitando a rotina da clínica e das pacientes. Resultados semelhantes foram observados por Ron-El e colaboradores. Em outro estudo realizado por Zorn, foram seguidos 408 ciclos de IVF nos quais dois protocolos foram usados: protocolo de bloqueio (n=268) ou protocolo de “flare up” (n=140). No protocolo de bloqueio a triptorrelina foi administrada antes da menstruação no dia 25 de um ciclo ovulatório normal. Gonadotrofinas foram administradas 10 a 17 dias mais tarde para estimular a ovulação. No primeiro passo do “flare up”, noretisterona foi administrada a partir do dia 2 do ciclo espontâneo por 7 a 25 dias, sempre terminando em uma segunda-feira e na sexta-feira seguinte eram administradas a triptorrelina e gonadotrofina. O protocolo 1 resultou em 46 gestações e 29 nascidos vivos. O protocolo 2 resultou em 21 gestações e 14 nascidos vivos.
Em estudo realizado com 196 pacientes submetidas à fertilização in vitro, triptorrelina na forma de depósito (3,75 mg via intramuscular em dose única no 21º dia do ciclo precedente ao procedimento) foi comparada a triptorrelina de liberação padrão (0,1 mg diariamente, via subcutânea, iniciando no 21º dia do ciclo precedente ao procedimento), não sendo evidenciadas diferenças entre os grupos em relação a tempo para obtenção de dessensibilização, duração da estimulação, e número de oócitos coletados. As taxas de gestação (28,7% versus 25,6%) e as taxas de abortamento (30% em cada grupo) foram semelhantes, e não foram observadas diferenças nos níveis hormonais durante a fase lútea do ciclo entre os grupos.
O uso da triptorrelina de longa ação se mostrou efetiva no tratamento do mioma uterino, prevenindo a necessidade de histerectomia em 40% das pacientes com mioma na pré-menopausa.
Em estudo realizado com 123 mulheres pré-menopausadas que apresentavam miomatose uterina com útero clinicamente aumentado para volumes entre 12 e 16 semanas de gestação, foi realizada a randomização entre dois grupos de tratamento: cirurgia ou tratamento clínico inicial com triptorrelina na dose de 3,75 mg a cada mês por período de 3 meses e cirurgia após o término do tratamento. As taxas de histerectomias que poderiam ser realizadas por via vaginal, anteriormente ao tratamento realizado na randomização, no primeiro grupo foram de 16%, e no segundo seria de 16%. Após o tratamento clínico no segundo grupo, 53% das mulheres foram submetidas à procedimento via vaginal (p<0,0001). Essa redução de 37% no risco de realização de cirurgia por via abdominal indica que 3 mulheres necessitariam ser tratadas com triptorrelina anteriormente a cirurgia para que se evite a cirurgia por via abdominal.
A realização de histerectomia por via laparoscópica também se demonstrou facilitada pelo tratamento prévio por 3 meses com triptorrelina, em estudo prospectivo e randomizado realizado com 62 pacientes com miomatose uterina, sendo evidenciadas diminuições do volume uterino, do tempo cirúrgico e da perda sanguínea.
A triptorrelina tem se demonstrado eficaz na redução dos sintomas e na remissão parcial dos implantes de endometriose na maioria das pacientes tratadas por períodos de até 6 meses.
Em estudo inicial envolvendo oito mulheres com endometriose comprovada, Zorn e colaboradores investigaram a eficácia de injeções de triptorrelina via intramuscular em intervalos de 16 a 36 dias por 3 a 5 meses. Após uma fase estimulatória inicial, o hipogonadismo definido como nível de estradiol < 50 pg/mL, foi atingido em todas as pacientes no dia 14 (variando do dia 7 ao dia 19). Todas as pacientes demonstraram melhora clínica com o tratamento e continuaram a apresentá-la após 5 a 7 meses do término do tratamento. Após parada do tratamento, os níveis hormonais retornaram ao normal em média de 41 dias após (variação de 32-59 dias), com ciclos menstruais após média de 70 dias (variação de 65-76 dias). Efeitos adversos, predominantemente dependentes do hipogonadismo, foram mais frequentemente apresentados através de ondas de calor e dispareunia. Em estudo posterior com 51 mulheres com endometriose comprovada, recebendo triptorrelina em doses mensais, observou-se queda do FSH, LH e estradiol conforme o esperado. Das 36 pacientes que terminaram o estudo, 32 foram subsequentemente seguidas. Todas elas obtiveram alívio da dismenorreia e da dor pélvica, presente em 28 das pacientes antes do tratamento.
Em estudo duplo-cego, controlado com placebo, foram analisadas pacientes com endometriose leve a moderada, que foram randomizadas para receber 3,75 mg de triptorrelina mensalmente ou placebo na mesma posologia, ambos por via intramuscular. Após 24 semanas de tratamento e seguimento, foram observadas: redução da dor significativamente maior no grupo que recebeu a triptorrelina (p<0,001), e diminuição da área média dos implantes de endometriose em 45% no grupo que recebeu a triptorrelina, sem haver modificação das medidas no grupo que recebeu placebo. Efeitos adversos, como ondas de calor principalmente, foram observados em 80% das pacientes submetidas ao tratamento com a triptorrelina e em 30% no grupo placebo.
Em outro estudo, a triptorrelina na dose de 3,75 mg aplicada via intramuscular a cada 4 semana por período de 6 meses demonstrou-se efetiva no tratamento da endometriose, avaliada através de medidas subjetivas de alívio de sintomas, através do escore revisado da American Fertility Society (rAFS), e através da redução do endometrioma ovariano. Os sintomas álgicos melhoraram após o primeiro tratamento na maioria das pacientes e virtualmente todas as pacientes ficaram sem dor após 8 semanas de tratamento. Em 21 das 25 pacientes que foram submetidas à laparoscopia de second-look, houve redução dos escores da rAFS de uma média de 43,44 no pré-tratamento para 22,30 de média no pós-tratamento (p<0,001). Em 8 de 9 pacientes com endometrioma ovariano, houve redução do diâmetro médio de 3,44 a 2,6 cm (p<0,05).
Estudos clínicos realizados em mulheres na pré-menopausa com câncer de mama receptor positivo em estágio avançado foram realizados com a triptorrelina para suprimir a secreção ovariana de estradiol, a principal fonte de estrogênios. Com base em estudos realizados em mulheres saudáveis e mulheres com endometriose, o efeito da triptorrelina é alcançado 3-4 semanas após a administração.
Dois estudos de fase 3 (SOFT e TEXT) exploraram o benefício de 5 anos da supressão da função ovariana (OFS) em combinação com tamoxifeno (T) ou um inibidor da aromatase (exemestano - E) em mulheres na pré-menopausa com câncer de mama em estágio inicial, receptores hormonais positivos.
O estudo SOFT foi desenvolvido para responder à questão do valor agregado da OFS ao tamoxifeno como tratamento adjuvante de mulheres na pré-menopausa com câncer de mama em estágio inicial com receptores hormonais positivos.
O estudo SOFT incluiu indivíduos após cirurgia mamária que permaneceram na pré-menopausa após a conclusão da quimioterapia adjuvante ou neoadjuvante e mulheres na pré-menopausa que não receberam quimioterapia e para quem apenas o adjuvante T isolado foi considerado tratamento adequado. Os indivíduos foram randomizados para receber E + OFS, T + OFS ou T isoladamente.
O estudo TEXT foi desenvolvido para avaliar o papel dos inibidores da aromatase (AIs) (exemestano) no tratamento adjuvante de mulheres na pré-menopausa com câncer de mama em estágio inicial com receptores hormonais positivos tratadas com OFS.
No TEXT, as mulheres do estudo foram incluídas após cirurgia mamária e randomizadas para tratamento com T + OFS ou E + OFS; aquelas que receberam quimioterapia iniciaram-no simultaneamente com o análogo de GnRH após randomização.
A eficácia em ambos os estudos foi medida usando o endpoint primário de sobrevida livre de doença (DFS) em 5 anos e endpoints secundários incluíram intervalo livre de câncer de mama (BCFI), intervalo livre de recorrência distante (DRFI) e sobrevivência (OS).
Resultados do estudo SOFT A análise da questão do OFS comparou o DFS entre indivíduos aleatoriamente designados para o T + OFS versus T sozinho. Em um acompanhamento médio de 67 meses (5,6 anos), eventos DFS foram relatados para 299/2033 indivíduos (14,7%) na população com intenção de tratar (ITT).
No geral, 53,3% dos indivíduos receberam quimioterapia prévia (isto é, indivíduos que tendiam a ter um alto risco de recorrência de câncer de mama). A diferença absoluta aos 5 anos foi mais notável entre os indivíduos que receberam quimioterapia prévia: DFS, 80,7% (T + OFS) versus 77,1% (T isolado) (Tabela 1).
Tabela 1: Questão OFS: Resultados de eficácia de 67 meses em indivíduos que receberam quimioterapia anterior (população ITT) Endpoints Eficácia T sozinho N = 542 T + OFS N=542 T sozinho vs T + OFS Hazard Ratio (IC 95%) Eventos Taxa livre de evento (%) Eventos Taxa livre de evento (%) DFS [a] 122 77,1 107 80,7 0,82 (0,64 a 1,07) BCFI 116 78 97 82,5 0,78 (0,60 a 1,02) OS [b] 57 90,9 39 94,5 0,64 (0,42 a 0,96) BCFI = intervalo livre de câncer de mama, IC = intervalo de confiança, DFS = sobrevida livre de doença, DRFI = intervalo livre de recorrência distante, ITT = intenção de tratar, OFS = supressão da função ovariana, OS = sobrevida global, T = tamoxifeno a sobrevida livre de doença é definida como a primeira ocorrência de recorrência local ou distante, câncer de mama contralateral ou morte por qualquer causa b Dados gerais de sobrevivência imaturos aos 67 meses.
O estudo concluiu que adicionar supressão ovariana ao tamoxifeno não proporcionou um benefício significativo na população geral de mulheres na pré-menopausa. No entanto, no modelo Cox multivariável, com ajuste para covariáveis (recebimento ou não de quimioterapia e status dos linfonodos), tamoxifeno mais supressão ovariana significativamente reduziu o risco de recorrência, um segundo câncer invasivo ou morte, em comparação com o tamoxifeno sozinho (taxa de risco, 0,78; IC de 95%, 0,62 a 0,98; P=0,03).
Uma análise atualizada após um acompanhamento médio de 8 anos de indivíduos com quimioterapia anterior confirmou o perfil risco/benefício positivo da OFS de 8 anos com tratamento com triptorrelina com DFS, 76,7% (T + OFS) versus 71,4% (T isolado); BCFI, 78,9% (T + OFS) versus 73,6% (T sozinho) e OS, 89,4 (T + OFS) versus 85,1% (T sozinho).
Resultados combinados do estudo SOFT e TEXT A análise da questão AI combinou os estudos TEXT e SOFT e comparou o DFS entre sujeitos aleatoriamente designados para E + OFS versus T + OFS. Em um acompanhamento médio de 68 meses (5,7 anos), eventos DFS foram relatados para 514/4690 indivíduos (11,0%) na população ITT. No geral, o DFS estimado em 5 anos foi melhorado em 91,1% (IC 95%, 89,7% a 92,3%) entre os sujeitos designados E + OFS versus 87,3% (IC 95%, 85,7% a 88,7%) entre os sujeitos designados T + OFS (HR = 0,717; IC95%, 0,602 a 0,855; p = 0,0002). A Tabela 2 mostra os resultados de eficácia para indivíduos que receberam quimioterapia prévia na análise da AI.
Tabela 2: Questão AI: Resultados de eficácia de 68 meses em indivíduos que receberam quimioterapia anterior (População ITT) Endpoints Eficácia
E + OFS N = 544 T + OFS N=543 Hazard Ratio E + OFS vs T + OFS (IC 95%) Eventos Taxa livre de eventos (%) Eventos Taxa livre de eventos (%) DFS [a] 81 84,3 98 80,6 0,84 (0,62 a 1,13) BCFI 72 86,1 90 82,2 0,82 (0,60 a 1,12) AI = inibidor da aromatase, BCFI = intervalo livre de câncer de mama, IC = intervalo de confiança, DFS = sobrevida livre de doença, E = exemestano, DRFI = intervalo livre de recorrência distante, ITT = intenção de tratar, OFS = supressão da função ovariana, OS = sobrevida global, T = tamoxifeno a Sobrevida livre de doença é definida como a primeira ocorrência de recorrência local ou distante, câncer de mama contralateral ou morte por qualquer causa.
Uma análise atualizada após um acompanhamento médio de 8 anos de indivíduos com quimioterapia anterior confirmou o perfil benefício / risco positivo da OFS de 8 anos com tratamento com triptorrelina com DFS, 80,4% (E + OFS) versus 76,7% (T + OFS) e BCFI, 83,2% (E + OFS) versus 78,9% (T + OFS).
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Características farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas A triptorrelina é um decapeptídeo sintético, um agonista análogo ao LHRH natural (hormônio de liberação do LH). Na sua estrutura química ocorre uma mudança de uma molécula de L-Glicina por uma de D-Triptofano na posição 6 de sua cadeia estrutural, desencadeando uma maior afinidade aos receptores GnRh, o que leva a uma diminuição da excreção dos hormônios LH e FSH. Após um estímulo inicial, a administração prolongada de triptorrelina leva a uma inibição da secreção gonadotrófica, suprimindo, consequentemente, as funções testiculares e ovarianas. Pode-se ter outro mecanismo de ação: efeito direto nas gônadas pela diminuição da sensibilidade dos receptores periféricos do LHRH.
Após uma única injeção intramuscular de Neo Decapeptyl 3,75 mg em mulheres na pré-menopausa saudáveis, o tempo médio para a supressão do estradiol foi de cerca de 4 dias e a duração média da supressão do estradiol foi de 27 dias.
Propriedades farmacocinéticas Após aplicação intramuscular profunda, o pico sérico plasmático da triptorrelina ocorre ao redor de 7 dias, com biodisponibilidade próxima de 100%. O tempo de meia-vida de eliminação da triptorrelina pode variar de 30 minutos a aproximadamente 3 horas. Apresenta excreção renal com um "clearance" de 83,5 mL/min.
Após uma injeção intramuscular de Neo Decapeptyl 3,75 mg em mulheres saudáveis na pré-menopausa, as concentrações máximas de triptorrelina foram observadas em cerca de 2 horas após a dose e o valor médio geométrico da Cmax foi de 18,5 ng / mL.
Câncer da próstata A administração de uma dose diária de Neo Decapeptyl pode causar uma elevação inicial das taxas sanguíneas de LH e FSH, e consequentemente, um aumento inicial das taxas de esteróides gonadais (testosterona e diidrotestosterona). A continuidade do tratamento causa uma diminuição das taxas de LH e FSH conduzindo os esteróides a uma taxa de castração, dentro de um prazo de 2 a 3 semanas, assim como quando o produto é administrado por muito tempo. Paralelamente, pode ser observada no início do tratamento uma elevação transitória das fosfatases ácidas.
O tratamento é suscetível a propiciar uma melhora de sinais funcionais e objetivos.
Aproximadamente 80% dos carcinomas de próstata são andrógeno-dependentes: pela inibição do efeito da testosterona muitas vezes é possível obter uma diminuição parcial ou retardo no desenvolvimento do tumor e, consequentemente, promover um alívio sintomático (por exemplo, na micção e nas dores devidas ao carcinoma). Esta inibição pode ser realizada tanto pela cirurgia (orquidectomia, adrenalectomia, remoção da hipófise), ou através de castração química (tratamento estrogênico ou anti-androgênico) ou, como tem sido descrito, pela administração contínua. Neo Decapeptyl permite que o paciente não se submeta a cirurgia e provavelmente não apresente reações adversas cardiovasculares frequentemente encontradas com tratamentos estrogênicos.
Após a injeção intramuscular profunda de Neo Decapeptyl é observado um pico inicial do princípio ativo, seguido de uma liberação constante. A Cmáx é de 1359,9 ng/l, o Tmáx é de 44,9 horas, e a área sob a curva é igual a 8534,3 ng/l/h.
Puberdade precoce A inibição da hiperatividade gonadotrófica-hipofisária manifesta-se nos dois sexos pela supressão da secreção do estradiol ou testosterona, pela diminuição do pico de LH e pela melhora da relação idade estatural/idade óssea.
A estimulação inicial das gônadas pode ser responsável por pequenas hemorragias genitais, necessitando-se recorrer a um tratamento com acetato de medroxiprogesterona ou de ciproterona.
Endometriose A administração prolongada de Neo Decapeptyl causa uma supressão da secreção do estradiol e, portanto, uma condição de repouso do tecido endometrial.
O tempo médio estimado para início da ação terapêutica após a administração de Neo Decapeptyl é de 48 horas.
Contraindicações
Neo Decapeptyl é contraindicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade a quaisquer dos componentes de sua fórmula.
Neo Decapeptyl não deve ser aplicado em caso de comprovada independência hormonal ou após castração cirúrgica.
Em técnicas de reprodução assistida: o uso de Neo Decapeptyl deve ser considerado com grande precaução, quando o número de folículos ultrassonograficamente detectáveis for igual ou superior a 10.
No cenário pré-menopáusico do câncer de mama: início do inibidor da aromatase antes que a adequada supressão ovariana com triptorrelina tenha sido alcançada.
Gravidez e lactação Categoria de risco na gravidez: X.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.
Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a paciente.
A triptorrelina não deve ser usada durante a gravidez, pois o uso concomitante de agonistas do GnRH está associado a um risco teórico de aborto ou anormalidade fetal. Antes do tratamento, as mulheres potencialmente férteis devem ser examinadas cuidadosamente para excluir a gravidez. Métodos contraceptivos não hormonais devem ser empregados durante o tratamento até a menstruação retomar.
Neo Decapeptyl não deve ser utilizado durante a gravidez e a lactação.
A ausência de gravidez deve ser confirmada antes de iniciar o tratamento.
Este medicamento pode causar dano fetal quando administrado em mulheres grávidas.
Fertilidade: no contexto da procriação assistida por medicamentos, a triptorrelina tem sido frequentemente usada em estudos controlados para suprimir gonadotrofinas e estrogênios endógenos.
Advertências e precauções
O uso de agonistas de GnRH pode causar redução na densidade mineral óssea. Nos homens, dados preliminares sugerem que o uso de um bisfosfonato em combinação com um agonista da GnRH pode reduzir a perda mineral óssea. É necessário cuidado especial em pacientes com fatores de riscos adicionais para osteoporose (por exemplo, abuso crônico de álcool, fumantes, terapia prolongada com drogas que reduzem a densidade mineral óssea, por exemplo: anticonvulsivantes ou corticoides, histórico familiar de osteoporose e desnutrição).
Foram relatadas convulsões com análogos do GnRH, particularmente em mulheres e crianças. Alguns destes pacientes apresentavam fatores de risco para convulsões (como história de epilepsia, tumores intracranianos ou medicação concomitante com medicamentos conhecidos por apresentarem risco de reações convulsivas). Mas também foram relatadas convulsões em pacientes na ausência de tais fatores de risco.
Risco de diabetes e risco cardiovascular: os pacientes podem apresentar alterações metabólicas (por exemplo, intolerância à glicose, esteatose hepática [fígado gorduroso]). Risco aumentado de diabetes mellitus e/ou eventos cardiovasculares foram relatados em homens tratados com agonistas de GnRH. Assim, é aconselhado monitorar os pacientes com hipertensão arterial (pressão alta) com alto risco de doença metabólica, incluindo hiperlipidemia (valores elevados de gorduras - colesterol, triglicerídeos ou ambos - no sangue) ou doenças cardiovasculares (doenças relacionadas ao coração) devido a este risco durante o tratamento com triptorrelina.
A administração de análogos sintéticos do LHRH no tratamento do carcinoma prostático (câncer de próstata) pode provocar uma perda óssea que pode causar uma osteoporose, aumentando assim o risco de fraturas. Assim, a consequência pode ocorrer um falso diagnóstico de metástases ósseas.
Transtornos do humor e da depressão As variações de humor e até depressões (em casos severos) foram relatados durante o tratamento com triptorrelina. Os pacientes que sofrem de depressão (mesmo em seu histórico familiar) devem ser cuidadosamente observadas durante a utilização deste medicamento.
Apoplexia hipofisária Casos raros de apoplexia hipofisária (síndrome clínica resultante de um infarto hipofisário) têm sido descritos após a administração de agonistas LHRH. A maioria dos casos ocorreram em 2 semanas, algumas horas após a primeira injecção.
A apoplexia hipofisária se manifesta por dor de cabeça súbita, vômitos, distúrbios visual, alteração do estado mental e, às vezes, colapso cardiovascular.
A intervenção médica imediata é indispensável.
Na maioria dos pacientes, já houve um edema hipofisário. Não é necessário administrar o agonista de LHRH em casos de edema hipofisário conhecido.
Câncer da próstata Início do tratamento: casos isolados de agravamento, de caráter transitório, nos sintomas clínicos como dores ósseas, foram relatados durante o tratamento. Recomenda-se uma vigilância médica cuidadosa principalmente durante as primeiras semanas de tratamento, especialmente nos pacientes portadores de uma obstrução das vias excretoras e aqueles apresentando metástases vertebrais. Pela mesma razão, as pessoas que apresentam sinais premonitórios de compressão medular devem ser cuidadosamente avaliadas.
Pode ser útil verificar periodicamente a dosagem do hormônio testoterona, que não deve ser superior a 1 ng/mL; a resposta terapêutica pode ser avaliada nos ossos, através de exame cintilográfico e/ou escanográfico; a nível prostático, a resposta será avaliada através de exame clínico, toque retal, ultrassonografia e/ou por exame escanográfico.
Endometriose É imperativo verificar, antes de qualquer prescrição de Neo Decapeptyl a ausência de gravidez durante todo o ciclo de tratamento. A administração regular, a cada 4 semanas, de uma ampola de Neo Decapeptyl, causa constantemente uma amenorreia hipogonadotrófica. A ocorrência de metrorragias no curso do tratamento é anormal; isto deve levar a uma verificação da taxa do estradiol plasmático, e se for inferior à 50 pg/mL, deve determinar a pesquisa de eventuais lesões orgânicas associadas. Após a suspensão do tratamento, a função ovariana é recuperada e a ovulação ocorre 58 dias em média após a última injeção e a primeira menstruação 70 dias, em média. Neste caso, é necessário instituir medidas de contracepção.
Em caso de utilização prolongada, é recomendável monitorizar a massa óssea (vide item “9. Reações Adversas”).
Deve ser dada especial atenção ao local da injeção em pacientes sob tratamento com anticoagulantes, devido aos riscos de ocorrência de hematoma.
Pacientes em tratamento da endometriose podem apresentar um aumento dos sintomas relacionados à síndrome pré-menstrual.
O agonista de GnRH não é recomendado para pacientes com menos de 18 anos. Atenção especial deve ser dada a adolescentes e mulheres jovens (especialmente com menos de 16 anos de idade), as quais podem não ter atingido o pico de densidade óssea. Para pacientes com endometriose tratadas com análogos de GnRH, a adição de terapia adicional (estrogênio e progestágeno) demonstrou reduzir a perda de densidade mineral óssea e os sintomas vasomotores. Portanto, se apropriado, uma terapia add-back deve ser coadministrada com o análogo de GnRH, levando em consideração os riscos e benefícios de cada tratamento.
Leiomiomas uterinos Durante o tratamento do leiomioma uterino, os tamanhos do útero e do mioma devem ser medidos (ou acompanhados) por ultrassonografia regularmente.
Puberdade precoce Este medicamento deve ser utilizado em crianças menores de 8 anos (meninas) e menores 10 anos (meninos).
A monitorização do tratamento com Neo Decapaptyl deverá ser feita a partir de consultas clínicas periódicas com avaliação do estágio puberal (Tanner), do crescimento linear, da tolerância ou efeitos adversos e do acompanhamento da idade óssea.
Pode ocorrer sangramento vaginal leve durante as primeiras semanas após a primeira injeção de Neo Decapeptyl em meninas. A ocorrência de sangramento menstrual moderado a intenso, ou prolongado, pode indicar falta de eficácia ou erro de medicação.
Hipertensão intracraniana idiopática (pseudotumor cerebral) foi relatada em pacientes pediátricos recebendo triptorrelina. Os pacientes devem ser alertados quanto aos sinais e sintomas de hipertensão intracraniana idiopática, incluindo cefaleia grave ou recorrente, distúrbios visuais e zumbidos. Se ocorrer hipertensão intracraniana idiopática, a descontinuação da triptorrelina deve ser considerada.
Mulheres Deve-se confirmar que a paciente não está grávida antes da prescrição de triptorrelina.
Câncer de mama Para garantir a supressão ovariana adequada em mulheres na pré-menopausa, o tratamento com triptorrelina deve ser administrado por pelo menos 6 a 8 semanas antes do início de um inibidor da aromatase e injeções mensais de triptorrelina devem ser administradas dentro do prazo e sem interrupção durante o tratamento com o inibidor da aromatase.
Mulheres na pré-menopausa com diagnóstico do câncer de mama e que se tornam amenorreicas após a quimioterapia podem ou não ter continuado a produção de estrogênio a partir dos ovários. Independentemente do status menstrual, o status pré-menopausa deve ser confirmado após quimioterapia e antes do início da triptorrelina, pelas concentrações sanguíneas de estradiol e do hormônio folículo-estimulante (FSH) dentro dos intervalos de referência para mulheres na pré-menopausa, a fim de evitar tratamento desnecessário com triptorrelina no caso de menopausa induzida por quimioterapia. Após o início da triptorrelina, é importante confirmar a supressão ovariana adequada (menopausa induzida pelo análogo da gonadotrofina) através de avaliações seriais de FSH e estradiol circulantes, se esse subconjunto de mulheres for considerado para terapia com um inibidor da aromatase, de acordo com as normas clínicas atuais e recomendações práticas.
A triptorrelina, quando usada como terapia adjuvante em combinação com tamoxifeno ou um inibidor de aromatase está associado a um alto risco de osteoporose. Foi notificada osteoporose com uma frequência mais alta após o uso de triptorrelina em combinação com um inibidor de aromatase do que em combinação com o tamoxifeno.
A densidade mineral óssea deve ser avaliada antes do início do tratamento com triptorrelina, principalmente em mulheres com múltiplos fatores de risco para osteoporose. Esses pacientes devem ser cuidadosamente monitorados e o tratamento ou a profilaxia da osteoporose, devem ser iniciados quando apropriado.
Pacientes que interromperam o tratamento com triptorrelina também devem interromper o inibidor de aromatase no prazo de 1 mês após a última administração de triptorrelina (formulação de 1 mês).
Hiperglicemia e diabetes foram relatados como eventos adversos comuns relacionados com a triptorrelina em combinação com exemestano ou tamoxifeno. Mulheres na pré-menopausa com câncer de mama recebendo triptorrelina em combinação com exemestano ou tamoxifeno devem ser monitoradas regularmente quanto aos fatores de risco para diabetes com monitorização regular da glicemia e tratamento antidiabético adequado iniciado, se apropriado, de acordo com as diretrizes nacionais.
Depressão ocorreu em aproximadamente 50% dos pacientes tratados com triptorrelina em combinação com tamoxifeno ou exemestano em todos os grupos de tratamento nos estudos TEXT e SOFT, mas menos de 5% dos pacientes apresentaram depressão grave (nota 3-4). Os pacientes devem ser informados adequadamente e tratados conforme o caso, se ocorrerem sintomas. Pacientes com depressão conhecida ou histórico de depressão devem ser cuidadosamente monitorados durante o tratamento.
Advertências para populações especiais Uso em idosos Não há necessidade de ajuste de dose em idosos.
Insuficiência hepática e insuficiência renal A redução da dose de triptorrelina de liberação prolongada parece não ser necessária em pacientes com insuficiência renal. Em estudo comparativo com 6 homens jovens e saudáveis, 6 pacientes com leve a moderada insuficiência renal (20 a 60 mL/min de clearance de creatinina) tiveram redução do clearance total (113 vs 210 mL/min) e meia-vida de eliminação prolongada (6,6 vs 2,8 horas) depois de um único bolus intravenoso de 0,5 mg de triptorelina. A depuração total e meia-vida de eliminação foi de 87 mL/min e 6,6-7,7 horas, respectivamente, nos 6 pacientes com insuficiência renal grave (menos de 20 mL/min depuração da creatinina). Apesar destas diferenças após a administração intravenosa, os autores concluíram que a redução da dose da formulação de liberação sustentada utilizado clinicamente não é necessária, porque a sua taxa de liberação é muito mais lenta do que a sua velocidade de eliminação.
A redução da dose de triptorrelina de liberação prolongada não parece ser necessária em pacientes com doença hepática. Em estudo comparativo com 6 homens jovens e saudáveis, 6 pacientes com função renal normal e insuficiência hepática (Child Classe A ou B) havia diminuição da depuração total (57 vs 210 mL/min) e eliminação prolongada meia-vida (7,6 vs 2,8 horas) após um bolus única intravenoso de 0,5 mg triptorrelina. Apesar destas diferenças após a administração intravenosa, os autores concluíram que a redução da dose da formulação de liberação sustentada utilizado clinicamente não é necessária, porque a sua taxa de liberação é muito mais lenta do que a sua velocidade de eliminação.
Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas
Medicamento-medicamento Na ausência de dados e por medida de segurança, é conveniente evitar a associação de medicamentos hiperprolactinemiantes (estes diminuem a taxa de receptores de LHRH na hipófise), tais como: metoclopramida, fenotiazínicos, butiferonas, alfametildopa, antidepressivos tricíclicos, inibidores da MAO, opiácios e medicamentos a base de estrogênio. Neo Decapeptyl não deve seradministrado concomitantemente com medicamentos que aumentem o hormônio prolactina.
Quando a triptorrelina é coadministrada com medicamentos que afetam a secreção hipofisária de gonadotrofinas, atenção particular deve ser dada e é recomendado supervisionar o estado hormonal do paciente.
Como o tratamento de privação de androgênio pode prolongar o intervalo QT, o uso concomitante de triptorrelina com medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QT ou medicamentos capazes de induzir Torsades de pointes como os de classe IA (por exemplo : quinidina e disopiramida) ou classe III (por exemplo : amiodarona, sotalol, dofetilida e ibutilida) e outros medicamentos como metadona, moxifloxacina, antipsicóticos e outros, os quais devem ser cuidadosamente avaliados Medicamento-alimento A ingestão de alimentos não afeta a absorção da triptorrelina.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C). Proteger da luz e umidade.
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 36 meses a contar da data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após preparo, utilizar o produto imediatamente.
Características físicas e organolépticas: frasco-ampola de coloração marrom contendo pó liofilizado branco a ligeiramente amarelo, livre de partículas visíveis, que forma uma suspensão após reconstituição.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Neo Decapeptyl é constituído por 1 frasco-ampola de vidro contendo microgrânulos liofolizados e 1 ampola de vidro contendo 2 mL de água para injetáveis.
Modo de usar Por favor, leia as instruções completamente e prepare o paciente antes de iniciar o procedimento de administração do medicamento Neo Decapeptyl.
A preparação deste medicamento e a sua administração devem ser realizadas por profissionais de saúde.
- Com o auxílio de uma seringa e uma agulha de 20 a 21 gauges, remover o diluente da ampola e injetar no frasco-ampola contendo os microgrânulos.
- Agitar vigorosamente por 30 segundos para misturar bem o conteúdo. A suspensão deve ter aspecto homogêneo e leitoso. Para evitar a separação da suspensão, prossiga para as próximas etapas sem demora. O produto deve ser injetado em menos de 2 minutos após a reconstituição. Se houver sedimento no frasco, agitar novamente.
- Virar o frasco-ampola de cabeça para baixo e puxar o êmbolo da seringa para retirar toda a suspensão contida no frasco-ampola. Montar a agulha (20G – diâmetro interno) na seringa com a suspensão pronta. Não preencher a agulha após o preparo/reconstituição da medicação.
- Uma vez reconstituída, a suspensão deve ser aplicada imediatamente via intramuscular profunda.
Assim como outras drogas administradas por via intramuscular, o local da injeção deve mudar periodicamente.
A segurança e eficácia de Neo Decapeptyl somente são garantidas na administração por via intramuscular.
Câncer da próstata A dose usual consiste em uma injeção intramuscular profunda de Neo Decapeptyl a cada 28 dias. A duração do tratamento deve ser a critério médico.
Puberdade precoce Uma injeção intramuscular profunda de, no mínimo, 50 mcg/kg a cada 4 semanas.
A duração do tratamento deve ser a critério médico.
Técnicas de reprodução assistida Administração única no 2º ou 3º dias do ciclo (fase folicular) ou no 22º dia do ciclo (fase lútea).
Leiomioma uterino Administração de uma ampola intramuscular profunda a cada 4 semanas.
A duração do tratamento pode variar de 3 meses a 6 meses. Por se tratar de uma terapêutica pré-operatória, a duração do tratamento depende do tamanho do leiomioma e das condições clínicas da paciente.
Não é recomendada a instituição de um segundo curso de tratamento pelo Neo Decapeptyl ou por outros análogos do LHRH.
Endometriose O tratamento deve ser iniciado dentro dos 5 primeiros dias do ciclo.
A injeção de Neo Decapeptyl deve ser administrada via intramuscular profunda, a cada 4 semanas.
A duração do tratamento deve ser conforme a gravidade inicial da endometriose, da evolução do tratamento e de suas manifestações clínicas (funcionais e anatômicas). É de, pelo menos, 4 meses, e de, no máximo, 6 meses. Não é recomendada a instituição de um segundo curso de tratamento pelo Neo Decapeptyl ou por outros análogos do LHRH.
Câncer de mama A dose recomendada de Neo Decapeptyl 3,75 mg é de 3,75 mg de triptorrelina (1 frasco-ampola) administrada uma vez por mês (4 semanas) como uma injeção intramuscular em combinação com tamoxifeno ou um inibidor da aromatase (AI).
A triptorrelina deve ser iniciada após a conclusão da quimioterapia, uma vez que o estado pré-menopausa foi confirmado.
O tratamento com triptorrelina deve ser iniciado pelo menos de 6 a 8 semanas antes do início do tratamento com o inibidor de aromatase.
Um mínimo de duas injeções de triptorrelina (com intervalo de 4 semanas entre as injeções) deve ser administrado antes do início do tratamento com o inibidor da aromatase.
Durante o tratamento com um inibidor da aromatase, a triptorrelina não deve ser interrompida para evitar aumento da recuperação nos estrogênios circulantes em mulheres na pré-menopausa.
A duração recomendada do tratamento para tratamento adjuvante em combinação com outra hormonioterapia é de até 5 anos.
Observações 1. Utilizar agulha (20G – diâmetro interno) e comprimento adequado, variando de acordo com a constituição física do paciente.
2. É importante que a injeção seja aplicada seguindo rigorosamente as instruções. Toda injeção defeituosa, levando a uma perda de uma quantidade de suspensão superior àquela que normalmente resta no dispositivo utilizado para injeção, deve ser anotada.
Reações adversas
O uso prolongado de análogos da GnRH pode levar à perda óssea, que é um fator de risco de osteoporose.
As reações são devidas à falta da produção dos hormônios sexuais.
Reações muito comuns (> 1/10) Reações comuns (> 1/100 e £ < 1/10) Cardiovascular Hipertensão Edema periférico, dor no peito Endócrino metabólico Ondas de calor Aumento da fosfatase alcalina, hiperglicemia Gastrintestinal -Náuseas, vômitos, dor abdominal, constipação, diarreia, indigestão, perda do apetite Respiratório - Bronquite, tosse, dispneia, faringite Neurológico - Tontura, cefaleia, insô nia Dermatológico -Dor no local da aplicação, prurido, rash cutâneo Renal Aumento da ureia Disúria, retenção urinária, infecção do trato urinário Musculo esquelético Dor óssea Artralgia, dor lombar, dor nos membros, câimbras, fraqueza nos membros inferiores Reprodutivo Sangramento vaginal leve (sexo feminino) Atrofia testicular, disfunção erétil, ginecomastia, dor mamária, redução da libido Hematológico Queda da hemoglobina Anemia Hepático - Alteração da função hepática Oftálmico - Conjuntivite, dor ocular Psiquiátrico - Alteração do humor Outros Quadro gripal Fadiga, dor, aumento do tumor Há ainda reações no qual a frequência não pode ser determinada em literatura que são as seguintes:
Sistema cardiovascular: palpitações, doença tromboembólica (embolia pulmonar, acidente vascular cerebral, infarto agudo do miocárdio, tromboflebite, ataque isquêmico transitório e trombose venosa profunda).
Endócrino metabólico: hiperlipidemia e apoplexia hipofisária.
Imunológico: sepsis, angioedema e urticária.
Musculoesquelético: osteopenia.
Reprodutivo: secura vaginal Neurológico: convulsão e hipertensão intracraniana idiopática (pseudotumor cerebral) para população pediátrica.
Psiquiátrico: ansiedade Câncer de mama As reações adversas mais comumente observadas associadas ao tratamento com triptorrelina por até 5 anos em combinação com tamoxifeno ou com um inibidor da aromatase nos estudos TEXT e s SOFT foram: fogachos, distúrbios musculoesqueléticos, fadiga, insônia, sudorese, secura vulvovaginal e depressão.
As frequências das reações adversas notificadas com triptorrelina em combinação com tamoxifeno (N = 2325) ou exemestano (N = 2318) são mostradas na tabela a seguir. As classificações são as seguintes: muito comuns (≥1 / 10); comuns (≥1 / 100 a <1/10); incomuns (≥1 / 1.000 a <1/100) e raras (≥1 / 10.000 a <1/1000).
Classes de órgãos do sistema Muito comuns ( ≥1 / 10 (≥1 / 100 a <1/10) (≥1 / 1.000 a <1/100) Isquemia do miocárdio Frequênci a Sistema Distúrbios endócrinos Diabetes mellitus (intolerância à glicose) Hiperglicemia Distúrbios gastrintestinais Náusea Distúrbios gerais e alterações no local de administração Fadiga e sudorese Reação no local da injeção Distúrbios do sistema imune Hipersensibilidade Distúrbios musculoesqueléticos e dos tecidos conjuntivos Distúrbio musculoesquelético e Osteoporose Fratura Distúrbios do sistema nervoso Hemorragia do sistema nervoso central Isquemia cerebral Distúrbios psiquiátricos Insônia, Libido diminuída e Depressão Distúrbios renais e urinários Incontinência urinária Distúrbios no sistema reprodutivo e das mamas Dispareunia e Secura vulvovaginal Distúrbios vasculares Fogachos e hipertensão Embolismo Foi relatada osteoporose com maior frequência com o uso de triptorrelina em combinação com exe mestano do que na combinação com tamoxifeno.
Distúrbios musculoesqueléticos e fraturas também foram mais comumente relatados em combinação com o exemestano do que em combinação com o tamoxifeno.
A hipertensão foi relatada como um evento adverso direcionado com uma frequência muito comum com triptorrelina em combinação co m exemestano ou com o tamoxifeno.
Hiperglicemia e diabetes foram relatados como eventos adversos com frequência comum com triptorrelina em combinação com o exemestano ou com o tamoxifeno.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
As características farmacológicas da triptorelina e o seu modo de administração faz a superdosagem acidental ou intencional improvável. A experimentação animal não mostrou nenhum outro efeito terapêutico previsto na concentração dos hormônios sexuais e sistema reprodutivo não produzidos, mesmo em doses mais elevadas de triptorrelina. Uma eventual superdosagem deve se beneficiar de um tratamento sintomático.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS – 1.0573.0120 Farmacêutica Responsável: Gabriela Mallmann - CRF-SP nº 30.138 Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 – 20º andar São Paulo – SP
CNPJ 60.659.463/0029-92 Indústria Brasileira Fabricado por:
Debiopharm Research & Manufacturing S.A.
Martigny – Suíça Importado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos – SP Embalado (embalagem secundária) por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. das Nações Unidas, 22.428 – São Paulo – SP Ou Embalado (embalagem secundária) por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Cabo de Santo Agostinho - PE
Venda sob prescrição médica.
Nomes comerciais, genéricos e preço máximo
Apresentações e preço máximo ao consumidor
Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.
Ver 3 apresentações
| Medicamento | Apresentação | Tarja | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| Neo DecapeptylAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 3,75 MG PO LIOF SUS INJ LIB PROL IM CT FA VD TRANS + DIL AMP VD TRANS X 2 ML | Tarja vermelha | R$ 1.156,36 |
| Neo DecapeptylAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 11,25 MG PO LIOF SUS INJ LIB PROL IM CT FA VD TRANS + DIL AMP VD TRANS X 2 ML | Tarja vermelha | R$ 3.468,84 |
| Neo DecapeptylAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 22,5 MG PO LIOF SUS INJ LIB PROL IM CT FA VD TRANS + DIL AMP VD TRANS X 2 ML | Tarja vermelha | R$ 6.937,87 |