Bula de Bacteracin
Fonte: bula do fabricante (Laboratório Teuto Brasileiro S/A) publicada no bulário digital Sara · bula de 17/08/2024 · conferida em 23/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
Bacteracin Suspensão oral 200mg/5mL + 40mg/5mL
MODELO DE BULA COM INFORMAÇÕES AO PACIENTE Bacteracin sulfametoxazol trimetoprima
Medicamento similar equivalente ao medicamento de r eferência
Apresentação
Suspensão oral 200mg/5mL + 40mg/5mL Embalagem contendo 1 frasco com 100mL + 1 copo-medi da.
Uso oral
Uso adulto e pediátrico acima de 6 semanas
Composição
Cada 5mL da suspensão oral contém: sulfametoxazol..................................... ................................................... .................................200mg trimetoprima....................................... ................................................... ....................................40mg Veículo q.s.p...................................... ................................................... ......................................5mL Excipientes: aroma de tutti-frutti, carmelose sódic a, corante vermelho de ponceau, metilparabeno, polissorbato 80, propilparabeno, sacarina sódica, d ióxido de silício, sorbitol, simeticona, álcool etílico e água de osmose reversa.
Informações ao paciente
Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as in formações a seguir. Caso não esteja seguro a respeito de determinado item, favor informar ao seu médico.
Para que este medicamento é indicado?
Bacteracin é indicado para o tratamento de infecções causadas por microrganismos sensíveis à associação dos medicamentos trimetoprima e sulfamet oxazol, como certas infecções respiratórias, gastrintestinais, renais e do trato urinário, genitais (feminino e masculino), da pele, entre outros tipos de infecções.
Como este medicamento funciona?
O sulfametoxazol + trimetoprima é um quimioterápico (medicamento sintetizado em lab oratório para combater microrganismos ou a multiplicação des ordenada de células), com propriedades bactericidas (capaz de matar bactérias) e duplo mec anismo de ação.
Bacteracin contém dois compostos ativos (sulfametoxazol + trim etoprima), que agem sinergicamente (ação conjunta, em que uma substânci a potencializa a outra), inibindo dois passos consecutivos da formação de uma substância necessár ia aos microrganismos, que não conseguem mais se desenvolver.
A ação medicamentosa de Bacteracin começa logo após a primeira dose. No entanto, os microrganismos não são eliminados de imediato. Por isso, mesmo que alguns sintomas, como febre, dor, etc. desapareçam, é necessário continua r o tratamento pelo período estabelecido pelo seu médico.
Quando não devo usar este medicamento?
Bacteracin não deve ser utilizado por pacientes com doença gra ve no fígado ou no rim. Também está contraindicado a pacientes com alergia à sulfo namida ou à trimetoprima ou a qualquer um dos componentes da formulação.
Bacteracin não deve ser utilizado em combinação com dofetilida (medicamento contra arritmias do coração) (vide item O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? –
Interações medicamentosas).
Este medicamento é contraindicado para prematuros e recém-nascidos durante as primeiras seis semanas de vida.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Deve-se ter cuidados especiais com pacientes idosos e com problemas no rim e no fígado, nos quais há maior probabilidade de ocorrer efeitos ind esejáveis relacionados à dose ou à duração do tratamento. Em pacientes idosos ou com história de deficiência de ácido fólico ou insuficiência renal, podem ocorrer alterações hematológicas (no s angue) indicativas de deficiência de ácido fólico. Essas alterações são reversíveis administra ndo-se ácido folínico.
Para diminuir esses efeitos, recomenda-se que a dur ação do tratamento seja a menor possível para o paciente idoso. Em caso de comprometimento renal, a dose deve ser ajustada. Pacientes em uso prolongado devem fazer exames de sangue e urina reg ularmente.
O tratamento deve ser descontinuado imediatamente c aso você observe sinais de aparecimento de erupção cutânea ou qualquer outra reação adversa gr ave.
Bacteracin deve ser administrado com cautela a pacientes com h istória de alergia grave e asma brônquica.
Infiltrados pulmonares (alterações nos pulmões iden tificadas em radiografias), tais como ocorrem em alveolite (inflamação dos alvéolos, pequenos sac os aéreos que se enchem de ar durante a respiração) alérgica ou eosinofílica (por um tipo d e glóbulo branco), têm sido relatados. Esses podem se manifestar por meio de sintomas como tosse ou respiração ofegante. Se tais sintomas aparecerem ou, inexplicavelmente, piorarem, o pacie nte deve ser reavaliado e a descontinuação da terapia com Bacteracin deve ser considerada.
Bacteracin não deve ser utilizado por pacientes com sérias alt erações hematológicas (no sangue) nem por pacientes portadores de deficiência de G6PD (desidrogenase de glicose-6-fosfato), a não ser em casos de absoluta necessidade e em doses mín imas.
Como com todos os medicamentos que contêm sulfonami das (como o sulfametoxazol), deve-se ter cautela com pacientes com porfiria (doença que apresenta irregularidade no metabolismo da hemoglobina, pigmento responsável pela cor vermelha do sangue) ou disfunção da tireoide.
Bacteracin pode aumentar a excreção urinaria, particularmente em pacientes com edema (retenção de líquidos) de origem cardíaca.
Pacientes com insuficiência renal grave (ou seja, c om depuração da creatinina 15-30mL/min) que estão recebendo sulfametoxazol + trimetoprima devem ser monitorados quanto aos sinais e sintomas de toxicidade, tais como náuseas, vômitos e hipercalemia (elevação do potássio no sangue).
Altas doses de TMP, como as usadas em pacientes com pneumonia por Pneumocystis jirovecii induzem progressivo, mas reversível, aumento da con centração de potássio sérico em um número substancial de pacientes. Mesmo doses recomendadas de TMP podem causar hipercalemia, quando administradas em pacientes com doenças subja centes do metabolismo do potássio, insuficiência renal ou que estejam recebendo drogas que provocam hipercalemia. É indicado monitoramento rigoroso do potássio sérico nesses pa cientes.
Atenção: Contém o corante vermelho de ponceau que pode, eventualmente, causar reações alérgicas.
Este medicamento contém 0,4025% de álcool (etanol) e pode causar intoxicação, especialmente em crianças.
Gravidez e lactação:
Este medicamento não deve ser utilizado por mulhere s grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Você deve informar ao seu médico caso ocorra gravid ez durante o tratamento ou logo após o seu término.
Dois estudos sugeriram um aumento de 2 a 3,5 vezes do risco de aborto espontâneo em mulheres tratadas apenas com trimetoprima e em combinação co m sulfametoxazol durante o primeiro trimestre em comparação com nenhuma exposição a ant ibióticos ou exposição a penicilinas.
Uma vez que os dois compostos de Bacteracin atravessam a barreira placentária, eles podem vir a interferir no metabolismo humano do ácido fólico, devendo ser usado na gestação somente se o risco para o feto for justificado pelo benefício pa ra a gestante. Caso haja necessidade de uso, toda gestante ou mulheres que pretendem engravidar devem receber concomitantemente 5mg de ácido fólico diariamente durante o tratamento com Bactera cin . Deve-se evitar o uso de Bacteracin no último trimestre de gestação, a não ser que não exi sta nenhuma alternativa, devido ao risco do recém-nascido apresentar problemas neurológicos dev ido ao acúmulo de bilirrubina no cérebro (kernicterus).
Os dois compostos de Bacteracin são excretados pelo leite, devendo-se levar em cons ideração os riscos já citados acima. Informe ao seu médico se e stá amamentando. Este medicamento não deve ser utilizado durante a amamentação, exceto sob ori entação médica.
O uso deste medicamento no período da lactação depe nde da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Atenção: Contém sorbitol.
Até o momento, não há informações de que Bacteracin (sulfametoxazol e trimetoprima) possa causar doping.
Em caso de dúvida, consulte seu médico.
Interações medicamentosas Devido à possibilidade de interação medicamentosa, você deve ter cautela com o uso concomitante de Bacteracin e os medicamentos ou substâncias descritos a seguir :
-diuréticos (medicamentos que aumentam a quantidade de urina eliminada) e digoxina (medicamento para o coração);
-medicamentos do sistema nervoso (SNC): antidepress ivos tricíclicos e fenitoína;
-medicamentos que contenham em sua fórmula: amantad ina (medicamento antiviral e antiparkinsoniano), lamivudina (antirretroviral uti lizado em pacientes portadores de HIV), ou memantina (utilizado em doença de Alzheimer), antid iabéticos orais, ciclosporina (usada em transplante, por exemplo), indometacina (usada em d oenças reumatológicas, por exemplo), metotrexato (usado em doenças reumatológicas, por e xemplo), pirimetamina (usada em infecções, como toxoplasmose, por exemplo) e varfar ina (anticoagulante).
Há evidências de que a trimetoprima interage com a dofetilida, portanto, Bacteracin não deve ser administrado em combinação com esse fármaco.
A exposição sistêmica a medicamentos metabolizados pelas enzimas do fígado (citocromo P450 2C8) pode aumentar quando administrado com trimetop rima (TMP) e sulfametoxazol (SMZ).
Exemplos incluem paclitaxel (oncológico), amiodaron a (usado em arritmias cardíacas), dapsona (usado em doenças de pele), repaglinida, rosiglitaz ona e pioglitazona (usados em diabetes).
Interações farmacodinâmicas e interações de mecanis mo indefinido A taxa de incidência e gravidade das reações advers as mielotóxicas e nefrotóxicas pode aumentar quando TMP-SMZ é administrado concomitantemente com outros medicamentos mielossupressores ou associados à disfunção renal, como análogos de nucleosídeos, tacrolimus, azatioprina ou mercaptopurina. Pacientes que recebe m TMP-SMZ concomitantemente com tais medicamentos devem ser monitorados quanto à toxicid ade hematológica e/ou renal.
A administração em conjunto com a clozapina (usado em esquizofrenia), uma substância conhecida por ter um grande potencial para causar a granulocitose (diminuição dos glóbulos brancos), deve ser evitada.
Devido aos efeitos poupadores de potássio de TMP e SMZ, cuidado deve ser tomado quando TMP e SMZ é administrado com outros agentes que aum entam o potássio sérico, tais como inibidores da enzima conversora da angiotensina e b loqueadores dos receptores da angiotensina, diuréticos poupadores de potássio, e prednisolona.
Interferência em exames de laboratório Bacteracin , especialmente o componente TMP, pode interferir n a dosagem do metotrexato sérico, dependendo da técnica utilizada para mediçã o do fármaco.
A presença de TMP e SMZ pode também interferir na d osagem de creatinina, ocasionando aumento de cerca de 10% nos valores da faixa de nor malidade.
É importante utilizar este medicamento durante todo o tempo prescrito pelo profissional de saúde habilitado, mesmo que os sinais e sintomas da infecção tenham desaparecido, pois isso não significa a cura. A interrupção do tratame nto pode contribuir para o aparecimento de infecções mais graves.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Armazenar em temperatura ambiente (de 15ºc a 30ºc).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vi de embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características do medicamento: Suspensão oral homogênea, de cor rosa, com sabor e aroma característico de tutti-frutti.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Ca so ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance d e crianças.
Como devo usar este medicamento?
A suspensão de Bacteracin deve ser administrada por via oral, pela manhã e à noite, de preferência após uma refeição e com quantidade sufi ciente de líquido.
O frasco de suspensão deve ser agitado antes da adm inistração.
A posologia deve ser orientada pelo seu médico, de acordo com a sua doença. No entanto, as doses usualmente recomendadas para a suspensão de B acteracin são:
Crianças abaixo de 12 anos:
De 6 semanas a 5 meses: 2,5mL da suspensão a cada 1 2 horas.
De 6 meses a 5 anos: 5mL da suspensão a cada 12 hor as.
De 6 a 12 anos: 10mL da suspensão a cada 12 horas.
A posologia acima indicada corresponde, aproximadam ente, a dose diária média de 6mg de trimetoprima e 30mg de sulfametoxazol por kg de pes o. Em infecções graves a dosagem recomendada pode ser aumentada em 50%.
Adultos e crianças a partir de 12 anos:
Dose habitual: 20mL da suspensão a cada 12 horas.
Dose mínima e dose para tratamento prolongado (mais de 14 dias): 10mL da suspensão a cada 12 horas.
Dose máxima (casos especialmente graves): 30mL da s uspensão a cada 12 horas.
Duração do tratamento Em infecções agudas, Bacteracin deve ser administrado por, pelo menos, cinco dias o u até que o paciente esteja sem presença de sintomas por, pelo menos, dois dias. Se a melhora clínica não for evidente após sete dias de tratamento, o paciente d eve ser reavaliado.
Esquemas de tratamento especiais são recomendados e m determinadas doenças e condições clínicas dos pacientes. O seu médico saberá identif icar essas situações e adotar o esquema de doses adequado.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do s eu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar e ste medicamento?
Se você se esquecer de tomar alguma das doses presc ritas, espere até o horário da dose seguinte e retorne ao seu esquema de tratamento habitual. Não tome uma dose dobrada para compensar a que você esqueceu.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêut ico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me caus ar?
Nas doses recomendadas, Bacteracin é geralmente bem tolerado. Os efeitos colaterais ma is comuns são erupções cutâneas e distúrbios gastrinte stinais.
Entretanto, efeitos colaterais adicionais já foram descritos em frequência variável nos pacientes expostos à medicação. As categorias utilizadas como padrões de frequência (número de eventos relatados / número de pacientes expostos à medicaçã o) são as seguintes:
Muito comum ≥ 1/10; comum ≥ 1/100 e ˂ 1/10; incomum ≥ 1/1.000 e ˂ 1/100; raro ≥ 1/10.000 e ˂ 1/1.000; e muito raro ˂ 1/10.000. Desconhecido (não pode ser estimado a pa rtir dos dados disponíveis).
Efeitos adversos relatados em pacientes tratados co m trimetoprima + sulfametoxazol:
Classe de sistema orgânico Comum Incomum Raro Muito raro Desconhecido Distúrbios do sangue e sistema linfático Leucopenia (redução dos glóbulos brancos do sangue), granulocitopenia, trombocitopenia, anemia (megaloblástica, hemolítica / autoimune, aplástica) (falta de glóbulos vermelhos no sangue por falta de produção na medula óssea, por destruição ou funcionamento inadequado das hemácias existentes) Meta-hemoglobinemia (hemoglobina defeituosa), agranulocitose, pancitopenia (redução de todas as células do sangue) Distúrbios cardíacos Miocardite (inflamação do músculo do coração) alérgica Distúrbios congênitos (característica adquirida pelo bebê durante o período em que permaneceu em gestação) e gravidez, puerpério (fase pós-parto), e condições perinatais (período entre as 22 semanas de gravidez e os 7 dias completos após o nascimento) Aborto espontâneo Distúrbios do ouvido e labirinto Zumbido, Vertigem Distúrbios oculares Uveíte (inflamação de uma das camadas do olho) Vasculite retiniana Distúrbios gastrintestinais Náuseas, vômitos Diarreia, enterocolite pseudomembranosa (um tipo de inflamação intestinal, geralmente provocada pela multiplicação exagerada de alguns tipos de bactéria) Glossite (inflamação na língua), estomatite (inflamação na mucosa da boca) Pancreatite aguda Distúrbios hepatobiliares Transaminases elevadas Bilirrubina elevada, hepatite Colestase (redução de eliminação da bile) Necrose hepática Síndrome do desaparecimento do ducto biliar Distúrbios do sistema imunológico Reações alérgicas/ hipersensibilidade (reações tipo alérgicas), como febre, angioedema, reações anafilactoides (reações que lembram anafilaxia, porém com mecanismo diferente; podem cursar com inchaços, reações cutâneas, coceira, dificuldade para respirar e dores abdominais), doença do soro (reação mais tardia, com febre, coceira, dores nas articulações e, eventualmente, lesões renais) Infecções e infestações.
Infecções fúngicas, como candidíase (às vezes chamada de “sapinho”) Investigações Hipercalemia (elevação do potássio no sangue), hiponatremia (redução do sódio no sangue) Distúrbios de nutrição e metabolismo Hipoglicemia (redução da glicose no sangue) Distúrbios do tecido conectivo e musculoesquelético Rabdomiólise (necrose das células dos músculos) Artralgia (dores nas articulações), mialgia (dores musculares) Distúrbios do sistema nervoso Convulsões (ataques em que a pessoa se debate) Neuropatia (afecção dos nervos) (incluindo neurite periférica
- inflamação dos pequenos ramos nervosos das extremidades), parestesia (sensibilidade alterada de uma região do corpo, geralmente com formigamento ou dormência) Ataxia (falta de coordenação de movimento), meningite asséptica (inflamação das meninges, revestimento do cérebro, não provocada por germes) / sintomas como de meningite Vasculite cerebral Transtornos psiquiátricos Alucinações Distúrbios renais e urinários Ureia elevada, creatinina sérica elevada Insuficiência renal Cristalúria (concentração aumentada de cristais na urina) Nefrite intersticial (inflamação dos rins), aumento da diurese (quantidade de urina) Urolitíase (pedras nos rins e na via urinária).
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Infiltrações pulmonares (alterações nos pulmões identificadas em radiografias) Vasculite pulmonar Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo Erupção medicamentosa fixa, dermatite esfoliativa, erupção cutânea, exantema maculo-papular, Urticária Eritema multiforme, fotossensibilidade, síndrome de Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica, erupção cutânea com eosinofilia e exantema morbiliforme, eritema, prurido sintomas sistêmicos, pustulose exantemática generalizada aguda (edema e vermelhidão na pele com erupções purulentas e febre) Distúrbios vasculares Púrpura (lesões hemorrágicas, que aparecem na pele e, eventualmente, em outros órgãos, decorrentes de falta de plaquetas), púrpura de Henoch-Schnlein Vasculite, vasculite necrotizante, granulomatose com poliangeíte poliarterite nodosa Descrição de eventos adversos selecionados A maioria das alterações hematológicas observadas t em sido leve, assintomática e reversível na retirada da terapia.
Como com qualquer medicamento, reações alérgicas po dem ocorrer em pacientes com hipersensibilidade aos componentes do medicamento. As reações de pele mais comuns observadas com sulfametoxazol + trimetoprima foram geralmente leves e rapidamente reversíveis após a retirada da medicação.
Infiltrações pulmonares relatadas no contexto da al veolite alérgica ou eosinofílica podem se manifestar através de sintomas como tosse ou falta de ar (vide item ADVERTÊNCIAS E
Precauções).
Altas doses de TMP, como usado em pacientes com pne umonia por Pneumocystis jirovecii, induzem a progressivo, mas reversível, aumento de c oncentração sérica de potássio em um número substancial de pacientes. Mesmo em doses rec omendadas, TMP podem causar hipercalemia quando administradas a pacientes com d oenças subjacentes de metabolismo do potássio ou insuficiência renal, ou que estão receb endo medicamentos que induzem hipercalemia (vide item ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
Foram notificados casos de hipoglicemia em paciente s não diabéticos tratados com SMZ-TMP, geralmente após alguns dias de terapia (vide item I NTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
Pacientes com deficiência de função renal, doença h epática ou desnutrição ou recebendo altas doses de TMP-SMZ estão particularmente em risco.
Vários dos pacientes com pancreatite aguda tinham d oenças graves, que incluem a aids (sindrome de imunodeficiência adquirida).
Foram notificados casos de urolitíase em doentes tr atados com cotrimoxazol (associação de sulfametoxazol e trimetoprima). Pedras renais forma das pela agregação de cristais de N-acetilsulfametoxazol – metabólito do sulfametoxazol - (100% ou parcial) foram descritas. Uma associação causal é definida especificamente para u rolitíase composta de metabólitos do sulfametoxazol e trimetoprima (100% ou parcial), qu ando fatores de risco para nefrolitíase estão presentes no paciente.
Segurança de sulfametoxazol + trimetoprima em pacie ntes infectados pelo HIV Os pacientes portadores de HIV têm o espectro de po ssíveis eventos adversos similar ao espectro dos pacientes não infectados. Entretanto, alguns ev entos adversos podem ocorrer com frequência maior e com quadros clínicos diferenciados nesta po pulação.
Essas diferenças relacionam-se aos seguintes sistem as:
Classe de sistema orgânico Muito comum Incomum Distúrbios do sangue e sistema linfático Leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia Distúrbios gastrintestinais Anorexia, náuseas, vômi tos, diarreia.
Distúrbios gerais e condições no local de administração Febre (geralmente em conjunto com exantema maculopapular) Distúrbios hepatobiliares Transaminases elevadas Investigações Hipercalemia Hiponatremia Distúrbios de nutrição e metabolismo Hipoglicemia Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo Exantema maculopapular, prurido Em ordem de frequência, foram encontrados efeitos g astrintestinais (náuseas, lesões na boca, diarreia), reações de pele e zumbidos nos ouvidos, que desapareceram com a suspensão do tratamento. Alterações no exame de sangue também po dem surgir de forma leve e sem sintomas, desaparecendo com a suspensão do tratamento.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmac êutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe també m à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Em caso de ingestão aguda (rápida e intensa) de dos es excessivas, intencional ou acidentalmente, podem ocorrer os seguintes sintomas: náuseas, vômit o, diarreia, cefaleia, vertigens, tontura e distúrbios mentais e visuais. Nessa situação, deve- se provocar vômito rapidamente, para eliminar a maior quantidade possível do medicamento ingerido .
Em caso de superdose crônica (ingestão de quantidad e maior que a indicada, por longo período), podem ocorrer alterações no sangue.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, s e possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro n o 1.0370.0638 Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva CRF-GO n o 2.659 Registrado e produzido por:
Laboratório teuto
Brasileiro s/a.
CNPJ – 17.159.229/0001 -76 VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA CEP 75132-140 – Anápolis – GO
Venda sob prescrição com retenção da receita h i s t ó ri co de al te
RAÇÕ E S DE B UL A Da d o s d a sub m i s sã o e l e t r ô n ic a Da d o s d a p e t i ç ã o/ n o t if i c a ç ã o q ue a lt e r a b ul a D a do s d a s a lt e r a ç õe s d e b u la s Da t a d o e xp e d ie n t e N °. d o e x p e d ie n t e Assu n t o Da t a do e x pe d i e nt e N°. d o e xp e d ie n t e A ssu nt o D a t a d e a p r o v a ç ão It e ns d e b u la Ve r sõ e s ( VP /V PS ) A pr e s e nt a ç õe s r e l a c io n a da s 2 5/ 0 5 /20 1 6 1 8 0 844 5 / 16 -1 1 0 457 -S I M I L AR – I n c lu sã o I n ic ia l d e T e x to de Bu l a -R DC – 60 / 1 2 2 5 /0 5 /20 1 6 1 8 0 84 4 5/ 16 -1 1 0 4 57 -S I M I LA R – I n c l u sã o I n i c ia l d e Te x t o d e B u la -RD C – 6 0 /1 2 2 5 / 05 / 201 6 V e r sã o i n ic ia l VP -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
2 5/ 0 5 /20 1 6 1 8 0 851 8 / 16 -1 1 0 756 -SI M I L AR -No t if i c a ç ã o d e a l te r a ç ã o d e te x t o d e b u la p a r a a d e q u a ç ã o à i n te r c a m bi a li da de 2 5 /0 5 /20 1 6 1 8 0 85 1 8/ 16 -1 1 0 7 56 -S I M I L AR -N o tif ic a ç ã o d e a lt e r a ç ã o d e t e x to d e b ul a p a r a a d e q u a ç ã o à in te r c a m b ia l id a d e 2 5 /0 5 / 20 1 6 I de n t if i c a ç ã o d o M e d i c a m e n to VP -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
1 0/ 0 3 /20 1 7 0 3 8 507 0 / 17 -6 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 1 0 /0 3 /20 1 7 0 3 8 50 7 0/ 17 -6 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 1 0 /0 3 / 20 1 7 I n f o r m a ç õ e s a o P a c ie n te 3 .
Qu a n do n ão d e vo u sa r e ste m e d ic a m e n t o ?
4 .
O qu e d e v o sa b e r a n te s d e u sa r e ste m e d ic a m e n t o ?
5 .
On d e , co m o e p or q u a n to t e mp o p o sso g u a r d ar e st e m e d ic a m e n t o ?
8 .
Qu a is o s m a le s qu e e st e m e d i c a m e n to p o d e m e c a u sa r ?
VP -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
2 5/ 0 1 /20 1 8 0 0 6 007 1 / 18 -7 1 0 450 -S I M I L AR – 2 5 /0 1 /20 1 8 0 0 6 00 7 1/ 18 -7 1 0 4 50 -S I M I LA R – 2 5 / 01 / 201 8 4 .
O qu e d e v o sa b e r a n te s d e u sa r e ste VP -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 m e d ic a m e n t o ?
6 .
C o m o d ev o u sa r e ste m e d ic a m e n t o ? c p m e d .
0 5/ 1 0 /20 1 8 0 9 7 273 5 / 18 -3 S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 0 5 /1 0 /20 1 8 0 9 7 27 3 5/ 18 -3 S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 0 5 / 10 / 201 8 4 .
O qu e d e v o sa b e r a n te s d e u sa r e ste m e d ic a m e n t o ?
8 .
Qu a is o s m a le s qu e e st e m e d i c a m e n to p o d e m e c a u sa r ?
VP 4 0 m g / m L + 8m g /m L s us c t f r a mb x 10 0 m L + cp m e d.
3 1/ 0 5 /20 1 9 0 4 8 704 5 / 19 -0 S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 3 1 /0 5 /20 1 9 0 4 8 70 4 5/ 19 -0 S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 3 1 / 05 / 201 9 6 .
C o m o d ev o u sa r e ste m e d ic a m e n t o ?
VP 4 0 m g / m L + 8m g /m L s us c t f r a mb x 10 0 m L + cp m e d.
1 9/ 0 8 /20 1 9 2 0 0 924 9 / 19 -1 S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 1 9 /0 8 /20 1 9 2 0 0 92 4 9/ 19 -1 S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 1 9 / 08 / 201 9 8 .
Qu a is o s m a le s qu e e st e m e d i c a m e n to p o d e m e c a u sa r ?
VP 4 0 m g / m L + 8m g /m L s us c t f r a mb x 10 0 m L + cp m e d.
2 2/ 0 3 /20 2 1 1 1 0 414 0 / 21 -4 S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 2 2 /0 3 /20 2 1 1 1 0 41 4 0/ 21 -4 S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 2 2 / 03 / 202 1 N/ A VP 4 0 m g / m L + 8m g /m L s us c t f r a mb x 10 0 m L + cp m e d.
1 3/ 0 1 /20 2 3 0 0 3 995 7 / 23 -3 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 1 3 /0 1 /20 2 3 0 0 3 99 5 7/ 23 -3 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 1 3 / 01 / 202 3 Diz e r e s l e ga i s ( SA C) VP 4 0 m g / m L + 8m g /m L s us c t f r a mb x 10 0 m L + cp m e d.
0 7/ 0 2 /20 2 4 0 1 5 086 1 / 24 -9 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – 0 7 /0 2 /20 2 4 0 1 5 08 6 1/ 24 -9 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – 0 7 / 02 / 202 4 4 .
O qu e d e v o sa b e r a n te s d e u sa r e ste m e d ic a m e n t o ?
D iz e r e s le g a i s VP 4 0 m g / m L + 8m g /m L s us c t f r a mb x 10 0 m L + cp m e d.
R DC – 60 / 1 2 RD C – 6 0 /1 2 1 7/ 0 8 /20 2 4 -1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 1 7 /0 8 /20 2 4 -1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 1 7 / 08 / 202 4 4 .
O qu e d e v o sa b e r a n te s d e u sa r e ste m e d ic a m e n t o ?
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Qu a is o s m a le s qu e e st e m e d i c a m e n to p o d e m e c a u sa r ?
D iz e r e s le g a i s VP 4 0 m g / m L + 8m g /m L s us c t f r a mb x 10 0 m L + cp m e d.
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
Bacteracin Suspensão oral 200mg/5mL + 40mg/5mL
Modelo de bula com informações técnicas aos
PROFISSIONAIS DE SAÚDE Bacteracin sulfametoxazol trimetoprima
Medicamento similar equivalente ao medicamento de r eferência
Apresentação
Suspensão oral 200mg/5mL + 40mg/5mL Embalagem contendo 1 frasco com 100mL + 1 copo-medi da.
Uso oral
Uso adulto e pediátrico acima de 6 semanas
Composição
Cada 5mL da suspensão oral contém: sulfametoxazol..................................... ................................................... .................................200mg trimetoprima....................................... ................................................... ....................................40mg Veículo q.s.p...................................... ................................................... ......................................5mL Excipientes: aroma de tutti-frutti, carmelose sódic a, corante vermelho de ponceau, metilparabeno, polissorbato 80, propilparabeno, sacarina sódica, d ióxido de silício, sorbitol, simeticona, álcool etílico e água de osmose reversa.
Indicações
Bacteracin somente deve ser usado quando o benefício do tratamento sup erar qualquer risco possível; considerações devem ser feitas quanto ao agente bacteriano efetivo. Deve-se considerar a orientação oficial sobre o uso adequado de agente s antibacterianos e a prevalência local de resistência.
Como a suscetibilidade da bactéria in vitro varia geograficamente e com o tempo, a situação loc al deve ser considerada quando se seleciona uma antibi oticoterapia. Este medicamento só deve ser utilizado para tratar ou prevenir infecções comprov adas ou fortemente suspeitas de serem causadas por bactérias ou outros microrganismos sus ceptíveis. Na ausência de tais dados, a epidemiologia local e os padrões de suscetibilidade podem contribuir para a seleção empírica de antibioticoterapia apropriada.
Este medicamento é indicado para o tratamento das i nfecções causadas por microrganismos sensíveis à associação trimetoprima + sulfametoxazo l, tais como:
-infecções do trato respiratório e otites: exacerba ções agudas de quadros crônicos de bronquite, sinusite, tratamento e profilaxia (primária e secun dária) da pneumonia por Pnemocystis jirovecii em adultos e crianças, particularmente em pacientes gravemente imunocomprometidos. Otite média em crianças;
-infecções do trato urinário e renais: cistites agu das e crônicas, pielonefrites, uretrites, prostatit es e cancroides;
-infecções genitais em homens e mulheres, inclusive uretrite gonocócica;
-infecções gastrintestinais, incluindo febre tifoid e e paratifoide, e tratamento dos portadores, cólera (como medida conjunta à reposição de líquido s e eletrólitos), diarreia dos viajantes causada pela Escherichia coli enterotoxicogênica, shiguelose (cepas sensíveis de Shigella flexneri e Shigella sonnei, quando o tratamento antibacteriano for indicado);
-infecções da pele e tecidos moles: piodermite, fur únculos, abscessos e feridas infectadas;
-outras infecções causadas por uma grande variedade de microrganismos (tratamento possivelmente em combinação com outros antibióticos ): osteomielite aguda e crônica, brucelose aguda, nocardiose, blastomicose sul-americana, acti nomicetoma.
Resultados de eficácia
Este medicamento mostra-se eficaz no tratamento de inúmeras infecçõe s. Nas infecções respiratórias superiores e inferiores, em crianças e adultos, com eficácia comparável à eritromicina e amoxicilina (Bottone et al., 1982; Davies et al.,1983).
Na otite média aguda sua eficácia é similar à amoxi cilina, cefaclor e ceftriaxona (Feldman et al., 1988; Blumer et al., 1984; Shurin et al., 1980; Barnett et al., 1997), e é opção nas infecções causadas por H. influenzae resistente à ampicilina ou em pacientes com hipers ensibilidade à penicilina (Shurin et al., 1980). Pode ser usado na profilaxia da otite médi a recorrente e otite média crônica (Gaskins et al., 1982; Krause et al., 1982).
Na sinusite aguda, pode ser considerado agente de p rimeira linha (Fagnan, 1998).
No tratamento das pneumonias mostra eficácia simila r ao cefadroxil, à penicilina G procaína e cefalexina (Phadtare & Rangnekar, 1988; Castro, 198 6; Keeley et al.,1990) e pode ser uma opção em casos leves a moderados; contudo, deve-se sempre considerar a resistência local (Nierdman et al., 1993). O sulfametoxazol + trimetoprima também se mostra eficaz na bronquite crônica agudizada (Pines et al., 1969).
O sulfametoxazol + trimetoprima é considerado medic amento de escolha na profilaxia e no tratamento da pneumonia por P. jirovecii em adultos e em crianças HIV positivo (Anon, 1992;
Schneider et al., 1992). Nesses pacientes, seu uso mostra-se também eficaz na profilaxia primária da toxoplasmose cerebral (Carr et al., 1992).
Nas infecções agudas, não complicadas, do trato uri nário inferior, sulfametoxazol + trimetoprima tem eficácia similar a ofloxacino e a ciprofloxacin o no tratamento com duração de três dias (McCarty et al., 1999), similar a norfloxacino e nitrofurantoína em estudos que avaliaram o tratamento por sete dias (Anon,1987; Spencer et al., 1994) e, similar a ciprofloxacino, no tratamento por dez dias (Henry et al., 1986). Também é efetivo na profilaxia de infecçõe s recorrentes do trato urinário (Anon, 1987; Stamm et al., 1980). No tratamento da pielonefrite aguda não complicada, sulfametoxazol + trimetoprima tem eficácia similar a cefaclor e a ofloxacina (Trager et al., 1980; Cox et al., 1986) e, quando usado em associação com gentamicina, apresenta menor resistência antimicrob iana significativa, quando comparada à associação ampicilina com gentamicina, além de ofer ecer menor custo (Johnson et al., 1991).
Nas prostatites agudas e crônicas, mostra-se eficaz devido à sua alta concentração no tecido prostático (Lipsky et al., 1999).
O sulfametoxazol + trimetoprima demonstrou ser tão eficaz quanto à estreptomicina e, provavelmente, superior à tetraciclina no tratament o do cancroide (Fitzpatrick et al., 1981). Na uretrite gonocócica e não gonocócica (por clamídias ) é um tratamento alternativo. Verifica-se a eliminação do gonococo em dois dias de tratamento e da clamídia em cinco a dez dias de tratamento com sulfametoxazol + trimetoprima (Tavar es W, 1996).
O sulfametoxazol + trimetoprima é efetivo no tratam ento das infecções gastrintestinais por Salmonella, Shigella e E. coli enteropatogênica (Ansdell et al., 1999; Du Pont et al., 1993;
Thisyakorn & Mansuwan, 1992). Na diarreia dos viajantes, estudos mostram eficácia similar ao ciprofloxacino, com o tratamento de cinco dias (Eri cson et al., 1987).
Em adultos, sulfametoxazol + trimetoprima, por sete dias, mostrou-se tão eficaz quanto à amoxicilina/ácido clavulânico em infecções de pele e do subcutâneo (Davies et al., 1983).
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Características farmacológicas
Farmacodinâmica Bacteracin contém dois componentes ativos, sulfametoxazol e t rimetoprima, agindo sinergicamente pelo bloqueio sequencial de duas enz imas que catalisam estágios sucessivos da biossíntese do ácido folínico no microrganismo. Ess e mecanismo habitualmente resulta em atividade bactericida in vitro em concentrações nas quais as substâncias individua lmente são apenas bacteriostáticas. Adicionalmente, sulfametox azol + trimetoprima é frequentemente eficaz contra organismos que são resistentes a um dos seus dois componentes. Devido ao seu mecanismo de ação, o risco de resistência bacteriana é minimizad o.
O efeito antibacteriano de sulfametoxazol + trimeto prima in vitro atinge um amplo espectro de microrganismos patogênicos gram-positivos e gram-ne gativos, embora a sensibilidade possa depender da área geográfica em que é utilizado.
Microrganismos geralmente sensíveis (CIM = concentr ação inibitória mínima < 80 mg/L)* :
- Equivalente ao SMZ.
Cocos: Branhamella catarrhalis.
Bacilos gram-negativos: Haemophilus influenzae (betalactamase positivo, betalactamase negativo), Haemophilus parainfluenzae, E. coli, Citrobacter fr eundii, Citrobacter spp., Klebsiella oxytoca, Klebsiella pneumoniae, outras Klebsiella spp., Enterobacter cloacae, Enterobacter aerogenes, Hafnia alvei, Serratia marcescens, Serratia liquefaciens, outras Serratia spp., Proteus mirabilis, Proteus vulgaris, Morganella morganii, Shigella spp., Yersinia enterocolitica, outras Yersinia spp., Vibrio cholerae.
Outros diversos bacilos gram-negativos : Edwardsiella tarda, Alcaligenes faecalis, Pseudomonas cepacia, Burkholderia (Pseudomonas) pse udomallei.
Com base em experiência clínica, os seguintes micro rganismos devem também ser considerados como sensíveis: Brucella, Listeria monocytogenes, Nocardia asteroid es, Pneumocystis jirovecii, Cyclospora cayetanensis.
Microrganismos parcialmente sensíveis (CIM = 80 – 1 60 mg/L)*:
- Equivalente ao SMZ.
Cocos: Staphylococcus aureus (meticilina sensíveis e meticilina resistentes), Staphylococcus spp.
(coagulase negativo), Streptococcus pneumoniae (penicilina sensíveis, penicilina resistentes).
Bacilos gram-negativos: Haemophilus ducreyi, Providencia rettgeri, outras Providencia spp., Salmonella typhi, Salmonella-enteritidis Stenotroph omonas maltophilia (anteriormente denominado Xanthomonas maltophilia).
Outros diversos bastonetes gram-negativos : Acinetobacter lwoffi, Acinetobacter anitratus (principalmente A. baumanii), Aeromonas hydrophila .
Microrganismos resistentes (CIM > 160 mg/L)*:
- Equivalente ao SMZ.
Mycoplasma spp., Mycobacterium tuberculosis, Treponema pallidum .
A prevalência local de resistência a sulfametoxazol + trimetoprima entre as bactérias pertinentes à infecção tratada deve ser conhecida quando sulfam etoxazol + trimetoprima é prescrito em bases empíricas.
Para excluir resistência, especialmente em infecçõe s com probabilidade de serem causadas por um patógeno parcialmente sensível, o isolado deve s er testado para sensibilidade.
A sensibilidade a sulfametoxazol + trimetoprima pod e ser determinada por métodos padronizados, tais como os testes de disco ou de di luição recomendados pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI).
Os seguintes critérios para suscetibilidade recomen dados pelo CLSI são disponibilizados na tabela abaixo:
Tabela 1. Critérios para suscetibilidade recomendad os pelo CLSI
- -Teste de disco* Diâmetro da zona de inibição (mm) Teste de diluição** CIM (µg/mL)
- - - TMP SMZ Enterobacteriaceae Suscetível ≥ 16 ≤ 2 ≤ 38 Intermediário 42309 - -Resistente ≤ 10 ≥ 4 ≥ 76 Acinetobacter spp.
Suscetível ≥ 16 ≤ 2 ≤ 38 Intermediário 11 - 15 - -Resistente ≤ 10 ≥ 4 ≥ 76 Burkholderia cepacia Suscetível ≥ 16 ≤ 2 ≤ 38 Intermediário 11 - 15 - -Resistente ≤ 10 ≥ 4 ≥ 76 Stenotrophomonas maltophila Suscetível ≥ 16 ≤ 2 ≤ 38 Intermediário 11 - 15 - -Resistente ≤ 10 ≥ 4 ≥ 76 Outros não -Enterobacteriaceae*** Suscetível - ≤ 2 ≤ 38 Intermediário - - -Resistente - ≥ 4 ≥ 76 Staphylococcus spp.
Suscetível ≥ 16 ≤ 2 ≤ 38 Intermediário 11 - 15 - -Resistente ≤ 10 ≥ 4 ≥ 76 Enterococcus spp.
Suscetível ≥ 16 ≤ 0.5 ≤ 9.5 Intermediário 11 - 15 1 - 2 19 - 38 Resistente ≤ 10 ≥ 4 ≥ 76 Streptococcus pneumoniae Suscetível ≥ 19 ≤ 0.5 ≤ 9.5 Intermediário 16 - 18 1- 2 19 - 38 Resistente ≤ 15 ≥ 4 ≥ 76 Haemophilus influenzae & Haemophilus parainfluenzae Suscetível ≥ 16 ≤ 0.5 ≤ 9.5 Intermediário 11 - 15 1 - 2 19 - 38 Resistente ≤ 10 ≥ 4 ≥ 76 Neisseria meningitidis Suscetível ≥ 30 ≤ 0.12 ≤ 2.4 Intermediário 26 - 29 0.25 4.75 Resistente ≤ 25 ≥ 0.5 ≥ 9.5
- Disco: 1,25µg TMP (trimetoprima) e 23,75µg SMZ (s ulfametoxazol).
** TMP (trimetoprima) e SMZ (sulfametoxazol) em uma proporção de 1 para 19.
*** Outros não-Enterobacteriaceae incluem Pseudomonas spp. e outros bacilos gram-negativos, não fermentadores de glicose, não fastidiosos, mas excluindo Pseudomonas aeruginosa, Acinetobacter spp., Burkholderia cepacia e Stenotrophomonas maltophila.
Farmacocinética As propriedades farmacocinéticas da trimetoprima (T MP) e do sulfametoxazol (SMZ) são muito semelhantes.
Absorção Após administração oral, a TMP e o SMZ são rapidame nte e completamente absorvidos na porção superior do trato gastrintestinal. Após dose única de 160mg de TMP + 800mg de SMZ, são obtidas concentrações plasmáticas máximas de 1, 5 – 3µg/mL para TMP e 40 – 80µg/mL para SMZ, dentro de uma a quatro horas.
Se a administração for repetida a cada 12 horas, as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio, atingidas em dois ou três dias, variam entre 1,3 e 2,8µg/mL para o TMP e entre 32 e 63µg/mL para o SMZ.
Biodisponibilidade A absorção de TMP e SMZ é completa conforme demonst rado pela biodisponibilidade oral absoluta chegando a 100% para ambas as drogas.
Distribuição O volume de distribuição é de aproximadamente 1,6 L /kg para TMP e 0,2 L/kg para SMZ, enquanto a ligação às proteínas plasmáticas atinge 37% para TMP e 62% para SMZ.
O TMP em relação ao SMZ penetra melhor em tecido pr ostático não inflamado, fluido seminal, fluido vaginal, saliva, tecido pulmonar normal infl amado e fluido biliar; a penetração no liquor e humor aquoso é similar para ambos componentes.
Grandes quantidades de TMP e pequenas quantidades d e SMZ passam da corrente sanguínea para os líquidos intersticiais e para outros líquidos or gânicos extravasculares. Entretanto, em associação, as concentrações de TMP e SMZ são super iores às concentrações inibitórias mínimas (CIM) para a maioria dos microrganismos suscetíveis .
Em seres humanos, TMP e SMZ são detectados nos teci dos fetais (placenta, fígado, pulmão), no sangue do cordão umbilical e líquido amniótico, ind icando a transferência placentária dos dois fármacos. Em geral, concentrações fetais de TMP são similares às concentrações maternas, e as de SMZ do feto, menores que as da mãe.
Tanto TMP quando SMZ são excretados pelo leite mate rno. Concentrações no leite materno são similares à concentração do plasma materno para TMP e mais baixas para SMZ. (Vide item
ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES – SUBITEM GRAVIDEZ E LACT AÇÃO) Metabolismo Cerca de 30% da dose de TMP é metabolizada. Com bas e nos resultados de um estudo in vitro com microssomas de fígado humanos, o envolvimento d e CYP3A4, CYP1A2 e CYP2C9 no metabolismo oxidativo de TMP não pode ser excluído.
Os principais metabólitos de TMP são os derivados ó xido 1 e 3 e hidroxi 3 e 4; alguns metabólitos são microbiologicamente ativos. Cerca d e 80% da dose de SMZ é metabolizada no fígado, predominantemente para derivados N4 acetil (≈ 40% da dose) e, em uma menor extensão, por conjugação glicuronídica; seus metabólitos são inativos. SMZ também sofre metabolismo oxidativo. O primeiro passo da via oxidativa conduz à formação do derivado de hidroxilamina, o qual é catalisada pelo CYP2C9.
Eliminação As meias-vidas dos dois componentes são muito semel hantes (em média de dez horas para TMP e onze horas para SMZ).
Os dois fármacos, assim como seus metabólitos, são eliminados quase exclusivamente por via renal por meio de filtração glomerular e secreção t ubular, o que determina concentrações urinárias das substâncias ativas consideravelmente mais altas que as concentrações no sangue.
Cerca de dois terços da dose de TMP e um quinto da dose SMZ são excretados inalterados na urina. A depuração plasmática total de TMP é igual a 1,9mL/min/kg. A depuração plasmática total de SMZ é igual a 0,32mL/min/kg. Apenas uma pe quena parte dos fármacos é eliminada por via fecal.
Farmacocinética em condições clínicas especiais Idosos Com base na importância da depuração renal no proce sso de eliminação de TMP e levando em conta que a depuração de creatinina diminui fisiolo gicamente com o aumento da idade, uma diminuição de depuração renal e depuração total do corpo de TMP com a idade podem ser antecipados. A farmacocinética de SMZ deve ser meno s afetada pelo aumento da idade uma vez que a depuração renal de SMZ corresponde apenas a 2 0% da depuração total de SMZ.
Insuficiência renal Em pacientes com comprometimento da função renal (d epuração de creatinina de 15 – 30mL/min), as meias-vidas dos dois componentes pode m estar aumentadas, exigindo ajustes dos regimes de doses. Diálise peritoneal ambulatorial c ontínua ou intermitente não contribuem significativamente para a eliminação de TMP-SMZ.
TMP e SMZ são removidos de forma significativa dura nte a hemodiálise e hemofiltração.
Sugere-se aumentar em 50% a dose de TMP-SMZ depois de cada sessão de hemodiálise. Em crianças com insuficiência renal (depuração de crea tinina < 30mL / min), a depuração da TMP é reduzida, e sua meia-vida de eliminação prolongada. A dose de TMP-SMZ em pacientes pediátricos com insuficiência renal deve ser basead a na função renal.
Insuficiência hepática A farmacocinética da TMP e SMZ em pacientes com ins uficiência hepática moderada ou grave não é significativamente diferente daquela observad a em indivíduos saudáveis.
Pacientes com fibrose cística A depuração renal da TMP e a depuração metabólica d e SMZ são aumentadas em pacientes com fibrose cística. Consequentemente, a depuração tota l no plasma é aumentada e a meia-vida de eliminação é reduzida para ambos os fármacos.
Crianças Os resultados dos diferentes estudos clínicos de fa rmacocinética na população pediátrica com função renal normal confirmaram que a farmacocinéti ca dos dois componentes do sulfametoxazol + trimetoprima, TMP e SMZ são idade-dependente ness a população. Enquanto a eliminação de SMZ-TMP é reduzida em recém-nascidos, durante os pr imeiros dois meses de vida, daí em diante, tanto TMP como SMZ mostram uma maior elimin ação com uma maior depuração corporal e uma meia vida de eliminação mais curta. As diferenças são mais proeminentes em lactentes jovens (> 1,7 meses até 24 meses) e dimin ui com o aumento da idade, em comparação com crianças pequenas (1 ano até 3,6 anos), criança s (7,5 anos e < 10 anos) e adultos (vide item Posologia e modo de usar e Posologias especiais).
Contraindicações
Bacteracin está contraindicado nos casos de lesões graves do parênquima hepático e a pacientes com insuficiência renal grave, caracterizada pela d epuração de creatinina < 15mL/min (vide item
Posologia e modo de usar).
Da mesma forma, Bacteracin está contraindicado a pacientes com história de hi persensibilidade à sulfonamida ou trimetoprima ou a qualquer um dos componentes da formulação.
Bacteracin não deve ser utilizado em combinação com dofetilid a (vide item INTERAÇÕES
Medicamentosas).
Este medicamento é contraindicado para uso por prem aturos e recém-nascidos durante as primeiras seis semanas de vida.
Advertências e precauções
Para diminuir o risco de reações indesejáveis, a du ração do tratamento com Bacteracin deve ser a menor possível, especialmente em pacientes idosos .
Para prevenir o desenvolvimento de bactérias resist entes, este medicamento deverá ser usado somente para o tratamento ou prevenção de inf ecções causadas ou fortemente suspeitas de serem causadas por microrganismos sens íveis a este medicamento.
Reações adversas graves Embora raro, já foi descrito caso fatal relacionado com reações graves, tais como: discrasias sanguíneas, eritema exsudativo multiforme (síndrome de Stevens-Johnson), necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell), erupção cutânea medicam entosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS) e necrose hepática fulminante.
Hipersensibilidade e reações alérgicas O tratamento deve ser descontinuado imediatamente a o primeiro sinal de aparecimento de erupção cutânea ou qualquer outra reação adversa gr ave.
Bacteracin deve ser administrado com cautela a pacientes com história de alergia grave e asma brônquica.
Infiltrações pulmonares relatadas no contexto de al veolite eosinofílica ou alérgica podem se manifestar através de sintomas como tosse ou falta de ar. Caso esses sintomas apareçam ou se agravem inesperadamente, o paciente deve ser reaval iado e a descontinuação da terapia com Bacteracin deve ser considerada.
Atenção: Contém o corante vermelho de ponceau que pode, eventualmente, causar reações alérgicas.
Este medicamento contém 0,4025% de álcool (etanol) e pode causar intoxicação, especialmente em crianças.
Efeitos renais Sulfonamidas, incluindo sulfametoxazol + trimetopri ma, podem induzir aumento da diurese, particularmente em pacientes com edema de origem ca rdíaca.
Uma monitorização do potássio sérico e da função re nal é necessária em pacientes que recebem altas doses de Bacteracin , como é usado em pacientes com pneumonia por Pneumocystis jirovecii, ou em pacientes com doenças subjacentes de metabo lismo do potássio ou insuficiência renal e que receberam a dose padrão de Bacteracin ou que estão recebendo medicações que induzem hipercalemia (vide item INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
Populações especiais Existe maior risco de reações adversas graves em pa cientes idosos ou em pacientes que apresentem as seguintes condições: insuficiência he pática, insuficiência renal ou uso concomitante de outros fármacos (nesse caso, o risc o pode ser relacionado à dosagem ou duração do tratamento).
Em caso de comprometimento renal, a dose deve ser a justada (vide item POSOLOGIA E MODO DE USAR - POSOLOGIAS ESPECIAIS). Pacientes com insuficiência renal grave (ou seja, com depuração da creatinina 15-30mL/min) que estão rece bendo SMZ-TMP devem ser monitorados quanto aos sinais e sintomas de toxicidade, tais como náuseas, vômitos e hipercalemia.
A não ser em casos excepcionais, Bacteracin não deve ser administrado a pacientes com alterações hematológicas graves.
Foram relatados casos de pancitopenia em pacientes que receberam a combinação trimetoprima com metotrexato (vide item INTERAÇÕES MEDICAMENTOSA S).
Em pacientes idosos ou em pacientes com história de deficiência de ácido fólico ou insuficiência renal, podem ocorrer alterações hematológicas indic ativas de deficiência de ácido fólico. Essas alterações são reversíveis administrando-se ácido f olínico.
Devido à possibilidade de hemólise, este medicament o não deve ser administrado a pacientes portadores de deficiência de G6PD (desidrogenase de glicose-6-fosfato), a não ser em casos de absoluta necessidade e em doses mínimas.
Como com todos os fármacos com sulfonamidas, é acon selhável ter cuidado com pacientes com porfiria ou disfunção da tireoide.
Pacientes que são acetiladores lentos podem ser mai s suscetíveis a reações idiossincráticas às sulfonamidas.
Tratamento de uso prolongado Pacientes em uso prolongado de Bacteracin devem fazer controle regular de hemograma. Caso surja redução significativa de qualquer elemento fi gurado do sangue, o tratamento com Bacteracin deve ser descontinuado.
Pacientes em uso prolongado de Bacteracin devem fazer exame de urina e avaliação da função renal (em particular, pacientes com insuficiência r enal) regularmente. É necessário o monitoramento da ingestão adequada de líquidos e di urese durante o tratamento, para evitar cristalúria. Notou-se que o TMP prejudica o metabol ismo da fenilalanina, mas isso não é significativo em pacientes fenilcetonúricos com res trição dietética apropriada.
Gravidez e lactação.
Categoria de risco na gravidez: C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulhere s grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
O risco de malformações no nascimento não foi consi stentemente demonstrado com terapia com cotrimoxazol (componente do Bacteracin ) em mulheres durante o começo da gravidez. Dois grandes estudos observacionais sugeriram um aumento de 2 a 3,5 vezes do risco de aborto espontâneo em mulheres tratadas apenas com TMP e em combinação com SMZ durante o primeiro trimestre em comparação com nenhuma exposi ção a antibióticos ou exposição a penicilinas. Estudos em animais mostraram que doses muito elevadas de cotrimoxazol produziram malformações fetais típicas de antagonis mo de ácido fólico.
Uma vez que tanto TMP como SMZ atravessam a barreir a placentária e podem, portanto, interferir no metabolismo do ácido fólico, Bacterac in somente deverá ser utilizado durante a gravidez se os possíveis riscos para o feto justifi carem os benefícios terapêuticos esperados.
Recomenda-se que todas as gestantes, ou mulheres qu e pretendem engravidar recebam concomitantemente 5mg de ácido fólico diariamente d urante o tratamento com Bacteracin .
Deve-se evitar o uso de Bacteracin durante o último estágio da gravidez, tanto quanto possível, devido ao risco de kernicterus no neonato.
Tanto TMP como SMZ são excretados no leite materno. Embora a quantidade ingerida pelo lactente seja pequena, possíveis riscos para o lact ente (kernicterus, hipersensibilidade) devem ser ponderados frente aos benefícios terapêuticos esper ados para a mãe.
O uso deste medicamento no período da lactação depe nde da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Atenção: Contém sorbitol.
Até o momento, não há informações de que Bacteracin (sulfametoxazol e trimetoprima) possa causar doping.
Interações medicamentosas
Interações farmacocinéticas A trimetoprima é um inibidor do transportador de cá tions orgânicos 2 (OCT2), e um inibidor fraco do CYP2C8.
O sulfametoxazol é um inibidor fraco do CYP2C9.
A exposição sistêmica aos medicamentos transportado s por OCT2 pode aumentar quando administrados com TMP-SMZ. Exemplos incluem a dofet ilida, amantadina, memantina e, lamivudina.
-dofetilida: trimetoprima e sulfametoxazol não devem ser adminis trados em combinação com dofetilida (vide item CONTRAINDICAÇÕES).
Há evidências de que trimetoprima inibe a excreção renal de dofetilida. A trimetoprima 160mg em combinação com sulfametoxazol 800mg, duas vezes ao dia, coadministrado com dofetilida 500µg, duas vezes ao dia, durante quatro dias, resultou em 103% de aumento na área sob a curva concentração-tempo (ASC) de dofetilida e 93% de aum ento na concentração plasmática máxima (Cmáx). A dofetilida pode causar arritmias ventriculares sérias associadas com prolongamento do intervalo QT, incluindo Torsades de pointes, que sã o diretamente relacionadas com a concentração plasmática de dofetilida.
-amantadina: delírio tóxico tem sido relatado após ingestão conc omitante de SMZ-TMP e amantadina.
Os pacientes que receberam a amantadina ou memantin a podem ter risco aumentado de efeitos adversos neurológicos, como delírios e mioclonia.
A exposição sistêmica a medicamentos metabolizados pelo CYP2C8 pode aumentar quando administrado com TMP e SMZ. Exemplos incluem paclit axel, amiodarona, dapsona, repaglinida, rosiglitazona e pioglitazona.
-paclitaxel e amiodarona apresentam um estreito índ ice terapêutico, portanto, a administração concomitante com TMP-SMZ não é recomendada. Tanto dapsona como TMP-SMZ podem causar meta-hemoglobinemia e, portanto, há potencial para interações farmacocinéticas e farmacodinâmicas. Os pacientes que recebem tanto dapsona quanto TMP-SMZ devem ser monitorados quanto à ocorrência de me ta-hemoglobinemia.
Outras opções terapêuticas devem ser consideradas, se possível.
Os pacientes que receberam repaglinida, rosiglitazo na ou pioglitazona devem ser monitorados regularmente em relação à ocorrência de hipoglicemi a.
A exposição sistêmica a medicamentos metabolizados pelo CYP2C9 pode aumentar quando administrados em conjunto com TMP-SMZ. Exemplos inc luem:
-cumarinas: varfarina, acenocoumarol, femprocumona, fenitoína. Os parâmetros de coagulação devem ser monitorados em pacientes que recebem cuma rinas.
-fenitoína: aumento de 39% na meia-vida e diminuição de 27% na taxa de depuração da fenitoína foram observados, após a administração da dose padrão de TMP-SMZ. Os pacientes que recebem fenitoína devem ser monitorados em rela ção à toxicidade da fenitoína -derivados de sulfonilureia : glibenclamida, gliclazida, glipizida, clorpropami da e tolbutamida.
Pacientes que recebem derivados de sulfonilureia de vem ser monitorados regularmente devido ao risco de hipoglicemia.
O sulfametoxazol + trimetoprima, assim como outras sulfonamidas, potencializa o efeito dos hipoglicemiantes orais.
-digoxina: níveis sanguíneos elevados de digoxina podem ocorre r com terapia concomitante com sulfametoxazol + trimetoprima, especialmente em pac ientes idosos. Os níveis séricos de digoxina devem ser monitorados.
Interações farmacodinâmicas e interações de mecanis mo indefinido A taxa de incidência e a gravidade das reações adve rsas mielotóxicas e nefrotóxicas podem aumentar quando TMP-SMZ é administrado concomitante mente com outros medicamentos mielosupressores ou associados à disfunção renal, c omo análogos de nucleosídeos, tacrolimus, azatioprina ou mercaptopurina. Pacientes que recebe m TMP-SMZ concomitantemente com tais medicamentos devem ser monitorados quanto à toxicid ade hematológica e/ou renal.
A administração em conjunto com a clozapina, uma su bstância conhecida por ter um grande potencial para causar agranulocitose, deve ser evit ada.
-diuréticos: aumento da incidência de trombocitopenia foi observ ado em pacientes idosos que recebiam concomitantemente certos diuréticos, princ ipalmente tiazídicos. Nesses pacientes, as plaquetas devem ser monitoradas regularmente.
-metotrexato: as sulfonamidas, incluindo SMZ, podem competir com a ligação proteica e também com o transporte renal de metotrexato, aumen tando, portanto, a fração do metotrexato livre e sua exposição sistêmica.
Foram relatados casos de pancitopenia em pacientes tratados com a combinação de trimetoprima com metotrexato (vide item Advertências e precauçõe s). A trimetoprima apresenta baixa afinidade para a deidrofolato-redutase humana, mas pode aumentar a toxicidade do metotrexato, especialmente na presença de fatores de risco, tais como idade avançada, hipoalbuminemia, insuficiência renal e reserva da medula óssea dimin uída, e em pacientes que receberam altas doses de metotrexato. Pacientes de risco devem ser tratados com ácido fólico ou folinato de cálcio, para contrabalançar os efeitos do metotrexa to sobre a hematopoiese.
-antidepressivos: a eficácia dos antidepressivos tricíclicos pode dim inuir quando coadministrados com TMP-SMZ.
-pirimetamina: relatos ocasionais sugerem que os pacientes receben do pirimetamina, como na profilaxia da malária, em doses que excedam 25mg se manalmente podem desenvolver anemia megaloblástica, se TMP-SMZ for prescrito concomitan temente.
Devido aos efeitos poupadores de potássio de TMP-SM Z, cuidado deve ser tomado quando TMP-SMZ é coadministrado com outros agentes que aum entam o potássio sérico, tais como inibidores da enzima conversora da angiotensina e b loqueadores dos receptores da angiotensina, diuréticos poupadores de potássio e prednisolona.
-ciclosporina: deterioração reversível da função renal foi observa da em pacientes tratados com TMP-SMZ e ciclosporina após transplante renal.
Influência em métodos diagnósticos TMP-SMZ, especialmente o componente trimetoprima, p ode interferir na determinação sérica do metotrexato, utilizando a técnica de ligação protei ca competitiva, quando a diidrofolato redutase bacteriana for utilizada como proteína de ligação. Não ocorre nenhuma interferência, entretanto, se o metotrexato for dosado por radioimunoensaio. A presença de TMP e SMZ também pode interferir na reação de picrato alacalino de Jaffé, usada na determinação de creatinina, que resultam em aumento dos valores normais em cerca de 10%.
Cuidados de armazenamento do medicamento armazenar em temperatura ambiente (de 15ºc a 30ºc).
Este medicamento tem prazo de validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vi de embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido . Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas: Suspensão oral homogênea, de cor rosa, com sabor e aroma característico de tutti-frutti.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance d as crianças.
Posologia e modo de usar
As doses de Bacteracin devem ser administradas por via oral, pela manhã e à noite, de preferência após uma refeição e com quantidade sufi ciente de líquido.
O frasco da suspensão de Bacteracin deve ser agitado antes da administração.
Posologia padrão Crianças até 12 anos:
Os esquemas abaixo para crianças são aproximadament e equivalentes à dose diária de 6mg de trimetoprima e 30mg sulfametoxazol por kg de peso.
Para infecções graves, a dose apresentada para cria nças pode aumentar em até 50%.
Tabela 2. Dose normal para crianças até 12 anos de idade Idade Dose da suspensão a cada 12 horas (volume) 6 semanas a 5 meses 2,5mL 6 meses a 5 anos 5mL 6 anos a 12 anos 10mL Crianças – profilaxia de pneumonia causada por Pneumocystis jirovecii.
Para crianças a dose recomendada é de 150mg/m 2/dia TMP com 750mg/m 2/dia SMZ administrada por via oral em doses iguais divididas em duas vezes ao dia, durante três dias consecutivos por semana. A dose diária total não de ve exceder 320mg dia TMP e 1.600mg SMZ.
A tabela seguinte fornece orientação relativa à dos e recomendada de acordo com a superfície corpórea, em crianças, para a profilaxia da pneumon ia causada por Pneumocystis jirovecii:
Tabela 3. Orientação relativa à dose recomendada pa ra crianças para a profilaxia da pneumonia causada por Pneumocystis jirovecii Superfície corpórea (m2) Dose – a cada 12 horas 0,26 2,5mL 0,53 5mL 1,06 10mL Adultos e crianças a partir de 12 anos:
Dose habitual: 20mL de Bacteracin a cada 12 horas.
Dose mínima e dose para tratamento prolongado (mais de 14 dias): 10mL de Bacteracin a cada 12 horas.
Dose máxima (casos especialmente graves): 30mL de Bacteracin a cada 12 horas.
Duração do tratamento Em infecções agudas, Bacteracin deve ser administrado por pelo menos cinco dias, ou até que o paciente esteja assintomático por pelo menos dois d ias. Se a melhora clínica não for evidente após sete dias de tratamento, o paciente deve ser r eavaliado.
Posologias especiais a. Pneumonia por Pneumocystis jirovecii:
Recomenda-se até 20mg/kg de trimetoprima e 100mg/kg de sulfametoxazol nas 24 horas (doses iguais, fracionadas a cada seis horas), durante 14 dias.
A tabela seguinte fornece a orientação relativa ao limite superior de dosagem, por peso corpóreo, para pacientes com pneumonia causada pelo Pneumocystis jirovecii.
Tabela 4. Orientação relativa ao limite superior de dose para pacientes com pneumonia causada pelo Pneumocystis jirovecii Peso corporal (Kg) Dose – a cada 6 horas 8 5mL 16 10 mL 24 15 mL 32 20 mL 40 25 mL 48 30 mL 64 40 mL 80 50 mL Populações especiais Pacientes idosos: pacientes idosos com função renal normal devem rece ber as mesmas doses que um adulto mais jovem.
Pacientes com insuficiência renal A tabela a seguir apresenta o esquema de dose recom endada para pacientes com insuficiência renal.
Tabela 5. Dose recomendada para pacientes com insuf iciência renal Depuração de creatinina Esquema posológico recomendado acima de 30mL/min dose padrão 15 – 30mL/min metade da dose padrão menos de 15mL/min Bacteracin não deve ser usado (vide item Contraindicações) Pacientes em diálise Inicialmente, os pacientes em hemodiálise devem rec eber uma dose normal de TMP-SMZ, seguido de meia dose adicional após cada sessão de hemodiálise. Diálise peritoneal resulta em depuração mínima do TMP e SMZ administrados. O uso de SMZ-TMP em pacientes recebendo diálise peritoneal não é recomendado.
Reações adversas
Nas doses recomendadas, este medicamento é geralmente bem tolerado. Os efeitos colaterais mais comuns são as erupções cutâneas e os distúrbio s gastrintestinais.
As categorias utilizadas como padrões de frequência são as seguintes:
Muito comum ≥ 1/10; comum ≥ 1/100 e < 1/10; incomum ≥ 1/1.000 e < 1/100; raro ≥ 1/10.000 e < 1/1.000 e muito raro < 1/10.000. Desconhecido (nã o pode ser estimado a partir dos dados disponíveis).
Efeitos adversos relatados nos pacientes tratados c om trimetoprima + sulfametoxazol Classe de sistema orgânico Comum Incomum Raro Muito raro Desconhecido Distúrbios do sangue e sistema linfático Leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia, anemia (megaloblástica, hemolítica / autoimune, aplástica) Meta-hemoglobinemia, agranulocitose, pancitopenia Distúrbios cardíacos Miocardite alérgica Distúrbios congênitos e gravidez, puerpério e condições perinatais.
Aborto espontâneo Distúrbios do ouvido e labirinto Zumbido, vertigem Distúrbios oculares Uveíte Vasculite retiniana Desordens gastrintestinais Náuseas, vômitos Diarreia, colite pseudomem-branos Glossite, estomatite Pancreatite aguda Distúrbios hepatobiliares Transaminases elevadas Bilirrubina elevada, hepatite Colestase Necrose hepática Síndrome do desaparecimento do ducto biliar Distúrbios do sistema imunológico Reações alérgicas/ hipersensibilidade (febre, angioedema, reações anafilactoides, doença do soro) Infecções e infestações.
Infecções fúngicas, como candidíase Investigações Hipercalemia, hiponatremia Distúrbios de nutrição e metabolismo Hipoglicemia Distúrbios do tecido conectivo e musculoesquelético Rabdomiólise Artralgia, mialgia Distúrbios do sistema nervoso Convulsões Neuropatia (incluindo parestesia e Ataxia, meningite asséptica / sintomas como de Vasculite cerebral neurite periférica) meningite Transtornos psiquiátricos Alucinações Distúrbios renais e urinários Ureia elevada, creatinina sérica elevada Insuficiência renal Cristalúria Nefrite intersticial, aumento da diurese Urolitíase Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Infiltrações pulmonares Vasculite pulmonar Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo Erupção medicamentosa fixa, dermatite esfoliativa, erupção cutânea, exantema maculo-papular, exantema morbiliforme, eritema, prurido Urticária Eritema multiforme, fotossensibilidade, síndrome de Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica, erupção cutânea com eosinofilia e sintomas sistêmicos, pustulose exantemática generalizada aguda Distúrbios vasculares Púrpura, púrpura de Henoch-Schnlein Vasculite, vasculite necrotizante, granulomatose com poliangeíte, poliarterite nodosa Descrição de eventos adversos selecionados A maioria das alterações hematológicas observadas t em sido leve, assintomática e reversível na retirada da terapia.
Como com qualquer outro medicamento, reações alérgi cas podem ocorrer em pacientes com hipersensibilidade aos componentes do medicamento. As reações de pele mais comuns observadas com sulfametoxazol + trimetoprima foram geralmente leves e rapidamente reversíveis após a retirada da medicação.
Infiltrações pulmonares relatadas no contexto da al veolite alérgica ou eosinofílica podem se manifestar através de sintomas como tosse ou falta de ar (vide item ADVERTÊNCIAS E
Precauções).
Altas doses de TMP, como usado em pacientes com pne umonia por Pneumocystis jirovecii, induzem a um progressivo, mas reversível, aumento d e concentração sérica de potássio em um número substancial de pacientes. Mesmo em doses rec omendadas, TMP pode causar hipercalemia quando administradas a pacientes com d oenças subjacentes de metabolismo do potássio ou insuficiência renal, ou que estão receb endo medicamentos que induzem hipercalemia (vide item ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
Foram notificados casos de hipoglicemia em paciente s não diabéticos tratados com SMZ-TMP, geralmente após alguns dias de terapia (vide item I NTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
Pacientes com deficiência de função renal, doença h epática ou desnutrição ou recebendo altas doses de TMP-SMZ estão particularmente em risco.
Vários dos pacientes com pancreatite aguda tinham d oenças graves, incluindo a aids (síndrome de imunodeficiência adquirida).
Foram notificados casos de urolitíase em doentes tr atados com cotrimoxazol (associação de sulfametoxazol e trimetoprima). Pedras renais forma das pela agregação de cristais de N-acetilsulfametoxazol – metabólito do sulfametoxazol - (100% ou parcial) foram descritas. Uma associação causal é definida especificamente para u rolitíase composta de metabólitos do sulfametoxazol e trimetoprima (100% ou parcial), qu ando fatores de risco para nefrolitíase estão presentes no paciente.
Segurança de sulfametoxazol + trimetoprima em pacie ntes infectados pelo HIV.
Os pacientes portadores de HIV têm o espectro de po ssíveis eventos adversos similar ao espectro dos pacientes não infectados. Entretanto, alguns ev entos adversos podem ocorrer com frequência maior e com quadros clínicos diferenciados.
Essas diferenças relacionam-se aos seguintes sistem as:
Classe de sistema orgânico Muito comum Incomum Distúrbios do sangue e sistema linfático Leucopenia, granulocitopenia, trombocitopenia Distúrbios gastrintestinais Anorexia, náuseas, vômi tos, diarreia.
Distúrbios gerais e condições no local de administração Febre (geralmente em conjunto com exantema maculopapular) Distúrbios hepatobiliares Transaminases elevadas Investigações Hipercalemia Hiponatremia Distúrbios de nutrição e metabolismo Hipoglicemia Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo Exantema maculopapular, prurido Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistem a VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Sintomas Sintomas da superdose aguda podem incluir náusea, v ômito, diarreia, cefaleia, vertigens, tontura e distúrbios mentais e visuais; cristalúria, hematú ria e anemia podem ocorrer em casos severos.
Em superdose crônica, depressão da medula óssea, ma nifestada como trombocitopenia ou leucopenia e outras discrasias sanguíneas, devida à deficiência de ácido folínico, pode ocorrer.
Tratamento Dependendo dos sintomas, recomendam-se as seguintes medidas terapêuticas: impedir absorção adicional, promoção da excreção renal por meio de d iurese forçada (alcalinização da urina aumenta a eliminação de SMZ), hemodiálise (nota: di álise peritoneal não é eficaz), monitoramento hematológico e dos eletrólitos. Se oc orrer significativa discrasia sanguínea ou icterícia, deve-se instituir tratamento específico para essas condições. A administração de folinato de cálcio, por via intramuscular, de 3 a 6mg, duran te cinco a sete dias, pode contrabalançar os efeitos da TMP na hematopoiese.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro n o 1.0370.0638 Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva CRF-GO n o 2.659 Registrado e produzido por:
Laboratório teuto
Brasileiro s/a.
CNPJ – 17.159.229/0001 -76 VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA CEP 75132-140 – Anápolis – GO
Venda sob prescrição com retenção da receita h i s t ó ri co de al te
RAÇÕ E S DE B UL A Da d o s d a sub m i s sã o e l e t r ô n ic a Da d o s d a p e t i ç ã o/ n o t if i c a ç ã o q ue a lt e r a b ul a D a do s d a s a lt e r a ç õe s d e b u la s Da t a d o e xp e d ie n t e N °. d o e x p e d ie n t e Assu n t o Da t a do e x pe d i e nt e N°. d o e xp e d ie n t e A ssu nt o D a t a d e a p r o v a ç ão It e ns d e b u la Ve r sõ e s ( VP /V PS ) A pr e s e nt a ç õe s r e l a c io n a da s 2 5/ 0 5 /20 1 6 1 8 0 844 5 / 16 -1 1 0 457 -S I M I L AR – I n c lu sã o I n ic ia l d e T e x to de Bu l a -R DC – 60 / 1 2 2 5 /0 5 /20 1 6 1 8 0 84 4 5/ 16 -1 1 0 4 57 -S I M I LA R – I n c l u sã o I n i c ia l d e Te x t o d e B u la -RD C – 6 0 /1 2 2 5 / 05 / 201 6 V e r sã o i n ic ia l VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
2 5/ 0 5 /20 1 6 1 8 0 851 8 / 16 -1 1 0 756 -SI M I L AR -No t if i c a ç ã o d e a l te r a ç ã o d e te x t o d e b u la p a r a a d e q u a ç ã o à i n te r c a m bi a li da de 2 5 /0 5 /20 1 6 1 8 0 85 1 8/ 16 -1 1 0 7 56 -S I M I L AR -N o tif ic a ç ã o d e a lt e r a ç ã o d e t e x to d e b ul a p a r a a d e q u a ç ã o à in te r c a m b ia l id a d e 2 5 /0 5 / 20 1 6 I de n t if i c a ç ã o d o M e d i c a m e n to VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
1 0/ 0 3 /20 1 7 0 3 8 507 0 / 17 -6 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 1 0 /0 3 /20 1 7 0 3 8 50 7 0/ 17 -6 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 1 0 / 03 / 201 7 1 .
I nd ic a ç õ e s 2 .
R e su lt a do s d e e f ic á c i a 3 . C a r a c t e r íst ic a s f a r m a c o lóg ic a s 4 .
Co n tr a in d ic a çõ e s 5 .
Ad v e r tên c i a s e p r e c a u ç õ e s 6 .
I n te r a çõ e s m e d ic a m e n t os a s 7 . C u id a d o s de a r m a z e n a m e n t o d o m e d i c a m e n to 8 .
P o so lo g ia e mo d o d e us a r 9 .
Re a ç õ e s a d v e r sa s VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
2 5/ 0 1 /20 1 8 0 0 6 007 1 / 18 -7 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R D C – 60 / 1 2 2 5 /0 1 /20 1 8 0 0 6 00 7 1/ 18 -7 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 2 5 / 01 / 201 8 5 .
Ad v e r tên c i a s e p r e c a u ç õ e s 8 .
P o so lo g ia e mo d o d e us a r VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
0 5/ 1 0 /20 1 8 0 9 7 273 5 / 18 -3 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 0 5 /1 0 /20 1 8 0 9 7 27 3 5/ 18 -3 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 0 5 / 10 / 201 8 5.
Ad v e r t ê n c ia s e P r e c a u ç õ e s 9 .
Re a ç õ e s A dv e r sa s VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
3 1/ 0 5 /20 1 9 0 4 8 704 5 / 19 -0 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 3 1 /0 5 /20 1 9 0 4 8 70 4 5/ 19 -0 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 3 1 / 05 / 20 19 7 . C u id a d o s de a r m a z e n a m e n t o d o m e d i c a m e n to 8 .
P o so lo g ia e mo d o d e us a r 9 .R e a ç õ e s A d v e r sa s VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
1 9/ 0 8 /20 1 9 2 0 0 924 9 / 19 -1 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 1 9 /0 8 /20 1 9 2 0 0 92 4 9/ 19 -1 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 1 9 / 08 / 201 9 5.
Ad v e r t ê n c ia s e P r e c a u ç õ e s 9 .R e a ç õ e s A d v e r sa s VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
2 2/ 0 3 /20 2 1 1 1 0 414 0 / 21 -4 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 2 2 /0 3 /20 2 1 1 1 0 41 4 0/ 21 -4 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 2 2 / 03 / 202 1 9 .R e a ç õ e s A d v e r sa s VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
1 3/ 0 1 /20 2 3 0 0 3 995 7 / 23 -3 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 1 3 /0 1 /20 2 3 0 0 3 99 5 7/ 23 -3 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 1 3 / 01 / 202 3 Diz e r e s l e ga i s ( SA C) VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
0 7/ 0 2 /20 2 4 0 1 5 086 1 / 24 -9 1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 0 7 /0 2 /20 2 4 0 1 5 08 6 1/ 24 -9 1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 0 7 / 02 / 202 4 1 .
I nd ic a ç õ e s 3 . C a r a c t e r íst ic a s f a r m a c o lóg ic a s 5 .
Ad v e r tên c i a s e p r e c a u ç õ e s D iz e r e s le g a i s VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
1 7/ 0 8 /20 2 4 -1 0 450 -S I M I L AR – No t if i c a ç ã o d e Al te r a ç ã o d e Te x to d e B u la – R DC – 60 / 1 2 1 7 /0 8 /20 2 4 -1 0 4 50 -S I M I LA R – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 1 7 / 08 / 202 4 2 .
R e su lt a do s d e e f ic á c i a 5 .
Ad v e r tên c i a s e p r e c a u ç õ e s 7 . C u id a d o s de a r m a z e n a m e n t o d o m e d i c a m e n to 9 .
Re a ç õ e s a d v e r sa s D iz e r e s le g a i s VP S -40 m g/ mL + 8 m g / mL su s c t f r a m b x 10 0 m L + c p m e d .
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 40 MG/ML + 8 MG/ML SUS OR CT FR VD AMB X 100 ML + CP MED | 7896112197126 | R$ 22,41 | |
| 40 MG/ML + 8 MG/ML SUS OR CT FR PLAS AMB X 100 ML + CP MED | 7896112155485 | R$ 22,41 |