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Bulas de Remédios
Genérico Tarja vermelha

Micofenolato de Mofetila

Micofenolato de mofetila · Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoMicofenolato de mofetila
FabricanteFarma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda
Registro MS1.7465.0013
Classe terapêuticaAgente imunosupressor
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 922,59
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Micofenolato de Mofetila

Fonte: bula do fabricante (Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 28/06/2023 · conferida em 24/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

1 Bula do Paciente micofenolato de mofetila Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos LTDA Comprimidos revestidos 500 mg Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP micofenolato de mofetila 500mg “Medicamento genérico Lei n° 9.787, de 1999”

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Apresentações

Comprimidos revestidos de 500 mg. Caixas com 50 comprimidos.

Via oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido revestido de micofenolato de mofetila contém:

Princípio ativo: micofenolato de mofetila......................................500 mg Excipientes: celulose microcristalina, crospovidona, croscarmelose sódica, talco, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol, óxido de ferro preto, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo e água purificada.

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Informações ao paciente

Solicitamos a gentileza de ler cuidadosamente as informações a seguir. Caso não esteja seguro a respeito de determinado item, por favor, informe ao seu médico.

01

Para que este medicamento é indicado?

O micofenolato de mofetila em combinação com ciclosporina A e corticosteroides é indicado para evitar a rejeição de órgãos transplantados e para o tratamento de rejeição que não esteja respondendo ao tratamento habitual em pacientes adultos que tenham recebido transplante de rins, coração ou fígado.

Micofenolato mofetila é indicado na terapia de pacientes adultos com nefrite lúpica.

02

Como este medicamento funciona?

O micofenolato de mofetila é um potente inibidor da enzima IMPDH, responsável pela proliferação e diferenciação de linfócitos, uma das principais células envolvidas no processo de rejeição de órgãos em casos de transplantes. Com menos linfócitos no sangue, diminuem também as chances de rejeição. Para evitar a rejeição, você precisa começar a tomar micofenolato de mofetila logo depois do transplante.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Informe ao seu médico se você tem alergia ao micofenolato de mofetila ou se tem outras doenças alérgicas.

O micofenolato de mofetila é contraindicado a pacientes com alergia conhecida ao micofenolato de mofetila ou ao ácido micofenólico.

Informe ao seu médico se você tem ou já teve problemas estomacais, como úlcera. Neste caso, você terá que ser acompanhado com mais cuidado.

Gravidez e amamentação Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

O micofenolato de mofetila é contraindicado durante a gravidez porque provoca alterações no feto em formação (vide item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP O micofenolato de mofetila é contraindicado para mulheres em idade fértil que não estão utilizando métodos contraceptivos altamente efetivos (vide item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

O micofenolato de mofetila é contraindicado para mulheres que estão amamentando (vide item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Antes de usar o medicamento, informe ao seu médico:

  • se já teve tuberculose ou se tem contato com alguém que seja portador da doença;
  • se tiver doenças do sistema digestivo;
  • se tiver deficiências hereditárias raras de hipoxantina-guanina fosforibosil-transferase (HGPRT), como as síndromes de Lesch-Nyhan ou Kelley-Seegmiller.

O médico deve ser informado imediatamente nas situações abaixo:

  • se aparecer qualquer sinal de manchas roxas sem causa aparente ou sangramentos, infecções, inclusive infecções oportunistas, fatais, generalizadas, de reativação viral latente, como a reativação de hepatite B ou C ou infecções causadas pelos poliomavírus e se apresentar leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) associado com o vírus JC, uma alteração grave do sistema nervoso central;
  • se você tiver nefropatia (lesão nos rins) associada com o vírus BK após transplante de rins;
  • se você apresentar aplasia pura de série vermelha (APSV), situação em que a medula deixa de produzir os glóbulos vermelhos do sangue;
  • se você apresentar ulceração, hemorragia, perfuração gastrintestinal.

O micofenolato de mofetila reduz o mecanismo de defesa do organismo. Devido a isso, há um maior risco de desenvolver alguns tipos de tumores malignos, particularmente de pele. Assim, você deve limitar sua exposição à luz solar e aos raios ultravioleta, utilizando roupas adequadas e filtros solares com alto fator de proteção.

Se estiver utilizando sevelâmer e outros ligantes de fosfato livres de cálcio, tome esses medicamentos 2 horas após o uso de micofenolato de mofetila Evite utilizar micofenolato de mofetila com azatioprina, pois pode ocorrer supressão da medula óssea e a administração concomitante não foi estudada.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento. A redução da dose ou descontinuação de micofenolato de mofetila será considerada pelo médico em casos clinicamente significativos de COVID-19.

Doação de sangue Não doe sangue durante a tratamento e por, pelo menos, 6 semanas após o término do uso de micofenolato de mofetila.

Vacinação Consulte o seu médico antes de receber qualquer vacina, pois durante o tratamento com micofenolato de mofetila, elas podem ser menos eficazes. Evite usar vacinas de vírus vivo atenuado.

Doação de sêmen Homens não devem doar sêmen durante o tratamento e por, pelo menos, 90 dias a partir do término do uso de micofenolato de mofetila.

Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Monitoramento laboratorial Seu médico informará os exames de sangue a serem realizados e a frequência de sua coleta.

Potencial reprodutivo feminino e masculino O micofenolato de mofetila é contraindicado para mulheres em idade fértil que não estão utilizando métodos contraceptivos altamente efetivos (vide item “Quando não devo usar esse medicamento?”). Em estudos feitos em animais, malformações foram observadas em descendentes de animais tratados com micofenolato de mofetila. Nenhum efeito foi observado na fertilidade animais tratados com micofenolato de mofetila.

Teste de gravidez: Antes de iniciar o tratamento com micofenolato de mofetila, o seu médico vai pedir que você faça um teste de gravidez. Um segundo teste deve ser realizado de 8 a 10 dias depois. Você deve informar seu médico imediatamente em caso de gravidez durante o tratamento ou até 6 semanas após o término de seu tratamento.

Contracepção Mulheres O micofenolato de mofetila é contraindicado para mulheres em idade fértil que não estão utilizando métodos contraceptivos altamente efetivos (vide item “Quando não devo usar esse medicamento?”).

Antes de iniciar o tratamento com micofenolato de mofetila, o seu médico deverá lhe orientar sobre o risco aumentado da perda da gravidez e de malformações congênitas e deverá lhe aconselhar sobre a prevenção da gravidez e planejamento, caso você esteja em idade fértil.

Durante o tratamento e até seis semanas depois de deixar de tomar micofenolato de mofetila você deverá utilizar dois métodos contraceptivos confiáveis ao mesmo tempo, um deles sendo altamente efetivo, a não ser que já tenha retirado o útero ou não tenha relações sexuais.

Homens Na ausência de dados suficientes para excluir o risco de danos ao feto concebido durante ou diretamente após o tratamento do pai, as seguintes medidas de precaução são recomendadas: que pacientes do sexo masculino sexualmente ativos e/ou suas parceiras utilizem contraceptivos efetivos durante o tratamento do paciente do sexo masculino e por, no mínimo, 90 dias após o término do tratamento.

Gravidez O micofenolato de mofetila é contraindicado na gravidez porque provoca alterações no feto em formação (vide item “Quando não devo usar esse medicamento?”).

O micofenolato de mofetila aumenta o risco de abortos espontâneos (principalmente no primeiro trimestre da gravidez) e aumenta o risco de malformações congênitas no caso de exposição materna durante a gravidez (vide item “Quais os males que este medicamento pode me causar?”).

As seguintes malformações foram mais frequentemente relatadas no período de pós-comercialização em filhos de pacientes expostas ao micofenolato de mofetila em associação com outros imunossupressores durante a gravidez: malformações faciais, anormalidades dos ouvidos e olhos, malformações dos dedos, anormalidades do coração, malformações do esôfago e malformações do sistema nervoso.

Trabalho de parto e parto O uso seguro de micofenolato de mofetila durante trabalho de parto e parto não foi estabelecida.

Lactação O micofenolato de mofetila é contraindicado durante a amamentação devido ao potencial de reações adversas sérias para o seu filho (vide item “Quando não devo usar esse medicamento?).

Uso em idosos (≥ 65 anos) Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Pacientes idosos podem ter maior risco de eventos adversos como certas infecções (incluindo doença invasiva por citomegalovírus) e possivelmente sangramento no estômago ou intestinos e acúmulo de líquido no pulmão, quando comparados com pacientes jovens.

Uso pediátrico (idade ≤ 18 anos) Não existem dados disponíveis para transplante de coração ou de fígado em pacientes pediátricos.

Uso em pacientes com insuficiência renal Vide item "Como devo usar este medicamento?".

Uso em pacientes com insuficiência hepática:

Vide item "Como devo usar este medicamento?" Abuso e dependência do medicamento Não há dados disponíveis que demonstrem que micofenolato de mofetila possui potencial para abuso ou cause dependência.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas O micofenolato de mofetila pode ter um efeito moderado sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Pacientes devem ser orientados a ter precaução ao dirigir ou operar máquinas se apresentarem reações adversas ao medicamento como sonolência, confusão, tontura, tremor ou hipotensão durante o tratamento com micofenolato de mofetila Até o momento, não há informações de que micofenolato de mofetila possa causar doping. Em caso de dúvidas, consulte seu médico.

Interações medicamentosas Informe ao seu médico qualquer medicamento que esteja usando, antes do início ou durante o tratamento com micofenolato de mofetila, pois o uso de mais de um medicamento simultaneamente poderá aumentar ou diminuir os efeitos dos medicamentos.

Informe ao seu médico se você estiver tomando outros medicamentos (incluindo aqueles que não foram prescritos por ele), como aciclovir, antiácidos (como hidróxido de alumínio ou magnésio), inibidores da bomba de prótons (como omeprazol, lansoprazol e pantoprazol), antibióticos, ligantes de fosfato livres de cálcio, colestiramina, ciclosporina A, telmisartana, ganciclovir, rifampicina, probenecida, sevelamer, vacinas de vírus vivo, tacrolimo, a combinação norfloxacino e metronidazol e aqueles que afetam a metabolização do ácido micofenólico (como o isavuconazol).

Peça sempre orientação ao seu médico antes de se vacinar.

Contraceptivos orais: O micofenolato de mofetila não parece ter influência clinicamente relevante na eficácia das pílulas anticoncepcionais. No entanto, para garantir que você não engravide durante o tratamento com micofenolato de mofetila (que pode provocar defeitos no feto em desenvolvimento), você deverá usar dois métodos anticoncepcionais ao mesmo tempo, a não ser que já tenha retirado o útero ou não tenha relações sexuais.

Antibióticos eliminadores de bactérias intestinais produtoras de β-glucuronidase (por exemplo, aminoglicosídeos, cefalosporinas, fluoroquinolona, e antibióticos penicilínicos) podem reduzir a concentração de micofenolato de mofetila no organismo.

Informações acerca dos seguintes antibióticos estão disponíveis:

Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Ciprofloxacina ou amoxicilina associada ao ácido clavulânico: ocorre redução da quantidade de micofenolato de mofetila no organismo quando ele é administrado junto com esses antibióticos. No entanto, o efeito tende a diminuir com o tempo e a importância clínica ainda não foi estabelecida.

Norfloxacino e metronidazol: norfloxacino em combinação com metronidazol diminuiu a concentração do medicamento na corrente sanguínea após dose única de micofenolato de mofetila. Esse efeito não ocorreu com qualquer um destes antibióticos quando foram administradas separadamente.

Trimetoprima/ sulfametoxazol: Não foi observado efeito sobre concentração de micofenolato de mofetila na corrente sanguínea com a combinação trimetoprima / sulfametoxazol.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

O micofenolato de mofetila deve ser mantido em sua embalagem original. Os comprimidos devem ser mantidos em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C) e protegidos da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico e características organolépticas O micofenolato de mofetila apresenta coloração roxa, em formato de cápsula, liso em ambos os lados.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Utilize o micofenolato de mofetila comprimidos exatamente como seu médico prescreveu.

Consulte seu médico antes de tomar outros medicamentos. Não use nem misture medicamentos por conta própria.

Manuseio O micofenolato de mofetila comprimidos deve ser ingerido com um pouco de água. Os comprimidos devem ser engolidos inteiros e não devem ser quebrados, esmagados, triturados ou mastigados para evitar inalação ou contato direto com a pele ou mucosa. Não ingerir comprimidos quebrados.

Se micofenolato de mofetila entrar em contato com a pele ou membranas mucosas, lavar com água abundante e sabão. Se atingir os olhos, lavar com bastante água.

Via de administração O micofenolato de mofetila comprimidos deve ser administrado por via oral.

Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Pacientes transplantados Dosagem É importante que você tome micofenolato de mofetila todos os dias para garantir que seu órgão transplantado continue funcionando bem. Continue tomando micofenolato de mofetila até que seu médico oriente a suspensão do uso.

A dose usual de micofenolato de mofetila é de 1 g (2 comprimidos) a 1,5 g (3 comprimidos) duas vezes por dia, conforme o caso. O seu médico saberá calcular a dose adequada para o seu caso e também avaliar a necessidade de redução da dose na presença de determinados efeitos colaterais.

Dosagem padrão para evitar a rejeição de rins: 1,0 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 2 g). Apesar de a dose de 1,5 g, duas vezes ao dia (dose diária de 3 g) ter sido usada em estudos clínicos e ter se mostrado efetiva e segura, não há vantagem em termos de eficácia para pacientes de transplante dos rins.

Pacientes que recebem 2 g/dia de micofenolato de mofetila demonstraram um perfil de segurança geral melhor quando comparados aos pacientes que receberam 3 g/dia de micofenolato de mofetila.

Dosagem padrão para evitar a rejeição de coração: 1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g).

Dosagem padrão para evitar a rejeição de fígado: 1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g).

Dosagem para o tratamento da primeira rejeição e da rejeição dos rins que não esteja respondendo ao tratamento habitual: 1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g).

Administração oral: a dose inicial de micofenolato de mofetila deve ser administrada o mais breve possível após o transplante dos rins, do coração ou do fígado.

Pacientes adultos com nefrite lúpica Dose padrão para terapia de indução: 750 mg a 1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g).

Dose padrão para terapia de manutenção: 500 mg a 1 g administrada duas vezes ao dia.

Micofenolato de mofetila deve ser utilizado em combinação com corticosteroides.

Instruções especiais de dosagem Pacientes com neutropenia (diminuição dos neutrófilos, um tipo de glóbulo branco do sangue responsável principalmente pelo combate a bactérias): Para pacientes que desenvolvem neutropenia, o tratamento com micofenolato de mofetila deve ser interrompido ou a dose deve ser reduzida.

Disfunção grave dos rins: Para pacientes transplantados renais com disfunção grave e crônica dos rins, fora do período imediatamente após o transplante ou após o tratamento da rejeição aguda ou refratária, evitar doses maiores que 1 g duas vezes ao dia. Para pacientes com retardo da função do órgão transplantado, não é recomendado ajuste de dose, mas o paciente deve ser cuidadosamente monitorado.

Para pacientes que receberam transplante do coração ou do fígado com disfunção grave dos rins, não existem dados disponíveis.

Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Disfunção do fígado grave: nenhum ajuste de dose é recomendado em pacientes de transplante dos rins com doença grave no parênquima do fígado. Não existem dados disponíveis sobre pacientes que receberam transplante do coração com doença grave do parênquima do fígado.

Idosos (> 65 anos): Para pacientes transplantados, não é recomendado nenhum ajuste de dose (vide item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”). Para pacientes com nefrite lúpica, não há recomendação disponível.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Você deve fazer tudo que for possível para tomar a medicação nos dias e horários que o seu médico orientou.

Se por algum motivo se esquecer de tomar e já estiver próximo do horário da dose seguinte, não tome a dose que você esqueceu, tome apenas a dose seguinte, de maneira habitual.

Se por algum motivo se esquecer de tomar e o horário estiver distante da dose seguinte, tome o medicamento assim que você se lembrar e continue tomando a dose seguinte normalmente.

Se você tiver se esquecido de tomar alguma dose, nunca dobre a dose seguinte.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

O perfil de segurança apresentado neste item se baseia em dados provenientes de estudos clínicos e experiência pós-comercialização que demonstram ser consistentes nas populações de pacientes transplantados e com nefrite lúpica.

Os problemas mais comuns que aparecem nos pacientes que tomam micofenolato de mofetila são: diarreia, vômitos, mal-estar gástrico, diminuição do número de glóbulos brancos no sangue, diminuição do número dos glóbulos vermelhos no sangue, infecção generalizada e outros tipos de infecção, incluindo doença pelo citomegalovírus, candidíase e herpes simples. Também há maior chance de ocorrência de tumores benignos ou malignos (câncer), principalmente de pele e no sangue e órgãos linfáticos. Informe ao seu médico o aparecimento de reações desagradáveis ou lesões de pele.

Pacientes idosos (≥ 65 anos) Pacientes idosos, particularmente aqueles que recebem micofenolato de mofetila como parte de um regime imunossupressor, podem ter maior risco de certas infecções (incluindo doença invasiva por citomegalovírus) e possivelmente sangramento no estômago ou intestinos e acúmulo de líquido no pulmão, quando comparados com pacientes jovens.

Perfil de segurança do micofenolato de mofetila na administração oral As seguintes categorias de frequência foram utilizadas: muito comum (ocorre em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento); comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento); incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento); rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento); muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).

Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Tabela 1 Resumo das reações adversas a medicamento que ocorreram nos pacientes tratados com micofenolato de mofetila nos estudos clínicos Reações adversas a medicamento Classe de sistemas de órgãos Transplante renal n = 991 Transplante hepático n = 277 Transplante cardíaco n = 289 Incidência (%) Frequência Incidência (%) Frequência Incidência (%) Frequência Infecções e infestações Infecções por bactérias 39,9 Muito comum 27,4 Muito comum 19,0 Muito comum Infecções por fungos 9,2 Comum 10,1 Muito comum 13,1 Muito comum Infecções por vírus 16,3 Muito comum 14,1 Muito comum 31,1 Muito comum Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo cistos e pólipos) Neoplasia benigna da pele (aumento descontrolado de células de pele) 4,4 Comum 3,2 Comum 8,3 Comum Neoplasia (aumento descontrolado de células) 1,6 Comum 2,2 Comum 4,2 Comum Câncer de pele 3,2 Comum 0,7 Incomum 8,0 Comum Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático Anemia 20,0 Muito comum 43,0 Muito comum 45,0 Muito comum Equimose (manchas roxas) 3,6 Comum 8,7 Comum 20,1 Muito comum Leucocitose (aumento no número de glóbulos brancos do sangue) 7,6 Comum 22,4 Muito Comum 42,6 Muito comum Leucopenia (diminuição de glóbulos brancos do sangue) 28,6 Muito comum 45,8 Muito comum 34,3 Muito comum Pancitopenia (diminuição de glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas no sangue) 1,0 Comum 3,2 Comum 0,7 Incomum Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Pseudolinfo ma (situação semelhante ao linfoma) 0,6 Incomum 0,4 Incomum 1,0 Comum Trombocitope nia (redução das plaquetas no sangue) 8,6 Comum 38,3 Muito comum 24,2 Muito comum Distúrbios nutricionais e do metabolismo Acidose (acidez do sangue) 3,4 Comum 6,5 Comum 14,9 Muito Comum Hipercolesterole mia (aumento de colesterol no sangue) 11,0 Muito comum 4,7 Comum 46,0 Muito comum Hiperglicemia (aumento do açúcar no sangue) 9,0 Comum 43,7 Muito comum 48,4 Muito comum Hipercalemia (aumento de potássio no sangue) 7,3 Comum 22,0 Muito comum 16,3 Muito comum Hiperlipidemia (aumento de lipídeo no sangue) 7,6 Comum 8,7 Comum 13,8 Muito comum Hipocalcemia (redução de cálcio no sangue) 3,2 Comum 30,0 Muito comum 8,0 Comum Hipocalemia (redução de potássio no sangue) 7,8 Comum 37,2 Muito comum 32,5 Muito comum Hipomagnesemia (redução de magnésio no sangue) 1,8 Comum 39,0 Muito comum 20,1 Muito comum Hipofosfatemia (redução do fosfato no sangue) 10,8 Muito comum 14,4 Muito comum 8,7 Comum Perda de peso 1,0 Comum 4,7 Comum 6,2 Comum Distúrbios psiquiátricos Confusão 1,4 Comum 17,3 Muito comum 14,2 Muito comum Depressão 3,7 Comum 17,3 Muito comum 20,1 Muito comum Insônia 8,4 Comum 52,3 Muito comum 43,3 Muito comum Distúrbios do sistema nervoso Tontura 7,8 Comum 16,2 Muito comum 34,3 Muito comum Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Dor de cabeça 14,8 Muito comum 53,8 Muito comum 58,5 Muito comum Hipertonia (aumento da rigidez muscular) 3,3 Comum 7,6 Comum 17,3 Muito comum Parestesia (formigamento ou dormência) 6,3 Comum 15,2 Muito comum 15,6 Muito comum Sonolência 2,6 Comum 7,9 Comum 12,8 Muito comum Tremor 9,2 Comum 33,9 Muito comum 26,3 Muito comum Distúrbios cardíacos Taquicardia 4,3 Comum 22,0 Muito comum 22,8 Muito comum Distúrbios vasculares Hipertensão (pressão alta) 27,5 Muito comum 62,1 Muito comum 78,9 Muito comum Hipotensão (pressão baixa) 4,9 Comum 18,4 Muito comum 34,3 Muito comum Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Tosse 11,4 Muito comum 15,9 Muito comum 40,5 Muito comum Dispneia (falta de ar) 12,2 Muito comum 31,0 Muito comum 44,3 Muito comum Derrame pleural (acúmulo de líquido entre pulmões) 2,2 Comum 34,3 Muito comum 18,0 Muito comum Distúrbios gastrintestinais Dor abdominal 22,4 Muito comum 62,5 Muito comum 41,9 Muito comum Colite (inflamação do intestino) 1,6 Comum 2,9 Comum 2,8 Comum Constipação (prisão de ventre) 18,0 Muito comum 37,9 Muito comum 43,6 Muito comum Diminuição do apetite 4,7 Comum 25,3 Muito comum 14,2 Muito comum Diarreia 30,4 Muito comum 51,3 Muito comum 52,6 Muito comum Dispepsia (dificuldade de digestão) 13,0 Muito comum 22,4 Muito comum 22,1 Muito comum Esofagite (inflamação do esôfago) 4,9 Comum 4,3 Comum 9,0 Comum Flatulência 6,4 Comum 18,8 Muito comum 18,0 Muito comum Gastrite 4,4 Comum 4,0 Comum 9,3 Comum Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Hemorragia gastrintestinal (sangramento no trato digestivo) 2,7 Comum 8,3 Comum 7,6 Comum Úlcera gastrintestin al (ferida no trato digestivo) 3,1 Comum 4,7 Comum 3,8 Comum Íleo (obstrução intestinal) 2,4 Comum 3,6 Comum 2,4 Comum Náusea 18,4 Muito comum 54,5 Muito comum 56,1 Muito comum Estomatite (inflamação da boca) 1,4 Comum 1,4 Comum 3,5 Comum Vômito 10,6 Muito comum 32,9 Muito comum 39,1 Muito comum Distúrbios hepatobiliares Aumento de fosfatase alcalina no sangue 5,2 Comum 5,4 Comum 9,3 Comum Aumento de lactato desidrogenase no sangue 5,8 Comum 0,7 Incomum 23,5 Muito comum Aumento de enzima hepatica (fígado) 5,6 Comum 24,9 Muito comum 17,3 Muito comum Hepatite (inflamação do fígado) 2,2 Comum 13,0 Muito comum 0,3 Incomum Distúrbios na pele e tecido subcutâneo Alopecia (queda de cabelo) 2,2 Comum 2,2 Comum 2,1 Comum Erupção cutânea 6,4 Comum 17,7 Muito comum 26,0 Muito comum Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Artralgia (dor em articulações) 6,4 Comum 6,1 Comum 10,0 Muito comum Fraqueza muscular 3,0 Comum 4,0 Comum 13,8 Muito comum Distúrbios renais e urinários Aumento de creatinina no sangue 8,2 Comum 19,9 Muito comum 42,2 Muito comum Aumento de ureia no sangue 0,8 Incomum 10,1 Muito comum 36,7 Muito comum Hematúria (presença de sangue na urina) 10,0 Muito comum 5,1 Comum 5,2 Comum Distúrbios gerais e condições do local de administração Astenia (desânimo) 10,8 Muito comum 35,4 Muito comum 49,1 Muito comum Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Calafrios 2,0 Comum 10,8 Muito comum 13,5 Muito comum Edema (inchaço) 21,0 Muito comum 48,4 Muito comum 67,5 Muito comum Hérnia 4,5 Comum 11,6 Muito comum 12,1 Muito comum Mal-estar 2,4 Comum 5,1 Comum 9,0 Comum Dor 9,8 Comum 46,6 Muito comum 42,2 Muito comum Pirexia (febre) 18,6 Muito comum 52,3 Muito comum 56,4 Muito comum Nos três estudos principais para prevenção da rejeição em transplante dos rins, os pacientes que receberam 2 g/dia de micofenolato de mofetila tiveram menos efeitos colaterais que os que receberam 3 g/dia.

Experiência pós-comercialização As categorias de frequência utilizadas foram as mesmas descritas para a Tabela 1.

Tabela 2 Reações adversas a medicamento identificadas na experiência pós-comercialização Reações adversa a medicamento Classe de sistema de órgãos Incidência (%) Categoria de frequência Infecções e infestações Infecções por protozoários N/A Incomum 2 Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo cistos e pólipos) Linfoma (tipo de câncer) N/A Incomum 2 Distúrbio linfoproliferativo (crescimento anormal de glóbulos brancos do sangue) N/A Incomum 2 Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático Aplasia pura dos eritrócitos (interrupção na fabricação de glóbulos vermelhos no sangue) N/A Incomum 2 Insuficiência da medula óssea N/A Incomum 2 Distúrbios gastrintestinais Pancreatite (inflamação do pâncreas) 1.80 1 Comum Distúrbios do sistema imunológico Hipersensibilidade (alergia) 3.10 1 Comum Hipogamaglobulinemia (redução de anticorpos no sangue) 0.40 1 Incomum Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Bronquiectasia (dilatação dos brônquios) N/A Incomum 2 Doença pulmonar intersticial 0.20 1 Incomum Fibrose pulmonar (engrossamento das paredes dos tecidos pulmonares) 0.40 1 Incomum Distúrbios vasculares Linfocele (acúmulo de líquido linfático) N/A Incomum 2 Distúrbios gerais e condições do local de administração Síndrome inflamatória aguda associada a inibidores da síntese de purina pela via de novo N/A Incomum 2 Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP 1 Maior incidência observada durante os estudos clínicos principais 2 A categoria de frequência para RAMs observada apenas no contexto pós-comercialização é definida como o limite superior do intervalo de confiança de 95%, calculado com base no número total de pacientes expostos à micofenalato de mofetila em estudos principais.

Infecções: infecções que representam risco de morte, como meningite e inflamação da camada mais interna do coração, tuberculose e infecção por micobactérias atípicas, outras bactérias semelhantes às do tubérculo, mas que em geral só afetam indivíduos com imunidade prejudicada.

Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) (uma doença degenerativa da substância branca do cérebro) e nefropatia associada ao vírus BK, foram relatados em pacientes tratados com micofenalato de mofetila (vide item “O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

Distúrbios gerais e condições do local de administração A síndrome inflamatória aguda associada aos inibidores da síntese de purinas de novo é uma reação pró-inflamatória paradoxal recém-descrita associada ao micofenolato e outros inibidores da síntese de purinas, caracterizada por febre, dores nas juntas, artrite (rigidez e dor nas articulações), dor muscular e marcadores inflamatórios elevados. Relatórios mostraram melhorias rápidas após a descontinuação do medicamento.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Em caso de administração de doses maiores que as doses recomendadas pelo médico podem aparecer reações adversas características do medicamento, como diarreia, vômito, diminuição do número de glóbulos brancos, infecções, entre outras.

Espera-se que uma superdose de micofenolato de mofetila resulte, possivelmente, em uma supressão acentuada do sistema imune e em um aumento da susceptibilidade a infecções e à supressão da medula óssea.

O micofenalato de mofetila não pode ser removido por hemodiálise. Entretanto, em concentrações plasmáticas elevadas (>100 mcg/mL), parte da droga pode ser removida. Os sequestrantes de ácido biliar, como a colestiramina, podem aumentar a excreção deste medicamento.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro M.S. nº – 1.7465.0013 Farm. Resp.: Lucia Cristina Vieira Lima - CRF-SP nº 61.428 Importado por:

Farma vision importação e exportação de medicamentos ltda.

CNPJ: 09.058.502/0001-48 Rua Sargas nº 33 Parque Maranhão, Cotia– SP Bula do paciente micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPFVP Fabricado por:

Emcure Pharmaceuticals Limited Plot No. P-1 and P-2, I.T- B.T. Park, Phase II, MIDC, Hinjwadi, Pune – 411 057, Maharashtra - India sac@farmavision.com.br

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 30/06/2022.

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Bula para o Profissional de Saúde micofenolato de mofetila Farma Vision Importação e Exportação de Medicamentos LTDA Comprimidos revestidos 500 mg Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP micofenolato de mofetila 500mg “Medicamento genérico Lei n° 9.787, de 1999”

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Apresentações

Comprimidos revestidos de 500 mg. Caixas com 50 comprimidos.

Via oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido revestido de micofenolato de mofetila contém:

Princípio ativo: micofenolato de mofetila......................................500 mg Excipientes: celulose microcristalina, crospovidona, croscarmelose sódica, talco, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol, óxido de ferro preto, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo e água purificada.

01

Indicações

Micofenolato de mofetila em associação com ciclosporina A e corticosteroide está indicado para:

 Profilaxia da rejeição aguda de órgãos e para o tratamento da primeira rejeição ou da rejeição refratária de órgãos em pacientes adultos receptores de transplantes renais alogênicos.

 Profilaxia da rejeição aguda de órgãos, em pacientes adultos receptores de transplante cardíaco alogênico. Na população tratada, o MMF aumentou a sobrevida no primeiro ano após o transplante.

 Profilaxia da rejeição aguda de órgãos em pacientes adultos receptores de transplante hepático alogênico.

Micofenolato de mofetila está indicado para terapia de indução e manutenção de pacientes adultos com nefrite lúpica classe III à V, diagnosticados de acordo com a classificação da Sociedade Internacional de Nefrologia / Sociedade de Patologia Renal.

02

Resultados de eficácia

Eficácia O micofenolato de mofetila foi administrado, em estudos clínicos, para a prevenção de episódios de rejeição em transplante renal, cardíaco e hepático, em associação com os seguintes agentes: imunoglobulina antitimocítica, OKT3, ciclosporina A e corticosteroides. O micofenolato de mofetila foi também utilizado, em associação com a ciclosporina A e corticosteroide, para o tratamento de episódios de rejeição refratária em transplante renal. Antes do tratamento com micofenolato de mofetila, o paciente poderia também ter recebido imunoglobulina antilinfocítica, imunoglobulina antitimocítica e OKT3. O micofenolato de mofetila, além disso, foi utilizado em estudos clínicos associado ao daclizumabe e tacrolimo.

Prevenção da rejeição de órgãos Adultos A segurança e a eficácia do micofenolato de mofetila, em associação com corticosteroides e ciclosporina A, para a prevenção da rejeição do enxerto, foram avaliadas em três estudos multicêntricos, randomizados e duplo-cegos em receptores de transplante renal, em um estudo randomizado e duplo-cego em receptores de transplante cardíaco e em um estudo multicêntrico, randomizado e duplo-cego em receptores de transplante hepático.

Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Transplante renal Adultos Os três estudos compararam duas doses de micofenolato de mofetila oral (1 g, duas vezes ao dia, e 1,5 g, duas vezes ao dia) com a azatioprina (dois estudos) ou placebo (um estudo) quando administrados em associação com ciclosporina A e corticosteroide, para prevenir episódios de rejeição aguda.

O desfecho principal de eficácia foi a proporção de pacientes em cada grupo de tratamento que apresentaram falha de tratamento nos primeiros seis meses após o transplante (definida como rejeição aguda comprovada por biópsia ou a ocorrência de morte, perda do enxerto ou a retirada prematura do estudo por qualquer razão que não rejeição comprovada por biópsia). O micofenolato de mofetila foi avaliado em três esquemas terapêuticos: (1) indução com imunoglobulina antitimocítica/MMF ou azatioprina/ciclosporina A/corticosteroide, (2) MMF ou azatioprina/ciclosporina A/corticosteroide, e (3) MMF ou placebo/ciclosporina A/corticosteroide.

O micofenolato de mofetila, em associação com corticosteroides e ciclosporina A, reduziu a incidência de falha de tratamento (p < 0,05) nos primeiros seis meses após o transplante. As tabelas, a seguir, resumem os resultados destes estudos. Os pacientes que descontinuaram prematuramente o tratamento foram acompanhados quanto à ocorrência de morte ou de perda do enxerto, sendo que a incidência cumulativa destes dois eventos está descrita separadamente. Pacientes que descontinuaram prematuramente o tratamento não foram acompanhados quanto à ocorrência de rejeição aguda após o término. Um número maior de pacientes no grupo micofenolato de mofetila descontinuou o tratamento (sem rejeição comprovada por biópsia, morte ou perda do enxerto prévia), quando comparado com o grupo controle, com os índices mais altos no grupo de micofenolato de mofetila 3 g/dia. Entretanto, os índices de rejeição aguda podem estar subestimados, particularmente no grupo de micofenolato de mofetila 3 g/dia.

Estudos em transplante renal Incidência de falha de tratamento (Rejeição comprovada por biópsia ou término precoce por qualquer motivo) Estudo americano* (N = 499 pacientes) micofenolato de mofetila 2 g/dia (n = 167 pacientes) micofenolato de mofetila 3 g/dia (n = 166 pacientes) Azatioprina 1 a 2 mg/kg/dia (n = 166 pacientes) Total de falha de tratamento 31,1% 31,3% 47,6% Término precoce sem rejeição aguda prévia** 9,6% 12,7% 6,0% Episódio de rejeição comprovada por biópsia em tratamento 19,8% 17,5% 38,0%

  • indução com imunoglobulina antitimocítica/MMF ou azatioprina/ciclosporina A/corticosteroides Estudo europeu/canadense/ australiano* (N = 503 pacientes) micofenolato de mofetila 2 g/dia (n = 173 pacientes) micofenolato de mofetila 3 g/dia (n = 164 pacientes) Azatioprina 100 a 150 mg/dia (n = 166 pacientes) Total de falha de tratamento 38,2% 34,8% 50,0% Término precoce sem rejeição aguda prévia** 13,9% 15,2% 10,2% Episódio de rejeição comprovada por biópsia em tratamento 19,7% 15,9% 35,5% Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP *MMF ou azatioprina/ciclosporina A/corticosteroides Estudo Europeu* (N = 491 pacientes) micofenolato de mofetila 2 g/dia (n = 165 pacientes) micofenolato de mofetila 3 g/dia (n = 160 pacientes) Placebo (n = 166 pacientes) Total de falha de tratamento 30,3% 38,8% 56,0% Término precoce sem rejeição aguda prévia** 11,5% 22,5% 7,2% Episódio de rejeição comprovada por biópsia em tratamento 17,0% 13,8% 46,4%
  • MMF ou placebo/ciclosporina A/corticosteroides ** Não inclui morte ou perda do enxerto como razão para o término precoce A incidência cumulativa de perda do enxerto e de morte de pacientes aos 12 meses está apresentada a seguir.

Nenhuma superioridade do micofenolato de mofetila em relação à perda do enxerto e à morte de paciente foi estabelecida. Numericamente, os pacientes que receberam o micofenolato de mofetila 2 g/dia e 3 g/dia apresentaram melhores resultados que os pacientes do grupo controle nos três estudos; pacientes que receberam o micofenolato de mofetila 2 g/dia apresentaram melhores resultados que os que receberam 3 g/dia em dois dos três estudos. Em todos os grupos de tratamento, os pacientes que terminaram prematuramente o tratamento tiveram resultados piores em relação à perda do enxerto e à morte de pacientes com um ano.

Estudos em transplante renal Incidência cumulativa de perda do enxerto e morte de pacientes em 12 meses Estudo micofenolato de mofetila 2 g/dia micofenolato de mofetila 3 g/dia Controle (Azatioprina ou Placebo)

EUA 8,5% 11,5% 12,2% Europa/Canadá/Austrália 11,7% 11,0% 13,6% Europa 8,5% 10,0% 11,5% Transplante cardíaco Um estudo multicêntrico, de grupos paralelos, randomizado, comparativo e duplo-cego foi realizado em receptores primários de transplante cardíaco. Foram envolvidos 650 pacientes; 72 não receberam droga do estudo e 578 receberam. Os pacientes que receberam o micofenolato de mofetila 1,5 g duas vezes ao dia (n = 289) ou azatioprina 1,5 a 3 mg/kg/dia (n = 289), em associação com ciclosporina A e corticosteroide como terapia imunossupressora de manutenção. Os dois parâmetros primários de eficácia foram: (1) a proporção de pacientes que, após o transplante, apresentaram pelo menos um episódio de rejeição comprovada por biópsia endomiocárdica, com comprometimento hemodinâmico ou foram retransplantados ou morreram nos primeiros seis meses, e (2) a proporção de pacientes que morreram ou foram retransplantados nos primeiros 12 meses após o transplante. Os pacientes que descontinuaram prematuramente o tratamento foram acompanhados quanto à ocorrência de rejeição do enxerto por até seis meses e quanto à ocorrência de morte por um ano.

Rejeição: nenhuma diferença foi estabelecida entre o micofenolato de mofetila e azatioprina em relação à rejeição comprovada por biópsia com comprometimento hemodinâmico, como apresentado abaixo.

Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Rejeição em seis meses Rejeição comprovada por biópsia com comprometimento hemodinâmico* Todos os pacientes Pacientes tratados

AZA N = 323 micofenolato de mofetila N = 327

AZA N = 289 micofenolato de mofetila N = 289 121 (38%) 120 (37%) 100 (35%) 92 (32%)

  • Comprometimento hemodinâmico ocorreu quando os seguintes critérios foram encontrados: gradiente de pressão capilar pulmonar ≥ 20 mm ou um aumento de 25%; índice cardíaco < 2,0 L/min/m 2 ou uma diminuição de 25%; fração de ejeção ≤ 30%; saturação de oxigênio da artéria pulmonar ≤ 60% ou uma diminuição de 25%; presença de ritmo de galope com B3; restrição de fração ≤ 20% ou uma diminuição de 25%; necessidade de suporte inotrópico para controle das condições clínicas.

Sobrevida: nos pacientes envolvidos no estudo não houve diferença estatisticamente significativa em relação à morte e retransplante entre os pacientes randomizados do grupo micofenolato de mofetila e os do grupo azatioprina. Nos pacientes que receberam droga do estudo, o limite inferior de 97,5% para o intervalo de confiança da diferença entre morte e retransplante foi de 0,9 no primeiro ano, indicando que o micofenolato de mofetila foi superior à azatioprina nesses pacientes, como apresentado abaixo.

Morte ou retransplante no primeiro ano Todos os pacientes Pacientes tratados

AZA N = 323 micofenolato de mofetila N = 327

AZA N = 289 micofenolato de mofetila N = 289 Morte ou retransplante 49 (15,2%) 42 (12,8%) 33 (11,4%) 18 (6,2%) Diferença ponderada entre tratamentos 2,6% 5,3% Limite inferior de 97,5% para o intervalo de confiança unicaudal -2,5% +0,9% Transplante hepático Um estudo multicêntrico, paralelo, randomizado, comparativo e duplo-cego em receptores primários de transplante hepático foi realizado em 16 centros nos EUA, em dois no Canadá, em quatro na Europa e em um na Austrália. O número total de pacientes envolvidos foi de 565, sendo que 564 receberam os medicamentos do estudo. Os pacientes receberam micofenolato de mofetila , 1 g, duas vezes ao dia IV, por 14 dias, seguido de micofenolato de mofetila , 1,5 g, duas vezes ao dia por via oral ou azatioprina 1 - 2 mg/kg/dia IV, seguida por azatioprina 1 - 2 mg/kg/dia por via oral, em associação com ciclosporina A e corticosteroide como terapia imunossupressora. Os dois parâmetros principais de eficácia foram: (1) a proporção de pacientes que apresentaram, nos primeiros seis meses após o transplante, um ou mais episódios de rejeição tratada comprovada por biópsia ou morte/retransplante, e (2) a proporção de pacientes que apresentaram perda do enxerto (morte/retransplante) nos primeiros 12 meses após o transplante. Os pacientes que descontinuaram prematuramente o tratamento foram acompanhados quanto à ocorrência de rejeição do enxerto e quanto à ocorrência de perda do enxerto (morte/retransplante) por um ano.

Resultados: em uma análise primária (intenção de tratamento), o micofenolato de mofetila , em associação com ciclosporina A e corticosteroide, foi superior à azatioprina na prevenção da rejeição aguda (p = 0,025) e equivalente à azatioprina em relação à sobrevida.

Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Rejeição em seis meses/ morte ou retransplante em um ano

AZA N = 287 micofenolato de mofetila N = 278 Rejeição tratada comprovada por biópsia em seis meses 137 (47,7%) 107 (38,5%) Morte ou retransplante em um ano 42 (14,6%) 41 (14,7%) Tratamento da rejeição refratária Um estudo randomizado, aberto e comparativo de MMF 3 g/dia versus corticosteroide intravenoso foi realizado em 150 receptores de transplante renal com rejeição aguda e refratária do enxerto. O parâmetro principal foi a proporção de pacientes que permaneceram vivos e com enxerto funcionante após seis meses da entrada no estudo.

Resultados: a incidência de perda do enxerto foi inesperadamente pequena no grupo controle e a análise primária, baseada no teste da taxa de probabilidade sequencial, mostrou uma tendência de maior sobrevida do enxerto no grupo MMF (p = 0,081). Uma análise secundária, usando o teste de Cochran-Mantel-Haenzel (não ajustado para o monitoramento sequencial), sugeriu uma redução de 45% na incidência de perda do enxerto ou morte no grupo MMF após seis meses da entrada no estudo (p = 0,062).

Perda do enxerto ou morte em seis meses Corticoide IV N = 73 micofenolato de mofetila N = 77 Perda do enxerto ou morte em seis meses 19 (26,0%) 11 (14,3%) Estudos em nefrite lúpica Muitos estudos investigaram o uso de micofenolato de mofetila na terapia de indução e manutenção da nefrite lúpica. Duas grandes metanálises forneceram evidências robustas que suportam o uso do micofenolato de mofetila no tratamento da nefrite lúpica:

 A Cochrane Collaboration revisou 50 estudos randomizados controlados incluindo 2.846 adultos e crianças com nefrite lúpica classe III-V confirmada por biópsia recebendo terapia imunossupressora. O MMF com corticosteroides foi considerado tão eficaz quanto a ciclofosfamida intravenosa com corticosteroides na prevenção de morte, indução da remissão completa da proteinúria e estabilização das funções renais em seis meses, com menores taxas de toxicidade. Na terapia de manutenção, o MMF com corticosteroides foi mais efetivo que azatioprina com corticosteroides na prevenção de recidiva, sem diferença nas reações adversas clinicamente importantes.

 A National Kidney Foundation revisou 53 estudos randomizados incluindo 4.222 adultos e crianças (a partir de 10 anos de idade) com nefrite lúpica proliferativa recebendo terapia imunossupressora. Trinta e oito dos estudos apresentados na revisão Cochrane foram também incluídos nesta metanálise. O MMF com corticosteroides foi tão eficaz quanto a ciclofosfamida com corticosteroides na indução da remissão da nefrite lúpica, com maior tolerabilidade. O MMF com corticosteroides foi superior a azatioprina com corticosteroides na manutenção da remissão da doença.

Os resultados destas metanálises estão alinhados com os resultados do maior estudo randomizado controlado em nefrite lúpica, o Aspreva Lupus Management Study (ALMS), um estudo de duas fases que investigou a eficácia de micofenolato de mofetila na terapia de indução e manutenção de pacientes com nefrite lúpica classe III-V. Na fase de indução do estudo, os pacientes foram randomizados para uma dose Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP alvo de 3 g/dia de micofenolato de mofetila ou 0,5 a 1,0 g/m2/mês de ciclofosfamida intravenosa por 6 meses. Ambos os grupos receberam prednisona, com redução gradual a partir de uma dose máxima inicial de 60 mg/dia. Não houve diferença significativa no número de pacientes que atingiu o desfecho primário de diminuição da relação proteína/creatinina urinária e estabilização ou melhora da creatinina sérica, suportando a conclusão das metanálises de que micofenolato de mofetila é tão efetivo quanto a ciclofosfamida intravenosa para terapia de indução.

Na fase de manutenção de 36 meses do estudo, o desfecho primário foi o tempo para a falha no tratamento, medido como o tempo até o primeiro evento, definido como morte, doença renal terminal, duplicação sustentada do nível de creatinina sérica, exacerbação da doença renal, ou necessidade de tratamento de resgate. Micofenolato de mofetila (2 g/dia) foi superior a azatioprina (2 mg/Kg/dia) no tempo para falha no tratamento (razão de risco, 0,44; intervalo de confiança de 95%, 0,25 a 0,77; p = 0,003), suportando os achados nas metanálises, de que o MMF é mais efetivo que a azatioprina na prevenção de recidiva.

1. Sollinger H. W. for the U.S. Renal Transplant Mycophenolate Mofetil Study Group Mycophenolate mofetil for the prevention of acute rejection in primary cadaveric renal allograft recipients.

Transplantation 1995; 60(3):225-232.

2. The European Mycophenolate Mofetil Cooperative Study Group. Placebo-controlled study of mycophenolate mofetil combined with cyclosporin and corticosteroids for prevention of acute rejection. Lancet 1995: 345:1321-25 3. The Tricontinental Mycophenolate Mofetil Renal Transplantation Study Group. A blinded, randomized clinical trial of mycophenolate mofetil of the prevention of acute rejection in cadaveric renal transplantation. Transplantation 1996; 61(7):1029-1037.

4. The Mycophenolate Mofetil Renal Refractory Rejection Study Group Mycophenolate mofetil for the treatment of refractory, acute, cellular renal transplant rejection. Transplantation 1996; 61:722-729 5. Kobashigawa J. A randomized active-controlled trial of mycophenolate mofetil in heart transplant recipients. Transplantation 1998; 66(4):507-515.

6. Henderson LK, Masson P, Craig JC, Roberts MA, Flanc RS, Strippoli GF, Webster AC. Induction and maintenance treatment of proliferative lupus nephritis: a meta-analysis of randomized controlled trials.American Journal of Kidney Diseases. 2013 Jan 31;61(1):74-87.

7. Palmer SC, Tunnicliffe DJ, Singh-Grewal D, Mavridis D, Tonelli M, Johnson DW, Craig JC, Tong A, Strippoli GF. Induction and Maintenance Immunosuppression Treatment of Proliferative Lupus Nephritis: A Network Meta-analysis of Randomized Trials. Am J Kidney Dis. 2017 Feb 20. pii:

S0272-6386 (17)30036-7.

8. Appel GB, Contreras G, Dooley MA, Ginzler EM, Isenberg D, Jayne D, Li LS, Mysler E, Sanchez-Guerrero J, Solomons N, Wofsy D. Mycophenolate mofetil versus cyclophosphamide for inductiontreatment of lúpus nephritis. Journal of the American Society of Nephrology. 2009 May 1;20(5):1103-12.

9. Dooley MA, Jayne D, Ginzler EM, Isenberg D, Olsen NJ, Wofsy D, Eitner F, Appel GB, Contreras G, Lisk L, Solomons N. Mycophenolate versus azathioprine as maintenance therapy for lupus nephritis. New England Journal of Medicine. 2011 Nov 17;365(20):1886-95.

03

Características farmacológicas

Farmacodinâmica O micofenolato de mofetila (MMF) é o éster 2-morfolinoetil do ácido micofenólico (MPA). MPA é um inibidor potente, seletivo, não-competitivo e reversível da inosina monofosfato desidrogenase (IMPDH) e, portanto, inibe a via de novo da síntese do nucleotídeo guanosina sem incorporação ao DNA. O mecanismo pelo qual o MPA inibe a atividade enzimática da IMPDH parece estar relacionado à capacidade do MPA em mimetizar estruturalmente tanto o co-fator dinucleotídeo adenina nicotinamida, como uma molécula catalítica de água. Isso impede a oxidação do IMP a xantose-5’-monofosfato, que é um passo fundamental Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP na síntese de novo do nucleotídeo guanosina. O MPA tem efeito citostático maior nos linfócitos que em outras células, pois os linfócitos T e B são extremamente dependentes, para a sua proliferação, da via de novo da síntese das purinas, ao passo que outras células podem utilizar vias alternativas.

Além de sua inibição de IMPDH e a resultante privação de linfócitos, o MPA também influencia os pontos de verificação celulares responsáveis pela programação metabólica dos linfócitos. Foi demonstrado, usando células T CD4 + humanas, que o MPA muda as atividades de transcrição em linfócitos de um estado proliferativo para processos catabólicos relevantes para o metabolismo e a sobrevivência, levando a um estado anérgico das células T, pelo qual as células deixam de responder ao seu antígeno específico.

Farmacocinética A farmacocinética do MMF foi estudada em pacientes de transplante renal, cardíaco e hepático, e em pacientes com nefrite lúpica. Em geral, o perfil farmacocinético do MPA é semelhante em pacientes de transplante renal e cardíaco. No período precoce do transplante hepático, pacientes que recebem uma dose de 1,5 g oral ou intravenosa de MMF tiveram níveis de MPA similares aos dos receptores de transplante renal que recebem 1 g oral ou intravenoso de MMF.

O perfil farmacocinético do MPA na nefrite lúpica é semelhante ao reportado em transplantes (incluindo a alta variabilidade observada na exposição ao ativo), porém, é complicado pelas alterações mais imprevisíveis na função renal de pacientes com nefrite lúpica.

Absorção Após a administração oral, micofenolato de mofetila sofre rápida e extensa absorção, sendo completamente metabolizado para MPA, seu metabólito ativo. A biodisponibilidade média do micofenolato de mofetila oral, baseada na AUC do MPA, está relacionada em 94% à de micofenolato de mofetila IV.

O micofenolato de mofetila pode ser mensurado, sistemicamente, durante a infusão intravenosa; entretanto, após a administração oral, o micofenolato de mofetila está abaixo do limite de quantificação (0,4 mcg/mL).

No período de pós-transplante recente (< 40 dias), os pacientes de transplante renal, cardíaco e hepático apresentaram redução média da AUC do MPA de aproximadamente 30% e redução da Cmáx de aproximadamente 40% comparada ao período de pós-transplante tardio (3 - 6 meses). Isso se refere à farmacocinética não linear do MPA. No índice de infusão recomendado para pacientes submetidos a transplante renal, os valores da AUC do MPA na fase pós- transplante imediata após administração de 1 g duas vezes ao dia por via intravenosa são comparáveis àqueles observados após administração oral. Em pacientes submetidos a transplante hepático, a administração de 1 g duas vezes ao dia por via intravenosa seguida pela administração de 1,5 g duas vezes ao dia por via oral, resultou em valores de AUC do MPA semelhantes àqueles encontrados nos pacientes submetidos a transplante renal que receberam 1g duas vezes ao dia de micofenolato de mofetila.

A alimentação não teve nenhum efeito sobre a extensão da absorção (AUC do MPA) do micofenolato de mofetila quando administrado na dose de 1,5 g duas vezes ao dia em pacientes submetidos a transplante renal. Porém, a Cmáx do MPA diminuiu 40% na presença de alimento.

Equivalência de formas farmacêuticas orais A bioequivalência do micofenolato de mofetila foi avaliada. Dois comprimidos de 500 mg mostraram-se equivalentes a quatro cápsulas de 250 mg.

Distribuição Como resultado da recirculação entero-hepática, normalmente observa-se aumento secundário na concentração plasmática do MPA em aproximadamente 6 - 12 horas após a administração da dose. A redução da área sob a curva (AUC) do MPA em aproximadamente 40% está associada à co-administração de colestiramina (4 g três vezes ao dia), indicando que existe interrupção da recirculação entero-hepática.

O MPA, em concentrações clinicamente relevantes, apresenta-se ligado em 97% à albumina plasmática.

Esse valor é dependente da função renal, as alterações na ligação da albumina após o início da terapia podem explicar a farmacocinética não linear do MPA.

Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Metabolismo O MPA é metabolizado principalmente pela glucoronil transferase (isoforma UGT1A9) para formar o glucoronídeo fenólico do MPA inativo (MPAG) In vivo, o MPAG é convertido novamente em MPA livre através da recirculação entero-hepática. Um acil-glucoronídeo menor (AcMPAG) também é formado.

AcMPAG é farmacologicamente ativo e é suspeito de ser responsável por alguns dos efeitos colaterais do MMF (diarreia, leucopenia).

Eliminação Uma porção desprezível da droga é excretada na forma de MPA (< 1% da dose) na urina. O micofenolato de mofetila marcado radioativamente, quando administrado por via oral, foi completamente recuperado, sendo 93% da dose recuperada na urina e 6% recuperada nas fezes. A maior parte (aproximadamente 87%) da dose administrada foi excretada na urina sob a forma de MPAG.

A recirculação entero-hepática interfere na determinação precisa dos parâmetros de disposição do MPA; apenas valores aparentes podem ser indicados. Em voluntários saudáveis e pacientes com doença autoimune, valores de depuração aproximados de 10,6 L/h e 8,27 L/h respectivamente e valores de meia-vida de 17h foram observados. Em pacientes transplantados, os valores médios de depuração foram maiores (intervalo 11,9-34,9 L/h) e os valores médios de meiavida mais curtos (5-11 h), com pouca diferença entre pacientes transplantados renais, hepáticos ou cardíacos. Nos pacientes individuais, esses parâmetros de eliminação variam com base no tipo de co-tratamento com outros imunossupressores, tempo pós-transplante, concentração de albumina plasmática e função renal. Estes fatores explicam por que a exposição reduzida é observada quando micofenolato de mofetila é co-administrado com ciclosporina e por que as concentrações plasmáticas tendem a aumentar ao longo do tempo em comparação com o que é observado imediatamente após o transplante.

Em concentrações clínicas normais, o MPA e o MPAG não são removidos pela hemodiálise. No entanto, em concentrações altas do MPAG (> 100 mcg/mL), pequenas quantidades são removidas. Por interferirem na circulação entero-hepática da droga, os sequestrantes de ácido biliar, como a colestiramina, reduzem a AUC do MPA (vide item “Superdose”).

A disposição de MPA depende de vários transportadores. Polipeptídeos transportadores de ânions orgânicos (OATPs) e proteína de resistência a múltiplas drogas tipo 2 (MRP2) estão envolvidos na disposição do MPA; isoformas OATP, MRP2 e proteína resistente ao câncer da mama (BCRP) são transportadores associados à excreção biliar dos glucoronídeos. A proteína de resistência a múltiplas drogas tipo 1 (MDR1) também é capaz de transportar MPA, mas a sua contribuição parece estar restrita ao processo de absorção.

Nos rins, MPA e seus metabólitos interagem potencialmente com os transportadores de ânions orgânicos renais.

Farmacocinética em situações clínicas especiais Comprometimento renal Em estudo de dose única (seis pacientes por grupo), a média das AUCs do MPA plasmático observada em indivíduos com disfunção renal crônica grave (taxa de filtração glomerular < 25 mL/min/1,73 m2) foi de 28 - 75% maior em relação à observada em voluntários saudáveis normais ou indivíduos com menor grau de comprometimento renal. A AUC do MPAG em dose única foi de três a seis vezes maior em indivíduos com disfunção renal grave em relação aos indivíduos com disfunção renal moderada ou a indivíduos normais saudáveis, concordando com a eliminação renal conhecida do MPAG. Não se estudou o efeito de doses múltiplas do micofenolato de mofetila em pacientes com disfunção renal crônica grave.

Há também uma escassez de informações disponíveis para pacientes com nefrite lúpica com comprometimento renal grave. Recomenda-se o monitoramento terapêutico em pacientes com nefrite lúpica com TFG < 30 mL/min.

Pacientes com retardo na função do enxerto renal Nos pacientes com retardo da função do enxerto renal pós-transplante, a AUC0-12 média do MPA foi Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP comparável à observada em pacientes transplantados sem problemas da função do enxerto renal pós-transplante. Deve haver um aumento transitório da fração livre e da concentração plasmática do MPA em pacientes com retardo na função do enxerto. Ajuste na dose do micofenolato de mofetila não parece ser necessário (vide item “Posologia e Modo de Usar”). A AUC0-12 média do MPAG plasmático foi de duas a três vezes maior que em pacientes sem retardo na função do enxerto renal pós-transplante.

Em pacientes com retardo primário na função do enxerto após o transplante renal, as concentrações plasmáticas do MPAG acumularam; acúmulo do MPA, se houve, foi muito pequeno.

Comprometimento hepático A farmacocinética do MPAG e do MPA não foi afetada, em termos relativos, por doença do parênquima hepático em voluntários com cirrose alcoólica tratados com micofenolato de mofetila oral ou intravenoso.

Os efeitos da doença hepática sobre esses processos dependem, provavelmente, da doença específica.

Todavia, a doença hepática com dano predominantemente biliar, como a cirrose biliar primária, pode apresentar efeito diferente.

População geriátrica (≥ 65 anos) A farmacocinética do micofenolato de mofetila e dos seus metabólitos não se encontra alterada nos pacientes geriátricos transplantados, quando comparada aos pacientes transplantados mais jovens.

Dados de segurança não-clínicos Os sistemas hematopoiético e linfático foram os primeiros a serem comprometidos em estudos toxicológicos realizados com micofenolato de mofetila em ratos, camundongos, cachorros e macacos. Esses efeitos ocorreram em níveis de exposição sistêmica que são equivalentes ou menores que a exposição clínica na dose recomendada de 2 g/dia para pacientes de transplante renal. Efeitos gastrintestinais foram observados em cachorros em níveis de exposição sistêmica equivalentes ou menores que a exposição na dose recomendada. Efeitos gastrintestinal e renal compatíveis com desidratação também foram observados em macacos com a dose mais elevada (níveis de exposição sistêmica que são equivalentes ou maiores que a exposição clínica). O perfil de toxicidade não clínica do micofenolato de mofetila parece ser compatível com os eventos adversos observados em estudos clínicos em humanos, que atualmente fornecem dados de segurança de maior relevância para os pacientes (vide item “Reações adversas”).

Carciogenicidade Em modelos experimentais, o micofenolato de mofetila não foi tumorigênico. A dose mais alta testada em estudos de carcinogenicidade em animais resultou em, aproximadamente, duas a três vezes a exposição sistêmica (AUC ou Cmáx) observada em pacientes de transplante renal na dose clínica recomendada de 2 g/dia e 1,3 - 2 vezes a exposição sistêmica (AUC ou Cmáx) observada em pacientes de transplante cardíaco na dose clínica recomendada de 3 g/dia.

Genotoxicidade Dois ensaios genotóxicos (ensaio de linfoma/timidina quinase em ratos e ensaio de aberração micronuclear em ratos) mostraram o potencial do micofenolato de mofetila de causar instabilidade cromossômica em doses com níveis altamente tóxicos.

Outros testes genotóxicos (ensaio da mutação bacteriana, ensaio da conversão genética mitótica da levedura ou ensaio da aberração cromossômica das células ovarianas de hamster chinês) não mostraram atividade mutagênica.

Comprometimento da fertilidade O micofenolato de mofetila não apresentou efeito na fertilidade de ratos machos em doses orais de até 20 mg/kg/dia. A exposição sistêmica a essa dose representa duas a três vezes a exposição clínica na dose Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP recomendada de 2 g/dia para pacientes de transplante renal e 1,3 - 2 vezes a exposição sistêmica em pacientes de transplante cardíaco na dose clínica recomendada de 3 g/dia. Em estudos de reprodução e fertilidade em animais fêmeas, doses orais de 4,5 mg/kg/dia causaram malformação (incluindo anoftalmia, agnatia e hidrocefalia) na primeira geração de filhotes, na ausência de toxicidade materna. A exposição sistêmica a essa dose foi aproximadamente 0,5 vez a exposição clínica na dose recomendada de 2 g/dia para pacientes de transplante renal e aproximadamente 0,3 vez a exposição clínica na dose recomendada de 3 g/dia para pacientes de transplante cardíaco. Nenhum efeito na fertilidade ou nos parâmetros reprodutivos foi observado nas fêmeas com crias ou nas gerações subsequentes.

Toxicidade reprodutiva Em estudos teratogênicos em ratos e coelhos, reabsorção fetal e malformações ocorreram em ratos na dose de 6 mg/kg/dia (incluindo anoftalmia, agnatia e hidrocefalia) e em coelhos na dose de 90 mg/kg/dia (incluindo anormalidades cardiovascular e renal, como ectopia de cordão e renal, e hérnia diafragmática e umbilical), na ausência de toxicidade materna. A exposição sistêmica a esses níveis é equivalente a cerca de menos de 0,5 vez a exposição clínica na dose recomendada de 2 g/dia para pacientes de transplante renal e aproximadamente 0,3 vez a exposição clínica na dose recomendada de 3 g/dia para pacientes de transplante cardíaco (vide item “Advertências e Precauções – Gravidez”).

04

Contraindicações

Foram observadas reações alérgicas ao micofenolato de mofetila. Portanto, o micofenolato de mofetila está contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida ao micofenolato de mofetila ou ao ácido micofenólico.

Gestação e lactação Categoria de risco na gravidez: X. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

O micofenolato de mofetila é contraindicado durante a gravidez devido ao seu potencial teratogênico e mutagênico (vide item “Advertências e Precauções – Gravidez”).

O micofenolato de mofetila é contraindicado para mulheres em idade fértil que não estão utilizando métodos contraceptivos altamente efetivos (vide itens “Advertências e Precauções – Potencial reprodutivo feminino e masculino” e “Advertências e Precauções – Contracepção”).

O micofenolato de mofetila é contraindicado para mulheres que estão amamentando (vide item “Advertências e Precauções – Lactação”).

Não há contraindicação relativa às faixas etárias.

05

Advertências e precauções

Neoplasias De forma similar aos pacientes em uso de regimes imunossupressores com combinações de drogas, os pacientes que recebem micofenolato de mofetila como parte de um regime imunossupressor têm maior risco de desenvolver linfomas e outros tumores malignos, particularmente de pele (vide item “Reações adversas”). O risco parece estar mais relacionado à intensidade e à duração da imunossupressão que ao uso de um agente específico.

Da mesma forma que pacientes com maior risco para câncer de pele, a exposição à luz solar e aos raios UV deverá ser limitada através do uso de roupa para proteção adequada e de filtros solares com alto fator de proteção.

Infecções Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP A supressão em excesso do sistema imunológico também pode aumentar a susceptibilidade às infecções, incluindo infecções oportunistas, infecções fatais e sepse (vide item “Reações adversas”). Essas infecções incluem reativação viral latente, como a reativação de hepatite B ou C ou infecções causadas pelo poliomavírus. Casos de hepatite devido à reativação de hepatite B ou C foram relatados em pacientes portadores tratados com imunossupressores. Casos de leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) associados com o vírus JC, algumas vezes fatal, foram relatados em pacientes tratados com micofenolato de mofetila. Os casos relatados geralmente apresentavam fatores de risco para LMP, incluindo terapias imunossupressoras e disfunção do sistema imune. Em pacientes imunodeprimidos, a LMP deve ser considerada no diagnóstico diferencial de pacientes com sintomas neurológicos e a avaliação do neurologista deve ser realizada, se clinicamente indicada.

Nefropatia associada com o vírus BK foi observada durante o uso de micofenolato de mofetila em pacientes que receberam transplante renal. Essa infecção pode estar associada com desfechos graves, às vezes levando a perda do enxerto renal. O monitoramento dos pacientes pode ajudar a detectar aqueles com risco para nefropatia associada ao vírus BK. Devido ao efeito citostático de micofenolato de mofetila em linfócitos B e T, pode ocorrer aumento da gravidade de COVID-19. A redução da dose ou descontinuação micofenolato de mofetila deve ser considerada para pacientes que desenvolverem evidência de nefropatia associada ao vírus BK, ou em casos clinicamente significativos de COVID-19.

Sangue e sistema imunológico Casos de aplasia pura de série vermelha (APSV) foram relatados em pacientes tratados com micofenolato de mofetila em associação com outros agentes imunossupressores. O mecanismo de indução de APSV pelo micofenolato de mofetila é desconhecido; a contribuição relativa dos outros imunossupressores e suas combinações em um esquema de imunossupressão também é desconhecida. Em alguns casos a APSV foi reversível com a redução da dose ou suspensão do uso de micofenolato de mofetila. Em pacientes transplantados, porém, a redução da imunossupressão pode aumentar o risco de rejeição do órgão transplantado.

Medicamentos imunossupressores podem ativar focos primários de tuberculose. Os médicos que acompanham pacientes sob imunossupressão devem estar alertas quanto à possibilidade de surgimento de doença ativa, tomando, assim, todos os cuidados para o diagnóstico precoce e tratamento.

Pacientes que recebem micofenolato de mofetila devem ser instruídos a relatar imediatamente qualquer evidência de infecção, contusão inesperada, sangramento ou qualquer outra manifestação de depressão da medula óssea.

Pacientes em tratamento com micofenolato de mofetila devem realizar hemograma completo semanalmente durante o primeiro mês de tratamento, quinzenalmente no segundo e terceiro meses de tratamento e mensalmente ao longo do primeiro ano. Os pacientes que recebem micofenolato de mofetila devem ser monitorados para neutropenia. O desenvolvimento de neutropenia pode estar relacionado diretamente ao micofenolato de mofetila, a medicações concomitantes, a infecções virais ou à combinação dessas causas (vide item “Posologia e Modo de Usar - Instruções especiais de dosagem”).

Caso ocorra neutropenia (número absoluto de neutrófilos < 1,3 x 10 3/µL), a administração de micofenolato de mofetila deve ser interrompida ou a dose deve ser reduzida, e o paciente observado cuidadosamente (vide item “Posologia e Modo de usar - Instruções especiais de dosagem”).

Doação de sangue Pacientes não devem doar sangue durante a terapia e por, pelo menos, 6 semanas após a descontinuação do uso de micofenolato de mofetila.

Vacinação Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Os pacientes devem ser alertados para o fato de que, durante o tratamento com micofenolato de mofetila, as vacinas poderão ser menos eficazes e o uso de vacinas de vírus vivo atenuado deve ser evitado (vide item “Interações medicamentosas”). A vacinação contra gripe pode ser útil. Os médicos devem seguir as diretrizes locais quanto às instruções para vacinação contra gripe.

Gastrintestinal O micofenolato de mofetila tem sido associado a aumento da incidência de efeitos adversos no sistema digestivo, incluindo casos pouco frequentes de ulceração do trato gastrintestinal, hemorragia e perfuração.

O medicamento deve ser administrado com cuidado em pacientes com disfunções ativas graves do sistema digestivo.

O micofenolato de mofetila é um IMPDH (inibidor da inosina monofosfato desidrogenase). Portanto, deve ser evitado em pacientes com deficiências hereditárias raras de hipoxantina-guanina fosforibosil-transferase (HGPRT), como as síndromes de Lesch- Nyhan ou Kelley-Seegmiller.

Interações Precaução ao se mudar de terapias combinadas que incluem imunossupressores que interferem na recirculação entero- hepática do MPA, como por exemplo, ciclosporina, para outros que não exercem esse efeito, como sirolimus, belatacept, ou vice-versa, pois isso pode resultar em mudanças na exposição ao MPA (vide item “Interações medicamentosas”). O monitoramento da terapia com o medicamento pode ser apropriado para garantir imunossupressão adequada em pacientes com alto risco imunológico (por exemplo: risco de rejeição, tratamento com antibióticos, adição ou remoção de um medicamento de interação). Medicamentos que interferem no ciclo entero-hepático do MPA (por exemplo, colestiramina, sevelâmer, antibióticos) devem ser usados com precaução devido ao seu potencial de redução dos níveis plasmáticos e eficácia de micofenolato de mofetila Sevelâmer e outros ligantes de fosfato livres de cálcio devem ser administrados 2 horas após a ingestão de micofenolato de mofetila, para minimizar o impacto na absorção do MPA.

Não se recomenda a administração concomitante de micofenolato de mofetila com azatioprina, uma vez que ambos possuem o potencial de causar supressão da medula óssea e a referida administração concomitante não foi estudada.

Populações Especiais Potencial reprodutivo feminino e masculino Fertilidade: O micofenolato de mofetila é contraindicado para mulheres em idade fértil que não estão utilizando métodos contraceptivos altamente efetivos (vide item “Contraindicações”). Malformações (incluindo anoftalmia, agnatia e hidrocefalia) ocorreram na primeira geração de descendentes de ratas tratadas com doses orais de micofenolato de mofetila em ausência de toxicidade materna (vide item “Dados de segurança não-clínicos”). Nenhum efeito foi observado na fertilidade em ratos tratados com micofenolato de mofetila.

Teste de gravidez: Antes do início da terapia com micofenolato de mofetila, mulheres em idade fértil devem ter um teste de gravidez sanguíneo ou urinário negativo, com sensibilidade de pelo menos 25 mUI/mL. Um segundo teste deve ser realizado de 8 a 10 dias depois. Testes de gravidez repetitivos devem ser realizados em visitas de acompanhamento. Os resultados de todos os testes de gravidez devem ser discutidos com o paciente. Os pacientes devem ser instruídos a consultar seu médico imediatamente em caso de gravidez.

Contracepção Mulheres O micofenolato de mofetila é contraindicado para mulheres em idade fértil que não estão utilizando métodos Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP contraceptivos altamente efetivos (vide item “Contraindicações”).

Antes do início do tratamento, pacientes do sexo feminino com potencial reprodutor devem estar cientes do risco aumentado da perda da gravidez e malformações congênitas e devem ser aconselhados sobre a prevenção da gravidez e planejamento.

Mulheres em idade fértil devem utilizar simultaneamente duas formas confiáveis de contracepção, no mínimo uma que deve ser altamente efetiva antes do início da terapia com O micofenolato de mofetila, durante a terapia e durante seis semanas após a descontinuação da terapia, a menos que a abstinência sexual tenha sido o método contraceptivo escolhido.

Homens Evidência clínica limitada está disponível sobre exposição paterna ao micofenolato de mofetila. Essa evidência não indica um aumento do risco de malformações ou aborto espontâneo após exposição paternal ao micofenolato de mofetila.

Evidências não-clínicas mostram que a dose de micofenolato de mofetila que pode ser transferida via fluido seminal para parceira potencialmente grávida é 30 vezes menor que a concentração sem efeitos teratogênicos em animais, e 200 vezes menor do que a menor concentração teratogênica em animais.

Portanto, o risco de danos por meio de fluido seminal é considerado insignificante. Porém, efeitos genotóxicos foram observados em estudos com animais com exposições que excedem a exposição terapêutica humana em aproximadamente 2,5 vezes. Assim, o risco de efeitos genotóxicos em células espermáticas não pode ser completamente excluído.

Na ausência de dados suficientes para excluir o risco de danos ao feto concebido durante ou diretamente após o tratamento do pai, as seguintes medidas de precaução são recomendadas: que pacientes do sexo masculino sexualmente ativos e/ou suas parceiras utilizem contraceptivos efetivos durante o tratamento do paciente do sexo masculino e por, no mínimo, 90 dias após o término do tratamento.

Gravidez O micofenolato de mofetila é contraindicado na gravidez devido ao seu potencial teratogênico e mutagênico (vide item “Contraindicações”).

O micofenolato de mofetila é um teratógeno humano, aumentando o risco de abortos espontâneos (principalmente no primeiro trimestre da gravidez) e malformações congênitas no caso de exposição materna durante a gravidez (vide item “Reações Adversas”). Na literatura médica, o risco de abortos espontâneos relatado foi de 45 a 49% após a exposição micofenolato de mofetil, em comparação com uma taxa relatada entre 12 e 33% em pacientes transplantados de órgãos sólidos tratados com outros imunossupressores.

Em literatura publicada, malformações congênitas (incluindo malformações múltiplas em recém-nascidos) foram relatadas em 23 a 27% dos nascidos vivos em gravidezes expostas ao micofenolato de mofetila.

Como comparativo, o risco de malformações é estimado em aproximadamente 2% dos nascidos vivos na população geral e em aproximadamente 4 a 5% em pacientes submetidos ao transplante de órgãos sólidos tratados com imunossupressores diferentes do micofenolato de mofetila. As seguintes malformações foram mais frequentemente relatadas no período de pós-comercialização em filhos de pacientes expostas ao micofenolato de mofetila em associação com outros imunossupressores durante a gravidez:

  • Malformações faciais, como lábio leporino, fenda palatina, micrognatia e hipertelorismo das órbitas;
  • Anormalidades dos ouvidos (por exemplo, formação anormal ou ausência do ouvido externo / médio) e olhos (por exemplo, coloboma, microftalmia);
  • Malformações dos dedos (por exemplo, polidactilia, sindactilia, braquidactilia);
  • Anormalidades cardíacas, tais como defeitos dos septos atrial e ventricular;
  • Malformações esofágicas (por exemplo, atresia esofágica);
  • Malformações do sistema nervoso (tais como espinha bífida).

Esses achados foram consistentes com estudos teratológicos realizados em ratos e coelhos em que Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP reabsorção fetal e malformações ocorreram na ausência de toxicidade materna (vide item “Características Farmacológicas - Dados de segurança não-clínicos”).

Trabalho de parto e parto O uso seguro de micofenolato de mofetila durante trabalho de parto e parto não foi estabelecido.

Lactação Não é conhecido se o micofenolato de mofetila é excretado no leite materno humano. Devido ao potencial de reações adversas sérias em lactentes, o micofenolato de mofetila é contraindicado durante a amamentação (vide item “Contraindicações”).

Apesar da relevância em humanos ser desconhecida, estudos em ratas demonstraram que micofenolato de mofetila pode ser excretado pelo leite.

Doação de sêmen Homens não devem doar sêmen durante a terapia e por, pelo menos, 90 dias a partir da descontinuação do uso de micofenolato de mofetila.

População geriátrica (≥ 65 anos) Os pacientes geriátricos podem ter maior risco de eventos adversos, como certas infecções (incluindo doença invasiva por citomegalovírus) e possivelmente hemorragia gastrintestinal e edema pulmonar, quando comparados com pacientes jovens (vide item “Reações adversas”).

Uso pediátrico (idade ≤ 18 anos) Não existem dados disponíveis para transplante cardíaco ou hepático em pacientes pediátricos.

Uso em pacientes com insuficiência renal Vide itens "Posologia e Modo de Usar" e "Características Farmacológicas - Farmacocinética".

Uso em pacientes com insuficiência hepática Vide itens "Posologia e Modo de Usar" e "Características Farmacológicas - Farmacocinética".

Abuso e dependência do medicamento Não há dados disponíveis que demonstrem que o micofenolato de mofetila possui potencial para abuso ou cause dependência.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas O micofenolato de mofetila pode ter um efeito moderado sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.

Pacientes devem ser orientados a ter precaução ao dirigir ou operar máquinas se apresentarem reações adversas ao medicamento como sonolência, confusão, tontura, tremor ou hipotensão durante o tratamento com micofenolato de mofetila (vide item “Reações adversas”).

Até o momento, não há informações de que micofenolato de mofetila possa causar doping.

06

Interações medicamentosas

Inibidores da DNA Polimerase (aciclovir, ganciclovir) Aciclovir: concentrações plasmáticas maiores de aciclovir e MPAG foram observadas quando micofenolato de mofetila foi administrado com aciclovir em comparação com a administração de cada droga isoladamente. Devido ao aumento da concentração plasmática de MPAG na presença de disfunção renal, Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP como ocorre com o aciclovir, pode ocorrer competição entre o micofenolato de mofetila e o aciclovir ou seus pró-fármacos como o valganciclovir pela secreção tubular e isso pode aumentar as concentrações de ambas as drogas.

Ganciclovir: baseado nos resultados de um estudo com administração de dose única, nas doses recomendadas de micofenolato de mofetila oral e ganciclovir intravenoso e nos efeitos conhecidos da deterioração renal sobre a farmacocinética do MMF e do ganciclovir, prevê-se que a co-administração desses agentes (que competem pelos mecanismos de secreção tubular renal) resultará em aumento na concentração do MPAG e do ganciclovir. Nenhuma alteração substancial na farmacocinética do MPA é prevista, não sendo necessário o ajuste da dose do MMF. Pacientes com deterioração renal nos quais o MMF e o ganciclovir ou seus pró-fármacos, como o valganciclovir, são co-administrados, devem ser monitorados cuidadosamente.

Antiácidos e inibidores da bomba de prótons (IBPs) Exposição diminuída de ácido micofenólico (MPA) foi observada quando antiácidos, como hidróxidos de alumínio e magnésio, e IBPs, incluindo omeprazol, lansoprazol e pantoprazol, foram administrados com micofenolato de mofetila. Não foram observadas diferenças significativas ao comparar as taxas de rejeição de transplante ou as taxas de perda do enxerto entre pacientes de micofenolato de mofetila que utilizaram IBPs versus pacientes de micofenolato de mofetila que não utilizaram IBPs. Esses dados suportam a extrapolação dessa observação para todos os antiácidos, pois a redução à exposição é consideravelmente menor quando micofenolato de mofetila foi coadministrado com hidróxidos de alumínio e magnésio em relação à coadministração com IBPs.

Sequestrantes Colestiramina: após administração de 1,5 g de micofenolato de mofetila em indivíduos saudáveis pré-tratados com colestiramina 4 g, três vezes ao dia durante quatro dias, houve redução de 40% na AUC do MPA. Deve-se ter cautela durante a administração concomitante de drogas que interfiram na circulação entero-hepática (vide item “Advertências e Precauções”).

Sevelâmer: a administração concomitante de sevelâmer e micofenolato de mofetila, em pacientes adultos, diminuiu a Cmáx e a AUC0-12 do MPA em 30% e 25%, respectivamente (vide item “Advertências e Precauções”).

Imunossupressores Ciclosporina A: a farmacocinética da ciclosporina A (CsA) não é afetada por micofenolato de mofetila.

Entretanto, CsA interfere na circulação entero-hepática do MPA, resultando em reduções de 30% a 50% na exposição do MPA em pacientes transplantados renais tratados com micofenolato de mofetila e CsA, se comparado com pacientes que receberam sirolimo ou belatacept e doses semelhantes de micofenolato de mofetila. Inversamente, mudanças na exposição de MPA devem ser esperadas quando há substituição do uso de CsA para um dos imunossupressores que não interferem na circulação entero-hepática do MPA (vide item “Advertências e Precauções”).

Tacrolimo: não foi observado efeito na AUC ou Cmáx do MPA em pacientes transplantados hepáticos, ao administrar tacrolimo concomitantemente com micofenolato de mofetila. Observou-se resultado similar em um estudo recente, em pacientes transplantados renais.

Em pacientes transplantados renais, mostrou-se que a concentração do tacrolimo parece não ser alterada pelo micofenolato de mofetila.

Entretanto, em pacientes transplantados hepáticos estáveis, observou-se aumento de aproximadamente 20% na AUC do tacrolimo, quando foram administradas doses múltiplas de micofenolato de mofetila (1,5 g duas vezes ao dia) para pacientes recebendo tacrolimo.

Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Antibióticos Rifampicina: após correção da dose, uma diminuição em 70% da exposição de MPA (AUC0-12h) foi observada com administração concomitante de rifampicina em um único paciente transplantado de coração e pulmão. Portanto, recomenda-se controlar os níveis de exposição de MPA e ajustar as doses de micofenolato de mofetila para manter a eficácia clínica quando as drogas são administradas concomitantemente.

Antibióticos eliminadores de bactérias intestinais produtoras de β-glucuronidase (por exemplo, aminoglicosídeos, cefalosporinas, fluoroquinolona, e antibióticos penicilínicos) podem interferir na recirculação entero-hepática, o que acarreta na redução da exposição sistêmica de MPA.

Informações acerca dos seguintes antibióticos estão disponíveis:

Ciprofloxacina ou amoxicilina associada ao ácido clavulânico: reduções de 54% nas concentrações pré-tomada (vale) de MPA foram relatadas em pacientes transplantados renais nos dias imediatamente após o início da ciprofloxacina oral ou amoxicilina associada ao ácido clavulânico. Os efeitos tendem a diminuir com o uso continuado do antibiótico e a cessar após a descontinuação. A alteração no nível de pré-dose pode não representar exatamente as alterações na exposição global ao MPA, portanto, a relevância clínica dessas observações é incerta.

Norfloxacino e metronidazol: norfloxacino em combinação com metronidazol diminuiu a AUC0-48 do MPA em 30%, após dose única de micofenolato de mofetila. Esse efeito sobre a exposição sistêmica de MPA não ocorreu com qualquer um destes antibióticos quando foram administradas separadamente.

Trimetoprima/ sulfametoxazol: Não foi observado efeito sobre a exposição sistêmica do MPA (AUC, Cmax) com a combinação trimetoprima / sulfametoxazol.

Contraceptivos orais Um estudo de coadministração de micofenolato de mofetila (1 g duas vezes ao dia) e contraceptivo oral combinado contendo etinilestradiol (0,02 - 0,04 mg) e levonorgestrel (0,05 - 0,20 mg), desogestrel (0,15 mg) ou gestodene (0,05 - 0,10 mg) envolvendo 18 mulheres com psoríase e conduzido por mais de três ciclos menstruais não mostrou influência clínica relevante de micofenolato de mofetila nos níveis séricos da progesterona, do LH e do FSH, não indicando, portanto, influência de micofenolato de mofetila no efeito supressor da ovulação dos contraceptivos orais. A farmacocinética dos contraceptivos orais não foi afetada em um nível clinicamente relevante pela co-administração de micofenolato de mofetila (vide item “Advertências e Precauções – Gravidez”).

Outras interações A administração concomitante de drogas que inibem a glucoronidação de ácido micofenólico (MPA) pode aumentar a exposição de MPA (por exemplo, foi observado aumento na AUC0-∞ de MPA em 35% com administração concomitante de isavuconazol). Deve-se ter cautela durante a administração concomitante dessas drogas com micofenolato de mofetila.

A administração concomitante de telmisartana e micofenolato de mofetila resultou em uma diminuição de aproximadamente 30% nas concentrações de ácido micofenólico (MPA). Telmisartana altera a eliminação do MPA por aumentar a expressão de PPAR gama (receptor gama ativador da proliferação de peroxissoma), que por sua vez resulta no aumento da expressão e da atividade de UGT1A9, aumentando a glucuronidação.

Ao comparar as taxas de rejeição do transplante, as taxas de perda do enxerto ou perfis de eventos adversos entre os pacientes de micofenolato de mofetila com e sem uso concomitante de telmisartana, não foram observadas consequências clínicas da interação medicamentosa farmacocinética.

Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Coadministração de probenecida com micofenolato de mofetila em macacos aumenta, em três vezes, a AUC plasmática do MPAG. Portanto, outras drogas que sofrem secreção tubular renal podem competir com o MPAG e aumentar a concentração plasmática de ambas.

Vacinas de vírus vivos: vacinas de vírus vivos não devem ser administradas a pacientes com alteração da resposta imune. A resposta de anticorpos a outras vacinas pode estar diminuída (vide item “Advertências e Precauções”).

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

O micofenolato de mofetila deve ser mantido em sua embalagem original. Os comprimidos devem ser conservados em temperatura ambiente (entre 15º e 30º C) e protegidos da luz.

Prazo de validade Este medicamento possui prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico e características organolépticas O micofenolato de mofetila apresenta coloração roxa, em formato de cápsula, liso em ambos os lados.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

Manuseio e aplicação O micofenolato de mofetila comprimidos deve ser ingerido com um pouco de água.

Como o micofenolato de mofetila mostrou ter efeito teratogênico (vide item “Advertências e Precauções – Gravidez”), seus comprimidos não devem ser triturados para evitar inalação ou contato direto com a pele ou mucosa. Em caso de contato do micofenolato de mofetila com a pele ou membranas mucosas, lavar minuciosamente com água e sabão. Em casos de contato com os olhos, limpar com água corrente.

Via de administração O micofenolato de mofetila comprimidos deve ser administrado por via oral.

Posologia Pacientes transplantados O micofenolato de mofetila deve ser administrado todos os dias. É importante manter a rotina de uso do micofenolato de mofetila para garantir que o órgão transplantado continue funcionando adequadamente.

Dosagem padrão para profilaxia da rejeição renal A dose de 1,0 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 2 g) é recomendada em pacientes de transplante renal. Apesar de a dose de 1,5 g duas vezes ao dia (dose diária de 3 g) ter sido usada em estudos clínicos e ter se mostrado efetiva e segura, não mostrou vantagem em termos de eficácia para pacientes de transplante renal. Pacientes recebendo 2g/dia de micofenolato de mofetila demonstraram um perfil de segurança geral melhor quando comparados aos pacientes que receberam 3 g/dia do micofenolato de Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP mofetila.

Dosagem padrão para profilaxia da rejeição cardíaca A dose de 1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g) é recomendada a pacientes submetidos a transplante cardíaco.

Dosagem padrão para profilaxia da rejeição hepática A dose de 1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g) é recomendada a pacientes submetidos a transplante hepático.

Dosagem para o tratamento da primeira rejeição e da rejeição refratária renal A dose de 1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g) é recomendada para o tratamento da primeira rejeição e da rejeição refratária.

Administração oral (vide item "Características farmacológicas - Farmacocinética") A dose inicial do micofenolato de mofetila deve ser administrada o mais breve possível após o transplante renal, cardíaco ou hepático.

Pacientes adultos com nefrite lúpica Dosagem padrão para terapia de indução A dose de 750 mg a 1,5 g administrada duas vezes ao dia (dose diária de 3 g) é recomendada a pacientes adultos com nefrite lúpica.

Dosagem padrão para terapia de manutenção A dose de 500mg a 1g administrada duas vezes ao dia é recomendada a pacientes adultos com nefrite lúpica.

Micofenolato mofetila deve ser utilizado em combinação com corticosteroides. As doses devem ser introduzidas gradualmente e ajustadas de acordo com a resposta clínica. O monitoramento da terapia com o medicamento pode prevenir a exposição sub-terapêutica (Cmín ≥ 3,0 mg/L ou AUC ≥35 h*mg/L interdose).

Instruções especiais de dosagem Pacientes com neutropenia Para pacientes que desenvolvem neutropenia (contagem absoluta de neutrófilos < 1,3 x 10 3/µL), o tratamento com micofenolato de mofetila deve ser interrompido ou a dose deve ser reduzida (vide item “Advertências e Precauções”).

Disfunção renal grave Para pacientes transplantados renais com disfunção renal crônica grave (taxa de filtração glomerular < 25 mL/min/1,73 m 2), fora do período imediatamente após o transplante ou após o tratamento da rejeição aguda ou refratária, doses maiores que 1 g administradas duas vezes ao dia devem ser evitadas (vide item “Advertências e Precauções”). Para pacientes que apresentam retardo na função do enxerto renal após a cirurgia do transplante, não é recomendado ajuste de dose, mas os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados (vide item “Características Farmacológicas - Farmacocinética”). Para pacientes com disfunção renal grave que receberam transplante cardíaco ou hepático, não existem dados disponíveis (vide item “Características Farmacológicas - Farmacocinética”).

Para pacientes com nefrite lúpica com taxa de filtração glomerular < 30 mL/min, o monitoramento do medicamento é recomendado.

Disfunção hepática grave Para pacientes de transplante renal com doença grave no parênquima hepático, nenhum ajuste de dose é Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP recomendado (vide item “Características Farmacológicas - Farmacocinética”). Para pacientes que receberam transplante cardíaco com doença grave do parênquima hepático, não existem dados disponíveis.

Uso geriátrico (> 65 anos) Para pacientes transplantados, não é recomendado nenhum ajuste de dose (vide item “Advertências e Precauções”).

Para pacientes com nefrite lúpica, não há recomendação disponível.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

09

Reações adversas

O perfil de segurança apresentado neste item é baseado em dados de estudos clínicos e experiência pós-comercialização e demonstram ser consistentes nas populações de pacientes transplantados e com nefrite lúpica.

Experiência de estudos clínicos Um total estimado de 1.557 pacientes receberam o micofenolato de mofetila durante os estudos clínicos pivotais na prevenção da rejeição aguda de órgãos. Destes, 991 foram incluídos nos estudos renais combinados ICM1866, MYC022, MYC023, 277 foram incluídos no estudo hepático MYC2646 e 289 foram incluídos no estudo cardíaco MYC1864. Os pacientes em todos os braços do estudo receberam também ciclosporina e corticosteroides.

Nos estudos pivotais, diarreia, leucopenia, sepse e vômitos estavam entre as reações adversas mais comuns e / ou graves relacionadas ao uso de O micofenolato de mofetila. Houve também evidência de maior frequência de certos tipos de infecção, como por exemplo infecções oportunistas (vide item “Advertências e precauções”).

Nos três estudos pivotais para prevenção da rejeição em transplante renal, os pacientes que receberam o micofenolato de mofetila 2 g/dia apresentaram um perfil de segurança geral melhor que os que receberam 3 g/dia. O perfil de segurança do micofenolato de mofetila em pacientes tratados para rejeição refratária em transplante renal foi semelhante àquele observado nos estudos pivotais para prevenção de rejeição renal com doses de 3 g por dia. Diarreia e leucopenia, seguidas de anemia, náuseas, dor abdominal, sepse, náuseas, vômitos e dispepsia foram os eventos adversos relatados com maior frequência pelos pacientes recebendo o micofenolato de mofetila em comparação com pacientes recebendo corticosteroide intravenoso.

Resumo tabelado de reações adversas dos estudos clínicos As reações adversas dos estudos clínicos (Tabela 1) estão listadas conforme sistema MedDRA de classes de órgãos, juntamente com a suas incidências. A categoria de frequência correspondente para cada reação adversa é baseada na seguinte convenção: muito comum (≥1 / 10); comum (≥1 / 100 a <1/10); incomum (≥1 / 1.000 a <1/100); rara (≥1 / 10.000 a <1 / 1.000); muito rara (<1 / 10.000). Devido às grandes diferenças observadas na frequência de certas reações adversas a medicamento (RAMs) nas diferentes indicações de transplante, a frequência é apresentada separadamente para os pacientes com transplante renal, hepático e cardíaco.

Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Tebela 1 Resumo das reações adversas a medicamento que ocorreram nos pacientes tratados com micofenolato de mofetila nos estudos clínicos pivotais Reações adversas a medicamento (MedDRA) Classe de sistemas de órgãos Transplante renal n = 991 Transplante hepático n = 277 Transplante cardíaco n = 289 Incidência (%) Frequência Incidência (%) Frequência Incidência (%) Frequência Infecções e infestações Infecções bacterianas 39,9 Muito comum 27,4 Muito comum 19,0 Muito comum Infecções fúngicas 9,2 Comum 10,1 Muito comum 13,1 Muito comum Infecções virais 16,3 Muito comum 14,1 Muito comum 31,1 Muito comum Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo cistos e pólipos) Neoplasia benigna da pele 4,4 Comum 3,2 Comum 8,3 Comum Neoplasia 1,6 Comum 2,2 Comum 4,2 Comum Câncer de pele 3,2 Comum 0,7 Incomum 8,0 Comum Distúrbios do sangue e do sistema e linfático Anemia 20,0 Muito comum 43,0 Muito comum 45,0 Muito comum Equimose 3,6 Comum 8,7 Comum 20,1 Muito comum Leucocitose 7,6 Comum 22,4 Muito Comum 42,6 Muito comum Leucopenia 28,6 Muito comum 45,8 Muito comum 34,3 Muito comum Pancitopenia 1,0 Comum 3,2 Comum 0,7 Incomum Pseudolinfoma 0,6 Incomum 0,4 Incomum 1,0 Comum Trombocitopenia 8,6 Comum 38,3 Muito comum 24,2 Muito comum Distúrbios nutricionais e do metabolismo Acidose 3,4 Comum 6,5 Comum 14,9 Muito Comum Hipercolesterolemi a 11,0 Muito comum 4,7 Comum 46,0 Muito comum Hiperglicemia 9,0 Comum 43,7 Muito comum 48,4 Muito comum Hipercalemia 7,3 Comum 22,0 Muito comum 16,3 Muito comum Hiperlipidemia 7,6 Comum 8,7 Comum 13,8 Muito comum Hipocalcemia 3,2 Comum 30,0 Muito comum 8,0 Comum Hipocalemia 7,8 Comum 37,2 Muito comum 32,5 Muito comum Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Hipomagnesemia 1,8 Comum 39,0 Muito comum 20,1 Muito comum Hipofosfatemia 10,8 Muito comum 14,4 Muito comum 8,7 Comum Perda de peso 1,0 Comum 4,7 Comum 6,2 Comum Distúrbios psiquiátricos Confusão 1,4 Comum 17,3 Muito comum 14,2 Muito comum Depressão 3,7 Comum 17,3 Muito comum 20,1 Muito comum Insônia 8,4 Comum 52,3 Muito comum 43,3 Muito comum Distúrbios do sistema nervoso Tontura 7,8 Comum 16,2 Muito comum 34,3 Muito comum Dor de cabeça 14,8 Muito comum 53,8 Muito comum 58,5 Muito comum Hipertonia 3,3 Comum 7,6 Comum 17,3 Muito comum Parestesia 6,3 Comum 15,2 Muito comum 15,6 Muito comum Sonolência 2,6 Comum 7,9 Comum 12,8 Muito comum Tremor 9,2 Comum 33,9 Muito comum 26,3 Muito comum Distúrbios cardíacos Taquicardia 4,3 Comum 22,0 Muito comum 22,8 Muito comum Distúrbios vasculares Hipertensão 27,5 Muito comum 62,1 Muito comum 78,9 Muito comum Hipotensão 4,9 Comum 18,4 Muito comum 34,3 Muito comum Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Tosse 11,4 Muito comum 15,9 Muito comum 40,5 Muito comum Dispneia 12,2 Muito comum 31,0 Muito comum 44,3 Muito comum Derrame pleural 2,2 Comum 34,3 Muito comum 18,0 Muito comum Distúrbios gastrintestinais Dor abdominal 22,4 Muito comum 62,5 Muito comum 41,9 Muito comum Colite 1,6 Comum 2,9 Comum 2,8 Comum Constipação 18,0 Muito comum 37,9 Muito comum 43,6 Muito comum Diminuição do apetite 4,7 Comum 25,3 Muito comum 14,2 Muito comum Diarreia 30,4 Muito comum 51,3 Muito comum 52,6 Muito comum Dispepsia 13,0 Muito comum 22,4 Muito comum 22,1 Muito comum Esofagite 4,9 Comum 4,3 Comum 9,0 Comum Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Flatulência 6,4 Comum 18,8 Muito comum 18,0 Muito comum Gastrite 4,4 Comum 4,0 Comum 9,3 Comum Hemorragia gastrintestinal 2,7 Comum 8,3 Comum 7,6 Comum Úlcera gastrintestinal 3,1 Comum 4,7 Comum 3,8 Comum Íleo 2,4 Comum 3,6 Comum 2,4 Comum Náusea 18,4 Muito comum 54,5 Muito comum 56,1 Muito comum Estomatite 1,4 Comum 1,4 Comum 3,5 Comum Vômito 10,6 Muito comum 32,9 Muito comum 39,1 Muito comum Distúrbios hepatobiliares Aumento de fosfatase alcalina no sangue 5,2 Comum 5,4 Comum 9,3 Comum Aumento de lactato desidrogenase no sangue 5,8 Comum 0,7 Incomum 23,5 Muito comum Aumento de enzima hepática 5,6 Comum 24,9 Muito comum 17,3 Muito comum Hepatite 2,2 Comum 13,0 Muito comum 0,3 Incomum Distúrbios na pele e tecido subcutâneo Alopecia 2,2 Comum 2,2 Comum 2,1 Comum Erupção cutânea 6,4 Comum 17,7 Muito comum 26,0 Muito comum Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Artralgia 6,4 Comum 6,1 Comum 10,0 Muito comum Fraqueza muscular 3,0 Comum 4,0 Comum 13,8 Muito comum Distúrbios renais e urinários Aumento de creatinina no sangue 8,2 Comum 19,9 Muito comum 42,2 Muito comum Aumento de ureia no sangue 0,8 Incomum 10,1 Muito comum 36,7 Muito comum Hematúria 10,0 Muito comum 5,1 Comum 5,2 Comum Distúrbios gerais e condições do local de administração Astenia 10,8 Muito comum 35,4 Muito comum 49,1 Muito comum Calafrios 2,0 Comum 10,8 Muito comum 13,5 Muito comum Edema 21,0 Muito comum 48,4 Muito comum 67,5 Muito comum Hérnia 4,5 Comum 11,6 Muito comum 12,1 Muito comum Mal-estar 2,4 Comum 5,1 Comum 9,0 Comum Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP Dor 9,8 Comum 46,6 Muito comum 42,2 Muito comum Pirexia 18,6 Muito comum 52,3 Muito comum 56,4 Muito comum Descrição de reações adversas selecionadas Infecções Todos os pacientes tratados com imunossupressores têm maior risco de desenvolver infecções bacterianas, virais e fúngicas (alguns dos quais podem levar a um desfecho fatal), incluindo aquelas causadas por agentes oportunistas e reativação viral latente. O risco aumenta com a intensidade da imunossupressão (vide item “Advertências e precauções”). As infecções mais graves foram sepse e peritonite. As infecções oportunistas mais comuns em pacientes em uso do micofenolato de mofetila com outros imunossupressores foram candidíase mucocutânea, síndrome/viremia por CMV e herpes simples. A proporção de pacientes com síndrome/viremia por CMV foi de 13,5%.

Neoplasias Os pacientes tratados com micofenolato de mofetila como parte de um regime imunossupressor têm maior risco de desenvolver linfomas e outras neoplasias, particularmente de pele (vide item “Advertências e precauções”).

Dados de segurança de três anos em pacientes de transplante renal e cardíaco não revelaram qualquer alteração inesperada na incidência de neoplasias, comparados com os dados de um ano. Pacientes receptores de transplante hepático foram acompanhados por pelo menos um ano, mas por menos que três anos.

Em estudos clínicos de suporte para o tratamento da rejeição refratária em transplante renal, a taxa de linfomas foi de 3,9% em um seguimento médio de 42 meses.

Distúrbios do sangue e do sistema linfático Citopenias, incluindo leucopenia, anemia, trombocitopenia e pancitopenia, são um risco conhecido associado ao micofenolato e podem levar ou contribuir para a ocorrência de infecções e hemorragias (vide item “Advertências e Precauções”).

Gastrintestinal Os distúrbios gastrintestinais mais graves foram ulceração e hemorragia, que são riscos conhecidos associados ao micofenolato de mofetila. Úlceras orais, esofágicas, gástricas, duodenais e intestinais frequentemente complicadas por hemorragia, bem como hematêmese, melena e formas hemorrágicas de gastrite e colite foram comumente relatadas durante os estudos clínicos pivotais. Os distúrbios gastrintestinais mais comuns, no entanto, foram diarreia, náusea e vômito. A investigação endoscópica de pacientes com diarreia relacionada ao micofenolato de mofetila revelou casos isolados de atrofia das vilosidades intestinais (vide item “Advertências e Precauções”) Distúrbios gerais e condições do local de administração Edema, incluindo edema periférico, facial e escrotal, foi relatado muito frequentemente durante os estudos pivotais. Dor musculoesquelética, como mialgia e dor no pescoço e nas costas, também foram muito comumente relatadas.

Populações especiais População geriátrica (≥ 65 anos) Pacientes geriátricos, particularmente aqueles que recebem micofenolato de mofetila como parte de um regime imunossupressor combinado, podem ter maior risco de certas infecções (incluindo doença invasiva Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP de tecido por citomegalovírus) e possivelmente hemorragia gastrintestinal e edema pulmonar, quando comparados com pacientes jovens (vide item “Advertências e Precauções”).

Experiência pós-comercialização As reações adversas na Tabela 2 estão listadas de acordo com a classe de sistema de órgãos MedDRA e a estimativa da categoria de frequência correspondente para cada reação adversa ao medicamento baseia-se na seguinte convenção: muito comum (≥1 / 10); comum (≥1 / 100 a <1/10); incomum (≥1 / 1.000 a <1/100); rara (≥1 / 10.000 a <1 / 1.000); muito rara (<1 / 10.000).

Tabela 2 Reações adversas a medicamento identificadas na experiência pós-comercialização Reações adversa a medicamento (MedDRA) Classe de sistema de órgãos Incidência (%) Categoria de frequência Infecções e infestações Infecções por protozoários N/A Incomum 2 Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo cistos e pólipos) Linfoma N/A Incomum 2 Distúrbio linfoproliferativo N/A Incomum 2 Distúrbios do sangue e do sistema linfático Aplasia pura dos eritrócitos N/A Incomum 2 Insuficiência da medula óssea N/A Incomum 2 Distúrbios gastrintestinais Pancreatite 1,80 1 Comum Distúrbios do sistema imunológico Hipersensibilidade 3,10 1 Comum Hipogamaglobulinemia 0,40 1 Incomum Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Bronquiectasia N/A Incomum 2 Doença pulmonar intersticial 0,20 1 Incomum Fibrose pulmonar 0,40 1 Incomum Distúrbios vasculares Linfocele N/A Incomum 2 Distúrbios gerais e condições do local de administração Síndrome inflamatória aguda associada a inibidores da síntese de purina pela via de novo N/A Incomum 2 1 Maior incidência observada durante os estudos clínicos pivotais 2 A categoria de frequência para RAMs observada apenas no contexto pós-comercialização é definida como o limite superior do intervalo de confiança de 95%, calculado com base no número total de pacientes expostos à micofenolato de mofetila em estudos pivotais.

Infecções: Infecções com risco de morte, como meningite e endocardite infecciosa, foram relatadas ocasionalmente, existindo evidência de maior frequência de determinados tipos de infecções, como Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP tuberculose e infecção por micobactérias atípicas.

Leucoencefalopatia multifocal progressiva (LMP) e nefropatia associada ao vírus BK, foram relatadas em pacientes tratados com micofenolato de mofetila (vide item “Advertências e Precauções”).

Doenças congênitas e gravidez, puerpério e condições perinatais (vide item “Advertências e Precauções – Gravidez”) Distúrbios gerais e condições do local de administração A síndrome inflamatória aguda associada aos inibidores da síntese de purinas de novo é uma reação pró-inflamatória paradoxal recém-descrita associada ao micofenolato e outros inibidores da síntese de purinas, caracterizada por febre, artralgias, artrite, dor muscular e marcadores inflamatórios elevados. Relatórios anedóticos da literatura mostraram melhorias rápidas após a descontinuação do medicamento.

Em caso de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Foram recebidos relatos de superdose com micofenolato de mofetila de estudos clínicos e durante o período pós-marketing. Em muitos desses casos não foram relatados eventos adversos. Os eventos adversos relatados nos casos de superdose estão incluídos no perfil de segurança já conhecido da droga.

Espera-se que uma superdose de micofenolato de mofetila resulte, possivelmente, em uma supressão acentuada do sistema imune e em um aumento da susceptibilidade a infecções e à supressão da medula óssea. Caso haja desenvolvimento de neutropenia, deve-se interromper a terapia com micofenolato de mofetila ou reduzir a dose (vide item “Advertências e precauções”).

O MPA não pode ser removido por hemodiálise. Entretanto, em concentrações plasmáticas elevadas (>100 mcg/mL), pequenas porções do MPAG são removidas. Os sequestrantes de ácido biliar, como a colestiramina, podem remover o MPA, aumentando a excreção da droga (vide item “Características Farmacológicas - Farmacocinética”).

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro M.S. nº – 1.7465.0013 Farm. Resp.: Lucia Cristina Vieira Lima - CRF-SP nº 61.428 Importado por:

Farma vision importação e exportação de medicamentos ltda.

CNPJ: 09.058.502/0001-48 Rua Sargas nº 33 Parque Maranhão, Cotia– SP Fabricado por:

Emcure Pharmaceuticals Limited Plot No. P-1 and P-2, I.T- B.T. Park, Phase II, MIDC, Hinjwadi, Pune – 411 057, Maharashtra - India Bula do Profissional de Saúde micofenolato de mofetila (Brasil) – versão BPSFVP sac@farmavision.com.br

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 30/06/2022.

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Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

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