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Bulas de Remédios
Genérico Tarja vermelha

Maleato de Timolol

Maleato de timolol · Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoMaleato de timolol
FabricanteAché Laboratórios Farmacêuticos S.A
Registro MS1.0573.0615
Classe terapêuticaAntiglaucomatosos
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 11,28
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Maleato de Timolol

Fonte: bula do fabricante (Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A) publicada no bulário digital Sara · bula de 28/06/2022 · conferida em 24/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

maleato de timolol Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Solução Oftálmica 2,5 mg/ml (0,25 %)

BULA PARA PACIENTE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009 maleato de timolol Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999

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Apresentação

Solução oftálmica estéril a 0,25%. Frasco contendo 5 mL.

Uso oftálmico - para aplicação tópica no olho

Uso adulto e pediátrico

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Composição

Cada mL (36 gotas) de solução oftálmica 0,25% contém: maleato de timolol.................................................................................................................... 3,417 mg (equivalente a 2,5 mg de timolol base) Excipientes: fosfato de sódio monobásico monoidratado, fosfato de sódio dibásico, cloreto de benzalcônio, cloreto de sódio, edetato dissódico di-hidratado, água destilada, hidróxido de sódio e ácido clorídrico.

01

Para que este medicamento é indicado?

O maleato de timolol está indicado no tratamento de pressão intraocular (em pacientes com pressão ocular alta, glaucoma de ângulo aberto, alguns pacientes com glaucoma secundário e em pacientes com ângulo estreito ou histórico de fechamento de ângulo estreito). Também é indicado como terapia concomitante em pacientes com pressão alta da infância (glaucoma pediátrico) que não estão adequadamente controlados com outro tratamento.

02

Como este medicamento funciona?

O maleato de timolol atua reduzindo a pressão intraocular elevada (pressão interna da vista) e a normal, apresentando início de ação geralmente rápido, aproximadamente 20 minutos após a aplicação.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Você não deve usar este medicamento se apresenta:

  • Asma ou histórico de asma;
  • Doença pulmonar obstrutiva crônica grave;
  • Doenças do coração;
  • Hipersensibilidade (alergia) a qualquer componente da formulação.

Se não tiver certeza se deve utilizar maleato de timolol, entre em contato com seu médico ou farmacêutico.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Informe ao seu médico sobre quaisquer problemas de saúde que esteja apresentando ou tenha apresentado:

  • Problemas cardíacos (como doença coronariana, insuficiência cardíaca ou pressão sanguínea baixa);
  • Distúrbios de frequência cardíaca (como batimentos cardíacos irregulares ou lentos);
  • Problemas de má circulação sanguínea (como a síndrome de Raynaud);
  • Problemas pulmonares ou respiratórios (como enfisema, asma, bronquite, doença pulmonar obstrutiva crônica);
  • Diabetes ou outros problemas relacionados ao açúcar sanguíneo;
  • Desordens da tireoide.

Este medicamento pode diminuir ou aumentar o nível de açúcar no sangue (glicemia) e mascarar sintomas de hipoglicemia (pouco açúcar no sangue).

Informe ao seu médico que você está usando maleato de timolol antes de realizar uma cirurgia, já que ele pode alterar os efeitos de alguns medicamentos durante a anestesia.

Informe também ao seu médico se você tem alergia a qualquer medicamento.

Se suspeitar que maleato de timolol está causando reação alérgica (por exemplo, erupção cutânea, vermelhidão e coceira nos olhos), interrompa o tratamento e entre em contato com o seu médico imediatamente.

Informe ao seu médico se tiver uma infecção ou sofrer um traumatismo ocular, se precisar se submeter a uma cirurgia ocular ou se desenvolver reação ocular, incluindo sintomas novos ou piora de outros sintomas.

Este medicamento contém cloreto de benzalcônio como conservante. Esse conservante pode ser absorvido por lentes de contato gelatinosas. Se você for usuário(a) de lentes de contato gelatinosas, consulte seu médico antes de usar maleato de timolol. Se permitido, remova as lentes antes da aplicação de maleato de timolol e aguarde 15 minutos após a aplicação para recolocá-las.

Uso na gravidez e lactação: informe ao seu médico se você está grávida ou pretende engravidar. Seu médico irá decidir se você deve usar este medicamento.

O timolol é detectável no leite materno. Em virtude do potencial de reações adversas sérias causadas pelo maleato de timolol em lactentes, deve ser tomada uma decisão quanto a interrupção do uso do medicamento, levando em consideração a importância do medicamento para a mãe.

Não use maleato de timolol se estiver amamentando. Consulte seu médico, caso pretenda amamentar.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso em crianças: maleato de timolol pode ser utilizado em crianças, desde que prescrito por seu médico, porém não é recomendado para crianças abaixo de 2 anos de idade.

Dirigir veículos ou operar máquinas: existem efeitos adversos associados ao uso deste produto que podem afetar sua capacidade de conduzir veículos ou operar máquinas (veja “8. Quais os males que este medicamento pode me causar?”.) Este medicamento pode causar doping.

Interações medicamentosas: informe ao seu médico sobre todos os medicamentos, incluindo outros colírios, que você está usando ou pretende usar, incluindo aqueles obtidos sem prescrição médica. É particularmente importante informar ao seu médico se estiver tomando medicamentos para reduzir a pressão arterial ou para tratamento de doenças cardíacas, diabetes ou depressão.

O uso concomitante de timolol com medicamentos anti-hipertensivos, como bloqueadores dos canais de cálcio, medicamentos depletores de catecolamina ou bloqueadores beta-adrenérgicos, podem somar efeitos e causar hipotensão (redução da pressão) e/ou acentuada bradicardia (lentidão dos batimentos cardíacos, frequência inferior a 60 batimentos por minuto).

Embora o maleato de timolol aplicado isoladamente tenha pouco ou nenhum efeito no tamanho da pupila, foi relatado, ocasionalmente, midríase resultante de terapia concomitante com epinefrina.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas: solução incolor, límpida e livre de partículas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Instruções de uso:

Não deixe que a ponta do frasco toque o(s) olho(s) ou as áreas ao redor do(s) olho(s). Ela pode ficar contaminada com bactérias que podem causar infecções oculares levando a lesões graves dos olhos, até mesmo perda da visão. A fim de evitar uma possível contaminação, mantenha a ponta do frasco longe do contato com qualquer superfície.

1. Antes de utilizar a medicação pela primeira vez, certifique-se de que o lacre de segurança está intacto. A existência de um espaço entre o frasco e a tampa é normal quando o frasco ainda não foi aberto.

2. Para abrir o frasco, gire a tampa. NÃO AGITAR ANTES DE USAR.

3. Antes da aplicação, lave as mãos com água e sabão. Incline sua cabeça para trás e puxe levemente sua pálpebra inferior para formar uma bolsa entre a sua pálpebra e o seu olho.

4. Inverta o frasco, pressionando-o levemente com o dedo polegar ou indicador, até que uma única gota seja dispensada no olho, como orientado pelo seu médico.

Não toque a ponta do frasco nos olhos ou nas pálpebras.

Se manuseados inadequadamente, os medicamentos oftálmicos podem ser contaminados por bactérias comuns, conhecidas por causarem infecções oculares. O uso de medicamentos oftálmicos contaminados pode causar lesões oculares graves e perda da visão. Se você suspeitar que seu medicamento possa estar contaminado ou se você desenvolver uma infecção ocular, contate seu médico imediatamente.

5. Após o uso de maleato de timolol, pressione com o dedo o canto do seu olho próximo ao nariz (conforme demonstrado na figura abaixo) por 2 minutos. Isso ajuda a manter maleato de timolol no seu olho.

6. Repita os passos 3 a 5 para aplicar o medicamento no outro olho, se esta tiver sido a recomendação do seu médico.

7. Recoloque a tampa, rosqueando-a até que ela esteja tocando firmemente o frasco. Não aperte demais, pois você pode danificar o frasco e a tampa.

8. A ponta gotejadora foi projetada para liberar uma única gota, portanto, NÃO alargue o furo da ponta gotejadora.

9. Após o uso de todas as doses, ainda restará um pouco de maleato de timolol no frasco. Não se preocupe, pois foi adicionada uma quantidade extra do medicamento para que não faltasse nenhuma dose prescrita; portanto, não tente remover esse excesso do frasco.

Posologia Seu médico irá estabelecer a dose e a duração adequada do tratamento.

A dose inicial usual é de uma gota de maleato de timolol 0,25% no olho afetado, duas vezes ao dia. Se a resposta clínica não for adequada, a posologia pode ser modificada para uma gota de maleato de timolol 0,5% no(s) olho(s) afetado(s), duas vezes ao dia.

Em alguns pacientes, a resposta da diminuição da pressão intraocular pelo maleato de timolol pode requerer algumas semanas para ser alcançada; portanto, a avaliação da determinação da pressão ocular deve ser feita aproximadamente 4 semanas após o início do tratamento. Se a pressão intraocular for mantida em níveis satisfatórios, muitos pacientes podem ser colocados na terapia de uma vez por dia.

Se o paciente estiver utilizando outro colírio com a mesma finalidade (agente betabloqueador oftálmico tópico) e for substituído por maleato de timolol, deve descontinuar o outro agente após a dose diária e iniciar o tratamento com maleato de timolol no dia seguinte.

Quando o paciente estiver em uso de um único agente para tratamento da pressão alta intraocular, que não seja betabloqueador, e se opte por um agente betabloqueador, deve-se continuar com o agente que esta sendo usado e acrescentar uma gota de maleato de timolol 0,25% em cada olho afetado, duas vezes ao dia.

No dia seguinte, interromper completamente o tratamento previamente usado. Se for necessária uma posologia maior de maleato de timolol, substituir pela dose de 0,5% em cada olho afetado, duas vezes ao dia.

Uso pediátrico: a dose inicial é de uma gota de maleato de timolol 0,25% no(s) olho(s) a cada 12 horas, em adição à outra medicação de pressão alta intraocular. A posologia pode ser aumentada para uma gota da solução 0,5% no(s) olho(s) afetado(s) a cada 12 horas, se necessário. O uso de maleato de timolol não é recomendado para prematuros ou recém-nascidos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Use maleato de timolol conforme prescrito pelo seu médico. Se você se esquecer de aplicar uma dose, aplique-a assim que possível; no entanto, se já estiver perto do horário da próxima dose, ignore a dose esquecida e volte ao esquema posológico regular.

Se não lembrar até o dia seguinte, utilize o medicamento somente uma vez. Caso a prescrição seja mais de uma vez ao dia, aplique assim que possível, ao menos que esteja próximo ao horário da aplicação seguinte.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Qualquer medicamento pode apresentar efeitos não esperados ou indesejáveis, chamados de reações adversas.

Apesar de não ocorrerem todas essas reações adversas, caso ocorram, você pode precisar de cuidados médicos.

Você pode apresentar irritação ocular, incluindo queimação e pontadas, ressecamento e vermelhidão dos olhos ou alterações da visão, tais como visão dupla e visão turva, conjuntivite, corrimento ocular, sensação de corpo estranho, coceira do olho, dor no olho, olho lacrimejante, blefarite, ceratite, diminuição da sensibilidade corneana, modificação da refração (devido à retirada da terapia miótica em alguns casos) e ptose. Além disso, os seguintes efeitos adversos podem ocorrer: zumbido, dor de cabeça, cansaço, tontura, depressão, insônia, pesadelos, perda da memória, formigamento, náusea, diarreia, distúrbios estomacais, ressecamento da boca, dor torácica, desmaio, palpitações, batimento cardíaco irregular, redução da frequência cardíaca, hipotensão, síncope, bloqueio cardíaco, acidente vascular cerebral, isquemia cerebral, insuficiência cardíaca congestiva, parada cardíaca, inchaço e esfriamento das mãos e dos pés, falta de ar, broncoespasmo (chiado no peito) predominantemente em pacientes com bronquite preexistente, insuficiência respiratória, dispneia, aumento dos sintomas de miastenia gravis, tosse, queda de cabelo, erupções na pele, coceira ou outros tipos de reações alérgicas mais graves, dor muscular, disfunção sexual, diminuição do desejo sexual, infecção respiratória superior. Outras reações adversas podem ocorrer raramente (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento) e algumas delas podem ser graves. Pergunte ao seu médico ou farmacêutico mais informações sobre as reações adversas.

Eles têm uma lista mais completa dessas reações.

Informe ao seu médico prontamente sobre qualquer um desses ou outros sintomas.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Remover as lentes de contato (se for o caso) e enxaguar os olhos com soro fisiológico, à temperatura ambiente, em abundância ou água por, no mínimo, 15 minutos. Se após 15 minutos de enxágue persistir dor, irritação, lacrimação ou fotofobia (incômodo pela luz), deve-se procurar assistência médica.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

MS - 1.0573.0615 Farmacêutica Responsável: Gabriela Mallmann - CRF-SP n° 30.138 Registrado por:

Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 – 20º andar São Paulo – SP

CNPJ 60.659.463/0029-92 Indústria Brasileira Fabricado e embalado por:

Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Av. das Nações Unidas, 22.428 – São Paulo – SP Ou Embalado (embalagem secundária) por:

Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Cabo de Santo Agostinho – PE

Venda sob prescrição médica

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

maleato de timolol Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Solução Oftálmica 2,5 mg/ml (0,25 %)

BULA PARA PROFISSIONAL DE SAÚDE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009 maleato de timolol Medicamento Genérico Lei nº 9.787, de 1999

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Apresentação

Solução oftálmica estéril a 0,25%. Frasco contendo 5 mL.

Uso oftálmico - para aplicação tópica no olho

Uso adulto e pediátrico

—

Composição

Cada mL (36 gotas) da solução oftálmica 0,25% contém: maleato de timolol..................................................................................................................................................... 3,417 mg (equivalente a 2,5 mg de timolol base) Excipientes: fosfato de sódio monobásico monoidratado, fosfato de sódio dibásico, cloreto de benzalcônio, cloreto de sódio, edetato dissódico di-hidratado, água destilada, hidróxido de sódio e ácido clorídrico.

01

Indicações

Maleato de timolol é indicado para a tratamento da pressão intraocular elevada. Em estudos clínicos, reduziu a pressão intraocular de:

  • Pacientes com hipertensão ocular;
  • Pacientes com glaucoma crônico de ângulo aberto;
  • Pacientes afácicos com glaucoma;
  • Alguns pacientes com glaucoma secundário;
  • Pacientes com ângulos estreitos e histórico de fechamento de ângulo estreito espontâneo ou induzido iatrogenicamente no olho contralateral, no qual é necessária a redução da pressão intraocular (veja 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).

Este medicamento também é indicado como terapia concomitante para pacientes com glaucoma pediátrico inadequadamente controlado com outra terapia antiglaucomatosa.

02

Resultados de eficácia

Um estudo randomizado e duplo-cego de várias concentrações de solução oftálmica de maleato de timolol (0,1%, 0,25%, 0,5% e 1,0%) versus placebo demonstrou que todas as concentrações de timolol reduziram efetivamente a pressão intraocular (PIO). A pressão arterial, a acuidade visual e o diâmetro pupilar não foram alterados significativamente por qualquer concentração de timolol testada durante este estudo. Houve uma diminuição, dependente da dose, na pulsação em repouso com o aumento das concentrações de timolol. Não foram encontrados sinais de intolerância ao medicamento no exame ocular externo. Timolol aplicado topicamente duas vezes ao dia é efetivo e seguro como um agente hipotensivo ocular.

1 Em um estudo randomizado (N = 152) de pacientes pediátricos com hipertensão ocular ou glaucoma congênito primário foi demonstrada a não inferioridade de travoprosta 0,004% em comparação com timolol 0,25% ou 0,5%.

2 Em um estudo duplo-cego randomizado de 17 semanas, 80 pacientes com glaucoma primário de ângulo aberto receberam maleato de timolol 0,1%, 0,25%, 0,5% ou cloridrato de epinefrina 0,5%, 1%, 2%. A pressão intraocular foi reduzida para 21mmHg ou menos em 28 dos 42 pacientes tratados com timolol e 14 dos 38 pacientes tratados com epinefrina. A redução média da pressão intraocular foi significativamente maior com timolol do que com epinefrina. A redução da pressão causada por qualquer uma das drogas foi mantida durante os quatro meses do estudo. Os dados tonográficos sugerem que o timolol reduz a pressão intraocular ao reduzir a formação aquosa. Efeitos colaterais intoleráveis se desenvolveram em dois pacientes que receberam epinefrina. Timolol foi bem tolerado por todos os pacientes.

3 Zimmerman TJ, Kass MA, Yablonski ME, Becker B. Timolol maleate: efficacy and safety. Arch Ophthalmol. 1979 Apr;97(4):656-8.

Dixon ER, Landry T, Venkataraman S, Gustafson N, Salem C, Bradfield Y, Aljasim LA, Feldman R. A 3-month safety and efficacy study of travoprost 0.004% ophthalmic solution compared with timolol in pediatric patients with glaucoma or ocular hypertension. J AAPOS. 2017 Oct;21(5):370-374.e1.

Sonntag JR, Brindley GO, Shields MB, et al: Timolol e epinefrina: comparação de eficácia e efeitos colaterais. Arch Oftalmol 1979; 97:273-277.

03

Características farmacológicas

Maleato de timolol reduz as pressões intraoculares elevadas e normal, associadas ou não ao glaucoma. A pressão intraocular elevada é um fator de risco importante na patogênese da perda do campo visual glaucomatoso. Quanto maior a pressão intraocular, maior a probabilidade de perda do campo visual glaucomatoso e de lesão ao nervo óptico.

A ação do maleato de timolol geralmente tem início rápido, ocorrendo aproximadamente 20 minutos após a aplicação tópica no olho. A redução máxima da pressão intraocular ocorre no período de uma a duas horas. Uma redução significativa é mantida por até 24 horas com maleato de timolol solução oftálmica 0,25% ou 0,5%. A duração prolongada dessa ação permite o controle da pressão intraocular durante as horas normais de sono. Repetidas observações, no decorrer do período de três anos, indicam que o efeito redutor da pressão intraocular do maleato de timolol é bem mantido.

O mecanismo exato da ação redutora da pressão intraocular do maleato de timolol ainda não está claramente estabelecido, embora um estudo com fluoresceína e estudos tonográficos indiquem que sua ação predominante possa estar relacionada à redução na formação do humor aquoso.

Entretanto, em alguns estudos, foi também observado ligeiro aumento na facilidade de escoamento.

Ao contrário dos mióticos, este medicamento reduz a pressão intraocular com pouco ou nenhum efeito na acomodação ou no tamanho pupilar.

Portanto, as alterações da acuidade visual em decorrência de acomodação aumentada são incomuns; visão turva ou embaçada e cegueira noturna produzidas pelos mióticos não são evidentes. Além disso, em pacientes com catarata, a incapacidade de ver ao redor das opacidades lenticulares quando a pupila está contraída por mióticos é evitada. Quando o tratamento com mióticos for trocado por maleato de timolol, pode ser necessário avaliar a acuidade visual assim que os efeitos dos mióticos tiverem desaparecido.

Farmacologia Clínica Mecanismo de ação O maleato de timolol é um agente bloqueador não seletivo de receptor betadrenérgico, que não apresenta atividades simpatomimética intrínseca, depressora miocárdica direta ou anestésica local (estabilizadora da membrana) significativas. O maleato de timolol combina-se de forma reversível com uma parte da membrana celular, o receptor betadrenérgico, inibindo assim a resposta biológica usual que ocorreria com o estímulo desse receptor. Esse antagonismo competitivo específico bloqueia o estímulo dos receptores betadrenérgicos pelas catecolaminas, apresentando atividade de estímulo betadrenérgico (agonista), quer se originem de uma fonte endógena ou exógena.

A reversão desse bloqueio pode ser conseguida pelo aumento da concentração do agonista, que irá restaurar a resposta biológica usual.

Farmacocinética Os níveis séricos após a administração intraocular são baixos e nem sempre detectáveis. A ligação a proteínas é menor que 10%, sendo bem distribuído no humor aquaso. O início da redução da pressão intraocular após o uso da solução oftálmica de maleato de timolol pode geralmente ser detectado dentro de meia hora após dose única. O efeito máximo na redução da pressão intraocular para a solução oftálmica geralmente ocorre em 1-2 horas. A excreção ocorre por via renal (20%), sendo a meia-vida de eliminação de 2-4 horas. Insuficiência renal moderada não afeta a meia-vida do fármaco.

Em um estudo de concentração plasmática do fármaco realizado em seis indivíduos, determinou-se a exposição sistêmica ao timolol após administração de maleato de timolol 0,5% duas vezes ao dia. A média de concentração plasmática máxima após a administração matinal foi de 0,46 ng/mL e após administração vespertina foi de 0,35 ng/mL.

Farmacodinâmica O bloqueio do receptor betadrenérgico reduz o débito cardíaco tanto em indivíduos saudáveis como em pacientes com doença cardíaca. Em pacientes com comprometimento grave da função miocárdica, o bloqueio do receptor betadrenérgico pode inibir o efeito estimulatório do sistema nervoso simpático, necessário para manter a função cardíaca adequada.

O bloqueio do receptor betadrenérgico dos brônquios e bronquíolos resulta em aumento da resistência das vias aéreas, decorrente da não reação da atividade parassimpática. Esse efeito em pacientes com asma ou outras condições broncoespásmicas é potencialmente perigoso.

04

Contraindicações

Este medicamento é contraindicado para pacientes com:

  • doença reativa das vias aéreas, asma brônquica (ou histórico de asma brônquica) ou doença pulmonar obstrutiva crônica grave;
  • bradicardia sinusal, bloqueio sinoatrial, bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus, insuficiência cardíaca manifesta, choque cardiogênico;
  • hipersensibilidade a qualquer componente do produto.
05

Advertências e precauções

Assim como ocorre com outros medicamentos de uso tópico oftálmico, maleato de timolol pode ser absorvido sistemicamente. As mesmas reações adversas que podem ocorrer após a administração sistêmica de bloqueadores betadrenérgicos podem ocorrer após administração tópica.

Reações cardiorrespiratórias A insuficiência cardíaca deve ser adequadamente controlada antes do início do tratamento com maleato de timolol. Pacientes com histórico de doença cardiovascular, incluindo insuficiência cardíaca, devem ser observados para sinais de deterioração destas doenças, e a frequência do pulso deve ser verificada.

Devido ao efeito negativo no tempo de condução, os betabloqueadores devem ser prescritos com cautela para pacientes com bloqueio cardíaco de 1º grau.

Reações respiratórias e cardíacas, inclusive morte por broncoespasmo de pacientes com asma, e raramente morte em associação com insuficiência cardíaca foram relatadas após a administração de maleato de timolol Em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC), maleato de timolol deve ser usado com cautela, e apenas se o benefício potencial superar o risco potencial.

Problemas vasculares Pacientes com distúrbios/doenças circulatórias periféricas graves (ex. formas graves da doença de Raynaud ou síndrome de Raynaud) devem ser tratados com cautela.

Mascaramento de sintomas de hipoglicemia em pacientes com diabetes mellitus Agentes bloqueadores betadrenérgicos devem ser administrados com cautela em pacientes sujeitos a hipoglicemia espontânea ou pacientes diabéticos (especialmente àqueles com diabetes instável) que estão recebendo insulina ou agentes hipoglicemiantes orais.

Agentes bloqueadores betadrenérgicos podem mascarar os sinais e sintomas de hipoglicemia aguda.

Mascaramento da tireotoxicose Agentes bloqueadores betadrenérgicos podem mascarar determinados sinais clínicos do hipertireoidismo (ex. taquicardia). Pacientes com suspeita de desenvolvimento de tireotoxicose devem ser gerenciados com cuidado para evitar a retirada abrupta do agente betadrenérgico, o que pode precipitar uma crise de tiroide.

Anestesia cirúrgica A necessidade ou conveniência da retirada de agentes bloqueadores betadrenérgicos antes de grandes cirurgias é controversa. Se necessário durante a cirurgia, os efeitos dos agentes bloqueadores betadrenérgicos podem ser revertidos por doses suficientes de agonistas adrenérgicos (veja 10. Superdose).

Outros Devido ao efeito potencial de betabloqueadores adrenérgicos na pressão sanguínea, o maleato de timolol deve ser utilizado com cautela em pacientes com insuficiência cerebrovascular.

Pacientes em tratamento com bloqueadores betadrenérgicos por via sistêmica e que estejam em tratamento com maleato de timolol devem ser observados quanto ao potencial efeito aditivo, seja na pressão intraocular ou nos conhecidos efeitos sistêmicos do bloqueio betadrenérgico. Não se recomenda o uso tópico de dois bloqueadores betadrenérgicos.

Em pacientes com glaucoma de ângulo fechado, o objetivo imediato do tratamento é reabrir o ângulo. Isso requer a constrição da pupila com um miótico. Maleato de timolol tem pouco ou nenhum efeito sobre a pupila. Quando maleato de timolol for utilizado para reduzir a pressão intraocular elevada de pacientes com glaucoma de ângulo fechado, deverá ser administrado em associação com um miótico e não isoladamente.

Houve relato de descolamento da coroide com a administração de terapia supressora do humor aquoso (por exemplo, timolol, acetazolamida) após procedimentos de filtração.

Este medicamento contém cloreto de benzalcônio como conservante, que pode ser absorvido por lentes de contato gelatinosas.

Portanto, maleato de timolol não deve ser aplicado quando essas lentes estiverem sendo utilizadas. As lentes devem ser retiradas antes da aplicação das gotas e devem ser recolocadas somente quinze minutos após a aplicação.

Risco de reação anafilática Enquanto estiverem tomando betabloqueadores, pacientes com histórico de atopia ou de reação anafilática grave a uma variedade de alérgenos podem ser mais responsivos às estimulações repetidas com tais alérgenos, tanto por estimulações acidentais, como para fins diagnósticos ou terapêuticos. Esses pacientes podem não responder a doses usuais de epinefrina utilizadas para tratar reações anafilactoides.

Gravidez e amamentação:

Categoria de risco na gravidez: C.

Este medicamento não foi estudado na gravidez humana. O uso de maleato de timolol exige que os benefícios previstos sejam confrontados com os possíveis riscos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

O timolol é detectável no leite humano. Em razão do potencial para causar reações adversas graves em bebês, deve-se decidir entre interromper a amamentação ou descontinuar o uso do medicamento, considerando-se a importância do medicamento para a mãe.

Pacientes pediátricos O uso de maleato de timolol não é recomendado em crianças abaixo de 2 anos de idade. Deve ser usado com cuidado no tratamento de crianças acima de 2 anos de idade.

A dose usual inicial é de uma gota de maleato de timolol no(s) olho(s) afetado(s) a cada 12 horas.

Pacientes idosos Não é necessário ajuste posológico para pacientes idosos (a partir de 65 anos de idade).

Este medicamento pode causar doping.

Dirigir veículos ou operar máquinas: Existem efeitos adversos associados ao uso deste produto que podem afetar a capacidade de conduzir veículos ou operar máquinas (veja 9. Reações adversas).

06

Interações medicamentosas

Embora maleato de timolol usado isoladamente tenha pouco ou nenhum efeito sobre o tamanho da pupila, foi relatada ocasionalmente midríase resultante da terapia concomitante com maleato de timolol e epinefrina.

Houve relato de bloqueio betadrenérgico sistêmico potencializado (por exemplo, diminuição da frequência cardíaca, depressão) durante tratamento combinado com inibidores do CYP2D6 (como quinidina, SSRIs) e timolol.

É possível que ocorram efeitos aditivos e desenvolvimento de hipotensão e/ou bradicardia acentuada quando maleato de timolol for administrado juntamente com um bloqueador beta-adrenérgicos por via oral, medicamentos depletores de catecolaminas, antiarrítmicos, parassimpatomiméticos ou agentes betabloqueadores.

O uso concomitante de bloqueadores beta-adrenérgicos, como maleato de timolol e antagonistas de cálcio, deve ser realizada com cautela devido a possíveis distúrbios da condução atrioventricular, falha no ventrículo esquerdo e hipotensão.

O uso concomitante de bloqueadores beta-adrenérgicos com digitálicos e antagonistas de cálcio pode resultar num prolongamento do tempo de condução atrioventricular.

Potencialização de betabloqueio (por exemplo, redução da frequência cardíaca) tem sido relatada durante tratamento combinado com quinidina e timolol, possivelmente porque a quinidina inibe o metabolismo do timolol por meio da enzima P450, CYP2D6.

Os betabloqueadores orais podem exacerbar a hipertensão de rebote, que pode ser provocada pela retirada da clonidina.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.

Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas: solução incolor, límpida e livre de partículas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

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Posologia e modo de usar

Instruções de uso:

Não deixe que a ponta do frasco toque o(s) olho(s) ou as áreas ao redor do(s) olho(s). Ela pode ficar contaminada com bactérias que podem causar infecções oculares levando a lesões graves dos olhos, até mesmo perda da visão. A fim de evitar uma possível contaminação, mantenha a ponta do frasco longe do contato com qualquer superfície.

1. Antes de utilizar a medicação pela primeira vez, certifique-se de que o lacre de segurança está intacto. A existência de um espaço entre o frasco e a tampa é normal quando o frasco ainda não foi aberto.

2. Para abrir o frasco, gire a tampa. NÃO AGITAR ANTES DE USAR.

3. Antes da aplicação, lave as mãos com água e sabão. Incline sua cabeça para trás e puxe levemente sua pálpebra inferior para formar uma bolsa entre a sua pálpebra e o seu olho.

4. Inverta o frasco, pressionando-o levemente com o dedo polegar ou indicador, até que uma única gota seja dispensada no olho, como orientado pelo seu médico.

Não toque a ponta do frasco nos olhos ou nas pálpebras.

Se manuseados inadequadamente, os medicamentos oftálmicos podem ser contaminados por bactérias comuns, conhecidas por causar infecções oculares. O uso de medicamentos oftálmicos contaminados pode causar lesões oculares graves e perda da visão. Se você suspeitar que seu medicamento possa estar contaminado ou se você desenvolver uma infecção ocular, contate seu médico imediatamente.

5. Após o uso de maleato de timolol, pressione com o dedo o canto do seu olho próximo ao nariz (conforme demonstrado na figura abaixo) por 2 minutos. Isso ajuda a manter maleato de timolol no seu olho.

6. Repita os passos 3 a 5 para aplicar o medicamento no outro olho, se esta tiver sido a recomendação do seu médico.

7. Recoloque a tampa, rosqueando-a até que ela esteja tocando firmemente o frasco. Não aperte demais, pois você pode danificar o frasco e a tampa.

8. A ponta gotejadora foi projetada para liberar uma única gota; portanto, NÃO alargue o furo da ponta gotejadora.

9. Após o uso de todas as doses, ainda restará um pouco de maleato de timolol no frasco. Não se preocupe, pois foi adicionada uma quantidade extra do medicamento para que não faltasse nenhuma dose prescrita; portanto, não tente remover esse excesso do frasco.

POSOLOGIA E ADMINISTRAÇÃO A dose inicial usual é uma gota de maleato de timolol 0,25% no(s) olho(s) afetado(s), 2 vezes ao dia.

Se a resposta clínica não for adequada, a posologia pode ser modificada para uma gota da solução a 0,5% no(s) olho(s) afetado(s), duas vezes ao dia.

Em alguns pacientes, a redução da diminuição pressórica provocada pelo maleato de timolol pode requerer algumas semanas para ser alcançada; portanto, a avaliação da determinação da pressão ocular deve ser feita aproximadamente 4 semanas após o início do tratamento. Se a pressão intraocular se mantiver em níveis satisfatórios, muitos pacientes podem ser mantidos em um esquema terapêutico de dose única diária. Se o paciente estiver utilizando outro agente betabloqueador oftálmico tópico e for substituí-lo por maleato de timolol, deve descontinuar o outro agente e iniciar o tratamento com maleato de timolol no dia seguinte.

Quando o paciente estiver em uso de um único agente antiglaucomatoso, que não seja betabloqueador, e se opte por um agente betabloqueador, deve-se continuar com o agente que está sendo usado e acrescentar uma gota de maleato de timolol 0,25% em cada olho afetado, duas vezes ao dia. No dia seguinte, interromper completamente o agente antiglaucomatoso previamente usado. Se for necessária uma posologia maior de maleato de timolol, substituir por uma solução 0,5% em cada olho afetado, duas vezes ao dia.

Uso pediátrico: a dose usual inicial é de uma gota de maleato de timolol 0,25% no(s) olho(s) cada 12 horas, em adição à outra medicação antiglaucomatosa. A posologia pode ser aumentada para uma gota da solução 0,5% no(s) olho(s) afetado(s) cada 12 horas, se necessário. O uso de maleato de timolol não é recomendado para prematuros ou recém-nascidos.

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Reações adversas

Maleato de timolol é geralmente bem tolerado. Foram relatadas as seguintes reações adversas com maleato de timolol ou outras formulações de maleato de timolol, tanto em estudos clínicos como após a comercialização do medicamento:

Sentidos: sinais e sintomas de irritação ocular, incluindo ardência e pontadas, visão turva, conjuntivite, secreção ocular aumentada, sensação de corpo estranho, coceira, dor, olho lacrimejante, blefarite, ceratite, diminuição da sensibilidade corneana, ressecamento dos olhos. Distúrbios visuais, incluindo alterações na refração (em alguns casos, decorrente da retirada da terapia miótica), diplopia, ptose, descolamento da coroide após cirurgia de filtração e zumbido no ouvido (veja 5. Advertências e precauções).

Cardiovasculares: bradicardia, arritmia, hipotensão, síncope, bloqueio cardíaco, acidente vascular cerebral, isquemia cerebral, insuficiência cardíaca congestiva, palpitação, parada cardíaca, edema, claudicação, fenômeno de Raynaud e mãos e pés frios.

Respiratório: broncoespasmo (predominantemente em pacientes com doença broncoespástica preexistente), insuficiência respiratória, dispnéia, tosse e infecção respiratória superior.

Corpo como um todo: cefaleia, astenia, fadiga e dor torácica.

Pele: alopecia, erupção cutânea psoriasiforme ou exacerbação da psoríase.

Hipersensibilidade: sinais e sintomas de reações alérgicas, incluindo anafilaxia, angioedema, urticária, erupção cutânea localizada ou generalizada.

Sistema nervoso/psiquiátrico: tontura, depressão, insônia, pesadelos, perda da memória, agravamento dos sinais e sintomas de Miastenia gravis e parestesia.

Digestivo: náusea, diarreia, dispepsia, boca seca e dor abdominal.

Geniturinário: diminuição da libido, doença de Peyronie e disfunção sexual.

Imunológico: lúpus eritematoso sistêmico.

Músculo-esquelético: mialgia.

Efeitos adversos potenciais Os efeitos adversos relatados na experiência clínica com o maleato de timolol oral sistêmico podem ser considerados efeitos adversos potenciais do maleato de timolol oftálmico.

Também foram relatados efeitos adversos cuja relação causal com a terapia com maleato de timolol não foi estabelecida: edema macular cistoide afácico, congestão nasal, anorexia, efeitos no SNC (por exemplo, alterações comportamentais, incluindo confusão, alucinações, ansiedade, desorientação, nervosismo, sonolência e outros distúrbios psíquicos), hipertensão, fibrose retroperitoneal e pseudopenfigoide.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Há relatos de superdosagem acidental com maleato de timolol que resultaram em efeitos sistêmicos semelhantes aos observados com os betabloqueadores, tais como tontura, cefaleia, dispneia, bradicardia, hipotensão, broncoespasmo, insuficiência cardíaca aguda e parada cardíaca (veja 9. REAÇÕES ADVERSAS).

As seguintes medidas terapêuticas devem ser consideradas:

(1) Lavagem gástrica: caso o medicamento tenha sido ingerido. Estudos demonstraram que timolol não é rapidamente dialisado.

(2) Bradicardia sintomática: usar sulfato de atropina EV, na dose de 0,25 a 2 mg, para induzir bloqueio vagal. Se a bradicardia persistir, devese administrar cautelosamente cloridrato de isoproterenol endovenoso. Nos casos refratários, deve-se considerar o uso de marcapasso cardíaco.

(3) Hipotensão: usar agentes simpatomiméticos, tais como dopamina, dobutamina ou levarterenol. Há relatos de que, nos casos refratários, o uso de cloridrato de glucagon foi útil.

(4) Broncoespasmo: usar cloridrato de isoproterenol. Pode-se considerar tratamento adicional com aminofilina.

(5) Insuficiência cardíaca aguda: deve-se instituir imediatamente a terapia convencional com digitálicos, diuréticos e oxigênio. Nos casos refratários, recomenda-se o uso de aminofilina intravenosa; há relatos de que, se necessária, a administração subsequente de cloridrato de glucagon é útil.

(6) Bloqueio cardíaco (segundo ou terceiro grau): usar cloridrato de isoproterenol ou marcapasso cardíaco.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações

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Dizeres legais

MS – 1.0573.0615 Farmacêutica Responsável: Gabriela Mallmann - CRF-SP n° 30.138 Registrado por:

Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 – 20º andar São Paulo – SP

CNPJ 60.659.463/0029-92 Indústria Brasileira Fabricado e embalado por:

Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Av. das Nações Unidas, 22.428 – São Paulo – SP Ou Embalado (embalagem secundária) por:

Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.

Cabo de Santo Agostinho – PE

Venda sob prescrição médica

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
2,5 MG/ML SOL OFT CT FR GOT PLAS OPC X 5 MLTarja vermelha7896181909439R$ 11,28
5,0 MG/ML SOL OF CT FR GOT PLAS OPC X 5 MLTarja vermelha7896181907077R$ 13,41
MESMO PRINCÍPIO ATIVO

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