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Bulas de Remédios
Genérico Tarja vermelha

Lacosamida

Lacosamida · Laboratório Teuto Brasileiro S/A. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoLacosamida
FabricanteLaboratório Teuto Brasileiro S/A
Registro MS1.0370.0786
Classe terapêuticaAnticonvulsivantes
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 51,26
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Lacosamida

Fonte: bula do fabricante (Laboratório Teuto Brasileiro S/A) publicada no bulário digital Sara · bula de 25/11/2024 · conferida em 26/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

lacosamida Comprimido revestido 50 mg Comprimido revestido 100 mg

MODELO DE BULA COM INFORMAÇÕES AO PACIENTE lacosamida Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999.

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Apresentações

Comprimido revestido 50 mg Embalagem contendo 14 comprimidos.

Comprimido revestido 100 mg Embalagem contendo 28 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto e pediátrico acima de 16 anos

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Composição

Cada comprimido revestido de 50 mg contém: lacosamida......................................... ................................................... ....................................50 mg Excipiente q.s.p................................... ................................................... ......................1 comprimido Excipientes: celulose microcristalina, hiprolose de baixa substituição, crospovidona, opadry purple (álcool polivinílico, talco, dióxido de titâ nio, macrogol, azul de indigotina, lecitina de soja , óxido de ferro vermelho, óxido de ferro preto), est earato de magnésio, hiprolose, dióxido de silício, opadry clear (macrogol e hipromelose) e ág ua purificada.

Cada comprimido revestido de 100 mg contém: lacosamida......................................... ................................................... ..................................100 mg Excipiente q.s.p................................... ................................................... ......................1 comprimido Excipientes: celulose microcristalina, hiprolose de baixa substituição, crospovidona, opadry II yellow (álcool polivinílico, talco, dióxido de titâ nio, macrogol, lecitina de soja, óxido de ferro amarelo), estearato de magnésio, hiprolose, dióxido de silício, opadry clear (macrogol e hipromelose) e água purificada.

01

Para que este medicamento é indicado?

A lacosamida é indicada:

-Monoterapia no tratamento de crises de início foca l/parcial com ou sem generalização secundária em pacientes com epilepsia a partir de 1 6 anos de idade.

-Terapia adjuvante (em conjunto com outro medicamen to antiepiléptico) no tratamento de:

-crises focais/parciais com ou sem generalização se cundária em pacientes a partir de 16 anos de idade com epilepsia.

-crises tônico-clônicas de início generalizado em p acientes a partir de 16 anos de idade com epilepsia idiopática generalizada.

02

Como este medicamento funciona?

A epilepsia é uma doença em que o paciente tem cris es repetidas (convulsões). A lacosamida é utilizada para o tipo de epilepsia em que as crises inicialmente afetam apenas um dos lados do cérebro, podendo posteriormente estender-se a áreas maiores em ambos os lados do cérebro (crises focais/parciais com ou sem generalização se cundária).

O mecanismo de ação preciso pelo qual lacosamida ex erce seu efeito antiepiléptico ainda não está totalmente esclarecido.

Após tomar um comprimido de lacosamida a concentraç ão máxima no sangue é atingida de meia a 4 horas após o uso.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não tome este medicamento caso tenha alergia (hiper sensibilidade) à lacosamida ou a qualquer outro componente deste medicamento. Se não tiver ce rteza sobre a possibilidade de alergia, consulte o seu médico.

No caso de existência de bloqueio atrioventricular (AV) de segundo ou terceiro grau (alteração dos batimentos cardíacos).

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Leia toda essa bula cuidadosamente antes de começar a tomar este medicamento.

-Guarde esta bula. Você pode precisar lê-la novamen te.

-Se você tiver questões posteriores, pergunte a seu médico ou farmacêutico.

-Este medicamento foi prescrito para você. Não o re passe para outras pessoas. Isto pode prejudicá-las, mesmo que os sintomas sejam os mesmo s que os seus.

-Se qualquer um dos seus efeitos colaterais ficar s ério, ou se você tiver qualquer reação adversa não listada nessa bula, avise seu médico ou farmacê utico.

Fale com o seu médico ou farmacêutico antes de toma r lacosamida:

-Se estiver tomando algum medicamento que provoque uma alteração no ECG (eletrocardiograma) como, por exemplo, uma alteraçã o denominada aumento do intervalo PR, ou medicamentos utilizados no tratamento de alguns tip os de irregularidades do ritmo cardíaco e insuficiência cardíaca. Caso não tenha a certeza de que os medicamentos que você usa possam provocar estes efeitos, consulte o seu médico;

-Se tem uma condição associada a um distúrbio na co ndução elétrica através do coração ou se tem uma doença cardíaca grave como insuficiência ca rdíaca ou enfarte.

A lacosamida pode causar tonturas, que podem aument ar o risco de acidente ou queda, motivo pelo qual você deve ter maior cuidado até estar fam iliarizado com os efeitos que este medicamento possa ter.

Um pequeno número de pessoas que iniciaram tratamen to com antiepilépticos, como a lacosamida, apresentou pensamentos de autoagressão ou suicídio. Se a qualquer momento você tiver estes pensamentos, comunique imediatamente o seu médico.

A lacosamida pode ser ingerida com ou sem alimentos .

Os comprimidos revestidos de lacosamida não devem s er partidos.

Como medida de precaução, não é recomendável tomar lacosamida com álcool, pois a lacosamida pode provocar tonturas ou sensação de ca nsaço. A ingestão concomitante de álcool pode agravar estes efeitos.

Gravidez e Amamentação Se você estiver grávida não deve tomar lacosamida, uma vez que os efeitos na gravidez e no feto são desconhecidos. Consulte imediatamente o seu méd ico caso esteja grávida ou esteja pensando em engravidar, ele decidirá se você deve tomar laco samida.

O aleitamento não é recomendado durante o tratament o, pois lacosamida passa para o leite materno. Se estiver amamentando, informe o seu médi co imediatamente, ele decidirá se você deve tomar lacosamida.

A pesquisa revelou um aumento de risco de malformaç ões fetais nos filhos de grávidas medicadas com antiepilépticos. Por outro lado, o tr atamento efetivo com antiepilépticos não deverá ser interrompido subitamente uma vez que o a gravamento da doença é prejudicial para mãe e feto.

Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulhere s grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de l eite humano. Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de l eite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médic o ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimen tação do bebê.

Condução de veículos e utilização de máquinas Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas n o início do tratamento, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar preju dicadas.

Você não deve conduzir ou utilizar estes equipament os até ser estabelecida a forma com que este medicamento afeta a sua capacidade de realizar esta s tarefas.

O uso deste medicamento pode causar tontura, desmai os ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.

Outros medicamentos e lacosamida Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver tom ando, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos. É especialmente releva nte caso esteja tomando medicamentos para problemas cardíacos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Armazenar em temperatura ambiente (de 15ºc a 30ºc).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vi de embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido . Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento:

-lacosamida 50 mg: comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, o vais, biconvexos, com a gravação “J” num dos lados e “12” no outro lado.

-lacosamida 100 mg: comprimidos revestidos por película de cor amarela , ovais, biconvexos, com a gravação “J” num dos lados e “13” no outro la do.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Ca so ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance d as crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Monoterapia (no tratamento de crises focais/parciai s) A dose inicial recomendada é 100 mg duas vezes ao d ia (200 mg/dia).

Dependendo da resposta e tolerabilidade, a dose pod e ser aumentada em 50 mg duas vezes ao dia (100 mg/dia) em intervalos semanais, até uma máxima dose de manutenção recomendada de 200 mg duas vezes ao dia (400 mg/dia).

Para pacientes que alcançaram uma dose superior a 4 00 mg/dia e que precisam de medicamentos antiepilépticos adicionais, a posologia recomendada a ser seguida é a da terapia adjuvante descrita a seguir.

Terapia adjuvante (no tratamento de crises focais/p arciais ou no tratamento de crises tônico-clônicas de início generalizado) A dose inicial recomendada é de 50 mg duas vezes po r dia, a qual deverá ser aumentada para uma dose terapêutica inicial de 100 mg duas vezes por d ia após uma semana.

Dependendo da resposta clínica e tolerabilidade, a dose de manutenção pode ser aumentada em 50 mg, duas vezes por dia, a cada semana, até uma d ose diária máxima de 400 mg (200 mg duas vezes por dia).

Para pacientes que fazem uso da terapia adjuvante q ue serão convertidos para a monoterapia, uma vez que a dose de manutenção tenha sido administrad a por pelo menos 3 dias, recomenda-se a retirada gradual das drogas antiepiléticas concomit antes durante pelo menos 6 semanas.

Se o paciente estiver fazendo uso de mais de uma dr oga antiepilética, as drogas antiepiléticas devem ser retiradas de maneira sequencial. A eficác ia e segurança da lacosamida não foram estabelecidas para conversão simultânea para monote rapia de duas ou mais drogas antiepiléticas.

Início do tratamento com lacosamida utilizando uma dose de ataque O tratamento com lacosamida (monoterapia inicial ou terapia adjuvante no tratamento de crises focais/parciais ou terapia adjuvante no tratamento de crises tônico-clônicas de início generalizado) também pode ser iniciado com uma dose de ataque de 200 mg, seguida por uma dose de regime de manutenção, após aproximadamente 12 horas, de 100 mg duas vezes ao dia (200 mg/dia). Ajuste de doses subsequentes devem se r realizados de acordo com a resposta individual e tolerabilidade do paciente. A dose de ataque deve ser administrada sob supervisão médica levando em consideração o potencial de aumen to da incidência de arritmia cardíaca grave e reações adversas do Sistema Nervoso Central. A ad ministração da dose de ataque não foi estudada em condições agudas em estados epilépticos .

Descontinuação De acordo com a prática clínica corrente, caso seja necessário suspender o tratamento com lacosamida, recomenda-se que este seja retirado de forma gradual (ex: reduzir a dose diária em 200 mg/semana).

Em pacientes que desenvolvam arritmia cardíaca grav e, deve ser realizada uma avaliação clínica benefício/risco e, se necessário, a lacosamida deve ser descontinuada.

Modo de administração A lacosamida deve ser tomada duas vezes por dia, co m intervalo de aproximadamente 12 horas entre as doses.

O tratamento pode ser iniciado por administração or al ou intravenosa. A lacosamida solução para infusão pode também ser uma alternativa para pacien tes quando a administração oral está temporariamente inviável.

Se você esquecer de tomar uma dose de lacosamida, d everá tomá-lo assim que se lembrar; porém, se você perceber a dose esquecida dentro de 6 horas da próxima dose não deverá tomar a dose esquecida e esperar para tomar a próxima dose no ho rário habitual. Não se deve tomar uma dose dupla.

A lacosamida pode ser administrada com ou sem alime ntos.

Os comprimidos revestidos de lacosamida não devem s er partidos.

No primeiro dia de tratamento o paciente deve começ ar com comprimidos de lacosamida 50 mg duas vezes ao dia. Durante a segunda semana, o paci ente deve tomar comprimidos de lacosamida 100 mg duas vezes ao dia. Dependendo da resposta e da tolerabilidade, lacosamida 150 mg pode ser tomado duas vezes ao dia durante a terceira sem ana e lacosamida 200 mg duas vezes ao dia durante a quarta semana.

População especial Idosos (a partir dos 65 anos) Não é necessária redução de dose em pacientes idoso s.

Deve ser levada em conta a redução da depuração ren al associada à idade com aumento dos níveis AUC (área sob a curva) em pacientes idosos. Existem dados clínicos limitados em pacientes idosos com epilepsia utilizando doses mai ores do que 400 mg/dia.

Insuficiência renal Não é necessário qualquer ajuste de dose em pacient es com insuficiência renal leve a moderada (depuração de creatina >30 mL/min).

Recomenda-se uma dose máxima de 300 mg/dia em pacie ntes com insuficiência renal grave (depuração de creatina ≤ 30 mL/min) e em pacientes com insuficiência renal terminal.

Em pacientes em hemodiálise recomenda-se um supleme nto de até 50% da dose diária dividida imediatamente após cada tratamento de hemodiálise.

O tratamento de pacientes com doença renal terminal deve ser feito com cautela dada à limitada experiência clínica e ao acúmulo de metabólito (sem atividade farmacológica conhecida).

A titulação da dose deve ser efetuada com cuidado e m todos os pacientes com insuficiência renal.

Insuficiência hepática Uma dose máxima de 300 mg/dia é recomendada para pa cientes com insuficiência hepática leve a moderada.

A titulação da dose deve ser efetuada com cuidado c onsiderando a coexistência de insuficiência renal. A farmacocinética da lacosamida não foi estu dada em pacientes com insuficiência hepática grave. A lacosamida deve ser administrada a pacient es portadores de insuficiência hepática grave apenas quando os benefícios terapêuticos esperados superarem possíveis riscos. A posologia e administração devem ser ajustadas e os sintomas do paciente observados cuidadosamente.

População pediátrica A lacosamida não é recomendada em crianças e adoles centes com idade inferior a 16 anos devido à ausência de dados de segurança e eficácia.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhe cimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar e ste medicamento?

Se você esquecer de tomar uma dose por algumas hora s, tome-a assim que se lembrar.

Se estiver já próximo da dose seguinte, não tome o comprimido esquecido. Tome lacosamida na hora que normalmente tomaria.

Não tome uma dose dobrada para compensar um comprim ido que você não lembrou de tomar.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêut ico ou do seu médico, ou do cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me caus ar?

Como todos os medicamentos, este medicamento pode c ausar efeitos secundários, embora estes não se manifestem em todas as pessoas.

As reações adversas do Sistema Nervoso tais como to nturas podem ser maiores após a dose de ataque.

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

-Tonturas, dor de cabeça.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

-Depressão, estado de confusão, insônia;

-Crise mioclônica, ataxia (falta de coordenação dos movimentos), nistagmo (movimento involuntário dos olhos), distúrbio de equilíbrio, f alha de memória, tremor, sonolência, disartria (problemas na fala), hipoestesia (perda/diminuição da sensibilidade), parestesia (formigamento);

-Visão embaçada;

-Diplopia (visão dupla);

-Vertigem (tontura), tinido (zumbido no ouvido);

-Náuseas (sentir-se enjoado);

-Vômitos, constipação, flatulência (acúmulo excessi vo de gases), dispepsia (indigestão), boca seca, diarreia;

-Prurido (coceira por todo o corpo);

-Rash (vermelhidão da pele, erupção cutânea);

-Distúrbio ao andar, astenia (fraqueza), fadiga (ca nsaço fora do comum), irritabilidade;

-Quedas, laceração da pele, contusão.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

-Reações de hipersensibilidade (alergia) ao medicam ento;

-Tentativa de suicídio;

-Ideação suicida (pensamentos relacionados com suic ídio ou em machucar a si mesmo);

-Distúrbio psicótico (pensamentos anômalos e/ou per da de sentido da realidade);

-Alucinação (ver e/ou ouvir coisas que não são reai s);

-Agressividade;

-Agitação;

-Euforia (sensação exagerada de bem-estar);

-Síncope (desmaio);

-Distúrbio cognitivo (lentificação do raciocínio);

-Coordenação anormal;

-Distúrbio de atenção;

-Bloqueio atrioventricular (alteração dos batimento s cardíacos);

-Bradicardia (diminuição do número de batimentos ca rdíacos);

-Testes da função do fígado anormal (alterado);

-Urticária (coceira);

-Espasmos musculares;

-Sensação de embriaguez.

Frequência desconhecida: não pode ser calculado a partir dos dados disponív eis -Agranulocitose (redução acentuada de glóbulos bran cos no sangue);

-Reações de hipersensibilidade ao medicamento: tamb ém conhecidas como Reações Medicamentosas com eosinofilia (quantidade anormalm ente alta de eosinófilos no sangue) e sintomas sistêmicos (DRESS);

-Fibrilação atrial (alteração dos batimentos cardía cos observada no exame de eletrocardiografia);

-Flutter atrial (ritmo cardíaco anormal que ocorre nos átrios do coração);

-Aumento de enzimas hepáticas (maior que 2 vezes o limite superior normal);

-Necrólise epidérmica tóxica (reação alérgica grave na pele);

-Síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica grave na pele).

Se tiver quaisquer efeitos secundários, incluindo p ossíveis efeitos secundários não indicados nesta bula, fale com o seu médico ou farmacêutico.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhec idos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Os sintomas observados após o uso de uma quantidade maior que a indicada são principalmente relacionados aos sistemas nervoso central e gastrin testinal.

-Os tipos de eventos adversos ocorridos com doses a cima de 400 mg até 800 mg não foram clinicamente diferentes dos eventos dos pacientes q ue utilizaram as doses recomendadas de lacosamida.

-Os eventos reportados após uma tomada superior a 8 00 mg são: tontura, náusea, convulsões (generalizadas tônico-clônicas, status epilepticus) . Distúrbios de condução cardíaca, choque e coma também foram observados. Casos de óbito foram relatados em pacientes após ingestão de dose única de várias gramas de lacosamida.

Converse com seu médico se você tomou mais comprimi dos do que deveria.

O seu médico irá estabelecer o melhor tratamento po ssível para tratar a superdose.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, s e possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

—

Dizeres legais

Registro n o 1.0370.0786 Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva CRF-GO n o 2.659 Produzido por:

HETERO LABS LIMITED (UNIT-V) Jadcherla (Mandal) - Índia.

Importado e Registrado por:

Laboratório teuto

Brasileiro s/a.

CNPJ – 17.159.229/0001 -76 VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA CEP 75132-140 – Anápolis – GO

Venda sob prescrição com retenção da receita h i s t ó ri co de al te

RAÇÕ E S DE B UL A D ad o s da su bm is sã o e l e t r ô n ic a Da d o s d a p e t i ç ã o/ n o t if i c a ç ã o q ue a lt e r a b ul a D ad o s d as a lt e r aç õ e s d e b u la s Da t a do e x p e di e nt e N°. d o e x pe d ie nt e Ass u n t o Da t a do e x p e di e nt e N°. d o e x pe d ie nt e A ssu nt o D at a d e a p r o v a ç ão It e n s d e b ul a Ve r sõ e s ( VP /V PS ) Ap r e se n t a ç õ e s r e la c i o na d a s 0 7 /0 9 /20 2 3 0 9 5 32 8 0/ 23 -3 1 0 4 59 -GE NÉ R I CO – I n c lu sã o I n ic i a l d e Te x to d e B u la -

RDC – 6 0/ 1 2 0 7 /0 9 /20 2 3 0 9 5 32 8 0 /23 -3 1 0 4 59 -G EN ÉR I C O – I n c l u sã o I n i c ia l d e T e xt o d e B u la -RD C – 6 0 /1 2 0 7 /0 9 / 202 3 V e r sã o i n ic ia l VP -5 0 m g co m r e v c t b l a l a l x 1 4 -1 0 0 m g c o m r e v c t -b l a l a l x 28 2 5 /1 1 /20 2 4 -1 0 4 52 – GE NÉ R I CO – No t if i c a ç ã o d e A lte r a ç ã o d e Te x t o d e B u la –

RDC – 6 0/ 1 2 2 5 /1 1 /20 2 4 -10 4 52 – G EN ÉR I C O – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 2 5 /1 1 / 202 4 1 .

P a r a q u e e ste m e d ic a m e n to é i n di c a d o ?

2 .

Co m o e ste m e d ic a m e nt o fu n c i on a ?

3.

Q u a ndo n ão d e v o u sa r e st e m e d ic a m e n t o?

4 .

O q u e d e v o s a be r a n te s d e u sa r e st e m e d i c a m e n to?

6 .

C o m o d ev o u sa r e s te m e d ic a m e n t o?

8 .

Qu a is o s m a le s q ue e ste m e d ic a m e n t o p o d e m e c a u sa r ?

VP -5 0 m g co m r e v c t b l a l a l x 1 4 -1 0 0 m g c o m r e v c t -b l a l a l x 28

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

lacosamida Comprimido revestido 50 mg Comprimido revestido 100 mg

Modelo de bula com informações técnicas aos

PROFISSIONAIS DE SAÚDE lacosamida Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999.

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Apresentações

Comprimido revestido de 50 mg Embalagem contendo 14 comprimidos.

Comprimido revestido de 100 mg Embalagem contendo 28 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto e pediátrico acima de 16 anos

—

Composição

Cada comprimido revestido de 50 mg contém: lacosamida......................................... ................................................... ....................................50 mg Excipiente q.s.p................................... ................................................... ......................1 comprimido Excipientes: celulose microcristalina, hiprolose de baixa substituição, crospovidona, opadry purple (álcool polivinílico, talco, dióxido de titâ nio, macrogol, azul de indigotina, lecitina de soja , óxido de ferro vermelho, óxido de ferro preto), est earato de magnésio, hiprolose, dióxido de silício, opadry clear (macrogol e hipromelose) e ág ua purificada.

Cada comprimido revestido de 100 mg contém: lacosamida......................................... ................................................... ..................................100 mg Excipiente q.s.p................................... ................................................... ......................1 comprimido Excipientes: celulose microcristalina, hiprolose de baixa substituição, crospovidona, opadry II yellow (álcool polivinílico, talco, dióxido de titâ nio, macrogol, lecitina de soja, óxido de ferro amarelo), estearato de magnésio, hiprolose, dióxido de silício, opadry clear (macrogol e hipromelose) e água purificada.

01

Indicações

A lacosamida é indicada:

-Monoterapia no tratamento de crises de início foca l/parcial com ou sem generalização secundária em pacientes com epilepsia a partir de 1 6 anos de idade.

-Terapia adjuvante no tratamento de:

-crises focais/parciais com ou sem generalização se cundária em pacientes a partir de 16 anos de idade com epilepsia.

-crises tônico-clônicas de início generalizado em p acientes a partir de 16 anos de idade com epilepsia idiopática generalizada.

02

Resultados de eficácia

Monoterapia A eficácia da lacosamida como monoterapia foi estab elecida em um estudo comparativo duplo cego, grupo paralelo, de não inferioridade com a ca rbamazepina CR em 886 pacientes com 16 anos ou mais com epilepsia recente ou recentemente diagnosticada.

Os pacientes deveriam apresentar crises focais/parc iais não provocadas ou crises generalizadas tônico-clônicas. Os pacientes foram randomizados co m carbamazepina CR ou lacosamida. A dose foi baseada na resposta à dose e mantida entre 400 a 1200 mg/dia para carbamazepina CR e 200 – 600 mg/dia para lacosamida. A duração do trat amento foi de cerca de 121 semanas dependendo da resposta.

As taxas estimadas de 6 meses livre de crises foram 89,8% para pacientes tratados com lacosamida e 91,1% para pacientes tratados com carb amazepina CR utilizando o método de análise Kaplan-Meier. A diferença absoluta ajustada entre o tratamento foi de -1,3% (95% CI: -5,5, 2,8). O método Kaplan-Meier estimou uma ausênc ia de crise de 12 meses em 77,8% dos pacientes tratados com lacosamida e 82,7% para paci entes tratados com carbamazepina.

As taxas de 6 meses de ausência de crises em pacien tes idosos com 65 anos ou mais (n=119 pacientes no total) foram similares em ambos os tra tamentos. As taxas foram também similares àquelas observadas na população geral. Na população idosa, a dose de manutenção da lacosamida foi 200 mg/dia em 55 indivíduos (88,7%), 400 mg/dia em 6 indivíduos (9,7%) e a dose foi aumentada acima de 400 mg/dia em 1 indivíduo (1,6%) .

Terapia adjuvante A eficácia de lacosamida como terapia adjuvante em doses recomendadas (200 mg/dia, 400 mg/dia) foi estabelecida em 3 estudos clínicos mult icêntricos, randomizados, placebo-controlados com um período de manutenção de 12 semanas. A lacos amida 600 mg/dia também demonstrou ser eficaz em estudos controlados de terapia adjuva nte, embora tenha apresentado eficácia similar a 400 mg/dia e os pacientes que foram menos suscetí veis a tolerar essa dose devido às reações adversas relacionadas ao Sistema Nervoso Central e Sistema Gastrointestinal. Assim, a dose de 600 mg/dia não é recomendada. A dose máxima recomen dada é de 400 mg/dia. Esses estudos, envolvendo 1308 pacientes com histórico de média de 23 anos de crises focais/parciais, foram desenvolvidos para avaliar a segurança e eficácia d a lacosamida quando administrada concomitantemente com 1 a 3 medicamentos antiepilép ticos em pacientes com crises focais/parciais não controladas, com ou sem general ização secundária. A proporção de pacientes com uma redução de 50% na frequência das crises for am 23%, 34% e 40% para placebo, lacosamida 200 mg/dia e lacosamida 400 mg/dia, resp ectivamente.

Foram determinadas a farmacocinética e segurança de uma dose única de lacosamida intravenosa em um estudo multicêntrico, aberto, desenhado para assegurar a segurança e tolerabilidade do início rápido de lacosamida, utilizando uma dose ún ica intravenosa (incluindo 200 mg), seguida por duas doses orais diárias (equivalente a dose in travenosa) como terapia adjuvante em pacientes de 16 a 60 anos de idade com crises focais/parciais .

Crises tônico-clônicas de início generalizado A eficácia da lacosamida como terapia adjuvante em pacientes a partir de 16 anos de idade com epilepsia idiopática generalizada que apresentam cr ises tônico-clônicas de início generalizado foi estabelecida em um estudo multicêntrico, randomizad o, duplo cego, placebo-controlado de 24 semanas. O estudo consistiu em um período basal de 12 semanas, um período de basal prospectivo de 4 semanas e um período de tratamento de 24 semanas (que incluiu um período de titulação de 6 semanas e um período de manutenção d e 18 semanas). Os pacientes elegíveis com uma dose estável de 1 a 3 medicamentos antiepilépti cos evidenciando pelo menos 3 crises tônico-clônicas de início generalizado documentados durant e o período basal combinado de 16 semanas, foram randomizados 1 a 1 para receber lacosamida ou placebo (lacosamida n=121, placebo n=121).

Os pacientes foram tratados com um regime de dose f ixa. A dosagem foi iniciada com uma dose de 2mg/kg/dia em pacientes com peso inferior a 50kg ou 100mg/dia em pacientes com peso de 50kg ou mais em duas doses divididas. Durante o per íodo de titulação, as doses de lacosamida foram ajustadas em incrementos de 2mg/kg/dia em pac ientes com peso inferior a 50kg ou 100mg/dia em pacientes com peso de 50kg ou mais em intervalos semanais, para atingir a dose alvo do período de manutenção de 12mg/dia kg/dia em pacientes com peso inferior a 30kg, 8mg/kg/dia em pacientes entre 30 e 50kg ou 400mg/di a em pacientes com peso igual ou superior a 50kg.

O desfecho primário de eficácia (pacientes no conju nto completo de análise: lacosamida n=118, placebo n=121) foi o tempo para a segunda crise tôn ico-clônicas de início generalizado durante o período de tratamento de 24 semanas. O risco de des envolver a segunda crise tônico-clônicas de início generalizado no grupo da lacosamida foi sign ificativamente menor estatisticamente do que no grupo do placebo durante o período de tratamento de 24 semanas (hazard ratio = 0,540, 95% IC de hazard ratio: 0,377 - 0,774, valor de p <0,00 1).

Durante o período de tratamento de 24 semanas, a pr oporção de pacientes com redução de pelo menos 50% na frequência de crises tônico-clônicas d e início generalizado por 28 dias desde do período basal até o período de tratamento foi de 68 ,1% no grupo da lacosamida em comparação com 46,3% no grupo do placebo; a proporção de pacie ntes com redução de pelo menos 75% na frequência de crises tônico-clônicas de início gene ralizado por 28 dias desde do período basal até o período de tratamento foi de 57,1% no grupo da la cosamida em comparação com 36,4% no grupo do placebo.

O principal desfecho secundário de eficácia foi a a usência de crises tônico-clônicas de início generalizado durante o período de tratamento de 24 semanas. A curva de Kaplan-Meier ajustada estima que a taxa de ausência de crises em 24 seman as foi de 31,3% no grupo da lacosamida e 17,2% no grupo do placebo. A diferença ajustada ent re os grupos de tratamento foi de 14,1% (95% IC: 3,2, 25,1, valor de p =0,011). Durante o p eríodo de tratamento de 24 semanas, 27,5% dos pacientes tratados com lacosamida ficaram livre s de crises tônico-clônicas de início generalizado em comparação com 13,2% dos pacientes com placebo. Com a continuidade do tratamento a longo prazo, 69,0% dos pacientes se mo straram livres de crises tônico-clônicas de início generalizado por pelo menos 24 semanas e 36, 7% se mostraram livres de crises tônico-clônicas de início generalizado por pelo menos 52 s emanas.

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Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas A substância ativa, lacosamida (R-2-acetamida-N-ben zil-3-metoxipropionamida), é um aminoácido funcionalizado.

Mecanismo de ação O mecanismo de ação preciso pelo qual a lacosamida exerce seu efeito antiepiléptico em humanos ainda precisa ser totalmente elucidado.

Estudos eletrofisiológicos in vitro mostraram que a lacosamida seletivamente aumenta a inativação lenta de canais de sódio dependentes de voltagem, resultando em estabilização de membranas neuronais hiperexcitáveis.

Farmacodinâmica A lacosamida protegeu contra crises em uma ampla ga ma de modelos animais de crises focais/parciais e generalizadas primárias e retardo u o desenvolvimento de kindling. Em estudos não clínicos, a lacosamida em combinação com leveti racetam, carbamazepina, fenitoína, valproato, lamotrigina, topiramato ou gabapentina m ostraram sinergismo ou efeitos anticonvulsivantes aditivos.

Eletrofisiologia cardíaca Os efeitos da eletrocardiografia de lacosamida fora m determinados em um estudo clínico farmacológico duplo-cego e randomizado com 247 paci entes saudáveis. As doses crônicas orais de 400mg e 800mg/dia foram comparadas com placebo e com o controle positivo (400 mg de moxifloxacino). lacosamida não prolongou o interval o QTc e não teve um efeito dose-relacionado ou clinicamente importante no efeito de duração de QRS. lacosamida produziu um pequeno aumento dose-relacionado na média do interv alo PR. No estado de equilíbrio, o tempo da média máxima observada do intervalo PR correspon deu ao Tmax. O aumento máximo do placebo substrato no intervalo PR (no T máx) foi 7,3 ms para o grupo de 400 mg/dia e 11,9 ms p ara o grupo de 800 mg/dia. Para pacientes que participa ram de estudos controlados, o aumento máximo do placebo-substrato na média de intervalo P R para uma dose de lacosamida 400 mg/dia foi 3,1 ms em pacientes com crises focais/parciais e 9,4 ms para pacientes com neuropatia diabética.

Propriedades farmacocinéticas Absorção A lacosamida é rapidamente e completamente absorvid a após administração oral. A biodisponibilidade oral dos comprimidos de lacosami da é aproximadamente 100%. Após a administração oral, a concentração plasmática de la cosamida inalterada aumenta rapidamente e alcança a Cmáx em 0,5 a 4 horas após a dose. Os comprimidos de lac osamida e solução oral são bioequivalentes.

Alimentos não afetam a taxa e extensão de absorção.

Distribuição O volume de distribuição é aproximadamente 0,6 L/kg . A taxa de ligação da lacosamida às proteínas plasmáticas é menos do que 15%.

Metabolismo 95% da dose é excretada na urina como fármaco e met abólitos. O metabolismo da lacosamida não foi completamente elucidado.

Os principais componentes excretados na urina foram lacosamida inalterada (aproximadamente 40% da dose) e seu metabólito Odesmetil menos de 30 %. Uma fração polar tida como derivado da serina foi quantificada em cerca de 20% na urina , mas foi detectado somente em pequenas quantidades (0-2%) no plasma humano de alguns pacie ntes. Pequenas quantidades (0,5-2%) de metabólitos adicionais foram encontradas na urina.

CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4 são os principais responsá veis pela formação do metabólito O-desmetil. Nenhuma diferença com relevância clínica na exposição à lacosamida foi observada comparando-se sua farmacocinética em metabolizadore s extensivos (EMs, com um CYP2C19 funcional) e metabolizadores lentos (PMs [poor meta bolizers], falta de um CYP2C19 funcional).

Nenhuma outra enzima foi identificada por estar env olvida no metabolismo da lacosamida.

A concentração plasmática de lacosamida-O-desmetil é de aproximadamente 15%. Este metabólito principal não mostrou atividade farmacol ógica.

Eliminação A lacosamida é primariamente eliminada da circulaçã o sistêmica por excreção renal e biotransformação. Após administração oral e intrave nosa de lacosamida radiomarcada, aproximadamente 95% de radioatividade administrada foi recuperada na urina e menos de 0,5% nas fezes. A meia-vida de eliminação da substância inalterada é aproximadamente 13 horas.

A farmacocinética é proporcional à dose e constante ao longo do tempo, com baixa variabilidade intra e interindividual. Seguindo as duas tomadas d iárias, as concentrações plasmáticas no estado de equilíbrio são alcançadas após um período de 3 d ias. A concentração plasmática aumenta com um fator de acúmulo de aproximadamente 2.

Uma dose de ataque de 200 mg aproxima-se às concent rações do estado de equilíbrio comparáveis a uma administração de 100 mg duas veze s ao dia.

População especial Sexo Estudos clínicos mostraram que o sexo não possui um a influência significativa nas concentrações plasmáticas de lacosamida.

Raça Não existem diferenças clínicas relevantes na farma cocinética da lacosamida entre pacientes asiáticos, negros e caucasianos.

Insuficiência renal A AUC da lacosamida foi aumentada em aproximadament e 30% em pacientes com insuficiência renal leve a moderada. Em pacientes com insuficiênc ia renal grave e pacientes em estágio terminal de doença renal, que necessitavam de hemod iálise, a AUC teve aumento de 60% quando comparados a sujeitos saudáveis, nos quais a C máx permaneceu inalterada.

A lacosamida foi efetivamente removida do plasma po r hemodiálise. Após um tratamento de hemodiálise de 4 horas, a AUC de lacosamida foi red uzida em aproximadamente 50%. Assim, a suplementação da dose após hemodiálise é recomendad a (ver item Posologia). A exposição ao metabólito O-desmetil foi severamente aumentada em pacientes com insuficiência renal moderada e grave.

Na ausência de hemodiálise em pacientes com insufic iência renal em estágio terminal, os níveis foram aumentados e continuaram aumentando durante a s 24 horas da amostragem. É desconhecido se a exposição aumentada ao metabólito em pacientes no estágio terminal da doença poderia causar um aumento dos eventos advers os, mas nenhuma atividade farmacológica do metabólito foi identificada.

Insuficiência hepática Os pacientes com insuficiência hepática moderada (C hild-Pugh B) demonstraram uma maior concentração plasmática de lacosamida (aproximadame nte 50% a mais do que a AUC normal). A alta exposição foi parcialmente devida a função ren al reduzida nos pacientes estudados. Estima-se que a redução na depuração não renal em paciente s do estudo leve a um aumento de 20% na AUC de lacosamida.

A farmacocinética de lacosamida não foi avaliada na insuficiência hepática grave (ver item Posologia).

Idosos Em um estudo com homens e mulheres idosos incluindo 4 pacientes > 75 anos de idade, a AUC foi cerca de 30% e 50% maior em comparação a jovens adultos, respectivamente. Isto está parcialmente relacionado com o menor peso corporal. A diferença normal de peso corpóreo é 26% e 23%, respectivamente. Uma variabilidade aumen tada na exposição também foi observada.

A depuração renal de lacosamida foi apenas um pouco reduzida nos idosos participantes deste estudo.

Uma redução de dose geral não é considerada necessá ria a menos que seja indicada devido à redução da função renal (ver item Posologia).

Dados de segurança pré-clínica Nos estudos de toxicidade, as concentrações plasmát icas obtidas de lacosamida foram similares ou somente marginalmente maiores do que aquelas obs ervadas em pacientes, o que deixa margens baixas ou não existentes para a exposição h umana.

Um estudo farmacológico de segurança com administra ção intravenosa de lacosamida em cachorros anestesiados mostrou aumentos transitório s no intervalo PR e na duração do complexo QRS e diminuição na pressão sanguínea mais comument e devido à ação cardiodepressora. Essas mudanças transitórias tiveram início na mesma faixa de concentração da dose máxima clinicamente recomendada. Foram observadas em cacho rros anestesiados e macacos Cynomolgus, em doses intravenosas de 15-60 mg/kg, a diminuição da condutividade atrial e ventricular, bloqueio atrioventricular e dissociaçã o atrioventricular.

Foram observadas em estudos de toxicidade de dose r epetida ligeiras alterações hepáticas reversíveis em ratos, a partir de cerca de 3 vezes a exposição clínica. Estas alterações incluíram aumento do peso do órgão, hipertrofia dos hepatócit os, aumento das concentrações plasmáticas das enzimas hepáticas e aumento do colesterol total e triglicérides. Não foi observada qualquer outra alteração histopatológica, além da hipertrofi a dos hepatócitos.

Em estudos de toxicidade reprodutiva e de desenvolv imento, em roedores e coelhos, não foi observado efeito teratogênico, mas verificou-se aum ento no número de natimortos e mortes de cachorros durante o período perinatal, assim como u ma ligeira redução do número de filhotes vivos por ninhada e da massa corporal dos filhotes para doses maternas tóxicas em ratos, correspondentes a níveis de exposição sistêmica sem elhantes aos esperados durante a exposição clínica. Os dados sobre o potencial embriofetotóxic o e teratogênico da lacosamida são insuficientes uma vez que não foi possível testar n íveis mais elevados de exposição em animais, devido à toxicidade materna.

Estudos em ratos revelaram que a lacosamida e/ou os seus metabólitos atravessam facilmente a barreira placentária.

Um estudo foi realizado com administração oral de l acosamida (30, 90 ou 180 mg/kg/dia) em ratos durante o período neonatal e juvenil do desen volvimento pós-natal. Em ratas, na dose mais alta, houve uma diminuição reversível no peso cereb ral associado a uma diminuição proporcional no peso corporal e uma sugestão de efeito ansiolíti co reversível do composto (no teste de campo aberto). Os eventos adversos potenciais no desenvol vimento do sistema nervoso central não puderam ser descartados. O período pós-natal em rat os geralmente corresponde à gravidez tardia em humanos no que diz respeito ao desenvolvimento c erebral.

Os níveis de eventos adversos não observados no des envolvimento do SNC em ratos foram associados com a AUC da lacosamida plasmática aprox imadamente 3,9 vezes e 1,4 vezes em humanos no MRHD, no PND7 (dia 7 do pós-natal equiva lente ao período gestacional tardio em humanos) e PND48 (equivalente a crianças de 12 anos ), respectivamente.

Não houve evidência de carcinogenicidade relacionad a ao medicamento em ratos ou camundongos. Ratos e camundongos receberam lacosami da uma vez ao dia por via oral durante 104 semanas, em doses produzindo exposições plasmát icas (AUC) de até 1 e 3 vezes, respectivamente, a AUC plasmática em humanos na dos e humana recomendada (MRHD) de 400 mg/dia.

A lacosamida foi negativa em um teste Ames in vitro e um teste in vivo de micronúcleo de rato e um teste in vivo de síntese de DNA não marcado (UDS ). A lacosamida induziu uma resposta positiva no teste in vitro de linfoma de rato em do ses excessivamente altas.

04

Contraindicações

Este medicamento é contraindicado em casos de hiper sensibilidade ao princípio ativo lacosamida ou a qualquer um dos excipientes.

Existência de bloqueio atrioventricular (AV) de seg undo ou terceiro grau.

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Advertências e precauções

Tontura O tratamento com lacosamida foi associado à tontura , o que pode aumentar a ocorrência de ferimento acidental ou quedas. Assim, os pacientes devem ser aconselhados a tomar cuidado até que estejam familiarizados com os potenciais efeito s do medicamento (ver item Reações Adversas).

Ritmo cardíaco e condução Nos estudos clínicos foram observados prolongamento s no intervalo PR com o uso de lacosamida.

A lacosamida deve ser usada com cautela em paciente s com condições pró arrítmicas tais como pacientes com problemas cardíacos conhecidos ou pro blemas cardíacos severos (por exemplo, isquemia do miocárdio/infarto, insuficiência cardía ca, doença cardíaca estrutural ou canalopatias cardíacas relacionadas ao sódio) ou pacientes trata dos com medicamentos que afetam a condução cardíaca, incluindo antiarrítmicos ou bloqueadores do canal de sódio.

Nos estudos placebo-controlados de lacosamida em pa cientes epilépticos, fibrilação atrial ou taquicardia não foram relatados; no entanto, ambos foram relatados em estudos abertos de epilepsia e na experiência pós-comercialização (ver item Reações Adversas).

Na experiência pós comercialização, bloqueio AV (in cluindo os de segundo grau ou bloqueio AV maior) foi reportado. Em pacientes com condições pr ó arrítmicas, taquiarritmia ventricular foi raramente reportada. Em casos raros, estes eventos levaram a assístole, parada cardíaca e morte em pacientes com condições pró arrítmicas subjacent es.

Os pacientes devem estar conscientes dos sintomas d a arritmia cardíaca (por exemplo, pulso fraco, acelerado ou irregular, palpitações, falta d e ar, tontura e desmaio). Pacientes devem ser aconselhados a procurar assistência médica imediata mente se ocorrer algum desses sintomas.

Em pacientes que desenvolverem arritmia cardíaca se vera, a lacosamida deve ser descontinuada e deve ser realizada uma análise clínica de risco/ben efício antes de um possível reinício de terapia.

Ideias e comportamento suicidas Foram notificados ideias e comportamento suicida em pacientes tratados com medicamentos antiepilépticos para diversas indicações.

Uma metanálise de ensaios randomizados placebo-cont rolados de medicamentos antiepilépticos mostrou um pequeno aumento do risco de ideias e com portamentos suicidas. Ainda não é conhecido o mecanismo que explica esse risco e os d ados disponíveis não excluem a possibilidade de um risco aumentado com lacosamida.

Assim, os pacientes devem ser monitorados quanto a sinais de ideias e comportamento suicida e tratamento adequado deve ser considerado. Os pacien tes (e cuidadores dos pacientes) devem ser aconselhados a contatar o médico assim que surjam s inais de ideias e comportamento suicida.

Fertilidade, gravidez e lactação -Mulheres com potencial para engravidar / Contracep ção em homens e mulheres Não houve interações clinicamente relevantes entre a lacosamida e contraceptivos orais (etinilestradiol e levonorgestrel) nos estudos clín icos (ver item Interações Medicamentosas).

-Gravidez Não existem dados adequados sobre a utilização de l acosamida em mulheres grávidas. Os estudos em animais não revelaram quaisquer efeitos teratogê nicos em ratos ou coelhos, mas a embriotoxicidade foi observada em ratos e coelhos e m doses maternas tóxicas (ver item Dados de segurança pré-clínica). Desconhece-se o risco poten cial para o ser humano.

A lacosamida não deve ser usada durante a gravidez a menos que seja realmente necessária (se o benefício à mãe realmente for maior que o risco par a o feto). Se a mulher resolver engravidar, o uso deste medicamento deve ser cuidadosamente reava liado.

Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulhere s grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

-Amamentação A lacosamida é excretada no leite humano materno.

A decisão entre descontinuar a amamentação ou desco ntinuar a lacosamida deve ser feita levando-se em consideração a importância do medicam ento para a mãe.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de l eite humano. Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de l eite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médic o ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimen tação do bebê.

-Fertilidade Nenhum evento adverso na fertilidade ou reprodução masculina ou feminina foi observado em ratos em doses reproduzindo exposições plasmáticas (AUC) até aproximadamente 2 vezes a AUC plasmática na dose máxima recomendada em humanos.

Efeitos na habilidade de dirigir ou operar máquinas A lacosamida pode ter uma pequena a moderada influê ncia na habilidade de dirigir ou usar máquinas.

O tratamento com lacosamida foi associado à tontura e visão borrada. Assim, pacientes devem ser aconselhados a não dirigir ou operar qualquer o utra máquina perigosa até que esteja familiarizado com os efeitos da lacosamida para rea lizar tais tarefas.

Oriente seu paciente a não dirigir veículos ou oper ar máquinas no início do tratamento, pois sua habilidade e capacidade de reação podem es tar prejudicadas.

O uso deste medicamento pode causar tontura, desmai os ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.

Atenção: lacosamida 50mg contém os corantes óxido d e ferro vermelho e óxido de ferro preto e lacosamida 100mg contém o corante óxido de ferro amarelo.

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Interações medicamentosas

A lacosamida deve ser usada com cautela em paciente s tratados com medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo PR (incluindo medicamento s antiepiléticos bloqueadores do canal de sódio) e em pacientes tratados com medicamentos ant iarrítmicos.

No entanto, a análise do subgrupo em estudos clínic os não identificou um aumento na magnitude do prolongamento PR em pacientes com administração concomitante de carbamazepina ou lamotrigina.

-Dados in vitro Os dados disponíveis sugerem que a lacosamida possu i um baixo potencial de interação.

Estudos de metabolismo in vitro indicam que a lacos amida não induz a atividade enzimática das isoformas do citocromo P450, CYP1A2, 2B6 e 2C9, 2C1 9 e 3A4. A lacosamida não inibiu CYP 1A1, 1A2, 2A6, 2B6, 2C8, 2C9, 2D6, 2E1, 3A4/5 nas c oncentrações plasmáticas observadas nos estudos clínicos.

Dados in vitro sugerem que a lacosamida possui pote ncial para inibir CYP2C19 em concentrações terapêuticas.

A lacosamida não foi um substrato ou inibidor da gl icoproteína-P.

-Dados in vivo Dados clínicos indicam que a lacosamida não inibe o u induz CYP2C19 e 3A4.

Além disso, um estudo de interação com omeprazol (i nibidor CYP2C19) não demonstrou alterações relevantes nas concentrações plasmáticas de lacosamida e nenhum efeito inibidor na farmacocinética do omeprazol.

-Medicamentos antiepilépticos Em estudos de interação, a lacosamida (400 mg/dia) não influenciou significativamente as concentrações plasmáticas da carbamazepina (400 mg/ dia), nem do ácido valpróico (600 mg/dia).

As concentrações plasmáticas de lacosamida não fora m afetadas pela carbamazepina ou pelo ácido valpróico.

Os estudos clínicos placebo-controlados em paciente s com crises focais/parciais mostraram que as concentrações plasmáticas no estado de equilíbri o de levetiracetam, carbamazepina, epóxido de carbamazepina, lamotrigina, topiramato, derivado de monohidróxioxcarbazepina (MHD), fenitoína, ácido valpróico, fenobarbital, ga bapentina, clonazepam e zonisamida não foram afetados pela ingestão concomitante de lacosa mida em qualquer dose.

A análise farmacocinética populacional estimou que o tratamento concomitante com outros medicamentos antiepilépticos indutores enzimáticos (carbamazepina, fenitoína, fenobarbital, em várias doses) reduz a exposição sistêmica geral da lacosamida em 25%.

-Contraceptivos orais Em um estudo de interação não houve nenhuma interaç ão clinicamente relevante entre lacosamida (400 mg/dia) e os contraceptivos orais e tinilestradiol (0,03 mg) e levonorgestrel (0,15 mg). As concentrações de progesterona não foram afe tadas quando outros medicamentos foram coadministrados.

-Outros Estudos de interação mostraram que a lacosamida (40 0 mg/dia) não teve efeito na farmacocinética da digoxina (0,5 mg uma vez ao dia) .

Não houve interação clinicamente relevante entre la cosamida (400 mg/dia) e metformina (500 mg, 3 vezes ao dia).

O omeprazol (40 mg uma vez ao dia) aumentou a AUC d e lacosamida em 19% (300 mg, dose única), portanto, dentro da faixa de bioequivalênci a aceitável. Além disso, os efeitos foram considerados sem relevância clínica. A lacosamida ( 600 mg/dia) não afetou a farmacocinética de dose única do omeprazol (40 mg).

A coadministração da varfarina com lacosamida não r esultou em alterações clinicamente relevantes nos efeitos farmacocinéticos e farmacodi nâmicos da varfarina.

Não estão disponíveis dados sobre a interação da la cosamida com o álcool.

-Ligação com proteínas A lacosamida tem um perfil de ligação às proteínas inferior a 15%. Portanto, interações clinicamente relevantes com outros medicamentos por sítios de ligação proteica são con sideradas improváveis.

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Cuidados de armazenamento do medicamento armazenar em temperatura ambiente (de 15ºc a 30ºc).

Este medicamento tem prazo de validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vi de embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido . Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas:

-lacosamida 50 mg: comprimidos revestidos por película cor-de-rosa, o vais, biconvexos, com a gravação “J” num dos lados e “12” no outro lado.

-lacosamida 100 mg: comprimidos revestidos por película de cor amarela , ovais, biconvexos, com a gravação “J” num dos lados e “13” no outro la do.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance d as crianças.

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Posologia e modo de usar

Monoterapia (no tratamento de crises focais/parciai s) A dose inicial recomendada é 100 mg duas vezes ao d ia (200 mg/dia).

Dependendo da resposta e tolerabilidade, a dose pod e ser aumentada em 50 mg duas vezes ao dia (100 mg/dia) em intervalos semanais, até uma máxima dose de manutenção recomendada de 200 mg duas vezes ao dia (400 mg/dia).

Para pacientes que alcançaram uma dose superior a 4 00 mg/dia e que precisam de medicamentos antiepilépticos adicionais, a posologia recomendada a ser seguida é a da terapia adjuvante descrita a seguir.

Terapia adjuvante (no tratamento de crises focais/p arciais ou no tratamento de crises tônico-clônicas de início generalizado) A dose inicial recomendada é de 50 mg duas vezes po r dia, a qual deverá ser aumentada para uma dose terapêutica inicial de 100 mg duas vezes por d ia após uma semana.

Dependendo da resposta clínica e tolerabilidade, a dose de manutenção pode ser aumentada em 50 mg, duas vezes por dia, a cada semana, até uma d ose diária máxima de 400 mg (200 mg duas vezes por dia).

Para pacientes que fazem uso da terapia adjuvante q ue serão convertidos para a monoterapia, uma vez que a dose de manutenção tenha sido administrad a por pelo menos 3 dias, recomenda-se a retirada gradual das drogas antiepiléticas concomit antes durante pelo menos 6 semanas.

Se o paciente estiver fazendo uso de mais de uma dr oga antiepilética, as drogas antiepiléticas devem ser retiradas de maneira sequencial. A eficác ia e segurança da lacosamida não foram estabelecidas para conversão simultânea para monote rapia de duas ou mais drogas antiepiléticas.

Início do tratamento com lacosamida utilizando uma dose de ataque O tratamento com lacosamida (monoterapia inicial ou terapia adjuvante no tratamento de crises focais/parciais ou terapia adjuvante no tratamento de crises tônico-clônicas de início generalizado) também pode ser iniciado com uma dose de ataque de 200 mg, seguida por uma dose de regime de manutenção, após aproximadamente 12 horas, de 100 mg duas vezes ao dia (200 mg/dia). Ajuste de doses subsequentes devem se r realizados de acordo com a resposta individual e tolerabilidade do paciente. A dose de ataque deve ser administrada sob supervisão médica levando em consideração o potencial de aumen to da incidência de arritmia cardíaca grave e reações adversas do Sistema Nervoso Central. A ad ministração da dose de ataque não foi estudada em condições agudas em estados epilépticos .

Descontinuação De acordo com a prática clínica corrente, caso seja necessário suspender o tratamento com lacosamida, recomenda-se que este seja retirado de forma gradual (ex.: reduzir a dose diária em 200 mg/semana).

Em pacientes que desenvolvam arritmia cardíaca grav e, deve ser realizada uma avaliação clínica benefício/risco e, se necessário, a lacosamida deve ser descontinuada.

Modo de administração A lacosamida deve ser tomado duas vezes por dia, com intervalo de aproximadamente 12 horas entre as doses. O tratamento pode ser iniciado por administração oral ou intravenosa. A lacosamida solução para infusão pode também ser uma alternativ a para pacientes quando a administração oral está temporariamente inviável.

Se uma dose for esquecida, o paciente deve ser inst ruído a tomá-la imediatamente e, em seguida, tomar a próxima dose de lacosamida no horário regul armente programado. Se o paciente perceber a dose esquecida dentro de 6 horas da próxima dose, ele deve ser orientado a esperar para tomar a próxima dose de lacosamida no horário regularmente agendado. Os pacientes não devem tomar uma dose dupla.

A lacosamida pode ser administrada com ou sem alime ntos.

Os comprimidos revestidos de lacosamida não devem s er partidos.

População especial -Idosos (a partir dos 65 anos) Não é necessária redução de dose em pacientes idoso s.

Deve ser levada em conta a redução da depuração ren al associada à idade com aumento dos níveis AUC em pacientes idosos (ver item Advertênci as e precauções).

Existem dados clínicos limitados em pacientes idoso s com epilepsia utilizando doses maiores do que 400 mg/dia.

-Insuficiência renal Não é necessário qualquer ajuste de dose em pacient es com insuficiência renal leve a moderada (CLcr >30 mL/min).

Recomenda-se uma dose máxima de 300 mg/dia em pacie ntes com insuficiência renal grave (CLcr ≤ 30 mL/min) e em pacientes com insuficiência renal terminal.

Em pacientes em hemodiálise recomenda-se um supleme nto de até 50% da dose diária dividida imediatamente após cada tratamento de hemodiálise.

O tratamento de pacientes com doença renal terminal deve ser feito com cautela devido à limitada experiência clínica e ao acúmulo de metabólito (sem atividade farmacológica conhecida).

A titulação da dose deve ser efetuada com cuidado e m todos os pacientes com insuficiência renal.

-Insuficiência hepática Uma dose máxima de 300 mg/dia é recomendada para pa cientes com insuficiência hepática leve a moderada.

A titulação da dose deve ser efetuada com cuidado c onsiderando a coexistência de insuficiência renal. A farmacocinética da lacosamida não foi estu dada em pacientes com insuficiência hepática grave (ver item Advertências e precauções). A lacos amida deve ser administrada a pacientes portadores de insuficiência hepática grave apenas q uando os benefícios terapêuticos esperados superarem possíveis riscos. A posologia e administr ação devem ser ajustadas e os sintomas do paciente observados cuidadosamente.

-População pediátrica A lacosamida não é recomendada em crianças e adoles centes com idade inferior a 16 anos devido à ausência de dados de segurança e eficácia.

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Reações adversas

Estudos clínicos Baseado na análise de estudos clínicos placebo-cont rolados em tratamento adjuvante em 1.855 pacientes com crises focais/parciais, as reações ad versas mais frequentemente relatadas ( ≥10%) no tratamento com lacosamida foram tonturas e dor-d e-cabeça.

Elas foram geralmente de intensidade leve a moderad a. Algumas foram relacionadas com a dose e foram aliviadas pela redução da dose. A incidênci a e severidade de reações adversas do Sistema Nervoso Central e gastrointestinais geralmente dimi nuem com o passar do tempo.

Em todos os estudos controlados a taxa de descontin uação devido a reações adversas foi 15,1% para pacientes randomizados com lacosamida e 5,5% p ara pacientes randomizados com placebo.

A reação adversa mais comum que resultou em descont inuação da terapia com lacosamida foi tontura.

O perfil de segurança da lacosamida relatado nos es tudos clínicos de conversão em monoterapia foi similar ao perfil de segurança relatado nos est udos clínicos placebo-controlados em tratamento adjuvante. A taxa de descontinuação devi da a reações adversas foi 16,2% para pacientes randomizados para a lacosamida nas doses recomendadas de 300 e 400 mg/dia. A reação adversa mais comum que resultou em descontin uação da terapia com lacosamida foi tontura. Tontura, cefaleia, náusea, sonolência e fa diga foram todas reações relatadas com menor incidência durante a fase de retirada dos medicamen tos antiepilépticos e fase de monoterapia em comparação com a fase de titulação (ver item Result ados de Eficácia).

Baseado na análise de dados de um estudo clínico de não inferioridade para monoterapia comparando a liberação controlada de lacosamida e c arbamazepina (CR), as reações adversas mais comuns foram dor de cabeça e tontura. A taxa d e descontinuação devido a reações adversas foi de 10,6% para pacientes que utilizavam lacosami da e 15,6% para pacientes randomizados com carbamazepina CR.

O perfil de segurança da lacosamida relatado no est udo conduzido em pacientes a partir de 16 anos de idade com epilepsia idiopática generalizada que apresentam crises tônico-clônicas de início generalizado foi consistente com o perfil de segurança relatado nos ensaios clínicos controlados por placebo em crises focais/parciais. A reação adversa adicional relatada em pacientes com crises tônicoclônicas de início gener alizado foram crises mioclônicas (2,5% no grupo da lacosamida e 0% no grupo do placebo). As r eações adversas mais frequentemente relatadas foram tonturas e sonolência. As reações a dversas mais comuns que resultaram na descontinuação da terapia com lacosamida foram tont ura e ideação suicida. A taxa de descontinuação devido as reações adversas foram de 9,1% no grupo da lacosamida e 4,1% no grupo do placebo.

Listagem das reações adversas A lista abaixo mostra as frequências das reações ad versas pelo sistema/órgão que foram relatadas em estudos clínicos. A frequência é definida como s e segue: muito comuns (≥ 1/10), comuns (≥ 1/100 a < 1/10), incomuns ( ≥ 1/1.000 a < 1/100). Dentro de cada grupo de frequê ncia, efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade.

-Distúrbios do sistema imunológico Incomum: reações de hipersensibilidade ao medicamen to -Distúrbios psiquiátricos Comum: depressão, estado de confusão, insônia.

Incomum: tentativa de suicídio, ideação suicida, di stúrbio psicótico, alucinação, agressividade, agitação, euforia.

-Distúrbios do sistema nervoso Muito comum: tontura, dor de cabeça.

Comum: crise mioclônica, ataxia, nistagmo, distúrbi o de equilíbrio, falha de memória, tremor, sonolência, disartria, hipoestesia, parestesia.

Incomum: síncope, distúrbio cognitivo, coordenação anormal, distúrbio de atenção.

-Distúrbios oculares Comum: diplopia, visão embaçada.

-Distúrbios auditivos e do labirinto Comum: vertigem, tinido.

-Distúrbios cardíacos Incomum: bloqueio atrioventricular, bradicardia.

-Distúrbios gastrintestinais Comum: náusea, vômito, constipação, flatulência, di spepsia, boca seca, diarreia.

-Distúrbios hepato-biliares Incomum: teste de função hepática anormal.

-Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Comum: prurido, rash.

Incomum: urticária.

-Distúrbios musculoesqueléticos e tecido conectivo Incomum: espasmos musculares.

-Distúrbios gerais e reações no local da administra ção Comum: distúrbio ao andar, astenia, fadiga, irritab ilidade.

Incomum: sensação de embriaguez.

Complicações de intervenções relacionadas a lesões e intoxicações Comum: queda, laceração da pele, contusão.

Descrição das reações adversas selecionadas A administração de lacosamida está associada ao aum ento do intervalo PR relacionado com a dose. Podem ocorrer efeitos indesejáveis relacionad os com o aumento do intervalo PR (ex.: bloqueio atrioventricular, síncope, bradicardia). E m estudos clínicos para tratamento adjuvante em pacientes com epilepsia a taxa de incidência ass ociada à notificação de bloqueio atrioventricular de primeiro grau é incomum, 0,7%, 0,6%, 0,5% e 0% para a lacosamida 200 mg, 400 mg, 600 mg e placebo, respetivamente. Não foram observados bloqueios atrioventriculares de 2º grau ou superior em pacientes com epilepsia t ratados com lacosamida.

A taxa de incidência associada à síncope nos estudo s clínicos (combinados) para tratamento adjuvante é incomum e não difere entre os pacientes com epilepsia tratados com lacosamida (n=1307, 0,2%) e os pacientes com epilepsia tratado s com placebo (n=548, 0,4%).

Nos estudos investigacionais de curto prazo de laco samida em pacientes com epilepsia, não houve casos de fibrilação ou flutter atrial, porém ambos foram relatados em estudos abertos de epilepsia.

Foram observadas anomalias nos testes da função hep ática em estudos placebo-controlados com lacosamida em pacientes adultos com crises focais/p arciais, que estavam tomando 1 a 3 medicamentos antiepilépticos concomitantes. Aumento s da ALT foram relatados em 0,5% (6/1307) dos pacientes que tomaram lacosamida e em 1,1% (6/548) dos pacientes que tomaram placebo.

Administração da dose de ataque A incidência de reações adversas relacionadas ao SN C tais como tontura pode ser maior após a dose de ataque.

População Idosa No estudo de comparação da monoterapia utilizando l acosamida e carbamazepina CR, o perfil de segurança de lacosamida em pacientes idosos ( ≥ 65 anos de idade) aparenta ser similar ao observado em pacientes com menos de 65 anos. No ent anto, uma incidência maior ( ≥ 5% de diferença) de queda, diarreia e tremor foi reportad a em pacientes idosos comparado a adultos jovens.

Experiência pós-comercialização Adicionalmente às reações adversas reportadas duran te os estudos clínicos listadas acima, as seguintes reações adversas foram reportadas na expe riência pós-comercialização. Os dados são insuficientes para suportar uma estimativa de sua i ncidência na população a ser tratada.

-Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático Agranulocitose.

-Distúrbios do sistema imune As reações de hipersensibilidade em múltiplos órgão s (também conhecidas como Reações Medicamentosas com Eosinofilia e Sintomas Sistêmico s, DRESS) foram relatadas em pacientes tratados com alguns medicamentos antiepilépticos. E ssas reações são variáveis em expressão, porém, são tipicamente presentes com febre e erupçã o cutânea e podem estar associadas com diferentes sistemas de órgãos. Casos potenciais for am raramente relatados com lacosamida e se houver suspeita de reação de hipersensibilidade em múltiplos órgãos, a lacosamida deve ser descontinuada.

-Distúrbios do sistema nervoso Discinesia, crise epiléptica. Somente alguns casos de piora de crises epilépticas (incluindo a ocorrência de estado de mal epiléptico) foram repor tados.

-Distúrbios cardíacos Taquiarritmia ventricular, flutter atrial, fibrilaç ão atrial.

-Distúrbios hepato-biliares Aumento de enzimas hepáticas (maior que 2 vezes o l imite superior normal).

-Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Necrólise epidérmica tóxica, Síndrome de Stevens-Jo hnson, angioedema.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistem a VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhec idos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Sintomas Os sintomas observados após uma superdose acidental ou intencional de lacosamida são primariamente associados aos sistemas nervoso centr al e gastrintestinal.

-Os tipos de eventos adversos ocorridos em paciente s expostos a doses acima de 400 mg até 800 mg não foram clinicamente diferentes dos eventos do s pacientes que utilizaram as doses recomendadas de lacosamida.

-Os eventos reportados após uma administração super ior a 800 mg são: tontura, náusea, convulsões (generalizadas tônicoclônicas, status ep ilepticus). Distúrbios de condução cardíaca, choque e coma também foram observados. Fatalidades foram relatadas em pacientes após ingestão de superdose aguda única de vários gramas de lacosamida.

Tratamento Não há antídoto específico para superdose com lacos amida. O tratamento da superdose de lacosamida deve incluir medidas de suporte gerais e pode incluir hemodiálise, se necessário (ver item Advertências e precauções).

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

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RAÇÕ E S DE B UL A D ad o s da su bm is sã o e l e t r ô n ic a Da d o s d a pe t iç ã o /n o t if ic a ç ã o q u e a lt e r a b u la D a do s d a s a lt e r a ç õe s d e b u la s Da t a do e x p e di e nt e N°. d o e x pe d ie n t e Ass u n t o Da t a do e x p e di e nt e N°. d o e x pe d ie nt e A ssu nt o D at a d e a p r o v a ç ão I t e n s d e b u la Ve r sõ e s ( VP /V PS ) Ap r e se n t a ç õ e s r e la c i o na d a s 0 7 /0 9 /20 2 3 0 9 5 32 8 0/ 23 -3 1 0 4 59 -GE NÉ R I CO – I n c lu sã o I n ic i a l d e Te x to d e B u la -

RDC – 6 0/ 1 2 0 7 /0 9 /20 2 3 0 9 5 32 8 0 /23 -3 1 0 4 59 -G EN ÉR I C O – I n c l u sã o I n i c ia l d e T e xt o d e B u la -RD C – 6 0 /1 2 07 / 0 9 /20 2 3 V e r sã o in ic i a l VP S -5 0 m g co m r e v c t b l a l a l x 1 4 -1 0 0 m g c o m r e v c t -b l a l a l x 28 2 5 /1 1 /20 2 4 -1 0 4 52 – GE NÉ R I CO – No t if i c a ç ã o d e A lte r a ç ã o d e Te x t o d e B u la –

RDC – 6 0/ 1 2 2 5 /1 1 /20 2 4 -10 4 52 – G EN ÉR I C O – N o tif ic a ç ã o d e Alt e r a ç ã o d e T e x to d e Bu la – RD C – 6 0 /1 2 25 / 1 1 /20 2 4 1 .

I nd ic a ç õ e s 2 .

R e su lta d o s d e e f i c á c ia 3 .

Ca r a c te r í stic a s F a r m a c o ló g ic a s 4 .

Co n t r a in d ic a çõ e s 5 .

Ad v e r t ênc ia s e P r e c a u ç õ e s 6 .

I n te r a çõe s M e d ic a m e n t o sa s 8 .

Po so l o gi a e M od o d e u sa r 9 .

Re a ç õ e s A d ve r sa s VP S -5 0 m g co m r e v c t b l a l a l x 1 4 -1 0 0 m g c o m r e v c t -b l a l a l x 28

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
50 MG COM REV CT BL AL PLAS PVC/PVDC TRANS X 14Tarja vermelha7896112171867R$ 51,26
50 MG COM REV CT BL AL AL X 30Tarja vermelha7896112120254R$ 109,84
100 MG COM REV CT BL AL PLAS PVC/PVDC TRANS X 28Tarja vermelha7896112171911R$ 205,26
100 MG COM REV CT BL AL AL X 30Tarja vermelha7896112120261R$ 219,92
MESMO PRINCÍPIO ATIVO

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