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Bulas de Remédios
Similar Tarja vermelha

Estradot

Estradiol hemi-hidratado · Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoEstradiol hemi-hidratado
FabricanteSandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda
Registro MS1.0047.0655
Classe terapêuticaEstrogenos simples
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 110,82
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Estradot

Fonte: bula do fabricante (Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 04/04/2024 · conferida em 23/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

ESTRADOT® estradiol Bula do Paciente Sandoz do Brasil Ind. Farm. Ltda.

Sistemas terapêuticos transdérmicos (adesivos) 25 mcg, 50 mcg ou 100 mcg

ESTRADOT ® estradiol

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Apresentações

Estradot ® 25 mcg, 50 mcg ou 100 mcg – embalagens contendo 8 sistemas transdérmicos (adesivos).

Via transdérmica

Uso adulto

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Composição

Cada sistema transdérmico (adesivo) contém:

O sistema transdérmico (adesivo)de Estradot ® 25,0 mcg é um adesivo de 2,5 cm 2 contendo 0,390 mg de estradiol hemi-hidratado com uma taxa de liberação nominal in vivo de 25,0 mcg de estradiol por dia.

O sistema transdérmico (adesivo)de Estradot ® 50,0 mcg é um adesivo de 5,00 cm 2 contendo 0,780 mg de estradiol hemi-hidratado com uma taxa de liberação nominal in vivo de 50,0 mcg de estradiol por dia.

O sistema transdérmico (adesivo)de Estradot ® 100,0 mcg é um adesivo de 10,00 cm 2 contendo 1,560 mg de estradiol hemi-hidratado com uma taxa de liberação nominal in vivo de 100,0 mcg de estradiol por dia. excipientes q.s.p........................................................ 1 sistema transdérmico (adesivo) (Matriz adesiva: adesivo acrílico, adesivo de silicone, álcool oleílico, dipropilenoglicol e povidona).

(Camada de suporte: copolímero de acetato de etileno de vinila/polietileno, copolímero de cloreto de vinilidina/acrilato de metila).

01

Para que este medicamento é indicado?

Estradot ® é um sistema transdérmico (adesivo) que deve ser aplicado diretamente na pele. Ele está disponível em três tamanhos, cada um deles contendo quantidades diferentes de estradiol: 25 mcg, 50 mcg ou 100 mcg – embalagens contendo 8 sistemas adesivos transdérmicos.

Estradot ® é usado para terapia hormonal (TH) como segue:

Alívio dos sintomas da menopausa: Estradot ® é usado para aliviar o desconforto que você pode apresentar durante e após a menopausa. A menopausa ocorre naturalmente em todas as mulheres, geralmente entre 45 e 55 anos. Também pode ocorrer em mulheres mais jovens que tiveram seus ovários cirurgicamente removidos.

Após a menopausa, seu corpo produz muito menos estrogênio do que antes. Isto pode causar sintomas desagradáveis como calor no rosto, pescoço e peito, “fogachos” (ondas repentinas de calor e suor afetando todo o corpo), problemas para dormir, irritabilidade e depressão. Os estrogênios podem ser administrados para reduzir ou eliminar estes sintomas.

Prevenção da osteoporose: Após a idade de 40 anos, e especialmente após a menopausa, algumas mulheres desenvolvem osteoporose. É um afinamento dos ossos que os fazem mais fracos e mais prováveis de se quebrarem. Afeta os ossos da coluna vertebral, quadril e pulso em particular. O risco de osteoporose é aumentado pela falta de estrogênios. Tomar estrogênios após a menopausa reduz a perda óssea e pode ajudar a prevenir a osteoporose.

Seu médico discutirá os benefícios e os riscos de Estradot ® e outras terapias alternativas antes do início do tratamento.

Estradot ® não é usado para prevenção de doenças cardíacas.

Estradot ® não é um contraceptivo, e nem irá restabelecer a fertilidade.

Pergunte ao seu médico se você tem dúvidas sobre o funcionamento de Estradot ® ou o motivo que este medicamento foi prescrito a você.

Em mulheres com o útero íntegro, o uso de estrogênios deve sempre ser acompanhado pela administração de progestogênios.

02

Como este medicamento funciona?

Estradot ® contém estradiol (um hormônio estrogênico), e é um adesivo transdérmico. Quando Estradot ® é aplicado na pele, o adesivo libera pequenas quantidades de estradiol, que passam diretamente através da pele para a corrente sanguínea. O estradiol é idêntico ao hormônio natural produzido pelos ovários antes da menopausa.

A deficiência estrogênica que ocorre na menopausa pode levar a sintomas vasomotores como ondas de calor e redução da densidade mineral óssea acarretando a osteoporose com riscos de fraturas ósseas. A terapia de reposição estrogênica quando bem indicada pode fazer os sintomas vasomotores diminuírem ou desaparecerem e prevenir a perda de massa óssea evitando assim as fraturas. A via transdérmica garante uma maior adesão ao tratamento assim como comodidade para as pacientes. Estradot ® está disponível em três apresentações, cada uma delas contendo quantidades diferentes de estradiol: 25 mcg, 50 mcg ou 100 mcg. Sua apresentação em forma de adesivos facilita a aplicação do medicamento pela praticidade de aplicação".

O tempo estimado para início da ação farmacológica é de 4 horas após aplicação do adesivo transdérmico.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não use Estradot ®:

  • Se você é alérgica (hipersensibilidade) ao Estradot ® (estradiol) ou a qualquer um dos componentes do Estradot ®, listados no início desta bula;
  • Se você tem ou teve recentemente ou se seu médico acha que você pode ter câncer de mama ou de endométrio (camada interna do útero) ou qualquer outro tipo de câncer que é sensível a estrogênios;
  • Se você tem sangramento vaginal anormal que não tenha sido investigado;
  • Se você tem doença grave no fígado;
  • Se você tem ou já teve coágulos nos vasos sanguíneos ou pulmões. Isto pode causar inflamação dolorosa nas veias (tromboflebite) ou obstruir um vaso sanguíneo da perna (trombose venosa profunda), pulmões (embolismo pulmonar), ou outros órgãos;
  • Se você já teve infarto cardíaco ou derrame cerebral;
  • Se você tem uma alteração da pigmentação sanguínea chamada porfiria. Esta condição afeta seu fígado;
  • Se você está grávida ou suspeita estar grávida;
  • Se você está amamentando.

Se alguma dessas situações se aplica a você, informe ao seu médico e não use Estradot ®.

Se você acha que pode ser alérgica, fale com seu médico.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano: Este medicamento inibe a produção de leite humano. Seu médico deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Siga todas as instruções do seu médico cuidadosamente. Elas podem diferir das informações gerais contidas nesta bula.

Leia cuidadosamente esta bula antes de começar a usar Estradot ®.

Monitoramento durante o tratamento com Estradot ®:

  • Seu médico examinará suas mamas e sua pélvis. Avise seu médico se você suspeitar de alguma anormalidade;
  • Se você tiver sangramento intenso ou continuar a ter sangramento ou spotting após alguns meses de tratamento, informe ao seu médico para que o tratamento seja reavaliado, se necessário;
  • Avise seu médico com antecedência sobre qualquer hospitalização ou cirurgia planejada. Se você necessitar ir a um hospital inesperadamente, avise ao médico que a atender que você está usando Estradot ®. A terapia com Estradot ® não deverá ser retomada até que você esteja se movimentando normalmente.

Peça ao seu médico ou farmacêutico para responder a quaisquer dúvidas que você possa vir a ter.

Tome cuidado especial com Estradot ®:

Antes de começar a usar Estradot ®, você e seu médico discutirão seu histórico médico pessoal e familiar.

Você também será submetida a exames físicos e ginecológicos completos (incluindo pélvico e mamário).

Mulheres histerectomizadas que necessitam de terapia de reposição hormonal pós-menopausa devem receber terapia de reposição somente com estrogênio, a menos que indicado de outra forma (por exemplo, endometriose). Recomenda-se cautela quando fatores de risco para tumores dependentes de estrogênio (por exemplo, parentes sanguíneos de primeiro grau que já tiveram câncer de mama) estão presentes.

Durante o tratamento, são recomendados check-ups ginecológicos periódicos. Uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios deve ser realizada ao longo do tempo em mulheres tratadas com terapia hormonal e a sua necessidade deve ser reavaliada periodicamente.

Avise ao seu médico se você tem ou já teve alguma das condições a seguir (incluindo durante a gravidez ou um tratamento hormonal anterior), devendo a mulher ser monitorizada de perto, em particular:

  • Câncer de mama (incluindo casos de câncer de mama em sua família);
  • Caroços nas mamas;
  • Miomas ou outros tumores benignos;
  • Leiomioma (miomas uterinos) ou endometriose (distúrbio da pélvis causando períodos menstruais dolorosos);
  • Distúrbios tromboembólicos;
  • Icterícia ou coceira durante a gravidez ou relacionada ao uso de estrogênios;
  • Prurido;
  • Problemas no coração (insuficiência cardíaca), rim ou fígado (por exemplo, adenoma hepático);
  • Doença da vesícula biliar;
  • Hipertensão arterial;
  • Asma;
  • Epilepsia;
  • Diabetes mellitus com ou sem envolvimento vascular;
  • Colelitíase;
  • Enxaqueca ou cefaleia intensa;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Hiperplasia endometrial;
  • Otosclerose;
  • Surdez aguda (perda da audição resultante de um problema com os ossos do ouvido);
  • Hipotireoidismo (uma condição na qual a glândula tireoide não produz hormônio tireoidiano suficiente e para isto você é tratada com terapia de reposição hormonal da tireoide);
  • Reações alérgicas graves;
  • Uma condição chamada angioedema hereditário ou episódios de rápido inchaço das mãos, pés, face, lábios, olhos, língua, garganta (obstrução das vias aéreas) ou do trato digestivo.

Se alguma destas situações se aplicar a você, informe ao seu médico antes de usar Estradot ®.

Seu médico poderá requerer especial cuidado se você apresentar ou já apresentou alguma dessas condições.

Deve-se levar em conta que essas condições podem se repetir ou ser agravadas durante o tratamento com estrogênios. Se o agravamento de qualquer uma das condições acima mencionadas for diagnosticado ou suspeitado durante a terapia hormonal, os benefícios e riscos de devem ser reavaliados individualmente. Os estrogênios podem causar retenção de líquidos e, portanto, mulheres com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente monitoradas. Mulheres com hipertrigliceridemia devem ser monitoradas de perto durante a terapia hormonal, uma vez que casos raros de grandes aumentos nos triglicerídeos plasmáticos levando à pancreatite foram relatados com terapia estrogênica oral nessas mulheres. Embora as observações até o momento sugiram que os estrogênios, incluindo o estradiol transdérmico, não prejudicam o metabolismo de carboidratos, as mulheres diabéticas devem ser monitoradas durante o início da terapia até que mais informações estejam disponíveis. A função tireoidiana deve ser monitorada regularmente em pacientes que necessitam de terapia de reposição de hormônio tireoidiano e que também estão tomando estrogênio, a fim de garantir que os níveis de hormônio tireoidiano permaneçam dentro de uma faixa aceitável.

Informe ao seu médico se você acha que seu risco de coágulos nos vasos sanguíneos é alto. O risco é aumentado com a idade ou:

  • Se você ou alguém da sua família já teve obstrução de um vaso sanguíneo das pernas ou dos pulmões;
  • Se você já teve lúpus eritematoso sistêmico (LES), uma doença no tecido conjuntivo;
  • Se você está acima do peso;
  • Se você já teve vários abortos;
  • Se você tem varizes.

Se algum desses casos se aplicar a você, avise ao seu médico imediatamente.

Crianças e adolescentes Estradot ® não é indicado para crianças.

Gestantes e amamentação Não use Estradot ® se você estiver grávida ou engravidar. O uso de Estradot ® durante a gravidez pode ocasionar defeitos no feto.

Não amamente enquanto estiver usando Estradot ®.

Consulte seu médico ou farmacêutico antes de usar qualquer medicamento.

Estradot ® não é um contraceptivo e não previne a gravidez.

Se você estiver tomando anticoncepcionais, ou usando outro método contraceptivo hormonal, você precisará usar um método contraceptivo não hormonal durante a terapia com Estradot ®. Seu médico discutirá os riscos potenciais com você.

Efeitos na habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas Estradot ® não demonstrou efeitos na habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas.

Ingestão concomitante com outras substâncias Avise ao seu médico ou farmacêutico se você está tomando ou tomou recentemente qualquer outro medicamento.

Lembre-se também de incluir aqueles não prescritos por um médico.

Isto inclui particularmente os seguintes: medicamentos ansiolíticos (por ex.: meprobamato), antiepilépticos (por ex.: carbamazepina, fenitoína, lamotrigina e fenobarbital), fenilbutazona (um medicamento anti-inflamatório) antibióticos e outros medicamentos anti-infecciosos (por ex.: rifampicina, cetoconazol, eritromicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz, ritonavir, nelfinavir) e medicamentos fitoterápicos (por ex.:

Erva de São João).

Estes medicamentos podem ser afetados pelo Estradot ®, ou vice-versa, eles podem afetar o bom funcionamento de Estradot ®. Seu médico pode precisar ajustar a dose do seu tratamento.

Informe ao seu médico de que está em tratamento com Estradot ® se você vai fazer exames de laboratório.

Alguns exames laboratoriais, como testes de tolerância à glicose ou a função da tireoide, podem ser afetados pelo tratamento com Estradot ®.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C). Estradot ® não deve ser mantido na geladeira ou congelado.

Uma vez aberto, os adesivos não devem ser armazenados, devendo ser aplicados imediatamente após a remoção do sachê protetor. O adesivo não deve ser exposto à luz direta.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas Forma de retângulo arredondado. Um sistema transdérmico sensível à pressão com um suporte polimérico translúcido de um lado e com uma película protetora do outro. O sistema transdérmico está contido em um envelope termosselado (papel/polietileno/folha metálica/polietileno).

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Siga cuidadosamente as orientações do seu médico. Não exceda a dose recomendada.

Como aplicar Estradot ® Cada sistema adesivo é embalado individualmente em um sachê protetor. Imediatamente antes do uso, rasgue o sachê no local identificado (não use tesouras para evitar danos ao adesivo) e remova o adesivo.

Tenha certeza de que você retirou o adesivo antigo antes de aplicar o novo.

Uma película transparente firme de proteção cobre o lado adesivo do sistema, ou seja, o lado que será colocado contra a sua pele. Esta película deve ser removida antes de se aplicar o adesivo. Deixe o adesivo com a película protetora voltada para você.

Retire um dos lados da película protetora e a descarte. Tente evitar tocar na porção adesiva com os seus dedos.

Segure o sistema pela outra metade da película e aplique o lado adesivo em uma área seca do seu abdômen.

Pressione o lado adesivo suavemente contra a pele. Dobre o outro lado do sistema.

Segure a borda da película e retire-a do adesivo.

Pressione o sistema contra a pele com a palma de sua mão por cerca de 10 segundos.

Se assegure de que o adesivo está propriamente aderido à sua pele e passe os dedos nas bordas do adesivo para garantir maior contato.

Aplique o adesivo imediatamente após ter aberto o sachê e removido a película protetora.

Estradot ® deverá ser usado continuamente até que seja hora de substituí-lo por um novo adesivo. Você deverá aplicar o adesivo em locais diferentes a cada troca para achar o local mais confortável para você e onde as roupas não entrem em atrito contra o adesivo.

Tomar banho, nadar, ou se exercitar não deverão afetar o adesivo se ele tiver sido aplicado corretamente. Se o adesivo cair, agite-o para remover a água, seque a pele e reaplique o adesivo novamente.

Quando estiver tomando sol, certifique-se que o adesivo está coberto pela roupa.

Quando estiver nadando, você pode usar o adesivo por baixo de suas roupas de banho.

Nunca aplique um adesivo na pele suada, ou logo após um banho quente. Aguarde até que a pele esteja completamente seca e fresca.

Se o adesivo cair, reaplique o mesmo adesivo em um local diferente da pele (vide “Onde aplicar Estradot ®”).

Certifique-se que o local que você escolheu está limpo, seco e livre de hidratantes e/ou loções. Se o adesivo não colar completamente em sua pele, use um novo adesivo. Independente de quando isso ocorrer continue trocando o adesivo no mesmo dia que você escolhera anteriormente.

Como começar o tratamento com Estradot ® Seu médico dirá a você qual adesivo de Estradot ® será mais adequado ao seu tratamento. O tratamento deve ser iniciado com a menor dose. Durante o tratamento seu médico poderá ajustar a dose de acordo com suas necessidades pessoais.

Quando começar a usar Estradot ® Se você não fez histerectomia (operação para remover o útero), seu médico dará a você, em adição ao adesivo, comprimidos contendo outro hormônio chamado progesterona. Isto é para inibir os efeitos do estrogênio na camada interna do útero. Seu médico explicará como tomar estes comprimidos.

Onde aplicar Estradot ® Aplicar o adesivo na parte inferior do abdômen, abaixo da altura da cintura. Evite aplicar Estradot ® na altura da cintura, uma vez que as roupas podem causar atrito contra o adesivo fazendo com que ele caia.

Estradot ® não deve ser aplicado nas mamas.

Quando trocar o adesivo (de acordo com seu esquema de 3 a 4 dias), aplique o novo adesivo em local diferente.

Espere pelo menos uma semana antes de aplicar o novo adesivo na área usada para o adesivo anterior. O adesivo não deve ser exposto à luz solar direta.

Antes de aplicar Estradot ®, certifique-se que sua pele está:

  • Limpa, seca e fresca;
  • Sem qualquer tipo de talco, óleo, hidratante ou loções;
  • Sem cortes e/ou irritações.

Quando aplicar Estradot ® O adesivo de Estradot ® deverá ser substituído duas vezes por semana. É recomendável que o adesivo seja substituído nos mesmos dias da semana (por ex.: todas as Segundas e Quintas-feiras) toda semana. Escolha dois dias que você provavelmente vá se lembrar. A sua embalagem de Estradot ® contém um calendário no verso para ajudá-la a lembrar-se do dia da troca. Marque os dois dias da semana que você planeja seguir e sempre troque o adesivo nestes dois dias que você marcou.

Quando remover seu adesivo antigo, remova-o cuidadosamente e dobre-o ao meio com o lado adesivo para dentro. Jogue-o fora cuidadosamente, certificando-se que ele está fora do alcance de crianças, uma vez que ele ainda contém um pouco do medicamento. Se qualquer cola do adesivo ficar em sua pele, permita que a pele fique seca por 15 minutos. Você pode então remover a cola residual friccionando delicadamente um creme à base de óleo ou loção na área em questão. Aplique o novo adesivo em um local diferente, limpo e seco da pele.

O mesmo local da pele não deverá ser usado novamente por ao menos uma semana após a remoção de um adesivo.

Por quanto tempo você deve usar Estradot ® O tratamento com Estradot ® deverá ser continuado apenas enquanto for necessário.

Geralmente, você usará Estradot ® durante vários meses ou mais. Isto a ajudará a controlar os sintomas e a prevenir a perda da massa óssea, ocorridos após a menopausa.

Periodicamente, você e o seu médico deverão discutir os possíveis riscos e benefícios associados à terapia hormonal (TH) e decidir se você ainda precisa do tratamento.

Mulheres que fazem TH podem elevar os riscos de desenvolvimento de coágulos sanguíneos, câncer de mama, câncer de útero, doenças cardíacas, derrame, ou provável demência (redução da memória ou habilidade mental).

Se você não fez histerectomia (uma operação para remover o útero), seu médico dará a você, em adição ao adesivo, outro hormônio chamado progesterona para reduzir o risco de câncer de útero. A redução do sangramento pode ocorrer no final no tratamento com a progesterona. Avise seu médico se seu ciclo menstrual está irregular e/ou com sangramento intenso.

Mulheres tomando estrogênios em monoterapia ou em combinação com progesterona, podem apresentar um risco aumentado de câncer de ovário que pode aparecer dentro de 5 anos de uso e diminuir lentamente ao longo do tempo após a descontinuação.

Converse com seu médico sobre estes riscos e benefícios, levando em conta seu estado de saúde atual.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser cortado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se você se esquecer de trocar o adesivo, substitua-o com outro adesivo assim que você se lembrar. Não importando quando isso acontecer volte ao esquema habitual, mantendo o dia especificado de troca do adesivo.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Como todos os medicamentos, pessoas utilizando Estradot ® podem apresentar algumas reações adversas, embora nem todas as pessoas apresentem.

Algumas reações adversas podem ser sérias

  • Sinais de reações alérgicas graves podem incluir pressão no peito, erupção cutânea, prurido, inchaço ou urticária, falta de ar ou dificuldade para respirar, chiado ou tosse, delírio, tontura, alterações nos níveis de consciência, hipotensão com ou sem coceira generalizada, vermelhidão na pele, inchaço na face, garganta, lábios, língua, pele e edema periorbital;
  • Sinais de icterícia: amarelamento dos olhos ou pele, escurecimento da urina, coceira na pele;
  • Sinais ou sintomas de coágulos: dor nas panturrilhas, coxas ou peito, encurtamento repentino da respiração, tosse com sangue, tontura;
  • Sinais ou sintomas de um infarto: dor no peito, tontura, náuseas, encurtamento da respiração, pulso irregular;
  • Sinais ou sintomas de derrame: desmaios, formigamento ou fraqueza dos braços e pernas, dor de cabeça, tontura ou confusão mental, distúrbios visuais, dificuldade para engolir, fala vagarosa e perda da fala.

Se você apresentar algum destes sintomas, pare de utilizar este medicamento e avise ao seu médico imediatamente.

Algumas reações adversas são muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Desconforto nas mamas (1), sangramento de escape (2,3);
  • Coceira no local do adesivo, dor e vermelhidão da pele após remoção do adesivo (**) (sinais de reação no local da aplicação que incluem sangramento, hematomas, desconforto de queimação, secura, pele fervente, edema, eritema, inflamação, irritação, dor, pequenas saliências sólidas na pele, erupção cutânea, descoloração da pele, pigmentação da pele, inchaço, urticária e bolhas).

Se alguma destas afetar você gravemente, avise ao seu médico.

Algumas reações adversas são comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) Náuseas;

  • Dor, inchaço ou desconforto abdominal;
  • Alterações no corrimento vaginal;
  • Dor de cabeça;

Se alguma destas acima se aplicar a você e for grave, avise ao seu médico.

Algumas reações adversas são incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Câncer de mama;
  • Candidíase vaginal (infecção vaginal fúngica com coceira intensa, corrimento vaginal);
  • Miomas (crescimento benigno no útero);

Se algum dos sintomas acima se aplicar a você e for grave, avise ao seu médico.

Algumas reações adversas são de frequência desconhecida (*)

  • Hipersensibilidade (alergia);
  • Depressão;
  • Nervosismo;
  • Mudanças rápidas de humor;
  • Mudanças no interesse sexual;
  • Enxaqueca;
  • Pedra na vesícula;
  • Vômitos;
  • Angioedema;
  • Eritema multiforme;
  • Eritema nodoso;
  • Vermelhidão generalizada;
  • Coceira generalizada;
  • Perda de cabelos;
  • Dermatite de contato;
  • Dor nas costas;
  • Dor nas extremidades;
  • Diarreia;
  • Distúrbio na vesícula biliar (tendência de formar cálculos biliares);
  • Sangramento vaginal forte e irregular ou spotting constante (possíveis sinais de hiperplasia endometrial);
  • Urticária;
  • Escurecimento da pele, principalmente na face ou abdômen (cloasma);
  • Cólicas menstruais;
  • Corrimento nas mamas;
  • Caroços nas mamas (não cancerosos)
  • Leiomioma uterino;
  • Sensibilidade nas mamas, dor nas mamas;
  • Dismenorreia;
  • Aumento do volume das mamas.

Se alguma destas afetar você gravemente, avise ao seu médico.

Algumas reações adversas são raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Tontura;
  • Dor nas extremidades (dor na perna) (4);
  • Aumento ou diminuição do peso;
  • Edema (inchaço das pernas, tornozelos, dedos ou abdômen devido à retenção de líquido;
  • Coceira e vermelhidão (no local da aplicação).

Se alguma destas afetar você gravemente, avise ao seu médico.

Algumas reações adversas são muito raras (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento)

  • Reação anafilactóide (5);
  • Embolismo;
  • Aumento da pressão arterial;
  • Veias varicosas (incluindo piora);
  • Anormalidade nos exames de função hepática;
  • Icterícia colestática (amarelamento da pele e olhos);
  • Excesso de pelos;
  • Dermatite de contato;
  • Mudanças na cor da pele;
  • Coceira generalizada;
  • Vermelhidão generalizada.

Se alguma destas afetar você gravemente, avise ao seu médico.

(*) Relatadas na experiência pós-comercialização.

(1)Sinal de efeito do estrogênio, sinal de overdose.

(2)Geralmente um sinal de overdose de estrogênio.

(3)Se o estrogênio for adequadamente combinado com um progestogênio, ocorre sangramento regular de privação, conforme observado no ciclo menstrual normal. Como qualquer terapia com estrogênio, o tratamento transdérmico com estrogênio pode induzir hiperplasia endometrial, a menos que a ingestão de estrogênio seja suplementada por doses adequadas de progestagênio.

(4)Não relacionado à doença tromboembólica e geralmente transitório, com duração de 3-6 semanas. Se os sintomas persistirem, a dose de estrogênio deve ser reduzida.

(5)Algumas das mulheres tiveram uma história prévia de alergia ou distúrbios alérgicos.

Outras reações adversas que foram associadas ao tratamento de TH

  • Piora da porfiria (condição que afeta o fígado);
  • Crescimento anormal do tumor relacionado com estrogênios, por exemplo, câncer do revestimento do útero (câncer endometrial);
  • Redução da memória e da habilidade mental;
  • Movimentos espasmódicos incontroláveis (coreia: dança de São Vito);
  • Intolerância a lentes de contato (olhos secos e mudanças na composição do filme lacrimal);
  • Desconforto ao usar lentes de contato;
  • Manchas roxas na pele (púrpura);
  • Escurecimento da pele, particularmente na face e no abdômen (melasma);
  • Tomboembolismo venoso, por ex.: trombose venosa profunda de pernas ou pelve e embolia pulmonar;
  • Acidente vascular cerebral;
  • Infarto do miocárdio;
  • Icterícia colestática;
  • Doença na vesícula biliar;
  • Diminuição da tolerância a carboidratos.

Se você notar quaisquer outras reações adversas não mencionadas nesta bula, por favor, informe ao seu médico ou farmacêutico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Por causa da sua forma de administração, é pouco provável que você use mais Estradot ® que o necessário, mas podem ser rapidamente revertidos pela remoção do adesivo. Se isto acontecer, informe seu médico imediatamente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

—

Dizeres legais

Venda sob prescrição.

Registro: 1.0047.0655 Farm. Resp.: Cláudia Larissa S. Montanher CRF-PR nº 17.379 Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 04/04/2024.

Fabricado por:

Noven Pharmaceuticals Inc Miami, Flórida, EUA.

Registrado e Importado por:

Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda.

Rua Antônio Rasteiro Filho (Marginal PR 445), 1.920, Cambé – PR

Cnpj: 61.286.647/0001-16

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

ESTRADOT® estradiol Bula do Profissional Sandoz do Brasil Ind. Farm. Ltda.

Sistemas terapêuticos transdérmicos (adesivos) 25 mcg, 50 mcg ou 100 mcg

ESTRADOT ® estradiol

—

Apresentações

Estradot ® 25 mcg, 50 mcg ou 100 mcg – embalagens contendo 8 sistemas transdérmicos (adesivos).

Via transdérmica

Uso adulto

—

Composição

Cada sistema transdérmico (adesivo) contém:

O sistema transdérmico (adesivo)de Estradot ® 25,0 mcg é um adesivo de 2,5 cm 2 contendo 0,390 mg de estradiol hemi-hidratado com uma taxa de liberação nominal in vivo de 25,0 mcg de estradiol por dia.

O sistema transdérmico (adesivo)de Estradot ® 50,0 mcg é um adesivo de 5,00 cm 2 contendo 0,780 mg de estradiol hemi-hidratado com uma taxa de liberação nominal in vivo de 50,0 mcg de estradiol por dia.

O sistema transdérmico (adesivo)de Estradot ® 100,0 mcg é um adesivo de 10,00 cm 2 contendo 1,560 mg de estradiol hemi-hidratado com uma taxa de liberação nominal in vivo de 100,0 mcg de estradiol por dia. excipientes q.s.p........................................................ 1 sistema transdérmico (adesivo) (Matriz adesiva: adesivo acrílico, adesivo de silicone, álcool oleílico, dipropilenoglicol e povidona).

(Camada de suporte: copolímero de acetato de etileno de vinila/polietileno, copolímero de cloreto de vinilidina/acrilato de metila).

01

Indicações

O tratamento com Estradot ® possui as seguintes indicações:

  • Terapia de reposição estrogênica para o tratamento dos sintomas da menopausa natural ou cirurgicamente induzida;
  • Prevenção da osteoporose da pós-menopausa (vide “Posologia e modo de usar” e “Advertências e precauções”).

Estradot ® não é usado para prevenção de doenças cardíacas.

Estradot ® não é um contraceptivo, e nem irá restabelecer a fertilidade.

Em mulheres com o útero íntegro, o uso de estrogênios deve sempre ser acompanhado pela administração de progestogênios.

02

Resultados de eficácia

Estudos Clínicos Efeitos nos sintomas vasomotores Em um estudo farmacocinético, o Estradot ® demonstrou ser bioequivalente ao Vivelle. Em dois estudos clínicos controlados com Vivelle de 356 pacientes, as doses de 0,075 e 0,1 mg foram superiores ao placebo quanto ao alívio dos sintomas vasomotores na semana 4, e mantiveram a eficácia durante as semanas 8 e 12 de tratamento. No entanto, neste estudo original, as doses de 0,0375 e 0,05 mg foram iguais ao placebo até aproximadamente a semana 6, por isso, um estudo adicional de 12 semanas, placebo-controlado, com 255 pacientes foi realizado com Vivelle para estabelecer a eficácia da menor dose de 0,0375 mg. No baseline o número médio diário de ondas de calor nestes 255 pacientes foi de 11,5. Os resultados nas semanas 4, 8 e 12 de tratamento são mostrados na figura abaixo (vide Figura 1).

Figura 1 Alteração média (DP) a partir do baseline no número médio diário de ondas de calor com Vivelle ® 0,375 mg versus Placebo em um estudo de 12 semanas.

A dose de 0,0375 mg foi superior ao placebo na redução da frequência e gravidade dos sintomas vasomotores na semana 4 e a eficácia foi mantida durante as semanas 8 e 12 de tratamento. Todas as doses de Vivelle (0,0375 mg, 0,05 mg, 0,075 mg e 0,1 mg) são eficazes para o controle dos sintomas vasomotores.

Efeitos na densidade mineral óssea A eficácia e segurança de Vivelle na prevenção da osteoporose pós-menopausa foram avaliadas em um estudo de dois anos, duplo-cego, randomizado, placebo-controlado, de grupos paralelos. Foi incluído neste estudo um total de 261 mulheres histerectomizadas (161) e não histerectomizadas (100), com menopausa natural ou cirúrgica (até 5 anos de menopausa), sem apresentar evidência de osteoporose (densidade mineral óssea da coluna na região lombar dentro de 2 desvios padrão da média do pico de massa óssea, ou seja, ≥0,827 g/cm²);

194 pacientes foram randomizados para receber uma das quatro doses de Vivelle (0,1, 0,05, 0,0375, ou 0,025 mg/dia e 67 pacientes para receber placebo. Durante 2 anos, os sistemas do estudo foram aplicados nas nádegas e no abdômen duas vezes por semana. As mulheres não histerectomizadas receberam acetato de medroxiprogesterona (2,5 mg/dia) durante todo o estudo.

A população do estudo abrangeu mulheres com menopausa natural (82%) ou cirúrgica (18%), histerectomizadas (61%) ou não histerectomizadas (39%) sendo a média de idade igual a 52,0 anos (variação de 27 a 62 anos); a duração média da menopausa foi de 31,7 meses (variação de 2 a 72 meses). Duzentos e trinta e dois (89%) das pacientes randomizadas (173 recebendo o medicamento ativo, 59 recebendo placebo) forneceram dados para a análise da variação percentual na densidade mineral óssea (DMO) na AP da coluna na região lombar a partir do baseline, a variável de eficácia primária. As pacientes receberam dieta suplementar de cálcio (1.000 mg de cálcio elementar/dia), porém não receberam vitamina D suplementar. Houve um aumento na DMO na AP da coluna na região lombar em todos os grupos que receberam Vivelle; por outro lado, foi observada uma diminuição na DMO na AP da coluna na região lombar nas pacientes que receberam placebo. Vivelle em todas as doses foi significativamente superior ao placebo (p<0,05) em todos os períodos, com exceção da dose de Vivelle de 0,05 mg/dia aos 6 meses. A dose mais alta de Vivelle foi superior às três doses mais baixas. Não houve diferença estatisticamente significativa em comparações pareadas entre as três doses mais baixas (vide Figura 2).

Figura 2 Densidade mineral óssea – AP da coluna na região lombar Médias dos mínimos quadrados da variação percentual a partir do baseline Todos os pacientes randomizados com pelo menos uma avaliação da pós-baseline disponível com a observação da pós-baseline mais recente A análise da variação percentual na DMO do colo do fêmur, uma variável secundária de resultado de eficácia, mostrou resultados quantitativamente semelhantes; todas as doses de Vivelle foram significativamente superiores ao placebo (p<0,05) em 24 meses. A dose mais alta de Vivelle foi superior ao placebo em todos os períodos. Uma mistura de resultados significativos e não significativos foram obtidos para os grupos de dose mais baixa em períodos anteriores. A dose mais alta de Vivelle foi superior às três doses mais baixas, e não foram observadas diferenças significativas entre as três doses mais baixas neste local do esqueleto (vide Figura 3).

Figura 3 Densidade mineral óssea – Colo do fêmur Médias dos mínimos quadrados da variação percentual a partir do baseline Todos os pacientes randomizados com pelo menos uma avaliação da pós-baseline disponível com a observação da pós-baseline mais recente A média da osteocalcina sérica (um marcador da formação óssea) e a exceção urinária de telopeptídeos-N de ligação cruzada do colágeno tipo 1 (um marcador da reabsorção óssea) foram numericamente menores na maioria dos grupos de tratamento com o ativo em relação ao baseline. No entanto, a redução em ambos os marcadores foram inconsistentes nos grupos de tratamento e as diferenças entre os grupos que receberam o tratamento com o ativo e aqueles que receberam placebo não foram estatisticamente significativas.

Referências Bibliográficas 1 – Bula FDA (http://www.accessdata.fda.gov/drugsatfda_docs/label/2004/20538s024lbl.pdf)

03

Características farmacológicas

Grupo farmacoterapêutico: estrogênios (código ATC: G03CA03).

Farmacodinâmica O princípio ativo de Estradot ®, 17 beta-estradiol, é química e biologicamente idêntico ao 17 beta-estradiol endógeno humano e é classificado como um estrogênio natural. Ele compensa a diminuição da produção de estrogênio em mulheres na menopausa e alivia os sintomas da menopausa. O estradiol previne a perda óssea após a menopausa ou após a ovariectomia.

O tempo estimado para início da ação farmacológica é de 4 horas após aplicação do adesivo transdérmico.

Farmacocinética

  • Absorção A administração transdérmica do estradiol permite que concentrações plasmáticas terapêuticas sejam alcançadas com uma dose total de estradiol menor do que a necessária para a administração oral. Os níveis plasmáticos de estrona e conjugados da estrona são também menores com a via transdérmica.

Em estudos realizados em mulheres na pós-menopausa com aplicação de adesivos de Estradot ® de 2,50; 3,75;

5,00 e 10,00 cm 2, os picos médios de estradiol nos níveis séricos (Cmax) foram de aproximadamente 25 picograma/mL, 35 picograma/mL, 50 a 55 picograma/mL e 95 a 105 picograma/mL, respectivamente. A administração transdérmica do estradiol tem demonstrado uma farmacocinética linear.

No estado de equilíbrio (steady state), após aplicações repetidas dos adesivos de Estradot ® de 5 cm 2 (50 mcg/dia), os valores de Cmax e Cmin (57 e 28 picograma/mL, respectivamente) foram similares àqueles do estudo com aplicação única do adesivo, ao passo que os valores de Cmax e Cmin foram menores (42 e 31 picograma/mL, respectivamente).

  • Distribuição O estradiol liga-se a mais de 50% às proteínas plasmáticas, tais como globulina aos hormônios sexuais e à albumina. Apenas 2% permanecem livre e biologicamente ativos.
  • Biotransformação/metabolismo O estradiol aplicado pela via transdérmica é metabolizado da mesma forma como o hormônio endógeno. O estradiol é metabolizado principalmente no fígado formando estrona, e posteriormente aos estrogênios estriol, epioestriol e catecol, que são conjugados com sulfatos e glicuronídeos. As isoformas do citocromo 450 CYP1A2 e CYP3A4 catalisam a hidroxilação do estradiol formando estriol. O estriol é glicuronideado pelas UGT1A1 e UGT2B7 nos humanos. Os metabólitos do estradiol estão sujeitos à circulação entero-hepática.
  • Eliminação O sulfato e ésteres glicuronídeos, juntamente com uma pequena proporção de estradiol e vários outros metabólitos são excretados na urina. Apenas uma pequena quantidade é excretada nas fezes. Uma vez que o estradiol tem uma meia-vida curta (cerca de uma hora), as concentrações séricas de estradiol e estrona retornam aos valores basais dentro de 24 horas após a remoção do adesivo.

Dados de segurança pré-clínicos O perfil de toxicidade do estradiol é bem estabelecido. A administração contínua a longo prazo de estrogênios naturais e sintéticos em certas espécies de animais aumentou a frequência de carcinomas de mama, útero, cérvix, vagina, testículos e fígado.

04

Contraindicações

Estradot ® não deve ser utilizado por mulheres com qualquer uma das seguintes condições:

  • Hipersensibilidade conhecida aos estrogênios ou a qualquer um dos excipientes de Estradot ®;
  • Confirmação, passada ou suspeita de câncer de mama;
  • Confirmação ou suspeita de neoplasia estrogênio-dependente, incluindo câncer no endométrio;
  • Sangramento vaginal anormal não diagnosticado;
  • Insuficiência hepática grave;
  • Histórico de ou diagnóstico atual de tromboembolismo venoso (TEV) (ou seja, trombose venosa profunda, embolia pulmonar);
  • Distúrbios trombofílicos ou tromboflebite conhecidos;
  • Histórico de ou diagnóstico atual de doença tromboembólica arterial (por ex.: doença cardíaca coronariana, derrame);
  • Porfiria;
  • Confirmação ou suspeita de gravidez;
  • Amamentação.

Este medicamento pertence à categoria de risco na gravidez B. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano: Este medicamento inibe a produção de leite humano. Seu médico deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

05

Advertências e precauções

Advertências Osteoporose Ao se iniciar a TH para prevenção de osteoporose, considerações cautelosas devem ser feitas quanto aos benefícios versus os riscos para o indivíduo. Terapias alternativas devem ser consideradas se os riscos superarem os benefícios. É recomendada uma reavaliação periódica da continuação do tratamento.

Sensibilização por contato É de conhecimento que a sensibilização por contato ocorre com todas as aplicações tópicas. Embora extremamente rara, mulheres que desenvolvem sensibilização por contato por qualquer um dos componentes do adesivo devem ser alertadas que uma reação de hipersensibilidade severa pode ocorrer com a exposição contínua ao agente causador.

Doenças cardiovasculares A TH não deve ser utilizada para a prevenção de doenças cardiovasculares.

Amplos ensaios clínicos (estudo da Iniciativa da Saúde da Mulher e Estudo do Coração e Reposição estrogênio/progestogênio) avaliaram o risco de eventos cardiovasculares com os produtos da TH utilizados nesses estudos.

A Iniciativa da Saúde da Mulher (WHI) foram estudos clínicos randomizados conduzidos com ambos, combinação oral contínua de estrogênios equinos conjugados (EEC) e acetato de medroxiprogesterona (MPA), com acompanhamento médio de 5,2 anos, ou com EEC oral, com acompanhamento médio de 6,8 anos. No ensaio WHI de TH oral combinada contínua, o excesso de risco absoluto de doenças cardíacas coronarianas teve um adicional de 7 casos a cada 10.000 pessoas por ano (37 versus 30) em mulheres tratadas com TH e o risco relativo foi de 1,29. No ensaio WHI de TH com estrogênio apenas, o uso de EEC isoladamente não afetou a incidência de doenças cardíacas coronarianas em mulheres na pós-menopausa.

Além disso, ambos os estudos WHI mostraram um aumento na incidência de derrame. No estudo de combinação oral contínua de EEC e acetato de medroxiprogesterona (MPA), o excesso de risco absoluto teve um adicional de 8 casos a cada 10.000 pessoas por ano (29 versus 21) em mulheres tratadas com TH e o risco relativo foi de 1,41. O excesso de risco absoluto nos estudos de combinação oral contínua de EEC teve um adicional de 12 casos a cada 10.000 pessoas por ano (44 versus 32) em mulheres tratadas com TH e o risco relativo foi de 1,39.

O Estudo do Coração e Reposição Estrogênio/Progestogênio (HERS), um estudo clínico controlado que usa EEC e MPA para prevenção secundária em mulheres na pós-menopausa com doença cardíaca documentada, mostrou um aumento no risco de eventos cardiovasculares no primeiro ano de uso e nenhum benefício cardiovascular após esse período.

Não há estudos randomizados controlados para avaliar o risco de morbidade ou mortalidade cardiovascular, ou derrame, com produtos transdérmicos de TH estrogênio-progestogênio combinados. Portanto, não há dados que sustentem a conclusão de que a frequência de eventos cardiovasculares e derrames é diferente com o uso de Estradot ®.

Tromboembolismo venoso O uso de TH com estrogênio apenas ou combinação de estrogênio-progestogênio está associado com um risco maior de desenvolver tromboembolismo venoso (TEV), trombose venosa profunda ou embolia pulmonar.

Alguns estudos randomizados controlados (por ex.: WHI estrogênio apenas, WHI de TH combinada e HERS), e estudos epidemiológicos encontraram um risco 2 a 3 vezes maior para usuárias comparado com não usuárias de TH.

O estudo combinado e contínuo de WHI (vide “Doenças cardiovasculares”) mostrou um aumento na incidência de embolia pulmonar. O excesso de risco absoluto teve um adicional de 8 casos a cada 10.000 pessoas por ano (15 versus 7) em mulheres tratadas com TH e o risco relativo foi de 2,13.

O aumento do risco foi encontrado apenas em usuárias correntes e não persistiu em usuárias anteriores. O risco aparentou ser maior nos primeiros anos de uso quando comparado com anos seguintes.

Para não usuárias, é estimado que o número de casos de TEV que ocorrer após um período de 5 anos é de 3 a cada 1.000 mulheres de 50 a 59 anos de idade e 8 a cada 1.000 mulheres de 60 a 69 anos de idade. É estimado, em mulheres saudáveis fazendo o uso de TH por 5 anos, que o número adicional de casos de TEV seja entre 2 e 6 a cada 1.000 mulheres de 50 a 59 anos de idade e entre 5 e 15 a cada 1.000 mulheres de 60 a 69 anos de idade.

A relação risco/benefício deve, portanto, ser cuidadosamente avaliada em consulta com o paciente quando se prescrever TH para mulheres com um fator de risco para a ocorrência de TEV, não mencionado em “Contraindicações”.

Os fatores de risco geralmente reconhecidos de TEV incluem: histórico pessoal ou familiar de doença tromboembólica (a ocorrência de TEV em um parente direto e relativamente jovem pode indicar predisposição genética), obesidade (índice de massa corpórea >30 kg/m

  • 2) e lúpus eritematoso sistêmico (LES). O risco de TEV também aumenta com a idade. Não há consenso sobre o possível papel de veias varicosas em TEV.

Um histórico de abortos espontâneos recorrentes deve ser investigado para excluir predisposição trombofílica.

Em mulheres nas quais este diagnóstico é confirmado, o uso de TH é visto como contraindicado.

O risco de TEV pode ser temporariamente aumentado em casos de imobilização prolongada, cirurgia pós-traumática ou eletiva ou trauma maior. Em mulheres fazendo uso de TH, deve-se considerar cuidadosamente a adoção de medidas profiláticas para prevenir TEV após uma cirurgia. Dependendo da natureza do evento e da duração da imobilização, deve-se considerar parar temporariamente o uso da TH algumas semanas antes, se possível. O tratamento não deve ser reiniciado até que a mulher tenha mobilidade completa.

As mulheres devem ser avisadas para entrar em contato com seus médicos imediatamente se vierem a perceber um sintoma tromboembólico potencial (por ex.: inchaço doloroso da perna, dor repentina no peito, dispneia).

Se tromboembolismo venoso se desenvolver após o início da terapia com Estradot ®, o tratamento deve ser imediatamente descontinuado.

Câncer de mama Ensaios randomizados controlados e estudos epidemiológicos relataram um aumento no risco de câncer de mama em mulheres utilizando TH. Mulheres utilizando TH combinada de estrogênio-progestogênio têm um risco possivelmente mais alto que mulheres que utilizam estrogênios não opostos. O excesso de risco de câncer de mama aumenta com a duração da ingestão de TH combinada com estrogênio apenas e TH combinada com estrogênio-progestogênio.

Há evidências surgindo do estudo WHI de combinação contínua (vide “Doenças cardiovasculares”) que mostram um excesso de risco absoluto de câncer de mama invasivo, um adicional de 8 casos em cada 10.000 pessoas por ano (38 versus 30) em mulheres tratadas com TH e um risco relativo de 1,26.

Numa meta-análise de 51 estudos epidemiológicos conduzidos entre os anos de 1970 e início de 1990, a incidência cumulativa de câncer de mama em não usuárias de TH entre 50 e 70 anos é aproximadamente 45 a cada 1.000 mulheres. O número em excesso cumulativo em casos de câncer de mama diagnosticado, a cada 1.000 mulheres que iniciaram o uso da TH com as idades entre 50 e 70 anos e utilizaram-na por 5, 10 ou 15 anos, é estimado ser 2, 6 e 12 respectivamente.

O número de casos adicionais de câncer de mama é, em geral, similar entre mulheres que iniciaram a TH entre as idades de 45 e 65, apesar das suas idades no início do tratamento.

O excesso de risco parece voltar aos valores basais no curso de aproximadamente 5 anos seguintes a suspensão do tratamento.

Para produtos de TH transdérmica de estrogênio apenas e de estrogênio-progestogênio combinados, não há grandes ensaios clínicos randomizados que avaliaram o uso de TH associado com o risco de câncer de mama.

Portanto, não há dados que sustentem a conclusão de que a frequência de câncer de mama é diferente com o uso de Estradot ®.

As mulheres devem ser advertidas de que as alterações nas mamas devem ser relatadas ao seu médico ou enfermeiro. Investigações, incluindo mamografia, devem ser realizadas em conformidade com as práticas de triagem atualmente aceitas e adaptadas às necessidades clínicas de cada mulher.

Câncer endometrial O risco de câncer endometrial em usuárias de estrogênios não opostos que têm o útero íntegro, é maior do que em não usuárias e parece depender da duração do tratamento e da dose de estrogênio. Os maiores riscos parecem estar associados com o uso prolongado. Tem sido demonstrado que terapia adequada concomitante com progestogênio reduz a incidência de hiperplasia endometrial e, portanto o risco potencial de carcinoma endometrial associado com o uso prolongado de terapia estrogênica.

Em todos os casos não diagnosticados de sangramento vaginal persistente ou spotting, medidas diagnósticas adequadas, incluindo amostragem endometrial quando indicada, devem ser realizadas para excluir anormalidade e o tratamento deve ser reavaliado.

Câncer ovariano O subestudo de WHI (Women’s Health Initiative) com estrogênio mais progestina, randomizado, controlado por placebo, relatou um aumento estatisticamente não significativo no risco de câncer ovariano após um período médio de acompanhamento de 5,6 anos. Evidências epidemiológicas de uma metanálise sugerem um aumento no risco de câncer ovariano em mulheres sob o uso de estrogênios opostos e não opostos, que se torna aparente dentro de 5 anos de uso e diminui lentamente ao longo do tempo após a descontinuação.

Demência Em um estudo de WHI auxiliar randomizado placebo-controlado da WHIMS (Women’s Health Initiative Memory Study), mulheres de 65 anos ou mais (média de 71 anos de idade) tratadas com combinação oral contínua de estrogênios equinos conjugados (EEC) e acetato de medroxiprogesterona (MPA) com acompanhamento médio de 4 anos, apresentaram um risco 2 vezes aumentado de provável desenvolvimento de demência. O excesso de risco absoluto de provável demência foi de um adicional de 23 casos em cada 10.000 pessoas por ano (45 versus 22) em mulheres tratadas com EEC/MPA e o risco relativo foi de 2,05.

Em um estudo de WHI auxiliar randomizado placebo-controlado da WHIMS, de estrogênio apenas, o risco absoluto de provável demência após uma média de acompanhamento de 5,2 anos foi de 12 casos adicionais a cada 10.000 pessoas por ano (37 versus 25) em mulheres tratadas com EEC e o risco relativo foi de 1,49, que não alcançou significância estatística (p = 0,18) quando comparado ao placebo.

Uma vez que ambos os estudos foram conduzidos em mulheres entre 65 e 79 anos, não se sabe se estes achados se aplicam a mulheres mais jovens na pós-menopausa.

Para produtos transdérmicos de estrogênio apenas ou combinados estrogênios-progestogênios, não há estudos clínicos randomizados de larga escala que avaliaram o risco de provável demência associada à TH até a presente data. Portanto, não há dados que suportem a conclusão de que a frequência de provável demência é diferente com o uso de Estradot ®.

Reações anafiláticas/anafilactoides graves e angioedema Casos de reações anafiláticas/anafilactoides, que se desenvolveram a qualquer momento durante o tratamento com Estradot ® e requereram monitoração médica de emergência, foram relatados no período de pós-comercialização. Foram observadas complicações de pele (urticária, prurido, inchaço da face, garganta, lábios, língua, pele e edema periorbital) e do trato respiratório (comprometimento respiratório) ou do trato gastrintestinal (dor abdominal, vômitos).

Angioedema com necessidade de intervenção médica envolvendo olhos/pálpebras, face, laringe, faringe, língua e extremidades (mãos, pernas, tornozelos e dedos) com ou sem urticária ocorreu na pós-comercialização com a utilização de Estradot ®. Se o angioedema envolver a língua, glote ou laringe, pode ocorrer obstrução das vias aéreas. As pacientes que desenvolverem angioedema após o tratamento com Estradot ® não devem receber Estradot ® novamente.

Estrogênios podem induzir ou exacerbar sintomas de angioedema, em particular em mulheres com angioedema hereditário.

Precauções antes do início do tratamento com Estradot ® Antes de iniciar ou restabelecer a TH deve-se avaliar o histórico médico pessoal e familiar completo e exames físicos apropriados (incluindo pelve e mama) devem ser realizados (vide “Contraindicações” e “Advertências e precauções”). Durante o tratamento, exames periódicos de adaptação à frequência e natureza do tratamento são recomendados para cada mulher individualmente. Uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios deve ser feita em mulheres tratadas com TH e a necessidade dessa TH deve ser reavaliada periodicamente.

Considerações devem ser feitas para a menor dose e duração mais curta de uso.

Quando a terapia com Estradot ® for combinada com a administração cíclica de progestogênios, frequentemente há a ocorrência de sangramentos de escape e de spotting durante os meses iniciais de tratamento.

Mulheres histerectomizadas que requerem terapia hormonal pós-menopausa devem receber terapia de reposição de estrogênio apenas, a menos que seja indicado o contrário (ex.: endometriose).

A estimulação com estrogênios não opostos pode levar a uma transformação pré-maligna ou maligna em focos residuais da endometriose. Portanto, a adição de progestogênios à terapia de reposição de estrogênios é recomendada em mulheres que foram submetidas à histerectomia e que sabem ter endometriose residual.

Aconselha-se cautela quando fatores de risco para tumores dependentes de estrogênios (por ex.: parentes de sangue de primeiro grau que já tiveram câncer de mama) estiverem presentes.

As mulheres devem ser advertidas que Estradot ® não é um método contraceptivo, nem irá restaurar a fertilidade.

Monitoramento durante o tratamento com Estradot ® Durante o tratamento, avaliações periódicas de natureza e frequência adaptadas a cada mulher são recomendadas. A avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios deve ser feita ao longo do tempo em mulheres tratadas com TH e a necessidade de TH reavaliada periodicamente.

Se qualquer das seguintes condições estiver presente ou ocorreu anteriormente (incluindo durante a gravidez ou tratamento hormonal anterior), a mulher deve ser monitorada de perto, em particular: leiomioma (mioma uterino) ou endometriose; distúrbios tromboembólicos; hipertensão arterial, insuficiência cardíaca, distúrbios renais ou hepáticos (por ex.: adenoma no fígado); diabetes mellitus com ou sem envolvimento vascular; colelitíase, enxaqueca ou dor de cabeça grave, lúpus eritematoso sistêmico, hiperplasia endometrial, epilepsia, asma; otosclerose, doenças na vesícula biliar, icterícia relacionada a estrogênio e prurido.

Deve-se levar em consideração que estas condições podem reaparecer ou serem agravadas durante o tratamento com estrogênios.

Se houver suspeita ou diagnóstico da piora de quaisquer dos efeitos citados durante a TH, os benefícios e riscos do uso da TH devem ser reavaliados individualmente.

Os estrogênios podem causar retenção de líquidos e, portanto, mulheres com disfunção cardíaca ou renal devem ser cuidadosamente monitoradas.

Mulheres com hipertrigliceridemia devem ser monitoradas de perto durante a TH, já que casos raros de grandes aumentos de triglicérides plasmáticos causando pancreatite, foram relatados com terapia oral de estrogênios nessas mulheres.

Embora os dados de observação sugiram que estrogênios, incluindo estradiol transdérmico, não prejudicam o metabolismo de carboidratos, mulheres diabéticas devem ser monitoradas durante o início da terapia, até que outras informações estejam disponíveis.

A função da tireoide deve ser monitorada regularmente em pacientes que necessitam de terapia de reposição hormonal da tireoide e que também estejam tomando estrogênio, a fim de assegurar que os níveis de hormônio tireoidiano permaneçam dentro de uma faixa aceitável.

Interrupção do tratamento com Estradot ® A terapia deve ser interrompida nas seguintes situações: icterícia ou deterioração da função hepática, aumento significativo da pressão sanguínea, novo início de enxaqueca e gravidez ou no desenvolvimento de uma das condições descritas em “Contraindicações”.

Gravidez e lactação

  • Mulheres com potencial de engravidar Não aplicável.
  • Gravidez Estradot ® não deve ser usado durante a gravidez. Estrogênios podem causar dano fetal quando administrados em mulheres grávidas (vide “Contraindicações”).
  • Lactação Estradot ® não deve ser usado durante a amamentação (vide “Contraindicações”).
  • Fertilidade Não aplicável.

Crianças: Estradot ® não deve ser utilizado em crianças.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas Nenhum efeito conhecido.

Este medicamento causa malformação ao bebê durante a gravidez.

06

Interações medicamentosas

O metabolismo de estrogênios e progestogênios pode ser aumentado pelo uso concomitante de substâncias conhecidas por induzir enzimas que metabolizam o fármaco, especialmente enzimas do citocromo P450, como os anticonvulsivantes (por ex.: carbamazepina, fenitoína, fenobarbital), meprobamato, fenilbutazona e anti-infecciosos (por ex.: rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz).

O estradiol é predominantemente metabolizado pela CYP3A4; a administração concomitante de inibidores da CYP3A4, tais como cetoconazol, eritromicina ou ritonavir, pode, portanto, resultar em um aumento de aproximadamente 50% na exposição de estradiol.

Deve-se ter cautela em pacientes que estão recebendo inibidores de protease (por ex.: ritonavir e nelfinavir), que são conhecidos por serem fortes inibidores de enzimas do citocromo P450, e por apresentarem propriedades contrastantes de indução quando usados concomitantemente com hormônios esteroidais.

Efeito da TH com estrogênios em outros medicamentos Embora a potencial interação entre a terapia de reposição hormonal e a lamotrigina não tenha sido estudada, a administração concomitante de lamotrigina com estradiol demonstrou diminuir significativamente as concentrações plasmáticas de lamotrigina quando coadministradas devido à indução da glicuronidação da lamotrigina. Isto pode levar a uma redução no controle das convulsões entre as mulheres que tomam os medicamentos em conjunto.

Preparações de ervas contendo erva de São João (Hypericum perforatum) podem induzir o metabolismo de estrogênios e progestogênios.

Clinicamente o aumento do metabolismo de estrogênios e progestogênios pode levar a uma redução do efeito e das alterações no perfil do sangramento uterino.

Com a administração da TH transdérmica, o efeito de primeira passagem no fígado é evitado e, consequentemente o estrogênio aplicado transdermicamente pode ser menos afetado por indutores enzimáticos que os hormônios orais.

Alguns testes laboratoriais podem ser influenciados pela terapia estrogênica, como os testes de tolerância à glicose ou de função da tireoide.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C). Estradot ® não deve ser armazenado na geladeira ou congelado.

Uma vez aberto, os adesivos não devem ser armazenados, devendo ser aplicados imediatamente após a remoção do sachê protetor. O adesivo não deve ser exposto à luz direta.

O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas Forma: retângulo arredondado.

Um sistema transdérmico sensível à pressão com um suporte polimérico translúcido de um lado e com uma película protetora do outro. O sistema transdérmico está contido em um envelope termosselado (papel/polietileno/folha metálica/polietileno).

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

Método de aplicação A face adesiva de Estradot ® deve ser colocada em uma área limpa e seca do abdômen. Estradot ® não deve ser aplicado nas mamas.

Estradot ® deve ser trocado duas vezes por semana. Os locais de aplicação devem ser alternados, com um intervalo de no mínimo 1 semana entre aplicações em um mesmo local em particular. A área selecionada não pode estar oleosa, ferida ou irritada. A região da cintura deve ser evitada, uma vez que roupas justas podem descolar o adesivo. O sistema deve ser aplicado imediatamente após se abrir o sachê e remover a película protetora. O adesivo deve ser pressionado firmemente no local com a palma da mão por cerca de 10 segundos, assegurando-se de que haja bom contato, especialmente ao redor das bordas.

No caso do adesivo se desprender, o mesmo adesivo pode ser reaplicado. Se necessário, um novo adesivo pode ser aplicado. Em qualquer caso, o esquema de tratamento original deve ser continuado.

Se uma paciente se esquecer de aplicar um adesivo, ela deve aplicar um novo adesivo o mais rápido possível.

O adesivo subsequente deve ser aplicado de acordo com o esquema de tratamento original. A interrupção do tratamento pode aumentar a probabilidade de recorrência dos sintomas.

Instruções de uso e manuseio Após o uso, o adesivo de Estradot ® deve ser dobrado (superfícies adesivas pressionadas juntas) e descartado, de forma a mantê-lo fora do alcance e da vista das crianças.

Posologia Adultas e pacientes geriátricas A Terapia Hormonal (TH) envolvendo tanto a terapia de estrogênio isolado ou terapia estrogênio-progestogênio combinados só deve ser continuada à medida que os benefícios superem os riscos para o indivíduo.

Estradot ® deve ser aplicado a cada três ou quatro dias (ou seja, duas vezes por semana).

Sintomas do climatério O tratamento deve ser iniciado com a menor dose. Dependendo da resposta clínica, a dose deve ser ajustada às necessidades individuais da mulher. Se após três meses houver uma resposta insuficiente no alívio dos sintomas, a dose deve ser aumentada. Se surgirem sintomas de superdose (por ex.: sensibilidade das mamas), a dose deve ser diminuída. A terapia de manutenção deve sempre utilizar a menor dose terapeuticamente eficaz.

Prevenção da osteoporose na pós-menopausa O tratamento deve ser iniciado com a menor dose. Ajustes na dose podem ser feitos usando-se outras concentrações de Estradot ®. Para terapia de manutenção deve-se utilizar a menor dose terapeuticamente eficaz.

Instruções gerais Estradot ® é administrado como uma terapia contínua (aplicação ininterrupta duas vezes por semana). Em mulheres com útero intacto, Estradot ® deve ser combinado com progestogênio aprovado para adição ao tratamento com estrogênio, como se segue:

O progestogênio é adicionado nos últimos 12 a 14 dias de cada ciclo de 4 semanas (sequência contínua) ou todos os dias sem interrupção (combinação contínua).

Em mulheres que não estão fazendo uso de estrogênios orais ou em mulheres que estejam mudando de terapia transdérmica com estradiol, o tratamento com Estradot ® pode ser iniciado a qualquer momento. Em mulheres que estão fazendo uso de estrogênios por via oral, o tratamento com Estradot ® deve ser iniciado uma semana após a interrupção da terapia hormonal oral ou mais precocemente se os sintomas da menopausa reaparecerem dentro de uma semana.

Populações especiais

  • Pacientes com insuficiência renal e/ou hepática Não foram realizados estudos em pacientes com insuficiência renal e hepática.

Todas as formulações de estrogênio são contraindicadas em pacientes com insuficiência hepática grave (vide “Contraindicações”).

  • Pacientes pediátricas Estradot ® não é indicado para crianças.

Este medicamento não deve ser cortado.

09

Reações adversas

As reações adversas ao medicamento de várias fontes, incluindo estudos clínicos e da experiência pós-comercialização (Tabela 1), estão listadas de acordo com a classe de sistemas e órgãos do MedDRA. Dentro de cada classe de sistemas e órgãos, as reações adversas estão ordenadas por frequência, com as mais frequentes primeiro. Em cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade. Além disso, a frequência correspondente usando a seguinte convenção (CIOMS III) também é fornecida para cada reação adversa: muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100 e < 1/10); incomum (≥ 1/1.000 e < 1/100); raro (≥ 1/10.000 e < 1.000); muito raro (< 1/10.000), incluindo relatos isolados e desconhecidos.

Tabela 1 – Reações adversas Neoplasias benignas, malignas e inespecíficas (incluindo cistos e pólipos) Incomum: Câncer de mama.

Distúrbios do sistema imunológico Muito rara: Reação anafilactóide (5).

Desconhecidas (*): Hipersensibilidade.

Distúrbios psiquiátricos Desconhecidas (*): Depressão, nervosismo, instabilidade emocional, distúrbio na libido.

Distúrbios do sistema nervoso Comuns: Dor de cabeça.

Rara: Tontura.

Desconhecida (*): Enxaqueca.

Distúrbios cardíacos Muito raras: Embolismo, hipertensão, veias varicosas (incluindo piora).

Distúrbios gastrintestinais Comuns: Náuseas, dor abdominal, distensão abdominal.

Muito raras: Anormalidade nos exames de função hepática, icterícia colestática.

Desconhecidas (*): Colelitiase, vômitos, diarreia, distúrbio da vesícula biliar.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Muito raras:

Hirsutismo, dermatite de contato, distúrbios da pigmentação, prurido generalizado, exantema generalizado.

Desconhecidas (*):

Angioedema, eritema multiforme, eritema nodoso, rash generalizado, prurido generalizado, alopecia, urticária, dermatite de contato, cloasma.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Raras: Dor nas extremidades (dor na perna) (4) Desconhecida (*) : Dor nas costas, dor nas extremidades.

Distúrbios do sistema reprodutivo e das mamas Muito comum: Desconforto nas mamas (1), sangramento de escape (2,3).

Desconhecidas (* ):

Hiperplasia endometrial, leiomioma uterino, sensibilidade nas mamas, dor nas mamas, dismenorreia, doença fibrocística da mama, aumento do volume das mamas, corrimento mamário.

Distúrbios gerais e condições no local de aplicação Muito comuns:

Reação no local da aplicação (**) (no local de aplicação, observe após a remoção do adesivo se há descamação da pele).

Raras: Aumento ou diminuição do peso, edema, prurido e rash (no local da aplicação).

(* ) Relatadas na experiência pós-comercialização.

(**) Reações no local de aplicação incluem sangramento localizado, hematoma, desconforto de queimação, secura, eczema, edema, eritema, inflamação, irritação, dor, pápulas, parestesia, prurido, erupção cutânea, descoloração da pele, pigmentação da pele, inchaço, urticária e bolhas.

(1)Sinal de efeito do estrogênio, sinal de overdose.

(2)Geralmente um sinal de overdose de estrogênio.

(3)Se o estrogênio for adequadamente combinado com um progestogênio, ocorre sangramento regular de privação, conforme observado no ciclo menstrual normal. Como qualquer terapia com estrogênio, o tratamento transdérmico com estrogênio pode induzir hiperplasia endometrial, a menos que a ingestão de estrogênio seja suplementada por doses adequadas de progestagênio.

(4)Não relacionado à doença tromboembólica e geralmente transitório, com duração de 3-6 semanas. Se os sintomas persistirem, a dose de estrogênio deve ser reduzida.

(5)Algumas das mulheres tiveram uma história prévia de alergia ou distúrbios alérgicos.

As seguintes reações adversas foram relatadas em associação com alguns tratamentos estrogênio-progestogênio:

  • Neoplasma estrogênio-dependente, benigno ou maligno, por ex.: câncer endometrial;
  • Tomboembolismo venoso, por ex.: trombose venosa profunda de pernas ou pelve e embolia pulmonar;
  • Acidente vascular cerebral;
  • Infarto do miocárdio;
  • Icterícia colestática;
  • Doença na vesícula biliar;
  • Agravamento da porfiria;
  • Demência;
  • Coreia (dança de São Vito);
  • Intolerância a lentes de contato (olhos secos e mudanças na composição do filme lacrimal);
  • Púrpura;
  • Diminuição da tolerância a carboidratos.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10

Superdose

Devido ao modo de administração, a superdose de estradiol é improvável de ocorrer, mas podem ser rapidamente revertidos pela remoção do adesivo.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

—

Dizeres legais

Venda sob prescrição.

Registro: 1.0047.0655 Farm. Resp.: Cláudia Larissa S. Montanher CRF-PR nº 17.379 Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 04/04/2024.

Fabricado por:

Noven Pharmaceuticals Inc Miami, Flórida, EUA.

Registrado e Importado por:

Sandoz do Brasil Indústria Farmacêutica Ltda.

Rua Antônio Rasteiro Filho (Marginal PR 445), 1.920, Cambé – PR

Cnpj: 61.286.647/0001-16

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
25 MCG/DIA ADES TRANSD CT ENV PAP/PLAS PE/AL/PE X 8Tarja vermelha7897595635044R$ 110,82
50 MCG/DIA ADES TRANSD CT ENV PAP/PLAS PE/AL/PE X 8Tarja vermelha7897595635051R$ 130,26
100 MCG/DIA ADES TRANSD CT ENV PAP/PLAS PE/AL/PE X 8Tarja vermelha7897595635020R$ 174,56
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