Bula de Loredon
Fonte: bula do fabricante (Torrent do Brasil Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 25/07/2024 · conferida em 23/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
LOREDON ® cloridrato de trazodona Comprimido - 50 mg Comprimido - 100 mg
BULA PARA PACIENTE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
LOREDON® cloridrato de trazodona
LOREDON® cloridrato de trazodona
Medicamento similar equivalente ao medicamento de
Referência
Apresentações
Comprimidos 50 mg: embalagens com 10 e 60 comprimidos Comprimidos 100 mg: embalagens com 30 comprimidos
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido de LOREDON® 50 mg contém: cloridrato de trazodona......................................................... ............................ 50,00 mg Excipientes: amido, celulose microcristalina, laurilsulfato de sódio, amidoglicolato de sódio, dióxido de silício e estearato de magnésio.
Cada comprimido de LOREDON® 100 mg contém: cloridrato de trazodona.....................................................................................100,00 mg Excipientes: amido, celulose microcristalina, laurilsulfato de sódio, amidoglicolato de sódio, dióxido de silício e estearato de magnésio.
Para quê este medicamento é indicado?
Este medicamento é indicado no tratamento da depressão com ou sem episódios de ansiedade, da dor associada à neuropatia diabética e de outros tipos de dores crônicas e no tratamento da depressão maior.
Como este medicamento funciona?
LOREDON® é um antidepressivo cujo princípio ativo é o cloridrato de trazodona.
A trazodona modifica as concentrações de duas substâncias naturais existentes no cérebro, a serotonina e a noradrenalina, promovendo a melhora dos sintomas associados à depressão.
Quando não devo usar este medicamento?
Você não deve usar LOREDON® se apresentar alergia à trazodona ou a qualquer um dos componentes da fórmula.
Está contraindicado o uso de LOREDON® concomitantemente ou dentro de 14 dias da interrupção do tratamento com medicamentos inibidores da enzima monoamino oxidase (MAO). Também está contraindicado o uso de LOREDON ® em pacientes recebendo o antibiótico linezolida.
LOREDON® não é recomendado para pacientes em fase de recuperação de um infarto do miocárdio.
Durante o tratamento, visite regularmente seu médico e realize os exames laboratoriais solicitados.
Informe ao seu médico caso sofra de qualquer problema cardíaco, renal ou doença no fígado.
Os antidepressivos podem diminuir a capacidade mental e/ou física exigidas para o desempenho de tarefas potencialmente perigosas, tais como dirigir veículos ou operar máquinas; caso você exerça atividade que requeira atenção, observe com cuidado o seu estado geral para evitar acidentes.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
A trazodona está associada à ocorrência de ereção peniana prolongada (priapismo). Os pacientes do sexo masculino com ereções prolongadas ou de duração inadequada devem suspender imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
Trazodona tem sido associado com a ocorrência de priapismo. há
Relatos de que a intervenção cirúrgica foi necessária e, alguns
Desses casos resultaram em danos permanentes da função erétil
Ou impotência. portanto, pacientes do sexo masculino com
Ereção prolongada, dolorosa ou inapropriada devem
Interromper imediatamente o uso da trazodona e consultar seu
Médico ou pronto atendimento.
Precauções Gerais:
- LOREDON® deve ser tomado durante ou logo após as refeições a fim de evitar irritaçã o estomacal.
- Embora 75% dos pacientes apresentem melhora em 2 semanas, às vezes é necessário um período superior a 30 dias para produzir efeitos terapêuticos significativos.
- Quando por algum motivo houver a necessidade da suspensão da medicação, ela deverá ser realizada gradualmente.
- Evite bebidas alcoólicas ou outros medicamentos que reduzam a atenção e provoquem sono (depressores do Sistema Nervoso Central).
- Cuidado ao levantar-se ou sentar-se abruptamente, pode ocorrer tontura.
- Evite atividades para as quais a falta de atenção aumenta o risco de acidentes.
- O risco/benefício do uso de LOREDON® deve ser considerado, em conjunto com seu médico, em algumas situações clínicas como doenças cardíacas, alcoolismo, comprometimento do fígado, dos rins e gravidez.
A possibilidade de suicídio em pacientes seriamente deprimidos é inerente à depressão e pode persistir até que ocorra melhora significativa do quadro depressivo. Portanto, siga corretamente as doses e horários prescritos pelo seu médico para que a medicação tenha o efeito esperado.
A trazodona pode piorar o quadro psiquiátrico em pacientes com esquizofrenia ou outras desordens psiquiátricas, pensamentos paranoicos podem ser intensificados ou precipitar uma mudança para mania ou hipomania em pacientes com transtorno bipolar. Em todos os casos, a trazodona deve ser descontinuada.
Há relatos sobre a ocorrência de queda na pressão arterial (hipotensão), incluindo a queda da pressão arterial após a mudança de postura e desmaios em pacientes em tratamento com cloridrato de trazodona. A administração concomitante de terapia anti -hipertensiva com trazodona pode exigir uma redução da dose do medicamento anti -hipertensivo (medicamentos usados para diminuir a pressão arterial), caso o seu médico ache necessário.
Pouco se sabe sobre a interação entre a trazodona e anestésicos em geral; portanto, antes de uma cirurgia programada, o tratamento com trazodona deve ser interrompido pelo seu médico pelo tempo que for possível.
Medicamentos com mecanismos de ação semelhantes à trazodona estão associados com sangramento (desde pequenos hematomas e sangramentos nasais até hemorragias importantes). A trazodona também pode diminuir a agregação das plaquetas, resultando em risco aumentado de sangramentos. Deve se ter precaução ao administrar trazodona concomitantemente com agentes anticoagulantes e/ ou antiplaquetários, a pacientes com tendência hemorrágica.
Fraturas ósseas estão associadas ao tratamento com antidepressivos. Avise ao seu médico se você apresentar dor óssea inexplicada, inchaço e hematoma.
A trazodona pode causar dilatação leve da pupila que, em indivíduos susceptíveis, pode desencadear episódios de glaucoma.
Síndrome serotoninérgica potencialmente fatal pode ocorrer em pacientes fazendo uso de agentes serotoninérgicos, particularmente em combinação com outros agentes serotoninérgicos (por exemplo, triptanos, antidepressivos tricíclicos, fentanil, lítio, tramadol, buspirona, triptofano e erva de São João) ou com agentes que diminuem o metabolismo da serotonina (por exemplo, inibidores da MAO). Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados para os sinais de síndrome serotoninérgica, quais sejam, alterações no estado mental (agitação, alucinações, delírio, coma), taquicardia, instabilidade da pressão arterial, alterações neuromusculares (tremores, rigidez), sintomas gastrointestinais (náusea, vômitos, diarreia) e convulsões. Deve-se interromper o tratamento imediatamente em caso de suspeita de síndrome serotoninérgica.
Síndrome de descontinuação da terapia antidepressiva pode ocorrer com a interrupção abrupta do tratamento. Os sintomas mais comuns incluem náusea, vômitos, diarreia, dor de cabeça, tontura, redução do apetite, sudorese, tremores, formigamentos, fadiga, sonolência e distúrbios do sono. Sintomas menos comuns incluem sensações de choque elétrico, arritmias cardíacas, dores musculares, dor nas articulações, dificuldade de manter o equilíbrio e sintomas psicológicos (agitação, ansiedade, ataques de pânico, irritabilidade, agressividade, piora do humor, labilidade, hiperatividade, mania/hipomania, diminuição na capacidade de concentração, confusão mental, comprometimento da memória). Riscos maiores de desenvolvimento desta Síndrome estão presentes com antidepressivos de meia-vida curta e maior duração do tratamento.
Alguns agentes antidepressivos (inibidores da recaptação de serotonina) estão associados ao aparecimento de Síndrome da Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético (ADH).
Casos de baixas concentrações de sódio no soro já foram relatados, incluindo casos graves, com concentrações de sódio < 110 mEq/L, principalmente em indivíduos idosos.
Deve-se ter cautela quando o cloridrato de trazodona é usado por pacientes que apresentam batimentos irregulares do coração, visto que medicamentos antidepressivos (incluin do a trazodona) estão associados com a ocorrência e piora desta situação clínica . Logo, se você se encaixa neste grupo de pacientes, avise seu médico, pois você deve ser monitorado cuidadosamente. A trazodona pode provocar diminuição do número de batimentos cardíacos (bradicardia) e diminuição da pressão arterial (hipotensão) acompanhada de eventual taquicardia (aceleração dos batimentos do coração) compensatória, o que exige cuidados no uso em pacientes com doenças cardíacas, especialmente nos que apresentam alterações nos batimentos do coração (arritmias cardíacas).
Assim como ocorre com todos os antidepressivos, o uso da trazodona deve ser recomendado pelo médico levando em consideração se os benefícios da terapia superam os riscos potenciais.
Como foi relatada a ocorrência de priapismo em pacientes que receberam cloridrato de trazodona, os pacientes com ereção prolongada ou inapropriada devem interromper imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
A trazodona pode intensificar o efeito do álcool, de calmantes (barbitúricos) e de medicamentos que diminuem a atenção e causam sono (depressores do Sistema Nervoso Central).
A trazodona deve ser administrada logo após uma refeição ou um pequeno lanche . A absorção total do medicamento pode ser até 20% maior quando tomado com alimento em comparação ao uso com o estômago vazio. O risco de tontura/delírio pode aumentar em condições de jejum.
Gravidez O risco/benefício do uso de LOREDON® deve ser considerado, em conjunto com o seu médico durante a gravidez.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávida s sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Amamentação Você não deve usar LOREDON® se estiver amamentando.
Insuficiência renal e h epática A trazodona deve ser usa da com cautela em pacientes com insuficiência renal ou hepática.
Geriatria Se você tem mais do que 65 anos, talvez precise de um ajuste na dose diária conforme a orientação do seu médico. Vide item COMO DEVO USAR ESTE MEDI CAMENTO?
Capacidade de dirigir e operar máquinas Durante o tratamento, você não deve dirigir veículos ou operar má quinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Interações Medicamentosas Deve-se evitar a administração do medicamento con comitante à terapia por eletroch oque pela ausência de estudos clínicos nessa área.
Foram raramente relatadas alterações nas funções anticoagulantes com aumento do risco de sangramento em pacientes que receberam anticoagulante e/ ou antiplaquetário (medicamentos para reduzir coagulação sanguínea) associado à trazodona. A trazodona na dose de 175 mg/dia modera o efeito da heparina.
O uso concomitante com álcool ou medicamentos que causam sono ( outros depressores do sistema nervoso central) pode causar depressão excessiva do sistema nervoso central e diminuição importante da atenção.
O uso concomitante de anti-hipertensivos (medicamentos usados para diminuir a pressão arterial) pode causar queda importante da pressão (hipotensão grave).
Há relatos da ocorrência de aumento nas concentrações de digoxina e fenitoína no sangue de pacientes que recebem trazodona juntamente com um desses medicamentos. Foi descrito um caso de possível intoxicação por digoxina precipitada pela trazodona em um paciente idoso, portanto sugere-se especial cuidado nestes casos.
Se você utiliza algum dos medicamentos citados acima, fale com seu médico para que ele ajuste a dose de LOREDON ® se necessário.
Os inibidores da MAO podem aumentar os eventos adversos dos antidepressivos inibidores de recaptação da serotonina, como a trazodona.
O uso do medicamento buprenorfina/ opioides (medicamentos para tratar dependência de opioides / dor intensa) pode aum entar os possíveis efeitos colaterais do medicamento
Loredon®.
Interações medicam entos-substâncias químicas Abstenha-se de bebidas alcoólicas durante o tratamento. A trazodona pode intensificar o efeito do álcool, de barbitúricos e de outros depressores do Sistema Nervoso Central.
Interações medicamentos -exame laboratorial Ocasionalmente foram observa das diminuições nas contagens de glóbulos brancos e neutrófilos no sangue em pacientes que receberam cloridrato de trazodona que, em geral, não exigiram a suspensão do medicamento; contudo, o tratamento deve ser suspenso se os números dessas células ficarem abaixo dos valores normais. Contagens de glóbulos brancos totais são recomendadas para pacientes que apresentem febre e dor de garganta (o u outros sinais de infecção) durante a terapia.
Informe ao seu médico ou cirurgião -dentista se você está fazendo us o de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Conservar em temperatura ambiente (15 a 30°C).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde -o em sua embalagem original.
LOREDON® 50 mg: comprimido branco a quase branco, redondo, biconvexo, sulcado de um lado e liso do outro lado.
LOREDON® 100 mg: comprimido branco a quase branco, redondo, biconvexo, sulcado de um lado e liso do outro lado Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
O cloridrato de trazodona deve ser tomado logo após uma refeição ou um pequeno lanche. O alívio sintomático pode ser observado durante a primeira semana, com efeitos antidepressivos efetivos em geral evidentes dentro de 2 semanas (até 4 semanas).
Adultos Sugere-se que você tome uma dose inicial de 50 a 150 mg/dia, por via oral, dividida em 2 vezes ao dia (de 12 em 12 horas) ou uma única tomada antes de dormir. A dose pode ser aumentada em 50 mg/dia a cada 3 ou 4 dias se necessário e se tolerado. A dose máxima para pacientes ambulatoriais normalmente não excede 400 mg/dia em doses divididas. Para pacientes hospitalizados (isto é, pacientes mais gravemente deprimidos) pode-se administrar até 600 mg/dia em doses divididas. Doses maiores do que 800 mg só devem ser usadas em casos muito graves.
Idosos Você deve iniciar com 75 mg/dia, via oral em doses divididas, aumentando-se gradativamente com intervalos de 3 ou 4 dias.
Manutenção Uma vez obtida uma resposta adequada, deve-se reduzir gradualmente a dose, com ajuste subsequente dependendo da resposta terapêutica. A dose durante a terapia de manutenção prolongada deve ser a menor dose efetiva.
Em geral, recomenda-se que o tratamento com medicamentos antidepressivos tenha a duração de vários meses.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
LOREDON® 50 mg e 100 mg podem ser partidos.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Tome LOREDON® exatamente como orientado pelo seu médico. Não interrompa o tratamento por conta própria, pois a interrupção repentina pode causar sintomas que incluem ansiedade, agitação e distúrbio do sono.
Se você esquecer de tomar uma dose de LOREDON®, tome a dose esquecida assim que você perceber. Se já estiver próximo ao horário da próxima dose, omita a dose perdida e não dobre a dose para compensar a dose perdida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou ciru rgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Casos de comportamentos e p ensamentos suicidas foram relatados durante o tratamento com trazodona ou logo após interrupção do tratamento.
No início do tratamento você pode sentir tontura, sonolência, náusea, gosto desagradável e boca seca. Em geral, essas reações desaparecem com a continuidade do uso do medicamento, mas devem ser informadas ao médico.
Os sintomas citados abaixo, alguns dos quais comumente relatados em casos de depressão não tratada, também foram registrados em pacientes recebendo tratamento com trazodona.
A seguir estão listadas as possíveis reações adversas, por ordem de frequência, que podem aparecer com o uso de LOREDON®:
Muito comuns (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do sistema nervoso central: sedação, dor de cabeça, tontura, fadiga.
Distúrbios gastrointestinais: boca seca, náusea.
Comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios cardiovasculares: inchaço.
Distúrbios do sistema nervoso central: agitação, alteração da marcha, confusão, desorientação, diminuição de memória, enxaqueca.
Distúrbio dermatológico: sudorese noturna.
Distúrbios endócrinos e metabólicos: diminuição da libido.
Distúrbios gastrointestinais: obstipação intestinal, dor abdominal, alterações do paladar, vômito.
Distúrbios geniturinários: distúrbios da ejaculação, urgência para urinar.
Distúrbios neuromuscular e esquelético: dor nas costas, dor muscular, tremores.
Distúrbios oftalmológicos: embaçamento visual, distúrbios visuais.
Distúrbio respiratório: falta de ar.
Incomuns (ocorre entre 0,1% e 1 % dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios psiquiátricos: paranoia, hipomania, alucinações, psicose.
Distúrbios cardiovasculares: diferentes tipos de arritmias, redução ou aumento da frequência cardíaca, prolongamento do intervalo QT, parada cardíaca, infarto agudo do miocárdio, pressão baixa após mudança de postura, dor no peito, insuficiência cardíaca congestiva.
Distúrbios do sistema nervoso central: sonhos anormais, insônia, ansiedade, derrame, convulsões, vertigem, dificuldades para falar, perda auditiva parcial, diminuição da sensibilidade, síndrome serotoninérgica.
Distúrbios gastrointestinais: esofagite de refluxo, hepatite, pele amarelada, alterações de alguns exames (bilirrubina, amilase, enzimas hepáticas), aumento da salivação.
Distúrbios respiratórios: parada da respiração.
Distúrbios geniturinários: orgasmo anormal, impotência, ejaculação retrógrada, ereção prolongada do clitóris.
Distúrbios oftalmológicos: glaucoma, fobia de luz, visão dupla, xeroftalmia, dor ocular.
Distúrbios hematológicos: anemia, aumento do número de glóbulos brancos, metahemoglobinemia.
Distúrbios dermatológicos: acne, queda de cabelo, coceira, psoríase, vermelhidão na pele, reações de fotosensibilidade, ondas de calor, rubor, manchas brancas nas unhas, urticária.
Distúrbios endócrinos: Síndrome da secreção inapropriada de ADH, saída de leite da mama, aumento de pelos, aumento da libido, aumento do volume mamário.
Distúrbios Gerais: reações alérgicas, aumento do apetite, fraqueza, comprometimento da fala.
Distúrbios Musculares: distúrbio da marcha, espasmos musculares.
Muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios geniturinários: priapismo (ereção prolongada) Desconhecida (relatada após uso de trazodona):
Distúrbios renais e urinários: Alteração da micção (sangue na urina e aumento da frequência urinária), incontinência urinária e retenção urinária.
Informe ao seu médico, cirurgião -dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento.
Informe também a empresa através do seu s erviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quant idade maior do que a indicada deste medicamento?
Sinais e Sintomas
- Sintomas de superdosagem: sonolência, diminuição da coordenação muscular, náusea ou vômito.
- As consequências da superdosagem em pacientes que ingerem cloridrato de trazodona e outra droga concomitantemente ( por exemplo, álcool + hidrato de cloral + diazepam; amobarbital; clordiazepóxido ou meprobamato) podem ser muito graves ou fatais.
As reações mais graves relatadas ocor ridas apenas com superdos e de trazodona foram ereção prolongada, parada respiratória e alterações no eletrocardiograma . As reações mais frequentes foram sonolência e vômitos. A superdose pode causar um aumento na incidência ou gravidade de quaisquer das reações adversas relatadas (vide item QUAIS OS MALES QUE ESTE
Medicamento pode causar?).
Tratamento Não há um antídoto específico para a trazodona. O tratamento deve ser sintomático e de suporte no caso de hipotensão ou sedação excessiva. Todo paciente com suspeita de ter ingerido uma superdosagem de trazodona deve sofrer lavagem estomacal.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.
Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS - 1.0525.0061 Farmacêutica Responsável: Dra. Ana Carolina P. Forti – CRF-SP 47.244 Fabricado por:
Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Indrad – Índia Importado por:
Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180 - Módulos A3, A4, A5 e A6 Barueri - SP
Cnpj 33.078.528/0001-32
Venda sob prescrição médica
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 14/12/2022.
Sac: 0800.7708818 bu-10
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
LOREDON ® cloridrato de trazodona Comprimido - 50 mg Comprimido - 100 mg
BULA PARA PROFISSIONAL DE SAÚDE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
LOREDON® cloridrato de trazodona
LOREDON® cloridrato de trazodona
Medicamento similar equivalente ao medicamento de
Referência
Apresentações
Comprimidos 50 mg: embalagens com 10 e 60 comprimidos Comprimidos 100 mg: embalagens com 30 comprimidos
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido de LOREDON® 50 mg contém: cloridrato de trazodona.................................................... .................................50,00 mg Excipientes: amido, celulose microcristalina, laurilsulfato de sódio, amidoglicolato de sódio , dióxido de silício e estearato de magnésio Cada comprimido de LOREDON® 100 mg contém: cloridrato de trazodona.....................................................................................100,00 mg Excipientes: amido, celulose microcristalina, laurilsulfato de sódio, amidoglicolato de sódio, dióxido de silício e estearato de magnésio
Indicações
Este medicamento é indicado no tratamento da depressão com ou sem episódios de ansiedade, da dor associada à neuropatia diabética e de outros tipos de dores crônicas e no tratamento da depressão maior.
Resultados de eficácia
Em vários estudos clínicos comparativos realizados nos anos 1980, a eficácia da trazodona (100-400 mg) administrada durante 4 a 6 semanas foi comparável a de antidepressivos tricíclicos como amitriptilina e imipramina; em um estudo randomizado, duplo-cego e controlado por placebo em pacientes geriátricos com depressão unipolar, a eficácia da trazodona foi superior a do placebo e comparável a da imipramina após 4 semanas de tratamento (Gerner R et al. Treatment of geriatric depression with trazodone, imipramine, and placebo: a double-blind study. J Clin Psychiatry. 1980; 41(6):216–20). . Um estudo duplo-cego e randomizado também avaliou a trazodona em pacientes geriátricos com depressão e observou melhoras significantes nos escores Hamilton Rating Scale for Depression (HAM-D) e Geriatric Depression Scale (GDS), que foram semelhantes aos resultados observados nos pacientes tratados com amitriptilina e mianserina (Altamura AC et al. Clinical activity and tolerability of trazodone, mianserin, and amitriptyline in elderly subjects with major depression: a controlled multicenter trial. Clin Neuropharmacol. 1989;12(Suppl 1): S25 –33 (S4–7)).
Um estudo clínico duplo-cego comparou a eficácia da trazodona (dose média sustentada de 250 mg/dia) com a da fluoxetina (dos e média sustentada de 20 mg/dia) em pacientes com depressão. As porcentagens de pacientes responsivos (redução de 50% em relação ao basal no escore HAM-D) foram de 68,9% e 62,3%, respectivamente, nos grupos recebendo trazodona e fluoxetina (Beasley CM Jr et al. Fluoxetine versus trazodone: efficacy and activating-sedating effects. J Clin Psychiatty 52(7):294-299, 1991).
A eficácia da trazodona (dose de 150–400 mg/dia após a fase de titulação) também foi comparada àquela da venlafaxina (dose de 75 a 200 mg) em um estudo duplo-cego, randomizado e placebo controlado que incluiu 225 pacientes com depressão. Os dois medicamentos foram significantemente mais efetivos que o placebo de acordo com as modificações no escore HAM-D. A venlafaxina produziu uma melhora maior dos transtornos cognitivos e dos fatores de retardo na escala de HAM-D, enquanto a trazodona foi mais efetiva na melhora dos distúrbios do sono. Neste estudo, a venlafaxina apresentou maior probabilidade de levar à náusea, enquanto a trazodona esteve associada à maioria dos relatos de tontura e sonolência (Cunningham LA et al. A comparison of venlafaxine, trazodone, and placebo in major depression. J Clin Psychopharmacol. 1994;14(2):99–106).
A trazodona foi comparada à bupropiona em um estudo duplo-cego e randomizado que incluiu pacientes com depressão moderada à grave. Após 6 semanas, a eficácia global de acordo com os escores HAM-D e Clinical Global Impression -Severity (CGI-S) foi semelhante entre os dois medicamentos, no entanto, melhoras no s dois escores no 7° dia de tratamento foram significantemente maiores com a trazodona graças aos efeitos benéficos desta sobre o sono. Ao final do tratamento, 46 % e 58 % dos pacientes foram considerados melhores/muito melhores nos grupos recebendo trazod ona e bupropiona, respectivamente (Weisler RH et al. Comparison of bupropion and trazodone for the treatment of major depression. J Clin Psychopharmacol.
1994;14(3):170–9).
A eficácia de baixas doses de trazodona (50 ou 100 mg/dia) no tratamento da do r associada à polineuropatia simétrica distal diabética foi avaliada em 31 pacientes adultos em um estudo de curta duração. Após 2 semanas de tratamento, 19 pacientes (61,3%) experimentaram alívio sintomático e 7 (22,6%) experimentaram melhora completa da dor. Embora 8 pacientes (25,8%) tenham descontinuado o tratamento devido a eventos adversos, esses foram de intensidade leve (vertigem, cefaleia e insônia) (Wilson RC. The use of low-dose trazodone in the treatment of painful diabetic neuropathy. J Am Podiatr Med Assoc. 1999; 89(9):468-71).
Características farmacológicas
Modo de Ação A trazodona é um derivado da triazolopiridina que difere quimicamente dos demais antidepressivos disponíveis. Embora a trazodona apresente certa semelhança com os benzodiazepínicos, fenotiazidas e antidepressivos tricíclicos, seu perfil farmacológico difere desta classe de drogas.
O mecanismo de ação antidepressiva da trazodona no homem ainda não está completamente elucidado. Estudos em animais demonstraram inibição seletiva da recaptação da serotonina no cérebro e outras ações farmacológicas em receptores adrenérgicos.
Em animais, a trazodona inibe seletivamente a recaptação da serotonina pelos sinaptossomas do cérebro e potencializa as alterações do comportamento induzidas pelo precursor de serotonina, o 5-hidroxitriptofano. A trazodona não é um inibidor da enzima monoamino oxidase (MAO) e, ao contrário de drogas do tipo anfetaminas, não estimula o sistema nervoso central (SNC).
A atividade anticolinérgica da trazodona é menor do que a apresentada pelos antidepressivos tricíclicos, em estudos animais, e este fato foi confirmado em estudos clínicos em pacientes deprimidos.
Cloridrato de trazodona é indicado para o tratamento da depressão. A eficácia da trazodona foi demonstrada tanto em pacientes hospitalizados quanto em pacientes tratados ambulatorialmente, e em pacientes deprimidos com ou sem ansiedade.
Farmacocinética A trazodona é bem absorvida após a administração oral. Sua absorção pode ser aumentada quando administrada com alimentos. Quando a trazodona é tomada logo após a ingestão de alimentos, pode haver um aumento na quantidade da droga absorvida, uma diminuição da concentração plasmática máxima (Cmax) e prolongamento do tempo para atingir a Cmax (Tmax). A Cmax é atingida aproximadamente 1 hora após a administração quando o cloridrato de trazodona é ingerido com estômago vazio e 2 horas após a administração quando ele é ingerido com alimentos. A taxa de ligação protéica é alta (89-95%).
A biotransformação é hepática, extensa, sendo a excreção renal (75%) e biliar (20%). A trazodona é um substrato para CYP3A4 e esta é a principal isoforma envolvida na produção do metabólito mCPP.
A eliminação da trazodona é bifásica, consistindo de uma fase inicial (meia -vida de 3 a 6 horas), seguida de uma fase mais lenta (meia -vida de 5 a 9 horas), e não é afetada pela presença ou ausência de alimento. Visto que a depuração da trazodona é bastante variável, em alguns pacientes, a droga poderá se acumular no plasma.
Os pacientes que respondem ao tratamento com trazodona, um terço dos pacientes hospitalizados e metade dos pacientes ambulatoriais, apresentam uma reação terapêutica significativa ao final da primeira semana de tratamento. Três quartos de todos os pacientes que apresentam resposta positiva ao tratamento apresentaram um efeito terapêutico significativo ao final da segunda semana. Em geral, são necessárias de 2 a 4 semanas para uma reação terapêutica significativa para um quarto dos pacientes que respondem ao tratamento.
Contraindicações
LOREDON® é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade à trazodona o u a qualquer um dos componentes da fórmula.
Está contraindicado o uso de LOREDON ® concomitantemente ou dentro de 14 dias da descontinuação do tratamento com medicame ntos inibidores da enzima MAO. Também está contraindicado o uso de LOREDON ® em pacientes recebendo o antibiótico linezolida.
LOREDON® não é recomendado para pacientes em fase de recuperação de um infarto do miocárdio.
Os antidepressivos podem diminuir a capacidade mental e/ou física exigidas para o desempenho de tarefas potencialmente perigosas, tais como dirigir veículos ou operar máquinas.
Advertências e precauções
A trazodona está associada à ocorrência de priapismo. Os pacientes do sexo masculino com ereções prolongadas ou de duração inadequada devem suspender imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
Foram relatados casos de detumescência do priapismo com estimulantes alfa -adrenérgicos, tais como epinefrina e metaraminol. Em um caso de priapismo (de 12 a 24 horas de duração) em paciente tratado com trazodona no qual foi aplicado injeção intracavernosa de epinefrina, houve detumescência imediata com retorno de atividade erétil normal. Esse procedimento deve ser realizado sob a supervisão de um urologista ou um médico familiarizado com o tratamento e não deve ser iniciado sem consulta urológica, se o priapismo persistir por mais de 24 horas.
Trazodona tem sido associado com a ocorrência de priapismo. há
Relatos de que a intervenção cirúrgica foi necessária e, alguns
Desses casos resultaram em danos permanentes da função erétil
Ou impotência. portanto, pacientes do sexo masculino com
Ereção prolongada, dolorosa ou inapropriada devem
Interromper imediatamente o uso da trazodona e consultar seu
Médico ou pronto atendimento.
Gerais:
- Administrar LOREDON® durante ou logo após as refeições a fim de evitar irritação gástrica.
- Embora 75% dos pacientes apresentem melhora em 2 semanas, às vezes é necessário um período superior a 30 dias para produzir efeitos terapêuticos significativos.
- Suspender a medicação gradualmente.
- Evitar bebidas alcoólicas ou outros depressores do SNC.
- Orientar que o paciente tenha c uidado ao levantar-se ou sentar-se abruptamente, pode ocorrer vertigem.
- Orientar que o paciente evite atividades nas quais a falta de atenção aument e o risco de acidentes.
- O risco/benefício deve ser considerado em situações clínicas como doenças cardíacas, alcoolismo, comprometimento hepático ou renal e gravidez.
A possibilidade de suicídio em pacientes seriamente deprimidos é inerente à depressão e pode persistir até que ocorra melhora significativa do quadro depressivo . Portanto, deve-se prescrever o menor número possível de comprimidos a esses pacientes, adequando o tratamento às necessidades do paciente.
A trazodona pode piorar o quadro psiquiátrico em pac ientes com esquizofrenia ou outras desordens psiquiátricas, pensamentos paranoico s podem ser intensificados ou precipitar uma mudança para mania ou hipomania em pacie ntes com transtorno bipolar. Em todos os casos, a trazodona deve ser descontinuada.
Há relatos sobre a ocorrência de hipotensão, incluindo a hipotensão ortostática e síncope em pacientes em tratamento com cloridrato de trazodona. A administração concomita nte de terapia anti-hipertensiva com trazodona pode exigir uma redução da dose do medicame nto anti-hipertensivo.
Pouco se sabe sobre a interação entre a trazodona e anestésicos em geral; portanto, antes de cirurgia eletiva, o tratamento com trazodona deve ser interrompido pelo tempo que for clinicamente viável.
Medicamentos que interferem com a recaptação de serotonina estão associados com sangramento (desde pequenos hematomas e epistaxe até hemorragias importantes). A trazodona também pode diminuir a agregação plaquetária, resultando em risco aumentado de sangramentos. Deve-se ter precaução ao administrar agentes serotoninérgicos, tais como trazodona concomitantemente com agentes anticoagulantes e/ ou antiplaquetários, a p acientes com tendência hemorrágica conhecida.
Fraturas ósseas estão associadas ao tratam ento com antidepressi vos. Deve-se considerar essa possibilidade em pacientes com dor óssea inexplic ada, edema e hematoma.
A trazodona pode causar dilatação pupilar leve que, em indivíduos susceptíveis, pode desencadear episódios de glaucoma de ângulo fec hado.
Síndrome serotoninérgica potencialmente fatal pode ocorrer em pacientes fazendo uso de agentes serotoninérgicos, particularmente em combinação com outros agent es serotoninérgicos (por exemplo, triptanos, an tidepressivos tricíclicos, fentanil, lítio, tramadol, buspirona, triptofano e erva de São João) ou com agentes que diminuem o metabolismo da s erotonina (por exemplo, inibidores da MAO). Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorad os para os sinais de Síndrome serotoninérgica, quais seja m, alterações no estado mental (agitação, alucinações, delirium, coma), instabilidade autonômica (taquicardia , diaforese, instabilidade da pressão arterial), alterações ne uromusculares (tremores, rigi dez, mioclonia), sinto mas gastrointestinais (náusea, vômitos, diarreia) e convulsões. D eve-se interromper o tratamento imediatamente em caso de suspeita de Síndrome serotoninérgica.
Síndrome de descontinuação da terapia antid epressiva pode ocorrer com a interrupção abrupta do tratamento. Os sintomas mais comuns incluem náusea, vômitos, dia rreia, cefaleia, tontura, redução do apetite, sudorese, tremores, parestesias, fadiga, sonolência e distúrbios do sono.
Sintomas menos comuns incluem sensações de choque elétrico, arritmias cardíacas, mialgias, parkinsonismo, artralgias, dificuldade de man ter o equilíbrio e sintomas psicológicos (agitação, ansiedade, acatisia, ataqu es de pânico, irritabilidade, agressividade, piora do humor, l abilidade emocional, hiperatividade, mania/hipomani a, diminuição na capa cidade de concentração, confusão mental, com prometimento da memória). Riscos maiores de desenvolvimento desta síndrome estão presentes com antidepressivos de meia -vida curta e maior duração do tratamento.
Alguns agentes antidepressiv os (inibidores da rec aptação de serotonina) estão associados ao aparecimento de Síndrome da Secreção Inapropriada de Hormônio Antidiurético (ADH). Casos de hiponatremia já foram relatados, incluindo casos graves, com concentrações séricas de sódio < 110 mEq/L, principalmente em indivíduos idosos.
Deve-se ter cautela ao administrar cloridrato de trazodona a pacientes com distúrbios cardíacos e tais pacientes devem ser monitorados cuidadosamente, visto que medicamentos antidepressivos (incluindo a trazodona) estão associados com a ocorrência de arritmias cardíacas. Estudos clínicos recentes em pacientes com distúrbios cardíacos pré-existentes indicam que a trazodona pode ser arritmogênica em alguns pacientes desse grupo. Devido a sua fraca atividade adrenolítica, a trazodona pode provocar bradicardia e hipotensão acompanhada de eventual taquicardia compensatória, o que exige cuidados no uso em pacientes cardiopatas, especialmente nos que apresentam distúrbios de condução ou bloqueio atrioventricular.
Assim como ocorre com todos os antidepressivos, o uso da trazodona deve ser recomendado pelo médico levando em consideração se os benefícios da terapia superam os potenciais riscos.
Como foi relatada a ocorrência do priapismo em pacientes que receberam cloridrato de trazodona, os pacientes com ereção prolongada ou inapropriada devem interromper imediatamente o tratamento com o medicamento e consultar o médico.
A trazodona pode intensificar o efeito do álcool, de barbitúricos e de outros depressores do
SNC.
A trazodona deve ser administrada logo após uma refeição ou um pequeno lanche. A absorção total do medicamento pode ser até 20% maior quando tomado com alimento em comparação à administração com o estômago vazio. O risco de tontura/delírio pode aumentar em condições de jejum.
Insuficiência renal e hepática A trazodona deve ser usada com cautela em pacientes com insuficiência renal ou hepática.
Carcinogênese, Mutagênese, Diminuição da Fertilidade Não houve evidências de ocorrência de carcinogênese relacionada com o medicamento em ratos que receberam o cloridrato de trazodona em doses diárias orais de até 300 mg/kg durante 18 meses.
Gravidez Não há estudos adequados e bem controlados sobre os efeitos em mulheres grávidas. A trazodona não deve ser usada durante os três primeiros meses da gravidez, e nos meses restantes apenas se o benefício esperado justificar o risco potencial para o feto.
Categoria de risco na gravidez: C.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Amamentação A trazodona é excretada no leite humano e concentrações máximas são alcançadas ~2 horas após sua administração. Não se recomenda administrar o cloridrato de trazodona para lactantes.
Uso Pediátrico A segurança e eficácia em crianças abaixo de 18 anos ainda não estão bem determinadas.
Geriatria O uso em pacientes idosos, acima de 65 anos de idade, exige uma redução da dose, conforme especificado em POSOLOGIA E MODO DE USAR.
Interações medicamentosas
Interações medicamentos – exame laboratorial Ocasionalmente foram observadas contagens baixas de leucócitos e neutrófilos no sangue de pacientes que receberam cloridrato de trazodona que, em geral, não exigiram a suspensão do medicamento; contudo, o tratamento deve ser suspenso em pacientes cuja contagem absoluta de leucócitos ou neutrófilos no sangue caia abaixo dos valores normais. Contagens de leucócitos totais são recomendadas para pacientes que apresentem febre e dor de garganta (ou outros sinais de infecção) durante a terapia.
Interações medicamentos-medicamentos Deve-se evitar a administração do medicamento concomitante à terapia por eletrochoque pela ausência de estudos clínicos nessa área.
Foram raramente relatadas alterações nas funções anticoagulantes (com alteração dos exames laboratoriais ou sintomas clínicos) com aumento do risco de sangramento em pacientes que receberam anticoagulante e/ou antiplaquetário associado à trazodona. A trazodona na dose d e 175 mg/dia não interfere com a terapia anticoagulante com cumarínicos, embora modere o efeito da heparina.
O uso concomitante com álcool ou outros de pressores do SNC pode c ausar depressão excessiva do SNC. O uso concomitante de anti-hipertensivos pode c ausar hipotensão grave.
Há relatos da ocorrência de au mento nas concentrações de digoxina e fenitoína no sangue de pacientes que recebem trazodona jun tamente com um desses m edicamentos. Foi descrito um caso de possível intoxicaçã o digitálica precipitada pela trazodona em um pacien te geriátrico, sugere-se especial cuidado nestes casos.
Os inibidores da MAO podem aumentar os eventos adversos dos antidepr essivos inibidores de recaptação da serotonina.
Existe a possibilidade de int erações droga-droga entre a trazodona e substratos i ndutores ou inibidores da CYP3A4; por exemplo a carbamazepina, um indutor da CYP3A4, diminui as concentrações plasmáticas de trazodona e de seu meta bólito mCPP. Por outro lado, quando a trazodona é o competidor da enzima contra o utras drogas com pequeno ín dice terapêutico, como a terfenadina, poderá haver significante interação clínica.
O uso do medicamento buprenorfina/opioide s (medicamentos para tr atar dependência de opioides / dor (intensa) pode aumentar os possíveis efeitos c olaterais do medicamento
Loredon®.
Interações medicamentos-substâncias químicas Os pacientes devem abster-se de bebidas alcoólicas durante o tratamento. A trazodona pode intensificar o efeito do álcool, barbitúricos e outros depressores do SNC.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Conservar em temperatura ambiente (15 a 30°C). Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
LOREDON® 50 mg: comprimido branco a quase branco, redondo, biconvexo, sulcado de um lado e liso do outro lado.
LOREDON® 100 mg: comprimido branco a quase branco, redondo, biconvexo, sulcado de um lado e liso do outro lado Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
LOREDON® 50 mg e 100 mg podem ser partidos.
Posologia e modo de usar
Deve-se iniciar com uma dose baixa e aumentá-la gradualmente, a depender da resposta clínica e da tolerabilidade. A ocorrência de sonolência pode exigir que se administre uma dosagem maior à noite ou que se reduza a dosagem. O cloridrato de trazodona deve ser tomado logo após uma refeição ou um pequeno lanche. O alívio sintomático pode ser observado durante a primeira semana, com efeitos antidepressivos efetivos e m geral evidentes dentro de 2 semanas.
Vinte e cinco por cento dos pacientes que respondem bem a trazodona precisam de mais de 2 semanas (até 4 semanas) de administração do medicamento.
Dosagem usual em adultos Sugere-se uma dose inicial de 50 a 150 mg/di a dividida em 2 vezes ao dia ou administrada em dose única à noite. A dose pode ser aumentada em 50 mg/dia a cada 3 ou 4 dias se necessário e se tolerado. A dose máxima para pacientes ambulatoriais n ão deve exceder 400 mg/dia em doses divididas. Para pacientes hospitalizados (isto é, pacientes mais gravemente deprimidos) pode-se administrar até 600 mg/dia em doses dividid as. Doses maiores do que 800 mg só devem ser usadas em casos muito graves.
Idosos Sugere-se uma dose inicial de 75 mg/dia, por via oral, com aumento gradativo da dose em intervalos de 3 ou 4 dias.
Manutenção Uma vez obtida uma resposta adequada, deve -se reduzir gradualmente a dose, com ajuste subsequente dependendo da resposta terapêutica. A dose durante a terapia de manutenção prolongada deve ser a menor dose efetiva.
Embora não tenha havido nenhuma avaliação sistemática da eficácia da trazodona além de 6 semanas, em geral recomenda-se que o tratamento com medicamentos antidepressivos tenha a duração de vários meses.
Reações adversas
Casos de comportamentos e pensamentos suicidas foram relatados durante o tratamento com trazodona ou logo após interrupção do tratamento.
No início do tratamento o paciente pode sentir tontura, sonolência, náusea, gosto desagradável e boca seca. Em geral, essas reações desaparecem com a continuidade do uso do medicamento.
Os sintomas citados abaixo, alguns dos quais comumente relatados em casos de depressão não tratada, também foram registrados em pacientes recebendo tratamento com trazodona.
A seguir estão listadas as possíveis reações adversas, por ordem de frequência, que podem aparecer com o uso de LOREDON®:
Muito comuns (>10%):
Distúrbios do sistema nervoso central: sedação, cefaleia, tontura, fadiga.
Distúrbios gastrointestinais: xerostomia, náusea.
Comuns (> 1% e < 10%):
Distúrbios cardiovasculares: edema.
Distúrbios do sistema nervoso central: agitação, ataxia, confusão, desorientação, diminuição de memória, enxaqueca.
Distúrbio dermatológico: sudorese noturna.
Distúrbios endócrinos e metabólicos: diminuição da libido.
Distúrbios gastrointestinais: obstipação intestinal, dor abdominal, disgeusia, vômito.
Distúrbios geniturinários: distúrbios ejaculatórios, urgência miccional.
Distúrbios neuromuscular e esquelético: lombalgia, mialgia, tremores.
Distúrbios oftalmológicos: embaçamento visual, distúrbios visuais.
Distúrbio respiratório: dispneia.
Incomuns (>0,1 % e <1%):
Distúrbios psiquiátricos: paranoia, hipomania, alucinações, psicose.
Distúrbios cardiovasculares: arritmias, fibrilação atrial, bradicardia, taquicardia, torsades de pointes, prolongamento do intervalo QT, parada cardíaca, infarto agudo do miocárdio, hipotensão ortostática, bloqueio de condução, dor torácica, insuficiência congestiva cardíaca.
Distúrbios do sistema nervos o central: sonhos anormais, insônia, ansieda de, acidente cerebrovascular, convulsões, estupor, discinesia ta rdia, vertigem, sintomas extrapira midais, acatisia, afasia, perda auditiva parcia l, hipoestesia, Síndrome serotoninérgica.
Distúrbios gastrointesti nais: esofagite de refluxo, hepatite, icterí cia, colestase, hiperbilirrubinemia, hiperamilasemia, a lterações das enzimas hepáticas, sialorreia .
Distúrbio respiratório: apneia.
Distúrbios geniturinários: orgasmo anormal, disfunção erétil, ejaculação retrógrada, clitorismo.
Distúrbios oftalmológicos: glaucoma de ângulo fechado, fotofobia , diplopia, xeroftalmia, dor ocular.
Distúrbios hematológicos: anemia, anemia hemolítica, leucocitose, metahemoglobinemia.
Distúrbios dermatológicos: acne, alopecia, prurido, psoríase, rash, reações de fotosensibilidade, hiperidrose, ondas de calor, rubor, leuconiquia, urticária.
Distúrbios endócrinos: Síndrome da secreção inapropriada de ADH, galactorreia, hirsutismo, aumento da libido, aumento do volume mamário.
Distúrbios gerais: reações alérgicas, aumento do apetite, fraqueza, comprometimento da fa la.
Distúrbios musculares: distúrbios da marcha, espasmos musculares.
Muito Rara (<0,01%):
Distúrbios Geniturinários: priapismo Desconhecida (relatada após uso de trazodona):
Distúrbios renais e urinários: Alteração da micção (hematúria e polaciúria), incontinência urinária e retenção urinária.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
A DL50 do medicamento é 610 mg/kg em camundongos, 486 mg/kg em ratos, e 560 mg/kg em coelhos.
Sinais e Sintomas
- Sintomas de superdose: sonolência, diminuição da coordenação muscular, náusea ou vômito .
- As consequências da superdose em pacientes que ingerem cloridrato de trazodona e outra droga concomitantemente (por exemplo, álcool + hi drato de cloral + diazepam; amobarbital; clordiazepóxido; ou meprobamato) podem ser muito graves ou fatais.
As reações mais graves relatadas apenas com superdos e de trazodona foram priapismo, parada respiratória e alterações no eletrocardiograma (ECG). As reações mais frequentes foram sonolência e vômitos. A superdose pode causar um aumento na incidência ou gravidade de quaisquer das reações adversas relatadas (v ide item REAÇÕES ADVERSAS).
Tratamento Não há um antídoto específico para a trazodona. O tratamento deve ser sintomático e de suporte no caso de hipotensão ou sedação excessiva. Todo paciente com suspeita de ter ingerido uma superdose de trazodona deve sofrer lavagem gástrica. A diurese forçada pode ser útil para facilitar a eliminação da droga.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS - 1.0525.0061 Farmacêutica Responsável: Dra. Ana Carolina P. Forti – CRF-SP 47.244 Fabricado por:
Torrent Pharmaceuticals Ltd.
Indrad - Índia Importado por:
Torrent do Brasil Ltda.
Av. Tamboré, 1180 - Módulos A3, A4, A5 e A6 Barueri - SP
Cnpj 33.078.528/0001-32
Venda sob prescrição médica
SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 05/04/2023.
Sac: 0800.7708818 bu-10
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 50 MG COM CT BL AL AL X 10 | Sem tarja | 8902220116078 | R$ 16,83 |
| 50 MG COM CT BL AL AL X 60 | Sem tarja | 8902220120297 | R$ 133,64 |
| 100 MG COM CT BL AL AL X 30 | Sem tarja | 8902220116115 | R$ 133,64 |