Bula de Consiv
Fonte: bula do fabricante (Adium S.A.) publicada no bulário digital Sara · bula de 22/11/2024 · conferida em 23/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) Comprimido revestido de liberação prolongada 18 mg, 36 mg e 54 mg
CONSIV ® (cloridrato de metilfenidato)
Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência
Apresentações
Comprimidos revestidos de liberação prolongada.
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) 18 mg, 36 mg e 54 mg é apresentado em embalagens contendo 30 comprimidos.
Uso oral
Uso adulto e pediátrico acima de 6 anos
Composição
Cada comprimido revestido de liberação prolongada contém: cloridrato de metilfenidato ........................................................ 18 mg* Excipientes: lactose, hipromelose, celulose microcristalina, macrogol, ácido succínico, povidona, ácido esteárico, etilcelulose, hidróxido de amônio, ácido oleico,triglicerídeos de cadeia média, dióxido de titânio, polissorbato 80, ácido fosfórico e óxido de ferro amarelo.
*equivalente a 15,57 mg de metilfenidato. cloridrato de metilfenidato ........................................................ 36 mg* Excipientes: lactose, hipromelose, celulose microcristalina, macrogol, ácido succínico, povidona, ácido esteárico, etilcelulose, hidróxido de amônio, ácido oleico,triglicerídeos de cadeia média, dióxido de titânio, polissorbato 80 e ácido fosfórico.
*equivalente a 31,13 mg de metilfenidato. cloridrato de metilfenidato ........................................................ 54 mg* Excipientes: lactose, hipromelose, celulose microcristalina, macrogol, ácido succínico, povidona, ácido esteárico, etilcelulose, hidróxido de amônio, ácido oleico, triglicerídeosde cadeia média, dióxido de titânio, polissorbato 80, ácido fosfórico e óxido de ferro vermelho.
*equivalente a 46,70 mg de metilfenidato.
Informações para o paciente
Para que este medicamento é indicado?
Este medicamento é destinado ao tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).
Como este medicamento funciona?
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é um medicamento de uso em dose única diária para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH). Seu princípio ativo é o metilfenidato, um estimulante do sistema nervoso central, que aumenta a atenção e reduz a impulsividade e hiperatividade em pacientes com Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade. Parte do comprimido de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) dissolve-se logo após a ingestão, pela manhã, proporcionando uma dose inicial do medicamento; o restante é liberado lentamente durante o dia, para manter o efeito do medicamento.
O efeito é observado até 12 horas após a administração.
Quando não devo usar este medicamento?
Você não deve tomar Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) se for alérgico ao cloridrato de metilfenidato ou a outros componentes da fórmula; se tiver ansiedade, tensão e/ou agitação significativas; se tiver glaucoma (uma doença dos olhos); se você estiver tomando ou tiver tomado nos últimos 14 dias um medicamento para tratamento da depressão à base de inibidor da monoaminoxidase (IMAO).
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Anormalidades cardíacas estruturais Embora uma relação causal não tenha sido estabelecida, mortes súbitas foram relatadas em pacientes com anormalidades da estrutura do coração tratados com drogas com efeito estimulante usadas no tratamento do transtorno de déficit de atenção e hiperatividade. Estes tratamentos devem ser usados com cautela em pacientes com anormalidades cardíacas estruturais.
Pacientes menores de 6 anos de idade Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser usado em crianças com menos de 6 anos de idade. Não há ainda dados suficientes disponíveis sobre a segurança de uso por longo prazo do metilfenidato.
Tiques motores e verbais, e agravamento da Síndrome de Tourette Estimulantes do sistema nervoso central, incluindo o metilfenidato, têm sido associados com início ou exacerbação de tiques motores e verbais. O agravamento da Síndrome de Tourette também tem sido relatado. Recomenda-se que o histórico familiar seja avaliado e que o paciente seja clinicamente avaliado para tiques ou Síndrome de Tourette, antes de iniciar o metilfenidato.
O acompanhamento regular para o surgimento ou agravamento de tiques ou Síndrome de Tourette durante o tratamento com metilfenidato é recomendado em cada ajuste de dose e a cada visita. O tratamento deve ser interrompido, se clinicamente apropriado.
Uso prolongado Embora uma relação causal não esteja estabelecida, redução no crescimento (ganho ponderal e/ou estatural) tem sido relatada com o uso prolongado de estimulantes em crianças. Portanto, pacientes que necessitem tratamento de longo prazo devem ser cuidadosamente monitorados. No caso de crianças, o médico avaliará se há a necessidade de interromper o tratamento com Consiv ® (cloridrato de metilfenidato).
Aumento da pressão intraocular e glaucoma Há relatos de uma elevação transitória da pressão intraocular (PIO) associada ao tratamento com metilfenidato. Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é recomendado a pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou aumento anormal da PIO somente se o benefício do tratamento for considerado superior ao risco. Os pacientes com histórico de aumento anormal da PIO ou glaucoma de ângulo aberto, e pacientes em risco de glaucoma de ângulo fechado agudo (por exemplo, pacientes com hipermetropia significativa) devem ser rigorosamente monitorados.
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não é recomendado a pacientes com glaucoma de ângulo fechado agudo.
Administração da dose Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser deglutido inteiro, com auxílio de líquidos. Os comprimidos não devem ser mastigados, partidos ou esmagados. O medicamento é contido em um invólucro não absorvível, desenhado para liberar o fármaco de maneira controlada. O invólucro do comprimido, juntamente aos componentes insolúveis de seu núcleo, é eliminado do organismo. Você não deve se preocupar se, ocasionalmente, notar nas fezes algo que se assemelhe a um comprimido.
Como o comprimido de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não sofre alteração significante de sua forma no trato gastrointestinal, Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser administrado a pacientes com estenose gastrointestinal grave pré-existente (patológica ou iatrogênica) ou em pacientes com disfagia ou dificuldade de deglutição significativa. Têm ocorrido relatos raros de sintomas obstrutivos relacionados à ingestão de fármacos em formulações não-deformáveis de liberação controlada em pacientes com estenose conhecida. Em razão do mecanismo de liberação controlada do medicamento, Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) só deve ser utilizado em pacientes capazes de deglutir o comprimido inteiro.
Uso em outras indicações Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser usado para tratar depressão grave e/ou prevenir ou tratar estados normais de fadiga.
Sintomas psicóticos ou maníacos Sintomas psicóticos (alucinações) ou maníacos foram relatados em pacientes sem histórico de psicose ou mania durante o tratamento com cloridrato de metilfenidato nas doses usuais. Se tais sintomas ocorrerem, você deverá contatar seu médico imediatamente.
Agressividade, ansiedade e agitação Comportamento agressivo, ansiedade acentuada ou agitação são frequentemente observados em pacientes com TDAH e foram relatados em pacientes tratados com cloridrato de metilfenidato (vide “QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?”). Em alguns pacientes a ansiedade levou à descontinuação de cloridrato de metilfenidato. É recomendado o monitoramento dos pacientes no início do tratamento com Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) em relação ao aparecimento ou agravamento de comportamento agressivo, ansiedade acentuada ou agitação.
Priapismo Ereções dolorosas e prolongadas requisitando atenção médica imediata (às vezes, incluindo intervenção cirúrgica) têm sido relatadas com produtos com metilfenidato, tanto em pacientes adultos como nos pediátricos. O priapismo pode se desenvolver após certo tempo com uso de metilfenidato, frequentemente após um aumento de dose. O priapismo também surgiu durante um período de retirada de metilfenidato (interrupções programadas ou durante a descontinuação). Se você tiver ereções anormais sustentadas ou frequentes e ereções dolorosas procure atendimento médico imediatamente.
Distúrbios cerebrovasculares Foram relatados distúrbios cerebrovasculares (incluindo vasculite cerebral e hemorragia cerebral) com o uso de cloridrato de metilfenidato (vide “QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?”). Durante a terapia com Consiv ® (cloridrato de metilfenidato), o médico deve considerar distúrbios cerebrovasculares como um possível diagnóstico em qualquer paciente que desenvolva novos sintomas neurológicos consistentes com isquemia cerebral. Estes sintomas podem incluir dor de cabeça severa, fraqueza ou paralisia unilateral e comprometimento da coordenação, visão, fala, linguagem ou memória. Interromper o uso de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) imediatamente se suspeitar de distúrbio cerebrovascular durante o tratamento. O diagnóstico precoce pode orientar o tratamento subsequente.
Se você já apresentar distúrbios cerebrovasculares (por exemplo, aneurisma, malformações/anomalias vasculares), o tratamento com Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não é recomendado.
Condições que necessitam cautela Antes de iniciar o tratamento, informe seu médico se você:
- Tiver tiques motores (movimentos difíceis de controlar, espasmos repetidos de todas as partes do corpo) ou verbais (repetições de sons ou palavras difíceis de controlar) ou se alguém de sua família tiver tiques ou Síndrome de Tourette;
- Tiver problemas oculares, tais como: aumento da pressão no olho; uma condição chamada "glaucoma"; hipermetropia (dificuldade de enxergar objetos próximos);
- Tiver pensamentos ou visões anormais, ouvir sons anormais ou tiver diagnóstico de psicose;
- Tornar-se agressivo, ansioso ou agitado, ou sentir-se mais agressivo, ansioso ou agitado do que o habitual;
- Tiver hipertensão arterial (pressão alta), problemas ou defeitos no coração;
- Apresentar estenose (estreitamento) ou obstrução do trato gastrointestinal (esôfago, estômago ou intestino);
- Apresentar ereções do pênis persistentes e dolorosas;
- O uso abusivo de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) pode levar à dependência. Informe seu médico se você for dependente de drogas ou de bebidas alcoólicas.
Contate seu médico imediatamente se, durante o tratamento, você tiver qualquer destes sintomas ou condições.
Monitoramento do sangue Durante o tratamento prolongado, seu médico irá solicitar periodicamente hemograma completo com contagem total e diferencial de leucócitos e contagem de plaquetas.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas Estimulantes podem diminuir a habilidade dos pacientes em operar máquinas potencialmente perigosas ou veículos.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas até que se certifique que Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não afeta-o negativamente, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.
Gravidez e amamentação A segurança do metilfenidato durante a gravidez não está estabelecida. Não há estudos disponíveis sobre o uso de cloridrato de metilfenidato em mulheres grávidas. Antes de tomar Consiv ® (cloridrato de metilfenidato), informe seu médico se você está grávida ou se pretende engravidar. Informe ao médico se estiver amamentando. O metilfenidato passa para o leite materno, logo, seu médico irá decidir se você pode tomar Consiv ® (cloridrato de metilfenidato).
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Este medicamento pode causar doping.
Ingestão concomitante com outras substâncias Informe seu médico todos os medicamentos que você estiver tomando, inclusive fitoterápicos (“remédios naturais” ou à base de ervas) e remédios de venda livre (sem prescrição médica).
- Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser utilizado em pacientes em tratamento (atual ou nas 2 semanas anteriores ao início do tratamento) com inibidores da MAO (veja “3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE
Medicamento”).
- Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser usado com cautela em associação com agentes vasopressores, um tipo de medicamento utilizado para aumentar a pressão arterial.
- Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) pode diminuir a efetividade de medicamentos chamados “anti-hipertensivos”, os quais são usados para tratar pressão sanguínea alta. Seu médico poderá medir sua pressão sanguínea e mudar a dose do medicamento anti-hipertensivo.
- Informe seu médico se você for realizar uma operação. Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser tomado com certos anestésicos no dia da operação, já que há chance de aumento repentino da pressão sanguínea e da frequência cardíaca durante a operação.
- Informe seu médico se você faz uso de um tipo de medicamento para depressão ou ansiedade da classe dos “inibidores seletivos da recaptação da serotonina” (ISRS) ou dos “inibidores da recaptação da serotonina e norepinefrina” (IRSN).
- Informe seu médico se você faz uso de um tipo de medicamento chamado antipsicótico.
Interação com alimentos Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) pode ser administrado com ou sem alimentos.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) apresenta prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação, devendo ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30°C), protegido da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
18 mg: Comprimidos revestidos circulares, biconvexos, lisos e de cor amarela.
36 mg: Comprimidos revestidos circulares, biconvexos, lisos e de cor branca.
54 mg: Comprimidos revestidos circulares, biconvexos, lisos e de cor rosa escuro.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é formulado para liberar 100% do seu princípio ativo, cloridrato de metilfenidato, de uma maneira controlada, por um período de 10 horas. Na primeira hora, 22% do Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é liberado, seguido por uma taxa de liberação ascendente até que 100% do Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) seja liberado após 10 horas.
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser administrado por via oral, uma vez ao dia. Os comprimidos de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) devem ser deglutidos inteiros, pela manhã, com água, leite ou suco, antes ou após a refeição e não devem ser mastigados, partidos ou esmagados.
Em função de seu mecanismo de liberação controlada, Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) só deve ser utilizado por pacientes capazes de deglutir o comprimido inteiro. O medicamento é contido em um invólucro não absorvível que não se dissolve totalmente após a liberação completa do princípio ativo e, algumas vezes, pode ser observado nas fezes.
O médico decidirá qual a dose de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é mais apropriada para você. A dose será ajustada em aumentos de 18 mg até o máximo de 54 mg/dia, em dose única diária pela manhã para crianças com idade entre 6-12 anos e até o máximo de 72 mg/dia para adolescentes e adultos. Em geral, o aumento da dose pode ser realizado em intervalos de aproximadamente 1 semana.
Pacientes que não estejam em uso de metilfenidato Se você não estiver tomando outro medicamento contendo metilfenidato ou estiver tomando outros medicamentos estimulantes, a dose inicial de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) recomendada é de 18 mg, uma vez ao dia para crianças e adolescentes e 18 ou 36 mg, uma vez ao dia para adultos.
Pacientes em tratamento com metilfenidato Se você já estiver tomando 5 mg cloridrato de metilfenidato duas ou três vezes ao dia, a dose diária recomendada de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é de 18 mg.
Se você já estiver tomando 10 mg de cloridrato de metilfenidato duas ou três vezes ao dia, a dose diária recomendada de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é de 36 mg. Em alguns casos, o médico pode definir que 54 mg pode ser uma dose apropriada para você.
Se você estiver tomado metilfenidato em doses diferentes das mencionadas acima, seu médico definirá a dose de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) que melhor se aplica ao seu quadro clínico.
A dose diária máxima de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é 54 mg para crianças entre 6-12 anos e 72 mg para adolescentes e adultos Tratamento prolongado/de manutenção O uso prolongado do metilfenidato (mais de 4 semanas) não foi sistematicamente avaliado em estudos controlados. Se o médico julgar necessário, você poderá tomar Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) por tempo mais prolongado. Neste caso, ele poderá suspender o medicamento de tempos em tempos a fim de avaliar a melhora dos sintomas que você apresentava.
Substituição de um produto de liberação prolongada de metilfenidato para outro O perfil de eficácia e tolerabilidade de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) durante o período de dosagem é determinado pelo perfil de liberação específica do produto. Outras formulações de liberação prolongada de metilfenidato com diferentes perfis de liberação podem apresentar diferentes perfis de eficácia e tolerabilidade. Se houver a substituição de um produto de liberação prolongada de metilfenidato para outro, recomenda-se que esta substituição seja realizada apenas com supervisão médica adicional.
Redução ou Descontinuação da Dose Se ocorrer exacerbação paradoxal de sintomas ou outros eventos adversos, a dose deve ser reduzida, ou, se necessário, o medicamento deve ser descontinuado.
Populações especiais Uso em crianças (menor que 6 anos de idade) Cloridrato de metilfenidato não deve ser usado em crianças menores de 6 anos.
Uso em idosos (acima de 65 anos de idade) O uso de cloridrato de metilfenidato em idosos acima de 65 anos de idade não foi avaliado em ensaios clínicos controlados.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Não tome o dobro da dose para compensar a dose esquecida. Se você ou sua criança esqueceu de tomar uma dose, aguarde até que seja a hora de tomar a próxima dose.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Dados clínicos A seguir listamos as reações adversas observadas em estudos clínicos com frequência ≥ 1% em pacientes pediátricos e adultos.
Pacientes Pediátricos Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Infecções e Infestações: nasofaringite [infecção do nariz e garganta (resfriado)].
Distúrbios Psiquiátricos: insônia a (dificuldade para dormir).
Distúrbios do Sistema Nervoso: tontura.
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino: tosse e dor orofaríngea (dor de garganta).
Distúrbio Gastrointestinal: dor abdominal superior (dor no estômago), vômito.
Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração: pirexia (febre). a Os termos “insônia inicial” e “insônia” estão combinados como “insônia”.
A gravidade da maioria das reações adversas foi de leve a moderada.
Adultos Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição: diminuição do apetite.
Distúrbios Psiquiátricos: insônia.
Distúrbios do Sistema Nervoso: cefaleia (dor de cabeça).
Distúrbios Gastrointestinais: boca seca, náusea (enjoo).
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Infecções e Infestações: infecção do trato respiratório superior, sinusite.
Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição: anorexia (perda do apetite).
Distúrbios Psiquiátricos: ansiedade, insônia inicial, humor depressivo, inquietação, agitação, nervosismo, bruxismo (ranger e apertar os dentes), depressão, labilidade do afeto (mudanças rápidas e extremas na expressão das emoções), diminuição da libido a (redução no interesse sexual), ataques de pânico, tensão, agressividade, estado confusional (sentir-se confuso).
Distúrbios do Sistema Nervoso: tontura, tremor, parestesia (sensação de formigamento na pele), cefaleia tensional (dor de cabeça tensional).
Distúrbios Oculares: distúrbios da acomodação visual, visão embaçada.
Distúrbios do Labirinto e da Audição: vertigem.
Distúrbios Cardíacos: taquicardia (coração acelerado), palpitação (sensação de batimento cardíaco acelerado ou descompassado).
Distúrbios Vasculares: hipertensão (pressão alta), ondas de calor.
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino: dor orofaríngea, tosse, dispneia (falta de ar).
Distúrbios Gastrointestinais: dispepsia (indigestão), vômito, constipação (prisão de ventre).
Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo: hiperidrose (suor excessivo).
Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conectivo: rigidez muscular, espasmo muscular (contração involuntária de um músculo).
Distúrbios do Sistema Reprodutor e das Mamas: disfunção erétil (dificuldade de ereção).
Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração: irritabilidade, fadiga (cansaço), sede, astenia.
Investigações: perda de peso, aumento da frequência cardíaca, aumento da pressão sanguínea, aumento da alanina aminotransferase (enzima do fígado). a A reação adversa “Diminuição da libido” inclui o termo preferencial “Perda da libido”.
A gravidade da maioria das reações adversas foi de leve a moderada.
As seguintes reações adversas foram relatadas em outros estudos clínicos em pacientes adultos e pediátricos:
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios Psiquiátricos: tique (movimentos ou sons que você não pode controlar), oscilação de humor.
Distúrbios do Sistema Nervoso: sonolência.
Distúrbios Gastrointestinais: diarreia, desconforto abdominal, dor abdominal.
Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo: erupção cutânea.
Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração: tensão emocional.
A gravidade da maioria das reações adversas foi de leve a moderada.
A seguir listamos as reações adversas observadas em estudos clínicos com frequência < 1% em pacientes pediátricos e adultos.
Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático: leucopenia (diminuição das células brancas do sangue).
Distúrbios Psiquiátricos: raiva, distúrbios do sono, hipervigilância, pranto, humor alterado.
Distúrbios do Sistema Nervoso: hiperatividade psicomotora (estado de extrema inquietação), sedação, letargia (estado geral de lentidão, desatenção ou desinteresse com um quadro de cansaço).
Distúrbios Oculares: olhos secos.
Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo: erupção cutânea macular (erupção na pele com áreas vermelhas).
Investigações: sopro cardíaco.
A gravidade da maioria das reações adversas foi de leve a moderada.
Dados de pós-comercialização As reações adversas inicialmente identificadas como reações adversas durante a experiência de pós comercialização com Cloridrato de metilfenidato estão descritas a seguir (as reações adversas estão apresentadas por frequência da categoria baseada nas taxas de relatos espontâneos).
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do Sistema Imunológico: reações de hipersensibilidade (alergia) como angioedema (reação alérgica grave que pode causar inchaço no rosto, lábios, boca, língua ou garganta (o que pode levar à dificuldade em engolir ou respirar)), reações anafiláticas (reação aguda grave que compromete a garganta), edema auricular (orelha inchada), condições bolhosas, condições esfoliativas, urticária (prurido), prurido não classificado em outra parte, erupções cutâneas, erupções e exantemas (erupção cutânea vermelha) não classificados em outra parte.
Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração: diminuição da resposta terapêutica.
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do Sistema Sanguíneo e Linfático: pancitopenia (diminuição de todos os tipos de células sanguíneas), trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas sanguíneas), púrpura trombocitopênica (manchas vermelhas ou roxas na pele, causadas por um problema de coagulação do sangue).
Distúrbios Psiquiátricos: desorientação, alucinação, alucinação auditiva (ouvir coisas que não estão presentes), alucinação visual (ver coisas que não estão presentes), mania, logorreia (falar muito e sem sentido), distúrbios da libido a, transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) (incluindo desejo irresistível de arrancar pelos do corpo, ter repetidos pensamentos, sentimentos, imagens ou impulsos indesejados em sua mente (pensamentos obsessivos), realizar comportamentos ou rituais mentais repetidos (compulsões)).
Distúrbios do Sistema Nervoso: convulsão, convulsão do tipo Grande Mal (convulsão), distúrbio cerebrovascular (incluindo vasculite cerebral, hemorragia cerebral, arterite cerebral, oclusão vascular cerebral), problema nos vasos sanguíneos do cérebro (como vasos sanguíneos inflamados, derrame cerebral causado por um vaso sanguíneo rompido ou fornecimento de sangue bloqueado ao cérebro), discinesia (movimentos lentos ou fortes que você não pode controlar).
Distúrbios Oculares: diplopia (visão dupla), midríase (pupilas dilatadas), insuficiência visual.
Distúrbios Cardíacos: Angina Pectoris (desconforto no tórax, muitas vezes provocado pela atividade física), bradicardia (batimento cardíaco lento), extrassístoles (arritmia cardíaca causada por batimentos extras do coração), taquicardia supraventricular (batimento acelerado do coração), extrassístole ventricular.
Distúrbios Vasculares: fenômeno de Raynaud (mudanças na cor da pele (branca, azul e vermelha), geralmente nos dedos das mãos e dos pés, quando ficam muito frios.
Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino: epistaxe (sangramento do nariz).
Distúrbios Hepatobiliares: aumento da fosfatase alcalina sérica (enzima do fígado), aumento da bilirrubina sanguínea (substância amarela encontrada na bile), aumento das enzimas hepáticas (do fígado), lesão hepatocelular (lesão no fígado), insuficiência hepática aguda.
Distúrbios da Pele e Tecidos Subcutâneos: alopecia (perda de cabelo), eritema (vermelhidão na pele).
Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo: artralgia (dor nas articulações), mialgia (dor nos músculos), contrações musculares, trismo (contração da musculatura da mandíbula).
Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas: priapismo (ereção persistente e dolorosa no pênis), ginecomastia (aumento do tamanho das mamas em meninos ou homens).
Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração: dor no peito, desconforto peitoral, diminuição da resposta ao fármaco (diminuição do efeito do medicamento), hiperpirexia (febre alta).
Investigações: diminuição da contagem de plaquetas, contagem anormal dos glóbulos brancos. a A reação adversa “distúrbios da libido” inclui termos além daqueles associados à diminuição da libido.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Sinais e sintomas A ingestão de uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento pode provocar: vômito, agitação, contrações musculares, convulsões, crise do tipo Grande Mal, estado confusional, alucinações (auditiva e/ou visual), suor excessivo, dor de cabeça, febre, batimento rápido do coração, palpitações, aumento da frequência do coração, arritmia sinusal, hipertensão arterial, dilatação da pupila e boca seca.
Tratamento O tratamento consiste em medidas adequadas de suporte. O paciente deve ser protegido contra automutilação e de estímulos externos que possam agravar a hiperestimulação já existente. A eficácia do carvão ativado não foi estabelecida. Monitoração em terapia intensiva deve ser adotada para manter a circulação e a respiração adequadas. Procedimentos de resfriamento externo podem ser necessários para controlar a hipertermia.
A eficácia da diálise peritoneal ou hemodiálise extracorpórea não está estabelecida para o tratamento de superdose de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato).
A liberação prolongada de metilfenidato dos comprimidos de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser considerada ao se tratarem pacientes que ingeriram dose excessiva do medicamento.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS 1.2214.0125 Farm. Resp.: Henrique de Mello Pauli CRF-SP n° 47.112 Fabricado por:
Monte Verde S.A., Departamento de Pocito – Argentina Embalado por:
Monte Verde S.A., Departamento de Pocito – Argentina Adium Pharma S.A Montevidéu - Uruguai Importado por:
Adium S.A.
Rodovia Vereador Abel Fabrício Dias, 3400 Pindamonhangaba- SP
Cnpj 55.980.684/0001-27
SAC: 0800 016 6575 www.adium.com.br
Venda sob prescrição médica.
Atenção: pode causar dependência física ou psíquica.
VP 0057/06
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) Comprimido revestido de liberação prolongada 18 mg, 36 mg e 54 mg
CONSIV ® (cloridrato de metilfenidato)
Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência
Apresentações
Comprimidos revestidos de liberação prolongada.
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) 18 mg, 36 mg e 54 mg é apresentado em embalagens contendo 30 comprimidos.
Uso oral
Uso adulto e pediátrico acima de 6 anos
Composição
Cada comprimido revestido de liberação prolongada contém: cloridrato de metilfenidato .......................................................18 mg* Excipientes: lactose, hipromelose, celulose microcristalina, macrogol, ácido succínico, povidona, ácido esteárico, etilcelulose, hidróxido de amônio, ácido oleico, triglicerídeos de cadeia média, dióxido de titânio, polissorbato 80, ácido fosfórico e óxido de ferro amarelo.
*equivalente a 15,57 mg de metilfenidato. cloridrato de metilfenidato .......................................................36 mg* Excipientes: lactose, hipromelose, celulose microcristalina, macrogol, ácido succínico, povidona, ácido esteárico, etilcelulose, hidróxido de amônio, ácido oleico, triglicerídeos de cadeia média, dióxido de titânio, polissorbato 80 e ácido fosfórico.
*equivalente a 31,13 mg de metilfenidato. cloridrato de metilfenidato .......................................................54 mg* Excipientes: lactose, hipromelose, celulose microcristalina, macrogol, ácido succínico, povidona, ácido esteárico, etilcelulose, hidróxido de amônio, ácido oleico, triglicerídeos de cadeia média, dióxido de titânio, polissorbato 80, ácido fosfórico e óxido de ferro vermelho.
*equivalente a 46,70 mg de metilfenidato.
Indicações
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é indicado para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). A eficácia de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) no tratamento do TDAH foi estabelecida em ensaios clínicos controlados de crianças e adolescentes com idade entre 6 e 17 anos e adultos com idade entre 18 e 65 anos que preenchiam os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatística, 4ª edição (DSM-IV) para TDAH.
Resultados de eficácia
O cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada mostrou-se eficaz no tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) em quatro estudos randomizados, duplo-cegos, controlados com placebo em crianças, adolescentes e dois estudos, duplo-cegos, controlados com placebo em adultos que preencheram os critérios do Manual de Diagnóstico e Estatística, 4ª edição (DSM-IV) para TDAH.
Crianças Três estudos duplo-cegos, controlados com placebo e com ativo foram conduzidos em 416 crianças com idade entre 6 e 12 anos. Os estudos controlados compararam o cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada administrado uma vez ao dia (18, 36 ou 54 mg), metilfenidato administrado três vezes ao dia ao longo de 12 horas (15, 30 ou 45 mg – dose total diária) e placebo em dois estudos unicêntricos, cruzados, de três semanas (Estudos 1 e 2) e em um estudo multicêntrico de 4 semanas e comparados com grupo paralelo (Estudo 3). A comparação primária de interesse em todos os três estudos foi medicamento de referência do comprimido revestido de liberação prolongada versus placebo.
Nos Estudos 1, 2 e 3, os sintomas de TDAH foram avaliados pelos professores das escolas da comunidade usando a escala de Conners para falta de atenção/hiperatividade com agressão (IOWA). Foi demonstrada redução significante na subescala de falta de atenção/hiperatividade no grupo de tratamento versus placebo entre os três estudos controlados para o medicamento de referência.
As pontuações do medicamento de referência do comprimido revestido de liberação prolongada e placebo para os três estudos são apresentadas na Figura 1.
Figura 1 - Média dos professores das escolas da comunidade IOAW Conners nas pontuações de Falta de Atenção/Hiperatividade com medicamento de referência do comprimido revestido de liberação prolongada de cloridrato de metilfenidato Nos Estudos 1 e 2 os sintomas de TDAH foram avaliados pelos professores da escola de laboratório, usando a escala da escola de laboratório SKAMP (Swanson, Kotkin, Agler, M-Flynn and Pelham). Os resultados combinados a partir destes dois estudos, demonstraram melhoras estatisticamente significativas na atenção e no comportamento dos pacientes tratados com o medicamento de referência do comprimido revestido de liberação prolongada de cloridrato de metilfenidato versus placebo. A Figura 2 apresenta a classificação SKAMP do professor da escola para o medicamento de referência do comprimido revestido de liberação prolongada de cloridrato de metilfenidato e placebo.
Figura 2 - Classificação do professor da escola laboratorial SKAMP: média (EPM - Erro Padrão da Médio) da Pontuação de Atenção Combinada (Estudos 1 e 2) Adolescentes Em um estudo randomizado, duplo-cego, multicêntrico, controlado por placebo (Estudo 4), envolvendo 177 pacientes, o comprimido revestido de liberação prolongada de cloridrato de metilfenidato mostrou-se eficaz no tratamento de TDAH e foi bem tolerado em adolescentes com idade entre 13 e 18 anos em doses de até 72 mg/dia (1,4 mg/kg/dia). Dos 220 pacientes que entraram na fase aberta de 4 semanas de titulação da dose, 177 foram titulados para uma dose individual (máximo de 72 mg/dia) com base no alcance de critérios específicos de melhora na Escala de Avaliação de TDAH e na Avaliação Global de Efetividade, com tolerabilidade aceitável. Os pacientes que preencheram estes critérios foram então randomizados para receber a sua dose individualizada do comprimido revestido de liberação prolongada de cloridrato de metilfenidato (18-72 mg/dia, n=87) ou placebo (n=90) durante uma fase duplo-cega de duas semanas. Ao final desta fase, a média das pontuações para classificação atribuída pelo investigador na Escala de Avaliação de TDAH demonstrou que o comprimido revestido de liberação prolongada de cloridrato de metilfenidato apresentou superioridade significante em relação ao placebo.
Adultos Dois estudos duplo-cegos, controlados por placebo foram conduzidos em 627 adultos com idade entre 18 e 65 anos. Os estudos controlados compararam cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada administrado uma vez ao dia e placebo em um estudo de titulação da dose, multicêntrico, de grupo paralelo, de 7 semanas (Estudo 5) (36 a 108 mg/dia) e em um estudo de dose fixa, multicêntrico, de grupo paralelo, de 5 semanas (Estudo 6) (18, 36 e 72 mg/dia).
O Estudo 5 demonstrou a eficácia de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada no tratamento de TDAH em adultos de 18 a 65 anos de idade, nas doses de 36 mg/dia a 108 mg/dia, com base na variação na Escala de Avaliação de TDAH (AISRS) pelo investigador, da condição de base para a visita final do estudo.
Dos 226 pacientes que entraram no estudo de 7 semanas, 110 foram randomizados para cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada e 116 foram randomizados para placebo. O tratamento foi iniciado com 36 mg/dia e os pacientes continuaram com aumentos incrementais de 18 mg/dia (36 a 108 mg/dia) 5 com base no alcance de critérios de melhora específicos com tolerabilidade aceitável. Na visita final do estudo, a variação média das pontuações (método dos mínimos quadrados, erro padrão da média) para a avaliação do investigador na AISRS demonstrou que o comprimido revestido de liberação prolongada de cloridrato de metilfenidato apresentou superioridade estatisticamente significante em relação ao placebo.
O Estudo 6, multicêntrico, duplo-cego, randomizado, controlado com placebo, (5 semanas de duração) com 3 grupos fixos de dose (18, 36, e 72 mg). Os pacientes foram randomizados para receber cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada administrado em doses de 18 mg (n=101), 36 mg (n=102), 72 mg/dia (n=102), ou placebo (n=96). Todas as três doses de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada tiveram superioridade estatisticamente significativa mais efetiva em relação ao placebo na melhora das pontuações totais de CAARS (Escala de Avaliação de Connor para TDAH em Adultos) na pontuação total de duplo-cego e de desfecho em indivíduos adultos com TDAH.
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Características farmacológicas
Farmacodinâmica O cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada é um estimulante do sistema nervoso central. O mecanismo de ação terapêutica no Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) não é conhecido. Acredita-se que o metilfenidato bloqueia a recaptação de norepinefrina e dopamina no neurônio pré-sináptico e aumenta a liberação destas monoaminas no espaço extraneuronal. O metilfenidato é uma mistura racêmica composta por isômeros d e l. O isômero d tem atividade farmacológica maior que o isômero l.
O efeito é observado até 12 horas após a administração.
Farmacocinética
- Absorção O metilfenidato é rapidamente absorvido. Após a administração oral de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada a adultos, a concentração plasmática de metilfenidato aumenta rapidamente, atingindo um pico inicial em cerca de 1-2 horas, e continua a aumentar, gradualmente, nas horas subsequentes. A concentração plasmática máxima é atingida em cerca de 6 a 8 horas, após o que se inicia uma redução gradual do nível plasmático de metilfenidato. A administração de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em dose única diária minimiza as flutuações entre as concentrações plasmáticas de pico e vale associadas com o metilfenidato de liberação imediata administrado 3 vezes ao dia - vide concentração plasmática média versus perfis de tempo na Figura 3.
A biodisponibilidade relativa de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em dose única diária é comparável à do metilfenidato administrado 3 vezes ao dia, em adultos.
Figura 3 – Concentrações plasmáticas médias de metilfenidato em 36 adultos, após uma dose única de 18 mg de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada uma vez ao dia, e metilfenidato de liberação imediata de 5 mg três vezes ao dia administradas a cada 4 horas.
Os parâmetros farmacocinéticos médios em 36 adultos após a administração do medicamento de referência do comprimido revestido de liberação prolongada de cloridrato de metilfenidato 18 mg uma vez ao dia e cloridrato de metilfenidato 5 mg três vezes ao dia estão resumidos na Tabela 1.
Tabela 1: Parâmetros Farmacocinéticos (Média + DP) Parâmetros cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada (18 mg uma vez/dia) (n=36) cloridrato de metilfenidato (5 mg três vezes/dia) (n=35) Cmáx (ng/mL) 3,7 ± 1,0 4,2 ± 1,0 Tmáx (h) 6,8 ± 1,8 6,5 ± 1,8 ASCinf (ng.h/mL) 41,8 ± 13,9 38,0 ± 11,0 T 1/2 (h) 3,5 ± 0,4 3,0 ± 0,5 Não foram observadas diferenças na farmacocinética do comprimido revestido de liberação prolongada de cloridrato de metilfenidato após administração única ou repetida da dose única diária, indicando não haver acúmulo significativo do fármaco. A área sob a curva de concentração plasmática (ASC) e a meia-vida de eliminação (t1/2) após administração repetida da dose única diária são semelhantes às observadas após a primeira dose do cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada.
- Proporcionalidade à dose Após a administração de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em dose única de 18, 36 e 54 mg/dia a adultos sadios, a Cmáx e a ASCinf do metilfenidato foram proporcionais à dose, enquanto a Cmáx e a ASCinf do d-metilfenidato aumentaram desproporcionalmente em relação à dose. Após a administração de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada, as concentrações plasmáticas do isômero l foram aproximadamente 1/40 das concentrações plasmáticas do isômero d.
Em adultos sadios, a administração única e múltipla da dose única diária de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada variando de 54 a 144 mg/dia resultou em aumentos na Cmáx e na ASCinf lineares e proporcionais à dose para o metilfenidato total e seu principal metabólito, o ácido alfa-fenil-piperidino acético (PPAA). A dose única, a depuração no estado de equilíbrio (dia 4) e os parâmetros de meia-vida foram semelhantes, indicando que não houve dependência do tempo na farmacocinética do metilfenidato. A relação de metabólito (PPAA) para o fármaco de origem (metilfenidato) foi constante ao longo das doses de 54 a 144 mg/dia, tanto após uma dose única e com doses múltiplas.
Em um estudo de doses múltiplas em pacientes adolescentes com TDAH com idade entre 13 e 16 anos tomando de 18 a 72 mg/dia de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada, Cmáx média e ASC durante um intervalo de dose do d-isômero e de metilfenidato total aumentaram proporcionalmente em relação à dose.
- Distribuição Em adultos, as concentrações plasmáticas de metilfenidato declinam biexponencialmente após a administração oral. A meia-vida do metilfenidato em adultos após administração oral de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada é de aproximadamente 3,5 horas.
- Metabolismo Em humanos, o metilfenidato é essencialmente metabolizado por desesterificação, transformando-se em ácido alfa-fenil-piperidino acético (PPAA), que tem pouca ou nenhuma atividade farmacológica. Em adultos, o metabolismo de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada, administrado em dose única diária, avaliado pela transformação em PPAA, é semelhante à do metilfenidato de liberação imediata, administrado 3 vezes ao dia. O metabolismo de doses únicas ou repetidas de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada uma vez ao dia é semelhante.
- Eliminação Após administração oral de metilfenidato marcado com radioisótopo em humanos, cerca de 90% da radioatividade foi recuperada na urina. O principal metabólito urinário foi o PPA, correspondendo a aproximadamente 80% da dose do composto precursor.
- Efeito de alimentos Em pacientes, não houve diferença na atividade quer farmacodinâmica quer farmacocinética do cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada quando administrado após uma refeição com elevado teor de gordura. Não há evidência de alteração da absorção na presença ou ausência de alimentos.
- Efeito do álcool Um estudo “in vitro” foi conduzido para explorar o efeito do álcool nas características de liberação do metilfenidato a partir dos comprimidos com a concentração de 18 mg de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada. Em uma concentração de álcool de até 40% não houve aumento na liberação de metilfenidato na primeira hora. Os resultados com os comprimidos de concentração de 18 mg são considerados representativos para todos os comprimidos das outras concentrações.
- Populações especiais Sexo: em adultos normais, a média dos valores da área sob a curva ASCinf de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada ajustados pela dose foram de 36,7 ng.h/mL em homens e de 37,1 ng.h/mL em mulheres, sem diferença detectável entre os dois grupos.
Raça: em adultos em uso de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada, a área sob a curva ASCinf ajustada pela dose foi consistente entre grupos étnicos.
Entretanto, o tamanho da amostra pode ter sido insuficiente para detectar variações étnicas na farmacocinética.
Idade: a farmacocinética de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada não foi estudada em crianças com idade inferior a 6 anos.
- Insuficiência renal Não há experiência com o uso de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em pacientes com insuficiência renal. Após a administração oral de metilfenidato marcado com radioisótopos em humanos, o metilfenidato foi extensamente metabolizado e cerca de 80% da radioatividade foi excretada na urina na forma de PPAA. Como a depuração renal não é uma via importante de depuração plasmática do metilfenidato, espera-se que a insuficiência renal tenha pouco efeito na farmacocinética de Cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada.
- Insuficiência hepática Não há experiência com o uso de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em pacientes com insuficiência hepática.
Estudos pré-clínicos Em um estudo de carcinogenicidade por toda a vida, conduzido em camundongos, o cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada provocou um aumento em adenomas hepatocelulares, e apenas em machos, um aumento em hepatoblastomas na dose diária de aproximadamente 60 mg/kg/dia. Esta dose é consideravelmente mais alta que a dose recomendada para humanos em mg/kg. Hepatoblastoma é um tipo de tumor maligno relativamente raro em roedores.
Não houve aumento no total de tumores hepáticos malignos. A linhagem de camundongo usada é sensível ao desenvolvimento de tumores hepáticos e a significância destes resultados para seres humanos é desconhecida. Um estudo similar por toda a vida, conduzido em ratos, na dose de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada de até 45 mg/kg/dia não mostrou evidência de carcinogenicidade.
Em um estudo de 24 semanas na linhagem p53+/- de camundongo transgênico não houve evidência de carcinogenicidade nas doses de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada de até 74 mg/kg/dia.
Não foram observados eventos adversos toxicológicos em dois estudos separados de 30 dias em cães com administração oral de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em doses de até 72 mg/dia (até 8,6 mg/kg/dia) e 144 mg/dia (até 22 mg/kg/dia), respectivamente.
O metilfenidato não foi mutagênico no teste de Ames “in vitro” de mutações reversas ou no teste de mutação antecipada de célula de linfoma de camundongo “in vitro”. Trocas de cromátides irmãs e aberrações cromossômicas estavam aumentadas em um teste “in vitro” em cultivo de células ovarianas de camundongo chinês (Chinese Hamster). O metilfenidato foi negativo “in vivo” no teste de micronúcleo de medula óssea de camundongo.
Contraindicações
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é contraindicado:
- Em pacientes com ansiedade, tensão e agitação acentuadas, pois pode agravar estes sintomas.
- Em pacientes com hipersensibilidade conhecida ao metilfenidato ou a outros componentes da fórmula do produto.
- Em pacientes com glaucoma.
- Durante tratamento com inibidores da monoaminoxidase (IMAOs) e, também, durante um período mínimo de 14 dias após a descontinuação do inibidor do IMAO (pode ocorrer crise hipertensiva) (vide “Interações Medicamentosas”).
Advertências e precauções
Anormalidades cardíacas estruturais Embora uma relação causal não tenha sido estabelecida, mortes súbitas foram relatadas em pacientes com anormalidades cardíacas estruturais tratados com medicamentos de efeito estimulante usados no tratamento do TDAH. Estes tratamentos devem ser usados com cautela em pacientes com anormalidades cardíacas estruturais.
Pacientes menores de 6 anos de idade Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser usado em crianças com menos de 6 anos de idade. Não há ainda dados suficientes disponíveis sobre a segurança de uso de longo prazo do metilfenidato.
Tiques motores e verbais, e agravamento da Síndrome de Tourette Estimulantes do sistema nervoso central, incluindo o metilfenidato, têm sido associados com início ou exacerbação de tiques motores e verbais. O agravamento da Síndrome de Tourette também tem sido relatado.
Recomenda-se que o histórico familiar seja avaliado e que o paciente seja clinicamente avaliado para tiques ou Síndrome de Tourette, antes de iniciar o metilfenidato. O acompanhamento regular para o surgimento ou agravamento de tiques ou Síndrome de Tourette durante o tratamento com metilfenidato é recomendado em cada ajuste de dose e a cada visita. O tratamento deve ser interrompido, se clinicamente apropriado.
Uso prolongado Embora uma relação causal não esteja estabelecida, redução no crescimento (ganho ponderal e/ou estatural) tem sido relatada com o uso prolongado de estimulantes em crianças. Portanto, pacientes que necessitem tratamento de longo prazo devem ser cuidadosamente monitorados. Crianças que não estejam crescendo ou ganhando peso conforme o esperado devem ter o tratamento interrompido.
Aumento da pressão intraocular e glaucoma Há relatos de uma elevação transitória da pressão intraocular (PIO) associada ao tratamento com metilfenidato. Recomenda-se prescreve-lo a pacientes com glaucoma de ângulo aberto ou aumento anormal da PIO somente se o benefício do tratamento for considerado superior ao risco. Os pacientes com histórico de aumento anormal da PIO ou glaucoma de ângulo aberto, e pacientes em risco de glaucoma de ângulo fechado agudo (por exemplo, pacientes com hipermetropia significativa) devem ser rigorosamente monitorados.
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não é recomendado a pacientes com glaucoma de ângulo fechado agudo.
Administração da dose Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser deglutido inteiro, com auxílio de líquidos. Os comprimidos não devem ser mastigados, partidos ou esmagados. O medicamento é contido em um invólucro não absorvível, projetado para liberar o fármaco de maneira controlada. O invólucro do comprimido, juntamente aos componentes insolúveis de seu núcleo, é eliminado do organismo. Os pacientes não devem se preocupar se, ocasionalmente, notarem nas fezes algo que se assemelhe a um comprimido.
Como o comprimido de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não sofre alteração significante de sua forma no trato gastrointestinal, Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser administrado a pacientes com estenose gastrointestinal grave pré-existente (patológica ou iatrogênica) ou em pacientes com disfagia ou dificuldade de deglutição significativa. Têm ocorrido relatos raros de sintomas obstrutivos relacionados à ingestão de fármacos em formulações não-deformáveis de liberação controlada em pacientes com estenose conhecida. Em razão do mecanismo de liberação controlada do medicamento, Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) só deve ser utilizado em pacientes capazes de deglutir o comprimido inteiro.
Uso em outras indicações Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser usado para tratar depressão grave e/ou prevenir ou tratar estados normais de fadiga.
Sintomas psicóticos ou maníacos Sintomas psicóticos (alucinações) ou maníacos foram relatados em pacientes sem histórico de psicose ou mania durante o tratamento com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada nas doses usuais. Se tais sintomas ocorrerem, Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser considerado em uma possível relação causal e a descontinuação do produto pode ser apropriada (vide “Reações Adversas”).
Agressividade, ansiedade e agitação Comportamento agressivo, ansiedade acentuada ou agitação são frequentemente observados em pacientes com TDAH e foram relatados em pacientes tratados com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada (vide “Reações Adversas”). Em alguns pacientes a ansiedade levou à descontinuação de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada. Recomenda-se monitorar os pacientes no início do tratamento com Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) em relação ao aparecimento ou agravamento de comportamento agressivo, ansiedade acentuada ou agitação.
Priapismo Ereções dolorosas e prolongadas requisitando atenção médica imediata (às vezes, incluindo intervenção cirúrgica) têm sido relatadas com produtos com metilfenidato, tanto em pacientes adultos (vide “Reações Adversas”) como nos pediátricos. O priapismo pode se desenvolver após certo tempo com uso de metilfenidato, frequentemente após um aumento de dose. O priapismo também surgiu durante um período de retirada de metilfenidato (interrupções programadas ou durante a descontinuação). Os pacientes que desenvolverem ereções anormais sustentadas ou frequentes e ereções dolorosas devem procurar atendimento médico imediatamente.
Distúrbios cerebrovasculares Foram relatados distúrbios cerebrovasculares (incluindo vasculite cerebral e hemorragia cerebral) com o uso de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada (vide “Reações adversas”). Durante a terapia com Consiv ® (cloridrato de metilfenidato), considerar distúrbios cerebrovasculares como um possível diagnóstico em qualquer paciente que desenvolva novos sintomas neurológicos consistentes com isquemia cerebral. Estes sintomas podem incluir dor de cabeça severa, fraqueza ou paralisia unilateral e comprometimento da coordenação, visão, fala, linguagem ou memória. Interromper o uso de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) imediatamente se suspeitar de distúrbio cerebrovascular durante o tratamento. O diagnóstico precoce pode orientar o tratamento subsequente. Em pacientes com distúrbios cerebrovasculares pré-existentes (por exemplo, aneurisma, malformações/anomalias vasculares), o tratamento com Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não é recomendado.
Condições que necessitam cautela Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser administrado com cautela nas seguintes condições:
- Pacientes psicóticos: a experiência clínica sugere que a administração de metilfenidato a pacientes psicóticos pode exacerbar sintomas de alteração do comportamento e distúrbio do pensamento.
- Condições médicas subjacentes que podem ser comprometidas por aumentos na pressão arterial ou na frequência cardíaca: em estudos clínicos em crianças, tanto cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada como o metilfenidato de liberação imediata aumentaram a frequência de pulso em repouso, em média em 2-6 bpm, e produziram aumentos médios de 1-4 mmHg na pressão sistólica e diastólica durante o dia, em comparação ao placebo. Em estudos clínicos controlados com placebo em adultos, foi observado aumento na média da frequência de pulso em repouso de aproximadamente 4-6 bpm com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada no ponto de desfecho versus a variação de aproximadamente –2 a 3 bpm com o placebo. Alterações na média da pressão arterial no ponto de desfecho variaram de aproximadamente de –1 a 1 mmHg (sístólica) e 0 a 1 mmHg (diastólica) para cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada e de –1 a 1 mmHg (sistólica) e –2 a 0 mmHg (diastólica) para o placebo. Portanto, recomenda-se cautela no tratamento de pacientes cuja condição médica subjacente possa ser comprometida por aumento da pressão arterial ou da frequência cardíaca. A pressão arterial e a frequência cardíaca devem ser monitoradas regularmente em pacientes em uso de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato), especialmente naqueles com hipertensão.
- Histórico de dependência de drogas ou alcoolismo: Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser administrado com cautela em pacientes com história de dependência de drogas ou alcoolismo. O uso abusivo crônico pode levar à tolerância acentuada e dependência psicológica, com graus variáveis de alteração do comportamento. Episódios psicóticos francos podem ocorrer, especialmente com abuso por via parenteral. Supervisão cuidadosa é necessária durante a retirada do uso abusivo, pois pode ocorrer depressão grave. A interrupção do medicamento após uso terapêutico crônico pode precipitar sintomas do transtorno subjacente, que podem necessitar acompanhamento.
Monitoramento hematológico Monitoramento hematológico periódico (hemograma completo com contagem total e diferencial de leucócitos e contagem de plaquetas) é recomendável durante o tratamento prolongado.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas.
Oriente seu paciente a não dirigir veículos ou operar máquinas até que se certifique que Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não afeta-o negativamente, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes..
Gravidez (Categoria C) Gravidez A segurança do metilfenidato para uso durante a gestação não está estabelecida. Não há estudos disponíveis sobre o uso de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) em mulheres grávidas. Portanto, Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) só deve ser usado durante a gravidez se os potenciais benefícios justificarem o potencial risco para o feto.
O uso do cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada apresentou efeitos teratogênicos em coelhos quando administrado na dose de 200 mg/kg/dia, equivalente a aproximadamente 100 vezes a dose máxima recomendada em humanos com base em mg/kg.
Não foram observados efeitos teratogênicos em ratos em doses de até 30 mg/kg/dia de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada, resultando em uma exposição sistêmica ao metilfenidato de aproximadamente 7 vezes a observada em estudos em voluntários e pacientes com a dose máxima recomendada de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada, determinada com base em dados farmacocinéticos.
Lactação O metilfenidato foi detectado no leite humano. Com base em amostras de leite de cinco mães, concentrações de metilfenidato no leite humano resultaram em doses no bebê de 0,16% a 0,7% da dosagem materna ajustada ao peso, e uma razão plasmática leite/mãe variando entre 1,1 e 2,7. Recomenda-se cautela ao se prescrever Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) para uma lactante.
Fertilidade O metilfenidato não prejudicou a fertilidade em camundongos que receberam até 160 mg/kg/dia de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em um estudo de acasalamento contínuo por 18 semanas.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser usado em pacientes em tratamento (atual ou nas 2 semanas anteriores ao início do tratamento) com inibidores da MAO (vide “Contraindicações”).
Em razão de possíveis aumentos na pressão arterial, Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser usado com cautela em associação com agentes vasopressores.
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) pode diminuir a efetividade de medicamentos usados para tratar a hipertensão. É recomendado monitorar a pressão arterial e ajustar a dose dos medicamentos anti-hipertensivos se necessário (vide “5. Advertências e Precauções - Condições médicas subjacentes que podem ser comprometidas por aumentos na pressão arterial ou na frequência cardíaca”).
Uso concomitante de anestésicos halogenados e Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) pode aumentar o risco, durante cirurgia, de aumento súbito da pressão arterial e frequência cardíaca. É recomendado evitar o uso de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) em pacientes que utilizarão anestésicos no dia da cirurgia.
Houve relatos de síndrome serotoninérgica após a coadministração de metilfenidato com medicamentos serotoninérgicos. Se for necessário o uso concomitante de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) com um medicamento serotoninérgico, é importante o reconhecimento imediato dos sintomas da síndrome serotoninérgica. Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser descontinuado o mais rapidamente possível se houver suspeita de síndrome serotoninérgica.
Como a ação predominante do metilfenidato é aumentar os níveis extracelulares de dopamina, Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) pode associar-se a interações farmacodinâmicas quando coadministrado com alguns antipsicóticos. Recomenda-se precaução em pacientes que receberem Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) e um antipsicótico, uma vez que podem surgir sintomas extrapiramidais quando estes medicamentos são administrados concomitantemente ou quando se ajusta a dose de um ou de ambos os medicamentos.
Interação com alimentos Em pacientes, não houve diferença na atividade quer farmacodinâmica quer farmacocinética de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) quando administrado após uma refeição com elevado teor de gordura. Não há evidência de alteração da absorção na presença ou ausência de alimentos.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) apresenta prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação, devendo ser armazenado em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30°C). Proteger da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
18 mg: Comprimidos revestidos circulares, biconvexos, lisos e de cor amarela.
36 mg: Comprimidos revestidos circulares, biconvexos, lisos e de cor branca.
54 mg: Comprimidos revestidos circulares, biconvexos, lisos e de cor rosa escuro.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é formulado para liberar 100% do seu princípio ativo, cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada, de uma maneira controlada, por um período de 10 horas. Na primeira hora, 22% do Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é liberado, seguido por uma taxa de liberação ascendente até que 100% do cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada seja liberado após 10 horas.
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser administrado por via oral, uma vez ao dia. Como o efeito é observado até 12 horas após a administração, o medicamento deve ser tomado pela manhã.
O comprimido deve ser deglutido inteiro com um pouco de líquido, e não deve ser mastigado, partido ou esmagado (vide “Advertências e Precauções – Administração da dose”).
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) pode ser administrado com ou sem alimentos (vide “Farmacocinética – Efeito de alimentos”). A dose deve ser individualizada de acordo com a necessidade e a resposta do paciente.
A posologia deve ser ajustada em incrementos de 18 mg até o máximo de 54 mg/dia, em dose única diária, pela manhã para crianças com idade entre 6-12 anos e de 72 mg/dia para adolescentes e adultos. Em geral, o aumento da dose pode ser realizado em intervalos de aproximadamente 1 semana.
Pacientes que não estejam em uso de metilfenidato A dose inicial de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) recomendada para pacientes que não estejam em tratamento com metilfenidato ou para pacientes em uso de outros estimulantes é de 18 mg, uma vez ao dia para crianças e adolescentes e 18 ou 36 mg, uma vez ao dia, para adultos.
Pacientes em tratamento com metilfenidato A dose diária de Consiv ® recomendada para pacientes que já estejam em uso de 5 mg de cloridrato de metilfenidato duas ou três vezes ao dia é de 18 mg. A dose diária de Consiv ® recomendada para pacientes que estejam em uso de 10 mg de cloridrato de metilfenidato duas ou três vezes ao dia é de 36 mg. Em alguns casos, 54 mg pode ser uma dose apropriada. As recomendações posológicas são baseadas na dose em uso e no julgamento clínico.
O julgamento clínico deve ser usado para selecionar a dose para pacientes que já estejam em tratamento com metilfenidato em outros regimes posológicos.
A dosagem deve ser individualizada de acordo com a resposta do paciente. A dose pode ser aumentada em 18 mg em intervalos semanais. A dose máxima diária de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) é 54 mg para crianças entre 6-12 anos e 72 mg para adolescentes e adultos.
Tratamento prolongado/de manutenção O uso prolongado do metilfenidato (mais de 4 semanas) não foi sistematicamente avaliado em estudos controlados. O médico que decidir utilizar Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) por período prolongado em pacientes com TDAH deve periodicamente reavaliar a utilidade do uso prolongado de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) para cada paciente individualmente, com testes sem a medicação para avaliar o funcionamento do paciente sem a farmacoterapia.
Substituição de um produto de liberação prolongada de metilfenidato para outro O perfil de eficácia e tolerabilidade de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) durante o período de dosagem é determinado pelo perfil de liberação específica do produto. Outras formulações de liberação prolongada de metilfenidato com diferentes perfis de liberação podem apresentar diferentes perfis de eficácia e tolerabilidade. Se houver a substituição de um produto de liberação prolongada de metilfenidato para outro, recomenda-se que esta substituição seja realizada apenas sob supervisão médica.
Redução ou descontinuação da dose Se ocorrer exacerbação paradoxal de sintomas ou outros eventos adversos, a dose deve ser reduzida, ou, se necessário, o medicamento deve ser descontinuado.
Populações especiais Uso em crianças (menor que 6 anos de idade) O uso de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em crianças com menos de 6 anos de idade não foi avaliado em estudos clínicos controlados.
Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) não deve ser usado em crianças menores de 6 anos.
Uso em idosos (acima de 65 anos de idade) O uso de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em idosos acima de 65 anos de idade não foi avaliado em ensaios clínicos controlados.
Insuficiência renal Não há experiência com o uso de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em pacientes com insuficiência renal (vide “Farmacocinética – Populações especiais, Insuficiência renal”).
Insuficiência hepática Não há experiência com o uso de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em pacientes com insuficiência hepática Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Reações adversas
Ao longo desta seção, as reações adversas são apresentadas. As reações adversas são eventos adversos que foram considerados razoavelmente associados ao uso de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada, com base em avaliação abrangente da informação disponível de evento adverso. Uma relação causal com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada não pode ser seguramente estabelecida em casos individuais. Além disso, porque os ensaios clínicos são conduzidos sob condições amplamente diferentes, as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um medicamento não podem ser diretamente comparadas com as taxas nos estudos clínicos de outro medicamento e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.
Dados de estudos clínicos Dados de estudos duplo-cegos - Relatos de reações adversas com frequência ≥ 1%.
As reações adversas relevantes para população pediátrica e adulta estão mencionadas nas tabelas de reações adversas.
Pacientes pediátricos A segurança de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada foi avaliada em 639 indivíduos (crianças e adolescentes) com TDAH que participaram de 4 estudos duplo- cegos controlados com placebo. As informações presentes nesta seção são provenientes dos dados desta pesquisa.
As reações adversas ao medicamento relatadas por > 1% das crianças e pacientes adolescentes tratados com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada nestes estudos estão na Tabela 2.
Tabela 2: Reações adversas relatadas por ≥1% das crianças e adolescentes tratados com CLORIDRATO DE METILFENIDATO DE LIBERAÇÃO PROLONGADA em 4 estudos duplo-cegos placebo controlados Sistemas/Órgãos Reação Adversa
Cloridrato de metilfenidato
DE LIBERAÇÃO PROLONGADA (n=321) % % Infecções e Infestações Nasofaringite 2,8 2,2 Distúrbios Psiquiátricos Insônia a 2,8 0,3 Distúrbios do Sistema Nervoso Tontura 1,9 0 Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino Tosse 1,9 0,9 Dor orofaríngea 1,2 0,9 Distúrbio Gastrointestinal Dor abdominal superior 6,2 3,8 Vômito 2,8 1,6 Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração Pirexia 2,2 0,9 a Os termos “insônia inicial” (Cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada = 0,6%) e “insônia” (Cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada = 2,2%) estão combinados como “insônia” A gravidade da maioria das reações adversas foi de leve a moderada.
Pacientes Adultos A segurança de cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada foi avaliada em 905 pacientes adultos com TDAH que participaram de 3 estudos duplo-cegos controlados com placebo. As informações presentes nesta seção são provenientes da análise agrupada destes estudos.
As reações adversas relatadas por ≥ 1% dos pacientes adultos tratados com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada nestes estudos estão na Tabela 3.
Tabela 3: Reações Adversas relatadas por ≥ 1% dos pacientes adultos tratados com CLORIDRATO DE METILFENIDATO DE LIBERAÇÃO PROLONGADA em 3 estudos duplo-cegos controlados com placebo Sistemas/Órgãos Reação Adversa
Cloridrato de
Metilfenidato
De liberação
PROLONGADA (n=596) % % Infecções e Infestações Infecção do trato respiratório superior 1,7 1,0 Sinusite 1,3 1,0 Distúrbios do Metabolismo e da Nutrição Diminuição do apetite 24,8 6,1 Anorexia 4,2 1,3 Distúrbios Psiquiátricos Insônia 13.,3 7,8 Ansiedade 8,4 2,9 Insônia inicial 5,7 2,6 Humor depressivo 4,4 2,6 Inquietação 4,0 0 Agitação 3,2 0,6 Nervosismo 2,3 0,6 Bruxismo 1,5 0,6 Depressão 1,5 0,6 Labilidade do afeto 1,3 0,6 Diminuição da libido a 1,5 0,6 Ataque de pânico 1,3 0,3 Tensão 1,3 0,3 Agressividade 1,2 0,6 Estado confusional 1,0 0,3 Distúrbios do Sistema Nervoso Cefaleia 24,2 18,8 Tontura 7,4 5,5 Tremor 3,4 0,6 Parestesia 1,2 0 Cefaleia tensional 1,0 0,3 Distúrbios Oculares Distúrbios da acomodação visual 1,3 0 Visão embaçada 1,3 1,0 Distúrbios do Labirinto e da Audição Vertigem 2,0 0,3 Distúrbios Cardíacos Taquicardia 6,0 0 Palpitação 4,5 0,6 Distúrbios Vasculares Hipertensão 2,2 1,6 Ondas de calor 1,3 0,6 Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino Dor orofaríngea 1,5 1,3 Tosse 1,2 1,0 Dispneia 1,2 0,6 Distúrbios Gastr ointestinais Boca seca 15,1 3,6 Náusea 14,3 4,9 Dispepsia 2,0 1,9 Vômito 1,8 0,6 Constipação 1,5 0,6 Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo Hiperidrose 5,7 1,3 Distúrbios Musculoesquelético e do Tecido Conectivo Rigidez muscular 1,3 0 Espasmo muscular 1,0 0,3 Distúrbios do Sistema Reprodutor e das Mamas Disfunção erétil 1,0 0,3 Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração Irritabilidade 5,2 2,9 Fadiga 4,7 4,2 Sede 1,8 0,6 Astenia 1,2 0 Investigações Perda de peso 8,7 3,6 Aumento da frequência cardíaca 3,0 1,9 Aumento da pressão arterial 2,5 1,9 Aumento da alanina aminotransferase 1,0 0 a A reação adversa “Diminuição da libido” inclui o termo preferencial “Perda da libido”.
A gravidade da maioria das reações adversas foi de leve a moderada.
Estudos abertos - Relatos de reações adversas com frequência ≥ 1% A segurança de cloridrato de metilfenidato foi avaliada em 3782 pacientes pediátricos e adultos com TDAH que participaram de 12 estudos abertos. As informações presentes nesta seção são provenientes dos dados agrupados destas pesquisas.
As reações adversas relatadas por > 1% dos pacientes tratados com Cloridrato de metilfenidato não listadas nas Tabelas 2 e 3 estão listadas na Tabela 4.
Tabela 4: Reações Adversas Relatadas por ≥ 1% dos pacientes tratados com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em 12 estudos clínicos abertos Sistemas/ Órgãos Reação Adversa
Cloridrato de
Metilfenidato
De liberação
PROLONGADA (n=3782) % Tique 2,0 Oscilação de humor 1,1 Distúrbios do Sistema Nervoso Sonolência 1,0 Distúrbios Gastr ointestinais Diarreia 2,4 Desconforto abdominal 1,3 Dor abdominal 1,2 Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo Erupção cutânea 1,3 Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração Tensão emocional 1,4 A gravidade da maioria das reações adversas foi de leve a moderada.
Dados de estudo duplo-cego e aberto – Relatos de reações adversas com frequência < 1% Reações adversas adicionais que ocorreram em < 1% dos pacientes pediátricos e adultos tratados com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada em estudos duplo- cegos e abertos; os dados foram listados na Tabela 5.
Tabela 5: Reações Adversas Relatadas por < 1% dos pacientes pediátricos e adultos tratados com cloridrato de metifenidato tanto nos estudos clínicos duplo-cegos quanto nos abertos.
Sistema/ Classe de Órgão Reação Adversa ao Medicamento Distúrbios do Sangue e Sistema Linfático Leucopenia Distúrbios Psiquiátricos Raiva, distúrbios do sono, hipervigilância, pranto, humor alterado Distúrbios do Sistema Nervoso Hiperatividade psicomotora, sedação, letargia Distúrbios Oculares Olhos secos Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo Erupção cutânea macular Investigações Sopro cardíaco A gravidade da maioria das reações adversas foi de leve a moderada.
Dados de pós-comercialização As reações adversas identificadas durante a experiência de pós-comercialização com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada estão descritas na Tabela 6. Nesta tabela as frequências são apresentadas de acordo com a seguinte convenção:
Muito comum ≥ (≥ ≥ (≥ ≥ (≥ ≥ (≥ Tabela 6. Reações Adversas Identificadas Durante a Experiência de Pós-comercialização com CLORIDRATO DE METILFENIDATO DE
LIBERAÇÃO PROLONGADA Sistemas/Órgão Reação Adversa Frequência de Categoria Estimada a partir de Taxas de Relatos Espontâneo Frequência de Categoria Estimada a partir de Estudos Clínicos com cloridrato de metilfenidato de liberação prolongada Distúrbios do Sangue e do Sistema Linfático Pancitopenia Muito rara Desconhecida Trombocitopenia Muito rara Desconhecida Púrpura Trombocitopênica Muito rara Desconhecida Distúrbios do Sistema Imunológico Reações de hipersensibilidade tais como Angioedema, Reações anafiláticas, Edema auricular, Condições bolhosas, Condições esfoliativas, Urticária, Prurido não classificado em outra parte, Erupções cutâneas, Erupções e exantemas não classificados em outra parte Rara Incomum Distúrbios Psiquiátricos Desorientação Muito rara Rara Alucinação Muito rara Desconhecida Alucinação auditiva Muito rara Rara Alucinação visual Muito rara Desconhecida Mania Muito rara Incomum Logorreia Muito rara Incomum Distúrbios da libido* Muito rara Desconhecida Transtornos e sintomas obsessivo- compulsivos (incluindo tricotilomania, pensamentos obsessivos, compulsões) Muito rara Rara Distúrbios do Sistema Nervoso Convulsão Muito rara Desconhecida Convulsão do tipo Grande Mal Muito rara Desconhecida Distúrbio cerebrovascular (incluindo vasculite cerebral, hemorragia cerebral, arterite cerebral, oclusão vascular cerebral) Muito rara Desconhecida Discinesia Muito rara Incomum Distúrbios Oculares Diplopia Muito rara Rara Midríase Muito rara Rara Insuficiência visual Muito rara Rara Distúrbios Cardíacos Angina pectoris Muito rara Rara Bradicardia Muito rara Desconhecida Extrassístoles Muito rara Rara Taquicardia supraventricular Muito rara Desconhecida Extrassístole ventricular Muito rara Rara Distúrbios Vasculares Fenômeno de Raynaud Muito rara Desconhecida Distúrbios Respiratórios, Torácicos e do Mediastino Epistaxe Muito rara Rara Distúrbios Hepatobiliares Aumento da fosfatase alcalina sérica Muito rara Desconhecida Aumento da bilirrubina sanguínea Muito rara Incomum Aumento das enzimas hepáticas Muito rara Incomum Lesão hepatocelular Muito rara Desconhecida Insuficiência hepática aguda Muito rara Desconhecida Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo Alopecia Muito rara Incomum Eritema Muito rara Rara Distúrbios Musculoesqueléticos e do Tecido Conjuntivo Artralgia Muito rara Comum Mialgia Muito rara Comum Contrações musculares Muito rara Incomum Trismo Muito rara Desconhecida Distúrbios do Sistema Reprodutivo e das Mamas Priapismo Muito rara Desconhecida Ginecomastia Muito rara Rara Distúrbios Gerais e Condições no Local da Administração Diminuição da resposta terapêutica Rara Desconhecida Dor no peito Muito rara Incomum Desconforto peitoral Muito rara Incomum Diminuição da resposta ao fármaco Muito rara Incomum Hiperpirexia Muito rara Desconhecida Investigações Diminuição da contagem de plaquetas Muito rara Desconhecida Contagem anormal dos glóbulos brancos Muito rara Desconhecida
- A reação adversa de “Distúrbios da libido” inclui termos além daqueles associados à diminuição da libido Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Sinais e sintomas Sinais e sintomas de superdose de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato), resultantes principalmente de hiperestimulação do Sistema Nervoso Central e de efeitos simpatomiméticos excessivos, podem incluir: vômito, agitação, mioclonias, convulsões, crise do tipo Grande Mal, estado confusional, alucinações (auditiva e/ou visual), hiperidrose, cefaleia, pirexia, taquicardia, palpitações, aumento da frequência cardíaca, arritmia sinusal, hipertensão arterial, midríase e boca seca.
Tratamento O tratamento consiste em medidas adequadas de suporte. O paciente deve ser protegido contra automutilação e de estímulos externos que possam agravar a hiperestimulação já existente. A eficácia do carvão ativado não foi estabelecida. Monitoração em terapia intensiva deve ser adotada para manter a circulação e a respiração adequadas. Procedimentos de resfriamento externo podem ser necessários para controlar a hipertermia.
A eficácia da diálise peritoneal ou hemodiálise extracorpórea não está estabelecida para o tratamento de superdose de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato).
A liberação prolongada de metilfenidato dos comprimidos de Consiv ® (cloridrato de metilfenidato) deve ser considerada ao se tratarem pacientes que ingeriram dose excessiva do medicamento.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS 1.2214.0125 Farm. Resp.: Henrique de Mello Pauli CRF-SP n° 47.112 Fabricado por:
Monte Verde S.A., Departamento de Pocito – Argentina Embalado por:
Monte Verde S.A., Departamento de Pocito – Argentina Adium Pharma S.A Montevidéu - Uruguai Importado por:
Adium S.A.
Rodovia Vereador Abel Fabrício Dias, 3400 Pindamonhangaba- SP
Cnpj 55.980.684/0001-27
SAC: 0800 016 6575 www.adium.com.br
Venda sob prescrição médica.
Atenção: pode causar dependência física ou psíquica.
VPS 0057/06
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 18 MG COM REV LIB PROL CT BL AL AL X 30 | Tarja preta | 7892953209073 | R$ 318,17 |
| 36 MG COM REV LIB PROL CT BL AL AL X 30 | Tarja preta | 7892953209103 | R$ 432,39 |
| 54 MG COM REV LIB PROL CT BL AL AL X 30 | Tarja preta | 7892953209134 | R$ 432,41 |
| 18 MG COM REV LIB PROL CT BL AL AL X 60 | Tarja preta | 7892953209080 | R$ 636,36 |
| 36 MG COM REV LIB PROL CT BL AL AL X 60 | Tarja preta | 7892953209110 | R$ 864,79 |
| 54 MG COM REV LIB PROL CT BL AL AL X 60 | Tarja preta | 7892953209141 | R$ 864,82 |
| 18 MG COM REV LIB PROL CT BL AL AL X 90 | Tarja preta | 7892953209097 | R$ 954,53 |