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Bulas de Remédios
Genérico Tarja preta

Cloridrato de Metilfenidato

Cloridrato de metilfenidato · Eurofarma Laboratorios S.A.. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
FabricanteEurofarma Laboratorios S.A.
Registro MS1.0043.1317
Classe terapêuticaPsicoanalépticos
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 35,48
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Cloridrato de Metilfenidato

Fonte: bula do fabricante (Eurofarma Laboratorios S.A.) publicada no bulário digital Sara · bula de 09/01/2024 · conferida em 23/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

cloridrato de metilfenidato Bula para paciente Comprimidos 10 mg Cloridrato de metilfenidato_comp_VP_V04 cloridrato de metilfenidato Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999

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Apresentações

Comprimido 10 mg: Embalagens com 30 comprimidos ou 60 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto e pediátrico acima de 6 anos

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Composição

Cada comprimido de 10 mg contém: cloridrato de metilfenidato ....................................................................................................................................................10 mg excipientes* q.s.p......................................................................................................................................................1 comprimido *Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, estearilfumarato de sódio e talco.

01

Para que este medicamento é indicado?

cloridrato de metilfenidato é utilizado para o tratamento do Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade.

O Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) ou Transtorno hipercinético é um distúrbio de comportamento em crianças e adolescentes. Cerca de 3% das crianças sofrem deste transtorno, o que as torna incapazes de ficarem paradas e/ou se concentrar em tarefas por um determinado período de tempo. As crianças com esse transtorno podem ter dificuldades para aprender e fazer tarefas escolares. Elas podem frequentemente se tornar difícil de lidar, tanto na escola quanto em casa. Adultos com TDAH frequentemente têm dificuldade de se concentrar. Costumam se sentir inquietos, impacientes, desatentos e ficam entediados com facilidade. Podem ter dificuldades em organizar sua vida pessoal e trabalho.

Se o paciente é uma criança ou se você for um adolescente, o médico prescreveu cloridrato de metilfenidato como parte de um programa de tratamento de TDAH, o qual incluirá também, usualmente, terapia psicológica, educacional e social.

Se você tem alguma dúvida sobre como funciona cloridrato de metilfenidato ou porque este medicamento foi receitado para você, pergunte ao seu médico. cloridrato de metilfenidato também é utilizado para o tratamento da narcolepsia em adultos.

A narcolepsia é um distúrbio do sono. Pacientes com narcolepsia vivenciam repetidos ataques de sonolência durante o dia, mesmo após uma noite adequada de sono. A narcolepsia deve ser diagnosticada por um médico através do padrão registrado de sono-vigília.

02

Como este medicamento funciona?

Este medicamento tem como substância ativa cloridrato de metilfenidato. Este medicamento é um estimulante do sistema nervoso central.

TDAH cloridrato de metilfenidato age melhorando as atividades de certas partes do cérebro que são pouco ativas. cloridrato de metilfenidato melhora a atenção e a concentração, além de reduzir comportamento impulsivo.

Narcolepsia cloridrato de metilfenidato alivia a sonolência diurna excessiva em pacientes com narcolepsia.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não tome cloridrato de metilfenidato se você:

 é alérgico (hipersensível) ao metilfenidato ou a qualquer outro componente do medicamento listado no início desta bula. Se você achar que pode ser alérgico, peça orientação ao seu médico;

 sofre de ansiedade, tensão ou agitação;

 tem algum problema da tireoide;

Cloridrato de metilfenidato_comp_VP_V04  tem problemas cardíacos, como: ataque cardíaco, batimento cardíaco irregular, dor no peito (angina), insuficiência cardíaca, doença cardíaca ou se nasceu com problema do coração;

 tem pressão sanguínea muito alta (hipertensão) ou estreitamento dos vasos sanguíneos (doença arterial oclusiva que pode causar dor nos braços e pernas);

 estiver tomando um medicamento chamado “inibidor da monoamino oxidase” (IMAO), utilizado no tratamento da depressão ou tiver tomado IMAO nas últimas duas semanas (vide item “Ingestão concomitante com outras substâncias”);

 tem pressão ocular aumentada (glaucoma);

 tem um tumor da glândula adrenal chamado feocromocitoma;

 tem fala e movimentos corpóreos incontroláveis (síndrome de Tourette) ou se qualquer outro membro da família for portador desta síndrome.

Se você acha que algum dos casos acima aplica-se a você, informe ao seu médico, sem tomar cloridrato de metilfenidato.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES cloridrato de metilfenidato só poderá ser prescrito por um médico.

Siga todas as instruções do seu médico cuidadosamente, mesmo que sejam diferentes da informação geral contida nesta bula. cloridrato de metilfenidato deve ser utilizado com cuidado se você:

 apresentar ereções anormais ou frequentes e dolorosas do pênis sob tratamento ou após descontinuação de cloridrato de metilfenidato. Isto pode ocorrer em qualquer faixa etária e pode precisar de tratamento médico urgente. Se isso ocorrer, fale com seu médico imediatamente;

 sentir a combinação dos seguintes sintomas: agitação, tremores, contrações musculares repentinas, temperatura elevada anormal, náuseas e vômitos enquanto toma metilfenidato com medicamentos que elevam o nível da serotonina do corpo (medicamentos serotoninérgicos, como por exemplo, aqueles usados para tratar depressão, como sertralina e venlafaxina), interrompa o tratamento com metilfenidato e o medicamento que aumenta o nível da serotonina no corpo e informe seu médico imediatamente;

 tem histórico de abuso de álcool ou droga;

 tem desmaios (epilepsia, convulsões, crises epilépticas);

 tem pressão sanguínea alta (hipertensão);

 tem qualquer anormalidade cardíaca (por exemplo, anormalidade cardíaca estrutural);

 tem qualquer outro problema cardíaco corrente ou passado;

 tenha ou teve qualquer distúrbio nos vasos sanguíneos cerebrais, por exemplo enfraquecimento da parede dos vasos sanguíneos (aneurisma), acidente vascular cerebral, inflamação dos vasos sanguíneos (vasculites);

 tem distúrbios mentais agudos que causam pensamentos e percepções anormais (psicose) ou fazem você sentir excitação anormal, atividade aumentada e desinibida (mania aguda) – seu médico dirá se você apresenta estas doenças;

 tem sintomas psicóticos como ver ou sentir coisas que não estão presentes (alucinações);

 tem comportamento agressivo;

 tem pensamentos ou comportamentos suicidas;

 tem tiques motores ou se qualquer outro membro da família tenha tiques. Os sinais de tiques são difíceis de controlar, ocorre repetida contração em todas as partes do corpo ou repetição de sons e palavras.

 tem ou desenvolveu problemas oculares, incluindo aumento da pressão ocular, glaucoma ou problemas com a visão de perto (hipermetropia).

Caso qualquer uma destas condições se aplicar a você, informe ao seu médico. O médico decidirá se você pode começar ou continuar a tomar cloridrato de metilfenidato.

Algumas crianças tomando cloridrato de metilfenidato por um período longo podem ter um crescimento mais lento que o normal, mas elas geralmente o recuperam quando o tratamento é interrompido.

Não há evidências que pacientes com TDAH fiquem viciados em cloridrato de metilfenidato ou que eles tendam a abusar de drogas durante a vida. cloridrato de metilfenidato como todos os medicamentos que contêm estimulantes do sistema nervoso central, será prescrito a você apenas sob supervisão médica próxima e após diagnóstico adequado.

Cloridrato de metilfenidato_comp_VP_V04 Monitoramento durante o tratamento cloridrato de metilfenidato Para verificar se o uso de cloridrato de metilfenidato está associado a qualquer efeito indesejado, o médico irá verificar seus indicadores gerais de saúde periodicamente (por exemplo, pressão sanguínea, frequência cardíaca) e também vai acompanhar o crescimento de crianças que tomam cloridrato de metilfenidato. Os testes de sangue serão realizados para monitorar a quantidade de células sanguíneas (glóbulos brancos, glóbulos vermelhos e plaquetas) caso o paciente tome cloridrato de metilfenidato por um longo período.

Se você for submetido a uma cirurgia Se você for submetido a uma operação, informe ao médico que você está em tratamento com cloridrato de metilfenidato.

Você não deve tomar cloridrato de metilfenidato no dia de sua operação, se um determinado tipo de anestésico for usado.

Isso ocorre porque há possibilidade de aumento súbito da pressão arterial durante a operação.

Teste para drogas cloridrato de metilfenidato pode dar resultado falso positivo em testes para o uso de drogas. Isto inclui testes utilizados no esporte.

Este medicamento pode causar doping.

Usar cloridrato de metilfenidato com alimento e bebida Não ingira bebidas alcoólicas enquanto estiver tomando cloridrato de metilfenidato. O álcool pode piorar as reações adversas de cloridrato de metilfenidato. Lembre-se que alguns alimentos e medicamentos contêm álcool.

Você pode tomar os comprimidos de cloridrato de metilfenidato com ou sem alimentos.

Crianças e adolescentes cloridrato de metilfenidato não é recomendado para crianças com menos de 6 anos de idade.

Dirigir e operar máquinas cloridrato de metilfenidato pode causar tonturas, sonolência, visão embaçada, alucinações ou outras reações adversas do sistema nervoso central, que podem afetar a concentração. Se você sentir estes sintomas, não deve dirigir veículos ou operar máquinas, ou envolver-se em qualquer outra atividade em que precisa estar atento.

Gravidez e lactação

  • Gravidez Informe ao seu médico se você está grávida ou achar que pode estar grávida. cloridrato de metilfenidato não deve ser usado durante a gravidez, a não ser que seja especificamente prescrito pelo seu médico.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação Informe ao seu médico se você está amamentando. Não amamente durante o tratamento com cloridrato de metilfenidato.

A substância ativa do cloridrato de metilfenidato pode passar para o leite humano.

Ingestão concomitante com outras substâncias Informe ao seu médico ou farmacêutico se você está tomando ou tomou recentemente algum outro medicamento, incluindo fitoterápicos ou medicamentos isentos de prescrição.

Não tome cloridrato de metilfenidato se estiver tomando:

 um medicamento chamado “inibidor da monoamino oxidase” (IMAO, utilizado no tratamento da depressão) ou tiver tomado IMAO nas últimas duas semanas. Tomar um IMAO e cloridrato de metilfenidato pode causar um aumento súbito da pressão sanguínea (vide item 3. QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO? e item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DEUSAR ESTE MEDICAMENTO?).

É importante avisar ao médico ou farmacêutico se você estiver tomando algum dos seguintes medicamentos, uma vez que pode ser necessário alterar a dose ou em alguns casos parar um dos medicamentos:

 que aumentam a pressão sanguínea;

Cloridrato de metilfenidato_comp_VP_V04  antidepressivos tricíclicos (utilizados no tratamento da depressão);

 agonistas alfa-2 como a clonidina (utilizada no tratamento da pressão alta);

 anticoagulantes orais (usados na prevenção de coágulos no sangue);

 alguns anticonvulsivantes (usados no tratamento de crises convulsivas);

 fenilbutazona (usado para tratar dor ou febre);

 medicamentos que influenciam o nível de dopamina no corpo (medicamentos dopaminérgicos, usados para o tratamento da Doença de Parkinson ou psicoses);

 medicamentos que aumentam o nível de serotonina no corpo (medicamentos serotoninérgicos, como por exemplo aqueles usados para tratar depressão, como sertralina e venlafaxina).

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo o uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.

Caso seja necessário partir o comprimido para ajuste de dose, as metades não poderão ser consumidas após 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características: Comprimido branco a quase branco, circular, com vinco em uma das faces.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

O médico irá decidir a dose mais adequada de acordo com a necessidade individual do paciente e da sua resposta. Siga cuidadosamente as instruções do seu médico. Não exceda a dose recomendada.

Para partir o comprimido, caso seja necessário o ajuste de dose 1. Segure a metade do comprimido entre o dedo indicador e o polegar.

2. Com o polegar da outra mão, exerça forca para baixo na outra parte do comprimido até quebrar o mesmo, conforme figura abaixo:

3. Após partição, recolocar a outra metade no blíster rompido e consumi-la em até no máximo 24 horas Quando e como tomar cloridrato de metilfenidato Tome cloridrato de metilfenidato uma ou duas vezes ao dia (por exemplo, no café da manhã e/ou almoço). Engula o comprimido com água.

Em alguns pacientes cloridrato de metilfenidato pode causar insônia. Para evitar dificuldade em adormecer, a última dose de cloridrato de metilfenidato deve ser tomada antes das 18 horas, a menos que o seu médico tenha recomendado diferente.

Cloridrato de metilfenidato_comp_VP_V04 Quanto tomar Não altere a dose sem falar com o seu médico.

Se você tem a impressão de que o efeito do cloridrato de metilfenidato é muito forte ou muito fraco, fale com o seu médico.

Crianças O médico irá dizer-lhe quantos comprimidos de cloridrato de metilfenidato dar para a criança. O médico irá iniciar o tratamento com uma dose baixa e aumentá-la gradualmente, conforme necessário.

A dose diária máxima recomendada é de 60 mg.

Adultos O seu médico irá dizer-lhe exatamente quantos comprimidos tomar. A dose diária habitual é de 20 a 30 mg, mas alguns pacientes podem necessitar de mais ou menos do que isso.

A dose diária máxima recomendada é de 60 mg para o tratamento da narcolepsia e de 80 mg para o tratamento do TDAH.

Por quanto tempo tomar Utilize este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico.

Não o use mais, com mais frequência e por mais tempo do que o recomendado pelo seu médico. Se usado de forma inadequada, este medicamento pode causar dependência.

O tratamento para TDAH varia na duração de paciente para paciente. Ele pode ser interrompido durante ou depois da puberdade.

O médico pode descontinuar cloridrato de metilfenidato periodicamente para ver se ele ainda é necessário.

Se você parar de tomar cloridrato de metilfenidato Não pare de tomar cloridrato de metilfenidato sem falar com o seu médico. Pode ser necessário reduzir a dose diária gradativamente antes de parar completamente. Você vai precisar de supervisão médica após interromper o tratamento.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser mastigado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se uma dose de cloridrato de metilfenidato for esquecida, você deve tomá-la assim que possível. As doses remanescentes deste dia devem ser tomadas nos intervalos espaçados regularmente. Não tome doses dobradas de cloridrato de metilfenidato para compensar a dose esquecida. Caso você tenha dúvidas em relação a isso, converse com o médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Como outros medicamentos, cloridrato de metilfenidato pode causar alguns efeitos indesejáveis, embora nem todas as pessoas os apresentem. Estes efeitos são, normalmente, leves a moderados e, geralmente, transitórios.

Algumas reações adversas podem ser sérias:

Se sentir quaisquer efeitos secundários graves, pare de tomar este medicamento e informe imediatamente o seu médico:

Comuns: podem afetar até 1 em cada 10 pessoas  movimentos bruscos e incontroláveis (sinal de discinesia);

 batimento cardíaco acelerado;

 dormência nos dedos das mãos e pés, sentindo frio, formigando e mudando de cor (de branco para azul e depois vermelho) quando frio (fenômeno de Raynaud, sensação de frio em extremidades do corpo).

Raras: podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas

  • dor no peito.

Cloridrato de metilfenidato_comp_VP_V04 Muito raras: podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas

  • garganta inflamada e febre ou resfriado (sinais de baixa contagem de células brancas do sangue);
  • inchaço principalmente da face e garganta, incluindo lábios ou língua, ou dificuldade de respirar (sinais de angiodema, edema angioneurótico ou reação alérgica grave);
  • ver ou sentir coisas que não existem na realidade (alucinações);
  • desmaios (convulsões, epilepsia ou crises epilépticas);
  • movimentos de contorção incontroláveis do membro, face e/ou tronco (movimentos coreatetoides); • espasmos musculares ou tiques;
  • dor de cabeça grave ou confusão, fraqueza ou paralisia dos membros ou face, dificuldade de falar (sinais de distúrbio dos vasos sanguíneos cerebrais);
  • equimose (sinal de púrpura trombocitopênica);
  • bolhas na pele ou coceiras (sinal de dermatite esfoliativa); manchas vermelhas sobre a pele (sinal de eritema multiforme);
  • febre alta repentina, pressão arterial muito elevada e convulsões graves (Síndrome Neuroléptica Maligna).

Desconhecidos: a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis

  • diminuição anormal dos níveis de todos os tipos de células sanguíneas. Isto está associado à anemia, diminuição das plaquetas e diminuição dos glóbulos brancos. Pode levar à fadiga, aumento do risco de sangramento e/ou aumento do risco de infecção. Isto pode ser grave ou potencialmente fatal (pancitopenia).
  • pensamentos ou tentativas de se matar (ideação ou tentativa suicida (incluindo suicídio completo)).
  • ereção prolongada, causando desconforto no pênis (sinal de priapismo);

Outros possíveis efeitos colaterais Outros efeitos colaterais incluem os seguintes listados abaixo. Se estes efeitos secundários se agravarem, informe o seu médico, farmacêutico ou profissional de saúde.

Muito comuns: podem afetar mais de 1 em cada 10 pessoas  dor de garganta e coriza;

 diminuição do apetite;

 nervosismo;

 dificuldade em adormecer;

 náusea, boca seca.

Comuns: podem afetar até 1 em cada 10 pessoas  angústia emocional excessiva, inquietação, distúrbios do sono, excitação emocional, agitação;

 dor de cabeça, tonturas, sonolência;

 movimentos involuntários do corpo (sinais de tremor);

 alterações na pressão arterial (geralmente aumento), ritmo cardíaco anormal, palpitações;

 tosse;

 vômitos, dor de estômago, indisposição estomacal, indigestão, dor de dente;

 alteração cutânea, alteração cutânea associada a coceira (urticária), febre, perda de cabelo;

 transpiração excessiva;

 dor nas articulações;

 diminuição do peso;

 sentir-se nervoso;

 sentir-se deprimido (depressão);

 sentir-se agressivo (agressão);

 ranger excessivo de dentes (bruxismo).

Incomum: podem afetar até 1 em cada 100 pessoas  espasmo dos músculos da mandíbula que dificulta a abertura da boca (trismo).

Raras: podem afetar até 1 em cada 1.000 pessoas  desaceleração do crescimento (peso e altura) durante o uso prolongado em crianças;

 visão turva.

Muito raras: podem afetar até 1 em cada 10.000 pessoas  baixa contagem de glóbulos vermelhos (anemia), baixa contagem de plaquetas (trombocitopenia);

 atividade anormal, humor deprimido;

Cloridrato de metilfenidato_comp_VP_V04  fala e movimentos corporais descontrolados (síndrome de Tourette);

 função hepática anormal, incluindo coma hepático;

 câimbras musculares.

Desconhecidos: a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis  gagueira (disfemia);

 irritação, alterações de humor, comportamento e pensamentos anormais, raiva, atenção excessiva ao ambiente, sentimento excepcionalmente animado, atividade aumentada e desinibida (mania), desorientação, alterações na libido, falta de sentimento ou emoção, fazer as coisas repetidamente, obsessão por alguma coisa, confusão, vício;

 fraqueza muscular temporária, perda da sensibilidade da pele ou outras funções do corpo devido a uma falta temporária de suprimento sanguíneo no cérebro (déficit neurológico isquêmico reversível), enxaqueca;

 visão dupla, pupilas dilatadas, dificuldade para enxergar;

  • inchaço das orelhas (inchaço auricular, um sintoma de reação alérgica);

 parada de batimento cardíaco, ataque cardíaco;

 garganta inflamada, falta de ar;

 diarreia, constipação;

  • vermelhidão da pele (eritema), erupção cutânea (erupção fixa);

 dores musculares, espasmos musculares, espasmo dos músculos da mandíbula que dificultam a abertura da boca (trismo);

 urinar na cama durante a noite (enurese), reação em crianças.

 incapacidade de desenvolver ou manter uma ereção  inchaço das mamas em homens;

  • cansaço
  • aumento da pressão ocular (aumento da pressão intraocular).

Outras reações adversas que ocorreram com outros medicamentos contendo cloridrato de metilfenidato:

Desconhecido: a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis

  • sangue na urina;
  • morte súbita de origem cardíaca;

 sons anormais do coração.

Se um desses efeitos ocorrerem, o médico deve ser avisado.

Se você perceber alguma outra reação adversa não mencionada nesta bula, por favor informe ao seu médico ou farmacêutico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Se muitos comprimidos de cloridrato de metilfenidato forem acidentalmente tomados, vá imediatamente ao médico ou à emergência do hospital mais próximo. Informe ao médico em que momento foram tomados os comprimidos. Você pode necessitar de assistência médica.

Os sintomas de superdose são vômitos, agitação, dor de cabeça, tremores, espasmos musculares, batimento cardíaco irregular, rubor, febre, sudorese, dilatação das pupilas, dificuldade em respirar, confusão e convulsões; espasmos musculares, febre, urina vermelho-marrom que podem ser possíveis sinais de ruptura anormal de músculos (rabdomiólise).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Cloridrato de metilfenidato_comp_VP_V04

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Dizeres legais

M.S.: 1.0043.1317 Farm. Resp. Subs.: Dra. Ivanete A. Dias Assi – CRF-SP 41.116 Fabricado e registrado por:

Eurofarma laboratórios s.a.

Rod. Pres. Castello Branco, 3.565 Itapevi – SP

CNPJ: 61.190.096/0001-92 Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Atenção: pode causar dependência física ou psíquica.

Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 29/11/2023.

Cloridrato de metilfenidato_comp_VP_V04

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

cloridrato de metilfenidato Bula para profissional da saúde Comprimidos 10 mg Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 cloridrato de metilfenidato Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999

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Apresentações

Comprimido 10 mg: Embalagens com 30 comprimidos ou 60 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto e pediátrico acima de 6 anos

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Composição

Cada comprimido de 10 mg contém: cloridrato de metilfenidato ....................................................................................................................................................10 mg excipientes* q.s.p......................................................................................................................................................1 comprimido *Excipientes: lactose monoidratada, celulose microcristalina, amido, estearilfumarato de sódio e talco.

Informações técnicas aos profissionais da saúde

01

Indicações

Transtorno de déficit de atenção/hiperatividade (TDAH) O TDAH era anteriormente conhecido como distúrbio de déficit de atenção ou disfunção cerebral mínima. Outros termos utilizados para descrever essa síndrome comportamental incluem: distúrbio hipercinético, lesão cerebral mínima, disfunção cerebral mínima, disfunção cerebral menor e síndrome psicorgânica dos pacientes. O cloridrato de metilfenidato é indicado como parte de um programa de tratamento amplo que tipicamente inclui medidas psicológicas, educacionais e sociais, direcionadas a pacientes estáveis com uma síndrome comportamental caracterizada por distractibilidade moderada a grave, déficit de atenção, hiperatividade, labilidade emocional e impulsividade. O diagnóstico deve ser feito de acordo com o critério DSM-IV ou com as normas na CID-10. Os sinais neurológicos não localizáveis (fracos), a deficiência de aprendizado e EEG anormal podem ou não estar presentes e um diagnóstico de disfunção do sistema nervoso central pode ou não ser assegurado.

Considerações especiais sobre o diagnóstico de TDAH em crianças:

A etiologia específica dessa síndrome é desconhecida e não há teste diagnóstico específico. O diagnóstico correto requer uma investigação médica, neuropsicológica, educacional e social. As características comumente relatadas incluem: história de déficit de atenção, distractibilidade, labilidade emocional, impulsividade, hiperatividade moderada a grave, sinais neurológicos menores e EEG anormal. O aprendizado pode ou não estar prejudicado. O diagnóstico deve ser baseado na história e avaliação completas da criança e não apenas na presença de uma ou mais dessas características.

O tratamento medicamentoso não é indicado para todas as crianças com esta síndrome. Os estimulantes não são indicados a crianças que apresentam sintomas secundários a fatores ambientais (em particular, crianças submetidas a maus tratos) e/ou distúrbios psiquiátricos primários, incluindo-se psicoses. Uma orientação educacional apropriada é essencial e a intervenção psicossocial é geralmente necessária. Nos locais em que medidas corretivas isoladas forem comprovadamente insuficientes, a decisão de se prescrever um estimulante deverá ser baseada na determinação rigorosa da gravidade dos sintomas da criança.

Considerações especiais sobre o diagnóstico de TDAH em adultos:

A etiologia específica da síndrome é desconhecida, e não há teste de diagnóstico único. Adultos com TDAH têm padrões de sintomas caracterizados por mudança constante de atividades, tornando-se entediados facilmente, agitação, impaciência e desatenção. Sintomas como hiperatividade tendem a diminuir com o aumento da idade, possivelmente devido à adaptação, neurodesenvolvimento e automedicação. Sintomas de desatenção são mais importantes e têm um impacto maior em adultos com TDAH. O diagnóstico em adultos deve incluir uma entrevista estruturada do paciente para determinar os sintomas atuais. A pré-existência de TDAH na infância deve ser determinada retrospectivamente. O diagnóstico não deve ser feito apenas na presença de um ou mais sintomas. A decisão de usar um estimulante em adultos deve ser baseada em uma avaliação completa da gravidade e cronicidade dos sintomas e seu impacto sobre a rotina do paciente.

Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 Narcolepsia Apenas o cloridrato de metilfenidato é indicado no tratamento da narcolepsia em adultos.

Os sintomas incluem sonolência durante o dia, episódios de sono inapropriados e ocorrência súbita de perda do tônus muscular voluntário.

02

Resultados de eficácia

cloridrato de metilfenidato tem sido usado há mais de 50 anos no tratamento de TDAH. A sua eficácia no tratamento do TDAH está bem estabelecida. Além de melhorar os sintomas principais do TDAH, o metilfenidato também melhora os comportamentos associados com TDAH, tais como desempenho escolar prejudicado e função social.

1-5 Estudos publicados mostram que cloridrato de metilfenidato melhora significativamente a sonolência diurna e cataplexia 6-10.

Crianças com TDAH cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada foi avaliado em um estudo clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, grupo paralelo no qual 134 crianças, com idades entre 6 a 12 anos, com diagnóstico DSM-IV de Transtorno de Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH) receberam uma dose única de manhã de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada no intervalo de 10 a 40 mg/dia, ou placebo, por até 2 semanas. As doses ideais estabelecidas para cada paciente foram determinadas em fase de titulação anterior à randomização 11.

A variável primária de eficácia foi a mudança da linha de base para a classificação final na escala para professores TDAH/DSM-IV (CADS-T). O CADS-T avalia sintomas de hiperatividade e desatenção. A análise da variável de eficácia primária mostrou uma diferença de tratamento significativa em favor do tratamento do cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada (p<0,0001). Um efeito estatisticamente significativo no tratamento para cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada em relação ao placebo também foi encontrado em todas as análises dos CADS das variáveis de eficácia secundária, bem como em duas análises posthoc para os subtipos de diagnóstico de TDAH (tipo combinado, tipo desatento). Os resultados das análises de eficácia primária e secundária encontram-se resumidos na Tabela a seguir.

Tabela 1: Escala para professores e pais TDAH/DSM-IV, alteração da linha de base (população ITT, análises

LOCF) cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada Placebo n Mudança principal 1 (SD 2) n Mudança principal 1 (SD 2) Valor -p Subescala CADS-T Total 62 3 10,7 (15,7) 70 3 -2,8 (10,6) < 0,0001 desatento 62 5,3 (8,25) 70 -1,5 (5,67) < 0,0001 Hiperativa-impulsiva 62 5,4 (7,95) 70 -1,3 (5,93) < 0,0001 Subescala CADS-T Total 63 6,3 (13,5) 70 0,5 (13,55) 0,0043 desatento 63 2,8 (7,28) 70 0,2 (6,4) 0,0213 Hiperativa-impulsiva 63 3,5 (6,87) 70 0,3 (7,66) 0,0015 1 pontuação no final do período placebo-washout menos pontuação final/ 2 desvio padrão/ 3 dois pacientes (um em cada grupo de tratamento) não tiveram valores basais CADS-T, mas tiveram valores após a randomização. Eles não foram, portanto, incluídos nas descrições estatísticas.

Adultos com TDAH cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada foi avaliado em um estudo (RIT124D2302) randomizado, duplo-cego, placebo-controlado, multicêntrico, no tratamento de 725 pacientes adultos (395 homens e 330 mulheres) com diagnóstico de TDAH de acordo com critérios de TDAH do DSM-IV. O estudo foi projetado para 13-14:

  • 1) Confirmar o intervalo clinicamente eficaz e seguro de dose de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada para adultos (18 a 60 anos de idade) em um período de grupos paralelos de 9 semanas, duplo-cego, randomizado, controlado por placebo, (Período 1), constituído por uma fase de titulação de 3 semanas seguida por uma fase de dose fixa de 6 semanas (40, 60, 80 mg/dia ou placebo). Subsequentemente, os pacientes foram reajustados para sua dose ótima de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada (40, 60 ou 80 mg /dia) durante um período de 5 semanas (Período 2).

Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04

  • 2) Avaliar a manutenção do efeito de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada em adultos com TDAH em um estudo de retirada de 6 meses, duplo-cego, randomizado (Período 3).

A eficácia foi avaliada usando a escala de avaliação DSM-IV de TDAH (DSM-IV TDAH RS) para o controle sintomático e Escala de Deficiência de Sheehan (SDS) para melhoria funcional como a mudança nas pontuações totais do início até o final do primeiro período, respectivamente. Todas as doses de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada mostraram significativamente maior controle dos sintomas (p<0,0001 para todas as doses) em relação ao placebo, medido por uma redução na pontuação total no DSM-IV TDAH RS. Todas as doses de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada mostraram significativa melhoria funcional (p = 0,0003 a 40 mg, p = 0,0176 a 60 mg, p<0,0001 a 80 mg), em comparação com placebo, conforme medido pela redução na pontuação total SDS (vide tabelas abaixo).

Foi demonstrada eficácia clínica significativa em todas as doses de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada utilizando escalas médicas de classificação [Clinical Impression-Improvement (CGI-I) e Clinical Global Improvement- Severity (CGI-S) (CGI-S)], escalas de autoavaliação [Adult Self-Rating Scale (ASRS)] e escalas de classificação de observação [Conners 'Adult ADHD Rating Scale Observer Short version (CAARS O: S)]. Os resultados foram consistentemente a favor do cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada em relação ao placebo em todas as avaliações no Período 1.

Tabela 2: Análise de melhoria a partir do basal 1 até o fim do Período 1 na pontuação total DSM IV ADHD RS e pontuação total por tratamento / (LOCF *) SDS para o Período 1 cloridrato de matilfenidato cápsula de liberação modificada 40 mg cloridrato de metilfenidato) cápsula de liberação modificada 60 mg cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada 80 mg Placebo Mudança no

DSM-IV TDAH RS a partir do basal n 160 155 156 161 LS médio** 15,45 14,71 16,36 9,35 Valor p <0,0001 <0,0001 <0,0001 Nível de significância 0,0167 0,0208 0,0313 Mudança na pontuação total SDS a partir do basal n 151 146 148 152 LS médio 5,89 4,9 6,47 3,03 Valor p 0,0003 0,0176 <0,0001 Nível de significância*** 0,0167 0,0208 0,0313

  • LOCF - última observação realizada na visita final para cada paciente com dados do estudo de 6 semanas de dose fixa do Período 1, ** LS médio - Mínimos Quadrados de alterações médias no modelo de Análise de Covariância (ANCOVA) com o grupo de tratamento e centro como fatores e início pontuação total DSM-IV ADHD RS e pontuação total SDS como covariável,*** nível de significância = o nível final de dois lados de significância (alfa) para o teste seguindo o procedimento gatekeeping estendido.

A manutenção de efeito de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada foi avaliada pela medição da porcentagem de falha do tratamento com cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada em comparação com o grupo do placebo ao fim de um período de manutenção de 6 meses (vide Tabela abaixo). Uma vez que a dose de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada foi otimizada no Período 2, cerca de 79% dos pacientes continuaram a manter o controle da doença por um período de pelo menos 6 meses (p<0,0001 vs placebo). Uma razão de probabilidade de 0,3 sugere que pacientes tratados com placebo tiveram uma chance três vezes maior de apresentar uma falha no tratamento em comparação com cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada.

Tabela 3: Porcentagem de falhas do tratamento durante o Período 3 cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada vs placebo Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada n=352 n (%) Placebo n=115 n (%) Razão de probabilidade (95% IC) Valor p* (nível de significância**) Falha no tratamento 75 (21,3) 57 (49,6) 0,3 (0,2; 0,4) <0,0001 (0,0500) Sucesso do tratamento 277 (78,7) 58 (50,4)

  • Valor-p de dois lados baseado na comparação entre cada grupo cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada e placebo utilizando o modelo de regressão logística.

** Nível de significância = o nível final de dois lados de significância (alfa) para o teste seguindo o procedimento gatekeeping estendido.

Pacientes que entraram no Período 3 completaram um total de 5 a 14 semanas de tratamento com cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada nos Períodos 1 e 2. Os pacientes do grupo placebo no Período 3 não apresentaram aumento nos sinais de abstinência e rebote em comparação com pacientes que continuaram o tratamento com cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada.

O estudo realizado em adultos não sugere diferença na eficácia ou segurança entre os subgrupos de gênero (vide item

08

Posologia e modo de usar).

A eficácia e segurança de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada a longo prazo em pacientes adultos foi avaliada em um estudo de extensão aberto, de 26 semanas, com cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada em 298 pacientes adultos com TDAH (RIT124D2302E1). Somando todos os pacientes em ambos os estudos, um total de 354 pacientes receberam cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada continuamente por mais de 6 meses e 136 pacientes, por mais de 12 meses.

O perfil de segurança de cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada não se alterou com a maior duração do tratamento em pacientes adultos com TDAH. O perfil de segurança observado no estudo RIT124D2302E1 foi similar ao observado no estudo RIT124D2302.

Nenhuma reação adversa séria inesperada ou reações adversas foram observadas nesta extensão do estudo, e as reações adversas comumente observadas eram esperadas e impulsionadas pela atividade farmacológica.

Além disso, o tratamento com cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada consistentemente demonstrou eficácia clínica durante o estudo, quando utilizado escalas de autoavaliação e escalas de avaliação pelo médico (ou seja, DSM-IV TDAH RS, CGI-I e CGI-S). Os resultados foram consistentemente em favor do tratamento com cloridrato de metilfenidato em todas as avaliações. Os pacientes continuaram a apresentar melhora sintomática e redução no prejuízo funcional ao longo do estudo, demonstradas pela alteração média na pontuação total DSM-IV TDAH de -7,2 pontos e a variação média na pontuação total SDS, de -4,8 pontos, quando avaliado em relação à extensão do basal.

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03

Características farmacológicas

Grupo farmacoterapêutico: psicoestimulante. Código ATC: NO6B AO4.

Mecanismo de ação/ farmacodinâmica cloridrato de metilfenidato é um composto racêmico que consiste de uma mistura 1:1 de d-metilfenidato e l-metilfenidato. cloridrato de metilfenidato é um fraco estimulante do sistema nervoso central, com efeitos mais evidentes sobre as atividades mentais do que nas ações motoras. Seu mecanismo de ação no homem ainda não foi completamente elucidado, mas acredita-se que seu efeito estimulante seja devido a uma inibição da recaptação de dopamina no estriado, sem disparar a liberação de dopamina.

O mecanismo pelo qual cloridrato de metilfenidato exerce seus efeitos psíquicos e comportamentais em crianças não está claramente estabelecido, nem há evidência conclusiva que demonstre como esses efeitos se relacionam com a condição do sistema nervoso central.

O l-enantiômero parece ser farmacologicamente inativo.

O efeito do tratamento com 40 mg de cloridrato de dexmetilfenidato, o d-enantiômero farmacologicamente ativo de cloridrato de metilfenidato no intervalo QT/QTc foi avaliado em um estudo com 75 voluntários sadios. O prolongamento máximo significativo dos intervalos QTcF foi < 5 ms, e o limite superior no intervalo de confiança de 90% foi inferior a 10 ms para todas as comparações de tempo versus o placebo. Este é inferior ao limiar de preocupação clínica e nenhuma relação de resposta à exposição foi evidente.

Farmacocinética

  • Absorção Comprimidos: após administração oral, a substância ativa cloridrato de metilfenidato é rápida e quase completamente absorvida. Pelo extenso metabolismo de primeira passagem, sua biodisponibilidade absoluta foi de 22±8% para o d-enantiômero e 5±3% para o l-enantiômero. A ingestão com alimentos aumentou a Cmax (23%) e a AUC (15%) do metilfenidato, mas não teve efeito na absorção (os alimentos aumentam o pico de concentração plasmática (Cmáx) em 23% e a área sob a curva concentração-tempo (ASC) em 15%). Concentrações plasmáticas máximas de aproximadamente 40 nmol/L (11 ng/mL) são obtidas em média 1 a 2 horas após a administração. As concentrações plasmáticas máximas variam acentuadamente entre os pacientes. A área sob a curva de concentração plasmática (ASC) e a concentração plasmática máxima (Cmáx) são proporcionais à dose.
  • Distribuição No sangue, o metilfenidato e seus metabólitos são distribuídos entre o plasma (57%) e os eritrócitos (43%). A ligação com as proteínas plasmáticas é baixa (10 a 33%). O volume de distribuição foi 2,65±1,11 L/kg para d-metilfenidato e 1,80±0,91 L/kg para l-metilfenidato.

A excreção de metilfenidato no leite materno foi observada em dois casos relatados onde a dose relativa infantil calculada foi ≤ 0,2% do peso ajustado à dose materna. Eventos adversos não foram observados em crianças (de 6 meses a 11 meses de idade).

Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04

  • Biotransformação/metabolismo A biotransformação do metilfenidato pela carboxilesterase CES1A1 é rápida e extensiva. As concentrações plasmáticas máximas do principal metabólito diesterificado, o ácido alfa-fenil-2-piperidino acético (ácido ritalínico), são atingidas aproximadamente 2 horas após a administração e são 30 a 50 vezes mais altas do que as da substância inalterada. A meia-vida de eliminação do ácido alfa-fenil-2-piperidino acético é duas vezes mais rápida do que a do metilfenidato e seu clearance (depuração) sistêmico médio é de 0,17 L/h/kg. Apenas pequenas quantidades dos metabólitos hidroxilados (ex.: hidroximetilfenidato e ácido hidroxirritalínico) são detectáveis. A atividade terapêutica parece ser exercida principalmente pelo composto precursor.
  • Eliminação A meia-vida de eliminação média do metilfenidato leva cerca de 2 horas. O clearance (depuração) sistêmico é 0,40±0,12 L/h/kg para d-metilfenidato e 0,73±0,28 L/h/kg para l-metilfenidato. Após a administração oral, 78 a 97% da dose administrada é excretada pela urina e 1 a 3% pelas fezes sob a forma de metabólitos, em 48 a 96 horas. Apenas pequenas quantidades (<1%) de metilfenidato inalterado aparecem na urina. A maior parte da dose é excretada na urina como ácido alfa-fenil-2-piperidino acético (60-86%).

Populações especiais

  • Efeito da idade: não há diferenças aparentes na farmacocinética do metilfenidato entre crianças hiperativas e voluntários adultos sadios.
  • Pacientes com insuficiência renal: dados de eliminação de pacientes com função renal normal sugerem que a excreção renal do metilfenidato inalterado dificilmente seria diminuída na presença de redução da função renal. Entretanto, a excreção renal do metabólito ácido alfa-fenil-2-piperidino acético pode ser reduzida.

Dados de segurança pré-clínicos Toxicidade reprodutiva

  • Fertilidade O metilfenidato não alterou a fertilidade de camundongos machos ou fêmeas que foram alimentados com dietas contendo o medicamento em um estudo de 18 semanas contínuas de reprodução. O estudo foi conduzido em duas gerações de camundongos que receberam doses de até 160 mg/kg/dia de metilfenidato de forma contínua (cerca de 90 vezes maior do que a MRHD em mg/kg).
  • Carcinogenicidade Em um estudo de carcinogenicidade ao longo da vida realizado em camundongos B6C3F1, o metilfenidato causou um aumento de adenomas hepatocelulares (tumor benigno) e, somente em machos, levou a um aumento de hepatoblastomas (tumor maligno) em doses diárias de aproximadamente 60 mg/kg/dia, cerca de 35 vezes maior do que a dose máxima recomendada a humanos (MRHD) em mg/kg. Hepatoblastoma é um tipo de tumor maligno relativamente raro em roedor. Não houve um aumento generalizado no número de tumores hepáticos malignos. A cepa de camundongo utilizada é particularmente sensível ao desenvolvimento de tumores hepáticos. Pensa-se que os hepatoblastomas podem ser devido a mecanismos não genotóxicos, tais como aumento na proliferação de células hepáticas. Isto é consistente com o aumento do peso do fígado observado neste estudo de carcinogenicidade em ratos.

O metilfenidato não causou qualquer aumento de tumores durante o estudo F344 de carcinogenicidade realizado em ratos; a dose mais elevada utilizada foi de aproximadamente 45 mg/kg/dia (cerca de 26 vezes maior do que a MRHD em mg/kg).

  • Genotoxicidade Em um estudo com metilfenidato in vitro com uma cultura de células ovarianas de hamsters chineses observou-se um aumento nas aberrações cromossômicas e na troca das cromátides-irmãs. No entanto, não se observou efeito de genotoxicidade em vários outros estudos, incluindo efeitos mutagênicos em três testes in vitro (teste de mutação reversa de Ames, teste de mutação progressiva de linfomas de camundongos, teste de aberração cromossômica de linfócitos humanos) e não houve evidência de efeitos clastogênicos ou aneugênicos em dois estudos in vivo de micronúcleo da medula óssea de camundongo, com doses superiores a 250 mg/kg. Foram usados em um destes estudos ratos B6C3F1 da mesma cepa que apresentou tumores hepáticos no bioensaio de câncer. Além disso, não houve potencial genotóxico como avaliado pela medição de mutações cII no fígado e nos micronúcleos em reticulócitos periféricos em ratos Big Blue, de micronúcleos em reticulócitos sanguíneo periférico, mutações HPRT e aberrações cromossômicas em linfócitos sanguíneos periféricos de macacos rhesus, mutações no locus pig-A em ratos adolescentes, frequência de reticulócitos de micronúcleos no sangue e danos no DNA nas células do sangue, cérebro e fígado de ratos machos adultos tratados durante 28 dias consecutivos, e através da medição de micronúcleos em eritrócitos sanguíneos periféricos de ratos.
  • Toxicidade juvenil Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 Em um estudo convencional conduzido em ratos jovens, o metilfenidato foi administrado por via oral em doses de até 100 mg/kg/dia durante 9 semanas, começando no início do período pós-natal (dia 7 após o nascimento) e continuando até a maturidade sexual (semana 10 pós-natal). Quando os animais foram testados quando adultos (13-14 semanas pós-natal), foi observada uma diminuição da atividade locomotora espontânea em machos e fêmeas tratados previamente com 50 mg/kg/dia ou mais, e um déficit na aquisição de uma tarefa de aprendizagem especifica foi observado em fêmeas expostas a uma dose mais elevada de 100 mg/kg/dia (cerca de 58 vezes maior que a MRHD em mg/kg). A relevância clínica destas descobertas é desconhecida.
04

Contraindicações

cloridrato de metilfenidato é contraindicado para pacientes com:

 Hipersensibilidade ao metilfenidato ou a qualquer excipiente;

 Ansiedade, tensão;

 Agitação;

 Hipertireoidismo;

 Distúrbios cardiovasculares preexistentes incluindo hipertensão grave, angina, doença arterial oclusiva, insuficiência cardíaca, doença cardíaca congênita hemodinamicamente significativa, cardiomiopatias, infarto do miocárdio, arritmias que potencialmente ameaçam a vida e canalopatias (distúrbios causados por disfunção dos canais iônicos);

 Durante tratamento com inibidores de monoamino oxidase (MAO), ou dentro de no mínimo 2 semanas de descontinuação do tratamento, devido ao risco de crises hipertensivas (vide item 6. INTERAÇÕES

Medicamentosas);

 Glaucoma;

 Feocromocitoma;

 Diagnóstico ou história familiar de síndrome de Tourette.

05

Advertências e precauções

Geral O tratamento com cloridrato de metilfenidato não é indicado em todos os casos de TDAH e deve ser considerado somente após levantamento detalhado da história e avaliação do paciente. A decisão de prescrever cloridrato de metilfenidato deve depender da determinação da gravidade dos sintomas e, em pacientes pediátricos, de sua adequação à idade da criança, não considerando somente a presença de uma ou mais características anormais de comportamento. Onde estes sintomas estiverem associados a reações de estresse agudo, o tratamento com cloridrato de metilfenidato usualmente não é indicado.

Cardiovascular

  • Anormalidades cardíacas estruturais preexistentes ou outros problemas cardíacos graves: morte súbita foi relatada associada ao uso de estimulantes do sistema nervoso central em doses usuais em pacientes com anormalidades estruturais cardíacas ou outros problemas graves. Uma relação causal com medicamentos estimulantes não foi estabelecida, uma vez que algumas dessas condições por si só podem levar a um maior risco de morte súbita.

Estimulantes, incluindo cloridrato de metilfenidato geralmente não devem ser usados em pacientes com anormalidades estruturais cardíacas conhecidas ou outros distúrbios cardíacos graves que possam elevar o risco de morte súbita devido aos efeitos simpatomiméticos de um fármaco estimulante. Antes de iniciar o tratamento com o cloridrato de metilfenidato os pacientes devem ser avaliados quanto aos distúrbios cardiovasculares pré-existentes e ao histórico familiar de morte súbita e arritmias ventriculares (vide item 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR).

  • Condições cardiovasculares cloridrato de metilfenidato é contraindicado em pacientes com hipertensão grave. cloridrato de metilfenidato aumenta o batimento cardíaco e a pressão sanguínea sistólica e diastólica. Portanto, requer-se cautela no tratamento de pacientes cujas condições médicas submetidas possam estar conciliadas com o aumento da pressão sanguínea ou batimento cardíaco, por exemplo, àqueles com hipertensão preexistente. Distúrbios cardiovasculares graves são contraindicados (vide item 4. CONTRAINDICAÇÕES). A pressão sanguínea deve ser monitorada em intervalos apropriados em todos os pacientes que recebem cloridrato de metilfenidato, especialmente aqueles com hipertensão. Pacientes que desenvolverem sintomas sugestivos de doença cardíaca durante o tratamento com cloridrato de metilfenidato devem ser submetidos a uma avaliação cardíaca imediata.
  • Abuso e eventos cardiovasculares: o abuso de estimulantes do sistema nervoso central, incluindo cloridrato de metilfenidato , pode estar associado com morte súbita e outros eventos adversos cardiovasculares sérios.

Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 Cerebrovascular

  • Condições cerebrovasculares: pacientes com anormalidades no sistema nervoso central (SNC) pré-existentes, por exemplo, aneurisma cerebral e/ou outras anormalidades vasculares como vasculite ou acidente vascular cerebral pré-existente, não devem ser tratados com cloridrato de metilfenidato. Pacientes com fatores de risco adicionais (histórico de doença cardiovascular, uso concomitante de medicamentos que elevam a pressão sanguínea) devem ser avaliados regularmente em relação aos sinais e sintomas neurológicos/psiquiátricos após o início do tratamento com cloridrato de metilfenidato (vide acima, parágrafo sobre “Condições cardiovasculares”, e o item 6. INTERAÇÕES

Medicamentosas).

Psiquiátrico Comorbidade de distúrbios psiquiátricos em TDAH é comum e deve ser considerada na prescrição de estimulantes.

Antes de iniciar o tratamento com cloridrato de metilfenidato, os pacientes devem ser avaliados quanto aos distúrbios psiquiátricos preexistentes e ao histórico familiar de distúrbios psiquiátricos (vide item 8. POSOLOGIA E MODO DE

Usar).

O tratamento do TDAH com estimulantes, incluindo cloridrato de metilfenidato, não deve ser iniciado em pacientes com psicoses agudas, mania aguda ou tendência suicida aguda. Estas condições agudas devem ser tratadas e controladas antes de se considerar o tratamento para TDAH.

Em casos de sintomas psiquiátricos emergentes ou exacerbação dos sintomas psiquiátricos preexistentes, cloridrato de metilfenidato não deve ser administrado ao paciente a menos que o benefício supere o potencial de risco.

  • Sintomas psicóticos: sintomas psicóticos, incluindo alucinações visuais e táteis ou mania foram relatados em pacientes que receberam doses usuais prescritas de estimulantes, incluindo cloridrato de metilfenidato (vide item 9.

REAÇÕES ADVERSAS). Os médicos devem considerar a descontinuação do tratamento.

  • Comportamento agressivo: agressividade emergente ou uma exacerbação da agressividade normal foram relatadas durante a terapia com estimulantes, incluindo cloridrato de metilfenidato. Os médicos devem avaliar a necessidade do ajuste da posologia de tratamento em pacientes que apresentam estas mudanças comportamentais, tendo em mente que titulações de dose para cima ou para baixo podem ser apropriadas. A interrupção do tratamento pode ser considerada.
  • Tendência suicida: pacientes e cuidadores devem ser alertados sobre a necessidade de monitorar o agravamento clínico, comportamento ou pensamentos suicidas ou alterações incomuns no comportamento e procurar aconselhamento médico imediatamente se esses sintomas aparecerem. O médico deve iniciar o tratamento apropriado da condição psiquiátrica básica e considerar a possibilidade de descontinuação ou mudança do esquema de tratamento de TDAH.
  • Tiques: cloridrato de metilfenidato está associado ao aparecimento ou exacerbação de tiques motores ou verbais. A piora da síndrome de Tourette também foi relatada (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS). Antes do uso de metilfenidato para tratamento da TDAH, deve-se observar o histórico familiar e realizar uma avaliação clínica dos tiques ou síndrome de Tourette em pacientes. cloridrato de metilfenidato é contraindicado em caso de diagnóstico ou história familiar de síndrome de Tourette (vide item 4. CONTRAINDICAÇÕES). Os pacientes devem ser regularmente monitorados em caso de emergência ou piora dos tiques durante o tratamento com cloridrato de metilfenidato.
  • Síndrome Serotoninérgica: foi relatada síndrome serotoninérgica quando o metilfenidato foi coadministrado com fármacos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS) e inibidores da recaptação da serotonina-norepinefrina (IRSNs). O uso concomitante de metilfenidato e fármacos serotoninérgicos não é recomendado, uma vez que pode levar ao desenvolvimento de síndrome serotoninérgica. Os sintomas da síndrome serotoninérgica podem incluir alterações do estado mental (por exemplo, agitação, alucinações, delirium e coma), instabilidade autonômica (por exemplo, taquicardia, pressão sanguínea lábil, tontura, diaforese, rubor, hipertermia), sintomas neuromusculares (por exemplo, tremores, rigidez, mioclonia, hiperreflexia, incoordenação), convulsões e/ou sintomas gastrintestinais (por exemplo, náuseas, vômitos e diarreias). O reconhecimento imediato destes sintomas é importante para que o tratamento com metilfenidato e fármacos serotoninérgicos possa ser imediatamente descontinuado e instituído um tratamento adequado (vide item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).

Glaucoma agudo de ângulo fechado: Houve relatos de glaucoma agudo de ângulo fechado associado ao tratamento com metilfenidato. Embora o mecanismo não seja claro, os doentes tratados com metilfenidato considerados com risco de glaucoma agudo de ângulo fechado (por exemplo, doentes com hipermetropia significativa) devem ser avaliados por um oftalmologista.

Aumento da pressão intraocular e glaucoma: Houve relatos de elevação da pressão intraocular (PIO) e glaucoma (incluindo glaucoma de ângulo aberto e glaucoma de ângulo fechado) associados ao tratamento com metilfenidato (ver seção 7 Reações adversas medicamentosas). Recomenda-se um acompanhamento próximo dos doentes tratados com metilfenidato com antecedentes de aumento anormal da PIO ou glaucoma.

Priapismo Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 Foram notificadas ereções prolongadas e dolorosas, que por vezes requerem intervenções cirúrgicas, com medicamentos contendo metilfenidato tanto em pacientes adultos como pediátricos. O priapismo se desenvolveu geralmente após algum tempo sob a droga, geralmente subsequentes a um aumento de dose. O priapismo também foi relatado durante um período de retirada de dose (férias medicamentosas ou durante descontinuação). Pacientes que desenvolvem ereções anormais ou frequentes e dolorosas, devem procurar atendimento médico imediato.

Retardo do crescimento Tem sido relatada uma moderada redução no ganho de peso e um leve retardo no crescimento com o uso prolongado de estimulantes, incluindo cloridrato de metilfenidato , em crianças (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS). O crescimento deve ser monitorado de acordo com a necessidade clínica durante o tratamento com cloridrato de metilfenidato e pacientes que não estão crescendo, ganhando altura ou peso como o esperado, podem ter a necessidade de interrupção do tratamento.

Convulsões cloridrato de metilfenidato deve ser usado com cautela em pacientes com epilepsia, já que a experiência clínica tem demonstrado que o medicamento pode causar um leve aumento na frequência das crises, em alguns destes pacientes.

Se a frequência das crises aumentar, cloridrato de metilfenidato deve ser descontinuado.

Abuso do medicamento e dependência O abuso crônico de cloridrato de metilfenidato pode conduzir à tolerância acentuada e dependência psicológica em graus variados de comportamentos anormais. Episódios de psicose franca podem ocorrer, especialmente com o abuso por via parenteral. Os dados clínicos indicam que as crianças que receberam cloridrato de metilfenidato não possuem maior probabilidade de dependência de medicamentos em relação aos adolescentes ou adultos.

Recomenda-se cautela em pacientes emocionalmente instáveis, tais como aqueles com história de dependência à drogas ou alcoolismo, pois eles podem aumentar a dose por iniciativa própria.

Descontinuação É necessária supervisão cuidadosa durante a retirada do fármaco, uma vez que isso pode precipitar depressão, assim como consequências de hiperatividade crônica. O acompanhamento a longo prazo pode ser necessário em alguns pacientes.

Efeitos hematológicos Os dados de segurança e eficácia a longo prazo do cloridrato de metilfenidato não são completamente conhecidos.

Consequentemente, os pacientes que necessitam de terapia a longo prazo devem ser cuidadosamente monitorados e submetidos, periodicamente, à contagem completa e diferencial de células sanguíneas e de plaquetas. No caso de distúrbios hematológicos, deve-se considerar uma intervenção médica apropriada (vide item 9. REAÇÕES

Adversas).

Pacientes pediátricos (abaixo de 6 anos) cloridrato de metilfenidato não deve ser utilizada em crianças com menos de 6 anos de idade, uma vez que a segurança e a eficácia nessa faixa etária não foram estabelecidas.

Gravidez, lactação, homens e mulheres com potencial reprodutivo Gravidez Sumário de risco Não existe experiência suficiente com o uso de metilfenidato em mulheres grávidas. cloridrato de metilfenidato não deve ser administrado a gestantes, a menos que o benefício potencial supere o risco ao feto. O metilfenidato é potencialmente teratogênico em coelhos.

Este medicamento pertence à categoria C de risco na gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Dados em animais O metilfenidato é considerado possivelmente teratogênico em coelhos. Espinha bífida com má rotação nos membros posteriores foi observada em duas diferentes ninhadas em que foi administrada dose de 200 mg/kg/dia. A exposição (ASC) nesta dose foi aproximadamente 5,1 vezes maior do que a exposição extrapolada da dose máxima recomendada humana (MRHD). Em exposição a uma dose inferior seguinte, de 0,7 vezes a exposição extrapolada da MRHD, não foi encontrada espinha bífida. Um segundo estudo foi conduzido com uma dose alta de 300 mg/kg, o qual foi considerado Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 maternalmente tóxico. Nenhuma espinha bífida foi verificada em 12 ninhadas (92 fetos) sobreviventes. A exposição (ASC) a 300 mg/kg foi de 7,5 vezes a exposição extrapolada na MRHD.

O metilfenidato não é teratogênico em ratos. Toxicidade no desenvolvimento fetal foi observada em uma dose alta de 75 mg/kg [20,9 vezes maior que a exposição (ASC) na MRHD] e consistiu em um aumento em instância de fetos com ossificação retardada do crânio e do hioide tão bem quanto de fetos com a costela supernumerária curta.

Quando o metilfenidato foi administrado em ratos durante a gravidez e lactação, em doses de até 45 mg/kg/dia (cerca de 26 vezes maior do que a MRHD em mg/kg), o ganho de peso corporal da prole foi diminuído com a dose mais elevada, mas não foram observados outros efeitos sobre o desenvolvimento pós-natal.

Lactação Sumário de risco Relatos de casos demonstraram que o metilfenidato foi distribuído no leite materno atingindo uma razão leite/plasma de aproximadamente 2,5 (vide item 3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS).

Uma decisão deve ser tomada a respeito da interrupção da amamentação ou do tratamento com cloridrato de metilfenidato levando em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapia para a mulher.

Homens e mulheres com potencial reprodutivo Não existem dados para apoiar as recomendações especiais para mulheres com potencial para engravidar.

Infertilidade Não existem dados disponíveis sobre o efeito do metilfenidato na fertilidade em humanos. O metilfenidato não alterou a fertilidade em camundongos machos ou fêmeas (vide - Dados de segurança pré-clínicos).

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e/ou operar máquinas cloridrato de metilfenidato pode causar tontura, sonolência, visão embaçada, alucinações ou outros efeitos adversos do SNC (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS). Os pacientes que apresentarem esses efeitos devem evitar dirigir, operar máquinas ou envolver-se em outras atividades de risco.

Este medicamento pode causar doping.

06

Interações medicamentosas

Interações farmacodinâmicas

  • Medicamentos anti-hipertensivos cloridrato de metilfenidato pode diminuir a efetividade do medicamento utilizado para o tratamento da hipertensão.
  • Uso com medicamentos que elevam a pressão sanguínea cloridrato de metilfenidato deve ser utilizado com cautela em pacientes tratados com medicamentos que aumentam a pressão sanguínea (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES - Condições cerebrovasculares).

Devido à possibilidade de crises hipertensivas, cloridrato de metilfenidato é contraindicado em pacientes tratados (atualmente ou que já fazem uso há 2 semanas) com inibidores da MAO (vide item 4. CONTRAINDICAÇÕES).

  • Uso com álcool O álcool pode exacerbar os efeitos adversos de fármacos psicoativos no SNC, inclusive de cloridrato de metilfenidato.

É, portanto, recomendável que os pacientes abstenham-se de álcool durante o tratamento.

  • Uso com anestésicos Há o risco de aumento repentino na pressão sanguínea e frequência cardíaca durante cirurgias. Se uma cirurgia está planejada, cloridrato de metilfenidato não deve ser tomado no dia da cirurgia.
  • Uso com agonistas alfa-2 de ação central (ex.: clonidina) Eventos adversos sérios incluindo morte súbita foram relatados no uso concomitante com clonidina, apesar de não haver relações causais estabelecidas com a combinação.
  • Uso com medicamentos dopaminérgicos Como um inibidor da recaptação da dopamina, cloridrato de metilfenidato pode estar associado com interações farmacodinâmicas quando coadministrado com agonistas dopaminérgicos diretos e indiretos (incluindo DOPA e antidepressivos tricíclicos) assim como os antagonistas dopaminérgicos (antipsicóticos, por ex.: haloperidol).
  • Uso com antipsicóticos O uso concomitante de cloridrato de metilfenidato com antipsicóticos não é recomendada devido ao seu mecanismo de ação contrário. Se após avaliação médica a combinação for considerada necessária, o monitoramento de sintomas extrapiramidais (SEP) é recomendado, pois o uso concomitante de metilfenidato com antipsicóticos pode aumentar o risco de SEP quando há uma mudança (aumento ou diminuição) na dosagem de um ou ambos medicamentos.

Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04

  • Uso de fármacos serotoninérgicos O uso concomitante de metilfenidato e fármacos serotoninérgicos não é recomendado, uma vez que pode levar ao desenvolvimento da síndrome serotoninérgica (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES). Foi demonstrado que metilfenidato aumenta a serotonina e norepinefrina extracelular e aparenta ter um fraco potencial de ligação em transportadores de serotonina.

Interações farmacocinéticas cloridrato de metilfenidato não é metabolizado pelo citocromo P450 em extensão clinicamente relevante. Não se espera que indutores ou inibidores do citocromo P450 tenham qualquer impacto importante na farmacocinética do cloridrato de metilfenidato . Inversamente, o d- e l-enantiômeros do metilfenidato no cloridrato de metilfenidato não inibem de forma relevante o citocromo P450 1A2, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 2E1 ou 3A.

A coadministração de cloridrato de metilfenidato não aumenta a concentração plasmática do substrato da desipramina

Cyp2d6.

Estudos de caso sugerem um potencial de interação de cloridrato de metilfenidato com anticoagulantes cumarínicos, alguns anticonvulsivantes (ex.: fenobarbital, fenitoína, primidona), fenilbutazona e antidepressivos tricíclicos, mas as interações farmacocinéticas não foram confirmadas quando maiores quantidades de amostras foram analisadas. Pode ser necessária a redução da dose desses medicamentos.

Uma interação com o anticoagulante etilbiscoumacetato em 4 pacientes não foi confirmada em um estudo subsequente com uma amostra maior (n=12).

Não foram realizados outros estudos de interações específicas medicamento-medicamento com cloridrato de metilfenidato in vivo.

Testes laboratoriais/fármacos O metilfenidato pode induzir a resultados falso-positivos de testes laboratoriais para anfetaminas, particularmente com testes de imunoensaio por triagem.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.

O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Caso seja necessário partir o comprimido para ajuste de dose, as metades não poderão ser consumidas após 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características: comprimido branco a quase branco, circular, com vinco em uma das faces.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

Método de administração

  • Recomendações gerais Os comprimidos podem ser tomados com ou sem alimentos (vide item 3. CARACTERÍSTICAS

Farmacológicas).

Posologia A dose de cloridrato de metilfenidato deve ser individualizada de acordo com as necessidades e respostas clínicas dos pacientes.

No tratamento do TDAH, procura-se adaptar a administração do medicamento aos períodos de maiores dificuldades escolares, comportamentais ou sociais para o paciente.

O tratamento com cloridrato de metilfenidato deve ser iniciado com doses menores, com incrementos em intervalos semanais.

Doses diárias acima de 60 mg não são recomendadas para o tratamento da narcolepsia ou do TDAH em crianças.

Doses diárias acima de 80 mg não são recomendadas para o tratamento de TDAH em adultos.

Se não for observada melhora dos sintomas posterior à titulação da dose após o período de um mês, o medicamento deve ser descontinuado.

Se os sintomas se agravarem ou ocorrerem outras reações adversas, a dose deverá ser reduzida ou, se necessário, pode-se descontinuar o medicamento.

Se o efeito do medicamento se dissipar muito cedo ao cair da noite, poderá ocorrer um retorno dos distúrbios Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 comportamentais e/ou dificuldade para dormir. Uma pequena dose do comprimido de cloridrato de metilfenidato, ao anoitecer, poderá ajudar a resolver o problema.

  • Avaliação pré-tratamento Antes de iniciar o tratamento com cloridrato de metilfenidato, os pacientes devem ser avaliados quanto aos distúrbios cardiovasculares e psiquiátricos preexistentes e ao histórico familiar de morte súbita, arritmias ventriculares e distúrbios psiquiátricos.

Peso e altura também devem ser medidos antes de iniciar o tratamento e documentados em um gráfico de crescimento (vide item 4. CONTRAINDICAÇÕES e item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).

  • Avaliação periódica do tratamento de TDAH O tratamento medicamentoso não precisa ser indefinido. O médico deve periodicamente reavaliar o tratamento em períodos sem a medicação para avaliar o funcionamento do paciente sem a farmacoterapia. A melhora pode ser mantida, quando o fármaco é descontinuado temporária ou permanentemente.

Quando usado em crianças com TDAH, o tratamento pode, geralmente, ser descontinuado durante ou após a puberdade.

Tdah:

  • Crianças e adolescentes (6 anos de idade ou acima):

Comprimidos: iniciar com 5 mg, 1 ou 2 vezes ao dia (por ex.: no café da manhã e no almoço), com incrementos semanais de 5 a 10 mg. A dose diária total deve ser administrada em doses divididas.

Uma dose diária máxima de 60 mg não deve ser excedida.

  • Adultos Uma dose diária máxima de 80 mg não deve ser excedida. Não é recomendada nenhuma diferença na dosagem entre pacientes adultos do sexo feminino e masculino (vide item 2. RESULTADOS DE EFICÁCIA).

Narcolepsia:

Apenas cloridrato de metilfenidato comprimido é aprovado no tratamento da narcolepsia em adultos.

A dose média diária é de 20 a 30 mg, administrada em 2 a 3 doses divididas.

Alguns pacientes podem necessitar de 40 a 60 mg diários, enquanto para outros, 10 a 15 mg diários serão adequados.

Em pacientes com dificuldade para dormir, se a medicação for administrada ao final do dia, devem tomar a última dose antes das 18 horas.

Uma dose diária máxima de 60 mg não deve ser excedida.

Populações especiais

  • Insuficiência renal Não foram realizados estudos em pacientes com insuficiência renal (vide item 3. CARACTERÍSTICAS

Farmacológicas).

  • Insuficiência hepática Não foram realizados estudos em pacientes com insuficiência hepática (vide item 3. CARACTERÍSTICAS

Farmacológicas).

  • Pacientes geriátricos (65 anos ou mais) Não foram realizados estudos em pacientes com mais de 60 anos de idade (vide item 3. CARACTERÍSTICAS

Farmacológicas).

Este medicamento não deve ser mastigado.

09

Reações adversas

O nervosismo e a insônia são reações adversas muito comuns que ocorrem no início do tratamento com cloridrato de metilfenidato, mas podem usualmente ser controladas pela redução da dose e/ou pela omissão da dose da tarde ou da noite.

A diminuição de apetite é também muito comum, mas geralmente transitória. Dor abdominal, náusea e vômito são comuns a muito comuns, ocorrendo usualmente no início do tratamento e podem ser aliviadas pela alimentação concomitante.

Tabulação das reações adversas As reações adversas (Tabela 5) estão classificadas pelo sistema de classe de órgão MedDRA. Dentro de cada sistema de classe de órgão as reações adversas estão relacionadas pela frequência, iniciando-se pelas mais frequentes. Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas estão apresentadas em ordem decrescente de gravidade.

Adicionalmente, a categoria de frequência correspondente de cada reação adversa está baseada na seguinte convenção Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 (CIOMS III): muito comuns > 1/10; comuns > 1/100 a < 1/10; incomuns > 1/1000 a < 1/100; raras > 1/10000 a < 1/1000; muito raras < 1/10000.

Tabela 5 - Reações adversas relatadas com o uso de cloridrato de metilfenidato em estudos clínicos, relatos espontâneos e na literatura Infecções e infestações Muito comum Nasofaringite*.

Distúrbios do sangue e sistema linfático Muito raras Leucopenia, trombocitopenia, anemia Distúrbios do sistema imunológico Muito raras Reações de hipersensibilidade, incluindo angioedema*** e anafilaxia.

Distúrbios do metabolismo e nutrição Muito comum Diminuição do apetite**.

Rara Redução moderada do ganho de peso durante uso prolongado em crianças.

Distúrbios psiquiátricos Muito comuns Nervosismo, insônia.

Comuns Ansiedade*, inquietação*, distúrbio do sono*, agitação*, depressão, agressão, bruxismo.

Muito raras Hiperatividade, psicose (algumas vezes com alucinações visuais e táteis), humor depressivo transitório.

Distúrbios do sistema nervoso Comuns Discinesia, tremor*, cefaleia, sonolência, tontura Muito raras Convulsões, movimentos coreoatetoides, tiques ou exacerbação de tiques preexistentes e síndrome de Tourette, distúrbios cerebrovasculares incluindo vasculite, hemorragias cerebrais e acidentes cerebrovasculares.

Distúrbios visuais Raras Dificuldades de acomodação da visão e visão embaçada.

Distúrbios cardíacos Comuns Taquicardia, palpitação, arritmias, alterações da pressão arterial e do ritmo cardíaco (geralmente aumentado).

Rara Angina pectoris.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Comum Tosse*.

Distúrbios gastrintestinais Muito comuns Náusea**, boca seca**.

Comuns Dor abdominal, vômito, dispepsia*, dor de dente*.

Distúrbios hepatobiliares Muito raras Função hepática anormal, estendendo-se desde um aumento de transaminase até um coma hepático.

Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos Comuns Rash (erupção cutânea), prurido, urticária, febre, queda de cabelo, hiperidrose*.

Muito raras Púrpura trombocitopênica, dermatite esfoliativa e eritema multiforme.

Distúrbios dos tecidos musculoesquelético e conjuntivo Comum Artralgia Incomum Trismo* Muito raras Cãibras musculares.

Distúrbios gerais e reações no local da administração Comum Sentir-se nervoso*.

Rara Leve retardamento do crescimento durante o uso prolongado em crianças.

Laboratorial Comum Diminuição do peso*.

Distúrbios vasculares Comuns Fenômeno de Raynaud**, sensação de frio em extremidades do corpo**.

Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 *Reações adversas relatadas em estudos clínicos realizados com cloridrato de metilfenidato cápsula de liberação modificada em pacientes adultos para o tratamento para TDAH.

**A frequência relatada das reações adversas foi baseada na frequência observada em estudos clínicos em pacientes adultos para o tratamento de TDAH que foi maior do que relatado anteriormente em crianças.

*** Inclui edema angioneurótico.

Há relatos muito raros de síndrome neuroléptica maligna (SNM) fracamente documentada. Na maioria destes relatos, os pacientes estavam também recebendo outros medicamentos. O papel do cloridrato de metilfenidato nestes casos é incerto.

Reações adversas a partir de relatos espontâneos e casos de literatura (frequência desconhecida) As seguintes reações adversas foram derivadas da experiência pós-comercialização com cloridrato de metilfenidato através de relatos de casos espontâneos e casos publicados na literatura. Uma vez que estas reações são voluntariamente relatadas a partir de uma população de tamanho incerto, não é possível estimar de uma forma confiável a sua frequência, que é, portanto, classificada como desconhecida. As reações adversas ao medicamento são listadas de acordo com o sistema de classe de órgão no MedDRA. Dentro de cada sistema de classe de órgão, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.

Tabela 6 – Reações adversas a partir de relatos espontâneos e literatura (frequência desconhecida) Distúrbios hematológicos e linfáticos Pancitopenia Distúrbios psiquiátricos Disfemia, ideação ou tentativa suicida (incluindo suicídio completo), irritabilidade, instabilidade emocional, comportamento ou pensamento anormais, raiva, humor alterado, flutuações do humor, hipervigilância, mania, desorientação, alteração da libido 1, apatia, estereotipia 2, alteração na atenção sustentada 3, estado de confusão, abuso de drogas 4 e dependência de drogas 4 Distúrbios do sistema nervoso:

Deficit neurológico isquêmico reversível, enxaqueca Distúrbios visuais diplopia, midríase, distúrbios visuais 5 Distúrbios do ouvido e do labirinto Edema auricular 6 Distúrbios cardíacos Parada cardíaca, infarto do miocárdio.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Dor faringolaríngea 7, dispneia Distúrbios gastrintestinais diarreia, constipação.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Eritema, eritema fixo 8 Distúrbios musculoesqueléticos, do tecido conjuntivo e dos ossos Mialgia, contração muscular esporádica, trismo Distúrbios renais e urinários Enurese Distúrbios do sistema reprodutivo e mamário Priapismo, disfunção erétil, ginecomastia Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04 1 Inclui diminuição da libido 2 Inclui comportamentos repetitivos 3 Inclui concentração excessiva e hiperfoco 4 Foram descritos casos de abuso e dependência, mais frequentemente com formulações de liberação imediata 5 Inclui perturbação visual 6 Relacionado a reações de hipersensibilidade 7 Inclui dor faringolaríngea 8 Inclui erupção medicamentosa fixa Reações adversas adicionais relatadas com outros produtos contendo metilfenidato A lista abaixo mostra reações adversas não listadas para cloridrato de metilfenidato (vide Tabela 5) que foram relatadas com outros produtos contendo metilfenidato, baseado em dados de estudos clínicos e relatos espontâneos na pós-comercialização:

Distúrbios renais e urinários: hematúria.

Distúrbios gerais e condições do local de administração: morte cardíaca súbita.

Laboratoriais: sopro cardíaco.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Sinais e sintomas Os sinais e sintomas de superdose aguda, causada principalmente pela superestimulação do sistema nervoso central e simpático, podem incluir: vômitos, agitação, tremores, hiperreflexia, espasmos musculares, convulsões (possivelmente seguidas por coma), euforia, confusão, alucinações, delírio, sudorese, rubor, cefaleia, hipertermia, taquicardia, palpitação, arritmias cardíacas, hipertensão, midríase, secura das membranas mucosas e rabdomiólise.

Procedimento O procedimento no tratamento consiste na aplicação de medidas de suporte e o tratamento sintomático dos eventos de risco à vida, por ex.: crises hipertensivas, arritmias cardíacas, convulsões. Para a orientação mais atual do tratamento dos sintomas da superdose, o responsável deve consultar um Centro de Controle de Intoxicações certificado ou publicação toxicológica atualizada.

Medidas de suporte incluem prevenir o paciente contra a autoagressão e protegê-lo dos estímulos externos, que poderiam aumentar a hiperestimulação já presente. Se a superdose for oral e o paciente estiver consciente, o conteúdo gástrico deve ser esvaziado por indução de vômito, seguido da administração de carvão ativado. Lavagem gástrica com proteção do canal de ventilação é necessária em pacientes hiperativos ou inconscientes, ou aqueles com a respiração debilitada. Deve ser ministrado cuidado intensivo para manter adequadas a circulação e as trocas respiratórias; procedimentos de resfriamento externo podem ser necessários para reduzir a hipertermia.

Não foi estabelecida a eficácia da diálise peritoneal ou da hemodiálise para se tratar a superdose de cloridrato de metilfenidato A experiência clínica com superdose aguda é limitada. Os pacientes que receberam doses mais elevadas do que as recomendadas devem ser cuidadosamente monitorados. Em caso de superdose levando à hipocalcemia clinicamente significativa, a reversão pode ser alcançada com a administração oral de suplementos de cálcio e/ou de uma infusão de gluconato de cálcio.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Distúrbios gerais e condições do local de administração Dor no peito, fadiga Laboratoriais Aumento da pressão intraocular Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04

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Dizeres legais

M.S.: 1.0043.1317 Farm. Resp. Subs.: Dra. Ivanete A. Dias Assi – CRF-SP 41.116 Fabricado e registrado por:

Eurofarma laboratórios s.a.

Rod. Pres. Castello Branco, 3.565 Itapevi – SP

CNPJ: 61.190.096/0001-92 Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica.

Atenção: pode causar dependência física ou psíquica.

Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 29/11/2023 Cloridrato de metilfenidato_comp_VPS_V04

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
10 MG COM CT BL AL AL X 30Tarja preta7891317010263R$ 35,48
10 MG COM CT BL AL AL X 60Tarja preta7891317010270R$ 69,29
MESMO PRINCÍPIO ATIVO

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