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Similar Tarja vermelha Uso restrito a hospitais

Ciprobacter

Ciprofloxacino · Halex Istar Indústria Farmacêutica SA. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoCiprofloxacino
FabricanteHalex Istar Indústria Farmacêutica SA
Registro MS1.0311.0151
Classe terapêuticaAntibióticos sistêmicos simples
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 7.362,95
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Ciprobacter

Fonte: bula do fabricante (Halex Istar Indústria Farmacêutica SA) publicada no bulário digital Sara · bula de 01/06/2022 · conferida em 25/10/2026

Versão para o paciente

—

Identificação do medicamento

Bula paciente

Ciprobacter

Halex istar

SOLUÇÃO PARA INFUSÃO 2 mg/mL Ciprobacter ciprofloxacino

—

Apresentações

Solução para infusão de ciprofloxacino 2 mg/mL. Caixa contendo 60 bolsas plásticas com 100 mL.

Solução para infusão de ciprofloxacino 2 mg/mL. Caixa contendo 32 bolsas plásticas com 200 mL.

Via de administração: intravenosa

Sistema fechado – polietileno

Uso adulto

—

Composição

ciprofloxacino 0,2% Cada mL contém: ciprofloxacino (D.C.B. 02137)….................................................................................2 mg Excipientes: cloreto de sódio, ácido láctico, ácido clorídrico e água para injetáveis.

Conteúdo eletrolítico: sódio (Na +):...................................................................................................... 154 mEq/L cloreto (Cl-):........................................................................................................154 mEq/L Osmolaridade .................................................................................................324 mOsm/L

01

Para quê este medicamento é indicado?

As indicações de Ciprobacter são as seguintes:

Adultos:

Para o tratamento de infecções complicadas e não complicadas causadas por micro-organismos sensíveis ao ciprofloxacino:

  • do trato respiratório. Muitos dos micro-organismos, p. ex. Klebsiella, Enterobacter, Proteus, E. coli, Pseudomonas, Haemophilus, Moraxella, Legionella e Staphylococcus reagem com muita sensibilidade ao Ciprobacter. A maioria dos casos de pneumonia que não necessitam de tratamento hospitalar é causada por Streptococcus pneumoniae. Nesses casos, Ciprobacter não é o medicamento de primeira escolha;
  • do ouvido médio (otite média) e dos seios paranasais (sinusite), especialmen te se causadas por Pseudomonas ou Staphylococcus;
  • dos olhos;
  • dos rins e/ou do trato urinário eferente;
  • dos órgãos reprodutores, inclusive inflamação dos ovários e das tubas uterinas (anexite), gonorreia e infecções da próstata (prostatite);
  • da cavidade abdominal (p. ex. do trato gastrintestinal, do trato biliar e do peritônio);
  • da pele e de tecidos moles;
  • dos ossos e articulações.

Infecção generalizada (septicemia) .

Infecções ou risco de infecção (profilaxia) em pacientes com sistema imunológico comprometido, por exemplo, pacientes em tratamento com medicamentos que inibem as defesas imunológicas naturais do organismo ou pacientes com número reduzido de glóbulos brancos do sangue.

Descontaminação intestinal seletiva em pacientes sob tratamento com imunossupressores. O Ciprobacter não é eficaz contra Treponema pallidum (causador da sífilis).

Crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos Para infecção aguda na fibrose cística (distúrbio metabólico hereditário que aumenta a produção e a viscosidade das secreções nos brônquios e no trato digestivo) causada por P. aeruginosa se não houver possibilidade de outros tratamentos injetáveis mais eficazes. Não se recomenda Ciprobacter para outras indicações.

Antraz por inalação (após exposição) em adultos e cria nças:

Para terapia imediata e para tratamento de antraz após inalação de bacilos de antraz (Bacillus anthracis).

02

Como este medicamento funciona?

O Ciprobacter é um antibiótico que atua como antibacteriano já que impede a síntese de DNA de uma bactéria porque pertence ao grupo das quinolonas responsáveis por bloquear a reprodução de bactérias e dessa forma combater infecções.

O ciprofloxacino é rapidamente absorvido a partir do trato gastrointestinal. A absorção pode ser retardada pela presença de alimentos, mas não é substancialmente afetada.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não use Ciprobacter nas seguintes situações:

  • alergia (hipersensibilidade) à substância ativa ciprofloxacino , aos medicamentos contendo outra quinolonas ou a qualquer com ponente da fórmula. Sinais de alergia podem incluir coceira, vermelhidão na pele, dificuldade para respirar ou inchaço das mãos, garganta, boca e pálpebra;
  • uso concomitante de tizanidina (um relaxante muscular).
  • uso concomitante de teofilina, ou outros produtos que contenham cafeína.

Usando estes medicamentos em conjunto pode aumentar os riscos de efeitos colaterais mais graves.

Categoria de risco C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Advertências Para o tratamento de infecções graves, infecções por Staphylococcus e infecções por bactérias anaeróbias, o Ciprobacter deve ser utilizado em associação a um antibiótico apropriado.

O Ciprobacter não é recomendado para o tratamento de pneumonia causada por Streptococcus pneumoniae devido à eficácia limitada contra este agente bacteriano.

As infecções dos órgãos genitais podem ser causadas por isolados de Neisseria gonorrhoeae resistentes à fluoroquinolonas. É muito importante obter informações locais sobre a prevalência de resistência ao ciprofloxacino e confirmar a sensibilidade por meio de exames laboratoriais.

O ciprofloxacino está associado a casos de prolongamento do intervalo QT (uma alteração do eletrocardiograma) (Ver em, “8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR? ”). As mulheres podem ser mais sensíveis aos medicamentos que prolonguem o QTc, uma vez que tendem a ter um intervalo QTc basal mais longo em comparação aos homens. Pacientes idosos podem também ser mais sensíveis aos efeitos associados ao medicamento sobre o intervalo QT. Deve-se ter cautela ao utilizar ciprofloxacino junto com medicamentos que podem resultar em prolongamento do intervalo QT (por exemplo, antiarrítmicos de classe III ou IA, antidepressivos tricíclicos, antibióticos macrolídeos, antipsicóticos) ou em pacientes com fatores de risco para prolongamento QT ou “Torsade de Pointes” (uma alteração específica do eletrocardiograma), por exemplo, síndrome congênita do QT longo, desequilíbrio eletrolítico (sais do organismo) não corrigido, como hipocalemia (baixo nível de potássio no sangue) ou hipomagnesemia (baixo nível de magnésio no sangue) e doenças cardíacas como insuficiência cardíaca, infarto do miocárdio ou bradicardia (ritmo dos batimentos cardíacos muito lento).

Em alguns casos podem ocorrer reações alérgicas e de hipersensibilidade após uma única dose. Informe imediatamente seu médico. Em casos muito raros, pode ocorrer inchaço da face, garganta e dificuldade para respirar, podendo progredir para choque, com risco para a vida, às vezes após a primeira administração.

Nesses casos, pare imediatamente o uso de Ciprobacter e informe seu médico.

Se ocorrer diarreia grave e persistente durante ou após o tratamento, deve-se consultar o médico, pois esta pode ser sinal de doença intestinal séria, com possível risco para a vida (colite pseudomembranosa), que exige tratamento imediato. Você deve parar de usar Ciprobacter e procurar atendimento médico. Não tome antidiarreicos e fale com seu médico.

Casos de problemas no fígado (necrose hepática e insuficiência hepática) com risco para a vida têm sido relatados com ciprofloxacino. No caso de qualquer sinal e sintoma de doença no fígado como anorexia (diminuição do apetite), icterícia (coloração amarelada da pele), urina escura, prurido (coceira) ou abdômen tenso pare imediatamente o uso de Ciprobacter e informe seu médico.

Pode ocorrer aumento temporário das enzimas do fígado (transaminases e fosfatase alcalina) ou icterícia colestática (cor amarelada da pele decorrente do acúmulo de pigmentos biliares), especialmente em pacientes que já apresentaram alguma doença no fígado, que foram tratados com Ciprobacter (Ver em, “8.

Quais os males que este medicamento pode me causar?”).

Ciprobacter deve ser utilizado com cautela em pacientes com miastenia grave (doença muscular) porque os sintomas podem ser exacerbados.

Podem ocorrer tendinite e ruptura de tendão (predominantemente do tendão de Aquiles) com Ciprobacter, algumas vezes bilateral, mesmo dentro das primeiras 48 horas de tratamento. Podem ocorrer inflamação e ruptura de tendão mesmo até vários meses após a descontinuação da terapia com Ciprobacter. O risco de doença nos tendões pode estar aumentado em pacientes idosos ou pacientes tratados concomitantemente com corticosteroides.

Na suspeita de inflamação de tendão, deve-se parar imediatamente o uso de Ciprobacter e consultar o médico e o membro acometido deve ser mantido em repouso evitando esforço físico, até a valiação médica. Ciprobacter deve ser usado com cautela nos pacientes com antecedentes de distúrbios de tendão relacionados a tratamentos com quinolonas.

Ciprobacter, assim como outros medicamentos da mesma classe, é conhecido por desencadear convulsões ou diminuir o limiar convulsivo.

Caso sofra de epilepsia, tendência a convulsões ou tenha apresentado convulsões no passado, redução do fluxo sanguíneo cerebral, traumatismo craniano ou antecedente de derrame, Ciprobacter deve ser administrado somente se os benefícios do tratamento forem superiores aos possíveis riscos. Esses pacientes correm risco de efeitos indesejáveis no sistema nervoso central.

Casos de estado epiléticos têm sido relatados. Se ocorrerem convulsões pare imediatamente o uso de Ciprobacter e informe o médico.

Podem ocorrer reações psiquiátricas após a primeira administração de fluoroquinolonas, incluindo ciprofloxacino.

Em casos raros, podem ocorrer depressão ou reações psicóticas, que podem evoluir para ideias/pensamentos suicidas e comportamento autodestrutivo, como tentativa de suicídio ou suicídio.

Nesses casos pare imediatamente o uso de Ciprobacter-ciprofloxacino e informe o médico.

Têm sido relatados casos de polineuropatia sensorial ou sensoriomotora, resultando em sensações cutâneas subjetivas, perda ou diminuição de sensibilidade, alteração na sensibilidade dos sentidos ou fraqueza em pacientes recebendo fluoroquinolonas, incluindo Ciprobacter-ciprofloxacino. Caso você desenvolva sintomas neurológicos, tais como dor, queimação, formigamento, dormência ou fraqueza pare imediatamente o uso de Ciprobacter -ciprofloxacino e informe o médico.

O ciprofloxacino pode induzir reações de sensibilidade à luz, portanto, os pacientes devem evitar a exposição direta e excessiva ao sol ou à luz ultra violeta (UV). Se aparecerem reações cutâneas similares a queimaduras solares, pare imediatamente o uso de Ciprobacter-ciprofloxacino e informe o médico.

Foram observadas reações no local da aplicação intravenosa de ciprofloxacino. Estas reações são mais frequentes se o tempo de infusão for de 30 minutos ou menos. Estas reações podem desaparecer rapidamente após se completar a infusão. Não são contraindicadas as administrações intravenosas subsequentes, exceto se as reações piorarem ou reaparecerem.

Se você é um paciente diabético que toma medicamento para a diabetes por via oral: ciprofloxacino pode causar hipoglicemia (baixa de açúcar no sangue) em alguns pacientes os sintomas de baixa de açúcar no sangue devem ser tratados antes de levar a inconsciência (desmaiar). Diferentes pessoas podem sentir diferentes sintomas de baixa de açúcar no sangue. Se você apresentar sintomas de baixo açúcar no sangue, pare de usar Ciprobacter-ciprofloxacino e verifique com o seu médico de imediato:

Os sintomas da baixa de açúcar no sangue podem incluir: ansiedade, mudança de comportamento semelhante a estar bêbado, visão turva, suores frios, confusão, pele pálida e fria, com dificuldade de concentração, sonolência, fome excessiva, dor de cabeça, náuseas, nervosismo, taquicardia, tremores, ou cansaço invulgar ou fraqueza.

Gravidez e amamentação Gravidez Ciprobacter-ciprofloxacino não deve ser usado durante a gravidez. Estudos realizados com animais não evidenciaram malformações do feto, porém não se pode excluir que o medicamento possa causar lesões na cartilagem articular de organismos imaturos.

Informe seu médico se ocorrer gravidez durante o uso de Ciprobacter .

Categoria de rico C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação O ciprofloxacino é excretado no leite materno, por isso, devido ao ris co de dano articular ao feto, o uso de Ciprobacter não é recomendado durante a amamentação.

Crianças, adolescentes e idosos Como ocorre com outros inibidores da girase, o ciprofloxacino causa lesão nas articulações que suportam o peso em animais imaturos. Os dados de segurança em menores de 18 anos que sofria m principalmente de fibrose cística não evidenciaram lesão de articulação/cartilagem.

Na faixa etária de 5 a 17 anos pode ser usado no caso específico descrito abaixo.

Dados atuais confirmam o uso de ciprofloxacino para o tratamento de infecção aguda na fibrose cística causada por P. aeruginosa em crianças e adolescentes de 5 a 17 anos. Atualmente a experiência disponível sobre o uso em crianças e adolescentes com outras infecções e crianças com menos de 5 anos é insuficiente. Portanto, não deve ser usado para outras infecções e em menores de 5 anos.

O Ciprobacter pode ser usado por idosos na menor dose possível estabelecida pelo médico.

Aumento do risco de aneurisma e dissecção da aorta Estudos epidemiológicos relatam um aumento do risco de aneurisma e dissecção da aorta após a ingestão de fluoroquinolonas, particularmente na população idosa. Portanto, as fluoroquinolonas devem ser usadas apenas após avaliação cuidadosa do benefício-risco e após consideração de outras opções terapêuticas em pacientes com história familiar positiva de aneurisma, ou em pacientes diagnosticados com aneurisma aórtico pré-existente e /ou dissecção aórtica, ou na presença de outros fatores de risco ou condições predisponentes para aneurisma e dissecção da aorta (por exemplo, síndrome de Marfan, síndrome de Ehlers-Danlos vascular, arterite de Takayasu, arterite de células gigantes, doença de Behcet, hipertensão, aterosclerose conhecida). Em caso de dor súbita abdominal, no peito ou nas costas, os pacientes devem ser aconselhados a consultar imediatamente um médico Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e operar máquinas As substâncias do tipo fluoroquinolonas, incluindo o ciprofloxacino, podem prejudicar a habilidade do paciente para dirigir veículos e operar máquinas. Isso ocorre principalmente com o uso em conjunto com bebidas alcoólicas.

Interações medicamentosas A seguir, constam alguns medicamentos cujo efeito pode ser alterado se tomados com Ciprobacter ou que podem influenciar seu efeito. Fale com seu médico caso esteja tomando algum desses medicamentos.

Medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT: Ciprobacter, com outros medicamentos da mesma classe (fluoroquinolonas), deve ser utilizado com cautela em pacientes que estejam recebendo medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT (por exemplo, antiarrítmicos de classe III ou IA, antidepressivos tricíc licos, antibióticos macrolídeos, antipsicóticos).

O uso simultâneo de Ciprobacter e probenecida (tratamento complementar de infecções, por exemplo, gota) aumenta a concentração de ciprofloxacino no sangue.

Não se deve administrar Ciprobacter com tizanidina (relaxante muscular), pois pode ocorrer um aumento indesejável nas concentrações de tizanidina o sangue associado aos efeitos colaterais clinicamente importantes induzidos por esta, como queda da pressão e sonolência.

A teofilina (medicamento para a asma), usada em conjunto com Ciprobacter, pode ter sua concentração aumentada no sangue, o que favorece um aumento da frequência dos efeitos indesejáveis induzidos pela teofilina. Em casos muito raros, esses efeitos indesejáveis podem colocar a vida em risco ou ser fatais. Se o uso de ambos for inevitável, a concentração de teofilina no sangue deve ser observada e a dose reduzida conforme a necessidade.

Foi relatado que o uso de ciprofloxacino e medicamentos contendo derivados da xantina, como por exemplo, cafeína e pentoxifilina (oxpentifilina), (para distúrbios circulatórios), elevou a concentração destas substâncias no sangue. Fale com seu médico.

Em pacientes recebendo Ciprobacter e fenitoína (antiepilético) ao mesmo tempo, foi observado nível alterado (diminuído ou aumentado) de fenitoína no sangue. É recomendado o monitoramento da terapia com fenitoína, incluindo medições de concentração de fenitoína no sangue, durante e imediatamente após a administração simultânea de Ciprobacter e fenitoína para evitar a perda do controle de convulsões associadas aos níveis diminuídos de fenitoína para evitar efeitos indesejáveis relacionados à superdose de fenitoína quando o Ciprobacter- é descontinuado em pacientes que estejam recebendo ambos.

O uso simultâneo com Ciprobacter pode retardar a excreção do metotrexato (imunossupressor usado em alguns tipos de câncer, psoríase e artrite reumatóide), aumentando o nível plasmático deste.

Anti-inflamatórios não-hormonais, por exemplo, o ibuprofeno (para dor, febre ou inflamação): estudos em animais mostraram que o uso combinado de doses muito altas de quinolonas e certos anti-inflamatórios não-esteroides podem desencadear convulsões. Isto não se refere aos que contêm ácido acetilsalicílico.

Observou-se em alguns casos, aumento transitório da concentração de creatinina no sangue, que avalia a função renal, ao se administrar Ciprobacter simultaneamente com ciclosporina (imunossupressor usado em doenças de pele, artrite reumatóide e transplante de órgãos). Nesses casos é necessário controlar frequentemente (duas vezes por semana) a concentração de creatinina.

A administração simultânea de ciprofloxacino com substâncias antagonistas da vitamina K, como por exemplo, varfarina, acenocoumarol, femprocumona, fluindiona, pode aumentar os efeitos anticoagulantes destas. Fale com seu médico.

O uso simultâneo de Ciprobacter e antidiabéticos orais (para diminuição dos níveis de açúcar no sangue) principalmente sulfonilureias, como por exemplo, glibenclamida, glimepiridina, pode provocar diminuição de açúcar no sangue (hipoglicemia), possivelmente por intensificar a ação do antidiabético oral.

O uso simultâneo de Ciprobacter e duloxetina (antidepressivo) pode levar a um aumento da duloxetina no sangue.

No uso concomitante de Ciprobacter com ropinirol (medicamento para doença de Parkinson), seu médico deverá monitorar os efeitos indesejáveis e realizar o ajuste de dose de ropinirol.

No uso de Ciprobacter com lidocaína (para doenças cardíacas e anestésico local), podem ocorrer interações entre estas substâncias, acompanhadas de efeitos secundários.

A concentração de clozapina (antipsicótico usado na esquizofrenia) no sangue aumenta se administrada junto com Ciprobacter. Seu médico deverá monitorar e ajustar a dose de clozapina apropriadamente durante e logo após a administração simultânea destas substâncias.

O uso simultâneo de sildenafila (por exemplo, para disfunção erétil) e ciprofloxacino mostrou aumentar a concentração daquela substância no sangue, por isso, seu médico deverá considerar os riscos e benefícios ao recomendar o uso conjunto destas substâncias. O ciprofloxacino demonstrou em testes in vitro capacidade de interferir no teste de cultura de um tipo de bactéria – Mycobacterium tuberculosis – causando resultado falso negativo em pacientes fazendo uso de ciprofloxacino. Fale com seu médico.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Ciprobacter deve ser conservado na embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da luz e da umidade. Não congelar.

Número de lote, data de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

O produto só poderá ser utilizado até o vencimento do seu prazo de validade, impresso na embalagem externa, pois após esta data perde sua eficácia.

Evitar o calor excessivo (ambiente com temperatura superior a 30°C). Evite armazenar a solução sob refrigeração, pois pode ocorrer precipitação, embora esta se redissolva à temperatura ambiente. A solução para infusão de Ciprobacter é sensível à luz; portanto, só deve ser retirada da embalagem externa no momento do uso.

Características organolépticas:

Ciprobacter é uma solução para aplicação intravenosa (infusão), límpida, incolor à levemente amarelada e isenta de partículas em suspensão.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

DOSAGEM A dose geralmente recomendada pelo médico é a seguinte:

Adultos Dose diária recomendada de Ciprobacter via intravenosa em adultos Indicações Dose diária para adultos de ciprofloxacino (mg) intravenoso Infecções do trato respiratório (dependendo da gravidade e do micro-organismo) 2 x 200 mg a 400 mg Infecções do trato urinário:

Aguda, não complicada 2 x 100 mg Cistite em mulheres (antes da menopausa) Dose única 100 mg Complicada 2 x 200 mg Gonorreia:

-Extragenital -Aguda, não complicada 2 x 100 mg Dose única 100 mg Diarreia 2 x 200 mg Outras infecções (ver indicações) 2 x 200 a 400 mg Infecções graves, com risco para a vida: Principalmente quando causadas por Pseudomonas Staphylococcus ou Streptococcus Pneumonia estreptocócica 3 x 400 mg Infecções recorrentes em fibrose cística Infecções ósseas e das articulações Septicemia Peritonite Antraz Adultos: 400 mg de ciprofloxacino i.v. duas vezes por dia.

Crianças: 10 mg de ciprofloxacino i.v./kg de peso corpóreo duas vezes por dia. A dose máxima para crianças não deve exceder 400 mg (dose diária máxima: 800 mg i.v.).

O tratamento deve começar imediatamente após a suspeita ou confirmação da inalação dos patógenos de antraz. Após administração intravenosa, pode -se prosseguir com o tratamento oral.

Pacientes idosos Pacientes idosos devem receber a menor dose de acordo com a gravidade da doença e com a sua função renal.

Crianças e adolescentes A dose recomendada para infecção aguda causada por P. aeruginosa em pacientes de 5 a 17 anos com fibrose cística é de 3 vezes 10 mg/kg por dia i.v. (máximo 1.200 mg/dia).

Pacientes com mau funcionamento dos rins e do fígado Adultos 1. Recomendam-se as seguintes doses para a disfunção renal moderada ou grave:

1.1 Depuração de creatinina entre 30 e 50 mL/min (creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/100 mL), a dose máxima é de 800 mg por via endovenosa por dia.

1.2. Depuração de creatinina inferior a 30 mL/min (creatinina sérica igual ou superior a 2 mg/100 mL), a dose máxima para administração i.v. é de 400 mg por dia.

2. Na disfunção renal e sob hemodiálise, a dose é a mesma após cada sessão de diálise que para os pacientes com disfunção renal moderada ou grave (Ver em, “1. PARA QUÊ ESTE MEDICAMENTO É

Indicado?”).

3. Disfunção renal e em diálise peritoneal ambulatorial contínua (DPAC), para peritonite, Ciprobacter pode ser adicionado ao dialisado (intraperitoneal) 4x por dia, a cada 6 horas, na dose de 50 mg por litro de dialisado. A experiência clínica nessa indicação é limitada. São necessárias doses altas de Ciprobacter para atingir concentrações suficientes de ciprofloxacino no peritônio, devendo os efeitos colaterais serem atentamente observados. Ocorrendo efeito colateral de relevância clínica ou sintomas de superdose, deve -se diminuir a dose ou interromper a administração de Ciprobacter.

4. Não é preciso ajustar a dose em caso de mau funcionamento do fígado.

5. Em caso de mau funcionamento do fígado e dos rins, a dose deve ser a mesma usada para disfunção renal. Pode ser necessário monitorar a concentração de ciprofloxacino no sangue.

Crianças e adolescentes Doses em crianças e adolescentes com funções renal e/ou hepática alteradas não foram estudadas.

COMO USAR O tempo de infusão é de no mínimo 60 minutos. A infusão lenta em uma veia de grande calibre evita desconforto ao paciente e reduz a irritação da veia.

Duração do tratamento A duração do tratamento depende da gravidade da doença e do curso clínico e bacteriológico. Em geral, o tratamento deve sempre prosseguir por pelo menos 3 dias após a febre e os sinais clínicos terem desaparecido.

Em geral, a duração média do tratamento é:

Adultos

  • 1 dia, nos casos de gonorreia aguda não complicada e cistite (infecção na bexiga);
  • até 7 dias para infecções dos rins, trato urinário e cavidade abdominal;
  • em pacientes com baixa resistência (sistema imunológico comprometido), o tratamento deve prosseguir enquanto a contagem total de glóbulos brancos estiver reduzida (fase neutropênica);
  • no máximo 2 meses para osteomielite (infeção óssea);

-7 a 14 dias para todas as outras infecções.

Em infecções estreptocócicas, o tratamento deve continuar por pelo menos 10 dias, por risco de complicações tardias.

Igualmente, as infecções por Chlamydia spp. devem ser tratadas durante pelo menos 10 dias.

Crianças e adolescentes com idade entre 5 e 17 anos: 10 – 14 dias para episódios de infecção aguda de fibrose cística causada por P. aeruginosa.

Antraz: 60 dias de tratamento para terapia imediata e para tratamento de infecções após a inalação de patógenos de antraz.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Como qualquer medicamento, Ciprobacter pode ter efeitos indesejáveis.

Os efeitos adversos associados ao Ciprobacter e outros antibacterianos fluoroquinolonas, envolvem na maioria das vezes distúrbios gastrointestinais como incluem náuseas, vômito, diarreia, dor abdominal, dispepsia são os efeitos adversos mais frequentes. Pseudomembranous colitis tem sido raramente relatada.

Dor de cabeça, tontura e agitação são alguns dos efeitos mais comuns sobre o SNC. Outros incluem tremor, sonolência, insônia, pesadelos e distúrbios sensoriais visuais e, mais raramente, alucinações, reações psicóticas, depressão e convulsões. Parestesia e neuropatia periférica têm ocorrido ocasionalmente.

Além de erupções cutâneas e prurido (coceira), outras reações que afetam a pele, raramente são do tipo vasculite, eritema multiforme, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica.

Fotossensibilidade não são mais frequentes com algumas fluoroquinolonas como lomeflofracino e esparfloxacino. Anafilaxia tem sido associada com ciprofloxacino e outros agentes antibacterianos de quinolonas.

Outros efeitos adversos relatados com ciprofloxacino incluem aumentos transitórios da creatinina ou ureia sérica e, ocasionalmente, insuficiência renal aguda secundária e nefrite instersticial; cristalúria; valores elevados da enzima hepática, icterícia ( pele amarelada) e hepatite, distúrbios hematológicos, incluindo eosinofilia, leucopenia, trombocitopenia e, raramente, pancitopenia, anemia hemolítica ou agranulocitose, mialgia ( dor), ginecomastia, e efeitos cardiovasculares, incluindo taquicardia, ( batimentos cardíacos acelerados) edema,( inchaço) síncope e sudorese (suor).

A frequência é indicada da seguinte forma: muito comum (maior ou igual a 10%), comum (entre 1% e 10%), incomum (entre 0,1% e 1%), rara (entre 0,01% e 0,1%), muito rara (inferior a 0,01%) e frequência desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Infecções e infestações Reações incomuns: superinfecções micóticas (infecção por fungos, junto com infecção bacteriana ou após esta). O tratamento prolongado ou repetido com Ciprobacter pode reduzir a sensibilidade das bactérias ao ciprofloxacino; por isso, o paciente pode infectar-se novamente com a mesma bactéria ou por leveduras (fungos) antes da erradicação da infecção inicial.

Reações raras: colite (inflamação do intestino grosso) associada ao uso de antibiótico (muito raramente, com possível evolução fatal).

Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo Reações incomuns: aumento de um tipo de glóbulos brancos do sangue, os eosinófilos (eosinofilia).

Reações raras: redução dos glóbulos brancos (leucopenia) ou apenas dos glóbulos brancos chamados neutrófilos (neutropenia), redução de glóbulos vermelhos (anemia) ou de plaquetas (trombocitopenia), aumento de glóbulos brancos do sangue (leucocitose) e aumento persistente das plaquetas no sangue (plaquetose).

Reações muito raras: aumento da degradação dos glóbulos vermelhos (anemia hemolítica), redução de todas as células sanguíneas (pancitopenia com possível risco para a vida), ausência dos glóbulos brancos chamados neutrófilos, com possíveis sintomas de calafrios, febre (agranulocitose), função da medula óssea reduzida (com possível risco para a vida).

Distúrbios imunológicos Reações raras: reação alérgica e inchaço alérgico/angioedema.

Reações muito raras: reação alérgica intensa e choque alérgico (por exemplo, inchaço do rosto, da laringe; dificuldade de respirar que pode levar a choque, queda brusca da pressão arterial, com risco para a vida), e reações similares àquelas associadas com doença do soro (por exemplo, febre, alergia, inchaço dos gânglios linfáticos, vermelhidão da pele e inchaço).

Distúrbios metabólicos e nutricionais Reações incomuns: diminuição do apetite e da indigestão de alimentos.

Reações raras: aumento da concentração de açúcar no sangue (hiperglicemia), diminuição da concentração de açúcar no sangue (hipoglicemia).

Distúrbios psiquiátricos Reações incomuns: hiperatividade psicomotora/agitação.

Reações raras: confusão mental, desorientação, ansiedade, sonhos anormais, depressão* e alucinações.

Reações muito raras: reações psicóticas*.

  • potencialmente culminando em comportamentos autodestrutivos, como ideias/pensamentos suicidas e tentativa de suicídio, ou suicídio.

Distúrbios do sistema nervoso Reações incomuns: dor de cabeça, tontura, distúrbios do sono, alteração do paladar.

Reações raras: sensações anormais, como por exemplo, de formigamento, dormência (parestesia, disestesia), tremores, convulsões (incluindo estado epilético), diminuição da sensibilidade geral (hipoestesia), tonturas giratórias (vertigem).

Reações muito raras: enxaqueca, distúrbios da coordenação, alteração do olfato, aumento da sensibilidade geral ou específica (hiperestesia), aumento da pressão intracraniana (pseudotumor cerebral).

Reações de frequência desconhecida: neuropatia periférica e polineuropatia (doenças que afetam um ou vários nervos).

Distúrbios da visão Reações raras: alterações da visão.

Reações muito raras: distorção visual das cores.

Distúrbios da audição e do labirinto Reações raras: zumbido e perda da audição.

Reações muito raras: alterações da audição.

Distúrbios cardíacos Reações raras: taquicardia (aumento da frequência cardíaca).

Reações de frequência desconhecida: alteração no eletrocardiograma chamada prolongamento do intervalo QT, alteração no ritmo do coração (arritmia ventricular), “Torsade de Pointes” *(uma alteração específica do eletrocardiograma).

*Estas reações foram relatadas durante o período de observação pós -comercialização e foram observadas predominantemente entre pacientes com mais fatores de risco para prolongamento do intervalo QT (Ver em, “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO? ”).

Distúrbios vasculares Reações raras: dilatação dos vasos sanguíneos, pressão arterial baixa e desmaio (síncope).

Reações muito raras: inflamação dos vasos sanguíneos (vasculite.) Distúrbios respiratórios Reações raras: falta de ar (dispneia), incluindo condição asmática.

Distúrbios gastrintestinais Reações comuns: enjoo e diarreia.

Reações incomuns: vômitos, dores gastrintestinais e abdominais, dispepsia (má digestão) e gases.

Reações muito raras: pancreatite (inflamação do pâncreas).

Distúrbios hepatobiliares Reações incomuns: aumento das transaminases (enzimas do fígado) e aumento da bilirrubina.

Reações raras: comprometimento do funcionamento do fígado, icterícia (coloração amarelada da pele) e hepatite (inflamação do fígado) não infecciosa.

Reações muito raras: morte das células do fígado, que muito raramente evolui para insuficiência hepática com risco para a vida.

Lesões da pele e do tecido subcutâneo Reações incomuns: vermelhidão da pele (rash cutâneo), coceira e urticária (reação alérgica de pele).

Reações raras: sensibilidade à luz e formação de bolhas.

Reações muito raras: hemorragias pontilhadas da pele (petéquias), eritema nodoso e eritema multiforme (lesões de pele) síndrome de Stevens-Johnson (reação grave de pele caracterizada por bolhas), potencialmente fatal, e necrólise epidérmica tóxica (reações graves de pele, com potencial risco para a vida).

Reações de frequência desconhecida: pustulose exantemática generalizada aguda (erupção cutânea pustular).

Distúrbios ósseos, do tecido conjuntivo e musculoesqueléticos Reações incomuns: dor nas articulações.

Reações raras: dor muscular, inflamação nas articulações (artrite), aumento do tônus muscular e cãibras.

Reações muito raras: fraqueza muscular, inflamação dos tendões (tendinite) e rupturas de tendões (predominantemente do tendão de Aquiles), piora dos sintomas da miastenia grave (doença muscular grave).

Distúrbios renais e urinários Reações incomuns: alteração do funcionamento dos rins.

Reações raras: inflamação dos rins (nefrite túbulo-intersticial), insuficiência (alteração da função) renal, presença de sangue e de cristais na urina.

Distúrbios gerais Reações incomuns: dor inespecífica, mal-estar geral, febre.

Reações raras: inchaço, transpiração excessiva.

Reações muito raras: alterações do modo de andar.

Investigações Reações incomuns: aumento da enzima hepática fosfatase alcalina no sangue.

Reações raras: alteração no exame de coagulação (nível anormal de protrombina) e aumento da amilase (enzima que avalia a função do pâncreas).

Reações de frequência desconhecida: aumento da razão normalizada internacional (RNI) que avalia a coagulação sanguínea (em pacientes tratados com antagonistas de vitamina K).

As seguintes reações adversas tiveram categoria de frequência mais elevada nos subgrupos de pacientes recebendo tratamento intravenoso ou sequencial (intravenoso para oral):

Comum: Vômito, aumento transitório das transaminases, rash cutâneo.

Incomum:

Trombocitopenia, plaquetose, confusão e desorientação, alucinações, parestesia, disestesia, convulsão, vertigem, distúrbios visuais, perda de audição, taquicardia, vasodilatação, hipotensão, alteração hepática transitória, icterícia, insuficiência renal, edema.

Raras:

Pancitopenia, depressão da medula óssea, choque anafilático, reações psicóticas, enxaqueca, distúrbios do olfato, alteração da audição, vasculite, pancreatite, necrose hepática, petéquias, ruptura de tendão.

Crianças A incidência de artropatia (inflamação das articulações), mencionada acima, refere-se a dados coletados em estudos com adultos. Em crianças, artropatia é relatada frequentemente (Ver em, “4. O QUE DEVO

Saber antes de usar este medicamento?”).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Há relatos de alguns casos de toxicidade renal reversível após superdose aguda. Nesses casos, a função renal deve ser monitorada pelo médico. Portanto, além das medidas habituais de emergência, recomenda-se monitorar a função renal. Os pacientes devem ser mantidos bem hidratados. Apenas uma pequena quantidade do ciprofloxacino (menos de 10%) é eliminada mediante hemodiálise ou diálise peritoneal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Uso restrito a hospitais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Reg. MS. n°: 1.0311.0151 Resp. Técnico: Caroline Fagundes do Amaral Lenza CRF-GO n° 5554 Fabricado por:

Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A.

Eusébio – CE Registrado por:

Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A.

Br 153, Km 3, Conjunto Palmares, Goiânia -GO - CEP: 74775-027 CNPJ: 01.571.702/0001-98 - Insc. Estadual: 10.001.621-9 sac@halexistar.com.br | www.halexistar.com.br Tel.: (62) 3265 6500 - SAC: 0800 646 6500 Indústria Brasileira

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Bula profissional de saude

Ciprobacter

Halex istar

SOLUÇÃO PARANFUSÃO 2mglml BU002/08 Ciprobacter ciprofloxacino si.W§§!:;in:i§§l§Wiiià§W*-s arnrsnNrnçôes Solução para infusão de ciprofloxacino 2 mg/mL. Caixa contendo 60 bolsas pkísticas com 100 mL.

Solução para infusão de ciprofloxacino 2 mglmL. Caixa contendo 32 bolsas plasticas com 200 mL.

VtA DE ADMINISTRAÇAO: INTRAVENOSA

Sistema fechado - poltetileno

USOADULTO courosrçÁo: ciproÍloxacino 0,27o Cada mL contém: ciprofl oxacino (D.C.B. 021 37) Excipientes: cloreto de sódio, ácido láctico, ácido clorídrico e água para injetáveis.

Conteúdo eletrolítico: sódio §a +):................ cloreto (Cl-):..........., Osmolaridade:....... isofarmâ ......2m9 .......154 mEq/L ........154 mEq/L 324 mOsm,/L TNFORMAÇÓES TÉCNTCAS AOS PROFTSSTONATS nB SaÚnr l.INDICAÇÔES As indicações de Ciprobacter são as seguintes:

Adultos:

PaÍa o tratamento de infecções complicadas e não complicadas causadas por micro-organismos sensíveis ao ciprofloxacino:

  • do trato respiratório. Muitos dos micro-organismos,p. ex. Klebsiella, Enterobacter, Proteus, E. coli, Pseudomonas, Haemophilus, Moraxella, Legionella e Staphylococcus-Íeagem com muita sensibilidade ao Ciprobacter. A maioria dos casos de pneumonia que não necessitam de tratamento hospitalar é causada por Streptococcus pneumoniae. Nesses casos, Ciprobacter não é o medicamento de primeira escolha;
  • do ouvido médio (otite média) e dos seios paranasais (sinusite), especialmente se causadas por Pseudomonas ou Staphylococctts;
  • dos olhos;
  • dos rins e/ou do trato urinário eferente;
  • dos órgãos reprodutores, inclusive inflamação dos ovarios e das tubas uterinas (anexite), gonorreia e infecções da próstata (prostatite);
  • da cavidade abdominal (p. ex. do trato gastrintestinal, do trato biliar e do peritônio);
  • da pele e de tecidos moles;
  • dos ossos e articulações. lnfecção general izada (septicemia).

Infecções ou risco de infecção (profrlaxia) em pacientes com sistema imunológico comprometido, por exemplo, pacientes em tratamento com medicamentos que inibem as defesas imunológicas naturais do organismo ou pacientes com número reduzido de glóbulos brancos do sangue.

Descontaminação intestinal seletiva em pacientes sob úatamento com imunossupressores.

Ciprobacter não é eficaz conúa Treponema pallidum (cawador da sífilis).

Crianças e adolescentes entre 5 e 17 anos Para infecção aguda na fibrose cística (disúrbio metabólico hereditario que aumenta a produção e a viscosidade das secreções nos brônquios e no trato digestivo) causada por P aeruginosd se não houver possibilidade de outros trataÍnentos injetáveis mais eficazes.

Não se recomenda Ciprobacter paÍa outras indicações.

Antraz por inalação (após exposiçtro) em adultos e crianças:

Para terapia imediata e paÍa tratamento de antraz após inalação de bacilos de antraz (Bacillus anthracis).

02

Resultados de eficácia

O ciprofloxacino é uma fluoroquinolona com um amplo espectro de ação contra bactériu Gram-positivas e Gram-negatiyas, indicado parauma variedade de infecções. Este fármaco não tem interação com penicilinas, cefalosporinas e aminoglicosídeos, sendo que os micro-organismos resistentes a estes antibióticos geralme nte não são resistentes ao ciprofloxacino (AIR & COX, 1989; DOMINGUEZ ET AL, 1989). Em um estudo realizado por AIR & COX (1989) homens com infecçíirc do trato urinário foram randomizados para receber 30 mg de ciprofloxacino ou 1 g de cefotaxima, ambos via intravenosa. Não houve evidência de infecção bacteriana após a cirurgia em 947o dos pacientes utilizando ciprofloxacino e em92%o dos pacientes utilizando cefotaxima.

Recém-nascidos com infecção por Pseudomonas aeruginosa foram hatados com ciprofloxacino via intravenosa e a infecçâo bacteriana foi erradicada em 93,47o dos recém-nascidos. Não houve anormalidades laboratoriais relacionadas ao uso do ciprofloxacino neste estudo (BELET; HACIOMEROGLU; KUÇUKODUK, 2004).

Pacientes hospitalizados com sepse (bacilos Gram-negativos) foram tÍatados com 300 mg de ciprofloxacino via intravenosa a cada l2 h e a taxa de cura foi de 88,9%. O registro de eventos adversos foi mínimo (BROWN E SMITH, 1989).

Dezoito crianças com febre tifoide foram tratadas com ciprofloxacino via infavenosa (10 mg/kgldia) e a taxa foi obsewada em 94,47o dos pacientes (DUTTA ET AL, 1993).

O ciprofloxacino (200 mg IV a cada 12 h) ou a ceftazidima (0,5 a2 g,IV, a cada 12 h) foram administrados em pacientes com infecções diversas e a enadicação das bactérias foi atingida por 70,80Á dos pacientes recebendo ciprofloxacino e por 72,4%o dos pacientes recebendo ceftazidima. A resolução clinica foi observada em 9I,7Yo dos pacientes recebendo ciprofloxacino e por 89,7Vo dos pacientes recebendo cedtazidima (GALLIS ET AL, 1989).

O ciprofloxacino (200 mg IV a cada 12 h por l2 dias) foi utilizado no tratamento de vinte pacientes com meningite grave. Os principais microtrganismos isolados forma E coli, P. mirabillis, K. pneumoniae, P. aeruginosa, Eníerobacter cloacae e Acinetobacter calcoaceticas. A taxa de cura foi de 90% (SCHONWALD et al, 1989).

8U002/08 Em estudo de segurança realizado por Arcieri e colúoradores (1989) o ciprofloxacino por via intravenosa foi administrado em 1869 pacientes devido a diversos tipos de infecções. Na maioria das vezes o ciprofloxacino foi utilizado nas doses de 200 mg (68% dos pacientes) ou 300 mg (28% dos pacientes) a cada 12 horas, com infusão por 30 minutos. Os eventos adversos relatados por 15,8% dos pacientes.

Fortanto, baseando-se nos estudos realizados, podemos aftrmar que a solução injetável contendo 2 mg/ml (0,2yo) de ciprofloxacino em soluçao de cloreto de sódio a0,9V' é eficaz e segura no tratamento de infecaões complicadas e não complicadas causadas por micro-organismos sensíveis ao ciprofl oxacino.

03

Característtcs farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas O ciprofloxacino é um agente antibacteriuro quinolônico sintético, de amplo espectro (código ATC J0tMA02).

Mecanismo de Ação O ciprofloxacino iem atividade in vitro contra uma ampla gama de micro-organismos Gram-negativos e Gram-positivos A ação bactêricida do ciprofloxacino resulta da inibição da topoiiomãrase bacteriana do tipo II (DNA girase) e topoisomerase IY necessárias para a replicação, transcrição, reparo e recombinação do DNA bacteriano.

Mecanismo de Resistência A resistência in vitro ao ciprofloxacino é fiequente por mutações das topoisomerases bacteÍianas e se desenvolve lentamente em várias etapas. A resistência ao ciprofloxacino devida a mutações espontâneas ocoÍre com uma frequência entre- <10'e 1.05 A resistência cruzada entre as fluoroquinolonas aparece, quando a reiistência surge por mutação. As mutações únicas podem red""'ir a sensibilidade, em lugar de produzir iesistência ólinirq ,* as mutações múltiplas, em geral levam à resistência clínica ao ciprofloxacino e à resistência cruzada entre as quinolonas. A impermeabilidade bacteriana e/ou expressão das bombas de efluxo podem afetar a sensibilidade ao ciprofloxacinà. Está relatada iesistência mediada por plasmídeoJ e codificada poÍ gene qnr. Os mecanismos de resistência que inativam as penicilinas, as cefalosporinas, os aminogiicosidror, os macrolideos e as tehaciclinas podem níIo interferir na atividade antibacteriana do ciprofloxacino . úo r. conhece nenhuma resistência cruzada entre o ciprofloxacino e outÍos gÍupos antimicrobianos. Os micro-organismos Íesistentes a esses medicamentos podem ser sensiveis ao ciprofloxacino.

A concentração bactericida minima (CBM) geralmente não excede a conóentração inibitória mínima (CIM) em mais que o dobro' Sensibilidade in vitro ao ciprofloxacino A prevalência da resistênciaadquirida pode variar segundo a região geográÍica e o tempo para determinadas espécie-s, e é desejável dispor de informação local de rásistênci4 principalménte quandó se [ratat de infecções graves. Quando necessário, deve-se solicitar o ànselho de um especialist",. u p."ríén.ia Íocal da reiistência é tal que seja questionada a utilidade do preparado, pelo menos frente a determinados tipos de infecção.

O ciprofloxacino tem mãstrado atividade in vitro contra cepas sensíveis dos seguintes micro-organismos:

Micro-organismos Grem-positivos aeróbios: Bacillus aníhracis, Enterococcltsfaecalis (muitas cepas são somente moderadamente aureus sensíveis à Os seguintes microorganismos mostÍam um grau variável de sensibilidade ao ciprofloxacino'. Burkholderia cepacia, Campylobacter spp., Enterococcus jaecalis, Morganella morganii, Neisseria gonoruhoeae, Proteus mirabilis, Pseudomonas aeruginosa' iieudomonas_;fiuor"rrrnr, Serratia-marces"rr". br seguintes micro-organismos são considerados intrinsecamente resistentes ao ciprofloxacino: Staphylococcus aurez.s (resistente àmeticilina) e Stenotrophomonas maltophilia.

O ciprofloxacino moítra atividade contra Bacillus anthracis lanto in vitro, como quando se medem os valores séricos como marcador sucedâneo.

Propriedades farmacocinéticas A farmacocinética do ciprofloxacino foi avaliada cm diferentes populações humanas. A concentração sérica miáxima média no estado de equilíbrio obtida emhumanos adultos tÍatados com 500 mg por via oral de 12 em 12 horas é de 2,97 mcg/mL, sendo de 4,56 mcg/ml após administração intravenosa de 400 mg de 12 em 12 horas. A concentÍação sérica mínima média no estado de equilíbrio .11-u*bor'o, esquemÍs é 0,2 mcglmL. Em um estudo de I0 pacientes pediatricos de 6 a l6 anos, a concentração plasmática máxima média alcançada foi de 8,3 mcg/mf e a conc€ntração mínima variou de 0,09 a 0,26 mcglmL após administração de duas infusões intravenosas de 30 minutos de l0 mglkg, com intervalo de 12 horas. Após a segunda infusÍin intravenos4 os pacientes pͧsaÍam a receber 15 mglkg por via oral de tZlm tZ horas, tendo-se atingido a concentraçâo máxima média de 3,6 mcg/ml após a primeira dose oral. Os ãadoi de segurança de longo prazo com administração de cip-rofloxacino a pacientes pediátricos, incluindo os efeitos na cartilagem, são limitadoslver ém, "s. ebvnRTÊNCIAS E PRECAUÇÕES ") Absorção As concentrações séricas máximas médias após infusão intravenosa de Ciprobacter são atingidas ao final da infusão. A farmacocinética do ciprofloxacino é linear dentro do intervalo posológico, até 400 mg por via intravenosa.

Distribuição A ligação proteica do ciprofloxacino é baixa (20 -30yú e a substância no plasma encontra-se fundamentalmente sob a forma não ioniãaáa. ô ciprofloxacino pode difundir-se livremente para o espaço extravasculaÍ. O grande volume de distribuição no estado de equilíbrio, de 2-3 L/Kg de peso corpóreo, mostra que o ciprofloxacino penetra nos tecidos e atinge concentrações que claramente excedem os valores séricos correspondentes.

Metabolismo Foram relatadas pequenas concentÍações de 4 metabólitos, identifrcados como desetilenociprofloxacino (Ml), sulfociprofloxacino (M2), oxociproflóxacino (M3) e formilciprofloxacino (M4). Ml a M3 apresentam atividade antibacteriana in vitro comparável ou Micro-organismos Gra m-negativos aeróbios Providencia Burkholderia Klebsiella Pseudomonas calarrhalis marcescenS Enterobacter Neisseria Enterobacter cloacae Proteus mirabilis coli BU002/08 Klebsiella pneumoniae Pseudomonas aeruRinosa Camovlobacter spp.

Citrobacter freudii Morpanella morPanii Shisella wp.

Proteus vulgaris H aem op hillu s iníluenme inferior à do ácido nalidíxico. O M4, o menor em quantidade, apresenta atividade antimicrobiana in vitro quase equivalente à do norfloxacino.

Eliminação O ciprofloxacino é amplamente excretado sob forma inalterada pelos rins e, em menor extensão, por via extra renal.

Crianças Em um estudo com crianças, a C,*.e aAUC não foram dependentes da idade. Nenhum aumento notável de C,r. e AUC foi observado com doses múltiplas (l0 mg/kg/3 x dia). Em l0 crianças menores de I ano com septicemia grave, a Cn5. foi de 6,1 mg/L (faixa de 4,6

  • 8,3 mg/L) após infusão intravenosa de 10 mg/kg durante I hora:e7,2mg/L(faixa4,1 - ll,8 mg/L) em crianças de I a 5 anos. Os valores da AUC foram de 17,4 mg.hlL (faixa 11,8 - 32,0 mg.h/L) e de 16,5 mg.h,/L (faixa ll,0 - 23,8 mg.h/L) nas respectivas faixas etárias. Esses valores estão dentro da faixa relatada para adultos tratados com doses terapêuticas. Com base na análise farmacocinética da população pediátrica com infecções diversas, a meia-vida média esperada em crianças é de aproximadamente 4 a 5 horas.

Dados Pré-Clínicos de Segurança Toxicidade aguda A toxicidade aguda do ciprofloxacino após a administração oral pode ser classificada como muito baixa. Dependendo da espécie, a DL5s após infusão intravenosa é 125-290 mg/kg.

Toxicidade Crônica Estudos de Tolerabilidade Crônica acima de 6 meses Administração oral: doses até e iguais a 500 mg/kg e 30 mg/kg foram toleradas sem danos por Íatos e macacos, respectivamente.

Em alguns macacos no grupo de dose máxima (90 mg/kg) foram observadas alterações nos tubulos renais distais.

Administração pârenterâl: no gÍupo de macacos tratados com dose mais alta (20 mg/kg) foram detectadas concentÍações de ureia e creatinina levemente elevadas e alterações nos tubulos renais distais.

Carcinogenicidade Nos estudos de carcinogenicidade em camundongos (21 meses) e ratos (24 meses) tratados com doses de até aproximadamente 1000 mg/kg de peso corporal/dia em camundongos e 125 mglkg de peso corporal/dia em ratos (aumentada para 250 mglkg de peso corporal/dia após 22 semanas), não se evidenciou potencial carcinogênico de qualquer das doses avaliadas.

Toxicologia da reprodução Estudos de fertilidade em ratas: o ciprofloxacino não modificou a fertilidade, o desenvolvimento intrauterino e pós-natal das crias, nem a fertilidade da geração Fl.

Estudos de embriotoxicidade: não se observou indício de qualquer embriotoxicidade ou teratogenicidade do ciprofloxacino.

Desenvolvimento perinatel e pós-natal em ratas: não se detectaram efeitos no desenvolvimento perinatal ou pós-natal dos animais.

A pesquisa histológica ao fim do período de criação não revelou nenhum sinal de dano articular nas crias.

Mutagenicidade Foram realizados oito esfudos sobre mutagenicidade in vitro com o ciprofloxacino.

Embora dois dos oito ensaios in vitro [Ensaio de mutação de células de linfoma de camundongos e o Ensaio de reparo de hepatócitos de ratos em cultivo primário (UDS)] teúam apresentado resultados positivos, todos os sistemas de testes in vivo que cobriam todos os aspectos relevantes resultaram negativos.

Estudos de tolerabilidade articular Assim como outros inibidores da girase, o ciprofloxacino causa danos nas grandes articulações que suportam peso em animais imaturos. O grau da lesão articular varia de acordo com a idade, espécie e dose; a lesão pode ser reduzida eliminando-se a carga articular. Os estudos com animais adultos (rato, cão) não evidenciaram lesões nas cartilagens. Em um estudo com cãesjovens Beagle, o ciprofloxacino em altas doses (1,3 a 3,5 vezes a dose terapêutica), causou lesões articulares após duas semanÍs de tratamento, que ainda estavam presentes após 5 meses. Com doses terapêuticas não se observaram esses efeitos.

04

Contratndtcaçôes

Hipersensibilidade ao ciprofloxacino ou a outro derivado quinolônico ou a qualquer componente da fórmula (Ver em, "coMPosrÇAo').

A administração concomitante de ciprofloxacino e tizanidina (Ver em, "6. INTERAÇÔES MEDICAMENTOSAS).

Categoria de risco C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientaçilo médica ou do cirurgião-dentista.

5, ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES Infecções graves e/ou infecções por bactérias anaeróbias ou Gram-positivas PaÍa o tratamento de infecções graves, infecções por Staphylococcas e infecções envolvendo bactérias anaeróbias, o Ciprobacter deve ser utilizado em associação a um antibiótico apropriado.

Infecções poÍ Streplococcus pneumo niae Ciprobacter não é recomendado para o tratamento de infecções pneumocócicas devido à eficácia limitada contÍa Strcptococclts pneumoniae Infecções do trâto genital As infecções do tÍato genital podem ser causadas por isolados de Neisseria gonothoeae resistentes à fluoroquinolona. Em infecções do trato genital que tem ou podem ter causa ligada à Neisseria gonorrhoeae, é muito importante obter informações locais sobre a prevalência de resistência ao ciprofloxacino e confirmar a sensibilidade por meio de exames laboratoriais.

Distúrbios cardíacos Ciprofloxacino está associado a casos de prolongamento de QT (Ver em, "9. REAÇÕES ADVERSAS"). As mulheres podem ser mais sensíveis aos medicamentos que prolonguem o QTc, uma vez que tendem a ter intervalo de QTc basal mais longo em comparação aos homens. Pacientes idosos também podem ser mais sensíveis aos efeitos associados ao medicamento sobre o intervalo QT. Deve-se ter cautela ao utilizar Ciprobacter concomitantemente com medicamentos que podem resultar em prolongamento do intewalo QT (por exemplo, antiarrítmicos de classe III ou IA, antidepÍessivos tricíclicos, macrolídeos, antipsicóticos) (Ver em, "6, INTERAÇÔES MEDICAMENTOSAS') ou em pacientes com fatores de risco para prolongamento de QT ou *Torsade de Pointes" (por exemplo, BU002/08 síndrome congênita de QT longo, desequilíbrio eletrolítico não conigido assim como hipocalemia ou hipomagnesemia e doenças cardíacas como insuficiência cardíac4 infaÍo do miocárdio ou bradicardia).

Hipersensibilidade Em alguns casos podem ocorrer reações alérgicas e de hipersensibilidade após uma única dose (Ver em, "9. REAÇÕES ADVERSAS), devendo o paciente informar ao médico imediatamente. Em casos muito raros reações a.nafrláticas/anaÍilactóides podem progredir para um estado de choque, com risco para a vid4 em alguns casos após a primeira administração (Ver em, "9.

REAÇÓES ADVERSAS). Em tais circunstâncias, a administração de Ciprobacter deve ser interrompida e instituir-se tratamento médico adequado (por exemplo, úatamento para choque).

Sistema gastrintestinal Se oconer diarreia grave e persistente duraÍlte ou após o tratamento, deve-se consultar um médico,já que esse sintoma pode ocultar uma doença intestinal grave (colite pseudomembranosa, com risco para a vida com possível evolução fatal), que exige tratamento adequado imediato (Ver em, "9. REAÇÔES ADVERSAS). Nesses casos, Ciprobacter deve ser descontinuado e deve ser iniciado tratamento terapêutico apropriado (por exemplo, vancomicina por via oral, na dose de 250 mg, quatÍo vezes por dia). Medicamentos que inibem o peristaltismo são contraindicados nesta situaçâo.

Sistema hepatobiliar Casos de necrose hepática e insuficiência hepática com risco para a vida têm sido relatados com ciprofloxacino. No caso de qualquer sinal ou sintoma de doença hepática (como anorexi4 icteríci4 urina escur4 prurido ou abdômen inchado) o tratamento deverá ser descontinuado (Ver em, *9.

Reaçôes adversas').

Pode ocorrer um aumento temporário das transaminases, de fosfatase alcalina ou icterícia colestática, especialmente em pacientes com doença hepática precedente, que forem tratados com ciprofloxacino (Ver em, "9, REAÇÔES ADYERSAS').

Sistema m usculoesquelético Ciprofloxacino deve ser utilizado com cuidado em pacientes com miastenia grave, uma vez que os sintomas podem ser exarcebados.

Podem ocorrer tendinite e ruptura do tendão (predominantemente do tendão de Aquiles), às vezes bilateral, com ciprofloxacino, mesmo dentro das primeiras 48 horas de tratamento. Podem oconer inflamação e rupfuÍa de tendão mesmo até viários meses após a descontinuação da terapia com ciprofloxacino. O risco de tendinopatia pode estaÍ aumentado em pacientes idosos ou pacientes tratados concomitantemente com corticosteroides.

Ao primeiro sinal de tendinite (por exemplo, distensão doloros4 inflamação), deve-se consultar um médico e suspender o tratamento com o antibiótico. Deve-se cuidar para manter em repouso a extremidade afetada e evitar exercícios fisicos inadequados (pois do contrií,rio, aumentará o risco de ruptura de tendão). Ciprofloxacino deve ser usado com cuidado em pacientes com antecedentes de distúrbios de tendão relacionados com tratÍrmento quinolônico.

Sistema nervoso Ciprofloxacino, como outras fluoroquinolonas, é conhecido por desencadear convulsões ou diminuir o limiar convulsivo.

Em pacientes portadores de epilepsia ou com disúrbios do sistema newoso central (SNC) (por exemplo, limiar convulsivo reduzido, antecedentes de convulsão, redução do fluxo sanguíneo cerebral, lesão cerebral ou acidente vascular cerebral), Ciprobacter deve ser administrado somente se os beneficios do tratamento forem superiores aos possíveis riscos, por eventuais efeitos indesejáveis sobre o

SNC.

Casos de estados epiléticos foram relatados (Ver em "9. REAÇÕES ADVERSAS'). Se ocorrerem convulsões, Ciprobacter deve ser descontinuado. Podem ocorrer reações psiquiátricas após a primeira administração de fluoroquinolonas, incluindo Ciprobacter. Em cͧos rÍuos, podem ocorrer depressão ou reações psicóticas, que podem evoluir para ideias/pensamentos suicidas e comportamento autodestrutivo, como tentativa ou suicídio (Ver em "9. REAÇÕES ADVERSAS'). Caso o paciente desenvolva qualquer uma destas reações, Ciprobacter deve ser descontinuado e medidas apropriadas devem ser instituídas.

Têm sido relatados casos de polineuropatiasensorial ou sensimotora, resultando em parestesias, hipoestesias, disestesias ou fÍaqueza em pacientes recebendo fluorquinolonas, incluindo Ciprobacter. Pacientes em tratamento com Ciprobacter devem ser orientados a informar seu médico antes de continuar o tratamento se desenvolverem sintomas de neuropatia tais como dor, queimação, formigamento, dormência ou fraqueza (Ver em, "9. REAÇÕES ADVERSAS').

Pele e anexos O ciprofloxacino pode induzir reações de fotossensibilidade na pele. PortaÍlto, pacientes que utilizam Ciprobacter devem evitar a exposição direta e excessiva ao sol ou à luz ultravioleta. O tratamento deve ser descontinuado se ocoÍrer fotossensibilizaçÍto (por exemplo, reações tipo queimadura solar) (Ver em,'9. REAÇôESADVERSAS).

Citocromo P450 O ciprofloxacino é conhecido como inibidor moderado das enzimas do CYP450 lA2. Deve-se ter cuidado quando outros medicamentos metabolizados pela mesma via enzimática são administrados concomitantemente (por exemplo, tizanidina teofilin4 metilxantinas, cafeína" duloxetina, ropinirol, clozapin4 olanzapina).

Pode-se observar um aumento das concentrações plasmáticas associado a efeitos indesejáveis específicos da droga devido à inibição de sua depuração metabólica pelo ciprofloxacino (ver em, "6. INTERAÇôES MEDICAMENToSAS).

Reações no local da injeçilo Têm-se documentado reações no Iocal da aplicação com o uso endovenoso de ciprofloxacino (Ver em, "9. REAÇôES ÂDVERSAS), mais frequentes se o tempo de infusão for menor ou igual a 30 minutos, que desaparecem rapidamente uo iérrnino da infusão. A administração subsequente não é contraindicad4 a não ser que uls reações reapareçam ou se agravem.

Efeitos sobre a habilidade para dirigir veículos e operar máquinas As fluoroquinolonas, incluindo o ciprofloxacino, podem afetar a habilidade do paciente para dirigir veículos ou operaÍ máquinas devido a reações do SNC (Ver em, "9. REAÇÔES ADVERSAS) Tal fato ocone principalmente-com a ingesülo concomitanto de álcool.

Gravidez e lâctação Gravidez Os danos disponíveis do uso de ciprofloxacino em mulheres grávidas não indicam malformação nem toxicidade fetal/neonatal. Estudos em animais não indicaram toxicidade reprodutiva. Baseado em estudos em animais não se pode excluir que o medicamento possa causar danos à cartilagem articular no organismo fetal imaturo (Ver em "3. CARACTERÍSUCAS fannàCOLóGICAS -Dados 8U002/08 Pré-Clínicos de Segurança"), poÍtanto, o uso de Ciprobacter não é recomendado durante a gravidez.

Estudos feitos com animais não evidenciaram efeitos teratogênicos (malformações) (Ver em, "3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS -Dados Pré-Clínicos de segurança").

Categoria de risco C, Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médice ou do cirurgião-dentista.

O ciprofloxacino é excretado no leite matemo. Devido ao potencial risco de dano articular, o uso de Ciprobacternão é recomendado durante a amamentação (Ver em,'3. CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS -Dados Pré-Clínicos de Segurança").

Uso em idosos Ver em,8. POSOLOGIA E MODO DE USAR- Idosos.

Aumento do risco de sneurisma e dissecção dâ aorta Estudos epidemiológicos relataÍn um aumento do risco de aneurisma e dissecção da aorta após a ingestilo de fluoroquinolonas, particularmente na população idosa. Portanto, as fluoroquinolonas devem ser usadas apenas após avaliação cuidadosa do beneficio-risco e após consideração de outras opções terapêuticas em pacientes com história familiar positiva de aneurism4 ou em pacientes diagnosticados com aneurisma úrtico pré-existente e /ou dissecgão aórtic4 ou na presença de outros fatores de risco ou condições predisponentes para aneurisma e dissecção da aorta (por exemplo, síndrome de MarfarU síndrome de Ehlers-Danlos vascular, aÍerite de Takayasu, arterite de células gigantes, doença de Behcet, hipertensão, aterosclerose conhecida). Em caso de dor súbita abdominal, no peito ou nas costas, os pacientes devem ser aconselhados a consultar imediatamente um médico.

Uso em criançrs e adolescentes Como outras drogas de sua classe, o ciprofloxacino demonstÍou seÍ causa de aÍropatia em articulações que suportam peso em animais imaturos. A analise dos dados de segurança disponíveis a respeito do uso do ciprofloxacino em pacientes com menos de 18 anos de idade, em sua maioria portadores de fibrose cístic4 não revelou qualquer evidência de danos a cartilagens ou articulações. Não foi estudado o uso de ciprofloxacino em outras indicações que não o tratamento da exacerbação pulmonar aguda da fibrose cística associadaàinfecçãoporPseudomonasaeruginosa(5-17anos)eotratamentodeinalaçãodeantÍaz(apósexposição).Aexperiência clínica em outras indicações é limitada.

06

Interaçôes medicamentosas

Medicamentos conhecidos por prolongarem o intervalo QT: ciprofloxacino, como outras fluoroquinolonas, deve ser utilizado com cautela em pacientes que estejam recebendo medicamentos coúecidos por prolongarem o intervalo QT (por exemplo, antiarrítnicos classes IA e III, antidepressivos tricíclicos, macrolídeos, antipsicóticos) (Ver em, "5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES'). probenecida: A probenecida interfere na secreção renal do ciprofloxacino. A administração concomitante de medicamentos contendo probenecida e ciprofloxacino aumenta a concentração sérica de ciprofloxacino. tizanidina: Em um estudo clínico com voluntários sadios houve um aumento nas concentrações séÍicâs de tizanidina (aumento de C,,r.: 7 vezes, variação: 4 a2l vezes; aumento daAUC: l0 vezes, variação: 6 a24vezes) quando administradaconcomitantemente com ciprofloxacino. Houve potencialização-do efeito hipotensivo e sedativo relacionada ao aumento das concentrações séricas (Ver em, "5, ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÔES"). Medicamentos contendo tizanidina não devem ser administrados com Ciprobacter (Ver em, "4. CONTRAINDICAÇÔES"). teofilina: A administração concomitante de ciprofloxacino e medicamentos contendo teofilina pode produzir aumento indesejável das concentrações séricas de teofilina. Isto pode causar efeitos indesejáveis induzidos pela teofilina. Em casos muito raros, esses efeitos indesejáveis podem pôr a vida em risco ou ser fatais. Quando o uso da associação for inevitável, as concentÍaÉes séricas da teofilina deverão ser cuidadosamente monitoradas e sua dose reduzida convenientemente (Ver em, "5. ADVERTÊNCIAS E

Precâuções').

Outros derivados de xantina: Foi relatado que a administração concomitante de ciprofloxacino e medicamentos contendo cafeína ou pentoxifilina (oxpentifilina) elevou a concentração sérica destes derivados de xantina. fenitoína: Nível sérico alterado (diminuído ou aumentado) de fenitoína foi observado em pacientes recebendo ciprofloxacino e fenitoina concomitantemente. É recomendado o monitoramento da terapia com fenitoín4 incluindo mediçôes de concentração sérica de fenitoín4 durante e imediatamente após a coadministração de ciprofloxacino e fenitoinq para evitar a perda do controle de crises associadas aos níveis diminuídos de fenitoína e para evitar reações adversas relacionadas à superdose de fenitoína quando ciprofloxacino é descontinuado em pacientes que estejam recebendo ambos. metotrexato: A administÍação concomitaÍrte de ciprofloxacino pode inibir o transporte tubular renal do metotrexato, podendo potencia.lmente aumentar os níveis plasmáticos deste, o que pode aumentar o risco de reagões tóxicas associadas ao metotÍexato.

Portanto, deve-se monitorar cuidadosamente pacientes tratados com metotrexato, se for indicada terapia simultânea com Ciprobacter.

Anti-inflamatórios não-esteroides (AINEs): Estudos realizados com animais demonstraram que a associaçÍio de doses altas de quinolonas (inibidores da girase) e de certos anti-inflamatórios não esteroides (exceto o ácido acetilsalicílico) pode provocÍr conwlsões. ciclosporina: A administração simultânea de ciprofloxacino e medicamentos contendo ciclosporina aumentou transitoriamente a concentração de creatinina sérica. Portanto, é necessií,rio contÍolar fÍequentemente (duas vezes por semana) a concentraç2lc de cÍeatinina sérica nesses pacientes.

Antâgonistas da vitamina K: A administração simultânea de ciprofloxacino com antagonistas da vitamina K pode aumentar seus efeitos anticoagulantes. O risco pode variar conforme a infecção subjacente, idade e condição geral do paciente de modo que a contribuição do ciprofloxacino para elevar a RNI (relação normal intemacional) toma-se dificil de ser avaliada. A RM devê ser frequentemente monitorada durante e logo após a coadministração de ciprofloxacino com antagonistas da vitamina K (por exemplo, varfarinq acenocoumarol, femprocumona ou fluindiona).

Agentes antidiabéticos orais: Foi relatada hipoglicemia quando ciprofloxacino e antidiúéticos orais, principalmente sulfonilureias (por exemplo, glibenclamida, glimepirida), foram coadministradas, possivelmente por intensificar a ação do antidiabético oral (Ver BU002/08 em, "9. REAÇÕES ADVERSAS). duloxetina: Estudos clínicos demonstraram que a administração concomitante de duloxetina com fortes inibidores da isoenzima CYP450 142, tais como a fluvoxamina, pode aumentaÍ a AUC e Co,6* da duloxetina. Embora nenhum dado clÍnico esteja disponível sobre uma^possivel interação com_ciprofloxacino, efeito similar pode ser esperado da administração concomitante (Ver em, "5.

ADVERTÊNCTAS tr PRECAUÇÔES). ropinirol: Em um estudo clínico mostrou-se que o uso concomitante de ciprofloxacino e ropinirol, um inibidor moderado da isoenzima 1A2 do citocromo P450, aumenta a C.r. e a AUC de ropinirol em 60 e 84%, respectivamonte. É recomendado monitorar adequadamente os efeitos indesejáveis e realizu o ajuste dr dose de ropinirol durante e logo após a coadministração com ciprofloxacino (Ver em, "5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÔES"). lidocaína: Comprovou-se em indivíduos sadios que o uso concomitante de medicamentos contendo lidocaína com ciprofloxacino, um inibidor moderado da isoenzima lA2 do citocromo P450, reduz a depuração da lidocaína administrada por via intravenosa em çerca de22%o. O tÍatamento com lidocaína foi bem tolerado, contudo pode ocorrer uma interação com o ciprofloxacino se administÍado concomitantemente, acompanhado de efeitos secundarios. clozapina: A concentração sérica da clozapina e da N-desmetilclozapina aumentou em 29o/o e 3lol0, respectivamente, após administração simultânea de ciprofloxacino 250 mg com clozapina durante 7 dias. Recomenda-se realizaÍ monitoramento clínico e ajuste de dose de clozapina apropriadamente durante e logo após a coadministração com ciprofloxacino (Ver em, "5.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES'). sildenafila: Após administração oral de 50 mg de sildenafila concomitantemente com 500 mg de ciprofloxacino, a C",á,. e AUC de sildenaÍila foram aumentadas aproximadamente duas vezes em indivíduos sadios. Portanto, deve-se teÍ cautela ao prescrever o uso concomitante de ciprofloxacino e sildenafil4 considerando os riscos e beneficios.

Interações com exames A potência do ciprofloxacino in vitro pode interferir no teste de cultura de Mycobacterium tubercalosis pela supressâo do crescimento micobacteriano, causando resultado falso negativo em espécimes de pacientes que estejam fazendo uso de ciprofloxacino.

7, CUIDADOS DEARMAZENAMENTO DO MEDICAMENTO Ciprobacter deve ser conservado na embalagem original, em temperatura ambiente (entre l5'C e 30"C), protegido da luz e da umidade. . Não congelar. A solução para infusão de Ciprobacter é sensível à luz; portanto, só deve ser retirada da embalagem extema no momento do uso. O Ciprobacter tem prazo de validade de 24 meses a partir da data de fabricação.

Para garantir a integridade das caixas de embarque e evitar danos no produto Ciprobacter ou microfuros que interferem na sua estabilidade deve-se respeitar o empilhamento maximo indicado na caixa do produto.

Número de lote, data de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características orgrnolépticas:

Ciprobacter é uma solução paÍa aplicação intravenos4 límpid4 incolor à levemente amarelada e isenta de paÍículas em suspensão.

Antes de usar, observe o âspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcsnce das crianças.

08

Posologiae modo de usar

Ciprobacter deve ser administrado por via intravenosa, por no mínimo 60 minutos. A infusão deve ser lent4 em veia de grande calibre, para minimizar o desconforto do paciente e reduzir os riscos de irritação venosa.

Utilizar apenas solução límpida.

Por causa da fotossensibilidade da solução, retirar a bolsa da embalagem somente no momento do uso. Evitar aÍÍnazenar a soluçÍlo sob refrigeração, pois pode ocorrer precipitação, embora esta se redissolva à temperatura aÍnbiente.

POSOLOGIA Salvo prescrição médica contrária, recomendam-se as seguintes doses Adultos Indicações Dose diária prra adultos de ciprofloxacino (mg) intrevenoso Infecções do tÍato respiÍatório (dependendo da gravidade e do microrganismo) 2 x 200 mg a400 mg Infecções do trato urinií,rio:

Aguda, não complicada 2xl00mg Cistite em mulheres (antes da menopausa) Dose única 100 mg Complicada 2x200 mg Gonorreia:

  • Extragenital
  • Aguda, não complicada 2xl00mg Dose única 100 mg Diarreia 2x200mg Outras infecções (ver indicações) 2x200a400mg Infecções gÍaves, com risco para a vida:

Principalmente quando causadas por Pneumonia estreptocócica 3x400mg Infecções recorrentes em fibrose cistica BU002/08 P seudomorws S laphylococcas ou Sftep lococcas Infecções ósseas e das articulações Idosos Os pacientes idosos devem receber doses ülo reduzidas quanto possíveis, dependendo da gravidade da doenga e da depuração de creatinina (Ver em,'8. POSOLOGIA E MODO DE USAR-Pacientes com insuíiciência renal e hepática").

Crianças e adolescentes - Iibrose cística Dados clínicos e farmacocinéücos dão suporte ao uso de ciprofloxacino em pacientes pediátricos com fibrose cística (idade entre 5 e 17 anos) e exacerbação pulmonar aguda associada à infecção por Pseudomonas aeruginosa, na dose de l0 mglkg i.v.,3 vezes por dia (dose máxima diária de 1200 mg).

Àntraz por inalação (após exposição) em Adultos e Crianças Adultos: Administração intravenosa: 400 mg i.v., duas vezes por dia.

Crianças: Administração intravenosa: I 0 mg/kg, duas vezes por dia. Não se deve exceder o teto máximo de 400 mg por dose (dose dirí,ria máxima: 800 mg).

A administração do medicamento deve começar o mais rapidamente possível após suspeita ou confirmação de exposição.

Duração do trâtsmento A duração do tratamento depende da gravidade da doença e do curso clínico e bacteriológico. É essencial manter-se o tratamento durante pelo menos 3 dias após o desaparecimento da febre e dos sintomas clínicos. Duração média do tratamento: I dia, nos casos de gonorreia aguda não complicada e cistite; até 7 dias, nos cÍrsos de infecção renal, trato urinário e cavidade abdominal; durante todo o período neutropênico, em pacientes com defesas orgânicas debilitadas; máximo de 2 meses, nos casos de osteomielite; 7 a 14 dias, em todas as outras infecções.

Nas infecções estreptocócicas, o tÍatamento deve durar pelo menos l0 dias, pelo risco de complicações posteriores.

As infecções causadas por Chlamydia spp. também devem ser tratadas durante um período mínimo de l0 dias.

Antraz (após exposição) em adultos e crianças: A duração total do tratamento para exposição ao antÍaz por inalação (após exposição) com ciprofloxacino é de 60 dias.

Crianças e Adolescentes Nos casos de exacerbaçÍto pulmonar aguda de fibrose císticq associada à infecção por Pseudomonas aeruginosa, em pacientes pediátricos com idade entre 5 e l7 anos, a duração do tratamento deve ser de l0 a l4 dias.

Posologia na insuliciência renal e hepática Adultos Pacientes com insuficiência renal Depuração de creatininaentre 30 e 50 mLlminJl,T3 m2(insuficiênciarenal moderada) ou concentração de creatininaséricaentre 1,4 e 1,9 mg/I00 mL: a dose máxima diaria de Ciprobacter por via intravenosa deverá ser de 800 mg/dia.

Depuração de creatinina inferior a 30 ml-/min/1,73 m2 (insuficiência renal grave) ou concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/l00 mL: a dose máxima diaria de Ciprobacter por via intravenosa deverá ser de 400 mg/dia.

Pacientes com insuliciência renal em hemodiálise Para pacientes com depuração de creatinina entre 30 e 50 ml/min/1,73 m2 (insuficiência renal moderada) ou concentÍação de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/I00 mL: a dose maxima diaria de Ciprobacter por via intravenosa deverá ser de 800 mgldia.

Para pacientes com depuração de creatinina inferior a 30 mLlminllj3 m2(insuficiência renal grave) ou concentração de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 mL: a dose miíxima diária de Ciprobacter por via intravenosa deverá ser de 400 mg/dia" nos dias de diálise, após o procedimento.

Pacientes com insuliciência renal e diálise peritoneal ambulatorial contlnua (DpAC) Actescentar Ciprobacter solução ao dialisado (intraperitoneal): 50 mg de ciprofloxacino/litro de dialisado, administrado 4 vezes por di4acada6horas.

Pacientes com insuliciência hepática Não há necessidade de ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática.

Pacientes com insuÍiciência renal e hepáticâ Para pacientes com depuração de creatinina entre 30 e 50 ml-/min/I,73 m2 (insuficiência renal moderada) ou concentração de creatinina sérica entre 1,4 e 1,9 mg/l00 mL: a dose miíxima diaria de Ciprobacter por via intravenosa deverá ser de 800 mg/diá.

Para pacientes com depuração de creatinina inferior a 30 ml-/min/I,73 m2 (insufiôiência renal grave) ou concentÍação de creatinina sérica igual ou superior a 2,0 mg/100 mL: a dose máxima diaria de Ciprobacter por via inhavenosa deverá ser de 400 mg/dia.

Septicemia Peritonite BU002/08 PÁIilt ÀmflNl§'I'Rr"tÇÃo DÁ SCIr"IiÇÃO PÁHEN'rIIRÂL 1 - Parn segurãnça do pacfunte, l-erifique sr existem vazameRtios âpertândo a smbfrl&gem primáriã. easo detecte vszâmeilo de *oluçâo, nfro udlize o É{dicâeeÍlto, p,lis suâ esterilid$de estsÍ{íl com$Íüretidâ. Comurique Ír ocorf§ncià ao §ÀC da empresa alnrr,és do endereço eleh$nico" ? - Ruxot's o lâcr€ d€ prolÊçâo do acesso sêments n8 htrra. do uso. Rtrlire tr assepsia da cmbrrlugern püüánâ e de seu hico de ncesso com Álcoot 70uô.

3 - Conectc o equipo de infusão da soluç.ào no disco dc elâstôrntro çre lacra o soolâto da rolu$o cou o sBbieaÍe ÊxkrEo-4 - Suspenda a bclsa coRtendo a snluçâo, apurus peln alç:a de su*tentnçfro^ 5 - Âdminrstre ú soiuçfrü For güIÊjâmerrtô corrtinuo. ct»r fnrrme prescriçiío méücn.

09

Reaçôesadversas

Resumo do perÍil de segurança As reações adversas relatadas com base em todos os estudos clínicos com ciprofloxacino (oral e parenteral) classificadas por categoria de frequência segundo CIOMS III estão listadas abaixo (Total n:51.621).

Lista de reações adversas As frequências das reações adversas relatadas com CiprobacteÍ estão resumidas abaixo. Dentro dos grupos de frequênci4 as reações adversas estão apresentadas em ordem decrescente de gravidade. Frequências são definidas como: muito comum (> 1/10) comum (> 1/100 a< l/10) incomum (> l/1.000 a < 1/100) rara () 1/10.000 a < 1/1.000) muito rara (< l/10.000) As reações adversas identificadâs âpenâs durante a observação pós-comercialização e, pâra as quais a frequência não pode ser estimadâ, estão listadas como "Frequência desconhecida", Infecções e infestações:

Reâções incomuns: superinfecções micóticas.

Reações rârâs: colite associada a antibiótico (muito raramente com possível evolução fatal).

Distúrbios do sistema sanguíneo e Iinfático:

Reações incomuns: eosinofi lia-Reações raras: leucopeni4 anemi4 neutropeni4 leucocitose, trombocitopenia e plaquetose.

Reações muito raras: anemia hemolítica, agranulocitose, pancitopenia (com risco pam a vida) e depressão da medula óssea (com risco para a vida).

BU002/08 Distúrbios do sistema imunológico:

Reações râras: Íeação alérgica e edema alérgico/angioedema.

Reações muito raras: reação anafiláticq choquo anafilático (com risco para a vida) e reações similares à doença do soro.

Distúrbios metabólicos e nutricionais:

Reações incomuns: apetite e ingestão de alimentos diminuídos.

Reações raras: hiperglicemi4 hipoglicemia.

Distúrbios psiquiátricos:

Reações incomuns: hiperatividade psicomotora./agitação.

Reações rrras: confusão e desorientação, reação de ansiedade, sonhos anormais, depressão (potencialmente culminando em compoÍtaÍnento autodestrutivo como ideias/pensaÍnentos suicidas, tentativa de suicídio ou suicídio) e alucinações.

Reações muito raras: reações psicóticas (potencialmente culminando em comportamento autodestrutivo como ideias/pensamentos suicidas, tentativa de suicídio ou suicídio).

Distúrbios do sistemr nervoso:

Reações incomuns: cefalei4 tontur4 disturbios do sono e alterações do paladar.

Reâções raras: parestesia e disestesi4 hipoestesia, tremores, convulsões (incluindo estado epilético) e vertigem.

Reações muito raras: erxaqueca, transtomos da coordenação, alterações do olfato, hiperestesia e hipertensão intracraniana (pseudotumor cerebral).

Frequência desconhecida: neuropatia periférica e polineuropatia.

Distúrbios visuais:

Reâções raras: distúrbios visuais.

Reações muito raras: distorção visual das cores.

Distúrbios da audição e labirinto:

Reações raras: zumbido e perda da audição.

Reações muito raras: alteÍação da audição.

Distúrbios cardíacos:

Reações rarus: taquicardia.

Frequência desconhecidr: prolongamento do intervalo QT, arritrnia venÍricllu,"Torsades de Pointes"* Distúrbios vasculares:

Reâções raras: vasodilatação, hipotensão e síncope.

Reações muito raras: vasculite.

Dishirbios respiratórios, torácicos e mediastínicos:

Reações raras: dispneia (incluindo condições asmáticas).

Distúrbios gastrintestinais:

Reações comuns: náusea e diarreia-Reâções incomuns: vômito, dores gastrintestinais e údominais, dispepsia e flatulência.

Reâções muito rârâs: pancreatite .

Distúrbios hepatobiliares:

Reações incomuns: aumento das transaminases e aumento da bilirrubina-Reações raras: disfunção hepátic4 icterícia e hepatite (não infecciosa).

Reâções muito raras: necrose hepática (muito raramente progredindo para insuficiência hepática com risco para a vida).

Distúrbios da pele e dos tecidos subcutâneos:

Reações incomuns: exantem4 prurido e urticária.

Reações raras: reações de fotossensibilidade e vesículas.

Reâções muito raras: petéquias, eritema multiforme, eritema nodoso, síndrome de Stevens-Johnson (potencialmente com risco para a vida) e necrólise epidérmica tóxica (potencialmonte com risco para a vida).

Frequência desconhecida: pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA).

Distúrbios ósseos e do tecido conectivo e musculoesquelético:

Reações incom uns: artralgia.

Reâções raras: mialgi4 artÍite, aumento do tônus muscular e cãibras.

Reações muito raras: fraqueza musculaÍ, tendinite, ruptura de tendão (predominantemente do tendão de Aquiles) e exacerbagão dos sintomas de miastenia grave.

Distúrbios renais e urinários:

Reações incomuns: disfunção renal.

Reâções raras: insuficiência renal, hematuri4 cristalúria e nefrite túbulo-intersticial.

Distúrbios gerais e condições no local da administração:

Reações comuns: reação no local da injeção.

Reações incomuns: dor inespecífica, mal estar geral e febre.

Reâções raras: edema e sudorese (hiperidrose).

Reações muito raras: alteração da marcha.

Irvestigações:

Reações incomuns: aumento da fosfatase alcalina no sangue.

Reações raras: nível anormal de proúombina e aumento da amilase.

Frequência desconhecida: aumento da razão normalizada intemacional (RM) BU002/08 (Em pacientes tÍatados com antagonistas de vitamina K).

*Estas reações foram relatadas durante o período de observação pós-comercializaçÍo e foram observadas predominantemertte entre pacientes com mais fatores de risco para prolongamento do intervalo QT (Ver em, "5, AD!'ERTÊNCIAS E

Precauções").

As seguintes reações adversas tiveram categoria de frequência mais elevada nos subgrupos de pacientes recebendo tratamento intravenoso ou sequencial (intravenoso para oral):

Pancitopeni4 depressão da medula óssea, choque anafilático, reagões psicóticas, eüaqueca, disturbios do olfato, alteração da audição, vasculite, pancreatite, necrose hepátic4 petéquias, ruptura de tendão Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Em casos de superdose oral agud4 registrou-se oconência de toxicidade renal reversível. Além das medidas habituais de emergênci4 recomenda-se monitorar a função renal, incluindo pH urinário e acidez, se necessário, para pÍeyenir cristalúria. Os pacientes devem ser mantidos bem hidratados. Artiácidos contendo cálcio ou magnésio podem reduzir a absorção de ciprofloxacino na superdose.

Apenas uma pequena quantidade do ciprofloxacino (menos de l0%) é eliminada por hemodiálise ou diálise peritoneal.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Uso restrito a hospitais

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MEDICA Reg. MS. no: 1.0311.0151 Resp. Técnico: Caroline Fagundes do Amaral Lenza CRF-GO n'5554 Fabricado por:

Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A.

Eusébio - CE Registrado por:

Halex Istar Indústria Farmacêutica S.A.

Br 153, Km 3, Conjunto Palmares, Goiânia-GO - CEP: 74775-027 CNPJ: 01.571.70210001-98 - Insc. Estadual: 10.001.621-9 sac@halexistar.com.br I www.halexistar.com.br Tel.: (62) 3265 6500 - SAC: 0800 646 6500 Indústria Brasileira Comum: Vômito, aumento transitório das transaminases, rash cutâneo Incomum:

Trombocitopeni4 plaquetose, confusão e desoÍientação, alucinações, parestesi4 disestesi4 conwlsão, vertigem, disturbios visuais, perda de audição, taquicardi4 vasodilatação, hipotensão, alteração hepática transitória, icterícia, insuficiência renal, edema Raras:

8U002/08 6 Â o ro o d § § d E aÉ rÉ L ro o o xx l)ôi ><õ ÊJlrl ch LÊ )qç 2àâi dã?= -rldããl VNá >mõ NÀ XX Oca+ >-<õ vt úÊ )vtç Elta-r e2õ> d;?Ê ,-r>d ã6r Vgco otÀ XX (J ca 'r><õ (/)Àtr )auBià,r EYõ> dtZ= -r>d>zt ::HA E§E NÊ.

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>>çibE! -ãsãçB A,O F € r€ N @ § N N @ r r+ € § ôl

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
2MG/ML SOL INFUS IV CX 32 ENV AL BOLS PLAS PEBD TRANS SIST FECH X 200 MLTarja vermelha7898361701581R$ 7.362,95
2MG/ML SOL INFUS IV CX 60 ENV AL BOLS PLAS PEBD TRANS SIST FECH X 100 MLTarja vermelha7898361701574R$ 8.176,89
MESMO PRINCÍPIO ATIVO

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