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Keroxime

Cefuroxima sódica · Antibióticos do Brasil Ltda. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoCefuroxima sódica
FabricanteAntibióticos do Brasil Ltda
Registro MS1.5562.0011
Classe terapêuticaAntibióticos sistêmicos simples
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 3.485,27
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Keroxime

Fonte: bula do fabricante (Antibióticos do Brasil Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 14/10/2024 · conferida em 22/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

KEROXIME ® (cefuroxima sódica) Pó para solução injetável 750 mg

KEROXIME ® cefuroxima sódica Keroxime ® Nome genérico: cefuroxima sódica

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Apresentação

Keroxime ® (cefuroxima) 750 mg: cada frasco-ampola contém cefuroxima sódica equivalente a 750 mg de cefuroxima na forma de pó para solução injetável.

Embalagem com 50 frascos-ampola.

Via intramuscular ou intravenosa

Uso adulto e pediátrico

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Composição

Keroxime ® (cefuroxima) 750 mg: cada frasco-ampola contém 789 mg de cefuroxima sódica equivalente a 750 mg de cefuroxima base.

Cada frasco-ampola contém aproximadamente 42 mg de sódio (1,8 mEq).

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Para que este medicamento é indicado?

Keroxime ® é um antibiótico (substância que mata bactérias e/ou impede sua multiplicação) de largo espectro, indicado para o tratamento de infecções, antes mesmo da identificação da bactéria ou quando esta se mostra suscetível à cefuroxima.

As indicações incluem:

  • Infecções respiratórias, como: exacerbações agudas de bronquite crônica, alargamento ou distorção dos brônquios, pneumonia bacteriana, infecção pulmonar com formação de cavidade e infecções pós-operatórias do tórax.
  • Infecções do ouvido, nariz e garganta, como: sinusite, infecção nas amígdalas, faringite e otite média.
  • Infecções do sistema urinário, como: infecção do trato urinário aguda e crônica que atinge o rim, infecção na bexiga e presença, sem sintomas, de bactéria na urina.
  • Infecções de tecidos moles, como: celulite (inflamação do tecido celular subcutâneo), infecção de pele causada por bactérias e infecções de feridas.
  • Infecções de juntas e ossos, como: inflamação óssea e das articulações.
  • Infecções ginecológicas, obstétricas e doenças inflamatórias pélvicas.
  • Gonorreia, particularmente quando a penicilina não é adequada.
  • Outras infecções, incluindo sepse (resposta inflamatória do corpo à infecção no sangue por microrganismos), meningite e peritonite (inflamação do peritônio, membrana que reveste internamente o abdômen).
  • Prevenção contra infecção nas cirurgias abdominal, pélvica, ortopédica, cardíaca, pulmonar, esofágica e vascular, nas quais existe elevado risco de infecção.
02

Como este medicamento funciona?

A cefuroxima, substância ativa de Keroxime ®, atua eliminando as bactérias e impedindo sua multiplicação.

Como Keroxime ® é rapidamente absorvido, espera-se que o início de ação do medicamento seja imediatamente após a sua administração.

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Quando não devo usar este medicamento?

Você não deve utilizar este medicamento caso tenha hipersensibilidade (alergia) à cerufoxima ou qualquer um dos excipientes, alergia conhecida a antibióticos cefalosporínicos e histórico de alergia severa (por exemplo, reação anafilática) a qualquer outro tipo de agente antibacteriano betalactâmico (penicilinas, monobactâmicos e carbapenêmicos).

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O que devo saber antes de usar este medicamento?

Se você já teve reação alérgica à penicilina ou a outros medicamentos desta classe, beta-lactâmicos comunique seu médico.

Informe seu médico caso você faça uso de outros medicamentos, como furosemida ou outros diuréticos. A função dos rins deve ser monitorada nestes pacientes, nos idosos e naqueles com disfunção renal pré-existente.

Assim como acontece com outros antibióticos, o uso de Keroxime ® pode resultar no crescimento de Candida (tipo de fungo). Seu uso prolongado pode também resultar no crescimento de outros microrganismos não suscetíveis, o que pode requerer a interrupção do tratamento.

Em situações muito raras, medicamentos como Keroxime ® podem causar inflamação do colón (intestino grosso), causando diarreia, geralmente com sangue e muco, dor estomacal e febre. Caso você apresente esses sintomas, procure o seu médico imediatamente.

Relatos de toxicidade ocular foram relatados após o uso intraocular de cefuroxima. O medicamento não pode ser administrado por essa via.

Reações de hipersensibilidade (alergia) Tal como acontece com todos os agentes antibacterianos betalactâmicos, foram relatadas reações de hipersensibilidade graves e ocasionalmente fatais.

Houve relatos de reações de hipersensibilidade que progrediram para síndrome de Kounis (estreitamento alérgico agudo das coronárias que pode resultar em infarto do miocárdio) (ver “8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME

Causar?”).

Em caso de reações de hipersensibilidade severa, o tratamento com cefuroxima deve ser descontinuado imediatamente e devem ser iniciadas medidas de emergência adequadas.

Antes de iniciar o tratamento, o médico deve estabelecer se você tem histórico de reações de hipersensibilidade severa à cefuroxima, a outras cefalosporinas ou a qualquer outro tipo de agente betalactâmico. Deve-se ter cautela se cefuroxima for administrada a pacientes com histórico de hipersensibilidade não severa a outros agentes betalactâmicos.

Tratamento concomitante com diuréticos potentes ou aminoglicosídeos Antibióticos cefalosporínicos em altas doses devem ser administrados com cautela a pacientes que recebem tratamento concomitante com diuréticos (medicamentos usados para eliminar líquido do corpo) potentes, como furosemida ou aminoglicosídeos. Foi relatado comprometimento renal durante o uso dessas associações. A função renal deve ser monitorizada nos idosos e naqueles com comprometimento renal preexistente conhecido (ver “6. COMO DEVO USAR ESTE

Medicamento?”).

Supercrescimento de microrganismos não suscetíveis O uso de cefuroxima pode resultar no supercrescimento de Candida. O uso prolongado também pode resultar no supercrescimento de outros microrganismos não suscetíveis (por exemplo, enterococos e Clostridium difficile), o que pode exigir a interrupção do tratamento (ver “8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?”). Colite pseudomembranosa (doença que provoca diarreia) associada a agentes antibacterianos foi relatada com o uso de cefuroxima, e pode apresentar severidade variada, de leve a ameaça à vida. Este diagnóstico deve ser considerado em pacientes com diarreia durante ou após a administração de cefuroxima (ver “8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?”). Deve-se considerar a descontinuação da terapia com cefuroxima e a administração de tratamento específico para Clostridium difficile. Não devem ser administrados medicamentos que inibam o peritaltismo (movimento do estômago e intestinos).

Uso intravítreo e distúrbios oculares A cefuroxima não é formulada para uso intravítreo (dentro do olho). Foram relatados casos individuais e grupos de reações adversas oculares graves após o uso intravítreo não aprovado de cefuroxima sódica composta a partir de frascos-ampola aprovados para administração intravenosa/intramuscular. Estas reações incluíram edema macular (inchaço em uma parte do olho chamada mácula), edema da retina (inchaço em uma parte do olho chamado retina), descolamento da retina, toxicidade da retina, comprometimento visual, redução da acuidade visual (capacidade de enxergar), visão embaçada, opacidade da córnea e edema (inchaço) da córnea.

Infecções intra-abdominais (dentro do abdômen) Devido ao seu espectro de atividade, a cefuroxima não é adequada para o tratamento de infecções causadas por bactérias Gram-negativas não fermentadoras.

Interferência com testes diagnósticos O desenvolvimento de Teste de Coombs positivo associado ao uso de cefuroxima pode interferir na correspondência cruzada de sangue (ver “8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?”).

Pode ser observada uma leve interferência com métodos de redução de cobre (Benedict, Fehling, Clinitest). No entanto, isto não deve levar a resultados falso-positivos, como pode ocorrer com algumas outras cefalosporinas.

Como pode ocorrer resultado falso negativo no teste de ferricianeto, recomenda-se que os métodos de glicose oxidase ou hexoquinase sejam usados para determinar os níveis de glicose no sangue/plasma em pacientes que recebem cefuroxima sódica.

Reações adversas cutâneas severas (reações graves de alergia na pele) (SCARs), como síndrome de Stevens Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (TEN), reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos (RMESS) e pustulose exantemática generalizada aguda (AGEP), foram relatadas em pacientes recebendo cefuroxima (ver “8. QUAIS OS MALES QUE ESTE MEDICAMENTO PODE ME CAUSAR?”). Se aparecerem sinais e sintomas sugestivos destas reações, cefuroxima deve ser retirada imediatamente e um tratamento alternativo deve ser considerado.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Não foram realizados estudos sobre os efeitos de cefuroxima na capacidade de conduzir e operar máquinas. No entanto, com base nas reações adversas conhecidas, é pouco provável que cefuroxima tenha efeito na capacidade de conduzir e operar máquinas.

Fertilidade, gravidez e lactação Gravidez Existem quantidades limitadas de dados sobre a utilização de cefuroxima em mulheres gestantes. Estudos em animais não demonstraram toxicidade reprodutiva. A cefuroxima sódica deve ser prescrita a mulheres gestantes apenas se o benefício superar o risco.

Foi demonstrado que cefuroxima atravessa a placenta e atinge níveis terapêuticos no líquido amniótico e no sangue do cordão umbilical após a dose intramuscular (pelo músculo) ou intravenosa (pela veia) à mãe.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação A cefuroxima é excretada no leite humano em pequenas quantidades. Não são esperadas reações adversas em doses terapêuticas, embora não possa ser excluído o risco de diarreia e infecção fúngica das membranas mucosas. Deve ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapia com cefuroxima, tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

Fertilidade Não existem dados sobre os efeitos de cefuroxima sódica na fertilidade em humanos. Estudos reprodutivos em animais não demonstraram efeitos na fertilidade.

Interações medicamentosas Assim como acontece com outros antibióticos, Keroxime ® pode afetar a flora intestinal, resultando em redução da eficácia dos medicamentos para evitar gravidez.

Pode ser observada ligeira interferência nos métodos baseados na redução do cobre, sem induzir, contudo, a resultados falso-positivos, como pode ocorrer com outras cefalosporinas.

A cefuroxima é excretada pelos rins. Não é recomendado uso concomitante de probenecida. Possíveis medicamentos nefrotóxicos (tóxicos para os rins) e diuréticos de alça (medicamentos usados para eliminar líquidos do corpo).

Tratamentos de alta dose com cefalosporinas devem ser realizados com cautela em pacientes que administram diuréticos de forte ação (como furosemida) ou possíveis preparações nefrotóxicas (como antibióticos aminoglicosídeos), uma vez que não pode ser descartado comprometimento da função renal através dessas associações.

Outras interações Determinação dos níveis de glicose no sangue/plasma: consulte o item “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE

MEDICAMENTO?” O uso concomitante com anticoagulantes orais (medicamento para afinar o sangue) pode causar aumento da razão normalizada internacional (INR) (um tipo de exame de sangue).

Informe seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

É importante utilizar este medicamento durante todo o tempo prescrito pelo profissional de saúde habilitado, mesmo que os sinais e sintomas da infecção tenham desaparecido, pois isso não significa a cura. A interrupção do tratamento pode contribuir para o aparecimento de infecções mais graves.

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Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Cuidados de armazenamento O medicamento deve ser mantido em sua embalagem original em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC) e protegido da luz.

Número do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após preparo, manter em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC) por até 3 (três) horas ou manter sob refrigeração (2ºC a 8ºC) por até 48 horas.

Aspectos físicos / Características organolépticas Pó branco a ligeiramente amarelado. Durante o período de conservação, a cor das soluções ou das suspensões pode tornar-se mais intensa.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

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Como devo usar este medicamento?

Modo de usar Keroxime ® deve ser administrado por via intramuscular ou via intravenosa.

Keroxime ® é de uso restrito a hospitais, pois requer cuidados especiais em sua administração.

Administração intramuscular (pelo músculo): adicionar ao Keroxime ® 3 mL de água para injetáveis. Agitar delicadamente até que se forme uma suspensão opaca.

Não deve ser aplicado mais do que 750 mg em um local intramuscular.

Administração intravenosa direta (pela veia): dissolver Keroxime ® em 8 mL de água para injetáveis.

Infusão intravenosa: dissolver Keroxime ® em 8 mL de água para injetáveis. A seguir, a solução reconstituída deve ser adicionada a 50 ou 100 mL de um líquido para infusão compatível. Estas soluções podem ser administradas diretamente na veia ou introduzidas em uma entrada apropriada do equipamento de perfusão, caso o paciente esteja recebendo líquidos por via parenteral.

Posologia Recomendações gerais Adultos: muitas infecções respondem ao tratamento com 750 mg de cefuroxima três vezes ao dia (de 8 em 8 horas), através de injeções intramusculares ou intravenosas. Para infecções de maior gravidade, a dose poderá ser elevada para 1,5 g três vezes ao dia (de 8 em 8 horas), por via intravenosa. A frequência das injeções intramusculares ou intravenosas pode ser aumentada, se necessário, para quatro administrações diárias (a cada 6 horas), somando doses diárias totais de 3 g a 6 g.

Lactentes e crianças: 30 a 100 mg/kg/dia, divididos em três ou quatro doses. A dose de 60 mg/kg/dia é normalmente satisfatória para a maioria das infecções.

Recém-nascidos: 30 a 100 mg/kg/dia divididos em duas ou três doses. Nas primeiras semanas de vida, a meia-vida sérica da cefuroxima (tempo necessário para que metade da substância seja removida do organismo) pode ser três a cinco vezes a observada no adulto.

Gonorreia Adultos: administrar uma dose única de 1,5 g, em duas injeções I.M. de 750 mg em locais de aplicação diferentes, como, por exemplo, em cada nádega.

Meningite Keroxime ® é adequado como terapia única na meningite bacteriana devido à suscetibilidade das linhagens.

Adultos: 3 g I.V. de 8 em 8 horas.

Lactentes e crianças: 150-250 mg/kg/dia I.V. divididos em três ou quatro doses.

Recém-nascidos: 100 mg/kg/dia I.V. .

Na prevenção da infecção A dose usual é 1,5 g por via intravenosa com a indução da anestesia para cirurgias abdominais, pélvicas e ortopédicas. Esta dose pode ser suplementada com duas doses de 750 mg I.M. 8 (oito) e 16 horas após a primeira dose.

Em cirurgias cardíacas, pulmonares, esofágicas e vasculares, a dose usual é 1,5 g I.V. com a indução da anestesia e complementada com 750 mg I.M. três vezes ao dia nas próximas 24 a 48 horas.

Na cirurgia de substituição completa de articulação, o pó seco pode ser misturado com o conteúdo do material utilizado para a cirurgia (metacrilato) antes de adicionar o monômero líquido.

Na terapia sequencial Adultos: a duração, tanto da terapia parenteral quanto da oral, é determinada pela gravidade da infecção e pelo estado clínico do paciente.

Pneumonia 1,5 g de cefuroxima, duas ou três vezes ao dia, por via intramuscular ou intravenosa, por um período de 48-72h, seguida por uma dose de 500 mg duas vezes ao dia (de 12 em 12 horas), do éster axetilcefuroxima, por um período de 7-10 dias.

Exacerbações agudas de bronquite crônica 750 mg de cefuroxima, duas ou três vezes ao dia, por via intramuscular ou intravenosa, por um período de 48-72h; seguida por 500 mg duas vezes ao dia (de 12 em 12 horas), do éster axetilcefuroxima, por 5-10 dias.

Na insuficiência renal (dos rins) A exemplo dos demais antibióticos eliminados pelos rins, nos pacientes portadores de insuficiência renal importante recomenda-se reduzir a dose de cefuroxima a fim de compensar a excreção mais lenta.

Não é necessário reduzir a dose padrão (750 mg; 1,5 g três vezes ao dia – de 8 em 8 horas).

Nos casos de insuficiência renal importante (velocidade de eliminação de creatinina de 10 – 20 mL/min), são recomendados 750 mg duas vezes ao dia e, nos casos de insuficiência renal grave (velocidade de eliminação de creatinina < 10 mL/min), uma única dose diária de 750 mg será satisfatória.

Nos pacientes sob hemodiálise deve-se administrar uma dose suplementar de 750 mg I.M. ou I.V. ao final de cada procedimento.

Em adição ao uso parenteral, a cefuroxima pode ser incorporada ao fluido de diálise peritoneal (geralmente 250 mg para cada dois litros de fluido de diálise).

Para pacientes com falência renal em hemodiálise arteriovenosa contínua ou hemofiltração de alto fluxo em unidades de terapia intensiva, são apropriadas doses de 750 mg duas vezes ao dia. Para hemofiltração de baixo fluxo siga a dosagem recomendada para insuficiência renal.

Posologia de Keroxime ® para adultos com insuficiência renal clearance de creatinina Dose máxima 10-20 mL/min (insuficiência renal importante) 750 mg duas vezes ao dia (de 12 em 12 horas) <10 mL/min (insuficiência renal grave) 750 mg uma vez ao dia (a cada 24 horas) Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Keroxime ® só deve ser utilizado sob supervisão médica.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

As reações adversas mais comuns são neutropenia (diminuição de neutrófilos no sangue), eosinofilia (aumento em um tipo de glóbulos brancos), aumento transitório das enzimas hepáticas (substâncias produzidas pelo fígado) ou bilirrubina, particularmente em pacientes com doença hepática preexistente, mas não há evidências de danos ao fígado e reações no local da injeção.

As categorias de frequência atribuídas às reações adversas abaixo são estimativas, pois para a maioria das reações não estão disponíveis dados adequados para calcular a incidência. Além disso, a incidência de reações adversas associadas à cefuroxima sódica pode variar de acordo com a indicação.

Dados de estudos clínicos foram utilizados para determinar a frequência de reações adversas muito comuns a raras. As frequências atribuídas a todas as outras reações adversas (ou seja, aquelas que ocorrem em <1/10.000) foram determinadas principalmente utilizando dados pós-comercialização, e referem-se a uma taxa de notificação e não à frequência verdadeira.

As reações adversas relacionadas ao tratamento, de todos os graus, estão listadas abaixo por classe de sistemas e órgãos do MedDRA, frequência e grau de severidade. A seguinte convenção foi usada para classificação da frequência: muito comuns (ocorrem em mais de 10 % dos pacientes que utilizam este medicamento); comuns (ocorrem entre 1% e 10 % dos pacientes que utilizam este medicamento); incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento); raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento); muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento) e desconhecidas (não podem ser estimadas pelos dados disponíveis).

Infecções e infestações Desconhecida: supercrescimento de Candida (crescimento excessivo de fungo no organismo), supercrescimento de Clostridium difficile (crescimento excessivo de bactéria no organismo).

Distúrbios dos sistemas hematológico e linfático Comum: neutropenia (diminuição de neutrófilos no sangue), eosinofilia (aumento em um tipo de glóbulos brancos), redução da concentração de hemoglobina.

Incomum: leucopenia (diminuição do número de glóbulos brancos), teste de Coombs positivo.

Desconhecido: trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas, que são células que ajudam na coagulação do sangue), anemia hemolítica (destruição acelerada dos glóbulos vermelhos).

Distúrbios do sistema imunológico Desconhecida: febre medicamentosa (febre causada por medicamento), nefrite intersticial (inflamação nos rins), anafilaxia (reação alérgica grave), vasculite cutânea (doença nos vasos da pele).

Distúrbios cardíacos Muito rara: síndrome de Kounis (estreitamento alérgico agudo das coronárias que pode resultar em infarto do miocárdio).

Distúrbios gastrointestinais Incomum: distúrbio gastrointestinal (estômago e intestinos).

Desconhecida: colite pseudomembranosa (ver “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”) (inflamação do cólon (intestino grosso), causando diarreia, que pode ser acompanhada por sangue e muco, dor de estômago e febre).

Distúrbios hepatobiliares Comum: aumento transitório das enzimas hepáticas (aumento de algumas substâncias produzidas pelo fígado).

Desconhecida: aumento transitório da bilirrubina.

Distúrbios dos tecidos cutâneo e subcutâneo Incomum: erupção cutânea (lesão na pele), urticária e prurido (coceira).

Desconhecida: eritema multiforme (lesões de pele em alvo), edema angioneurótico (inchaço, às vezes da face ou boca). Reações adversas cutâneas severas, incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SJS) (erupção cutânea generalizada com bolhas e descamação da pele na maior parte da superfície corporal, especialmente ao redor da boca, nariz, olhos e genitais), necrólise epidérmica tóxica (TEN) (bolhas e descamação da pele), reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS) (reação adversa grave que causa lesões na pele e alteração de exames de sangue) e pustulose exantemática generalizada aguda (AGEP) lesões na pele com inchaço e vermelhidão) (ver “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”).

Distúrbios renais e urinários Desconhecida: elevações na creatinina sérica, elevações no nitrogênio ureico no sangue e redução da eliminação de creatinina (ver

“4. o que devo saber antes de usar este medicamento?”).

Distúrbios gerais e condições do local de administração Comum: reações no local da injeção, que podem incluir dor e tromboflebite (inflamação da veia com formação de coágulo).

Descrição das reações adversas selecionadas As cefalosporinas, como classe, tendem a ser absorvidas na superfície dos glóbulos vermelhos e reagem com anticorpos direcionados contra a droga, o que gera um teste de Coombs positivo (que pode interferir na comparação cruzada do sangue) e muito raramente anemia hemolítica (destruição acelerada dos glóbulos vermelhos).

Foram observados aumentos transitórios nas enzimas hepáticas séricas (aumento de algumas substâncias produzidas pelo fígado) ou bilirrubina, que geralmente são reversíveis.

A dor no local da injeção intramuscular é mais provável em doses mais altas. No entanto, é improvável que seja uma causa para a descontinuação do tratamento.

População pediátrica O perfil de segurança de cefuroxima sódica em crianças é compatível com o perfil em adultos.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

A superdosagem pode causar sequelas neurológicas (no cérebro), incluindo encefalopatia (doença que afeta o cérebro), convulsões e coma. Podem ocorrer sintomas de superdosagem se a dose não for reduzida adequadamente em pacientes com comprometimento renal (ver “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?” e “6. COMO DEVO

USAR ESTE MEDICAMENTO”) Os níveis séricos de cefuroxima podem ser reduzidos através da diálise peritoneal ou hemodiálise.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro MS nº 1.5562.0011 Farm. Resp.: Sidnei Bianchini Junior - CRF-SP n° 63.058 Fabricado por:

Antibióticos do Brasil Ltda.

Sumaré – SP ou Fabricado por:

Antibióticos do Brasil Ltda.

Cosmópolis – SP Registrado por:

Antibióticos do Brasil Ltda.

Rod. Professor Zeferino Vaz, SP-332, Km 135 Cosmópolis – SP

CNPJ 05.439.635/0001-03 Indústria Brasileira VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

Uso restrito a hospitais ib041024

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

KEROXIME ® (cefuroxima sódica) Pó para solução injetável 750 mg

KEROXIME ® cefuroxima sódica Keroxime ® Nome genérico: cefuroxima sódica

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Apresentação

Keroxime ® (cefuroxima) 750 mg: cada frasco-ampola contém cefuroxima sódica equivalente a 750 mg de cefuroxima na forma de pó para solução injetável.

Embalagem com 50 frascos-ampola.

Via intramuscular ou intravenosa

Uso adulto e pediátrico

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Composição

Keroxime ® (cefuroxima) 750 mg: cada frasco-ampola contém 789 mg de cefuroxima sódica equivalente a 750 mg de cefuroxima.

Cada frasco-ampola contém aproximadamente 42 mg de sódio (1,8 mEq).

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Indicações

Keroxime ® é um antibiótico cefalosporínico bactericida, resistente à maioria das beta-lactamases e ativo contra uma ampla gama de organismos Gram-positivos e Gram-negativos.

Keroxime ® é indicado para o tratamento de infecções, antes mesmo da identificação do patógeno ou quando este se mostra suscetível à cefuroxima. A suscetibilidade ao Keroxime ® pode variar de acordo com a localidade e temporalmente, e dados locais de suscetibilidade devem ser consultados, quando disponíveis (ver Propriedades Farmacodinâmicas).

As indicações incluem:

  • Infecções do trato respiratório, por exemplo: exacerbações agudas de bronquite crônica, bronquiectasia infectada, pneumonia bacteriana, abscesso pulmonar e infecções pós-operatórias do tórax.
  • Infecções do ouvido, nariz e garganta, por exemplo: sinusite, amigdalite, faringite e otite média.
  • Infecções do trato urinário, por exemplo: pielonefrite aguda e crônica, cistite e bacteriúria assintomática.
  • Infecções de tecidos moles, por exemplo: celulite, erisipela e infecções de feridas.
  • Infecções de juntas e ossos, por exemplo: osteomielite e artrite séptica.
  • Infecções ginecológicas, obstétricas e doenças inflamatórias pélvicas.
  • Gonorreia, particularmente quando a penicilina não é adequada.
  • Outras infecções, incluindo sepse, meningite e peritonite.
  • Profilaxia contra infecção nas cirurgias abdominal, pélvica, ortopédica, cardíaca, pulmonar, esofágica e vascular, nas quais existe elevado risco de infecção.

Geralmente Keroxime ® é eficaz isoladamente. Porém, quando necessário, pode ser usado em associação com um antibiótico aminoglicosídeo ou com metronidazol (oralmente, por supositório ou injetável), especialmente para a profilaxia em cirurgia ginecológica ou colônica.

A cefuroxima também está disponível como o éster axetilcefuroxima para administração oral. Isso permite o uso de terapia sequencial com o mesmo antibiótico, quando está clinicamente indicada a alteração de terapia parenteral para oral. Se apropriado, a cefuroxima é eficaz quando usada antes da terapia oral com axetilcefuroxima no tratamento da pneumonia e das exacerbações agudas da bronquite crônica.

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Resultados de eficácia

Estudo nos países escandinavos demonstrou eficácia de cefuroxima em infecções de partes moles 1.

Um estudo Húngaro demonstrou eficácia em pneumonias, infecção urinária, colangite, entre outras infecções 2.

Estudo Chileno de 1991 demonstrou 100% de cura clínica em pacientes com infecção urinária 3.

Estudo realizado em crianças, demonstrou eficácia de 95% em meningite bacteriana 4.

Estudo em pacientes com infecção de partes moles demonstrou eficácia de 96% 1.

Outros estudos demonstram eficácia em infecção urinária e meningite bacteriana 3,5.

1. Hugo H et al, Scand J Infec Dis 12: 227-230, 1980 2. Graber H et al, International Journal of Clinical Pharmacology, Therapy and Toxicology, vol 21 n 8 1982, 399-403 3. Castrillon G M et al, Rev med Chile, 1991; 119: 913-16 4. Marks et al, Journal of Pediatrics, July 1996, 124 5. Bahaeldin H K et al, Clinical Therapeutics, Vol 5 n 6, 1983

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Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas Grupo farmacoterapêutico: antibacterianos de uso sistêmico, outros antibacterianos betalactâmicos, cefalosporinas de segunda geração. Código ATC: J01DC02 Mecanismo de ação A cefuroxima inibe a síntese da parede celular bacteriana após ligação às proteínas de ligação à penicilina. Isso resulta na interrupção da biossíntese da parede celular (peptidoglicano), o que leva à lise e morte das células bacterianas.

Mecanismo de resistência A resistência bacteriana à cefuroxima pode ser decorrente de um ou mais dos seguintes mecanismos:

 Hidrólise por beta-lactamases; incluindo (entre outros) por beta-lactamases de espectro estendido e enzimas AmpC que podem ser induzidas ou desreprimidas de forma estável em certas espécies de bactérias aeróbicas Gram-negativas;

 Redução da afinidade das proteínas de ligação à penicilina por cefuroxima;

 Impermeabilidade da membrana externa, que restringe o acesso de cefuroxima às proteínas de ligação à penicilina em bactérias Gram-negativas;

 Bombas de efluxo bacteriano.

Espera-se que os organismos que adquiriram resistência a outras cefalosporinas injetáveis sejam resistentes à cefuroxima. Dependendo do mecanismo de resistência, organismos com resistência adquirida às penicilinas podem demonstrar redução da suscetibilidade ou resistência à cefuroxima.

Pontos críticos da cefuroxima sódica Os pontos críticos na concentração inibitória mínima estabelecidos pelo Comitê Europeu de Testes de Suscetibilidade Antimicrobiana (European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing) são os seguintes:

Organismo Suscetível ≤ (mg/L) Resistência > (mg/L) Enterobacteriaceae1 ≤ 8 Staphylococcus spp. Nota 3 Nota 3 Streptococcus (grupos A, B, C, G) Nota 4 Nota 4 Streptococcus pneumoniae ≤ 0,5 Streptococcus (outro) ≤ 0,5 Haemophilus influenza ≤ 1 Moraxella catarrhalis ≤ 4 ≤ 4 1 Os pontos críticos de cefalosporina para Enterobacteriaceae detectarão todos os mecanismos de resistência clinicamente importantes (incluindo ESBL e AmpC mediada por plasmídeo). Algumas linhagens produtoras de beta-lactamases são suscetíveis ou intermediárias às cefalosporinas de 3ª ou 4ª geração com esses pontos críticos e devem ser relatadas como encontradas, ou seja, a presença ou ausência de uma ESBL não influencia por si só a categorização de suscetibilidade.

Em muitas áreas, a detecção e caracterização de ESBL é recomendada para a saúde pública e fins de controle de infecção.

2 O ponto crítico refere-se à dose de 1,5 g × 3 e apenas para E. coli, P. mirabilis e Klebsiella spp.

3 A suscetibilidade dos estafilococos às cefalosporinas é inferida a partir da suscetibilidade à meticilina, exceto para ceftazidima, cefixima e ceftibuteno, que não possuem pontos críticos e não devem ser usados para infecções estafilocócicas.

4 A suscetibilidade betalactâmica dos estreptococos beta-hemolíticos dos grupos A, B, C e G é inferida a partir da suscetibilidade à penicilina.

5 Os pontos críticos aplicam-se à dose intravenosa diária de 750 mg × 3 e uma alta dose de pelo menos 1,5 g × 3.

Suscetibilidade microbiológica A prevalência de resistência adquirida pode variar geograficamente e com o tempo para espécies selecionadas, sendo desejáveis informações locais sobre a resistência, particularmente no tratamento de infecções severas. Conforme necessário, deve-se buscar aconselhamento especializado quando a prevalência local de resistência for conhecida e a utilidade do agente for questionável em pelo menos alguns tipos de infecções.

A cefuroxima é geralmente ativa contra os seguintes microrganismos in vitro.

Espécies comumente suscetíveis Gram-positivos Aeróbios:

Staphylococcus aureus (suscetível à meticilina) $ Estafilococos coagulase-negativos (suscetível à meticilina) Streptococcus pyogenes Streptococcus agalactiae Streptococcus miti s (grupo viridans) Aeróbios Gram-negativos:

Haemophilus influenzae Haemophilus parainfluenzae Moraxella catarrhalis Micro-organismos para os quais a resistência adquirida pode ser um problema Gram-positivos Aeróbios:

Streptococcus pneumoniae Gram-negativos Aeróbios:

Citrobacter freundii Enterobacter cloacae Enterobacter aerogenes Escherichia coli Klebsiella pneumoniae Proteus mirabilis Proteus spp. (exceto P. vulgaris) Providencia spp.

Salmonella spp.

Gram-positivos Anaeróbios:

Peptostreptococcus spp.

Propionibacterium spp.

Gram-negativos Anaeróbios:

Fusobacterium spp.

Bacteroides spp.

Micro-organismos inerentemente resistentes Gram-positivos Aeróbios:

Enterococcus faecalis Enterococcus faecium Gram-negativos Aeróbios:

Acinetobacter spp.

Morganella morganii Proteus vulgaris Pseudomonas aeruginosa Serratia marcescens Gram-positivos Anaeróbios:

Clostridium difficile Gram-negativos Anaeróbios:

Bacteroides fragilis Outros:

Chlamydia spp.

Mycoplasma spp.

Legionella spp.

$ Todos os S. aureus resistentes à meticilina são resistentes à cefuroxima.

In vitro, as atividades da cefuroxima sódica e dos antibióticos aminoglicosídeos em associação demonstraram ser pelo menos aditivas, com evidência ocasional de sinergia.

Propriedades farmacocinéticas Absorção Após a injeção intramuscular (IM) de cefuroxima em voluntários sadios, as concentrações séricas médias do pico variaram de 27 a 35 μg/mL para uma dose de 750 mg e de 33 a 40 μg/mL para uma dose de 1000 mg, e foram alcançadas dentro de 30 a 60 minutos após a administração. Após doses intravenosas (IV) de 750 e 1500 mg, as concentrações séricas foram de aproximadamente 50 e 100 μg/mL, respectivamente, em 15 minutos.

A AUC e a Cmax parecem aumentar linearmente com o aumento da dose ao longo do intervalo de dose única de 250 a 1000 mg após administração IM e IV. Não houve evidência de acúmulo da cefuroxima no soro de voluntários normais após administração intravenosa repetida de doses de 1500 mg a cada 8 horas.

Distribuição A ligação às proteínas foi declarada como 33 a 50%, dependendo da metodologia utilizada. O volume médio de distribuição varia de 9,3 a 15,8 L/1,73 m 2 após administração IM ou IV ao longo do intervalo de dose de 250 a 1000 mg. Concentrações de cefuroxima superiores aos níveis inibitórios mínimos para patógenos comuns podem ser alcançadas nas amígdalas, tecidos sinusais, mucosa brônquica, ossos, líquido pleural, líquido articular, líquido sinovial, líquido intersticial, bile, expectoração e humor aquoso. A cefuroxima atravessa a barreira hematoencefálica quando as meninges estão inflamadas.

Biotransformação A cefuroxima não é metabolizada.

Eliminação A cefuroxima é excretada por filtração glomerular e secreção tubular. A meia-vida sérica após injeção intramuscular ou intravenosa é de aproximadamente 70 minutos. Há uma recuperação quase completa (85 a 90%) de cefuroxima inalterada na urina dentro de 24 horas da administração. A maior parte da cefuroxima é excretada dentro das primeiras 6 horas. A eliminação renal média varia de 114 a 170 mL/min/1,73 m 2 após administração IM ou IV ao longo do intervalo de dose de 250 a 1000 mg.

Populações de pacientes especiais Sexo Não foram observadas diferenças na farmacocinética da cefuroxima entre homens e mulheres após uma injeção intravenosa única em bolus de 1000 mg de cefuroxima como sal de sódio.

Idosos Após administração IM ou IV, a absorção, distribuição e excreção da cefuroxima em pacientes idosos são semelhantes às de pacientes mais jovens com função renal equivalente. Como os pacientes idosos têm maior probabilidade de apresentar redução da função renal, deve-se ter cuidado na seleção da dose de cefuroxima e pode ser útil monitorar a função renal (ver “8. POSOLOGIA E MODO DE USAR”).

População pediátrica A meia-vida sérica da cefuroxima demonstrou ser substancialmente prolongada em neonatos de acordo com a idade gestacional. Contudo, em bebês mais velhos (> 3 semanas de idade) e em crianças, a meia-vida sérica de 60 a 90 minutos é semelhante à observada em adultos.

Comprometimento renal A cefuroxima é excretada principalmente pelos rins. Tal como todos estes antibióticos, em pacientes com função renal marcadamente comprometida (ou seja, Clcr < 20 mL/minuto) recomenda-se que a dose de cefuroxima seja reduzida para compensar sua excreção mais lenta (ver “8. POSOLOGIA E MODO DE USAR”). A cefuroxima é efetivamente removida por hemodiálise e diálise peritoneal.

Comprometimento hepático Como a cefuroxima é eliminada principalmente pelos rins, não se espera que a disfunção hepática tenha efeito na farmacocinética da cefuroxima.

Relação farmacocinética-farmacodinâmica Para cefalosporinas, o índice farmacocinético-farmacodinâmico mais importante correlacionado com a eficácia in vivo demonstrou ser o percentual do intervalo de administração (%T) em que a concentração não ligada permanece acima da concentração inibitória mínima (MIC) de cefuroxima para espécies-alvo individuais (ou seja, %T > MIC).

Dados de segurança pré-clínicos Os dados não clínicos não revelam riscos especiais para humanos, com base em estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade e toxicidade para a reprodução e desenvolvimento. Não foram realizados estudos de carcinogenicidade; no entanto, não há evidências de potencial carcinogênico. A atividade da gama-glutamil transpeptidase na urina de ratos é inibida por várias cefalosporinas, no entanto, o nível de inibição é menor com cefuroxima. Isto pode ter significância na interferência em testes laboratoriais clínicos em humanos.

04

Contraindicações

Este produto está contraindicado para pessoas que apresentem hipersensibilidade à cefuroxima ou a qualquer um dos excipientes, hipersenbilidade conhecida a antibióticos cefalosporínicos, e histórico de hipersensibilidade severa (por exemplo, reação anafilática) a qualquer outro tipo de agente antibacteriano betalactâmico (penicilinas, monobactâmicos e carbapenêmicos).

05

Advertências e precauções

Reações de hipersensibilidade Tal como acontece com todos os agentes antibacterianos betalactâmicos, foram relatadas reações de hipersensibilidade graves e ocasionalmente fatais.

Houve relatos de reações de hipersensibilidade que progrediram para síndrome de Kounis (arterioespasmo coronário alérgico agudo que pode resultar em infarto do miocárdio) (ver “9. REAÇÕES ADVERSAS”).

Em caso de reações de hipersensibilidade severa, o tratamento com cefuroxima deve ser descontinuado imediatamente e devem ser iniciadas medidas de emergência adequadas.

Antes de iniciar o tratamento, deve-se estabelecer se o paciente tem histórico de reações de hipersensibilidade severa à cefuroxima, a outras cefalosporinas ou a qualquer outro tipo de agente betalactâmico. Deve-se ter cautela se cefuroxima for administrada a pacientes com histórico de hipersensibilidade não severa a outros agentes betalactâmicos.

Tratamento concomitante com diuréticos potentes ou aminoglicosídeos Antibióticos cefalosporínicos em altas doses devem ser administrados com cautela a pacientes que recebem tratamento concomitante com diuréticos potentes, como furosemida ou aminoglicosídeos. Foi relatado comprometimento renal durante o uso dessas associações. A função renal deve ser monitorizada nos idosos e naqueles com comprometimento renal preexistente conhecido (ver “8. POSOLOGIA E MODO DE USAR”).

Supercrescimento de microrganismos não suscetíveis O uso de cefuroxima pode resultar no supercrescimento de Candida. O uso prolongado também pode resultar no supercrescimento de outros microrganismos não suscetíveis (por exemplo, enterococos e Clostridium difficile), o que pode exigir a interrupção do tratamento (ver “9. REAÇÕES ADVERSAS”).

Colite pseudomembranosa associada a agentes antibacterianos foi relatada com o uso de cefuroxima, e pode apresentar severidade variada, de leve a ameaça à vida. Este diagnóstico deve ser considerado em pacientes com diarreia durante ou após a administração de cefuroxima (ver “9. REAÇÕES ADVERSAS”). Deve-se considerar a descontinuação da terapia com cefuroxima e a administração de tratamento específico para Clostridium difficile. Não devem ser administrados medicamentos que inibam o peristaltismo.

Assim como em outros regimes terapêuticos usados no tratamento da meningite, foi relatada perda de audição de leve a moderada em número reduzido de pacientes pediátricos tratados com cefuroxima. Também foi notada persistência de culturas de líquido cérebro-espinhal positivas para Haemophilus influenzae em 18-36 horas após a injeção de cefuroxima, assim como em outras antibioticoterapias. Entretanto, a relevância clínica destes achados é desconhecida.

Uso intravítreo e distúrbios oculares A cefuroxima não é formulada para uso intravítreo. Foram relatados casos individuais e grupos de reações adversas oculares graves após o uso intravítreo não aprovado de cefuroxima sódica composta a partir de frascos-ampola aprovados para administração intravenosa/intramuscular. Estas reações incluíram edema macular, edema da retina, descolamento da retina, toxicidade da retina, comprometimento visual, redução da acuidade visual, visão embaçada, opacidade da córnea e edema da córnea.

Em um regime de terapia sequencial, o tempo de troca para a terapia oral é determinado pela gravidade da infecção, o estado clínico do paciente e a suscetibilidade dos patógenos envolvidos. Se não houver melhora clínica em 72 horas, deve ser mantido o tratamento parenteral.

Infecções intra-abdominais Devido ao seu espectro de atividade, a cefuroxima não é adequada para o tratamento de infecções causadas por bactérias Gram-negativas não fermentadoras (ver Propriedades Farmacodinâmicas).

Interferência com testes diagnósticos O desenvolvimento de Teste de Coombs positivo associado ao uso de cefuroxima pode interferir na correspondência cruzada de sangue (ver “9. REAÇÕES

Adversas”).

Pode ser observada uma leve interferência com métodos de redução de cobre (Benedict, Fehling, Clinitest). No entanto, isto não deve levar a resultados falso-positivos, como pode ocorrer com algumas outras cefalosporinas.

Como pode ocorrer resultado falso negativo no teste de ferricianeto, recomenda-se que os métodos de glicose oxidase ou hexoquinase sejam usados para determinar os níveis de glicose no sangue/plasma em pacientes que recebem cefuroxima sódica.

Reações adversas cutâneas severas (SCARs), como síndrome de Stevens Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (TEN), reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos (RMESS) e pustulose exantemática generalizada aguda (AGEP), foram relatadas em pacientes recebendo cefuroxima (ver “9. REAÇÕES ADVERSAS”). Se aparecerem sinais e sintomas sugestivos destas reações, cefuroxima deve ser retirada imediatamente e um tratamento alternativo deve ser considerado.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Não foram realizados estudos sobre os efeitos de cefuroxima na capacidade de conduzir e operar máquinas. No entanto, com base nas reações adversas conhecidas, é pouco provável que cefuroxima tenha efeito na capacidade de conduzir e operar máquinas.

Fertilidade, gravidez e lactação Gravidez Existem quantidades limitadas de dados sobre a utilização de cefuroxima em mulheres gestantes. Estudos em animais não demonstraram toxicidade reprodutiva (ver Dados de segurança pré-clínicos). A cefuroxima sódica deve ser prescrita a mulheres gestantes apenas se o benefício superar o risco.

Foi demonstrado que cefuroxima atravessa a placenta e atinge níveis terapêuticos no líquido amniótico e no sangue do cordão umbilical após a dose intramuscular ou intravenosa à mãe.

Categoria C de risco na gravidez Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação A cefuroxima é excretada no leite humano em pequenas quantidades. Não são esperadas reações adversas em doses terapêuticas, embora não possa ser excluído o risco de diarreia e infecção fúngica das membranas mucosas. Deve ser tomada uma decisão sobre a descontinuação da amamentação ou a descontinuação/abstenção da terapia com cefuroxima, tendo em conta o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapêutica para a mulher.

Fertilidade Não existem dados sobre os efeitos de cefuroxima sódica na fertilidade em humanos. Estudos reprodutivos em animais não demonstraram efeitos na fertilidade.

Para prevenir o desenvolvimento de bactérias resistentes, este medicamento deverá ser usado somente para o tratamento ou prevenção de infecções causadas ou fortemente suspeitas de serem causadas por microrganismos sensíveis a este medicamento.

06

Interações medicamentosas

Assim como com outros antibióticos, Keroxime ® pode afetar a flora intestinal, resultando em menor reabsorção de estrógeno e redução da eficácia de contraceptivos orais combinados.

Keroxime ® não interfere com os testes enzimáticos para glicosúria.

Pode ser observada ligeira interferência nos métodos baseados na redução do cobre (Benedict, Fehling, Clinitest), sem induzir, contudo, resultados falso-positivos, como pode ocorrer com outras cefalosporinas.

Recomenda-se usar os métodos da glicose oxidase ou glicoquinase para se determinar os níveis de glicose sanguínea em pacientes usando Keroxime ®.

Este antibiótico não interfere no método do picrato alcalino para dosagem de creatinina.

A cefuroxima é excretada por filtração glomerular e secreção tubular. Não é recomendado uso concomitante de probenecida. A administração concomitante de probenecida prolonga a excreção do antibiótico e produz um pico de nível sérico elevado.

Possíveis medicamentos nefrotóxicos e diuréticos de alça.

Tratamentos de alta dose com cefalosporinas devem ser realizados com cautela em pacientes que administram diuréticos de forte ação (como furosemida) ou possíveis preparações nefrotóxicas (como antibióticos aminoglicosídeos), uma vez que não pode ser descartado comprometimento da função renal através dessas associações.

Outras interações Determinação dos níveis de glicose no sangue/plasma: consulte o item “5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”.

O uso concomitante com anticoagulantes orais pode causar aumento da razão normalizada internacional (INR).

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Cuidados de armazenamento O medicamento deve ser mantido em sua embalagem original, em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC) e protegido da luz. O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação, impressa na embalagem externa do produto.

Número do lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Após preparo, manter em temperatura ambiente (15ºC a 30ºC) por até 3 (três) horas ou manter sob refrigeração (2ºC a 8ºC) por até 48 horas.

Aspectos físicos / Características organolépticas Pó branco a ligeiramente amarelado. Durante o período de conservação, a cor das soluções ou das suspensões pode tornar-se mais intensa.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

Keroxime ® deve ser administrado somente por via intramuscular e/ou via intravenosa.

Modo de usar Atenção: frequentemente os hospitais reconstituem produtos injetáveis utilizando agulhas 40x12, que aumentam a incidência de pequenos fragmentos de rolha serem levados para dentro do frasco durante o procedimento. Agulhas 30x8 ou 25x8, embora dificultem o processo de reconstituição, têm menor probabilidade de carregarem partículas de rolha para dentro dos frascos. Deve-se, no entanto, sempre inspecionar visualmente os produtos antes da administração, descartando-os se contiverem partículas.

O produto preparado em capela de fluxo unidirecional (laminar) qualificado pode ser armazenado pelos tempos descritos a seguir. Para produtos preparados fora desta condição, recomenda-se o uso imediato.

USO INTRAMUSCULAR Reconstituição Diluente: água para injetáveis. Volume: 3 mL Após reconstituição, o produto tem volume final de aproximadamente 3,5 mL e concentração aproximada de 214 mg/mL.

Aparência após a reconstituição: suspensão opaca Estabilidade após reconstituição com água para injetáveis:

Temperatura ambiente (15ºC a 30°C): 3 horas.

Refrigeração (2ºC a 8ºC): 48 horas.

ATENÇÃO: quando armazenada nestas condições, a solução pode escurecer, sem redução da eficácia do produto.

Administração: agite suavemente a suspensão antes de retirar a dose a ser aplicada. Em adultos, aplicar nas nádegas (quadrante superior externo), recomenda-se não injetar mais do que 750 mg em cada glúteo; em crianças, aplicar na face lateral da coxa.

Uso intravenoso

INTRAVENOSA DIRETA Reconstituição Diluente: água para injetáveis. Volume: 8 mL.

Após reconstituição, o produto tem volume final de aproximadamente 8,6 mL e concentração aproximada de 87 mg/mL.

Aparência após reconstituição: solução amarelo claro a âmbar.

Estabilidade após reconstituição com água para injetáveis:

Temperatura ambiente (15ºC a 30ºC): 3 horas.

Refrigeração (2ºC a 8ºC): 48 horas.

ATENÇÃO: quando armazenada nestas condições, a solução pode escurecer, sem redução da eficácia do produto.

Tempo de Injeção: 3 a 5 minutos.

INFUSÃO INTRAVENOSA Reconstituição Diluente: água para injetáveis. Volume: 8 mL.

Após reconstituição, o produto tem volume final de aproximadamente 8,6 mL e concentração aproximada de 87 mg/mL.

Aparência após reconstituição: solução amarelo claro a âmbar.

Estabilidade após reconstituição com água para injetáveis:

Temperatura ambiente (15ºC a 30ºC): 3 horas.

Refrigeração (2ºC a 8ºC): 48 horas.

ATENÇÃO: quando armazenada nestas condições, a solução pode escurecer, sem redução da eficácia do produto.

Diluição Diluente: cloreto de sódio 0,9%; glicose 5% ou 10 %. Volume: 50 – 100 mL.

Aparência após diluição: solução amarelo claro a amarelo.

Estabilidade após diluição:

Temperatura ambiente (15ºC a 30ºC): 3 horas.

Refrigeração (2ºC a 8ºC): 48 horas.

ATENÇÃO: quando armazenada nestas condições, a solução pode escurecer, tendendo a âmbar, sem redução da eficácia do produto.

Tempo de Infusão: 30 minutos.

Incompatibilidades:

As soluções de cefuroxima não devem ser adicionadas a soluções de antibióticos aminoglicosídeos (a cefuroxima pode ser inativada ou pode inativar os aminoglicosídeos). Entretanto, se estiver indicado o tratamento conjunto com cefuroxima e um aminoglicosídeo, cada um dos antibióticos deve ser administrado separadamente (não misturar numa mesma solução os dois produtos).

O bicarbonato de sódio não é recomendável para a diluição de cefuroxima. O pH da solução de bicarbonato de sódio a 2,7% p/v afeta consideravelmente a cor da solução, não sendo, portanto, recomendada para diluição de cefuroxima.

Posologia Recomendações gerais Adultos: muitas infecções respondem ao tratamento com 750 mg de cefuroxima três vezes ao dia, através de injeções intramusculares ou intravenosas. Para infecções de maior gravidade, a dose poderá ser elevada para 1,5 g três vezes ao dia, por via intravenosa. A frequência das injeções intramusculares ou intravenosas pode ser aumentada, se necessário, para quatro administrações diárias (a cada 6 horas), somando doses diárias totais de 3 g a 6 g.

Lactentes e crianças: 30 a 100 mg/kg/dia, divididos em três ou quatro doses. A dose de 60 mg/kg/dia é normalmente satisfatória para a maioria das infecções.

Recém-nascidos: 30 a 100 mg/kg/dia divididos em duas ou três doses. Nas primeiras semanas de vida, a meia-vida sérica da cefuroxima pode ser três a cinco vezes a observada no adulto.

Gonorreia Adultos: administrar uma dose única de 1,5 g, em duas injeções I.M. de 750 mg em locais de aplicação diferentes, como, por exemplo, em cada nádega.

Meningite Keroxime ® é adequado como terapia única na meningite bacteriana devido à suscetibilidade das linhagens.

Adultos: 3 g I.V. de 8 em 8 horas.

Lactentes e crianças: 150-250 mg/kg/dia I.V. divididos em três ou quatro doses.

Recém-nascidos: 100 mg/kg/dia I.V.

Na profilaxia de infecções A dose usual é 1,5 g por via intravenosa com a indução da anestesia para cirurgias abdominais pélvicas e ortopédicas. Esta dose pode ser suplementada com duas doses de 750 mg I.M. 8 (oito) e 16 horas após a primeira dose.

Em cirurgias cardíacas, pulmonares, esofágicas e vasculares, a dose usual é 1,5 g I.V. com a indução da anestesia e complementada com 750 mg I.M. três vezes ao dia nas próximas 24 a 48 horas.

Na substituição total de articulações, 1,5 g de cefuroxima em pó seco pode ser misturado com o conteúdo de uma embalagem do cimento do polímero de metacrilato de metila antes de adicionar o monômero líquido.

Na terapia sequencial Adultos: a duração tanto da terapia parenteral quanto da oral é determinada pela gravidade da infecção e pelo estado clínico do paciente.

Pneumonia 1,5 g de cefuroxima, duas ou três vezes ao dia, por via intramuscular ou intravenosa, por um período de 48-72h, seguida por uma dose de 500 mg, duas vezes ao dia, do éster axetilcefuroxima, via oral, por um período de 7-10 dias.

Exacerbações agudas de bronquite crônica 750 mg de cefuroxima, duas ou três vezes ao dia, por via intramuscular ou intravenosa, por um período de 48-72h, seguida por 500 mg, duas vezes ao dia, do éster axetilcefuroxima, via oral, por 5-10 dias.

Na insuficiência renal A exemplo dos demais antibióticos excretados pelos rins, nos pacientes portadores de insuficiência renal importante recomenda-se reduzir a dose de cefuroxima a fim de compensar a excreção mais lenta.

Não é necessário reduzir a dose padrão (750 mg; 1,5 g três vezes ao dia) até que o clearance de creatinina chegue a 20 mL/min ou menos.

Nos casos de insuficiência renal importante (clearance de creatinina de 10 – 20 mL/min), são recomendados 750 mg duas vezes ao dia e, nos casos de insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 10 mL/min), uma única dose diária de 750 mg será satisfatória.

Nos pacientes sob hemodiálise deve-se administrar uma dose suplementar de 750 mg I.M. ou I.V. ao final de cada procedimento. Em adição ao uso parenteral, a cefuroxima pode ser incorporada ao fluido de diálise peritoneal (geralmente 250 mg para cada dois litros de fluido de diálise).

Para pacientes com falência renal em hemodiálise arteriovenosa contínua ou hemofiltração de alto fluxo em unidades de terapia intensiva, são apropriadas doses de 750 mg duas vezes ao dia. Para hemofiltração de baixo fluxo, siga a dosagem recomendada para insuficiência renal. A cerufoxima é excretada principalmente pelos rins. Portanto, assim como todos os antibióticos, em pacientes com função renal marcadamente comprometida, recomenda-se que a dose de cerufoxima seja reduzida para compensar sua excreção mais lenta.

Posologia de Keroxime ® para adultos com insuficiência renal clearance de creatinina Dose máxima 10-20 mL/min (insuficiência renal importante) 750 mg duas vezes ao dia (de 12 em 12 horas) <10 mL/min (insuficiência renal grave) 750 mg uma vez ao dia (a cada 24 horas)

09

Reações adversas

As reações adversas mais comuns são neutropenia, eosinofilia, aumento transitório das enzimas hepáticas ou bilirrubina, particularmente em pacientes com doença hepática preexistente, mas não há evidências de danos ao fígado e reações no local da injeção.

As categorias de frequência atribuídas às reações adversas abaixo são estimativas, pois para a maioria das reações, não estão disponíveis dados adequados para calcular a incidência. Além disso, a incidência de reações adversas associadas à cefuroxima sódica pode variar de acordo com a indicação.

Dados de estudos clínicos foram utilizados para determinar a frequência de reações adversas muito comuns a raras. As frequências atribuídas a todas as outras reações adversas (ou seja, aquelas que ocorrem em <1/10.000) foram determinadas principalmente utilizando dados pós-comercialização e referem-se a uma taxa de notificação e não à frequência verdadeira.

As reações adversas relacionadas ao tratamento, de todos os graus, estão listadas abaixo por classe de sistemas e órgãos do MedDRA, frequência e grau de severidade. A seguinte convenção foi utilizada para classificação da frequência: muito comum ≥ 1/10; comum ≥ 1/100 a < 1/10; incomum ≥ 1/1.000 a < 1/100; raro ≥ 1/10.000 a < 1/1.000; muito raro < 1/10.000 e desconhecido (não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis).

Infecções e infestações Desconhecida: supercrescimento de Candida, supercrescimento de Clostridium difficile.

Distúrbios dos sistemas hematológico e linfático Comum: neutropenia, eosinofilia, redução da concentração de hemoglobina.

Incomum: leucopenia, teste de Coombs positivo.

Desconhecido: trombocitopenia, anemia hemolítica.

Distúrbios do sistema imunológico Desconhecida: febre medicamentosa, nefrite intersticial, anafilaxia, vasculite cutânea.

Distúrbios cardíacos Muito rara: síndrome de Kounis.

Distúrbios gastrointestinais Incomum: distúrbio gastrointestinal.

Desconhecida: colite pseudomembranosa (ver “5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).

Distúrbios hepatobiliares Comum: aumento transitório das enzimas hepáticas.

Desconhecida; aumento transitório da bilirrubina.

Distúrbios dos tecidos cutâneo e subcutâneo Incomum: erupção cutânea, urticária e prurido.

Desconhecida: eritema multiforme, edema angioneurótico. Reações adversas cutâneas severas, incluindo síndrome de Stevens-Johnson (SJS), necrólise epidérmica tóxica (TEN), reação medicamentosa com eosinofilia e sintomas sistêmicos (DRESS) e pustulose exantemática generalizada aguda (AGEP) (ver “5.

Advertências e precauções”).

Distúrbios renais e urinários Desconhecida: elevações na creatinina sérica, elevações no nitrogênio ureico no sangue e redução da eliminação de creatinina (ver “5. ADVERTÊNCIAS E

Precauções”).

Distúrbios gerais e condições do local de administração Comum: reações no local da injeção, que podem incluir dor e tromboflebite.

Descrição das reações adversas selecionadas As cefalosporinas, como classe, tendem a ser absorvidas na superfície das membranas eritrocitárias e reagem com anticorpos direcionados contra o agente para produzir um teste de Coombs positivo (que pode interferir na comparação cruzada do sangue) e muito raramente anemia hemolítica.

Foram observados aumentos transitórios nas enzimas hepáticas séricas ou bilirrubina, que geralmente são reversíveis.

A dor no local da injeção intramuscular é mais provável em doses mais altas. No entanto, é improvável que seja uma causa para a descontinuação do tratamento.

População pediátrica O perfil de segurança de cefuroxima sódica em crianças é compatível com o perfil em adultos.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10

Superdose

A superdosagem pode causar sequelas neurológicas, incluindo encefalopatia, convulsões e coma. Podem ocorrer sintomas de superdosagem se a dose não for reduzida adequadamente em pacientes com comprometimento renal (ver “5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES” e “8. POSOLOGIA E MODO DE USO”).

Os níveis séricos de cefuroxima podem ser reduzidos através da diálise peritoneal ou hemodiálise.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro MS nº 1.5562.0011 Farm. Resp.: Sidnei Bianchini Junior - CRF-SP n° 63.058 Fabricado por:

Antibióticos do Brasil Ltda.

Sumaré – SP ou Fabricado por:

Antibióticos do Brasil Ltda.

Cosmópolis – SP Registrado por:

Antibióticos do Brasil Ltda Rod. Professor Zeferino Vaz, SP-332, Km 135 Cosmópolis – SP

CNPJ 05.439.635/0001-03 Indústria Brasileira VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA – SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA

Uso restrito a hospitais ib041024

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
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