Bula de Cefalexina
Fonte: bula do fabricante (Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A) publicada no bulário digital Sara · bula de 21/01/2022 · conferida em 25/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
cefalexina monoidratada Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
Pó para suspensão 250mg/5mL cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o paciente 1 cefalexina monoidratada Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999.
Apresentação
Pó para suspensão.
Embalagem contendo 1 frasco com pó para preparação de 100mL de suspensão com copo dosador.
Via de administração: oral
Uso adulto e pediátrico
Composição
Cada mL da suspensão, após reconstituição contém: cefalexina monoidratada (equivalente a 50mg de cefalexina) ........................................................ 52,50mg veículo q.s.p. ........................................................................................................................................... 1mL (dióxido de silício, benzoato de sódio, amarelo crepúsculo, essência de laranja, sacarina sódica, goma xantana, sacarose). cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o paciente 2
Informações ao paciente
Leia atentamente este texto antes de começar a tomar o medicamento, ele informa sobre as propriedades deste medicamento. Se persistirem dúvidas ou estiver inseguro fale com seu médico.
Antes de utilizar o medicamento, confira o nome do rótulo e não administre caso haja sinais de violação e/ou danos na embalagem.
Para que este medicamento é indicado?
A cefalexina monoidratada é destinada ao tratamento de infecções do trato respiratório como sinusite, otite, amigdalite, faringite; infecções da pele e tecidos moles (tecidos que ficam por baixo da pele) como erisipela (infecção de pele); infecções dos ossos; infecções da bexiga e dos rins, infecções dos dentes.
Como este medicamento funciona?
A cefalexina monoidratada é um antibiótico, que age destruindo as paredes das bactérias e assim impedindo a sua proliferação.
Quando não devo usar este medicamento?
A cefalexina monoidratada é contraindicada a pacientes com alergia à cefalexina, às penicilinas ou a quaisquer outros componentes da fórmula do produto.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Antes de você iniciar o tratamento com cefalexina monoidratada, deve-se pesquisar cuidadosamente quanto a reações anteriores de hipersensibilidade à cefalexina e às penicilinas.
Qualquer paciente que tenha demonstrado alguma forma de alergia, particularmente às penicilinas e à cefalexina, deve receber antibióticos com cautela, não devendo haver exceção com a cefalexina monoidratada.
Se ocorrer uma reação alérgica à cefalexina monoidratada, suspenda o medicamento e procure o seu médico ou cirurgião-dentista que ele indicará outro tratamento. O uso prolongado com cefalexina monoidratada poderá desenvolver bactérias resistentes.
A cefalexina monoidratada deve ser administrada cautelosamente em pacientes com doença dos rins.
Uso na gravidez e amamentação A cefalexina monoidratada não deve ser utilizada por mulheres grávidas, que estejam tentando engravidar ou com suspeita de estarem grávidas ou que estejam amamentando, salvo sob rigoroso controle médico. Se engravidar durante o tratamento com cefalexina, pare de tomar o medicamento e procure seu médico ou cirurgião-dentista imediatamente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Interações medicamentosas Não é recomendado o uso combinado de cefalosporinas e anticoagulantes orais.
A administração concomitante com certos medicamentos tais como aminoglicosídeos, outras cefalosporinas ou furosemida e diuréticos potentes semelhantes, pode aumentar o risco de lesão dos rins.
A cefalexina monoidratada pode reduzir os efeitos de anticoncepcionais orais, por essa razão recomenda-se o uso adicional de métodos contraceptivos alternativos.
Uma interação potencial entre a cefalexina monoidratada e a metformina pode resultar em acúmulo de metformina.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Proteger da luz e umidade.
Após a reconstituição, conservar em geladeira por um período de até 14 dias.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem. cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o paciente 3 Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
A cefalexina monoidratada antes da reconstituição, apresenta-se como granulado homogêneo, branco a levemente alaranjado e isento de partículas estranhas. Após o preparo, o medicamento apresenta-se na forma de suspensão homogênea, de cor alaranjada e com odor e sabor característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Para preparar a cefalexina monoidratada, coloque água (temperatura ambiente entre 15 e 30ºC) até a marca indicada no rótulo e agite levemente o frasco; se necessário complete novamente com água até a marca; tampe e agite bem o frasco.
A cefalexina monoidratada deve ser administrada por via oral.
Agite bem o frasco de cefalexina monoidratada suspensão oral todas as vezes que utilizar o produto.
Uso em adultos As doses para adultos variam de 1 a 4g diários, em doses fracionadas. A dose usual para adultos é de 250mg a cada 6 horas. Para faringites estreptocócicas, infecções da pele e estruturas da pele e cistites não complicadas em pacientes acima de 15 anos, uma dose de 500mg pode ser administrada a cada 12 horas.
O tratamento de cistites deve ser de 7 a 14 dias. Para infecções do trato respiratório causadas por S. pneumoniae e S. pyogenes uma dose de 500mg deve ser administrada a cada 6 horas. Para infecções mais graves ou aquelas causadas por microrganismos menos sensíveis poderão ser necessárias doses mais elevadas.
Se doses diárias de cefalexina monoidratada acima de 4g forem necessárias, deve ser considerado o uso de uma cefalosporina parenteral, em doses adequadas.
Exemplos de doses de cefalexina monoidratada suspensão oral 250mg/5mL para adultos:
- 250mg corresponde a 5mL;
- 500mg corresponde a 10mL;
- 1g corresponde a 20mL.
Uso em idosos A dosagem é como a de adultos. A dosagem deve ser reduzida caso a função renal fique acentuadamente comprometida.
Uso em crianças A dose diária recomendada para crianças é de 25 a 50mg por kg de peso em doses divididas. Para faringites em pacientes com mais de um ano, infecções dos rins e infecções da pele e estruturas da pele, a dose diária total poderá ser dividida e administrada a cada 12 horas.
Exemplos de doses de cefalexina monoidratada suspensão oral 250mg/5mL, conforme o peso da criança:
Dose de 25mg/kg/dia:
- A criança com 20kg de peso deve tomar 2,5mL, quatro vezes ao dia ou 5,0mL, duas vezes ao dia.
- A criança com 40kg de peso deve tomar 5,0mL, quatro vezes ao dia ou 10,0mL, duas vezes ao dia.
Dose de 50mg/kg/dia:
- A criança com 20kg de peso deve tomar 5,0mL, quatro vezes ao dia ou 10,0mL, duas vezes ao dia.
- A criança com 40kg de peso deve tomar 10,0mL, quatro vezes ao dia ou 20,0mL, duas vezes ao dia.
Pacientes com comprometimento de função renal, reduza a dosagem caso a função renal fique acentuadamente comprometida.
Nas infecções graves, a dose pode ser dobrada.
No tratamento da otite média, os estudos clínicos demonstraram que são necessárias doses de 75 a 100mg/kg/dia em 4 doses divididas.
No tratamento de infecções causadas por estreptococos beta-hemolíticos (bactérias), a dose deverá ser administrada por 10 dias, no mínimo.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico. cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o paciente 4
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Caso você se esqueça de tomar uma das doses, tome-a assim que possível, no entanto, se estiver próximo do horário da dose seguinte, espere por este horário. Nunca tome duas doses de uma só vez.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Foram observadas as seguintes reações adversas, das comuns para as muitas raras com o uso da cefalexina monoidratada:
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): diarreia e náuseas.
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): vermelhidão da pele, urticária, inchaço idêntico à urticária.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): manifestação da inflamação de cólon (intestino grosso).
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): dor de cabeça, tontura, náuseas, vômitos, má digestão, dor abdominal, inflamação do fígado, coloração amarela da pele, doença da pele com bolha, reação alérgica, inflamação do rim, vaginite, alteração na contagem do sangue, reação anafilática.
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): fadiga Desconhecidos (não podem ser estimados a partir dos dados disponíveis): candidíase vaginal, alucinações, agitação, confusão, dores e inflamações nas articulações.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
No caso de superdose, podem surgir náuseas, vômitos, dor de estômago, diarreia e sangue na urina. Se outros sintomas surgirem, é provável que sejam consequência da doença que está sendo tratada, reação alérgica ou aos efeitos tóxicos de outra medicação.
Ao tratar uma superdose, o médico deverá considerar a possibilidade de superdose de múltiplos medicamentos, interação entre medicamentos e ação incomum do medicamento no paciente.
Não é necessário a descontaminação do estômago e intestino, a menos que tenha sido ingerida uma dose 5 a 10 vezes a dose normal.
O médico deverá ainda proteger a passagem de ar para o paciente e manter o oxigênio e a circulação.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações. cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o paciente 5
Dizeres legais
Registro M.S. nº 1.5584.0294 Farm. Resp.: Raquel Letícia Correia Borges - CRF-GO n° 6.248.
Venda sob prescrição médica. só pode ser vendido com retenção da
Receita.
Registrado por: Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
VPR 3 - Quadra 2-C - Módulo 01-B - DAIA - Anápolis - GO - CEP 75132-015 C.N.P.J.: 05.161.069/0001-10 - Indústria Brasileira Fabricado por: Momenta Farmacêutica Ltda.
Rua Enéas Luis Carlos Barbanti, 216 - São Paulo - SP cefalexina m o no id ratad a – P ó p ara susp en são
- B ula p ara o paciente 6 A n exo B H istórico d e altera ção p ara a b u la D a d o s d a su b m issão eletrô n ica D a d o s d a p etição /n o tificação q u e a ltera b u la D a d o s d a s altera çõ es d e b u la s D a ta d o exp ed ien te N o . exp ed ien te A ssu n to D a ta d o exp ed ien te N ° d o exp ed ien te A ssu n to D a ta d e a p ro va ção Iten s d e b u la V ersões (V P /V P S ) A p resen taçõ es rela cio n a d a s 1 0/07/201 3 0 556 379 /1 3 -8 1 045 9 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T exto d e B u la – R D C 6 0/1 2 1 0/07/201 3 0 556 379 /1 3 -8 1 045 9 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 1 0/07/201 3 V ersão In icial V P /V P S P ó p ara su sp en são 2 4/12/201 3 1 077 622 /1 3 -2 1 045 9 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T exto d e B u la – R D C 6 0/1 2 2 4/12/201 3 1 077 622 /1 3 -2 1 045 9 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 2 4/12/201 3 V ersão In icial V P S P ó p ara su sp en são 0 8/06/201 7 1 132 882 /1 7 -7 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 0 8/06/201 7 1 132 882 /1 7 -7 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 60 /12 0 8/06/201 7
III- D izeres L egais V P /V P S P ó p ara su sp en são 1 1/08/201 7 1 685 763 /1 7 -1 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 1 1/08/201 7 1 685 763 /1 7 -1 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 60 /12 1 1/08/201 7
III- D izeres L egais C om p osição (atualização d a D C B ) V P /V P S P ó p ara su sp en são 0 5/11/201 8 1 056 747 /1 8 -0 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 0 5/11/201 8 1 056 747 /1 8 -0 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 60 /12 0 5/11/201 8
III- D izeres L egais (C orreção d e erro d e d igitação) V P /V P S P ó p ara su sp en são 2 1/01/202 2 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 2 1/01/202 2 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 60 /12 2 1/01/202 2 1 .P A R A Q U E E S T E M E D IC A M E N T O É IN D IC A D O ?
2 . c o m o e s t e m e d ic a m e n t o f u n c io n a ?
4 . o q u e d e v o s a b e r a n t e s d e u s a r e s t e m e d ic a m e n t o ?
6 .
C o m o d e v o u s a r e s t e m e d ic a m e n t o ?
8 . q u a is o s m a l e s q u e e s t e m e d ic a m e n t o p o d e m e c a u s a r ?
V P /V P S P ó p ara su sp en são cefalexina m o no id ratad a – P ó p ara susp en são
- B ula p ara o paciente 6
III- D izeres L egais 9 . R E A Ç Õ E S A D V E R S A S
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
cefalexina monoidratada Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
Pó para suspensão 250mg/5mL cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 1 cefalexina monoidratada Medicamento genérico Lei nº 9.787, de 1999.
Apresentação
Pó para suspensão.
Embalagem contendo 1 frasco com pó para preparação de 100mL de suspensão com copo dosador.
Via de administração: oral
Uso adulto e pediátrico
Composição
Cada mL da suspensão, após reconstituição contém: cefalexina monoidratada (equivalente a 50mg de cefalexina) ........................................................ 52,50mg veículo q.s.p. ........................................................................................................................................... 1mL (dióxido de silício, benzoato de sódio, amarelo crepúsculo, essência de laranja, sacarina sódica, goma xantana, sacarose). cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 2
Ii - informações técnicas aos profissionais da saúde
Indicações
A cefalexina monoidratada é indicada para o tratamento das seguintes infecções quando causadas por cepas sensíveis dos seguintes microrganismos:
Sinusites bacterianas causadas por estreptococos, S. pneumoniae e Staphylococcus aureus (somente os sensíveis à meticilina).
Infecções do trato respiratório causadas por S. pneumoniae e S. pyogenes (a penicilina é o antibiótico de escolha no tratamento e prevenção de infecções estreptocócicas, incluindo a profilaxia da febre reumática. A cefalexina é geralmente eficaz na erradicação de estreptococos da nasofaringe; contudo, dados substanciais estabelecendo a eficácia da cefalexina na prevenção tanto da febre reumática ou da endocardite bacteriana não estão disponíveis até o momento).
Otite média devida a S. pneumoniae, H. influenzae, estafilococos, estreptococos e M. catarrhalis.
Infecções da pele e tecidos moles causadas por estafilococos e/ou estreptococos.
Infecções ósseas causadas por estafilococos e/ou P. mirabilis.
Infecções do trato geniturinário incluindo prostatite aguda, causadas por E. coli, P.mirabilis, e Klebsiella pneumoniae.
Infecções dentárias causadas por estafilococos e/ou estreptococos.
Nota: deverão ser realizados testes de sensibilidade à cefalexina e culturas apropriadas do microrganismo causador. Estudos da função renal devem ser efetuados quando indicados.
Resultado de eficácia
Infecções do trato respiratório superior A cefalexina foi usada no tratamento do grupo controle de um estudo que avaliou um novo antibiótico, a brodimoprima, em pacientes com sinusite bacteriana aguda. Na dose de 500mg, três vezes ao dia, durante 8-12 dias, a taxa de cura microbiológica foi de 76%, e apenas um paciente apresentou recorrência clínica [1]. Schaefer e cols .[2] avaliaram o tratamento com cefalexina em 104 pacientes com sinusites maxilares agudas e crônicas, confirmadas por radiografia, punção e cultura. Os pacientes foram tratados com cefalexina 500mg a cada 6 horas, por 10 dias. Resultados clínicos satisfatórios foram obtidos em 57 de 69 pacientes avaliáveis, o que correspondeu a uma taxa de sucesso de 83%. A cefalexina foi comparada com a penicilina e ampicilina em dois estudos clínicos envolvendo crianças com faringite estreptocócica. No primeiro estudo, as taxas de falha terapêutica foram de 11% para a cefalexina, 26% para a penicilina e 20% para a ampicilina. No segundo estudo, as taxas de falha foram de 9% para a cefalexina e 20% para a penicilina. No resultado combinado dos estudos, a cefalexina se mostrou mais eficaz que a penicilina no tratamento de faringites estreptocócicas em crianças [3]. Estes resultados foram reproduzidos em um estudo maior, conduzido em sete centros pediátricos nos Estados Unidos, e totalizando mais de 500 crianças e adolescentes com amigdalite ou faringite estreptocócica com cultura de orofaringe positiva para estreptococos β-hemolítico do grupo A. Falhas bacteriológicas e clínicas ocorreram em 11% e 8% dos pacientes tratados com penicilina, respectivamente, e em 7% e 3% daqueles tratados com cefalexina, respectivamente. Falha combinada (bacteriológica ou clínica) ocorreu em 19% dos pacientes tratados com penicilina e 10% com cefalexina [4]. Windorfer e cols.
[5] demonstraram que a cefalexina (100 mg/kg/d, divididos em 4 doses diárias) foi equivalente ao cefadroxil (50mg/kg/d, divididos em 2 doses diárias) no tratamento de crianças com infecções bacterianas de vias aéreas superiores. A taxa de cura clínica + bacteriológica foi obtida em 93% dos pacientes tratados com cefadroxil e em 100% dos pacientes tratados com cefalexina 100mg/kg/d. Os efeitos colaterais dos dois tratamentos foram infrequentes e de leve intensidade. A cefalexina administrada duas ou três vezes ao dia foi comparada com o cefadroxil administrado duas vezes ao dia, em termos de eficácia e segurança, em 218 crianças com faringoamigdalite estreptocócica. As taxas de cura bacteriológica e clínica foram de 87%/91% para a cefalexina 2x/d, 81%/86% para a cefalexina 3x/d e 81%/84% para o cefadroxil 2x/d, respectivamente, o que não atingiu significância estatística, indicando que os três tratamentos são equivalentes nesta indicação [6].
Infecções do trato respiratório inferior Trinta e quatro pacientes com pneumonia adquirida na comunidade foram alocados para tratamento com cefadroxil (500mg duas vezes ao dia; n =19) ou cefalexina (250mg quatro vezes ao dia; n =14). Todos os pacientes dos dois grupos haviam atingido cura clínica após 10 dias de tratamento, e as reações adversas foram raras e de leve intensidade [7]. Weingarten [8] avaliou 113 adultos com infecções de vias aéreas inferiores, que foram randomizados para tratamento com cefadroxil (500-1.000mg 2x/d) ou cefalexina cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 3 (250-500mg 4x/d). Observaram-se apenas duas falhas terapêuticas em cada grupo de tratamento. Em um estudo clínico duplo-cego e controlado, 111 adultos com bronquite infectada foram randomizados para tratamento com ampicilina (500mg 4x/d) ou cefalexina (500mg 4x/d). Observou-se resolução ou melhora significativa do quadro infeccioso em 91% dos pacientes tratados com cefalexina e 96% dos pacientes tratados com ampicilina, indicando que os dois antibióticos foram equivalentes nesta indicação [9].
Achados semelhantes (equivalência em eficácia no tratamento da bronquite aguda) foram reportados por Mullinger e cols.
[10], em um estudo que comparou a cefalexina com a oxitetraciclina: após 10 dias de tratamento, as taxas de recuperação ou melhora significativa nos casos de bronquite aguda foram de 93% e 96% para a cefalexina e oxitetraciclina, respectivamente. Para os casos de exacerbação de bronquite crônica, os números correspondentes foram 92% e 93%.
Infecções de pele e partes moles Um estudo duplo-cego randomizado comparou a cefalexina (40mg/kg/d dividido em 3 doses diárias) com a clindamicina (20mg/kg/d dividido em 3 doses diárias), em 200 pacientes pediátricos (idade entre 6 meses e 18 anos) com infecções de pele não complicadas adquiridas na comunidade. Aproximadamente 70% dos pacientes tinham infecções por Staphylococcus aureus resistente à meticilina (MRSA), e 97% das coleções purulentas foram drenadas, de forma cirúrgica ou espontânea. Após 7 dias de tratamento, a taxa de resolução completa do quadro foi de 97% no grupo cefalexina e 94% no grupo clindamicina (P =0,33), indicando que os dois antibióticos, em associação à drenagem do abscesso, são eficazes no tratamento de infecções de pele adquiridas na comunidade, mesmo quando o patógeno mais frequente é
MRSA [11]. Powers e cols.
[12] compararam a cefalexina (500mg a cada 6h durante 10 dias) com a ofloxacina oral (400mg a cada 12h durante 10 dias) no tratamento de 335 adultos com infecções localizadas de pele e partes moles. A cura microbiológica e clínica foi avaliada em 73 pacientes tratados com ofloxacina e 65 com cefalexina. Cura bacteriológica foi obtida em 95% do grupo ofloxacina e 92% do grupo cefalexina; cura e melhora clínica foram observadas, respectivamente, em 75% e 23% do grupo ofloxacina, e em 74% e 23% do grupo cefalexina. Eventos adversos foram reportados por 14% dos pacientes tratados com ofloxacina e 11% dos pacientes tratados com cefalexina.
Como conclusão, cefalexina e ofloxacina foram equivalentes em termos de eficácia e segurança para o tratamento de infecções de pele e partes moles. A cefalexina (500mg, 3x/d durante 7 d) também foi comparada com a moxifloxacina (400mg, 2x/d durante 7 d) no tratamento de infecções não complicadas de pele em um estudo clínico envolvendo 351 adultos. A taxa de cura clínica foi semelhante entre os grupos de tratamento (moxifloxacina, 90%; cefalexina, 91%), bem como a taxa de cura bacteriológica do principal patógeno, S. aureus (moxifloxacina, 92%; cefalexina, 93%). Para cepas de Streptococci, a taxa de cura bacteriológica foi maior com a moxifloxacina (90% vs. 82%). A incidência de eventos adversos foi semelhante nos dois grupos, indicando que a cefalexina é equivalente a esta nova quinolona no tratamento de infecções não complicadas de pele e tecidos moles [13] . Tack e cols.
[14] compararam a cefalexina (10mg/kg/d em 4 doses diárias) com uma cefalosporina oral de espectro estendido, o cefdinir, no tratamento de infecções de pele em 394 crianças com idade entre 6 meses e 12 anos.
A duração de ambos os tratamentos foi de 10 dias. As taxas de cura microbiológica e clínica para a cefalexina foram de 97,4% e 93,8%; para o cefdinir, estes números foram 99,4% e 98,3%. Não se observou diferença estatisticamente significativa entre os tratamentos, indicando que eles são equivalentes em termos de eficácia. A incidência de eventos adversos também foi semelhante nos dois grupos (16% no grupo cefdinir e 11% no grupo cefalexina).
Infecções do trato urinário Trezentos pacientes portadores de infecção do trato urinário (ITU) foram randomizados para um dos seguintes tratamentos: ampicilina, cefalexina, cotrimoxazol e trimetoprima. Os pacientes correspondiam a três perfis: 96 tinham ITUs adquiridas na comunidade, 129 tinham ITU assintomática na gravidez e 75 tinham ITUs hospitalares. A análise do número total de tratamentos (n =339) mostrou equivalência entre os quatro regimes para tratamento de ITUs domiciliares (em gestantes e não gestantes). Para o tratamento das ITUs hospitalares, o cotrimoxadol mostrou-se mais eficaz [15]. A cefalexina foi comparada a com ampicilina no tratamento de ITUs em um estudo duplo-cego randomizado. Observou-se resposta clínica semelhante aos dois tratamentos: após 3 semanas, a urina estava estéril em 21/31 pacientes tratados com cefalexina e em 20/31 tratados com ampicilina. Os resultados bacteriológicos em uma e oito semanas também foram semelhantes nos dois grupos. Nenhuma reação adversa grave foi atribuída à cefalexina [16].
Pedler e cols.
[17] comaparam a cefalexina com a associação amoxicilina-clavulanato de potássio (AMO/CLV) no tratamento de bacteriúria durante a gestação. Oitenta gestantes foram randomizadas para tratamento um dos dois antibióticos durante 7 dias. Após 2 semanas, a taxa de cura bacteriológica foi de cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 4 77% para o grupo AMO/CLV e de 74% no grupo cefalexina. A cura clínica em 2 semanas foi de 82% no grupo AMO/CLV e 85% no grupo cefalexina.
Como conclusão, os dois regimes foram igualmente eficazes. A American Academy of Pediatrics (Academia Americana de Pediatria) publicou em 2011 as suas diretrizes para diagnóstico e tratamento da ITU em criançs da de 2 a 24 meses. Um dos agentes recomendados para tratamento por via oral da ITU nesta faixa etária é a cefalexina, na dose de 50-100mg/kg/d, em 4 doses divididas [18].
Infecções ósseas A cefalexina, assim como outras cefalosporinas, tem elevada penetração no líquido sinovial. Nelson e cols.
[19] avaliaram a concentração dos antibióticos ampicilina, cefalexina, cloxacilina, dicloxacilina e penicilina G no líquido sinovial e no plasma após sua administração por VO, e observaram que em todos os casos a concentração na articulação estava acima de 60% do pico plasmático e que havia adequada atividade inibitória contra os patógenos mais comumente encontrados. Um estudo finlandês demonstrou que o tratamento da pioartrite por 10 dias não é inferior ao tratamento convencional por 30 dias. Neste estudo randomizado, 130 crianças foram avaliadas prospectivamente. O protocolo de tratamento incluía 2-4 dias iniciais de antibiótico IV (clindamicina ou uma cefalosporina de 1 a geração) seguido de um tratamento por VO até o final dos 10 ou 30 dias, de acordo com a randomização. Os antibióticos usados por VO foram clindamicina, cefalexina (150mg/kg/d) ou cefadroxil [20]. O regime parenteral-oral com cefalosporinas em infecções articulares e ósseas em pediatria foi avaliado em 75 pacientes Inicialmente o tratamento era feito com cefamandol ou cefuroxima (por aproximadamente 5 dias), quando era então substituído por uma cefaloporina VO (cefaclor ou cefalexina, esta última na dose de 100mg/kg/d). Oito pacientes tratados com cefaclor apresentaram atividade bactericida insuficiente, o que não foi observado com a cefalexina. Em conclusão, a terapia antimicrobiana com cefalosporinas por VO pode ser usada para completar o tratamento de infecções esqueléticas em crianças, após um curso inicial por via IV [21] . Em outro estudo, 14 crianças com osteomielite aguda estafilocócica foram tratadas com cefaloridina IM por 28 dias, seguida de cefalexina VO por mais 56 dias (200mg/kg/d). Observou-se remissão completa do quadro em todos pacientes [22].
Infecções dentárias 90 pacientes com abscessos alvéolo-dentários foram randomizados em três grupos de intervenção: drenagem cirúrgica + amoxacilina VO; drenagem cirúrgica + cefalexina VO; drenagem cirúrgica isoladamente. Os sinais/sintomas de infecção duraram, em média, 4,47 dias no grupo amoxacilina, 4,67 dias no grupo cefalexina e 6,17 dias no grupo cirurgia sem antibiótico. A maioria das bactérias isoladas eram anaeróbios facultativos Gram-positivos, tendo Streptococcus viridans como o principal representante. Dos patógenos isolados, 76,6% eram sensíveis à amoxacilina e 89,2% eram sensíveis à cefalexina [23]. A cefalexina consta na lista de antibióticos recomendados pela American Heart Association para a prevenção de endocardite bacteriana relacionada a procedimentos dentários em portadores de valvopatias. Para adultos, a dose recomendada é 2g em dose única, 30-60 minutos antes do procedimento. Para crianças, a dose é 50 mg/kg, administradas também 30-60 minutos antes do procedimento [24].
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Características farmacológicas
A cefalexina monoidratada é um antibiótico semissintético do grupo das cefalosporinas para administração oral. É o ácido 7-(D-amino-fenilacetamido)-3-metil-3-cefem-4-carboxílico monoidratado.
Sua fórmula molecular é C16H17N3O4SH2O e peso molecular de 365,4. Possui o núcleo dos demais antibióticos cefalosporínicos. O composto é um íon dipolar, isto é, a molécula contém agrupamentos ácido e básico. O ponto isoelétrico da cefalexina em água é de aproximadamente 4,5 a 5. A forma cristalina da cefalexina é de monoidrato. É um pó cristalino branco, com sabor amargo. A solubilidade em água é baixa à temperatura ambiente; 1 ou 2mg/mL podem ser dissolvidos rapidamente; porém, concentrações mais altas são obtidas com dificuldade. As cefalosporinas diferem das penicilinas na estrutura do sistema bicíclico de anéis. A cefalexina tem um radical D-fenilglicílico como substituinte na posição 7-amino e um radical metil na posição 3. cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 6 Propriedades farmacodinâmicas Testes in vitro demonstram que as cefalosporinas são bactericidas porque inibem a síntese da parede celular. A cefalexina mostrou ser ativa tanto in vitro como em infecções clínicas contra a maioria dos seguintes microrganismos, conforme relacionado no item 1. INDICAÇÕES.
Aeróbios Gram-positivos: Staphylococcus aureus, (incluindo cepas produtoras de penicilinase);
Staphylococcus epidermides (cepas sensíveis a penicilinas); Streptococcus pneumoniae; Streptococcus pyogenes.
Aeróbios Gram-negativos: Eschericchia coli; Haemophilus influenzae; Proteus mirabilis; Klebsiella pneumoniae; Moraxella catarrhalis.
Nota: os estafilococos meticilino-resistentes e a maioria das cepas de enterococos (Enterococcus faecalis) são resistentes às cefalosporinas, incluindo a cefalexina. Não é ativa contra a maioria das cepas de Enterobacter sp, Morganella morganii e Proteus vulgaris. A cefalexina não tem atividade contra as espécies de Pseudomonas ou Acinetobacter calcoaceticus.
Testes de sensibilidade - técnicas de difusão: Os métodos quantitativos que requerem medidas de diâmetro de halos de inibição fornecem estimativas reproduzíveis da sensibilidade da bactéria às substâncias antimicrobianas. Um desses métodos padronizados, que foi recomendado para uso com discos de papel para testar a sensibilidade dos microrganismos à cefalexina, utiliza discos com 30μg de cefalotina. A interpretação do método correlaciona os diâmetros dos halos de inibição obtidos com os discos com a concentração inibitória mínima (CIM) para cefalexina. Os relatórios de laboratório, dando resultados do teste de sensibilidade com disco único padrão, com um disco de cefalotina de 30μg devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios:
Diâmetro do halo (mm) Interpretação ≥18 (S) Sensível 15-17 (I) Intermediário ≤14 (R) Resistente Um resultado “sensível” significa que o patógeno pode ser inibido pelas concentrações das substâncias antimicrobiana geralmente alcançáveis no sangue. Um resultado “intermediário” indica que o resultado deve ser considerado equivocado, e, se o microrganismo não apresentar sensibilidade a outros fármacos clinicamente alternativos, o teste deve ser então repetido. Esta classificação sugere uma possível indicação clínica nos locais do organismo onde o fármaco se concentra fisiologicamente ou em situações onde altas doses do fármaco podem ser usadas.
Esta classificação também abrange uma zona tampão que previne contra fatores técnicos que possam causar discrepâncias maiores na interpretação. Um resultado “resistente” indica que as concentrações alcançáveis da substância antimicrobiana no sangue são insuficientes para serem inibitórias e que outra terapia deverá ser escolhida.
As medidas de CIM ou MCR e das concentrações alcançáveis das substâncias antimicrobianas podem ser úteis para orientar a terapia em algumas infecções (ver Farmacologia Clínica - informações sobre as concentrações alcançáveis nos locais da infecção e outras propriedades farmacocinéticas deste fármaco antimicrobiano).
Os métodos padronizados requerem o uso de microrganismos controlados em laboratório. O disco de cefalotina de 30μg deve dar os seguintes halos de inibição quando testados com estas cepas de controle para testes de laboratório:
Microrganismo Diâmetro do halo (mm) E. coli ATCC 25922 15-21 S. aureus ATCC 25923 29-37 Técnicas de diluição: os métodos quantitativos usados para determinar os valores de CIM fornecem estimativas reproduzíveis da sensibilidade da bactéria às substâncias antimicrobianas.
Um desses métodos padronizados utiliza um método padronizado de diluição (em caldo, ágar, microdiluição) ou equivalente com cefalotina. Os resultados da CIM devem ser interpretados de acordo com os seguintes critérios: cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 7 CIM (µg/mL) Interpretação ≤8 (S) Sensível 16 (I) Intermediário ≥32 (R) Resistente A interpretação deve ser como a estabelecida acima para resultados usando métodos de difusão.
Como com os métodos padrões de difusão, os métodos de diluição requerem o uso de microrganismos de controle em laboratório. A cefalotina padrão em pó deve fornecer os seguintes valores de CIM:
Microrganismo Variação do CIM (µg/mL) E. coli ATCC 25922 4 – 16 E. faecalis ATCC 29212 8 – 32 S. aureus ATCC 29213 0,12 – 0,5 Propriedades farmacocinéticas Absorção A cefalexina é um ácido estável, podendo ser administrada sem considerar as refeições. É rapidamente absorvida após administração oral. Após doses de 250mg, 500mg e 1g, níveis sanguíneos máximos médios de aproximadamente 9, 18, e 32μg/mL, respectivamente, foram obtidos em uma hora. Níveis mensuráveis estavam presentes 6 horas após a administração.
Distribuição A cefalexina se difunde facilmente para os tecidos, incluindo ossos, articulações e as cavidades pericárdica e pleural. Apenas 10 a 15% de uma dose fica ligado a proteínas plasmáticas.
Biotransformação A cefalexina é excretada na urina por filtração glomerular e secreção tubular. Quase toda a dose recuperada na urina é terapeuticamente ativa.
Eliminação A eliminação é predominantemente renal. A meia-vida é de aproximadamente 50 min., e isso aumenta com a redução da função renal. Os estudos demonstraram que mais de 90% do fármaco foi excretado inalterado na urina dentro de 8 horas. As concentrações máximas na urina durante este período foram de aproximadamente 1.000μg, 2.200μg e 5.000μg/mL, após doses de 250mg, 500mg e 1g, respectivamente.
Contraidicações
A cefalexina monoidratada é contraindicada a pacientes com alergia à cefalexina, às penicilinas ou a quaisquer outros componentes da fórmula do produto.
Advertências e precauções
Antes de ser instituída a terapêutica com cefalexina, deve-se pesquisar cuidadosamente quanto a reações anteriores de hipersensibilidade às cefalosporinas e às penicilinas. Os derivados da cefalosporina devem ser administrados cuidadosamente a pacientes alérgicos à penicilina.
Reações agudas graves de hipersensibilidade podem necessitar de uso de adrenalina ou outras medidas de emergência.
Há alguma evidência clínica e laboratorial de alergenicidade cruzada parcial entre as penicilinas e as cefalosporinas. Foram relatados casos de pacientes que apresentaram reações graves (incluindo anafilaxia) a ambos os fármacos.
Qualquer paciente que tenha demonstrado alguma forma de alergia, particularmente a fármacos, deve receber antibióticos com cautela, não devendo haver exceção com cefalexina monoidratada. Foi relatada colite pseudomembranosa com praticamente todos os antibióticos de amplo espectro (incluindo os macrolídeos, penicilinas semissintéticas e cefalosporinas). Portanto, é importante considerar este diagnóstico em pacientes que apresentam diarreia em associação ao uso de antibióticos. Essas colites podem variar de gravidade leve a gravíssima. Casos leves de colites pseudomembranosas usualmente respondem somente com a interrupção do tratamento. Em casos de moderado a grave, medidas apropriadas devem ser tomadas.
Gerais cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 8 Os pacientes devem ser acompanhados cuidadosamente para que qualquer reação adversa ou manifestação inusitada de idiossincrasia ao fármaco possa ser detectada. Se ocorrer uma reação alérgica à cefalexina monoidratada, o medicamento deverá ser suspenso e o paciente tratado com fármacos apropriados (ex.: adrenalina ou outras aminas pressoras, anti-histamínicos ou corticosteroides).
O uso prolongado de cefalexina monoidratada poderá resultar na proliferação de bactérias resistentes. A observação cuidadosa do paciente é essencial, se uma superinfecção ocorrer durante a terapia, deve-se tomar as medidas apropriadas.
Testes de Coombs diretos positivos foram relatados durante o tratamento com antibióticos cefalosporínicos. Em estudos hematológicos, nas provas de compatibilidade sanguínea para transfusão, quando são realizados testes “minor” de antiglobulina, ou nos testes de Coombs nos recém-nascidos, cujas mães receberam antibióticos cefalosporínicos antes do parto, deverá ser lembrado que um resultado positivo poderá ser atribuído ao fármaco.
A cefalexina monoidratada deve ser administrada com cuidado na presença de insuficiência renal grave, tal condição requer uma observação clínica cuidadosa, bem como exames de laboratório frequentes, porque a dose segura poderá ser menor do que a usualmente recomendada.
Quando indicada uma intervenção cirúrgica, deverá ser feita junto com a terapia antibiótica.
Poderá ocorrer uma reação falso-positiva para glicose na urina com as soluções de Benedict ou Fehling ou com os comprimidos de Clinitest ®, mas não com a Glico-fita ® (papel para determinação aproximada de glicosúria). Como ocorre com outros antibióticos beta-lactâmicos, a excreção renal de cefalexina é inibida pela probenecida.
Antibióticos de amplo espectro devem ser prescritos com cuidado a pacientes com história de doença gastrintestinal, particularmente colite.
Categoria de risco na gravidez: B.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Atenção: Este medicamento contém Açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Interações medicamentosas
As cefalosporinas só são ativas contra microrganismos em proliferação, não devem ser combinadas com antibióticos bacteriostáticos. O uso combinado de cefalosporinas e anticoagulantes orais pode prolongar o tempo de protrombina. A administração concomitante com certos medicamentos tais como aminoglicosídeos, outras cefalosporinas ou furosemida e diuréticos potentes semelhantes, pode aumentar o risco de nefrotoxicidade. A cefalexina pode reduzir os efeitos de anticoncepcionais orais, por essa razão recomenda-se o uso adicional de métodos contraceptivos alternativos. Uma interação potencial entre a cefalexina e a metformina pode resultar em acúmulo de metformina.
Cuidados de armazenamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30º C). Proteger da luz e umidade.
Após a reconstituição, conservar em geladeira por um período de até 14 dias.
Prazo de validade: 24 meses.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
A cefalexina monoidratada antes da reconstituição, apresenta-se como granulado homogêneo, branco a levemente alaranjado e isento de partículas estranhas. Após o preparo, o medicamento apresenta-se na forma de suspensão homogênea, de cor alaranjada e com odor e sabor característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
A cefalexina monoidratada é administrada por via oral.
Adultos As doses para adultos variam de 1 a 4g diários, em doses fracionadas. A dose usual para adultos é de 250mg a cada 6 horas. Para faringites estreptocócicas, infecções da pele e estruturas da pele e cistites não complicadas em pacientes acima de 15 anos, uma dose de 500mg pode ser administrada a cada 12 horas.
O tratamento de cistites deve ser de 7 a 14 dias. Para infecções do trato respiratório causadas por S. cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 9 pneumoniae e S. pyogenes uma dose de 500mg deve ser administrada a cada 6 horas. Para infecções mais graves ou aquelas causadas por microrganismos menos sensíveis poderão ser necessárias doses mais elevadas. Se doses diárias de cefalexina acima de 4g forem necessárias, deve ser considerado o uso de uma cefalosporina parenteral, em doses adequadas.
Exemplos de doses de cefalexina suspensão oral 250mg/5mL para adultos:
- 250mg corresponde a 5mL;
- 500mg corresponde a 10mL;
-1g corresponde a 20mL.
Idosos A dosagem é como a de adultos. A dosagem deve ser reduzida caso a função renal fique acentuadamente comprometida.
Crianças A dose diária recomendada para crianças é de 25 a 50mg/kg em doses fracionadas. Para faringites estreptocócicas em pacientes com mais de um ano, infecções do trato urinário leves e não complicadas e infecções da pele e estruturas da pele, a dose diária total poderá ser fracionada e administrada a cada 12 horas.
Exemplos de doses de cefalexina monoidratada suspensão oral 250mg/5mL, conforme o peso da criança:
Dose de 25mg/kg/dia:
- A criança com 20kg de peso deve tomar 2,5mL, quatro vezes ao dia ou 5,0mL, duas vezes ao dia.
- A criança com 40kg de peso deve tomar 5,0mL, quatro vezes ao dia ou 10,0mL, duas vezes ao dia.
Dose de 50mg/kg/dia:
- A criança com 20kg de peso deve tomar 5,0mL, quatro vezes ao dia ou 10,0mL, duas vezes ao dia.
- A criança com 40kg de peso deve tomar 10,0mL, quatro vezes ao dia ou 20,0mL, duas vezes ao dia.
Pacientes com comprometimento de função renal, reduza a dosagem caso a função renal fique acentuadamente comprometida.
Nas infecções graves, a dose pode ser dobrada.
No tratamento da otite média, os estudos clínicos demonstraram que são necessárias doses de 75 a 100mg/kg/dia em 4 doses divididas.
No tratamento de infecções causadas por estreptococos beta-hemolíticos (bactérias), a dose deverá ser administrada por 10 dias, no mínimo.
Recomendações para preparar cefalexina monoidratada - coloque água (temperatura ambiente) até a marca indicada no rótulo e agite levemente o frasco; se necessário complete novamente com água até a marca; tampe e agite bem o frasco.
Agite bem o frasco de cefalexina monoidratada suspensão todas as vezes que utilizar o produto.
Reações adversas
Foram observadas as seguintes reações adversas, das comuns para as muitas raras com o uso da cefalexina monoidratada:
- muito comuns (≥ 1/10)
- comuns (≥1/100 e <1/10)
- incomuns (≥1/1.000 e <1/100)
- raros (≥1/10.000 e <1/1.000)
- muito raros (<1/10.000)
- desconhecidos (não podem ser estimados a partir dos dados disponíveis).
Infecções e infestações Raros: vaginite Desconhecidos: candidíase vaginal Distúrbios sanguíneos e de sistema linfático Incomuns: eosinofilia Raros: neutropenia, trombocitopenia, anemia hemolítica Distúrbios do sistema imune Raros: reação anafilática Distúrbios psiquiátricos Desconhecidos: alucinações, agitação, confusão Distúrbios do sistema nervoso cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 10 Raros: cefaleia, tontura Distúrbios gastrintestinais Comuns: diarreia, náusea Raros: dor abdominal, vômito, dispepsia, colite pseudomembranosa Distúrbios hepatobiliares Raros: hepatite, icterícia colestática Distúrbios cutâneos e de tecido subcutâneo Incomuns: exantema, urticária, prurido Raros: Síndrome de Stevens-Johnson, eritema multiforme, Necrólise Epidérmica Tóxica, angioedema, prurido genital e anal Distúrbios musculoesqueléticos e de tecido conjuntivo Desconhecidos: artralgia, artrite Distúrbios renais e urinários Raros: nefrite intersticial reversível Distúrbios do sistema reprodutivo e mamários Raros: secreção vaginal Distúrbios gerais e afecções em local de administração Muito raros: fadiga Investigações Incomuns: aumento em AST e ALT (reversível) Desconhecidos: teste de Coombs direto positivo. Reação falso-positiva a glicose na urina Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Sinais e sintomas Os sintomas de uma superdose oral podem incluir náusea, vômito, dor epigástrica, diarreia e hematúria.
Se outros sintomas surgirem, é provável que sejam secundários à doença concomitante a uma reação alérgica ou aos efeitos tóxicos de outra medicação.
Tratamento Ao tratar uma superdose, considerar a possibilidade de superdose de múltiplos fármacos, interação entre fármacos e cinética inusitada do fármaco no paciente.
Não será necessária a descontaminação gastrintestinal, a menos que tenha sido ingerida uma dose 5 a 10 vezes a dose normal.
Proteger a passagem de ar para o paciente e manter ventilação e perfusão.
Monitorar e manter meticulosamente dentro de limites aceitáveis os sinais vitais do paciente, os gases do sangue, eletrólitos séricos, etc. A absorção de fármacos pelo trato gastrintestinal pode ser diminuída administrando-se carvão ativado, que em muitos casos é mais eficaz do que a êmese, ou a lavagem; considerar o carvão ativado, ao invés de esvaziamento gástrico. Doses repetidas de carvão ativado podem acelerar a eliminação de alguns fármacos que foram absorvidos. Proteger a passagem de ar para o paciente quando empregar o esvaziamento gástrico ou carvão ativado.
Diurese forçada, diálise peritoneal, hemodiálise ou hemoperfusão com carvão ativado não foram estabelecidos como métodos benéficos nos casos de superdose com cefalexina; contudo, seria muito pouco provável que um desses procedimentos pudesse ser indicado. A DL50 oral da cefalexina em ratos é de 5.000mg/kg.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações. cefalexina monoidratada - Pó para suspensão - Bula para o profissional da saúde 11
Dizeres legais
Registro M.S. nº 1.5584.0294 Farm. Resp.: Raquel Letícia Correia Borges - CRF-GO n° 6.248.
Venda sob prescrição médica. só pode ser vendido com retenção da
Receita.
Registrado por: Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.
VPR 3 - Quadra 2-C - Módulo 01-B - DAIA - Anápolis - GO - CEP 75132-015 C.N.P.J.: 05.161.069/0001-10 - Indústria Brasileira Fabricado por: Momenta Farmacêutica Ltda.
Rua Enéas Luis Carlos Barbanti, 216 - São Paulo - SP cefalexina m o no id ratad a – P ó p ara susp en são
- B ula p ara o pro fissio nal d e saúd e 8 A n exo B H istórico d e altera ção p ara a b u la D a d o s d a su b m issão eletrô n ica D a d o s d a p etição /n o tificação q u e a ltera b u la D a d o s d a s altera çõ es d e b u la s D a ta d o exp ed ien te N o . exp ed ien te A ssu n to D a ta d o exp ed ien te N ° d o exp ed ien te A ssu n to D a ta d e a p ro va ção Iten s d e b u la V ersões (V P /V P S ) A p resen taçõ es rela cio n a d a s 1 0/07/201 3 0 556 379 /1 3 -8 1 045 9 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T exto d e B u la – R D C 6 0/1 2 1 0/07/201 3 0 556 379 /1 3 -8 1 045 9 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 1 0/07/201 3 V ersão In icial V P /V P S P ó p ara su sp en são 2 4/12/201 3 1 077 622 /1 3 -2 1 045 9 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T exto d e B u la – R D C 6 0/1 2 2 4/12/201 3 1 077 622 /1 3 -2 1 045 9 – G E N É R IC O – In clu são In icial d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 2 4/12/201 3 V ersão In icial V P S P ó p ara su sp en são 0 8/06/201 7 1 132 882 /1 7 -7 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 0 8/06/201 7 1 132 882 /1 7 -7 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 60 /12 0 8/06/201 7
III- D izeres L egais V P /V P S P ó p ara su sp en são 1 1/08/201 7 1 685 763 /1 7 -1 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 1 1/08/201 7 1 685 763 /1 7 -1 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 60 /12 1 1/08/201 7
III- D izeres L egais C om p osição (atualização d a D C B ) V P /V P S P ó p ara su sp en são 0 5/11/201 8 1 056 747 /1 8 -0 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 0 5/11/201 8 1 056 747 /1 8 -0 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 60 /12 0 5/11/201 8
III- D izeres L egais (C orreção d e erro d e d igitação) V P /V P S P ó p ara su sp en são 2 1/01/202 2 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 6 0/12 2 1/01/202 2 1 045 2 - G E N É R IC O -N otificação d e A lteração d e T exto d e B u la – R D C 60 /12 2 1/01/202 2 1 .P A R A Q U E E S T E M E D IC A M E N T O É IN D IC A D O ?
2 . c o m o e s t e m e d ic a m e n t o f u n c io n a ?
4 . o q u e d e v o s a b e r a n t e s d e u s a r e s t e m e d ic a m e n t o ?
6 .
C o m o d e v o u s a r e s t e m e d ic a m e n t o ?
8 . q u a is o s m a l e s q u e e s t e m e d ic a m e n t o p o d e m e c a u s a r ?
V P /V P S P ó p ara su sp en são cefalexina m o no id ratad a – P ó p ara susp en são
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III- D izeres L egais 9 . R E A Ç Õ E S A D V E R S A S
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 50 MG/ML PÓ SUS OR CT FR VD AMB X 100 ML + COP | Tarja vermelha | 7896714202617 | R$ 57,27 |