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Benzilpenicilina potássica

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · penicilina g e derivados (benzilpenicilinas).

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoBenzilpenicilina potássica
Classe terapêuticaPenicilina g e derivados (benzilpenicilinas)
Medicamento de referênciaMegapen
Nomes comerciais3 de 3 fabricantes
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 741,22
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA · 21/06/2024
PARA QUE SERVE

Megapen® (benzilpenicilina potássica) é indicada para o tratamento de infecções ocasionadas por bactérias sensíveis à penicilina G. A terapêutica deverá ser orientada por estudos bacteriológicos (incluindo testes de sensibilidade) e pela resposta clínica.

COMO USAR

Megapen® (benzilpenicilina potássica) deve ser administrada por via intravenosa ou intramuscular. Recomenda-se injeção intramuscular profunda no quadrante superior lateral da nádega.

EFEITOS COLATERAIS

Organismo em geral: A reação de Jarisch-Herxheimer é um conjunto de sinais e sintomas que pode acontecer após o início do uso da penicilina no tratamento de sífilis ou outra infecção por tipos semelhantes de bactérias (como doença de Lyme).

QUEM NÃO DEVE USAR

História de hipersensibilidade (anafilaxia) a qualquer penicilina ou derivado de penicilina.

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Megapen

Referência · Eurofarma Laboratorios S.A. · Reg. MS 1.0043.1512 · bula de 21/06/2024

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

Megapen® benzilpenicilina potássica Bula para paciente Pó para solução injetável 550.000 UI e 5.400.000 UI Megapen® benzilpenicilina potássica

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Apresentação

Pó para solução injetável 550.000 UI: Embalagem contendo 50 frascos-ampola de 550.000 UI.

Pó para solução injetável 5.400.000 UI: Embalagem contendo 50 frascos-ampola de 5.400.000 UI.

Uso intravenoso ou intramuscular

Uso adulto e pediátrico

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Composição

Cada frasco-ampola de 550.000 UI contém: benzilpenicilina potássica........................................................................................................................................550.000 UI Cada frasco-ampola de 5.400.000 UI contém: benzilpenicilina potássica.....................................................................................................................................5.400.000 UI

01

Para que este medicamento é indicado?

Megapen® (benzilpenicilina potássica) é indicada para o tratamento de infecções ocasionadas por bactérias sensíveis à penicilina G. A terapêutica deverá ser orientada por estudos bacteriológicos (incluindo testes de sensibilidade) e pela resposta clínica. A terapia empírica com Megapen® pode ser iniciada antes dos resultados da análise microbiológica caso haja suspeita de infecção por cepas descritas abaixo; no entanto, uma vez com os resultados em mão, a terapia deve ser readequada, se necessário.

INDICAÇÃO CLÍNICA ORGANISMO ASSOCIADO Septicemia, empiema, pneumonia, pericardite, endocardite, meningite Streptococcus pyogenes (estreptococo beta hemolítico do grupo A), outros estreptococos beta hemolíticos (grupos C, H, G, L, M), Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus não produtores de penicilinase Anthrax Bacillus anthracis Actinomicoses (doença cervico - facial e doença torácica e abdominal) Actinomyces israelii Botulismo (terapia adjuvante à anti - toxina), gangrena gasosa, tétano (terapia adjuvante à imunoglobulina anti tetânica) Clostridium sp Difteria (terapia adjuvante à antit oxina e prevenção de transmissão) Corynebacterium diphteriae Endocardite por Erysipelotrix Erysipelotrix rhusiopathiae Fusoespiroquetos e (infecç ões graves de orofaringe [infecção de Vincent] , trato respiratório inferior e região genital) Fusobacterium sp e espiroquetas Infecções por L isteria, incluindo meningite e endocardite Listeria monocytogenes Infecções por Pasteurella in cluindo bacteremia e meningite Pasteurella multocida Eritema artrítico epidêmico (“Harverhill fever”) Streptobacillus moniliformis Febre da mordedura do rato Spirillum minus ou Streptobacillus moniliformis Infecção gonocócica disseminada Neisseria gonorrhoeae (suscetível a penicilina) Sífilis (congênita e neurossífilis) Treponema pallidum M eningite meningocócica e/ou septicemia Neisseria meningitidis Infecções bacilares gram - negativos (bacteremias) Bacilos gram negativos (como Enterobacteriacea) Penicilina não é droga de escolha para o tratamento de infecções por bacilos gram negativos

02

Como este medicamento funciona?

A penicilina G é um medicamento bactericida, ou seja, impede a formação da parede celular da bactéria, impedindo que bactérias que sejam sensíveis a ele permaneçam vivas.

03

Quando não devo usar este medicamento?

História de hipersensibilidade (anafilaxia) a qualquer penicilina ou derivado de penicilina.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Risco de anafilaxia Reações alérgicas graves (reações anafiláticas) foram relatadas em pacientes em terapia com penicilina. Se você tiver história de hipersensibilidade a penicilinas, cefalosporinas, ou outros alérgenos, fale para seu médico. Se uma reação alérgica ocorrer, a penicilina G deve ser descontinuada e uma terapia apropriada deve ser instituída.

Reação cutânea adversa grave Reação em pele grave pode acontecer durante o uso de Penicilina G; com lesões bolhosas, nódulos pequenos com conteúdo com secreção Diarreia associada a Clostridioides difficile Diarreia associada a Clostridoides difficile (CDAD) foi relatada no uso de quase todos os antimicrobianos, incluindo penicilina G potássica, e pode ter a gravidade variando desde diarreia leve até colite fatal. Se CDAD for suspeita ou confirmada, o medicamento em uso (não direcionado ao C. difficile) deve ser interrompido. Manejo apropriado com hidratação e eletrólitos, suplementação proteica e terapia antimicrobiana devem ser adequadamente instalados Gerais A penicilina deve ser usada com cautela em pacientes com história de alergia(s) ou asma significativas. Se reações alérgicas ocorrerem, a penicilina deve ser interrompida, a não ser que, na opinião do médico, a condição tratada seja ameaçadora da vida e possível de ser tratada apenas com penicilina.

A colonização de cateteres intravenosos aumenta o risco de superinfecção. Se isso ocorrer, medidas específicas devem ser tomadas. Quando indicada, incisão e drenagem ou outros procedimentos cirúrgicos devem ser realizados em conjunto com a terapia antimicrobiana.

A prescrição de penicilina G potássica na ausência de infecção bacteriana fortemente suspeita ou confirmada, ou em indicação de profilaxia tem baixa probabilidade de trazer benefício ao paciente, e pode aumentar o risco de desenvolvimento de cepas multirresistentes.

Terapia intramuscular Durante terapia intramuscular, deve-se ter cuidado para evitar injeção acidental no interior de vaso sanguíneo ou em nervos periféricos. Particularmente, deve-se ter cuidado com a injeção dentro de veia devido ao risco de tromboflebite (inflamação na camada interna da veia).

Testes laboratoriais Exames que identifiquem algum prejuízo para o funcionamento de órgãos como fígado e rins devem ser feitos periodicamente enquanto estiver em uso de penicilina G.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade:

Nenhum estudo de longa duração em animais foi realizado em animais com esse medicamento.

Uso durante a amamentação:

Penicilinas são excretadas no leite humano. O uso por lactantes deve ser feito com cautela.

Uso pediátrico A eliminação da penicilina em recém-nascidos pode ser mais lenta, e por isso ser necessário o ajuste de dose. As doses pediátricas são geralmente determinadas com base no peso e devem ser calculadas individualmente (vide item 6. COMO

Devo usar este medicamento?).

Uso em pacientes com comprometimento renal Pode ser necessário o ajuste de dose nos casos de função renal gravemente comprometida.

Uso em idosos ou em pacientes com insuficiência renal Em geral, não há diferença na indicação de uso de penicilina por idosos ou por adultos jovens. No entanto, deve-se prestar atenção a maior chance de prejuízo do funcionamento dos rins e do fígado.

Uso durante a gravidez A experiência do uso de penicilina em humanos durante a gravidez não mostrou nenhuma evidência de impacto negativo deste medicamento no feto, entretanto não existem estudos controlados em mulheres grávidas conclusivos. Dessa forma, o medicamento só deve ser usado em mulheres grávidas em situações em que o médico e a paciente entendam que os benefícios serão maiores que o risco.

Efeitos teratogênicos Não há evidência de prejuízo do feto quando exposto a penicilina durante a gravidez.

Uso durante a gravidez:

Categoria de risco na gravidez: B.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Interações Medicamentosas Pode haver interferência da penicilina em exames laboratoriais, assim como incompatibilidade com o uso de alguns antibióticos e outros medicamentos. Informe seu médico sobre o uso de aspirina (utilizada para alívio da febre e dores leves a moderadas), fenilbutasona (para pacientes com espondilite anquilosante), sulfonamidas (antimicrobiano usado em infecções por bactérias sensíveis a ele, do aparelho urinário ou da pele, por exemplo), indometacina (anti-inflamatório utilizado para o controle da dor) , diuréticos tiazídicos (utilizados para o controle da pressão arterial), furosemida (utilizado para o controle da pressão arterial) e ácido etacrínico (utilizado para o controle da pressão arterial e em casos de acúmulo de água no pulmão).

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Para 5.400.000 UI: Este medicamento contém 36,445 mg de potássio/mL. Se você faz dieta de restrição de potássio, tem problemas renais ou toma medicamentos para controle da pressão arterial ou para o coração, consulte o médico antes de usar este medicamento.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Cuidados de conservação Conservar o medicamento em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

Este medicamento possui prazo de validade de 24 (vinte e quatro) meses, a partir da data de fabricação.

Após reconstituído, o produto se mantém estável por 2 horas quando armazenado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) ou por 16 horas para o produto de concentração de 550.000 UI e 18 horas para o de 5.400.000 UI sob refrigeração (entre 2°C e 8°C).

Após o preparo, as soluções diluídas devem ser administradas imediatamente, pois têm estabilidade de 1 hora em temperatura ambiente (entre 15°C e 30ºC).

As condições informadas para o armazenamento das soluções reconstituídas e diluídas garantem somente os aspectos físico-químicos das preparações. Do ponto de vista microbiológico elas devem ser utilizadas imediatamente e só poderão ser armazenadas conforme condições descritas, se forem manipuladas com técnicas assépticas controladas e validadas. A garantia das condições assépticas é de inteira responsabilidade do profissional de saúde/instituição.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas Aspecto antes da reconstituição: pó branco a levemente amarelado.

Aspecto após reconstituição: solução límpida de cor amarela. O produto pode sofrer alteração de intensidade da cor durante o período de armazenamento.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Megapen® (benzilpenicilina potássica) deve ser administrada por via intravenosa ou intramuscular.

Recomenda-se injeção intramuscular profunda no quadrante superior lateral da nádega. Em lactentes e crianças pequenas, pode ser preferível a face lateral da coxa. Para doses repetidas, recomenda-se variar o local da injeção.

É importante utilizar este medicamento durante todo o tempo prescrito pelo profissional de saúde habilitado, mesmo que os sinais e sintomas da infecção tenham desaparecido, pois isso não significa a cura. A interrupção do tratamento pode contribuir para o aparecimento de infecções mais graves.

Reconstituição:

A penicilina G potássica é bastante hidrossolúvel, podendo ser dissolvida em pequenos volumes de água para injeção.

O profissional da saúde, antes da reconstituição do medicamento, deve verificar a aparência do pó, no interior do frasco-ampola, buscando identificar alguma partícula que possa interferir na integridade e na qualidade do medicamento.

550.000 UI Para a reconstituição do conteúdo de um frasco-ampola de Megapen® (benzilpenicilina potássica) são necessários 2 mL de água para injetáveis, resultando em um volume final de 2,2 mL*.

Utilize o volume de solução reconstituída correspondente à dose desejada, conforme a tabela abaixo:

Tabela 1: Volume da solução reconstituída correspondente à dose desejada Dose desejada: Volume da solução reconstituída que deve ser extraída:

250.000 UI 1 mL 500.000 UI 2 mL 5.400.000 UI Para a reconstituição do conteúdo de um frasco-ampola de benzilpenicilina potássica são necessários 8,8 mL de água para injetáveis, resultando em um volume final de 10,8 mL*.

Utilize o volume de solução reconstituída correspondente à dose desejada, conforme a tabela abaixo:

Tabela 2: Volume da solução reconstituída correspondente à dose desejada.

Dose desejada: Volume da solução reconstituída que deve ser extraída:

1.000.000 UI 2 mL 2.000.000 UI 4 mL 3.000.000 UI 6 mL 4.000.000 UI 8 mL 5.000.000 UI 10 mL *Este produto é envasado com overfill, a fim de assegurar que a dose adequada para o tratamento seja retirada integralmente do frasco.

Para a completa homogeneização da solução, recomenda-se agitar o frasco-ampola vigorosamente antes da retirada da dose a ser injetada, conforme figura abaixo Com a finalidade de evitar o aparecimento de partículas de borracha após a inserção de agulha no frasco-ampola, proceder da seguinte forma:

1.Encaixar uma agulha de injeção de no máximo 0,8 mm de calibre;

2.Encher a seringa com o diluente apropriado;

3.Segurar a seringa verticalmente à borracha;

4.Perfurar a tampa dentro da área marcada, deixando o frasco-ampola firmemente na posição vertical;

5.É recomendado não perfurar mais de 4 vezes a área demarcada (ISO 7864).

Veja abaixo o procedimento:

Após a reconstituição, o profissional da saúde deverá inspecionar cuidadosamente, antes de sua utilização, se a solução no interior do frasco-ampola está na forma líquida, livre de fragmentos ou de alguma substância que possa comprometer a eficácia e a segurança do medicamento. O profissional não deverá utilizar o produto ao verificar qualquer alteração que possa prejudicar a saúde do paciente.

Para evitar problemas de contaminação, deve-se tomar cuidado durante a reconstituição para assegurar assepsia.

A penicilina G potássica pode ser administrada de maneira intravenosa ou intramuscular, nas seguintes doses:

Tabela 3: Posologia para pacientes adultos Indicação Dose Infecção grave devido a cepas suscetíveis de estreptococos (incluindo S. pneumoniae) - septicemia, empiema, pneumonia, pericardite, endocardite e meningite 12 a 24 milhões de unidades/dia dependendo da infecção e da gravidade, administradas em doses iguais divididas a cada 4 a 6 horas Infecções graves devido a cepas suscetíveis de estafilococos - Septicemia, empiema, pneumonia, pericardite, endocardite e meningite 5 a 24 milhões de unidades/dia dependendo da infecção e da gravidade, administradas em doses iguais divididas a cada 4 a 6 horas Antraz Mínimo de 8 milhões de unidades/dia em doses iguais divididas a cada 6 horas. Doses mais altas podem ser necessárias de acordo com suscetibilidade do organismo.

Actinomicose

  • Doença cervicofacial
  • Doença abdominal ou torácica 1 a 6 milhões de unidades/dia 10 a 20 milhões de unidades/dia Infecções por Clostridioides
  • Botulismo (terapia adjuvante à antitoxina)
  • Gangrena gasosa (desbridamento ou cirurgia, conforme indicado)
  • Tétano (terapia adjuvante a globulina tetânica humana) 20 milhões de unidade/dia Difteria (terapia adjuvante à antitoxina e prevenção de transmissão) 2 a 3 milhões de unidades/dia em doses divididas por 10 a 12 dias Endocardite por Erysipelotrix 12 a 20 milhões de unidades/dia por 4 a 6 semanas Fusoespiroquetosis (infecç ões graves de orofaringe [ infecção de Vincent ] , trato respiratório inferior e região genital) 5 a 10 milhões de unidades/dia Infecções por Listeria
  • Meningite
  • Endocardite 15 a 20 milhões de unidade/dia por 2 semanas 15 a 20 milhões de unidade/dia por 4 semanas Infecções por Pasteurella incluindo bacteremia e meningite 4 a 6 milhões de unidades /dia, por 2 semanas Eritema artrítico epidêmico (“Harverhill fever”) 12 a 20 milhões de unidades/dia, por 3 a 4 semanas Febre da mordedura do rato 12 a 20 milhões de unidades/dia, por 3 a 4 semanas Infecção gonocócica disseminada como meningite, endocardite, artrite etc., causada por microrganismos suscetíveis a penicilina 10 milhões de unidades/dia, duração depende do tipo de infecção Sífilis (neurossífilis) 12 a 24 milhões de unidades/dia, divididos a cada 4, por 10 a 14 dias. Alguns experts recomendam terapia adicional com Penicilina benzatina 2,4 milhões de unidades por semana por 3 semanas após término da terapia endovenosa Meningite meningocócica e/ou septicemia 24 milhões de unidades/dia, com 2 milhões de unidades a cada 2 horas Tabela 4: Posologia para pacientes pediátricos Indicação Dose Infecção grave, como pneumonia e endocardite, secundária a cepas suscetíveis de estreptococos (inclusive Streptococcus pneumoniae) e meningococo 150.000 – 300.000 UI/Kg/dia, divididos em doses iguais a cada 4 - 6 horas; duração depende do organismo infectante e do tipo de infecção Meningite causada por cepas suscetíveis de pneumococos e meningococos 250.000 UI/Kg/dia divididos em doses iguais a cada 4 horas por 7 a 14 dias dependendo do organismo infectante (dose máxima de 12 - 20 milhões UI/dia) Infecções gonocócicas disseminadas (cepas suscetíveis a penicilina):
  • Artrite
  • Meningite
  • Endocardite
  • Artrite, meningite, endocardite Peso menor que 45Kg:

100.000 unidades/Kg/dia em 4 doses iguais por 7 a 10 dias 250.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 4 horas por 10 a 14 dias 250.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 4 horas por 4 semanas Peso ≥ 45Kg: 10 milhões de unidades/dia, divididas em doses iguais, com duração da terapia de acordo com a infecção Sífilis (congênita e neurossífilis) após período neonatal 200.000 a 300.000 unidades/Kg/dia (administradas como 50.000 unidades/Kg a cada 4 a 6 horas) por 10 a 14 dias Difteria (terapia adjuvante à antitoxina e prevenção de transmissão) 150.000 a 200.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 6 horas por 7 a 10 dias Eritema artrítico epidêmico (“Harverhill fever”) e Febre da mordedura do rato (com endocardite causada por S. moniliforme) 150.000 a 250.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 4 horas por 4 semanas Uso em pacientes com comprometimento renal:

A penicilina G potássica é relativamente não tóxica, e ajustes de dose são geralmente necessários em casos de insuficiência renal grave. As seguintes doses são recomendadas:

  • Clearence de creatinina menor que 10mL/min/1,73m²: administrar dose de ataque completa (vide doses e posologias recmendadas nas tabelas acima), seguida de metade da dose de ataque a cada 8 a 10 horas;
  • Pacientes urêmicos com clearence de creatinina maior que 10mL/min/1,73m²: administrar a dose de ataque completa (vide doses e posologias recmendadas nas tabelas acima) seguida de metade da dose de ataque a cada 4 a 5 horas. Modificações adicionais da dose podem ser feitas em pacientes com insuficiência hepática e renal.

Administração Para infusão intravenosa, diluir a solução inicialmente reconstituída em bolsa contendo 100 mL de soro fisiológico a 0,9% ou soro glicosado a 5% a uma concentração final desejada. As tabelas 1 e 2 reportam a concentração em UI/mL da solução reconstituída. Infundir durante 60 minutos. A injeção intravenosa deve ser extremamente cuidadosa e lenta.

Nos casos de administração do medicamento por via intramuscular, a aplicação da medicação reconstituída deve ser realizada profundamente no quadrante superior lateral da nádega ou na face lateral da coxa. Para doses repetidas, recomenda-se variar o local da injeção. A injeção deve ser feita lentamente.

Interrompa a administração se o paciente se queixar de dor intensa no local ou se, em crianças, ocorrerem sinais e sintomas que sugiram dor intensa.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Caso haja esquecimento de administração de uma dose, esta deverá ser feita assim que possível, respeitando-se, a seguir, o intervalo determinado pela posologia. A administração deste medicamento deve ser feita por profissional de saúde capacitado.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Organismo em geral:

A reação de Jarisch-Herxheimer é um conjunto de sinais e sintomas que pode acontecer após o início do uso da penicilina no tratamento de sífilis ou outra infecção por tipos semelhantes de bactérias (como doença de Lyme). A reação começa uma ou duas horas após o início da terapia e desaparece em 12 a 24 horas. Pode haver febre, calafrios, dor no corpo, dor de cabeça, manchas na pele, palpitações, respiração ofegante, vermelhidão no rosto e pressão baixa.

Reações de hipersensibilidade Pode haver reações alérgicas a todas as penicilinas, em 0,7 a 10% dos casos, principalmente depois de um primeiro uso ou alguma exposição em alimentos (traços do medicamento em leite ou vacinas).

Dois tipos de reações alérgicas à penicilina são descritos: imediata ou tardia.

Reações imediatas: normalmente ocorrem em até 20 minutos da administração e variam na gravidade, desde coceira até inchaço, dificuldade de respirar, dificuldade em engolir, falta de ar com chiado, pressão baixa, e morte (ver item 4. O que devo saber antes de usar este medicamento). Essas reações imediatas são muito raras e ocorrem após injeção na veia, mas alguns casos foram descritos após uso oral.

Reações tardias ocorrem em 1 a 2 semanas após a uso da penicilina. Os sintomas podem ser febre, mal estar, coceira, dor no corpo, dor nas juntas (articulações), dor na barriga e vermelhidões na pele de diferentes formas.

Sistema gastrintestinal Inflamação no intestino (Colite pseudomembranosa) foi relatada durante ou após o uso de penicilina G potássica. Náusea, vômitos, aftas e outros sintomas de irritação gastrintestinal podem ocorrer, especialmente durante o uso oral.

Sistema hematológico Reações incluem alterações no número de células de defesa (glóbulos brancos) e anemia.

Metabolismo A penicilina G potássica pode causar alterações na quantidade de potássio no sangue (como hipercalemia), quando usada em doses altas.

Sistema Nervoso Pode ocorrer contrações musculares, convulsões e perda de consciência após uso de doses altas intravenosas, e são mais prováveis em pessoas com alterações no funcionamento dos rins.

Sistema Urogenital Pode haver prejuízo ao funcionamento dos rins depois do uso em altas doses na veia de penicilina G potássica. Dentre os sintomas estão febre, vermelhidão na pele, diminuição ou aumento das células de defesa do corpo, perda de proteína na urina, perda de sangue na urina e aumento do nitrogênio ureico sérico. Para a maioria dos pacientes, há melhora dos sintomas com a descontinuação da penicilina.

Reações locais Inflamação nas veias e formação de coágulos nas veias podem ocorrer, e dor no local de injeção foi relatada com a administração na veia do produto.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova concentração no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Toxicidade relacionada a dose pode ocorrer na administração de doses altas de penicilina G potássica (40 a 100 milhões de unidades/dia), particularmente em pacientes com insuficiência renal grave (ver item 4. O que devo saber antes de usar esse medicamento). As manifestações podem incluir agitação, confusão, asterix (tremor do punho quando este é estendido, parecido com o bater de asas de um pássaro), alucinações, torpor (ausência de resposta a qualquer estímulo), coma, mioclonia multifocal (contração breve e involuntária de um grupo de músculos), convulsões e encefalopatias (capacidade comprometida do cérebro, com sonolência, lentidão de pensamento, desconexão com a realidade). Aumento de potássio no sangue é também possível (veja item 8. Quais os males que este medicamento pode me causar).

No caso de superdosagem, a penicilina G potássica deve ser descontinuada, os sintomas devem ser tratados apropriadamente e as medidas de suporte devem ser instituídas.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro 1.0043.1512 Produzido por:

MOMENTA FARMACÊUTICA LTDA Rua Enéias Luis Carlos Barbanti, 216 – São Paulo – SP Registrado por:

Eurofarma laboratórios s.a.

Rod. Pres. Castello Branco, 3565 – Itapevi – SP

CNPJ: 61.190.096/0001-92 Indústria Brasileira

Venda sob prescrição com retenção da receita.

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em xx/xx/xxxx.

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Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Megapen® benzilpenicilina potássica Bula para profissional da saúde Pó para solução injetável 550.000 UI e 5.400.000 UI Megapen® benzilpenicilina potássica

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Apresentação

Pó para solução injetável 550.000 UI: Embalagem contendo 50 frascos-ampola de 550.000 UI.

Pó para solução injetável 5.400.000 UI: Embalagem contendo 50 frascos-ampola de 5.400.000 UI.

Uso intravenoso ou intramuscular

Uso adulto e pediátrico

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Composição

Cada frasco-ampola de 550.000 UI contém: benzilpenicilina potássica........................................................................................................................................550.000 UI Cada frasco-ampola de 5.400.000 UI contém: benzilpenicilina potássica.....................................................................................................................................5.400.000 UI

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Indicações

Megapen® (benzilpenicilina potássica) é indicada para o tratamento de infecções ocasionadas por bactérias sensíveis à penicilina G e sua ação é bactericida. A terapêutica deverá ser orientada por estudos bacteriológicos (incluindo testes de sensibilidade) e pela resposta clínica. A terapia empírica com Megapen ® (benzilpenicilina potássica) pode ser iniciada antes dos resultados da análise microbiológica caso haja suspeita de infecção por cepas descritas abaixo; no entanto, uma vez com os resultados em mão, a terapia deve ser readequada, se necessário.

INDICAÇÃO CLÍNICA ORGANISMO ASSOCIADO Septicemia, empiema, pneumonia, pericardite, endocardite, meningite Streptococcus pyogenes (estreptococo beta hemolítico do grupo A), outros estreptococos beta hemolíticos (grupos C, H, G, L, M), Streptococcus pneumoniae e Staphylococcus não produtores de penicilinase Anthrax Bacillus anthracis Actinomicoses (doença cervico - facial e doença torácica e abdominal) Actinomyces israelii Botulismo (terapia adjuvante à anti - toxina) , gangrena gasosa, tétano (terapia adjuvante à imunoglobulina anti tetânica) Clostridium sp Difteria (terapia adjuvante à antit oxina e prevenção de transmissão) Corynebacterium diphteriae Endocardite por Erysipelotrix Erysipelotrix rhusiopathiae Fusoespiroquetose ( infecções graves de orofaringe [infecção de Vincent] , trato respiratório inferior e região genital) Fusobacterium sp e espiroquetas Infecções por L isteria, incluindo meningite e endocardite Listeria monocytogenes Infecções por Pasteurella incluindo bacteremia e meningite Pasteurella multocida Eritema artrítico epidêmico (“Harverhill fever”) Streptobacillus moniliformis Febre da mordedura do rato Spirillum minus ou Streptobacillus moniliformis Infecção gonocócica disseminada Neisseria gonorrhoeae (suscetível a penicilina) Sífilis (congênita e neurossífilis) Treponema pallidum Meningite meningocócica e/ou septicemia Neisseria meningitidis Infecções bacilares gram- negativos (bacteremias) Bacilos gram negativos (como Enterobacteriacea) Penicilina não é droga de escolha para o tratamento de infecções por bacilos gram negativos Para reduzir o desenvolvimento de bactéria multirresistente e manter a eficácia da Penicilina G potássica e outros antimicrobianos, Penicilina G potássica deve ser usado apenas para tratar ou prevenir infecções que são comprovadamente ou fortemente suspeitas de serem causadas por bactéria suscetível. Quando cultura e informações sobre suscetibilidade são disponíveis, devem ser relevantes na escolha ou na alteração da terapia antimicrobiana. Na ausência desses dados, a epidemiologia local e padrões de suscetibilidade devem guiar a escolha empírica do antimicrobiano.

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Características farmacológicas

Farmacocinética Penicilina G é rapidamente absorvida tanto após injeção intramuscular quanto subcutânea. Os primeiros níveis plasmáticos após a injeção parenteral são altos, mas transitórios. A penicilina liga-se a proteínas séricas, principalmente albumina. Os níveis terapêuticos da penicilina são facilmente atingidos em circunstâncias normais no fluido extracelular e na maioria dos tecidos. A penicilina é distribuída em vários graus nos fluidos pleural, pericárdico, peritoneal, ascítico, sinovial e intersticial, e é excretada no leite materno. A penetração no fluido cerebroespinhal, olhos e próstata é pequena. É rapidamente excretada na urina através da filtração glomerular e secreção tubular ativa, primariamente como droga não modificada.

Aproximadamente 60% da dose total de 300.000UI é excretada na urina em um período de até 5 horas. Por esta razão, doses altas e frequentes são necessárias para manter os níveis séricos desejados para tratar infecções graves em indivíduos com função renal normal. Em neonatos e crianças, e em indivíduos com função renal prejudicada, a excreção é considerada atrasada.

Após infusão intravenosa de penicilina G, o pico da concentração sérica é atingido imediatamente após o fim da infusão.

Em um estudo com 10 pacientes que receberam 5 milhões de unidades de penicilina G intravenosa em 3 a 5 minutos, a concentração sérica média foi de 400 mcg/mL, 273 mcg/mL e 3 mcg/mL em 5 a 6 minutos, 10 minutos e 4 horas após o final da injeção, respectivamente. Em outro estudo, 5 adultos saudáveis receberam 1 milhão de unidades de penicilina G intravenosa, seja em bolus por 4 minutos ou em infusão por 60 minutos. A concentração sérica média 8 minutos após o término da injeção em bolus foi 45 mcg/mL e 8 minutos após o término da infusão foi 14,4 mcg/mL. A meia vida média da penicilina G administrada de forma intravenosa em 10 pacientes com função renal normal foi de 42 minutos (variação entre 31 e 50 minutos).

A eliminação da penicilina G em indivíduos saudáveis é predominantemente renal. O clearence renal, que é extremamente rápido, é o resultado da filtração glomerular e do transporte tubular ativo, com predomínio deste último. A recuperação renal é relatada para ser de 58 a 85% da dose administrada. O clearence renal da penicilina G é mais lento em crianças prematuras, neonatos e idosos devido a função renal diminuída. A meia vida da penicilina G está inversamente proporcional à idade e ao clearence de creatinina, e varia de 3,2 horas em crianças de 0 a 6 dias de idade a 1,4 horas em crianças maiores de 14 dias.

Clearence não renal inclui metabolismo hepático e, numa extensão menor, excreção biliar. Estas últimas vias se tornam mais importantes na insuficiência renal.

A probenecida bloqueia a secreção tubular renal da penicilina. Assim, a administração concomitante de probenecida prolonga a eliminação da penicilina G e, consequentemente, aumenta a concentração sérica.

A penicilina G é distribuída para a maior parte das áreas do corpo incluindo pulmões, fígado, rins, músculos, osso e placenta.

Na presença de inflamação, os níveis de penicilina nos abscessos, ouvido médio e nos líquidos pleural, peritonial e sinovial são suficientes para inibir a maioria das bactérias suscetíveis. A penetração no olho, cérebro, líquido cerebrorraquidiano, ou próstata é pequena na ausência de inflamação. Com inflamação nas meninges, a penetração da penicilina G no LCR aumenta sendo a razão LCR/plasma de 2 a 6%. A inflamação também aumenta a penetração no líquido pericárdico. A penicilina G é secretada ativamente na bile, resultando em níveis de pelo menos dez vezes aqueles alcançados simultaneamente no plasma. A penicilina G penetra pouco nos leucócitos polimorfonucleares.

Na presença de insuficiência renal, a meia vida da penicilina G é prolongada. Em pacientes com azotemia com concentrações séricas de creatinina menores que 3mg/100mL a meia vida é de 1 a 2 horas; em pacientes anúricos, a meia vida pode chegar a 20 horas. Uma relação linear, incluindo o menor valor de função renal, é notada entre a constante de taxa de eliminação plasmática e a função renal medida pelo clearence de creatinina.

Em pacientes com insuficiência renal, a insuficiência hepática também altera a eliminação da penicilina G. Em um estudo, as meias vidas em 2 pacientes anúricos (que excretavam menos que 400mL de urina/dia) foram de 7,2 e 10,1 horas. Um paciente totalmente anúrico com cirrose hepática terminal apresentou meia vida de penicilina de 30,5 horas, enquanto outro paciente com anúria e doença hepática apresentou meia vida de 16,4 horas. A dose de penicilina G deve ser reduzida em pacientes com insuficiência renal grave, com modificações adicionais quando há doença hepática concomitante à doença renal. A hemodiálise mostrou reduzir os níveis séricos da penicilina G.

Microbiologia A penicilina G potássica exerce uma ação bactericida contra microrganismos sensíveis à penicilina durante a fase de multiplicação ativa. Atua por meio da inibição da biossíntese do peptidoglicano da parede celular tornando a parede celular osmoticamente instável. Não é ativo contra as bactérias produtoras de penicilinase, que incluem muitas cepas de estafilococos ou contra organismos resistentes a beta-lactâmicos devido a alterações nas proteínas de ligação à penicilina, como estafilococos resistentes à meticilina. A penicilina G potássica é altamente ativa in vitro contra estreptococos (grupos A, B, C, G, H, L e M) e Neisseria meningitidis.

Outros organismos sensíveis à penicilina G potássica são N. gonorrhoeae, Corynebacterium diphtheriae, Bacillus anthracis, Clostridium spp., Actinomyces espécie, Spirillum minus, Streptobacillus moniliformis, Listeria monocytogenes e Leptospira spp.; Treponema pallidum é extremamente sensível à ação bactericida da penicilina G.

Algumas espécies de bacilos gram-negativos foram anteriormente consideradas suscetíveis a doses intravenosas muito altas de penicilina G (até 80 milhões de unidades/dia), incluindo algumas cepas de Escherichia coli, Proteus mirabilis, Salmonella spp. e Shigella spp.; Enterobacter aerogenes (anteriormente Aerobacter aerogenes) e Alcaligenes faecalis. A penicilina G não é mais considerada a droga de escolha para infecções causadas por esses organismos.

Testes de suscetibilidade Os testes de suscetibilidade devem ser realizados utilizando métodos laboratoriais padronizados, tais como aqueles descritos pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI). O CLSI e o Comitê Europeu para Testes de Susceptibilidade Antimicrobiana (EUCAST) fornecem critérios interpretativos para estes métodos. Para obter informações específicas sobre os critérios interpretativos do teste de suscetibilidade, métodos de teste associados e padrões de controle de qualidade, por favor acessar: https://clsi.org/standards/products/free-resources/access-our-free-resources ; https://www.eucast.org/clinical_breakpoints; https://brcast.org.br/documentos/documentos-3/

03

Contraindicações

História de hipersensibilidade (anafilaxia) a qualquer penicilina ou derivado de penicilina é uma contraindicação.

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Advertências e precauções advertências:

Anafilaxia Reações de hipersensibilidade grave e ocasionalmente fatal (reações anafiláticas) foram relatadas em pacientes em terapia com penicilina. Essas reações são mais prováveis em indivíduos com história de hipersensibilidade a penicilina e/ou história de hipersensibilidade a múltiplos alérgenos. Houve relatos de indivíduos com história de hipersensibilidade a penicilina que apresentaram reações graves quando tratados com cefalosporinas. Antes de iniciar terapia com Penicilina G, um questionário detalhado deve ser feito em relação a reações prévias de hipersensibilidade a penicilinas, cefalosporinas, ou outros alérgenos. Se uma reação alérgica ocorrer, a penicilina G deve ser descontinuada e uma terapia apropriada deve ser instituída.

Reação cutânea adversa grave Reação cutânea adversa grave (severe cutaneous adverse reaction - SCAR), como Síndrome de Stevens Johnson, necrólise epidérmica tóxica (NET), reação adversa a medicamento com eosinofilia e sintomas sistêmicos (Síndrome DRESS) e pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA) foram relatadas em pacientes em uso de antibióticos betalactâmicos.

Quando SCAR for suspeita, a injeção de penicilina G potássica deve ser suspendida imediatamente e um tratamento alternativo deve ser considerado.

Diarreia associada a Clostridioides difficile Diarreia associada a Clostridoides difficile (CDAD) foi relatada no uso de quase todos os antimicrobianos, incluindo penicilina G potássica, e pode ter a gravidade variando desde diarreia leve até colite fatal. O tratamento com antimicrobianos altera a flora colônica normal levando ao supercrescimento de C. difficile.

C. difficile produz toxinas A e B, que contribuem para o desenvolvimento de CDAD. As cepas produtoras dessas toxinas causam aumento de morbidade e mortalidade, uma vez que essas infecções podem ser refratárias ao uso de terapia antimicrobiana e podem requerer colectomia. CDAD deve ser suspeita em todos os pacientes que apresentam diarreia após uso de antimicrobiano. É necessária anamnese completa uma vez que CDAD foi relatada em até 2 meses após o uso de antimicrobiano. Se CDAD for suspeita ou confirmada, o antimicrobiano em uso (não direcionado ao C. difficile) deve ser interrompido. Manejo apropriado com hidratação e eletrólitos, suplementação proteica e terapia antimicrobiana devem ser adequadamente instalados.

PRECAUÇÕES Gerais A penicilina deve ser usada com cautela em pacientes com história de alergia(s) ou asma significativas. Se reações alérgicas ocorrerem, a penicilina deve ser interrompida, a não ser que, na opinião do médico, a condição tratada seja ameaçadora da vida e possível de ser tratada apenas com penicilina. Doses altas intravenosas de penicilina G potássica (acima de 10 milhões de unidades) devem ser administradas lentamente devido ao potencial de eventos adversos relacionado ao desbalanço eletrolítico causado pelo potássio da solução. Penicilina G potássica em solução para injeção contém 1,68mEq de potássio e 0,3mEq de sódio por milhão de unidades. O uso de antimicrobianos pode promover o crescimento de organismos multirresistentes, incluindo fungos. A colonização de cateteres intravenosos aumenta o risco de superinfecção. Se isso ocorrer, medidas específicas devem ser tomadas. Quando indicada, incisão e drenagem ou outros procedimentos cirúrgicos devem ser realizados em conjunto com a terapia antimicrobiana.

A prescrição de penicilina G potássica na ausência de infecção bacteriana fortemente suspeita ou confirmada, ou em indicação de profilaxia tem baixa probabilidade de trazer benefício ao paciente, e pode aumentar o risco de desenvolvimento de cepas multirresistentes.

Terapia intramuscular:

Durante terapia intramuscular, deve se ter cuidado para evitar injeção intravascular acidental, ou injeção em nervos periféricos, para evitar-se dano neurovascular. Particularmente, deve se ter cuidado com a injeção intravenosa devido ao risco de tromboflebite.

Testes laboratoriais:

Devem ser realizados exames periódicos de avaliação sistêmica dos órgãos, como balanço eletrolítico, função hepática, renal e hematopoiética, e condição cardiovascular durante terapia prolongada de altas doses de penicilina G potássica intravenosa. Se houver prejuízo destas funções, deve ser considerada a diminuição da dose. Na suspeita de infecções estafilocócicas, exames laboratoriais apropriados, incluindo testes de suscetibilidade, devem ser feitos. Todas as infecções causadas por estreptococos do grupo A beta hemolíticos devem ser tratadas por pelo menos 10 dias.

Pacientes em tratamento de infecção gonocócica devem ser investigados quanto à infecção por sífilis antes do início da terapia. Todos os casos de sífilis tratados com penicilina devem receber seguimento clínico e sorológico adequados.

Carcinogênese, mutagênese, prejuízo da fertilidade:

Nenhum estudo de longa duração em animais foi realizado em animais com esse medicamento.

Uso durante a amamentação:

Penicilinas são excretadas no leite humano. A administração para lactantes deve ser feita com cautela.

Uso pediátrico O desenvolvimento incompleto da função renal em recém-nascidos pode atrasar a eliminação da penicilina; reduções apropriadas na dose e na frequência de administração devem ser feitas nesses pacientes. Todos os recém-nascidos tratados com penicilina devem ser cuidadosamente monitorados em busca de evidência clínica e/ou laboratorial de eventos adversos ou toxicidade. As doses pediátricas são geralmente determinadas com base no peso e devem ser calculadas individualmente (vide item 7. POSOLOGIA E MODO DE USAR).

Produtos de uso parenteral devem ser inspecionados visualmente em relação a presença de partículas e alteração na coloração antes da administração sempre que possível.

Uso em idosos ou em pacientes com insuficiência renal:

Os estudos clínicos da injeção de penicilina G não incluíram um número suficiente de indivíduos com 65 anos ou mais para determinar se eles respondem de forma diferente dos indivíduos mais jovens. Outras experiências clínicas relatadas não identificaram diferenças nas respostas entre os pacientes idosos e os mais jovens. Em geral, a seleção da dose para um paciente idoso deve ser cautelosa, geralmente começando na extremidade inferior da faixa de dosagem, refletindo a maior frequência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca e de doença concomitante ou outra terapia medicamentosa.

A excreção deste medicamento é substancialmente feita pelos rins, e o risco de toxicidade é maior nos indivíduos com insuficiência renal. Pacientes idosos apresentam insuficiência renal com maior frequência, sendo necessário cuidado na seleção da dose e monitoramento da função renal.

A penicilina G potássica contém 6,8mg (ou 0,3mEq) de sódio por milhão de unidades. Nas doses usualmente recomendadas de 10 a 20 milhões de unidades por dia, os pacientes devem receber entre 68 e 136mg/dia (3 e 6mEq) de sódio por dia. A população geriátrica pode responder com natriurese oculta, o que pode ser importante no caso de insuficiência cardíaca congestiva.

Efeitos teratogênicos:

Estudos sobre reprodução realizados em camundongos, ratos e coelhos mostraram ausência de evidência de prejuízo da fertilidade ou dano ao feto em consequência da penicilina G. A experiência em humanos com a penicilina durante a gravidez não mostrou nenhuma evidência de impacto negativo deste medicamento no feto. Não existem, no entanto, estudos controlados em mulheres grávidas mostrando de maneira conclusiva que prejuízo fetal pode ser excluído dentre os eventos adversos. Como nem sempre estudos com animais podem predizer a resposta humana, este medicamento deve ser usado por grávidas apenas em situação de extrema necessidade.

Categoria de risco na gravidez: B.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Para prevenir o desenvolvimento de bactérias resistentes, este medicamento deverá ser usado somente para o tratamento ou prevenção de infecções causadas ou fortemente suspeitas de serem causadas por microorganismos sensíveis a este medicamento.

Para 5.400.000 UI: Este medicamento contém 36,445 mg de potássio/mL, o que deve ser considerado quando utilizado por pacientes em dieta de restrição de potássio, com função renal reduzida ou que estejam utilizando medicamentos para controle de hipertensão arterial ou para o coração.

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Interações medicamentosas

Interferências em exames laboratoriais:

Após tratamento com penicilina G potássica, reações falso-positivas para glicosúria podem ocorrer com solução de Bennedict, solução de Fehling, mas não com testes enzimáticos (glicose oxidase/peroxidase) com tiras reagentes para urinálise.

Penicilina G potássica foi associada com pseudoproteinúria em alguns testes.

Incompatibilidades:

Alguns antibióticos bacteriostáticos (como cloranfenicol, eritromicinas, sulfonamidas e tetraciclinas) podem antagonizar o efeito bactericida da penicilina, e o uso concomitante dessas drogas deve ser evitado. Isto foi documentado in vitro; no entanto, o significado clínico desse achado não foi bem documentado.

Os níveis séricos da penicilina podem ser prolongados com o uso concomitante de probenecida, que bloqueia a secreção tubular renal das penicilinas. Outras drogas podem competir com a penicilina G pela secreção tubular renal e isso prolonga a meia vida da penicilina. Essas drogas incluem: aspirina, fenilbutasona, sulfonamidas, indometacina, diuréticos tiazídicos, furosemida e ácido etacrínico.

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Cuidados de armazenamento do medicamento

Cuidados de conservação Conservar o medicamento em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).

Este medicamento possui prazo de validade de 24 (vinte e quatro) meses, a partir da data de fabricação.

Após reconstituído, o produto se mantém estável por 2 horas quando armazenado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C) ou por 16 horas para o produto de concentração de 550.000 UI e 18 horas para o de 5.400.000 UI sob refrigeração (entre 2°C e 8°C).

Após o preparo, as soluções diluídas devem ser administradas imediatamente, pois têm estabilidade de 1 hora em temperatura ambiente (entre 15°C e 30ºC).

As condições informadas para o armazenamento das soluções reconstituídas e diluídas garantem somente os aspectos físico-químicos das preparações. Do ponto de vista microbiológico elas devem ser utilizadas imediatamente e só poderão ser armazenadas conforme condições descritas, se forem manipuladas com técnicas assépticas controladas e validadas. A garantia das condições assépticas é de inteira responsabilidade do profissional de saúde/instituição.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas Aspecto antes da reconstituição: Pó branco a levemente amarelado.

Aspecto após reconstituição: Solução límpida de cor amarela. O produto pode sofrer alteração de intensidade da cor durante o período de armazenamento.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

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Posologia e modo de usar

Megapen® (benzilpenicilina potássica) deve ser administrada por via intravenosa ou intramuscular.

Recomenda-se injeção intramuscular profunda no quadrante superior lateral da nádega. Em lactentes e crianças pequenas, pode ser preferível a face lateral da coxa. Para doses repetidas, recomenda-se variar o local da injeção.

Reconstituição:

A penicilina G potássica é bastante hidrossolúvel, podendo ser dissolvida em pequenos volumes de água para injeção.

O profissional da saúde, antes da reconstituição do medicamento, deve verificar a aparência do pó, no interior do frasco, buscando identificar alguma partícula que possa interferir na integridade e na qualidade do medicamento.

550.000 UI Para a reconstituição do conteúdo de um frasco-ampola de Megapen® (benzilpenicilina potássica) são necessários 2 mL de água para injetáveis, resultando em um volume final de 2,2 mL*.

Utilize o volume de solução reconstituída correspondente à dose desejada, conforme a tabela abaixo:

Tabela 1: Volume da solução reconstituída correspondente à dose desejada Dose desejada: Volume da solução reconstituída que deve ser extraída:

250.000 UI 1 mL 500.000 UI 2 mL 5.400.000 UI Para a reconstituição do conteúdo de um frasco-ampola de benzilpenicilina potássica são necessários 8,8 mL de água para injetáveis, resultando em um volume final de 10,8 mL*.

Utilize o volume de solução reconstituída correspondente à dose desejada, conforme a tabela abaixo:

Tabela 2: Volume da solução reconstituída correspondente à dose desejada.

Dose desejada: Volume da solução reconstituída que deve ser extraída:

1.000.000 UI 2 mL 2.000.000 UI 4 mL 3.000.000 UI 6 mL 4.000.000 UI 8 mL 5.000.000 UI 10 mL *Este produto é envasado com overfill, a fim de assegurar que a dose adequada para o tratamento seja retirada integralmente do frasco.

Para a completa homogeneização da solução, recomenda-se agitar o frasco vigorosamente antes da retirada da dose a ser injetada, conforme figura abaixo:

Com a finalidade de evitar o aparecimento de partículas de borracha após a inserção de agulha no frasco, proceder da seguinte forma:

1. Encaixar uma agulha de injeção de no máximo 0,8 mm de calibre;

2. Encher a seringa com o diluente apropriado;

3. Segurar a seringa verticalmente à borracha;

4. Perfurar a tampa dentro da área marcada, deixando o frasco firmemente na posição vertical;

5. É recomendado não perfurar mais de 4 vezes a área demarcada (ISO 7864).

Veja abaixo o procedimento:

Após a reconstituição, o profissional da saúde deverá inspecionar cuidadosamente, antes de sua utilização, se a solução no interior do frasco de vidro incolor está na forma líquida, livre de fragmentos ou de alguma substância que possa comprometer a eficácia e a segurança do medicamento. O profissional não deverá utilizar o produto ao verificar qualquer alteração que possa prejudicar a saúde do paciente.

Para evitar problemas de contaminação, deve-se tomar cuidado durante a reconstituição para assegurar assepsia.

Posologia A penicilina G potássica pode ser administrada de maneira intravenosa ou intramuscular, nas seguintes doses:

Tabela 3: Posologia para pacientes adultos Indicação Dose Infecção grave devido a cepas suscetíveis de estreptococos (incluindo S. pneumoniae) - septicemia, empiema, pneumonia, pericardite, endocardite e meningite 12 a 24 milhões de unidades/dia dependendo da infecção e da gravidade, administradas em doses iguais divididas a cada 4 a 6 horas Infecções graves devido a cepas suscetíveis de estafilococos - Septicemia, empiema, pneumonia, pericardite, endocardite e meningite 5 a 24 milhões de unidades/dia dependendo da infecção e da gravidade, administradas em doses iguais divididas a cada 4 a 6 horas Antraz Mínimo de 8 milhões de unidades/dia em doses iguais divididas a cada 6 horas. Doses mais altas podem ser necessárias de acordo com suscetibilidade do organismo.

Actinomicose*

  • Doença cervicofacial
  • Doença abdominal ou torácica 1 a 6 milhões de unidades/dia 10 a 20 milhões de unidades/dia Infecções por Clostridioides*:
  • Botulismo (terapia adjuvante à antitoxina)
  • Gangrena gasosa (desbridamento ou cirurgia, conforme indicado)
  • Tétano ( terapia adjuvante a globulina tetânica humana) 20 milhões de unidade/dia Difteria* (terapia adjuvante à antit oxina e prevenção de transmissão) 2 a 3 milhões de unidades/dia em doses divididas por 10 a 12 dias Endocardite por Erysipelotrix* 12 a 20 milhões de unidades/dia por 4 a 6 semanas Fusoespiroquetosis* ( infecções graves de orofaringe [ infecção de Vincent] , trato respiratório inferior e região genital) 5 a 10 milhões de unidades/dia Infecções por L isteria*
  • Meningite
  • Endocardite 15 a 20 milhões de unidade/dia por 2 semanas 15 a 20 milhões de unidade/dia por 4 semanas Infecções por Pasteurella * incluindo bacteremia e meningite 4 a 6 milhões de unidades /dia, por 2 semanas Eritema artrítico epidêmico * (“Harverhill fever”) 12 a 20 milhões de unidades/dia, por 3 a 4 semanas Febre da mordedura do rato* 12 a 20 milhões de unidades/dia, por 3 a 4 semanas Infecção gonocócica disseminada* como meningite, endocardite, artrite etc., causada por microrganismos suscetíveis a penicilina 10 milhões de unidades/dia, duração depende do tipo de infecção Sífilis (neurossífilis) 12 a 24 milhões de unidades/dia, divididos a cada 4 horas, por 10 a 14 dias. Alguns experts recomendam terapia adicional com Penicilina benzatina 2,4 milhões de unidades por semana por 3 semanas após término da terapia endovenosa Meningite meningocócica e/ou septicemia 24 milhões de unidades/dia, com 2 milhões de unidades a cada 2 horas *Devido a meia vida curta, Penicilina G potássica deve ser administrada a cada 4 a 6 horas, com exceção de meningite meningocócica/septicemia, que exige terapia a cada 2 horas.

Tabela 4: Posologia para pacientes pediátricos Indicação Dose Infecção grave, como pneumonia e endocardite, secundária a cepas suscetíveis de estreptococos (inclusive Streptococcus pneumoniae) e meningococo 150.000 – 300.000 UI /Kg/dia, divididos em doses iguais a cada 4- 6 horas; duração depende do organismo infectante e do tipo de infecção Meningite causada por cepas suscetíveis de pneumococos e meningococos 250.000 UI/Kg/dia divididos em doses iguais a cada 4 horas por 7 a 14 dias dependendo do organismo infectante (dose máxima de 12 - 20 milhões UI/dia) Infecções gonocócicas disseminadas (cepas suscetíveis a penicilina):

  • Artrite
  • Meningite
  • Endocardite
  • Artrite, meningite, endocardite Peso menor que 45Kg:

100.000 unidades/Kg/dia em 4 doses iguais por 7 a 10 dias 250.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 4 horas por 10 a 14 dias 250.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 4 horas por 4 semanas Peso ≥ 45Kg: 10 milhões de unidades/dia, divididas em doses iguais, com duração da terapia de acordo com a infecção Sífilis (congênita e neurossífilis) após período neonatal 200.000 a 300.000 unidades/Kg/dia (administradas como 50.000 unidades/Kg a cada 4 a 6 horas) por 10 a 14 dias Difteria (terapia adjuvante à antitoxina e prevenção de transmissão) 150.000 a 200.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 6 horas por 7 a 10 dias Eritema artrítico epidêmico (“Harverhill fever”) e Febre da mordedura do rato (com endocardite causada por S. moniliforme) 150.000 a 250.000 unidades/Kg/dia em doses iguais a cada 4 horas por 4 semanas Administração Para infusão intravenosa, diluir a solução inicialmente reconstituída em bolsa contendo 100 mL de soro fisiológico a 0,9% ou soro glicosado a 5% a uma concentração final desejada. As tabelas 1 e 2 reportam a concentração em UI/mL da solução reconstituída. Infundir durante 60 minutos. A injeção intravenosa deve ser extremamente cuidadosa e lenta.

Nos casos de administração do medicamento por via intramuscular, a aplicação da medicação reconstituída deve ser realizada profundamente no quadrante superior lateral da nádega ou na face lateral da coxa. Para doses repetidas, recomenda-se variar o local da injeção. A injeção deve ser feita lentamente.

Interrompa a administração se o paciente se queixar de dor intensa no local ou se, em crianças, ocorrerem sinais e sintomas que sugiram dor intensa.

Uso em pacientes com comprometimento renal:

A penicilina G potássica é relativamente não tóxica, e ajustes de dose são geralmente necessários em casos de insuficiência renal grave. As seguintes doses são recomendadas:

Clearence de creatinina menor que 10mL/min/1,73m²: administrar dose de ataque completa (vide doses e posologias recomendadas nas tabelas acima), seguida de metade da dose de ataque a cada 8 a 10 horas;

Pacientes urêmicos com clearence de creatinina maior que 10mL/min/1,73m²: administrar a dose de ataque completa (vide doses e posologias recomendadas nas tabelas acima) seguida de metade da dose de ataque a cada 4 a 5 horas. Modificações adicionais da dose podem ser feitas em pacientes com insuficiência hepática e renal.

Conduta necessária caso haja esquecimento de administração.

Caso haja esquecimento de administração de uma dose, esta deverá ser feita assim que possível, respeitando-se, a seguir, o intervalo determinado pela posologia.

Para a maioria das infecções agudas, o tratamento deve ser continuado por pelo menos 48 a 72 horas após ausência de sintomas. A terapia antimicrobiana para infecções por estreptococos do grupo A beta hemolíticos deve ser mantida por pelo menos 10 dias para diminuir o risco de febre reumática.

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Reações adversas

Organismo em geral A reação de Jarisch-Herxheimer é uma reação sistêmica que pode ocorrer após a iniciação da terapia com penicilina no tratamento de sífilis ou outra infecção por espiroqueta (como doença de Lyme). A reação começa uma ou duas horas após o início da terapia e desaparece em 12 a 24 horas. É caracterizada por febre, calafrios, mialgia, cefaleia, exacerbação de lesões cutâneas, taquicardia, hiperventilação, vasodilatação com hiperemia facial e hipotensão. A patogênese desta reação pode estar relacionada a liberação de pirogênios pelas espiroquetas.

Reações de hipersensibilidade A incidência relatada de reações alérgicas a todas as penicilinas varia de 0,7 a 10% em diferentes estudos (ver item 4.

Advertências e precauções). Sensibilização é normalmente resultado de tratamentos prévios com penicilina, mas alguns indivíduos apresentaram sintomas na primeira injeção. Nesses casos, é postulado que exposições prévias à penicilina podem ter ocorrido via traços do antimicrobiano em leite ou vacinas.

Dois tipos de reações alérgicas à penicilina são descritos: imediata ou tardia.

Reações imediatas normalmente ocorrem em até 20 minutos da administração e variam na gravidade, desde urticária e prurido até edema angioneurótico, espasmo laríngeo, broncoespasmo, hipotensão, colapso vascular e morte (ver item 4.

Advertências e precauções). Essas reações anafiláticas imediatas são muito raras e ocorrem após injeção parenteral, mas alguns casos foram descritos após administração oral. Outro tipo de reação imediata, reação acelerada, pode ocorrer entre 20 minutos e 48 horas após administração, e pode incluir urticária, prurido, febre, e ocasionalmente edema laríngeo.

Reações tardias ocorrem em 1 a 2 semanas após a administração da penicilina. As manifestações podem ser febre, mal estar, urticaria, mialgia, artralgia, dor abdominal e rashes cutâneos variados, variando de erupção maculopapular até dermatite esfoliativa.

Dermatite de contato foi observado em indivíduos que prepararam a solução de penicilina.

Sistema gastrintestinal Colite pseudomembranosa foi relatada durante ou após a administração de penicilina G potássica. Náusea, vômitos, estomatite, língua negra pilosa e outros sintomas de irritação gastrintestinal podem ocorrer, especialmente durante a terapia oral.

Sistema hematológico Reações incluem neutropenia, resolvida após descontinuação da terapia com penicilina; anemia hemolítica com teste de Coombs positivo, uma reação incomum, ocorre em pacientes tratados com doses maiores que 10 milhões de unidades/dia e que receberam previamente altas doses de penicilina.; com doses maiores de penicilina, pode ocorrer diátese hemorrágica secundária a disfunção plaquetária.

Metabolismo A penicilina G potássica (em que 1 milhão de unidades contêm 1,7mEq de íon potássio) pode causar distúrbios eletrolíticos graves e por vezes fatais (como hipercalemia), quando administrada em doses altas.

Sistema Nervoso Reações neurotoxicas incluindo hiperreflexia, espasmos mioclônicos, convulsões e coma foram relatados após administração de doses altas intravenosas, e são mais prováveis em indivíduos com função renal alterada.

Sistema Urogenital Dano tubular renal e nefrite intersticial foram associados a altas doses intravenosas de penicilina G potássica. Manifestações desta reação são febre, rash, eosinofilia, proteinúria, eosinofilúria, hematúria e aumento do nitrogênio ureico sérico. Para a maioria dos pacientes, há melhora dos sintomas com a descontinuação da penicilina.

Reações locais Flebite e tromboflebite podem ocorrer, e dor no local de injeção foi relatada com a administração endovenosa do produto.

Atenção: este produto é um medicamento que possui nova concentração no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Toxicidade relacionada a dose pode ocorrer na administração de doses altas de penicilina G potássica (40 a 100 milhões de unidades/dia), particularmente em pacientes com insuficiência renal grave (ver item 4. Advertências e Precauções). As manifestações podem incluir agitação, confusão, asterix, alucinações, torpor, coma, mioclonia multifocal, convulsões e encefalopatias. Hipercalemia é também possível (veja item 8. Reações adversas).

No caso de superdosagem, a penicilina G potássica deve ser descontinuada, os sintomas devem ser tratados apropriadamente e as medidas de suporte devem ser instituídas. Se necessário, hemodiálise pode ser usada para reduzir os níveis plasmáticos de penicilina G, embora o grau de efetividade desse método seja questionável.

Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro 1.0043.1512 Produzido por:

MOMENTA FARMACÊUTICA LTDA Rua Enéias Luis Carlos Barbanti, 216 – São Paulo – SP Registrado por:

Eurofarma laboratórios s.a.

Rod. Pres. Castello Branco, 3565 – Itapevi – SP

CNPJ: 61.190.096/0001-92 Indústria Brasileira

Venda sob prescrição com retenção da receita.

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 13/05/2024.

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COMPARADOR · CMED 10/2026

Nomes comerciais, genéricos e preço máximo

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

Ver 3 apresentações
MedicamentoApresentaçãoTarjaPreço máx.
AricilinaBlau Farmaceutica S.A.5.000.000 UI PO INJ CX 50 FASem tarjaR$ 741,22
MegapenEurofarma Laboratorios S.A.550.000 UI PO SOL INJ IV/IM CT 50 FA VD TRANSTarja vermelhaR$ 800,52
MegapenEurofarma Laboratorios S.A.5.400.000 UI PO SOL INJ IV/IM CT 50 FA VD TRANSTarja vermelhaR$ 800,52