Bula de Vimizim
Biológico · Biomarin Brasil Farmacêutica Ltda · Reg. MS 1.7333.0002 · bula de 20/06/2022
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
VIMIZIM ® alfaelosulfase BioMarin Brasil Farmacêutica Ltda.
Solução para diluição para infusão 1 mg/mL Vimizim® alfaelosulfase
Apresentação
Solução para diluição para infusão de 1 mg/mL de alfaelosulfase em embalagem contendo 1 frasco-ampola com 5 mL.
Uso intravenoso
Uso adulto e pediátrico
Composição
Cada frasco-ampola contém 5 mg de alfaelosulfase em 5 mL de solução para diluição para infusão.
A alfaelosulfase é a forma recombinante de N-acetilgalactosamina-6-sulfatase humana (rhGALNS) e é produzida em cultura de células de mamíferos (Ovário de Hamster Chinês -OHC) por tecnologia de DNA recombinante.
Excipientes: acetato de sódio tri-hidratado, fosfato de sódio monobásico mono-hidratado, cloridrato de arginina, sorbitol e polissorbato 20.
Para que este medicamento é indicado?
Vimizim (alfaelosulfase) contém uma enzima chamada alfaelosulfase, que pertence a um grupo de medicamentos conhecido como terapia de reposição enzimática. É utilizado para tratar adultos e crianças com Mucopolissacaridose Tipo IV A (doença MPS IVA, também conhecid a por Síndrome de Morquio A).
Pessoas com a doença MPS IVA podem ter um nível nulo ou insuficiente de uma enzima chamada N-acetilgalactosamina -6-sulfatase, enzima que degrada substâncias específicas no corpo, como o sulfato de queratano, que pode ser encontrado em muitos tecidos no corpo, incluindo cartilagens e ossos. Em consequência, estas substâncias específicas não são degradadas e processadas pelo organismo como dev eriam. Acumulam-se nos tecidos do corpo interferindo no seu funcionamento normal e provocando os sintomas da MPS IVA, como por exemplo, a dificuldade em and ar, a dificuldade em respirar, a baixa estatura e a perda de audição.
Como este medicamento funciona?
Esta enzima su bstitui a enzima natural N -acetilgalactosamina -6-sulfatase, que está ausente ou insuficiente nos doentes com MPS IVA. Foi demonstrado que o tratamento melhora a capacidade de andar e reduz os níveis de sulfato de queratano no corpo. Este medicamento melhora os sintomas da MPS IVA.
Quando não devo utilizar o medicamento?
Se você já teve uma reação alérgica grave ou com risco de vida
Relacionada à alfaelosulfase ou a qualquer outro ingrediente
Da formulação de vimizim e o seu médico não conseguiu
Controlar essas reações com medicamentos ou outras medidas ,
Tais como, diminuir a velocidade de infusão ou parar a infusão
Temporariamente.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Advertências e precauções
- Se você for tratado com Vimizim, pode desenvolver reações à infusão. Uma reação à infusão consiste em qualquer efeito secundário, incluindo reação alérgica que ocorra durante a infusão ou até o dia seguinte à infusão. Se ocorrer uma reação deste tipo, deve entrar imediatamente em contato com o seu médico.
- Se você tiver uma reação alérgica durante a infusão, o seu médico pode reduzir ou interromper a sua infusão. O seu médico também pode administrar medicamentos adicionais para controlar quaisquer reações alérgicas.
- Se você tiver dores nas costas, dormência nos braços ou nas pernas, ou falta de controle sobre a urina ou as fezes deve entrar imediatamente em contato com o seu médico. Estes problemas podem fazer parte da doença e podem ser causados por compressão na sua medula espinhal.
Gravidez, amamentação e fertilidade Você não deve receber Vimizim durante a gravidez, a menos que seja claramente necessário.
Não se sabe se Vimizim é ou não excretado no leite materno humano. Converse com o seu médico se os benefícios de tomar Vimizim são superiores ao potencial risco para o seu recém-nascido enquanto estiver amamentando. Não se sabe se Vimizim tem impacto na fertilidade humana. Não se observaram efeitos na fertilidade em animais.
Esse medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Não foram conduzidos estudos com Vimizim referente aos efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Se você estiver recebendo as infusões de Vimizim em casa, armazenar este medicamento sob refrigeração de 2°C a 8°C até que o profissional de saúde esteja pronto para realizar a infusão .
Não congelar ou agitar. Proteger da luz.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Vimizim é fornecido como solução para diluição para infusão (1 mg/mL).
Vimizim é apresentado sob a forma de solução para diluição para infusão. A solução para diluição para infusão é estéril, não pirogênico, transparente a levemente opalescente e incolor a amarelo-claro e não deve conter partículas visíveis. A solução deve ser diluída antes de poder ser utilizada para infusão.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance de crianças.
Como devo usar este medicamento?
O seu médico ou enfermeiro irá administrar Vimizim em você através de uma infusão numa veia.
O medicamento deve ser diluído antes de ser administrado. O SEU MÉDICO OU
Enfermeiro irá dar-lhe alguns medicamentos antes do
Tratamento, para reduzir reações alérgicas e podem também ser
Administrados medicamentos para ajudar a controlar a febre.
Posologia A prescrição de Vimizim deverá ocorrer após a comprovação do diagnóstico mediante dois resultados de exames laboratoriais, realizados em dias diferentes, comprovando a deficiência da enzima N-acetilgalactosamina 6–sulfatase.
A posologia recebida é baseada no seu peso corporal. O regime posológico recomendado para adultos e crianças é de 2 mg/kg de peso corporal, administrado uma vez por semana, todas as semanas, através de soro administrado numa veia (por infusão intravenosa). Cada infusão será administrada ao longo de aproximadamente 4 horas. Vimizim pode ser iniciado tão cedo quanto possível após o dignóstico confirmado e sua utilização é prevista por longo prazo.
Caso ainda tenha dúvidas sobre a utilização deste medicamento, fale com o seu médico ou enfermeiro.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Se você perdeu uma infusão de Vimizim, você deve entrar em contato com seu médico.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Como todos os medicamentos, este medicamento pode causar reações adversas, embora estas não se manifestem em todas as pessoas.
As reações adversas foram observadas, sobretudo durante a administração do medicamento aos pacientes, ou pouco depois (“Reações à infusão”). As reações adversas mais sérias foram reações alérgicas graves (observadas com pouca frequência – podem afetar até 1 em 100 pessoas) e vômitos leves a moderados (observados com muita frequência – podem afetar mais de 1 em 10 pessoas).
Os sintomas de uma reação alérgica grave incluem falta de ar,
Cansaço ou dificuldade em respirar, inchaço do rosto, lábios,
Língua ou outras partes do corpo, erupção na pele, coceira ou
URTICÁRIA NA PELE. CASO TENHA ALGUMA REAÇÃO DESTE TIPO, ENTRE EM CONTATO COM O SEU MÉDICO IMEDIATAMENTE. Poderá ser necessário tomar outros medicamentos para reduzir os efeitos de uma reação alérgica (por ex., anti-histamínicos e/ou corticosteroides) ou para reduzir a febre (antipiréticos).
As reações adversas muito frequentes incluem sintomas de reações à infusão, como, por exemplo, dor de cabeça, náuseas, febre, calafrios e dor de barriga. Outras reações adversas muito frequentes foram diarreia, dor na boca e na garganta, tonturas e falta de ar.
As reações adversas frequentes (que podem afetar até 1 em 10 pessoas) foram dor muscular e reações alérgicas.
Em um estudo clínico com pacientes pediátricos < 5 anos de idade tratados com 2 mg/kg de Vimizim semanalmente, as reações adversas mais frequentemente relatadas foram: febre, vômito e tosse.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Vimizim é administrado sob a supervisão de um médico ou enfermeiro. Este profissional verificará a dose correta que deve ser administrada e tomará as medidas cabíveis se necessário.
No caso de superdosagem, recomenda-se que os pacientes sejam monitorados quanto a sinais e sintomas de efeitos colaterais e que o tratamento sintomático apropriado seja administrado imediatamente.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS: 1.7333.0002 Farmacêutica responsável:
Helena Satie Komatsu CRF-SP nº 19714 Importado por:
BioMarin Brasil Farmacêutica Ltda.
Rua James Joule, n° 92 São Paulo/SP
CEP: 04576-080
CNPJ 08.002.360/0001-34 Fabricado por:
Vetter Pharma-Fertigung GmbH & Co. KG Ravensburg, Alemanha ou Vetter Pharma-Fertigung GmbH & Co. KG Langenargen, Alemanha Embalado por:
AndersonBrecon (UK) Limited.
Hereford, Herefordshire Reino Unido Ou BioMarin International Limited Shanbally, Ringaskiddy, Co. Cork Irlanda
SAC: 0800-722-0350
Uso sob prescrição médica
Uso restrito a hospitais
PROIBIDA VENDA AO COMÉRCIO Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 24/05/2022.
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
VIMIZIM ® alfaelosulfase BioMarin Brasil Farmacêutica Ltda.
Solução para diluição para infusão 1 mg/mL Vimizim® alfaelosulfase
Apresentação
Solução para diluição para infusão de 1 mg/mL de alfaelosulfase em embalagem contendo 1 frasco-ampola com 5 mL.
Uso intravenoso
Uso adulto e pediátrico
Composição
Cada frasco-ampola contém 5 mg de alfaelosulfase em 5 mL de solução para diluição para infusão.
A alfaelosulfase é a forma recombinante de N-acetilgalactosamina-6-sulfatase humana (rhGALNS) e é produzida em cultura de células de mamíferos (Ovário de Hamster Chinês-OHC) por tecnologia de DNA recombinante.
Excipientes: acetato de sódio tri-hidratado, fosfato de sódio monobásico mono-hidratado, cloridrato de arginina, sorbitol e polissorbato 20.
Informações técnicas aos profissionais da saúde
Indicações
Vimizim (alfaelosulfase) é indicado para pacientes com mucopolissacaridose tipo IVA (MPS IVA; síndrome de Morquio A).
Resultados de eficácia
Os estudos clínicos realizados com Vimizim avaliaram o impacto do tratamento nas manifestações sistêmicas da MPS IVA em vários domínios, incluindo resistência física, função respiratória, velocidade de crescimento e mobilidade, bem como sulfato de queratano (SQ) na urina.
Um total de 235 pacientes com MPS IVA foi inscrito e exposto a Vimizim em seis estudos clínicos.
A segurança e a eficácia de Vimizim foram avaliadas em um estudo clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo, de fase 3 que incluiu 176 pacientes com MPS IVA, com idades entre 5 e 57 anos. A maioria dos pacientes apresentava baixa estatura, resistência física debilitada e sintomas musculoesqueléticos. Os pacientes que conseguiam caminhar mais de 30 metros (m) e menos de 325 m em um Teste de Caminhada de 6 Minutos (TC 6) no início do estudo foram inscritos no estudo.
Os pacientes receberam 2 mg/kg de Vimizim semanalmente (n=58) ou 2 mg/kg a cada duas semanas (n=59) ou placebo (n=59) durante um total de 24 semanas. Todos os pacientes foram tratados com anti-histamínicos antes de cada infusão. O desfecho primário foi a mudança, desde o início do estudo, na distância do TC 6 comparado ao placebo na Semana 24. Os desfechos secundários foram a mudança, desde o início do estudo, no Teste de Escada (TE) de 3 minutos e nos níveis de SQ na urina na Semana 24. Um total de 173 pacientes foi inscrito posteriormente em um estudo de extensão no qual os pacientes recebiam 2 mg/kg de Vimizim semanalmente ou 2 mg/kg a cada duas semanas, e depois foram migrados para 2 mg/kg a cada semana sob disponibilidade dos resultados da Semana 24.
Os desfechos primários e secundários foram avaliados na Semana 24. O efeito do tratamento observado na distância percorrida em 6 minutos de caminhada, comparado ao placebo, foi de 22,5 m (IC 95, 4,0, 40,9; p=0,0174) no regime de 2 mg/kg/semana. O efeito do tratamento observado na subida de escada por minuto, comparado ao placebo, foi de 1,1 degrau/min (IC95, -2,1, 4,4; p=0,4935) no regime de 2 mg/kg/semana. O efeito do tratamento observado no percentual de alteração no sulfato de queratano (SQ) na urina, comparado ao placebo, foi de -40,7% (IC 95, -49,0, -32,4; p<0,0001) no regime de 2 mg/kg/semana. A diferença foi maior entre o grupo de placebo e o grupo de tratamento semanal em todos os desfechos. Os resultados do regime a cada duas semanas na distância percorrida em 6 minutos de caminhada ou nos degraus de escada por minuto foram comparáveis ao placebo.
Tabela 1: Resultados do estudo clínico controlado por placebo de 2 mg por kg por semana Vimizim Placebo Vimizim versus Placebo Início do estudo Semana 24 Alteração Início do estudo Semana 24 Alteração Diferença nas alterações N 58 57* 57 59 59 59 Teste de Caminhada de 6 Minutos (metros) Média ± DP 203,9 ± 76,32 243,3 ± 83,53 36,5 ± 58,49 211,9 ± 69,88 225,4 ± 83,22 13,5 ± 50,63 23,0 † (CI95; 2,9;
43,1) 22,5 ‡ (CI95; 4,0;
40,9) (p = 0,0174) ‡,§ Mediana 216,5 251,0 20,0 228,9 229,4 9,9 Mín;
Máx 42,4;
321,5 52,0;
399,9 -57,8;
228,7 36,2;
312,2 50,6;
501,0 -99,2;
220,5 Teste de Escada de 3 Minutos (degraus/minuto) Média ± DP 29,6 ± 16,44 34,9 ± 18,39 4,8 ± 8,06 30,0 ± 14,05 33,6 ± 18,36 3,6 ± 8,51 1,1 † (IC95; -1,9;
4,2) 1,1 ‡ (IC95; -2,1;
4,4) (p = 0,4935) Mediana 30,5 34,7 4,3 30,8 32,0 0,9 Mín;
Máx 0,0;
71,9 0,0;
82,3 -12,4;
20,5 0,0;
59,0 0,0;
79,3 -13,0;
32,4 Sulfato de Queratano na urina N ¶ 58 54 54 58 56 55 μg/mg % alteração μg/mg % alteração % alteração Média ± DP 26,9 ± 14,11 14,2 ± 8,38 -45,1 ± 19,89 25,7 ± 15,09 24,3 ± 13,45 -4,4 ± 27,03 -40,7 † (IC95; -49,7; -31,6) -40,7 ‡ (IC95; -49,0; -32,4) (p<0,0001) ‡,§ Mediana 24,1 13,6 -50,8 26,7 25,5 -12,3 Mín;
Máx 2,1;
59,0 0,7;
37,6 -79,4;
5,3 2,5;
52,8 2,2;
49,9 -50,0;
73,6
- Um paciente no grupo de Vimizim desistiu após uma infusão.
† Média observada de Vimizim – Placebo.
‡ Média baseada no modelo de Vimizim - Placebo, ajustado para o início do estudo.
§ Valor p baseado na diferença média com base no modelo.
¶ Resultados não disponíveis de todos os pacientes inscritos.
Figura 1: Alteração média nas medições ANCOVA repetidas no teste de caminhada de 6 minutos (população selecionada para tratamento) As barras de erro representam o desvio padrão da alteração média dos mínimos quadrados desde o início do estudo.
Nos estudos de extensão, os pacientes que receberam 2 mg/kg de Vimizim semanalmente mostraram manutenção da melhoria inicial na resistência e permanência na redução de SQ na urina até 156 semanas.
Em um estudo aberto, 15 pacientes pediátricos com MPS IVA com menos de 5 anos de idade (9 meses a < 5 anos) receberam 2 mg/kg de Vimizim uma vez por semana por 52 semanas. Os pacientes neste estudo demonstraram uma redução na média de SQ normalizado na urina. Os resultados de segurança e de farmacodinâmica nestes pacientes foram consistentes com os resultados observados em pacientes de 5 a 57 anos de idade.
Características farmacológicas
Mecanismo de ação As mucopolissacaridoses abrangem um grupo de distúrbios de depósito lisossômico causados pela deficiência de enzimas lisossômicas específicas necessárias para o catabolismo de glicosaminoglicanos (GAG). A MPS IVA é caracterizada pela falta ou pela redução acentuada na atividade da N-acetilgalactosamina-6-sulfatase. A deficiência na atividade da sulfatase resulta no acúmulo de substratos de GAG, SQ e de sulfato de condroitina-6 (SC6) no compartimento lisossômico das células em todo o corpo. O acúmulo leva à disfunção generalizada de células, tecidos e órgãos. Vimizim destina-se a fornecer a enzima exógena N-acetilgalactosamina-6-sulfatase que entraria nos lisossomos e aumentaria o catabolismo do SQ e SC6 (GAGs). A absorção da alfaelosulfase pelas células nos lisossomos é provavelmente mediada pela ligação de cadeias de oligossacarídeos terminadas em manose-6-fosfato da alfaelosulfase para seus receptores.
Na falta de um modelo animal da doença, a atividade farmacológica de Vimizim foi confirmada usando condrócitos primários humanos de um paciente com MPS IVA. O tratamento de condrócitos na MPS IVA com Vimizim induziu a depuração (clearance) de depósito lisossômico de SQ dos condrócitos e restaurou a expressão de alguns genes condrogênicos. O SQ extracelular não foi afetado pelo tratamento com Vimizim, demonstrando que a atividade de Vimizim foi restrita ao lisossomo.
Propriedades farmacodinâmicas O efeito farmacodinâmico de Vimizim foi avaliado por reduções nos níveis de SQ na urina. A relação de SQ na urina com outras medições de resposta clínica não foi estabelecida. Nenhuma associação foi observada entre o desenvolvimento de anticorpos e os níveis de SQ na urina.
Propriedades farmacocinéticas Os parâmetros farmacocinéticos de Vimizim foram avaliados em 23 pacientes com MPS IVA que receberam infusões intravenosas semanais de 2 mg/kg de Vimizim por aproximadamente 4 horas durante 22 semanas. Os parâmetros farmacocinéticos na Semana 0 e na Semana 22 são apresentados na Tabela 2. Na Semana 22, a AUC0-t média e a Cmáx aumentaram de 181% para 192%, respectivamente, quando comparado à Semana 0. A meia-vida média (t1/2) aumentou de 7,52 min na Semana 0 para 35,9 min na Semana 22. Pacientes do sexo masculino e feminino tiveram depuração (clearance) comparável de Vimizim, e a depuração (clearance) não variou com idade ou peso na Semana 22. Foi avaliado o impacto dos anticorpos na farmacocinética de Vimizim.
Nenhuma associação foi aparente entre a titulação total de anticorpos e a depuração (clearance) de Vimizim. Entretanto, os pacientes tratados com 2 mg/kg de Vimizim semanalmente, com respostas positivas de anticorpos neutralizadores, tiveram valores diminuídos de depuração (clearance) total (CL) e t1/2 prolongada. Apesar da alteração do perfil farmacocinético, a presença de anticorpos neutralizadores não afetou a farmacodinâmica, a eficácia e a segurança nos pacientes tratados com Vimizim. Nenhum acúmulo de Vimizim no plasma foi evidente após a dosagem semanal.
Tabela 2: Parâmetros de farmacocinética Parâmetro Farmacocinético Semana 0 Média (DP) Semana 22 Média (DP) AUC0-t, mín x µg/mL* 238 (100) 577 (416) Cmáx, μg/mL† 1,49 (0,534) 4,04 (3,24) CL, mL/min/kg‡ 10,0 (3,73) 7,08 (13,0) Vdss, mL/kg§ 396 (316) 650 (1842) Vdz, mL/kg¶ 124 (144) 300 (543) t1/2, min# 7,52 (5,48) 35,9 (21,5) Tmáx, minÞ 172 (75,3) 202 (90,8) *AUC0-t, área sob a curva de concentração-tempo no plasma do tempo zero ao tempo da última concentração mensurável;
† Cmáx, concentração máxima observada no plasma;
‡ CL, depuração (clearance) total do medicamento após administração intravenosa;
§ Vdss, volume aparente de distribuição em estado de equilíbrio;
¶ Vdz, volume aparente de distribuição com base na fase terminal;
# t1/2 , meia-vida de eliminação;
Þ Tmáx, tempo de zero à concentração máxima no plasma.
Toxicologia Dados pré-clínicos não revelaram nenhum risco especial a humanos com base nos estudos convencionais de farmacologia de segurança que avaliaram os sistemas nervoso central, respiratório e cardiovascular, toxicidade de dose única e repetida em ratos e macacos ou fertilidade e desenvolvimento embriofetal em ratos ou coelhos. Um estudo de desenvolvimento peri e pós-natal em ratos não mostrou nenhuma evidência de quaisquer efeitos no desenvolvimento pré e pós-natal em doses de até 20 mg/kg.
Carcinogênese, mutagênese e comprometimento da fertilidade Estudos de longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico ou estudos para avaliar o potencial mutagênico não foram realizados com Vimizim. Estudos de reprodução foram realizados em ratos em doses até 10 vezes a dose humana e não revelaram nenhuma evidência de fertilidade ou desempenho reprodutivo deficientes.
4. CONTRAINDICAÇÕES HIPERSENSIBILIDADE GRAVE OU COM RISCO À VIDA AO PRINCÍPIO ATIVO OU A QUALQUER EXCIPIENTE LISTADO NA COMPOSIÇÃO, SE A HIPERSENSIBILIDADE NÃO FOR CONTROLÁVEL.
Advertências e precauções
Avisos gerais
Anafilaxia e reações alérgicas graves: como ocorre com
Qualquer produto proteico intravenoso, reações alérgicas
Graves de hipersensibilidade são possíveis. se ocorrerem essas
Reações, interrompa imediatamente a infusão e inicie tratamento
Médico adequado. para os pacientes que tiveram reações alérgicas
Graves durante a infusão com vimizim, deve-se tomar cuidado ao
Reintroduzir o medicamento.
Reações à infusão As reações à infusão (RIs) são definidas como reações que ocorrem desde o início da infusão até o final do dia após a infusão. As RIs foram as reações adversas mais comumente observadas em pacientes tratados com Vimizim nos estudos clínicos. AS RIs PODEM INCLUIR REAÇÕES ALÉRGICAS. RIs GRAVES FORAM OBSERVADAS NOS ESTUDOS CLÍNICOS, E
Incluem anafilaxia, hipersensibilidade e vômito.
Os sintomas mais comuns de RIs (ocorrendo em ≥10% dos pacientes tratados com Vimizim e ≥ 5% mais quando comparado ao placebo) foram cefaleia, náusea, vômito, pirexia, calafrios e dor abdominal. As RIs foram, em geral, leves ou moderadas, e a frequência foi maior durante as 12 primeiras semanas de tratamento e com tendência a ocorrerem menos frequentemente com o tempo.
Nos pacientes que tiveram RIs, as infusões posteriores foram gerenciadas com velocidade de infusão contínua mais lenta, tratamento com anti-histamínicos profiláticos adicionais e, em caso de reação mais grave, tratamento com corticosteroides profiláticos.
DEVIDO AO POTENCIAL PARA RIs COM VIMIZIM, OS PACIENTES DEVEM
RECEBER ANTI-HISTAMÍNICOS COM OU SEM ANTIPIRÉTICOS ANTES DA INFUSÃO. O CUIDADO DAS RIs DEVE SER BASEADO NA GRAVIDADE DA REAÇÃO
E incluir diminuição da velocidade ou mesmo interrupção
TEMPORÁRIA DA INFUSÃO E/OU ADMINISTRAÇÃO DE ANTI-HISTAMÍNICOS, ANTIPIRÉTICOS E/OU CORTICOSTEROIDES ADICIONAIS. CASO OCORRAM RIs
Graves, interromper imediatamente a infusão de vimizim e iniciar o
Tratamento adequado. devem ser levados em consideração os
Riscos e benefícios da readministração de vimizim após uma reação
Grave.
Compressão da medula espinhal ou cervical A compressão da medula espinhal ou cervical (CMC) é uma complicação conhecida e grave da MPS IVA e pode ocorrer como parte da história natural da doença. Em estudos clínicos, a CMC foi observada em pacientes que receberam Vimizim e em pacientes que receberam placebo. Os pacientes com MPS IVA devem ser monitorados quanto a sinais e sintomas de CMC (incluindo dor nas costas, paralisia dos membros abaixo do nível da compressão, incontinência urinária e fecal) e receber cuidados clínicos adequados.
Populações especiais Gravidez Estudos de reprodução foram realizados em ratos e coelhos em doses até 10 vezes a dose humana, e não revelaram nenhuma evidência de fertilidade deficiente ou dano ao feto devido a Vimizim.
Contudo, não existem estudos adequados e bem controlados em mulheres grávidas. Como os estudos de reprodução animal nem sempre preveem a resposta humana, este medicamento deve ser usado durante a gravidez somente se claramente necessário.
Categoria B: Esse medicamento não deve ser usado por mulheres grávidas sem a orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação Dados reprodutivos disponíveis em animais mostraram excreção de Vimizim no leite. Não se sabe se Vimizim é excretado no leite materno humano, por isso a decisão sobre continuar/descontinuar a amamentação ou continuar/descontinuar a terapia com Vimizim deve ser tomada considerando-se o benefício da amamentação para a criança e o benefício da terapia com Vimizim para a mãe.
Uso pediátrico É importante iniciar o tratamento o mais cedo possível. A maioria dos pacientes tratados com Vimizim em estudos clínicos estava na faixa etária pediátrica e adolescente (5 a 17 anos). Em um estudo aberto, 15 pacientes pediátricos com MPS IVA com idade inferior a 5 anos (9 meses a <5 anos) receberam 2 mg/kg de Vimizim semanalmente por 52 semanas. Os resultados de segurança e farmacodinâmica nesses pacientes são consistentes com os resultados observados em pacientes com 5 a 57 anos.
Uso geriátrico Os estudos clínicos de Vimizim não incluem nenhum paciente com 65 anos ou mais. Não se sabe se respondem de modo diferente dos pacientes mais jovens.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Não foram conduzidos estudos com Vimizim referente aos efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas.
Interações medicamentosas
Nenhum estudo de interação foi realizado.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Conservar Vimizim sob refrigeração (entre 2°C e 8°C).
Não congelar ou agitar. Proteger da luz.
Esse medicamento é válido por 36 meses, a partir da data de fabricação impressa no cartucho.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use o medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Vimizim é fornecido como solução para diluição para infusão (1 mg/mL).
Uma vez preparado, Vimizim diluído deve ser usado imediatamente. Se o uso imediato não for possível, Vimizim diluído pode ser armazenado por até 24 horas em temperatura de 2 °C a 8 °C seguido de 24 horas em temperatura de 23 °C a 27 °C durante a administração.
Vimizim é apresentado sob a forma de solução para diluição para infusão. A solução para diluição para infusão é estéril, não pirogênica, transparente a levemente opalescente e incolor a amarelo-claro e não deve conter partículas visíveis. A solução deve ser diluída antes de poder ser utilizada para infusão.
Antes de usar observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance de crianças.
Posologia e modo de usar
A prescrição de Vimizim deverá ocorrer após a comprovação do diagnóstico mediante dois resultados de exames laboratoriais, realizados em dias diferentes, comprovando a deficiência da enzima N-acetilgalactosamina 6–sulfatase.
A dose recomendada de Vimizim é de 2 mg por kg de peso corporal, administrados uma vez por semana em infusão intravenosa durante aproximadamente 4 horas. RECOMENDA-SE O PRÉ-
Tratamento com anti-histamínicos com ou sem antipiréticos de 30-
60 minutos antes do início da infusão (vide “advertências e
Precauções”).
Instruções de uso Vimizim deve ser diluído com solução de cloreto de sódio a 0,9% para injeção, até volume final de 100 mL ou 250 mL baseado no peso do paciente, antes da infusão (Vide “Diluição e Administração”) e administrado via infusão intravenosa.
Para pacientes com menos de 25 kg, Vimizim não deve ser preparado em bolsas de solução salina maiores que 100 mL.
Quando diluído em 100 mL, a velocidade de infusão inicial deve ser de 3 mL/h e pode ser aumentada conforme tolerância, a cada 15 minutos, como segue (Tabela 3): primeiro, aumentar a velocidade para 6 mL/h, depois, a cada 15 minutos, em incrementos de 6 mL/h até a velocidade máxima de 36 mL/h ser atingida.
Quando diluído em 250 mL, a velocidade de infusão inicial deve ser de 6 mL/h e pode ser aumentada conforme tolerância, a cada 15 minutos, como segue (Tabela 3): primeiro, aumentar a velocidade para 12 mL/h, depois, a cada 15 minutos, em incrementos de 12 mL/h até a velocidade máxima de 72 mL/h ser atingida.
Tabela 3: Volumes e velocidades recomendados de infusão* Peso (kg) Volume total de infusão (mL) Etapa 1 Velocida de inicial de infusão 0-15 minutos (mL/h) Etapa 2 15 – 30 minutos (mL/h) Etapa 3 30 – 45 minutos (mL/h) Etapa 4 45-60 minutos (mL/h) Etapa 5 60-75 minutos (mL/h) Etapa 6 75-90 minutos (mL/h) Etapa 7 90 + minutos (mL/h) < 25 100 3 6 12 18 24 30 36 ≥ 25 250 6 12 24 36 48 60 72
- A velocidade de infusão pode ser aumentada conforme tolerado pelo paciente Vimizim deve ser preparado e administrado sob a supervisão de um profissional da saúde capacitado para lidar com emergências médicas. A administração domiciliar sob a supervisão de um profissional de saúde pode ser considerada para pacientes que estão tolerando bem as infusões.
Diluição e administração Prepare e use Vimizim de acordo com as seguintes etapas. Use técnicas assépticas. Vimizim deve ser diluído antes da administração. A solução de Vimizim diluído deve ser administrada nos pacientes usando-se um equipo de infusão com filtro de linha de 0,2 µm.
1. Determine o número de frascos a ser diluído com base no peso do paciente e na dose recomendada de 2 mg/kg usando o seguinte cálculo:
- Peso do paciente (kg) multiplicado por 2 mg por kg = Dose do paciente (mg)
- Dose do paciente (mg) dividida por (1 mg/mL de solução para diluição para infusão de Vimizim) = Número total de mL de Vimizim Quantia total (mL) de Vimizim dividida por 5 mL por frasco = Número total de frascos 2. Arredonde para cima para obter o número inteiro de frascos. Retire do refrigerador o número estimado de frascos. Não aqueça os frascos nem os coloque em micro-ondas.
3. Pegue uma bolsa de infusão contendo solução de cloreto de sódio a 0,9% para injeção, adequada para administração intravenosa. O volume total da infusão é determinado pelo peso corporal do paciente.
- Os pacientes que pesam menos de 25 kg devem receber um volume total de 100 mL.
- Os pacientes que pesam 25 kg ou mais devem receber um volume total de 250 mL.
4. Antes de retirar Vimizim do frasco, inspecione visualmente cada frasco quanto a material particulado e alteração na coloração. Como esta é uma solução proteica, pode ocorrer pequena floculação (fibras finas translúcidas). A solução de Vimizim deve estar transparente a levemente opalescente, incolor a amarelo pálido. Não use se a solução estiver com alteração na coloração ou se houver material particulado na solução.
5. Retire e descarte o volume de solução de cloreto de sódio a 0,9% para injeção, da bolsa de infusão, igual ao volume da solução para diluição para infusão de Vimizim a ser adicionado.
6. Retire lentamente o volume calculado de Vimizim do número apropriado de frascos, com cuidado para evitar agitação excessiva.
7. Adicione lentamente Vimizim à bolsa de infusão com cuidado para evitar agitação.
8. Com cuidado, gire a bolsa de infusão para garantir a distribuição adequada de Vimizim. Não agite a solução.
9. Administre a solução diluída de Vimizim aos pacientes usando um equipo com filtro de linha de 0,2 µm.
Vimizim não contém conservantes; por isso, o produto deve ser usado imediatamente após a diluição. Se o uso imediato não for possível, o produto diluído pode ser armazenado por até 24 horas em temperatura de 2 °C a 8 °C seguido de 24 horas em temperatura de 23 °C a 27 °C. A administração de Vimizim deve ser concluída dentro de 48 horas após a diluição. Os frascos são para uso único. Não congele nem agite. Proteja da luz.
Descarte qualquer produto não utilizado.
Reações adversas
A avaliação das reações adversas baseia-se na exposição de 176 pacientes com MPS IVA, com idades de 5 a 57 anos recebendo 2 mg/kg de Vimizim semanalmente (n=58), 2 mg/kg de Vimizim a cada duas semanas (n=59), ou placebo (n=59) em um estudo randomizado, duplo-cego, controlado por placebo.
Reações adversas importantes incluem anafilaxia, reações alérgicas graves e RIs. As reações adversas mais comumente relatadas foram RIs (Vide “Advertências e Precauções”).
As reações adversas mais comuns do estudo clínico de Fase 3 relatadas em ≥ 5% mais pacientes tratados com Vimizim (2 mg/kg semanalmente) do que nos pacientes tratados com placebo estão listadas na Tabela 4 por Classe de Sistemas de Órgãos.
As frequências são definidas como: muito comuns (≥ 1/10) e comuns (≥ 1/100 a < 1/10). As reações incomuns têm frequência de ≥ 1/1000 a < 1/100. Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade.
Tabela 4: Reações adversas com incidência ≥ 5% maior nos pacientes tratados com Vimizim semanalmente do que nos pacientes tratados com placebo MedDRA Classe de Sistemas de Órgãos MedDRA Termo preferido Frequência Distúrbios do sistema nervoso Cefaleia Muito comum Tontura Muito comum Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Dispneia Muito comum Distúrbios gastrointestinais Diarreia, vômito, dor orofaríngea, dor abdominal superior, dor abdominal, náusea Muito comum Distúrbios musculoesqueléticos e de tecido conjuntivo Mialgia Comum Calafrios Muito comum Distúrbios gerais e condições no local da administração Pirexia Muito comum Outras reações adversas nos estudos clínicos incluíram anafilaxia (incomum) e reações de hipersensibilidade (comum).
A natureza e a gravidade das reações adversas observadas em outros estudos clínicos foram semelhantes às reações adversas detalhadas acima. Um paciente descontinuou o estudo durante o tratamento aberto com Vimizim devido a um evento adverso.
Em um estudo clínico com 15 pacientes pediátricos < 5 anos de idade (faixa etária de 9 meses a 4,9 anos) tratados com 2,0 mg/kg de Vimizim semanalmente, as reações adversas mais frequentemente relatadas foram pirexia (100%), vômito (80%) e tosse (73%).
Imunogenicidade Como ocorre com todas as proteínas terapêuticas, existe potencial para imunogenicidade. A avaliação da incidência de formação de anticorpos é altamente dependente da sensibilidade e da especificidade do ensaio. Além disso, a incidência observada de positividade de anticorpos (incluindo anticorpos neutralizadores) em um ensaio pode ser influenciada por diversos fatores, incluindo metodologia do ensaio, manuseio da amostra, momento da coleta de amostra, medicamentos concomitantes e doença subjacente. Por essas razões, a comparação da incidência de anticorpos em Vimizim com a incidência de anticorpos em outros produtos pode ser equivocada.
Todos os pacientes tratados com Vimizim desenvolveram anticorpos anti-alfaelosulfase.
Aproximadamente 80% dos pacientes desenvolveram anticorpos neutralizadores capazes de evitar que o medicamento se ligasse ao receptor de manose-6-fosfato independente de cátion. Ao longo do tempo, foi observada a permanência das melhorias nas medidas de eficácia e reduções no SQ na urina entre os estudos, apesar da presença de anticorpos anti-alfaelosulfase. Não foi encontrada nenhuma correlação entre titulações mais altas de anticorpos ou positividade de anticorpos neutralizadores, reduções nas medidas de eficácia ou ocorrência de anafilaxia ou outras reações de hipersensibilidade. Anticorpos IgE contra Vimizim foram detectados em ≤ 10% dos pacientes tratados e não foram consistentemente relacionados à anafilaxia ou a outras reações de hipersensibilidade e/ou interrupção do tratamento.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Não foi observado nenhum caso de superdose com Vimizim. No caso de superdose, recomenda-se que os pacientes sejam monitorados quanto a sinais e sintomas de reações adversas ou efeitos colaterais e que o tratamento sintomático apropriado seja administrado imediatamente.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS: 1.7333.0002 Farmacêutica responsável:
Helena Satie Komatsu CRF-SP nº 19714 Importado por:
BioMarin Brasil Farmacêutica Ltda.
Rua James Joule, n° 92 São Paulo/SP
CEP: 04576-080
CNPJ: 08.002.360/0001-34 Fabricado por:
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AndersonBrecon (UK) Limited.
Hereford, Herefordshire Reino Unido ou BioMarin International Limited Shanbally, Ringaskiddy, Co. Cork Irlanda
SAC: 0800-722-0350
Uso sob prescrição médica
Uso restrito a hospitais
PROIBIDA VENDA AO COMÉRCIO Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 24/05/2022.
Nomes comerciais, genéricos e preço máximo
Apresentações e preço máximo ao consumidor
Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.
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| Medicamento | Apresentação | Tarja | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| VimizimBiomarin Brasil Farmacêutica Ltda | 5 MG SOL INJ IV CT FA VD TRANS X 5 ML | Tarja vermelha | R$ 6.141,41 |