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Bulas de Remédios
Genérico

Valerato de Estradiol

Valerato de estradiol micronizado · EMS S/A. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
FabricanteEMS S/A
Registro MS1.0235.1287
Classe terapêuticaEstrogenos simples
Preço máximo (MG (ICMS 18%))não informado
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Valerato de Estradiol

Fonte: Bulário Eletrônico da Anvisa · conferida em 29/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

valerato de estradiol

EMS S/A Comprimido revestido 2 mg valerato de estradiol “Medicamento Genérico, Lei n°. 9.787, de 1999”

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Apresentações

Comprimido revestido de 2 mg. Embalagem contendo 28, 56 ou 84 unidades.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido revestido contém: valerato de estradiol* ............................................................................................................................................2 mg excipiente** q.s.p. .........................................................................................................................................1 com rev *equivalente a 1,528 mg de estradiol.

**lactose monoidratada, povidona, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose, macrogol, dió-xido de titânio e azul brilhante 133 laca de alumínio.

II - INFORMAÇÕES À PACIENTE Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade, o conteúdo e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que se faça necessária.

Leia com atenção as informações presentes na bula antes de usar o produto, pois ela contém informações sobre os benefícios e os riscos associados ao uso de terapia hormonal. Você também encontrará informações sobre o uso adequado do medicamento e sobre a necessidade de consultar o seu médico regularmente. Con-verse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.

01

Para que este medicamento é indicado?

Este medicamento é indicado à terapia de reposição hormonal (TRH) para o tratamento dos sintomas da menopau-sa em mulheres com útero intacto ou histerectomizadas.

02

Como este medicamento funciona?

O valerato de estradiol é um medicamento cuja substância ativa se destina à reposição hormonal feminina (reposi-ção estrogênica), aliviando os sintomas associados à menopausa.

03

Quando não devo usar este medicamento?

O valerato de estradiol não deve ser utilizado na presença das condições listadas abaixo. Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico antes de iniciar o tratamento.

Em caso de gravidez ou lactação; sangramento vaginal de causa desconhecida; presença ou suspeita de câncer de mama ou de outras doenças malignas dependentes de hormônios sexuais; presença ou história de tumor hepático (benigno ou maligno); doença grave do fígado; história recente de ataque cardíaco e/ou derrame; presença ou his-tória de trombose (formação de coágulo) nos vasos sanguíneos das pernas (trombose venosa profunda) ou dos pulmões (embolia pulmonar); alto risco de trombose venosa ou arterial (coágulo sanguíneo); níveis sanguíneos muito elevados de triglicérides (um tipo especial de gordura) no sangue; alergia a qualquer um dos componentes da fórmula do produto.

Se qualquer uma dessas condições surgir pela primeira vez durante o tratamento com valerato de estradiol descon-tinue o uso imediatamente e consulte seu médico.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas durante o tratamento.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano. Este medicamento inibe a produção de leite humano. Seu médico deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Advertências e precauções Converse com seu médico ou farmacêutico antes de iniciar o tratamento com valerato de estradiol.

Antes de iniciar ou reiniciar o tratamento, seu médico poderá solicitar a realização de exames clínicos gerais e ginecológicos, incluindo mamas, pressão sanguínea, dentre outros.

Seu médico irá discutir com você os benefícios e os riscos do uso de valerato de estradiol. Ele irá verificar, por exemplo, se você tem risco mais elevado de trombose devido a uma combinação de fatores. Neste caso, o risco pode ser ainda maior. Se você apresenta alguma doença no fígado, pode ser necessário acompanhamento frequente da função hepática.

Em caso de presença de adenoma da parte anterior da hipófise, é necessário acompanhamento médico rigoroso, incluindo avaliação periódica dos níveis de prolactina.

Se você ainda possui a capacidade de engravidar é pouco provável que valerato de estradiol altere esta condição.

Se você está utilizando medidas contraceptivas (exceto o uso de contraceptivos orais ou outro método contracepti-vo hormonal) ao iniciar valerato de estradiol, continue utilizando-as até que seu médico lhe diga que não é mais necessário. Se você estiver utilizando um contraceptivo oral (ou outro método contraceptivo hormonal), você deve mudá-lo para um método contraceptivo alternativo (não hormonal) antes de iniciar valerato de estradiol. Se seu médico já lhe orientou que você não precisa usar um método contraceptivo, não será necessário nenhuma destas medidas durante o uso de valerato de estradiol.

Converse com seu médico sobre os benefícios e os riscos da utilização de valerato de estradiol.

Dois grandes estudos clínicos realizados com estrogênios equinos conjugados (EEC) combinados com acetato de medroxiprogesterona (AMP), hormônios utilizados na terapia de reposição hormonal (TRH), sugerem que o risco de ocorrência de ataque cardíaco (infarto do miocárdio) pode aumentar discretamente no primeiro ano de uso des-tas substâncias. Este risco não foi observado em um grande estudo clínico realizado somente com estrogênios equinos conjugados (EEC). Em dois outros grandes estudos clínicos realizados com estes hormônios, o risco de ocorrer derrame aumentou em 30 a 40%.

Embora estes estudos não tenham sido feitos com valerato de estradiol, não se deve usar este medicamento para prevenir doença cardíaca e/ou derrame.

O uso de TRH requer cuidadosa supervisão médica na presença das condições descritas a seguir, as quais devem ser certificadas com o seu médico antes do início do uso de valerato de estradiol:

  • No caso de risco aumentado de trombose (formação de um coágulo sanguíneo). O risco aumenta com a idade e pode ser ainda maior se você ou qualquer familiar direto teve trombose nos vasos das pernas ou pulmões; em caso de excesso de peso; se tem veias varicosas. Converse com seu médico antecipadamente em caso de hospitalização programada ou cirurgia. O risco de trombose venosa profunda pode aumentar temporariamente com cirurgias de grande porte, traumatismos graves ou imobilização prolongada;
  • Mioma uterino;
  • Diagnóstico ou histórico de endometriose (presença do tecido de revestimento do útero em locais do corpo onde normalmente não seria encontrado);
  • Doença do fígado ou da vesícula biliar;
  • Icterícia (amarelamento da pele) durante gravidez ou uso prévio de hormônios sexuais;
  • Diabetes Mellitus;
  • Níveis elevados de triglicérides (um tipo de gordura no sangue);
  • Pressão alta;
  • Presença ou histórico de cloasma (manchas marrom-amareladas na pele); neste caso, deve-se evitar exposição prolongada ao sol ou à radiação ultravioleta durante a terapia de reposição hormonal;
  • Epilepsia;
  • Mama com nódulo ou dolorida (doença benigna da mama);
  • Asma;
  • Enxaqueca;
  • Doença hereditária chamada porfiria;
  • Otosclerose (surdez adquirida);
  • Lúpus eritematoso sistêmico (LES, doença imunológica crônica);
  • Coreia menor (doença com movimentos involuntários e anormais do corpo);
  • Episódios de inchaço em algumas partes do corpo, como as mãos, pés, face e vias aéreas, causadas por angioe-dema hereditário. O hormônio valerato de estradiol contido em valerato de estradiol pode induzir ou intensificar estes sinais e sintomas de angioedema hereditário;
  • Se você tem 65 anos de idade ou mais ao iniciar o tratamento, uma vez que existem evidências limitadas, a partir de estudos clínicos, de que o tratamento hormonal pode aumentar o risco de perda significativa de habilidades intelectuais, como memória (demência).

TRH e câncer:

  • Câncer endometrial O risco de câncer endometrial aumenta quando estrogênios são utilizados isoladamente por períodos prolongados.

Em mulheres não-histerectomizadas, é necessário o uso adicional de um hormônio progestógeno durante o trata-mento com valerato de estradiol. O uso apropriado de um progestógeno elimina o aumento do risco de câncer endometrial.

Você deve informar ao seu médico em caso de sangramentos irregulares frequentes ou persistentes durante o uso de valerato de estradiol.

  • Câncer de mama A Terapia de Reposição Hormonal (TRH) pode aumentar o risco de câncer de mama. O risco extra depende de quanto tempo você usa a TRH. O risco aumentado de câncer de mama pode ser menor com produtos exclusiva-mente de estrogênio. No entanto, se você parar de tomar TRH, o risco extra diminui com o tempo. Aumentos simi-lares no diagnóstico de câncer de mama são observados, por exemplo, nos casos de atraso da menopausa natural, consumo de bebidas alcoólicas e nos casos de sobrepeso acentuado (adiposidade).

A TRH pode alterar a imagem da mamografia (aumenta a densidade das imagens mamográficas). Este fato pode dificultar a detecção mamográfica de câncer em alguns casos, portanto, pode ser necessária a utilização de outras técnicas.

  • Câncer de ovário O câncer de ovário é menos comum do que o câncer de mama.

Alguns estudos mostram um ligeiro aumento do risco global de desenvolver câncer de ovário em mulheres que usaram TRH quando comparado com as que nunca usaram TRH. Em mulheres que atualmente usam TRH, esse risco foi ainda maior. Estas associações não foram mostradas em todos os estudos. Não há evidência consistente de que o risco de desenvolver câncer de ovário esteja relacionado com a duração da TRH. No entanto, o risco pode ser mais relevante com o uso prolongado (durante vários anos).

  • Tumor no fígado Após o uso de hormônios como o contido em valerato de estradiol foram observados, em casos raros, tumores hepáticos benignos e, mais raramente, malignos que, em casos isolados, ocasionaram hemorragias intra-abdominais com risco para a vida da paciente. Apesar de estes eventos serem extremamente raros, você deve in-formar seu médico se ocorrer sintomas inesperados no abdômen superior que não desapareçam em um curto espa-ço de tempo.

O tratamento deve ser descontinuado imediatamente, e seu médico informado, em caso de presença de qualquer uma das condições listadas a seguir: aparecimento pela primeira vez de dores de cabeça do tipo enxaqueca (tipi-camente dor de cabeça pulsante e náusea, precedida por distúrbios visuais); piora de enxaqueca preexistente, ou dores de cabeça com frequência e intensidade não habituais; perturbações auditivas ou visuais repentinas; inflama-ções venosas (flebites).

Se você apresentar ou suspeitar da ocorrência de um coágulo durante a utilização de valerato de estradiol, você deve interromper o tratamento imediatamente e consultar o seu médico. Atente-se aos sinais como: falta de ar e tosse com sangue, inchaço ou dores não-habituais nos braços ou pernas, respiração curta repentina e desmaio.

O valerato de estradiol deve ser descontinuado em caso de ocorrência de gravidez ou desenvolvimento de icterícia.

Gravidez e lactação O valerato de estradiol não deve ser utilizado durante a gravidez (vide “QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?”) ou lactação. Se ocorrer gravidez durante o uso de valerato de estradiol, o tratamento deve ser descontinuado imediatamente.

Estudos epidemiológicos extensivos realizados com hormônios esteroides utilizados para contracepção e para terapia de reposição hormonal não revelaram aumento no risco de malformação congênita em crianças cujas mães utilizaram hormônios sexuais antes da gravidez ou efeitos teratogênicos quando hormônios sexuais foram adminis-trados de forma inadvertida durante a fase inicial da gestação.

Pequenas quantidades de hormônios sexuais podem ser excretadas com o leite materno.

Ingestão concomitante com outras substâncias Não utilize contraceptivos hormonais. Consulte seu médico quanto a métodos contraceptivos, se necessário.

Alguns medicamentos podem ter influência nos níveis de valerato de estradiol no sangue e interferir com a terapia de reposição hormonal (TRH) podendo causar um sangramento inesperado e/ ou diminuir o efeito da TRH. Inclu-em-se aqueles usados para o tratamento de epilepsia (por exemplo, fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamaze-pina e, possivelmente oxcarbazepina, topiramato e felbamato), de tuberculose (por exemplo, rifampicina), de in-fecção pelos vírus que causam hepatite C e HIV (conhecidos como inibidores de protease e inibidores não nucleo-sídeos da transcriptase reversa), de infecções por fungos (griseofulvina, antifúngicos azólicos, como por exemplo, fluconazol, itraconazol, cetoconazol e voriconazol), de infecções bacterianas (antibióticos macrolídeos, por exem-plo, claritromicina e eritromicina), de certas doenças do coração e pressão alta (bloqueadores de canal de cálcio, por exemplo, verapamil e diltiazem). Incluem-se também erva de São João e suco de toranja (grapefruit) e parace-tamol.

Informe seu médico ou farmacêutico se estiver tomando ou tiver tomado recentemente qualquer outro medicamen-to, incluindo medicamentos sem prescrição médica.

Ingestão de álcool A ingestão excessiva de bebidas alcoólicas durante a terapia de reposição hormonal pode interferir no tratamento.

O seu médico irá orientá-la.

Exames laboratoriais A TRH pode alterar os resultados de certos exames laboratoriais. Informe ao seu médico, ou a equipe do laborató-rio que você está em terapia de reposição hormonal.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas Não foram observados efeitos na capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de valerato de estradiol.

Atenção: contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido revestido.

Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.

Atenção: contém os corantes dióxido de titânio e azul brilhante 133 laca de alumínio.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Armazenar em temperatura ambiente (de 15ºC a 30ºC). Proteger da luz e umidade.

O prazo de validade do medicamento a partir da data de fabricação é de 24 meses.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto do medicamento:Comprimido revestido na cor azul, circular, biconvexo e sem vinco.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe al-guma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Siga rigorosamente o procedimento indicado, pois o não cumprimento pode ocasionar falha na obtenção dos resul-tados.

Cada cartela contém comprimidos revestidos para 28 dias de tratamento. Você deve tomar um comprimido reves-tido diário e continuamente, isto é, após terminar a primeira cartela (28 comprimidos revestidos) deve-se começar a próxima cartela no dia seguinte.

Ingira um comprimido revestido (2 mg) por dia, com ajuda de pequena quantidade de líquido, sem mastigar e, de preferência, sempre à mesma hora do dia. É indiferente o horário do dia em que o comprimido revestido seja to-mado. Mas, uma vez escolhido o horário deve-se mantê-lo aproximadamente constante.

Início do uso de valerato de estradiol Se você ainda estiver menstruando regularmente, deve começar o tratamento com valerato de estradiol nos primei-ros cinco dias de menstruação com um regime combinado de valerato de estradiol e um progestógeno. O seu mé-dico irá orientá-la como tomá-lo.

Caso suas menstruações sejam pouco frequentes ou já tenham cessado em razão da menopausa, o tratamento pode ser iniciado com um regime combinado em qualquer momento, desde que seja excluída a existência de gravidez.

Se você não possui mais útero (mulheres histerectomizadas) pode iniciar o uso de valerato de estradiol a qualquer momento. Seu médico irá orientá-la.

  • Mudando de outra Terapia de Reposição Hormonal (cíclica, sequencial ou combinada contínua) Se você estiver mudando de outra TRH, deve completar o ciclo com o medicamento em uso antes de iniciar a terapia com valerato de estradiol.

Informações adicionais para populações especiais

  • Crianças e adolescentes O valerato de estradiol não é indicado para o uso em crianças e adolescentes.
  • Pacientes idosas Não existem dados que sugiram a necessidade de ajuste de dose em pacientes idosas.
  • Pacientes com disfunção hepática O valerato de estradiol não foi especificamente estudado em pacientes com disfunção hepática. Não tome valerato de estradiol se você tem ou teve tumores no fígado. Não tome valerato de estradiol se você tiver doença grave do fígado (vide “QUANDO NÃO DEVO USAR ESTE MEDICAMENTO?”).
  • Pacientes com disfunção renal O valerato de estradiol não foi especificamente estudado em pacientes com disfunção renal.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se houver um atraso de menos de 24 horas do horário habitual, tome o comprimido revestido que você esqueceu assim que lembrar e tome o próximo comprimido revestido no horário habitual. Caso haja esquecimento de vários comprimidos revestidos, pode ocorrer sangramento irregular.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

As reações adversas mais graves associadas à TRH estão listadas em “O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR

Este medicamento?”.

As seguintes reações adversas foram observadas em usuárias de TRH classificadas por sistema corpóreo:

  • Reações adversas comuns (entre 1 e 10 pessoas a cada 100 usuárias podem apresentar estas reações): au-mento ou diminuição de peso corporal, dor de cabeça, dor abdominal, náusea, erupção cutânea, coceira e sangra-mento uterino/vaginal incluindo gotejamento (sangramentos irregulares normalmente desaparecem com a continu-ação do tratamento).
  • Reações adversas incomuns (entre 1 e 10 pessoas a cada 1.000 usuárias podem apresentar estas reações): reação alérgica, estados depressivos, tontura, distúrbios visuais, palpitações (batimentos cardíacos rápidos, irregu-lares), má digestão, eritema nodoso (nódulos avermelhados doloridos), urticária, dor nas mamas, hipersensibilida-de dolorosa nas mamas e edema.
  • Reações adversas raras (entre 1 e 10 pessoas a cada 10.000 usuárias podem apresentar estas reações): ansi-edade, aumento ou diminuição do desejo sexual (libido), enxaqueca, intolerância a lentes de contato, distensão abdominal, vômito, crescimento excessivo de pelos, acne, cãibras musculares, dismenorreia, secreção vaginal, síndrome semelhante à pré-menstrual, aumento do tamanho das mamas e fadiga.

Sinônimos ou condições relacionadas não foram listados, mas também devem ser considerados.

Descrição das reações adversas selecionadas Em mulheres com episódios de inchaço em algumas partes do corpo como as mãos, pés e vias aéreas, causados por angioedema hereditário, o hormônio valerato de estradiol contido neste medicamento pode induzir ou intensificar estes sinais e sintomas (vide “O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?”).

Se ocorrer qualquer reação adversa não mencionada nesta bula ou caso você esteja insegura sobre o efeito deste medicamento, informe seu médico.

Em alguns estudos, a ocorrência de câncer de ovário foi observada com frequência ligeiramente maior em usuárias de TRH (TRH com apenas estrogênio ou com a combinação de estrogênio-progestógeno). O risco pode ser mais relevante com o uso prolongado (durante vários anos).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Não há relatos de efeitos adversos relacionados à superdose. A superdose pode causar náuseas, vômitos e sangra-mento irregular. Não é necessário tratamento específico, mas caso você não tenha certeza, consulte o seu médico.

Não existe um antídoto específico e o tratamento deve ser sintomático.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orien-tações.

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Dizeres legais

Registro: 1.0235.1287 Registrado por: EMS S/A Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP – CEP: 13186-901

CNPJ: 57.507.378/0003-65 Indústria Brasileira Produzido por: EMS S/A São Bernardo do Campo/ SP

Venda sob prescrição

SAC: 0800-019 19 14 Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 19/12/2025. bula-pac-034865-EMS-v0

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

valerato de estradiol

EMS S/A Comprimido revestido 2 mg valerato de estradiol “Medicamento Genérico, Lei n°. 9.787, de 1999”

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Apresentações

Comprimido revestido de 2 mg. Embalagem contendo 28, 56 ou 84 unidades.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido revestido contém: valerato de estradiol* .................................................................................................................................2 mg excipiente** q.s.p. .............................................................................................................................1 com rev *equivalente a 1,528 mg de estradiol.

**lactose monoidratada, povidona, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, hipromelose, macro-gol, dióxido de titânio e azul brilhante 133 laca de alumínio.

Ii - informações técnicas aos profissionais da saúde

01

Indicações

Este medicamento é indicado à terapia de reposição hormonal (TRH) para o tratamento dos sintomas da menopausa em mulheres com útero intacto ou histerectomizadas.

02

Resultados de eficácia

O uso de medicamentos contendo valerato de estradiol para a melhora dos sintomas da menopausa é reco-nhecido cientificamente.

Na maioria das mulheres de 1 a 2 mg de valerato de estradiol ou estradiol são suficientes para obter efeito terapêutico. Este medicamento contém 2 mg de valerato de estradiol, que corresponde a 1,528 mg de estra-diol.

03

Características farmacológicas

Farmacodinâmica O valerato de estradiol contém o estrogênio valerato de estradiol, um pró-fármaco do 17β-estradiol natural humano.

A ovulação não é inibida durante o uso de valerato de estradiol e a produção endógena de hormônios difi-cilmente é afetada.

Durante o climatério, a redução e posterior perda da secreção do estradiol ovariano pode resultar em uma instabilidade na termorregulação, causando ondas de calor associadas com distúrbios do sono e sudorese excessiva, atrofia urogenital com sintomas de secura vaginal, dispareunia e incontinência urinária. Menos específicos, mas frequentemente mencionados como parte da síndrome do climatério, são os sintomas co-mo queixas anginosas, palpitações, irritabilidade, nervosismo, falta de energia e de capacidade de concen-tração, esquecimento, perda da libido, dores musculares e nas articulações. A terapia de reposição hormonal (TRH) alivia muitos desses sintomas provocados pela deficiência de estradiol em mulheres na menopausa.

A TRH com concentração adequada de estrogênio, como em valerato de estradiol, reduz a reabsorção óssea e retarda ou cessa a perda de massa óssea na pós-menopausa. Quando o tratamento é interrompido, a massa óssea reduz-se a uma razão comparável àquela encontrada no período da pós-menopausa imediata. Não há evidência de que a TRH restaure a massa óssea aos níveis da pré-menopausa. A reposição hormonal tam-bém tem um efeito positivo sobre o conteúdo do colágeno e a espessura da pele e consegue retardar o pro-cesso de formação de rugas da pele.

A TRH altera o perfil lipídico: diminui o colesterol total e o LDL-colesterol e pode aumentar o HDL-colesterol e os níveis de triglicérides. Os efeitos metabólicos podem ser anulados em parte pela adição de um progestógeno.

É recomendada a adição de um progestógeno a um regime de reposição estrogênica, como com valerato de estradiol, por no mínimo 10 dias por ciclo, para mulheres com o útero intacto. Desta forma, reduz-se o risco de hiperplasia endometrial e o risco contínuo de adenocarcinoma nessas mulheres. A adição de um proges-tógeno ao regime de reposição estrogênica não mostrou interferência na eficácia do estrogênio para o uso indicado.

Estudos observacionais e o estudo randomizado “Women’s Health Iniciative (WHI)” com estrogênios equinos conjugados (EEC) e acetato de medroxiprogesterona (AMP) sugerem uma redução na morbidade do câncer de colo na pós-menopausa em mulheres enquanto usam TRH. No estudo randomizado da WHI com monoterapia de EEC não foi observada redução no risco. No estudo de extensão da WHI não foi de-monstrada uma redução persistente na morbidade pelo câncer de colo para mulheres originalmente rando-mizadas com EEC mais AMP. Não se sabe se estes dados também se estendem para outros medicamentos e esquemas terapêuticos para TRH.

Farmacocinética Absorção O valerato de estradiol é rápida e completamente absorvido. O éster esteroidal é clivado em estradiol e ácido valérico durante a absorção e o metabolismo de primeira passagem no fígado. Ao mesmo tempo, o estradiol passa por um metabolismo intenso até transformar-se em estrona, estriol e sulfato de estrona.

Somente cerca de 3% do estradiol se torna biodisponível após a administração oral do valerato de estradiol.

Os alimentos não afetam a biodisponibilidade do estradiol.

Distribuição Concentrações séricas máximas de estradiol, de aproximadamente 15 pg/mL (ou 30 pg/mL), são geralmen-te esperadas entre 4 a 9 horas após a ingestão do comprimido revestido. Dentro de 24 horas após a ingestão do comprimido revestido, espera-se que os níveis séricos do estradiol diminuam até concentrações de cerca de 8 pg/mL (ou 15 pg/mL). O estradiol liga-se à albumina e às proteínas transportadoras de hormônios sexuais (SHBG). A fração do estradiol não-ligado no soro é de cerca de 1 a 1,5% e a fração ligada às prote-ínas transportadoras de hormônios sexuais é de aproximadamente 30 - 40%.

O volume aparente de distribuição do estradiol após uma única administração intravenosa é de cerca de 1 L/kg.

Metabolismo Após a clivagem do éster exógeno administrado, valerato de estradiol, o metabolismo do fármaco segue os caminhos de biotransformação do estradiol endógeno: é metabolizado principalmente pelo fígado e também por vias extra-hepáticas como, por exemplo, no intestino, rins, músculos esqueléticos e órgãos-alvo. Estes processos envolvem a formação da estrona, estriol, catecolestrogênios e sulfatos e glicuronídeos conjuga-dos destes compostos, os quais são todos claramente menos estrogênicos ou mesmo não-estrogênicos em relação ao estradiol.

Eliminação A eliminação sérica total do estradiol, após dose única administrada via intravenosa, mostra grande variabi-lidade em um intervalo de 10 a 30 mL/min/kg. Uma certa proporção de metabólitos do estradiol é excretada na bile e passa pela circulação entero-hepática. Enfim, os metabólitos do estradiol são principalmente ex-cretados por via renal como sulfatos e glicuronídeos na urina.

Condições de equilíbrio São esperados, aproximadamente, níveis séricos do estradiol duas vezes maiores após múltiplas administra-ções em relação a uma dose única. Na média, a concentração do estradiol varia entre 15 (ou 30 pg/mL) (nível mínimo) e 30 (ou 60 pg/mL) (nível máximo). A estrona, como um metabólito menos estrogênico, alcança concentrações séricas aproximadamente 8 vezes maiores. O sulfato de estrona alcança, aproxima-damente, concentrações 150 vezes mais altas. Após a interrupção do tratamento, os níveis de pré-tratamento de estradiol e estrona são atingidos dentro de 2 a 3 dias.

Dados de segurança pré-clínicos O perfil toxicológico do estradiol é bem conhecido. Não existem dados pré-clínicos relevantes adicionais àqueles descritos nos demais itens.

04

Contraindicações

A terapia de reposição hormonal (TRH) não deve ser iniciada na presença de qualquer uma das condições listadas abaixo. Se alguma dessas condições surgir durante a TRH, deve-se descontinuar imediatamente o uso do produto.

  • Gravidez e lactação;
  • Sangramento vaginal não diagnosticado;
  • Diagnóstico ou suspeita de câncer de mama;
  • Diagnóstico ou suspeita de condições pré-malignas ou malignas dependentes de esteroides sexuais;
  • Presença ou história de tumor hepático (benigno ou maligno);
  • Doença hepática grave;
  • Tromboembolismo arterial agudo (p.ex., infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral);
  • Presença ou história de trombose venosa profunda, distúrbios tromboembólicos;
  • Alto risco de trombose venosa ou arterial;
  • Hipertrigliceridemia grave;
  • Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes.

Categoria X –Em estudos em animais e mulheres grávidas, o fármaco provocou anomalias fetais, havendo clara evidência de risco para o feto que é maior do que qualquer benefício possível para a paciente.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas ou que possam ficar grávidas duran-te o tratamento.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano. Este medicamento inibe a produ-ção de leite humano. Seu médico deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a ali-mentação do bebê.

05

Advertências e precauções

Antes de iniciar o tratamento, todas as condições/fatores de risco mencionados abaixo devem ser conside-rados para determinar a relação risco/benefício individual do tratamento para a paciente.

Durante o uso da TRH, a terapia deve ser descontinuada imediatamente caso ocorra pela primeira vez uma contraindicação, assim como, nas seguintes situações:

  • Ocorrência pela primeira vez de enxaquecas ou cefaleias com intensidade e frequência fora do habitual ou ocorrência de outros sintomas que sejam possíveis sinais prodrômicos de acidente cerebrovascular;
  • Recorrência de icterícia colestática ou prurido colestático que tenham ocorrido inicialmente durante uma gravidez ou durante uso anterior de esteroides sexuais;
  • Sintomas ou suspeita de um evento trombótico.

Em caso de ocorrência ou agravamento das seguintes condições ou fatores de risco, deve-se reavaliar a relação risco/benefício individual, considerando a possível necessidade de descontinuar a terapia.

O potencial para um risco sinérgico aumentado de trombose deve ser considerado em mulheres que possu-am uma combinação de fatores de risco ou apresentem uma severidade maior de um fator de risco isolado.

Este risco aumentado pode ser ainda maior que a simples soma do risco de cada fator. A TRH não deve ser prescrita quando a avaliação risco/benefício for desfavorável.

Tromboembolismo venoso Estudos epidemiológicos e estudos controlados randomizados sugeriram um aumento do risco relativo (RR) de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), isto é, trombose venosa profunda ou embolia pulmonar. Portanto, a relação risco-benefício deve ser cuidadosamente avaliada, em conjunto com a pacien-te, quando se prescrever TRH para mulheres que apresentem fator de risco para TEV.

Fatores de risco geralmente reconhecidos para TEV incluem histórico pessoal ou familiar (a ocorrência de TEV em um familiar em primeiro grau em idade relativamente precoce pode indicar predisposição genética) e obesidade grave. O risco de TEV também aumenta com a idade. Não há consenso sobre a possível in-fluência de veias varicosas no desenvolvimento de TEV.

O risco de TEV pode estar temporariamente aumentado em casos de imobilização prolongada, cirurgia eletiva ou pós-traumática de grande porte ou trauma extenso. Dependendo da natureza da ocorrência e da duração da imobilização, deve-se considerar a interrupção temporária da TRH.

Tromboembolismo arterial Dois grandes estudos clínicos realizados com estrogênios equinos conjugados (EEC) e acetato de medroxi-progesterona (AMP), em esquema de administração contínua, mostraram um possível aumento no risco de doença arterial coronariana (DAC) no primeiro ano de uso e nenhum benefício após este período. Um gran-de estudo clínico com EEC isoladamente demonstrou potencial redução nas taxas de cardiopatia coronaria-na em mulheres com idade entre 50 e 59 anos e nenhum benefício geral no total da população estudada.

Como resultado secundário, verificou-se um aumento de 30 a 40% no risco de acidente vascular cerebral em dois grandes estudos clínicos utilizando EEC isoladamente ou combinado com AMP. Não se sabe se estes dados também se aplicam a outros produtos utilizados na TRH ou para formas não orais de adminis-tração.

Doença da vesícula biliar É conhecido o aumento da litogenicidade da bile provocado por estrogênios. Algumas mulheres são predis-postas a desenvolver doenças da vesícula biliar durante a terapia estrogênica.

Demência Existe evidência limitada observada a partir de estudos clínicos realizados com produtos contendo estrogê-nios equinos conjugados (EEC), de que a terapia hormonal pode aumentar o risco de provável demência se iniciada em mulheres com idade igual ou superior a 65 anos. O risco pode ser diminuído se o tratamento for iniciado no início da menopausa, como observado em outros estudos clínicos. Não se sabe se estes dados também se aplicam a outros produtos utilizados em TRH.

Tumores

  • Câncer de mama Estudos observacionais e clínicos relataram aumento do risco de câncer de mama em mulheres que usaram TRH por muitos anos. Estes resultados podem ser devido ao diagnóstico precoce, dos efeitos que promo-vem o crescimento de tumores preexistentes ou da combinação de ambos.

Estimativas para risco relativo global de diagnóstico de câncer de mama fornecidas em mais de 50 estudos epidemiológicos variaram, na maioria dos estudos, entre 1 e 2.

O risco relativo aumenta com a duração do tratamento e pode ser mais baixo, ou possivelmente neutro, com a utilização de produtos contendo somente estrogênios.

Dois grandes estudos randomizados realizados com EEC administrados isoladamente ou em combinação contínua com AMP mostraram um risco estimado de 0,77 (Intervalo de Confiança (IC) de 95%: 0,59 - 1,01) ou de 1,24 (IC de 95%: 1,01 - 1,54) após 6 anos de TRH. Não se sabe se o aumento do risco também se aplica a outros produtos utilizados na TRH.

Aumentos similares no diagnóstico de câncer de mama são observados, por exemplo, com o atraso da me-nopausa natural, consumo de bebidas alcoólicas ou adiposidade.

O excesso de risco diminui dentro de poucos anos após ter cessado a TRH.

A TRH aumenta a densidade das imagens mamográficas, o que pode afetar adversamente a detecção radio-lógica do câncer de mama em alguns casos.

  • Câncer de ovário A prevalência de câncer de ovário é menor do que a prevalência de câncer de mama.

Uma metanálise de 52 estudos epidemiológicos relatou que o risco global de ser diagnosticado câncer de ovário é ligeiramente aumentado para as usuárias de TRH em comparação com mulheres que nunca usaram TRH (estudos prospectivos: RR 1,20, IC de 95% 1,15-1,26; todos os estudos combinados: RR 1,14, IC de 95% 1,10-1,19). Em usuárias atuais de TRH o risco de câncer de ovário aumentou ainda mais (RR 1,43, IC de 95% 1,31-1,56).

Essas associações não foram demonstradas em todos os estudos, incluindo o ensaio randomizado “Wo-men’s Health Iniciative (WHI)” EEC com AMP. A extensão do estudo WHI mostrou aumento no risco de câncer do ovário em mulheres originalmente randomizadas para EEC mono, mas não para EEC com AMP.

Além disso, não foi consistentemente demonstrado um efeito de duração de exposição, mas o risco pode ser mais relevante com o uso prolongado (vários anos).

  • Câncer de endométrio A exposição prolongada a estrogênios administrados isoladamente aumenta o risco de desenvolvimento de hiperplasia ou carcinoma do endométrio. Estudos sugerem que a adição apropriada de progestógeno à tera-pia elimina esse aumento no risco.
  • Tumor hepático Após o uso de hormônios como o contido neste medicamento foram observados raros casos de tumores hepáticos benignos e, ainda mais raramente, tumores malignos que, em casos isolados, ocasionaram hemor-ragias intra-abdominais com risco para a vida da paciente. Se ocorrerem dores no abdome superior, aumen-to do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal deve-se incluir tumor hepático nas consi-derações diagnóstico-diferenciais.

Outras condições Não foi estabelecida uma associação geral entre o uso da TRH e o desenvolvimento de hipertensão clínica.

Foram relatados discretos aumentos na pressão arterial em usuárias de TRH; os aumentos clinicamente relevantes são raros. Entretanto, se em casos individuais ocorrer desenvolvimento de hipertensão clinica-mente significativa e persistente durante a TRH, deve-se considerar a descontinuação do tratamento.

Distúrbios moderados da função hepática, incluindo hiperbilirrubinemias como a síndrome de Dubin-Johnson ou de Rotor, necessitam de rigorosa supervisão, sendo que a função hepática deve ser monitorada periodicamente. Em caso de piora nos indicadores da função hepática, deve-se descontinuar a TRH.

Mulheres com níveis de triglicérides moderadamente elevados necessitam de acompanhamento especial. A TRH, nestes casos, pode estar associada a um aumento adicional no nível de triglicérides ocasionando risco de pancreatite aguda.

Embora a TRH possa ter efeito na resistência insulínica periférica e na tolerância à glicose, geralmente não há necessidade de alterar o regime terapêutico para pacientes diabéticas que estiverem usando TRH. Entre-tanto, estas pacientes devem ser cuidadosamente monitoradas durante a terapia.

Algumas pacientes podem desenvolver manifestações indesejáveis geradas pela estimulação estrogênica durante a TRH, como sangramento uterino anormal. Se durante a terapia ocorrer sangramento uterino anormal de forma frequente ou persistente, recomenda-se uma avaliação endometrial.

Leiomiomas uterinos (miomas) podem aumentar de tamanho sob a influência de estrogênios. Caso seja observado este aumento, o tratamento deve ser descontinuado.

Se ocorrer reativação da endometriose durante a TRH, recomenda-se a descontinuação do tratamento. Se a paciente apresentar diagnóstico de prolactinoma, é necessário um acompanhamento médico rigoroso, inclu-indo avaliação periódica dos níveis de prolactina. Ocasionalmente pode ocorrer cloasma, especialmente em mulheres com história de cloasma gravídico. Mulheres com tendência a cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta enquanto estiverem em tratamento com TRH.

A ocorrência ou agravamento dos quadros abaixo foram relatados com o uso de TRH. Embora não exista evidência conclusiva da associação com a TRH, as mulheres que apresentarem alguma das condições abai-xo e que estiverem sob terapia de reposição hormonal devem ser cuidadosamente monitoradas.

  • Epilepsia;
  • Doença benigna da mama;
  • Asma;
  • Enxaqueca;
  • Porfiria;
  • Otosclerose;
  • Lúpus eritematoso sistêmico;
  • Coreia menor.

Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema.

Gravidez e lactação Gravidez O valerato de estradiol não deve ser utilizado durante a gravidez e lactação (vide “CONTRAINDICA-ÇÕES”). Se ocorrer gravidez durante o uso de valerato de estradiol, o tratamento deve ser descontinuado imediatamente.

Estudos epidemiológicos extensivos realizados com hormônios esteroides utilizados para contracepção e para terapia de reposição hormonal não revelaram aumento no risco de malformação congênita em crianças cujas mães utilizaram hormônios sexuais antes da gravidez ou efeitos teratogênicos quando hormônios sexuais foram administrados de forma inadvertida durante a fase inicial da gestação.

Lactação Pequenas quantidades de hormônios sexuais podem ser excretadas com o leite materno.

Consultas/exames médicos Antes de iniciar ou retomar o uso da TRH, é necessário obter o histórico clínico detalhado e realizar exame clínico completo, considerando os itens descritos em “CONTRAINDICAÇÕES” e “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”; estes acompanhamentos devem ser repetidos periodicamente. A frequência e a natureza destas avaliações devem basear-se nas condutas médicas estabelecidas e ser adaptadas a cada usuária, mas, em geral, devem incluir órgãos pélvicos, incluindo citologia cervical, abdome, mamas e pressão sanguínea.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas Não foram conduzidos estudos sobre os efeitos na capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Não foram observados efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas em usuárias de valerato de estradiol.

Atenção: contém lactose (tipo de açúcar) abaixo de 0,25g/comprimido revestido.

Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.

Atenção: contém os corantes dióxido de titânio e azul brilhante 133 laca de alumínio.

06

Interações medicamentosas

Nota: As informações de medicamentos usados concomitantemente devem ser consultadas para que sejam identificadas potenciais interações.

Efeitos de outros medicamentos sobre valerato de estradiol Podem ocorrer interações com medicamentos que induzem as enzimas microssomais as quais podem resul-tar em aumento da depuração de hormônios sexuais e que podem levar a alterações no perfil do sangramen-to uterino e/ou redução do efeito terapêutico.

  • Substâncias que aumentam a depuração dos hormônios sexuais (eficácia diminuída por indução enzimáti-ca), por exemplo: fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e possivelmente também oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo erva de São João.

A indução enzimática já pode ser observada após alguns dias de tratamento e atinge graus máximos geral-mente em poucas semanas. A indução enzimática pode ser mantida por cerca de 4 semanas após a descon-tinuação da medicação.

  • Substâncias com efeitos variáveis na depuração de hormônios sexuais:

Quando coadministrados com hormônios sexuais, muitos inibidores de protease e inibidores não-nucleosídeos da transcriptase reversa do HIV / HCV podem aumentar ou diminuir as concentrações plas-máticas do estrogênio. Em alguns casos estas alterações podem ser clinicamente relevantes.

  • Substâncias que diminuem a depuração de hormônios sexuais (inibidores enzimáticos):

Inibidores potentes e moderados do CYP3A4, tais como antifúngicos azólicos (por exemplo, fluconazol, itraconazol, cetoconazol, voriconazol), macrolídeos (por exemplo, claritromicina, eritromicina), verapamil, diltiazem e suco de toranja (grapefruit) podem aumentar as concentrações plasmáticas do estrogênio.

Substâncias que sofrem conjugação substancial, como por exemplo, o paracetamol, podem aumentar a biodisponibilidade do estradiol pela inibição competitiva do sistema de conjugação durante a absorção.

Interações com bebidas alcoólicas A ingestão aguda de bebidas alcoólicas durante a TRH pode ocasionar elevação nos níveis circulantes de estradiol.

Outras formas de interação

  • Exames laboratoriais O uso de esteroides sexuais pode influenciar os resultados de certos exames laboratoriais, incluindo parâ-metros bioquímicos das funções hepática, tiroidiana, adrenal e renal, níveis plasmáticos de proteínas (trans-portadoras), por exemplo, globulina de ligação a corticosteroides e frações lipídicas/lipoproteicas, parâme-tros do metabolismo de carboidratos, da coagulação e fibrinólise. As alterações geralmente permanecem dentro do intervalo laboratorial normal.
07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Armazenar em temperatura ambiente (de 15ºC a 30ºC). Proteger da luz e umidade.

O prazo de validade do medicamento a partir da data de fabricação é de 24 meses.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas:

Comprimido revestido na cor azul, circular, biconvexo e sem vinco.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

A contracepção hormonal deve ser interrompida quando a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) for inici-ada e, se necessário, a paciente deve ser orientada a adotar medidas contraceptivas não hormonais.

Início do uso de valerato de estradiol Pacientes histerectomizadas podem iniciar o uso de valerato de estradiol a qualquer momento.

Se a paciente apresentar útero intacto e ainda estiver menstruando, o tratamento deve ser iniciado dentro dos primeiros cinco dias da menstruação, com um regime combinado de valerato de estradiol e um proges-tógeno.

Em pacientes amenorreicas, ou com períodos menstruais muito pouco frequentes ou na pós-menopausa, o tratamento pode ser iniciado com um regime combinado em qualquer tempo, desde que seja excluída a existência de gravidez.

Mudando de outra Terapia de Reposição Hormonal (cíclica, sequencial ou combinada contínua) Se a paciente estiver mudando de outra TRH, deve completar o ciclo com o medicamento em uso antes de iniciar a terapia com valerato de estradiol.

Posologia Deve ser ingerido um comprimido revestido diariamente de 2 mg.

Administração Cada cartela contém comprimidos revestidos para 28 dias de tratamento. O tratamento é contínuo, ou seja, a próxima cartela deve ser iniciada imediatamente sem intervalo de pausa entre o término de uma cartela e o início de outra.

  • Regime combinado:

Para mulheres com útero intacto, recomenda-se o uso de um progestógeno apropriado durante 10-14 dias a cada 4 semanas (TRH combinada sequencial ou cíclica) ou conjuntamente com cada comprimido revestido de estrogênio (TRH combinada contínua).

A paciente deve ser adequadamente orientada por seu médico sobre o regime combinado de administração, a fim de facilitar e assegurar o uso correto pela paciente.

Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos com um pouco de líquido.

Os comprimidos revestidos devem ser ingeridos preferencialmente no mesmo horário todos os dias.

Comprimidos revestidos esquecidos Se ocorrer esquecimento da ingestão de um comprimido revestido no horário habitual, a paciente deve tomá-lo assim que possível. Se houver transcorrido mais de 24 horas, não se deve ingerir um comprimido revestido adicional. Caso haja esquecimento de vários comprimidos revestidos, pode ocorrer sangramento.

Informações adicionais para populações especiais

  • Crianças e adolescentes:

O valerato de estradiol não é indicado para o uso em crianças e adolescentes.

  • Pacientes idosas:

Não existem dados que sugiram a necessidade de ajuste de dose em pacientes idosas.

  • Pacientes com disfunção hepática:

O valerato de estradiol não foi especificamente estudado em pacientes com disfunção hepática. O valerato de estradiol é contraindicado em mulheres com presença ou histórico de tumores hepáticos e com doença hepática grave (vide “CONTRAINDICAÇÕES”). Para mulheres com insuficiência hepática, é necessária supervisão cuidadosa e em caso de deterioração dos marcadores da função hepática, o uso de TRH deve ser interrompido (vide “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).

  • Pacientes com disfunção renal:

O valerato de estradiol não foi especificamente estudado em pacientes com disfunção renal.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

09

Reações adversas

As reações adversas mais graves associadas à TRH estão listadas em “ADVERTÊNCIAS E PRECAU-

Ções”.

A tabela abaixo relata as reações adversas que foram observadas em usuárias de TRH classificadas por sistema corpóreo (MedDRA SOCs).

Classificação por sistema cor-póreo Comum (≥ Incomum (≥ Rara (< 1/1.000) Distúrbios no sistema imunológico reação de hipersensibilidade Distúrbios metabólicos e nutricionais aumento de peso corporal, diminuição de peso corporal Distúrbios psiquiátricos estados depressivos ansiedade, aumento da libido, diminui-ção da libido Distúrbios no sistema nervoso cefaleia vertigem enxaqueca Distúrbios nos olhos distúrbios visuais intolerância a lentes de contato Distúrbios cardíacos palpitações Distúrbios gastrintestinais dor abdominal, náusea dispepsia distensão abdominal, vômito Distúrbios cutâneos e nos tecidos subcutâneos erupção cutânea, prurido eritema nodoso, urticária hirsutismo, acne Distúrbios musculoesqueléticos e nos tecidos conectivos cãibras musculares Distúrbios no sistema reproduti-vo e nas mamas sangramento uterino/vaginal, incluindo gotejamento dor nas mamas, hipersensibilidade dolorosa nas mamas dismenorreia, se-creção vaginal, síndrome seme-lhante à pré-menstrual, aumento das mamas Distúrbios gerais e condições no local de administração edema fadiga Foi utilizado o termo MedDRA (versão 8.1) mais apropriado para descrever uma determinada reação e seus sinônimos e condições relacionadas.

Descrição das reações adversas selecionadas Em mulheres com angioedema hereditário, estrogênios exógenos podem induzir ou intensificar os sintomas de angioedema (vide “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).

Em estudos epidemiológicos, TRH apenas com estrogênio ou com a combinação de estrogênio-progestógeno foram associados com risco levemente aumentado de câncer de ovário. O risco pode ser mais relevante com o uso prolongado (durante vários anos) (vide “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Estudos de toxicidade aguda não indicaram risco de reações adversas agudas em caso de ingestão inadver-tida de uma quantidade múltipla da dose terapêutica diária.

A superdose pode causar náuseas e vômitos e, em algumas mulheres, sangramento por privação.

Não existe um antídoto específico e o tratamento deve ser sintomático.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro: 1.0235.1287 Registrado por: EMS S/A Rod. Jornalista Francisco Aguirre Proença, KM 08 Bairro Chácara Assay Hortolândia/SP – CEP: 13186-901

CNPJ: 57.507.378/0003-65 Indústria Brasileira Produzido por: EMS S/A São Bernardo do Campo / SP

Venda sob prescrição

SAC: 0800-019 19 14 Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 19/12/2025. bula-prof- 034865-EMS-v0

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