Bula de Atesto
Fonte: bula do fabricante (Supera Farma Laboratórios S.A) publicada no bulário digital Sara · bula de 18/04/2024 · conferida em 26/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
Atesto (undecilato de testosterona) Supera Farma Laboratórios S.A Solução injetável estéril 1000 mg
ATESTO undecilato de testosterona
Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência
Apresentação
Solução injetável 1000 mg: embalagem com 1 ou 2 ampolas de 4 mL.
Via intramuscular
Uso adulto
Composição
Cada mL contém: undecilato de testosterona...............................................................................................250 mg excipientes q.s.p................................................................................................................1 mL Cada ampola de 4 mL contém 1000 mg de undecilato de testosterona que equivale a 631,5 mg de testosterona.
Excipientes: benzoato de benzila e óleo de rícino.
Informações ao paciente
Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade, o conteúdo e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que se faça necessária.
Leia com atenção as informações presentes na bula antes de usar o produto, pois ela contém informações sobre os benefícios e os riscos associados ao uso do produto. Você também encontrará informações sobre o uso adequado do medicamento e sobre a necessidade de consultar o seu médico regularmente. Converse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.
Para que este medicamento é indicado?
Atesto é indicado na reposição de testosterona em homens que apresentam hipogonadismo primário e secundário.
Como este medicamento funciona?
Atesto é um medicamento que contém testosterona, um androgênio (hormônio masculino), como princípio ativo.
Atesto é injetado em um local do corpo onde pode ser armazenado e gradualmente liberado em um determinado período de tempo.
A testosterona é produzida principalmente nos testículos e, em pequena quantidade, em uma outra glândula (córtex adrenal).
A testosterona é responsável pela expressão das características masculinas durante o desenvolvimento do feto, da criança e do adolescente e, posteriormente, para a manutenção das características sexuais masculinas e de funções dependentes do hormônio masculino (por exemplo, produção de esperma, próstata, vesículas seminais e epidídimo).
A produção insuficiente de testosterona resulta no hipogonadismo masculino. Os sinais e sintomas associados ao hipogonadismo incluem, mas não se limitam a disfunção erétil, diminuição do desejo sexual, cansaço, depressão, pelos escassos e pouco desenvolvidos na região genital, risco aumentado dos ossos se tornarem fracos (osteoporose), aumento da gordura no abdome e diminuição da massa corporal magra e força muscular. A testosterona é administrada para melhorar os níveis hormonais deficientes no organismo e os sinais e sintomas relacionados.
Dependendo do órgão-alvo, a atividade da testosterona pode ser androgênica (por exemplo, na próstata, vesículas seminais, epidídimo) ou anabólica (proteínas) nos músculos, ossos, rins, fígado e na produção de células vermelhas no sangue.
Os efeitos da testosterona em alguns órgãos aparecem após a conversão da testosterona em estradiol (principal hormônio feminino), o qual se liga a receptores nas células-alvo (por exemplo, hipófise, tecido gorduroso, cérebro, ossos e células testiculares).
Em homens com função deficiente das gônadas, a reposição dos androgênios diminui a massa de gordura corporal, aumenta a massa corporal magra e força muscular e previne a perda óssea. Os androgênios podem melhorar a função sexual e também exercer efeitos psicotrópicos positivos devido à melhora do humor.
Quando não devo usar este medicamento?
Atesto não deve ser utilizado na presença das condições descritas a seguir. Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico.
- Alergia (hipersensibilidade) ao undecilato de testosterona ou qualquer um dos componentes do produto;
- Presença ou suspeita de câncer androgênio-dependente, de próstata ou da glândula mamária do homem;
- Níveis sanguíneos elevados de cálcio associados a tumores malignos;
- Presença ou história de tumores de fígado;
Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
- Advertências e Precauções Se você é idoso, você pode apresentar maior risco de aumento do tamanho da próstata com o uso de androgênios como undecilato de testosterona. Embora não exista evidência clara de que androgênios realmente promovam câncer da próstata, eles podem intensificar o crescimento de algum câncer de próstata preexistente. Portanto, deve-se excluir a possibilidade de existência de câncer de próstata antes do início do tratamento com medicamentos que contenham testosterona, especialmente em pacientes idosos. Como precaução, recomendam-se exames regulares da próstata.
Se você está em tratamento prolongado com androgênios, você deve ser avaliado periodicamente pelo seu médico em relação aos valores sanguíneos (hemoglobina e hematócrito) para verificar se ocorreu aumento no número de células vermelhas no sangue (policitemia).
Após o uso de substâncias hormonais, tais como a testosterona, observou-se a ocorrência de tumores hepáticos benignos e malignos. Você deve procurar imediatamente um médico quando sentir dores intensas no abdome, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal, pois tumor hepático deve ser considerado no diagnóstico diferencial. Nem todas as sensações diferentes que você venha a sentir na parte superior de seu abdome podem ser consideradas como possível sinal de tumor ou de hemorragia. Entretanto, os transtornos que não desapareçam em curto espaço de tempo, devem ser informados ao médico.
Informe seu médico se você tem ou já teve edema (isto é, retenção de líquido que tenha levado a, por exemplo, inchaço das pernas), por exemplo, em casos de doenças graves no coração, fígado ou rins, pois o tratamento com androgênios pode resultar em aumento da retenção de sódio, que pode piorar a retenção de líquido. O tratamento com o undecilato de testosterona pode causar complicações graves na forma de retenção de água em seu corpo podendo ser acompanhadas por insuficiência cardíaca (congestiva). Informe seu médico imediatamente, se você notar qualquer sinal de retenção de água.
A testosterona pode causar um aumento na pressão sanguínea.
Informe seu médico se você tem ou já teve pressão alta, ou se estiver em tratamento para pressão alta.
Informe seu médico se você tem ou já teve distúrbios hemorrágicos; trombofilia (uma anormalidade da coagulação sanguínea que aumenta o risco de trombose – coágulos sanguíneos nos vasos sanguíneos).
Também informe seu médico se você tem ou já teve apneia do sono (parada involuntária transitória da respiração durante o sono) uma vez que esta pode piorar.
Até o momento não foram realizados ensaios clínicos com o undecilato de testosterona em crianças ou adolescentes com idade inferior a 18 anos.
Em crianças e adolescentes, a testosterona, além de causar desenvolvimento precoce de características sexuais masculinas secundárias (masculinização), pode causar crescimento acelerado, maturação óssea e interrupção do crescimento, desta forma, reduzindo a altura final. A ocorrência de acne deve ser esperada.
Sempre tome este medicamento exatamente como indicado pelo seu médico ou farmacêutico.
O abuso de testosterona, especialmente se você tomar doses muito altas deste medicamento, isoladamente ou em conjunto com outros esteroides androgênicos anabolizantes, pode causar sérios problemas para seu coração e vasos sanguíneos que podem levar à morte, para sua saúde mental e/ou para seu fígado.
Indivíduos que fizeram uso abusivo da testosterona podem se tornar dependentes e podem experimentar sintomas de abstinência quando a dosagem é significativamente alterada ou interrompida abruptamente. Você não deve fazer uso abusivo deste medicamento isoladamente ou em conjunto com outros esteroides androgênicos anabolizantes, pois isto traz sérios riscos à saúde. (vide item 8. Quais os males que este medicamento pode me causar?).
Assim como todas as soluções oleosas, Atesto deve ser injetado exclusivamente por via intramuscular e de forma muito lenta.
Microembolismo pulmonar por soluções oleosas pode, em casos raros, levar a sinais e sintomas como tosse, respiração curta, mal-estar, suor excessivo, dor no peito, tontura, parestesia (sensações subjetivas na pele como, por exemplo, frio, calor, formigamento, perda de sensibilidade) ou desmaio. Essas reações podem ocorrer durante ou imediatamente após a injeção e são reversíveis.
Foram reportadas suspeitas de reações alérgicas graves (reações anafiláticas) após injeção do undecilato de testosterona.
Fertilidade O tratamento com medicamentos contendo altas doses de testosterona pode frequentemente interromper ou reduzir a produção de esperma reversivelmente.
Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas Nenhum efeito foi observado na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas.
Interações medicamentosas Informe a qualquer médico ou dentista que venha a lhe prescrever outro medicamento que você está usando Atesto.
Seu médico poderá precisar ajustar a dose se você estiver utilizando:
- Medicamentos utilizados para o tratamento de nervosismo e problemas do sono (barbitúricos e outros indutores enzimáticos);
- Medicamentos para tratar dor ou inflamação (oxifembutazona);
- Anticoagulantes (anticoagulantes orais, como os derivados da cumarina), uma vez que podem aumentar o risco de sangramento. O seu médico verificará a dose;
- Medicamentos utilizados no tratamento de diabetes. Pode ser necessário ajustar a dose do medicamento utilizado para diminuir o açúcar no sangue. Da mesma forma que outros andrógenos, a testosterona pode aumentar o efeito da insulina.
Informe seu médico se você tem alguma alteração na coagulação sanguínea, pois seu médico deve saber disso antes de decidir pelo uso de Atesto.
Este medicamento pode causar doping.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
O Atesto apresenta-se como uma solução oleosa límpida amarelada, isenta de materiais estranhos.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Instruções de uso/manipulação O conteúdo da ampola deve ser injetado por via intramuscular imediatamente após aberta.
Existe um anel de ruptura colorido, eliminando a necessidade de serrá-la.
Para abrir a ampola, siga os seguintes passos, conforme indicado na Figura 1:
1. Utilize as duas mãos, uma segura a parte inferior da ampola e a outra a parte superior, acima do anel de ruptura;
2. Mantenha a ampola inclinada (aproximadamente 45º);
3. Assegure-se que toda solução da parte superior escoe para parte inferior;
4. Com a ponta dos polegares, faça um apoio no estrangulamento;
5. Com os dedos indicadores, envolva a parte superior da ampola, pressionando-a para trás até abertura da ampola.
Via intramuscular Uma ampola que contém 1000 mg de Atesto será prescrita pelo seu médico a cada 10 a 14 semanas. As injeções administradas com esta frequência mantêm níveis suficientes de testosterona e não levam a níveis sanguíneos de testosterona excessivamente elevados.
A dosagem da testosterona sérica, como uma das formas de monitorização do tratamento, só deve ser realizada após se atingir o estado de equilíbrio, o que usualmente passa a ocorrer a partir da quarta administração do produto.
As injeções devem ser administradas de forma muito lenta. Atesto deve ser administrado exclusivamente por via intramuscular. Deve-se evitar, com especial atenção, a administração dentro de vaso sanguíneo.
Início do tratamento Seu médico avaliará os níveis de testosterona no seu sangue antes do início do tratamento. O intervalo entre a primeira e a segunda injeção pode ser reduzido para 6 semanas. Com este intervalo inicial diminuído, o estado de equilíbrio do nível de testosterona será alcançado rapidamente.
Individualização do tratamento Seu médico avaliará seu nível sanguíneo de testosterona ocasionalmente no final de um intervalo entre as injeções. Níveis séricos abaixo do normal indicarão a necessidade de intervalo menor entre a administração de injeções. No caso de níveis séricos elevados, seu médico pode considerar um aumento do intervalo entre a administração de duas injeções. O intervalo entre a administração das injeções deve sempre permanecer dentro do intervalo recomendado de 10 a 14 semanas.
Informações adicionais para populações especiais:
- Crianças e adolescentes Atesto não é indicado para o uso em crianças e adolescentes e não foi avaliado clinicamente em pacientes masculinos com idade inferior a 18 anos.
- Pacientes idosos (65 anos ou mais) Dados limitados não sugerem a necessidade de ajuste de dose em pacientes idosos.
- Pacientes com disfunção hepática Não foram conduzidos estudos formais em pacientes com disfunção hepática. O uso de Atesto é contraindicado em pacientes com presença ou histórico de tumor hepático.
- Pacientes com disfunção renal Não foram conduzidos estudos formais em pacientes com disfunção renal.
O que pode ocorrer com a interrupção do tratamento com Atesto?
Quando o tratamento com Atesto é interrompido, os sinais e sintomas da deficiência de testosterona podem voltar a ocorrer.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Para que o tratamento seja eficaz, siga rigorosamente os intervalos de injeção indicados por seu médico.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Assim como ocorre com todos os medicamentos, o uso do undecilato de testosterona pode ocasionar reações adversas, embora nem todas as pessoas as tenham.
Se alguma das reações adversas se tornar grave ou se você notar alguma outra reação não listada nesta bula, informe ao seu médico.
As reações adversas relatadas mais frequentemente durante o tratamento com o undecilato de testosterona são acne e dor no local da injeção.
Reações adversas comuns (entre 1 e 10 em cada 100 pacientes):
- Aumento excessivo de células vermelhas no sangue;
- Ganho de peso;
- Fogacho;
- Acne;
- Aumento do antígeno específico da próstata (PSA), problemas de próstata, aumento do tamanho da próstata;
- Diversos tipos de reações no local da injeção, incluindo dor, desconforto, coceira, vermelhidão, hematoma e irritação.
Reações adversas incomuns (entre 1 e 10 a cada 1000 pacientes):
- Aumento de células vermelhas no sangue, concentração aumentada de células vermelhas no sangue, aumento da hemoglobina;
- Reação alérgica;
- Aumento do apetite, alterações sanguíneas (aumento na hemoglobina glicosilada, colesterol ou lipídeos sanguíneos);
- Depressão, desordem emocional, insônia, agitação, agressividade, irritabilidade;
- Dor de cabeça, enxaqueca, tremor;
- Distúrbio cardiovascular, aumento da pressão sanguínea, tontura;
- Bronquite, sinusite, tosse, respiração curta, ronco, problemas na voz;
- Diarreia, náusea;
- Alteração no exame de sangue de função hepática, por exemplo, aumento da substância aspartato aminotransferase;
- Queda de cabelo, reações de pele como vermelhidão, erupção cutânea, erupção cutânea papular (rash papular), coceira ou pele seca;
- Dor nas articulações, dor nas mãos e nos pés, espasmo muscular, tensão muscular, dor muscular, rigidez muscular em geral, aumento da creatina fosfoquinase sanguínea;
- Diminuição do jato urinário, retenção da urina, urgência urinária noturna, distúrbios do trato urinário ou dor ao urinar;
- Proliferação das células da próstata (neoplasia prostática intraepitelial), endurecimento da próstata, inflamação da próstata, distúrbios da próstata, aumento ou diminuição do desejo sexual, dor nos testículos, endurecimento das mamas, dor nas mamas, aumento da mama, aumento do hormônio feminino estradiol, aumento nos níveis de testosterona sanguínea;
- Cansaço, sensação geral de fraqueza, suor excessivo, suores noturnos.
A solução oleosa de undecilato de testosterona pode atingir os pulmões (microembolismo pulmonar de soluções oleosas) o que pode, em casos raros, provocar sinais e sintomas como tosse, respiração curta, mal-estar geral, suor excessivo, dor no peito, tontura, parestesia (sensações subjetivas na pele como, por exemplo, frio, calor, formigamento, perda de sensibilidade) ou desmaio. Essas reações podem ocorrer durante ou imediatamente após a injeção e são reversíveis.
Foram reportadas suspeitas de reações alérgicas graves (reações anafiláticas) após injeção de undecilato de testosterona.
Além das reações adversas mencionadas acima, nervosismo, hostilidade, breves interrupções da respiração durante o sono, reações cutâneas diversas, incluindo caspas e pele oleosa, aumento no crescimento de cabelos, aumento da frequência de ereções e, em casos muito raros, amarelamento da pele e dos olhos (icterícia) foram reportados no tratamento com preparações contendo testosterona.
Terapia com preparações contendo altas doses de testosterona comumente interrompe ou reduz a produção de esperma que, no entanto, retorna ao normal com a descontinuação do tratamento. A terapia de reposição de testosterona para hipogonadismo pode, em casos raros, causar ereções dolorosas persistentes (priapismo).
Administrações de longa duração ou em altas doses de testosterona ocasionalmente aumentam a ocorrência de retenção de água e consequente edema (inchaço devido à retenção de fluidos).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Seu médico irá determinar os intervalos entre a administração das injeções a fim de que seja evitado o aumento dos níveis de testosterona no sangue. No caso de ocorrência acidental de superdose, não é necessária a adoção de qualquer medida terapêutica especial, com exceção de interrupção do tratamento ou redução da dose terapêutica.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Venda sob prescrição com retenção de receita.
Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Registro: 1.0372.0288 Farm. Resp.: Dra. Silmara Souza Carvalho Pinheiro.
CRF-SP n° 37.843 Registrado por: Supera Farma Laboratórios S.A.
Avenida das Nações Unidas, 22532, bloco 1, Vila Almeida – São Paulo – SP.
CNPJ: 43.312.503/0001-05 Indústria Brasileira Produzido por: Eurofarma Laboratórios S.A.
Rod. Pres. Castello Branco, 3.565 - Itapevi - SP.
Comercializado por: Supera RX Medicamentos Ltda.
Pouso Alegre – MG.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em (09/05/2023).
Dados submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas Data do expediente No. expediente Assunto Data do expedien te N° do expediente Assunto Data de aprovação Itens de bula Versões
(vp/vps)
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
Atesto (undecilato de testosterona) Supera Farma Laboratórios S.A Solução injetável estéril 1000 mg
ATESTO undecilato de testosterona
Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência
Apresentação
Solução injetável 1000 mg: embalagem com 1 ou 2 ampolas de 4 mL
Via intramuscular
Uso adulto
Composição
Cada mL contém: undecilato de testosterona...............................................................................................250 mg excipientes q.s.p................................................................................................................1 mL Cada ampola de 4 mL contém 1000 mg de undecilato de testosterona que equivale a 631,5 mg de testosterona.
Excipientes: benzoato de benzila e óleo de rícino.
Indicações
Reposição de testosterona em hipogonadismo masculino primário e secundário.
Resultados de eficácia
A eficácia de undecilato de testosterona, como com qualquer outro tratamento com testosterona para hipogonadismo masculino, foi testada dosando-se os níveis séricos de testosterona durante o tratamento. Em um estudo clínico, de 97 pacientes que receberam a quarta injeção utilizando o intervalo fixo de administração de 12 semanas, 94% apresentaram concentração média de testosterona total sérica (Cavg) dentro da faixa de normalidade, mensurada durante o período de injeção de 12 semanas após a quarta injeção. Com um programa de manutenção individualizado, com injeções administradas a cada 10 a 14 semanas (vide item 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR), esta porcentagem pode ser aumentada.
Características farmacológicas
Farmacodinâmica O undecilato de testosterona é um éster do androgênio testosterona que ocorre naturalmente. A forma ativa, testosterona, é formada pela quebra da cadeia lateral.
A testosterona é o androgênio mais importante no sexo masculino, sintetizado principalmente nos testículos e, em menor proporção, no córtex adrenal.
A testosterona é responsável pela expressão das características masculinas durante o desenvolvimento fetal, início da infância e puberdade e, posteriormente, para manutenção do fenótipo masculino e funções androgênio-dependentes (por exemplo, espermatogênese, glândulas sexuais secundárias).
A secreção insuficiente de testosterona resulta em hipogonadismo masculino caracterizado por baixas concentrações séricas de testosterona. Os sinais e sintomas associados ao hipogonadismo masculino incluem, mas não se limitam a, disfunção erétil e diminuição da libido, fadiga, depressão, assim como ausência das características sexuais secundárias, seu desenvolvimento incompleto, ou sua regressão, aumento do risco de osteoporose, aumento de gordura visceral e diminuição da massa corporal magra e força muscular. Androgênios exógenos são administrados para melhorar os níveis deficientes de testosterona endógena e os sinais e sintomas relacionados.
Dependendo do órgão-alvo, o espectro de atividade da testosterona é principalmente androgênico (por exemplo, próstata, vesículas seminais, epidídimo) ou anabólico (proteínas) nos músculos, ossos, rins, fígado e na hematopoiese.
Os efeitos da testosterona em alguns órgãos se manifestam após conversão periférica da testosterona a estradiol, que então se liga aos receptores de estrogênio no núcleo de células-alvo, como por exemplo, da hipófise, do tecido adiposo, do cérebro, dos ossos e das células testiculares de Leydig.
Em homens com hipogonadismo, os androgênios diminuem a massa de gordura corporal, aumentam a massa corporal magra e força muscular e previnem a perda óssea. Os androgênios podem melhorar a função sexual e também exercer efeitos psicotrópicos positivos devido à melhora do humor.
Farmacocinética
- Absorção:
O undecilato de testosterona é uma solução de depósito, administrada por via intramuscular e, desta forma, evita o metabolismo de primeira passagem. Após a administração intramuscular do undecilato de testosterona, na forma de solução oleosa, a substância ativa é gradualmente liberada a partir do depósito e é quase que completamente metabolizada por estearases séricas, formando testosterona e ácido undecanoico. No dia subsequente à administração, já se pode verificar o aumento dos níveis séricos de testosterona, acima dos valores basais anteriores ao tratamento.
- Distribuição:
Em dois estudos independentes, a média das concentrações máximas de testosterona de 24 e 45 nmol/L foram obtidas em cerca de 14 e 7 dias, respectivamente, após administração intramuscular única de 1000 mg de undecilato de testosterona em homens com hipogonadismo. Os níveis pós-pico de testosterona diminuíram com meia-vida estimada de cerca de 53 dias.
Aproximadamente 98% da testosterona sérica circulante nos homens encontra-se ligada a SHBG e albumina.
Apenas a fração livre da testosterona é considerada como biologicamente ativa. Após infusão intravenosa de testosterona em homens idosos, determinou-se volume aparente de distribuição de aproximadamente 1,0 L/kg.
- Metabolismo / Biotransformação:
A testosterona, que é gerada pela clivagem do éster undecilato de testosterona, é metabolizada e excretada da mesma forma que a testosterona endógena. O ácido undecanoico é metabolizado por beta-oxidação, da mesma forma que outros ácidos carboxílicos alifáticos.
- Eliminação / Excreção:
A testosterona passa por extensivo metabolismo hepático e extra-hepático. Após administração de testosterona marcada radioativamente, cerca de 90% da radioatividade aparece na urina como conjugados de ácidos glicurônico e sulfúrico e 6% aparece nas fezes após circulação êntero-hepática. Metabólitos presentes na urina incluem androsterona e etiocolanolona.
- Condições no estado de equilíbrio:
Após injeções intramusculares repetidas de 1000 mg de undecilato de testosterona administradas em homens portadores de hipogonadismo, usando intervalo de 10 semanas entre duas administrações, obteve-se a condição de estado de equilíbrio entre a terceira e a quinta administração. Valores médios de Cmáx e Cmín de testosterona no estado de equilíbrio foram cerca de 42 e 17 nmol/L, respectivamente.
Os níveis séricos pós-pico de testosterona diminuíram com uma meia-vida de cerca de 90 dias, que corresponde à taxa de liberação a partir do depósito.
Dados de segurança pré-clínicos Toxicidade Sistêmica
- Toxicidade aguda Como ocorre com hormônios esteroides em geral, a toxicidade aguda da testosterona é muito baixa.
- Toxicidade crônica Durante estudos de toxicidade sistêmica em espécies de roedores ou não roedores, não foi observado nenhum efeito que possa indicar risco inesperado para o homem, após administração repetida de undecilato ou do éster de enantato de testosterona.
- Potencial mutagênico e tumorigênico Investigações in vivo e in vitro de efeitos mutagênicos do undecilato de testosterona bem como de estudos somente com testosterona, não indicaram potencial mutagênico.
Estudos em roedores indicaram um efeito da testosterona ou de seus ésteres em promover o desenvolvimento de tumores hormônio-dependente. Em geral, deve-se considerar que esteroides sexuais podem promover o crescimento de determinados tumores e tecidos hormônio-dependente.
- Toxicidade reprodutiva Estudos de fertilidade em roedores e primatas demonstraram que o tratamento com testosterona pode prejudicar a fertilidade pela supressão da espermatogênese de forma dose-dependente. Além disso, nenhum efeito de letalidade embrionária ou teratogênico foi observado na prole de ratos machos tratados com testosterona. A administração de undecilato de testosterona pode causar virilização de fetos femininos em determinados estágios de desenvolvimento. No entanto, as investigações em efeitos de toxicidade embrionária, em particular nos teratogênicos, demonstraram a não indicação de prejuízos futuros no desenvolvimento de órgãos.
- Tolerância local e potencial de sensibilização por contato Um estudo de tolerabilidade local em porcos, realizado após administração intramuscular, mostrou que undecilato de testosterona não aumenta os efeitos de irritação já causados pelo solvente.
Contraindicações
Carcinomas androgênio-dependentes de próstata ou de glândula mamária do homem.
Hipercalcemia que acompanha tumores malignos.
Tumores hepáticos atuais ou prévios.
Hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um de seus excipientes.
O uso de undecilato de testosterona é contraindicado em mulheres.
Este medicamento é contraindicado para uso por mulheres.
Advertências e precauções
Pacientes idosos tratados com androgênios podem apresentar risco mais elevado de desenvolvimento de hiperplasia prostática. Embora não existam indicações claras de que os androgênios realmente promovam carcinoma prostático, eles podem intensificar o crescimento de algum carcinoma prostático existente. Portanto, deve-se excluir a possibilidade de existência de câncer de próstata antes do início do tratamento com medicamentos que contenham testosterona, especialmente em pacientes idosos. Como precaução, recomendam-se exames regulares da próstata.
Hemoglobina e hematócrito devem ser verificados periodicamente em pacientes que estejam em tratamento prolongado com androgênios para detectar casos de policitemia (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS).
Como regra geral, o risco de hemorragia pelo uso de injeções intramusculares em pacientes com distúrbios hemorrágicos adquiridos ou congênitos deve ser sempre levado em consideração. A testosterona e os seus derivados têm sido associados com aumento da atividade dos anticoagulantes orais derivados da cumarina (vide item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS).
A testosterona deve ser utilizada com cautela em pacientes com trombofilia, uma vez que existem estudos pós-comercialização e relatos de eventos trombóticos nestes pacientes durante a terapia com testosterona.
Casos de tumores hepáticos benignos e malignos têm sido observados em pacientes que utilizam substâncias hormonais, como produtos androgênicos. Se ocorrer dor intensa no abdome superior, aumento do tamanho do fígado ou sinais de hemorragia intra-abdominal em homens que utilizam undecilato de testosterona, a possibilidade de um tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial.
Deve-se ter cautela em pacientes predispostos a edema, por exemplo, em casos graves de insuficiência cardíaca, hepática ou renal ou doença cardíaca isquêmica, pois o tratamento com andrógenos pode resultar no aumento da retenção de sódio e água. Em caso de complicações graves caracterizadas por edema com ou sem presença de insuficiência cardíaca congestiva, o tratamento deve ser interrompido imediatamente (vide item 9. REAÇÕES
Adversas).
A testosterona pode causar aumento da pressão arterial e undecilato de testosterona deve ser utilizado com cautela em homens com hipertensão.
Até o momento não foram realizados estudos clínicos com o undecilato de testosterona em crianças ou adolescentes com idade inferior a 18 anos.
Em crianças, a testosterona, além de promover masculinização, pode causar crescimento acelerado, maturação óssea e fechamento prematuro da epífise, desta forma, reduzindo a altura final. Pode ocorrer o aparecimento de acne vulgar.
Apneia do sono preexistente pode ser potencializada.
A testosterona tem sido sujeita a abuso, tipicamente em doses mais altas do que as recomendadas para a(s) indicação(ões) aprovada(s) e em combinação com outros esteroides androgênicos anabolizantes.
O abuso de testosterona pode resultar em dependência e sintomas de abstinência após redução significativa da dose ou interrupção abrupta do uso.
O abuso de testosterona concomitantemente com outros esteroides androgênicos anabolizantes pode levar a reações adversas graves, incluindo: eventos cardiovasculares (com desfechos fatais em alguns casos), eventos hepáticos e/ou psiquiátricos.
Assim como todas as soluções oleosas, undecilato de testosterona deve ser injetado exclusivamente por via intramuscular e de forma muito lenta.
Microembolismo pulmonar por soluções oleosas pode, em casos raros, levar a sinais e sintomas como tosse, dispneia, mal-estar, hiperidrose, dor no tórax, tontura, parestesia ou síncope. Estas reações podem ocorrer durante ou imediatamente após a injeção e são reversíveis. O tratamento é, geralmente, de suporte como, por exemplo, pela administração de oxigênio suplementar.
Foram relatadas suspeitas de reações anafiláticas após injeção de undecilato de testosterona.
Fertilidade A terapia de reposição com testosterona pode reduzir reversivelmente a espermatogênese (vide itens 9.
REAÇÕES ADVERSAS e “Dados de segurança pré-clínicos”).
Efeitos na habilidade de dirigir veículos ou operar máquinas Nenhum efeito foi observado.
Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas
Fármacos que afetam a testosterona
- Barbituratos e outros indutores enzimáticos Podem ocorrer interações com fármacos que induzem enzimas microssomais, o que pode resultar no aumento da depuração da testosterona.
Efeitos dos androgênios em outros fármacos
- Oxifembutazona Foi observado aumento de níveis séricos de oxifembutazona.
- Anticoagulantes orais Há relatos de que a testosterona e seus derivados aumentam a atividade de anticoagulantes orais derivados da cumarina, levando à possível necessidade de ajuste da dose. Independentemente deste fato, o risco de sangramento devido ao uso de injeções intramusculares em pacientes com distúrbios hemorrágicos adquiridos ou congênitos deve ser sempre levado em consideração como uma regra geral.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C).
O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem do produto.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
O Atesto apresenta-se como uma solução oleosa límpida amarelada, isenta de materiais estranhos.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Via intramuscular Instruções de uso/manipulação O conteúdo da ampola deve ser injetado por via intramuscular imediatamente após aberta.
Existe um anel de ruptura colorido, eliminando a necessidade de serrá-la.
Para abrir a ampola, siga os seguintes passos, conforme indicado na Figura 1:
1. Utilize as duas mãos, uma segura a parte inferior da ampola e a outra a parte superior, acima do anel de ruptura;
2. Mantenha a ampola inclinada (aproximadamente 45º);
3. Assegure-se que toda solução da parte superior escoe para parte inferior;
4. Com a ponta dos polegares, faça um apoio no estrangulamento;
5. Com os dedos indicadores, envolva a parte superior da ampola, pressionando-a para trás até abertura da ampola.
Método de administração Solução para injeção.
Regime de dose Uma ampola corresponde a 1000 mg de undecilato de testosterona.
Deve ser administrado a cada 10 a 14 semanas. Injeções administradas com esta frequência são capazes de manter níveis suficientes de testosterona, sem levar ao acúmulo.
A dosagem da testosterona sérica, como uma das formas de monitorização do tratamento, só deve ser realizada após se atingir o estado de equilíbrio, o que usualmente passa a ocorrer a partir da quarta administração do produto.
As injeções devem ser administradas muito lentamente. O undecilato de testosterona deve ser administrado exclusivamente por via intramuscular. Deve-se adotar precaução especial para evitar injeção intravasal (vide item “Instruções de uso/Manipulação” para evitar ferimento quando a ampola for aberta).
Início do tratamento Antes do início do tratamento, os níveis séricos de testosterona devem ser dosados. O intervalo entre a primeira e a segunda injeção pode ser reduzido a um mínimo de 6 semanas. Com esta dose, os níveis do estado de equilíbrio são alcançados rapidamente.
Individualização do tratamento É aconselhável medir os níveis séricos de testosterona, ocasionalmente, no final de um intervalo entre as injeções. Níveis séricos inferiores aos valores considerados normais indicam necessidade de um intervalo menor entre as injeções. No caso de níveis séricos elevados, deve-se considerar um aumento do intervalo entre a administração de duas injeções. O intervalo entre a administração das injeções deve permanecer dentro da faixa recomendada de 10 a 14 semanas.
Informações adicionais para populações especiais
- Pacientes pediátricos O undecilato de testosterona não é indicado para o uso em crianças e adolescentes e não foi avaliado clinicamente em pacientes masculinos com idade inferior a 18 anos (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E
Precauções).
- Pacientes idosos Dados limitados não sugerem a necessidade de ajuste de dose em pacientes idosos (vide item 5.
Advertências e precauções).
- Pacientes com disfunção hepática Não foram conduzidos estudos formais em pacientes com disfunção hepática. O uso de undecilato de testosterona é contraindicado em pacientes com presença ou histórico de tumor hepático (vide item 4.
Contraindicações).
- Pacientes com disfunção renal Não foram conduzidos estudos formais em pacientes com disfunção renal.
Reações adversas
Resumo do perfil de segurança Em relação às reações adversas associadas ao uso de androgênios, vide também o item 5. ADVERTÊNCIAS E
Precauções.
As reações adversas mais frequentemente reportadas durante o tratamento com undecilato de testosterona são acne e dor no local da injeção.
A Tabela 1 abaixo mostra as reações adversas classificadas por sistema corpóreo MedDRA (MedDRA SOCs, versão 10.1)* reportadas com undecilato de testosterona. As frequências são baseadas em dados de estudos clínicos e definidas como comum (≥ 1/100 a <1/10) e incomum (≥ 1/1000 a <1/100). As reações adversas foram reportadas em 6 estudos clínicos (n=422) e consideradas ao menos como de possível causalidade relacionada ao undecilato de testosterona.
- Lista tabulada das reações adversas Tabela 1. Frequência relativa categorizada de homens com reações adversas classificadas por sistema corpóreo MedDRA, baseado nos dados agrupados de 6 estudos clínicos, n=422 (100%)** Classificação por sistema corpóreo Comum Incomum Distúrbios sanguíneos e do sistema linfático Policitemia Aumento do hematócrito Aumento da contagem de células vermelhas no sangue Aumento da hemoglobina Distúrbios imunológicos Hipersensibilidade Distúrbios metabólicos e nutricionais Aumento de peso corpóreo Aumento do apetite Aumento da hemoglobina glicosilada Hipercolesterolemia Aumento de triglicérides sanguíneos Aumento do colesterol sanguíneo Distúrbios psiquiátricos Depressão Distúrbio emocional Insônia Agitação Agressividade Irritabilidade Distúrbios no sistema nervoso Cefaleia Enxaqueca Tremor Distúrbios vasculares Fogacho Distúrbio cardiovascular Hipertensão Aumento da pressão sanguínea Tontura Distúrbio respiratório, torácico e mediastínico Bronquite Sinusite Tosse Dispneia Ronco Disfonia Distúrbios gastrintestinais Diarreia Náusea Distúrbios hepatobiliares Teste de função hepática alterado Aumento de aspartato aminotransferase Distúrbios cutâneos e nos tecidos subcutâneos Acne Alopecia Eritema Erupção cutânea Rash papular Prurido Pele seca Distúrbios no sistema músculoesquelético e nos tecidos conectivos Artralgia Dor nas extremidades Espasmo muscular Tensão muscular Mialgia Rigidez músculoesquelética Aumento da creatina fosfoquinase sanguínea Distúrbio renal e urinário Diminuição do fluxo urinário Retenção urinária Distúrbio do trato urinário Noctúria Disúria Distúrbios no sistema reprodutivo e nas mamas Aumento do antígeno específico da próstata (PSA) Exame anormal da próstata Hiperplasia prostática benigna Neoplasia prostática intraepitelial Endurecimento prostático Prostatite Distúrbio prostático Aumento ou diminuição da libido Dor testicular Endurecimento das mamas Dor nas mamas Ginecomastia Aumento do estradiol Aumento da testosterona livre sanguínea Aumento da testosterona sanguínea Distúrbios gerais e condições no local de administração Diversos tipos de reações no local da injeção*** Fadiga Astenia Hiperidrose Sudorese noturna *Foram listados os termos MedDRA (versão 10.1) mais apropriados para descrever as reações adversas.
Sinônimos ou condições relacionadas não foram listados, mas devem ser considerados.
**n=302 homens com hipogonadismo tratados com injeções intramusculares de 4 mL e n=120 tratados com injeções intramusculares de 3 mL de undecilato de testosterona 250 mg/mL.
***Diversos tipos de reações no local da injeção: dor, desconforto, prurido, eritema, hematoma, irritação e reação no local da injeção.
Descrição das reações adversas selecionadas Microembolismo pulmonar devido a soluções oleosas pode, em casos raros, levar a sinais e sintomas como tosse, dispneia, mal-estar, hiperidrose, dor no tórax, tontura, parestesia ou síncope. Estas reações podem ocorrer durante ou imediatamente após a injeção e são reversíveis. Casos suspeitos de apresentar microembolismo pulmonar devido a soluções oleosas foram raramente relatados em estudos clínicos (em ≥ 1/10.000 e < 1/1.000 injeções), bem como na experiência pós-comercialização (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
Foram relatadas suspeitas de reações anafiláticas após injeção de undecilato de testosterona.
Além das reações adversas mencionadas acima, nervosismo, hostilidade, apneia do sono, várias reações cutâneas, incluindo seborreia, crescimento capilar aumentado, aumento da frequência de ereções e, em casos muito raros, icterícia foram reportados no tratamento com preparações contendo testosterona.
Terapia com preparações com altas doses de testosterona comumente interrompe ou reduz reversivelmente a espermatogênese, assim reduzindo o tamanho dos testículos; terapia de reposição de testosterona para hipogonadismo pode, em casos raros, causar ereções dolorosas persistentes (priapismo). As administrações de longa duração ou em altas doses de testosterona ocasionalmente aumentam a ocorrência de retenção de água e edema.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Após ocorrência de superdose não é necessário adotar nenhuma medida terapêutica especial além da interrupção do tratamento ou redução da dose terapêutica.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Venda sob prescrição com retenção de receita.
Nº do lote, data de fabricação e data de validade: vide cartucho.
Registro: 1.0372.0288 Farm. Resp.: Dra. Silmara Souza Carvalho Pinheiro.
CRF-SP n° 37.843 Registrado por: Supera Farma Laboratórios S.A.
Avenida das Nações Unidas, 22532, bloco 1, Vila Almeida – São Paulo – SP.
CNPJ: 43.312.503/0001-05 Indústria Brasileira Produzido por: Eurofarma Laboratórios S.A.
Rod. Pres. Castello Branco, 3.565 - Itapevi - SP.
Comercializado por: Supera RX Medicamentos Ltda.
Pouso Alegre - MG.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em (09/05/2023).
Dados submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera a bula Dados das alterações de bulas Data do expediente No. expediente Assunto Data do expediente N° do expediente Assunto Data de aprovação Itens de bula Versões
(vp/vps)
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 250 MG/ML SOL INJ IM CT AMP VD AMB X 4 ML | Tarja vermelha | 7899420507076 | R$ 554,64 |
| 250 MG/ML SOL INJ IM CT 2 AMP VD AMB X 4 ML | Tarja vermelha | 7899420508707 | R$ 1.109,28 |