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Bulas de Remédios
Biológico Tarja vermelha

Dysport

Toxina botulínica a · Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoToxina botulínica a
FabricanteBeaufour Ipsen Farmacêutica Ltda
Registro MS1.6977.0001
Classe terapêuticaAgente paralisante neuromuscular
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 1.798,70
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Dysport

Fonte: bula do fabricante (Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 25/06/2024 · conferida em 26/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

Modelo de Texto de Bula para Pacientes

DYSPORT® (toxina botulínica A) Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda.

Pó liofilizado para solução injetável 300 U 500 U

DYSPORT ® toxina botulínica A RESERVADO PARA USO HOSPITALAR OU CLÍNICA MÉDICA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

DYSPORT ® somente deverá ser aplicado por especialistas experientes que tenham recebido orientação e treinamento para sua aplicação.

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Apresentações

Pó liofilizado para solução injetável 300 U. Embalagem contendo 1 frasco-ampola.

Pó liofilizado para solução injetável 500 U. Embalagem contendo 1 frasco-ampola.

Uso intramuscular ou subcutâneo

Uso adulto e pediátrico acima de 2 anos de idade

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Composição

Cada frasco-ampola de DYSPORT ® 300 U contém: toxina botulínica A ............................................. 300 U* (Complexo toxina-hemaglutinina tipo A de Clostridium botulinum) Excipientes: solução de albumina humana 20% e lactose.

Cada frasco-ampola de DYSPORT ® 500 U contém: toxina botulínica A ............................................. 500 U* (Complexo toxina-hemaglutinina tipo A de Clostridium botulinum) Excipientes: solução de albumina humana 20% e lactose.

*As doses foram definidas em unidades Speywood. Uma unidade (U) é definida como a dose letal intraperitoneal média (DL50) em camundongos.

ATENÇÃO: As unidades de DYSPORT ® (unidades Speywood) são específicas para a preparação e não são intercambiáveis com outras preparações de toxina botulínica A.

01

Para que este medicamento é indicado?

O medicamento está indicado para o tratamento de contração involuntária espasmódica da pálpebra (blefarospasmo), contrações intensas de origem neurológica dos músculos do pescoço e dos ombros, torcicolo espasmódico (distonia cervical), espasmo de um dos lados da face (hemifacial), contrações espasmódicas do músculo (espasticidade muscular), linhas faciais hiperfuncionais (rugas) e suor excessivo (hiperidrose) palmar e axilar em adultos.

DYSPORT ® (toxina botulínica A) é também indicado, em pacientes pediátricos portadores de paralisia cerebral, para o tratamento da espasticidade na deformidade do pé equino dinâmico em pacientes com capacidade de deambulação e da espasticidade de membros superiores. Pode ser aplicado em pacientes a partir de dois anos de idade apenas em centros hospitalares especializados, com equipe apropriadamente treinada.

DYSPORT ® também é indicado para o tratamento da incontinência urinária (perda involuntária da urina) em adultos com hiperatividade neurogênica do detrusor (contrações involuntárias do músculo da bexiga) devido a lesão da medula espinhal (traumática ou não traumática) ou esclerose múltipla, que realizam regularmente cateterismo intermitente limpo (técnica utilizada para esvaziar a bexiga introduzindo uma sonda pela uretra).

02

Como este medicamento funciona?

DYSPORT ® é uma toxina botulínica A purificada, produzida pela bactéria Clostridium botulinum. A toxina botulínica é um agente bloqueador neuromuscular, o que significa que causa paralisia do músculo na qual é injetada porque impede a liberação de uma substância (a acetilcolina) importante para o funcionamento dos nervos motores terminais.

Sem a ação do nervo, ocorre uma redução temporária da atividade muscular; o músculo se recupera quando o nervo se regenera. No caso de secreção excessiva de suor (hiperidrose), a toxina reduz a produção de suor pelo bloqueio das fibras nervosas que controlam as glândulas sudoríparas (que produzem o suor).

Na maior parte dos casos, um efeito significativo do tratamento tem início 7 a 14 dias após a injeção da toxina botulínica; observa-se um efeito máximo dentro de 1 mês, os quais persistem por cerca de 3 a 4 meses. Após injeções repetidas, o tempo de duração dos efeitos pode tornar-se menor, especialmente se o organismo desenvolver anticorpos para a toxina botulínica.

03

Quando não devo usar este medicamento?

  • Contraindicações

DYSPORT ® (toxina botulínica A) está contraindicado para pacientes com hipersensibilidade conhecida à toxina botulínica ou a qualquer outro componente da formulação e também para pacientes com infecção do trato urinário no momento do tratamento da incontinência urinária devido à hiperatividade neurogênica do detrusor.

DYSPORT ® também é contraindicado em caso de infecção no local da aplicação.

Este medicamento é contraindicado para menores de 2 anos de idade.

Categoria C de risco na gravidez - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

  • Precauções/Advertências

DYSPORT ® (toxina botulínica A) somente deverá ser aplicado por especialistas experientes, que tenham recebido orientação e treinamento na aplicação do medicamento.

Antes da aplicação da toxina botulínica, informe ao seu médico sobre quaisquer tipos de alergias que você apresente e sobre quaisquer problemas médicos que esteja apresentando ou tenha apresentado, como miastenia gravis ou similar, esclerose lateral amiotrófica ou doença cardíaca, porque poderá ser necessário um ajuste da dose ou a realização de testes especiais para garantir o uso seguro da medicação.

As doses e a frequência de administração recomendadas para o DYSPORT ® não se devem ser excedidas. Doses demasiado frequentes ou excessivas podem provocar resistência ao tratamento como resultado da formação de anticorpos.

Não há diferenças identificadas na resposta entre pacientes idosos e pacientes adultos jovens. Em geral, pacientes idosos devem ser avisados para avaliar sua tolerabilidade ao DYSPORT ®, devido à maior frequência de doença concomitante e outros tratamentos medicamentosos.

Como acontece com qualquer tratamento que tenha o potencial de permitir que pacientes anteriormente sedentários retomem a sua atividade, o paciente sedentário deve ser avisado de que deve retomar suas atividades de forma gradual e cuidadosa após a administração de DYSPORT ® (toxina botulínica A).

DYSPORT ® deve ser administrado com cautela a pacientes com conhecidos problemas de deglutição ou respiração, pois estes problemas podem piorar se a toxina atingir os músculos relevantes. Caso surjam problemas de deglutição, da fala ou da respiração, deve -se procurar assistência médica imediata.

Foram relatados casos de secura nos olhos com o uso de DYSPORT ® no tratamento de linhas glabelares e latero-cantais, blefarospasmo e espasmo hemifacial. Pode ocorrer produção reduzida de lágrimas, piscar reduzido e distúrbio da córnea com o uso de toxinas botulínicas, incluindo DYSPORT ®.

Para o tratamento da espasticidade de membro superior e/ou inferior da paralisia cerebral em crianças, DYSPORT ® somente deve ser usado em crianças acima de 2 anos de idade.

DYSPORT ® deve ser usado com cautela em tratamento de pacientes adultos, especialmente pacientes idosos, com espasticidade focal afetando os membros inferiores, e que podem apresentar um risco aumentado de quedas.

Como com toda injeção intramuscular, DYSPORT ® somente deve ser usado quando estritamente necessário em pacientes com períodos prolongados de sangramento ou inflamação no suposto local de inje ção.

Deve-se ter cautela quando DYSPORT® for utilizado em músculos que apresentam fraqueza ou atrofia excessiva.

Caso você necessite ser submetid o a uma cirurgia, informe ao seu médico que você recebeu injeção de toxina botulínica.

O paciente pode apresent ar uma reação reflexa descontrolada do seu corpo (disreflexia autonômica, com sintomas como transpiração em excesso, dor de cabeça latejante, aumento da pressão sanguínea ou aumento da frequência cardíaca) no momento da injeção na bexiga para tratar a inco ntinência urinária, devido ao procedimento pelo qual a injeção será administrada.

Todos os frascos, incluindo aqueles com prazo de validade vencido e os materiais utilizados para administração, devem ser cuidadosamente descartados como todos os detritos de origem médica.

  • Gravidez Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, sem orientação médica ou do cirurgião -dentista.

Categoria de risco C . Como não existem dados sobre a segurança do seu uso em mulheres grávidas ou que estejam amamentando, DYSPORT ® (toxina botulínica A) somente deverá ser administrado a gestantes se for estritamente indispensável.

  • Amamentação Não existem dados disponíveis sobre a excreção de DYSPORT ® (toxina botulínica A) pelo leite humano; assim devem ser tomadas as devidas precauções quando o medicamento for administrado a mulheres que estejam amamentando.

O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

  • Fertilidade Não existem dados clínicos sobre a utilização DYSPORT® e seu efeito na fertilidade . Não há evidência d e efeito direto de DYSPORT ® na fertilidade em estudos com animais.
  • Uso Pediátrico A dose, a eficácia e a segurança do uso de DYSPORT ® (toxina botulínica A) em crianças menores de 2 anos de idade ainda não foram bem estabelecidas.

DYSPORT ® (toxina botulínica A) é indicado, em pacientes pediátricos acima de 2 anos portadores de paralisia cerebral, para o tratamento da espasticidade na deformidade do pé equino dinâmico em pacientes com capacidade de deambulação e da espasticidade de membros superiores. Deve ser aplicado apenas em centros hospitalares especializados, com equipe apropriadamente treinada.

A segurança e eficácia do tratamento com DYSPORT ® (toxina botulínica A) do torcicolo espasmódico, blefarospasmo, espasmo hemifacial, linhas faciais hiperfuncionais e hiperidrose em crianças não foram estabelecidas.

  • Posso dirigir ou operar máquinas após a administração de DYSPORT ®?

Existe um risco potencial de fraqueza muscular ou distúrbios visuais que, se ocorrer, pode temporariamente prejudicar a capacidade de dirigir ou de operar máquinas.

  • Interações medicamentosas O efeito da toxina botulínica pode ser potencializado por fármacos que afetam a transmissão neuromuscular. Os pacientes que fazem uso dessas substâncias devem ser cuidadosamente observados quando utilizarem DYSPORT ® (toxina botulínica A).
  • Interação com exames laboratoriais Até o momento, não há dados sobre a ocorrência de interferência do uso de DYSPORT ® em exames laboratoriais.
  • Interação com alimentos A alimentação não interfere com os efeitos de DYSPORT ® (toxina botulínica A).

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Cuidados de conservação: Armazenar entre +2°C e +8°C. Armazenar em geladeira. Não congelar. Após preparo, manter sob refrigeração por até 24 horas.

Uma vez que o produto não contém um agente antimicrobiano, sob o ponto de vista microbiológico é recomendado que o produto seja usado imediatamente após a reconstituição. Entretanto, após o preparo, se mantido sob refrigeração (entre +2°C e +8°C), o produto mantém sua estabilidade por até 24 horas. O medicamento reconstituído não deve ser congelado. Recomenda-se que o batoque do frasco de DYSPORT ® seja perfurado apenas uma vez, pois este componente não foi projetado para penetrações repetidas da agulha.

Prazo de validade: 24 meses contados a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas: DYSPORT ® é apresentado como um pó liofilizado branco para reconstituição, cujos grânulos são sólidos, uniformes e sem corpos estranhos. Após reconstituição com solução salina 0,9% (soro fisiológico) obtém-se um líquido claro e incolor.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

O frasco-ampola de DYSPORT ® não contém vácuo, apenas um gradiente diferencial de pressão mínimo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

As doses recomendadas são exclusivas para dysport

® (toxina botulínica a) e não são

Intercambiáveis com outras preparações contendo toxina botulínica.

  • Posologia

DYSPORT ® (toxina botulínica A) é para uso intramuscular, subcutâneo ou intradérmica, conforme a indicação terapêutica e somente deverá ser aplicado por especialistas experientes, que tenham recebido orientação e treinamento na aplicação do medicamento.

A dose de DYSPORT ® (toxina botulínica A) a ser utilizada depende do paciente, da indicação, da localização e da extensão do comprometimento dos músculos envolvidos.

Ainda não foram estabelecidos os níveis ideais das doses nem o número adequado de locais de injeção por músculo.

O esquema posológico deve ser individualizado e definido pelo médico , com ajuste individual das doses mais adequadas.

O uso de DYSPORT ® (toxina botulínica A) em idosos não necessita redução das doses preconizadas para os demais adultos. Em idosos com massa muscular reduzida é recomendável redução da dose.

O início de ação da toxina botulínica A depende de vários fatores, como , por exemplo, o tamanho e extensão dos músculos, além de técnicas de injeção. De maneira geral, pode -se dizer que em múscul os menores, como os da região facial, o início do efeito pode ser observado em 1 a 3 dias após a aplicação. Em músculos maiores, o início do efeito pode ser observado em 5 a 7 dias após a aplicação. Uma vez alcançado o nível máximo, os efeitos do medicamento declinarão gradativamente.

A duração do tratamento dependerá de cada caso clínico, mas geralmente são feitas aplicações únicas, que poderão ser repetidas a intervalos de tempo determinados pelo médico.

  • Como usar Este medicamento somente deverá ser aplicado por especialistas experientes, que tenham recebido orientação e treinamento na aplicação do medicamento. A diluição do pó liófilo deverá ser feita pelo próprio médico de acordo com as necessidades do caso clínico.

Seu médico injetará a dose mais adequada ao caso clínico e deverá informar com que frequência poderá ser repetida.

As aplicações serão feitas da seguinte forma:

  • Para os transtornos do pescoço, as injeções são feitas no músculo do pescoço no lado afetado;
  • Para os transtornos dos olhos, a aplicação é feita na pálpebra ou em um músculo ao redor do olho;
  • Para os transtornos da bexiga, a aplicação é feita no músculo da bexiga com o auxílio de um citoscópio (aparelho constituído por um tubo, geralmente flexível, que é inserido na uretra sob anestesia local)
  • Para o suor excessivo, poderão ser feitas até 15 injeções de uma vez nas suas axilas;
  • Para as rugas (“pés de galinha”), a aplicação é feita ao longo das sobrancelhas.
  • Instruções para o uso/manipulação Imediatamente após o tratamento do paciente, qualquer resíduo de DYSPORT ® (toxina botulínica A) que pode estar presente no frasco ou na seringa deve ser inativado com solução de hipoclorito diluído (1% de cloro disponível).

Então, todos os itens devem ser descartados de acordo com práticas hospitalares padronizadas.

O derramamento ou extravasamento de DYSPORT ® (toxina botulínica A) deve ser limpo com um tecido absorvente embebido em solução de hipoclorito de sódio diluído.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Como a toxina botulínica tem um efeito temporário e é administrado com amplos intervalos de tempo, o esquecimento de uma dose não será prejudicial.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

A ocorrência de eventos adversos apresenta relação com o quadro clínico tratado. De um modo geral, a maioria dos eventos adversos é de intensidade leve a moderada e transitória, podendo levar até duas semanas para a resolução. Os parâmetros de frequência das reações adversas para cada indicação são definidos como:

Frequência Parâmetros ≥ 1/10 (≥ 10%) Muito comum ≥ 1/100, < 1/10 (≥ 1% e <10%) Comum (frequente) ≥ 1/1000, < 1/100 (≥ 0,1% e <1%) Incomum (infrequente) ≥ 1/10.000, < 1/1.000 (≥ 0,01% e < 0,1%) Rara < 1/10.000 (< 0,01%) Muito rara Desconhecida Não é possível estimar a partir dos dados disponíveis As reações muito comuns e comuns compreendem:

  • Reações no local da injeção, tais como dor/hematoma, ardor, coceira, inchaço
  • Dor de cabeça
  • Fraqueza e/ou dor muscular, dor nas extremidades
  • Contrações musculares
  • Rigidez musculoesquelética
  • Fadiga
  • Secura da boca
  • Secura dos olhos
  • Paralisia facial
  • Tontura e/ou quedas
  • Marcha anormal
  • Sudorese
  • Dificuldade de engolir, falar ou respirar
  • Queda (ptose) das pálpebras
  • Inchaço palpebral
  • Visão dupla, visão turva, acuidade visual reduzida, fadiga ocular
  • Lacrimejamento ou secura dos olhos
  • Sintomas como os da gripe
  • Infecção urinária
  • Bacteriúria (presença de bactéria na urina)
  • Hematúria (presença de sangue na urina)
  • Disfunção erétil, também conhecida como impotência
  • Constipação As reações incomuns e raras compreendem:
  • Sistema Nervoso – atrofia muscular, paralisia facial, amiotrofia neurálgica (dor intensa e fraqueza no ombro e/ou braço)
  • Musculares – atrofia muscular, distúrbio mandibular, astenia
  • Gastrointestinais – náusea, dificuldade de deglutir
  • Oculares – paralisia dos músculos oculares, distúrbio no movimento ocular
  • Pele – erupções cutâneas, prurido
  • Imunológicas – hipersensibilidade
  • Sistema renal – incontinência urinária As reações com frequência desconhecida compreendem:
  • Sistema nervoso - diminuição de sensibilidade Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Como DYSPORT ® (toxina botulínica A) deve ser aplicado por profissional de saúde treinado na administração do produto, é pouco provável que ocorra a administração de doses excessivas. No entanto, se isto ocorrer, existe risco aumentado de a toxina passar para a corrente sanguínea causando complicações associadas com intoxicação botulínica oral.

A utilização de doses superiores às preconizadas para cada quadro clínico podem produzir paralisia neuromuscular distante e intensa. Suporte respiratório pode ser necessário se doses excessivas provocarem paralisia dos músculos respiratórios. Cuidados gerais de suporte são recomendados.

Os sinais e sintomas do uso de doses excessivas de toxina botulínica não aparecem, geralmente, imediatamente após a injeção. Deve-se manter vigilância para a identificação precoce de qualquer sinal ou sintoma que indique um quadro de intoxicação.

Os principais sintomas de intoxicação pela toxina botulínica A são fraqueza muscular generalizada, queda (ptose) palpebral, visão dupla (diplopia), alterações da deglutição e da fala, ou paralisia parcial (paresia) dos músculos respiratórios. Caso ocorra algum desses sintomas procure imediatamente assistência médica.

Doses muito elevadas podem provocar paralisia muscular generalizada e profunda. Poderá ocorrer pneumonia por aspiração caso aconteça paralisia dos músculos do esôfago e/ou da faringe. A internação hospitalar deve ser considerada para melhor observação e terapia sintomática do paciente, que poderá precisar de cuidados gerais e de suporte respiratório e/ou respiração assistida.

Em caso de ingestão ou injeção acidental o paciente deverá procurar cuidados médicos e ser monitorado por uma ou duas semanas para identificação de sinais e sintomas de fraqueza sistêmica ou paralisia muscular.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro: 1.6977.0001 Registrado e Importado por:

Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda.

Praça Professor José Lannes, 40, cj 101 04571-100, São Paulo - SP CNPJ nº 07.718.721/0001-80 Produzido por:

Ipsen Biopharm Ltd.

Ash Road North, Wrexham - Reino Unido

LL13 9UF sac.brasil@ipsen.com

VENDA SOB PRESCRIÇÃO Esta bula foi aprovada pela Anvisa em xx/06/2024

Vp v07t

DYSPORT® (toxina botulínica A) Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda.

Pó liofilizado para solução injetável 300 U 500 U (Versão para o ministério da saúde)

DYSPORT ® toxina botulínica A RESERVADO PARA USO HOSPITALAR OU CLÍNICA MÉDICA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

DYSPORT ® somente deverá ser aplicado por especialistas experientes que tenham recebido orientação e treinamento para sua aplicação.

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Modelo de Texto de Bula para Profissionais de Saúde

DYSPORT® (toxina botulínica A) Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda.

Pó liofilizado para solução injetável 300 U 500 U

DYSPORT ® toxina botulínica A RESERVADO PARA USO HOSPITALAR OU CLÍNICA MÉDICA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

DYSPORT ® somente deverá ser aplicado por especialistas experientes que tenham recebido orientação e treinamento para sua aplicação.

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Apresentações

Pó liofilizado para solução injetável 300 U. Embalagem contendo 1 frasco-ampola.

Pó liofilizado para solução injetável 500 U. Embalagem contendo 1 frasco-ampola.

Uso intramuscular ou subcutâneo

Uso adulto e pediátrico acima de 2 anos de idade

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Composição

Cada frasco-ampola de DYSPORT ® 300 U contém: toxina botulínica A ............................................. 300 U* (Complexo toxina-hemaglutinina tipo A de Clostridium botulinum) Excipientes: solução de albumina humana 20% e lactose.

Cada frasco-ampola de DYSPORT ® 500 U contém: toxina botulínica A ............................................. 500 U* (Complexo toxina-hemaglutinina tipo A de Clostridium botulinum) Excipientes: solução de albumina humana 20% e lactose.

*As doses foram definidas em unidades Speywood. Uma unidade (U) é definida como a dose letal intraperitoneal média (DL50) em camundongos. O frasco de DYSPORT ® 500 U contém 4,35 ng de toxina botulínica A 1,2,3, também chamada de carga protéica (a quantidade de neurotoxina efetivamente presente por frasco). Sendo assim, uma unidade (U) Speywood equivale a 0,0087 ng de toxina. Ou invertendo-se a proporção, cada nanograma de neurotoxina equivale à aproximadamente de 115 U Speywood.

ATENÇÃO: As unidades de DYSPORT® (unidades Speywood) são específicas para a preparação e não são intercambiáveis com outras preparações de toxina botulínica A.

01

Indicações dysport

® está indicado para o tratamento de:

  • distonia cervical / torcicolo espasmódico;
  • blefaroespasmo;
  • espasmo hemifacial;
  • hiperidrose axilar e palmar em adultos;
  • linhas faciais hiperfuncionais, incluindo linhas glabelares ou latero-cantais;
  • espasticidade de membros superiores e/ou inferiores, em pacientes adultos pós-AVC;
  • deformidade em pé equino espástico em pacientes adultos com espasticidade pós-AVC;
  • deformidade em pé equino dinâmico em pacientes pediátricos portadores de paralisia cerebral, com capacidade de deambulação (e idade superior a dois anos);
  • espasticidade focal de membros superiores em pacientes pediátricos com paralisia cerebral (e idade superior a dois anos);
  • incontinência urinária em adultos com hiperatividade neurogênica do detrusor devido à lesão da medula espinhal (traumática ou não traumática) ou esclerose múltipla, que realizam regularmente cateterismo intermitente limpo.
02

Resultados de eficácia dysport

® (toxina botulínica A) possui extensa literatura sobre suas aplicações terapêuticas. Representa recurso inestimável no tratamento da espasticidade, limitações e dor que acompanham o quadro clínico, incluindo os casos pediátricos (idade igual ou superior a dois anos) de deformidade em pé equino dinâmico e espasticidade focal de membros superiores em portadores de paralisia cerebral. É recurso amplamente documentado na terapia da hiperidrose e das linhas faciais hiperfuncionais, com poucos eventos adversos. Tem boa duração de ação, com efeitos reversíveis.

Embora método simples, requer domínio técnico.

Distonia cervical / Torcicolo espasmódico A toxina botulínica A (TBA) tem sido considerada como tratamento de escolha do torcicolo espasmódico (distonia cervical). Os resultados dos estudos clínicos com DYSPORT ®, envolvendo mais de 1.000 pacientes, mostram que houve redução máxima na dor intensa ou moderad a de até 73% nos grupos tratados com até 1.000 U, comparado com 33% de resposta com placebo. Um estudo duplo -cego comparativo com triexifenidil 4 mostrou que todos os pacientes tratados com DYSPORT ® apresentaram melhora, com resultados significantemente melhores que os pacientes tratados com triexifenidil, nas escalas Tsui (p<0,001) e Toronto Westerns (TWSTRS) (p<0,01). Um estudo duplo -cego, randomizado, cruzado comparou DYSPORT ® e outra TBA utilizando os escores de Tsui e de TWSTRS, os resultados mostraram que DYSPORT ® foi significantemente mais eficaz tanto na melhora da distonia cervical quanto na dor, com um efeito mais duradouro, embora apresentasse incidência um pouco maior de eventos adversos.

5,6 Jankovic J (2006) 7, em um estudo de revisão e atualização, concluiu que a TBA preveniu contraturas e outras complicações da doença, como alterações degenerativas secundárias da coluna cervical e radiculopatias. Em longo prazo (pacientes tratados por até 20 anos), a duração da resposta se manteve, com mínimo risco de imunorresistência por anticorpos.

Blefaroespasmo e Espasmo hemifacial A TBA vem sendo utilizada com sucesso no tratamento de blefaroespasmo e espasmo hemifacial com boa eficácia e segurança. Em um conjunto de 12 estudos clínicos, 875 pacientes com blefaro espasmo e 507 com espasmo hemifacial receberam DYSPORT ® por até 16 cursos de tratamento durante 3 a 4 anos. Em blefaroespasmo, houve melhora completa ou parcial em 91% dos pacientes, com duração consistente do efeito por 10-11 semanas. No espasmo hemifacial verificou-se redução de 75% nos movimentos anormais, que duraram em média 15 semanas. Truong D e cols. (2008) 8 analisaram, em estudo multicêntrico, randomizado de larga escala, os efeitos do DYSPORT ® (40, 80, 120 U/olho) no blefaroespasmo essencial benigno bilateral, com melhora dos danos funcionais e redução da frequência e intensidade dos espasmos faciais versus grupo controle. Em nosso meio, Schellini AS e cols. (2006) 9 relataram melhora significativa do espasmo hemifacial e do blefaroespasmo em 91% dos pacientes (p<0,0001). A maioria dos pacientes não apresentou reações adversas. Lasalvia CGG e cols. (2006) analisaram os custos do tratamento do blefaroespasmo essencial benigno (BEB) e do espasmo hemifacial (EH) com DYSPORT ® e concluíram que o procedimento possui excelente custo-benefício e promove melhora funcional significativa. O tratamento com a TBA também melhora significativamente a qualidade de vida e reduz a intensidade dos sintomas de depressão no blefaroespasmo.

10,11 Hiperidrose palmar Na hiperidrose palmar primária , um estudo duplo -cego, randomizado, comparativo de DYSPORT ® com outra TBA, por via intradérmica, mostrou melhor performance de DYSPORT ® no controle da sudorese (teste de Minor) em relação à basal (-78,6%; p=0,0002) do que a outra TBA (-56,6%; p=0,003) ao final do mês 1 . Ao final do mês 3, os resultados permaneceram significantes (DYSPORT ®-69,4% vs. basal; outra TBA -48,8% vs. basal). A duração dos efeitos positivos foi similar nos dois grupos: 17 semanas com DYSPORT ® e 18 semanas com a outra TBA. Os eventos adversos locais foram mais frequentes com DYSPORT ®.

12 Talarico-Filho S e cols. (2007) 13 compararam DYSPORT ® e outra TBA na hiperidrose axilar primária em um estudo duplo-cego, randomizado. Cada paciente recebeu 150 U de

DYSPORT ® em uma axila e 50 U de outra TBA na axila contralateral, sendo quantificada a sudorese pelo teste de Minor e gravimetria nos dias 0 e 15, ao final de 1 mês e de 1 ano. Após um mês, a taxa de sudorese foi reduzida em média de 97,7% para a outra TBA e de 99,4% para DYSPORT ®, sem diferença estatística. A duração dos benefícios foi em média de 260 dias para a outra TBA e de 290 dias para DYSPORT ®. Resultados similares foram repor tados por outros pesquisadores.

Espasticidade de membros superiores e/ou inferiores Uma revisão sobre o uso da TBA na espasticidade, 14 abrangendo 50 estudos duplo-cegos e 150 estudos abertos, verificou que a toxina é parte importante do tratamento, além de segura e bem tolerada. Observou -se melhora dos movimentos ativos e passivos em 70 e 76% dos casos, respectivamente . A melhora funcional causada pela injeção é mais provável nos pacie ntes com alguma preservação do binômio musculatura agonista/antagonista. Os efeitos duram de 3 a 9 meses. As vantagens da injeção intramuscular de TBA para o tratamento da espasticidade incluem ausência de comprometimento sensorial, capacidade de atingir g rupamentos musculares específicos, controle gradual destes músculos e poucos efeitos adversos. A média de eficácia em tratamentos prolongados foi de 65%, embora condições específicas como distonia focal de mãos demonstrem eficácia média de 83,5%. A melhora da dor, independente da função motora, foi reportada em 82,7% dos pacientes.

Na deformidade em pé equino dinâmico por espasticidade, em pacientes pediátricos com paralisia cerebral e deambulantes, DYSPORT ® deve ser reservado a crianças maiores de 2 anos de idade e a centros hospitalares especializados, com equipe treinada. A redução do tônus ocorre, geralmente, dentro de 3 dias, e persiste por 2-4 meses.

São apontadas melhoras relevantes e duradouras quando a aplicação da TBA é associada a outros tratamentos, como a fisioterapia.

A eficácia e a segurança do DYSPORT ® no tratamento da espasticidade do membro superior em crianças com paralisia cerebral foram demonstradas em um estudo randomizado, multicêntrico, duplo-cego e controlado. O estudo avaliou 210 crianças entre 2 e 17 anos de idade com espasticidade de membro superior devido a paralisia cerebral [Escala de Ashworth modificada (MAS) ≥ 2], previamente tratadas ou não com toxina botulínica (66% tratadas), randomizadas nas quais foram aplicadas doses de 8 U/kg (n=69) e 16 U/kg (n=70) no grupo do músculo-alvo primário (Primary Target Muscle Group - PTMG) em comparação com um grupo de dose baixa de 2 U/kg. A idade mediana dos pacientes deste estudo foi de 9 anos (variação de 2 a 17 anos; 57% tinham entre 2 e 9 anos).

Não foi permitido administrar mais de 0,5 mL por local de injeção. No entanto, mais de um local de injeção por músculo foi permitido.

26 Pontuação da escala Ashworth modificada na mudança de PTMG para linha de base na semana 6 em pacientes pediátricos com espasticidade do membro superior (população mITT) Grupo Controle Grupos de tratamento

DYSPORT® 2 U/kg

DYSPORT® 8 U/kg

DYSPORT® 16 U/kg

(N=69) (N=69) (N=70) Linha de base Média (Desvio Padrão) 3.1 (0.3) 3.1 (0.3) 3.1 (0.5) Semana 6 Alteração da MMQ a desde a linha de base em PTMG b no MAS -1.6 -2.0 -2.3 Diferença do controle em MMC a -0.4 -0,7 valor-p c 0.0118 d <0.0001 Semana 16 Alteração da MMQ a desde a linha de base em PTMG b no MAS -0.9 -1.2 -1.5 Diferença do controle em MMQ a -0.3 d -0.6 d a MMQ = Média dos Mínimos Quadrados b PTMG=Primary Targeted Muscle Group c valor-p é derivado da ANOVA na pontuação PGA classificada com tratamento, faixa etária na linha de base, status anterior ao tratamento com toxina botulínica na linha de base e centro como variáveis explicativas. d valor-p nominal <0.05 Avaliação Global do médico da resposta ao tratamento na semana 6 em pacientes pediátricos com espasticidade do membro superior (população mITT) Grupo Controle Grupos de tratamento

DYSPORT® 2 U/kg (N=69)

DYSPORT® 8 U/kg (N=69)

DYSPORT® 16 U/kg (N=70) Semana 6 Pontuação média (Desvio Padrão) 1.7 (0.9) 2.0 (0.9) 2.0 (0.9) MMQ em MAS 1.8 2.0 2.0 Diferença do controle em MMQ 0.2 0.2 valor-p b 0.2043 0.1880 Semana 16 Pontuação média (Desvio Padrão) 1.7 (1.0) 1.6 (1.1) 1.9 (1.2) Média MMQ a em PGA 1.8 1.7 1.9 Diferença do controle em MMQ -0.1 0.1 valor-p b 0.7001 0.4041 aMMQ = Média dos Mínimos Quadrados bvalor-p é derivado da ANOVA na pontuação PGA classificada com tratamento, faixa etária na linha de base, status anterior ao tratamento com toxina botulínica na linha de base e centro como variáveis explicativas.

O desfecho de eficácia primário foi a alteração média em relação à visita basal em MAS em PTMG na semana 6. Os desfechos de eficácia secundários foram a pontuação média da Avaliação Global dos Médicos (PGA) e a pontuação média da Escala de Alcance de Objetivo (GAS) na semana 6.

Observou-se melhora da espasticidade do PTMG, avaliada pela escala de Tardieu. No PTMG de flexores do cotovelo, o ângulo de captura (Xv3) foi estatisticamente significativamente melhor em comparação com DYSPORT® 2 U/kg na semana 6 para ambos os grupos de tratamento de 8 e 16 U/kg e também na semana 16 para o grupo DYSPORT® 16 U/kg. Além disso, uma diminuição estatisticamente significativa em relação à visita basal no grau de espasticidade (Y) nas semanas 6 e 16 foi observada para o grupo DYSPORT® 16 U/kg em comparação com DYSPORT® 2 U/kg. No PTMG de flexores do pulso, melhoras estatisticamente significativas em relação à visita basal em Xv3 e Y foram observadas no grupo DYSPORT® 16 U/kg em comparação com o grupo DYSPORT® 2 U/kg na semana 6, mas não para o grupo 8 U/kg.

Os pais preencheram o módulo específico da condição para paralisia cerebral no Inventário de Qualidade de Vida Pediátrica. Na semana 16, houve uma melhora estatisticamente significativa em relação à visita basal na fadiga (p = 0,02531) no grupo DYSPORT® 8 U/kg e no movimento e equilíbrio (p = 0,02513) no grupo 16 U/kg em comparação com grupo DYSPORT® 2 U/kg.

A maioria dos indivíduos tratados com DYSPORT® foi retirada na semana 28 (62,3% no grupo DYSPORT® 8 U/kg e 61,4% no grupo DYSPORT® 16 U/kg), embora mais de 24% dos indivíduos em ambos os grupos de tratamento ainda não apresentavam necessidade de novo tratamento até a semana 34.

Incontinência urinária por hiperatividade neurogênica do detrusor Dois estudos clínicos randomizados, duplo-cegos, controlados por placebo, multicêntricos foram conduzidos em pacientes com incontinência urinária devido à hiperatividade neurogênica do detrusor. Todos os pacientes já estavam usando cateterismo para esvaziar regularmente a bexiga e haviam sido tratados de forma inadequada com terapias orais; pacientes não haviam sido tratados anteriormente com toxina botulínica ou com tratamento intradetrusor prévio. Em ambos os estudos, um total de 485 pacientes com lesão da medula espinhal (N = 341) ou com esclerose múltipla (N = 144) foram randomizados para receber DYSPORT® 600 U (N = 162), DYSPORT® 800 U (N = 161) ou placebo (N = 162). O tratamento foi administrado cistoscopicamente com 30 injeções intradetrusoras distribuídas uniformemente, evitando o trígono. Após o tratamento inicial, os pacientes poderiam receber tratamentos adicionais com DYSPORT® 600 U ou DYSPORT® 800 U conforme os critérios de retratamento.

O desfecho primário de eficácia foi a alteração dos episódios semanais de incontinência urinária em relação à visita basal até a semana 6. Os desfechos secundários incluíram a proporção de pacientes na semana 6 sem episódios de incontinência urinária (100% de redução), alteração em relação à visita basal até a semana 6 no volume por esvaziamento, intervalo de parâmetros urodinâmicos (cistometria de enchimento), questionário de qualidade de vida para pessoas com incontinência urinária (I-QOL; inclui comportamento limitador de evitação, impacto psicossocial e constrangimento social) e impressão global da resposta ao tratamento.

Para todos os desfechos de eficácia, os pacientes apresentaram uma resposta consistente no retratamento com DYSPORT®; havia 426, 217 e 76 indivíduos que receberam pelo menos 1, 2 e 3 tratamentos com DYSPORT®, respectivamente. A redução média nos episódios semanais de incontinência urinária na semana 6 ao longo dos ciclos DYSPORT® foi de -21,2 a -22,3 para DYSPORT® 600 U e -21,3 a -23,7 para DYSPORT® 800 U. O tempo médio para retratamento foi de 39 a 47 semanas após o recebimento do tratamento inicial com DYSPORT®, embora mais de 40% dos pacientes não receberam novo tratamento em 48 semanas. O benefício adicional de DYSPORT® 800 U acima de 600 U foi sugerido para indivíduos com incontinência urinária basal mais alta ou MDP basal superior.

27-28 Linhas faciais hiperfuncionais De modo global, a experiência clínica e os estudos clínicos com uso de TBA para rejuvenescimento facial têm confirmado sua eficácia e segurança em longo prazo. Nas linhas hiperfuncionais, a TBA inibe a exocitose da acetilcolina por 3 a 12 meses dependendo do tecido alvo. Baixas doses de toxina são usadas para suavizar as linhas faciais hipercinéticas; isto é especialmente útil no terço superior da face. Blitzer A e cols. (1997) 15 verificaram, em um estudo com 210 sítios faciais hiperfuncionais e 162 pacientes , que o efeito da toxina foi notado 24 a 72 horas após a injeção (com 95% de melhora cosmética) e persis tiu por 3 a 6 meses. Bulstrode e Grobbelaar (2002) , 16 em um estudo prospectivo em pacientes com linhas hiperfuncionais com um seguimento de um a três anos , demonstraram intervalos ideais de 3 a 6 meses. Os resultados de um estudo sobre uso de TBA como tratamento das linhas verticais periorais mostraram a suavização destas linhas , preenchimento/eversão dos lábios, e que 72% dos pacientes continuaram o tratamento.

17 O rejuvenescimento da pele do pescoço co m a aplicação de TBA é uma modalidade de tratamento minimamente invasiva, segura e eficaz , sendo alternativa ideal à ritidectomia (Brandt e Boker, 2004).

18 Além disso, a toxina pode ser usada para corrigir o chamado “sorriso gengival”, bem como a assimetria do maxilar e da linha plastimal após ritidectomia.

As referências bibliográficas estão relacionadas ao final dessa bula .

03

Características farmacológicas propriedades farmacodinâmicas

Grupo farmacoterapêutico: Relaxantes Musculares d e Ação Periférica. Código ATC: M03AX01.

A toxina botulínica A (ou TBA) é uma endotoxina produzida por esporos germinativos e células em crescimento da bactéria Clostridium botulin um. É um dos mais potentes entre sete tipos imunologicamente distintos de neurotoxinas.

DYSPORT ® (toxina botulínica A) é um complexo de toxina -hemaglutinina botulínica tipo A isolada e purificada de culturas de Clostridium botulinum . A hemaglutinina é uma proteína pesada , que estabiliza a toxina e não possui efeito terapêutico. A TBA é uma proteína composta de uma cadeia pesada e uma cadeia leve , ligadas através de ligações dissulfídicas (S -S). Liga-se às terminações pré-sinápticas do sistema nervoso central e inibe a liberação de acetilcolina mediada pelo íon cálcio dos nervos motores, levando a paralisia flácida dos músculos afetados. Após injeção intramuscular ou subcutânea, não se espera a sua presença no sangue periférico em níveis mensuráveis. As quantidades de neurotoxina administradas em cada sessão terapêutica não resultam, normalmente, em manifestações clínicas sistêmicas à distância, como fraqueza muscular, em pacientes sem outra disfunção neuromuscular.

MODO DE AÇÃO A toxina botulínica A (ou TBA) é classificada como agente paralisante da função neuromuscular. O complexo toxina-hemaglutinina tipo A de Clostridium botulinum bloqueia a transmissão periférica colinérgica na junção neuromuscular através da ação pré-sináptica, em sítio proximal à liberação de acetilcolina. A toxina age dentro dos terminais nervosos, antagonizando eventos mediados pelo Ca 2+ e que culminam na liberação do transmissor. A TBA não afeta a transmissão pós-ganglionar colinérgica ou simpática.

A ação da toxina inicia-se por rápida e intensa ligação à membrana do neurônio pré-sináptico. A seguir, ocorre o processo de internalização, em que a toxina atravessa a membrana pré-sináptica, ainda sem causar paralisia.

Finalmente, a toxina inibe a liberação de acetilcolina mediada pelo Ca 2+, diminuindo assim o potencial final da placa e provocando a paralisia.

A recuperação da transmissão do impulso ocorre gradualmente quando novos terminais nervosos se desenvolvem e é restabelecido contato com a placa motora - um processo que requer de 6 a 8 semanas em modelos animais.

Após a injeção intradetrusora para o tratamento da hiperatividade neurogênica do detrusor, a toxina afeta as vias eferentes da atividade do detrusor por meio da inibição da liberação de acetilcolina. Além disso, a toxina pode inibir neurotransmissores aferentes e vias sensoriais.

No tratamento das linhas glabelares, o efeito clínico se desenvolve 48 horas após a aplicação. O efeito máximo ocorre um mês após a aplicação e o tempo de ação varia de 3 a 7 meses aproximadamente. Os resultados dos estudos clínicos demonstraram consistentemente a eficácia de DYSPORT ® na redução da intensidade das linhas glabelares.

PROPRIEDADES FARMACOCINÉTICAS Estudos farmacocinéticos com TBA em modelos animais apresentam dificuldades de realização devido à alta potência, às pequenas doses envolvidas, ao elevado peso molecular do composto (150 kDa) e à dificuldade de marcar a toxina para produzir uma atividade específica suficientemente elevada. Estudos usando toxina marcada com I 125 mostraram que a ligação ao receptor é específica e saturável, e a alta densidade dos receptores da toxina é um fator que contribui para sua potência elevada. Estudos em macacos demonstraram que, em doses baixas, houve início de efeito entre 2 e 3 dias, observando-se efeito máximo 5 a 6 dias após a injeção. A duração da ação, medida através de alterações do alinhamento ocular e da paralisia muscular, variou entre 2 semanas e 8 meses. Este modelo é observado também no homem, sendo atribuído ao processo de ligação, internalização e mudanças na junção neuromuscular.

04

Contraindicações dysport

® está contraindicado para indivíduos com hipersensibilidade conhecida à toxina botulínica A ou a qualquer outro componente da formulação e também para pacientes com infecção do trato urinário no momento do tratamento da incontinência urinária devido à hiperatividade neurogênica do detrusor .

DYSPORT ® também é contraindicado em caso de infecção no local da aplicação.

Este medicamento é contraindicado para menores de 2 anos de idade.

Categoria C de risco na gravidez - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

05

Advertências e precauções

Proporcionalidade: tal como se aplica aos agentes biológicos em geral, não é possível estabelecer com exatidão uma proporcionalidade entre as diferentes neurotoxinas botulínicas (TBA) comercializadas. Como as apresentações comerciais de TBA têm diferentes dimensões, pesos moleculares, envoltórios proteicos, formas de armazenamento, diluição, comportamento farmacocinético e doses de administração, as unidades são específicas para cada toxina, e expressam unidades de potência específicas de cada preparação. Evidências sugerem que a proporcionalidade convencionalmente empregada no passado para a TBA 500 U Speywood (razão de 3:1 ou maior) possa ser inadequada e excessiva, porquanto motivada por estudos com amostras populacionais não significativas, e que proporcionalidades entre 1,5 e 2,5:1 poderiam ter maior respaldo clínico. Ademais, evidências sugerem maior duração de efeitos para a apresentação de TBA de 500 U, ainda demandando estudos de porte. O consenso atual é que as apresentações comercialmente disponíve is não são comparáveis por qualquer algoritmo específico, e que a avaliação médica e a resposta clínica individua l devem orientar a terapêutica .

19-25 A eficácia e a segurança de DYSPORT ® dependem do armazenamento adequado do medicamento, seleção correta da dose e técnicas apropriadas de reconstituição e administração, vide Posologia e Modo de usar.

Uma avaliação cautelosa deve ser feita antes de nova aplicação em pacientes que apresentaram reação alérgica prévia. Os riscos de nova reação alérgica devem ser avaliados frente aos benefícios esperados para o tratamento.

Como qualquer outro medicamento de origem biológica, a aplicação de DYSPORT ® pode provocar reações anafiláticas. Por isso, devem estar disponíveis as medicações para combatê-las.

Foram relatados eventuais efeitos adversos resultantes da distribuição dos efeitos da toxina para locais distantes do local de administração. Os pacientes tratados com doses terapêuticas podem apresentar fraqueza muscular excessiva. O risco de ocorrência de tais efeitos indesejáveis podem ser reduzidos não se excedendo a dose recomendada e pelo uso da menor dose eficaz.

DYSPORT ® deve ser usado com cautela e sob cuidadosa supervisão em pacientes com evidências subclínicas ou clínicas de deficiência na transmissão neuromuscular (ex. miastenia grave). Tais pacientes podem apresentar sensibilidade aumentada a toxina botulínica A, que pode resultar em fraqueza muscular excessiva.

Pacientes idosos (≥ 65 anos): A experiência clínica não identificou diferenças na resposta entre pacientes idosos e pacientes adultos jovens. Em geral, pacientes idosos devem ser observados para avaliar sua tolerabilidade ao

DYSPORT ®, devido à maior frequência de risco de quedas, doença concomitante e outras terapias medicamentosas.

Estudos clínicos controlados com placebo, em que pacientes foram tratados para espasticidade dos membros inferiores, 6,3% e 3,7% sofreram queda no grupo DYSPORT ® e no grupo placebo, respectivamente.

DYSPORT ® deve ser administrado com cautela a pacientes com problemas respiratórios ou de deglutição, pois estes problemas podem piorar se a toxina atingir os músculos relevantes. Broncoaspiração ocorreu em raros casos, e é um risco em pacientes portadores de patologia respiratória crônica. Nesses pacientes, o tratamento deve ser administrado sob controle de um especialista e apenas se o benefício esperado para o tratamento superar o risco.

Os pacientes e seus cuidadores devem ser alertados sobre a necessidade de tratamento médico imediato em caso de problemas respiratórios, de deglutição ou fala.

Foram relatados casos muito raros de óbito, ocasionalmente num contexto de disfagia, pneumopatia (incluindo, mas não limitado a dispneia, insuficiência respiratória, parada respiratória) e/ou em pacientes com astenia significativa, após o tratamento com toxina botulínica A ou tipo B.

Foram relatados casos de secura nos olhos com o uso de DYSPORT® no tratamento de linhas glabelares e latero-cantais, blefarospasmo e espasmo hemifacial (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS). Pode ocorrer produção reduzida de lágrimas, piscar reduzido e distúrbio da córnea com o uso de toxinas botulínicas, incluindo

Dysport®.

Para o tratamento de pacientes com paralisia cerebral, DYSPORT® somente deve ser usado a partir de 2 anos de idade. A posologia e a frequência de administração recomendadas para DYSPORT® não devem ser ultrapassadas.

Pode ocorrer disreflexia autonômica associada ao procedimento para o tratamento da hiperatividade neurogênica do detrusor. Pode ser necessária atenção médica imediata.

Raramente foi observada formação de anticorpos contra a toxina botulínica em pacientes em uso de DYSPORT®.

Clinicamente, a existência de quantidades significativas de anticorpos neutralizantes pode ser presumida pela deterioração substancial da resposta terapêutica e/ou pela necessidade constante de aumento das doses.

Os médicos que fizerem uso de DYSPORT ® em seus pacientes devem conhecer profundamente a anatomia e a fisiologia neuromuscular, bem como estar a par de quaisquer alterações anatômicas que potencialmente podem ocorrer após procedimentos cirúrgicos anteriores. Devem conhecer técnicas-padrão de eletromiografia (EMG).

É essencial conhecer a anatomia facial do paciente antes de administrar DYSPORT ® para correção de linhas glabelares. Deve ser considerada a possibilidade de assimetria facial, ptose, dermatocalasia excessiva, cicatrizes, bem como quaisquer alterações em relação a essa anatomia como resultado de intervenções cirúrgicas prévias.

Os pacientes a serem tratados quanto a linhas hiperfuncionais na região glabelar devem ser cuidadosamente avaliados e desencorajados a prosseguir com o tratamento, caso as linhas hiperfuncionais não sejam causadas pela contratura dos músculos subjacentes.

Recomenda-se que o frasco-ampola de DYSPORT ® seja usado para tratar um único paciente, durante uma única sessão. Qualquer resíduo remanescente do produto que não tenha sido utilizado deve ser descartado. Precauções específicas devem ser tomadas para o preparo e a administração do produto, a inativação e o descarte de qualquer solução reconstituída não utilizada.

Tal como outras toxinas botulínicas, este produto contém uma pequena quantidade de albumina humana. O risco de transmissão de infecção viral não pode ser excluído com absoluta certeza, no caso do uso de sangue humano ou derivados.

Nos casos de hiperidrose, antes do início do tratamento, deve-se considerar causas secundárias como menopausa, obesidade, uso de drogas (e.x. antidepressivos), distúrbios endócrinos (e.x. hipoglicemia, hipertireoidismo, feocromocitoma), distúrbios neurológicos com desregulação autonômica e psiquiátricos (e.x. fobia social).

O uso de DYSPORT ® em pacientes com insuficiência hepática ou renal não costuma demandar redução de dose.

Como qualquer injeção intramuscular, DYSPORT ® deve ser usado somente quando estritamente necessário em pacientes com tempo de sangramento prolongado , infecção ou inflamação local na área a ser injetada. Cuidados especiais devem ser tomados nos pacientes portadores de coagulopatia ou em uso de anticoagulantes.

Deve-se ter cautela quando DYSPORT® for utilizado em músculos que apresentam fraqueza ou atrofia excessiva.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e usar máquinas: há um risco potencial de fraqueza muscular ou distúrbios visuais que, se ocorrer, pode temporariamente prejudicar a capacidade de dirigir ou operar máquinas.

Gravidez, lactação e fertilidade:

Existem dados de segurança limitados quanto ao uso do complexo toxina-hemaglutinina tipo A de Clostridium botulinum em mulheres grávidas. Estudos em animais não indicam efeitos prejudiciais diretos ou indiretos durante a gravidez, desenvolvimento embrionário/fetal, parto ou desenvolvimento pós-natal, a não ser os relacionados com a intoxicação materna causada por altas doses.

Categoria de risco C na gravidez - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

DYSPORT ® só deve ser usado por mulheres grávidas se o benefício esperado do tratamento justificar qualquer risco potencial ao concepto. A prescrição a mulheres grávidas deve ser feita com extrema cautela.

Não se sabe se o complexo toxina-hemaglutinina tipo A de Clostridium botulinum é excretado através do leite humano. Não foi estudada a excreção deste complexo através do leite, em animais. Não é recomendado o uso durante a lactação. O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Não existem dados clínicos sobre a utilização de DYSPORT ® e seu efeito na fertilidade. Não há evidências de efeito direto de DYSPORT ® na fertilidade em estudos com animais.

Dados de segurança pré-clínica:

Os estudos de toxicidade reprodutiva em ratos e coelhos tratados com complexo toxina-hemaglutinina tipo A de Clostridium botulinum através de uma injeção intramuscular diária, em doses de 79 unidades/kg e 42 unidades/kg (em ratos e coelhos, respectivamente), não resultaram em toxicidade embrionária/fetal. Foi observada toxicidade materna grave, associada à perda do implante embrionário, com doses mais elevadas , em ambas as espécies . O complexo não demonstrou atividade teratogênica em ratos e coelhos , e nenhum efeito foi observado no pré - e pós-natal na geração F1 de ratos. A fertilidade dos machos e fêmeas foi comprometida devido à redução do acasalamento, secundária à paralisia muscular, em doses elevadas.

Em um estudo de toxicidade crônica realizado em rat os com até 12 unidades/animal, não houve evidência de toxicidade sistêmica. Efeitos na reprodução e na toxicidade crônica dos estudos não clínicos limitaram -se a alterações nos músculos injetados , em linha com o mecanismo de ação do complexo.

Em um estudo de toxicidade juvenil, os ratos tratados semanalmente a partir da idade de desmame no dia 21 pós -natal até 13 semanas de idade (comparáveis a crianças de 2 anos de idade ) até a idade adulta jovem (11 administrações por 10 semanas, até a dose total de aproximadamente 33U/kg) não mostra ram efeitos adversos no crescimento pós-natal (incluindo avaliação esquelética), desenvolvimento reprodutivo, neurológico e neurocomportamental.

Não houve irritação ocular após a administração do complexo em olhos de coelhos.

06

Interações medicamentosas

Os efeitos da toxina botulínica A podem ser potencializados por fármacos que interfiram direta ou indiretamente com a função neuromuscular e, portanto, tais medicamentos devem ser usados com precaução em pacientes tratados com toxina botulínica.

Na ausência de estudos de compatibilidade, este medicamento não deve ser misturado com outros medicamentos.

A alimentação não interfere nos efeitos de DYSPORT ®.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Cuidados de conservação: Armazenar entre +2°C e +8°C. Armazenar em geladeira. Não congelar. Após preparo, manter sob refrigeração por até 24 horas.

Uma vez que o produto não contém um agente antimicrobiano, sob o ponto de vista microbiológico, é recomendado que o produto seja usado imediatamente após a reconstituição. Entretanto, após o preparo, se mantido sob refrigeração (entre +2°C e +8°C), o produto mantêm sua estabilidade por até 24 horas. O medicamento reconstituído não deve ser congelado. Recomenda-se que o batoque do frasco de DYSPORT ® seja perfurado apenas uma vez, pois este componente não foi projetado para penetrações repetidas da agulha.

Prazo de validade: 24 meses contados a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas: DYSPORT ® é apresentado como um pó liófilo branco, cujos grânulos são sólidos, uniformes e sem corpos estranhos. Após reconstituição com solução salina 0,9% (soro fisiológico) obtém-se um líquido claro e incolor.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

O frasco-ampola de DYSPORT ® não contém vácuo, apenas um gradiente diferencial de pressão mínimo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

As unidades Speywood são exclusivas para DYSPORT ® e não são intercambiáveis com outras preparações contendo toxina botulínica.

Vias de administração: Intramuscular, subcutânea ou intradérmica, conforme a indicação terapêutica. O uso de via de administração não aprovada para a indicação terapêutica pretendida poderá causar transtornos neuromusculares graves.

As instruções de reconstituição são específicas para cada frasco-ampola de 300 unidades e frasco-ampola de 500 unidades. Esses volumes produzem concentrações específicas para o uso para cada indicação, exceto para a indicação de incontinência urinária por hiperatividade neurogênica do detrusor para a qual existem instruções específicas (consulte abaixo).

DYSPORT ® deverá ser reconstituído com solução salina 0,9% (soro fisiológico), conforme descrito nas Tabelas de Diluição abaixo, de acordo com a técnica do profissional e a clínica do paciente.

Tabela de Diluição de DYSPORT ® 300 U e concentrações resultantes:

Volume de Diluição (300 U) Concentração (U/0,1 mL) 0,6 mL 50 U/ 0,1 mL 1,0 mL 30 U/ 0,1 mL 1,2 mL 25 U/ 0,1 mL 1,5 mL 20 U/ 0,1 mL 2,0 mL 15 U/ 0,1 mL 3,0 mL 10 U/ 0,1 mL Tabela de Diluição de DYSPORT ® 500 U e concentrações resultantes:

Volume de Diluição (500 U) Concentração (U/0,1 mL) 1,0 mL 50 U/ 0,1 mL 2,0 mL 25 U/ 0,1 mL 2,5 mL 20 U/ 0,1 mL 3,0 mL 16,6 U/ 0,1 mL Instruções de diluição para incontinência urinária devido à hiperatividade neurogênica do detrusor O resultado geral após a preparação é ter os 15 mL necessários de DYSPORT® reconstituídos para injeção, divididos igualmente entre duas seringas de 10 mL, com cada seringa contendo 7,5 mL de DYSPORT® reconstituído na mesma concentração.

Após reconstituição na seringa, o produto deve ser usado imediatamente e qualquer produto não utilizado que permaneça nos frascos-ampola deve ser descartado. Apenas os frascos-ampola de DYSPORT® de 300 U ou 500 U devem ser usados.

Instruções de diluição usando frascos-ampola de 500 U

  • Para uma dose de 600 U: Reconstituir dois frascos-ampola de 500 U cada com 2,5 mL de solução fisiológica sem conservantes (cloreto de sódio a 0,9% para injeção). Na primeira seringa de 10 mL, retire 1,5 mL do primeiro frasco-ampola e na segunda seringa de 10 mL retire 1,5 mL do segundo frasco-ampola. Conclua a reconstituição adicionando 6 mL da solução fisiológica em ambas as seringas e misture suavemente.

Isso resultará em duas seringas de 10 mL, cada uma contendo 7,5 mL, fornecendo um total de 600 U de DYSPORT® reconstituído.

  • Para uma dose de 800 U: Reconstituir dois frascos-ampola de 500 U cada com 2,5 mL de solução fisiológica sem conservantes (cloreto de sódio a 0,9% para injeção). Na primeira seringa de 10 mL, retire 2 mL do primeiro frasco-ampola e na segunda seringa de 10 mL retire 2 mL do segundo frasco-ampola. Conclua a reconstituição adicionando 5,5 mL da solução fisiológica em ambas as seringas e misture suavemente.

Isso resultará em duas seringas de 10 mL, cada uma contendo 7,5 mL, fornecendo um total de 800 U de DYSPORT® reconstituído.

Instruções de diluição usando frascos-ampola de 300 U

  • Para uma dose de 600 U: Reconstituir dois frascos-ampola de 300 U cada com 1,5 mL de solução fisiológica sem conservantes (cloreto de sódio a 0,9% para injeção). Na primeira seringa de 10 mL, retire o total de 1,5 mL do primeiro frasco-ampola e na segunda seringa de 10 mL retire o total de 1,5 mL do segundo frasco-ampola. Conclua a reconstituição adicionando 6 mL da solução fisiológica em ambas as seringas e misture suavemente.

Isso resultará em duas seringas de 10 mL, cada uma contendo 7,5 mL, fornecendo um total de 600 U de DYSPORT® reconstituído.

  • Para uma dose de 800 U: Reconstituir três frascos-ampola de 300 U cada com 1,5 mL de solução fisiológica sem conservantes (cloreto de sódio a 0,9% para injeção). Na primeira seringa de 10 mL, retire o total de 1,5 mL do primeiro frasco-ampola e 0,5 mL do segundo frasco-ampola. Na segunda seringa de 10 mL, retire 0,5 mL do segundo frasco-ampola e o total de 1,5 mL do terceiro frasco-ampola. Conclua a reconstituição adicionando 5,5 mL da solução fisiológica em ambas as seringas e misture suavemente.

Isso resultará em duas seringas de 10 mL, cada uma contendo 7,5 mL, fornecendo um total de 800 U de DYSPORT® reconstituído.

Instruções de diluição usando combinação frascos-ampola de 500 U e 300 U (aplicável apenas para dose de 800 U)

  • Para uma dose de 800 U: Reconstituir o frasco-ampola de 500 U com 2,5 mL de solução fisiológica sem conservantes (cloreto de sódio a 0,9% para injeção) e o frasco-ampola de 300 U com 1,5 mL de solução fisiológica sem conservantes. Na primeira seringa de 10 mL, retire 2 mL do frasco-ampola de 500 U. Na segunda seringa de 10 mL, retire o restante de 0,5 mL do frasco-ampola de 500 U e o total de 1,5 mL do frasco-ampola de 300 U.

Conclua a reconstituição adicionando 5,5 mL da solução fisiológica em ambas as seringas e misture suavemente.

Isso resultará em duas seringas de 10 mL, cada uma contendo 7,5 mL, fornecendo um total de 800 U de DYSPORT® reconstituído.

Aspecto do produto após reconstituição: solução límpida e incolor, isenta de partículas.

Instruções de uso:

A porção central da tampa de borracha deve ser limpa com álcool imediatamente antes de inserir a agulha estéril.

Cada frasco-ampola tem capacidade máxima de 3 mL.

Instruções de descarte:

A toxina botulínica A é muito suscetível ao calor e certos produtos químicos. Qualquer derramamento deve ser limpo usando um material absorvente embebido em solução de hipoclorito diluída (no caso de produto liofilizado ou superfície seca) ou com material absorvente seco (no caso de produto reconstituído). Se um frasco-ampola quebrar, proceder como indicado acima. Recolher cuidadosamente os cacos de vidro e limpar, evitando qualquer corte na pele. Se o produto entrar em contato com a pele, lavar com solução de hipoclorito diluída e enxaguar abundantemente com água. Se o produto entrar em contato com os olhos, enxaguar abundantemente com água ou solução de enxágue específica para olhos. Todos os materiais contaminados devem ser devidamente descartados.

Insuficiência renal: não é relevante uma vez que o medicamento é administrado localmente e não sofre metabolismo sistêmico.

Insuficiência hepática: não é relevante uma vez que o medicamento é administrado localmente e não sofre metabolismo sistêmico.

Espasticidade focal de membros superiores e/ou membros inferiores em adultos e crianças acima de 2 anos

  • orientações gerais
  • A dose em sessões de tratamento inicial e sequencial deve ser adaptada ao indivíduo com base no tamanho, número e localização dos músculos envolvidos, gravidade da espasticidade, presença de fraqueza muscular local, resposta do paciente ao tratamento anterior e/ou histórico de eventos adversos .
  • Embora a localização real dos locais de injeção po ssa ser determinada por palpação, recomenda -se o uso de uma técnica guiada de orientação d e injeção, como eletromiografia, estimulação elétrica ou ultrassom para direcionar os locais de injeção.
  • A dose inicial deve ser reduzida se houver evidências que sugiram risco de fraqueza excessiva dos músculos alvo, como por exemplo, pacientes em que os músculos alvo são pequenos ou em que foram administradas injeções em outros grupos musculares.
  • A melhora clínica pode ser esperada dentro de duas semanas após o tratamento. As injeções podem ser repetidas a cada 12 a 16 semanas, ou conforme necessário para manter resposta adequada, mas não mais frequentemente do que a cada 12 semanas. Para espasticidade focal de membros superiores na paralisia cerebral pediátrica, o tratamento de repetição não deve ser administrado antes de 16 semanas após o tratamento anterior.
  • Crianças: A segurança e a eficácia de DYSPORT ® no tratamento da espasticidade de membros inferiores e superiores pós-AVC não foram demonstradas em crianças.
  • Método de administração: A solução reconstituída deve ser administrada por injeção intramuscular.

Não se deve administrar mais do que 1 ml (adultos) e 0,5 ml (crianças) em qualquer local de injeção única.

  • a) Espasticidade de membros inferiores (incluindo pós-AVC) – Uso adulto, uso intramuscular Posologia: A dose recomendada é de até 1.500 unidades Speywood no total, distribuídas entre os músculos gastrocnêmio e sóleo, embora injeções no músculo tibial posterior e outros também possam ser consideradas. A dose máxima administrada não deve exceder 1 .500 unidades.

A tabela a seguir exemplifica doses para outros grupos musculares, se clinicamente adequado:

Doses usuais de DYSPORT ® injetadas em músculos dos membros inferiores [Essas doses podem ser diminuídas ou aumentadas em função dos fatores já mencionados ] Músculo Doses recomendada de

DYSPORT ® Pontos de Aplicação Gastrocnêmio Cabeça medial* Cabeça lateral* 100 – 450 U 100 – 450 U 1 – 3 1 – 3 Sóleo* 300 – 550 U 2 – 4 Tibial Posterior 100 – 250 U 1 – 3 Flexor Longo dos Artelhos 50 – 200 U 1 – 2 Flexor Curto dos Artelhos 50 – 200 U 1 – 2 Flexor Longo do Hálux 50 – 200 U 1 – 2 Flexor Curto do Hálux 50 – 100 U 1 – 2 Adutor Magno 100 – 300 U 1 – 3 Adutor Longo 50 – 150 U 1 – 2 Adutor Curto 50 – 150 U 1 – 2 Grácil 100 – 200 U 1 – 3 Isquiotibiais 100 – 400 U 1 – 3 Reto Femoral 100 – 400 U 1 – 3 Glúteo Máximo 100 – 400 U 1 – 2 Glúteo Mínimo 120 - 180 U 1 A dose máxima total por sessão de tratamento é 1500 U

  • Grupo muscular alvo primário para o tratamento da espasticidade do tornozelo
  • b) Espasticidade de membros superiores (incluindo pós-AVC) – Uso adulto, uso intramuscular Posologia: A dose recomendada é de até 1.000 unidades Speywood, distribuídas entre os cinco músculos a seguir: flexor profundo dos dedos (FDP), flexor superficial dos dedos (FDS), flexor ulnar do carpo (FCU); flexor radial do carpo (FCR) e bíceps braquial (BB). A dose máxima administrada não deve exceder 1.000 unidades.

Todos os músculos, exceto o bíceps braquial (BB), podem ser injetados em um único ponto. O bíceps, porém, pode ser injetado em dois pontos. A distribuição da dose recomendada (em unidades Speywood) está relacionada abaixo:

BB FDP FDS FCU FCR Total 300 - 400 150 150 - 250 150 150 1.000 Doses superiores a 1.000 U e até 1.500 U podem ser administradas quando os músculos do ombro também são injetados. Doses superiores a 1.500 unidades de DYSPORT ® não foram investigadas para o tratamento da espasticidade do membro superior em adultos.

A melhora clínica pode ser esperada dentro de duas semanas após a injeção. A maioria dos pacientes em estudos clínicos foi retratada entre 12 e 16 semanas; no entanto, alguns pacientes tiveram uma duração mais longa de resposta, ou seja, 20 semanas. O grau e o padrão de espasticidade muscular no momento da reinjeção podem necessitar de alterações na dose de DYSPORT ® e nos músculos a serem injetados.

Método de administração: A solução reconstituída deve ser administrada por injeção intramuscular. A tabela a seguir exemplifica doses para outros grupos musculares, se clinicamente adequado:

Doses usuais de DYSPORT ® injetadas em músculos dos membros superiores [Essas doses podem ser diminuídas ou aumentadas em função dos fatores já mencionados] Músculos Injetados Doses recomendadas de

DYSPORT ® (U) Pontos de Aplicação Grande Dorsal 150 – 300 U 2 – 3 Peitoral Maior* 150 – 300 U 1 – 2 Redondo Maior 90 – 150 U 1 Redondo Menor* 60 – 120 U 1 Deltoide* 150 – 300 U 1 – 2 Bíceps Braquial 200 – 400 U 2 – 4 Tríceps Braquial 150 – 300 U 2 – 3 Braquiorradial 100 – 200 U 1 Braquial 200 – 400 U 2 – 4 Subescapular 150 – 300 U 2 – 3 Pronador Redondo 100 – 200 U 1 Pronador Quadrado 60 – 90 U 1 Flexor Ulnar do Carpo 100 – 200 U 1 – 2 Extensor do Punho* 30 – 100 U 1 – 2 Flexor Radial do Carpo 100 – 200 U 1 – 2 Palmar Longo* 60 – 150 U 1 – 2 Flexor Superficial dos Dedos 100 – 200 U 1 – 2 Flexor Profundo dos Dedos 100 – 200 U 1 – 2 Flexor Longo do Polegar 100 – 200 U 1 Oponente do Polegar 30 – 60 U 1 Adutor do Polegar 25 – 50 U 1 Intrínsecos da Mão (Lumbricais – por músculo) 15 – 20 U 1 A dose máxima total por tratamento é 1000 U, ou 1500 U se a aplicação for feita nos músculos do ombro

  • Músculos pouco injetados.
  • c) Espasticidade focal de membros inferiores na paralisia cerebral pediátrica (deformidade em pé equino dinâmico em pacientes pediátricos portadores de paralisia cerebral, com capacidade de deambulação (e idade superior a dois anos) - Uso intramuscular Posologia: A dose total máxima de DYSPORT ® administrada por sessão de tratamento não deve exceder 15 U/kg para injeções unilaterais de membros inferiores ou 30 U/kg para injeções bilaterais. Além disso, a dose total de

DYSPORT ® por sessão de tratamento não deve exceder 1000 unidades ou 30 U/kg, o que for menor. A dose total administrada deve ser dividida entre os músculos espásticos afetados do(s) membro(s) inferior(es). Quando possível, a dose deve ser distribuída em mais de 1 local de injeção em qualquer músculo isolado. Não mais do que 0,5 ml de

DYSPORT ® devem ser administrados em qualquer local de injeção.

Dose de DYSPORT® por Músculo para Espasticidade do Membro Inferior Pediátrico Músculo Faixa de Dose Recomendada por músculo por perna (U/kg de peso corporal) Número de locais de injeção por músculo Distal Gastrocnêmio 5 a 15 U/kg Até 4 Sóleo 4 a 6 U/kg Até 2 Tibial posterior 3 a 5 U/kg Até 2 Proximal Isquiotibiais 5 a 6 U/kg Até 2 Adutores de quadril 3 a 10 U/kg Até 2 Dose Total Até 15 U/kg/perna, se injetada apenas nos músculos distais, apenas nos músculos proximais ou multinível (músculos distais e proximais) A maioria dos pacientes em estudos clínicos foi retratada entre 16 e 22 semanas; no entanto, alguns pacientes tiveram uma duração de resposta mais longa, ou seja, 28 semanas. O grau e o padrão de espasticidade muscular no momento da reinjeção podem necessitar de alterações na dose de DYSPORT ® e nos músculos a serem injetados.

  • d) Espasticidade focal de membros superiores na paralisia cerebral pediátrica – Uso intramuscular Posologia: A dose total máxima de DYSPORT ® administrada por sessão de tratamento ao se injetar unilateralmente não deve exceder 16 U/kg ou 640 U, a que for mais baixa. Ao se injetar bilateralmente, a dose máxima de DYSPORT ® por sessão de tratamento não deve exceder 21 U/kg ou 840 U, a que for menor. A dose total a ser administrada deve ser dividida entre os músculos espásticos afetados do(s) membro(s) superior(es). Veja abaixo a tabela para a dose recomendada:

Dose de DYSPORT® por Músculo para Espasticidade do Membro Superior Pediátrico Músculo Faixa de Dose Recomendada por músculo por membro superior (U/kg peso corporal) Número de locais de injeção por músculo Braquial 3 a 6 U/kg Até 2 Braquiorradial 1,5 a 3 U/kg 1 Bíceps braquial 3 a 6 U/kg Até 2 Pronador redondo 1 a 2 U/kg 1 Pronador quadrado 0,5 a 1 U/kg 1 Flexor radial do carpo 2 a 4 U/kg Até 2 Flexor ulnar do carpo 1,5 a 3 U/kg 1 Flexor profundo dos dedos 1 a 2 U/kg 1 Flexor superficial dos dedos 1,5 a 3 U/kg Até 4 Flexor longo do polegar 1 a 2 U/kg 1 Flexor curto do polegar / oponente do polegar 0,5 a 1 U/kg 1 Adutor do polegar 0,5 a 1 U/kg 1 Peitoral maior 2,5 a 5 U/kg Até 2 Dose total Até 16 U/kg em um único membro superior (e não superior a 21 U/kg, se forem injetados ambos os membros superiores) O tratamento de repetição de DYSPORT ® deve ser administrado quando o efeito do tratamento anterior tiver diminuído, mas não antes de 16 semanas após o tratamento anterior. A maioria dos pacientes no estudo clínico foi tratada novamente entre 16 - 28 semanas; no entanto, alguns pacientes tiveram maior duração de resposta, de 34 semanas ou mais. O grau e o padrão de espasticidade muscular no momento da repetição de injeção podem exigir alterações na dose de DYSPORT ® e nos músculos a serem injetados.

  • e) Espasticidade focal nos membros superiores e inferiores em pacientes pediátricos com paralisia cerebral, com idade igual ou superior a 2 anos – Uso intramuscular Posologia: Ao se tratar espasticidade superior e inferior combinada em crianças com idade igual ou superior a 2 anos, consultar a seção de posologia para a indicação individual, ou seja, tratamento da espasticidade focal dos membros superiores ou membros inferiores em pacientes pediátricos com paralisia cerebral, com idade igual ou superior a 2 anos.

A dose de DYSPORT ® a ser injetada para tratamento concomitante não deve exceder uma dose total por sessão de tratamento de 30 U/kg ou 1.000 U, a que for mais baixa.

O tempo ideal para a repetição do tratamento deve ser selecionado com base no progresso e na resposta individual ao tratamento. Vide orientações gerais.

Método de administração: Ao se tratar espasticidade superior e inferior combinada associada a paralisia cerebral em crianças, consultar a seção de método de administração para a indicação individual, ou seja, tratamento da espasticidade focal dos membros superiores ou membros inferiores em pacientes pediátricos com paralisia cerebral, com idade igual ou superior a 2 anos.

Distonia cervical / Torcicolo espasmódico, espasmo hemifacial e blefaroespasmo – orientações gerais

  • As injeções podem ser repetidas a cada 12 semanas (espasmo hemifacial e blefaroespasmo) a 16 semanas (distonia cervical/torcicolo espasmódico), ou conforme necessário para manter resposta adequada, mas não mais frequentemente do que a cada 12 semanas.
  • Crianças: A segurança e a eficácia de DYSPORT ® no tratamento do torcicolo espasmódico, blefaroespasmo e espasmo hemifacial não foram demonstradas em crianças.
  • f) Distonia cervical / Torcicolo espasmódico – Uso adulto, uso intramuscular Posologia: As doses recomendadas para torcicolo são aplicáveis a adultos de todas as idades desde que com peso normal e sem nenhuma evidência de perda de massa muscular cervical. Uma dose reduzida pode ser apropriada se o paciente estiver claramente abaixo do peso ou em idosos nos casos em que possa existir massa muscular reduzida.

A dose inicial recomend ada para o tratamento de torcicolo espasmódico é de 500 unidades Speywood por paciente, dividida e administradas nos dois ou três músculos distônicos do pescoço.

Para o torcicolo rotacional recomenda -se distribuir as 500 unidades, administrando-se 350 unidades no músculo esplênio da cabeça, ipsilateral à direção da rotação queixo/cabeça, e 150 unidades no músculo esternocleidomastoideo, contralateral à rotação.

Para laterocolo, recomenda-se distribuir as 500 unidades administrando-se 350 unidades no músculo esplênio da cabeça ipsilateral e 150 unidades no músculo esternocleidomastoideo. Nos casos associados à elevação do ombro, os músculos trapézio ipsilateral ou elevador da escápula podem também requerer tratamento, de acordo com a hipertrofia do músculo ou com a eletromiografia (EMG). Quando forem necessárias injeções em três músculos, recomenda-se distribuir as 500 unidades co mo a seguir: 300 unidades no esplênio da cabeça, 100 unidades no esternocleidomastoideo e 100 unidades no terceiro músculo.

Para retrocolo, recomenda-se distribuir as 500 unidades, administrando-se 250 unidades em cada um dos músculos esplênios da cabeça. As injeções bilaterais no esplênio podem aumentar o risco d e fraqueza muscular do pescoço.

Todas as outras formas de torcicolo são altamente dependentes de conhecimento especializado e uso da EMG para identificar e tratar os músculos mais afetados. A EMG deve ser usada como diagnóstico em todas as formas complexas de torcicolo, quando não ocorrerem os resultados esperados, em casos não complexos, e para orientar injeções nos músculos profundos, em pacientes com sobrepeso, nos quais os músculos do pescoço são difíceis de individualizar. Na administração subsequente, as doses podem ser ajustadas de acordo com a resposta clínica e os efeitos adversos observados. São recomendadas doses na faixa de 250 a 1.000 unidades, embora doses mais elevadas possam ser acompanhadas por um aumento de reações adversas, particularmente disfagia. Não são recomendadas doses acima de 1.000 unidades.

Método de administração: A solução reconstituída deve ser administrada por injeção intramuscular.

  • g) Blefaroespasmo e espasmo hemifacial – Uso adulto, uso subcutâneo Posologia: Adultos e idosos:

Em um estudo clínico de avaliação de dose de DYSPORT ® para tratamento de blefaroespasmo essencial benigno, a dose de 40 unidades por olho foi significativamente efetiva.

Doses de 80 unidades e 120 unidades por olho resultaram em maior duração do efeito terapêutico. Porém, a incidência de eventos adversos relacionados, particularmente ptose palpebral, é maior com o aumento da dose. Para o tratamento de blefaroespasmo e espasmo hemifacial, a dose máxima administrada não deve exceder 120 unidades por olho.

Injeções de 10 unidades administradas medialmente e 10 unidades administradas lateralmente devem ser realizadas na junção entre a região pré-septal e orbital de ambos os músculos orbiculares superiores (3 e 4) e inferiores (5 e 6) dos olhos. A fim de reduzir o risco de ptose como complicação, deve ser evitada a injeção próxima ao elevador da pálpebra superior.

Para injeções na pálpebra superior, a agulha deve ser direcionada para fora de seu centro, para evitar o músculo elevador. Um diagrama para ajudar na aplicação destas injeções é fornecido acima. Pode-se esperar que o alívio dos sintomas comece dentro de dois a dez dias após a injeção, com efeito máximo dentro de duas semanas. Em tais administrações subsequentes, caso a resposta ao tratamento inicial seja considerada insuficiente, a dose administrada em cada olho pode ser aumentada conforme descrito a seguir: 60 unidades (10 unidades administradas medialmente e 20 unidades administradas lateralmente); 80 unidades (20 unidades administradas medialmente e 20 unidades administradas lateralmente) ou até 120 unidades (20 unidades administradas medialmente e 40 unidades administradas lateralmente) acima e abaixo de cada olho da maneira previamente descrita. Injeções em locais adicionais no músculo frontal acima da sobrancelha (1 e 2) também podem ser realizadas se espasmos nesta região interferem com a visão.

Nos casos de blefaroespasmo unilateral, as injeções devem ser restritas ao olho afetado. Pacientes com espasmo hemifacial devem ser tratados tal como no blefaroespasmo unilateral. As doses recomendadas são aplicáveis aos adultos de todas as idades incluindo os idosos.

Método de administração: A solução reconstituída deve ser administrada por injeção subcutânea medial e lateralmente, na junção entre as regiões pré-septal e orbital de ambos os músculos orbiculares superiores e inferiores dos olhos.

  • h) Incontinência urinária devido à hiperatividade neurogênica do detrusor:

Posologia: a dose recomendada é de 600 U. Em caso de resposta insuficiente, tais como em pacientes com doença grave, pode-se usar uma dose de 800 U.

DYSPORT® deve ser administrado a pacientes que realizam regularmente cateterismo intermitente limpo.

A dose total administrada deve ser dividida em 30 injeções intradetrusoras distribuídas uniformemente por todo o músculo detrusor, evitando o trígono. DYSPORT® é injetado por meio de um cistoscópio flexível ou rígido e cada injeção deve ter uma profundidade de aproximadamente 2 mm, com administração de 0,5 mL em cada local. Para a injeção final, aproximadamente 0,5 mL de solução fisiológica normal estéril deve ser injetada para garantir que a dose completa seja administrada.

Domo Locais de injeção Abertura do ureter esquerdo Trígono Base da bexiga Os antibióticos profiláticos devem ser iniciados pelo menos 3 dias antes da administração de DYSPORT® e continuados por pelo menos 3 dias após a administração de DYSPORT®. Medicamentos com efeito anticoagulante devem ser interrompidos pelo menos 3 dias antes da administração de DYSPORT® e reiniciadas apenas no dia seguinte à administração. Se houver indicação médica, heparinas de baixo peso molecular podem ser administradas 24 horas antes da administração de DYSPORT®.

Antes da injeção, pode-se administrar anestesia local na uretra ou gel lubrificante para facilitar a inserção confortável do cistoscópio. Se necessário, uma instilação intravesical de anestésico diluído (com ou sem sedação) ou anestesia geral também pode ser usada. Se uma instilação de anestésico local for realizada, a solução de anestésico local deve ser drenada, e então a bexiga deve ser instilada (enxaguada) com solução fisiológica e drenada novamente antes de continuar com o procedimento de injeção intradetrusora. Antes da injeção, a bexiga deve ser instilada com solução fisiológica suficiente para obter uma visualização adequada para as injeções. Após a administração de todas as 30 injeções intradetrusoras, a solução fisiológica usada para a visualização da parede da bexiga deve ser drenada. O paciente deve ser observado por pelo menos 30 minutos após a injeção.

O início do efeito é geralmente observado dentro de 2 semanas de tratamento. A repetição do tratamento com DYSPORT® deve ser administrada quando o efeito de uma injeção anterior tiver diminuído, mas não antes de 12 semanas após a injeção anterior. O tempo mediano para retratamento em pacientes tratados com DYSPORT® foi entre 39 a 47 semanas, embora uma maior duração da resposta possa ocorrer, já que mais de 40% dos pacientes não foram retratados em até 48 semanas.

Método de administração No tratamento da incontinência urinária devido à hiperatividade neurogênica do detrusor, DYSPORT® é reconstituído com injeção de cloreto de sódio (0,9% p/v) para produzir uma solução de 15 mL contendo 600 unidades ou 800 unidades. Para instruções adicionais de reconstituição, consulte o início desta seção.

DYSPORT® é administrado por injeção intradetrusora, conforme detalhado acima.

Hiperidrose axilar e palmar, linhas faciais hiperfuncionais, linhas latero-cantais moderadas a graves, linhas horizontais na região frontal – orientações gerais

  • Crianças: a segurança e a eficácia do uso de DYSPORT ® em crianças ainda não foram demonstradas. O uso de DYSPORT® não é recomendado para o tratamento de linhas faciais em pacientes com menos de 18 anos de idade.
  • A necessidade de novas aplicações deverá ser determinada em bases individuais, mas não mais frequentemente que a cada 12 semanas.
  • i) Hiperidrose axilar – Uso adulto, uso intradérmico Posologia: Adultos e idosos: A dose inicial recomendada é de 100 unidades Speywood por axila. Caso o efeito desejado não seja obtido, podem ser administradas até 200 U por axila em injeções subsequentes. A área a ser injetada deve ser previamente identificada pelo teste iodo-amido de Minor. Após assepsia local, delimitam-se 10 pontos. São administradas 100 unidades por axila (ou seja, 10 unidades por ponto delimitado), por via intradérmica.

O efeito máximo é esperado dentro de duas semanas após a injeção. Em muitos casos, a dose recomendada proporcionará uma supressão adequada da secreção de suor por aproximadamente 48 semanas. Há evidências sugerindo um possível efeito cumulativo de doses repetidas, de modo que o intervalo entre cada tratamento deve ser avaliado individualmente. A dose máxima administrada não deve exceder 200 unidades por axila.

Método de administração: A solução reconstituída deve ser administrada por injeção intradérmica, conforme descrito acima. Via de regra, usam-se agulhas estéreis de calibre 23 ou 25.

  • j) Hiperidrose palmar – Uso adulto, uso intradérmico Posologia: Adultos e idosos: Para hiperidrose palmar, a dose total utilizada por palma é de 120 unidades Speywood, distribuídas em 6 a 25 diferentes pontos de injeção subcutânea, sendo 10 unidades por ponto.

Método de administração: A solução reconstituída deve ser administrada por injeção intradérmica, nas áreas hiperidróticas previamente determinadas. Usam-se agulhas estéreis de calibre 26. Alguns estudos não usaram anestesia local prévia, outros usaram resfriamento local da palma, ou bloqueio dos nervos medial ou ulnar para minimizar a dor.

  • k) Linhas faciais hiperfuncionais – Uso adulto, uso intramuscular Para o tratamento de linhas faciais hiperfuncionais, DYSPORT ® deve ser reconstituído conforme detalhado nas Tabelas de Diluição. O médico deverá julgar a dose ideal baseando-se na clínica do paciente.
  • Linhas glabelares moderadas a graves Posologia: A dose recomendada é de 50 unidades de DYSPORT ®, que deve ser dividida em 5 pontos de injeção.

Dez unidades devem ser administradas por via intramuscular em cada um destes 5 pontos: duas injeções em cada músculo corrugador e uma injeção no músculo prócero, próxima ao ângulo nasofrontal, conforme mostrado no diagrama abaixo.

Remover a maquiagem e desinfetar a pele com um antisséptico local. Marcos anatômicos podem ser mais facilmente identificados se o paciente franzir a testa. Antes da injeção, posicionar o polegar ou indicador abaixo da margem orbital, a fim de evitar extravasamento para a região abaixo da margem orbital. As injeções intramusculares devem ser aplicadas perpendicularmente à pele, utilizando uma agulha estéril de calibre 29-30.

A agulha deve ser posicionada de forma ascendente e medialmente durante a injeção. A fim de reduzir o risco de ptose deve-se evitar injeção próxima ao elevador da pálpebra superior, particularmente em pacientes com grandes complexos do depressor do supercílio. Injeções no corrugador lateral devem ser aplicadas ao menos 1 cm acima da crista óssea supra-orbital.

O tempo de início do efeito é entre dois a três dias após a injeção, e um efeito foi demonstrado por até 5 meses após a injeção.

Método de administração: A solução reconstituída deve ser administrada por injeção intramuscular, conforme descrito acima.

  • Linhas latero-cantais moderadas a graves Posologia:

Pacientes com até 50 anos: A dose recomendada é de 30 unidades de DYSPORT ® para cada região ocular, e que deve ser dividida em 3 pontos de aplicação (10 unidades por ponto; dose total de 60 unidades, considerando ambos os olhos). A injeção deve ser lateral (ângulo de 20-30°) à pele e muito superficial. Todos os pontos de injeção devem estar na parte externa do músculo orbicular do olho e suficientemente longe da borda orbital (aproximadamente 1 -2 cm da borda orbital externa como mostrado abaixo).

Pacientes acima de 50 anos: A dose recomendada é de 45 unidades de DYSPORT ® para cada região ocular e que deve ser dividida em 3 pontos de aplicação (15 unidades por ponto; dose total de 90 unidades, considerando ambos os olhos).

Remover a maquiagem e desinfetar a pele com um antisséptico local. As injeções intramusculares no orbicular devem ser aplicadas perpendicularmente à pele.

Em cada um dos 3 pontos devem ser administradas de 10 U (em pacientes com até 50 anos) a 15 U (em pacientes com 50 anos ou mais). Os pontos de aplicação devem estar todos a, no mínimo, 1,5 cm do canto lateral da órbita, e 1 cm acima da borda orbital. Via de regra, usam-se agulhas estéreis de calibre 30.

Deve-se pedir que o paciente sorria. As injeções devem ser administradas no sentido do extremo exterior das linhas latero-cantais - em direção lateral, perpendicular às linhas latero-cantais. Deve-se tomar cuidado para evitar a injeção próxima à margem inferior do músculo zigomático maior. Deve-se advertir o paciente para não esfregar a área injetada nas 12 horas seguintes ao tratamento.

  • Linhas horizontais da região frontal Posologia: Adultos e idosos: Recomendam-se 30 a 45 U para tratamento parcial, e de 60 a 80 U para paralisia total.

Uma linha imaginária é traçada horizontalmente através da fronte entre os supercílios e a linha de implante do cabelo. Via de regra, usam-se agulhas estéreis de calibre 30. Injetam-se 6 U em cada ponto, podendo iniciar na linha vertical que passa sobre cada pupila. Duas injeções adicionais (mesmas doses) são aplicadas entre estes dois sítios, de forma que se produzam pelo menos 4 pontos equidistantes nesta linha horizontal. Massagear com firmeza estes pontos.

De um modo geral, no tratamento de linhas faciais, um efeito significativo tem início dentro de 7 a 14 dias, atingindo um máximo em um mês e persistindo por 3 a 4 meses após a injeção de DYSPORT ®.

As injeções poderão ser repetidas , de acordo com a resposta clínica , a cada 16 semanas, aproximadamente, sendo recomendável um intervalo mínimo de 3 meses entre cada aplicação.

09

Reações adversas

As reações adversas e os eventos adversos são classificadas de acordo com a sua frequência, primeiro as mais frequentes, usando os seguintes parâmetros:

Frequência Parâmetros ≥ 1/10 (≥ 10%) Muito comum ≥ 1/100, < 1/10 (≥ 1% e <10%) Comum (frequente) ≥ 1/1000, < 1/100 (≥ 0,1% e <1%) Incomum (infrequente) ≥ 1/10.000, < 1/1.000 (≥ 0,01% e < 0,1%) Rara < 1/10.000 (< 0,01%) Muito rara Desconhecida Não é possível estimar a partir dos dados disponíveis Gerais Nos pacientes tratados com DYSPORT ® em uma série de estudos clínicos para blefaroespasmo, espasmo hemifacial, torcicolo espasmódico, espasticidade associada à paralisia cerebral ou AVC, hiperidrose axilar ou linhas faciais hiperfuncionais, aproximadamente 25% experimentaram um evento adverso.

Reações adversas a DYSPORT ® estão relacionadas, em geral, à fraqueza temporária da musculatura adjacente, que pode ser minimizada mediante uso das mínimas doses eficazes, nos respectivos grupamentos.

Distúrbios do sistema nervoso Rara: amiotrofia neurálgica Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Incomum: prurido Rara: erupções cutâneas Distúrbios gerais e reações no local de aplicação Comuns: astenia, fadiga, sintomas como os da gripe, dor/hematoma no local da injeção Os seguintes eventos adversos, geralmente de intensidade leve a moderada, foram observados nos pacientes tratados com DYSPORT ® para as seguintes indicações:

Espasticidade de membros inferiores pós-AVC Distúrbios gastrointestinais Comum: disfagia Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Comum: fraqueza muscular nos membros inferiores, mialgia Distúrbios urinários e renais Incomum: incontinência urinária Distúrbios gerais e reações no local de aplicação Comum: astenia, fadiga, sintomas como os da gripe, reação no local da injeção (dor, hematomas, erupção cutânea, prurido) Lesão, envenenamento e complicações no procedimento Comum: lesão acidental/quedas Espasticidade de membros superiores pós-AVC Distúrbios gerais e reações no local de aplicação Comum: astenia, fadiga, sintomas como os da gripe, reação no local da injeção (por exemplo, dor, eritema, inchaço etc.) Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Comum: fraqueza muscular, dor musculoesquelética, dor nas extremidades Distúrbios gastrointestinais Incomum: disfagia*

  • A frequência da disfagia foi derivada de dados agrupados de estudos abertos. Disfagia não foi observada nos estudos duplo-cegos na indicação AUL (membro superior adulto).

Tratamento sintomático da espasticidade focal que afeta o membro superior e inferior em adultos Ao tratar ambos os membros superiores e inferiores concomitantemente com DYSPORT ® em uma dose total de até 1500 U, não há achados de segurança além daqueles esperados do tratamento dos membros superiores ou dos músculos dos membros inferiores isoladamente.

Espasticidade focal de membros inferiores na paralisia cerebral pediátrica Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Comum: fraqueza muscular nos membros inferiores, mialgia Distúrbios renais e urinários Comum: incontinência urinária Distúrbios gerais e reações no local de aplicação Comum: marcha anormal, sintomas como os da gripe, reação no local da injeção (dor, eritema, hematomas, etc.), fadiga Incomum: astenia Lesão, envenenamento e complicações no procedimento Comum: lesão acidental/quedas Espasticidade focal de membros superiores na paralisia cerebral pediátrica Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Comum: fraqueza muscular, dor em extremidade Incomum: mialgia Distúrbios gerais e reações no local de aplicação Comum: sintomas como os da gripe, astenia, fadiga, hematomas no local da injeção Incomum: eczema no local da injeção, dor no local da injeção, erupção cutânea no local da injeção, edema no local da injeção Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Comum: erupção cutânea Espasticidade focal nos membros superiores e inferiores da paralisia cerebral pediátrica Ao se tratar concomitantemente membros superiores e inferiores com DYSPORT ® com uma dose total de até 30 U/kg ou 1.000 U, não há achados de segurança além daqueles esperados ao se tratar músculos do membro superior ou do membro inferior isoladamente.

Torcicolo espasmódico Distúrbios do sistema nervoso Comuns: cefaleia, vertigem, fraqueza do músculo facial Distúrbios oculares Comuns: visão turva, acuidade visual reduzida Incomum: diplopia, ptose Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Comuns: disfonia, dispneia Raro: aspiração Distúrbios gastrointestinais Muito comuns: disfagia, boca seca Incomum: náusea Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Muito comum: fraqueza muscular Comuns: dor no pescoço, dor musculoesquelética, mialgia, dor nas extremidades, rigidez musculoesquelética Incomum: atrofia muscular, distúrbio da mandíbula A disfagia parece ser relacionada à dose e foi mais frequente após a injeção no músculo esternocleidomastoideo.

Recomenda-se uma dieta leve e cuidado com líquidos até a resolução dos sintomas.

Blefaroespasmo e espasmo hemifacial Distúrbios do sistema nervoso Comum: fraqueza do músculo facial Incomum: paralisia facial Distúrbios oculares Muito comum: ptose Comuns: diplopia, secura dos olhos, lacrimejamento Rara: oftalmoplegia Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Comum: edema palpebral Rara: entrópio Reações adversas podem ocorrer devido a injeções profundas ou injeções posicionadas incorretamente de

DYSPORT ®, paralisando temporariamente outros grupos musculares próximos.

Incontinência urinária devido à hiperatividade neurogênica do detrusor Infecções e infestações:

Muito comum: infecção do trato urinário* Comum: bacteriúria Distúrbios do sistema nervoso Incomum: hipoestesia Distúrbios gastrointestinais Comum: constipação Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Incomum: fraqueza muscular Distúrbios renais e urinários Comum: hematúria Distúrbios do sistema reprodutivo e mamário Comum: disfunção erétil Distúrbios gerais e reações no local de aplicação Incomum: fadiga, sintomas como os da gripe *Nos estudos centrais, duplo-cegos e controlados por placebo, durante as primeiras 12 semanas de tratamento, as infecções do trato urinário foram relatadas em 15,8% dos pacientes tratados com DYSPORT® e 17,4% dos pacientes tratados com placebo.

Hiperidrose axilar Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Comum: sudorese compensatória, erupção cutânea Distúrbios gerais e reações no local de aplicação Incomum: reações no local da injeção * (por exemplo, dor, hematomas, prurido, edema)

  • Foram observadas reações no local da injeção durante a vigilância pós-comercialização na indicação de hiperidrose axilar.

Hiperidrose palmar Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Sudorese compensatória, rash Distúrbios gerais e reações no local de injeção Podem ocorrer fraqueza dos músculos adjacentes e dor, hematomas, prurido, edema no local da aplicação da injeção.

Tratamento de linhas faciais hiperfuncionais - linhas glabelares moderadas a graves Distúrbios oculares Comuns: astenopia, ptose palpebral, edema palpebral, aumento de lacrimejamento, secura dos olhos, contrações musculares (contrações musculares ao redor dos olhos) Incomuns: diminuição visual, visão turva, diplopia Raros: distúrbios do movimento ocular Distúrbios gerais e reações no local de injeção Muito comum: reações no local da injeção (incluindo dor, hematoma, prurido, parestesia, eritema, erupção cutânea, edema, desconforto) Nota: esses eventos também foram observad os no grupo placebo.

Distúrbios do sistema imune Incomum: hipersensibilidade Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Comum: fraqueza do músculo adjacente à área da injeção.

Distúrbios do sistema nervoso Muito comum: cefaleia Comum: fraqueza temporária do músculo facial (devido à paresia temporária dos músculos faciais próximos aos de locais de injeção, descreve predominantemente a paresia da sobrancelha) Incomum: tontura Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Incomuns: erupção cutânea, prurido Raro: urticaria Tratamento de linhas faciais hiperfuncionais - linhas latero-cantais moderada a graves Em geral, as reações relacionadas com a técnica de tratamento/injeção ocorreram na primeira semana após a injeção e foram transitórias. A incidência de reações relacionadas com a técnica de tratamento/injeção diminuiu ao longo de ciclos repetidos.

Distúrbios do sistema nervoso Comum: cefaleia, fraqueza facial temporária (paresia temporária dos músculos faciais próximos aos locais de injeção) Distúrbios dos olhos Comum: edema palpebral, ptose palpebral Incomum: secura dos olhos Distúrbios gerais e reações no local da injeção Muito comum: reações no local da injeção (por exemplo hematoma, prurido e inchaço) Tratamento concomitante de linhas glabelares e linhas cantais laterais O perfil de segurança de DYSPORT ® para o tratamento concomitante de linhas glabelares e linhas cantais laterais foi avaliado na parte aberta do estudo de fase III; a natureza e a frequê ncia dos eventos adversos foram comparáveis às observadas quando os pacientes foram tratados para as indicações individuais.

Experiência pós-comercialização O perfil de reações adversas notificadas durante o uso pós-comercialização reflete a farmacologia do produto e eventos observados durante os ensaios clínicos. Foram relatados casos esporádicos de hipersensibilidade.

Muito raramente, foram relatados eventos adversos resultantes da distribuição dos efeitos da toxina para locais remotos em relação ao local de injeção (fraqueza muscular excessiva, disfagia, pneumonia por aspiração que pode ser fatal).

Alguns eventos adversos relacionados ao sistema imune (hipersensibilidade) e ao sistema nervoso (hipoestesia) e distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo (atrofia muscular) também foram relatados, todos com frequência desconhecida.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Doses excessivas podem provocar paralisia neuromuscular distante e profunda, levando a um risco elevado da neurotoxina passar para a corrente sanguínea, causando complicações associadas à intoxicação botulínica oral (tais como disfagia e disfonia). Suporte respiratório pode ser necessário se doses excessivas causarem paralisia dos músculos respiratórios. Em caso de superdose o paciente deverá ser monitorado quanto aos sintomas de fraqueza muscular excessiva ou paralisia muscular. Tratamento sintomático deverá ser associado, se necessário.

Os sintomas de superdose podem não aparecer imediatamente após a injeção. No caso de injeção acidental ou ingestão oral, o indivíduo deverá ser supervisionado por várias semanas quanto a possíveis sinais e sintomas de fraqueza muscular excessiva ou paralisia muscular.

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Dizeres legais

Registro: 1.6977.0001 Registrado e Importado por:

Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda.

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VENDA SOB PRESCRIÇÃO Esta bula foi aprovada pela Anvisa em xx/06/2024.

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DYSPORT® (toxina botulínica A) Beaufour Ipsen Farmacêutica Ltda.

Pó liofilizado para solução injetável 300 U 500 U (Versão para o ministério da saúde)

DYSPORT ® toxina botulínica A RESERVADO PARA USO HOSPITALAR OU CLÍNICA MÉDICA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA.

DYSPORT ® somente deverá ser aplicado por especialistas experientes que tenham recebido orientação e treinamento para sua aplicação.

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