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Bulas de Remédios
Biológico Sem tarja

Rybelsus

Semaglutida · Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoSemaglutida
FabricanteNovo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda
Registro MS1.1766.0037
Classe terapêuticaAntidiabéticos
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 469,38
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Rybelsus

Fonte: bula do fabricante (Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 26/09/2024 · conferida em 22/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

Rybelsus®

Novo nordisk farm. do brasil ltda.

COMPRIMIDO 3 mg, 7 mg e 14 mg Rybelsus® semaglutida Rybelsus ® semaglutida

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Apresentações

Rybelsus ® 3 mg: comprimidos contendo 3 mg de semaglutida cada em embalagens com 30 comprimidos.

Rybelsus ® 7 mg: comprimidos contendo 7 mg de semaglutida cada em embalagens com 30 comprimidos.

Rybelsus ® 14 mg: comprimidos contendo 14 mg de semaglutida cada em embalagens com 30 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Rybelsus ® 3 mg:

Cada comprimido contém 3 mg de semaglutida.

Excipientes: salcaprozato de sódio, povidona, celulose microcristalina e estearato de magnésio.

Rybelsus ® 7 mg:

Cada comprimido contém 7 mg de semaglutida.

Excipientes: salcaprozato de sódio, povidona, celulose microcristalina e estearato de magnésio.

Rybelsus ® 14 mg:

Cada comprimido contém 14 mg de semaglutida.

Excipientes: salcaprozato de sódio, povidona, celulose microcristalina e estearato de magnésio.

01

Para que este medicamento é indicado?

Rybelsus ® contém o princípio ativo semaglutida. É um medicamento usado para reduzir o nível de açúcar no sangue.

Rybelsus ® é usado para tratar adultos (acima de 18 anos de idade) com diabetes mellitus tipo 2 quando dieta e exercício não são suficientes:

  • sozinho - quando você não puder utilizar metformina (outro medicamento para diabetes) ou
  • com outros medicamentos para diabetes - quando eles não são suficientes para controlar seu nível de açúcar no sangue. Estes podem ser medicamentos tomados por via oral ou administrados por injeção, como a insulina.

É importante que você continue com a sua dieta e o plano de exercícios sugeridos pelo médico, farmacêutico ou enfermeiro.

O que é o diabetes mellitus tipo 2?

O diabetes mellitus tipo 2 é uma condição na qual seu corpo não produz insulina suficiente, e a insulina que seu corpo produz não diminui o nível de açúcar no sangue da maneira que deveria. Em alguns casos, o seu corpo pode produzir muito açúcar no sangue. Se o seu nível de açúcar aumenta e permanece alto por um longo período de tempo, isso poderá levar a efeitos nocivos, como problemas no coração, doença nos rins, distúrbios nos olhos e má circulação nos membros. É por isso que é importante manter os seus níveis de açúcar no sangue dentro de uma faixa normal.

02

Como este medicamento funciona?

Rybelsus ® contém o princípio ativo semaglutida. Rybelsus ® é utilizado para reduzir o nível de açúcar no sangue em adultos com diabetes mellitus tipo 2 através de um mecanismo que estimula a secreção de insulina e diminui a secreção de glucagon, somente quando o nível de açúcar no sangue estiver alto.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não use Rybelsus ® se você for alérgico à semaglutida ou a qualquer outro componente deste medicamento (veja item “Composição”).

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Leia esta bula cuidadosamente antes de iniciar o uso deste medicamento, pois ela contém informações importantes para você.

  • Guarde esta bula. Você pode precisar lê-la novamente.
  • Em caso de dúvidas, pergunte para seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.
  • Este medicamento foi prescrito somente para você. Não compartilhe com terceiros. Isso pode prejudicá-los, mesmo que os sintomas sejam os mesmos que os seus.
  • Se apresentar qualquer efeito colateral, converse com seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Isso inclui qualquer possível efeito colateral não mencionado nesta bula (veja item “8. Quais os males que esse medicamento pode me causar?”).

Advertências e precauções Converse com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro antes de utilizar Rybelsus ®.

Rybelsus ® não é uma insulina e não deve ser utilizado se:

  • você tem diabetes mellitus tipo 1 - seu corpo não produz nenhuma insulina.
  • você desenvolver cetoacidose diabética - uma complicação do diabetes com nível de açúcar elevado no sangue, dificuldade para respirar, confusão, sede excessiva, hálito com odor adocicado, ou um gosto metálico ou adocicado na boca.

Se você ou alguém da sua família já teve um tipo de câncer de tireoide chamado carcinoma medular de tireoide (CMT), ou se você tem uma condição do sistema endócrino chamada Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM 2), consulte seu médico.

Se você souber que passará por uma cirurgia em que ficará sob anestesia (adormecido), informe seu médico que você está tomando Rybelsus ®.

Problemas de estômago e intestino e desidratação Durante o tratamento com Rybelsus ®, você pode apresentar enjoo (náuseas), vômito ou diarreia. Esses efeitos colaterais podem causar desidratação (perda de líquidos), portanto, é importante que você beba líquidos suficientes para evitá-la. Isto é especialmente importante se você tem problema nos rins. Em caso de dúvidas ou preocupações, converse com seu médico.

Dor intensa e contínua na região abdominal que pode ser devido a inflamação do pâncreas Se tiver dores intensas e contínuas na região abdominal (abdome), consulte um médico imediatamente, pois isto pode ser um sinal de inflamação do pâncreas (pancreatite aguda).

Baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) A combinação de uma sulfonilureia ou insulina com Rybelsus ® pode aumentar o risco de apresentar nível baixo de açúcar no sangue (hipoglicemia). Veja o item “8. Quais os males que esse medicamento pode me causar?” para os sinais de alerta de nível baixo de açúcar no sangue.

O seu médico pode pedir que você meça seu nível de açúcar no sangue. Isso o ajudará a decidir se a dose de sulfonilureia ou insulina precisa ser alterada para reduzir o risco de queda do nível de açúcar no sangue.

Doença do olho diabético (retinopatia) Melhoras rápidas no controle do nível de açúcar no sangue podem levar a um agravamento temporário da doença do olho diabético. Se você tem a doença e apresentar problemas oculares (no olho) enquanto estiver tomando este medicamento, converse com seu médico.

Resposta ao tratamento Se a resposta ao tratamento com semaglutida for menor que a esperada isso pode ser devido à baixa absorção causada pela variabilidade na absorção e à baixa biodisponibilidade absoluta. Você deve seguir as instruções fornecidas no item “6. Como devo usar este medicamento?” para obter o efeito ideal da semaglutida.

Crianças e adolescentes Este medicamento não é recomendado para crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade, uma vez que a segurança e a eficácia nesta faixa etária não foram estabelecidas.

Outros medicamentos e Rybelsus ® Informe o seu médico ou farmacêutico se estiver tomando, tiver tomado recentemente ou se vier a tomar outros medicamentos.

Em especial, informe o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro se estiver utilizando medicamentos contendo:

  • levotiroxina, que é utilizada para doenças da tiroide, pois o seu médico pode precisar verificar os seus níveis de hormônios da tiroide caso você esteja tomando Rybelsus ® juntamente com levotiroxina.
  • varfarina ou medicamentos similares ingeridos por via oral para reduzir a coagulação do sangue (anticoagulantes orais). Pode ser necessário fazer exames de sangue frequentes para verificar a rapidez com que o sangue está coagulando.
  • Se você estiver usando insulina, seu médico dirá como reduzir a dose de insulina e recomendará que você monitore seu nível de açúcar no sangue com mais frequência, a fim de evitar hiperglicemia (alto nível de açúcar no sangue) e cetoacidose diabética (uma complicação do diabetes que ocorre quando o corpo não consegue degradar (quebrar) a glicose (açúcar no sangue) porque não há insulina suficiente).

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Gravidez e Amamentação Informe seu médico antes de tomar este medicamento se estiver grávida ou amamentando, acha que está grávida ou planeja engravidar.

Rybelsus ® não deve ser utilizado durante a gravidez, pois não se sabe se o medicamento pode afetar o feto. Portanto, recomenda-se o uso de contraceptivos durante o uso deste medicamento. Se você deseja engravidar, converse com seu médico sobre como alterar o seu tratamento, pois você precisa parar de usar Rybelsus ® com pelo menos dois meses de antecedência. Caso engravide ao utilizar este medicamento, fale imediatamente com o seu médico, pois o seu tratamento deverá ser alterado.

Não utilize Rybelsus ® se estiver amamentando, pois não se sabe se ele passa pelo leite materno.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: o uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Dirigir veículos e operar máquinas É improvável que Rybelsus ® afete sua capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Alguns pacientes podem sentir tontura ao tomar Rybelsus ®. Se sentir tontura, tenha muito cuidado ao dirigir veículos ou operar máquinas. Converse com seu médico para maiores informações.

Se você usar este medicamento em associação com uma sulfonilureia ou insulina, pode ocorrer queda no nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) que pode reduzir a sua capacidade de concentração. Evite dirigir veículos ou operar máquinas se você apresentar sinais de baixo nível de açúcar no sangue. Veja item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento”, para obter informações sobre o aumento do risco de baixos níveis de açúcar no sangue e item “8. Quais os males que esse medicamento pode me causar?” para os sinais de alerta de nível baixo de açúcar no sangue. Converse com o seu médico para mais informações.

Rybelsus ® contém sódio Este medicamento contém 23 mg de sódio (componente principal do sal de cozinha) por comprimido. Isso é equivalente à 1% da ingestão diária máxima recomendada de sódio para um adulto.

Este medicamento contém 23 mg de sódio por comprimido. Se você faz dieta de restrição de sal (sódio) ou toma medicamento para controlar a pressão arterial, consulte o médico antes de usar este medicamento.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Armazenar em temperatura ambiente (de 15 ºC a 30 °C). Mantenha no blíster original para proteger da luz e umidade.

Mantenha o comprimido no blíster até você estar pronto para tomá-lo. Retirar o medicamento com muita antecedência pode interferir no efeito desejado.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

A data de validade é indicada no blíster e no cartucho (embalagem) do medicamento e se refere ao último dia do mês indicado.

Não utilize este medicamento se observar que a embalagem está danificada ou apresenta sinais de violação.

Rybelsus ® 3 mg: comprimido branco a amarelo claro, de formato oval (7,5 mm x 13,5 mm), com a gravação “3” de um lado e “novo” do outro.

Rybelsus ® 7 mg: comprimido branco a amarelo claro, de formato oval (7,5 mm x 13,5 mm), com a gravação “7” de um lado e “novo” do outro.

Rybelsus ® 14 mg: comprimido branco a amarelo claro, de formato oval (7,5 mm x 13,5 mm), com a gravação “14” de um lado e “novo” do outro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Os medicamentos usados, vencidos ou fora de uso devem ser descartados em Postos de Coleta localizados em Farmácias, Drogarias, Postos de Saúde ou Hospitais, que possuem coletores apropriados. O cartucho e a bula, que não possuem contato direto com o medicamento, podem ser descartados no lixo reciclável. Em caso de dúvidas consulte um farmacêutico, enfermeiro, médico ou vigilância sanitária.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Sempre utilize este medicamento exatamente como o seu médico orientou. Fale com o seu médico ou farmacêutico em caso de dúvidas.

Quanto utilizar

  • A dose inicial é de um comprimido de 3 mg uma vez ao dia, durante um mês. Após um mês, o seu médico aumentará a sua dose para 7 mg uma vez ao dia.
  • O seu médico pode aumentar a sua dose para 14 mg uma vez ao dia, se o seu nível de açúcar no sangue não estiver bem controlado com a dose de 7 mg uma vez ao dia.

Seu médico prescreverá a dose correta para você. Não altere a sua dose, a menos que o seu médico tenha orientado a fazê-lo. Não é recomendada a ingestão de dois comprimidos de 7 mg para obter o efeito de uma dose de 14 mg.

Como Rybelsus ® é administrado

  • Tome o comprimido de Rybelsus ® em jejum, preferencialmente a primeira ingestão pela manhã (antes do café da manhã).
  • Engula o comprimido de Rybelsus ® inteiro com um pouco de água (até 120 mL). O comprimido não deve ser partido, esmagado ou mastigado, já que não se sabe se isso impacta a absorção do medicamento.
  • Após tomar o comprimido de Rybelsus ®, espere pelo menos 30 minutos antes de comer ou beber, ou para tomar outros medicamentos orais. Esperar menos de 30 minutos pode diminuir a absorção da semaglutida.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Se você parar de utilizar Rybelsus ® Não pare de utilizar Rybelsus ® sem conversar com seu médico. Se você parar de usá-lo, seu nível de açúcar no sangue pode aumentar.

Se ainda tiver dúvidas sobre o uso deste medicamento, converse com o seu médico, farmacêutico ou enfermeiro.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se você esquecer de tomar uma dose, pule a dose perdida e tome apenas um comprimido na manhã seguinte.

Em caso de dúvidas, procure a orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Como todos os medicamentos, Rybelsus ® pode causar efeitos colaterais, embora nem todas as pessoas os apresentem.

  • Efeitos colaterais graves Comuns (podem afetar até 1 em 10 pessoas):
  • complicações da doença do olho diabético (retinopatia). Você deve conversar com o seu médico se você tiver problemas nos olhos, como mudanças na visão, durante o tratamento com este medicamento.

Raros (podem afetar até 1 em 1.000 pessoas):

  • reações alérgicas graves (reações anafiláticas). Você deve procurar ajuda médica imediata e informar o seu médico o quanto antes se apresentar sintomas como problemas respiratórios, inchaço da face e garganta, chiado, batimentos cardíacos acelerados, pele pálida e fria, sensação de tonturas ou fraqueza.
  • pâncreas inflamado (pancreatite aguda) que pode causar fortes dores no estômago e costas, que não desaparecem. Você deve consultar um médico imediatamente se sentir esses sintomas.

Desconhecido (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis)

  • Obstrução intestinal. Uma forma grave de prisão de ventre (constipação) com sintomas adicionais, como dor de estômago, distensão abdominal, vômito etc.
  • Outros efeitos colaterais Muito comuns (podem afetar mais de 1 em 10 pessoas):
  • enjoo (náusea) - geralmente desaparece com o tempo;
  • diarreia - geralmente desaparece com o tempo;
  • baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) quando este medicamento é utilizado com medicamentos que contém uma sulfonilureia ou insulina. Seu médico pode reduzir a dose desses medicamentos antes de começar a usar Rybelsus ®.

Os sinais de alerta de baixo nível de açúcar no sangue podem surgir subitamente. Eles podem incluir: suor frio, pele pálida e fria, dor de cabeça, batimento cardíaco acelerado, enjoo (náusea) ou muita fome, alterações na visão, sonolência ou fraqueza, nervosismo, ansiedade ou confusão, dificuldade de concentração ou tremor.

O seu médico o orientará como tratar o nível baixo de açúcar no sangue e o que fazer caso observe estes sinais de alerta.

Comuns (podem afetar até 1 em 10 pessoas) :

  • baixo nível de açúcar no sangue (hipoglicemia) quando este medicamento é usado com medicamentos orais para o diabetes que não sejam sulfonilureia ou insulina ;
  • enjoo (vômito);
  • incômodo estomacal ou indigestão;
  • estômago inflamado (“gastrite”) - os sinais incluem dor de estômago, enjoo (náusea) ou vômitos ;
  • refluxo ou azia - também chamado de “doença do refluxo gastroesofágico” ;
  • dor de estômago;
  • inchaço do estômago;
  • prisão de ventre (constipação);
  • cansaço;
  • menos apetite;
  • gases (flatulência);
  • aumento das enzimas pancreáticas (como lipase e amilase) em exames de sangue;
  • tontura.

Incomuns (podem afetar até 1 em 100 pessoas ):

  • perda de peso;
  • cálculos biliares;
  • arroto;
  • pulso rápido;
  • reações alérgicas como erupção cutânea, coceira ou urticária;
  • atraso no esvaziamento do estômago ;
  • alteração no gosto de alimentos ou bebidas .

Se apresentar qualquer efeito colateral, converse com seu médico, farmacêutico ou enfermeiro. Isso inclui todos os possíveis efeitos colaterais não listados nesta bula.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Se você tomar Rybelsus ® em uma quantidade maior do que deveria, fale imediatamente com o seu médico. Você pode apresentar efeitos colaterais, como enjoo (náusea).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro: 1.1766.0037 Produzido por:

Novo Nordisk A/S Måløv, Dinamarca Importado por:

Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda.

São José dos Pinhais/PR Registrado por:

Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda.

Avenida Francisco Matarazzo, 1350 São Paulo/SP

Cnpj: 82.277.955/0001-55

SAC: 0800 0144488

VENDA SOB PRESCRIÇÃO Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 26/09/2024.

Rybelsus ® é uma marca registrada de propriedade da Novo Nordisk A/S, Dinamarca.

© 2024 Novo Nordisk A/S

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Rybelsus®

Novo nordisk farm. do brasil ltda.

COMPRIMIDO 3 mg, 7 mg e 14 mg Rybelsus ® semaglutida Rybelsus ® semaglutida

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Apresentações

Rybelsus® 3 mg: comprimidos contendo 3 mg de semaglutida cada em embalagens com 30 comprimidos.

Rybelsus ® 7 mg: comprimidos contendo 7 mg de semaglutida cada em embalagens com 30 comprimidos.

Rybelsus ® 14 mg: comprimidos contendo 14 mg de semaglutida cada em embalagens com 30 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Rybelsus ® 3 mg:

Cada comprimido contém 3 mg de semaglutida.

Excipientes: salcaprozato de sódio, povidona, celulose microcristalina e estearato de magnésio.

Rybelsus ® 7 mg:

Cada comprimido contém 7 mg de semaglutida.

Excipientes: salcaprozato de sódio, povidona, celulose microcristalina e estearato de magnésio.

Rybelsus ® 14 mg:

Cada comprimido contém 14 mg de semaglutida.

Excipientes: salcaprozato de sódio, povidona, celulose microcristalina e estearato de magnésio.

A semaglutida é um análogo do peptídeo semelhante ao glucagon 1 humano (GLP-1) produzido em células Saccharomyces cerevisiae por tecnologia de DNA recombinante.

01

Indicações

Rybelsus ® é indicado para o tratamento de adultos com diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlado, para melhora do controle glicêmico, como adjuvante a dieta e exercício:

  • em monoterapia, quando a metformina é considerada inadequada devido a intolerância ou contraindicações;
  • em associação com outros medicamentos para o tratamento do diabetes.

Para informações sobre os resultados de estudos relacionados às associações, efeitos sobre o controle glicêmico, eventos cardiovasculares e as populações estudadas, vide item “2. Resultados de Eficácia”.

02

Resultados de eficácia

A eficácia e segurança de Rybelsus ® foram avaliadas em oito estudos clínicos globais de fase 3a controlados e randomizados. Em sete estudos, o objetivo primário foi a avaliação da eficácia glicêmica; em um estudo, o objetivo primário foi a avaliação dos desfechos cardiovasculares.

Os estudos incluíram 8.842 pacientes randomizados com diabetes mellitus tipo 2 (5.169 tratados com Rybelsus ®), incluindo 1.165 pacientes com insuficiência renal moderada. Os pacientes tinham idade média de 61 anos (faixa de 18 a 92 anos), com 40% dos pacientes ≥ 65 anos e 8% ≥ 75 anos. A eficácia de Rybelsus ® foi comparada com placebo ou controles ativos (sitagliptina, empagliflozina e liraglutida).

A eficácia de Rybelsus ® não foi afetada pela idade, sexo, raça, etnia, peso corporal, IMC (Índice de Massa Corporal), duração do diabetes, doença gastrointestinal superior e nível de função renal no período basal.

PIONEER 1 - Monoterapia Em um estudo clínico duplo-cego de 26 semanas, 703 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 não controlados com dieta e exercício foram randomizados para Rybelsus ® 3 mg, Rybelsus ® 7 mg, Rybelsus ® 14 mg ou placebo uma vez ao dia.

Tabela 1. Resultados de um estudo em monoterapia de 26 semanas comparando Rybelsus ® com placebo

(PIONEER 1) Rybelsus ® 7 mg Rybelsus ® 14 mg Placebo Conjunto completo de análise (N) 175 175 178 HbA1c (%) Período basal 8,0 8,0 7,9 Alteração em relação ao período basal 1 -1,2 -1,4 -0,3 Diferença do placebo 1 [IC de 95%] -0,9 [-1,1; -0,6]* -1,1 [-1,3; -0,9]* -Pacientes (%) atingindo HbA1c < 7,0% 69 § 77 § 31 GPJ (mg/dL) Período basal 161,9 158,1 160,0 Alteração em relação ao período basal 1 -27,9 -32,9 -3,2 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -24,6[-35,1; -14,2] § -29,6[-38,3; -21,0] § -Peso corporal (kg) Período basal 89,0 88,1 88,6 Alteração em relação ao período basal 1 -2,3 -3,7 -1,4 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -0,9 [-1,9; -0,1] -2,3 [-3,1; -1,5]

  • -1 Independentemente da descontinuação do tratamento ou início da medicação de resgate (modelo de mistura padrão usando imputação múltipla). *p<0,001 (2-lados não ajustados) para superioridade, controlado para multiplicidade.

§ p<0,05, não controlado para multiplicidade; para pacientes atingindo HbA 1c < 7,0%, o valor p é relacionado a razão de risco.

GPJ: Glicemia Plasmática de Jejum IC: Intervalo de Confiança PIONEER 2 - Rybelsus ® vs. empagliflozina, ambos em associação com metformina Em um estudo aberto de 52 semanas, 822 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 foram randomizados para Rybelsus ® 14 mg uma vez ao dia ou empagliflozina 25 mg uma vez ao dia, ambos em associação com metformina.

Tabela 2. Resultados de um estudo de 52 semanas comparando Rybelsus ® com empagliflozina (PIONEER 2) Rybelsus ® 14 mg empagliflozina 25 mg Conjunto completo de análise (N) 411 410 Semana 26 HbA1c (%) Período basal 8,1 8,1 Alteração em relação ao período basal 1 -1,3 -0,9 Diferença em relação a empagliflozina 1 [IC de 95%] -0,4 [-0,6; -0,3]

  • -Pacientes (%) atingindo HbA 1c < 7,0% 67 § 40 GPJ (mg/dL) Período basal 171,5 174,0 Alteração em relação ao período basal 1 -35,9 -36,3 Diferença em relação a empagliflozina 1 [IC de 95%] 0,4 [-4,3; 5,0] -Peso corporal (kg) Período basal 91,9 91,3 Alteração em relação ao período basal 1 -3,8 -3,7 Diferença em relação a empagliflozina 1 [IC de 95%] -0,1 [ -0,7; 0,5] -Semana 52 HbA1c (%) Alteração em relação ao período basal 1 -1,3 -0,9 Diferença em relação a empagliflozina 1 [IC de 95%] -0,4 [ -0,5; -0,3] § -Pacientes (%) atingindo HbA1c < 7,0% 66 § 43 Peso corporal (kg) Alteração em relação ao período basal 1 -3,8 -3,6 Diferença em relação a empagliflozina 1 [IC de 95%] -0,2 [ -0,9; 0,5] -1 Independentemente da descontinuação do tratamento ou início da medicação de resgate (modelo de mistura padrão usando imputação múltipla). *p<0,001 (2-lados não ajustados) para superioridade, controlado para multiplicidade.

§ p<0,05, não controlado para multiplicidade; para pacientes atingindo HbA1c < 7,0%, o valor p é relacionado a razão de risco.

GPJ: Glicemia Plasmática de Jejum IC: Intervalo de Confiança PIONEER 3 - Rybelsus ® vs. sitagliptina, ambos em associação com metformina ou metformina com sulfonilureia Em um estudo duplo-cego e duplo-mascarado de 78 semanas, 1.864 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 foram randomizados para receber Rybelsus ® 3 mg, Rybelsus ® 7 mg, Rybelsus ® 14 mg ou sitagliptina 100 mg uma vez ao dia, todos em associação com metformina isolada ou metformina e sulfonilureia. Reduções em HbA1c e peso corporal foram sustentadas durante toda a duração do estudo de 78 semanas.

Tabela 3. Resultados de um estudo de 78 semanas comparando Rybelsus ® com sitagliptina (PIONEER 3) Rybelsus ® 7 mg Rybelsus ® 14 mg sitagliptina 100 mg Conjunto completo de análise (N) 465 465 467 Semana 26 HbA1c (%) Período basal 8,4 8,3 8,3 Alteração em relação ao período basal 1 -1,0 -1,3 -0,8 Diferença em relação a sitagliptina 1 [IC de 95%] -0,3 [-0,4; -0,1]

  • -0,5 [-0,6; -0,4]
  • -Pacientes (%) atingindo HbA 1c < 7,0% 44 § 56 § 32 GPJ (mg/dL) Período basal 170,3 167,9 171,8 Alteração em relação ao período basal 1 -21,3 -30,5 -15,4 Diferença em relação a sitagliptina 1 [IC de 95%] -5,9 [-11,4; -0,3] § -15,1 [-20,6; -9,7] § -Peso corporal (kg) Período basal 91,3 91,2 90,9 Alteração em relação ao período basal 1 -2,2 -3,1 -0,6 Diferença em relação a sitagliptina 1 [IC de 95%] -1,6 [-2,0; -1,1]
  • -2,5 [-3,0; -2,0]
  • -Semana 78 HbA1c (%) Alteração em relação ao período basal 1 -0,8 -1,1 -0,7 Diferença em relação a sitagliptina 1 [IC de 95%] -0,1 [-0,3; 0,0] -0,4 [-0,6; -0,3] § -Pacientes (%) atingindo HbA 1c < 7,0% 39 § 45 § 29 Peso corporal (kg) Alteração em relação ao período basal 1 -2,7 -3,2 -1,0 Diferença em relação a sitagliptina 1 [IC de 95%] -1,7 [-2,3; -1,0] § -2,1 [-2,8; -1,5] § -1 Independentemente da descontinuação do tratamento ou início da medicação de resgate (modelo de mistura padrão usando imputação múltipla). *p<0,001 (2-lados não ajustados) para superioridade, controlado para multiplicidade.

§ p<0,05, não controlado para multiplicidade; para pacientes atingindo HbA1c < 7,0%, o valor p é relacionado a razão de risco.

GPJ: Glicemia Plasmática de Jejum IC: Intervalo de Confiança PIONEER 4 - Rybelsus ® vs. liraglutida e placebo, todos em associação com metformina ou metformina com um inibidor de SGLT2 Em um estudo duplo-cego e duplo-mascarado de 52 semanas, 711 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 foram randomizados para Rybelsus ® 14 mg, liraglutida 1,8 mg injeção s.c. (subcutânea) ou placebo, uma vez ao dia, todos em associação com metformina ou metformina e um inibidor de SGLT2 (cotransportador sódio-glicose 2).

Tabela 4. Resultados de um estudo de 52 semanas comparando Rybelsus ® com liraglutida e placebo (PIONEER 4) Rybelsus ® 14 mg liraglutida 1,8 mg Placebo Conjunto completo de análise (N) 285 284 142 Semana 26 HbA1c (%) Período basal 8,0 8,0 7,9 Alteração em relação ao período basal 1 -1,2 -1,1 0,2 Diferença em relação a liraglutida 1 [IC de 95%] -0,1 [-0,3; 0,0]

  • -Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -1,1 [-1,2; -0,9]* - -Pacientes (%) atingindo HbA 1c < 7,0% 68 §,a 62 14 GPJ (mg/dL) Período basal 167,1 167,6 166,7 Alteração em relação ao período basal 1 -36,1 -33,6 -6,5 Diferença em relação a liraglutida 1 [IC de 95%] -2,4 [-7,4; 2,6]
  • -Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -29,5 [-35,9; -23,1] §
  • -Peso corporal (kg) Período basal 92,9 95,5 93,2 Alteração em relação ao período basal 1 -4,4 -3,1 -0,5 Diferença em relação a liraglutida 1 [IC de 95%] -1,2 [ -1,9; -0,6]*
  • -Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -3,8 [ -4,7; -3,0]* - -Semana 52 HbA1c (%) Alteração em relação ao período basal 1 -1,2 -0,9 -0,2 Diferença em relação a liraglutida 1 [IC de 95%] -0,3 [ -0,5; -0,1] § - -Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -1,0 [ -1,2; -0,8] § - -Pacientes (%) atingindo HbA1c < 7,0% 61 §,a 55 15 Peso corporal (kg) Alteração em relação ao período basal 1 -4,3 -3,0 -1,0 Diferença em relação a liraglutida 1 [IC de 95%] -1,3 [ -2,1; -0,5] § - -Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -3,3 [ -4,3; -2,4] § - -1 Independentemente da descontinuação do tratamento ou início da medicação de resgate (modelo de mistura padrão usando imputação múltipla). *p<0,001 (2-lados não ajustados) para superioridade, controlado para multiplicidade.

§ p<0,05, não controlado para multiplicidade; para pacientes atingindo HbA1c < 7,0%, o valor p é relacionado a razão de risco. a vs placebo GPJ: Glicemia Plasmática de Jejum IC: Intervalo de Confiança PIONEER 5 - Rybelsus ® vs. placebo, ambos em associação com insulina basal isolada, metformina e insulina basal ou metformina e/ou sulfonilureia, em pacientes com insuficiência renal moderada Em um estudo duplo-cego de 26 semanas, 324 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e insuficiência renal moderada TFGe (Taxa de Filtração Glomerular estimada) eGFR (do inglês estimated Glomerular Filtration Rate) 30-59 mL/min/1,73 m 2 foram randomizados para Rybelsus ® 14 mg ou placebo uma vez ao dia. O produto do estudo foi adicionado ao regime antidiabético estável pré-estudo do paciente.

Tabela 5. Resultados de um estudo de 26 semanas comparando Rybelsus ® com placebo em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e insuficiência renal moderada (PIONEER 5) Rybelsus ® 14 mg Placebo Conjunto completo de análise (N) 163 161 HbA1c (%) Período basal 8,0 7,9 Alteração em relação ao período basal 1 -1,0 -0,2 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -0,8 [-1,0; -0,6]

  • -Pacientes (%) atingindo HbA 1c < 7,0% 2 58 § 23 GPJ (mg/dL) Período basal 163,6 163,5 Alteração em relação ao período basal 1 -27,7 -6,6 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -21,1 [-30,6; -11,7] § -Peso corporal (kg) Período basal 91,3 90,4 Alteração em relação ao período basal 1 -3,4 -0,9 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -2,5 [-3,2; -1,8]
  • -1 Independentemente da descontinuação do tratamento ou início da medicação de resgate (modelo de mistura padrão usando imputação múltipla).

*p<0,001 (2-lados não ajustados) para superioridade, controlado para multiplicidade.

§ p<0,05, não controlado para multiplicidade; para pacientes atingindo HbA1c < 7,0%, o valor p é relacionado a razão de risco.

GPJ: Glicemia Plasmática de Jejum IC: Intervalo de Confiança PIONEER 7 - Rybelsus ® vs. sitagliptina, ambos em associação com metformina, inibidores de SGLT2, sulfonilureia ou tiazolidinedionas - estudo de ajuste de dose flexível Em um estudo aberto de 52 semanas, 504 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 foram randomizados para Rybelsus ® (ajuste de dose flexível de 3 mg, 7 mg e 14 mg uma vez ao dia) ou sitagliptina 100 mg uma vez ao dia, todos em associação com 1-2 antidiabéticos orais (metformina, inibidores de SGLT2, sulfonilureia ou tiazolidinedionas). A dose de Rybelsus ® foi ajustada a cada 8 semanas com base na resposta glicêmica e tolerância do paciente. A dose de 100 mg de sitagliptina foi fixa. A eficácia e segurança de Rybelsus ® foram avaliadas na semana 52.

Na semana 52, a proporção de pacientes em tratamento com Rybelsus ® 3 mg, 7 mg e 14 mg foi de 10%, 30% e 60%, respectivamente.

Tabela 6. Resultados de um estudo de 52 semanas de ajuste de dose flexível comparando Rybelsus ® com sitagliptina (PIONEER 7) Rybelsus ® dose flexível sitagliptina 100 mg Conjunto completo de análise (N) 253 251 HbA1c (%) Período basal 8,3 8,3 Pacientes (%) atingindo HbA1c < 7,0% 1 58* 25 Peso corporal (kg) Período basal 88,9 88,4 Alteração em relação ao período basal 1 -2,6 -0,7 Diferença em relação a sitagliptina 1 [IC de 95%] -1,9 [-2,6; -1,2]* -1 Independentemente da descontinuação do tratamento (16,6% dos pacientes com Rybelsus ® dose flexível e 9,2% com sitagliptina, em que 8,7% e 4,0%, respectivamente, foram devido à eventos adversos) ou início da medicação de resgate (modelo de mistura padrão usando imputação múltipla).

*p<0,001 (2-lados não ajustados) para superioridade, controlado para multiplicidade (para pacientes atingindo HbA1c < 7,0%, o valor p é relacionado a razão de risco).

IC: Intervalo de Confiança PIONEER 8 - Rybelsus ® vs. placebo, ambos em associação com insulina com ou sem metformina Em um estudo duplo-cego de 52 semanas, 731 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 inadequadamente controlado com insulina (basal, basal/bolus ou pré-mistura) com ou sem metformina foram randomizados para Rybelsus ® 3 mg, Rybelsus ® 7 mg, Rybelsus ® 14 mg ou placebo uma vez ao dia.

Tabela 7. Resultados de um estudo de 52 semanas comparando Rybelsus ® com placebo em associação com insulina (PIONEER 8) Rybelsus ® 7 mg Rybelsus ® 14 mg Placebo Conjunto completo de análise (N) 182 181 184 Semana 26 (dose de insulina limitada ao nível no período basal) HbA1c (%) Período basal 8,2 8,2 8,2 Alteração em relação ao período basal 1 -0,9 -1,3 -0,1 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -0,9 [ -1,1; -0,7]

  • -1,2 [ -1,4; -1,0]
  • -Pacientes (%) atingindo HbA1c <7,0% 43 § 58 § 7 GPJ (mg/dL) Período basal 153,3 150,1 149,5 Alteração em relação ao período basal 1 -19,5 -24,2 5,3 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -24,8 [ -34,8; -14,9] § -29,5 [ -39,5; -19,5] § -Peso corporal (kg) Período basal 87,1 84,6 86,0 Alteração em relação ao período basal 1 -2,4 -3,7 -0,4 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -2,0 [ -3,0; -1,0] * -3,3 [ -4,2; -2,3] * -Semana 52 (dose ilimitada de insulina) + HbA1c (%) Alteração em relação ao período basal 1 -0,8 -1,2 -0,2 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -0,6 [ -0,8; -0,4] § -0,9 [ -1,1; -0,7] § -Pacientes (%) atingindo HbA1c < 7,0% 40 § 54 § 9 Peso corporal (kg) Alteração em relação ao período basal 1 -2,0 -3,7 0,5 Diferença em relação ao placebo 1 [IC de 95%] -2,5 [ -3,6; -1,4] § -4,3 [ -5,3; -3,2] § -1 Independentemente da descontinuação do tratamento ou início da medicação de resgate (modelo de mistura padrão usando imputação múltipla).

*p<0,001 (2 -lados não ajustados) para superioridade, controlado para multiplicidade.

§ p<0,05, não controlado para multiplicidade; para pacientes atingindo HbA1c < 7,0%, o valor p é relacionado a razão de risco.

+ A dose diária total de insulina foi estatisticamente menor com a semaglutida do que com o placebo na semana 52.

GPJ: Glicemia Plasmática de Jejum IC: Intervalo de Confiança

  • Avaliação Cardiovascular

PIONEER 6 Em um estudo duplo-cego, 3.183 pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e alto risco cardiovascular foram randomizados para Rybelsus ® 14 mg uma vez ao dia ou placebo, em adição ao tratamento padrão. O período mediano de observação foi de 16 meses.

O desfecho primário foi o tempo desde a randomização até a primeira ocorrência de um evento MACE (evento adverso cardiovascular maior, do inglês Major Adverse Cardiovascular Event): morte cardiovascular, infarto do miocárdio não-fatal ou acidente vascular cerebral não-fatal.

Pacientes elegíveis para entrar no estudo tinham: 50 anos de idade ou mais e doença cardiovascular e/ou doença renal crônica estabelecida, ou 60 anos de idade ou mais com fatores de risco cardiovascular apenas. No total, 1.797 pacientes (56,5%) apresentavam doença cardiovascular estabelecida sem doença renal crônica, 354 (11,1%) tinham apenas doença renal crônica e 544 (17,1%) tinham doença cardiovascular e doença renal. 488 pacientes (15,3%) tinham apenas fatores de risco cardiovascular. A idade média no período basal foi de 66 anos e 68% dos pacientes eram homens. A duração média do diabetes foi de 14,9 anos e a média do IMC foi de 32,3 kg/m 2. O histórico médico incluiu acidente vascular cerebral (11,7%) e infarto do miocárdio (36,1%).

O número total do primeiro desfecho de MACE foi 137: 61 (3,8%) com Rybelsus ® e 76 (4,8%) com placebo. A análise do tempo até o primeiro MACE resultou em uma razão de risco de 0,79 [0,57; 1,11] IC de 95%.

Gráfico de incidência cumulativa do desfecho primário (um composto de morte cardiovascular, infarto do miocárdio não-fatal ou acidente vascular cerebral não-fatal) com morte não-cardiovascular como risco competitivo.

Abreviações: IC: Intervalo de confiança, HR: razão de risco (do inglês, hazard ratio) Figura 1. Incidência cumulativa do tempo até a primeira ocorrência de MACE no PIONEER 6 O efeito do tratamento para o desfecho primário composto e seus componentes no estudo PIONEER 6 é apresentado na Figura 2.

Razão de Risco (IC de 95%) Rybelsus ® N (%) Placebo N (%)

FAS 1591 (100) 1592 (100) Desfecho primário - MACE 0,79 (0,57-1,11) 61 (3,8) 76 (4,8) Componentes do MACE Morte cardiovascular 0,49 (0,27-0,92) 15 (0,9) 30 (1,9) Acidente vascular cerebral não-fatal 0,74 (0,35-1,57) 12 (0,8) 16 (1,0) Infarto do miocárdio não-fatal 1,18 (0,73-1,90) 37 (2,3) 31 (1,9) Outros desfechos secundários Morte por todas as causas 0,51 (0,31-0,84) 23 (1,4) 45 (2,8) Favorece Rybelsus ® Favorece placebo Abreviações: FAS: conjunto de análise completa (do inglês, Full Analysis Set) Figura 2. Efeito do tratamento para o desfecho primário composto, seus componentes e morte por todas as causas (PIONEER 6)

  • Peso corporal Ao final do tratamento, 27-45% dos pacientes alcançaram uma perda de peso ≥5% e 6-16% atingiram uma perda de peso ≥10% com Rybelsus ®, em comparação com 12-39% e 2-8%, respectivamente, com os comparadores ativos.
  • Pressão arterial O tratamento com Rybelsus ® reduziu a pressão arterial sistólica em 2-7 mmHg.

Referências:

1. Aroda VR et al. PIONEER 1: Randomized Clinical Trial of the Efficacy and Safety of Oral Semaglutide Monotherapy in Comparison With Placebo in Patients With Type 2 Diabetes. Diabetes Care. 2019 Sep;42(9):1724-1732.

2. Rodbard HW et al. Oral Semaglutide Versus Empagliflozin in Patients With Type 2 Diabetes Uncontrolled on Metformin: The PIONEER 2 Trial. Diabetes Care Dec 2019, 42 (12) 2272-2281; DOI: 10.2337/dc19-0883 3. Rosenstock J et al. Effect of Additional Oral Semaglutide vs Sitagliptin on Glycated Hemoglobin in Adults With Type 2 Diabetes Uncontrolled With Metformin Alone or With Sulfonylurea. The PIONEER 3 Randomized Clinical Trial. JAMA. 2019;321(15):1466-1480. DOI:10.1001/jama.2019.

4. Pratley R et al. Oral semaglutide versus subcutaneous liraglutide and placebo in type 2 diabetes (PIONEER 4): a randomised, double-blind, phase 3a trial. Lancet 2019; 394: 39–50 5. Mosenzon O et al. Efficacy and safety of oral semaglutide in patients with type 2 diabetes and moderate renal impairment (PIONEER 5): a placebo-controlled, randomised, phase 3a trial. Lancet Diabetes Endocrinol. 2019 Jul;7(7):515-527.

6. Pieber TP et al. Efficacy and safety of oral semaglutide with flexible dose adjustment versus sitagliptin in type 2 diabetes (PIONEER 7): a multicentre, open-label, randomised, phase 3a trial. Lancet Diabetes Endocrinol. 2019 Jul;7(7):528-539.

7. Zinman B et al. Efficacy, Safety, and Tolerability of Oral Semaglutide Versus Placebo Added to Insulin With or Without Metformin in Patients With Type 2 Diabetes: The PIONEER 8 Trial. Diabetes Care. 2019 Dec;42(12):2262-2271. DOI: 10.2337/dc19-0898 8. Husain M et al. Oral Semaglutide and Cardiovascular Outcomes in Patients with Type 2 Diabetes. N Engl J Med 2019; 381:841-851 DOI: 10.1056/NEJMoa1901118 9. Marso SP et al. Semaglutide and Cardiovascular Outcomes in Patients with Type 2 Diabetes. N Engl J Med 2016;375: 1834–1844

03

Características farmacológicas

  • Propriedades Farmacodinâmicas Mecanismo de ação A semaglutida é um análogo de GLP-1 com 94% de homologia sequencial ao GLP-1 humano. A semaglutida age como um agonista do receptor de GLP-1 que se liga seletivamente e ativa o receptor de GLP-1, o alvo do GLP-1 endógeno. O GLP-1 é um hormônio fisiológico que possui múltiplas ações na regulação da glicose e do apetite, e no sistema cardiovascular. A ação na glicemia e os efeitos no apetite são especificamente mediados via receptores de GLP-1 no pâncreas e no cérebro.

A semaglutida reduz a glicemia de forma glicose-dependente, estimulando a secreção de insulina e diminuindo a secreção de glucagon quando a glicemia está alta. O mecanismo de redução da glicemia também envolve um pequeno atraso no esvaziamento gástrico na fase pós-prandial precoce. Durante a hipoglicemia, a semaglutida diminui a secreção de insulina e não prejudica a secreção de glucagon. O mecanismo de semaglutida é independente da via de administração.

A semaglutida reduz o peso corporal e a massa corporal adiposa através da baixa ingestão energética, envolvendo uma redução do apetite de maneira geral. Além disso, a semaglutida reduz a preferência por alimentos com alto teor de gordura.

Os receptores de GLP-1 são expressos no coração, vasculatura, sistema imunológico e rins. A semaglutida tem um efeito benéfico nos lipídios plasmáticos, reduz a pressão arterial sistólica e reduz a inflamação nos estudos clínicos. Em estudos com animais, a semaglutida atenua o desenvolvimento da aterosclerose pela prevenção da progressão da placa aórtica e redução da inflamação na placa.

Efeitos farmacodinâmicos Todas as avaliações farmacodinâmicas descritas abaixo foram realizadas com semaglutida administrada via oral após 12 semanas de tratamento.

  • Glicose em jejum e pós-prandial A semaglutida reduz as concentrações de glicose em jejum e pós-prandial. Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, o tratamento com semaglutida resultou em redução relativa em comparação com placebo de 22% [13;30] da glicemia em jejum e de 29% [19;37] da glicemia pós-prandial.
  • Secreção de glucagon A semaglutida reduz as concentrações de glucagon pós-prandiais. Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, a semaglutida resultou nas seguintes reduções relativas de glucagon em comparação com placebo: resposta do glucagon pós-prandial de 29% [15;41].
  • Esvaziamento gástrico A semaglutida causa um pequeno atraso no esvaziamento gástrico pós-prandial precoce, com exposição ao paracetamol (AUC0-1h) de 31 % [13;46] menor na primeira hora após a refeição, reduzindo assim a taxa à qual a glicose aparece na circulação pós-prandial.
  • Lipídios em jejum e pós-prandial A semaglutida, em comparação com o placebo, diminuiu as concentrações de triglicerídeos em jejum e colesterol VLDL (do inglês, very-low-density lipoproteins) em 19% [8;28] e 20% [5;33], respectivamente. A resposta pós-prandial de triglicerídeos e colesterol VLDL a uma refeição rica em gordura foi reduzida em 24% [9;36] e 21% [7;32], respectivamente. Houve redução de ApoB48 tanto em jejum quanto pós-prandial em 25% [2;43] e 30% [15;43] respectivamente.
  • Propriedades Farmacocinéticas Absorção A semaglutida administrada por via oral tem uma baixa biodisponibilidade absoluta e uma absorção variável. A administração diária de acordo com a posologia recomendada em combinação com uma meia-vida longa reduz a flutuação diária da exposição.

A farmacocinética da semaglutida foi extensivamente caracterizada em indivíduos saudáveis e em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. Após administração oral, a concentração plasmática máxima de semaglutida ocorreu 1 hora após a dose. A exposição no estado de equilíbrio foi alcançada após 4-5 semanas de administração uma vez ao dia. Em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, as concentrações médias no estado de equilíbrio foram aproximadamente 6,7 nmol/L e 14,6 nmol/L com Rybelsus ® 7 mg e 14 mg, respectivamente; com 90% dos pacientes tratados com semaglutida 7 mg tendo uma concentração média entre 1,7 e 22,7 nmol/L e 90% dos pacientes tratados com semaglutida 14 mg tendo uma concentração média entre 3,7 e 41,3 nmol/L. A exposição sistêmica de semaglutida aumentou de modo proporcional à dose.

Baseado em dados in vitro, o salcaprozato de sódio facilitou a absorção da semaglutida. A absorção da semaglutida ocorre predominantemente no estômago.

A biodisponibilidade absoluta estimada de semaglutida é de aproximadamente 1% após administração oral.

A variabilidade na absorção entre os pacientes foi alta (o coeficiente de absorção foi aproximadamente 100%). A estimativa da variabilidade intra-paciente na biodisponibilidade não foi confiável.

A absorção de semaglutida é diminuída se ingerida com alimentos ou grandes volumes de água. Um período de jejum mais longo após a administração resulta em maior absorção.

Distribuição O volume absoluto estimado de distribuição é de aproximadamente 8 L em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. A semaglutida liga-se extensivamente às proteínas plasmáticas (> 99%).

Biotransformação A semaglutida é metabolizada através da clivagem proteolítica da cadeia principal do peptídeo e da beta-oxidação sequencial da cadeia lateral do ácido graxo. Espera-se que a enzima endopeptidase neutra (NEP) esteja envolvida no metabolismo da semaglutida.

Eliminação As principais vias de excreção do material relacionado à semaglutida são urina e fezes. Aproximadamente 3% da dose absorvida é excretada como semaglutida intacta através da urina.

Com uma meia-vida de eliminação de aproximadamente 1 semana, a semaglutida estará presente na circulação durante cerca de 5 semanas após a última dose. O clearance de semaglutida em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 é de aproximadamente 0,04 L/h.

Alternando entre a administração oral e subcutânea (s.c.) O efeito de alternar entre a administração de semaglutida via oral e s.c. não pode ser facilmente previsto devido à alta variabilidade farmacocinética da semaglutida oral. A exposição após 14 mg de semaglutida oral uma vez ao dia é comparável a semaglutida s.c. 0,5 mg uma vez por semana. Uma dose oral equivalente a 1,0 mg de semagltuida s.c. não foi estabelecida.

Populações especiais

  • Idosos A idade não teve efeito sobre a farmacocinética da semaglutida com base em dados de estudos clínicos, que estudaram pacientes com até 92 anos de idade.
  • Sexo O sexo não teve efeito clinicamente significativo na farmacocinética da semaglutida.
  • Raça e etnia Raça (branca, negra, asiática) e etnia (hispânica, não-hispânica) não tiveram efeito sobre a farmacocinética da semaglutida.
  • Peso corporal O peso corporal teve um efeito na exposição da semaglutida. Maior peso corporal foi associado com menor exposição.

A semaglutida proporcionou uma exposição sistêmica adequada ao longo da faixa de peso corporal de 40-188 kg avaliada nos estudos clínicos.

  • Insuficiência renal A insuficiência renal não teve impacto na farmacocinética da semaglutida de maneira clinicamente relevante. A farmacocinética da semaglutida foi avaliada em pacientes com insuficiência renal leve, moderada ou grave e pacientes com doença renal terminal em diálise, em comparação com indivíduos com função renal normal, em um estudo com 10 dias consecutivos de doses de semaglutida uma vez ao dia. Isto também foi mostrado para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e insuficiência renal com base em dados de estudos de fase 3a.
  • Insuficiência hepática A insuficiência hepática não teve impacto na farmacocinética da semaglutida de maneira clinicamente relevante. A farmacocinética de semaglutida foi avaliada em pacientes com insuficiência hepática leve, moderada ou grave, em comparação com indivíduos com função hepática normal, em um estudo com 10 dias consecutivos de doses de semaglutida uma vez ao dia.
  • Doença do trato gastrointestinal superior Doença do trato gastrointestinal superior (gastrite crônica e/ou doença do refluxo gastroesofágico) não teve impacto na farmacocinética da semaglutida de forma clinicamente relevante. A farmacocinética foi avaliada em pacientes com diabetes mellitus tipo 2, com ou sem doença do trato gastrointestinal superior, com doses de semaglutida uma vez ao dia administradas durante 10 dias consecutivos. Isso também foi mostrado para pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e doença do trato gastrointestinal superior, com base em dados de estudos de fase 3a.
  • População pediátrica A semaglutida não foi estudada em pacientes pediátricos.
  • Dados de segurança pré-clínica Os dados pré-clínicos não revelam riscos especiais para humanos com base em estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida ou genotoxicidade.

Tumores não letais de células C da tireoide observados em roedores são um efeito da classe dos agonistas do receptor de GLP-1. Em estudos de carcinogenicidade de 2 anos em ratos e camundongos, a semaglutida causou tumores da célula C da tireoide em exposições clinicamente relevantes. Nenhum outro tumor relacionado ao tratamento foi observado. Os tumores de células C de roedores são causados por um mecanismo não-genotóxico específico do receptor de GLP-1, para o qual os roedores são particularmente sensíveis. A relevância para humanos é considerada baixa, mas não pode ser completamente excluída.

Em estudos de fertilidade em ratos, a semaglutida não afetou o desempenho de acasalamento ou a fertilidade dos machos. Em ratas, um aumento na duração do ciclo estral e uma pequena redução no corpo lúteo (ovulações) foram observados em doses associadas à perda de peso corporal materna.

Em estudos de desenvolvimento embriofetal em ratos, a semaglutida causou embriotoxicidade abaixo das exposições clinicamente relevantes. A semaglutida causou reduções acentuadas no peso corporal materno e reduções na sobrevida e crescimento embrionário. Nos fetos, foram observadas malformações esqueléticas e viscerais importantes, incluindo efeitos em ossos longos, costelas, vértebras, cauda, vasos sanguíneos e ventrículos cerebrais. Avaliações mecanísticas indicaram que a embriotoxicidade envolvia um comprometimento mediado pelo receptor de GLP-1 do suprimento de nutrientes para o embrião através do saco vitelino de ratos. Devido às diferenças de espécies na anatomia e função do saco vitelino, e devido à falta de expressão do receptor de GLP-1 no saco vitelino de primatas não-humanos, este mecanismo é considerado como tendo relevância improvável em humanos. Porém, um efeito direto da semaglutida no feto não pode ser excluído.

Em estudos de toxicidade de desenvolvimento em coelhos e macacos cynomolgus, observou-se um aumento de aborto e uma incidência ligeiramente aumentada de anomalias fetais em exposições clinicamente relevantes. Os achados coincidiram com uma perda de peso corporal materna acentuada de até 16%. Não se sabe se esses efeitos estão relacionados à diminuição do consumo alimentar materno como um efeito direto do GLP-1.

O crescimento e desenvolvimento pós-natal foram avaliados em macacos cynomolgus. Os filhotes eram ligeiramente menores no parto, mas se recuperaram durante o período de lactação.

Em ratos jovens, a semaglutida causou retardo na maturação sexual em machos e fêmeas. Estes atrasos não tiveram impacto sobre a fertilidade e capacidade reprodutiva de ambos os sexos, ou sobre a capacidade das fêmeas de manterem a gravidez.

04

Contraindicações

Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos excipientes listados em “Composição”.

05

Advertências e precauções

Rybelsus ® não deve ser utilizado em pacientes com diabetes mellitus tipo 1 ou para o tratamento da cetoacidose diabética. Cetoacidose diabética foi relatada em pacientes insulino-dependentes que tiveram rápida descontinuação ou redução da dose de insulina quando o tratamento com um agonista do receptor de GLP-1 foi iniciado (vide item “8.

Posologia e Modo de usar”).

Não há experiência terapêutica em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva classe IV da New York Heart Association (NYHA) e, portanto, a semaglutida não é recomendada nesses pacientes.

Não há experiência terapêutica com semaglutida em pacientes submetidos a cirurgia bariátrica.

Tumores não-letais de células C da tireoide observados em roedores são um efeito de classe para os agonistas do receptor de GLP-1. Em estudos de carcinogenicidade de 2 anos em ratos e camundongos, a semaglutida causou tumores da célula C da tireoide em exposições clinicamente relevantes. Nenhum outro tumor relacionado ao tratamento foi observado. Os tumores de células C de roedores são causados por um mecanismo não-genotóxico, específico do receptor de GLP-1, para o qual os roedores são particularmente sensíveis. A relevância para os seres humanos é considerada baixa, mas não pode ser completamente excluída. Portanto, Rybelsus ® deve ser usado com cautela em pacientes com história pessoal ou familiar de carcinoma medular de tireoide (CMT) ou em pacientes com Síndrome de Neoplasia Endócrina Múltipla tipo 2 (NEM 2).

  • Aspiração associada à anestesia geral ou sedação profunda Casos de aspiração pulmonar foram relatados em pacientes que fazem uso de agonistas do receptor GLP-1 durante anestesia geral ou sedação profunda. Portanto, o aumento do risco de conteúdo gástrico residual devido ao atraso no esvaziamento gástrico (vide item “9. Reações Adversas”) deve ser considerado antes de realizar procedimentos com anestesia geral ou sedação profunda.
  • Efeitos gastrointestinais e desidratação O uso de agonistas do receptor de GLP-1 pode estar associado a reações adversas gastrointestinais que podem causar desidratação, que em casos raros podem levar à deterioração da função renal (vide item “9. Reações Adversas”). Os pacientes tratados com semaglutida devem ser advertidos sobre o risco potencial de desidratação relacionado aos efeitos gastrointestinais e se precaver para evitar a perda de fluidos.
  • Pancreatite aguda A pancreatite aguda foi observada com o uso de agonistas do receptor de GLP-1. Os pacientes devem ser informados sobre os sintomas característicos da pancreatite aguda. Se houver suspeita de pancreatite, Rybelsus ® deve ser descontinuado; se confirmada, Rybelsus ® não deve ser reiniciado. Recomenda-se precaução em pacientes com histórico de pancreatite.
  • Hipoglicemia Os pacientes tratados com Rybelsus ® em associação com uma sulfonilureia ou insulina podem apresentar um risco aumentado de hipoglicemia (vide item “9. Reações Adversas”). O risco de hipoglicemia pode ser diminuído pela redução da dose de sulfonilureia ou insulina ao iniciar o tratamento com Rybelsus ® (vide item “8. Posologia e Modo de Usar”).
  • Retinopatia diabética Em pacientes com retinopatia diabética tratados com insulina e semaglutida s.c., um risco aumentado de desenvolver complicações relacionadas a retinopatia diabética foi observado. Este risco não pode ser excluído para a administração da semaglutida via oral (vide item “9. Reações Adversas”). Recomenda-se precaução ao usar semaglutida em pacientes com retinopatia diabética. Esses pacientes devem ser monitorados de perto e tratados de acordo com as diretrizes clínicas. A melhora rápida no controle glicêmico tem sido associada a um agravamento temporário da retinopatia diabética, mas outros mecanismos não podem ser excluídos. O controle glicêmico em longo prazo diminui o risco de retinopatia diabética.
  • Resposta ao tratamento Recomenda-se seguir o regime posológico para um efeito ideal da semaglutida. Se a resposta ao tratamento for menor do que a esperada, o médico prescritor deve estar ciente de que a absorção da semaglutida é altamente variável e pode ser mínima (2-4% não terão exposição alguma), e que a biodisponibilidade absoluta da semaglutida é baixa.
  • Teor de sódio Este medicamento contém 23 mg de sódio por comprimido, equivalente a 1% da dose diária máxima recomendada pela OMS (Organização Mundial da Saúde) de 2 g de sódio para um adulto.

Este medicamento contém 23 mg de sódio por comprimido, o que deve ser considerado quando utilizado por pacientes hipertensos ou em dieta de restrição de sódio.

Fertilidade, gravidez e amamentação

  • Mulheres em idade fértil Recomenda-se que as mulheres em idade fértil usem contraceptivos quando tratadas com semaglutida.
  • Fertilidade O efeito da semaglutida na fertilidade em humanos é desconhecido. A semaglutida não afetou a fertilidade masculina em ratos. Em ratas, observou-se um aumento da duração do ciclo estral e uma pequena redução no número de ovulações com doses associadas à perda de peso corporal materno (vide “Dados de segurança pré-clínica” no item “3.

Características Farmacológicas”).

  • Gravidez Estudos em animais demonstraram toxicidade reprodutiva (vide “Dados de segurança pré-clínica” no item “3.

Características Farmacológicas”). Existem dados limitados sobre a utilização de semaglutida por mulheres grávidas.

Portanto, Rybelsus ® não deve ser usado durante a gravidez. Se uma paciente desejar engravidar ou ocorrer uma gravidez, Rybelsus ® deve ser descontinuado.

Rybelsus ® deve ser descontinuado pelo menos 2 meses antes de uma gravidez planejada devido à sua longa meia-vida (vide “Propriedades Farmacocinéticas” no item “3. Características Farmacológicas”).

  • Amamentação Em ratas lactantes, semaglutida, salcaprozato de sódio e/ou seus metabólitos foram excretados no leite. Como o risco para crianças lactentes não pode ser excluído, Rybelsus ® não deve ser usado durante a amamentação.

Categoria de risco na gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: o uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas Rybelsus ® tem pouca ou nenhuma influência sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. No entanto, pode ocorrer tontura principalmente durante o aumento da dose. A condução de veículos ou utilização de máquinas deve ser realizado com cuidado caso ocorra tontura.

Quando utilizado em associação com uma sulfonilureia ou insulina, os pacientes devem ser aconselhados a tomar precauções para evitar hipoglicemia durante a condução de veículos e utilização de máquinas (vide “Hipoglicemia” no item “5. Advertências e Precauções”).

06

Interações medicamentosas

A semaglutida retarda o esvaziamento gástrico, o que pode influenciar a absorção de outros medicamentos orais.

Efeitos de Rybelsus ® sobre outros medicamentos:

Tiroxina A exposição total (AUC) da tiroxina (ajustada para os níveis endógenos) aumentou em 33% após a administração de uma dose única de levotiroxina. A exposição máxima (Cmax) não foi alterada. O monitoramento dos parâmetros tiroidianos deve ser considerado ao tratar pacientes com semaglutida concomitantemente com levotiroxina.

Varfarina e outros derivados cumarínicos A semaglutida não alterou a AUC ou Cmax de R- e S-varfarina após administração de uma dose única de varfarina, e os efeitos farmacodinâmicos medidos através da INR (do inglês International Normalise Ratio) não foram afetados de forma clinicamente relevante. Entretanto, foram relatados casos de diminuição da INR durante o uso concomitante de acenocumarol e semaglutida. Após início do tratamento com semaglutida em pacientes em uso de varfarina ou outros derivados cumarínicos, o monitoramento frequente da INR é recomendado.

Rosuvastatina A AUC da rosuvastatina aumentou em 41% [IC 90%: 24;60] quando co-administrada com semaglutida. Baseado no amplo índice terapêutico da rosuvastatina, a magnitude das mudanças na exposição não foi considerada clinicamente relevante.

Digoxina, contraceptivos orais, metformina, furosemida Não foram observadas alterações clinicamente relevantes na AUC ou Cmax da digoxina, contraceptivos orais (contendo etinilestradiol e levonorgestrel), metformina ou furosemida quando administrados concomitantemente com semaglutida.

Interações com medicamentos com baixa biodisponibilidade (F:1%) não foram avaliadas.

Efeitos de outros medicamentos na semaglutida Omeprazol Não foi observada alteração clinicamente relevante na AUC ou Cmax de semaglutida quando administrada com omeprazol.

Em um estudo investigando a farmacocinética da semaglutida co-administrada com 5 outros comprimidos, a AUC da semaglutida diminuiu em 34% e Cmax em 32%. Isso sugere que a presença de diversos comprimidos no estômago influencia a absorção da semaglutida se co-administrada ao mesmo tempo. Após a administração da semaglutida, os pacientes devem aguardar 30 minutos para ingerir outros medicamentos via oral (vide item “8. Posologia e Modo de Usar”).

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Armazenar em temperatura ambiente (de 15 ºC a 30 °C). Mantenha no blíster original para proteger da luz e umidade.

Este medicamento tem prazo de validade de 24 meses para a apresentação de 3 mg e de 30 meses para as apresentações de 7 mg e 14 mg.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

A data de validade é indicada no blíster e no cartucho do medicamento e se refere ao último dia do mês indicado.

Rybelsus ® 3 mg: comprimido branco a amarelo claro, de formato oval (7,5 mm x 13,5 mm), com a gravação “3” de um lado e “novo” do outro.

Rybelsus ® 7 mg: comprimido branco a amarelo claro, de formato oval (7,5 mm x 13,5 mm), com a gravação “7” de um lado e “novo” do outro.

Rybelsus ® 14 mg: comprimido branco a amarelo claro, de formato oval (7,5 mm x 13,5 mm), com a gravação “14” de um lado e “novo” do outro.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Os medicamentos usados, vencidos ou fora de uso devem ser descartados em Postos de Coleta localizados em Farmácias, Drogarias, Postos de Saúde ou Hospitais, que possuem coletores apropriados. O cartucho e a bula, que não possuem contato direto com o medicamento, podem ser descartados no lixo reciclável.

08

Posologia e modo de usar

Método de administração Rybelsus ® é um comprimido para uso oral uma vez ao dia.

  • Rybelsus ® deve ser administrado em jejum, preferencialmente a primeira ingestão pela manhã (antes do café da manhã).
  • Rybelsus ® deve ser engolido inteiro com um pouco de água (até meio copo de água equivalente a120 mL). O comprimido não deve ser partido, esmagado ou mastigado, já que não se sabe se isso impacta a absorção da semaglutida.
  • Deve-se esperar pelo menos 30 minutos antes de comer ou beber ou para tomar outros medicamentos orais.

Esperar menos de 30 minutos pode diminuir a absorção da semaglutida (vide item “6. Interações medicamentosas” e “Propriedades Farmacocinéticas” em “3. Características farmacológicas”).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

Posologia A dose inicial de Rybelsus ® é de 3 mg uma vez ao dia por um mês. Após um mês, a dose deve ser aumentada para uma dose de manutenção de 7 mg uma vez ao dia. Após pelo menos um mês com uma dose de 7 mg uma vez ao dia, a dose pode ser aumentada para uma dose de manutenção de 14 mg uma vez ao dia, para controle glicêmico adicional.

A dose máxima diária recomendada de semaglutida é 14 mg. Não é recomendada a ingestão de dois comprimidos de 7 mg para obter o efeito de uma dose de 14 mg. Cada dosagem possui a mesma quantidade de SNAC e não foi estudado se a ingestão em dobro desse componente afeta a absorção de semaglutida.

Para informações sobre alternar entre semaglutida oral e subcutânea (s.c.), vide “Propriedades Farmacocinéticas” no item “3. Características farmacológicas”.

Quando Rybelsus ® é usado em associação com metformina e/ou um inibidor de cotransportador de sódio-glicose 2 (iSGLT2) ou tiazolidinediona, a dose atual de metformina e/ou iSGLT2 ou tiazolidinediona pode ser mantida.

Quando Rybelsus ® é usado em associação com uma sulfonilureia ou insulina, uma redução na dose de sulfonilureia ou insulina pode ser considerada para reduzir o risco de hipoglicemia (vide itens “5. Advertências e Precauções” e “9.

Reações Adversas”).

O automonitamento da glicemia não é necessário para ajustar a dose de semaglutida. É necessário o automonitoramento da glicemia para o ajuste de dose da sulfonilureia e insulina, principalmente quando a semaglutida é iniciada e a insulina é reduzida. Recomenda-se uma abordagem gradual da redução da insulina.

Dose esquecida Caso uma dose seja esquecida, a dose perdida deve ser pulada e a próxima dose deve ser tomada no dia seguinte.

Populações especiais

  • Idosos: não é necessário ajuste de dose com base na idade. A experiência terapêutica em pacientes ≥75 anos é limitada (vide “Propriedades Farmacocinéticas” no item “3. Características Farmacológicas”).
  • Insuficiência renal: não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal leve, moderada ou grave. A experiência com o uso de semaglutida em pacientes com insuficiência renal grave é limitada. A semaglutida não é recomendada em pacientes com doença renal terminal (vide “Propriedades Farmacocinéticas” no item “3.

Características Farmacológicas”).

  • Insuficiência hepática: não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática. A experiência com o uso de semaglutida em pacientes com insuficiência hepática grave é limitada. Cuidado deve ser tomado ao tratar estes pacientes com semaglutida (vide “Propriedades Farmacocinéticas” em “3. Características Farmacológicas”).
  • População pediátrica: a segurança e eficácia de Rybelsus ® em crianças e adolescentes com menos de 18 anos de idade não foram estabelecidas. Não há dados disponíveis.
09

Reações adversas

Resumo do perfil de segurança Em 10 estudos de fase 3a, 5.707 pacientes foram expostos ao Rybelsus ® isolado ou em associação com outros medicamentos antidiabéticos. A duração do tratamento variou de 26 a 78 semanas. As reações adversas mais frequentemente relatadas nos estudos clínicos foram distúrbios gastrointestinais, incluindo náusea (muito comum), diarreia (muito comum) e vômito (comum).

Lista tabelada de reações adversas A Tabela 8 lista as reações adversas identificadas nos estudos de fase 3 (vide item “2. Resultados de eficácia”) e relatórios pós mercado em pacientes com diabetes mellitus tipo 2. As frequências das reações adversas (exceto complicações da retinopatia diabética, vide nota de rodapé na Tabela 8) baseiam-se em um conjunto de estudos de fase 3a, excluindo-se o estudo de desfechos cardiovasculares.

As reações estão listadas abaixo por classe de sistema de órgãos e frequência absoluta. As frequências são definidas como: muito comum (≥1/10); comum (≥1/100 a <1/10); incomum (≥1/1.000 a <1/100); rara (≥1/10.000 a <1/1.000), muito rara (<1/10.000) e desconhecidas (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis). Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas são apresentadas por ordem decrescente de gravidade.

Tabela 8. Frequência de reações adversas da semaglutida oral Classe de sistema de órgãos do MedDRA Muito comum Comum Incomum Rara Desconhecida Distúrbios do sistema imunitário Hipersensibilidade c Reação anafilática Distúrbios metabólicos e nutricionais Hipoglicemia quando usado com insulina ou sulfonilureia Hipoglicemia quando usado com outros ADOs a Diminuição do apetite Distúrbios oculares Complicações da retinopatia diabética b Distúrbios cardíacos Aumento da frequência cardíaca Distúrbios gastrointestinais Náusea Diarreia Vômito Dor abdominal Distensão abdominal Constipação Dispepsia Gastrite Doença do refluxo gastroesofágico Flatulência Eructação Atraso no esvaziamento gástrico Pancreatite aguda Obstrução intestinal d Distúrbios hepatobiliares Colelitíase Distúrbios gerais e quadros clínicos no local de administração Fadiga Investigações Aumento de lipase Aumento de amilase Perda de peso Distúrbios do sistema nervoso Tontura Disgeusia

  • a) Hipoglicemia definida como glicemia <3,0 mmol/L ou <54 mg/dL.
  • b) Complicações da retinopatia diabética são uma composição de fotocoagulação de retina, tratamento com agentes intravitrais, hemorragia vitral e cegueira relacionada ao diabetes (incomum). A frequência é baseada no estudo de desfechos cardiovasculare s com semaglutida s.c., mas não pode ser excluído o risco destas complicações de retinopatia diabética também se aplicar a Rybelsus®.
  • c) Termo agrupado abrangendo também eventos adversos relacionados à hipersensibilidade, como erupção cutânea e urticária.

ADOs: antidiabéticos orais

  • d) A partir de relatos pós-comercialização Descrição de reações adversas selecionadas
  • Hipoglicemia A hipoglicemia grave foi observada principalmente quando Rybelsus ® foi utilizado com uma sulfonilureia (<0,1% dos indivíduos, <0,001 eventos/paciente ano) ou insulina (1,1% dos indivíduos, 0,013 eventos/paciente ano). Poucos episódios (0,1% dos indivíduos, 0,001 eventos/paciente ano) foram observados com Rybelsus ® em associação com antidiabéticos orais que não a sulfonilureia.
  • Reações adversas gastrointestinais Náusea ocorreu em 15%, diarreia em 10%, vômitos em 7% dos pacientes quando tratados com Rybelsus ®. A maioria dos eventos foi de intensidade leve a moderada e de curta duração. Os eventos levaram à descontinuação do tratamento em 4% dos indivíduos. Os eventos foram relatados com maior frequência durante os primeiros meses de tratamento.

Pancreatite aguda confirmada por adjudicação foi relatada nos estudos de fase 3a, para semaglutida (<0,1%) e comparador (0,2%). No estudo de desfechos cardiovasculares, a frequência de pancreatite aguda confirmada por adjudicação foi de 0,1% para a semaglutida e de 0,2% para o placebo (vide item “5. Advertências e precauções”).

  • Complicações da retinopatia diabética Um estudo clínico de 2 anos com semaglutida s.c. investigou 3.297 pacientes com diabetes mellitus tipo 2, com alto risco cardiovascular, longa duração de diabetes e glicemia mal controlada. Neste estudo, eventos adjudicados de complicações da retinopatia diabética ocorreram em mais pacientes tratados com semaglutida s.c. (3,0%) em comparação com placebo (1,8%). Isso foi observado em pacientes tratados com insulina com retinopatia diabética conhecida. A diferença de tratamento apareceu cedo e persistiu durante todo o estudo. A avaliação sistemática da complicação da retinopatia diabética foi realizada apenas no estudo de desfechos cardiovasculares com semaglutida s.c.

Em estudos clínicos com Rybelsus ® com duração de até 18 meses, envolvendo 6.352 pacientes com diabetes mellitus tipo 2, foram relatados eventos adversos relacionados à retinopatia diabética em proporções semelhantes em indivíduos tratados com semaglutida (4,2%) e comparadores (3,8%).

  • Imunogenicidade Consistente com as potenciais propriedades imunogênicas de medicamentos contendo proteínas ou peptídeos, os pacientes podem desenvolver anticorpos após o tratamento com semaglutida. A proporção de indivíduos com resultado positivo para anticorpos anti-semaglutida em qualquer momento após o período basal foi baixa (0,5%) e nenhum indivíduo apresentou anticorpos neutralizantes anti-semaglutida ou anticorpos anti-semaglutida com efeito neutralizante sobre o GLP-1 endógeno no final do estudo.
  • Aumento da frequência cardíaca Aumento da frequência cardíaca foi observado com agonistas do receptor de GLP-1. Nos estudos de fase 3a, foi observado um aumento médio de 0 a 4 batimentos por minuto (bpm) a partir de um estado basal, de 69 a 76 bpm em pacientes tratados com o Rybelsus ®.

A notificação de suspeita de reações adversas ao medicamento é importante. Ela permite uma monitorização contínua da relação benefício / risco do medicamento. Profissionais de saúde são solicitados a reportarem qualquer suspeita de reação adversa.

Atenção: este produto é um medicamento novo e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10

Superdose

Os efeitos da superdosagem com a semaglutida em estudos clínicos podem estar associados a distúrbios gastrointestinais. Em caso de superdosagem, deve ser iniciado um tratamento de suporte adequado aos sinais e sintomas clínicos do paciente.

Pode ser necessário um período prolongado de observação e tratamento dos sintomas, levando em consideração a meia-vida longa da semaglutida de aproximadamente 1 semana (vide “Propriedades Farmacocinéticas” no item “3.

Características farmacológicas”). Não existe antídoto específico para superdose com semaglutida.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro: 1.1766.0037 Produzido por:

Novo Nordisk A/S Måløv, Dinamarca Importado por:

Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda.

São José dos Pinhais/PR Registrado por:

Novo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda.

Avenida Francisco Matarazzo, 1350 São Paulo/SP

Cnpj: 82.277.955/0001-55

SAC: 0800 0144488

VENDA SOB PRESCRIÇÃO Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 26/09/2024.

Rybelsus ® é uma marca registrada de propriedade da Novo Nordisk A/S, Dinamarca.

© 2024 Novo Nordisk A/S

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
3 MG COM OR CT BL AL AL X 10Sem tarja7897705202661R$ 469,38
7 MG COM OR CT BL AL AL X 10Sem tarja7897705202708R$ 469,38
14 MG COM OR CT BL AL AL X 10Sem tarja7897705202746R$ 469,38
3 MG COM OR CT BL AL AL X 30Sem tarja7897705202678R$ 1.408,26
7 MG COM OR CT BL AL AL X 30Sem tarja7897705202715R$ 1.408,26
14 MG COM OR CT BL AL AL X 30Sem tarja7897705202753R$ 1.408,26
3 MG COM OR CT BL AL AL X 60Sem tarja7897705202685R$ 2.816,55
7 MG COM OR CT BL AL AL X 60Sem tarja7897705202722R$ 2.816,55
14 MG COM OR CT BL AL AL X 60Sem tarja7897705202760R$ 2.816,55
3 MG COM OR CT BL AL AL X 90Sem tarja7897705202692R$ 4.224,88
7 MG COM OR CT BL AL AL X 90Sem tarja7897705202739R$ 4.224,88
14 MG COM OR CT BL AL AL X 90Sem tarja7897705202777R$ 4.224,88
MESMO PRINCÍPIO ATIVO

Outras opções de Semaglutida

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BIOLÓGICO a partir de R$ 1.314,37
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BIOLÓGICO a partir de R$ 1.314,37
OrsemaRanbaxy Farmacêutica Ltda
REFERÊNCIA a partir de R$ 1.314,37
OwozyÁvita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.
REFERÊNCIA a partir de R$ 1.314,37
OzivyEMS S/A
REFERÊNCIA a partir de R$ 664,02
SeemasunSun Farmacêutica do Brasil Ltda
REFERÊNCIA a partir de R$ 1.314,37
SemavyCosmed Industria de Cosmeticos e Medicamentos S.A.
REFERÊNCIA a partir de R$ 1.314,37
ZempneoBrainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A
REFERÊNCIA a partir de R$ 1.314,37
ExtensiorNovo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda
BIOLÓGICO a partir de R$ 1.314,37
PoviztraNovo Nordisk Farmacêutica do Brasil Ltda
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SemaglutidaGermed Farmaceutica Ltda
GENÉRICO sem preço CMED
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