Bula de Acertalix
Referência · Laboratórios Servier do Brasil Ltda · Reg. MS 1.1278.0077 · bula de 05/04/2024
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
Produto Acertalix® (perindopril arginina + indapamida Acertalix® Laboratórios Servier do Brasil Ltda.
Comprimidos Revestidos 5mg/1,25 mg 10mg/2,5mg mg ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg perindopril arginina + indapamida
Apresentações
Comprimidos revestidos em embalagem com 10 ou 30 comprimidos, contendo 5 mg de perindopril arginina e 1,25 mg de indapamida.
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido revestido de ACERTALIX ™ 5 mg/1,25 mg contém: perindopril arginina.............................................................................................. ................5,00 mg (equivalente a 3,395 mg de perindopril) indapamida.................................................................................... .......................................1,25 mg excipientes q.s.p ....................................................................... .................. 1 comprimido revestido Excipientes: lactose monoidratada, estearato de magnésio, maltodextrina, dióxido de silício, amidoglicolato de sódio, glicerol, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio.
O dessecante está presente na tampa do frasco.
Para que este medicamento é indicado?
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é indicado no tratamento da hipertensão arterial em adultos.
Como este medicamento funciona?
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é uma combinação de dois componentes ativos: perindopril e indapamida. O componente perindopril pertence à classe de medicamentos conhecida como Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina (IECA), e age pelo relaxamento dos vasos sanguíneos, ajudando a reduzir e controlar a pressão arterial. O co mponente indapamida é um diurético, que reduz e controla a pressão arterial através do aumento da quantidade de urina produzida e eliminada pelos rins. A indapamida é diferente dos outros diuréticos pois causa apenas um ligeiro aumento na quantidade de uri na produzida. Cada um destes componentes reduz a pressão arterial e, combinados, trabalham juntos para a redução e controle da sua pressão arterial.
Quando não devo usar este medicamento?
Se você foi informado pelo seu médico que tem intolerância a alguns açúcares, entre em contato com o seu médico antes de tomar este medicamento.
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg não deve ser utilizado nas seguintes situações:
- alergia conhecida ao perindopril ou a qualquer outro medicamento da mesma classe terapêutica (inibidores da enzima conversora de angiotensina), alergia conhecida a indapamida ou a qualquer outra sulfonamida, ou a qualquer outro componente da fórmula listado na seção “Composição”;
- se você já teve sintomas tais como chiado, inchaço da face ou língua, coceira intensa ou erupções cutâneas graves com tratamento anterior de um inibidor da ECA ou se você tem alguém na família que teve algum destes sintomas em outras circunstâncias (uma condição chamada de angioedema);
- se você tem diabetes ou insuficiência renal e usa ao mesmo tempo algum medicamento para redução da pressão arterial que contenha alisquireno;
- se você tem uma doença grave do fígado ou sofre de uma condição chamada de encefalopatia hepática (doença degenerativa do cérebro);
- se você tem uma doença renal grave na qual o suprimento sanguíneo para o seu rim é reduzido (estenose da artéria renal);
- se você faz diálise ou qualquer outro tipo de filtração sanguínea. Dependendo da máquina utilizada, ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg pode não ser adequado para você;
- se você tem a taxa de potássio baixa no sangue;
- se você suspeita ter insuficiência cardíaca descompensada não tratada (retenção severa de água, dificuldade em respirar);
- se você estiver com mais de 3 (três) meses de gravidez (também é preferível evitar tomar ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg no início da gravidez – ver seção Gravidez / Lactação);
- se você estiver amamentando;
- se você está sendo tratado com sacubitril/valsartana, um medicamento para insuficiência cardíaca (ver seção 4. “O que devo saber antes de usar este medicamento”).
Este medicamento é contraindicado para menores de 18 anos.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Fale com seu médico ou farmacêutico antes de tomar ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg:
- se você tem estenose da artéria aorta (estreitamento do vaso sanguíneo principal que fornece sangue ao coração) ou cardiomiopatia hipertrófica (doença muscular do coração) ou estenose da artéria renal (estreitamento da artéria que fornece sangue para o rim);
- se você tem insuficiência cardíaca ou qualquer outro problema no coração;
- se você tem problemas no rim ou faz diálise;
- se você apresentou uma redução da visão ou dor nos olhos. Estes podem ser sintomas de acúmulo de fluidos na camada vascular do olho (efusão coroidal) ou um aumento da pressão ocular e pode ocorrer dentro de horas a semanas após a administração de ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg. Isso pode levar a perda permanente da visão, se não tratada. Se você já teve alergia a penicilina ou sulfonamida, você pode ter um risco maior de desenvolver tais efeitos;
- se você tem problemas musculares, incluindo dor muscular, sensibilidade, fraqueza ou câimbras;
- se você tem níveis aumentados de um hormônio chamado aldosterona no sangue (aldosteronismo primário);
- se você tem problemas de fígado;
- se você sofre de uma doença de colágeno (doença de pele) tal como lúpus eritematoso sistêmico ou esclerodermia (doença autoimune, onde o sistema imunológico ataca os tecidos do próprio organismo);
- se você sofre de aterosclerose (endurecimento das artérias);
- se você sofre de hiperparatireoidismo (hiperatividade das glândulas paratireoides);
- se você sofre de gota;
- se você tem diabetes;
- se você está em dieta restrita de sal ou faz uso de substitutos do sal que contém potássio;
- se você toma lítio ou medicamentos diuréticos poupadores de potássio (espironolactona, triantereno) ou suplementos de potássio, e usa também ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg, essas combinações devem ser evitadas (ver item Interações Medicamentosas);
- se você é idoso;
- se você teve reações de fotossensibilidade;
- se você tem reações alérgicas severas com inchaço da face, lábios, boca, língua ou garganta que podem causar dificuldade em engolir ou respirar (angioedema). Isto pode ocorrer a qualquer momento durante o tratamento. Se você desenvolver tais sintomas, você deve interromper o tratamento e entrar em contato com seu médico imediatamente;
- se você está tomando alguns dos medicamentos abaixo usados para tratamento de hipertensão arterial:
- um bloqueador de receptor de angiotensina II (por exemplo, valsartana, telmisartana, irbesartana), em particular se você tem problemas renais relacionados ao diabetes.
- alisquireno.
Seu médico deve checar sua função renal, pressão arterial e a quantidade de eletrólitos (por exemplo, potássio) no seu sangue em intervalos regulares. Ver informações sobre quando não tomar este medicamento no item 3 desta bula;
- se você é de origem negra, você pode ter risco maior de angioedema. Este medicamento pode ser menos efetivo na redução da pressão arterial em indivíduos negros do que em pacientes de outras raças;
- se você é um paciente que realiza hemodiálise (filtração do sague por uma máquina) com membranas de alto fluxo;
- se você está tomando algum dos medicamentos abaixo, o risco de angioedema é aumentado:
- racecadotrila (usado no tratamento da diarreia);
- sirolimo, everolimo, tensirolimo e outras drogas pertencentes à classe dos chamados inibidores mTor (utilizados para evitar a rejeição de órgãos transplantados);
- sacubitril (disponível em combinação de dose fixa com valsartana), usado para tratar a insuficiência cardíaca de longo prazo.
Angioedema Angioedema (uma reação alérgica severa com inchaço da face, lábios, língua ou garganta com dificuldade para engolir ou respirar) foi reportado em pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg. Este efeito pode acontecer a qualquer momento durante o tratamento. Se você desenvolver tais sintomas, você deve parar de tomar ACERTALIX ™ 5 mg/1,25 mg e entrar em contato com um médico imediatamente.
Você deve informar o seu médico se pensa que está (ou pode vir a estar) grávida. ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg não é recomendado no início da gravidez e não deve ser tomado se tiver com mais de 3 meses de gravidez pois pode causar lesões graves no seu bebê se utilizado a partir deste estágio (ver seção Gravidez e Lactação).
Durante o tratamento com ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg, você deve informar o seu médico ou farmacêutico:
- se você for se submeter a alguma anestesia ou cirurgia;
- se você recentemente sofreu de diarreia ou vômito, ou se está desidratado;
- se você for se submeter diálise ou a aférese de LDL (no qual o colesterol é removido do seu sangue por uma máquina);
- se você fará algum tratamento de dessensibilização para reduzir os efeitos de uma alergia de picadas de abelha ou vespa;
- se você for se submeter a algum teste médico que utilize uma injeção de contraste iodado (uma substância que faz órgãos como rins ou estômago ficarem visíveis ao raio-X);
- se você tem alterações na sua visão, ou dor em um ou ambos os seus olhos, enquanto estiver tomando ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg. Isto pode ser um sinal de que você está desenvolvendo glaucoma, aumento da pressão em seus olhos. Você deve interromper o tratamento com ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg e procurar assistência médica.
Uso em crianças e adolescentes ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg não deve ser utilizado por crianças e adolescentes.
Lactose monoidratada Você deve informar ao seu médico se você tem intolerância a alguns açúcares antes de tomar este medicamento.
Sódio ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg contém menos que 1 mmol de sódio (23mg) por comprimido, isto é, essencialmente livre de sódio.
Atenção: Este medicamento contém açúcar (lactose), portanto deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Gravidez e lactação Se você está grávida ou amamentando, acha que pode estar grávida ou planejando engravidar, informe ao seu médico ou farmacêutico antes de tomar este medicamento.
Gravidez Você deve informar o seu médico se pensa que está grávida ou planeja engravidar. O seu médico irá aconselhar a parar de tomar ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg antes de engravidar ou assim que descobrir que está grávida. O médico irá recomendar a mudança do tratamento para outro medicamento ao invés de ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg. ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg não é recomendado no início da gravidez e não deve ser tomado se tiver com mais de 3 meses de gravidez pois pode causar lesões graves no seu bebê se utilizado a partir deste estágio.
Lactação Você não deve tomar ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg se você estiver amamentando. Informe ao seu médico imediatamente se você estiver amamentando ou se vai começar a amamentar. Consulte o seu médico imediatamente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.
Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez. efeitos na capacidade de condução de veículos e uso de máquinas ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg usualmente não afeta a atenção, mas podem ocorrer reações diferentes em alguns pacientes, como tontura ou fraqueza devido a pressão arterial baixa. Se você se enquadrar nestes casos, sua habilidade para dirigir ou operar máquinas pode ser afetada.
Atletas Atletas devem estar cientes que ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg contém a substância ativa indapamida que pode causar uma reação positiva nos testes antidoping.
Este medicamento pode causar doping.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS Para evitar eventuais interações entre vários medicamentos, você deve informar o seu médico ou farmacêutico se está fazendo uso, se utilizou recentemente ou se poderá fazer uso de qualquer outro medicamento.
Evite tomar ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg com:
- lítio (usado para tratar mania ou depressão);
- alisquireno (medicamento usado para tratar hipertensão) se você não tem diabetes ou problemas no rim;
- diuréticos poupadores de potássio (por exemplo, triantereno, amilorida), sais de potássio, outros medicamentos que podem aumentar o potássio no seu corpo (como heparina e cotrimoxazol também conhecido como trimetoprima/sulfametoxazol);
- outros medicamentos usados para tratar hipertensão arterial: inibidores da enzima conversora de angiotensina e bloqueadores dos receptores de angiotensina;
- estramustina (usada no tratamento do câncer).
O tratamento com ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg pode ser afetado por outros medicamentos. Seu médico pode precisar alterar a dose e/ou tomar outras precauções. Informe ao seu médico se você está tomando algum dos medicamentos descritos a seguir, pois cuidados especiais podem ser necessários:
- outros medicamentos para tratamento da hipertensão arterial, incluindo bloqueador de receptor de angiotensina II ou alisquireno (ver informações nas seções “Quando não devo usar este medicamento” e “O que devo saber antes de usar este medicamento”) ou diuréticos (medicamentos que aumentam a quantidade de urina produzida pelos rins);
- medicamentos diuréticos poupadores de potássio usados no tratamento da insuficiência cardíaca: eplerenona e espironolactona nas dosagens entre 12,5 mg a 50mg por dia;
- medicamentos que são mais frequentemente utilizados para tratar diarreia (racecadotrila) ou evitar a rejeição de órgãos transplantados (sirolimo, everolimo, tensirolimo e outras drogas pertencentes à classe dos chamados inibidores mTor (Ver seção 4. ”O que devo saber antes de usar este medicamento”);
- sacubitril/valsartana (usada para tratar a insuficiência cardíaca de longo prazo) (Ver seções 3.
“Quando não devo usar este medicamento” e 4. “O que devo saber antes de usar este medicamento”);
- medicamentos anestésicos;
- agentes de contraste iodado;
- antibióticos usados para tratar infecções bacterianas (por exemplo, moxifloxacino, esparfloxacino, eritromicina injetável;
- metadona (usado para tratar o vício);
- procainamida (para tratamento dos batimentos irregulares do coração);
- alopurinol (para o tratamento da gota);
- anti-histamínicos usados para tratar reações alérgicas, como febre do feno (por exemplo, mizolastina, terfenadina, astemizol;
- corticosteroides usados para tratar várias condições incluindo: asma severa e artrite reumatoide;
- imunossupressores usados para o tratamento de doença autoimune ou seguido de transplante cirúrgico para prevenção de rejeição (por exemplo, ciclosporina, tacrolimo);
- halofantrina (usado para tratar certos tipos de malária);
- pentamidina (usado para tratar pneumonia);
- ouro injetável (usado para tratar poliartrite reumatoide);
-vincamina (usado para tratar distúrbios cognitivos sintomáticos em idosos, principalmente perda de memória);
- bepridil (usado para tratar angina pectoris);
- medicamentos usados para problemas do ritmo cardíaco (por exemplo, quinidina, hidroquinidina, disopiramida, amiodarona, sotalol, ibutilida, dofetilida, digitálicos, bretílio);
- cisaprida, difemanil (usado para tratamento gástrico e problemas digestivos);
- digoxina ou outros glicosídeos cardíacos (para tratamento de problemas de coração);
- baclofeno (usado para tratar rigidez muscular em doenças tais como a esclerose múltipla);
- medicamentos para tratar diabetes tais como insulina, metformina ou gliptinas;
- cálcio, incluindo suplementos de cálcio;
- laxantes estimulantes (por exemplo, Sene);
- anti-inflamatório não-esteroidais (por exemplo, ibuprofeno) ou alta dose de salicilatos (por exemplo, aspirina);
- anfotericina B por injeção (para tratar infecção severa por fungos);
- medicamentos usados para tratar desordens mentais tais como depressão, ansiedade, esquizofrenia, etc. (por exemplo, antidepressivos tricíclicos, neurolépticos [tais como amissulprida, sulpirida, sultoprida, tiaprida, haloperidol, droperidol]);
- tetracosactido (para tratar doença de Crohn);
- trimetoprima (para o tratamento de infecções);
- vasodilatadores, incluindo os nitratos (produtos que tornam os vasos sanguíneos mais largos);
- medicamentos usados para tratamento da pressão arterial baixa, choque ou asma (por exemplo, efedrina, noradrenalina ou adrenalina).
Interações com alimentos e bebidas:
É recomendado tomar ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg antes da refeição.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg deve ser guardado na sua embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15 e 30C).
Não jogue fora nenhum medicamento pela canalização ou no lixo doméstico. Pergunte ao farmacêutico o que fazer com os medicamentos não utilizados. Estas medidas ajudarão na proteção do meio ambiente.
Mantenha o recipiente bem fechado para proteger da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é apresentado sob a forma de comprimidos revestidos brancos em forma de bastonete.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das
Crianças.
Como devo usar este medicamento ?
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg deve ser administrado com um copo de água, 1 comprimido uma vez ao dia. Seu médico pode decidir alterar o regime de doses se você sofrer insuficiência renal.
Tome o medicamento de preferência no mesmo horário todos os dias pela manhã e antes da refeição. É importante que você respeite a dose prescrita pelo seu médico. Você deve consulta r seu médico ou farmacêutico caso você não tenha certeza.
Se você achar que o efeito de ACERTALIX ™ 5 mg/1,25 mg está muito fraco ou muito forte, informe seu médico.
Uso oral.
Como o tratamento com ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é geralmente realizado ao longo da vida, você deve discutir com seu médico antes de parar de usar este medicamento. Se você tiver dúvidas sobre a utilização deste medicamento consulte o seu médico ou farmacêutico.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
É importante tomar este medicamento de forma correta, conforme a prescrição do seu médico para manter a eficácia do tratamento. Caso você esqueça de tomar ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg no horário receitado pelo seu médico, tome a próxima dose no horário habitual. Neste caso, não tome o medicamento duas vezes para compensar a dose esquecida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Assim como todos os medicamentos, ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg pode causar efeitos indesejáveis, embora nem todos os pacientes irão apresentá-los.
Pare de tomar o medicamento e procure seu médico imediatamente se você tiver alguns dos efeitos adversos a seguir, que podem ser graves:
- tontura grave ou desmaio devido a pressão arterial baixa (comum - ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- chiado na respiração, dor no peito, falta de ar ou dificuldade em respirar (broncoespasmo) (incomum – ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- inchaço na face, lábios, boca, língua e garganta, dificuldade em respirar (angioedema). Ver seção 4 - “O que devo saber antes de usar este medicamento”. (incomum - ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- reações cutâneas graves, incluindo eritema multiforme (erupção cutânea que muitas vezes começa com manchas vermelhas com coceira no rosto, braços e pernas), ou erupção cutânea intensa, urticária, vermelhidão da pele sobre todo o corpo, coceira intensa, bolhas, descamação e inchaço da pele, inflamação das membranas mucosas (síndrome de Stevens Johnson), ou outras reações alérgicas (muito raro – ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- alteração cardiovascular (batimento cardíaco irregular; angina pectoris (dor no peito, mandíbula e nas costas provocadas pelo esforço físico); ataque cardíaco (muito raro – ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- fraqueza nos braços ou pernas, ou problemas na fala, que pode ser sinal de um possível acidente vascular cerebral (muito raro - ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- pâncreas inflamado que pode causar grave dor abdominal e nas costas acompanhado de mal-estar (muito raro - ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- coloração amarela da pele e olhos (icterícia), que pode ser um sinal de hepatite (muito raro -ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento);
- batimento cardíaco irregular com risco de vida (desconhecido);
- doença no cérebro causada por enfermidade no fígado (encefalopatia hepática) (desconhecido);
- fraqueza muscular, câimbras, sensibilidade ou dor e, em particular, se ao mesmo tempo, você não se sentir bem ou tiver temperatura elevada, isso pode ser causado por uma ruptura muscular anormal (desconhecido).
Em ordem decrescente de frequência, os efeitos colaterais podem incluir:
Reações comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): baixo potássio no sangue, reações cutâneas em indivíduos predispostos a reações alérgicas e asmáticas, dor de cabeça, tonturas, vertigens, sensação de formigamento, distúrbios da visão, zumbido (sensação de ruídos nos ouvidos), tosse, falta de ar (dispneia), desordens gastrointestinais (náuseas, vômitos, dor abdominal, alterações do paladar, dispepsia ou dificuldade de digestão, diarreia, constipação), reações alérgicas (tais como erupção cutânea, coceira), câimbras, sensação de cansaço.
Reações incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): alterações de humor, depressão, distúrbios do sono, urticária, púrpura (pontos vermelhos na pele), formação de grupos de bolhas sobre a pele, problemas renais, impotência (inabilidade em obter ou manter a ereção), sudorese (transpiração), excesso de um tipo de células branca do sangue (eosinófilos), alteração em parâmetros laboratoriais: aumento do nível de potássio no sangue (reversível na descontinuação), diminuição do nível de sódio no sangue que pode levar à desidratação e pressão arterial baixa, sonolência, desmaio, palpitações (sentir os seus batimentos cardíacos), taquicardia (batimento cardíaco rápido), hipoglicemia (nível de açúcar baixo no sangue) em caso de pacientes diabéticos, vasculite (inflamação das veias), boca seca, reações de fotossensibilidade (aumento da sensibilidade da pele ao sol), artralgia (dor nas articulações), mialgia (dor muscular), dor no peito, mal-estar, edema periférico (inchaço perna, pé e tornozelo), febre, aumento da ureia no sangue, aumento da creatinina no sangue, queda.
Reações raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): piora da psoríase, alteração nos parâmetros laboratoriais: baixo teor de cloreto no sangue, baixo nível de magnésio no sangue, aumento do nível das enzimas hepáticas, alto nível de bilirrubina sérica, fadiga, rubor (vermelhidão na face), diminuição ou ausência de produção de urina, insuficiência renal aguda.
Urina escura, mal-estar (náuseas) ou enjoo (vômitos), câimbras musculares, confusão mental e convulsões. Estes podem ser sintomas de uma condição chamada SIADH (síndrome da secreção inapropriada de hormônio antidiurético).
Reações muito raras (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): confusão, pneumonia eosinófila (um raro tipo de pneumonia), rinite (nariz entupido ou coriza), problema grave nos rins, mudança nos valores sanguíneos com diminuição do número de células brancas e vermelhas, diminuição de hemoglobina, diminuição no número de plaquetas no sangue, alto nível de cálcio no sangue, função hepática anormal.
Reações não conhecidas (frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis): traçado do Eletrocardiograma anormal (ECG), se você sofre de lúpus eritematoso sistêmico (um tipo de doença do colágeno) este poderá se agravar, alterações nos parâmetros laboratoriais: aumento nos níveis do ácido úrico e aumento de açúcar no sangue, visão curta (miopia), visão borrada, visão prejudicada, diminuição da visão ou dor nos olhos devido à pressão alta (possíveis sinais de acúmulo de fluidos na camada vascular do olho (efusão coroidal) ou glaucoma agudo de ângulo fechado), descoloração, dormência e dor nos dedos das mãos ou dos pés (fenômeno de Raynaud).
Alterações no sangue, nas funções dos rins, fígado ou pâncreas e nos exames de sangue podem ocorrer. Seu médico deve solicitar exames de sangue para monitorar essas condições.
Se você tiver algumas destas reações, fale com seu médico ou farmacêutico. Isso inclui possíveis eventos adversos não indicados nesta bula.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova associação no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Se você tomar muitos comprimidos procure uma emergência mais próxima ou entre em contato com o seu médico imediatamente.
O efeito mais provável no caso de superdosagem de ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é a hipotensão (queda excessiva da pressão arterial). Se uma queda excessiva da pressão arterial ocorrer (associado com náuseas, vômitos, câimbras, tonturas, sonolência, confusão mental, mudança na quantidade de urina produzida pelos rins) coloque o paciente deitado com as pernas elevadas.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS Nº 1.1278.0077 Farm. Responsável: Patrícia Kasesky de Avellar – CRF-RJ nº 6350
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Fabricado por:
Les Laboratoires Servier Industrie 905 Route de Saran, GIDY, 45520 - França Embalado por: Les Laboratoires Servier Industrie 905 Route de Saran, GIDY, 45520 – França ou Embalado por: Servier (Ireland) Industries Ltd Moneylands, Gorey Road, Arklow, Co. Wicklow – Irlanda Importado por: Laboratórios Servier do Brasil Ltda Estrada dos Bandeirantes, nº 4211, Jacarepaguá – CEP: 22.775-113 Rio de Janeiro – RJ – Indústria Brasileira
CNPJ: 42.374.207/0001-76 Serviço de Atendimento ao Consumidor: 08007033431
2024.04.05_bu_p_acertalix_5/1,25_com_rev
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
Produto Acertalix® (perindopril arginina + indapamida Acertalix® Laboratórios Servier do Brasil Ltda.
Comprimidos Revestidos 5mg/1,25 mg 10mg/2,5mg mg ACERTALIX™ 5 mg/ 1,25 mg perindopril arginina + indapamida
Apresentações
Comprimidos revestidos em embalagem com 10 ou 30 comprimidos, contendo 5 mg de perindopril arginina e 1,25 mg de indapamida.
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido revestido de ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg contém: perindopril arginina............................................................................................................5,00 mg (equivalente a 3,395 mg de perindopril) indapamida.........................................................................................................................1,25 mg excipientes q.s.p ....................................................................................... 1 comprimido revestido Excipientes: lactose monoidratada, estearato de magnésio, maltodextrina, dióxido de silício, amidoglicolato de sódio, glicerol, hipromelose, macrogol, dióxido de titânio.
Indicações
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é indicado no tratamento da hipertensão arterial em adultos.
Resultados de eficácia
Estudo NIKA O estudo NIKA foi um estudo prospectivo, aberto, multicêntrico, conduzido na prática médica por um período de 6 meses com 397 pacientes (idade média 57,6 ± 9,4 anos, 46% homens) hipertensos e com diabetes tipo 2. O objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia anti -hipertensiva e a tolerabilidade da Associação em Dose Fixa (ADF) de perindopril/indapamida nestes pacientes. Esta ADF foi prescrita isoladamente, ou seja, sem o uso de nenhum outro agente anti-hipertensivo (45 % dos pacientes) ou em adição à terapia anterior (55% dos pacientes) e a dose foi aumentada de 5 mg-1,25 mg para 10 mg-2,5 mg, uma vez ao dia, em caso a pressão arterial (PA) não controlada.
No nível basal, a pressão arterial sistólica (PAS) era 160,0 ± 14,3 mmHg, a pressão arterial diastólica (PAD) 95,2 ± 8,3 mmHg e a pressão de pulso 64,8 ± 12,7 mmHg. Após os 6 meses de tratamento, a PAS diminuiu em 30 mmHg, a PAD em 14 mmHg e a pressão de pulso em 16 mmHg (todos, p<0,0001).
Globalmente, a PAS foi normalizada (<140 mmHg) em 79% dos pacientes, 84% dos pacientes que tomaram perindopril 5mg/indapamida 1,25mg isoladamente e em 90% dos pacientes que tomaram perindopril 10mg/indapamida 2,5mg isoladamente. De modo semelhante, a normalização da PAD foi observada para 85%, 86% e 90% dos pacientes, respectivamente.
Em um subgrupo de pacientes com microalbuminuria (n= 59, idade média = 60,5 ± 11,5 anos, 47% homens, nível basal de microal buminuria 20-200 mg/L), houve uma diminuição significativa na PAS (de 160,5 ± 13,9 mmHg para 132,6 ± 12,0 mmHg) e na PAD (de 95,3 ± 7,8 mmHg para 81,6 ± 8,4 mmHg) (p<0,001). A PAS alvo foi alcançada por 71% desses pacientes e a microalbuminuria foi reduzida em 75% do subgrupo durante o período de acompanhamento. Os níveis médios diminuíram significativamente de 45mg/L (30-88 mg/L) para 30mg/L (20-50mg/L) (p<0,0001).
Concluindo, o tratamento com a ADF perindopril 5mg/indapamida 1,25mg ou perindopril 10 mg/indapamida 2,5 mg na prática clínica diária, reduziu significativamente a pressão arterial, melhorou o controle da PA e melhorou a proteção renal em pacientes com hipertensão e diabetes tipo 2.
Referência Bibliográfica: Netchessova T. A., Shepelkevich A. P., Gorbat T. V. on behalf of the NIKA Study Group. Efficacy of single pill perindopril/indapamide in patients with hypertension and type 2 diabetes. High Blood Press Cardiovasc Prev (2014) 21:63–69.
Estudo FALCO FORTE O estudo FALCO FORTE foi um estudo pr ospectivo, aberto, multicêntrico conduzido na prática médica por um período de 3 meses com 2.327 pacientes hipertensos (idade média 60,2 ± 12,1 anos, 53% mulheres). O objetivo desse estudo foi avaliar a eficácia anti -hipertensiva, segurança e qualidade de vida em pacientes tratados com a Associação em Dose Fixa (ADF) de perindopril/indapamida, uma vez ao dia, prescrita como terapia de primeira linha ou em adição ou substituição, de tratamentos anti -hipertensivos existentes.
Os pacientes com pressão arteri al > 140/90 mmHg ou com pressão arterial > 130/85 mmHg e três ou mais fatores de risco (50%) utilizaram perindopril 2,5 mg/indapamida 0,625 mg ou perindopril 5 mg/indapamida 1,25 mg e a dose poderia ser aumentada para perindopril 10 mg/indapamida 2,5 mg, a qualquer momento durante o estudo, para atingir a pressão arterial alvo. No mês zero e no mês três (com possíveis visitas intermediárias), a pressão arterial, o alcance da pressão arterial alvo (PAS/PAD < 140/90 mmHg), tratamento recebido a segurança e os testes laboratoriais foram realizados. No mês zero, os pacientes utilizaram perindopril 2,5 mg/indapamida 0,625 mg (43,2%) ou perindopril 5 mg/indapamida 1,25 mg (56,8%), mas no mês três a maioria dos pacientes já estavam sendo tratados com perindopril 5 mg/indapamida 1,25mg (85,7%). Os dados mostraram que 69% dos pacientes foram tratados sem sucesso com outros agentes anti-hipertensivos, 27% foram recém-diagnosticados e 5% não haviam tolerado medicações anti-hipertensivas prévias.
No geral, 87,1% dos pacientes atingiram a pressão arterial alvo PAS/PAD < 140/90 mmHg e a mesma diminuiu em 25/14 mmHg, de 157/95 mmHg para 132/81 mmHg, representando o maior coorte tratado com a dose de perindopril 5 mg/indapamida 1,25 mg.
No subgrupo de pacientes diabéticos (n=371), a pressão arterial diminuiu em 23/13 mmHg, de 157/94 mmHg para 134/81 mmHg. Avaliando-se a dose final utilizada, a PAD/PAS foi significativamente reduzida para cada dose a partir do nível basal (p< 0,0001).
Concluindo, este estudo confirma que esta ADF é eficaz e segura em uma ampla faixa de pacientes hipertensos, incluindo pacientes recém-diagnosticados, pacientes com pressão arterial não controlada apesar do tratamento, e pacientes que não toleraram medicações anti-hipertensivas prévias.
Referência Bibliográfica: Pella D. Efficacy and safety of treatment of hypertensive patients with fixed combination perindopril/indapamide up to 10/2.5mg. High Blood Press Cardiovasc Prev 2011; 18 (3):
107-113.
Características farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas:
Grupo farmacoterapêutico: inibidores da ECA e diuréticos.
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é uma combinação do sal perindopril arginina, um inibidor da enzima conversora de angiotensina, e indapamida, um diurético clorosulfamoil.
As propriedades farmacológicas são derivadas de cada um dos componentes tomados separadamente, em adição à ação sinérgica dos dois ativos quando combinados.
Mecanismo de ação:
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg produz uma sinergia aditiva dos efeitos anti-hipertensivos dos dois componentes.
- Perindopril:
O perindopril é um inibidor da enzima conversora da angiotensina (Inibidor da Enzima Conversora de Angiotensina – IECA) que converte a angiotensina I em angiotensina II, uma substância vasoconstritora; além disso, a enzima estimula a secreção de aldosterona pelo córtex suprarrenal e estimula a degradação da bradicinina, uma substância vasodilatadora, em heptapeptídeos inativos.
Isto resulta em:
- redução da secreção de aldosterona.
- um aumento da atividade da renina plasmática, uma vez que a aldosterona não exerce feedback negativo.
- uma redução na resistência periférica total com a ação preferencial sobre o leito vascular no músculo e rim, sem acompanhamento de retenção de sal e água ou taquicardia reflexa, com tratamento crônico.
A ação anti-hipertensiva de perindopril também ocorre em pacientes com concentrações baixa ou normal de renina.
O perindopril age por intermédio de seu metabólito ativo, o perindoprilato. Os outros metabólitos são inativos.
O perindopril reduz o trabalho do coração:
- por efeito vasodilatador nas veias, provavelmente causado por mudanças no metabolismo das prostaglandinas: redução na pré-carga.
- por redução da resistência periférica total: redução da pós-carga.
Estudos realizados em pacientes com insuficiência cardíaca têm mostrado:
- uma redução das pressões de enchimento do ventrículo esquerdo e direito.
- uma redução da resistência vascular periférica total.
- um aumento do débito cardíaco e uma melhora do índice cardíaco.
- um aumento do fluxo sanguíneo regional no músculo.
Resultados dos testes de exercício também apresentaram melhora.
- Indapamida:
A indapamida é uma sulfonamida derivada com um anel de indol, farmacologicamente relacionado com o grupo de diuréticos tiazídicos. Indapamida inibe a reabsorção de sódio no segmento da diluição cortical.
Aumenta a excreção urinária de sódio e cloretos e, em menor extensão, a excreção de potássio e magnésio, aumentando assim a eliminação da urina e tendo uma ação anti-hipertensiva.
Efeitos farmacodinâmicos:
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg:
Em pacientes hipertensos independentemente da idade, ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg exerce um efeito anti-hipertensivo dose-dependente na pressão arterial diastólica e sistólica enquanto em pé ou na posição supino. Este efeito anti-hipertensivo dura por 24 horas. A redução da pressão arterial é obtida em menos de 1 (um) mês sem taquifilaxia, a interrupção do tratamento não causa efeito rebote. Durante os ensaios clínicos, a administração concomitante de perindopril e indapamida produziu efeitos anti-hipertensivos de natureza sinérgica em relação a cada um dos produtos administrados separadamente.
PICXEL, um estudo multicêntrico, randomizado, duplo cego e ativamente controlado avaliou por ecocardiografia, o efeito da combinação de perindopril/indapamida na Hipertrofia Ventricular Esquerda (HVE) versus a monoterapia com enalapril.
Em PICXEL, pacientes hipertensos com HVE (definido como índice de massa ventricular esquerda (IMVE) > 120 g/m 2 em homens e > 100 g/m 2 em mulheres) foram randomizados para perindopril terc-butilamina 2 mg (equivalente a 2,5 mg de perindopril arginina) / indapamida 0,625 mg ou para enalapril 10 mg uma vez por dia para um tratamento de um ano. A dose foi adaptada de acordo com o controle da pressão arterial, até perindopril terc-butilamina de 8 mg (equivalente a 10 mg de perindopril arginina) / indapamida 2,5 mg ou enalapril 40 mg uma vez por dia. Apenas 34% dos pacientes permaneceram sendo tratados com perindopril terc-butilamina de 2 mg (equivalente a 2,5 mg de perindopril arginina) / indapamida 0,625 mg (versus 20% com o enalapril 10 mg).
Ao final do tratamento, o IMVE diminuiu significativamente mais no grupo do perindopril/indapamida (-10.1 g/m
- 2) do que no grupo do enalapril (-1.1 g/m
- 2) na população de todos os pacientes randomizados. A diferença entre os grupos no IMVE foi -8.3 g/m 2 (95% CI (-11.5, -5.0), p < 0.0001).
Um melhor efeito foi encontrado no IMVE com doses mais altas de perindopril arginina/indapamida do que as de ACERTALIX™ 5mg/1,25 mg.
Referente à pressão arterial, a diferença significativamente estimada entre os grupos da população randomizada foi -5.8 mmHg (95% IC (-7.9, -3.7), P < 0.0001) para a pressão arterial sistólica e -2,3 mmHg (95% IC (-3.6, -0.9), p= 0.0004) para a pressão arterial diastólica respectivamente, em favor do grupo com perindopril / indapamida.
- Perindopril:
O perindopril é eficaz em todos os níveis da hipertensão: leve a moderada, ou severa. Uma redução na pressão arterial sistólica e diastólica é observada tanto na posição supinada quanto na posição ortostática.
A eficácia anti-hipertensiva depois da dose única é máxima entre 4 e 6 horas e é mantida pelo menos por 24 horas.
Existe um alto grau de bloqueio residual da enzima conversora de angiotensina nas 24 horas, aproximadamente 80%.
Em pacientes que respondem, a pressão arterial normalizada é alcançada depois de 1 mês e é mantida sem taquifilaxia. A interrupção do tratamento não causa efeito rebote na hipertensão.
O perindopril tem propriedades vasodilatadoras e restaura a elasticidade dos principais troncos arteriais , corrige as alterações histomorfométricas em artérias de resistência e produz a redução na hipertrofia ventricular esquerda.
Se necessário, a adição de um diurético tiazídico leva a uma sinergia aditiva. A combinação de um inibidor da enzima conversora de angiotensina com um diurético tiazídico diminui o risco de hipocalemia associado com o diurético isolado.
- Indapamida:
A indapamida, como monoterapia, tem um efeito anti-hipertensivo que tem a duração de 24 horas. Este efeito ocorre em doses para as quais as propriedades diuréticas são mínimas. Sua ação anti-hipertensiva é proporcional para uma melhora da complacência arterial e uma redução da resistência vascular periférica e arterial. A indapamida reduz a hipertrofia ventricular esquerda.
Quando uma dose de diurético tiazídico e diuréticos tiazídicos-relacionadoss é excedida, o efeito anti-hipertensivo alcança o platô, enquanto os efeitos adversos continuam a aumentar. Se o tratamento não for efetivo, a dose não deve ser aumentada.
Além disso, foi demonstrado que em curto, médio e longo período em pacientes hipertensivos, indapamida:
- não tem efeito no metabolismo lipídico: triglicerídeos, colesterol LDL e HDL.
- não tem efeito no metabolismo de carboidratos, até mesmo em pacientes diabéticos hipertensos.
Dados dos ensaios clínicos do duplo bloqueio do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA):
Dois grandes estudos randomizados controlados (ONTARGET (ONgoing Telmisartan Alone and in combination with Ramipril Global Endpoint Trial) e VA NEPHRON-D (The Veterans Affairs Nephropathy in Diabetes)) examinou o uso da combinação de um inibidor da ECA com um bloqueador de receptor de angiotensina II.
ONTARGET foi um estudo realizado em pacientes com histórico de doença cardiovascular ou cerebrovascular, ou diabetes mellitus tipo 2 acompanhada de evidência de lesão de órgão. VA NEPHRON-D foi um estudo em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e nefropatia diabética.
Estes estudos não demonstraram nenhum efeito benéfico significativo nos desfechos renais e / ou cardiovasculares e mortalidade, enquanto foi observado um aumento do risco de hipercalemia, lesão renal aguda e / ou hipotensão, em comparação com a monoterapia.
Dadas as suas propriedades farmacodinâmicas semelhantes, estes resultados são também relevantes para outros inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores da angiotensina II.
Os inibidores da ECA e bloqueadores dos receptores da angiotensina II não devem ser utilizados concomitantemente em pacientes com nefropatia diabética.
ALTITUDE (Aliskiren Trial in Type 2 Diabetes Using Cardiovascular and Renal Disease Endpoints) foi um estudo destinado a testar o benefício da adição de alisquireno a uma terapia padrão de um inibidor da ECA ou um bloqueador do receptor da angiotensina II em pacientes com diabetes mellitus tipo 2 e doença renal crônica, doença cardiovascular, ou ambos. O estudo foi interrompido precocemente por causa de um risco aumentado de resultados adversos. Morte cardiovascular e acidente vascular cerebral foram numericamente mais frequentes no grupo alisquireno do que no grupo placebo e eventos adversos e eventos adversos graves de interesse (hipercalemia, hipotensão e disfunção renal) foram notificadas mais frequentemente no grupo de alisquireno do que no grupo placebo.
Propriedades farmacocinéticas:
- ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg:
A administração concomitante de perindopril e indapamida não altera as suas propriedades farmacocinéticas em comparação com a administração separada.
- PERINDOPRIL:
Absorção e biodisponibilidade : Após administração oral, o perindopril é rapidamente absorvido e o pico da concentração é atingid o em 1 hora. A meia -vida plasmática do perindopril é igual a 1 h ora.
A ingestão de alimento reduz a conversão a o perindoprilato, c onsequentemente a sua biodisponibilidade, desse modo, o perindopril arginina deve ser administrado oralmente em dose diária única pela manhã, antes da refeição.
Distribuição:
O volume de d istribuição é apr oximadamente 0,2 L/kg para o perindoprilato livre. A ligação do perindoprilato às proteínas plasmáticas é de 20%, principalmente à enzima conversora da angiotensina, mas é dose-dependente.
Biotransformação:
O perindopril é uma pró-droga. 27 % da dose administrada de perindopril atingem a corrente sanguínea na forma do metabólito ativo perindoprilato. Em adição a este, são produzidos outros cinco metabólitos, porém todos inativos. O pico da concentração plasmática do perindoprilato é alcanç ado entre 3 e 4 horas.
Eliminação:
O perindoprilato é eliminado na urina e a meia-vida final da fração livre é aproximadamente de 17 horas, resultando no estado de equilíbrio dentro de 4 dias.
Linearidade/ Não linearidade:
Foi demonstrada uma relação linear entre a dose de perindopril e sua exposição plasmática.
Populações especiais:
Idosos A eliminação de perindoprilato é diminuída em pacientes idosos e também em pacientes com insuficiência cardíaca ou renal.
Pacientes com insuficiência renal:
O ajuste da dosagem na insuficiência renal é desejável dependendo da gravidade da insuficiência (clearance de creatinina).
Em caso de diálise:
O clearance de diálise do perindoprilato é igual a 70 mL/min.
Paciente com cirrose:
Os parâmetros cinéticos do perindopril são modificados em pacientes com cirrose: o clearance hepático do perindopril é reduzido à metade. No entanto, a quantidade de perindoprilato formado não é reduzida e por essa razão não há necessidade de se fazer um ajuste na dosagem.
- INDAPAMIDA:
Absorção:
A indapamida é rapidamente e completamente absorvida no trato digestivo.
O pico da concentração plasmática em humanos é alcançado aproximadamente 1 hora depois da administração oral do produto.
Distribuição:
A ligação às proteínas plasmáticas é de 79%.
Biotransformação e eliminação:
A meia-vida de eliminação é entre 14 e 24 horas (média de 18 horas). Administração repetida não produz acúmulo. A eliminação é principalmente na urina (70% da dose) e fezes (22%) na forma de metabólitos inativos.
População especial:
Pacientes com insuficiência renal:
A farmacocinética permanece inalterada em pacientes com insuficiência renal.
Dados de segurança pré-clínicos:
PERINDOPRIL/INDAPAMIDA A combinação de perindopril / indapamida aumentou ligeiramente a toxicidade do que a de seus componentes. As manifestações renais não parecem ser potencializadas no rato. No entanto, a combinação produz toxicidade gastrointestinal no cão e os efeitos tóxicos sobre a mãe parecem ser aumentados no rato (comparado com o perindopril).
No entanto, estes efeitos adversos aparecem em níveis de dose que correspondem a uma margem de segurança muito acentuada em comparação com as doses terapêuticas utilizadas.
Estudos pré-clínicos realizados separadamente com perindopril e indapamida não mostraram potencial genotoxicidade ou carcinogenicidade. Estudos de toxicidade reprodutiva não mostraram embriotoxicidade ou teratogenicidade e a fertilidade não foi prejudicada.
Contraindicações
Ligadas ao perindopril:
- pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer outro inibidor da ECA;
- pacientes com histórico de angioedema (edema de Quincke) associado a uma terapia de inibidor da ECA prévia (ver seção 5);
- pacientes com angioedema idiopático ou hereditário;
- em gestantes no 2º e 3º trimestre de gravidez (ver seção 5);
- uso concomitante de ACERTALIX™ 5mg/1,25mg com produtos contendo alisquireno em pacientes com diabetes mellitus ou insuficiência renal (TFG < 60mL/min/1,73m²) (veja itens 3 e 6);
- uso concomitante com sacubitril e valsartana (ver seções 5 e 6);
- tratamentos extracorpóreos que levem o contato de sangue com superfícies carregadas negativamente (ver seção 6);
- significante estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria renal quando há um único rim funcionando (ver seção 5).
Ligadas à indapamida:
- pacientes com hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer outra sulfonamida;
- insuficiência renal grave (clearance de creatinina inferior a 30 ml/min);
- encefalopatia hepática;
- insuficiência hepática grave;
- hipocalemia;
- como regra geral, é desaconselhável a combinação deste medicamento com agentes não antiarrítmicos que causam torsades de pointes (ver seção 6);
- lactação (ver seção 5).
Ligadas ao ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg:
- hipersensibilidade a qualquer uma das substâncias presentes no produto listadas na seção Composição.
Devido à falta de dados terapêuticos suficientes, ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg não deve ser usado em:
- pacientes em diálise;
- pacientes com insuficiência cardíaca descompensada e não tratada.
Este medicamento é contraindicado para menores de 18 anos.
Categoria D: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Advertências e precauções
Precauções especiais Comuns ao perindopril e a indapamida:
- Lítio A combinação do lítio com a combinação de perindopril e indapamida geralmente não é recomendada.
(Ver seção 6) Ligadas ao perindopril:
- Bloqueio duplo do sistema Renina-Angiotensina-Aldosterona (SRAA):
O uso concomitante de inibidores da ECA, bloqueadores do receptor de angiotensina II ou alisquireno aumentam o risco de hipotensão, hipercalemia e diminuição da função renal (incluindo insuficiência renal aguda). Bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina-aldosterona pela combinação de um inibidor da enzima conversora de angiotensina (IECA) com um bloqueador do receptor da angiotensina II (BRA) ou alisquireno não é recomendado (ver seções 3 e 6).
Se o bloqueio duplo for considerado absolutamente necessário, deve apenas ocorrer sob supervisão de especialista e sujeito a monitoramento rigoroso frequente da função renal, eletrólitos e pressão arterial.
Inibidores da ECA e bloqueadores do receptor de angiotensina II não devem ser utilizados concomitantemente em pacientes com nefropatia diabética.
- Medicamentos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos salinos contendo potássio:
A combinação de perindopril com medicamentos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos salinos contendo potássio geralmente não é recomendada (ver seção 6).
- Neutropenia/Agranulocitose/Trombocitopenia/Anemia:
Neutropenia/agranulocitose, trombocitopenia e anemia foram reportadas em pacientes tratados com inibidores da ECA. Em pacientes com função renal normal e sem outros fatores complicadores, a neutropenia ocorre raramente. O perindopril deve ser utilizado com extrema cautela em pacientes portadores de doença vascular do colágeno, terapia imunossupressora, tratamento com alopurinol ou procainamida, ou em situações que combinem estes fatores de risco, especialmente em casos de disfunção renal pré-existente. Alguns destes pacientes desenvolveram infecções graves, as quais em alguns casos não responderam a uma terapia antibiótica intensiva. Caso seja necessário o uso de perindopril nestes pacientes, um monitoramento periódico da contagem das células sanguíneas da série branca deverá ser realizado e os pacientes deverão ser orientados a relatar imediatamente qualquer sinal de infecção (por exemplo, dor de garganta, febre) (ver seções 6 e 9).
- Hipertensão renovascular Existe um risco aumentado de hipotensão e insuficiência renal quando pacientes com estenose bilateral da artéria renal ou estenose da artéria de um rim único em funcionamento são tratados com inibidores da ECA (ver seção 4). Tratamento com diuréticos pode ser um fator contribuinte. A perda da função renal pode ocorrer com pequenas alterações na creatinina sérica, mesmo em pacientes com estenose unilateral da artéria renal.
- Hipersensibilidade/angioedema:
Angioedema de face, extremidades, lábios, língua, glote e/ou laringe foram raramente reportados em pacientes tratados com inibidores da ECA, incluindo perindopril (ver seção 9). Isto pode ocorrer a qualquer momento da terapia. Nestes casos, perindopril deve ser descontinuado imediatamente e uma monitoração apropriada deve ser iniciada e continuada até que ocorra o completo desaparecimento dos sintomas. Casos de edemas que envolvem somente face e lábios geralmente não necessitam de tratamento, embora os anti-histamínicos sejam úteis para alívio dos sintomas.
O angioedema associado com edema laríngeo pode ser fatal. Se houver envolvimento da língua, glote ou laringe, propensa a causar obstrução das vias aéreas, uma terapia adequada, a qual deve incluir uma solução subcutânea de epinefrina 1:1000 (0,3 ml a 0,5 ml) e/ou medidas para assegurar a desobstrução das vias aéreas deve ser administrada prontamente.
Os inibidores da ECA apresentam maior risco de causarem angioedema em pacientes da raça negra do que em pacientes de outras raças.
Pacientes com histórico de angioedema não relacionados à terapia com inibidores da ECA podem ter um risco aumentado de angioedema ao iniciar o t ratamento com um inibidor da ECA (ver seção 4).
Angioedema intestinal foi raramente relatado em pacientes tratados com um inibidor de ECA. Esses pacientes apresentaram dor abdominal (com ou sem náusea ou vômito); em alguns casos não houve angioedema de face prévio e os níveis de esterase C-1 estavam normais. O angioedema foi diagnosticado por procedimentos incluindo Tomografia Computadorizada de Abdômen, ou ultrassom, ou na cirurgia e os sintomas desapareceram após a interrupção do inibidor da ECA.
Angioedema intestinal deve ser incluído no diagnóstico diferencial de pacientes em uso de inibidores da ECA que apresentem dor abdomin al.
A combinação de perindopril com sacubitril/valsartana é contraindicada devido ao risco aumentado de angioedema. Sacubitril/valsartana não deve ser iniciada até 36h depois da última dose da terapia com perindopril. Se o tratamento com sacubitril/valsartana for interrompido, a terapia com perindopril não deve ser iniciada até 36h após a última dose de sacubitril/valsartana (ver seções 4 e 6). O uso concomitante de outros inibidores da ENP (racecadotril) e inibidores da ECA também pode aumentar o risco de angioedema (ver seção 6). Portanto, é necessária uma avaliação cuidadosa do risco-benefício antes de iniciar o tratamento com inibidores da ENP (por exemplo, racecadotril) em pacientes que administram perindopril.
- Uso concomitante com inibidores mTOR (por exemplo, sirolimo, everolimo, tensirolimo):
Pacientes em terapia concomitante com inibidores mTOR (por exemplo, sirolimo, everolimo, tensirolimo) podem aumentar o risco de angioe dema (por exemplo, inchaço das vias aér eas ou língua, com ou sem insufici ência respiratória) (Ver seção 6).
- Reações anafilactoides durante dessensibilização:
Existem casos isolados de pacientes com experiência sustentada, de risco de vida por reações anafiláticas quando tratados com inibidores da ECA durante tratamento de dessensibilização com veneno de himenóptero (abelhas, vespas). Inibidores de ECA devem ser usados com precaução em pacientes alérgicos tratados com dessensibilização, e evitados nos submetidos à imunoterapia venenosa.
Contudo estas reações podem ser prevenidas pela retirada temporária do tratamento com inibidores da ECA, por no mínimo 24 horas antes do tratamento de pacientes que precisam de ambos, inibidores da ECA e dessensibilização.
- Reações anafilactoides durante aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL):
Raramente, pacientes em uso de inibidores da ECA relataram reações anafilactoides com risco de vida durante a aférese de lipoproteínas de baixa densidade (LDL) com sulfato dextrano. O surgimento destas reações é evitado descontinuando-se temporariamente o tratamento com o inibidor da ECA antes de cada aférese.
- Pacientes em hemodiálise:
Reações anafilactoides foram descritas em pacientes em diálise com membranas de alto fluxo, por exemplo, (AN 69®), e tratados em concomitância com um inibidor da ECA. Nestes pacientes deve-se considerar a utilização de outro tipo de membrana para a diálise ou uma outra classe de agente anti-hipertensivo.
- Aldosteronismo primário:
Pacientes com aldosteronismo primário geralmente não responderão aos tratamentos anti-hipertensivos que ajam através da inibição do sistema renina-angiotensina. Portanto, o uso desse produto não é recomendado.
Ligadas à indapamida:
- Encefalopatia Hepática Quando a função do fígado está prejudicada, diuréticos tiazídicos e tiazídicos-relacionados podem causar, especialmente nos casos de desequilíbrio eletrolítico, encefalopatia hepática que pode progredir para coma hepático. Caso isto ocorra, a administração do diurético deve ser interrompida imediatamente.
- Fotossensibilidade Casos de reações de fotossensibilidade têm sido relatados com diuréticos tiazídicos e tiazídicos-relacionados (ver seção 9). Caso ocorram reações de fotossensibilidade durante o tratamento, a administração do diurético deve ser interrompida imediatamente. Se uma nova administração do diurético for necessária, é recomendado proteger as áreas expostas ao sol ou aos raios UVA artificiais.
Precauções de uso Comuns ao perindopril e a indapamida:
- Insuficiência renal O tratamento é contraindicado, em caso de insuficiência renal grave (clearance de creatinina < 30 ml/min). Em certos pacientes hipertensos sem aparentes lesões renais pré-existentes e para quais os testes sanguíneos mostraram insuficiência renal funcional, o tratamento deve ser interrompido e possivelmente reiniciado com uma dose baixa ou com uma monodroga.
Nestes pacientes o acompanhamento médico das taxas de potássio e cr eatinina devem ser frequentemente monitorados depois de duas semanas de tratamento e a cada dois meses durante o período de estabilidade terapêutica. Insuficiência renal foi relatada principalmente em pacientes com insuficiência cardíaca grave ou em insuficiência renal subjacente incluindo estenose da artéria renal.
Em caso de estenose bilateral da artéria renal ou funcionamento de apenas um rim, o medicamento geralmente não é recomendado.
- Hipotensão e depleção de água e eletrólitos Existe um risco de hipotensão súbita na presença de depleção de sódio pré-existente (em particular em pacientes com estenose da artéria renal). Portanto testes sistemáticos devem ser realizados para sinais clínicos de depleção de água e eletrólitos, que podem ocorrer com um episódio intercorrente de diarreia ou vômitos. O monitoramento regular dos eletrólitos plasmáticos deve ser realizado em tais pacientes.
Hipotensão acentuada pode exigir a implementação de uma infusão intravenosa de soro fisiológico.
Hipotensão transitória não é uma contraindicação para a continuação do tratamento. Após reconstituição de um volume de sangue e pressão arterial satisfatória, o tratamento pode ser iniciado de novo, tanto com uma dose reduzida ou com apenas um dos componentes.
- Níveis de potássio A combinação de perindopril e indapamida não impede o aparecimento de hipocalemia principalmente em pacientes diabéticos ou em pacientes com insuficiência renal. Como qualquer agente anti-hipertensivo em combinação com um diurético, uma monitorização regular dos níveis de potássio no plasma deve ser realizada.
- Excipientes Devido à presença de lactose, este medicamento não deve ser administrado em pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, má-absorção de glicose-galactose, ou deficiência de total lactase.
- Nível de sódio ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg contém menos que 1 mmol de sódio (23 mg) por comprimido, isto é essencialmente livre de sódio.
Ligadas ao perindopril:
- Tosse A tosse seca foi relatada em pacientes que fizeram uso de inibidores da ECA. A tosse é caracterizada por ser persistente e pelo fato de desaparecer quando o tratamento é interrompido. Uma etiologia iatrogênica deve ser considerada no caso deste sintoma. Se a prescrição de um inibidor da enzima conversora de angiotensina for indispensável, a continuação do tratamento pode ser considerada.
- População pediátrica:
A eficácia e a tolerância do uso de perindopril em crianças e adolescentes, isolado ou em combinação, não foram estabelecidas.
Risco de hipotens ão arterial e/ou insuficiência renal (em casos de insuficiência card íaca, depleção de água e eletrólito, etc):
Estimulação acentuada do sistema renina-angiotensina-aldosterona tem sido observada principalmente durante a depleção acentuada de água e eletrólitos (dieta restrita de sódio ou tratamento prolongado com diurético), em pacientes nos quais a pressão arterial for inicialmente baixa, em casos de pacientes com estenose da artéria renal, insuficiência cardíaca congestiva ou cirrose com edema e ascite.
O bloqueio deste sistema com um inibidor da enzima conversora de angiotensina pode, por conseguinte, causar, particularmente no momento da primeira administração e durante as duas primeiras semanas de tratamento, uma queda súbita da pressão arterial e/ou o aumento dos níveis plasmáticos de creatinina , mostrando uma insufic iência renal funcional.
Ocasionalmente, esta queda poder ser aguda no início, embora rara, e com um tempo variado no início.
Nestes casos, o tratamento deve ser iniciado com uma dose menor e progressivamente aumentada.
- Idosos:
Os níveis de potássio e a função renal devem ser testados antes do início do tratamento. A dose inicial é subsequentemente ajustada de acordo com a resposta da pressão arterial, especialmente em caso de depleção de água e de eletrólitos, a fim de evitar o aparecimento súbito de hipotensão.
- Aterosclerose:
O risco de hipotensão existe em todos os pacientes, mas cuidado especial deve ser tomado principalmente com os pacientes com doença cardíaca isquêmica ou insuficiência circulatória cerebral, com o tratamento sendo iniciado com uma baixa dose.
- Hipertensão renovascular:
O tratamento para a hipertensão renovascular é a revascularização. Contudo, os inibidores da enzima conversora de angiotensina podem ser benéficos em pacientes que apresentam hipertensão renovascular e os quais aguardam cirurgia corretiva ou quando tal cirurgia não é possível.
Se ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é prescrito para pacientes com suspeita ou comprovada estenose da artéria renal, o tratamento deve ser iniciado em ambiente hospitalar com uma dose baixa e os níveis de potássio e a função renal devem ser monitorados, uma vez que alguns pacientes desenvolveram uma insuficiência renal funcional as quais foram revertidas quando o tratamento foi interrompido.
- Insuficiência cardíaca/Insuficiência cardíaca grave:
Em pacientes com insuficiência cardíaca grave (grau IV) o tratamento com ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg deve ser iniciado sob supervisão médica com uma dose inicial reduzida. Tratamento com betabloqueadores em pacientes hipertensos com insuficiência coronariana não deve ser interrompido: o inibidor de ECA deve ser adicionado ao betabloqueador.
- Pacientes diabéticos:
Em pacientes com diabetes mellitus dependente de insulina (tendência espontânea do aumento dos níveis de potássio), o tratamento com ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg deve ser iniciado sob supervisão médica com uma dose inicial reduzida. Níveis de glicemia devem ser cuidadosamente monitorados em pacientes diabéticos previamente tratados com antidiabéticos orais ou insulina, ou seja, durante o primeiro mês de tratamento com um inibidor de ECA (Ver seção 6).
- Características étnicas:
Como qualquer outro inibidor da enzima conversora de angiotensina, perindopril é aparentemente menos efetivo na redução da pressão arterial em pacientes negros do que em pacientes que não são da raça negra, possivelmente devido a uma maior prevalência de casos de nível baixo de renina na população negra hipertensa.
- Cirurgia/Anestesia:
Inibidores da enzima conversora de angiotensina podem causar hipotensão em casos de anestesia, especialmente quando o anestésico administrado é um agente hipotensor potencial. Portanto, é recomendável que o tratamento com inibidores da ECA de longa ação tais como perindopril devem ser descontinuados sempre que possível um dia antes da cirurgia.
- Estenose das valvas aórtica ou mitral/ Cardiomiopatia hipertróf ica Inibidores da ECA devem ser administrados com precaução em pacientes com obstrução no fluxo de saída do ventrículo esquerdo.
- Insuficiência hepática Raramente, inibidores da ECA têm sido associados com uma síndrome que se inicia com icterícia colestática e que pode evoluir para necrose hepática fulminante e (por vezes) morte. O mecanismo desta síndrome não é conhecido. Os pacientes que recebem inibidores da ECA que desenvolvem icterícia ou marcadores elevados das enzimas hepáticas devem descontinuar o inibidor da ECA e receber acompanhamento médico apropriado (ver seção 9).
- Hipercalemia:
Elevações nos níveis de potássio séric o foram observadas em alguns pacientes tratado s com inibidores da ECA, incluindo o perindopril. Os fatores de risco para o desenvolvimento de uma hipercalemia incluem aqueles com insuficiência renal, piora na função renal, pacientes idosos (acima de 70 anos), diabetes mellitus, intercorrências como, em particular desidratação, descompensação cardíaca aguda, acidose metabólica, e uso concomitante de diuréticos poupadores de potássio (por exemplo, espironolactona, epleronona, triantereno, amilorida), suplementos de potássio ou substitutos salinos contendo potássio; ou aqueles pacientes que utilizam outras drogas associadas à elevação do potássio sérico (ex.: heparinas, cotrimoxazol também conhecido como trimetoprima/sulfametoxazol, outros inibidores da ECA, antagonistas dos receptores de angiotensina II, ácido acetilsalicílico ≥ 3g/dia, inibidores da COX-2 e AINEs não seletivos, agentes imunossupressores como ciclosporina ou tacrolimus, trimetoprima).
O uso de diuréticos poupadores de potássio, suplementos de potássio ou substitutos salinos contendo potássio particularmente por pacientes com disfunção renal pode levar a um aumento significativo nos níveis séricos de potássio. A hipercalemia pode causar sérias arritmias, às vezes fatais. Se o uso concomitante com os agentes acima mencionados for considerado como necessário, um monitoramento regular do potássio sérico é recomendado (ver seção 6).
Ligadas à indapamida:
- Equilíbrio hidroeletrolítico:
Níveis de sódio Estes devem ser testados antes do tratamento ser iniciado, em seguida, a intervalos regulares. Redução dos níveis de sódio pode ser inicialmente assintomática e exames regulares são, portanto, essenciais. O exame deve ser mais frequente em pacientes idosos e cirróticos (ver seção 9 e 10). Qualquer tratamento diurético pode causar hiponatremia, às vezes com consequências muito graves. Hiponatremia com hipovolemia pode ser responsável por desidratação ou hipotensão ortostática. A perda concomitante de íons cloreto pode levar à alcalose metabólica compensatória secundária: a incidência e o grau deste efeito são leves.
Níveis de potássio Depleção de potássio com hipocalemia é um grande risco com diuréticos tiazídicos e diuréticos relacionados com tiazídicos. A hipocalemia pode causar distúrbios musculares. Foram reportados casos de rabdomiólise, principalmente no contexto de hipocalemia grave. O risco de aparecimento de níveis de potássio baixo (<3,4 mmol/l) deve ser evitado em algumas populações de alto risco, como idosos e/ou desnutridos, mesmo que estejam tomando ou não vários medicamentos, pacientes cirróticos com edema e ascite, pacientes coronários e pacientes com insuficiência cardíaca. Nesses casos, a hipocalemia aumenta a toxicidade cardíaca dos glicosídeos cardíacos e os riscos das desordens rítmicas.
Pacientes que apresentam um intervalo QT longo também estão em risco, tanto se a origem é congênita ou iatrogênica. Hipocalemia, como a bradicardia, age como um fator que favorece o aparecimento de desordens rítmicas graves, principalmente as torsades de pointes, que podem ser fatais.
Em todos os casos é necessário um exame mais frequente dos níveis de potássio. A primeira mensuração dos níveis plasmáticos de potássio deve ser realizada durante a primeira semana após o início do tratamento. Se forem de tectados níveis baixos de potássio, correções são necessárias.
Hipocalemia encontrada em associação com baixa concentração sérica de magnésio pode ser refratária ao tratamento, a menos que o magnésio sérico seja corrigido.
Níveis de cálcio Os diuréticos tiazídicos e diuréticos relacionados com tiazídicos podem reduzir a excreção urinária de cálcio e provocar um pequeno aumento transitório nos níveis plasmáticos de cálcio. Níveis acentuadamente elevados de cálcio podem estar relacionados com hiperparatireoidismo não diagnosticado. Em tais casos, o tratamento deve ser interrompido antes de investigar a função da paratireoide.
Magnésio plasmático Os tiazídicos e diuréticos relacionados, incluindo indapamida, demonstraram aumentar a excreção urinária de magnésio, o que pode resultar em hipomagnesemia (ver seção 6 e 9).
Glicose É importante o monitoramento da glicose plasmática em pacientes diabéticos, principalmente quando os níveis de potássio estão baixos.
- Ácido úrico Tendência para ataques de gota pode ser aumentada em pacientes com hiperuricemia.
- Função renal e diuréticos Os diuréticos tiazídicos e tiazídicos-relacionados apenas são completamente eficazes quando a função renal é normal ou apenas ligeiramente alterada (níveis de creatinina menor do que cerca de 25 mg/l, ou seja, 220 µmol/l para um adulto).
Nos idosos, o valor dos níveis de creatinina no plasma deve ser ajustado levando em consideração a idade, peso e sexo do paciente, de acordo com a fórmula de Cockcroft: clcr= (140 - idade) x peso corporal / 0,814 x nível de creatinina plasmática com: idade expressa em anos o peso corporal em kg nível de creatinina plasmática em µmol /l Esta fórmula é adequada para um homem idoso e deve ser adaptada para as mulheres multiplicando os resultados por 0,85.
Hipovolemia, resultante da perda de água e de sódio causada pelo diurético no início do tratamento, provoca uma redução da filtração glomerular. Isso pode resultar em um aumento nos níveis de ureia e creatinina. Esta insuficiência renal funcional transitória não tem consequências adversas em pacientes com função renal normal, mas pode, contudo, agravar a insuficiência renal pré-existente.
- Atletas Os atletas devem ter atenção, pois este produto contém a substância ativa indapamida que pode causar uma reação positiva nos tes tes de doping.
- Efusão coroidal, miopia aguda e glaucoma de ângulo fechado secundário Sulfonamidas ou derivados de sulfonamidas, medicamentos que podem causar uma reação idiossincrática resultando em efusão coroidal com defeito de campo visual, miopia transitória e glaucoma de ângulo fechado agudo. Os sintomas incluem início agudo de diminuição da acuidade visual ou dor ocular e geralmente ocorre m dentro de horas a semanas após o início do medicamento.
Glaucoma de ângulo fechado agudo não tratado pode levar a perda de visão permanente. O tratamento primário é interromper a ingestão do medicamento tão rapidamente quanto possível. Tratamentos médicos ou cirúrgicos imediatos necessitam ser considerados se a pressão intraocular permanecer descontrolada. Os fatores de risco para o desenvolvimento de glaucoma de ângulo fechado agudo podem incluir histórico de alergia à sulfonamida ou penicilina.
Fertilidade, gravidez e lactação:
Dados os respectivos efeitos sobre a gravidez e lactação de cada uma das substâncias presentes na associação, o uso de ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg não é recomendado durante o primeiro trimestre da gravidez. ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é contraindicado durante o segundo e terceiro trimestre de gravidez.
- Gravidez:
O uso de um inibidor da ECA não deve ser iniciado durante a gravidez. Caso o tratamento com um inibidor da ECA seja considerado essencial, nas pacientes que desejam engravidar, perindopril deve ser substituído por outro tratamento anti-hipertensivo alternativo que tenha um perfil de segurança bem estabelecido para o uso na gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada, o tratamento com um inibidor da ECA deve ser interrompido imediatamente, e, se apropriado, terapia alternativa deve ser iniciada.
(Ver seções 4 e 5) .
Ligadas ao perindopril :
O uso de um inibidor da ECA não é r ecomendado du rante o primeiro trimestre da gravidez. (Ver seção
- 5) O uso de um inibidor da ECA é contraindicado durante o segundo e terceiro trimestre da gravidez (ver seções 4 e 5).
Evidências epidemiológicas referentes ao risco de teratogenicidade seguid o de exposição à um inibidor da ECA durante o primeiro trimestre de gravidez não foi conclusivo, contudo, um pequeno aumento nesse risco não pode deixar de ser considerado. Caso o tratamento com um inibidor da ECA seja considerado essencial, nas pacientes que desejam engravidar, ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg deve ser substituído por outro tratamento anti-hipertensivo alternativo que tenha um perfil de segurança bem estabelecido para o uso na gravidez. Quando a gravidez é diagnosticada, tratamento com um inibidor da ECA deve ser interrompido imediatamente, e, se apropria do, terapia alternativa deve ser iniciada.
A exposição prolongada a um inibidor da ECA durante o segundo e terceiro trimestres da gravidez é conhecida por induzir uma fetotoxicidade humana (diminuição da função renal, oligodramnia, retardo na ossificação do crânio) e toxicidade neonatal (falência renal, hipotensão, hipercalemia).
Caso tenha ocorrido exposição ao inibidor da ECA durante o segundo trimestre da gravidez, uma verificação por ultrassom da função renal e do crânio é recomendada.
Crianças cujas mães tenham tomado um inibidor da ECA devem ser rigorosamente observadas por conta da hipotensão (ver seção 4).
Ligadas à indapamida:
Dados sobre o uso da indapamida em mulheres grávidas são inexistentes ou limitados (menos de 300 resultados de gravidez). A exposição prolongada aos diuréticos tiazídicos durante o terceiro trimestre da gravidez pode reduzir o volume plasmático materno bem como o fluxo sanguíneo uteroplacentário, o que pode causar uma isquemia fetoplacentária e atraso no crescimento.
Os estudos em animais não indicam quaisquer efeitos nocivos diretos ou indiretos referente à toxicidade reprodutiva (ver seção 3. Características Farmacológicas).
Como medida de precaução, é preferível evitar o uso de indapamida durante a gravidez.
- Lactação:
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é contraindicado durante a lactação. A decisão deve ser tomada quanto a interromper a amamentação ou descontinuar ACERTALIX™ 5 / 1,25 levando em consideração a importância desta terapia para a mãe.
Ligadas ao perindopril:
Devido à ausência de informações disponíveis sobre o uso de perindopril durante a lactação, ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg não é recomendado. Desta maneira, o uso de outros tratamentos que possuam melhor perfil de segurança estabelecido durante a amamentação é preferível, especialmente em recém-nascidos ou prematuros.
Ligadas à indapamida:
Não existe informação suficiente sobre a excreção da indapamida e seus metabólitos no leite humano.
Pode ocorrer hipersensibilidade às drogas derivadas de sulfonamidas e hipocalemia. O risco para recém-nascidos e lactantes não pode ser excluído.
A indapamida está intimamente relacionada com diuréticos tiazídicos que têm sido associados, durante a amamentação, com diminuição ou mesmo supressão de lactação.
A indapamida é contraindicada durante a amamentação.
- Fertilidade Ligada ao perindopril e indapamida Estudos de toxicidade reprodutiva não demonstraram efeito sobre a fertilidade em ratos fêmeas e machos. Não são previstos efeitos sobre a fertilidade de humanos .
Efeitos na capacidade de condução de veículos e uso de máquinas :
As duas substâncias ativas, isoladas ou combinadas em ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg não tem influência na habilidade de dirigir e usar máquinas, mas reações individuais relacionadas à baixa pressão arterial podem ocorrer em alguns pacientes, principalmente no início do tratamento ou em combinação com outros medicamentos anti-hipertensivos. Desta maneira, a capacidade de dirigir ou operar máquinas pode ser prejudicada.
Este medicamento pode causar doping.
Atenção: Este medicamento contém açúcar (lactose), portanto deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Categoria D: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.
Interações medicamentosas
Comuns ao perindopril e a indapamida:
Uso concomitante não recomendado:
- Lítio:
Aumentos reversíveis nas concentrações de lítio sérico e toxicidade foram relatados durante o uso concomitante de lítio com os inibidores da ECA. O uso da associação de perindopril e indapamida com o lítio não é recomendado, mas, se esta associação for necessária, deve ser realizado um cuidadoso monitoramento dos níveis do lítio sérico (ver seção 5).
Usos concomitantes que requerem cuidados especiais:
- Baclofeno:
Aumento do efeito anti-hipertensivo. Monitorar a pressão arterial e adaptar a dose anti-hipertensiva se necessário.
- Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs) (incluindo ácido acetilsalicílico ≥ 3g/dia):
Quando inibidores da ECA são administrados simultaneamente com anti-inflamatórios não esteroidais (por exemplo: ácido acetilsalicílico em regimes posológicos anti-inflamatórios, inibidores da COX-2 e AINEs não-seletivos), a atenuação do efeito anti-hipertensivo pode ocorrer. Uso concomitante de inibidores da ECA e AINEs podem levar a um aumento do risco de piora da função renal, incluindo a possibilidade de insuficiência renal aguda, e um aumento nos níveis de potássio sérico, especialmente em pacientes com prejuízo da função renal pré-existente. A combinação deve ser administrada com cautela, especialmente nos idosos. Os pacientes devem ser hidratados adequadamente e deve-se monitorar a função renal depois de iniciar a terapia concomitante e então periodicamente.
Uso concomitante que requer alguns cuidados:
- Antidepressivos semelhantes à imipramina (tricíclicos), neurolépticos:
Aumento no efeito anti-hipertensivo e aumento do risco de hipotensão ortostática (efeito aditivo).
Ligadas ao perindopril:
Resultados dos ensaios clínicos demonstraram que o bloqueio duplo do sistema renina-angiotensina-aldosterona (SRAA) através da utilização combinada de inibidores de ECA, bloqueadores do receptor da angiotensina II ou alisquireno está associado a uma maior frequência de eventos adversos, tais como hipotensão, hipercalemia e diminuição da função renal (incluindo insuficiência renal aguda) em comparação com a utilização de um único agente no SRAA (ver seções 3, 4 e 5).
Drogas que induzem a hipercalemia:
Alguns fármacos ou classes terapêuticas podem aumentar a ocorrência de hipercalemia: alisquireno, sais de potássio, diurétic os poupadores de potássio, inibidores da ECA, antagonistas dos receptores da angiotensina II, AINEs, heparinas, agentes imunossupressores tais como a ciclosporina ou tacrolimus, trimetoprima. A combinação destas drogas aumenta o risco de hipercalemia.
Usos concomitantes contraindicados (ver seção 4):
- Alisquireno:
Em pacientes diabéticos ou com disfunção renal, risco de hipercalemia, piora da função renal e aumento da morbidade e mortalidade cardiovascular.
- Tratamentos extracorpóreos:
Tratamentos extracorpóreos que levem o contato de sangue com superfícies carregadas negativamente como diálise ou hemofiltração com certas membranas de alto fluxo (ex.: membranas de poliacrilonitrila) e aférese de lipoproteínas de baixa densidade com sulfato de dextrana devido ao risco aumentado de reações anafilactoides. Se esses tipos de tratamentos forem necessários, o uso de um tipo de membrana de diálise diferente ou uma classe de agente anti-hipertensivo diferente deve ser considerado.
- Sacubitril/valsartana:
O uso concomitante de perindopril com sacubitril/valsartana é contraindicado, pois a inibição concomitante de neprilisina e ECA pode aumentar o risco de angioedema. Sacubitril/Valsartana não deve ser iniciada até 36h após a última dose da terapia com perindopril. A terapia com perindopril não deve ser iniciada até 36h após a última dose de sacubitril/valsartana (ver seções 4 e 5).
Usos concomitantes não recomendados:
- Alisquireno:
Em outros pacientes que não os diabéticos ou pacientes com disfunção renal, risco de hipercalemia, piora da função renal e aumento da morbidade e mortalidade cardiovascular (ver seção 5).
- Terapia concomitante com inibidor de ECA e bloqueadores de receptores de angiotensina:
Foi relatado na literatura que pacientes com doença aterosclerótica estável, insuficiência cardíaca, ou com diabetes com lesão em órgão final, terapia concomitante com inibidor de ECA e bloqueador de receptor de angiotensina está associado com uma alta frequência de hipotensão, síncope, hipercalemia e piora na função renal (incluindo insuficiência renal aguda) quando comparado ao uso de um único agente do sistema renina-angiotensina-aldosterona. Bloqueio duplo (por exemplo, pela combinação de um inibidor de ECA com um antagonista de receptores de angiotensina II) deve ser limitado a cada caso individualmente com monitoramento rigoroso da função renal, dos níveis de potássio, e pressão arterial (ver seção 5).
- Estramustina:
Risco de aumento de efeitos adversos tais como edema angioneurótico (angioedema).
- Cotrimoxazol (trimetoprima/sulfametoxazol):
Pacientes fazendo uso concomitante de cotrimoxazol (trimetoprima/sulfametoxazol) podem estar sob risco aumentado para hipercalemia (ver seção 5).
- Diuréticos poupadores de potássio (por exemplo, triantereno, amilorida), sais de potássio:
Hipercalemia (potencialmente letal), especialmente em conjunto com insuficiência renal (efeitos hipercalêmicos aditivos). A combinação do perindopril com as drogas acima mencionadas não é recomendada (ver seção 5). No entanto, se o uso concomitante for indicado, eles devem ser usados com precaução e com uma monitoração frequente do potássio sérico. Para uso da espironolactona na insuficiência cardíaca, ver seção “Usos concomitantes que requerem cuidados especiais”.
Usos concomitantes que requerem cuidados especiais:
- Agentes antidiabéticos (insulina, agentes hipoglicemiantes orais):
Estudos epidemiológicos sugeriram que a administração concomitante de inibidores da ECA e medicamentos antidiabéticos (insulinas, agentes hipoglicemiantes orais) pode potencializar o efeito de redução da glicose no sangue com risco de hipoglicemia. Este fenômeno é mais facilmente observado durante as primeiras semanas do tratamento associado e em pacientes com insufici ência renal.
- Diuréticos não poupadores de potássio:
Pacientes em uso de diuréticos e, especialmente aqueles nos quais ocorre depleção salina e/ou de volume, podem apresentar uma redução excessiva da pressão arterial após o início da terapia com o inibidor da ECA. A possibilidade de ocorrência de efeitos hipotensivos pode ser reduzida com a descontinuação do diurético, com o aumento do volume ou da ingestão de sal anteriormente ao início da terapia com doses baixas e progressivas de perindopril.
Na hipertensão arterial, quando a terapia prévia com diurético causar depleção salina e/ou de volume, ou o diurético deve ser descontinuado antes de iniciar o uso de um inibidor da ECA, nesse caso um diurético não poupador de potássio pode ser reintroduzido depoi s disso ou o inibidor da ECA deve ser iniciado com uma baixa dose e aumentado progressivamente.
Na insuficiência cardíaca congestiva tratada com diurético, o inibidor da ECA deve ser iniciado com uma dose muito baixa, possivelmente depois da redução da dose da associação com diurético não poupador de potássio. Em todos os casos, a função renal (nível de creatinina) deve ser monitorada durante as primeiras semanas de tratamento com um inibidor da ECA.
- Diuréticos poupadores de potássio (eplerenona, espironolactona):
Com eplerenona ou espironolactona nas doses entre 12,5 mg a 50 mg por dia com baixa dose de inibidor de ECA:
No tratamento da classe II-IV da insuficiência cardíaca (NYHA) com uma fração de ejeção de <40%, e tratado previamente com inibidor da E CA e diuréticos de alça, risco de hipercalemia, potencialmente letal, especialmente em caso de não observância das recomendações da prescrição para esta combinação. Antes de iniciar a combinação, verificar a ausência de hipercalemia e disfunção renal. Um rigoroso monitoramento do potássio e creatinina é recomendado no primeiro mês do tratamento uma vez por semana inicialmente e, mensalmente, por conseguinte.
- Racecadotrila: inibidores da ECA (por exemplo: perindopril) são conhecidos por causar angioedema.
Este risco pode ser elevado se usado concomitantemente com racecadotrila (uma droga usada contra a diarreia aguda).
- Inibidor mTOR (por exemplo: sirolimo, everolimo, tensirolimo): pacientes em terapia concomitante com inibidores mTOR podem ter o risco aumentado de angioedema (ver seção 5).
Usos concomitantes que requerem alguns cuidados:
- Agentes anti-hipertensivos e vasodilatadores:
O uso concomitante destes agentes pode aumentar o efeito hipotensor do perindopril. O uso concomitante com nitroglicerina e outros nitratos, ou outros vasodilatadores, pode potencializar a redução da pressão arterial.
- Alopurinol, agentes citostáticos ou imunossupressores, corticosteroides (sistêmicos) ou procainamida:
Administração concomitante com inibidores de ECA pode levar a um aumento no risco de leucopenia (ver seção 5).
- Drogas anestésicas:
Inibidores da ECA podem aumentar os efeitos hipotensores de certas drogas anestésicas (ver seção 5).
- Gliptinas (linagliptina, saxagliptina, sitagliptina, vildagliptina):
Risco de aumento de angioedema, devido à diminuição da atividade dipeptidil-peptidase IV (DPP-IV) pela gliptina, em pacientes em uso concomitante com um inibidor da ECA.
- Simpaticomiméticos:
Os medicamentos simpaticomiméticos podem reduzir o efeito anti-hipertensivo dos inibidores da ECA.
- Ouro:
Reações nitritoides (sintomas incluem rubor facial, náusea, vômito e hipotensão) foram raramente reportadas em pacientes em terapia com ouro injetável (aurotiomalato de sódio) em concomitância com inibidores da ECA, incluindo o perindopril.
Ligadas à indapamida:
Usos concomitantes que requerem cuidados especiais:
- Medicamentos que induzem torsades de pointes:
Devido ao risco de hipocalemia, a indapamida deve ser administrada com precaução quando associada com medicamentos que induzem torsades de pointes tais como (mas não limitados a) agentes antiarrítmicos classe IA ( por exemplo, quinidina, hidroquinidina, disopiramida), agentes antiarrítmicos classe III (por exemplo, amiodarona, dofetilida, ibutilida, bretílio, sotalol), alguns antipsicóticos fenotiazínicos (por exemplo, clorpromazina, ciamemazina, levomepromazina, tioridazina, trifluoperazina), benzamidas ( por exemplo, amisulprida, sulpirida, sultoprida, tiaprida), butirofenonas por exemplo, droperidol, haloperidol), outros antipsicóticos (por exemplo,imozida); outras substâncias ( por exemplo, bepridil, cisaprida, difemanil, eritromicina IV, halofantrina, mizolastina, moxifloxacina, pentamidina, esparfloxacina, vincamina IV, metadona, astemizol, terfenadin a. Prevenção de níveis baixos de potássio e correção se necessário: monitoramento do intervalo de QT.
- Drogas redutoras de potássio: anfotericina B (via IV), glicocorticoides e mineralocorticoides (via sistêmica), tetracosactido, laxantes estimulantes:
Aumento do risco de níveis baixos de potássio (efeito aditivo). Monitoramento de níveis de potássio, e correção se necessário; particular atenção deve ser dada em casos de tratamento com digitálicos.
Laxativos não estimulantes devem ser usados.
- Preparações com digitálicos:
Hipocalemia e/ou hipomagnesemia predispõem aos efeitos tóxicos dos digitálicos. Recomenda-se monitorar o potássio plasmático, magnésio plasmático e ECG e, se necessário, ajustar o tratamento.
- Alopurinol:
Tratamento concomitante com indapamida pode aumentar a incidência de reações de hipersensibilidade ao alopurinol.
Usos concomitantes que requerem alguns cuidados:
- Diuréticos poupadores de potássio (amilorida, espironolactona, triantereno):
Embora combinações racionais sejam úteis em alguns pacientes, pode ocorrer hipocalemia ou hipercalemia (particularmente em pacientes com disfunção renal ou diabetes). Níveis de potássio e eletrocardiograma (ECG) devem ser monitorados e o tratamento reconsiderado.
- Metformina:
Acidose lática devido à metformina causada por possível insuficiência renal funcional ligada aos diuréticos e em particular aos diuréticos de alça. Não usar metformina quando os níveis de creatinina no plasma excedem 15 mg/L (135 µmol/L) em homens e 12 mg/L (110 µmol/L) em mulheres.
- Meios de contrastes iodados:
Em casos de desidratação causados por diuréticos, existe um risco no aumento da insuficiência renal aguda, principalmente quando doses altas de meios de contrastes iodados são usadas. Reidratação deve ser realizada antes que o composto iodado seja administrado.
- Cálcio (sais):
Risco de aumento dos níveis de cálcio devido à reduçã o da eliminação de cálcio na urina.
- Ciclosporina, tacrolimus:
Risco de aumento dos níveis de creatinina sem qualquer alteração nos níveis de ciclosporina em circulação, mesmo quando não houver depleção de sal ou de água.
- Corticosteroides, tetracosactido (via sistêmica):
Redução do efeito anti-hipertensivo (retenção de sal e água devido aos corticosteroides)
Cuidados de armazenamento do medicamento
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg deve ser guardado na sua embalagem original. Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30º C). Proteger da luz e umidade. Nestas condições, este medicamento possui prazo de validade de:
Embalagem com 10 comprimidos: 24 (vinte e quatro) meses, a partir da data de fabricação.
Emabalagem com 30 comprimidos: 36 (trinta e seis) meses, a partir da data de fabricação.
Número do lote, data de fabricação e prazo de validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas:
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg é apresentado sob a forma de comprimidos revestidos brancos em forma de bastonete.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg deve ser administrado com um copo de água, 1 (um) comprimido uma vez ao dia de preferência no mesmo horário todos os dias pela manhã e antes da refeição. Quando possível, a titulação das doses individuais com os componentes é recomendada.
Uso oral.
População especial
- Pacientes mais velhos Tratamento deve ser iniciado depois de considerar resposta da pressão arterial e a função renal.
- Pacientes com insuficiência renal O tratamento é contraindicado na insuficiência renal severa (clearance de creatinina abaixo de 30 ml/min). Em pacientes com insuficiência renal moderada (clearance de creatinina, 30-60 ml/min) é recomendado iniciar o tratamento com a dose adequada de cada componente tomando os comprimidos separadamente na correta dos e. Em pacientes com clearance de creatinina maior ou igual a 60 ml/min, nenhuma modificação de dose é necessária. Frequente monitoramento da taxa de creatinina e potássio deve ser incluído no acompanhamento médico.
- Pacientes com insuficiência hepática O tratamento é contraindicado na insuficiência hepática grave. Em pacientes com insuficiência hepática moderada, nenhuma modificação de dose é necessária.
- População pediátrica A segurança e eficácia de perindopril arginina / indapamida nesta população ainda não foi estabelecida.
Não existem dados disponíveis. ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg não deve ser usado em crianças e adolescentes.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Reações adversas
Resumo do perfil de segurança:
A administração do perindopril inibe o sistema renina-angiotensina-aldosterona e tende a reduzir a perda de potássio causada pela indapamida. Quatro por cento dos pacientes em tratamento com ACERTALIX™ 5 mg/1,25 mg relataram experiência de hipocalemia (nível de potássio < 3.4 mmol/L).
As mais frequentes reações adversas observadas são:
- com perindopril: tontura, dor de cabeça, parestesia, disgeusia , distúrbios visuais, vertigem, zumbido, hipotensão, tosse, dispneia, dor abdominal, constipação, dispepsia, diarreia, náusea, vômito, prurido, erupção cutânea, espasmos musculares e astenia.
- com indapamida: hipocalemia, reações de hipersensibilidade, principalmente dermatológicas, em pessoas com predisposição a alergia e reações asmáticas e erupções maculopapulares.
As seguintes reações adversas foram observadas durante os estudos clínicos /ou pós-comercialização e classificados como estão listadas abaixo com as suas respectivas incidências:
Muito comum (≥1/10); comum (≥1/100 e <1/10); incomum (≥1/1.000 e <1/100); rara (≥1/10000 e <1/1000); muito rara (<1/10.000); desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).
Classe de Sistema de Órgãos Reação Adversa Frequência perindopril indapamida Infecções e infestações Rinite Muito rara -Alteração no sistema endócrino Síndrome da secreção inapropriada do hormônio antidiurético (SIADH) Rara -Alteração do sistema Eosinofilia Incomum* -sanguíneo e linfático Agranulocitose (ver seção 5) Muito rara Muito rara Anemia aplástica - Muito rara Pancitopenia Muito rara -Leucopenia Muito rara Muito rara Neutropenia (ver seção 5) Muito rara -Anemia hemolítica Muito rara Muito rara Trombocitopenia (ver seção 5) Muito rara Muito rara Alterações do sistema imune Hipersensibilidade (reações principalmente dermatológicas, em pessoas com predisposição a alergia e reações asmáticas).
- Comum Alterações do metabolismo e nutricionais Hipoglicemia (ver seção 5 e 6) Incomum* -Hipercalemia, reversível na descontinuação (ver seção 5).
Incomum* -Hiponatremia (ver seção 5) Incomum* Incomum Hipocloremia - Rara Hipomagnesemia - Rara Hipercalcemia - Muito rara Hipocalemia -Comum Alterações psiquiátricas Alterações do humor Incomum -Depressão Incomum* -Alterações do sono Incomum -Confusão Muito rara -Alterações do sistema nervoso Tontura Comum -Dor de cabeça Comum Rara Parestesia Comum Rara Disgeusia Comum -Sonolência Incomum* -Síncope Incomum* Desconhecida Possibilidade de acidente vascular cerebral secundária à hipotensão excessiva em pacientes de alto risco (ver seção 5) Muito rara -Possibilidade de aparecimento de encefalopatia hepática em caso de insuficiência hepática (ver seções 4 e 5)
- Desconhecida Alterações Visuais Distúrbios visuais Comum Desconhecida Miopia (ver seção 5) - Desconhecida Glaucoma agudo de ângulo fechado
- Desconhecida Efusão coroidal - Desconhecida Visão borrada - Desconhecida Alterações do ouvido ou labirinto Vertigem Comum Rara Zumbido Comum -Alterações Cardíacas Palpitações Incomum* -Taquicardia Incomum* -Angina pectoris (ver seção 5) Muito rara -Arritmia (incluindo bradicardia, taquicardia ventricular, fibrilação atrial).
Muito rara Muito rara Infarto do miocárdio possivelmente secundário a uma hipotensão excessiva em pacientes de alto risco (ver seção 5) Muito rara -Torsades de pointes (potencialmente fatal) (ver seções 5 e 6).
-Desconhecida Alterações vasculares Hipotensão (e efeitos relacionados à hipotensão) (ver seção 5) Comum Muito rara Vasculite Incomum* -Rubor (flushing) Rara* -Fenômeno de Raynaud Desconhecido -Alterações respiratórias, torácicas e do mediastino Tosse (ver seção 5) Comum -Dispneia Comum -Broncoespasmo Incomum -Pneumonia eosinofílica Muito rara -Alterações gastrointestinais Dor abdominal Comum -Constipação Comum Rara Diarreia Comum -Dispepsia Comum -Náusea Comum Rara Vômito Comum Incomum Boca seca Incomum Rara Pancreatite Muito rara Muito rara Alterações hepato-biliares Hepatite (ver seção 5) Muito rara Desconhecida Função hepática anormal - Muito rara Alterações da pele e tecido subcutâneo Prurido Comum -Erupção cutânea Comum -Erupções maculopapulares - Comum Urticária (ver seção 5) Incomum Muito rara Angioedema (ver seção 5) Incomum Muito rara Púrpura - Incomum Hiperhidrose Incomum -Penfigoide Incomum* -Reações de fotossensibilidade Incomum* Desconhecida Agravamento da psoríase Rara* -Eritema multiforme Muito rara -Necrólise epidérmica tóxica - Muito rara Síndrome de Stevens Johnson -Muito rara Alterações do tecido conjuntivo e músculo esquelético Espasmos musculares Comum Desconhecida Possível agravamento de Lúpus eritematoso agudo disseminado pré-existente
- Desconhecida Artralgia Incomum* -Mialgia Incomum* Desconhecida Fraqueza muscular - Desconhecida Rabdomiólise - Desconhecida Alterações renal e urinária Insuficiência renal Incomum Muito rara Anúria/oligúria Rara* -Insuficiência renal aguda Rara -Alterações no sistema reprodutivo e mama Disfunção erétil Incomum Incomum Alterações gerais e condições do local de administração Astenia Comum -Dor no peito Incomum* -Mal estar Incomum* -Edema periférico Incomum* -Pirexia Incomum* -Fadiga - Rara Investigacionais Aumento da ureia no sangue Incomum* -Aumento da creatinina no sangue Incomum* -Aumento da bilirrubina no sangue Rara -Aumento das enzimas hepáticas Rara Desconhecida Diminuição da hemoglobina e hematócrito (ver seção 5) Muito rara -Aumento da glicose no sangue
- Desconhecida Aumento do ácido úrico no sangue
- Desconhecida Intervalo QT prolongado no eletrocardiograma (ECG) (ver seções 5 e 6)
- Desconhecida Ferimento, envenenamento e complicações de intervenções Queda Incomum* -
- Frequência calculada a partir de ensaios clínic os para os eventos adversos detectados a partir de relatos espontâneos.
Descrição das reações adversas selecionadas:
Durante os estudos de fase II e III comparando indapamida 1,5mg e 2,5mg, a análise do potássio plasmático demostrou um efeito dependente da dose de indapamida:
- Indapamida 1,5 mg: potássio plasmático <3,4 mmol/l foi observado em 10% dos pacientes e <3,2 mmol/l em 4% dos pacientes após 4 a 6 semanas de tratamento. Após 12 semanas de tratamento, a queda média no potássio plasmático foi 0,23 mmol/l.
- Indapamida 2,5 mg: potássio plasmático <3,4 mmol/l foi observado em 25% dos pacientes e <3,2 mmol/l em 10% dos pacientes após 4 a 6 semanas de tratamento. Após 12 semanas de tratamento, a queda média no potássio plasmático foi 0,41 mmol/l.
Notificação de suspeitas de reações adversas:
A notificação de suspeitas de reações adversas após a autorização do medicamento é importante. Isto permite o monitoramento contínuo da relação benefício / risco do medicamento. Os profissionais de saúde são orientados a relatar quaisquer suspeitas de reações adversas.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova associação no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Sintomas A reação adversa mais comum em caso de overdose é a hipotensão, algumas vezes associadas com náusea, vômito, câimbras, tontura, sonolência, confusão mental, oligúria que pode progredir para anúria (devido à hipovolemia). Distúrbios de sais e de água (níveis baixos de sódio e potássio) podem ocorrer.
Conduta As primeiras medidas a serem tomadas consistem em eliminar rapidamente o produto ingerido por lavagem gástrica e/ou administração de carvão ativado, em seguida restaurar o balanço hídrico e eletrolítico em um centro especializado até que eles voltem ao normal.
Se uma hipotensão acentuada ocorrer, esta pode ser tratada colocando o paciente deitado de costas com a cabeça baixa. Se necessário, um tratamento com infusão intravenosa de isotônico salino pode ser administrado ou qualquer outro método de expansão volêmica pode ser usado.
O perindoprilato, a forma ativa do perindopril, pode ser dialisado.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS N 1.1278.0077 Farm. Responsável: Patrícia Kasesky de Avellar – CRF-RJ nº 6350
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Fabricado por:
Les Laboratoires Servier Industrie 905 Route de Saran, GIDY, 45520 - França Embalado por: Les Laboratoires Servier Industrie 905 Route de Saran, GIDY, 45520 – França ou Embalado por: Servier (Ireland) Industries Ltd Moneylands, Gorey Road, Arklow, Co. Wicklow – Irlanda Importado por: Laboratórios Servier do Brasil Ltda Estrada dos Bandeirantes, nº 4211, Jacarepaguá – CEP: 22.775-113 Rio de Janeiro – RJ – Indústria Brasileira
CNPJ: 42.374.207/0001-76 Serviço de Atendimento ao Consumidor: 0800-7033431
2024.04.05_bu_ps_acertalix_10/2,5_com_rev
Nomes comerciais, genéricos e preço máximo
Apresentações e preço máximo ao consumidor
Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.
Ver 4 apresentações
| Medicamento | Apresentação | Tarja | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| AcertalixLaboratorios Servier do Brasil Ltda | (5+1,25) MG COM REV CT TB PLAS PP OPC X 10 | Tarja vermelha | R$ 38,45 |
| AcertalixLaboratorios Servier do Brasil Ltda | (10+2,5) MG COM REV CT TB PLAS PP OPC X 10 | Tarja vermelha | R$ 76,91 |
| AcertalixLaboratorios Servier do Brasil Ltda | (5+1,25) MG COM REV CT TB PLAS PP OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 115,35 |
| AcertalixLaboratorios Servier do Brasil Ltda | (10+2,5) MG COM REV CT TB PLAS PP OPC X 30 | Tarja vermelha | R$ 230,69 |