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Bulas de Remédios
Tarja vermelha Uso hospitalar em algumas apresentações

Ocitocina + oxitocina + oxitocina sintetica

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · ocitocicos hormonais.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoOcitocina + oxitocina + oxitocina sintetica
Classe terapêuticaOcitocicos hormonais
Nomes comerciais1 de 1 fabricante
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 375,97
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA · 27/10/2022
PARA QUE SERVE

Antes do parto (anteparto): - provocar (induzir) ou aumentar as contrações do útero (trabalho de parto); - corrigir contrações lentas (inércia uterina) durante o trabalho de parto; - tratar o abortamento espontâneo incompleto, inevitável ou retido.

COMO USAR

OXITON deve ser administrado como infusão ou injeção endovenosa. Deve ser administrado em ambiente hospitalar, onde um profissional de saúde qualificado possa monitorar suas contrações (ver item “4.

EFEITOS COLATERAIS

Assim como acontece com todos os medicamentos, podem ocorrer reações adversas com OXITON, embora nem todas as pessoas apresentem esses efeitos. O seu médico pode considerar necessário tratar as reações adversas do OXITON com outros medicamentos.

QUEM NÃO DEVE USAR

OXITON não deve ser usado Se você apresenta alergia (hipersensibilidade) à ocitocina ou a qualquer dos componentes de OXITON (ver “Composição”). Se o seu médico achar que a indução ou o aumento das contrações seria inadequado para você.

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Oxiton

Similar · União Química Farmacêutica Nacional S/A · Reg. MS 1.0497.0149 · bula de 27/10/2022

Versão para o paciente

—

Identificação do medicamento

OXITON ® (ocitocina) União Química Farmacêutica Nacional S/A Solução injetável 5 UI/mL

OXITON ® Ocitocina Solução injetável

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência

Identificação do produto

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO Solução injetável 5 UI/mL: embalagem contendo 50 ampolas de 1 mL.

Uso intramuscular / intravenosa

Uso adulto

—

Composição

Cada mL contém: ocitocina ................................................................................................ .............................................. 5 UI Veículo: acetato de sódio tri-hidratado, clorobutanol, ácido acético, álcool etílico e água para injetáveis.

01

Para que este medicamento é indicado?

Antes do parto (anteparto):

  • provocar (induzir) ou aumentar as contrações do útero (trabalho de parto);
  • corrigir contrações lentas (inércia uterina) durante o trabalho de parto;
  • tratar o abortamento espontâneo incompleto, inevitável ou retido.

Após o parto (pós-parto):

  • ajudar nas contrações do útero durante a cesariana, depois da retirada da criança;
  • prevenir e tratar sangramento caso não haja contração forte o suficiente do útero depois da retirada da criança.

Em caso de dúvidas sobre a ação do OXITON ou sobre o motivo de este medicamento ter sido prescrito a você, consulte o seu médico.

02

Como este medicamento funciona?

OXITON 5 UI/mL solução injetável, contém uma substância ativa denominada ocitocina.

OXITON pertence a um grupo de medicamentos denominados ocitócicos, que estimulam a contração do útero. É idêntico à ocitocina, um hormônio natural liberado pela glândula hipófise.

OXITON age no estímulo das contrações rítmicas do útero durante o parto e após o parto.

03

Quando não devo usar este medicamento?

OXITON não deve ser usado Se você apresenta alergia (hipersensibilidade) à ocitocina ou a qualquer dos componentes de OXITON (ver “Composição”).

Se o seu médico achar que a indução ou o aumento das contrações seria inadequado para você. Por exemplo:

  • se você já apresentou contrações fortes incomuns (hipertônicas).
  • se o seu bebê estiver com falta de oxigênio (sofrimento fetal) e o parto não for iminente.
  • se o seu médico não aconselhar o parto normal e/ou parto vaginal.

Caso haja motivos por parte da mãe ou do feto para o parto por cesariana. Por exemplo:

  • se a cabeça do seu bebê for muito grande para passar pela sua pélvis (desproporção céfalo-pélvica).
  • se o seu bebê estiver posicionado de forma incorreta no canal do nascimento (má apresentação).
  • se a placenta estiver posicionada próxima ou sobre o colo do seu útero (placenta prévia).
  • se o seu bebê estiver sem oxigênio em decorrência de vasos sanguíneos que estão atravessando o seu colo uterino (vasa prévia).
  • se a placenta se separar do útero antes do nascimento do bebê (abrupção).
  • se houver uma ou mais voltas do cordão umbilical entre o bebê e o colo uterino, antes da ruptura da sua bolsa de água (apresentação do cordão umbilical) ou após isso (prolapso do cordão umbilical).
  • se o seu útero estiver distendido e mais propenso a se romper (ruptura), por exemplo, se você estiver esperando mais de um bebê (gestação múltipla) ou houver água em demasia (líquido amniótico) no seu útero (polihidrâmnios).
  • se você teve cinco ou mais gestações anteriores (grande multiparidade) ou se houver cicatriz no seu útero em decorrência de cesariana anterior ou outra cirurgia.
  • se você estiver fazendo uso de medicamentos denominados prostaglandinas [usados para provocar (induzir) o trabalho de parto ou para tratar úlceras estomacais]. OXITON não deve ser administrado por 6 horas após o uso de prostaglandinas vaginais, uma vez que os efeitos dos dois medicamentos podem ser aumentados.

Se qualquer um desses se aplicar a você, você não deve receber OXITON e deve consultar o seu médico.

Caso você acredite ser alérgica, peça a orientação do seu médico.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Siga atentamente todas as instruções do médico. Elas podem ser diferentes das informações gerais contidas nesta bula.

É importante informar o seu médico caso você apresente outros problemas médicos ou esteja utilizando outros medicamentos.

Tenha cuidado especial com OXITON OXITON deve ser administrado por um profissional de saúde em ambiente hospitalar, onde um profissional de saúde qualificado possa monitorar suas contrações e lidar com situações de emergência de maneira adequada.

OXITON não deve ser usado por períodos prolongados:

  • caso não haja o aumento de suas contrações (inércia uterina resistente à ocitocina).
  • caso você apresente pressão arterial alta, proteína na urina e inchaço (pré-eclâmptica).
  • caso você apresente problemas cardíacos e/ou circulatórios graves (doença cardiovascular grave).

OXITON deve ser usado com cautela:

  • caso você apresente propensão à dor torácica (angina, causada por fluxo sanguíneo insuficiente para o coração) em decorrência de problemas cardíacos e/ou circulatórios pré-existentes (doença cardiovascular).
  • caso você apresente batimentos cardíacos irregulares (“síndrome do QT longo”) ou sintomas relacionados, ou esteja recebendo medicamentos conhecidos por causar a síndrome.
  • se você recebeu uma injeção intravenosa rápida (em bolo), isso pode causar redução da pressão arterial (hipotensão), uma sensação súbita breve de calor (rubor), geralmente por todo o corpo, e um aumento na frequência cardíaca (taquicardia reflexa).

Quando OXITON é administrado para induzir e intensificar o trabalho de parto:

  • deve ser administrado somente por infusão intravenosa.
  • a taxa de infusão deve ser definida para manter o padrão de contração semelhante ao trabalho de parto normal e ajustada para resposta individual. Doses excessivas podem causar contrações contínuas muito fortes (tetânicas) e possível rompimento (ruptura) do útero com complicações sérias para o seu bebê (sofrimento ou morte) e para você.

Tenha cuidado especial com OXITON:

  • se você tiver sido alertada por um médico ou uma parteira de que o parto normal pode ser difícil em razão da cabeça do seu bebê ser muito grande para passar pela sua pélvis (desproporção céfalo -pélvica).
  • se o seu útero começar a apresentar contrações menos fortes durante o trabalho de parto (inércia uterina secundária).
  • se você apresentar pressão arterial elevada induzida pela gravidez leve ou moderada ou problemas cardíacos e/ou circulatórios (doença cardiovascular).
  • se você tem mais de 35 anos de idade.
  • se você já realizou cesariana com uma incisão logo acima do limite da bexiga (cesariana do segmento inferior).
  • se você apresenta problemas renais (OXITON pode causar retenção de água).

Se qualquer uma dessas condições se aplicar a você, informe ao seu médico o m ais rápido possível.

  • OXITON pode raramente causar coagulação sanguínea anormal, sangramento e anemia (coagulação intravascular disseminada).
  • Se você tem algum problema na coagulação sanguínea, por favor informe seu médico. A possibilidade de aumento da perda de sangue deve ser considerada ao administrar o medicamento.
  • OXITON em altas doses pode forçar a água no seu útero (líquido amniótico) para a sua circulação sanguínea (embolia por líquido amniótico) durante o trabalho de parto e/ou o momento de dar à luz.
  • OXITON em altas doses por um período prolongado durante a ingestão ou o recebimento de grandes volumes de líquidos pode causar:
  • plenitude abdominal e dificuldades respiratórias graves (edema pulmonar agudo).
  • um nível baixo de sal (sódio) no sangue (hiponatremia).
  • A substância ativa ocitocina pode causar uma reação alérgica grave (anafilaxia) em pacientes com alergia ao látex.

Por favor, informe o seu médico se você sabe que é alérgico ao látex.

Monitoramento do tratamento com OXITON Durante a infusão de OXITON, você e seu bebê serão monitorados atentamente para evitar complicações, de forma que a dose possa ser ajustada para a resposta individual.

Idosos (65 anos ou mais) Não há informações sobre o uso em pacientes idosos. OXITON não se destina ao uso em idosos.

Crianças e adolescentes (de 2 anos a 17 anos) Não há informações sobre o uso em crianças (2-11 anos). OXITON não se destina ao uso em crianças.

Não há informações sobre o uso em adolescentes (12-17 anos). OXITON não se destina ao uso em adolescentes.

Gestação e amamentação Gravidez Com base na ampla experiência com o medicamento, sua estrutura química e propriedades farmacológicas, não se espera que a ocitocina apresente risco ao bebê quando usado conforme indicado. OXITON deve ser usado somente para iniciar o trabalho de parto sob supervisão médica.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação OXITON pode ser encontrado em pequenas quantidades no leite materno, porém não se espera que apresente efeitos prejudiciais, uma vez que perde rapidamente sua ação quando absorvido pelo sistema digestivo do seu bebê. Isso explica o motivo pelo qual OXITON é seguro para o seu bebê recém-nascido.

Dirigir e operar máquinas OXITON pode induzir contrações. Portanto, deve-se ter cautela ao dirigir ou operar máquinas. Mulheres com contrações não devem dirigir ou operar máquinas.

Uso de outros medicamentos Informe ao seu médico ou profissional de saúde sobre outros medicamentos que você esteja utilizando ou tenha utilizado recentemente, incluindo medicamentos de venda sem prescrição médica. É especialmente importante que seu médico seja informado se você estiver recebendo qualquer um dos seguintes medicamentos:

  • medicamentos anestésicos para alívio da dor local ou regional, especialmente anestesia peridural (injeção de anestésico em local abaixo da extremidade da cauda da medula espinhal e ao redor das raízes nervosas da coluna vertebral) para alívio da dor durante o parto: OXITON pode aumentar o efeito de estreitamento dos vasos sanguíneos desses medicamentos (vasoconstrição) e causar uma elevação na pressão arterial.
  • medicamentos chamados prostaglandinas [usados para provocar (induzir) o trabalho de parto ou tratar úlceras estomacais] e medicamentos similares: OXITON pode aumentar o efeito contrátil desses medicamentos sobre o seu útero.
  • medicamentos que podem causar batimentos cardíacos irregulares (intervalo QT prolongado): OXITON pode aumentar esse efeito.
  • anestésicos gasosos ou líquidos em forma de vapor para anestesia geral quando inalados (como halotano, ciclopropano, sevoflurano ou desflurano) podem reduzir os efeitos contráteis do OXITON sobre o seu útero.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use este medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar sob refrigeração (Temperatura entre 2° e 8°C); proteger da luz.

O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho).

Após o preparo, utilizar o medicamento em até 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico: líquido límpido, incolor.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

OXITON deve ser administrado como infusão ou injeção endovenosa. Deve ser administrado em ambiente hospitalar, onde um profissional de saúde qualificado possa monitorar suas contrações (ver item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?”).

Como usar OXITON OXITON é normalmente diluído antes do uso e administrado na forma de infusão intravenosa (em gotas) ou por injeção por um profissional de saúde.

Em que quantidade usar OXITON O seu médico ou profissional de saúde decidirá em que quantidade deve-se usar OXITON.

Quando usar OXITON Seu médico decidirá quando usar OXITON. Você deve consultar o seu médico ou profissional de saúde para mais informações. Se você sentir que o efeito de OXITON é muito forte ou muito fraco, converse com o seu médico ou profissional de saúde.

Por quanto tempo usar OXITON O seu médico decidirá por quanto tempo você deve usar OXITON. Caso você não tenha certeza, pergunte ao seu médico ou profissional de saúde.

Se você interromper o uso de OXITON O seu médico decidirá quando você deve interromper o tratamento com OXITON. Caso você não tenha certeza, pergunte ao seu médico ou profissional de saúde.

Incompatibilidade Na ausência de estudos de incompatibilidade, OXITON não deve ser misturado com outros medicamentos.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Como você somente receberá esse medicamento pelo seu médico ou profissional de saúde, é improvável que você omita uma dose.

Caso você tenha qualquer outra dúvida sobre o uso desse produto, pergunte ao seu médico ou profissional de saúde.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Assim como acontece com todos os medicamentos, podem ocorrer reações adversas com OXITON, embora nem todas as pessoas apresentem esses efeitos.

O seu médico pode considerar necessário tratar as reações adversas do OXITON com outros medicamentos.

Algumas reações adversas podem ser sérias Algumas reações adversas são raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • reação alérgica grave (anafiláticas/anafilactoide) associada à falta de ar (dispneia), pressão arterial baixa (hipotensão) ou pressão arterial perigosamente baixa (choque).

A proporção de pacientes que podem ser afetados pelas seguintes reações adversas sérias é desconhecida Efeitos na mãe:

  • hemorragia (sangramento).
  • dor torácica decorrente do fluxo sanguíneo insuficiente para o coração (angina).
  • batimentos cardíacos irregulares (intervalo QTc longo).
  • contrações excessivas (hipertonicidade).
  • contrações contínuas (tetania).
  • rompimento do útero (ruptura uterina).
  • retenção de líquidos (intoxicação por água);
  • baixo nível de sódio (sal) no sangue (hiponatremia).
  • sobrecarga aguda de líquidos nos pulmões (edema pulmonar agudo).
  • sensação súbita breve de calor, geralmente por todo o corpo (rubor).
  • coagulação anormal, sangramento e anemia (coagulação intravascular disseminada).
  • inchaço da face, lábios, língua, garganta e/ou extremidades (possíveis sinais de angioedema).

Caso você apresente qualquer um desses efeitos, informe ao seu médico imediatamente.

Efeitos no bebê:

Contrações excessivas podem causar:

  • baixo nível de sódio (sal) no sangue (hiponatremia neonatal).
  • privação de oxigênio (sofrimento fetal).
  • sufocamento por muito pouco oxigênio e/ou dióxido de carbono em excesso (asfixia).
  • morte.

Se qualquer um desses efeitos for grave, informe ao seu médico imediatamente.

Algumas reações adversas são comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • dor de cabeça.
  • batimentos cardíacos acelerados (taquicardia).
  • batimentos cardíacos lentos (bradicardia).
  • náusea.
  • vômito.

Se qualquer um desses efeitos o afetar de forma grave, informe ao seu médico.

Algumas reações adversas são incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • batimentos cardíacos irregulares (arritmia).

Se qualquer um desses efeitos o afetar de forma grave, informe ao seu médico.

Algumas reações adversas são raras (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):

  • erupção cutânea.

Se qualquer um desses efeitos o afetar de forma grave, informe ao seu médico.

Se você notar qualquer outro efeito colateral não mencionado nesta bula, informe ao seu médico ou farmacêutico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também a empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Se você recebeu mais OXITON do que deveria Como este medicamento é administrado a você em um hospital, é muito improvável que você receba uma superdose. Porém, se acontecer, trata-se de uma emergência que pode ser tratada imediatamente em ambiente hospitalar. Qualquer pessoa que acidentalmente receber esse medicamento deve comparecer à unidade de acidentes ou de emergência de um hospital ou consultar um médico imediatamente, se possível com o medicamento restante ou a embalagem vazia. Contrações excessivas causadas por uma superdose de OXITON podem resultar em consequências mencionadas no item “4. O que devo saber antes de usar este medicamento?” e no item “8. Quais os males que este medicamento pode me causar?”:

  • a placenta pode se separar muito cedo do útero (abrupção).
  • certa quantidade da água que envolve o seu bebê (líquido amniótico) pode entrar na sua circulação (embolia por líquido amniótico).
  • pode haver sofrimento, sufocamento ou morte do seu bebê.
  • seu útero pode rasgar ou se romper (ruptura).

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

Este medicamento é de venda sob prescrição médica e sua administração

Somente deve ser realizada em condições hospitalares e com supervisão

Médica qualificada.

Venda sob prescrição médica

USO RESTRITO A HOSPITAIS Registro MS – 1.0497.0149

UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 Embu-Guaçu – SP – CEP: 06900-095

CNPJ: 60.665.981/0001-18 Indústria Brasileira Farm. Resp.: Florentino de Jesus Krencas

CRF-SP: 49136 Fabricado na unidade fabril:

Av. Pref. Olavo Gomes de Oliveira, 4.550 Bairro Aeroporto Pouso Alegre – MG – CEP 37560-100

CNPJ: 60.665.981/0005-41 Indústria Brasileira OU Registrado por:

UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 Embu-Guaçu – SP – CEP: 06900-095

CNPJ: 60.665.981/0001-18 Indústria Brasileira Fabricado na unidade fabril:

Av. Pref. Olavo Gomes de Oliveira, 4.550 Bairro Aeroporto Pouso Alegre – MG – CEP 37560-100

CNPJ: 60.665.981/0005-41 Indústria Brasileira Embalado por:

Anovis Industrial Farmacêutica Ltda Taboão da Serra – SP Indístria Brasileira OU Registrado por:

UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 Embu-Guaçu – SP – CEP: 06900-095

CNPJ: 60.665.981/0001-18 Indústria Brasileira Fabricado por:

Anovis Industrial Farmacêutica Ltda Taboão da Serra – SP Indústria Brasileira

SAC 0800 011 1559 Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 11/03/2021.

Anexo B Histórico de Alteração para a Bula Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas Data do expediente Nº do expediente Assunto Data do expediente Nº do expediente Assunto Data de aprovação Itens de Bula Versões (VP /

VPS)

—

Apresentações

relacionadas 10/2022 Gerado no momento do peticionamento

10450 – similar

  • Notificação de Alteração de Texto de Bula -publicação no Bulário RDC 60/12

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Dizeres legais

VP

VPS Solução injetável 5 UI/mL 25/02/2022 0718303/22-9

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10450 – similar

  • Notificação de Alteração de Texto de Bula –

RDC 60/12

Na na na na

Abrir o PDF original (paciente) →

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

OXITON ® (ocitocina) União Química Farmacêutica Nacional S/A Solução injetável 5 UI/mL

OXITON ® ocitocina Solução injetável

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência

Identificação do produto

FORMA FARMACÊUTICA E APRESENTAÇÃO Solução injetável 5 UI/mL: embalagem contendo 50 ampolas de 1 mL.

Uso intramuscular / intravenosa

Uso adulto

—

Composição

Cada mL contém: ocitocina .......................................................................................................................... ................................................................. 5 UI Veículo: acetato de sódio tri-hidratado, clorobutanol, ácido acético, álcool etílico e água para injetáveis.

01

Indicações

Antes do parto:

  • indução do parto por razões médicas, como por exemplo, em casos de gestação pós-termo, ruptura prematura das membranas, hipertensão induzida pela gravidez (pré-eclâmpsia).
  • estímulo das contrações em casos selecionados de inércia uterina.
  • OXITON também pode ser indicado nos estágios iniciais da gravidez como terapia auxiliar do abortamento incompleto, inevitável ou retido.

Pós-parto:

  • durante a operação cesárea, depois da retirada da criança.
  • prevenção e tratamento da atonia uterina e hemorragia pós-parto.
02

Resultados de eficácia

A ocitocina injetável é utilizada para a indução e aumento do trabalho de parto. Revisões recentes fazem recomendações para o uso de ocitocina injetável na indução do trabalho de parto, aumento das contrações por inércia uterina, abortamento incompleto e, no período pós-parto, para redução da perda sanguínea e prevenção da atonia uterina.

Referências bibliográficas 1. Royal College of Obstetricians and Gynaecologists. Induction of labour: evidence-based clinical guideline: http://www.nice.org.uk/nicemedia/pdf/inductionoflabourrcogrep.pdf.

2. Smith JG et al. Oxytocin for induction of labor. Clin Obstet Gynecol 2006;49(3):594-608.

3. Department of Reproductive Health and Research. Induction and augmentation of labour. In: WHO. Managing complications in pregnancy and childbirth: a guide for midwives and doctors. Geneva: WHO, 2003: P17-P26.

03

Características farmacológicas

Grupo farmacoterapêutico: hormônios do lóbulo posterior da hipófise (Código ATC: H01B B02).

Mecanismo de ação e farmacodinâmica A ocitocina é um nonapeptídio cíclico obtido por síntese química. Esta forma sintética é idêntica ao hormônio natural que é armazenado no lóbulo posterior da hipófise e liberado para a circulação sistêmica em respo sta à sucção e ao trabalho de parto.

A ocitocina estimula o músculo liso do útero com maior potência no final da gravidez, durante o trabalho de parto e imediatam ente após o parto.

Nestes momentos, os receptores de ocitocina no miométrio são aumentados. Os receptores de ocitocina são acoplados à proteína G. A ativação do receptor de ocitocina provoca a liberação de cálcio dos estoques intracelulares e, portanto, leva à contração miometrial. A ocitocina provoca contrações rítmicas do segmento superior do ú tero, semelhantes em frequência, força e duração às observadas durante o trabalho de parto. Sendo sintética, a ocitocina em OXITON não contém vasopressina, porém, mesmo em sua forma pura, a ocitocina possui uma atividade antidiurética intrínseca fraca simi lar à vasopressina.

Baseado em estudos in vitro, a exposição prolongada à ocitocina foi relatada como a causa da dessensibilização dos receptores de ocitocina devido à regulação negativa dos sítios de ligação de ocitocina, desestabilização do mRNA dos rec eptores de ocitocina e internalização dos receptores de ocitocina.

Níveis plasmáticos e início/duração do efeito Infusão intravenosa. Quando se administra OXITON por infusão intravenosa contínua em doses adequadas para a indução do parto ou estímulo das contrações, a resposta uterina se estabelece gradativamente e alcança um estado de equilíbrio geralmente dentro de 20 a 40 minutos. Os níveis plasmáticos correspondentes da ocitocina são comparáveis aos medidos durante o primeiro estágio do parto espontâneo. Por exemplo, em 10 mulheres grávidas a termo recebendo 4 miliunidades por minuto por infusão intravenosa, os níveis plasmáticos de ocitocina foram de 2 a 5 microunidades/mL. Com a interrupção da infusão, ou depois de uma redução substancial da velocidade de infusão, como por exemplo, no caso de um superestímulo, a atividade uterina diminui rapidamente, mas pode continuar em nível inferior adequado.

Injeção intravenosa e intramuscular. Quando administrada por via intravenosa ou intramuscular para a prevenção ou tratamento da hemorragia pós-parto, a ocitocina age rapidamente, com um período de latência inferior a 1 minuto por injeção intravenosa e de 2 a 4 minutos por via intramuscular. A resposta ocitócica mantém-se por 30 a 60 minutos após a administração intramuscular, podendo ser mais breve com a injeção intravenosa.

Farmacocinética

  • Absorção A ocitocina é rápida e suficientemente absorvida a partir do local da administração intramuscular. Os níveis plasmáticos de ocitocina após uma infusão intravenosa de 4 miliunidades por minuto em mulheres grávidas à termo foram de 2 a 5 microunidades/mL.
  • Distribuição O volume de distribuição no estado de equilíbrio determinado em 6 homens saudáveis após injeção intravenosa é 12,2 L ou 0,17 L/kg.

A ligação da ocitocina às proteínas plasmáticas é desprezível. Ela atravessa a placenta em ambas as direções. A ocitocina pode ser encontrada em pequenas quantidades no leite materno.

  • Biotransformação / Metabolismo A ocitocinase é uma glicoproteína aminopeptidase que é produzida durante a gravidez, está presente no plasma e é capaz de degradar a ocitocina. Ela é produzida tanto pela mãe quanto pelo feto. O fígado e o rim desempenham um papel fundamental na metabolização e eliminação da ocitocina do plasma. Portanto, o fígado, o rim e a circulação sistêmica contribuem para a biotransformação da ocitocina.
  • Eliminação O intervalo da meia-vida plasmática da ocitocina é de 3 a 20 min. Os metabólitos são excretados na urina, enquanto menos de 1% da ocitocina é excretada de forma inalterada na urina. A taxa de clearance (depuração) metabólico é de 20 mL/kg/min em mulheres grávidas.
  • Insuficiência renal Nenhum estudo foi realizado em pacientes com insuficiência renal. No entanto, considerando a excreção da ocitocina e sua reduzida excreção urinária devido a suas propriedades antidiuréticas, o possível acúmulo de ocitocina pode resultar em uma ação prolongada.
  • Insuficiência hepática Nenhum estudo foi realizado em pacientes com insuficiência hepática. Alteraçõ es farmacocinéticas em pacientes com insuficiência hepática são improváveis, uma vez que a enzima metabolizadora, ocitocinase, não se limita apenas ao fígado e os níve is de ocitocinase na placenta durante a gravidez são significativamente aumentados, porta nto a biotransformação da ocitocina em pacientes com insuficiência hepática pode não resultar em mudanças substanciais no clearance (depuração) metabólico de ocitocina (ver item “5.

Advertências e precauções”).

Ensaios clínicos A ocitocina injetável é um produto bem estabelecido. Não há ensaios clínicos recentes disponíveis.

Dados de segurança pré-clínicos Dados pré-clínicos para ocitocina não revelaram riscos especiais para humanos baseados em estudos convencionais de dose única de toxicidade aguda, genotoxicidade e mutagenicidade.

  • Mutagenicidade Foi realizado um estudo in vitro de genotoxicidade e mutagenicidade com ocitocina. Testes foram negativos para aberrações cromossômicas e trocas entre cromátides-irmãs em culturas de linfócitos periféricos humanos. Nenhuma mudança significativa no índice mitótico foi observada. A ocitocina não possui propriedade genotóxica. O potencial genotóxico da ocitocina não foi determinado in vivo.
  • Carcinogenicidade, teratogenicidade e toxicidade reprodutiva Para toxicidade reprodutiva, vide “Advertências e Precauções - Dados Animais”.

Não estão disponíveis estudos padrões de teratogenicidade e carcinogenicidade com a ocitoc ina.

04

Contraindicações

Conhecida hipersensibilidade à ocitocina ou a qualquer excipien te de OXITON.

Hipertonia uterina, sofrimento fetal quando a expulsão não é iminente.

Qualquer estado em que, por razões fetais ou maternas, se desaconselha o parto espontâneo e/ou o parto vaginal seja contraindicado, por exemplo:

  • desproporção céfalo-pélvica significativa.
  • má apresentação fetal.
  • placenta prévia e vasos prévios.
  • descolamento prematuro da placenta.
  • apresentação ou prolapso do cordão umbilical.
  • distensão uterina excessiva ou diminuição da resistência uterina à ruptura, como por exemplo, em gestações múltiplas;
  • poli-hidrâmnios.
  • grande multiparidade.
  • presença de cicatriz uterina resultante de intervenções cirúrgicas, inclusive da operação cesárea clássica.

OXITON não deve ser administrado dentro de 6 horas após a administração de prostaglandinas vaginais (ver item “6. Interações medicamentosas”).

05

Advertências e precauções

Indução do parto A indução do parto por meio da ocitocina somente deverá ser efetuada quando estiver estritamente indicada por razões médicas e não por conveniência. A administração deve ser feita somente em condições hospitalares e sob controle médico qualificado.

OXITON não deve ser usado por períodos prolongados em pacientes com inércia uterina resistente à ocitocina, toxemia pré-eclâmptica grave ou distúrbios cardiovasculares graves.

OXITON não deve ser administrado por infusão intravenosa em bolus, uma vez que pode causar hipotensão aguda de curta duração acompanhada de rubor e taquicardia reflexa.

Distúrbios cardiovasculares OXITON deverá ser utilizado com cautela em pacientes com predisposição à isquemia miocárdica devido à doença cardiovascular pré-existente (como cardiomiopatia hipertrófica, doença cardíaca valvular e/ou doença cardíaca isquêmica incluindo vasoespasmo arterial coronariano), para evitar alterações significantes na pressão arterial e frequência cardíaca nestes pacientes.

Síndrome QT OXITON deve ser utilizado com cautela nos pacientes com conhecida síndrome do QT longo ou sintomas relacionados e nos pacientes em uso de medicamentos conhecidos por prolongar o intervalo QTc (ver item “6. Interações medicamentosas”).

Quando OXITON é administrado para a indução e estímulo do trabalho de parto:

  • Somente deve ser administrado sob infusão intravenosa e nunca por injeção subcutânea, intramuscular ou intravenosa em bolus.
  • Sofrimento fetal e morte fetal: administração de ocitocina em doses excessivas resulta em uma superestimulação uterina, podendo causar sofrimento, asfixia e morte fetal, ou conduzir a hipertonia, contrações tetânicas ou ruptura uterina. É importante monitorar cuidadosamente a frequência cardíaca fetal e a motilidade uterina (frequência, intensidade e duração das contrações) a fim de poder ajustar a dose à resposta individual.
  • Requer-se atenção particular em presença de desproporção céfalo-pélvica limite, de inércia uterina secundária, de graus leves ou moderados de hipertensão induzida pela gravidez ou cardiopatias, assim como em pacientes com mais de 35 anos de idade ou com antecedentes de operação cesárea do segmento uterino inferior.
  • Coagulação intravascular disseminada: em circunstâncias raras, a indução farmacológica do parto usando agentes uterotônicos, incluindo a ocitocina, aumenta o risco de coagulação intravascular disseminada pós-parto (CIVD). Esse risco é relacionado à própria indução farmacológica e não em particular ao agente uterotônico. O risco aumenta se a mulher possuir fatores de risco adicionais para CIVD tais como idade igual ou superior a 35 anos, complicações durante a gestação e período de gestação maior que 40 semanas.

Nesses casos, a ocitocina ou qualquer outro fármaco deve ser usado com cautela e o médico deve estar atento aos sinais de CIVD.

  • A possibilidade de aumento da perda de sangue deve ser considerada ao administrar o medicamento.

Morte intrauterina No caso de morte fetal intrauterina e/ou na presença de mecônio no líquido amniótico, deve-se evitar um trabalho de parto tumultuado, pois pode provocar embolia por líquido amniótico.

Intoxicação hídrica Como a ocitocina possui uma leve atividade antidiurética, a sua administração intravenosa prolongada em doses altas, junto com grandes volumes de líquido, como pode ocorrer no tratamento do abortamento inevitável ou incompleto com feto morto, ou no tratamento da hemorragia pós-parto, pode provocar intoxicação hídrica associada à hiponatremia. A combinação do efeito antidiurético da ocitocina com a infusão EV pode causar sobrecarga volumétrica provocando edema pulmonar agudo hemodinâmico sem hiponatremia. A fim de evitar essa complicação rara, deverão ser observadas as seguintes precauções sempre que se administrarem altas doses de ocitocina durante tempo prolongado: deve-se utilizar um diluente que contenha eletrólitos (não a glicose); o volume do líquido infundido deve ser mantido baixo (infundindo-se a ocitocina a uma concentração mais alta que a recomendada para a indução do parto ou o estímulo das contrações); a ingestão oral de líquidos deve ser restringida; deve-se manter um controle do balanço hídrico e avaliar os eletrólitos séricos quando se suspeita de um desequilíbrio eletrolítico.

Insuficiência renal Recomenda-se cautela na administração de ocitocina à pacientes com insuficiência renal grave devido à possível retenção de água e possível acúmulo de ocitocina (ver item “3. Características farmacológicas”).

Anafilaxia em mulheres com alergia ao látex Tem havido relatos de anafilaxia após a administração de ocitocina em mulheres com alergia conhecida ao látex. A alergia/intolerância ao látex pode ser um importante fator de risco predisponente para anafilaxia após a administração de ocitocina.

Gravidez Resumo do risco Dados pré-clínicos para a ocitocina não revelam riscos especiais com base em estudos convencionais de toxicidade aguda de dose única, genotoxicidade e mutagenicidade. Não estão disponíveis estudos padrão de teratogenicidade e estudos de performance reprodutiva com ocitocina (ver “Dados de segurança pré-clínicos” no item “3. Características farmacológicas”).

Quando a ocitocina é utilizada conforme indicação, baseado na ampla experiência com esse fármaco, na sua estrutura química e nas propriedades farmacológicas, não se espera a presença de riscos de anormalidades fetais.

Este medicamento pertence à categoria de risco na gravidez C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Dados animais O tratamento de ratas com ocitocina no início da gestação, em doses consideradas suficientemente superiores à dose máxima recomendada em humanos, causou perda embriônica em um estudo.

Nenhum estudo de desempenho reprodutivo padrão com ocitocina está disponível.

Lactação Resumo do risco A ocitocina pode ser encontrada no leite materno em pequenas quantidades. Porém, não se espera que a ocitocina cause efeitos nocivos em neonatos, uma vez que passa pelo trato alimentar onde sofre rápida inativação.

Mulheres e homens com potencial reprodutivo Não aplicável para OXITON por causa das indicações específicas.

Infertilidade Não há dados sobre os efeitos da ocitocina na performance reprodutiva.

Efeitos na habilidade de dirigir e/ou operar máquinas OXITON pode induzir o parto, portanto deve-se ter cautela ao dirigir ou operar máquinas. Mulheres com contrações uterinas não devem dirigir ou operar máquinas.

06

Interações medicamentosas

Interações resultando em uso concomitante não recomendado

  • Prostaglandinas e seus análogos Prostaglandinas e seus análogos facilitam a contração do miométrio, portanto a ocitocina pode potencializar a ação uterina das prostaglandinas e análogos e vice-versa (ver item “4. Contraindicações”).
  • Medicamentos que causam prolongamento do intervalo QT A ocitocina deve ser considerada como potencialmente arritmogênica, particularmente em pacientes com outros fatores de risco para torsades de pointes, tais como medicamentos que prolongam o intervalo QT ou em pacientes com histórico de síndrome do QT longo (ver item “5. Advertências e precauções”).

Interações a serem consideradas

  • Anestésicos inalatórios Anestésicos inalatórios (ex.: ciclopropano, halotano, sevoflurano, desflurano) apresentam um efeito relaxante no útero e produzem uma notável inibição do tônus uterino e, portanto, podem diminuir o efeito uterotônico da ocitocina.
  • Vasoconstritores / simpatomiméticos A ocitocina pode aumentar os efeitos vasopressores de vasoconstritores e simpatomiméticos, mesmo aqueles contidos em anestésicos locais.
  • Anestésicos caudais Quando administrada durante ou após a anestesia epidural, a ocitocina pode potencializar o efeito pressor dos agentes vasoconstritores simpaticomiméticos.

Incompatibilidade Na ausência de estudos de incompatibilidade, OXITON não deve ser misturado com outros medicamentos durante a aplicação.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Conservar sob refrigeração (entre 2° e 8°C); proteger da luz.

O prazo de validade é de 24 meses a partir da data de fabricação (vide cartucho).

Após o preparo, utilizar o medicamento em até 24 horas.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde -o em sua embalagem original.

Aspecto físico: líquido límpido, incolor.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá -lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

População alvo geral Indução do parto ou estímulo das contrações OXITON deve ser administrado sob infusão intravenosa gota a gota ou, de preferência, por meio de uma bomba de infusão de velocidade variável. Para a infusão gota a gota recomenda-se adicionar 5 UI de OXITON em 500 mL de solução eletrolítica fisiológica (como cloreto de sódio 0,9%). Para as pacientes nas quais se deve evitar uma infusão de cloreto de sódio, pode-se utilizar solução de glicose a 5% como diluente (ver item “5. Advertências e precauções”). A fim de garantir uma mistura uniforme da solução, a bolsa ou frasco deve ser colocado de cabeça para baixo várias vezes antes do uso.

A velocidade inicial de infusão deve ser regulada para 1 a 4 miliunidades/minuto (2 a 8 gotas/minuto). Pode-se aumentar gradativamente em intervalos não inferiores a 20 minutos, e incrementos de não mais que 1-2 miliunidades/minuto, até se estabelecer um padrão de contrações análogo ao do parto normal. Na gravidez próxima ao termo, isto pode ser frequentemente obtido com uma velocidade de infusão inferior a 10 miliunidades/minuto (20 gotas/minuto), sendo a velocidade máxima recomendada de 20 miliunidades/minuto (40 gotas/minuto). Nos raros casos em que se necessitem doses mais elevadas, como pode acontecer no tratamento da morte fetal intrauterina ou para a indução do parto em um estágio precoce da gravidez, quando o útero é menos sensível à ocitocina, aconselha-se utilizar uma solução mais concentrada de OXITON, por exemplo, 10 UI em 500 mL.

Quando se utiliza uma bomba de infusão acionada por motor que libera volumes menores do que os administrados por infusão gota a gota, deve-se calcular a concentração adequada para a infusão dentro dos limites posológicos recomendados, de acordo com as especificações da bomba.

A frequência, intensidade e duração das contrações, assim como a frequência cardíaca fetal, devem ser cuidadosamente observadas durante a infusão. Uma vez alcançado um nível adequado de atividade uterina, pode-se quase sempre reduzir a velocidade da infusão.

Em caso de hiperatividade uterina e/ou sofrimento fetal, a infusão deve ser imediatamente interrompida.

Se, em mulheres que estejam a termo ou quase a termo, não forem estabelecidas contrações regulares após a infusão de uma quantidade total de 5 UI, recomenda-se cessar a indução do parto, podendo-se repetir no dia seguinte com uma velocidade inicial de 1 a 4 miliunidades/minuto.

Nas pacientes a quem se administra Oxiton para a indução do parto ou estímulo das contrações, deve-se continuar a infusão a uma velocidade acelerada durante o terceiro estágio do parto e durante mais algumas horas Abortamento incompleto, inevitável ou retido 5 UI por infusão intravenosa (5 UI diluídos em solução fisiológica eletrolítica e administrados com gotejador por infusão intravenosa, ou preferivelment e por bomba de infusão de velocidade variável por 5 minutos) ou 5 a 10 UI I.M. seguida, se necessário, por uma infusão intravenosa a uma velocidade de 20 a 40 miliunidades/minuto.

Operação cesárea 5 UI por infusão intravenosa (5 UI diluídos em solução fisiológica eletrolítica e administrados com gotejador por infusão intravenosa, ou preferivelmente por bomba de infusão de velocidade variável por 5 minutos), imediatamente após a retirada do feto.

Prevenção da hemorragia ute rina pós-parto A dose usual é de 5 UI, por infusão intravenosa (5 UI diluídos em solução fisiológica elet rolítica e administrados com gotejador por infusão intravenosa, ou preferivelmente por bomba de infusão de velocidade variável por 5 minutos) ou de 5 a 10 UI I.M., após a expulsão da placenta.

Tratamento da hemorragia uterina pós -parto 5 UI por infusão intravenosa (5 UI diluídos em solução fisiológica eletrolítica e administrados com gotejador por infusão intravenosa, ou preferivelmente por bomba de infusão de velocidade variável p or 5 minutos) ou 5 a 10 UI I.M., seguida, nos casos graves, de infusão intravenosa de uma solução com 5 -20 UI de ocitocina em 500 mL de um diluente eletrolítico, a uma velocidade necessária para controlar a atonia uterina.

Populações especiais

  • Insuficiência renal Não foram realizados estudos em pacientes com insuficiência renal.
  • Insuficiência hepática Não foram realizados estudos em pacientes com insuficiência hepática.
  • Pacientes pediátricos (abaixo de 18 anos) Não foram realizados estudos em pacientes pediátricos.
  • Pacientes geriátricos (65 anos ou mais) Não foram realizados estudos em pacientes geriátricos.
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Reações adversas

Quando se utiliza a ocitocina por infusão EV para a indução do parto ou para o estímulo das contrações, a sua ad ministração em doses excessivas produz um superestímulo uterino que pode c ausar sofrimento fetal, asfixia e morte, ou pode conduzir a hipertonia, tetania ou ruptura uterina.

A administração intravenosa rápida em bolus de ocitocina em doses equivalentes a várias UI pode provocar uma hipotensão aguda de curta duração acompanhada por rubor e taquicardia reflexa (ver item “5. Advertências e precauções”). Estas alterações hemodinâmicas rápidas podem resultar em isquemia do miocá rdio, particularmente em paciente s com doença cardi ovascular pré-existente. A administração intravenosa rápida em bolus de ocitocina em doses equivalentes a várias UI também podem provocar prolongamento do intervalo QTc.

Em raras circunstâncias (taxa de i ncidência < 0,0006) a indução far macológica do trabalho de parto utilizando agentes uterotônicos, incluindo ocitocina, aumenta os riscos de coagulação intravasc ular disseminada pós -parto (ver item “5. Advertências e precauções”).

Intoxicação hídrica Tem-se observado intoxicação hídrica associada à hiponatremia materna e neonatal em casos onde foram administr adas altas doses de ocitocina junto a grandes quantidades de líquido sem eletrólitos por longos períodos de tempo (ver item “5. Advertências e precauções”).

A combinação do efeito a ntidiurético da ocitocina com a infusão EV pode causar sobrecarga volumétrica levando à forma hemodinâmica do edema pulmonar agudo sem hiponatremia (ver item “5. Advertências e precauções”).

As seguintes reações adversas foram relatadas, independentemente do modo de administração:

As reações adversas (Tabela 1 e Tabela 2) estão listadas por ordem de frequência, com as mais frequentes primeiro, usando a seguinte convenção: muito comum (≥ 1/10); comum (≥ 1/100, < 1/10); incomum (≥ 1/1.000, < 1/100); raro (≥ 1/10.000, < 1/1.000), muito raro (< 1/10.000), incluindo reportes isolados. As reações adversas tabuladas abaixo são baseadas nos resultados dos ensaios clínicos, assim como, nos relatos de pós-comercialização.

As reações adversas ao medicamento são derivadas da experiência de pós-comercialização com ocitocina através de relatos espontâneos e casos da literatura. Uma vez que estas reações são voluntariamente relatadas a partir de uma população de tamanho incerto, não é possível estimar suas frequências de maneira confiável e, portanto, são categorizadas como desconhecidas. As reações adversas ao medicamento são listadas de acordo com a classe de sistemas de órgãos do MedDRA. Dentro de cada classe de sistemas de órgãos, as reações adversas são apresentadas em ordem decrescente de gravidade.

Tabela 1 - Reações adversas na mãe Distúrbios do sistema imunológico Raro: reação anafilática/anafilactoide associada a dispneia, hipotensão ou choque anafilático/anafilactoide Distúrbios do sistema nervoso Comum: cefaleia Distúrbios cardíacos Comum: taquicardia, bradicardia Incomum: arritmia Desconhecido: isquemia do miocárdio prolongamento do intervalo QTc no eletrocardiograma Distúrbios vasculares Desconhecido: hipotensão, hemorragia Distúrbios gastrintestinais Comum: náusea, vômito Distúrbios do tecido subcutâneo e pele Raro: erupções cutâneas (rash) Gravidez, condições puerperal e perinatal Desconhecido: hipertonicidade uterina, contrações tetâni cas do útero, ruptura uterina Distúrbios do metabolismo e nutrição Desconhecido: intoxicação hídrica, hiponatremia maternal Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais Desconhecido: edema pulmonar agudo Distúrbios gerais e condições do l ocal de administração Desconhecido: rubor Distúrbios do sangue e sistema linfático Desconhecido: coagulação intravascular disseminada Distúrbios dos tecidos cutâneos e subcutâneos Desconhecido: angiodema Tabela 2 - Reações adversas no feto Gravidez, condições puerperal e perinatal Desconhecido: síndrome do sofrimento fetal, asfixia e morte Distúrbios do metabolismo e nutrição Desconhecido: hiponatremia neonatal Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, d isponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Os sintomas e as consequências da superdose são os mencionados nos itens “5. Advertências e precauções” e “9. Reações adversas”.

Além disso, como consequência do superestímulo uterino, observou-se abrupção da placenta e/ou embolia do líquido amniótico.

Tratamento Quando ocorrerem sinais ou sintomas de superdose durante a administração EV contínua de OXITON, a infusão deve ser interrompida imediatamente devendo-se administrar oxigênio à mãe. Em caso de intoxicação hídrica, é necessário restringir a administração de líquidos, promover a diurese, corrigir o desequilíbrio eletrolítico e controlar as convulsões que possam eventualmente ocorrer.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

ESTE MEDICAMENTO É DE VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA E SUA ADMINISTRAÇÃO SOMENTE DEVE SER REALIZADA EM CONDIÇÕES HOSPITALARES E COM SUPERVISÃO MÉDICA QUALIFICADA.

Venda sob prescrição médica

USO RESTRITO A HOSPITAIS Registro MS – 1.0497.0149

UNIÃO QUÍMICA FARMACÊUTICA NACIONAL S/A Rua Cel. Luiz Tenório de Brito, 90 Embu-Guaçu – SP – CEP: 06900-095

CNPJ: 60.665.981/0001-18 Indústria Brasileira Farm. Resp.: Florentino de Jesus Krencas

CRF-SP: 49136 Fabricado na unidade fabril:

Av. Pref. Olavo Gomes de Oliveira, 4.550 Bairro Aeroporto Pouso Alegre – MG – CEP 37560-100

CNPJ: 60.665.981/0005-41 Indústria Brasileira OU Registrado por:

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Anovis Industrial Farmacêutica Ltda Taboão da Serra – SP Indústria Brasileira

SAC 0800 011 1559 Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 11/03/2021.

Anexo B Histórico de Alteração para a Bula Dados da submissão eletrônica Dados da petição/notificação que altera bula Dados das alterações de bulas Data do expediente Nº do expediente Assunto Data do expediente Nº do expediente Assunto Data de aprovação Itens de Bula Versões (VP /

VPS)

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Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

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OxitonUnião Química Farmacêutica Nacional S/A5 UI/ML SOL INJ CX 50 AMP VD TRANS X 1 MLTarja vermelhaR$ 375,97