Bula de Gynotran
Referência · Exeltis Laboratorio Farmaceutico Ltda · Reg. MS 1.3564.0005 · bula de 30/10/2024
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
BULA PACIENTE Gynotran® (metronidazol + nitrato de miconazol) 750 mg + 200 mg Óvulos
Exeltis laboratório farmacêutico ltda.
Gynotran® metronidazol nitrato de miconazol
Apresentação
Cartucho com 1 strip contendo 7 óvulos + 14 dedeiras
Uso vaginal
Uso adulto
Composição
Cada óvulo de Gynotran® contém: metronidazol ...................................... 750 mg nitrato de miconazol............................ 200 mg Excipientes q.s.p. ............................... 1 óvulo (witepsol).
Informações à paciente:
Para que este medicamento é indicado?
Gynotran® é indicado para o tratamento tópico da candidíase vaginal e tratamento local da vaginite causada por Trichomonas. Gynotran® também é indicado para o tratamento tópico de vaginose bacteriana (conhecida também como vaginite inespecífica, vaginose anaeróbica ou vaginite por Gardnerella) e infecções vaginais mistas devido a patógenos responsáveis pela vaginose bacteriana, candidíase vaginal e vaginite por Trichomonas.
Como este medicamento funciona?
Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante que você leia as informações contidas na bula, verifique o prazo de validade, o conteúdo e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer consulta que se faça necessária.
Gynotran® é um antimicótico (age contra fungos), antibacteriano (age contra bactérias) e antitricomoniásico (age contra Trichomonas) disponível na forma de óvulo. Converse com o seu médico para obter maiores esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.
Quando não devo usar este medicamento?
Não use Gynotran® se você tem qualquer uma das condições a seguir. Caso apresente qualquer uma destas condições, informe seu médico:
- Em pacientes com hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos componentes de Gynotran®;
- Em pacientes que ingerirem álcool durante o tratamento ou três dias após o tratamento;
- Em pacientes utilizando dissulfiram durante o tratamento ou dentro de duas semanas;
- Durante o primeiro trimestre de gravidez;
- Em grávidas que apresentem vaginite por trichomonas durante o primeiro trimestre da gravidez.
- Em casos de porfiria, alterações graves da função do fígado, epilepsia.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Advertências e Precauções:
Você não deve ingerir álcool durante o tratamento com Gynotran®, nem mesmo durante 3 dias seguintes ao término do tratamento, pois existe a possibilidade de ocorrência de reações adversas do tipo dissulfiram (A ingestão concomitante de Gynotran® e álcool leva ao acúmulo de um produto do metabolismo do álcool muito tóxico para o organismo. Este produto, o acetaldeído, provoca intensa dilatação das artérias, causando queda da pressão arterial, dor de cabeça, aumento da frequência dos batimentos cardíacos, náuseas e vômitos. Estes sintomas constituem o chamado “efeito dissulfiram”).
Doses elevadas e uso sistêmico de metronidazol por longo prazo causam neuropatia periférica e convulsão devido ao uso sistêmico.
Não deve ser usado em mulheres que não iniciaram atividade sexual.
Outros produtos vaginais (por exemplo, tampão, duchas ou espermicidas) não devem ser utilizados concomitantemente ao tratamento.
Nas pacientes com tricomoníase, o parceiro deve ser tratado simultaneamente.
Você deve evitar o contato entre o preservativo (camisinha) ou o diafragma de borracha (dispositivo de barreira inserido na vagina) e este medicamento, pois os componentes deste medicamento podem danificar a borracha (látex) e, neste caso, gravidez e doenças sexualmente transmissíveis, inclusive a AIDS, podem não ser evitadas. Este efeito é temporário e ocorre durante o tratamento e até 3 dias após o fim do tratamento. Fale com o seu médico, se necessitar de mais informações.
Não se recomenda o uso de Gynotran® em crianças.
Gravidez e lactação:
Gravidez Não há dados suficientes sobre o uso de Gynotran® no primeiro trimestre da gravidez.
Portanto, este medicamento não deve ser usado no primeiro trimestre da gravidez. No segundo e terceiro trimestre a relação risco/benefício deve ser avaliada por um médico e Gynotran® não deve ser utilizado a menos que seja necessário.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação Deve-se interromper a amamentação, uma vez que o metronidazol é excretado no leite materno. A amamentação poderá ser restabelecida cerca de 24 a 48 horas após o término do tratamento.
Pacientes em idade fértil/ controle de natalidade (contracepção) Uma vez que os efeitos dos princípios ativos de Gynotran® sobre o crescimento do feto e do recém-nascido não são claramente conhecidos, as mulheres que devem usar este medicamento, devem evitar a gravidez por meio de um método contraceptivo adequado.
Reprodução e fertilidade Não há evidências quanto ao perigo sobre a fertilidade humana e animal quando o metronidazol ou o nitrato de miconazol são administrados isoladamente.
Efeito na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas A administração sistêmica do metronidazol pode afetar a condução e o uso de máquinas. Em comparação com o uso sistêmico, o metronidazol tópico é absorvido na vagina em baixas concentrações.
Gynotran® pode causar tonturas, ataxia, fadiga e fraqueza, portanto, pode afetar capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas.
Interações medicamentosas:
Devido à absorção de metronidazol, podem ocorrer interações com as seguintes substâncias, se utilizados concomitantemente:
- álcool: a possível interação do metronidazol com álcool produz uma reação do tipo dissulfiram;
- amiodarona: aumento do risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes e parada cardíaca);
- carbamazepina: aumento da concentração sanguínea de carbamazepina;
- ciclosporina: aumento do risco de toxicidade da ciclosporina;
- anticoagulantes orais: aumento do efeito anticoagulante;
- fenitoína: aumento das concentrações sanguíneas de fenitoína, diminuição das concentrações sanguíneas de metronidazol;
- fenobarbital: diminuição das concentrações sanguíneas de metronidazol;
- dissulfiram: podem ocorrer efeitos relacionados ao sistema nervoso central (reações psicóticas);
- cimetidina: aumento a concentração sanguínea de metronidazol e risco de efeitos colaterais neurológicos;
- lítio: pode ocorrer um aumento na dos níveis sanguíneos e da toxicidade por lítio;
- astemizol e terfenadina: o metronidazol inibe o metabolismo destes fármacos e aumenta suas concentrações plasmáticas.
- fluorouracil: aumento dos níveis sanguíneos e da toxicidade do fluorouracil.
Durante o tratamento com metronidazol, foi observada a interferência nos níveis sanguíneos das enzimas hepáticas, da glicose (método da hexoquinase), da teofilina e da procainamida.
Devido à absorção de nitrato de miconazol podem ocorrer interações com as seguintes substâncias, se utilizada concomitantemente:
- acenocumarol, anisindiona, dicumarol, fenindiona, femprocumona, varfarina: aumento do risco de sangramento;
- astemizol, cisaprida e terfenadina: miconazol inibe o metabolismo desses fármacos e aumenta suas concentrações plasmáticas;
- carbamazepina: diminuição do metabolismo da carbamazepina;
- ciclosporina: aumento do risco de toxicidade da ciclosporina (disfunção renal, colestase, parestesia);
- fentanil: efeitos aumentados ou prolongados dos opióides (depressão do SNC, depressão respiratória);
- fenitoína e fosfenitoina: aumento do risco de toxicidade da fenitoína (ataxia, hiperlexia, nistagmo, tremor);
- glimepirida: hipoglicemia;
- oxibutinina: aumento da concentração plasmática ou da exposição à oxibutinina devido à inibição do seu metabolismo (boca seca, constipação, cefaleia);
- oxicodona: aumento da concentração plasmática e redução da depuração da oxicodona;
- pimozida: aumento do risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca);
- tolterodina: aumento da biodisponibilidade da tolterodina em indivíduos com atividade deficiente da enzima 2D6 do citocromo P450;
- trimetrexato: aumento da toxicidade do trimetrexato (supressão da medula óssea, disfunção renal e hepática e ulceração gastrointestinal).
Informações adicionais para populações especiais Não foram conduzidos estudos de interação em populações especiais.
População pediátrica Não foram conduzidos estudos de interação em crianças.
Não se recomenda o uso de Gynotran® em crianças.
É importante utilizar este medicamento durante todo o tempo prescrito pelo profissional de saúde habilitado, mesmo que os sinais e sintomas da infecção tenham desaparecido, pois isso não significa a cura. A interrupção do tratamento pode contribuir para o aparecimento de infecções mais graves.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Gynotran® óvulo deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características organolépticas Óvulo de cor branca a levemente amarelada, sem cheiro (odor) específico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Antes de usar o medicamento, mantenha-o em local fresco. O produto possui formulação que pode sofrer alterações físicas quando armazenado em local quente, dificultando o uso.
A menos que seu médico indique de outro modo, deve-se aplicar um óvulo vaginal à noite, durante 7 dias.
Gynotran® óvulo deve ser introduzido profundamente na vagina.
Recomenda-se que a paciente esteja deitada. A aplicação deve ser realizada preferencialmente à noite, antes de dormir. A dedeira que acompanha o produto, deve ser usada para ajudar na aplicação. O tratamento não deve ser realizado durante o período menstrual.
Instruções de uso da dedeira Cada cartucho contém 7 óvulos e 14 dedeiras para 7 aplicações. Para cada aplicação utilizar 2 dedeiras conforme segue:
- Com as mãos limpas coloque uma dedeira no dedo indicador e a outra dedeira no dedo polegar.
- Colocadas as dedeiras, introduza profundamente o óvulo na vagina, em seguida retire as dedeiras e descarte-as.
Informações adicionais para populações especiais -Pacientes com insuficiência hepática Na insuficiência hepática grave, a depuração de metronidazol pode ser reduzida. O consequente aumento dos níveis plasmáticos de metronidazol pode agravar os sintomas de encefalopatia, portanto, este medicamento deve ser usado com cuidado em pacientes com encefalopatia hepática. A dose diária de metronidazol deve ser reduzida para 1/3 em pacientes com encefalopatia hepática.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Como ocorre com todo medicamento, você pode ter reações desagradáveis com o uso de Gynotran®. Informe seu médico sobre o aparecimento de reações desagradáveis, especialmente se forem graves ou persistentes, ou se houver uma mudança no seu estado de saúde que possa estar relacionada com o uso de Gynotran®.
A frequência das reações adversas listadas abaixo é definida de acordo com a seguinte convenção: muito comum (≥1/10); comum (≥1/100 a <1/10); incomum (≥1/1.000 a <1/100), rara (≥1/10.000 a <1/1.000); muito rara (<1/10.000), desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).
A frequência das reações adversas sistêmicas é muito rara, uma vez que após a administração intravaginal de metronidazol, observam-se níveis plasmáticos muito baixos (2% a 12% em comparação com a via oral). O nitrato de miconazol pode causar irritação vaginal (queimação, prurido), como todos os outros antifúngicos derivados de imidazol aplicados intravaginalmente (2-6%). Na vaginite, a mucosa vaginal pode estar inflamada, portanto, podem ser observados a queimação vaginal e prurido após o primeiro óvulo ser aplicado ou até o terceiro dia de tratamento.
Estes sintomas diminuem rapidamente, à medida que o tratamento prossegue. Se houver sintomas graves de irritação, o tratamento deve ser interrompido.
As reações adversas relacionadas ao uso sistêmico dos princípios ativos de Gynotran® (nitrato de miconazol + metronidazol) estão listadas abaixo:
Distúrbios hematológicos e do sistema linfático:
Desconhecida: leucopenia.
Distúrbios do sistema imune:
Desconhecida: reações de hipersensibilidade, reações alérgicas podem ocorrer (anafilaxia pode ocorrer em casos graves).
Distúrbios psiquiátricos:
Incomum: depressão.
Muito raro: alterações mentais.
Distúrbios do sistema nervoso:
Comum: cefaleia, tontura.
Desconhecida: fadiga ou fraqueza, ataxia, convulsão, neuropatia periférica (em casos de superdose e/ou uso prolongado de metronidazol).
Distúrbios gastrintestinais:
Desconhecida: alterações do gosto, gosto metálico, náusea, vômito, constipação; boca seca, diarreia, perda de apetite, dor ou cólicas abdominais.
Distúrbios gerais e condições no local de administração:
Muito comum: corrimento vaginal.
Comum: vaginite, irritação vulvovaginal, desconforto pélvico.
Pouco comum: sensação de sede.
Rara: queimação vaginal, prurido, irritação, dor de estômago, erupção cutânea.
Desconhecida: irritação local e hipersensibilidade, dermatite de contato.
Estes efeitos adversos são raramente observados, uma vez que a concentração sanguínea de metronidazol é muito mais baixa quando administrado por via intravaginal.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova associação no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Quando é aplicada uma quantidade excessiva de óvulo, podem ocorrer efeitos sistêmicos selecionados ao metronidazol, mas não se espera que o metronidazol intravaginal cause sintomas com risco para a vida.
Deve ser instituído tratamento sintomático e de suporte. Não existe um antídoto específico para o metronidazol. É possível oferecer cura para indivíduos que ingeriram uma dose de 12 g de metronidazol.
Sintomas de superdose de metronidazol incluem: náuseas, vômito, dor abdominal, diarreia, prurido, gosto metálico, ataxia, tontura, parestesia, convulsões, leucopenia, escurecimento da urina.
Sintomas de superdose de nitrato de miconazol incluem: náuseas, vômito, dor da cavidade oral e na garganta, anorexia, cefaleia, diarreia.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou a bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.3564.0005 Produzido por:
Exeltis İlaç San. ve Tic. A.Ş.
Çerkezköy – Turquia.
Importado e Registrado por:
Exeltis Laboratório Farmacêutico Ltda.
Cnpj: 19.136.432/0001-52
VENDA SOB PRESCRIÇÃO - COM RETENÇÃO DA RECEITA Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 30/10/2024. reciclável
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
BULA PROFISSIONAL DA SAÚDE Gynotran® (metronidazol + nitrato de miconazol) 750 mg + 200 mg Óvulos
Exeltis laboratório farmacêutico ltda.
Gynotran® metronidazol nitrato de miconazol
Apresentação
Cartucho com 1 strip contendo 7 óvulos + 14 dedeiras
Uso vaginal
Uso adulto
Composição
Cada óvulo de Gynotran® contém: metronidazol ...................................... 750 mg nitrato de miconazol............................ 200 mg Excipientes q.s.p. ............................... 1 óvulo (witepsol).
Indicações
Gynotran® é indicado para o tratamento tópico da candidíase vaginal e tratamento local da vaginite causada por Trichomonas. Gynotran® também é indicado para o tratamento tópico de vaginose bacteriana (conhecida também como vaginite inespecífica, vaginose anaeróbica ou vaginite por Gardnerella) e infecções vaginais mistas devido a patógenos responsáveis pela vaginose bacteriana, candidíase vaginal e vaginite por Trichomonas.
Resultados de eficácia
Em um estudo clínico com 7 dias de duração, foram tratadas 501 pacientes que apresentavam vaginite por Candida, vaginite bacteriana, tricomoniásica ou mista, utilizando Gynotran® (creme e óvulo) e um tratamento de referência contendo 150 mg de miconazol e 400 mg de tinidazol (óvulo) e 100 mg de miconazol e 150 mg de tinidazol (creme).
As taxas de cura obtidas no final do tratamento (variável primária de eficácia) foram de 78% e 77,45% (óvulo e creme, respectivamente) para Gynotran® e de 70,33% e 75,7% (óvulo e creme, respectivamente) para o tratamento de referência.
Características farmacológicas
Farmacodinâmica Gynotran® contém miconazol, que exerce efeito antimicótico e metronidazol, que exerce efeitos antibacterianos e antitricomoniásicos. O nitrato de miconazol é um agente de amplo espectro, eficaz, sobretudo, contra fungos patógenos, como C. albicans. O metronidazol é um agente antibacteriano e antiprotozoário que age de maneira eficaz contra Gardenerella vaginallis e bactérias anaeróbias, incluindo os estreptococos e Trichomonas vaginallis.
Farmacocinética O nitrato de miconazol é muito pouco absorvido por via vaginal (aproximadamente 1,4% da dose). Por esta mesma via, a biodisponibilidade do metronidazol corresponde a 30% da biodisponibilidade oral. Nos estudos realizados, não foi possível detectar nitrato de miconazol no plasma após administração vaginal de Gynotran® óvulo.
Foram medidas concentrações plasmáticas de metronidazol de 1,6 a 5,4 μg/mL 4 a 8 horas depois da administração vaginal. Os níveis no estado de equilíbrio são de 1,1 a 5,0 μg/mL no terceiro dia de administração e de 0,7 a 4,6 μg/mL ao final de 7 dias de aplicação. O metronidazol é metabolizado no fígado. O metabólito hidroxilado conserva sua eficácia.
A vida média do metronidazol é de 6 a 11 horas. Na urina é excretado inalterado aproximadamente 20% do fármaco administrado.
Contraindicações
Gynotran® não deve ser usado:
- Em pacientes com hipersensibilidade conhecida a qualquer um de seus componentes;
- Em pacientes que ingerirem álcool durante o tratamento ou três dias após o tratamento;
- Em pacientes utilizando dissulfiram durante o tratamento ou dentro de duas semanas;
- Durante o primeiro trimestre de gravidez;
- Em grávidas que apresentem vaginite por trichomonas durante o primeiro trimestre da gravidez;
- Em casos de porfiria, distúrbios graves da função hepática e epilepsia.
Advertências e precauções
As pacientes não devem ingerir álcool durante o tratamento e durante 3dias após o término do tratamento devido à possibilidade de reações do tipo dissulfiram.
Doses elevadas e uso sistêmico de metronidazol por longo prazo causam neuropatia periférica e convulsão devido ao uso sistêmico.
Não deve ser usado em mulheres que não iniciaram atividade sexual.
Outros produtos vaginais (por exemplo, tampão, duchas ou espermicidas) não devem ser utilizados concomitantemente ao tratamento.
Nas pacientes com trichomonas vaginalis, o parceiro deve ser tratado simultaneamente.
Este medicamento contém nitrato de miconazol, que pode reduzir a eficácia de métodos contraceptivos de barreira à base de látex (por exemplo, preservativos ou camisinhas e diafragmas). Informe ao paciente sobre o risco de infecção por doenças sexualmente transmissíveis e sobre a necessidade de uso de outros métodos contraceptivos (durante o tratamento e até 3 dias após o término do tratamento).
Gravidez e lactação:
Gravidez Estudos pré-clínicos em animais relacionados à gravidez, crescimento embrionário/ fetal, crescimento perinatal e/ou pós-natal são insuficientes. O risco potencial para humanos não é conhecido.
Não há dados suficientes sobre o uso de Gynotran® no primeiro trimestre da gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser usado no primeiro trimestre da gravidez. No segundo e terceiro trimestre da relação risco/benefício deve ser avaliada por um médico e Gynotran® Não deve ser utilizado, a menos que seja necessário.
Categoria C - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação Deve-se interromper a amamentação, uma vez que o metronidazol é excretado no leite materno. A amamentação poderá ser restabelecida cerca de 24 a 48 horas após o término do tratamento.
Pacientes em idade fértil/ controle de natalidade (contracepção) Uma vez que os efeitos dos princípios ativos de Gynotran® sobre o crescimento do feto e do recém-nascido não são claramente conhecidos, as mulheres que devem usar este medicamento, devem evitar a gravidez por meio de utilização de um método contraceptivo adequado.
Reprodução e fertilidade Não há evidências de efeitos deletérios sobre a fertilidade humana e animal quando o metronidazol ou o nitrato de miconazol são administrados isoladamente.
Uso em idosos, crianças e outros grupos de risco:
Pacientes idosas (maiores de 65 anos): proceder tal como em mulheres adultas jovens.
Em crianças: não se recomenda o uso de Gynotran® em crianças.
Efeito na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas A administração sistêmica do metronidazol pode afetar a condução e o uso de máquinas. Em comparação com o uso sistêmico, o metronidazol tópico é absorvido na vagina em baixas concentrações.
Gynotran® pode causar tonturas, ataxia, fadiga e fraqueza, portanto, pode afetar a capacidade de dirigir veículos ou de operar máquinas.
Interações medicamentosas
Devido à absorção de metronidazol, podem ocorrer interações com as seguintes substâncias, se utilizados concomitantemente:
- álcool: a possível interação do metronidazol com álcool produz uma reação do tipo dissulfiram;
- amiodarona: aumento do risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes e parada cardíaca);
- carbamazepina: aumento da concentração sanguínea de carbamazepina;
- ciclosporina: aumento do risco de toxicidade da ciclosporina;
- anticoagulantes orais: aumento do efeito anticoagulante;
- fenitoína: aumento das concentrações sanguíneas de fenitoína, diminuição das concentrações sanguíneas de metronidazol;
- fenobarbital: diminuição das concentrações sanguíneas de metronidazol;
- dissulfiram: podem ocorrer efeitos relacionados ao sistema nervoso central (reações psicóticas);
- cimetidina: aumento a concentração sanguínea de metronidazol e risco de efeitos colaterais neurológicos;
- lítio: pode ocorrer um aumento na dos níveis sanguíneos e da toxicidade por lítio;
- astemizol e terfenadina: o metronidazol inibe o metabolismo destes fármacos e aumenta suas concentrações plasmáticas.
- fluorouracil: aumento dos níveis sanguíneos e da toxicidade do fluorouracil.
Durante o tratamento com metronidazol, foi observada a interferência nos níveis sanguíneos das enzimas hepáticas, da glicose (método da hexoquinase), da teofilina e da procainamida.
Devido à absorção de nitrato de miconazol podem ocorrer interações com as seguintes substâncias, se utilizada concomitantemente:
- acenocumarol, anisindiona, dicumarol, fenindiona, femprocumona, varfarina: aumento do risco de sangramento;
- astemizol, cisaprida e terfenadina: miconazol inibe o metabolismo desses fármacos e aumenta suas concentrações plasmáticas;
- carbamazepina: diminuição do metabolismo da carbamazepina;
- ciclosporina: aumento do risco de toxicidade da ciclosporina (disfunção renal, colestase, parestesia);
- fentanil: efeitos aumentados ou prolongados dos opióides (depressão do SNC, depressão respiratória);
- fenitoína e fosfenitoina: aumento do risco de toxicidade da fenitoína (ataxia, hiperlexia, nistagmo, tremor);
- glimepirida: hipoglicemia;
- oxibutinina: aumento da concentração plasmática ou da exposição à oxibutinina devido à inibição do seu metabolismo (boca seca, constipação, cefaleia);
- oxicodona: aumento da concentração plasmática e redução da depuração da oxicodona;
- pimozida: aumento do risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca);
- tolterodina: aumento da biodisponibilidade da tolterodina em indivíduos com atividade deficiente da isoenzima 2D6 do citocromo P450;
- trimetrexato: aumento da toxicidade do trimetrexato (supressão da medula óssea, disfunção renal e hepática e ulceração gastrointestinal).
Informações adicionais para populações especiais Não foram conduzidos estudos de interação em populações especiais.
População pediátrica Não foram conduzidos estudo de interação em crianças.
Não se recomenda o uso de Gynotran® em crianças.
Para prevenir o desenvolvimento de bactérias resistentes, este medicamento deverá ser usado somente para o tratamento ou prevenção de infecções causadas ou fortemente suspeitas de serem causadas por microrganismos sensíveis a este medicamento.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Gynotran® óvulo deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C).
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características organolépticas Óvulo de cor branca a levemente amarelada, sem cheiro (odor) específico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Antes de usar o medicamento, mantenha-o em local fresco. O produto possui formulação que pode sofrer alterações físicas quando armazenado em local quente, dificultando o uso.
A menos que o médico indique de outro modo, deve-se aplicar um óvulo vaginal à noite, durante 7 dias.
Gynotran® óvulo deve ser introduzido profundamente na vagina.
Recomenda-se que a paciente esteja deitada. A aplicação deve ser realizada preferencialmente à noite, antes de dormir. A dedeira que acompanha o produto, deve ser usada para ajudar na aplicação. O tratamento não deve ser realizado durante o período menstrual.
Na apresentação de Gynotran® óvulo + dedeiras, cada cartucho contém 7 óvulos e 14 dedeiras para 7 aplicações. Para cada aplicação utilizar 2 dedeiras.
Informações adicionais para populações especiais -Pacientes com insuficiência hepática Na insuficiência hepática grave, a depuração de metronidazol pode ser reduzida. O consequente aumento dos níveis plasmáticos de metronidazol pode agravar os sintomas de encefalopatia, portanto, este medicamento deve ser usado com cuidado em pacientes com encefalopatia hepática. A dose diária de metronidazol deve ser reduzida para 1/3 em pacientes com encefalopatia hepática.
Reações adversas
A frequência das reações adversas listadas abaixo é definida de acordo com a seguinte convenção: muito comum (≥1/10); comum (≥1/100 a <1/10); incomum (≥1/1.000 a <1/100), rara (≥1/10.000 a <1/1.000); muito rara (<1/10.000), desconhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).
A frequência das reações adversas sistêmicas é muito rara, uma vez que após a administração intravaginal de metronidazol, observam-se níveis plasmáticos muito baixos (2% a 12% em comparação com a via oral). O nitrato de miconazol pode causar irritação vaginal (queimação, prurido), como todos os outros antifúngicos derivados de imidazol aplicados intravaginalmente (2-6%). Na vaginite, a mucosa vaginal pode estar inflamada, portanto, podem ser observados a queimação vaginal e prurido após o primeiro óvulo ser aplicado ou até o terceiro dia de tratamento.
Estes sintomas diminuem rapidamente, a medida que o tratamento prossegue. Se houver sintomas graves de irritação, o tratamento deve ser interrompido.
As reações adversas relacionadas ao uso sistêmico dos princípios ativos de Gynotran® (nitrato de miconazol + metronidazol) estão listadas abaixo:
Distúrbios hematológicos e do sistema linfático:
Desconhecida: leucopenia.
Distúrbios do sistema imune:
Desconhecida: reações de hipersensibilidade, reações alérgicas podem ocorrer (anafilaxia pode ocorrer em casos graves).
Distúrbios psiquiátricos:
Incomum: depressão.
Muito raro: alterações mentais.
Distúrbios do sistema nervoso:
Comum: cefaleia, tontura.
Desconhecida: fadiga ou fraqueza, ataxia, convulsão, neuropatia periférica (em casos de superdose e/ou uso prolongado de metronidazol).
Distúrbios gastrintestinais:
Desconhecida: alterações do gosto, gosto metálico, náusea, vômito, constipação; boca seca, diarreia, perda de apetite, dor ou cólicas abdominais.
Distúrbios gerais e condições no local de administração:
Muito comum: corrimento vaginal.
Comum: vaginite, irritação vulvovaginal, desconforto pélvico. Pouco comum: sensação de sede.
Rara: queimação vaginal, prurido, irritação, dor de estômago, erupção cutânea.
Desconhecida: irritação local e hipersensibilidade, dermatite de contato.
Estes efeitos adversos são raramente observados, uma vez que a concentração sanguínea de metronidazol é muito mais baixa quando administrado por via intravaginal.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova associação no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema Vigimed, disponível no Portal da ANVISA.
Superdose
Quando é aplicada uma quantidade excessiva de óvulo, podem ocorrer efeitos sistêmicos selecionados ao metronidazol, mas não se espera que o metronidazol intravaginal cause sintomas com risco para a vida.
Deve ser instituído tratamento sintomático e de suporte. Não existe um antídoto específico para o metronidazol. É possível oferecer cura para indivíduos que ingeriram uma dose de 12 g de metronidazol.
Sintomas de superdose de metronidazol incluem: náuseas, vômito, dor abdominal, diarreia, prurido, gosto metálico, ataxia, tontura, parestesia, convulsões, leucopenia, escurecimento da urina.
Sintomas de superdose de nitrato de miconazol incluem: náuseas, vômito, dor da cavidade oral e na garganta, anorexia, cefaleia, diarreia.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.3564.0005 Produzido por:
Exeltis İlaç San. ve Tic. A.Ş.
Çerkezköy – Turquia.
Importado e Registrado por:
Exeltis Laboratório Farmacêutico Ltda.
Cnpj: 19.136.432/0001-52
VENDA SOB PRESCRIÇÃO - COM RETENÇÃO DA RECEITA Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 30/10/2024. reciclável
Nomes comerciais, genéricos e preço máximo
Apresentações e preço máximo ao consumidor
Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.
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| Medicamento | Apresentação | Tarja | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| GynotranExeltis Laboratorio Farmaceutico Ltda | (750+ 200) MG OVL VAG CT STR PVC OPC X 7 + 14 DEDEIRAS | Tarja vermelha | R$ 104,38 |