Bula de Toperma
Fonte: bula do fabricante (Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.) publicada no bulário digital Sara · bula de 23/02/2021 · conferida em 24/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
TOPERMA ® Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.
Emplastros lidocaína 5% Toperma lidocaína 5%
Apresentações
Embalagens contendo 2 ou 6 Envelopes com 5 emplastros em cada.
Uso tópico
Uso adulto
Composição
Cada emplastro de 10 cm x 14 cm contém 700 mg (5% p/p) de lidocaína (50 mg de lidocaína por grama de base adesiva).
Excipientes: água purificada, glicerol, sorbitol, ácido poliacrílico, poliacrilato de sódio, carmelose sódica, propilenoglicol, uréia, caulim, ácido tartárico, gelatina, álcool polivinílico, glicinato de alumínio, edetato dissódico, metilparabeno e propilparabeno.
Para quê este medicamento é indicado?
Toperma (lidocaína 5%) é indicado para o tratamento da dor neuropática associada à infecção anterior por herpes zoster (neuralgia pós-herpética, NPH) e para o tratamento da dor neuropática localizada (DNL).
Como este medicamento funciona?
O emplastro medicamentoso de lidocaína 5% tem um modo duplo de ação: o componente farmacológico e o componente de proteção mecânica.
O componente farmacológico corresponde à contribuição da lidocaína. O mecanismo pelo qual a lidocaína exerce sua atividade anestésica local é bem elucidado. O componente bloqueia a geração e a condução dos impulsos nervosos.
Em estudos clínicos, uma redução da intensidade da dor e alívio da dor foram observados 30 minutos após a aplicação de Toperma.
O outro componente do modo de ação consiste na proteção mecânica das áreas sensíveis da pele pelo próprio emplastro, causando um primeiro alívio das queixas durante o primeiro dia de uso do emplastro. No entanto, pode-se levar até de 2 a 4 semanas até que o efeito completo de alívio da dor seja observado.
Quando não devo usar este medicamento?
No caso de você ter apresentado alguma reação alérgica a lidocaína, ou qualquer outro componente da fórmula.
O emplastro também é contraindicado a pacientes que apresentam reação alérgica conhecida a anestésicos locais do tipo amida (ex.: bupivacaína, etidocaína, mepivacaína e prilocaína).
O emplastro não deve ser aplicado na pele inflamada ou lesionada, como com lesões herpes zoster ativas, dermatites atópicas ou feridas.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
O emplastro não deve ser aplicado às membranas mucosas. Evite o contato do emplastro com a área dos olhos.
O emplastro contém uma substância que pode causar irritação à pele. Ele também pode causar reações alérgicas (após o uso).
O emplastro deve ser usado com precaução caso você tenha problemas graves no coração e/ou nos rins e/ou no fígado.
Efeitos na habilidade de dirigir ou operar máquinas Nenhum estudo sobre os efeitos na habilidade de dirigir ou operar máquinas foi realizado. Efeito na habilidade de dirigir ou operar máquinas é improvável porque a absorção sistêmica é mínima.
Gravidez Se você está grávida ou amamentando, pensa que pode estar grávida ou está planejando engravidar, consulte o seu médico antes de utilizar Toperma.
O risco potencial para humanos é desconhecido. Portanto, Toperma não deve ser usado durante a gravidez a menos que seja claramente necessário.
Categoria B Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação Não há nenhum estudo específico usando o emplastro em mulheres amamentando. Após a administração sistêmica, a lidocaína é liberada no leite humano. Uma vez que o metabolismo da lidocaína acontece de forma relativamente rápida e quase que completamente no fígado, esperam-se apenas níveis muito pequenos de lidocaína no leite humano.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Toperma não deve ser colocado sob refrigeração e nem congelado. Manter em temperatura ambiente (15° C - 30° C). Após aberto pela primeira vez, manter o envelope firmemente fechado.
Após abertura do envelope, o emplastro é válido por 14 dias.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
O emplastro Toperma apresenta cor branca a amarelo claro, o material adesivo apresenta um leve odor característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
A área dolorida deve ser coberta com o emplastro uma vez por dia por até 12 horas dentro de um período de 24 horas. Apenas o número de emplastros necessários para o tratamento eficaz deve ser usado. Quando necessário, os emplastros podem ser cortados em pedaços menores com tesoura antes da remoção da película protetora. No total, não mais que 3 emplastros devem ser usados ao mesmo tempo.
O emplastro deve ser aplicado à pele intacta, seca e não irritada (por ex., mas não limitado à: após a cicatrização das lesões no caso de neuralgia pós-herpética; após a cicatrização da incisão decorrente de uma cirurgia; ou seja, sempre na pele sem nenhuma lesão).
Cada emplastro deve ser usado por no máximo 12 horas. O intervalo subsequente sem emplastro deve ser de pelo menos 12 horas. O emplastro pode ser aplicado a qualquer momento durante o dia ou à noite.
O emplastro deve ser aplicado à pele imediatamente após sua retirada do envelope e remoção da película protetora da superfície do gel. Pelos presentes na área afetada devem ser removidos com tesoura (e não depilados).
Seu médico irá definir e reavaliar o período adequado de tratamento para você.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Modo de usar Colagem do emplastro Passo 1: Abra o envelope e remova um ou mais emplastros.
Corte o envelope ao longo da linha pontilhada;
Caso utilize uma tesoura, seja cuidadoso no corte para não danificar os emplastros;
Retire da embalagem um ou mais emplastros, dependendo do tamanho da região afetada da pele.
Passo 2: Feche o envelope.
Feche fortemente o envelope após a utilização;
Os emplastros contêm água, e se o envelope não for fechado corretamente, podem secar.
Passo 3: Corte o emplastro, se necessário.
- Caso necessário, o emplastro pode ser cortado para adaptar-se ao tamanho adequado da região afetada da pele, antes de remover a película protetora.
Passo 4: Remoção da película protetora.
Remova a película transparente do emplastro;
Tente não tocar na parte colante do emplastro.
Passo 5: Aplique o emplastro e pressione firmemente contra a pele.
Aplique até três (3) emplastros na área afetada da pele;
Pressione o emplastro contra a pele;
Pressione por pelo menos 10 segundos para assegurar que o emplastro está bem colado;
Garanta que o emplastro esteja completamente colado à pele, inclusive os cantos.
Deixar o emplastro na pele apenas durante 12 horas.
Contato com a água Se possível, o contato com a água deve ser evitado durante a utilização de Toperma. Tomar banho ou nadar podem ser realizados durante o período em que você não estiver utilizando o emplastro. Caso você tenha acabado de tomar banho ou nadar, deve esperar que o corpo esfrie e seque para então aplicar o emplastro.
Caso o emplastro se solte Muito raramente o emplastro pode se soltar, descolar ou cair. Caso isto ocorra, você deve tentar recolar na mesma área. Caso não seja possível, remova-o e cole um novo emplastro na mesma área.
Como remover Toperma Para substituição, remover o emplastro da pele vagarosamente. Caso não se descole com facilidade, pode-se molhar com água morna durante alguns minutos antes de removê-lo.
Caso você tenha se esquecido de remover o emplastro após 12 horas de utilização.
Assim que se lembrar, você deve remover o emplastro. Um novo emplastro somente deve ser aplicado após 12 horas.
Caso você utilize mais emplastros do que deveria Caso você utilize mais emplastros do que deveria, ou utilize-os durante muito tempo, pode-se aumentar o risco de reações adversas.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Caso tenha passado o período de 12 horas em que se deve ficar sem emplastro e você tenha se esquecido de aplicar um novo emplastro, aplique-o assim que se lembrar.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Em aproximadamente 16% dos pacientes pode-se esperar que ocorram reações adversas. Estas reações são localizadas em decorrência da natureza do medicamento.
Se ocorrer irritação ou sensação de queimação enquanto você estiver usando o emplastro, você deve removê-lo. A área irritada deve ser permanecer sem emplastro até que a irritação passe.
As reações adversas mais comumente notificadas foram: reações no local de administração incluindo eritema, erupção cutânea, coceira no local da aplicação, queimação, dermatites, eritema ou vesícula no local da aplicação, dermatites, irritação na pele e prurido.
Todas as reações adversas foram predominantemente de leve a moderada intensidade. Destas, menos de 5% levaram à descontinuação do tratamento.
Reação muito comum (≥ 1/10): reações no local da administração, que podem incluir vermelhidão, erupção cutânea, coceira, queimação, dermatite e pequenas bolhas.
Reação incomum (> 1/1.000 ≤ 1/100): lesões na pele, ferimentos na pele.
Reação Muito rara (≤ 1/10.000): reação anafilática, hipersensibilidade (alergia), feridas abertas.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Superdose com emplastro é incomum, mas o uso inapropriado, tais como o uso de um maior número de emplastros ao mesmo tempo, com um período prolongado de aplicação, ou uso na pele ferida, pode resultar em uma alta concentração plasmática.
Alguns sinais e sintomas devem ser observados no caso do uso de uma grande quantidade: tonturas, vômitos, sonolência, convulsões, dilatação da pupila, alteração nas batidas do coração (mais lentas ou fora de ritmo) e choque.
No caso de uma suspeita de superdose o emplastro deve ser removido e medidas de suporte devem ser tomadas. Não há antídoto para lidocaína.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS – 1.8610.0002 Farmacêutico responsável: Marcelo Mesquita – CRF-SP nº 31.885
SAC: 0800 205 2050 Fabricado por:
Teikoku Seiyaku Co., Ltd 567 Sanbonmatsu, Higashikagawa, Kagawa – Japão Embalado por:
Grünenthal GmbH Zieglerstraße 6 - Aachen - Alemanha Importado por:
Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.
Avenida Guido Caloi, 1935, Bl. B e Bl. C – 1º andar – São Paulo - SP
Cnpj: 10.555.143/0001-13
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 24/10/2016.
R0816/SmPC BR00.1
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
TOPERMA ® Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.
Emplastros lidocaína 5% Toperma lidocaína 5%
Apresentações
Embalagens contendo 2 ou 6 Envelopes com 5 emplastros em cada.
Uso tópico
Uso adulto
Composição
Cada emplastro de 10 cm x 14 cm contém 700 mg (5% p/p) de lidocaína (50 mg de lidocaína por grama de base adesiva).
Excipientes: água purificada, glicerol, sorbitol, ácido poliacrílico, poliacrilato de sódio, carmelose sódica, propilenoglicol, uréia, caulim, ácido tartárico, gelatina, álcool polivinílico, glicinato de alumínio, edetato dissódico, metilparabeno e propilparabeno.
Informações técnicas aos profissionais de saúde.
Indicações
Toperma (lidocaína 5%) é indicado para o tratamento da dor neuropática associada à infecção anterior por herpes zoster (neuralgia pós-herpética, NPH) e para o tratamento da dor neuropática localizada (DNL).
Resultados de eficácia
O manejo da dor em DNL é difícil. A eficácia de Toperma no tratamento de DNL tem sido demonstrada em estudos clínicos. Além disso, proporciona alívio sintomático do componente alodínico em alguns casos.
Dois estudos principais, duplo-cegos, foram realizados para avaliar a eficácia do emplastro de lidocaína a 5%.
No primeiro estudo, os pacientes que já respondiam ao produto foram selecionados. O estudo teve um desenho cruzado de 14 dias de tratamento com emplastro de lidocaína 5% seguido por placebo, ou vice-versa. O desfecho (endpoint) primário foi o momento de saída. O tempo médio de saída do estudo devido à ineficácia para pacientes tratados com placebo foi de 4 dias e para pacientes tratados com lidocaína 5% foi de 14 dias (p <0,001); nenhum paciente do grupo de lidocaína 5% descontinuou o tratamento durante o período de duas semanas.
No segundo estudo, 265 pacientes com neuralgia pós-herpética foram recrutados e tratados em um ensaio aberto de tratamento com emplastro de lidocaína 5% durante 8 semanas. Neste cenário não controlado, aproximadamente 50% dos pacientes responderam ao tratamento. Um total de 71 pacientes foi randomizado para receber placebo ou emplastro de lidocaína 5% administrados por 2-14 dias. O desfecho (endpoint) primário foi definido como a falta de eficácia em dois dias consecutivos levando a interrupção do tratamento. Houve 9/36 pacientes com lidocaína 5% e 16/35 com placebo que descontinuaram por causa da falta de benefício do tratamento.
Em outro estudo aberto e controlado, a eficácia do emplastro de lidocaína 5% foi comparável a da pregabalina em 98 pacientes com NPH e 213 pacientes com polineuropatia diabética (PND), com um perfil de segurança favorável para o emplastro de lidocaína 5%.
A eficácia do emplastro de lidocaína a 5% em DNL associada a várias condições clínicas, com exceção da NPH, foi investigada em 23 ensaios adicionais, dos quais três são estudos Fase III pivotais.
No primeiro estudo pivotal 204 pacientes com PND dolorosa e 96 pacientes com NPH foram recrutados e randomizados para 4 semanas de tratamento aberto com emplastro de lidocaína 5% ou pregabalina como monoterapia. O desfecho (endpoint) primário deste estudo foi a taxa de resposta em 4 semanas. No geral, 65,3% dos pacientes tratados com o emplastro de lidocaína 5% e 62,0% medicado com pregabalina foram respondedores. O emplastro de lidocaína 5% demostrou, em ambas as indicações, eficácia clínica comparável à pregabalina em termos de redução da intensidade da alodinia e na melhoria da qualidade de vida relacionada à saúde. O emplastro de lidocaína 5% promoveu benefício clínico pelo menos comparável ao promovido pela pregabalina.
O segundo estudo pivotal foi um ensaio duplo-cego, balanceado-randomizado, controlado por placebo, cruzado de 2 períodos, com 58 pacientes com dor neuropática localizada de várias etiologias. Os desfechos (endpoints) de eficácia foram a intensidade da dor em curso e a intensidade da alodinia.
Apenas o tratamento com emplastro de lidocaína 5% comprovou reduzir de maneira estatisticamente significante os sintomas de dor neuropática, tais como ardor, agulhadas, latejamento e formigamento.
Este estudo confirmou a eficácia do emplastro de lidocaína 5% no tratamento da dor e alodinia devido a devido a neuropatia periférica localizada de diversas origens.
No terceiro estudo pivotal, 60 pacientes que sofriam de síndrome de dor miofascial (SMF) foram alocados aleatoriamente para 1 de 3 tratamentos: emplastro de lidocaína 5% ou emplastro de placebo ou um tratamento padrão.
O tratamento com os emplastros foi duplo-cego. O número de episódios de dor, a intensidade da dor em repouso e em movimento, e interferências relacionadas à dor na atividade diária, atividade de trabalho, humor e qualidade de vida foram registrados antes, durante e após o tratamento. Os sintomas subjetivos não se alteraram com o placebo, mas melhoraram de uma forma clinicamente significativa com o emplastro de lidocaína 5% em comparação à linha de base, enquanto que um tratamento adicional só foi solicitado pelos sujeitos do grupo do placebo.
Os resultados desses estudos randomizados, ativos e/ou controlados por placebo e abertos em NPH, PND e SMF demonstraram alívio da dor clinicamente relevante ou melhora na qualidade de vida global relacionada à saúde em condições de dor neuropática associadas a um elevado grau de localização.
Uma pesquisa básica recente demostrou que a PND e outras neuralgias periféricas de várias etiologias partilham alguns dos mecanismos periféricos subjacentes com NPH, isto é, a expressão anormal dos canais de sódio. Além disso, a análise dos descritores de dor em pacientes que sofrem destas condições clínicas mostrou que elas compartilham as mesmas características (dor lancinante, latejante, aguda, queimação e formigamento), sugerindo uma via fisiológica comum. Como processos de doença diferentes podem causar dor por vias fisiológicas comuns, é razoável assumir que os dados relativos à eficácia de um determinado tratamento podem ser extrapolados para condições clinicamente diferentes que conduzem à dor através dos mesmos mecanismos fisiológicos. Os resultados dos estudos de fase III acima descritos em NPH, PND, outras neuropatias focais e SMF indicam que o emplastro de lidocaína 5% é similarmente eficaz em todos os tipos de dor neuropática investigados que têm um elevado grau de localização.
O uso do emplastro de lidocaína 5% para o tratamento da dor em pacientes com DNL é suportado por dados de eficácia em diferentes modelos de dor com fisiopatologia subjacente semelhante.
Referências Bibliográficas 1. Binder A, Bruxelle J, Rogers P, Hans G, Boesll, Baron R. Topical 5% lidocaine (lignocaine) medicated plaster treatment for post-herpetic neuralgia- results of a double-blind, placebo-controlled, multinational efficacy and safety trial. Clin Drug Invest 2009; 29 (6): 393--408.
2. Baron R, Mayoral V, Leijon G, Binder A, Steigerwald I, Serpell M. 5% lidocaine medicated plaster versus pregabalin in post-herpetic neuralgia and diabetic polyneuropathy: an open-label, non-inferiority two-stage RCT study. Curr Med Res Opin 2009b; 25 (7): 1663-76.
3. Meier et al. Efficacy of lidocaine patch 5% in the treatment of focal peripheral neuropathic pain syndromes: a randomised, double-blind, placebo-controlled study. Pain 2003; 106: 151-158.
4. Affaitati G, Fabrizio A, Savini A, Lerza R, Tafuri E, Costantini R, et al. A randomized, controlled study comparing a lidocaine patch, a placebo patch, and anesthetic injection for treatment of trigger points in patients with myofascial pain syndrome: evaluation of pain and somatic pain thresholds. Clin Ther 2009; 31 (4): 705-20.
5. de Leon-Casasola OA. Multimodal approaches to the management of neuropathic pain: the role of topical analgesia. J Pain Symptom Manage 2007; 33(3): 356-64.Dib-Hajj et al. 2010 .
6. Hansson PT, Dickenson AH. Pharmacological treatment of peripheral neuropathic pain conditions based on shared commonalities despite multiple etiologies. Pain 2005; 113 (3): 251-4.
Características farmacológicas
Farmacodinâmica O emplastro de lidocaína 5% tem um modo duplo de ação: o componente farmacológico e o componente de proteção mecânica das áreas sensíveis da pele pelo próprio emplastro.
A aplicação de lidocaína tópica na forma de emplastro demonstrou nos estudos produzir um efeito analgésico local. O mecanismo pelo qual este efeito ocorre é devido à estabilização das membranas neuronais, que se acredita causar retro regulação dos canais de sódio, resultando na diminuição da dor.
Em estudos clínicos, uma redução da intensidade da dor e alívio da dor foram observados 30 minutos após a aplicação de Toperma.
Farmacocinética Absorção Quando o emplastro medicamentoso de lidocaína 5% é utilizado de acordo com a dose máxima recomendada (3 emplastros aplicados simultaneamente durante 12 horas), aproximadamente 3 ± 2% da dose total de lidocaína aplicada está disponível de forma sistêmica, e similar para administração única e múltipla.
Uma análise cinética da população nos estudos de eficácia clinica, em pacientes com NPH, revelou uma concentração máxima média de lidocaína de 45 ng/mL, após a aplicação de 3 emplastros simultaneamente durante 12 horas/dia, após aplicação repetida durante até um ano. Esta concentração está de acordo com a observação realizada nos estudos de farmacocinética, em pacientes com NPH (52 ng/mL) e em voluntários sadios (84 ng/mL e 125 ng/mL).
Não se observou tendência à acumulação da lidocaína e seus metabólitos MEGX, GX e 2,6-xilidina e concentrações plasmáticas estáveis foram alcançadas dentro dos primeiros 4 dias.
A análise cinética da população indicou que quando se aumentou o número de emplastros utilizados simultaneamente de 1 para 3, a exposição sistêmica aumentou menos do que proporcionalmente ao número de emplastros utilizados.
Distribuição e ligação com proteínas plasmáticas Após a administração i.v. de lidocaína em voluntários sadios, encontrou-se um volume de distribuição de 1,3 ± 0,4 L/kg (média ± SD; n = 15; variação de 0,9 L/kg a 2,3 L/kg). O volume de distribuição de lidocaína não mostrou dependência de idade (Fukuda et al. 2000). O volume de distribuição foi reduzido em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva e aumentado em pacientes com doenças hepáticas (Benowitz e Meister 1978). A ligação da lidocaína à proteína plasmática é dependente de concentração. Nas concentrações plasmáticas produzidas pela aplicação do emplastro, aproximadamente 70% da lidocaína é ligada às proteínas plasmáticas (Tucker et al. 1970). A lidocaína atravessa as barreiras placentária e cerebral, possivelmente por difusão passiva (Keenaghan e Boyes 1972, Morishima e Covino 1981).
Metabolismo Após a aplicação do emplastro, a lidocaína é metabolizada rapidamente no fígado, resultando em diversos metabólitos. A rota metabólica primária da lidocaína é a N-desalquilação em MEGX e GX, sendo ambos menos ativos que a lidocaína e disponíveis em baixas concentrações. Estes são hidrolisados em 2,6-xilidina, a qual é convertida no conjugado 4-hidroxi-2,6-xilidina.
O metabólito 2,6-xilidina tem atividade farmacológica desconhecida, porém demonstrou potencial carcinogênico em ratos. A análise cinética da população revelou uma concentração sistêmica máxima média de 2,6-xilidina de 9 ng/mL após aplicações diárias repetidas durante o período de até um ano. Estas descobertas foram confirmadas por um estudo de farmacocinética de Fase I.
Dados não conclusivos sobre o metabolismo da lidocaína na pele estão disponíveis.
Excreção e eliminação A lidocaína e seus metabólitos são excretados pelos rins. Mais de 85% da dose é encontrada na urina na forma de metabólitos ou substância ativa. Menos de 10% da dose de lidocaína é excretada de forma inalterada. O metabólito principal na urina é um conjugado de 4-hidroxi-2,6-xilidina, representando cerca de 70% a 80% da dose excretada na urina. A 2,6-xilidina é excretada na urina humana, em uma quantidade menor de 1% da dose.
A meia-vida de eliminação da lidocaína, após a aplicação do emplastro, em 20 voluntários sadios é de 7,6 horas.
A excreção da lidocaína e seus metabólitos pode ser demorada na insuficiência cardíaca, renal ou hepática.
Farmacocinética relacionada a fatores intrínsecos Idade e sexo Nenhum estudo de farmacocinética formal foi realizado para a detecção da influência potencial do sexo na farmacocinética da lidocaína após aplicação do emplastro medicamentoso de lidocaína 5%. Entretanto, tanto homens quanto mulheres foram incluídos em todos os estudos de farmacocinética. Uma análise de farmacocinética com relação à idade dos sujeitos de pesquisa não apresentou nenhuma indicação de que sujeitos de pesquisa mais velhos tivessem uma absorção maior de lidocaína devido a diferentes propriedades da pele (HP10004/H14). Por outro lado, parece haver uma tendência geral para a área sob a concentração plasmática versus a curva de tempo (AUC, representando a absorção de lidocaína) de diminuição em idades mais avançadas, como indicado pela análise de variância (ANOVA). Assim, sujeitos de pesquisa mais velhos parecem apresentar uma absorção sistêmica menor da droga a partir do emplastro de lidocaína 5%.
Pediatria Não há dados disponíveis sobre o uso do emplastro medicamentoso de lidocaína 5% em crianças.
Raça/grupo étnico Diferenças entre raça/grupo étnico com relação à farmacocinética da lidocaína não são conhecidas. Portanto, nenhum estudo formal de farmacocinética foi conduzido para detectar a influência potencial da raça ou origem étnica sobre a farmacocinética da lidocaína após a aplicação do emplastro medicamentoso de lidocaína 5%. Os estudos incluíram principalmente sujeitos de pesquisa brancos ou caucasianos, mas também alguns afro-americanos e hispânicos.
Nenhuma sub-análise sobre as diferenças étnicas de farmacocinética foi realizada.
Comprometimento renal/hepático e insuficiência cardíaca congestiva Dados de farmacocinética após a aplicação do emplastro medicamentoso de lidocaína 5% em pacientes com comprometimento renal ou hepático ou em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva não estão disponíveis.
O clearance de lidocaína após administração i.v. ou intramuscular da medicação pode ser reduzido em sujeitos de pesquisa com comprometimento hepático e insuficiência cardíaca congestiva (Benowitz e Meister 1978).
Aumentos clinicamente relevantes nas concentrações plasmáticas de lidocaína ou seus metabólitos com a administração do emplastro medicamentoso de lidocaína 5% não podem ser descartados, mas são altamente improváveis devido à baixa disponibilidade sistêmica do princípio ativo.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao princípio ativo ou qualquer excipiente da fórmula. O emplastro também é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade conhecida a anestésicos locais do tipo amida (ex.: bupivacaína, etidocaína, mepivacaína e prilocaína).
O emplastro não deve ser aplicado na pele inflamada ou lesionada, como com lesões ativas de herpes zoster, dermatites atópicas ou feridas.
Advertências e precauções
O emplastro não deve ser aplicado às membranas mucosas. Evite o contato do emplastro com a área dos olhos.
O emplastro contém propilenoglicol, que pode causar irritação a pele. Ele também contém metilparabeno e propilparabeno, que podem causar reações alérgicas (possivelmente retardadas).
O emplastro deve ser usado com precaução em pacientes com insuficiência cardíaca grave, insuficiência renal grave ou insuficiência hepática grave.
Dados pré-clínicos A lidocaína não demonstrou ser genotόxica, quando investigada in vitro e in vivo. O seu metabόlito 2,6-xilidina demonstrou resultados mesclados quanto à atividade genotόxica em diversos ensaios, particularmente após a ativação metabόlica.
Estudos de carcinogenicidade não foram realizados com lidocaína. Estudos realizados com o metabόlito 2,6-xilidina, misturados na dieta de ratos fêmea e machos, resultaram em citotoxicidade relacionada ao tratamento e hiperplasia do epitélio olfatório nasal e carcinomas e adenomas na cavidade nasal.
Alterações tumorais também foram encontradas no fígado e na subcutis. Como o risco para humanos não é claro, o tratamento de longo-prazo com altas doses de lidocaína deve ser evitado.
A lidocaína não apresentou efeito na performance reprodutiva geral, na fertilidade feminina ou desenvolvimento embrio-fetal em ratos, em concentrações plasmáticas de até 50 vezes aquela observada em humanos.
Os estudos em animais, com respeito a fertilidade masculina, parto e desenvolvimento pós-natal não estão completos.
Efeitos na habilidade de dirigir ou operar máquinas Não foram realizados estudos sobre os efeitos na habilidade de dirigir ou operar máquinas. Efeitos na habilidade de dirigir ou operar máquinas são improváveis porque a absorção sistêmica é mínima.
Gravidez A lidocaína atravessa a placenta. No entanto, não há dados adequados para o uso de lidocaína em mulheres grávidas.
Estudos em animais não indicaram um potencial teratogênico para a lidocaína.
O risco potencial para humanos não é conhecido. Desta forma, o emplastro de lidocaína 5% não deve ser usado durante a gravidez a menos que seja claramente necessário.
Categoria B Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação A lidocaína é excretada no leite materno. No entanto, não há estudos específicos usando o emplastro em mulheres amamentando. Após a administração sistêmica, a lidocaína é excretada no leite humano. Uma vez que o metabolismo da lidocaína acontece de forma relativamente rápida e quase que completamente no fígado, esperam-se apenas níveis muito pequenos de lidocaína no leite humano.
Fertilidade Não há dados clínicos disponíveis sobre fertilidade. Estudos em animais não demonstraram efeitos na fertilidade feminina.
O uso deste medicamento em pacientes com idade inferior a 18 anos não é recomendado devido à falta de dados clínicos.
Interações medicamentosas
Não foram efetuados estudos de interação. Nenhuma interação clinicamente relevante foi observada nos estudos clínicos realizados com Toperma.
Considerando que as concentrações plasmáticas máximas de lidocaína observadas nos estudos clínicos com o emplastro foram baixas, uma interação farmacocinética clinicamente relevante é improvável.
Embora normalmente a absorção da lidocaína pela pele seja pequena, o emplastro deve ser utilizado com cautela em pacientes recebendo medicamentos antiarrítmicos Classe I (ex.: tocainida e mexiletina) e outros medicamentos anestésicos locais, pois o efeito aditivo sistêmico não pode ser descartado.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Toperma tem um prazo de validade de 3 anos (36 meses). Toperma não deve ser colocado sob refrigeração e nem congelado. Manter em temperatura ambiente (15° C - 30° C). Após aberto pela primeira vez, manter o envelope firmemente fechado.
Após abertura do envelope, o emplastro é válido por 14 dias.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
O emplastro Toperma apresenta cor branca a amarelo claro, o material adesivo apresenta um leve odor característico.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
A área dolorida deve ser coberta com o emplastro uma vez por dia por até 12 horas, dentro de um período de 24 horas. Apenas o número de emplastros necessários para o tratamento eficaz deve ser utilizado. Quando necessário, os emplastros podem ser cortados em pedaços menores com tesoura, antes da remoção da película protetora. No total, não mais que 3 emplastros devem ser utilizados ao mesmo tempo.
O emplastro deve ser aplicado à pele intacta, seca e não irritada (por ex., mas não limitado à: após a cicatrização das lesões no caso de neuralgia pós-herpética; após a cicatrização da incisão decorrente de uma cirurgia, ou seja, sempre na pele sem nenhuma lesão).
Cada emplastro deve ser utilizado por no máximo 12 horas. O intervalo subsequente sem emplastro deve ser de pelo menos 12 horas. O emplastro pode ser aplicado a qualquer momento durante o dia ou à noite.
O emplastro deve ser aplicado à pele imediatamente após sua retirada do envelope e remoção da película protetora da superfície do gel. Pelos presentes na área afetada devem ser removidos com tesoura (e não depilados).
Os resultados do tratamento devem ser reavaliados após um período de 2 a 4 semanas. Se não houver resposta a Toperma após este período ou se o alívio proporcionado estiver somente relacionado às propriedades do emplastro de proteger a pele, o tratamento deve ser descontinuado. O uso de Toperma a longo prazo em estudos clínicos demonstrou que o número de emplastros usados diminuiu ao longo do tempo. Desta maneira, o tratamento deve ser reavaliado em intervalos regulares, para avaliar se a quantidade de emplastros necessários para cobrir a área afetada pode ser reduzida, ou se o período sem emplastro pode ser aumentado.
Modo de usar Colagem do emplastro Passo 1: abrir o envelope e remover um ou mais emplastros.
Cortar o envelope ao longo da linha pontilhada;
Caso utilização de uma tesoura, ser cuidadoso no corte para não danificar os emplastros;
Retirar da embalagem um ou mais emplastros, dependendo do tamanho da região afetada da pele.
Passo 2: Fechar o envelope.
Fechar fortemente o envelope após a utilização;
Os emplastros contém água, e se o envelope não for fechado corretamente, podem secar.
Passo 3: Cortar o emplastro, se necessário.
- Caso necessário, o emplastro pode ser cortado para adaptar-se ao tamanho adequado da região afetada da pele, antes de remover a película protetora.
Passo 4: Remoção da película protetora.
Remover a película transparente do emplastro;
Tentar não tocar a parte colante do emplastro.
Passo 5: Aplicar o emplastro e pressionar firmemente contra a pele.
Aplicar até três (3) emplastros na área afetada da pele;
Pressionar o emplastro contra a pele;
Pressionar por pelo menos 10 segundos para assegurar que o emplastro está bem colado;
Garantir que o emplastro esteja completamente colado à pele, inclusive os cantos.
Deixar o emplastro na pele apenas durante 12 horas.
É importante que Toperma esteja em contato com a pele somente durante 12 horas. Por exemplo, se o paciente tiver mais dores a noite, pode-se recomendar a aplicação do emplastro às 19h00 e sua remoção às 07h00 da manhã.
Se o paciente tiver mais dores durante o dia do que a noite, pode-se recomendar a aplicação do emplastro de Toperma às 07h00 da manhã e sua remoção às 19h00min.
Contato com a água Se possível, o contato com a água deve ser evitado durante a utilização de Toperma. Tomar banho ou nadar podem ser realizados durante o período em que o paciente não estiver utilizando o emplastro. Caso o paciente tenha acabado de tomar banho ou nadar, deve-se esperar que o corpo esfrie e seque para então aplicar o emplastro.
Caso o emplastro se solte Muito raramente o emplastro pode se soltar, descolar ou cair. Caso isto ocorra o paciente deve tentar recolar na mesma área. Caso não seja possível, deve-se remover o emplastro e colar um novo na mesma área.
Como remover Toperma Para substituição, o paciente deve remover o emplastro da pele vagarosamente. Caso não se descole com facilidade, pode-se molhar com água morna durante alguns minutos antes de removê-lo.
Caso o paciente tenha se esquecido de retirar o emplastro após 12 horas de utilização Assim que se lembrar, o paciente deve remover o emplastro. Um novo emplastro somente deve ser aplicado após 12 horas.
Caso o paciente utilize mais emplastros do que deveria Caso o paciente utilize mais emplastros do que deveria, ou utilize-os durante muito tempo, pode-se aumentar o risco de reações adversas.
Caso o paciente tenha se esquecido de usar Toperma Após o período de 12 horas sem utilizar o emplastro, caso o paciente tenha se esquecido de aplicar um novo emplastro, deve-se aplicá-lo assim que se lembrar.
Reações adversas
Dentro de cada grupo de frequência, os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade.
Aproximadamente em 16% dos pacientes pode-se esperar que ocorram reações adversas. Estas reações são localizadas em decorrência da natureza do medicamento.
As reações adversas mais comumente notificadas foram: reações no local de administração incluindo eritema e erupção cutânea; prurido, queimação, dermatites, eritema ou vesícula no local da aplicação; dermatites; irritação na pele e prurido.
A tabela abaixo lista as reações adversas que foram reportadas em estudos com pacientes recebendo o emplastro. Elas estão listadas por classe de sistema orgânico e frequência. As frequências estão definidas como muito comum (≥1/10); comum (>1/100, <1/10); incomum (>1/1000, ≤1/100); rara (>1/10000, ≤1/1000); muito rara (≤1/10000), desconhecida (não pode ser estimada pelos dados disponíveis).
Sistema orgânico Reação adversa Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos Incomum Lesões na pele Ferimento, envenenamento e complicações de procedimento Incomum Ferimentos na pele Distúrbios gerais e Condições de administração Muito comum Reações no local da administração As reações a seguir foram observadas em pacientes que receberam o emplastro em condições de pós-comercialização:
Sistema orgânico Reação adversa Distúrbios do sistema imune Muito rara Reação anafilática, hipersensibilidade Ferimento, envenenamento e complicações de procedimento Muito rara Ferida aberta Todas as reações adversas foram predominantemente de leve e moderada intensidade. Destas, menos de 5% levaram à descontinuação do tratamento.
Reações adversas sistêmicas seguidas do uso apropriado do emplastro são improváveis, pois a concentração sistêmica de lidocaína é muito baixa.
Reações sistêmicas para a lidocaína são similares àquelas observadas com outros agentes anestésicos locais do tipo amida.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da ANVISA.
Superdose
Superdose com emplastro é incomum, mas não pode ser excluído que o uso inapropriado, tais como o uso de um maior número de emplastros ao mesmo tempo, com um período prolongado de aplicação, ou uso na pele ferida, pode resultar em uma concentração plasmática mais alta do que a normal.
Possíveis sinais de toxicidade sistêmica são similares àqueles observados após administração de lidocaína como um agente anestésico local, e pode incluir os seguintes sinais e sintomas: tonturas, vômitos, sonolência, convulsões, midríase, bradicardia, arritmia e choque.
Adicionalmente, as interações medicamentosas relacionadas às concentrações sistêmicas de lidocaína com beta-bloqueadores, inibidores do CYP3A4 (ex. derivados imidazol, macrolídeos) e agentes antiarrítmicos podem se tornar relevantes em casos de superdose.
No caso de uma suspeita de superdose o emplastro deve ser removido e medidas de suporte devem ser tomadas, conforme a necessidade clínica. Não há antídoto para lidocaína.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001.
Dizeres legais
MS – 1.8610.0002 Farmacêutico responsável: Marcelo Mesquita – CRF-SP n˚ 31.885
SAC: 0800 205 2050 Fabricado por:
Teikoku Seiyaku Co., Ltd.
567 Sanbonmatsu, Higashikagawa, Kagawa – Japão Embalado por:
Grünenthal GmbH Zieglerstraße 6 - Aachen - Alemanha Importado por:
Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.
Avenida Guido Caloi, 1935, Bl. B e Bl. C – 1º andar – São Paulo – SP CNPJ:
10.555.143/0001-13
VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 23/02/2021.
V7- R0221/SmPC BR00.1
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 5% EMPL CT ENV PE/AL X 10 | Tarja vermelha | 7898582380206 | R$ 169,86 |
| 5% EMPL CT ENV PE/AL X 30 | Tarja vermelha | 7898582380237 | R$ 509,59 |