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Bulas de Remédios
Tarja vermelha Genérico disponível Uso hospitalar em algumas apresentações

Itraconazol

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · antimicotico.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoItraconazol
Classe terapêuticaAntimicotico
Medicamento de referênciaSporanox
Nomes comerciais13 de 10 fabricantes
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 57,67
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA · 07/06/2024
PARA QUE SERVE

Sporanox ® é um medicamento utilizado no tratamento de infecções fúngicas (micoses) da vagina, pele, boca, olhos, unhas ou órgãos internos.

COMO USAR

Como usar Sporanox ® deve ser administrado por via oral. Você deve tomar Sporanox ® imediatamente após uma refeição.

EFEITOS COLATERAIS

14 Como todos os medicamentos, Sporanox ® pode causar reações adversas; no entanto estas reações não se manifestam em todas as pessoas.

QUEM NÃO DEVE USAR

Não utilize Sporanox ®: - Se você for alérgico ao itraconazol ou a qualquer um dos componentes do medicamento; - Se você estiver grávida (a menos que seu médico saiba que você está grávida e decida que você precisa tomar Sporanox ®); - Se você estiver em idade fértil, você deve tomar precauções…

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Sporanox

Referência · Janssen-cilag Farmacêutica Ltda · Reg. MS 1.1236.0028 · bula de 07/06/2024

Versão para o paciente

—

Identificação do medicamento

SPORANOX ® (itraconazol) Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. cápsulas duras 100 mg 1 Sporanox ® cápsulas duras itraconazol

—

Apresentações

Cápsulas duras de 100 mg de itraconazol em embalagens contendo 4, 10, 15 ou 28 cápsulas.

Uso oral

Uso adulto

—

Composição

Cada cápsula contém 100 mg de itraconazol.

Excipientes: hipromelose, núcleos individualizados (esferas de açúcar compostas de amido, água purificada e sacarose) e macrogol.

01

Para que este medicamento é indicado?

Sporanox ® é um medicamento utilizado no tratamento de infecções fúngicas (micoses) da vagina, pele, boca, olhos, unhas ou órgãos internos.

02

Como este medicamento funciona?

Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe a síntese do ergosterol em células fúngicas. O ergosterol é um componente vital da membrana celular dos fungos. A inibição da sua síntese tem como última consequência um efeito antifúngico.

Nas infecções de pele, as lesões irão desaparecer completamente apenas em algumas semanas após o término do tratamento (2 a 4 semanas). Sporanox ® mata o fungo propriamente, mas a lesão desaparece junto com o crescimento da pele sadia.

As lesões das unhas desaparecem apenas 6 a 9 meses após o final do tratamento uma vez que Sporanox ® apenas mata o fungo, havendo necessidade de a unha crescer para a cura ser observada. Portanto, não se preocupe se você 2 não notar melhora durante o tratamento: o medicamento permanecerá na unha por vários meses exercendo seu efeito.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não utilize Sporanox ®:

  • Se você for alérgico ao itraconazol ou a qualquer um dos componentes do medicamento;
  • Se você estiver grávida (a menos que seu médico saiba que você está grávida e decida que você precisa tomar Sporanox ®);
  • Se você estiver em idade fértil, você deve tomar precauções contraceptivas adequadas para ter certeza de que não engravidará enquanto estiver tomando Sporanox ®. Como Sporanox ® permanece no organismo por algum tempo após o término do tratamento, você deve continuar com as medidas contraceptivas até a próxima menstruação após o final do tratamento com Sporanox ® cápsulas;
  • Se você possui insuficiência cardíaca (também chamada de insuficiência cardíaca congestiva ou ICC) Sporanox ® pode agravar a doença. Caso seu médico decida que você deva utilizar Sporanox ® mesmo que você tenha essa condição, procure auxílio médico imediatamente se você tiver falta de ar, ganho de peso inesperado, inchaço das pernas, fadiga não usual ou começar a acordar durante a noite.

Você também não deve utilizar certos medicamentos enquanto estiver utilizando Sporanox ® cápsulas. Existem muitos medicamentos que interferem com Sporanox ® cápsulas (vide “O que devo saber antes de usar este medicamento? – Interações medicamentosas”).

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência cardíaca.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Informe seu médico ou farmacêutico se você estiver usando qualquer outro medicamento, pois o uso em conjunto com alguns medicamentos pode ser prejudicial.

Você deve informar ao seu médico se possui algum problema de fígado, pois pode ser necessário ajustar a dose de Sporanox ® cápsulas.

Este medicamento pode causar danos ao fígado. Por isso, seu uso requer acompanhamento médico estrito e exames laboratoriais periódicos para controle.

Você deve parar de tomar Sporanox ® cápsulas e procurar seu médico imediatamente se qualquer dos seguintes sintomas aparecer durante o tratamento com Sporanox ®: falta de apetite, náuseas, vômitos, cansaço, dor abdominal, coloração amarelada da pele ou dos olhos, fezes claras (nas evacuações) ou urina muito escura. Se for 3 necessário que você tome Sporanox ® cápsulas, seu médico poderá solicitar monitoramento sanguíneo constante.

Esta ação tem como objetivo descartar distúrbios hepáticos em tempo hábil, já que estes distúrbios podem ocorrer, embora muito raramente.

Você deve informar ao seu médico se possui algum problema no coração. Informe imediatamente ao seu médico se apresentar falta de ar, aumento de peso inesperado, inchaço das pernas, cansaço não usual, ou se você começar a acordar durante a noite, pois estes podem ser sintomas de insuficiência cardíaca.

Este medicamento pode aumentar o risco de alteração grave nos batimentos cardíacos, que pode ser potencialmente fatal (morte súbita).

Não tome este medicamento se você tiver uma alteração no coração chamada síndrome congênita de prolongamento do intervalo QT (ou síndrome do QT longo), ou se você já teve algum episódio de ritmo cardíaco anormal, porque pode ser perigoso e provocar alterações do ritmo do coração, inclusive com risco de morte.

Avise seu médico se você tiver bradicardia (diminuição da frequência cardíaca), insuficiência cardíaca ou outras doenças do coração, ou se você souber que tem baixo nível de potássio ou de magnésio no sangue.

Avise seu médico se você estiver utilizando outros medicamentos, especialmente medicamentos que causam prolongamento do intervalo QT (alteração do ritmo do coração no eletrocardiograma), medicamentos para arritmia (para corrigir o ritmo do coração) ou medicamentos diuréticos (remédios para eliminar água do corpo).

Você deve informar ao seu médico se possui algum problema no rim, pois pode ser necessário ajustar a dose de Sporanox ®.

Informe ao seu médico ou procure assistência médica imediatamente se você apresentar uma reação alérgica grave (caracterizada por erupção de pele significativa, coceira, urticária, dificuldade para respirar e/ou inchaço da face) durante o tratamento com Sporanox ® cápsulas.

Pare de tomar Sporanox ® cápsulas e informe ao seu médico imediatamente se você se tornar muito sensível à luz solar.

Pare de tomar Sporanox ® e informe ao seu médico imediatamente se você apresentar um problema de pele grave, como erupção disseminada com descamação da pele e bolhas na boca, olhos e genitais, ou uma erupção cutânea com pequenas pústulas ou bolhas.

Pare de tomar Sporanox ® cápsulas e informe ao seu médico imediatamente se você apresentar qualquer sensação de formigamento, diminuição da sensibilidade ou fraqueza nos membros ou outros problemas com os nervos dos braços ou pernas.

Informe ao seu médico se você já apresentou reação alérgica a Sporanox ® cápsulas ou a outro antifúngico.

4 Antes de iniciar o tratamento com Sporanox ® cápsulas, informe ao seu médico se você apresenta fibrose cística.

Informe ao seu médico se você for um paciente neutropênico (apresentar número de neutrófilos sanguíneos abaixo do normal), com AIDS ou transplantado. A dose de Sporanox ® cápsulas deverá ser ajustada com base em sua resposta clínica.

Pare de tomar Sporanox ® cápsulas e informe ao médico imediatamente se você apresentar qualquer sintoma de perda da audição. Em casos muito raros, pacientes tomando Sporanox ® relataram perda temporária ou permanente da audição.

Informe ao seu médico se sua visão se tornar turva ou se você tiver visão dupla, ouvir um zumbido no ouvido, perder a capacidade de controlar a urina ou urinar muito mais do que o normal.

Gravidez Você não deve usar Sporanox ® durante a gravidez.

Se você está em idade que pode engravidar, tome medidas contraceptivas adequadas para não ficar grávida enquanto estiver tomando o medicamento.

Como Sporanox ® permanece no organismo durante algum tempo após o término do tratamento, você deve continuar a usar algum método anticoncepcional até o próximo ciclo menstrual depois da interrupção do Sporanox ®.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Amamentação Você deve informar ao médico se está amamentando, pois pequenas quantidades de Sporanox ® podem estar presentes no leite materno.

Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas Algumas vezes Sporanox ® pode causar tontura, visão turva/dupla ou perda da audição. Se você apresentar estes sintomas, você não deve dirigir ou operar máquinas.

Atenção: contém sacarose, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicosegalactose.

5 Este medicamento não deve ser usado por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase. Atenção: contém 175,68 mg de sacarose por cápsula.

Interações Medicamentosas Você deve comunicar ao seu médico quais os medicamentos que você está usando no momento. Em particular, você não deve tomar alguns medicamentos ao mesmo tempo e, se isto ocorrer, algumas alterações serão necessárias, em relação à dose, por exemplo.

Medicamentos que nunca devem ser tomados enquanto você utilizar Sporanox ® cápsulas:

  • terfenadina, astemizol e mizolastina, para alergia;
  • bepridil, felodipino, nisoldipino, lercanidipino, ivabradina, ranolazina, eplerenona, para tratar angina (sensação de aperto ou dor no peito) ou hipertensão (pressão alta);
  • ticagrelor, para diminuir a coagulação sanguínea;
  • cisaprida, um medicamento utilizado para certos problemas digestivos;
  • sinvastatina, lomitapida e lovastatina, que diminuem o colesterol;
  • midazolam (oral) e triazolam, que são comprimidos para dormir;
  • lurasidona, pimozida e sertindol, para distúrbios psicóticos;
  • levacetilmetadol (levometadil) e metadona, para tratar dor intensa ou para dependência química;
  • halofantrina, para tratar malária;
  • irinotecano e mobocertinibe, medicamentos contra o câncer;
  • di-hidroergotamina ou ergotamina (chamados alcaloides de Ergot), usados no tratamento da enxaqueca;
  • ergometrina (ergonovina) ou metilergometrina (metilergonovina), (chamados de alcaloides de Ergot), usados para controlar o sangramento e manter a contração uterina após o parto;
  • disopiramida, dronedarona, quinidina e dofetilida, para tratar irregularidades do batimento cardíaco;
  • domperidona, para tratar náusea e vômito;
  • isavuconazol, para tratar infecções fúngicas;
  • naloxegol, para tratar constipação causada pela ingestão de analgésicos opiáceos;
  • avanafila, para tratar disfunção erétil;
  • dapoxetina, para tratar ejaculação precoce;
  • finerenona, para tratar problemas no rim em pacientes com diabetes tipo 2;
  • voclosporina, para tratar problemas no rim relacionados ao lúpus.

6 Medicamentos que nunca devem ser tomados enquanto você utilizar Sporanox ® cápsulas, se você tiver insuficiência renal ou hepática:

  • colchicina, para tratar gota;
  • fesoterodina ou solifenacina; quando usadas para controlar bexiga urinária irritada;
  • telitromicina; um antibiótico.

Medicamentos que nunca devem ser tomados enquanto você utilizar Sporanox ® cápsulas, se você souber que não digere medicamentos que são decompostos/metabolizados pela enzima CYP2D6:

  • eliglustate.

Medicamentos que nunca devem ser tomados enquanto você utilizar Sporanox ® cápsulas, se você tiver leucemia linfocítica crônica/linfoma linfocítico de pequenas células e você queira iniciar esse medicamento ou esteja fazendo ajustes de dose:

  • venetoclax.

Após o término do tratamento com Sporanox ®, você deve aguardar pelo menos duas semanas antes de tomar qualquer um destes medicamentos.

Medicamentos que não são recomendados pois podem diminuir a ação de Sporanox ® cápsulas:

  • carbamazepina, fenitoína e fenobarbital, para tratar epilepsia;
  • rifampicina, rifabutina e isoniazida, para tratar tuberculose;
  • efavirenz e nevirapina, para tratar HIV/AIDS.

Portanto, você sempre deve informar ao seu médico se estiver usando qualquer um destes medicamentos para que medidas apropriadas possam ser adotadas.

Após o término do tratamento com qualquer um destes medicamentos, você deve aguardar pelo menos duas semanas antes de tomar Sporanox ® cápsulas.

Medicamentos não recomendados, exceto se o médico julgar necessário:

  • axitinibe, bosutinibe, carbazitaxel, cabozanitibe, ceritinibe, cobimetinibe, crizotinibe, dabrafenibe, dasatinibe, docetaxel, entrectinibe, glasdegibe, ibrutinibe, lapatinibe, nilotinibe, olaparibe, pazopanibe, 7 regorafenibe, sunitinibe, talazoparibe, trabectedina, trastuzumabe entansina, alcaloide da vinca, usados no tratamento do câncer;
  • riociguate, sildenafila, tadalafila, quando usados para tratar hipertensão pulmonar (aumento da pressão sanguínea nas veias do pulmão);
  • everolimo, rapamicina (também conhecida como sirolimo), usualmente utilizadas após transplante de órgão;
  • bedaquilina, rifabutina, para tratar tuberculose;
  • conivaptana, tolvaptana, para tratar baixas quantidades de sódio no sangue;
  • apixabana, edoxabana, rivaroxabana, para diminuir a coagulação do sangue;
  • alfuzosina, sildosina, para tratar crescimento benigno da próstata;
  • alisquireno, para tratar hipertensão (pressão alta);
  • sildenafila, quando usado para tratar hipertensão pulmonar (aumento da pressão sanguínea nas veias do pulmão);
  • carbamazepina, para tratar epilepsia;
  • colchicina, para tratar gota;
  • darifenacina, para tratar incontinência urinária;
  • fentanila, um medicamento potente para analgesia;
  • vorapaxar, para tratar ataques cardíacos ou derrames;
  • salmeterol, para melhorar a respiração;
  • tansulosina, para tratar a incontinência urinária masculina;
  • vardenafila, para tratar a disfunção erétil;
  • Saccharolmyces boulardii, para tratar diarreia;
  • Lumacaftor/ivacaftor, usados para tratar Fibrose Cística.

Após o término do tratamento com Sporanox ® cápsulas você deve aguardar pelo menos duas semanas antes de tomar qualquer um destes medicamentos, exceto se o seu médico julgar que a administração é necessária.

Medicamentos não recomendados enquanto você está sendo tratado com Sporanox ® cápsulas, quando você estiver tomando uma dose estável do medicamento para leucemia linfocítica crônica/linfoma linfocítico de pequenas células ou a qualquer momento durante o tratamento para leucemia mieloide aguda:

  • venetoclax.

Aguarde pelo menos 2 semanas após parar de tomar Sporanox ® cápsulas antes de começar a usar esse medicamento, a não ser que o seu médico entenda que seja necessário.

8 Medicamentos que podem requerer uma alteração da dose (ou de Sporanox ® cápsulas ou do outro medicamento):

  • ciprofloxacino, claritromicina, eritromicina e telitromicina, que são antibióticos;
  • delamanida, usada para tratar de tuberculose;
  • trimetrexato, usado para tratar pneumonia em pacientes com problema no sistema imunológico;
  • bosentana, digoxina, nadolol, e certos bloqueadores do canal de cálcio, incluindo verapamil), que agem no coração ou vasos sanguíneos;
  • guanfacina, usado para tratar Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade;
  • diltiazem, usado para tratar hipertensão;
  • cumarínicos (por exemplo varfarina), cilostazol e dabigatrana, que diminuem a coagulação sanguínea;
  • metilprednisolona, budesonida, ciclesonida, fluticasona ou dexametasona, (medicamentos administrados por via oral, injetável ou inalatória para o tratamento de inflamações, asma e alergias);
  • ciclosporina, tacrolimo, tensirolimo, que são medicamentos utilizados geralmente após transplantes de órgãos;
  • cobicistate, elvitegravir potencializador, fumarato de tenofovir desoproxila (TDF), maraviroque e inibidores da protease: indinavir, ritonavir, darunavir potencializado, fosamprenavir potencializado com ritonavir, saquinavir, que são usados no tratamento de HIV/AIDS;
  • dienogeste, ulipristal: usado como contra contraceptivo;
  • asunaprevir, boceprevir, daclatasvir, vaniprevir potencializado, , usado no tratamento da hepatite C;
  • bortezomibe, brentuximabe vedotina, bussulfano, erlotinibe, gefitinibe, idelalisibe, imatinibe, ixabepilona, nintedanibe, panobinostate, pemigatinibe, ponatinibe, ruxolitinibe, sonidegibe, tretinoina (oral), vandetanibe, utilizados no tratamento do câncer;
  • buspirona, perospirona, ramelteona, midazolam IV, alprazolam e brotizolam, usados para ansiedade ou para dormir (tranquilizantes);
  • alfentanila, buprenorfina, oxicodona e sufentanila, que são medicamentos fortes para tratar dor;
  • repaglinida e saxagliptina, para tratar diabetes;
  • aripiprazol, cariprazina, haloperidol, quetiapina e risperidona, para tratar psicose;
  • suvorexanto, zopiclona, para tratar insônia;
  • aprepitanto, netupitanto, para tratar a náusea e o vômito durante tratamento de câncer;
  • loperamida, para tratar diarreia;
  • fesoterodina, imidafenacina, oxibutinina, solifenacina e tolterodina, usados para controlar a bexiga irritada;

9

  • dutasterida, usado para tratar aumento benigno da próstata;
  • sildenafila, tadalafila, udenafila, para tratar disfunção erétil;
  • praziquantel, para tratar fasciolíase e teníase;
  • bilastina, ebastina, rupatadina, usados para alergia;
  • reboxetina, venlafaxina, para tratar depressão e ansiedade;
  • atorvastatina, para redução do colesterol;
  • meloxicam, para tratar inflamação e dor de articulações;
  • cinacalcete, para tratar a atividade excessiva da paratireoide;
  • mozavaptana, para tratar o nível baixo de sódio no sangue
  • alitretinoína (formulação oral), para tratar eczema;
  • cabergolina, para tratar doença de Parkinson;
  • canabinoides, para tratar náusea e vômito, perda de peso em pacientes com problemas no sistema imunológico e espasmos musculares em pacientes com Esclerose Múltipla;
  • Valbenazina, para tratar movimentos da boca, língua, mandíbula e, às vezes, membros, que não podem ser controlados (discinesia tardia);
  • eletriptana, para tratamento da enxaqueca;
  • telitromicina, para tratar pneumonia;
  • ivacaftor, para tratar Fibrose Cística.
  • galantamina; para tratar a doença de Alzheimer.
  • glecaprevir/pibrentasvir; elbasvir/grazoprevir; combinações de ombitasvir/paritaprevir/ritonavir (com ou sem dasabuvir), para tratar a hepatite C.

Se você sabe que você metaboliza/decompõe medicamentos que são decompostos pela enzima CYP2D6 muito rapidamente, você deve verificar com seu médico se você pode tomar este medicamento, pois pode ser necessária uma mudança de dose:

  • eliglustate.

Informe ao seu médico se você estiver tomando qualquer um destes medicamentos. Esta não é uma lista completa de medicamentos. Portanto, informe o seu médico sobre todos os medicamentos que você toma.

Deve haver acidez estomacal suficiente para garantir que Sporanox ® cápsulas seja apropriadamente absorvido pelo organismo. Desta forma, medicamentos que neutralizam a acidez estomacal (antiácidos) devem ser tomados 10 pelo menos duas horas antes da ingestão de Sporanox ® cápsulas ou somente duas horas após a ingestão de Sporanox ® cápsulas. Pela mesma razão, se você toma medicamentos que interrompem a produção estomacal de ácido, você deve tomar Sporanox ® cápsulas junto com refrigerantes não dietéticos à base de cola.

Em caso de dúvida consulte seu médico ou farmacêutico.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Você deve conservar Sporanox ® cápsulas em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC), protegido da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto Físico As cápsulas de Sporanox ® são de gelatina, com tampa de cor azul opaco e corpo rosa transparente, e preenchidas por pequenas esferas de cor creme que contêm itraconazol.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Como usar Sporanox ® deve ser administrado por via oral.

Você deve tomar Sporanox ® imediatamente após uma refeição. As cápsulas devem ser tomadas inteiras com auxílio de água.

11 Dose Você deve sempre tomar Sporanox ® cápsulas imediatamente após uma refeição completa, pois este medicamento atua melhor desta maneira. A dose e a duração do tratamento dependem do tipo de fungo e do local de infecção em seu corpo. Seu médico vai informá-lo exatamente o que fazer.

As seguintes doses são utilizadas com maior frequência:

Tipo de infecção cápsulas por dia

Duração do

Tratamento

  • Infecção vaginal 2 cápsulas duas vezes ao dia ou 2 cápsulas uma vez ao dia 1 dia ou 3 dias
  • Infecção cutânea: dependendo das suas necessidades pessoais, o seu médico irá escolher a dose e o período de tratamento.

1 ou 2 cápsulas uma vez ao dia ou duas vezes ao dia Entre 5 e 15 dias Se as palmas das mãos ou solas dos pés estão envolvidas, você pode precisar tomar Sporanox ® cápsulas por 30 dias

  • Infecção bucal 1 cápsula uma vez ao dia 15 dias
  • Infecção ocular 2 cápsulas uma vez ao dia 21 dias
  • Infecção interna 1 a 4 cápsulas uma vez ao dia períodos longos 12
  • Infecção na unha: dependendo de suas necessidades pessoais, seu médico irá escolher a terapia contínua ou cíclica.

Terapia contínua para infecção da unha do pé 2 cápsulas uma vez ao dia 3 meses Terapia cíclica para infecção da unha 2 cápsulas duas vezes ao dia 1 semana Após isso, interromper Sporanox ® por 3 semanas.

Em seguida, o ciclo é repetido, uma vez para infecções das unhas das mãos e duas vezes para infecções das unhas dos pés (com ou sem infecções nas unhas das mãos (vide abaixo).

Local da infecção Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Semana 10 Unhas da mão apenas Tomar 2 cápsulas duas vezes ao dia Semanas livres de Sporanox ® Tomar 2 cápsulas duas vezes ao dia

PARAR Unhas do pé com ou sem envolvimento da unha da mão Tomar 2 cápsulas duas vezes ao dia Semanas livres de Sporanox ® Tomar 2 cápsulas duas vezes ao dia Semanas livres de Sporanox ® Tomar 2 cápsulas duas vezes ao dia

PARAR Infecções cutâneas: com infecções na pele, as lesões vão desaparecer completamente algumas semanas após o final do tratamento com Sporanox ® cápsulas. Isto é típico das lesões causadas por fungos: o medicamento elimina o fungo, mas a lesão somente desaparece com o surgimento de uma pele saudável.

Infecções nas unhas: as lesões de unhas desaparecem após 6 a 9 meses após o final do tratamento com Sporanox ® cápsulas, uma vez que o medicamento elimina apenas o fungo. A unha afetada ainda precisa crescer novamente após o fungo ser morto na unha infectada, o que ocorre em alguns meses. Então, não se preocupe se você não observar melhora durante o tratamento: o medicamento permanece agindo em suas unhas por vários meses para matar o fungo. Portanto, você deve interromper o tratamento conforme instruído por seu médico, mesmo que você não observe nenhuma melhora.

Infecções em órgãos internos: doses mais elevadas com Sporanox ® cápsulas podem ser necessárias por mais tempo.

Você deve sempre seguir as instruções do seu médico, pois ele pode adaptar o tratamento de acordo com as suas necessidades.

13 Populações especiais

  • Uso pediátrico O uso de Sporanox ® cápsulas em pacientes pediátricos não é recomendado.
  • Uso em idosos O uso de Sporanox ® cápsulas em pacientes idosos deve ser avaliado pelo médico. Em geral, o médico selecionará uma dose adequada para o paciente idoso com base na avaliação de sua função hepática, renal ou cardíaca e com base na presença de outra doença concomitante ou outro tratamento medicamentoso.
  • Uso em pacientes com insuficiência hepática ou insuficiência renal Sporanox ® cápsulas deve ser administrado com cautela em pacientes com insuficiência hepática (redução da função do fígado) ou insuficiência renal (redução da função dos rins). Se necessário, o médico deverá ajustar a dose para estes pacientes.
  • Uso em pacientes com acidez gástrica diminuída Em pacientes com acidez gástrica diminuída, recomenda-se administrar as cápsulas de Sporanox ® com uma bebida ácida (como um refrigerante não dietético, à base de cola).

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se você esquecer de tomar seu medicamento, tome a próxima dose normalmente e continue com seu medicamento como recomendado pelo médico. Não tome uma dose dupla.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

14 Como todos os medicamentos, Sporanox ® pode causar reações adversas; no entanto estas reações não se manifestam em todas as pessoas. Informe ao seu médico se você notar algumas das seguintes reações adversas durante a utilização de Sporanox ®:

 Os seguintes sintomas podem ocorrer: dor de estômago, náuseas, vômitos, diarreia, dor abdominal, constipação (prisão de ventre) ou excesso de gás no estômago. Falta de ar, tosse, líquido nos pulmões, alteração da voz, sinusite, inflamação do nariz, infecção do trato respiratório superior, dor de cabeça, distúrbio menstrual, disfunção erétil, tonturas, confusão, tremor, sonolência, fadiga (cansaço), calafrios, fraqueza ou dor muscular, dor nas articulações, dor, dor no peito, inchaço, inchaço generalizado, inflamação do pâncreas, paladar desagradável, febre, transpiração excessiva, perda de cabelo também podem ocorrer. Além disso, também podem ocorrer aumento da frequência cardíaca, diminuição da frequência cardíaca, aumento da pressão arterial, diminuição da pressão arterial, ou insuficiência cardíaca. Podem ocorrer alterações nos testes laboratoriais, tais como diminuição dos níveis de granulócitos (células de defesa no corpo humano), diminuição dos glóbulos brancos, diminuição das plaquetas, diminuição de magnésio no sangue, diminuição de potássio no sangue, aumento de potássio no sangue, aumento de açúcar no sangue, aumento de creatina fosfoquinase (enzima presente em vários tecidos e tipos de células) no sangue, aumento de enzimas hepáticas (do fígado), aumento de bilirrubina (substância amarelada encontrada na bile) no sangue, aumento de triglicérides (principais gorduras em nosso organismo) no sangue, ou aumento da ureia (substância produzida no fígado, resultante do metabolismo de proteínas e eliminada pela urina) sanguínea.

 Pode ocorrer hipersensibilidade (alergia) com Sporanox ® cápsulas. Podem ser reconhecidas como:

Comum: erupção cutânea, coceira, urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa coceira), falta de ar ou dificuldade respiratória, e/ou inchaço na face. Incomum: sensibilidade diminuída nos membros, sensação de formigamento nos membros, ou outros problemas com os nervos dos braços ou das pernas. Muito raro: hipersensibilidade (alergia) à luz solar, distúrbio grave da pele (erupção cutânea generalizada com descamação da pele e bolhas na boca, olhos e órgãos genitais ou erupção cutânea com pequenas pústulas ou bolhas).

 Você pode ter um ou mais dos seguintes sintomas que podem estar relacionados com insuficiência cardíaca: falta de ar, ganho de peso inesperado, inchaço das pernas, fadiga incomum, ou começar a acordar de madrugada.

 Hipertensão devido ao aumento dos níveis de potássio pela aumentada excreção de sódio e água pelos rins 15  Podem aparecer um ou mais dos seguintes sintomas que podem estar relacionados com distúrbios hepáticos: falta de apetite, náuseas, vômitos, cansaço, dor abdominal, icterícia (cor amarelada nos olhos e na pele), urina muito escura e fezes esbranquiçadas.

 Sua visão pode ficar turva ou você pode ver em duplicidade. Você pode ouvir um zumbido em seus ouvidos. Você pode perder a capacidade de controlar sua urina ou urinar muito mais do que o habitual. Você pode ter perda auditiva temporária ou permanente.

Você deve informar ao seu médico ou farmacêutico se qualquer uma dessas reações adversas se tornar grave, ou se você apresentar qualquer reação adversa não listada nesta bula.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Se você tomar uma grande quantidade do medicamento acidentalmente, deve procurar um médico imediatamente.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro – 1.1236.0028 Farm. Resp.: Erika Diago Rufino – CRF/SP n° 57.310 Registrado por:

Janssen-cilag farmacêutica ltda.

Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo – SP - CNPJ 51.780.468/0001-87 Produzido por:

Johnson & Johnson Industrial Ltda. São José dos Campos – SP 16 Indústria Brasileira ®Marca Registrada Venda sob prescrição Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 10/05/2024.

Ccds 2302

Vp tv 12.0

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Produto Data do expediente Nº do expediente Assunto Data do expediente Nº do expediente Assunto Data de aprovação Itens de bula Versões (VP/VPS) Apresentações relacionadas Sporanox (itraconazol) 06/11/2014 0464663/14-1 10458 - MEDICAMENTO NOVO - Inclusão Inicial de Texto de Bula – RDC 60/12 06/11/2014 0464663/14-1 10458 - MEDICAMENTO NOVO - Inclusão Inicial de Texto de Bula – RDC 60/12 06/11/2014 VP: Todos VPS: Todos

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 21/08/2018 0821434/18-4 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 21/08/2018 0821434/18-4 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 21/08/2018 VP: 4 e 9 VPS: 3, 4, 5 e 6

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 05/03/2019 0397217/19-8 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 23/1/2019 0072099/19-2 0072100/19-0 0072108/19-5 11121 - RC 73/2016 - NOVO - Inclusão de nova indicação terapêutica 11192 - MEDICAMENTO NOVO - Exclusão de indicação terapêutica 11118 - RDC 73/2016 - NOVO - Alteração de posologia 05/03/2019 VP: 6 VPS: 1 e 8

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 20/11/2020 4099319/20-1 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – publicação no Bulário RDC 60/12 20/11/2020 4099319/20-1 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – publicação no Bulário RDC 60/12 20/11/2020 VP: Dizeres Legais VPS: 9, Dizeres Legais

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 14/09/2021 3634330/21-0 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – publicação no Bulário RDC 60/12 14/09/2021 3634330/21-0 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – publicação no Bulário RDC 60/12 14/09/2021 VP: Identificação do Medicamento,

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Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

SPORANOX ® (itraconazol) Janssen-Cilag Farmacêutica Ltda. cápsulas duras 100 mg 1 Sporanox ® cápsulas duras itraconazol

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Apresentações

Cápsulas duras de 100 mg de itraconazol em embalagens contendo 4, 10, 15 ou 28 cápsulas.

Uso oral

Uso adulto

—

Composição

Cada cápsula contém 100 mg de itraconazol.

Excipientes: hipromelose, núcleos individualizados (esferas de açúcar compostas de amido, água purificada e sacarose) e macrogol.

01

Indicações

Sporanox ® é indicado para as seguintes patologias:

  • Indicações ginecológicas: o Tratamento de candidíase vulvovaginal.
  • Indicações dermatológicas/mucosas/oftalmológicas: o Tratamento de dermatomicoses, incluindo regiões altamente queratinizadas, como na tinea da palma das mãos e da planta dos pés; o Tratamento de pitiríase versicolor; o Tratamento de candidíase oral; o Tratamento de ceratite fúngica.
  • Tratamento de onicomicoses causadas por dermatófitos e/ou leveduras.
  • Micoses sistêmicas, somente nas seguintes infecções fúngicas: o Tratamento de aspergilose e candidíase sistêmicas; o Profilaxia de infecções fúngicas em pacientes imunocomprometidos com neutropenia grave; o criptococose (incluindo meningite criptocócica);

 Tratamento de pacientes imunocomprometidos com criptococose e em todos os pacientes com criptococose do sistema nervoso central, somente quando o tratamento de primeira linha é considerado inapropriado ou se mostrou ineficaz;

2  Para terapia de manutenção de meningite criptocócica em pacientes com AIDS, somente quando o tratamento de primeira linha é considerado inapropriado ou se mostrou ineficaz. o Tratamento de histoplasmose; o Histoplasmose, terapia de manutenção apenas em pacientes com AIDS; o Talaromicose (anteriormente, Peniciliose), terapia de manutenção apenas em pacientes com AIDS; o Tratamento de blastomicose; o Tratamento de esporotricose, incluindo linfocutânea/cutânea e extracutânea; o Tratamento de paracoccidioidomicose o Tratamento de cromomicose

02

Resultados de eficácia

Dermatofitoses Em um estudo multicêntrico envolvendo 2.741 pacientes com infecções por dermatófitos, no qual os pacientes foram tratados durante 15 ou 30 dias com 100 mg de itraconazol diariamente, a taxa de resposta foi de 93% para o tratamento de Tinea corporis / Tinea cruris durante 15 dias. A resposta ao tratamento em pacientes com Tinea pedis / Tinea manus foi de 85% e 86% em grupos tratados durante 15 e 30 dias, respectivamente. O tempo mediano para o início da melhora clínica foi de 7 a 8 dias.

1 Um estudo duplo-cego, controlado com placebo utilizando 50 mg de itraconazol demonstrou uma taxa de cura significativamente superior ao placebo. Comparando-se 50 mg e 100 mg administrados diariamente até obter-se a cura clínica em 173 pacientes com 185 locais de infecção (91 casos de Tinea corporis / cruris, 94 casos de Tinea pedis / manus) observou-se que ambos foram efetivos com resposta de 80% em todos os grupos tratados, sendo que os pacientes recebendo 100 mg diários manifestaram sinais de melhora mais rápida.

2 Criptococose Foi descrito o uso de 200 mg de itraconazol duas vezes/dia em 48 pacientes com infecções criptococócicas. Entre os 28 pacientes avaliáveis com meningite criptococócica, 24 tinham AIDS. Dezoito dos 28 pacientes obtiveram resposta completa (resolução clínica e culturas do líquor negativas); seis pacientes tiveram resposta parcial e em quatro a terapia falhou. Respostas parciais ou falhas estavam associadas a falhas de tratamentos antifúngicos prévios, doença grave, baixas concentrações séricas de itraconazol ou resistência do microrganismo.

1 Aspergilose Aspergilose invasiva é mais frequentemente observada em pacientes imunocomprometidos e está associada à alta morbidade e mortalidade.

Em três séries, um total de 54 pacientes com aspergilose invasiva foi tratado com 100 a 400 mg de itraconazol diariamente. Praticamente todos os pacientes estavam imunocomprometidos. No geral, 42 pacientes foram considerados curados após tratamento com itraconazol.

1 Em uma visão geral e experiências utilizando itraconazol para tratar micoses sistêmicas, 78% dos pacientes (n = 60) diagnosticados com aspergilose invasiva obtiveram melhora através do tratamento com itraconazol, 53% ficaram curados ou melhoraram significativamente e 25% obtiveram melhora moderada, com doses diárias de 200 mg por um período de duração de 4 meses.

2 Blastomicose Quarenta e oito pacientes com cultura ou histopatologia com evidência de blastomicose foram tratados com doses diárias de 200 a 400 mg de itraconazol. O tratamento foi considerado sucesso em 43 pacientes (89,5%) e teve duração mediana de 6,2 meses.

1 Paracoccidioidomicose 3 Em 51 pacientes tratados com 50 ou 100 mg de itraconazol diariamente durante 6 a 12 meses, foi observada cura clínica ou melhora significativa dos sintomas em 100% dos pacientes.

1 Pitiríase versicolor Um estudo envolveu 60 pacientes com pitiríase versicolor, escolhidos randomicamente e divididos em 3 grupos de 20 pacientes cada. Fez-se uma avaliação clínica e micológica antes do tratamento e no 7° e 28° dias após o tratamento. Doses de 400 mg/dia durante 3 dias e 200 mg/dia durante 5 dias foram consideradas eficazes para tratamento de pitiríase versicolor.

3 Em um estudo multicêntrico aberto, não comparativo, foram analisados 333 pacientes que receberam duas cápsulas de 100 mg de itraconazol, via oral, uma vez ao dia durante cinco dias. Os pacientes foram submetidos a avaliações clínica e micológica pré-tratamento e 30 dias após o término do tratamento. Observou-se cura micológica em 93,7% dos casos.

4 Candidíase vaginal Estudo multicêntrico, simples-cego, randomizado, de grupos paralelos foi realizado utilizando 200 mg de itraconazol duas vezes ao dia em 109 pacientes com candidíase vaginal. A cura micológica após uma semana de tratamento foi alcançada em 74% das pacientes tratadas com itraconazol. Um número significativamente maior de pacientes preferiu o tratamento com itraconazol ao tratamento prévio recebido.

5 Pacientes com candidíase vulvovaginal aguda micologicamente confirmada (n = 229) foram randomicamente distribuídas para receber: 200 mg de itraconazol duas vezes ao dia por 1 dia, comparativo oral ou comparativo tópico. Obteve-se cura micológica em 96% das pacientes do grupo itraconazol, comprovando sua eficácia no tratamento da candidíase vaginal aguda.

6 Foram estudadas 101 pacientes portadoras de candidíase vaginal, confirmadas clínica e micologicamente em um estudo multicêntrico aberto, comparativo, randomizado. A dose de itraconazol foi 200 mg, duas vezes ao dia, por um dia. No 28° dia, os resultados mostraram que 70% das mulheres do grupo itraconazol estavam clinicamente e micologicamente curadas enquanto que no grupo comparativo esta resposta foi de 40%. Considerando-se somente a cura micológica, o percentual foi de 84%.

7 Candidíase oral e esofágica Estudou-se a atividade do itraconazol e de outro agente com atividade antifúngica em 111 pacientes HIV positivos com candidíase oral e esofágica. Os pacientes foram randomicamente distribuídos para receber 200 mg/dia de itraconazol ou 200 mg de cetoconazol duas vezes/dia durante 28 dias, em estudo duplo-cego. Após uma semana de tratamento, 75% e 82% dos pacientes recebendo itraconazol e cetoconazol, respectivamente, responderam clinicamente e após 4 semanas de tratamento esta taxa aumentou para 93% em ambos os grupos.

8 Onicomicoses Realizou-se um estudo envolvendo 182 pacientes tratados oralmente com itraconazol cápsulas duas vezes ao dia. A taxa de cura foi 90,9% em 55 dos pacientes com onicomicose nas unhas das mãos e 80,3% em 127 pacientes com onicomicose nas unhas dos pés e ambas ao mesmo tempo. A melhora do aspecto das infecções fúngicas foi de 98% e 96,5% para os pacientes com onicomicoses nos dedos das mãos e dos pés, respectivamente.

9 Histoplasmose Realizou-se um estudo com 37 pacientes HIV negativos com histoplasmose pulmonar crônica (27 pacientes) ou histoplasmose extrapulmonar localizada ou disseminada (10 pacientes). A principal doença de base era a doença pulmonar obstrutiva crônica tratada com doses altas de Sporanox ® (200-400 mg diários) durante uma média de 9 meses. O sucesso da terapia foi observado em 81% dos pacientes.

Todos os pacientes com a forma disseminada crônica, com envolvimento mediastinal ou nódulo parenquimatoso pulmonar, ou ambos, foram curados.

10 4 A eficácia de Sporanox ® foi avaliada em 27 pacientes adicionais portadores de AIDS com histoplasmose disseminada confirmada. Onze pacientes apresentavam reações sorológicas positivas. Os pacientes foram tratados com 200 mg diários (24 pacientes) ou 400 mg diários (3 pacientes) durante 6 meses e aqueles considerados curados após terapia de indução, foram mantidos com 100 mg/dia de Sporanox ® como terapia de supressão. Em geral, 85% dos pacientes responderam à terapia.

11 Esporotricose Um total de 78 pacientes com esporotricose foi tratado com 100 mg/dia de itraconazol, durante uma média de 94 dias. A resposta clínica global nos pacientes avaliáveis foi de 100% para o tipo cutâneo (n = 32) e 90% para o tipo linfático (n = 39). Um de dois pacientes com esporotricose disseminada respondeu ao tratamento. Ao final do tratamento as culturas foram negativas em 93% dos pacientes com esporotricose cutânea e em 82% dos pacientes com esporotricose linfática.

12 Referências bibliográficas 1. Zuckerman JM, Tunkel AR.. Itraconazole: A New Triazole Antifungal Agent. Infect Control Hosp. Epidemiol 1994, 15: 397 - 410.

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3. Kokturk A et al. Efficacy of Three Short-term Regimens of Itraconazole in the Treatment of Pityriasis Versicolor. Journal of Dermatological Treatment 2002, 13: 185 - 187.

4. Zaitz C., Sampaio S. Avaliação da Eficácia e Tolerabilidade do Itraconazol no Tratamento da Pitiríase Versicolor. An bras Dermatol. Rio de Janeiro 1995, 70 (3): 195 - 198.

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7. Kogos W, et al. Estudo Multicêntrico Comparativo da Eficácia, Tolerabilidade e Índice de Recidiva do itraconazol e do fluconazol, Por Via Oral, no Tratamento da Candidíase Vaginal. Ginecologia e Obstetrícia 1993, 4 (2): 89 - 97.

8. Smith DE. et al. Itraconazole versus Ketoconazole in the Treatment of Oral and Oesophageal Candidosis in Patients Infected with HIV.

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9. XU Li-bin et al. Treatment of Onychomycosis by Pulse Usage of Itraconazole. J Clin. Dermatol. 2002, Vol. 31, No 2.

10. Dismukes WE, Bradsher RW, Cloud GC, et al. Itraconazole Therapy for Blastomycosis and Histoplasmosis. Am J Med 1992, 93: 489 -497.

11. Negroni R. et al. Itraconazole in the Treatment of Histoplasmosis with AIDS. Mycoses 1992, 35: 281 - 287.

12. Data on file. Janssen Research Foundation, Belgium, 1990.

03

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas Mecanismo de ação Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe a síntese do ergosterol em células fúngicas. O ergosterol é um componente vital da membrana celular dos fungos. A inibição da sua síntese tem como última consequência um efeito antifúngico.

5 Relação farmacocinética/farmacodinâmica A relação farmacocinética/farmacodinâmica para itraconazol, e para os triazóis em geral, é pouco compreendida.

Efeitos farmacodinâmicos Microbiologia O itraconazol, um derivado triazólico, apresenta amplo espectro de ação.

Para o itraconazol, a interpretação de pontos de corte não foi estabelecida por CLSI para Candida spp. e fungos filamentosos.

Pontos de corte de EUCAST para itraconazol foram estabelecidos para Aspergillus flavus, A. fumigatus, A. nidulans e A. terreus, e são os seguintes: sensível  1 mg/L, resistente > 1 mg/mL. Os pontos de corte do EUCAST para itraconazol foram estabelecidos para Candida albicans e C. dubliniensis e são os seguintes: sensível ≤ 0,06 mg/L, resistente > 0,06 mg/L. Os pontos de corte do EUCAST para itraconazol foram estabelecidos para Candida parapsilosis e C. tropicalis e são os seguintes: sensível ≤ 0,125 mg/L, resistente > 0,125 mg/L. Pontos de corte interpretativos não foram estabelecidos pelo EUCAST para Candida glabrata, C. krusei, C. guilliermondii, Cryptococcus neoformans e para pontos de corte não relacionados à espécies específicas de Candida e Cryptococcus.

Estudos in vitro demonstraram que o itraconazol inibe o crescimento de um amplo espectro de fungos patogênicos aos seres humanos em concentrações geralmente entre ≤ 1 mcg/mL, incluindo:

Aspergillus spp., Blastomyces dermatitidis, Cladosporium spp., Coccidioides immitis, Cryptococcus neoformans, Geotrichum spp., Histoplasma spp., inclusive H. capsulatum, Paracoccidioides brasiliensis, Talaromyces (anteriormente, Penicillium) marneffei, Sporothrix schenckii e Trichosporon spp. O itraconazol também apresentou atividade in vitro contra Epidermophyton floccosum, Fonsecaea spp., Malassezia spp., Microsporum spp., Pseudallescheria boydii, Trichophyton spp. e vários outros fungos e leveduras.

Os principais tipos de fungos não inibidos pelo itraconazol são Zygomycetes (por exemplo, Rhizopus spp., Rhizomucor spp., Mucor spp. e Absidia spp.), Fusarium spp., Scedosporium spp. e Scopulariopsis spp.

A resistência aos azóis parece se desenvolver lentamente e, frequentemente, resulta de diversas mutações genéticas. Os mecanismos descritos são superexpressão de ERG11, que codifica a enzima alvo 14alfa-demetilase, mutações pontuais no ERG11 que levam à diminuição da afinidade do alvo e/ou superexpressão do transportador resultando, em aumento do efluxo. Foi observada resistência cruzada entre membros da classe dos azóis com Candida spp., embora a resistência para um membro da classe não necessariamente confira resistência para outros azóis. Foram relatadas cepas de Aspergillus fumigatus resistentes ao itraconazol.

Propriedades Farmacocinéticas Características farmacocinéticas gerais Os picos de concentração plasmática do itraconazol são atingidos de 2 a 5 horas após administração oral. Como consequência da farmacocinética não linear, o itraconazol se acumula no plasma durante a administração de doses múltiplas. As concentrações no estado de equilíbrio são geralmente alcançadas em 15 dias, com valores de Cmáx de 0,5 mcg/mL, 1,1 mcg/mL e 2,0 mcg/mL após administração oral de 100 mg uma vez ao dia, 200 mg uma vez ao dia e 200 mg duas vezes ao dia, respectivamente. Em geral, a meia-vida terminal do itraconazol varia de 16 a 28 horas após dose única e aumenta para 34 a 42 horas com administração repetida. Terminado o tratamento, a concentração plasmática de itraconazol diminui para uma concentração quase indetectável em 7 a 14 dias, dependendo da dose e da duração do tratamento.

Após administração intravenosa, a depuração plasmática total média é de 278 mL/min. A depuração do itraconazol diminui em doses maiores devido à saturação do seu metabolismo hepático.

Absorção O itraconazol é rapidamente absorvido após administração oral. Picos de concentração plasmática do fármaco inalterado são obtidos 2 a 5 horas após administração de uma dose oral da cápsula. A biodisponibilidade oral absoluta de itraconazol é cerca de 55% e é máxima quando as cápsulas são ingeridas imediatamente após uma refeição completa.

6 A absorção das cápsulas de itraconazol é menor em indivíduos com acidez gástrica reduzida, como naqueles tomando medicamentos supressores da secreção do ácido gástrico (por exemplo, antagonistas de receptor H2, inibidores da bomba de prótons) ou com acloridria causada por certas doenças (vide “Advertências e precauções” e “Interações medicamentosas”). Nestes indivíduos, a absorção de itraconazol em jejum aumenta quando Sporanox ® cápsulas é administrado com uma bebida ácida (como refrigerantes não dietéticos à base de cola). Quando as cápsulas de Sporanox ® são administradas em dose única de 200 mg em jejum com refrigerante não dietético à base de cola, após pré-tratamento com ranitidina (antagonista do receptor H2), a absorção de itraconazol foi comparável à observada quando Sporanox ® cápsulas foi administrado isoladamente (vide “Interações medicamentosas”).

A exposição ao itraconazol é menor com a formulação cápsula em comparação à solução oral, quando a mesma dose do medicamento é administrada (vide “Advertências e precauções”).

Distribuição A maior parte do itraconazol disponível no plasma está ligada a proteínas (99,8%), sendo a albumina a principal proteína de ligação (99,6% para o hidróxi-metabólito). Também há afinidade considerável por lipídeos. Apenas 0,2% do itraconazol presente no plasma está na forma livre. O itraconazol se distribui em volume corpóreo aparentemente grande (>700L), sugerindo extensa distribuição nos tecidos. As concentrações encontradas nos pulmões, rim, fígado, ossos, estômago, baço e músculos foram 2 a 3 vezes maiores do que as concentrações correspondentes no plasma, e a captação pelos tecidos queratinizados, particularmente a pele, foi até 4 vezes maior. As concentrações no líquido cefalorraquidiano são muito menores do que no plasma, mas foi demonstrada eficácia contra infecções no líquido cefalorraquidiano.

Metabolismo O itraconazol é extensamente metabolizado no fígado, transformando-se em grande número de metabólitos. Como demonstrado nos estudos in vitro, CYP3A4 é a principal enzima envolvida no metabolismo do itraconazol. O principal metabólito é o hidróxi-itraconazol, que apresenta, in vitro, atividade antifúngica comparável à do itraconazol. As concentrações plasmáticas mínimas deste metabólito são aproximadamente duas vezes as do itraconazol.

Excreção O itraconazol é excretado principalmente como metabólitos inativos na urina (35%) e nas fezes (54%) dentro de uma semana após administração de uma dose de solução oral. A excreção renal do itraconazol e do metabólito ativo hidróxi-itraconazol representa menos de 1% de uma dose intravenosa. Com base em uma dose oral marcada radioativamente, a excreção fecal do medicamento inalterado varia de 3% a 18% da dose.

Como a redistribuição do itraconazol a partir dos tecidos queratinizados é aparentemente desprezível, a eliminação do itraconazol destes tecidos está relacionada à regeneração epidérmica. Ao contrário do plasma, a concentração na pele permanece por 2 a 4 semanas após término de um tratamento de 4 semanas de duração e na queratina das unhas, onde o itraconazol pode ser detectado já com uma semana de tratamento, por pelo menos, seis meses após final de um tratamento de 3 meses.

Populações especiais

  • Insuficiência hepática O itraconazol é predominantemente metabolizado pelo fígado. Estudo de farmacocinética foi conduzido em 6 indivíduos saudáveis e 12 pacientes com cirrose, que receberam uma dose única de 100 mg de itraconazol na forma de cápsula. Redução estatisticamente significativa na Cmáx média (47%) e aumento de duas vezes na meia-vida de eliminação (37  17 horas versus 16  5 horas) do itraconazol foram observados em pacientes com cirrose comparado aos indivíduos saudáveis. Entretanto, a exposição geral ao itraconazol baseada na AUC foi similar em pacientes com cirrose e indivíduos saudáveis. Dados sobre o uso prolongado de itraconazol em pacientes com cirrose não estão disponíveis (vide “Posologia e modo de usar” e Advertências e precauções”).

7

  • Insuficiência renal Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência renal. Um estudo de farmacocinética usando uma dose única de 200 mg de itraconazol (quatro cápsulas de 50 mg) foi conduzido em três grupos de pacientes com insuficiência renal (uremia: n=7; hemodiálise: n=7 e diálise peritoneal ambulatorial contínua: n=5). Em indivíduos urêmicos, com depuração média de creatinina de 13 mL/min x 1,73 m 2, a exposição baseada na AUC foi ligeiramente reduzida em comparação aos parâmetros da população normal. Este estudo não demonstrou nenhum efeito significativo da hemodiálise ou da diálise peritoneal ambulatorial contínua na farmacocinética do itraconazol (Tmáx, Cmáx e AUC0-8h). Os perfis de concentração plasmática versus tempo mostraram ampla variação entre os indivíduos nos três grupos.

Após dose intravenosa única, as meias-vidas terminais médias do itraconazol em pacientes com insuficiência renal leve (definida neste estudo como depuração de creatinina = 50-79 mL/min), moderada (definida neste estudo como depuração de creatinina = 20-49 mL/min) e grave (definida neste estudo como depuração de creatinina < 20 mL/min) foram semelhantes às de indivíduos saudáveis (variação média de 42-49 horas versus 48 horas em pacientes com comprometimento renal e indivíduos saudáveis, respectivamente). A exposição global ao itraconazol, baseada na AUC, diminuiu em aproximadamente 30% e 40% em pacientes com insuficiência renal moderada e grave, respectivamente, em comparação aos indivíduos com função renal normal.

Não há dados disponíveis em pacientes com comprometimento renal durante uso de itraconazol a longo prazo. A diálise não tem efeito na meia-vida ou na depuração do itraconazol ou hidróxi-itraconazol (vide ”Posologia e modo de usar” e “Advertências e precauções”).

04

Contraindicações

Sporanox ® cápsulas é contraindicado em pacientes que apresentam hipersensibilidade ao itraconazol ou aos excipientes da formulação.

A coadministração de certos substratos da CYP3A4 é contraindicada com Sporanox ® cápsulas. O aumento das concentrações plasmáticas destes medicamentos, causado pela coadministração com itraconazol, pode aumentar ou prolongar tanto os efeitos terapêuticos como os efeitos adversos de tal forma que uma situação potencialmente grave pode ocorrer. Por exemplo, o aumento das concentrações plasmáticas de alguns destes medicamentos pode levar ao prolongamento do intervalo QT e a taquiarritmias ventriculares, inclusive Torsade de Pointes, uma arritmia potencialmente fatal. A administração conjunta de itraconazol é contraindicada (durante e por 2 semanas após o uso) com medicamentos ou substâncias como: alcalóides do Ergot, astemizol, avanafil, bepridil, cisaprida, colchicina em pacientes com insuficiência renal ou hepática, dapoxetina, diidroergotamina, disopiramida, dofetilida , domperidona, dronedarona, eliglustat em metabolizadores extensos do CYP2D6 que tomam um inibidor forte ou moderado do CYP2D6 e em metabolizadores intermediários ou fracos do CYP2D6, eplerenona, ergometrina, ergotamina, felodipina, fesoterodina em pacientes com insuficiência renal ou hepática moderada a grave, finerenona, halofantrina, irinotecano, isavuconazol, ivabradina, lercanidipina, levacetilmetadol (levometadil), lomitapida, lovastatina, lurasidona, metadona, metilergometrina, midazolam (oral), mizolastina, mobocertinibe, naloxegol, nisoldipina, pimozida, quinidina, ranolazina, sertindol, sinvastatina, solifenacina em pacientes com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática moderada a grave, telitromicina em pacientes com insuficiência renal ou hepática, terfenadina, ticagrelor, triazolam, venetoclax em pacientes com leucemia linfocítica crônica/linfoma linfocítico pequeno durante a fase de início/titulação/aumento da dose de venetoclax, voclosporina (vide “Interações medicamentosas").

Sporanox ® cápsulas não deve ser administrado em pacientes com evidências de disfunção ventricular, como insuficiência cardíaca congestiva ou histórico de insuficiência cardíaca congestiva, exceto se o paciente correr risco de vida e em caso de outras infecções graves (vide “Advertências e precauções”).

Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência cardíaca.

Gravidez (Categoria C) Sporanox ® cápsulas não deve ser administrado durante a gravidez (exceto nos casos de risco de vida) (vide “Advertências e precauções – Gravidez, Lactação e Fertilidade”).

Em estudos em animais, o itraconazol apresentou toxicidade reprodutiva (vide “Dados de segurança pré-clínicos”).

8 Existem informações limitadas a respeito do uso de Sporanox ® durante a gravidez. Durante a experiência pós-comercialização foram relatados casos de anormalidades congênitas, incluindo tanto malformações esqueléticas, do trato genitourinário, cardiovascular e oftalmológica, como malformações cromossômicas e múltiplas. A relação causal com Sporanox ® não foi estabelecida.

Dados epidemiológicos da exposição a Sporanox ® durante o primeiro trimestre da gravidez (maioria das pacientes recebendo tratamento de curto prazo para candidíase vulvovaginal) não demonstraram risco aumentado de malformação quando comparados aos indivíduos controles não expostos a teratógenos conhecidos. Tem sido demonstrado que itraconazol atravessa a placenta em ratos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas, sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Mulheres em idade fértil utilizando Sporanox ® devem tomar precauções contraceptivas. Contracepção altamente efetiva deve ser continuada até o próximo período menstrual após término do tratamento com Sporanox ®.

05

Advertências e precauções

Efeitos cardíacos Em um estudo com Sporanox ® intravenoso realizado em voluntários saudáveis foi observado redução transitória assintomática na fração de ejeção do ventrículo esquerdo que se resolveu antes da infusão seguinte. A relevância clínica destes achados para as formulações orais é desconhecida.

O itraconazol mostrou efeito inotrópico negativo e Sporanox ® tem sido associado a relatos de insuficiência cardíaca congestiva. Insuficiência cardíaca foi mais frequentemente relatada nos relatos espontâneos para a dose diária total de 400 mg do que para doses diárias totais menores, sugerindo que o risco de insuficiência cardíaca pode aumentar com a dose diária total de itraconazol.

Sporanox ® não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência cardíaca congestiva ou com história de insuficiência cardíaca congestiva a menos que os benefícios superem claramente os riscos. A avaliação individual do risco/benefício deve considerar fatores como a gravidade da indicação, o esquema posológico (por exemplo: dose diária total) e fatores de risco individuais para insuficiência cardíaca congestiva. Estes fatores de risco incluem doença cardíaca, como isquemia e doença valvular; doença pulmonar significante, como doença pulmonar obstrutiva crônica; e insuficiência renal e outros distúrbios edematosos. Tais pacientes devem ser informados dos sinais e sintomas da insuficiência cardíaca congestiva, devem ser tratados com cautela, e ser monitorados quanto aos sinais e sintomas de insuficiência cardíaca congestiva durante o tratamento; se sinais ou sintomas ocorrerem durante o tratamento, Sporanox ® deve ser descontinuado.

Bloqueadores dos canais de cálcio podem ter efeito inotrópico negativo que pode ser aditivo ao do itraconazol. Adicionalmente, itraconazol pode inibir o metabolismo dos bloqueadores dos canais de cálcio. Portanto, deve-se ter cautela ao administrar concomitantemente itraconazol e bloqueadores dos canais de cálcio, devido a maior risco de insuficiência cardíaca congestiva.

Este medicamento pode potencializar o prolongamento do intervalo QT, o que aumenta o risco de ataque de arritmias ventriculares graves do tipo “torsades de pointes”, que é potencialmente fatal (morte súbita).

Potencial para interações A coadministração de medicamentos específicos com itraconazol pode resultar em alterações da eficácia do itraconazol e/ou do medicamento coadministrado, efeitos com risco à vida e/ou morte súbita. Os medicamentos que são contraindicados, não recomendados ou que devem ser usados com cautela em combinação com o itraconazol estão descritos no item “Interações medicamentosas”.

Hipersensibilidade cruzada Existem informações limitadas a respeito da hipersensibilidade cruzada entre o itraconazol e outros agentes antifúngicos azóis. Deve-se ter cuidado na prescrição de Sporanox ® cápsulas a pacientes com hipersensibilidade a outros agentes azóis.

9 Neuropatia Se ocorrer neuropatia que possa ser atribuída a Sporanox ® cápsulas, o tratamento deverá ser descontinuado.

Perda da audição Perda da audição transitória ou permanente foi relatada em pacientes recebendo tratamento com itraconazol. Muitos destes relatos incluem administração concomitante de quinidina, que é contraindicada (vide “Contraindicações”). Geralmente, a perda de audição se resolve com a interrupção do tratamento, mas pode persistir em alguns pacientes.

Resistência cruzada Na candidíase sistêmica, se houver suspeita de cepas das espécies de Candida resistentes ao fluconazol, não se pode assumir que elas sejam sensíveis ao itraconazol. Assim, recomenda-se um teste de sensibilidade antes de iniciar o tratamento com itraconazol.

Intercambialidade Não é recomendado que Sporanox ® cápsulas sejam intercambiados, porque a exposição ao medicamento é maior com a solução oral do que com a cápsula, mesmo quando a mesma dose do medicamento é administrada.

Efeitos hepáticos Casos muito raros de hepatotoxicidade, incluindo alguns casos de insuficiência hepática aguda fatal, ocorreram com o uso de Sporanox ®. A maioria destes casos envolveu pacientes com doença hepática pré-existente, tratados para indicações sistêmicas, que apresentavam outras condições clínicas significantes e/ou estavam recebendo outros medicamentos hepatotóxicos. Alguns pacientes não apresentavam fatores de risco evidentes para doença hepática. Alguns destes casos foram observados durante o primeiro mês de tratamento, incluindo alguns na primeira semana. Monitoramento da função hepática deve ser considerado em pacientes recebendo Sporanox ®. Os pacientes devem ser instruídos a relatar imediatamente aos seus médicos sinais e sintomas sugestivos de hepatite tais como anorexia, náusea, vômito, fadiga, dor abdominal ou urina escura. Nestes pacientes, o tratamento deve ser interrompido imediatamente e testes de função hepática devem ser realizados.

Os dados disponíveis sobre o uso de itraconazol oral em pacientes com insuficiência hepática são limitados. Deve-se ter cautela quando o medicamento for administrado nesta população de pacientes. Recomenda-se que pacientes com insuficiência hepática sejam cuidadosamente monitorados quando estiverem recebendo itraconazol. Recomenda-se que a meia-vida de eliminação prolongada do itraconazol, observada em estudo clínico de dose oral única de itraconazol cápsulas em pacientes com cirrose, seja considerada para a tomada de decisão de iniciar o tratamento com outros medicamentos metabolizados pela CYP3A4.

Em pacientes com níveis anormais ou elevados de enzimas hepáticas, com doença hepática ativa ou que apresentaram toxicidade hepática com outros medicamentos, o tratamento com Sporanox ® é fortemente desencorajado, exceto na presença de uma situação grave ou com risco à vida, onde o benefício esperado exceda o risco. Recomenda-se monitoramento da função hepática em pacientes com anormalidades pré-existentes da função hepática ou naqueles que apresentaram toxicidade hepática com outros medicamentos (vide “Propriedades farmacocinéticas – Populações especiais, Insuficiência hepática”).

Este medicamento pode causar hepatotoxicidade. Por isso, requer uso cuidadoso, sob vigilância médica estrita e acompanhado por controles periódicos da função hepática.

Acidez gástrica diminuída 10 A absorção do itraconazol de Sporanox ® cápsulas é afetada quando a acidez gástrica está diminuída. Em pacientes com acidez gástrica diminuída, quer por doença (por exemplo, acloridria) ou por medicação concomitante (por exemplo, pacientes tomando medicamentos que reduzem a acidez gástrica), é recomendado administrar Sporanox ® cápsulas com uma bebida ácida (como refrigerante não dietético à base de cola). A atividade antifúngica deve ser monitorada e a dose de itraconazol aumentada, se necessário (vide “Interações medicamentosas” e “Propriedades farmacocinéticas – Absorção”).

Pacientes pediátricos Dados clínicos sobre segurança e eficácia de Sporanox ® em pacientes pediátricos são limitados. O uso de Sporanox ® cápsulas em pacientes pediátricos não é recomendado.

Pacientes idosos Os dados clínicos sobre o uso de Sporanox ® cápsulas em pacientes idosos são limitados. O uso de Sporanox ® cápsulas nestes pacientes só é recomendado se o potencial benefício superar os potenciais riscos. Em geral, recomenda-se que a seleção da dose para um paciente idoso seja levada em consideração, refletindo a maior frequência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca e da presença de doença concomitante ou outro tratamento medicamentoso.

Insuficiência renal Dados limitados estão disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência renal. A exposição ao itraconazol pode ser menor em alguns pacientes com insuficiência renal. Recomenda-se cautela quando o itraconazol for administrado em pacientes desta população, e um ajuste da dose pode ser considerado.

Pacientes imunocomprometidos Em pacientes imunocomprometidos (por exemplo, pacientes neutropênicos, com AIDS ou transplantados), a biodisponibilidade oral de Sporanox ® cápsulas pode estar reduzida. Portanto, a dose deve ser ajustada com base na resposta clínica destes pacientes.

Pacientes com risco de vida imediato por infecção fúngica sistêmica Devido às propriedades farmacocinéticas (vide “Propriedades farmacocinéticas”), Sporanox ® cápsulas não é recomendado para iniciar o tratamento em pacientes que apresentarem risco de vida imediato por infecção fúngica sistêmica.

Pacientes com AIDS Nos pacientes com AIDS que receberam recentemente tratamento para infecções fúngicas sistêmicas com Sporanox ® cápsulas e com risco de recaída, o médico deve avaliar a necessidade de tratamento de manutenção.

Fibrose cística Em pacientes com fibrose cística, variabilidade nos níveis terapêuticos de itraconazol foi observada com dose, no estado de equilíbrio, de itraconazol solução oral 2,5 mg/kg duas vezes ao dia. Concentrações no estado de equilíbrio > 250 ng/mL foram alcançadas em aproximadamente 50% dos pacientes maiores de 16 anos de idade, mas em nenhum paciente com menos de 16 anos de idade. Se um paciente não responde a Sporanox ® cápsulas, deve-se considerar mudança para tratamento alternativo.

Gravidez, Lactação e Fertilidade 11 Gravidez (Categoria C) Sporanox ® não deve ser usado durante a gravidez exceto nos casos de risco de vida quando o benefício potencial para a mãe superar os potenciais danos ao feto (vide “Contraindicações”).

Mulheres férteis Mulheres com potencial de engravidar utilizando Sporanox ® cápsulas devem tomar precauções contraceptivas. Contracepção altamente efetiva deve ser mantida até o próximo período menstrual após término do tratamento com Sporanox ®.

Lactação Quantidades muito pequenas de itraconazol são excretadas no leite humano. Portanto, os benefícios esperados com o uso de Sporanox ® cápsulas devem ser ponderados contra o risco potencial de se manter a lactação. Em caso de dúvida, a paciente não deverá amamentar.

Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano: O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Não foram conduzidos estudos para avaliar os efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas. Ao dirigir veículos e operar máquinas, deve-se levar em consideração a possibilidade de ocorrência de reações adversas como tontura, transtornos visuais e perda da audição (vide “Reações adversas”), as quais podem ocorrer em alguns casos e devem ser levadas em consideração.

Dados de segurança pré-clínicos O itraconazol foi testado em uma série padrão de estudos pré-clínicos de segurança.

Estudos de toxicidade aguda com itraconazol oral em camundongos, ratos, porquinho da Índia e cães (valores DL50 de >320, >320, >160 e >200 mg/kg, respetivamente) indicam uma ampla margem de segurança (4 a 16 vezes a dose humana máxima recomendada [DHMR] de 400 mg/dia com base em mg/m2 para um peso corporal humano de 60 kg). Estudos de toxicidade dose oral repetida de três meses de duração em ratos e cães revelaram vários órgãos ou tecidos alvo: córtex adrenal, fígado e sistema fagocitário mononuclear, bem como distúrbios do metabolismo lipídico apresentando-se como células de xantoma em vários órgãos.

Em elevadas doses orais repetidas de 40 e 80 mg/kg/dia em ratos (1 e 2 vezes a DHMR com base em mg/m2/dia), as investigações histológicas do córtex adrenal mostraram edema reversível com hipertrofia celular da zona reticular e fasciculata, algumas vezes associado a adelgaçamento da zona glomerulosa. Alterações hepáticas reversíveis foram encontradas com 40 e 160 mg/kg/dia (1 a 4 vezes de DHMR com base em mg/m2/dia). Observaram-se discretas alterações nas células sinusoidais e vacuolização dos hepatócitos, esta última indicando disfunção celular, mas sem hepatite visível ou necrose hepatocelular. As alterações histológicas do sistema de fagocitose mononuclear foram caracterizadas principalmente por macrófagos com aumento de material proteináceo em vários tecidos parenquimatosos.

Observou-se densidade mineral óssea global menor em cães jovens, machos e fêmeas, após administraçãode doses orais repetidas de itraconazol 30 mg/kg/dia por 13 semanas. Nenhuma toxicidade foi observada até 20 mg/kg/dia (2 vezes a DHMR com base em mg/m2/dia).

Em três estudos de toxicologia dose oral repetida em ratos (de 3, 6 e 12 meses de duração), o itraconazol induziu defeitos ósseos em doses de 10 mg/kg/dia ou mais (0,2 vezes de MRHD com base em mg/m2/dia). Os defeitos induzidos incluíram redução da atividade da placa óssea, adelgaçamento da zona compacta dos grandes ossos e aumento da fragilidade óssea.

Carcinogenicidade e mutagenicidade Itraconazol não é um carcinógeno primário em ratos dosados por via oral por 24 meses até 13 mg/kg/dia (machos) e 52 mg/kg/dia (fêmeas), 12 ou em camundongos dosados por via oral por 23 meses até 80 mg/kg/dia (1 vez a DHMR com base em mg/m2/dia). Em ratos machos na dose de 25 mg/kg/dia (0,6 vezes a DHMR com base em mg/m2/dia), no entanto, houve maior incidência de sarcoma de partes moles, atribuído a aumento de reações inflamatórias crônicas não neoplásicas do tecido conjuntivo como consequência dos níveis elevados de colesterol e colesterolose no tecido conjuntivo.

Não existem indicações de potencial mutagênico do itraconazol.

Toxicologia reprodutiva Verificou-se que o itraconazol causou aumento na toxicidade materna, embriotoxicidade e teratogenicidade relacionados à dose em ratos com 40 e 160 mg/kg/dia (1 e 4 vezes a DHMR com base em mg/m2/dia) e camundongos com 80 e 160 mg/kg/dia (1 e 2 vezes a DHMR com base em mg/m2/dia). Em ratos, a teratogenicidade consistiu em defeitos esqueléticos maiores; em camundongos, consistiu de encefalocele e macroglossia. A malformação esquelética observada em ratos pode ser devida a toxicidade materna. Não foram encontrados efeitos teratogênicos em coelhos até a dose oral repetida de 80 mg/kg/dia (4 vezes a DHMR com base em mg/m 2/dia).

Fertilidade Não há evidência de influência primária na fertilidade em ratos machos e fêmeas no tratamento oral de dose repetida com itraconazol até 40 mg/kg/dia (1 vez de MRHD com base em mg/m 2/dia).

Imunotoxicidade Dois estudos orais de imunotoxicidade de dose repetida de 28 dias em camundongos fêmeas indicaram que itraconazol até 10 mg/kg/dia não afetou negativamente a resposta imune, enquanto na dose claramente tóxica de 40 mg/kg/dia (0,5 vezes MRHD com base em mg/m 2/dia), foi observada uma ligeira tendência para uma resposta reduzida das células formadoras de placa. Nenhum potencial imunotóxico primário foi evidenciado nesses estudos.

Atenção: contém sacarose, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose. Este medicamento não deve ser usado por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase.

Atenção: contém 175,68 mg de sacarose por cápsula.

06

Interações medicamentosas

O itraconazol é um medicamento com elevado potencial de interação. Os vários tipos de interação e as recomendações gerais associadas estão descritas abaixo. Além disso, é fornecida uma tabela com exemplos de medicamentos que podem interagir com itraconazol, organizada por família de medicamentos para facilitar a consulta.

O itraconazol é metabolizado principalmente pela CYP3A4. Outras substâncias que compartilham desta via metabólica ou que modificam a atividade da CYP3A4 podem influenciar a farmacocinética do itraconazol. A coadministração de itraconazol com indutores moderados ou potentes da CYP3A4 pode diminuir a biodisponibilidade do itraconazol e hidróxi-itraconazol a ponto de reduzir a eficácia. A coadministração com inibidores moderados ou potentes da CYP3A4 pode aumentar a biodisponibilidade de itraconazol, podendo resultar em efeitos farmacológicos aumentados ou prolongados do itraconazol.

13 A absorção do itraconazol a partir da formulação cápsula é menor em indivíduos com acidez gástrica reduzida. Medicamentos que reduzem a acidez gástrica prejudicam a absorção de itraconazol a partir das cápsulas de itraconazol. Para contrabalançar este efeito, recomenda-se administrar as cápsulas de itraconazol com uma bebida ácida (tal como refrigerante não dietético à base de cola) após coadministração com medicamentos que reduzem a acidez gástrica (vide “Advertências e precauções”).

O itraconazol e seu principal metabólito, hidróxi-itraconazol, são inibidores potentes da CYP3A4. O itraconazol é um inibidor dos transportadores de medicamentos glicoproteína-P e proteína de resistência ao câncer de mama (BCRP). O itraconazol pode inibir o metabolismo de medicamentos metabolizados pela CYP3A4 e pode inibir o transporte de medicamentos pela glicoproteína-P e/ou pela BCRP, podendo resultar no aumento das concentrações plasmáticas desses medicamentos e/ou dos seus metabólitos ativos quando estes são administrados com itraconazol. As elevadas concentrações plasmáticas podem aumentar ou prolongar tanto os efeitos terapêuticos como os adversos destes medicamentos. Para alguns medicamentos, a coadministração com itraconazol pode resultar em concentrações plasmáticas diminuídas do medicamento ou de sua fração ativa, podendo resultar em eficácia reduzida do medicamento.

Após interrupção do tratamento clínico com itraconazol, as concentrações plasmáticas diminuem abaixo do limite de detecção dentro de 7 a 14 dias, dependendo da dose e duração do tratamento. Em pacientes com cirrose hepática ou recebendo inibidores da CYP3A4, as concentrações plasmáticas diminuem mais lentamente. Isto é particularmente importante e deve ser levado em consideração quando se inicia a terapia com medicamentos cujo metabolismo seja afetado pelo itraconazol.

As seguintes recomendações gerais se aplicam, a menos que indicado de forma diferente na tabela.

 Contraindicado: Em nenhuma circunstância o medicamento deve ser coadministrado com itraconazol. Isso se aplica a:

Substratos da CYP3A4 para os quais as concentrações plasmáticas aumentadas possam aumentar ou prolongar os efeitos terapêuticos e/ou adversos em tal extensão a ponto de acarretar uma situação potencialmente grave (vide “Contraindicações”).

 Não recomendado: Recomenda-se que o uso do medicamento seja evitado, a menos que os benefícios superem os riscos potencialmente maiores. Se a coadministração não puder ser evitada, recomenda-se monitoração clínica, e adaptação da dosagem de itraconazol e/ou do medicamento coadministrado conforme necessário. Quando apropriado, recomenda-se que as concentrações plasmáticas sejam medidas. Isso se aplica a:

  • Indutores moderados ou potentes da CYP3A4: não recomendados a partir de 2 semanas antes e durante o tratamento com itraconazol;
  • Substratos da CYP3A4/P-gp/BCRP para os quais as concentrações plasmáticas aumentadas ou diminuídas resultem em risco significativo: não recomendado durante e até 2 semanas após o tratamento com itraconazol.

 Uso com cautela: recomenda-se monitoração cuidadosa quando o medicamento é coadministrado com itraconazol. Após administração concomitante, recomenda-se que os pacientes sejam cuidadosamente monitorados e que a dosagem de itraconazol e/ou do medicamento coadministrado seja adaptada quando necessário. Quando apropriado, recomenda-se que as concentrações plasmáticas sejam avaliadas. Isso se aplica a:

  • Medicamentos que reduzem a acidez gástrica (somente para cápsulas de itraconazol);
  • Inibidores moderados ou potentes da CYP3A4;
  • Substratos da CYP3A4/P-gp/BCRP para os quais as concentrações plasmáticas aumentadas ou diminuídas resultem em risco clinicamente relevante.

. A lista de exemplos de medicamentos que interagem na tabela abaixo não é abrangente e, portanto, o rótulo de cada medicamento coadministrado com itraconazol deve ser consultado para obter informações relacionadas à via de metabolismo, vias de interação, riscos 14 potenciais e ações específicas a serem tomadas no que diz respeito à coadministração.Os medicamentos descritos nesta tabela são baseados em estudos de interação com medicamentos, relatos de casos ou interações potenciais com base no mecanismo de interação.

Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) Alfabloqueadores alfuzosina silodosina tansulosina alfuzosina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a silodosina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a tansulosina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas c relacionadas à alfuzosina/silodosina/tansulosina.

Analgésicos alfentanila buprenorfina (IV e sublingual) oxicodona sufentanila alfentanila AUC (↑↑ a ↑↑↑↑) a buprenorfina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a oxicodona Cmáx ↑, AUC ↑↑ sufentanila aumento da concentração (extensão desconhecida) a,b Utilizar com cautela, monitorar as reações adversas relacionadas ao analgésico c, pode ser necessária redução da dose de alfentanila/buprenorfina/oxicodona/sufentanila. fentanila fentanila IV AUC (↑↑) a outras formulações de fentanila: aumento da concentração (extensão desconhecida) a,b Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas c relacionadas à fentanila. levacetilmetadol (levometadil) levacetilmetadol Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao levacetilmetadol, tais como prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP). metadona (R)-metadona Cmáx (↑), AUC (↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após o tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à metadona, tais como depressão respiratória potencialmente fatal, prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP).

Antiarrítmicos digoxina digoxina Cmáx ↑, AUC ↑ Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à digoxina, pode ser necessário redução da dose de digoxina c. disopiramida aumento da concentração de disopiramida (↑↑) a,b Contraindicado durante e por 2 semanas após o tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à disopiramida, tais como arritmias graves, incluindo Torsade de Pointes (TdP). dofetilida dofetilida Cmáx (↑), AUC (↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à dofetilida, tais como arritmias ventriculares graves, incluindo Torsade de Pointes (TdP). dronedarona dronedarona Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à dronedarona, tais 15 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) como prolongamento do intervalo QT e morte cardiovascular. quinidina quinidina Cmáx ↑, AUC ↑↑ Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à quinidina, tais como prolongamento do intervalo QT, Torsade de Pointes (TdP), hipotensão, confusão e delírio.

Antibacterianos bedaquilina bedaquilina Cmáx (↔), AUC (↑) durante 2 semanas de bedaquilina uma vez ao dia a Não recomendada coadministração por mais do que 2 semanas a qualquer momento durante uso de bedaquilina: aumento do risco de reações adversas relacionadas à bedaquilina. ciprofloxacino eritromicina itraconazol Cmáx ↑, AUC ↑ Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas ao itraconazol, pode ser necessário redução da dose de itraconazol. claritromicina Aumento da concentração de claritromicina (extensão desconhecida) a,b itraconazol Cmáx ↑, AUC ↑ Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas ao itraconazol e/ou claritromicina c, pode ser necessário redução da dose de itraconazol e/ou claritromicina. delamanida trimetrexato Aumento da concentração de delamanida (extensão desconhecida) a,b Aumento da concentração de trimetrexato (extensão desconhecida) a,b Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à delamanida/trimetrexato c, pode ser necessário redução da dose de delamanida ou do trimetrexato c. isoniazida rifampicina isoniazida: redução da concentração de itraconazol (↓↓↓) a,b rifampicina: itraconazol AUC ↓↓↓ Não recomendado 2 semanas antes e durante o tratamento com itraconazol. A eficácia de itraconazol pode ser reduzida. rifabutina Aumento da concentração de rifabutina (extensão desconhecida) a,b itraconazol: Cmáx ↓↓, AUC ↓↓ Não recomendado 2 semanas antes, durante e por 2 semanas após o tratamento com itraconazol. A eficácia de itraconazol pode ser reduzida e aumento do risco de reações adversas relacionadas à rifabutina c. telitromicina Em indivíduos saudáveis: telitromicina Cmáx ↑,

AUC ↑ Em insuficiência renal grave: telitromicina AUC (↑↑) a Em insuficiência hepática grave: aumento da concentração de telitromicina (extensão desconhecida) a,b Contraindicado em pacientes com insuficiência renal ou hepática durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à telitromicina c, tais como hepatotoxicidade, prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP).

Uso com cautela em outros pacientes: monitorar reações adversas à telitromicina, pode ser necessário redução da dose de telitromicina.

Medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários apixabana edoxabana rivaroxabana apixabana Cmáx (↑), AUC (↑) a edoxabana Cmáx (↑), AUC (↑) a rivaroxabana Cmáx (↑), AUC (↑ a ↑↑) a Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de 16 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) vorapaxar vorapaxar Cmáx (↑), AUC (↑) a reações adversas c relacionadas à apixabana/edoxabana/rivaroxabana/vorapaxar. cumarínicos (exemplo, varfarina) cilostazol cumarínicos (exemplo, varfarina) Aumento da concentração (extensão desconhecida) a,b cilostazol Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas a cumarínicos/cilostazol c, pode ser necessário redução da dose de cumarínicos/cilostazol. dabigatrana dabigatrana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à dabigatrana, pode ser necessário redução da dose de dabigatrana c. ticagrelor ticagrelor Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao ticagrelor, tal como sangramento.

Medicamentos anticonvulsivantes carbamazepina (↑) a,b concentração da carbamazepina (↓↓) a,b concentração de itraconazol Não recomendado 2 semanas antes, durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Eficácia do itraconazol pode ser reduzida e aumento do risco de reações adversas c relacionadas à carbamazepina. fenobarbital fenitoína fenobarbital: (↓↓↓) a,b concentração de itraconazol fenitoína: itraconazol AUC ↓↓↓ Não recomendado 2 semanas antes, durante o tratamento com itraconazol. Eficácia do itraconazol pode ser reduzida.

Antidiabéticos repaglinida saxagliptina repaglinida Cmáx ↑, AUC ↑ saxagliptina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à repaglinida/saxagliptina, pode ser necessário redução da dose de repaglinida/saxagliptina c.

Anti-helmínticos, antifúngicos e antiprotozoários arteméter lumefantrina quinina arteméter Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a lumefantrina Cmáx (↑), AUC (↑) a quinina Cmáx ↔, AUC ↑ Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à arteméter/lumefantrina/quinina c.

Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas. halofantrina Aumento da concentração de halofantrina (extensão desconhecida) a,b Contraindicado durante e por 2 semanas após o tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à halofantrina, tais como prolongamento do intervalo QT e arritmias fatais. isavuconazol isavuconazol Cmáx (↔), AUC (↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após o tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao isavuconazol, tais como reações adversas hepáticas, reações de hipersensibilidade e toxicidade embriofetal.

17 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) praziquantel praziquantel Cmáx (↑↑), AUC (↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas ao praziquantel c, pode ser necessário redução da dose de praziquantel.

Anti-histamínicos astemizol astemizol Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao astemizol, tais como prolongamento do intervalo QT, Torsade de Pointes (TdP) e outras arritmias ventriculares. bilastina ebastina rupatadina bilastina Cmáx (↑↑), AUC (↑) a ebastina Cmáx ↑↑, AUC ↑↑↑ Aumento da concentração de rupatadina (↑↑↑↑) a,b Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas à bilastina/ebastina/rupatadina c, pode ser necessário redução da dose de bilastina/ebastina/rupatadina. mizolastina mizolastina Cmáx (↑), AUC (↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à mizolastina, tal como prolongamento do intervalo QT. terfenadina Aumento da concentração de terfenadina (extensão desconhecida) b Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à terfenadina, tais como prolongamento do intervalo QT, Torsade de Pointes (TdP) e outras arritmias ventriculares.

Medicamentos para enxaqueca eletriptana eletriptana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c relacionadas à eletriptana, pode ser necessário redução da dose de eletriptana. alcaloides do Ergot (tais como diidroergotamina, ergometrina, ergotamina, metilergometrina) Aumento da concentração dos alcaloides do Ergot (extensão desconhecida) a,b Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas aos alcaloides do Ergot, tal como ergotismo.

Antineoplásicos bortezomibe brentuximabe vedotina bussulfano erlotinibe gefitinibe imatinibe ixabepilona nintedanibe panobinostate pemigatinibe ponatinibe ruxolitinibe sonidegibe tretinoina (oral) bortezomibe AUC (↑) a brentuximabe vedotina AUC (↑) a bussulfano Cmáx ↑, AUC ↑ erlotinibe Cmáx (↑↑), AUC (↑) a gefitinibe Cmáx ↑, AUC ↑ imatinibe Cmáx (↑), AUC (↑) a ixabepilona Cmáx (↔), AUC (↑) a nintedanibe Cmáx (↑), AUC (↑) a panobinostate Cmáx (↑), AUC (↑) a pemigatinibe Cmáx ↑, AUC ↑ ponatinibe Cmáx (↑), AUC (↑) a ruxolitinibe Cmáx (↑), AUC (↑) a sonidegibe Cmáx (↑), AUC (↑↑) a tretinoina Cmáx (↑), AUC (↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c relacionadas a medicamentos antineoplásicos, pode ser necessário redução da dose dos medicamentos antineoplásicos.

18 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) vandetanibe vandetanibe Cmáx (↔), AUC ↑ idelalisibe idelalisibe Cmáx (↑), AUC (↑) a Aumento da concentração sérica de itraconazol (extensão desconhecida) a,b Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c relacionadas ao itraconazol e/ou idelalisibe, pode ser necessário redução da dose de itraconazol e/ou idelalisibe. axitinibe bosutinibe cabazitaxel cabozantinibe ceritinibe cobimetinibe crizotinibe dabrafenibe dasatinibe docetaxel entrectinibe glasdegibe ibrutinibe lapatinibe nilotinibe olaparibe pazopanibe sunitinibe talazoparibe trabectedina trastuzumabe entansina axitinibe Cmáx (↑), AUC (↑↑) a bosutinibe Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑) a cabazitaxel Cmáx (↔), AUC (↔) a cabozantinibe Cmáx (↔), AUC (↑) a ceritinibe Cmáx (↑), AUC (↑↑) a cobimetinibe Cmáx ↑↑, AUC ↑↑↑ crizotinibe Cmáx (↑), AUC (↑↑) a dabrafenibe AUC (↑) a dasatinibe Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a docetaxel AUC (↔ a ↑↑) a entrectinibe Cmáx ↑, AUC ↑↑↑ glasdegibe Cmáx (↑), AUC (↑↑) a ibrutinibe Cmáx (↑↑↑↑), AUC (↑↑↑↑) a lapatinibe Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a nilotinibe Cmáx (↑), AUC (↑↑) a olaparibe Cmáx ↑, AUC ↑↑ pazopanibe Cmáx (↑), AUC (↑) a sunitinibe Cmáx (↑), AUC (↑) a talazoparibe Cmáx ↑, AUC ↑ trabectedina Cmáx (↑), AUC (↑) a Aumento da concentração de trastuzumabe entansina (extensão desconhecida) a,b Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas c relacionadas a medicamentos antineoplásicos.

Para cabazitaxel, apesar de alteração de parâmetros farmacocinéticos não ter atingido significância estatística em estudo de interação com dose reduzida do medicamento com cetoconazol, observou-se elevada variabilidade nos resultados.

Para ibrutinibe, consulte a bula para ações específicas a serem tomadas. alcaloides de vinca Aumento da concentração dos alcaloides de vinca (extensão desconhecida) a,b regorafenibe regorafenibe AUC (↓↓ por estimativa de fração ativa) a Não recomendado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. A eficácia de regorafenibe pode ser reduzida. irinotecano Aumento da concentração do irinotecano e seu metabólito ativo (extensão desconhecida) a,b Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao irinotecano, tais como mielossupressão, com risco potencial de vida, e diarreia. mobocertinibe mobocertinibe Cmáx ↑↑, AUC ↑↑↑ Contraindicado durante e por duas semanas após o tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao mobocertinibe c. venetoclax venetoclax Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑) a Contraindicado para pacientes com leucemia linfocítica crônica/linfoma linfocítico de pequenas células durante a fase de início/titulação/aumento da dose de venetoclax. Caso contrário, não é 19 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) recomendado durante e por 2 semanas após o tratamento com itraconazol. c Antipsicóticos, ansiolíticos e hipnóticos alprazolam aripiprazol brotizolam buspirona cariprazina haloperidol midazolam (IV) perospirona quetiapina ramelteona risperidona suvorexanto zopiclona alprazolam Cmáx ↔, AUC ↑↑ aripiprazol Cmáx ↑, AUC ↑ brotizolam Cmáx ↔, AUC ↑↑ buspirona Cmáx ↑↑↑↑, AUC ↑↑↑↑ cariprazina (↑↑) a,b haloperidol Cmáx ↑, AUC ↑ midazolam (IV) aumento da concentração ↑↑ b perospirona Cmáx ↑↑↑, AUC ↑↑↑ quetiapina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a ramelteona Cmáx (↑), AUC (↑) a risperidona aumento da concentração ↑ b suvorexanto Cmáx (↑), AUC (↑↑) a zopiclona Cmáx ↑, AUC ↑ Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas aos antipsicóticos, ansiolíticos ou hipnóticos c pode ser necessário redução da dose destes medicamentos. lurasidona lurasidona Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à lurasidona, tais como hipotensão, colapso circulatório, sintomas extrapiramidais graves, convulsões. midazolam (oral) midazolam (oral) Cmáx ↑ a ↑↑, AUC ↑↑ a ↑↑↑↑ Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao midazolam, tais como depressão respiratória, parada cardíaca, sedação prolongada e coma. pimozida pimozida Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à pimozida, tais como arritmias cardíacas, possivelmente associadas ao prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP). sertindol Aumento da concentração de sertindol (extensão desconhecida) a,b Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao sertindol, tais como prolongamento do intervalo QT e Torsade de Pointes (TdP). triazolam triazolam Cmáx ↑ a ↑↑, AUC ↑↑ a ↑↑↑↑ Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao triazolam, tais como convulsões, depressão respiratória, angioedema, apneia e coma.

Antivirais asunaprevir (potencializador) asunaprevir Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑) a Utilizar com cautela, contudo, consulte a bula do medicamento antiviral para ações específicas a serem tomadas.

20 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) fumarato de tenofovir desoproxila (TDF) Aumento da concentração de tenofovir (extensão desconhecida) a,b boceprevir boceprevir Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Aumento da concentração de itraconazol (extensão desconhecida) a,b Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c relacionadas ao itraconazol e/ou boceprevir, pode ser necessário redução da dose de itraconazol.

Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas. cobicistate Aumento da concentração de cobicistate (extensão desconhecida) a,b aumento da concentração de itraconazol (extensão desconhecida) a,b Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c relacionadas ao itraconazol, pode ser necessário redução da dose de itraconazol. daclatasvir vaniprevir daclatasvir Cmáx (↑), AUC (↑↑) a vaniprevir Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c relacionadas ao daclatasvir/vaniprevir, pode ser necessário redução da dose de daclatasvir/vaniprevir. darunavir (potencializado) fosamprenavir (potencializado com ritonavir) darunavir potencializado com ritonavir: itraconazol Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a fosamprenavir potencializado com ritonavir: itraconazol Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas ao itraconazol, pode ser necessário redução da dose de itraconazol. elvitegravir (potencializado) elvitegravir Cmáx (↑), AUC (↑) a Aumento da concentração de itraconazol (extensão desconhecida) a,b Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c relacionadas ao itraconazol e/ou elvitegravir (potencializado com ritonavir). Pode ser necessário redução da dose de itraconazol. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para elvitegravir. efavirenz nevirapina efavirenz: itraconazol Cmáx ↓, AUC ↓ nevirapina: itraconazol Cmáx ↓, AUC ↓↓ Não recomendado nas 2 semanas antes e durante o tratamento com itraconazol. Eficácia do itraconazol pode ser reduzida. elbasvir/grazoprevir elbasvir Cmáx (↔), AUC (↑) a grazoprevir Cmáx (↔), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas com os fármacos administrados concomitantemente c. Consulte a bula de elbasvir/grazoprevir para ações específicas a serem tomadas. glecaprevir/pibrentasvir glecaprevir Cmáx (↑↑), AUC (↑↑ a ↑↑↑) a pibrentasvir Cmáx (↔ a ↑), AUC (↔ a ↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas relacionadas com os fármacos administrados concomitantemente c. Consulte as bulas de glecaprevir/pibrentavir para ações específicas a serem tomadas. indinavir ↑ b concentração de itraconazol indinavir Cmáx ↔, AUC ↑ Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c relacionadas ao itraconazol e/ou indinavir. Pode ser necessário redução da dose de itraconazol e/ou indinavir.

21 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) maraviroque maraviroque Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c.

Pode ser necessário redução da dose de maraviroque. ombitasvir/paritaprevir/ritonavir com ou sem dasabuvir itraconazol Cmáx (↑), AUC (↑↑) a ombitasvir Cmáx (↔), AUC (↑) a paritaprevir Cmáx (↑), AUC (↑↑) a ritonavir Cmáx (↑), AUC (↑) a dasabuvir Cmáx (↑), AUC (↑) a Utilizar com cautela, monitorar as reações adversas relacionadas ao itraconazol e/ou aos antivirais c, pode ser necessário reduzir a dose de itraconazol.

Consulte as bulas dos medicamentos coadministrados para ações específicas a serem tomadas. ritonavir itraconazol Cmáx (↑), AUC (↑↑) a ritonavir Cmáx (↔), AUC (↑) a Utilizar com cautela, monitorar as reações adversas c ao itraconazol e/ou ritonavir. Pode ser necessário redução da dose de itraconazol.

Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para ritonavir. saquinavir saquinavir (não potencializado) Cmáx ↑↑, AUC ↑↑↑ itraconazol (com saquinavir potencializado) Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c ao itraconazol e/ou saquinavir. Pode ser necessário redução da dose de itraconazol. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para saquinavir.

Betabloqueadores nadolol nadolol Cmáx ↑↑, AUC ↑↑ Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c ao nadolol. Pode ser necessário redução da dose de nadolol.

Bloqueadores dos canais de cálcio bepridil Aumento da concentração de bepridil (extensão desconhecida) a,b Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao bepridil, tais como novas arritmias, taquicardia ventricular do tipo Torsade de Pointes (TdP). diltiazem Aumento da concentração de diltiazem & itraconazol (extensão desconhecida) a,b Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c relacionadas ao itraconazol e/ou diltiazem, pode ser necessário redução da dose de itraconazol e/ou diltiazem. felodipino lercanidipino nisoldipino felodipino Cmáx ↑↑↑, AUC ↑↑↑ lercanidipino AUC (↑↑↑↑) a nisoldipino Cmáx (↑↑↑↑), AUC (↑↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à diidropiridina, tais como hipotensão e edema periférico. outras diidropiridinas verapamil Aumento da concentração da diidropiridina (extensão desconhecida) a,b aumento da concentração de verapamil (extensão desconhecida) a,b Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c à diidropiridina e/ou verapamil, pode ser necessário redução da dose da diidropiridina e/ou verapamil.

Medicamentos cardiovasculares, Diversos alisquireno riociguate alisquireno Cmáx ↑↑↑, AUC ↑↑↑ riociguate Cmáx

(↑), AUC (↑↑) a Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazol c. Risco aumentado de 22 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) sildenafila (hipertensão pulmonar) tadalafila (hipertensão pulmonar) Aumento da concentração de sildenafila/tadalafila (extensão desconhecida, mas o efeito pode ser maior do que o relatado com medicamentos urológicos) a,b reações adversas relatadas para medicamentos cardiovasculares. bosentana guanfacina bosentana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a guanfacina Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c à bosentana e/ou guanfacina, pode ser necessário redução da dose de bosentana e/ou guanfacina. ivabradina ivabradina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à ivabradina, tais como fibrilação atrial, bradicardia, parada sinusal e bloqueio cardíaco. ranolazina ranolazina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à ranolazina, tais como prolongamento do intervalo QT e insuficiência renal.

Contraceptivos* dienogeste ulipristal dienogeste Cmáx (↑), AUC (↑↑) a ulipristal Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c a contraceptivos. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para dienogeste/ulipristal.

Diuréticos eplerenona eplerenona Cmáx (↑), AUC (↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à eplerenona, tais como hipercalemia e hipotensão. finerenona finerenona Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a Contraindicado durante e por duas semanas após o tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à finerenona c.

Medicamentos gastrintestinais aprepitanto loperamida netupitanto aprepitanto AUC (↑↑↑) a loperamida Cmáx ↑↑, AUC ↑↑ netupitanto Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c ao aprepitanto/loperamida/netupitanto. Pode ser necessário redução da dose de aprepitanto/loperamida. Consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para netupitanto. cisaprida Aumento da concentração de cisaprida (extensão desconhecida) a,b Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à cisaprida, tais como eventos cardiovasculares graves incluindo prolongamento do intervalo QT, arritmias ventriculares graves e Torsade de Pointes (TdP). domperidona domperidona Cmáx ↑↑, AUC ↑↑ Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de 23 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) reações adversas relacionadas à domperidona, tais como arritmias ventriculares graves e morte cardíaca repentina. medicamentos que reduzem a acidez gástrica itraconazol: Cmáx ↓↓, AUC ↓↓ Utilizar com cautela: Medicamentos que reduzem a acidez gástrica: por ex, medicamentos neutralizadores de ácido, como hidróxido de alumínio ou supressores de secreção ácida, como antagonistas do receptor H2 e inibidores da bomba de próton.

Quando tratamento concomitante com medicamentos neutralizadores de ácidos (ex:, hidróxido de alumínio) estes devem ser administrados pelo menos 2 horas antes ou 2 horas após ingestão de Sporanox ® cápsulas (vide “Advertências e precauções”). naloxegol naloxegol Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas ao naloxegol, tais como sintomas de abstinência a opioides.

Saccharomyces boulardii Saccharomyces boulardii diminuição da colonização (extensão desconhecida) Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazol. A eficácia de Saccharomyces boulardii pode ser reduzida.

Imunossupressores budesonida ciclesonida ciclosporina dexametasona fluticasona metilprednisolona tacrolimo tensirolimo budesonida (inalação) Cmáx ↑, AUC ↑↑ budesonida (outras formas) aumento da concentração (extensão desconhecida) a,b ciclesonida (inalação) Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a ciclosporina (IV) aumento da concentração ↔ a ↑ b ciclosporina (outras formas) aumento da concentração (extensão desconhecida) a,b dexametasona Cmáx ↔ (IV) ↑ (oral), AUC ↑↑ (IV, oral) fluticasona (inalação) aumento da concentração ↑↑ b fluticasona (nasal) aumento da concentração (↑) a,b metilprednisolona (oral) Cmáx ↑ a ↑↑, AUC ↑↑ metilprednisolona (IV) AUC ↑↑ tacrolimo (IV) aumento da concentração ↑ b tacrolimo (oral) Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a tensirolimo (IV) Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c a imunossupressores. Pode ser necessário redução da dose de imunossupressores. everolimo sirolimo (rapamicina) everolimo Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑) a sirolimo Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑) a Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazol c. Aumento do risco de 24 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) reações adversas relacionadas ao everolimo /sirolimo c. voclosporina voclosporina Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑↑) a Contraindicado durante e por duas semanas após o tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à voclosporina c.

Medicamentos reguladores de lipídeos atorvastatina atorvastatina Cmáx ↔ a ↑↑, AUC ↑ a ↑↑ Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c à atorvastatina. Pode ser necessário redução da dose de atorvastatina. lomitapida lomitapida Cmáx (↑↑↑↑), AUC (↑↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à lomitapida, tais como hepatotoxicidade e reações gastrintestinais graves. lovastatina sinvastatina lovastatina Cmáx ↑↑↑↑, AUC ↑↑↑↑ sinvastatina Cmáx ↑↑↑↑, AUC ↑↑↑↑ Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à lovastatina/sinvastatina, tais como miopatia, rabdomiólise e alterações nas enzimas hepáticas.

Medicamentos anti-inflamatórios não-esteroidais meloxicam meloxicam Cmáx ↓↓, AUC ↓ Utilizar com cautela, monitorizar redução de eficácia do meloxicam, poderá ser necessário adaptação da dose do meloxicam.

Medicamentos respiratórios salmeterol salmeterol Cmáx (↑), AUC (↑↑↑↑) a Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas c relacionadas ao salmeterol.

ISRS, antidepressivos tricíclicos e relacionados reboxetina venlafaxina reboxetina Cmáx (↔), AUC (↑) a venlafaxina Cmáx (↑), AUC (↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c à reboxetina/venlafaxina. Pode ser necessário redução da dose de reboxetina/venlafaxina.

Medicamentos urológicos avanafila avanafila Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à avanafila, tais como priapismo, problemas visuais e perda repentina da audição. dapoxetina dapoxetina Cmáx (↑), AUC (↑) a Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à dapoxetina, tais como hipotensão ortostática e efeitos oculares. darifenacina vardenafila darifenacina Cmáx (↑↑↑), AUC (↑↑↑ a ↑↑↑↑ ) a vardenafila Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑) a Não recomendado durante e nas 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas c relacionadas à darifenacina/vardenafila.

25 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) dutasterida imidafenacina oxibutinina sildenafila (disfunção erétil) tadalafila (disfunção erétil e hiperplasia benigna prostática) tolterodina udenafila Aumento da concentração da dutasterida (extensão desconhecida) a,b imidafenacina Cmáx ↑, AUC ↑ Aumento da concentração da oxibutinina ↑ b sildenafila Cmáx (↑↑), AUC (↑↑ a ↑↑↑↑) a tadalafila Cmáx (↑), AUC (↑↑) a tolterodina Cmáx (↑ a ↑↑), AUC (↑↑) a em metabolizadores fracos da CYP2D6 udenafila Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c aos medicamentos urológicos. Pode ser necessário redução da dose de medicamentos urológicos; consulte a bula para ações específicas a serem tomadas para dutasterida.

(Para sildenafila e tadalafila, vide também ‘Medicamentos cardiovasculares’, ‘Medicamentos diversos e outras substâncias’). fesoterodina fesoterodina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a Contraindicado em pacientes com insuficiência renal ou hepática moderada a grave, durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol.

Aumento do risco de reações adversas relacionadas à fesoterodina, tal como efeitos anticolinérgicos graves.

Utilizar com cautela em outros pacientes, monitorar reações adversas c à fesoterodina, pode ser necessário redução da dose de fesoterodina. solifenacina solifenacina Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Contraindicado em pacientes com insuficiência renal grave ou insuficiência hepática moderada a grave, durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à solifenacina, tais como efeitos anticolinérgicos e prolongamento do intervalo QT.

Utilizar com cautela em outros pacientes, monitorar reações adversas c à solifenacina, pode ser necessário redução da dose de solifenacina.

Medicamentos diversos e outras substâncias alitretinoína (oral) cabergolina canabinoide cinacalcete alitretinoína Cmáx (↑), AUC (↑) a cabergolina Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a Aumento da concentração do canabinoide (extensão desconhecida, mas provável (↑↑) a) cinacalcete Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas à alitretinoína / cabergolina / canabinoide / cinacalcete, pode ser necessário redução da dose c de alitretinoína / cabergolina / canabinoide / cinacalcete. valbenazina valbenazina Cmax (↑), AUC (↑↑) a Use com cautela, monitore reações adversas c relacionadas à valbenazina, é necessária a redução da dose de valbenazina. colchicina colchicina Cmáx (↑), AUC (↑↑) a Contraindicado em pacientes com insuficiência renal ou hepática, durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas à colchicina, como diminuição do débito cardíaco, arritmias cardíacas, dificuldades respiratórias e depressão da medula óssea.

26 Exemplos de Classes terapêuticas Efeito esperado/potencial nos níveis do medicamento (vide notas de rodapé para informações adicionais) Comentários clínicos (vide acima para informações adicionais) Não recomendado em outros pacientes durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol.

Aumento do risco de reações adversas c relacionadas à colchicina. eliglustate EMs da CYP2D6: eliglustate Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a Maiores aumentos são esperados em IMs/PMs da CYP2D6 e após coadministração com um inibidor da CYP2D6.

Contraindicado em EMs da CYP2D6 que tomam um inibidor forte ou moderado da CYP2D6 / IMs e PMs da CYP2D6, durante e 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionados ao eliglustate, como prolongamento do intervalo PR, QTc e/ou QRS e arritmias cardíacas.

Utilizar com cautela em metabolizadores extensivos da CYP2D6, monitorar reações adversas c ao eliglustate, pode ser necessário redução da dose do eliglustate. alcaloides do Ergot Aumento da concentração dos alcaloides do Ergot (extensão desconhecida) a,b Contraindicado durante e por 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas relacionadas aos alcaloides do Ergot, como ergotismo.

(vide também ’Medicamentos para enxaqueca’). galantamina galantamina Cmáx (↑), AUC (↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c à galantamina. Pode ser necessário redução da dose de galantamina. ivacaftor ivacaftor Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c ao ivacaftor, pode ser necessário redução da dose de ivacaftor. lumacaftor/ivacaftor ivacaftor Cmáx (↑↑), AUC (↑↑) a lumacaftor Cmáx (↔), AUC (↔) a diminuição da concentração do itraconazol, extensão desconhecida, mas provável ↓↓↓ Não recomendado nas 2 semanas anteriores, durante e 2 semanas após tratamento com itraconazol. A eficácia de itraconazol pode ser reduzida e aumento do risco de reações adversas c relacionadas ao ivacaftor.

Antagonistas do receptor de vasopressina conivaptana tolvaptana conivaptana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑↑) a tolvaptana Cmáx (↑↑), AUC (↑↑↑) a Não recomendado durante e 2 semanas após tratamento com itraconazol. Aumento do risco de reações adversas c relacionadas à conivaptana/ tolvaptana. mozavaptana mozavaptana Cmáx ↑, AUC ↑↑ Utilizar com cautela, monitorar reações adversas c à mozavaptana, pode ser necessário redução da dose de mozavaptana.

  • Os inibidores da CYP3A4 (incluindo o itraconazol) podem aumentar as concentrações sistêmicas de hormônios contraceptivos.

EMs: metabolizadores extensivos; IMs: metabolizadores intermediários, PMs: metabolizadores fracos; TdP: Torsade de Pointes.

Observação:

Aumento médio:

↑: <100% (i.e. < 2 vezes) ↑↑: 100-400% (i.e. ≥ 2 vezes a <5 vezes) ↑↑↑: 400-900% (i.e. ≥ 5 vezes e < 10 vezes) 27 ↑↑↑↑: ≥ 10 vezes Diminuição média:

↓: < 40% ↓↓: 40-80% ↓↓↓: > 80% Sem efeito:

↔ Para o efeito (coluna do meio), é indicado o nome do medicamento original, mesmo quando o efeito estiver relacionado à fração ativa ou ao metabólito ativo de um medicamento. a Para os medicamentos com setas entre colchetes, a avaliação baseou-se no mecanismo de interação e na informação clínica de interação do medicamento com cetoconazol, outros inibidores potentes da CYP3A4 e/ou inibidores da glicoproteína-P ou BCRP, em técnicas de modelagem, relatos de casos e/ou dados in vitro. Para os demais medicamentos, a avaliação baseou-se na informação clínica de interação do medicamento com itraconazol. b Os parâmetros farmacocinéticos não estavam disponíveis. c Consulte a bula correspondente para informações sobre reações adversas relacionadas ao medicamento.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Conservar as embalagens em temperatura ambiente (entre 15ºC e 30ºC), protegidas da luz e umidade.

Este medicamento tem validade de 36 meses a partir da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto Físico As cápsulas de Sporanox ® são de gelatina, com tampa de cor azul opaco e corpo rosa transparente, preenchidas por pequenas esferas de cor creme que contêm itraconazol.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

Sporanox ® deve ser administrado por via oral.

Para se obter um grau máximo de absorção, Sporanox ® cápsulas deve ser administrado imediatamente após uma refeição. As cápsulas devem ser ingeridas inteiras.

Indicação ginecológica 28

Indicação dose

Duração do

TRATAMENTO Tratamento de candidíase vulvovaginal 200 mg duas vezes ao dia ou 200 mg uma vez ao dia 1 dia ou 3 dias Indicações dermatológicas/ mucosas/ oftalmológicas INDICAÇÃO DOSE DURAÇÃO do Tratamento Tratamento de dermatomicose 200 mg uma vez ao dia ou 100 mg uma vez ao dia 7 dias ou 15 dias Tratamento de dermatomicose em regiões altamente queratinizadas, como palma das mãos e planta dos pés 200 mg duas vezes ao dia ou 100 mg uma vez ao dia 7 dias ou 30 dias Tratamento de pitiríase versicolor 100 mg duas vezes ao dia ou 200 mg uma vez ao dia 7 dias Tratamento de candidíase oral 100 mg uma vez ao dia 15 dias Tratamento de ceratite fúngica 200 mg uma vez ao dia 21 dias A duração do tratamento deve ser ajustada de acordo com a resposta clínica.

Onicomicose causadas por dermatófitos e/ou leveduras Onicomicose Pulsoterapia Dose e duração do tratamento Pulsoterapia consiste na administração de duas cápsulas (200 mg duas vezes ao dia) durante uma semana. Recomendam-se dois pulsos para infecções nas unhas das mãos e três pulsos para infecções nas unhas dos pés. Tratamentos em pulso são sempre separados por intervalos de 3 semanas sem medicamento.

A resposta clínica se tornará evidente à medida que a unha crescer após a descontinuação do tratamento.

Local afetado Semana 1 Semana 2 Semana 3 Semana 4 Semana 5 Semana 6 Semana 7 Semana 8 Semana 9 Unhas do pé com ou sem envolvimento das unhas da mão Pulso 1 Semanas livres de itraconazol Pulso 2 Semanas livres de itraconazol Pulso 3 Unhas da mão apenas Pulso 1 Semanas livres de itraconazol Pulso 2 Onicomicose Tratamento contínuo Dose Duração do tratamento Unhas do pé com ou sem envolvimento das unhas da mão 200 mg uma vez ao dia 3 meses 29 A eliminação do itraconazol do tecido cutâneo e ungueal é mais lenta que a do plasma. Assim, a resposta clínica e micológica ideal é alcançada 2 a 4 semanas após descontinuação do tratamento das infecções cutâneas e 6 a 9 meses após descontinuação das infecções das unhas.

Micoses sistêmicas

Indicação dose

Duração média do

Tratamento 1

OBSERVAÇÕES Tratamento de aspergilose 200 mg uma vez ao dia. 2 - 5 meses Aumentar a dose para 200 mg duas vezes ao dia em caso de doença invasiva ou disseminada.

Tratamento de candidíase 100 - 200 mg uma vez ao dia 3 semanas - 7 meses Aumentar a dose para 200 mg duas vezes ao dia em caso de doença invasiva ou disseminada.

Profilaxia de infecções fúngicas em pacientes imunocomprometidos com neutropenia grave 200 mg uma vez ao dia Até recuperação imune 2 Iniciar 1-3 dias antes ou no início da quimioterapia até a melhora da neutropenia Tratamento de criptococose não-meningeana 200 mg uma vez ao dia 2 meses - 1 ano Tratamento de meningite criptocócica 200 mg duas vezes ao dia Meningite criptocócica (terapia de manutenção apenas em pacientes com AIDS) 200 mg uma vez ao dia Até recuperação imune 2 Tratamento de histoplasmose 200 mg uma vez ao dia ou 200 mg duas vezes ao dia 8 meses Histoplasmose (terapia de manutenção apenas em pacientes com AIDS) 200 mg uma vez ao dia ou 200 mg duas vezes ao dia Até recuperação imune 2 Talaromicose (anteriormente, Peniciliose) (terapia de manutenção apenas em pacientes com AIDS) 200 mg uma vez ao dia ou 200 mg duas vezes ao dia Até recuperação imune 2 Tratamento de blastomicose 100 mg uma vez ao dia ou 200 mg duas vezes ao dia 6 meses Tratamento de esporotricose linfocutânea e cutânea 100 ou 200 mg uma vez ao dia (lesões localizadas) ou 200 mg duas vezes ao dia (lesões extensas) 3 a 6 meses Tratamento de esporotricose extracutânea 200 mg duas vezes ao dia 12 meses 30 Tratamento de paracoccidioidomicose 100 mg uma vez ao dia 6 meses Dados de eficácia de Sporanox ® cápsulas nesta dose para tratamento de paracoccidioidomicose em pacientes com AIDS não estão disponíveis.

Tratamento de cromomicose 200 mg uma vez ao dia 6 meses 1 A duração do tratamento deve ser ajustada de acordo com a resposta clínica.

2 A duração do tratamento deve basear-se no estado da recuperação imunitária Populações especiais Pacientes pediátricos Dados clínicos sobre segurança e eficácia de Sporanox ® em pacientes pediátricos são limitados. O uso de Sporanox ® cápsulas em pacientes pediátricos não é recomendado, (vide “Advertências e precauções”).

Pacientes idosos Dados clínicos sobre o uso de Sporanox ® em pacientes idosos são limitados. O uso de Sporanox ® cápsulas nestes pacientes só é recomendado se o potencial benefício superar os potenciais riscos. Em geral, recomenda-se que ao selecionar a dose para um paciente idoso seja levado em consideração a maior frequência de diminuição da função hepática, renal ou cardíaca, a presença de doenças concomitantes ou outro tratamento medicamentoso (vide “Advertências e precauções”).

Insuficiência hepática São limitados os dados disponíveis sobre uso de itraconazol oral em pacientes com insuficiência hepática. Este medicamento deve ser administrado com cautela em pacientes desta população (vide “Propriedades farmacocinéticas – Populações especiais, Insuficiência hepática”).

Insuficiência renal São limitados os dados disponíveis sobre o uso oral de itraconazol em pacientes com insuficiência renal. A exposição ao itraconazol pode ser menor em alguns pacientes com insuficiência renal. Recomenda-se cautela quando este medicamento for administrado em pacientes nesta população e ajuste de dose pode ser necessário.

Acidez gástrica diminuída Em pacientes com acidez gástrica diminuída, recomenda-se administrar as cápsulas de Sporanox ® com uma bebida ácida (como um refrigerante não dietético, à base de cola) (vide “Advertências e Precauções”).

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

09

Reações adversas

Neste item são apresentadas as reações adversas. Reações adversas são eventos adversos que foram considerados como razoavelmente associados ao uso do itraconazol, com base na avaliação abrangente da informação disponível sobre eventos adversos. Relação causal com itraconazol não pode ser estabelecida de forma confiável em casos individuais. Além disso, como os estudos clínicos são conduzidos sob condições amplamente variáveis, as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um medicamento não podem ser comparadas diretamente às taxas de estudos clínicos de outro medicamento e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.

31 Dados de estudos clínicos A segurança de Sporanox ® cápsulas foi avaliada em 8499 pacientes que participaram de 107 estudos clínicos abertos e duplo-cegos. Dos 8499 pacientes tratados com Sporanox ® cápsulas, 2104 pacientes foram tratados com Sporanox ® cápsulas durante os estudos duplo-cegos. Todos os 8499 pacientes receberam pelo menos uma dose de Sporanox ® cápsulas para tratamento de dermatomicoses ou onicomicoses e forneceram dados de segurança. Reações adversas relatadas por  1% dos pacientes tratados com Sporanox ® cápsulas nestes estudos clínicos são mostradas na Tabela 1.

Tabela 1: Reações adversas relatadas por  1% dos pacientes tratados com Sporanox ® cápsulas em 107 estudos clínicos Classe de sistema/órgão Reação adversa Sporanox ® cápsulas % (N=8499) Distúrbios do sistema nervoso Cefaleia 1,6 Distúrbios gastrintestinais Náusea Dor abdominal 1,6 1,3 Reações adversas que ocorreram em < 1% dos pacientes tratados com Sporanox ® cápsulas nestes estudos clínicos estão listadas na Tabela 2.

Tabela 2: Reações adversas relatadas por < 1% dos pacientes tratados com Sporanox ® cápsulas em 107 estudos clínicos Classe de sistema/órgão Reação adversa Infecções e infestações Rinite, sinusite, infecção do trato respiratório superior Distúrbios do sistema linfático e do sangue Leucopenia Distúrbios do sistema imunológico Hipersensibilidade Distúrbios do sistema nervoso Disgeusia, hipoestesia, parestesia Distúrbios do ouvido e do labirinto Tinido Distúrbios gastrintestinais Constipação, diarreia, dispepsia, flatulência, vômito Distúrbios hepatobiliares Função hepática anormal, hiperbilirrubinemia Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Prurido, erupção cutânea, urticária Distúrbios renais e urinários Polaciúria Distúrbios das mamas e do sistema reprodutivo Disfunção erétil, distúrbio da menstruação Distúrbios gerais e condições no local de administração Edema 32 A seguir, a lista de reações adversas adicionais associadas ao itraconazol reportadas nos estudos clínicos de Sporanox ® solução oral e/ou Sporanox ® intravenoso, excluindo a reação adversa “Inflamação no local da aplicação”, que é específico da via de administração injetável.

Distúrbios do sistema linfático e sanguíneo: granulocitopenia, trombocitopenia.

Distúrbios do sistema imunológico: reações anafiláticas.

Distúrbios nutricionais e de metabolismo: hiperglicemia, hipercalemia, hipocalemia, hipomagnesemia.

Distúrbios psiquiátricos: confusão mental.

Distúrbios do sistema nervoso: neuropatia periférica, tontura, sonolência.

Distúrbios cardíacos: insuficiência cardíaca, insuficiência ventricular esquerda, taquicardia.

Distúrbios vasculares: hipertensão, hipotensão.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino: edema pulmonar, disfonia, tosse.

Distúrbios gastrintestinais: distúrbio gastrintestinal.

Distúrbios hepatobiliares: insuficiência hepática, hepatite, icterícia.

Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo: erupção cutânea eritematosa, hiperidrose.

Distúrbios musculoesqueléticos e de tecido conjuntivo: mialgia, artralgia.

Distúrbios renais e urinários: insuficiência renal, incontinência urinária.

Distúrbios gerais e condições no local de administração: edema generalizado, edema de face, dor no peito, febre, dor, fadiga, calafrios.

Exames laboratoriais: aumento de alanina aminotransferase, aumento de aspartato aminotransferase, aumento de fosfatase alcalina, aumento de lactato desidrogenase, aumento de ureia, aumento de gama-glutamiltrasnferase, aumento de enzimas hepáticas, análise de urina anormal.

Experiência de pós-comercialização Em adição às reações adversas relatadas durante os estudos clínicos e listadas anteriormente, as seguintes reações adversas foram relatadas durante a experiência de pós-comercialização (vide tabela 3). As frequências são fornecidas utilizando a seguinte convenção:

Muito comum (≥ 1/10); Comum (≥ 1/100, < 1/10); Incomum (≥ 1/1000, < 1/100); Rara (≥ 1/10000, < 1/1000); Muito rara (< 1/10000), incluindo relatos isolados.

Na tabela 3, as reações adversas são apresentadas por categoria de frequência baseada em taxas de relatos espontâneos.

Tabela 3: Reações adversas identificadas durante a experiência de pós-comercialização com Sporanox ® por categoria de frequência estimada a partir de taxas de relatos espontâneos Distúrbios do sistema imunológico Muito rara Doença do soro, edema angioneurótico, reação anafilática Distúrbios endócrinos Pseudoaldosteronismo Distúrbios nutricionais e do metabolismo Muito rara Hipertrigliceridemia Distúrbios do sistema nervoso Muito rara Tremor Distúrbios oftalmológicos Muito rara Distúrbios visuais (incluindo diplopia e visão turva) 33 Distúrbios do ouvido e do labirinto Muito rara Perda transitória ou permanente da audição Distúrbios cardíacos Muito rara Insuficiência cardíaca congestiva e Bradicardia Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Muito rara Dispneia Distúrbios gastrintestinais Muito rara Pancreatite Distúrbios hepatobiliares Muito rara Hepatotoxicidade grave (incluindo alguns casos de insuficiência hepática aguda fatal) Distúrbios de pele e do tecido subcutâneo Muito rara Necrólise epidérmica tóxica, síndrome de Stevens-Johnson, pustulose exantemática generalizada aguda, eritema multiforme, dermatite esfoliativa, vasculite leucocitoclástica, alopecia, fotossensibilidade Exames laboratoriais Muito rara Aumento da creatina fosfoquinase sanguínea Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no portal da Anvisa.

10

Superdose

Sinais e sintomas Em geral, os eventos adversos relatados com superdose foram consistentes com aqueles relatados com o uso do itraconazol (vide “Reações adversas”).

Tratamento No caso de superdose, devem ser adotadas medidas de suporte.

É aconselhável contatar um centro de controle de intoxicações para determinar as mais recentes recomendações para o manuseio de uma superdose.

O itraconazol não pode ser removido por hemodiálise.

Não há antídoto específico.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

—

Dizeres legais

Registro – 1.1236.0028 Farm. Resp.: Erika Diago Rufino – CRF/SP n° 57.310 Registrado por:

Janssen-cilag farmacêutica ltda.

Avenida Presidente Juscelino Kubitschek, 2041, São Paulo – SP - CNPJ 51.780.468/0001-87 34 Produzido por:

Johnson & Johnson Industrial Ltda. - São José dos Campos – SP -Indústria Brasileira ®Marca Registrada Venda sob prescrição Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 10/05/2024.

Ccds 2302

Vps tv 12.0

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Produto Data do expediente Nº do expediente Assunto Data do expediente Nº do expediente Assunto Data de aprovação Itens de bula Versões (VP/VPS) Apresentações relacionadas Sporanox (itraconazol) 06/11/2014 0464663/14-1 10458 - MEDICAMENTO NOVO - Inclusão Inicial de Texto de Bula – RDC 60/12 06/11/2014 0464663/14-1 10458 - MEDICAMENTO NOVO - Inclusão Inicial de Texto de Bula – RDC 60/12 06/11/2014 VP: Todos VPS: Todos

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 11/07/2014 1004955/14-0 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 11/07/2014 1004955/14-0 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 11/07/2014 VP: 4

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 06/02/2015 0485892/15-1 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 06/02/2015 0485892/15-1 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 06/02/2015 VP: 8

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 10/11/2016 2377743/16-5 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 10/11/2016 2377743/16-5 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 10/11/2016 VP: Dizeres Legais VPS: Dizeres Legais

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 20/04/2017 0671441/17-2 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 20/04/2017 0671441/17-2 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 20/04/2017 VP: 4 e 8 VPS: 3, 6 e 9

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 29/09/2017 2044318/17-8 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 29/09/2017 2044318/17-8 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 29/09/2017 VP: 4 e 9 VPS: 5 e 10

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 21/08/2018 0821434/18-4 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 21/08/2018 0821434/18-4 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 21/08/2018 VP: 4 e 9 VPS: 3, 4, 5 e 6

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 05/03/2019 0397217/19-8 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 23/1/2019 0072099/19-2 0072100/19-0 0072108/19-5 11121 - RC 73/2016 - NOVO - Inclusão de nova indicação terapêutica 11192 - MEDICAMENTO NOVO - Exclusão de indicação terapêutica 11118 - RDC 73/2016 - NOVO - Alteração de posologia 05/03/2019 VP: 6 VPS: 1 e 8

Vp08/vps08

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 20/11/2020 4099319/20-1 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – publicação no Bulário RDC 60/12 20/11/2020 4099319/20-1 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – publicação no Bulário RDC 60/12 20/11/2020 VP: Dizeres Legais VPS: 9, Dizeres Legais

Vptv2.0/vpstv2.

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100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 28 Sporanox (itraconazol) 14/09/2021 3634330/21-0 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – publicação no Bulário RDC 60/12 14/09/2021 3634330/21-0 10451 - MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – publicação no Bulário RDC 60/12 14/09/2021 VP: Identificação do Medicamento,

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COMPARADOR · CMED 10/2026

Nomes comerciais, genéricos e preço máximo

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

Ver 24 apresentações
MedicamentoApresentaçãoTarjaPreço máx.
ItraconazolEurofarma Laboratorios S.A.100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 04Tarja vermelhaR$ 57,67
ItrasporEMS Sigma Pharma Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 4Tarja vermelhaR$ 59,89
TraxonolGeolab Indústria Farmacêutica S/A100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 04Tarja vermelhaR$ 63,05
FunokMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 4Tarja vermelhaR$ 72,82
ItralexEMS S/A100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 4Tarja vermelhaR$ 79,66
ItraconazolGeolab Indústria Farmacêutica S/A100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 04Tarja vermelhaR$ 83,49
ItraconazolEMS S/A100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 4Tarja vermelhaR$ 86,05
ItraconazolGermed Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 4Tarja vermelhaR$ 86,07
ItraconazolLegrand Pharma Industria Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 4Tarja vermelhaR$ 86,07
SporanoxJanssen-cilag Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC/PE/PVDC TRANS X 4Tarja vermelhaR$ 132,39
ItrasporEMS Sigma Pharma Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 143,86
ItraconazolEurofarma Laboratorios S.A.100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 150,53
ItraconazolGermed Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 150,55
TraxonolGeolab Indústria Farmacêutica S/A100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 161,13
ItraconazolGermed Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 10Tarja vermelhaR$ 180,62
ItraconazolLegrand Pharma Industria Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 10Tarja vermelhaR$ 180,62
ItraconazolGeolab Indústria Farmacêutica S/A100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 219,08
ItraconazolEMS S/A100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 225,84
ItraconazolLegrand Pharma Industria Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 225,84
FunokMultilab Industria e Comercio de Produtos Farmaceuticos Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 273,10
SporanoxJanssen-cilag Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC/PE/PVDC TRANS X 10Tarja vermelhaR$ 277,87
ItralexEMS S/A100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 282,42
SporanoxJanssen-cilag Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC/PE/PVDC TRANS X 15Tarja vermelhaR$ 347,41
SporanoxJanssen-cilag Farmaceutica Ltda100 MG CAP DURA CT BL AL PLAS PVC/PE/PVDC TRANS X 28Tarja vermelhaR$ 536,73