Bula de Soro Antibotulinico e
Fonte: bula do fabricante (Instituto Butantan) publicada no bulário digital Sara · bula de 23/04/2021 · conferida em 24/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
soro antibotulínico E Solução Injetável Frasco-ampola 20 mL soro antibotulínico E imunoglobulina heteróloga contra toxina botulínica tipo E: 425 UI
Apresentação
Solução injetável.
Cada mL do soro neutraliza no mínimo 425 UI de toxina botulínica tipo E, no total de no mínimo 8.500 UI de toxina botulínica tipo E por frasco-ampola/ampola com 20 mL.
Cada cartucho contém 01 frasco-ampola com 20 mL de soro antibotulínico E.
O soro antibotulínico E é apresentado em frasco-ampola/ampola contendo 20 mL de solução injetável da fração F(ab`)2 de imunoglobulinas heterólogas, específicas e purificadas, capazes de neutralizar no mínimo 425 UI de toxina produzidas pelo Clostridium botulinum tipo E (neutralização em camundongos).
O soro antibotulínico E é produzido a partir do plasma de equinos hiperimunizados com anatoxina botulínica E.
Via de administração: intravenosa.
Uso adulto e pediátrico.
Composição
Cada frasco-ampola/ampola com 20 mL contém:
- fração F(ab´)2 de imunoglobulina heteróloga capazes de neutralizar 8.500 UI de toxina botulínica tipo E (soroneutralização em camundongo)
- fenol até 70 mg (máximo)
- solução fisiológica a 0,85% q.s.p. 20 mL
Para que este medicamento é indicado?
Este produto é indicado para o tratamento do botulismo do tipo E, geralmente adquirido pela ingestão de alimentos contaminados por Clostridium botulinum tipo E.
Como este medicamento funciona?
O soro antibotulínico E é preparado a partir dos anticorpos que foram produzidos pelos cavalos imunizados com anatoxina botulínica E. O soro antibotulínico E atua neutralizando a toxina secretada pelo bacilo botulínico Clostridium botulinum tipo E. Ao aplicar o soro antibotulínico E, os anticorpos contidos no soro unem-se especificamente à toxina e dessa forma neutralizam as ações da toxina botulínica tipo E. O resultado do tratamento com a aplicação das doses recomendadas é mais eficiente quanto mais precocemente essas doses forem administradas. As injeções deverão ser aplicadas por via intravenosa.
Quando não devo usar este medicamento?
As contraindicações praticamente não existem, mas nas pessoas com problemas alérgicos a pelos ou poeiras do corpo de cavalo, aquelas que, no passado receberam injeção de algum tipo de soro produzido no cavalo, ou pacientes com problemas alérgicos, a aplicação do soro por via intravenosa deverá ser feita em hospital sob os cuidados de um profissional médico, com material de socorro emergencial prontamente disponível.
- O soro antibotulínico E não é contraindicado na gravidez, mas o médico deve ser informado sobre essa condição;
- Alimentação prévia e/ou ingestão de bebidas não contraindicam o emprego do soro antibotulínico E, mas é preciso cuidado maior devido ao risco de aspiração de vômitos.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
O uso soro antibotulínico E não é totalmente isento de riscos, uma vez que as pessoas tratadas com este produto podem apresentar reações alérgicas. Desta forma:
Informe ao médico o aparecimento de reações indesejáveis;
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso à sua saúde;
Procurar o serviço de saúde ou centro de referência para raiva mais próximo de onde ocorreu o acidente para avaliar a necessidade de uso do soro.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
O soro antibotulínico E deve ser armazenado e transportado à temperatura entre +2ºC e +8°C. Não deve ser colocado no congelador ou “freezer”; O congelamento é estritamente contraindicado. Uma vez aberto o frasco-ampola, o soro deve ser usado imediatamente.
Dados do estudo de estabilidade demonstraram que o soro antibotulínico E se manteve estável à temperatura de ±25ºC por até 72 horas, no entanto o uso deste produto estará condicionado ao aspecto e recomenda-se utilizar o mais rápido possível independente do seu prazo de validade.
Prazo de Validade:
O prazo de validade do soro antibotulínico E é de 24 meses a partir da data de fabricação, desde que mantido sob refrigeração à temperatura entre +2ºC a +8°C. Esse prazo é indicado na embalagem e essa condição deve ser respeitada rigorosamente.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto físico:
O soro antibotulínico E é uma solução límpida, transparente ou a levemente opalescente e incolor a ligeiramente amarela. Não deve ser usado se houver turvação ou presença de precipitado.
Características organolépticas:
Vide “Aspecto Físico”.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utiliza-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Medidas preventivas para o botulismo tipo E: Em pacientes que ingeriram alimentos suspeitos de contaminação por toxina botulínica do tipo E: aplicar 1600 a 8500 UI da antitoxina, de acordo com, se possível, uma avaliação da quantidade de alimento ingerido. A via preferencial de aplicação da antitoxina é a intravenosa, apos diluída a 1:10 em soro fisiológico. A necessidade de aplicação de uma segunda dose é avaliada pelo aparecimento de sinais ou sintomas da doença.
Tratamento do botulismo tipo E: Aplicar 8500 UI da antitoxina por via intravenosa, diluídas a 1:10 em soro fisiológico. A solução de antitoxina deve ser aplicada lentamente e sempre sob estrita vigilância médica e de enfermagem. A necessidade de administração de doses adicionais, relativa às recomendadas, deverá ser avaliada com a evolução do quadro clínico.
Terapias de suporte (não específicas) deverão ser recomendadas a critério médico.
Continuar o tratamento até o desaparecimento dos sintomas. Em casos mais graves (midríase, ptose palpebral, disfagia), transportar o paciente para um centro que disponha de equipamentos para respiração artificial a fim de se evitar a síncope respiratória.
ATENÇÃO: O soro antibotulínico E é um medicamento eficaz apenas para o tratamento de intoxicações ocorridas pela toxina botulínica tipo E.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Não há containdicação relativa à faixa etária.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Não se aplica.
Em caso de dúvidas procure orientação do farmacêutico ou do seu médico ou cirurgião dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
As reações anafiláticas e anafilactóides podem ocorrer quando da administração do soro heterólogo ou logo após sua infusão, em indivíduos previamente sensibilizados por um dos componentes do soro ou não. Tanto as reações anafiláticas como as anafilactóides são consideradas reações precoces. O quadro clínico pode se iniciar a qualquer momento durante a administração do soro. Costuma ter início com uma sensação de coceira pelo corpo, manchas avermelhadas na pele, vermelhidão no rosto, congestão nasal e/ou das conjuntivas, som semelhante a um assobio agudo durante a respiração, tosse seca, náuseas, vômitos e cólicas abdominais.
A interrupção da administração do soro nesse momento e o tratamento da manifestação alérgica impedem a progressão do quadro alérgico. Apos cessado o quadro de alergia, a soroterapia deve ser novamente instituída até o término da aplicação da dose recomendada.
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
A administração do soro, assim como a de qualquer outro medicamento, pode provocar reações locais precoces de caráter benigno como dor, inchaço, vermelhidão e arroxeamento no local da punção da agulha para infusão.
A Doença do Soro é uma reação tardia que pode aparecer 5 a 21 dias após o tratamento com o soro. Os seus principais sintomas são:
- Febre baixa;
- Manchas ou erupções avermelhadas na pele com coceiras;
- Inchaço com dores nas grandes articulações;
- Ínguas.
Se você apresentar algumas das manifestações acima descritas, procure o seu médico para o tratamento.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Durante o uso do soro pode ocorrer febre alta (até 39º), acompanhada de calafrios e sudorese. Nesses casos, a soroterapia deve ser interrompida e, instituído o tratamento com antitérmicos. Após a melhora do quadro, a soroterapia deve ser reinstituída. Caso haja recorrência deste quadro, a solução que contém o soro deve ser desprezada e preparada nova solução.
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Não descrita na literatura.
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):
O choque anafilático ou o edema de glote decorrente de reações anafiláticas ou anafilactóides são raras, mas podem ocorrer durante a administração do soro, com maior possibilidade em indivíduos que já tiveram contato prévio com algum tipo de soro heterólogo. Os sintomas iniciais são sensação de formigamento nos lábios, palidez, falta de ar, inchaço, manchas ou erupções avermelhadas na pele, som semelhante a um assobio agudo durante a respiração, cãimbras, pressão baixa e desmaios. A aplicação do soro deve ser interrompida e o paciente deve ser submetido ao tratamento imediatamente
Prevenção das reações:
Informe ao médico assistente se você já foi tratado (a) com soros heterólogos (antiofídicos, antitetânico, antidiftérico ou antirrábico), em caso positivo o corpo clínico estará pronto para fazer o atendimento no caso de aparecimento das reações adversas.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Não existem informações de casos e/ou consequências da aplicação de superdoses de soro antibotulínico E.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Número do Registro M.S.: 1.2234.0037 Farmacêutico Responsável:
Dr. Lucas L. de M. e Silva CRF-SP nº 61.318 Registrado e Fabricado por:
INSTITUTO BUTANTAN Av. Dr. Vital Brasil, 1500, Butantã CEP: 05503-900 - São Paulo/SP
CNPJ: 61.821.344/0001-56 Indústria Brasileira Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC): 0800 701 2850 e-mail: sac@butantan.gov.br Uso sob prescrição médica.
Proibida venda ao comércio.
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 23/04/2021.
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
soro antibotulínico E Solução Injetável Frasco-ampola 20 mL soro antibotulínico E imunoglobulina heteróloga contra toxina botulínica tipo E: 425 UI
Apresentação
Solução injetável.
Cada mL do soro neutraliza no mínimo 425 UI de toxina botulínica tipo E, no total de no mínimo 8.500 UI de toxina botulínica tipo E por frasco-ampola/ampola com 20 mL.
Cada cartucho contém 01 frasco-ampola/ampola com 20 mL de soro antibotulínico E.
O soro antibotulínico E é apresentado em frasco-ampola/ampola contendo 20 mL de solução injetável da fração F(ab`)2 de imunoglobulinas específicas, purificadas, capazes de neutralizar no mínimo 425 UI de toxina produzidas pelo Clostridium botulinum tipo E (neutralização em camundongos). O soro antibotulínico E é produzido a partir do plasma de equinos hiperimunizados com anatoxina botulínica E.
A fração F(ab`)2 de imunoglobulinas específicas é purificada por vários métodos físico-químicos e adicionada de fenol como conservante.
Via de administração: intravenosa.
Uso adulto e pediátrico.
Composição
Cada frasco-ampola com 20 mL contém:
- fração F(ab´)2 de imunoglobulinas heteróloga capazes de neutralizar 8.500 UI de toxina botulínica tipo E (Soroneutralização em camundongos)
- fenol até 70 mg (máximo)
- solução Fisiológica a 0,85% q.s.p. 20 mL
Indicações
O soro antibotulínico E é o medicamento eficaz para a neutralização das toxinas secretadas pelos bacilos botulínicos (Clostridium botulinum tipo E), sendo assim, o único produto indicado para a profilaxia e/ou tratamento do botulismo tipo E.
Ao ser administrado a ação do soro inicia-se imediatamente; as imunoglobulinas presentes no soro ligam-se especificamente às toxinas ainda não fixadas nas células dos tecidos eletivos, neutralizando-as.
As doses da antitoxina E devem ser suficientemente elevadas, como recomendadas, para que sejam encontradas com relativo excesso no meio sanguíneo circulante, dentro de um período de tempo relativamente curto. Nestas condições, quanto mais precoce for à administração do soro maior é o seu potencial terapêutico. Estudos realizados demonstraram que, nesses pacientes que receberam a antitoxina nas primeiras 24 horas após o início dos sintomas, os resultados foram satisfatórios, inclusive com redução do período de hospitalização.
Resultados de eficácia
Dada a natureza do soro antibotulínico E que é de origem equina (heteróloga) não há estudos clínicos de campo para a avaliação de eficácia, porém tanto em livros-textos como em artigos científicos não se encontram estudos ou experiências que permitam questionar a eficácia terapêutica do soro.
Características farmacológicas
O quadro clínico do botulismo seja qual for sua forma de transmissão, é caracterizado por sinais e sintomas neurológicos resultantes do bloqueio das junções colinérgicas autonômicas e motoras voluntárias, induzido pela ação da toxina. O botulismo clássico é uma doença resultante da ação de uma potente toxina produzida por uma bactéria denominada Clostridium botulinum, bacilo anaeróbio, estritamente esporulado, nos tipos A, B, E em raras ocasiões, pelo tipo F. Habitualmente é adquirido pela ingestão de alimentos contaminados (embutidos e conservas em latas e vidros), de ocorrência súbita, caracterizada por manifestações neurológicas seletivas, de evolução dramática e elevada letalidade.
Os esporos estão distribuídos no solo, estando presentes com frequência em produtos agrícolas, inclusive no mel. Também se encontram em sedimentos marinhos e nas vias intestinais dos peixes.
O botulismo pode iniciar-se com vômitos e diarreia, mais comumente com constipação; debilidade; vertigem; sobrevindo logo em seguida, alterações da visão (visão turva, dupla, fotofobia); flacidez de pálpebras; modificações da voz (rouquidão, voz cochichada, afonia, ou fonação lenta); distúrbios da deglutição; flacidez muscular generalizada, acentuando-se na face, pescoço (cabeça pendente) e membros; dificuldade de movimentos; agitação psicomotora e outras alterações relacionadas com os nervos cranianos, podendo provocar dificuldades respiratórias e cardiovasculares, levando à morte por parada cardio-respiratória.
Os sintomas aparecem entre 2 horas à cerca de 5 dias, em período médio de 12 a 36 horas, dependendo da quantidade de toxina ingerida. É muito raro o aparecimento vários dias após a ingestão do alimento contaminado. Quanto mais toxina ingerida, mais curto o tempo entre a ingestão e o aparecimento da doença. Quanto menor o tempo de aparecimento da doença, maior a gravidade e a letalidade da doença.
A toxina é uma exotoxina ativa (mais que a tetânica), de ação neurotrópica (ação no sistema nervoso), e a única que tem a característica de ser letal por ingestão, comportando-se como um verdadeiro veneno biológico. É letal na dose de 1/100 a 1/120 ng. Ao contrário do esporo, a toxina é termolábil, sendo destruída à temperatura de 65 a 80º C por 30 minutos ou a 100º C por 5 minutos. O soro antibotulínico E é o único tratamento eficaz para a neutralização das toxinas secretadas pelos bacilos botulínicos (Clostridium botulinum tipo E).
As imunoglobulinas específicas contidas no soro ligam-se especificamente às toxinas ainda não fixadas nas células dos tecidos eletivos, neutralizando-as.
A dose da antitoxina E deve ser suficientemente elevada, como recomendada, para que seja encontrada com relativo excesso no meio sanguíneo circulante dentro de um período de tempo relativamente curto.
Nestas condições, quanto mais precoce for à administração do soro maior é o seu potencial terapêutico.
Em pacientes que receberam a antitoxina específica nas primeiras 24 horas após o início dos sintomas, os resultados foram mais satisfatórios, inclusive com redução do período de hospitalização.
Contraindicações
As contraindicações praticamente não existem, mas nos pacientes com antecedentes alérgicos ou de sensibilidade a soros de origem equina, a aplicação do soro antibotulínico E deverá ser feita em condições de estrita observação médica.
Notas:
- O soro antibotulínico E não é contraindicado na gravidez, mas o médico deve ser informado sobre essa condição;
- Alimentação prévia e/ou ingestão de bebidas não contraindicam o emprego do soro antibotulínico E, mas impõe cuidado mais rigoroso desses pacientes pelo risco de complicações relacionadas a vômitos (aspiração).
Advertências e precauções
O soro antibotulínico E deve ser aplicado sob supervisão médica, por via intramuscular.
Conservar o soro antibotulínico E sob refrigeração entre +2ºC E +8°C; NÃO CONGELAR.
Uma vez aberto o frasco-ampola, o soro antibotulínico E deve ser usado imediatamente.
O uso do soro antibotulínico E não é contraindicado na gravidez, mas essa condição deve ser monitorada.
Não utilizar o soro antibotulínico E após o término do prazo de validade.
Notas:
- O sucesso da soroterapia no tratamento de intoxicações por toxinas botulínicas está diretamente relacionado com a aplicação das doses corretas o mais precocemente possível após o início dos sintomas, requerendo assim, um diagnóstico rápido;
- As doses indicadas são as mesmas para idosos, adultos ou crianças. Quanto a grupos de risco, são considerados os pacientes com antecedentes alérgicos ou sensíveis a soros de origem equina (Ver Reações Adversas);
- A interrupção do tratamento somente deverá ser efetuada com orientação médica.
Interações medicamentosas
Nenhuma medicação concomitante constituirá contraindicação para o uso do soro antibotulínico E, porém, todo medicamento que esteja sendo utilizado pelo paciente deverá ser informado ao médico.
Cuidados de armazenamento do medicamento
O soro antibotulínico E deve ser armazenado e transportado sob refrigeração à temperatura entre +2°C e +8°C. Não deve ser colocado em congelador ou “freezer”; o congelamento é estritamente contraindicado.
Depois de aberto este medicamento deve ser utilizado imediatamente. Não utilizar após o vencimento.
PRAZO DE VALIDADE O prazo de validade do soro antibotulínico E é de 24 meses a partir da data de fabricação, desde que mantido sob refrigeração à temperatura entre +2°C a +8°C, conforme está indicado na embalagem e deve ser respeitado rigorosamente.
Número de lote e data de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido.
Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem original.
Aspecto físico:
O soro antibotulínico E é uma solução límpida e transparente ou a levemente opalescente. Não deve ser usado se houver turvação ou presença de precipitado.
Caracteristicas organolépticas:
Vide “Aspecto Físico”.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento dever ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Profilaxia do botulismo tipo E: para pacientes que ingeriram alimentos suspeitos de contaminação por toxina botulínica do tipo E: aplicar 1600 a 8500 UI da antitoxina, de acordo com, se possível, uma avaliação da quantidade de alimento ingerido. A via de aplicação da antitoxina é a intravenosa, após diluída a 1:10 em soro fisiológico. A necessidade de aplicação de uma segunda dose é avaliada pelo aparecimento de sinais ou sintomas da doença.
Tratamento do botulismo tipo E: aplicar 8.500 UI da antitoxina por via intravenosa, diluída a 1:10 em soro fisiológico. A solução de antitoxina deve ser aplicada lentamente e sempre sob estrita vigilância médica e de enfermagem. A necessidade de administração de doses adicionais, relativa às recomendadas, deverá ser avaliada com a evolução do quadro clínico.
Terapias de suporte (não específicas) deverão ser recomendadas a critério médico.
Continuar o tratamento até o desaparecimento dos sintomas. Em casos mais graves (midríase, ptose palpebral e disfagia) transportar o paciente para um centro que disponha de equipamentos para respiração artificial a fim de se evitar a síncope respiratória.
Reações adversas
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Os sinais e sintomas mais frequentes são decorrentes de reações anafiláticas e/ou anafilactóides que podem ocorrer quando da administração do soro heterólogo, em indivíduos previamente sensibilizados por um dos componentes do soro. São consideradas reações precoces ou imediatas.
As reações anafiláticas são mediadas por IgE, sendo consideradas reações precoces. Já as reações anafilactóides, como o nome diz, são semelhantes às reações anafiláticas, porém, não são mediadas por IgE. A sua fisiopatologia não está bem estabelecida, admite-se que a proteína heteróloga poderia determinar a formação de agregados proteicos ou imunocomplexos, ativando o sistema complemento. A ativação do sistema complemento levaria a formação de anafilatoxinas, que por sua vez, poderiam determinar a liberação direta de mediadores químicos dos mastócitos e basófilos, principalmente a histamina.
O quadro clínico é idêntico para qualquer um dos mecanismos mencionados. Ocorre habitualmente nas primeiras duas horas, e geralmente nos primeiros 30 minutos após a exposição. Costuma ter início com uma sensação de prurido pelo corpo, pápulas ou placas urticariformes, rubor facial, congestão nasal e/ou conjuntival, estridor laríngeo, tosse seca, náuseas, vômitos e cólicas abdominais.
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento):
A administração do soro, assim como a de qualquer outro medicamento, pode provocar reações locais precoces de caráter benigno como dor, edema, hiperemia e equimose.
A Doença do Soro, também é conhecida como uma “Reação Tardia”, ocorrendo 5 a 21 dias após a aplicação do soro de origem heteróloga. A reação é caracterizada inicialmente com febrícula, exantema urticariforme, máculas-pápulas eritematosas e pruriginosas de diferentes tamanhos e distribuição irregular. Alguns pacientes apresentam edema localizado ou generalizado. O componente articular às vezes exuberantes, geralmente atinge as grandes articulações onde aparecem edemas sem rubor, dor espontânea e à pressão. É uma artrite serosa que pode ser mono ou poliarticular. O componente linfoganglionar se apresenta com infartamento e inflamações que produzem adenopatias generalizadas de distinta intensidade em toda a cadeia ganglionar. Os gânglios são palpáveis, móveis e dolorosos. O estado geral do paciente é bom, comumente com dor articular e dificuldade de movimentação.
Normalmente evoluem para a cura sem sequelas. Raramente podem ocorrer ainda vasculite e nefrite.
Dependendo da intensidade das manifestações clínicas, pode-se utilizar como forma de tratamento um corticosteróide, como a prednisona, na dose de 1 mg / Kg dia (máximo 60 mg) por 5 a 7 dias.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Não descrito na literatura.
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Não descrito na literatura.
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):
As reações precoces, anafiláticas ou anafilactóides, podem raramente evoluir para quadros graves, com palidez, dispnéia, edema de glote, sibilos, laringoespamos hipotensão arterial e perda da consciência. Ao exame clínico mostra uma diminuição gradativa da pressão arterial até o choque anafilático. Evolui com vasodilatação periférica progressiva que agrava a hipotensão e podem ocorrer convulsões, falha circulatória e anóxia.
Prevenção das Reações:
- Solicitar informações ao paciente quanto ao uso anterior de soro heterólogo (antitetânico, antidiftérico, antirrábico ou antiofídico) e problemas alérgicos de naturezas diversas. Não há consenso sobre a pré-medicação com bloqueadores dos receptores da histamina. Porém, face às afirmações positivas, é facultado ao médico a administração de anti-histamínicos (antagonistas H1 e H2) e corticosteroides com 15 minutos de antecedência da dose de soro recomendada.
- O teste de sensibilidade tem sido abandonado na rotina de tratamento com soros heterólogos, pois não tem se mostrado eficiente para detectar a sensibilidade do paciente, podendo desencadear reações, por si mesmo. O tempo gasto na execução retarda a aplicação da soroterapia.
Tratamento das reações precoces:
Instalada a reação, interromper a soroterapia temporariamente e iniciar o seu tratamento. No caso de urticária generalizada, crise asmatiforme, edema de glote e choque deve-se proceder a administração imediata de adrenalina aquosa 1:1.000, via subcutânea ou intramuscular (IM), na dose de 0,3 mL a 0,5 mL em adultos e 0,01 mL/kg em crianças, podendo ser repetida a cada 5 minutos ou 10 minutos conforme a necessidade. Na presença de crise asmatiforme, recomenda-se ainda a utilização de broncodilatadores inalatórios ou aminofilina por via parenteral. Os corticosteroides e anti-histamínicos exercem papel secundário no controle dessas reações, podendo também ser utilizados. Após a remissão do quadro de hipersensibilidade, reinstituir a soroterapia.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Não existem informações de casos e/ou consequências da aplicação de superdoses do soro antibotulínico E.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 7226001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Número de Registro no M.S.: 1.2234.0037 Farmacêutico Responsável:
Dr. Lucas L. de M. e Silva CRF-SP nº 61.318 Registrado e Fabricado por:
INSTITUTO BUTANTAN Av. Dr. Vital Brasil, 1500, Butantã CEP: 05503-900 - São Paulo/SP
CNPJ: 61.821.344/0001-56 Indústria Brasileira Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC): 0800 701 2850 e-mail: sac@butantan.gov.br Uso sob prescrição médica.
Proibida venda ao comércio.
Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 23/04/2021.
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 425 UI /ML SOL INJ CT FA VD INC X 20 ML | 7897965401304 | R$ 19.169,23 |