Bula de Zolfest D
Fonte: bula do fabricante (Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A) publicada no bulário digital Sara · bula de 28/03/2024 · conferida em 23/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
ZOLFEST D Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Comprimidos efervescentes 10 mg
BULA PARA PACIENTE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
ZOLFEST D hemitartarato de zolpidem
Apresentação
Comprimido efervescente de 10 mg: embalagem com 20 comprimidos.
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido de Zolfest D contém: hemitartarato de zolpidem..................................................................................................................... . 10 mg (equivalente a 8 mg de zolpidem) Excipientes: citrato ácido de sódio, citrato monossódico, bicarbonato de sódio, sacarina sódica, lactose monoidratada, povidona, macrogol, carbonato de sódio, estearato de magnésio e aroma de toranja.
Para que este medicamento é indicado?
Zolfest D é destinado ao tratamento da insônia (dificuldade para dormir) que pode ser ocasional (eventual), transitória (passageira) ou crônica (que dura há muito tempo).
Como este medicamento funciona?
Zolfest D é um medicamento que possui em sua fórmula uma substância chamada zolpidem. O zolpidem age sobre os centros do sono, que estão localizados no cérebro. Por isso, o médico prescreve Zolfest D para o tratamento da insônia, isto é, para aquelas pessoas que têm dificuldade em adormecer ou permanecer adormecidas.
Quando não devo usar este medicamento?
Zolfest D não deve ser utilizado em caso de hipersensibilidade (alergia ou intolerância) ao zolpidem ou a qualquer outro componente da fórmula. Este medicamento também não deve ser utilizado por pacientes com insuficiência respiratória severa ou aguda (redução da função respiratória) ou com insuficiência severa do fígado (redução da função do fígado).
Este medicamento é contraindicado para menores de 18 anos de idade.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência respiratória aguda ou severa e insuficiência hepática severa.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Advertências O zolpidem deve ser usado com cautela caso você apresente síndrome da apneia do sono (doença em que ocorre interrupção da respiração durante o sono) e miastenia gravis (doença que acomete os nervos e os músculos [neuromuscular ]), cuja principal característica é o ca nsaço.
Você deve tomar Zolfest D em dose única e não deve tomar mais de uma dose durante a mesma noite.
Insuficiência respiratória (redução da função respiratória) Como os hipnóticos têm a capacidade de causar depressão respiratória, você deve ter cautela no uso, caso tenha a função respiratória comprometida.
Insuficiência hepática (redução da função do fígado) Você não deve usar Zolfest D caso tenha insuficiência hepática severa (disfunção grave do fígado), uma vez que pode contribuir para encefalopatia (disfunção cerebral).
Precauções A causa primária da insônia deve ser identificada sempre que possível e os fatores causais tratados antes da prescrição de um hipnótico. A falta de efeito do tratamento após 7 a 14 dias de uso, pode indicar a presença de um distúrbio físico ou psiquiátrico primário e você deve ser reavaliado cuidadosamente pelo médico em intervalos regulares.
Pacientes idosos Pacientes idosos ou debilitados podem apresentar uma sensibilidade maior aos efeitos do zolpidem.
Pacientes pediátricos A segurança e eficácia de zolpidem em pacientes com idade inferior a 18 anos não foram estabelecidas.
Portanto, zolpidem não deve ser prescrito para esta população.
Pacientes com doença psicótica Hipnóticos como o zolpidem não devem ser a medicação principal para o tratamento de pacientes psicóticos.
Amnésia (diminuição considerável ou perda total da memória) Sedativos e hipnóticos como o zolpidem podem causar amnésia anterógrada (perda da memória para fatos que aconteceram logo após o uso do medicamento), que em geral ocorre algumas horas após administração.
Por essa razão, aconselha-se tomar o medicamento imediatamente antes de deitar, sendo importante assegurar condições favoráveis para um sono ininterrupto de 7 a 8 horas.
Depressão O zolpidem deve ser administrado com cautela em pacientes que apresentam sintomas de depressão e que podem apresentar tendências suicidas. Depressão preexistente pode ser desmascarada durante o uso de zolpidem. Considerando que insônia pode ser um sintoma de depressão, você deve ser reavaliado pelo médico caso ela persista.
Outras reações paradoxais (contrárias) e de tipo psiquiátrico Outras reações psiquiátricas e paradoxais como: exacerbação da insônia, pesadelos, nervosismo, irritabilidade, agitação, agressividade, acessos de raiva, ideias delirantes, alucinações, comportamento inapropriado e outros distúrbios de comportamento, podem ocorrer com o uso de sedativos e hipnóticos, como o zolpidem. Nesse caso, o medicamento deve ser descontinuado. Essas reações são mais prováveis de ocorrer em idosos.
Sonambulismo e comportamentos associados Caminhar enquanto dorme e outros comportamentos associados, como dormir enquanto dirige, preparar e comer alimentos, falar ao telefone ou no ato sexual, acompanhado de amnésia (diminuição temporária ou perda total da memória) para estes eventos, foram observados em pacientes que utilizaram zolpidem e não estavam totalmente acordados. O uso concomitante de zolpidem e álcool ou outros depressores do SNC (sistema nervoso central) parece aumentar o risco desses comportamentos, assim como o uso de zolpidem acima da dose máxima recomendada. O tratamento com zolpidem deve ser descontinuado caso você apresente esses comportamentos (por exemplo, dormir enquanto dirige), devido ao risco para você e aos outros.
Comprometimento psicomotor O risco de comprometimento psicomotor, incluindo prejuízo na habilidade de dirigir, é aumentado se o zolpidem é administrado em menos de 7 a 8 horas antes do início das atividades que requerem alerta mental; se é utilizada uma dose mais alta que a recomendada; ou se o zolpidem é coadministrado com outros depressores do SNC, álcool, ou com outros medicamentos que elevam a concentração sanguínea de zolpidem.
Tolerância Alguns sedativos/hipnóticos como o zolpidem podem apresentar perda de eficácia dos efeitos hipnóticos após uso prolongado por algumas semanas.
Dependência O uso de sedativos/hipnóticos ou de zolpidem, pode levar ao desenvolvimento de dependência física ou psíquica, assim como o uso repetido por algumas semanas pode resultar em perda de eficácia. Estas características, entretanto, não foram observadas com o uso de zolpidem nas doses e duração de tratamento recomendadas. O risco de dependência aumenta com a dose e duração do tratamento. Este risco é aumentado caso você apresente distúrbios psiquiátricos, histórico de alcoolismo ou abuso de drogas. Zolfest D só deve ser administrado a este grupo de pacientes sob cuidadosa supervisão médica.
Na presença de dependência física, a descontinuação abrupta do zolpidem pode causar o aparecimento de sintomas de abstinência: cefaleia, dor muscular, ansiedade, tensão, agitação, confusão e irritabilidade.
Insônia de rebote (reaparecimento de insônia , às vezes mais grave do que aquela que motivou o tratamento) A interrupção abrupta de um tratamento com hipnóticos com posologia e duração acima das recomendadas pode provocar insônia de rebote transitória (reaparecimento de insônia , às vezes mais grave do que aqu ela que motivou o tratamento) e pode também causar outros sintomas (alterações do humor, ansiedade, agitação). Portanto, é importante que o paciente seja alertado quanto a este fenômeno e que a posologia seja reduzida gradualmente para minimizá -lo. No caso de sedativos/hipnóticos com curta duração de ação, o fenômeno de retirada pode se manifestar dentro do intervalo de dose.
Lesões severas Devido às suas propriedades farmacológicas, zolpidem pode causar sonolência e diminuição do nível de consciência, que pode levar a quedas e, consequentemente, a lesões severas.
Gravidez e amamentação Deve-se evitar o uso de zolpidem durante a gravidez, como medida de precaução. Dados a respeito da utilização de zolpidem em pacientes grávidas, são inexistentes ou muito l imitados. Se você se encontra em idade fértil, avise ao médico quando houver intenção de engravidar ou suspeita de gravidez.
Em caso de utilização de zolpidem durante os três últimos meses da gravidez ou durante o trabalho de parto, efeitos na criança recém-nascida, como temperatura do corpo abaixo do normal, diminuição anormal de pressão e depressão respiratória moderada, podem ocorrer em razão do modo como o medicamento age.
Casos de depressão respiratória grave em recém-nascidos foram reportados quando zolpidem foi usado junto com outro depressor do sistema nervoso central no final da gravidez.
Além disso, crianças nascidas de mães que utilizaram sedativos/hipnóticos cronicamente durante os últimos estágios da gravidez, podem ter desenvolvido dependência física e existe o risco de desenvolverem sintomas de abstinência após o nascimento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Amamentação: embora a concentração de zolpidem no leite materno seja baixa, ele não deve ser utilizado se você estiver amamentando.
Outros grupos de risco − Deve-se tomar extremo cuidado com pacientes com histórico de alcoolismo ou dependência de drogas.
− Deve-se ter cuidado com pacientes com insuficiência hepática (do fígado), pois nesses pacientes o clearance e o metabolismo do zolpidem estão reduzidos.
− Apesar do ajuste da dose não ser necessário, deve-se ter cuidado ao utilizar o medicamento em pacientes com insuficiência renal.
Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Caso você dirija veículos ou opere máquinas, pode haver a possibilidade de risco de reações adversas incluindo sonolência, tempo de reação prolongado, tontura, visão borrada ou visão dupla e redução do estado de alerta na manhã seguinte à administração de zolpidem. Para minimizar estes riscos, recomenda-se que a duração do sono seja de 7 a 8 horas. Além disto, a coadministração de zolpidem com álcool e outros depressores do SNC aumentam o risco destes efeitos. Você não deve utilizar álcool ou outros medicamentos psicoativos enquanto utilizar zolpidem.
Interações medicamentosas Depressores do SNC O aumento da depressão do sistema nervoso central pode ocorrer no caso de uso concomitante com antipsicóticos (neurolépticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, drogas antiepiléticas (para convulsão), anestésicos e anti-histamínicos. O uso concomitante de zolpidem com estes medicamentos pode aumentar a sonolência e o comprometimento psicomotor, incluindo a habilidade de dirigir veículos. No caso de analgésicos narcóticos, pode ocorrer aumento da sensação de euforia, levando à ocorrência de dependência psicológica.
Inibidores e indutores da enzima CYP450 Compostos que inibem o citocromo P450 (enzima presente no fígado) podem aumentar a atividade de alguns hipnóticos como o zolpidem. A ação do zolpidem é menor quando é administrado com rifampicina (um indutor de CYP3A4). Entretanto, quando zolpidem foi administrado com itraconazol (um inibidor do CYP3A4), não foram observadas interações farmacocinéticas (velocidade de absorção) e farmacodinâmicas significativas. A relevância clínica destes resultados não é conhecida. Um ajuste de dosagem de zolpidem não é necessário, mas você deve ser advertido de que a coadministração de zolpidem com cetoconazol pode aumentar os efeitos sedativos. A fluvoxamina é um potente inibidor de enzimas do fígado CYP1A2 e de moderado a fraco inibidor das enzimas hepáticas CYP2C9 e CYP3A4. A coadministração de fluvoxamina pode aumentar os níveis sanguíneos de zolpidem. O uso concomitante não é recomendado. O ciprofloxacino tem se mostrado um moderado inibidor de enzimas do fígado CYP1A2 e CYP3A4. A coadministração de ciprofloxacino pode aumentar os níveis sanguíneos de zolpidem. O uso concomitante não é recomendado.
Outros medicamentos Quando zolpidem foi administrado junto com varfarina, digoxina, ranitidina ou cimetidina, nenhuma interação farmacocinética foi observada.
Álcool A ingestão de zolpidem juntamente com bebidas alcoólicas ou medicamentos contendo álcool não é recomendada.
Alimento De acordo com a literatura, a exposição sistêmica de zolpidem é alterada quando administrada com alimento. Desta forma, zolpidem não deve ser administrado com alimento ou imediatamente após a alimentação.
Exame laboratorial Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de zolpidem em testes laboratoriais.
Este produto contém 35,66 mg de sódio por comprimido. Recomenda-se a utilização com cautela no caso de pacientes com uma dieta de sódio controlada.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30ºC). Proteger da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas: comprimido efervescente branco, oblongo e liso em ambas as faces.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Zolfest D age rapidamente, e por isso deve ser sempre administrado imediatamente antes de se deitar ou já na cama. O uso prolongado do zolpidem não é recomendado e a duração do tratamento, assim como com todos os hipnóticos, não deve ultrapassar 4 semanas, mas em alguns casos pode ser necessário manter o tratamento por um período mais longo. Somente o seu médico poderá determinar a duração do seu tratamento, levando em conta o tipo de insônia e seu estado clínico.
Insônia ocasional: de 2 a 5 dias.
Insônia transitória: de 2 a 3 semanas.
Adultos abaixo de 65 anos: um comprimido de 10 mg por dia.
Modo de administração A dose necessária deve ser administrada dissolvendo um comprimido efervescente em um copo contendo 50 mL de água. A solução deve ser administrada diretamente assim que seja obtida. Se preferir, o comprimido efervescente pode ser ingerido inteiro, sem a necessidade de dissolvê-lo antes.
Pacientes pediátricos A segurança e eficácia do uso de zolpidem não foram estabelecidas em pacientes pediátricos menores de 18 anos de idade. Desta forma, zolpidem não deve ser prescrito para esta população. Não há estudos dos efeitos de zolpidem administrado por vias não recomendadas. Portanto, por segurança e para eficácia deste medicamento, a administração deve ser somente por via oral.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Caso esqueça de administrar uma dose, administre-a assim que possível. Importante observar que o medicamento pode ter ação por até 8 horas, de modo que, caso você venha fazer uso do medicamento, deve evitar atividades que exijam atenção, habilidades manuais e intelectuais durante este período, pois elas poderão estar prejudicadas. Caso isto venha a acontecer, você deve considerar em não fazer uso da medicação neste dia.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião -dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Existem evidências de que as reações adversas, particularmente certas reações n o SNC (sistema nervoso central), estão relacionadas com a dose usada de zolpidem. Essas reações, em teoria, devem ser menores se o zolpidem for administrado imediatamente antes de deitar-se ou já na cama. Essas reações ocorrem com mais frequência em pacientes idosos e no início da terapia.
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Desconhecida: não pode ser estimada com os dados disponíveis.
Distúrbios do sistema imunológico Desconhecida: edema angioneurótico (edema transitório súbito de áreas da pele ou membranas , mucosas e ocasionalmente das vísceras, geralmente associadas com urticária, eritema e púrpura).
Distúrbios psiquiátricos Comuns: alucinações, agitação, pesadelos.
Incomuns: confusão, irritabilidade.
Desconhecidas: nervosismo, agressividade, desilusão, acessos de raiva, comportamento inapropriado, sonambulismo, dependência (síndrome de retirada ou efeito rebote podem ocorrer após a descontinuação do tratamento), alteração na libido, depressão.
A maioria dos distúrbios psiquiátricos está relacionada com rea ções paradoxais.
Distúrbios do sistema nervoso central Comuns: sonolência, dor de cabeça, tontura, insônia exacerbada, distúrbios cognitivos , tais como amnésia anterógrada (os efeitos da amnésia podem estar associados a um comportamento inapropriado).
Desconhecidas: nível de consciência deprimido, distúrbio de atenção, distúrbio de fala.
Distúrbios oculares Incomum: diplopia (visão dupla).
Distúrbios respiratórios, torácico e mediastinal Desconhecida: depressão respiratória.
Distúrbios gastrintestinais Comuns: diarreia, náusea, vômito, dor abdominal.
Distúrbios hepatobiliares Desconhecidas: aumento das enzimas do fígado, lesão hepatocelular (lesão das células do fígado), colestática (lesão devido a doenças que acometem as vias biliares - ductos que levam a bile produzida no fígado até o intestino) ou mista.
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Desconhecidas: rash (erupções cutâneas), prurido (coceira e/ou ardência), urticária (erupção na pele, geralmente de origem alérgica, que causa coceira), hiperidrose (transpiração anormalmente aumentada).
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Comum: dor nas costas.
Desconhecida: fraqueza muscular.
Infecções e infestações Comuns: infecção do trato respiratório superior, infecção do trato respiratório inferior.
Distúrbios gerais Comum: fadiga (cansaço).
Desconhecidas: distúrbios de marcha (andar alterado), tolerância ao medicamento, queda (principalmente em pacientes idosos e quando zolpidem não é administrado de acordo com as recomendações).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Nos casos de superdose envolvendo zolpidem em monoterapia ou associado a outros depressores do SNC (sistema nervoso central) incluindo álcool, foram observados sintomas que variam da perda da consciência ao coma e sintomatologia mais severa, incluindo consequências fatais.
Em casos de superdosagem, medidas sintomáticas e de suporte devem ser utilizadas. Se não houver vantagens no esvaziamento gástrico, deve ser administrado carvão ativado para reduzir a absorção. Se ocorrer estados de excitação, deve ser administrado algum sedativo. A utilização de flumazenil deve ser avaliada nos casos graves, porém a administração de flumazenil pode contribuir no aparecimento de sintomas neurológicos (convulsões). O zolpidem não é dialisável.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS - 1.0573.0492 Farmacêutica Responsável: Gabriela Mallmann - CRF-SP nº 30.138 Fabricado e embalado por:
Losan Pharma GmbH Neuenburg - Alemanha Ou Embalado por:
Losan Pharma GmbH Eschbach - Alemanha Importado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92 Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica
Só pode ser vendido com retenção da receita
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
ZOLFEST D Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Comprimidos efervescentes 10 mg
BULA PARA PROFISSIONAL DE SAÚDE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
ZOLFEST D hemitartarato de zolpidem
Apresentação
Comprimido efervescente de 10 mg: embalagem com 20 comprimidos.
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido de Zolfest D contém: hemitartarato de zolpidem .............................................................................................................................................................. 10 mg (equivalente a 8 mg de zolpidem) Excipientes: citrato ácido de sódio, citrato monossódico, bicarbonato de sódio, sacarina sódica, lactose monoidratada, povidona, macrogol, carbonato de sódio, estearato de magnésio e aroma de toranja.
Indicações
Este medicamento é destinado ao tratamento da insônia ocasional, transitória ou crônica.
Resultados de eficácia
O zolpidem tem se mostrado efetivo no tratamento continuado da insônia em vários estudos. Em estudo randomizado, duplo-cego, paralelo e controlado por placebo, conduzido com 462 participantes saudáveis, uma dose noturna de zolpidem 10 mg reduziu a latência (p<0,001), melhorou a eficiência (p<0,001) e a manutenção do sono, com uma redução significativa do número de despertares (p=0,014) e do tempo acordado durante o sono (p=0,005). Em relação ao perfil de segurança e tolerabilidade, zolpidem 10 mg não alterou o desempenho psicomotor do dia seguinte nos indivíduos estudados e apresentou uma incidência de eventos adversos estatisticamente semelhante ao grupo placebo.
1 Em outro estudo multicêntrico, randomizado, duplo-cego e controlado por placebo, com duração de três semanas, envolvendo 245 pacientes com insônia primária, zolpidem 10 mg foi associado com significativa melhoria da qualidade de sono (p=0,01) e menor sonolência durante o dia (p=0,048) quando comparado com placebo. Os pacientes tratados com zolpidem demonstraram menor severidade global da doença do que os que receberam placebo (p=0,002). Da mesma forma, a melhora global (p<0,0001) e índice de eficácia (p=0,0004) foram significativamente maiores no grupo zolpidem. A segurança de zolpidem foi muito satisfatória e similar à do placebo.
2 Outro estudo randomizado, duplo-cego, multicêntrico, paralelo e controlado por placebo demonstrou a eficácia e segurança do zolpidem 10 mg no tratamento da insônia em 75 pacientes por 35 noites. O medicamento foi associado com efeito significante na latência para o sono persistente (p<0,05) e na eficiência do sono (p<0,05) e a eficácia foi mantida durante todo o período de tratamento, sem afetar os estágios do sono ou produzir tolerância, efeito rebote ou efeitos negativos sobre o desempenho psicomotor.
3 Revisão sistemática que incluiu 25 estudos conduzidos para avaliar a eficácia e 51 conduzidos para avaliar a segurança do zolpidem concluiu que o medicamento é eficaz para ao tratamento da insônia primária em adultos, e melhora a indução, manutenção e duração do sono a curto e longo prazo. O medicamento também se mostrou eficaz para uso intermitente e para uso em pacientes com comorbidades como ansiedade e depressão. Além disso, o estudo concluiu que o medicamento é seguro quando utilizado de acordo com as informações de bula, com risco mínimo de abstinência ou abuso.
4 1. ROTH, T.; ROEHRS, T.; VOGEL, G. Zolpidem in the treatment of transient insomnia: A double blind, randomized comparison with placebo. Sleep, v. 18, n. 4, p. 246-251, 1995.
2. ALLAIN, H. et al. Efficacy and safety of zolpidem administered ‘as needed’ in primary insomnia. Clin Drug Invest, v. 21, n. 6, p.
391-400, 2001.
3. SCHARF, M. B. et al. A multicenter, placebo-controlled study evaluating zolpidem in the treatment of chronic insomnia. J Clin Psychiatry, v. 55, p. 192-199, 1994.
4. MacFARLANE, J.; MORIN, C. M.; MONTPLAISIR, J. Hypnotics in insomnia: The experience of zolpidem. Clin Ther, v. 36, n.
1, p. 1676-1701, 2014.
Características farmacológicas
Propriedades farmacodinâmicas O zolpidem é um agente hipnótico não benzodiazepínico pertencente ao grupo das imidazopiridinas.
Estudos experimentais demonstraram que zolpidem promove um efeito sedativo em doses muito inferiores àquelas necessárias para obtenção de um efeito anticonvulsivante, relaxante muscular ou ansiolítico.
Esses efeitos são devidos a uma atividade agonista seletiva sobre um receptor GABA-ÔMEGA, que modula a abertura do canal de cloro. O zolpidem é um agonista preferencial da subclasse de receptores ômega 1 (BZD1). No homem, zolpidem encurta o tempo de indução ao sono, reduz o número de despertares noturnos e aumenta a duração total do sono, melhorando sua qualidade. Esses efeitos estão associados a um perfil eletroencefalográfico específico, diferente daquele observado com as benzodiazepinas. Estudos em laboratório de sono mostraram que zolpidem prolonga o estágio II do sono bem como os estágios de sono profundo (III e IV). Na dosagem recomendada, o zolpidem não possui efeito sobre a duração total do sono paradoxal (fase REM). Em humanos, a preservação do sono profundo (estágios 3 e 4 - sono de ondas leves) pode ser explicada pela ligação seletiva do zolpidem aos receptores ômega-1.
Propriedades farmacocinéticas Absorção: após administração oral, o zolpidem apresenta uma biodisponibilidade de aproximadamente 70%, com as concentrações plasmáticas máximas sendo alcançadas entre 0,5 e 3 horas. O pico de concentração plasmático foi alcançado em 0,5 hora após a administração do Zolfest D.
Distribuição: em doses terapêuticas, zolpidem possui farmacocinética linear. A ligação às proteínas plasmáticas é da ordem de 92% e o volume de distribuição em adultos é de 0,54 ± 0,02 l/Kg.
Eliminação: zolpidem é metabolizado no fígado e eliminado na forma de metabólitos inativos, na urina (aproximadamente 60%) e nas fezes (aproximadamente 40%), não possuindo efeito indutivo sobre as enzimas hepáticas. A meia-vida plasmática é, em média, de 2,4 horas (0,7 a 3,5 horas). A meia-vida plasmática encontrada no estudo com Zolfest D foi, em média, de 2,9 horas.
Em pacientes idosos, observa-se uma diminuição na depuração hepática, havendo um aumento de cerca de 50% nas concentrações de pico, sem prolongamento significativo na meia-vida (média: 3 horas). O volume de distribuição apresenta-se reduzido em 0,34 ± 0,05l/Kg.
Na presença de insuficiência renal, com ou sem diálise, ocorre uma leve diminuição na depuração renal, mas os outros parâmetros cinéticos não são alterados. O zolpidem não é dialisável. A biodisponibilidade encontra-se aumentada em pacientes com insuficiência hepática. A depuração é consideravelmente reduzida e a meia-vida prolongada (aproximadamente 10 horas).
Não se sabe exatamente o mecanismo de interação conhecido, porém dados da literatura mostram que a exposição sistêmica de zolpidem é alterada quando administrada com alimento, diminuindo a taxa e extensão de absorção e prolongando o tempo para atingimento da concentração máxima no sangue. Desta forma, zolpidem não deve ser administrado com alimento ou imediatamente após a alimentação.
Contraindicações
Zolfest D é contraindicado nos casos de hipersensibilidade ao zolpidem ou a qualquer um dos componentes da fórmula. Este medicamento também não deve ser utilizado por pacientes com insuficiência respiratória severa ou aguda ou com insuficiência hepática severa.
Este medicamento é contraindicado para uso por pacientes com insuficiência respiratória severa ou aguda e com insuficiência hepática severa.
Este medicamento é contraindicado para pacientes pediátricos.
Advertências e precauções
Advertências O zolpidem deve ser usado com cautela em pacientes com síndrome da apneia do sono e miastenia gravis. No caso de sedativos/hipnóticos com curta duração de ação, pode ocorrer o fenômeno de retirada durante intervalo de dose. Zolfest D deve ser administrado em dose única e não deve ser readministrado durante a mesma noite. A menor dose diária efetiva de zolpidem deve ser empregada e não deve exceder 10 mg.
Insuficiência respiratória Como os hipnóticos têm a capacidade de causar depressão respiratória, precauções devem ser adotadas se zolpidem for prescrito a pacientes com a função respiratória comprometida.
Insuficiência hepática Zolfest D não deve ser utilizado em pacientes com insuficiência hepática severa uma vez que pode contribuir para encefalopatia.
Precauções A causa primária da insônia deve ser identificada sempre que possível e os fatores causais tratados antes da prescrição de um hipnótico.
A falta de efeito do tratamento após 7 a 14 dias de uso pode indicar a presença de um distúrbio psiquiátrico primário ou uma desordem física devendo o paciente ser reavaliado em intervalos regulares.
Pacientes idosos Pacientes idosos ou debilitados podem apresentar uma sensibilidade maior aos efeitos do zolpidem.
Pacientes pediátricos A segurança e eficácia de zolpidem em pacientes com idade inferior a 18 anos não foram estabelecidas. Portanto, zolpidem não deve ser prescrito nesta população.
Pacientes com doença psicótica Hipnóticos como o zolpidem, não devem ser a medicação principal para o tratamento de pacientes psicóticos.
Amnésia Sedativos e hipnóticos como o zolpidem podem causar amnésia anterógrada, que em geral ocorre algumas horas após administração.
Por essa razão, aconselha-se tomar o medicamento imediatamente antes de deitar, sendo importante assegurar condições favoráveis para um sono ininterrupto de 7-8 horas.
Depressão O zolpidem deve ser administrado com cautela em pacientes que apresentam sintomas de depressão e q ue podem apresentar tendências suicidas. Depressão preexistente pode ser desmascarada durante o uso de zolpidem. Considerando que insônia pode ser um sintom a de depressão, o paciente deve ser reavaliado caso ela persista.
Outras reações paradoxais e de tipo psiquiátrico Outras reações psiquiátricas e paradoxais como exacerbação da insônia, pesadelos, nervosismo, irritabilidade, agitação, agressividade, acessos de raiva, ideias delirantes, alucinações, comportamento inapropriado e outros distúrbios de comportamento, podem ocorrer com o uso de sedativos e hipnóticos, como o zolpidem. Nesse caso, o medicamento deve ser descontinuado. Essas reações são mais prováveis de ocorrer em idosos.
Sonambulismo e comportamentos associados Caminhar enquanto dorme e outros comportamentos associados como: dormir enquanto dirige, preparar e comer alimentos, falar ao telefone ou no ato sexual, acompanhado de amnésia para estes eventos, foram observados em pacientes que utilizaram zolpidem e não estavam totalmente acordados. O uso concomitante de zolpidem com álcool ou outros depressores do SNC parece aumentar o risco desses comportamentos assim como o uso de zolpidem acima da dose máxima recomendada. Deve-se considerar a descontinuação do tratamento com zolpidem em pacientes que relatam esses comportamentos (por exemplo, dormir enquanto dirige), devido ao risco para estes pacientes e outros.
Comprometimento psicomotor O risco de comprometimento psicomotor, incluindo prejuízo na habilidade de dirigir, é aumentado se o zolpidem é administrado em menos de 7-8 horas antes do início das atividades que requerem alerta mental; se é utilizada uma dose mais alta que a recomendada; ou se o zolpidem é coadministrado com outros depressores do SNC, álcool, ou com outros medicamentos que elevam a concentração sanguínea de zolpidem.
Tolerância Alguns sedativos/hipnóticos como o zolpidem podem apresentar perda de eficácia dos efeitos hipnóticos após uso prolongado por algumas semanas.
Dependência O uso de sedativos/hipnóticos como zolpidem, pode levar ao desenvolvimento de dependência física ou psíquica, assim como, o uso repetido por algumas semanas pode resultar em perda de eficácia. Estas características, entretanto, não foram observadas com o uso de zolpidem nas doses e duração de tratamento recomendadas. O risco de dependência aumenta com a dose e duração do tratamento.
Este risco é aumentado em pacientes com distúrbios psiquiátricos, história de alcoolismo ou abuso de drogas. Zolfest D só deve ser administrado a este grupo de pacientes sob cuidadosa supervisão médica.
Na presença de dependência física, a descontinuação abrupta do zolpidem pode causar o aparecimento de sintomas de abstinência: cefaleia, dor muscular, ansiedade e tensão extremas, agitação, confusão e irritabilidade. Em casos severos, os seguintes sintomas podem ocorrer: desrealização, despersonalização, hiperacusia, dormência e formigamento das extremidades, hipersensibilidade à luz, barulho e a contatos físicos, alucinações e convulsões.
Insônia de rebote A interrupção abrupta de um tratamento com hipnóticos em posologia e duração acima das recomendadas pode provocar insônia de rebote transitória (reaparecimento de insônia às vezes mais grave do que aquela que motivou o tratamento) e pode também causar outros sintomas (alterações do humor, ansiedade, agitação). Portanto, é importante que o paciente seja alertado quanto a este fenômeno e a posologia deve ser reduzida gradualmente para minimizá-lo. No caso de sedativos/hipnóticos com curta duração de ação, o fenômeno de retirada pode se manifestar dentro do intervalo de dose.
Lesões severas Devido às suas propriedades farmacológicas, zolpidem pode causar sonolência e diminuição do nível de consciência, que pode levar a quedas e, consequentemente, a lesões severas.
Gravidez e lactação Deve-se evitar o uso de zolpidem durante a gravidez, como medida de precaução. Dados a respeito da utilização de zolpidem em pacientes grávidas, são inexistentes ou muito limitados. Se prescrito a mulheres em idade fértil, deve-se orientar a paciente a contatar o médico a respeito da interrupção do tratamento, quando houver intenção ou suspeita de gravidez.
Em caso de utilização de zolpidem durante os três últimos meses da gravidez ou durante o trabalho de parto, efeitos no neonato como hipotermia, hipotonia e depressão respiratória moderada podem ocorrer em razão da ação farmacológica do produto. Casos de depressão respiratória neonatal grave foram reportados quando zolpidem foi usado junto com outro depressor do SNC no final da gravidez.
Além disso, crianças nascidas de mães que utilizaram sedativos/hipnóticos cronicamente durante os últimos estágios da gravidez podem ter desenvolvido dependência física e existe o risco de desenvolverem sintomas de abstinência após o nascimento.
Categoria de risco na gravidez: C. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação: embora a concentração de zolpidem no leite materno seja baixa, ele não deve ser utilizado por mulheres durante o período de amamentação.
Outros grupos de risco − Deve-se tomar extremo cuidado com pacientes com história de alcoolismo ou dependência a drogas.
− Deve-se ter cuidado com pacientes com insuficiência hepática, pois nesses pacientes, o clearance e o metabolismo do zolpidem estão reduzidos.
− Apesar do ajuste da dose não ser necessário, deve-se ter cuidado ao utilizar o medicamento em pacientes com insuficiência renal.
Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas Pacientes que dirigem veículos ou operam máquinas devem ser alertados para a possibilidade de risco de reações adversas incluindo sonolência, tempo de reação prolongado, tontura, visão borrada ou visão dupla e redução do estado de alerta na manhã seguinte à administração de zolpidem. Para minimizar este risco, recomenda-se que a duração do sono seja de 7-8 horas.
Além disto, a coadministração de zolpidem com álcool e outros depressores do SNC aumentam o risco destes efeitos. Os pacientes devem ser advertidos para não consumir álcool ou outros medicamentos psicoativos enquanto utilizar zolpidem.
Este produto contém 35,66 mg de sódio por comprimido. Recomenda-se a utilização com cautela no caso de pacientes com uma dieta de sódio controlada.
Interações medicamentosas
Depressores do SNC O aumento da depressão do Sistema Nervoso Central pode ocorrer no caso de uso concomitante com antipsicóticos (neurolépticos), hipnóticos, ansiolíticos/sedativos, agentes antidepressivos, analgésicos narcóticos, drogas antiepiléticas, anestésicos e anti-histamínicos. O uso concomitante de zolpidem com estes medicamentos podem aumentar a sonolência e o comprometimento psicomotor, incluindo a habilidade de dirigir. No caso de analgésicos narcóticos, pode ocorrer aumento da sensação de euforia levando a ocorrência de dependência psicológica.
Inibidores e indutores da CYP450 Compostos que inibem o citocromo P450 podem aumentar a atividade de alguns hipnóticos como o zolpidem. O zolpidem é metabolizado por várias enzimas hepáticas do citocromo P450, sendo as principais CYP3A4 com a contribuição da CYP1A2. O efeito farmacodinâmico de zolpidem é menor quando é administrado com rifampicina (um indutor de CYP3A4). Entretanto, quando zolpidem foi administrado com itraconazol (um inibidor do CYP3A4), a farmacocinética e a farmacodinâmica não foram significativamente modificadas. A relevância clínica destes resultados não é conhecida. A coadministração de zolpidem com cetoconazol (200 mg, duas vezes ao dia), um potente inibidor CYP3A4, prolonga a meia-vida de eliminação do zolpidem, aumenta a AUC total e diminui o clearance quando comparado com zolpidem mais placebo. Quando coadministrado com cetoconazol, o AUC total aumenta modestamente (fator 1,83 quando comparado com zolpidem sozinho). Um ajuste de dosagem de zolpidem não é necessário, mas os pacientes devem ser advertidos que a coadministração de zolpidem com cetoconazol pode aumentar os efeitos sedativos.
A fluvoxamina é um potente inibidor da CYP1A2 e de moderado a fraco inibidor da CYP2C9 e CYP3A4. A coadministração de fluvoxamina pode aumentar os níveis sanguíneos de zolpidem. O uso concomitante não é recomendado.
O ciprofloxacino tem se mostrado um moderado inibidor da CYP1A2 e CYP3A4. A coadministração de ciprofloxacino pode aumentar os níveis sanguíneos de zolpidem. O uso concomitante não é recomendado.
Outros medicamentos Quando zolpidem foi administrado junto com varfarina, digoxina, ranitidina ou cimetidina, nenhuma interação farmacocinética foi observada.
Álcool A ingestão de zolpidem juntamente com bebidas alcoólicas ou de medicamentos contendo álcool não é recomendada. O álcool promove uma intensificação do efeito de sedativos e hipnóticos ou de substâncias relacionadas, com reflexo sobre a vigilância, aumentando o risco na condução de veículos ou na operação de máquinas.
Exame laboratorial Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de zolpidem em testes laboratoriais.
Alimento De acordo com a literatura, a exposição sistêmica de zolpidem é alterada quando administrada com alimento. Desta forma, zolpidem não deve ser administrado com alimento ou imediatamente após a alimentação.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15º C a 30ºC). Proteger da luz e umidade.
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 36 meses a contar da data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Características físicas e organolépticas: comprimido efervescente branco, oblongo e liso em ambas as faces.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças
Posologia e modo de usar
O tratamento deve ser o mais curto possível. Em geral a duração do tratamento não deve ultrapassar quatro semanas. O processo de retirada do medicamento deve ser ajustado para cada indivíduo. Em determinados casos pode ser necessário uma extensão além do período de tratamento; caso isto seja necessário, não deve ser realizado sem uma reavaliação do estado do paciente.
Posologia Adultos A dose diária recomendada para adultos é de 10 mg (1 comprimido) imediatamente antes de dormir. A dose total de zolpidem não deve exceder 10 mg em nenhum paciente.
População pediátrica A segurança e a eficácia do zolpidem em crianças menores de 18 anos de idade ainda não foram estabelecidas. Portanto, o zolpidem não deve ser prescrito para este grupo.
Modo de usar O zolpidem deve ser tomado imediatamente antes de dormir. Tome a dose prescrita dissolvendo um comprimido efervescente em um copo com 50 mL de água. Ao fazer isso, obtém-se uma solução que pode ser tomada de forma instantânea. Se preferir o comprimido efervescente pode ser ingerido inteiro, sem a necessidade de dissolvê-lo antes.
A segurança e eficácia de Zolfest D somente é garantida na administração por via oral.
Zolfest D não deve ser administrado com alimento ou imediatamente após a alimentação Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
Reações adversas
Existem evidências de que as reações adversas, particularmente certas reações no SNC, estão relacionadas com a dose usada de zolpidem. Essas reações, em teoria, devem ser menores se o zolpidem é administrado imediatamente antes do paciente deitar-se ou na cama. Essas reações ocorrem com mais frequência em pacientes idosos e no início da terapia.
Reação muito comum (≥ 1/10).
Reação comum (≥ 1/100 e < 1/10).
Reação incomum (≥ 1/1.000 e < 1/100).
Reação rara (≥ 1/10.000 e < 1/1.000).
Reação muito rara (< 1/10.000).
Desconhecida: não podem ser estimados com os dados disponíveis.
Distúrbios do sistema imunológico Desconhecida: edema angioneurótico.
Distúrbios psiquiátricos Comuns: alucinações, agitação e pesadelos.
Incomuns: confusão e irritabilidade.
Desconhecidas: nervosismo, agressividade, desilusão, acessos de raiva, comportamento inapropriado, sonambulismo (vide Advertências e Precauções), dependência (síndrome de retirada ou efeito rebote podem ocorrer após a descontinuação do tratamento) e alteração na libido, depressão (vide advertências e Precauções). A maioria dos distúrbios psiquiátricos está relacionada com reações paradoxais.
Distúrbios do sistema nervoso central Comuns: sonolência, dor de cabeça, tontura, insônia exacerbada e distúrbios cognitivos tais como, amnésia anterógrada (os efeitos da amnésia podem estar associados a um comportamento inapropriado).
Desconhecidas: nível de consciência deprimido, distúrbio de atenção e distúrbio de fala.
Distúrbios oculares Incomum: diplopia.
Distúrbios respiratórios, torácico e mediastinal Desconhecida: depressão respiratória.
Distúrbios gastrintestinais Comuns: diarreia, náusea, vômito e dor abdominal.
Distúrbios hepatobiliares Desconhecidas: aumento das enzimas hepáticas ou lesão hepatocelular, colestática ou mista (vide Posologia e Modo de Usar, Contraindicações e Advertências).
Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Desconhecidas: rash, prurido, urticária e hiperidrose.
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Comum: dor nas costas Desconhecida: fraqueza muscular.
Infecções e infestações Comuns: infecção do trato respiratório superior e infecção do trato respiratório inferior.
Distúrbios gerais Comum: fadiga Desconhecidas: distúrbios de marcha, tolerância ao medicamento e queda (principalmente em pacientes idosos e quando zolpidem não é administrado de acordo com as recomendações) (vide Precauções).
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Sinais e sintomas Nos casos de superdose envolvendo zolpidem em monoterapia ou associado a outros depressores do SNC (incluindo álcool), foram observados sintomas que variam da perda da consciência ao coma e sintomatologia mais severa, incluindo consequências fatais.
Tratamento Em casos de superdose, medidas sintomáticas e de suporte devem ser utilizadas. Se não houver vantagens no esvaziamento gástrico, deve ser administrado carvão ativado para reduzir a absorção. Se ocorrer estados de excitação, deve ser administrado algum sedativo.
A utilização de flumazenil deve ser avaliada nos casos graves, porém a administração de flumazenil pode contribuir no aparecimento de sintomas neurológicos (convulsões). O zolpidem não é dializável.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
MS - 1.0573.0492 Farmacêutica Responsável: Gabriela Mallmann - CRF-SP nº 30.138 Fabricado e embalado por:
Losan Pharma GmbH Neuenburg- Alemanha Ou Embalado por:
Losan Pharma GmbH Eschbach- Alemanha Importado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92 Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica
Só pode ser vendido com retenção da receita
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 10 MG COM EFEV CT BL AL AL X 10 | Tarja preta | 7896658025501 | R$ 57,15 |
| 10 MG COM EFEV CT BL AL AL X 20 | Tarja preta | 7896658025525 | R$ 114,39 |