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Bulas de Remédios
Genérico

Fumarato de Bisoprolol+ Hidroclorotiazida

Hemifumarato de bisoprolol + hidroclorotiazida · Unichem Farmacêutica do Brasil Ltda. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
FabricanteUnichem Farmacêutica do Brasil Ltda
Registro MS1.5649.0004
Classe terapêuticaDiuréticos associados a betabloqueadores
Preço máximo (MG (ICMS 18%))não informado
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Fumarato de Bisoprolol+ Hidroclorotiazida

Fonte: Bulário Eletrônico da Anvisa · conferida em 27/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

fumarato de bisoprolol + hidroclorotiazida Unichem Farmacêutica do Brasil Ltda.

Comprimido revestido 2,5 mg + 6,25 mg / 5 mg + 6,25 mg / 10 mg + 6,25 mg Bula Paciente fumarato de bisoprolol + hidroclorotiazida Medicamento genérico Lei n° Comprimido revestido 2,5 mg + 6,25 mg: embalagem com 30 comprimidos.

Comprimido revestido 5 mg + 6,25 mg: embalagem com 30 comprimidos.

Comprimido revestido 10 mg + 6,25 mg: embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido de 2,5 mg + 6,25 mg contém: fumarato de bisoprolol ..............................2,50 mg hidroclorotiazida ...............................................6,25 mg Excipientes: celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, copovidona, álcool isopropílico, hipromelose, triacetina, dióxido de titânio, óxido férrico (amarelo), água purificada q.s.p.... 1 comprimido Cada comprimido de 5 mg + 6,25 mg contém: fumarato de bisoprolol ..............................5,00 mg hidroclorotiazida ...............................................6,25 mg Excipientes: celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, copovidona, álcool isopropílico, hipromelose, triacetina, dióxido de titânio, óxido férrico (vermelho), água purificada q.s.p.... 1 comprimido Cada comprimido de 10 mg + 6,25 mg contém: fumarato de bisoprolol ..............................10,00 mg hidroclorotiazida ...............................................6,25 mg Excipientes: celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, copovidona, álcool isopropílico, hipromelose, triacetina, dióxido de titânio, água purificada q.s.p.... 1 comprimido

01

Para que este medicamento é indicado?

Este medicamento é usado para baixar a pressão sanguínea de pessoas com hipertensão (pressão alta).

02

Como este medicamento funciona?

Este medicamento consiste na associação de bisoprolol e hidroclorotiazida. O bisoprolol pertence a um grupo de medicamentos chamados betabloqueadores, sendo usado para baixar a pressão sanguínea. A hidroclorotiazida é um diurético (substância que estimula a eliminação de urina) que ajuda a baixar a pressão sanguínea, uma vez que aumenta a quantidade de sal e água que se perde na urina.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Você não deve tomar fumarato de bisoprolol + hidroclorotiazida nas seguintes situações: hipersensibilidade (alergia) ao bisoprolol, à hidroclorotiazida, a outras tiazidas, a sulfonamidas ou a qualquer outro componente da fórmula;

− insuficiência cardíaca aguda ou durante episódios de insuficiência cardíaca descompensada que requeiram tratamento intravenoso com medicamentos que aumentem a força de contração do coração;

− choque cardiogênico (condição cardíaca aguda grave que provoca queda da pressão e insuficiência circulatória);

− determinadas doenças cardíacas que provocam ritmo cardíaco muito lento ou batimentos cardíacos irregulares: bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus (sem-marca passo), síndrome do nó sinusal, bloqueio sinoatrial;

− bradicardia sintomática (ritmo cardíaco lento, causando desconforto);

− asma brônquica grave;

− problemas graves da circulação sanguínea nos membros (tal como Síndrome de Raynaud), que pode fazer com que os dedos das mãos e dos pés fiquem dormentes, pálidos ou azuis;

− feomocromitoma não tratado (tumor raro da glândula suprarrenal);

− acidose metabólica, que é uma condição na qual o sangue está muito ácido, resultante de doenças graves;

− problemas graves do fígado ou rins;

− hipopotassemia refratária (concentração baixa de potássio no sangue, não respondendo a tratamento);

Este medicamento é contraindicado para uso em crianças de qualquer idade.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Advertências e precauções Nunca interrompa o tratamento com bisoprolol abruptamente, particularmente se você sofre de determinados distúrbios do coração (doença cardíaca isquêmica, por exemplo, angina pectoris).

Se você apresentar alguma das seguintes condições, informe ao médico antes de iniciar tratamento com bisoprolol, pois ele poderá querer tomar alguns cuidados especiais (por exemplo, administrar um tratamento adicional ou realizar controles com maior frequência):

− diabetes com níveis extremamente flutuantes de glicose no sangue, uma vez que podem estar mascarados sintomas de glicose sanguínea marcantemente reduzida (hipoglicemia), como batimentos cardíacos acelerados, palpitações e suor excessivo;

− jejum rigoroso;

− quaisquer doenças do coração, como insuficiência cardíaca, distúrbios leves do ritmo cardíaco (bloqueio atrioventricular do primeiro grau) ou dor grave do peito em repouso (angina de Prinzmetal);

− problemas do fígado;

− problemas menos graves de circulação sanguínea nos seus membros;

− doenças brônquicas (asma ou doenças aéreas obstrutivas crônicas menos graves). Embora betabloqueadores cardiosseletivos (beta1) possam apresentar menos efeitos sobre a função pulmonar do que os betabloqueadores não-seletivos, como acontece com todos os betabloqueadores, estes devem ser evitados em pacientes com doenças obstrutivas das vias aéreas, a menos que existam razões clínicas relevantes para seu uso. Nessas situações, bisoprolol pode ser usado com cautela;

− psoríase ou história familiar de psoríase (doença da pele em que aparecem manchas vermelhas, frequentemente com escamas de cor prateada);

− tumor da glândula suprarrenal (feocromocitoma);

− doenças da tiroide;

− hipovolemia (volume de sangue reduzido que causa pressão sanguínea muito baixa);

− hiperuricemia (excesso de ácido úrico no sangue), pois o risco de episódios de gota pode ser maior;

− podem ocorrer reações alérgicas à luz (fotossensibilidade). Neste caso, deve-se proteger as áreas expostas ao sol ou à luz UVA artificial. Em casos graves, pode ser necessário parar o tratamento.

Além disso, informe ao médico se estiver em vias de ser submetido a:

− terapia de dessensibilização (vacinas para alergias), uma vez que bisoprolol pode aumentar a probabilidade de ter uma reação alérgica ou que essa reação seja mais grave;

− anestesia (por exemplo, para cirurgia), uma vez que bisoprolol pode influenciar o modo como o seu organismo reage a esta situação.

Exames adicionais: a hidroclorotiazida age influenciando o equilíbrio de sal e água do corpo. Seu médico poderá solicitar-lhe exames periódicos, de forma a poder detectar sinais de desequilíbrio nos líquidos orgânicos ou nos eletrólitos. Isto é especialmente importante se você tiver condições adicionais que podem agravar-se se o balanço eletrolítico é perturbado. Seu médico também vai verificar periodicamente os níveis de gordura, ácido úrico ou glicose no seu sangue.

A hidroclorotiazida (um dos componentes do bisoprolol), pode causar uma reação idiossincrática, resultando em distúrbios oculares como efusão coroidal (acúmulo de fluido na camada vascular do olho), miopia transitória aguda e glaucoma de ângulo-fechado agudo. Os sintomas incluem um início agudo da diminuição da acuidade visual ou dor ocular e ocorrem normalmente dentro de horas a semanas após a administração do medicamento.

Fale com o seu médico antes de utilizar bisoprolol caso tenha tido câncer da pele ou se desenvolver uma lesão cutânea inesperada durante o tratamento. O tratamento com hidroclorotiazida, no caso particular da utilização de doses elevadas a longo prazo, pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer da pele e de lábio (câncer da pele não-melanoma). Proteja a sua pele contra exposição solar e radiação ultravioleta enquanto estiver fazendo uso de bisoprolol.

Toxicidade Respiratória Aguda Casos graves e muito raros de toxicidade respiratória aguda, incluindo síndrome da angústia respiratória aguda (ARDS), foram relatados após a administração de hidroclorotiazida. O edema pulmonar, geralmente, se desenvolve dentro de minutos a horas após a ingestão de hidroclorotiazida. No início, os sintomas incluem dispneia (falta de ar), febre, deterioração pulmonar e hipotensão (pressão baixa). Se houver suspeita de diagnóstico de ARDS, bisoprolol deve ser descontinuado e o tratamento apropriado deve ser iniciado. A hidroclorotiazida não deve ser administrada a pacientes que já apresentaram ARDS após a ingestão desta substância.

Gravidez e amamentação Existe o risco da utilização de bisoprolol durante a gravidez poder ser prejudicial para o bebê. Se você estiver grávida ou planejando engravidar, informe imediatamente o médico. Ele decidirá se você pode tomar bisoprolol durante a gravidez. O uso de bisoprolol não é recomendado durante a gravidez.

O uso de bisoprolol não é recomendado durante a amamentação, uma vez que a hidroclorotiazida é excretada no leite materno em doses mínimas e o bisoprolol também pode ser. Além, disso, a hidroclorotiazida pode inibir a produção de leite.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Direção de veículos e operação de máquinas Em geral, bisoprolol não influencia a capacidade de dirigir e operar máquinas. Entretanto, dependendo do modo como você tolera o medicamento, essa capacidade pode ser afetada. Tenha um cuidado especial no início do tratamento e quando a medicação é trocada, assim como quando em combinação com bebidas alcoólicas.

Interações com alimentos, bebidas e outros medicamentos bisoprolol pode ser tomado com ou sem alimentos.

Somente tome os seguintes medicamentos com bisoprolol com a recomendação do seu médico:

− medicamentos utilizados para tratar pressão alta, angina pectoris ou batimentos cardíacos irregulares, como o verapamil e o diltiazem;

− medicamentos utilizados no tratamento da pressão alta, como clonidina, metildopa, moxonodina, rilmenidina;

− lítio, um medicamento para tratamento da depressão.

Consulte o seu médico se você tomar bisoprolol com qualquer um dos seguintes medicamentos, porque pode ser necessário um acompanhamento especial:

− medicamentos antagonistas do cálcio utilizados para tratar pressão alta ou angina pectoris (do tipo di-hidropiridina, como nifedipino e anlodipino);

− medicamentos que possam produzir batimento irregular do coração com risco de vida (torsade de pointes), incluindo medicamentos utilizados para tratar batimentos cardíacos irregulares ou anormais, como quinidina, hidroquinidina, disopiramida (antiarrítmicos Classe IA), amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida; e medicamentos empregados para tratar outras doenças, como astemizol, bepridil, eritromicina intravenosa, halofantrina, pentamidina, esparfloxacino, terfenadina, vincamina.

− medicamentos utilizados para tratar batimentos cardíacos irregulares ou anormais como lidocaína, fenitoína, flecainida, propafenona (antiarrítmicos Classe I);

− medicamentos usados para tratar pressão alta ou medicamentos que podem levar a uma diminuição da pressão como efeito indesejado, como antidepressivos tricíclicos, barbitúricos, fenotiazinas;

− medicamentos conhecidos como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA), utilizados no tratamento da pressão alta ou insuficiência cardíaca, como captopril ou enalapril;

− digitálicos, utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca;

− medicamentos antidiabéticos, incluindo insulina;

− medicamentos que atuam no sistema nervoso, utilizados para estimular os órgãos internos ou para tratamento de glaucoma (parassimpaticomiméticos), ou usados em situações de emergência para tratar condições circulatórias graves (simpaticomiméticos);

− medicamentos empregados durante cirurgia, como anestésicos ou certos relaxantes musculares;

− betabloqueadores de aplicação local (tais como colírios para o tratamento do glaucoma);

− medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), utilizados para tratar artrite, dor ou inflamação;

− medicamentos que podem levar à perda de potássio, tais como anfotericina B, corticosteroides, laxantes;

− medicamentos que reduzem o nível de ácido úrico no sangue e na urina;

− medicamentos que reduzem o colesterol, como colestiramina, colestipol;

− medicamentos para o tratamento da depressão denominados inibidores da monoaminoxidase (exceto os inibidores da MAO-B);

− mefloquina, utilizada na prevenção ou tratamento da malária;

− derivados da ergotamina, usados na enxaqueca;

− rifampicina, antibiótico muito usado no tratamento da tuberculose;

− analgésicos à base de salicilatos.

Este medicamento pode causar doping.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Você deve conservar este medicamento em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da luz e da umidade.

Os comprimidos de 2,5 mg + 6,25 mg são revestidos, de cor amarelo claro, redondos, biconvexos, lisos em ambas as faces.

Os comprimidos de 5 mg + 6,25 mg são revestidos, de cor rosa claro, redondos, biconvexos, lisos em ambas as faces.

Os comprimidos 10 mg + 6,25 mg são revestidos, de cor branca, redondos, biconvexos, lisos em ambas as faces.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Caso você observe alguma mudança no aspecto do medicamento que ainda esteja no prazo de validade, consulte o médico ou o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Tome o comprimido com um pouco de líquido de manhã, com ou sem alimentos. O tratamento com este medicamento é habitualmente de longa duração. Caso o tratamento com este medicamento tenha que ser interrompido, o seu médico irá recomendar reduzir a dose gradualmente, uma vez que, de outro modo, a sua doença poderá se agravar.

A dose inicial usual é de um comprimido de 2,5/6,25 mg uma vez ao dia. Se o efeito anti-hipertensivo for insuficiente, pode-se aumentar a dose para um comprimido de 5/6,25 mg ao dia, ou ainda, para um comprimido de 10/6,25 mg ao dia, se o efeito continuar insuficiente.

Uso em crianças Este medicamento não é recomendado em crianças.

Uso em idosos Normalmente não é necessário fazer ajustes da dose em idosos.

Uso em pacientes com problemas no fígado ou rins Não são necessários ajustes de dose em pacientes com problemas do fígado ou rins de leves a moderados.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Tome a dose esquecida assim que se lembrar, no mesmo dia. Caso contrário, tome a dose do dia seguinte na hora habitual. Não tome uma dose dobrada para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Como todos os medicamentos, bisoprolol pode causar algumas reações desagradáveis; no entanto, estas não ocorrem em todas as pessoas. Caso você tenha uma reação alérgica, deve parar de tomar o medicamento.

As reações secundárias são informadas a seguir de acordo com a frequência com que podem ocorrer:

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): sensação de frio ou dormência nas mãos ou nos pés; cansaço, tonturas, dores de cabeça (estas reações ocorrem principalmente no início do tratamento, sendo geralmente leves e desaparecendo após 1 a 2 semanas); problemas de estômago ou de intestinos como náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): fraqueza muscular, cãibras musculares, sensação de fraqueza; batimentos cardíacos diminuídos ou irregulares, agravamento da insuficiência cardíaca, queda de pressão ao se levantar ou sentar; perturbações do sono, depressão, perda de apetite; problemas respiratórios em pacientes com asma brônquica ou doença pulmonar crônica; dores abdominais; aumento dos níveis de creatinina ou ureia no sangue; aumento dos níveis de amilase (enzima envolvida na digestão); alteração no balanço de líquidos e eletrólitos; aumento dos níveis de gordura, colesterol, ácido úrico ou açúcar no sangue, aumento dos níveis de açúcar na urina.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): pesadelos, alucinações; reações do tipo alérgico como coceira, rubor repentino da face ou erupção cutânea (também após exposição à luz do sol); urticária, pequenas manchas vermelhas causadas por sangramentos sob a pele (púrpura) e angioedema (inchaço agudo da pele ou mucosa que envolve mais frequentemente pálpebras, lábios, articulações, órgãos genitais, glote, faringe e língua); aumento dos níveis de certas enzimas do fígado, inflamação do fígado (hepatite), amarelecimento da pele ou do branco dos olhos (icterícia); dificuldade de ereção; problemas de audição; corrimento nasal alérgico, redução do fluxo lacrimal, visão prejudicada; diminuição no número de glóbulos brancos (leucopenia) ou de plaquetas (trombocitopenia); desmaio (síncope).

Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): irritação e vermelhidão dos olhos (conjuntivite) queda de cabelo; aparecimento ou agravamento de erupção cutânea com descamação (psoríase), aparecimento de manchas escamosas espessas (lúpus eritematoso cutâneo); dor no peito; redução grave do número de glóbulos brancos (agranulocitose); inflamação do pâncreas; alcalose metabólica (condição na qual o sangue está muito pouco ácido); síndrome da angústia respiratória aguda (ARDS).

Frequência não conhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis): doença pulmonar intersticial.

Câncer da pele e de lábio (câncer da pele não-melanoma). Efusão coroidal (um tipo de distúrbio ocular).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Se você tomar mais comprimidos deste medicamento do que deveria fale imediatamente com o seu médico.

Dependendo de quão excessiva foi a dose, ele decidirá quais são as medidas necessárias. Os sintomas de uma dose excessiva podem incluir queda da pressão, batimento cardíaco lento, problemas cardíacos súbitos, tonturas, sonolência, problemas respiratórios repentinos, diminuição de açúcar no sangue.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

MS 1.5649.0004 Farm. Resp. Adriana de Vicente França Marcondes– CRF-SP nº 22.675 Produzido por:

Unichem Laboratories Limited Indl. Area, Meerut Road, Ghaziabad, Uttar Pradesh, Índia Importado e Registrado por:

Unichem Farmacêutica do Brasil Ltda.

Avenida 7 de Setembro nº 1564 – Vila Dirce 09912-010 – Diadema – SP

Cnpj: 05.399.786/0001-85

SAC: 0800 725 5525

VENDA SOB PRESCRIÇÃO Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 06/04/2022.

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

fumarato de bisoprolol + hidroclorotiazida Unichem Farmacêutica do Brasil Ltda.

Comprimido revestido 2,5 mg + 6,25 mg / 5 mg + 6,25 mg / 10 mg + 6,25 mg Bula Profissional de Saúde fumarato de bisoprolol + hidroclorotiazida Medicamento genérico Lei n° Comprimido revestido 2,5 mg + 6,25 mg: embalagem com 30 comprimidos.

Comprimido revestido 5 mg + 6,25 mg: embalagem com 30 comprimidos.

Comprimido revestido 10 mg + 6,25 mg: embalagem com 30 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido de 2,5 mg + 6,25 mg contém: fumarato de bisoprolol ..............................2,50 mg hidroclorotiazida ...............................................6,25 mg Excipientes: celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, copovidona, álcool isopropílico, hipromelose, triacetina, dióxido de titânio, óxido férrico (amarelo), água purificada q.s.p.... 1 comprimido Cada comprimido de 5 mg + 6,25 mg contém: fumarato de bisoprolol ..............................5,00 mg hidroclorotiazida ...............................................6,25 mg Excipientes: celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, copovidona, álcool isopropílico, hipromelose, triacetina, dióxido de titânio, óxido férrico (vermelho), água purificada q.s.p.... 1 comprimido Cada comprimido de 10 mg + 6,25 mg contém: fumarato de bisoprolol ..............................10,00 mg hidroclorotiazida ...............................................6,25 mg Excipientes: celulose microcristalina, fosfato de cálcio dibásico, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, copovidona, álcool isopropílico, hipromelose, triacetina, dióxido de titânio, água purificada q.s.p.... 1 comprimido

01

Indicações

Hipertensão arterial.

02

Resultados de eficácia

Os efeitos de bisoprolol e hidroclorotiazida foram aditivos no que diz respeito às reduções das pressões diastólica e sistólica.

A dose de hidroclorotiazida de 6,25 mg/dia produziu significativamente menos hipopotassemia e menores aumentos do ácido úrico que a dose de 25 mg/dia. A combinação de baixa dose de bisoprolol e hidroclorotiazida reduziu a pressão arterial diastólica a níveis inferiores a 90 mmHg em 61% dos pacientes e demonstrou um perfil de segurança comparável ao placebo.

Não foram observadas alterações significativas nos níveis de glicose, cálcio, colesterol ou triglicerídeos com bisoprolol, hidroclorotiazida ou a combinação dos dois fármacos.

Referência Bibliográfica: A multifactorial trial design to assess combination therapy in hypertension. Treatment with bisoprolol and hydrochlorothiazide. Frishman WH, Bryzinski BS, Coulson LR, DeQuattro VL, Vlachakis ND, Mroczek WJ, Dukart G, Goldberg JD, Alemayehu D, Koury K. Arch Intern Med. 1994 Jul 11;154(13):1461-8.

03

Características farmacológicas

Este medicamento consiste na associação do bisoprolol, um betabloqueador beta-1 seletivo, com a hidroclorotiazida, um diurético tiazídico. Estudos clínicos demonstraram os efeitos anti-hipertensivos aditivos destes dois fármacos, bem como a eficácia da menor dose (2,5 mg / 6,25 mg) no tratamento da hipertensão de leve a moderada. Os efeitos farmacodinâmicos, incluindo hipopotassemia (hidroclorotiazida), bradicardia, astenia e cefaleia (bisoprolol) são dose-dependentes. A combinação dos dois fármacos objetiva reduzir estes efeitos.

Farmacodinâmica do bisoprolol O bisoprolol é um bloqueador adrenérgico beta-1 altamente seletivo sem atividade simpaticomimética intrínseca e sem atividade estabilizadora de membrana significativa.

Assim como outros bloqueadores adrenérgicos beta-1, o mecanismo da ação anti-hipertensiva do bisoprolol ainda não foi completamente estabelecido. Entretanto, foi demonstrado que o bisoprolol produz redução marcante da renina plasmática e redução do ritmo cardíaco.

Farmacodinâmica da hidroclorotiazida Câncer de pele não-melanoma (CPNM): Com base nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos, observou-se uma associação entre hidroclorotiazida e CPNM, dependente da dose cumulativa. Um estudo incluiu população constituída por 71.533 casos de pacientes com carcinoma basocelular (CBC) e por 8.629 casos de pacientes com carcinoma de células escamosas (CCE), em 1.430.833 e 172.462 controles, respetivamente, da população em estudo. Uma utilização elevada de hidroclorotiazida (≥50.000 mg cumulativos) foi associada a uma taxa de probabilidade (OR) ajustada de 1,29 (95 % IC: 1,23-1,35) para CBC e 3,98 (95 % IC: 3,68-4,31) para CCE. Observou-se uma clara relação da resposta à dose cumulativa para CBC e CCE. Outro estudo revelou uma possível associação entre CCE do lábio e a exposição à hidroclorotiazida: 633 casos de CCE de lábio foram identificados em 63.067 controles da população, com base numa estratégia de amostragem em função do risco.

Foi demonstrada uma associação dose-resposta cumulativa com uma taxa de probabilidade (OR) ajustada de 2,1 (95 % IC: 1,7-2,6), aumentando OR para 3,9 (95 % IC: 3,0-4,9) para uma utilização elevada (25.000 mg de hidroclorotiazida) e para OR de 7,7 (95 % IC: 5,7-10,5) para a dose cumulativa mais elevada (aproximadamente.100.000 mg de hidroclorotiazida) (ver também “ADVERTÊNCIAS e PRECAUÇÕES”).

A hidroclorotiazida é um diurético tiazídico com atividade anti-hipertensiva. Seu efeito diurético deve-se à inibição do transporte ativo de Na + dos túbulos renais para o sangue, afetando a reabsorção de Na +.

Farmacocinética do bisoprolol Absorção: Tmax varia de 1-4 horas. A biodisponibilidade é elevada (88%), com efeito de primeira passagem hepático muito baixo. A absorção não é afetada pela presença de alimentos. A cinética é linear para doses de 5-40 mg.

Distribuição: a ligação às proteínas plasmáticas é de 30% e o volume de distribuição é elevado (aproximadamente 3 L/kg).

Biotransformação: 40% da dose do bisoprolol é metabolizada no fígado. Os metabólitos são inativos.

Eliminação: a meia-vida de eliminação plasmática é de 11 horas. As depurações renal e hepática (clearance) são aproximadamente comparáveis e metade da dose (inalterada), assim como seus metabólitos, é excretada na urina.

O clearance total é de aproximadamente 15 L/h.

Farmacocinética da hidroclorotiazida Absorção: a biodisponibilidade da hidroclorotiazida mostra variabilidade interindividual, variando de 60-80%.

Tmax varia de 1,5-5 horas (média de aproximadamente 4 horas).

Distribuição: a ligação às proteínas plasmáticas é de 40%.

Eliminação: a hidroclorotiazida não é metabolizada, sendo quase completamente eliminada na forma inalterada por filtração glomerular e secreção tubular ativa. A meia-vida terminal da hidroclorotiazida é de aproximadamente 8 horas. O clearance renal da hidroclorotiazida é reduzido e a meia-vida de eliminação prolongada em pacientes com insuficiência renal e/ou cardíaca. O mesmo se aplica aos pacientes idosos, os quais também demonstram um aumento na Cmax. A hidroclorotiazida atravessa a barreira hematoencefálica e é excretada no leite humano.

Dados de segurança pré-clínica O bisoprolol e a hidroclorotiazida não demonstraram ser prejudiciais em humanos de acordo com os testes padrão de toxicidade pré-clínica (testes de toxicidade a longo prazo, de mutagenicidade, de genotoxicidade e de carcinogenicidade). Tal como outros betabloqueadores, o bisoprolol em doses elevadas demonstrou, em modelos animais, causar efeitos tóxicos na mãe (diminuição da ingestão de alimentos e aumento de peso corporal) e no embrião/feto (aumento da reabsorção tardia, diminuição do peso ao nascimento, atraso no desenvolvimento físico até ao fim do aleitamento). No entanto, tanto o bisoprolol como a hidroclorotiazida não foram teratogênicos. Não houve aumento na toxicidade quando ambos os fármacos foram dados em associação.

04

Contraindicações

Este medicamento é contraindicado em pacientes com:

− hipersensibilidade ao bisoprolol, à hidroclorotiazida, outras tiazidas, sulfonamidas ou a qualquer dos excipientes;

− insuficiência cardíaca aguda ou durante episódios de descompensação da insuficiência cardíaca que requeiram terapêutica inotrópica intravenosa;

− choque cardiogênico;

− bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau (sem marca-passo);

− síndrome do nó sinusal;

− bloqueio sinoatrial;

− bradicardia sintomática;

− asma brônquica grave;

− formas graves da Síndrome de Raynaud ou formas graves de doença arterial oclusiva periférica;

− feocromocitoma não tratado;

− insuficiência renal grave (clearance da creatinina < 30 mL/min);

− insuficiência hepática grave;

− acidose metabólica;

− hipopotassemia refratário.

Este medicamento é contraindicado em crianças de qualquer faixa etária.

05

Advertências e precauções

O tratamento com bisoprolol não deve ser interrompido abruptamente a menos que claramente indicado, pois a interrupção abrupta do bisoprolol pode ocasionar deterioração aguda da condição do paciente, em particular naqueles com doença cardíaca isquêmica.

Bisoprolol deve ser utilizado com cautela em casos de:

− insuficiência cardíaca concomitante;

− diabetes mellitus com grandes flutuações nos níveis da glicemia, uma vez que sintomas de hipoglicemia (como taquicardia, palpitações ou sudorese) podem ser mascarados;

− jejum rigoroso;

− bloqueio AV de primeiro grau;

− angina de Prinzmetal: foram observados casos de vasoespasmo coronariano. Apesar de sua alta seletividade beta1, crises de angina não podem ser completamente excluídas quando o bisoprolol é administrado a pacientes com angina de Prinzmetal. Deve-se empregar uma maior cautela em tais situações;

− doença arterial obstrutiva periférica (pode ocorrer agravamento dos sintomas, em especial no início do tratamento);

− hipovolemia;

− função renal comprometida.

Como outros betabloqueadores, o bisoprolol pode aumentar tanto a sensibilização relacionada a alérgenos quanto a severidade das reações anafiláticas. Isto também se aplica à terapia de dessensibilização. Tratamento com epinefrina nem sempre pode produzir o efeito terapêutico esperado.

Pacientes com psoríase ou com histórico de psoríase deverão somente fazer uso de betabloquadores (como o bisoprolol) após cuidadoso balanço risco versus benefício.

Os sintomas de tireotoxicose podem ser mascarados pelo tratamento com bisoprolol.

Em pacientes com feocromocitoma, o bisoprolol somente deve ser administrado após bloqueio dos alfa-receptores.

Em dois estudos epidemiológicos baseados no Registro Nacional de Câncer da Dinamarca foi observado um aumento do risco de câncer de pele não-melanoma (CPNM [carcinoma basocelular (CBC) e carcinoma de células escamosas (CCE)] com uma dose cumulativa crescente de exposição à hidroclorotiazida. A atividade fotossensibilizante da hidroclorotiazida pode atuar como um possível mecanismo para CPNM.

Pacientes em tratamento com hidroclorotiazida devem ser informados do risco de CPNM e orientados a examinar regularmente sua pele. Quaisquer novas lesões da pele suspeitas devem ser imediatamente comunicadas ao médico. Os pacientes devem ser aconselhados a tomar medidas preventivas, como exposição limitada à luz solar e radiação ultravioleta e, em caso de exposição, a utilizar proteção adequada, visando minimizar o risco de câncer de pele. Lesões cutâneas suspeitas potenciais devem ser prontamente examinadas, incluindo exames histológicos de biópsias. Também pode ser necessário reavaliar o uso de hidroclorotiazida em pacientes com antecedentes de CPNM (ver “REAÇÕES ADVERSAS”).

Em pacientes submetidos à anestesia geral, o betabloqueio reduz a incidência de arritmias e isquemia do miocárdio durante indução e intubação, e o período pós-operatório. Normalmente recomenda-se que se mantenha o betabloqueio no período perioperatório. O anestesista deve estar ciente do betabloqueio devido à possibilidade de interações com outros medicamentos, resultando em bradiarritmias, atenuação da taquicardia reflexa e diminuição da capacidade reflexa para compensar a perda de sangue. Caso seja considerado necessário interromper o tratamento com o betabloqueador antes da cirurgia, isso deve ser feito gradualmente e completado cerca de 48 horas antes da anestesia.

Embora betabloqueadores cardiosseletivos (beta1) possam apresentar menos efeitos sobre a função pulmonar do que os betabloqueadores não-seletivos, como acontece com todos os betabloqueadores, estes devem ser evitados em pacientes com doenças obstrutivas das vias aéreas, a menos que existam razões clínicas relevantes para seu uso. Nessas situações, bisoprolol pode ser usado com cautela. Na asma brônquica ou em outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas, que podem se mostrar sintomáticas, indica-se terapia broncodilatadora concomitante. Pode ocorrer aumento ocasional na resistência das vias aéreas em pacientes asmáticos, requerendo assim uma dose maior de estimulantes beta2.

Reações de fotossensibilidade podem ocorrer com diuréticos tiazídicos. Caso ocorram reações de fotossensibilidade, recomenda-se a proteção das áreas expostas ao sol ou à luz UVA artificial. Em casos graves, pode ser necessário suspender o tratamento.

A administração contínua de hidroclorotiazida pode provocar distúrbios hidroeletrolíticos, em particular hipopotassemia e hiponatremia, como também hipomagnesemia, hipocloremia e hipocalcemia. A hipopotassemia facilita o desenvolvimento de arritmias graves, particularmente torsade de pointes, que pode ser fatal.

Durante terapia de longa duração com bisoprolol, recomenda-se monitorar eletrólitos séricos (especialmente potássio, sódio, cálcio), creatinina e ureia, lipídeos séricos (colesterol e triglicerídeos) e ácido úrico, assim como a glicemia.

Em pacientes com hiperuricemia, o risco de ataques de gota pode estar aumentado.

Pode haver piora do quadro de alcalose metabólica em função de distúrbio da homeostase hidroeletrolítica.

Em pacientes com colelitíase, colecistite aguda foi relatada.

A hidroclorotiazida, uma sulfonamida, pode provocar uma reação idiossincrática resultando em efusão coroidal com prejuízo do campo visual, miopia transitória aguda e glaucoma agudo de ângulo fechado. Os sintomas incluem diminuição aguda da acuidade visual ou dor ocular, ocorrendo normalmente no período de horas a semanas após o início do tratamento. O glaucoma agudo de ângulo fechado não tratado pode levar à perda permanente da visão. O tratamento primário é a descontinuação da hidroclorotiazida o mais rapidamente possível. Poderá ser necessário tratamento médico ou cirúrgico imediato se a pressão intraocular permanecer fora de controle. Os fatores de risco para o desenvolvimento de glaucoma agudo de ângulo fechado podem incluir história de alergia à penicilina ou às sulfonamidas.

Toxicidade Respiratória Aguda Casos graves e muito raros de toxicidade respiratória aguda, incluindo síndrome da angústia respiratória aguda (ARDS), foram relatados após a administração de hidroclorotiazida. O edema pulmonar, geralmente, se desenvolve dentro de minutos a horas após a ingestão de hidroclorotiazida. No início, os sintomas incluem dispneia, febre, deterioração pulmonar e hipotensão. Se houver suspeita de diagnóstico de ARDS, bisoprolol deve ser descontinuado e o tratamento apropriado deve ser iniciado. A hidroclorotiazida não deve ser administrada a pacientes que já apresentaram ARDS após a ingestão desta substância.

Gravidez e lactação Gravidez Categoria de risco C. O bisoprolol apresenta ações farmacológicas que podem causar efeitos nocivos sobre a gravidez e/ou no feto/recém-nascido. Em geral, os betabloqueadores reduzem a perfusão placentária, o que tem sido associado com retardo de crescimento, morte intrauterina, aborto ou parto prematuro. Os efeitos adversos (por exemplo, hipoglicemia e bradicardia) podem ocorrer no feto e no recém-nascido. Se o tratamento com betabloqueadores é necessário, deve-se dar preferência aos bloqueadores adrenérgicos beta1 seletivos.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação O uso de bisoporlol não é recomendado durante a lactação, uma vez que a hidroclorotiazida é excretada no leite materno em quantidades mínimas e o bisoprolol também pode ser. A hidroclorotiazida pode inibir a produção de leite.

Fertilidade Não são conhecidos dados sobre a fertilidade para a associação do produto. O bisoprolol ou a hidroclorotiazida não apresentaram influência sobre a fertilidade ou sobre o desempenho geral de reprodução em estudos com animais.

Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas Em geral, bisoprolol possui pouca ou nenhuma influência na habilidade de dirigir e operar máquinas. Entretanto, dependendo da resposta individual do paciente ao tratamento, a habilidade de dirigir veículos ou de operar máquinas pode estar prejudicada. Isso deve ser considerado particularmente no início do tratamento, no caso de troca da medicação ou quando há interação com álcool.

Este medicamento pode causar doping.

06

Interações medicamentosas

Alimentos e álcool A ingestão com alimentos não prejudica a absorção do bisoprolol. O medicamento não deve ser tomado com bebidas alcoólicas.

Associações não recomendadas Lítio: este medicamento pode intensificar os efeitos cardiotóxico e neurotóxico do lítio através da redução da excreção do mesmo.

Antagonistas de cálcio do tipo verapamil e, num menor grau, do tipo diltiazem: influência negativa na contratilidade e na condução atrioventricular. A administração intravenosa de verapamil em pacientes sob tratamento com betabloqueadores pode levar à hipotensão profunda e bloqueio atrioventricular.

Agentes anti-hipertensivos com ação central (como clonidina, metildopa, moxonodina, rilmenidina): o uso concomitante pode levar a uma redução da frequência cardíaca e do débito cardíaco, assim como à vasodilatação. A retirada abrupta, especialmente se anterior à descontinuação do betabloqueador, pode aumentar o risco de “hipertensão de rebote”.

Associações a serem empregadas com cautela Antagonistas de cálcio do tipo di-hidropiridinas (como nifedipino, anlodipino): o uso concomitante pode aumentar o risco de hipotensão. Não se pode excluir um aumento do risco de deterioração da função de bombeamento ventricular em pacientes com insuficiência cardíaca.

Agentes anti-hipertensivos: o uso concomitante com medicamentos anti-hipertensivos, bem como com outros fármacos com potencial para redução da pressão arterial (como antidepressivos tricíclicos, barbitúricos, fenotiazinas), pode aumentar o risco de hipotensão.

Inibidores da enzima de conversão da angiotensina – ECA – (como captopril, enalapril), antagonistas de angiotensina II: risco de queda acentuada da pressão arterial e/ou insuficiência renal aguda durante o início de tratamento com inibidores da ECA em pacientes com depleção de sódio preexistente (particularmente em pacientes com estenose da artéria renal). Caso a terapia diurética anterior tenha produzido depleção de sódio, deve-se interromper o diurético três dias antes de se iniciar o tratamento com inibidores da ECA ou iniciar o tratamento com inibidores da ECA em baixas doses.

Antiarrítmicos classe I (como quinidina, disopiramida, lidocaína, fenitoína, flecainida, propafenona): o efeito sobre o tempo de condução atrioventricular pode ser potencializado e o efeito inotrópico negativo aumentado.

Agentes antiarrítmicos classe III (como amiodarona): o efeito sobre o tempo de condução atrioventricular pode ser potencializado.

Agentes antiarrítmicos que podem induzir torsade de pointes (Classe IA, como quinidina, hidroquinidina, disopiramida, e Classe III, como. amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida): a hipopotassemia pode facilitar a ocorrência de torsades de pointes.

Agentes não antiarrítmicos que podem induzir torsade de pointes (como astemizol, eritromicina IV, halofantrina, pentamidina, esparfloxacino, terfenadina, vincamina): a hipopotassemia pode facilitar a ocorrência de torsade de pointes.

Agentes parassimpatomiméticos: o uso concomitante pode aumentar o efeito sobre o tempo de condução atrioventricular e o risco de bradicardia.

Betabloqueadores tópicos (como colírios para tratamento de glaucoma): podem aumentar os efeitos sistêmicos do bisoprolol.

Insulina e antidiabéticos orais: aumento do efeito hipoglicemiante. O bloqueio dos beta-adrenoreceptores pode mascarar os sintomas de hipoglicemia.

Anestésicos: atenuação da taquicardia reflexa e aumento do risco de hipotensão Glicosídeos cardíacos (digitálicos): aumento no tempo de condução atrioventricular, redução da frequência cardíaca. Se ocorrer hipopotassemia e/ou hipomagnesemia durante o tratamento com este medicamento, o miocárdio pode demonstrar sensibilidade aumentada aos glicosídeos cardíacos, levando a um efeito aumentado e a eventos adversos dos glicosídeos.

Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs): podem reduzir o efeito hipotensor. Em pacientes que desenvolvem hipovolemia, a administração concomitante de AINEs pode desencadear insuficiência renal aguda.

Agentes beta-simpatomiméticos como isoprenalina, dobutamina): a associação com o bisoprolol pode reduzir o efeito de ambos os fármacos.

Agentes simpaticomiméticos que ativam adrenorreceptores alfa e beta (como norepinefrina, epinefrina): a associação de bisoprolol pode desmascarar os efeitos vasoconstritores mediados pelos alfa-adrenorreceptores destes medicamentos, ocasionando aumento da pressão arterial e exacerbação da claudicação intermitente. Tais interações são consideradas mais prováveis com betabloqueadores não seletivos.

Medicamentos espoliadores de potássio (por exemplo: corticosteroides, ACTH-hormônio adrenocorticotrópico, carbenoxolona, anfotericina B, furosemida, laxantes): o uso concomitante pode resultar no aumento da perda de potássio.

Metildopa: hemólise devido à formação de anticorpos para hidroclorotiazida foi descrita em casos isolados.

Agentes redutores de ácido úrico: seus efeitos podem ser atenuados com administração concomitante deste medicamento.

Colestiramina, colestipol: reduzem a absorção da hidroclorotiazida.

Associações a serem consideradas Mefloquina: aumento do risco de bradicardia.

Inibidores de monoamina oxidase (exceto inibidores MAO-B): podem potencializar o efeito hipotensivo dos betabloqueadores, mas também o risco de crise hipertensiva.

Corticosteroides: efeito anti-hipertensivo reduzido (retenção de água e sódio induzida por corticosteroides).

Rifampicina: redução leve da meia-vida do bisoprolol possivelmente devida à indução de enzimas hepáticas que metabolizam o medicamento. Normalmente não há necessidade de ajuste da dose.

Derivados da ergotamina: exacerbação dos distúrbios circulatórios periféricos.

Salicilatos: na administração de altas doses de salicilatos, o efeito tóxico dos salicilatos no sistema nervoso central pode ser intensificado.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Conservar este medicamento em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da luz e da umidade.

Prazo de validade: 36 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem.

Os comprimidos de 2,5 mg + 6,25 mg são revestidos, de cor amarelo claro, redondos, biconvexos, lisos em ambas as faces.

Os comprimidos de 5 mg + 6,25 mg são revestidos, de cor rosa claro, redondos, biconvexos, lisos em ambas as faces.

Os comprimidos 10 mg + 6,25 mg são revestidos, de cor branca, redondos, biconvexos, lisos em ambas as faces.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

Para sua segurança, mantenha o medicamento na embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, com algum líquido, pela manhã, com ou sem alimento.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

A dose inicial usual é de um comprimido de 2,5/6,25 mg uma vez ao dia. Se o efeito anti-hipertensivo for insuficiente, pode-se aumentar a dose para um comprimido de 5/6,25 mg uma vez ao dia. Caso a resposta ainda seja insuficiente, a dose pode ser aumentada para um comprimido de 10/6,25 mg uma vez ao dia.

Duração do tratamento O tratamento com este medicamento é geralmente de longa duração. Recomenda-se a descontinuação gradativa do tratamento com bisoprolol, pois a interrupção abrupta do bisoprolol pode ocasionar deterioração aguda da condição do paciente, em particular naqueles com doença cardíaca isquêmica.

Doses perdidas Caso uma tomada seja esquecida, esta deve ser realizada tão logo possível no mesmo dia. Caso contrário, tomar a próxima dose no dia seguinte, no horário habitual.

Uso em presença de insuficiência renal ou hepática Não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática leve a moderada ou insuficiência renal leve a moderada (clearance de creatinina > 30ml/min).

Uso em idosos Normalmente não é necessário ajuste de dose em idosos.

Uso pediátrico A experiência com este medicamento em uso pediátrico é limitada; desta forma, o emprego em crianças não pode ser recomendado.

09

Reações adversas

Podem ocorrer as reações indesejáveis descritas a seguir. As frequências são definidas em muito comuns (> 1/10); comuns (> 1/100 e < 1/10); incomuns (> 1/1.000 e < 1/100); raras (> 1/10.000 e < 1/1.000); muito raras (< 1/10.000), frequência não conhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo cistos e pólipos) Frequência não conhecida: câncer de pele não melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas).

Distúrbios do sangue e sistema linfático Raros: leucopenia, trombocitopenia.

Muito raros: agranulocitose.

Distúrbios do metabolismo e nutrição Incomuns: perda de apetite, hiperglicemia, hiperuricemia, distúrbios hidroeletrolíticos (particularmente hipopotassemia e hiponatremia, como também hipomagnesemia, hipocloremia e hipercalcemia).

Muito raros: alcalose metabólica.

Distúrbios psiquiátricos Incomuns: depressão, distúrbios do sono.

Raros: pesadelo, alucinação.

Distúrbios do sistema nervoso Comuns: tontura*, cefaleia*.

Distúrbios oculares Raros: fluxo lacrimal reduzido (a ser considerado caso o paciente use lentes de contato), distúrbios visuais.

Muito raras: conjuntivite.

Frequência não conhecida: efusão coroidal.

Distúrbios do ouvido e labirinto Raros: distúrbios da audição.

Distúrbios cardíacos Incomuns: bradicardia, distúrbios da condução AV, agravamento de insuficiência cardíaca pré-existente.

Distúrbios vasculares Comuns: sensação de frio ou dormência nas extremidades.

Incomuns: hipotensão ortostática.

Raros: síncope.

Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Incomuns: broncoespasmo em pacientes com asma brônquica ou histórico de doença obstrutiva das vias aéreas.

Raros: rinite alérgica.

Muito raros: síndrome da angústia respiratória aguda (ARDS).

Frequência não conhecida: doença pulmonar intersticial.

Distúrbios gastrointestinais Comuns: queixas gastrointestinais como náusea, vômito, diarreia, constipação.

Incomuns: dores abdominais.

Muito raros: pancreatite.

Distúrbios hepatobiliares Raros: hepatite, icterícia.

Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Raros: reações de hipersensibilidade tais como prurido, rubor, erupções cutâneas, fotodermatite, púrpura, urticária e angioedema.

Muito raros: alopecia, lupus eritematoso cutâneo. Betabloqueadores podem provocar ou piorar a psoríase ou induzir erupções semelhantes à psoríase.

Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Incomuns: fraqueza muscular, cãibras musculares.

Distúrbios da mama e sistema reprodutivo Raros: disfunção erétil.

Distúrbios gerais Comuns: fadiga*.

Incomuns: astenia.

Muito raros: dor torácica.

Exames de diagnóstico Incomuns; aumento dos níveis de amilase, aumento reversível da creatina e ureia séricas, aumento dos níveis de triglicerídeos e colesterol, glicosúria.

Raros: aumento das enzimas hepáticas (TGO, TGP).

*Estes sintomas ocorrem, especialmente, no início do tratamento. São geralmente leves e desaparecem na maioria das vezes nas primeiras 1-2 semanas.

Descrição de reações adversas selecionadas Câncer da pele não-melanoma: Com base nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos, observou-se uma associação cumulativa dose-dependente entre a hidroclorotiazida e CPNM (ver também “CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS – Farmacodinâmica da hidroclorotiazida” e “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Sintomas Os sinais mais comuns esperados com uma superdose de betabloqueador são bradicardia, hipotensão, broncoespasmo, insuficiência cardíaca aguda e hipoglicemia. A experiência com superdose de bisoprolol é limitada, com apenas alguns casos tendo sido reportados. Bradicardia e/ou hipotensão foram observadas. Todos os pacientes se recuperaram. Há uma ampla variação interindividual na sensibilidade a uma única dose alta de bisoprolol, e os pacientes com insuficiência cardíaca são provavelmente muito sensíveis.

O quadro clínico de superdose aguda ou crônica com hidroclorotiazida é caracterizado pela extensão da perda de fluidos e eletrólitos. Os sinais mais comuns são: vertigens, náusea, sonolência, hipovolemia, hipotensão e hipopotassemia.

Conduta Em geral, se ocorrer superdose, recomenda-se descontinuação do tratamento com este medicamento e tratamento de suporte e sintomático.

Dados limitados sugerem que o bisoprolol é dificilmente dialisável. O grau em que a hidroclorotiazida é removida por hemodiálise não foi estabelecido.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

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Unichem Laboratories Limited Indl. Area, Meerut Road, Ghaziabad, Uttar Pradesh, Índia Importado e Registrado por:

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SAC: 0800 725 5525

VENDA SOB PRESCRIÇÃO Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 06/04/2022.