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Bulas de Remédios
Específico Tarja vermelha

Nenfy

Ferripolimaltose · Laboratório Teuto Brasileiro S/A. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoFerripolimaltose
FabricanteLaboratório Teuto Brasileiro S/A
Registro MS1.0370.0798
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 61,98
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Nenfy

Fonte: bula do fabricante (Laboratório Teuto Brasileiro S/A) publicada no bulário digital Sara · bula de 18/10/2024 · conferida em 26/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

Nenfy Comprimido mastigável 100mg

MODELO DE BULA COM INFORMAÇÕES AO PACIENTE Nenfy ferripolimaltose

—

Apresentação

Comprimido mastigável 100mg Embalagem contendo 30 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto

—

Composição

Cada comprimido mastigável contém: ferripolimaltose (equivalente a 100mg de ferro III) ................................................... ....... 294,12mg Excipiente q.s.p................................... ................................................... ......................1 comprimido Excipientes: aroma de chocolate, celulose microcris talina, ciclamato de sódio, cacau, vanilina, macrogol, dextrato, talco e água de osmose reversa.

01

Para que este medicamento é indicado?

Nenfy é indicado para o tratamento de anemias e def iciências de ferro.

Nenfy é indicado em:

-síndromes (conjunto de sinais e sintomas) da defic iência de ferro que ainda não se manifestou ou se manifestou de maneira suave;

-anemias ferroprivas devidas a subnutrição e/ou car ências alimentares tanto de qualidade quanto de quantidade;

-anemias devidas a má absorção intestinal;

-anemia por deficiência de ferro (ferropriva) duran te a gravidez e a amamentação;

-anemia devida a sangramentos recentes ou por perío dos longos.

02

Como este medicamento funciona?

Nenfy comprimido mastigável age combatendo a anemia e é especificamente indicado para o tratamento das anemias nutricionais e de hemácias p equenas, causadas por deficiência de ferro. O ferro de Nenfy comprimidos mastigáveis apresenta-se sob a forma de um complexo com moléculas grandes, não-iônico, o que confere ao pre parado características vantajosas: boa absorção e bom aproveitamento pelo organismo, baixa toxicidade e boa tolerabilidade, ausência de interação com certos medicamentos (p.ex. tetraci clinas, hidróxido de alumínio), preservação do seu volume utilizável, sem perdas por eliminação pelos rins nem por depósito no tecido gorduroso.

03

Quando não devo usar este medicamento?

O produto não deve ser usado por pacientes alérgico s a medicamentos à base de ferro ou a qualquer um dos componentes do produto, sobrecarga de ferro tais como hemocromatose (doença causada devido ao aumento da absorção de ferro, sec undário à sobrecarga de ferro utilizada) e hemosiderose (acúmulo de ferro nos tecidos e órgãos ), com doenças hepáticas (do fígado) agudas, com doenças gastrintestinais (como diarreia s crônicas e retocolite ulcerativa) ou com anemias não causadas por deficiência de ferro (tais como anemia hemolítica ou megaloblástica devido à deficiência de vitamina B12) ou com incapa cidade de utilização do ferro (tais como anemia causada por envenenamento por chumbo, anemia sídero-acréstica, talassemia).

Informe seu médico caso se tenha submetido a transf usões sanguíneas repetidas na vigência do uso do produto.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Como todos os preparados férricos, Nenfy deve ser a dministrado com cautela na presença de alcoolismo, hepatite, infecções agudas e estados in flamatórios do trato gastrintestinal (enterites, colite ulcerativa), pancreatite e úlcera péptica.

A administração do produto a pacientes submetidos a repetidas transfusões de sangue deve ser realizada sob rigoroso controle médico e observação do quadro sanguíneo, visto que a concomitância da aplicação de sangue com alto nível de ferro eritrocitário e sais de ferro por via oral pode resultar em sobrecarga férrica.

Em casos de anemias associadas a infecções ou neopl asias, o ferro substituído é armazenado no sistema retículo-endotelial, de onde é mobilizado e utilizado somente após a cura da doença primária. Assim, recomenda-se uma avaliação de risc o/benefício.

Não se espera que a ingestão de Nenfy comprimidos m astigáveis tenha impacto na gestão diária de insulina em pacientes com diabetes.

Aos pacientes portadores de próteses dentárias, par ticularmente à base de “Luva Light” recomenda-se lavar a boca e escovar as próteses ime diatamente após o uso do preparado, a fim de evitar o escurecimento delas.

Como outros compostos de ferro, Nenfy provoca color ação escura das fezes, fato este sem qualquer importância clínica.

Gravidez e lactação: A gravidez aumenta a necessidade materna de ferro para suprir as necessidades do bebê. Apesar do aumento da capacida de de absorção de ferro durante a gravidez, grande parte das mulheres grávidas que não recebem suplemento de ferro desenvolve anemia. A deficiência de ferro nos dois primeiros trimestres de gravidez dobra a possibilidade de parto prematuro, triplica o risco de recém-nascido com ba ixo peso e de recém-nascidos com deficiência de ferro. A deficiência de ferro na infância traz p rejuízos substanciais ao desenvolvimento físico e intelectual das crianças.

Durante a gravidez ou a lactação, Nenfy somente dev erá ser administrado após consulta ao médico.

Não existem dados de estudos clínicos disponíveis s obre o uso de ferripolimaltose em mulheres grávidas durante o primeiro trimestre. Até o moment o, não houve relatos de reações adversas graves após o uso de ferripolimaltose em doses tera pêuticas para o tratamento da anemia na gravidez. Estudos de reprodução em animais não reve laram evidência de risco ao feto ou à mãe.

Estudos controlados em mulheres grávidas após o pri meiro trimestre de gravidez não revelaram nenhum efeito adverso para a mãe ou o neonato. Port anto, é improvável uma influência negativa sobre o feto. O ferro ligado em lactoferrina passa para o leite materno em pequenas quantidades, mas é improvável a ocorrência de efeitos adversos a o lactente.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulhere s grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

O uso deste medicamento no período da lactação depe nde da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas: Não foram realizados estudos relevantes.

No entanto, é improvável que o Nenfy tenha qualquer efeito sobre a capacidade de conduzir veículos e usar máquinas.

Interferência em exames laboratoriais: Nenfy pode causar fezes escurecidas. Fezes escuras podem ocultar o sangramento do trato gastrointestin al visualmente. No entanto, o teste de hemocultura (seletivo para hemoglobina) para a dete cção de sangue oculto não é prejudicado e, portanto, não há necessidade de interromper a terap ia.

Interações medicamentosas:

A ingestão excessiva de álcool causa aumento do dep ósito de ferro no fígado e aumenta a probabilidade de efeitos adversos e até tóxicos do ferro quando em uso prolongado.

As interações da ferripolimaltose com tetraciclina ou hidróxido de alumínio foram investigadas em três estudos em humanos (desenho cruzado, 22 pac ientes por estudo). Não foi observada redução significativa na absorção de tetraciclina. A concentração plasmática de tetraciclina não reduziu abaixo do nível da concentração inibitória mínima necessária para bacteriostase. A absorção de ferro da ferripolimaltose não foi reduz ida pelo hidróxido de alumínio ou tetraciclina.

A ferripolimaltose pode, portanto, ser administrada ao mesmo tempo que tetraciclina ou outros compostos fenólicos, bem como com hidróxido de alum ínio.

Estudos em ratos com tetraciclina, hidróxido de alu mínio, acetilsalicilato, sulfassalazina, carbonato de cálcio, acetato de cálcio e fosfato de cálcio em combinação com a vitamina D3, bromazepam, aspartato de magnésio, D-penicilamina, metildopa, paracetamol e auranofina não mostraram nenhuma interação com a ferripolimaltose.

Do mesmo modo, não foram observadas interações com ingredientes de alimentos tais como ácido fítico, ácido oxálico, tanino, alginato de só dio, colina e sais de colina, vitamina A, vitamina D3 e vitamina E, óleo de soja e farinha de soja em estudos in vitro com ferripolimaltose. Estes resultados sugerem que a ferripolimaltose pode ser tomada durante ou imediatamente após a ingestão de alimentos.

O teste de sangue oculto nas fezes (seletivo para H b) para a detecção de sangue oculto não é prejudicado e, portanto, não há necessidade de inte rromper a terapia.

A administração concomitante de ferro parenteral e oral não é recomendada uma vez que a absorção de ferro oral seria reduzida.

Nenfy deve ser ingerido durante ou imediatamente ap ós as refeições. Aos pacientes portadores de próteses dentárias, recomenda-se lavar a boca e esc ovar as próteses imediatamente após uso do preparado, a fim de evitar o escurecimento delas. S iga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratame nto.

Informe ao seu médico ou cirurgião dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Armazenar em temperatura ambiente (de 15°c a 30 °c) . proteger da

Umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vi de embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido . Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento: Comprimido circular plano com vinco de cor marrom c om manchas brancas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Ca so ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance d as crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Nenfy deve ser administrado por via oral.

A dose e a duração da terapia dependem da extensão da deficiência de ferro.

Como posologia média sugere-se:

Adultos e lactantes:

Deficiência de ferro manifesta: um comprimido masti gável uma a duas vezes por dia por três a cinco meses, até a normalização dos valores de hemo globina. Posteriormente a terapia deve continuar por várias semanas (dois a três meses) co m um comprimido mastigável por dia a fim de restaurar a reserva de ferro.

Deficiência de ferro latente: um comprimido mastigá vel por dia por um a dois meses.

Em casos de anemia ferropênica grave ou de necessid ade elevada de ferro, as doses podem ser aumentadas a critério médico, ou pode ser necessári o o tratamento com ferripolimaltose parenteral (IM ou EV) como tratamento inicial.

Mulheres grávidas:

Deficiência de ferro manifesta: um comprimido masti gável duas vezes por dia, até a normalização dos valores de hemoglobina. Posteriorm ente a terapia deve continuar com um comprimido mastigável por dia pelo menos até o fina l da gravidez a fim de restaurar a reserva de ferro.

Tratamento da deficiência de ferro latente: um comp rimido mastigável por dia.

Prevenção da deficiência de ferro: um comprimido ma stigável por dia.

Método de administração:

Nenfy deve ser administrado durante ou imediatament e após as refeições.

População especial:

Não existem ou há dados muito limitados de estudos clínicos disponíveis para o uso de Nenfy em populações de pacientes com história ou evidência d e distúrbios gastrointestinais significativos, com insuficiência hepática, ou insuficiência renal e em pacientes idosos. Levando em consideração o conhecimento sobre a eficácia e a se gurança de Nenfy a partir da sua experiência pós-comercialização, não há evidências que sugiram que o perfil de segurança e eficácia de Nenfy seja diferente nesses pacientes, portanto, ne nhuma recomendação de dosagem especial é necessária para essas populações de pacientes.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhe cimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar e ste medicamento?

Caso você tenha se esquecido de tomar uma dose, tom e o medicamento assim que possível. Se estiver muito perto do horário da próxima dose, agu arde e tome somente uma única dose. Não tome duas doses ao mesmo tempo ou uma dose extra pa ra compensar a dose perdida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêut ico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me caus ar?

Reações adversas com frequência desconhecida: Cefaleia (dor de cabeça), dentes manchados, gosto metálico, intolerância do trato gastrointesti nal (acidez, gastrite e azia), problemas digestivos superiores (incluindo náuseas), desconfo rto gastrointestinal, vômitos, dor epigástrica, dor abdominal, diarreia e constipação.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmac êutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe també m a empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Em caso de superdose, intoxicação ou acúmulo de fer ro são improváveis com ferripolimaltose, devido à sua baixa toxicidade e absorção controlada de ferro. Não foram relatados casos de intoxicação acidentais com desfecho fatal. O médico deve ser imediatamente avisado e o paciente deve ser mantido sob cuidadosa observação médica.

Em caso de ingestão acidental ou proposital de sais de ferro II não complexados em doses muito acima das preconizadas, podem ocorrer sintomas como náuseas e sensação de plenitude gástrica.

Nesses casos deve-se proceder ao esvaziamento gástr ico e empregar medidas usuais de apoio.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, s e possível. Ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro n o 1.0370.0798 Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva CRF-GO n o 2.659 Registrado e produzido por:

Laboratório teuto

Brasileiro s/a.

CNPJ – 17.159.229/0001 -76 VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA CEP 75132-140 – Anápolis – GO

Venda sob prescrição h i s t ó ri co de al te

RAÇÕ E S DE B UL A Da d o s d a sub m i s sã o e l e t r ô n ic a Da d o s d a p e t i ç ã o/ n o t if i c a ç ã o q ue a lt e r a b ul a D a do s d a s a lt e r a ç õe s d e b u la s Da t a d o e xp e d ie n t e N °. d o e x p e d ie n t e Assu n t o Da t a do e x pe d i e nt e N°. d o e xp e d ie n t e A ssu nt o D a t a d e a p r o v a ç ão It e ns d e b u la V e r sõ e s ( VP /VP S ) Ap r e se n t a ç õ e s r e la c io n a d a s 1 8/ 1 0 /20 2 4 -1 0 4 61 – E S P EC Í F I C O – I n c lu sã o I n ic ia l d e T e x to de Bu l a -R DC – 60 / 1 2 1 8 /1 0 /20 2 4 -10 4 61 – E SP E CÍ FI CO – I n c l u sã o I n i c ia l d e Te x t o d e B u la -RD C – 6 0 /1 2 1 8 / 10 / 202 4 Ve r sã o in ic i a l VP -1 0 0 mg c o mp m a st c t b l a l a l x 3 0 .

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Nenfy Comprimido mastigável 100mg

Modelo de bula com informações técnicas

AOS PROFISSIONAIS DE SAÚDE Nenfy ferripolimaltose

—

Apresentação

Comprimido mastigável 100mg Embalagem contendo 30 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido mastigável contém: ferripolimaltose (equivalente a 100mg de ferro III) ................................................... ....... 294,12mg Excipiente q.s.p................................... ................................................... ......................1 comprimido Excipientes: aroma de chocolate, celulose microcris talina, ciclamato de sódio, cacau, vanilina, macrogol, dextrato, talco e água de osmose reversa.

01

Indicações

Nenfy é indicado em:

-síndromes ferropênicas latentes e moderadas;

-anemias ferroprivas devidas a subnutrição e/ou car ências alimentares qualitativas e quantitativas;

-anemias das síndromes disabsortivas intestinais;

-anemia ferropriva da gravidez e da lactação;

-anemia por hemorragias agudas ou crônicas.

02

Resultados de eficácia

Tratamento da anemia ferropriva O ferro desempenha um papel central na manutenção f isiológica da homeostase celular e a deficiência absoluta de ferro constitui uma importa nte fonte de morbidade em todo o mundo. A anemia ferropriva é a deficiência nutricional mais prevalente no mundo, afetando mais de meio bilhão de pessoas em todo o mundo. Manifesta-se com o uma anemia microcítica hipocrômica com baixos índices sanguíneos e ferritina sérica. Q uase todos os casos de anemia ferropriva respondem ao tratamento com suplementação oral de f erro. Entretanto, apenas 2 a 3 mg de ferro elementar são absorvidos, mesmo quando 50 ou 100 mg são apresentados ao lúmen intestinal (CHAVAN et al., 2021; ELSENITY et al., 2018; JACOBS; WOOD; BIRD, 2000; ORTIZ et al.,

2011; toblli; brignoli, 2007).

Jacobs, Wood e Bird (2000) investigaram a eficácia e tolerabilidade da ferripolimaltose administrada por via oral em comparação com o sulfa to ferroso no tratamento da anemia ferropriva em doadores de sangue regulares. Os part icipantes elegíveis foram randomizados em quatro grupos de tratamento para receberem: (1) fer ripolimaltose (100 mg de ferro, 2/dia) durante 12 semanas; (2) ferripolimaltose (100 mg de ferro, 2/dia) associado a 0,9 mol/L de glicerofosfato; (3) ferripolimaltose (100 mg de fer ro, 2/dia) associado a 1,8 mol/L de glicerofosfato; ou (4) sulfato ferroso (100 mg de f erro) (JACOBS; WOOD; BIRD, 2000).

A Tabela 1 apresenta os resultados obtidos para os parâmetros hematológicos ou bioquímicos.

Foi observado aumento nos níveis de hemoglobina (Hb ), ferro sérico, porcentagem de saturação da transferrina, ferritina sérica e ferritina eritr ocitária após tratamento com sulfato ferroso e ferripolimaltose. A porcentagem de hemácias hipocrô micas foi reduzida de maneira semelhante entre os grupos, de uma média de 20 antes do tratam ento para 6 após doze semanas (JACOBS;

Wood; bird, 2000).

Tabela 1. Dados laboratoriais antes e após o tratamento com d iferentes formulações de ferro.

Fonte: Jacobs; Wood; Bird, 2000.

O principal efeito colateral observado foi a intole rância do trato gastrointestinal, a qual foi significativamente mais comum com sulfato ferroso ( 44,7% dos pacientes vs. 8,6 – 17,5% dos pacientes que receberam ferripolimaltose) (JACOBS; WOOD; BIRD, 2000).

Toblli e Brignoli (2007) revisaram a literatura pub licada com o objetivo de comparar a ferripolimaltose ao(s) medicamento(s) de referência mais frequentemente empregado(s) para estabelecer se existem diferenças em relação à efic ácia (concentração de hemoglobina após aproximadamente 2 meses de tratamento) e segurança (número de pacientes com reações adversas a medicamentos após aproximadamente 2 mese s de tratamento). Os autores pesquisaram nas bases de dados Toxline, Medline, HealthStar, Ai dsline e Cancerlit, Embase, Amed, Cochrane Col., listas de referências de artigos de revisão e livros pertinentes e contatos pessoais com especialistas atuantes na área e fabricantes até o período de novembro de 2004 (TOBLLI;

Brignoli, 2007).

Foi observado que, embora a metanálise não tenha mo strado diferenças significativas entre a ferripolimaltose e as terapias de referência admini stradas, houve um aumento nos valores de hemoglobina em relação à mensuração basal após trat amento com ferripolimaltose (de 10,35 ± 0,92 g/dL para 12,13 ± 1,19 g/dL no final do tratam ento) (TOBLLI; BRIGNOLI, 2007).

Os pacientes adultos tratados com ferripolimaltose apresentaram reações adversas a medicamentos significativamente menos frequentes do que os tratados com sulfato ferroso (14,9% vs. 34,1%, respectivamente; P < 0,001) (TOBL LI; BRIGNOLI, 2007).

Portanto, os resultados dessa metanálise confirmam que a ferripolimaltose apresenta melhor relação risco/benefício do que o sulfato ferroso no tratamento de adultos com anemia ferropriva

(toblli; brignoli, 2007).

A anemia associada à gravidez é um problema de saúd e pública e afeta aproximadamente 15% da população mundial. Quando ocorre durante a gravidez , a anemia ferropriva tem um impacto significativo na saúde do feto e da mãe. No ensaio clínico randomizado, prospectivo, duplo-cego, unicêntrico, de grupos paralelos realizado por Saha e colaboradores (2007), os autores compararam a eficácia, segurança e custo da ferripo limaltose com o sulfato ferroso em gestantes (20 – 40 anos; 14 – 27 semanas de gestação) com ane mia moderada (Hb < 9 g/dL; ferritina sérica < 12 µg/L) e determinaram as taxas de adesão associadas a o uso de ferripolimaltose (SAHA et al., 2007).

As participantes selecionadas foram divididas em do is grupos que receberam, durante 8 semanas:

(1) ferripolimaltose (100 mg de ferro elementar + 5 00 µg de ácido fólico, 1/dia) (n = 48) ou (2) sulfato ferroso (60 mg de ferro elementar + 500 µg de ácido fólico, 2/dia) (n = 52). A proporção de mulheres que atingiram o nível normal de Hb (> 1 1 g/dL) dentro de 8 semanas de tratamento foi utilizada como parâmetro de eficácia primário. Outros parâmetros de eficácia foram volume globular (PCV), volume corpuscular médio (VCM), hem oglobina corpuscular média (HCM), concentração de hemoglobina corpuscular média (CHCM C), ferro sérico e ferritina sérica (SAHA et al., 2007).

Os resultados mostraram que ambos os grupos mostrar am um aumento significativo em relação à mensuração basal na concentração de Hb, sendo que 6 3,5% das participantes do grupo sulfato ferroso e 68,8% das mulheres do grupo ferripolimalt ose atingiram Hb > 11 g/dL. Também foi observado um aumento nos valores de PCV, VCM, HCM e CHCM, níveis séricos de ferro e ferritina sérica (Tabela 2) (SAHA et al., 2007).

Tabela 2. Efeitos do sulfato ferroso (FS) e ferripolimaltose (IPC) na Hb (g/L), PCV (%), VCM (fL), HCM (pg), CHCM (g/L), ferro sérico ( µg/dL) e serritina sérica (ng/mL).

Fonte: Saha et al., 2007.

Eventos adversos, tais como intolerância gastrointe stinal (acidez, gastrite e azia), constipação, gosto metálico, diarreia e erupção cutânea, foram m ais comuns no grupo sulfato ferroso do que no grupo ferripolimaltose (P <0,001) (Tabela 3), o que pode justificar as maiores taxas de adesão ao tratamento vista para o grupo que recebeu ferrip olimaltose (91% vs. 87% do grupo sulfato ferroso, P < 0,05) (SAHA et al., 2007).

Tabela 3. Comparação de eventos adversos nos grupos sulfato f erroso e ferripolimaltose.

Fonte: Saha et al., 2007.

Ortiz e colaboradores (2011) realizaram um ensaio c línico randomizado, controlado, aberto e multicêntrico para avaliar a eficácia e segurança d a ferripolimaltose e do sulfato ferroso no tratamento de gestantes ( ≥ 16 anos, 18 – 26 semanas de gestação) com anemia f erropriva, definida por Hb ≤ 10,5 g/dL, ferritina sérica ≤ 15 ng/mL e VCM < 80 fL (ORTIZ et al., 2011).

As mulheres elegíveis foram randomizadas em dois gr upos (1:1) para receberem: (1) ferripolimaltose (100 mg de ferro, 2/dia) ou (2) c omprimidos de sulfato ferroso (100 mg de ferro, 2/dia) durante 90 dias. A alteração dos nív eis de hemoglobina em relação à mensuração basal foi utilizada como desfecho primário e as alt erações na ferritina sérica, saturação de transferrina (TSAT), ferro sérico, hematócrito, VCM , HCM e CHCM foram utilizados como desfechos secundários de eficácia (ORTIZ et al., 20 11).

Houve um aumento na concentração de hemoglobina, he matócrito, ferritina sérica, saturação de transferrina e ferro sérico em relação à mensuração basal em ambos os tratamentos (Tabelas 4 e 5). Após 90 dias de tratamento, as mulheres atingir am níveis médios de hemoglobina próximos da faixa normal (ORTIZ et al., 2011).

Tabela 4. Valores de hemoglobina e hematócrito após 90 dias d e tratamento com sulfato ferroso ou ferripolimaltose.

Fonte: Ortiz et al., 2011.

Tabela 5. Índices de ferro.

Fonte: Ortiz et al., 2011.

Os eventos adversos mais comumente relatados foram náuseas, vômitos e constipação, os quais foram significativamente mais frequentes no grupo s ulfato ferroso (Figura 2) (ORTIZ et al., 2011).

Figura 2. Incidência de eventos adversos. Nenhum paciente rel atou o mesmo evento adverso mais de uma vez.

Fonte: Ortiz et al., 2011.

Portanto, tanto a administração por via oral de fer ripolimaltose quanto de sulfato ferroso foram eficazes para o tratamento da anemia ferropriva dur ante a gravidez em termos de aumento dos níveis de hemoglobina. Além disso, a ferripolimalto se apresentou um perfil de segurança melhor do que o sulfato ferroso, com menor incidência de e feitos colaterais gastrointestinais e maior adesão ao tratamento (ORTIZ et al., 2011).

Elsenity e colaboradores (2018) realizaram um ensai o clínico randomizado com o objetivo de comparar o sulfato ferroso à ferripolimaltose no tr atamento da anemia ferropriva em gestantes.

Um total de 290 pacientes, com idade 20 - 35 anos, níveis de hemoglobina 7 - 11 g/dL (anemia leve a moderada) e níveis de ferritina sérica < 12 µg/L, foram incluídas no estudo e distribuídas em dois grupos para receberem: (A) cápsulas de sulf ato ferroso 60 mg (n = 145) por dois meses e (B) comprimidos mastigáveis de ferripolimaltose (n = 145) por dois meses (ELSENITY et al., 2018).

A Fig. 3 apresenta os níveis de hemoglobina e ferri tina sérica ao longo do tratamento. Observa-se um aumento constante nos níveis de hemoglobina e fe rritina sérica em ambos os grupos de estudo. Entretanto, interação significativa entre t empo e tratamento foi vista apenas para os níveis de hemoglobina [F(1,324, 381,33) = 18,86; P < 0,001 ] (ELSENITY et al., 2018).

Figura 3. Nível médio de (a) hemoglobina e (b) ferritina séri ca em ambos os grupos de estudo.

As barras de erro representam o erro padrão da médi a (SEM).

(a) (b) Fonte: Elsenity et al., 2018.

Uma menor incidência de eventos adversos (P < 0,01) , tais como desconforto gastrointestinal, vômitos e constipação foi observada para o grupo qu e recebeu ferripolimaltose (Fig. 4). Portanto, os resultados do estudo mostraram que a ferripolima ltose administrada por via oral é eficaz em aumentar os níveis de hemoglobina e ferritina séric a e causar menos eventos adversos do que o sulfato ferroso (ELSENITY et al., 2018).

Figura 4. Incidência de eventos adversos em ambos o s grupos de estudo.

Fonte: Elsenity et al., 2018.

No ensaio clínico randomizado, unicêntrico, aberto, de grupos paralelos, realizado por Chavan e colaboradores (2021), os autores compararam a eficá cia e segurança do sulfato ferroso à ferripolimaltose e ascorbato ferroso no tratamento de anemia ferropriva em gestantes com idade gestacional entre 12 e 26 semanas que apresentavam níveis de hemoglobina no sangue entre 7 e 9,9 g/dl (anemia moderada) e anemia microcítica hip ocrômica diagnosticada microscopicamente.

Os níveis de hemoglobina no sangue e os níveis de f erritina sérica foram medidos como variáveis de desfecho neste estudo (CHAVAN et al., 2021).

As pacientes foram alocadas em três grupos: (1) o G rupo A (n = 50) recebeu comprimidos de sulfato ferroso (60 mg de ferro elementar, 2/dia) e 5 mg de ácido fólico; (2) o grupo B (n = 50) recebeu cápsulas de ferripolimaltose (100 mg de fer ro elementar, 1/dia) e 0,55 mg de ácido fólico (1/dia); (3) o grupo C (n = 50) recebeu com primidos de ascorbato ferroso (100 mg de ferro elementar, 1/dia) e 1,5 mg de ácido fólico ( 1/dia). Amostras de sangue foram coletadas para avaliação de hemoglobina e outros parâmetros ( VCM, HCM e CHCM) antes (dia 0) e depois do tratamento (dias 30, 60 e 90). Além disso, os ní veis de ferritina sérica também foram determinados antes (dia 0) e no final do estudo (di a 90) (CHAVAN et al., 2021).

Os resultados mostraram que houve um aumento signif icativo nos níveis de hemoglobina ao longo dos três meses de tratamento em todos os grup os, sendo que o aumento médio no final do estudo em relação à mensuração basal foi de 2,43 ± 0,89 (grupo sulfato ferroso), 2,67 ± 0,76 (grupo ferripolimaltose) e 2,69 ± 0,75 (grupo ascor bato ferroso) (Tabela 6) (CHAVAN et al., 2021).

Tabela 6. Alteração nos níveis de hemoglobina desde a linha d e base e comparação entre o Grupo A (sulfato ferroso), Grupo B (ferripolimaltos e) e Grupo C (ascorbato ferroso).

Fonte: Chavan et al., 2021.

Também houve aumento significativo dos níveis de VC M, HCM, CHCM, ferritina sérica e contagem de hemácias, mas sem diferença estatística entre os três grupos. Assim, todos os três sais de ferro foram bem-sucedidos tanto em melhorar os índices de anemia, bem como em reconstituir os estoques de ferro em comparação aos níveis basais (Tabela 7) (CHAVAN et al., 2021).

Tabela 7. Comparação de parâmetros hematológicos e níveis sér icos de ferritina entre o Grupo A (sulfato ferroso), Grupo B (ferripolimaltose) e Gru po C (ascorbato ferroso).

Fonte: Chavan et al., 2021.

Para o tratamento da anemia ferropriva, a tolerabil idade e adesão à terapia são tão importantes quanto a biodisponibilidade e eficácia do sal de fe rro utilizado. Neste estudo, os eventos adversos (EAs) mais comuns observados foram dor epigástrica, náusea, vômito, constipação, diarreia e dor abdominal. Não houve EAs graves e, além da dor epig ástrica, que foi mais comum no grupo sulfato ferroso (P < 0,05), todos os outros EAs for am comparáveis nos três grupos de estudo (Fig.

  • 5) (CHAVAN et al., 2021).

Figura 5. Comparação dos eventos adversos entre o grupo A – s ulfato ferroso (FS), grupo B – ferripolimaltose (IPC) e grupo C – ascorbato ferros o (FeA).

Fonte: Chavan et al., 2021.

Uso de ferripolimaltose como agente profilático de anemia em gestantes O ferro livre pode ter um efeito pró-oxidante catal isando a geração de radicais livres in vivo através das reações de Fenton e Haber-Weiss. Esses radicais livres reagem com ácidos graxos insaturados formando peróxidos lipídicos, que causa m danos à membrana e lesão celular. Danos causados por radicais livres e peroxidação lipídica estão relacionados a complicações na gravidez, como pré-eclâmpsia e restrição de crescim ento intrauterino. Assim, o excesso de ferro pode levar a possíveis efeitos adversos tanto para a mãe quanto para o feto (BHATLA et al., 2009).

Nesse contexto, Bhatla e colaboradores (2009) reali zaram um estudo prospectivo randomizado em gestantes não anêmicas entre 14 e 18 semanas de gestação que não haviam ingerido suplementos de ferro previamente, com o objetivo de comparar os efeitos da profilaxia diária versus semanal com sulfato ferroso na peroxidação l ipídica e nos níveis de hemoglobina e estudar seus resultados maternos e perinatais, bem como com parar desfechos semelhantes com a administração diária de ferripolimaltose (BHATLA et al., 2009).

As participantes foram alocadas aleatoriamente em t rês grupos diferentes de suplementação de ferro. Os grupos I e II receberam comprimido conten do sulfato ferroso equivalente a 100 mg de ferro ferroso elementar e 500 µg de ácido fólico, sendo que as mulheres do grupo I (n = 30) foram instruídas a tomar um comprimido por dia e as mulheres do grupo II (n = 30) foram instruídas a tomar dois comprimidos em apenas um di a da semana – um antes do almoço e outro antes do jantar (total de 200 mg de ferro elementar /semana). O Grupo III (n = 30) recebeu comprimidos contendo ferripolimaltose equivalente a 100 mg de ferro elementar e 350 µg de ácido fólico para serem administrados diariamente ( BHATLA et al., 2009).

Os resultados mostraram que a administração diária de sulfato ferroso levou a um aumento significativo (P = 0,000) de substâncias reativas a o ácido tiobarbitúrico (TBARS) séricas e do nível final de TBARS. Em relação ao nível de glutat iona, nenhuma diferença significativa foi vista ao final da suplementação (Tabela 8) (BHATLA et al., 2009).

Tabela 8. Peroxidação lipídica e status antioxidante no iníci o e no final da suplementação.

Fonte: Bhatla et al., 2009.

Além disso, os três tratamentos apresentaram efeito s comparáveis entre si em relação à manutenção dos níveis de hemoglobina em gestantes n ão anêmicas. Entretanto, a incidência de efeitos colaterais no grupo que recebeu sulfato fer roso diariamente foi significativamente maior do que nos outros dois grupos (P = 0,001) (Tabela 9 ). É importante ressaltar que os efeitos colaterais reportados pelas gestantes que receberam dose diária de ferripolimaltose foram leves e não afetaram a adesão ao tratamento. Portanto, ferr ipolimaltose pode ser administrada com segurança à mulheres grávidas e com o benefício adi cional de reduzir o estresse oxidativo, quando comparada à administração diária de sulfato ferroso, particularmente no contexto de suplementação a longo prazo (BHATLA et al., 2009).

Tabela 9. Efeitos colaterais relatados com os diferentes trat amentos.

Fonte: Bhatla et al., 2009.

Uso de ferripolimaltose como agente profilático de anemia em doadores de sangue Doações regulares de sangue inevitavelmente resulta m em perda de ferro e, por sua vez, requer a manutenção de um suprimento adequado de ferro de fo ntes alimentares. Uma vez que esta última situação nem sempre ocorre, a suplementação de ferr o é uma estratégia que pode ser empregada para contrabalançar a inevitável perda de ferro rel acionada à flebotomia. Entretanto, é necessário que essa formulação seja desprovida de efeitos cola terais (JACOBS; FRANSMAN; COGHLAN,

1993; mackintosh; jacobs, 1988).

Mackintosh e Jacobs (1988) realizaram um ensaio clí nico simples-cego, controlado por placebo, para avaliar a resposta nos níveis de hemoglobina e ferritina em relação à reposição oral de ferro.

Vinte e três indivíduos (grupo 1) com hemoglobina a cima de 13,5 g/dL e ferritina sérica inferior a 20 pg/L foram randomizados para receber comprimidos mastigáveis de ferripolimaltose (100 mg de ferro elementar, 2/dia com as refeições) (grupo la: n = 11) ou um comprimido placebo (grupo lb: n = 12) por 56 dias. Vinte e três controles (gr upo 2) com hemoglobina comparável, mas ferritina sérica entre 50 e 150 pg/L foram igualmen te randomizados para ferripolimaltose (grupo 2a: n = 11) ou placebo (grupo 2b: n = 12). Após 56 dias de tratamento, foram realizados hemograma completo e ferritina sérica (MACKINTOSH; JACOBS, 1988).

Foi observado que os doadores com os níveis mais ba ixos de ferritina (grupo la) responderam ao tratamento oral com ferripolimaltose, com aumento s ignificativo da hemoglobina (P = 0,03) e expansão paralela dos estoques de ferro corporal, r efletido em um aumento na ferritina sérica (P = 0,002) (Tabela 10). No grupo correspondente que r ecebeu placebo (grupo lb), não houve alteração significativa no nível de hemoglobina (P = 0,064), mas ocorreu um pequeno aumento, embora significativo, na ferritina (P = 0,018), pro vavelmente devido ao aumento da absorção de ferro proveniente da dieta. Já os grupos controle q ue receberam ferripolimaltose ou placebo (grupo 2), não tiveram seus níveis de hemoglobina o u de ferro alterados significativamente

(mackintosh; jacobs, 1988).

Tabela 10. Resposta da hemoglobina e do ferro ao tratamento co m ferripolimaltose ou placebo*.

Fonte: Mackintosh; Jacobs, 1988.

A administração de 100 mg de ferro elementar não oc asionou efeitos tóxicos no trato gastrointestinal. Portanto, a suplementação oral co m ferripolimaltose se mostrou uma alternativa segura e viável para manter o equilíbrio de ferro a dequado em doadores de sangue regulares

(mackintosh; jacobs, 1988).

No ensaio clínico randomizado realizado por Jacobs, Fransman e Coghlan (1993) em doadores de sangue saudáveis que desenvolveram anemia absoluta por deficiência de ferro, os indivíduos foram aleatoriamente divididos em três grupos para receber: (1) sulfato ferroso contendo 60 mg de ferro (n = 45), administrado duas vezes ao dia e m jejum; (2) comprimido mastigável contendo ferripolimaltose (100 mg de ferro) administrado no café da manhã (n = 40); ou (3) comprimido mastigável contendo ferripolimaltose (100 mg de fer ro) administrado no café da manhã e jantar (n = 45). Posteriormente, amostras venosas foram co letadas para realização de hemograma completo, determinação de ferro sérico, capacidade total de ligação do ferro e nível de ferritina

(jacobs; fransman; coghlan, 1993).

Os resultados mostraram que os valores de hemoglobi na, hematócrito, ferritina e porcentagem de saturação de transferrina aumentaram significativam ente em relação à mensuração basal para os três grupos. Em relação a eventos adversos, os paci entes que receberam sulfato ferroso apresentaram maior frequência de náuseas e vômitos do que os que receberam ferripolimaltose e por isso, cerca de com 20% dos pacientes do grupo 1 descontinuaram o tratamento. Portanto, a ferripolimaltose pode ser tolerada por longos perío dos de tempo com efeitos colaterais leves mínimos, o que é uma alternativa para o tratamento da anemia de pacientes que são intolerantes ao sulfato ferroso, particularmente gestantes (JACO BS; FRANSMAN; COGHLAN, 1993).

Tratamento da deficiência de ferro e anemia em paci entes pós-bariátricos A crescente prevalência da obesidade em muitos país es tem sido descrita como uma pandemia global. Em comparação com o tratamento não cirúrgic o da obesidade, a cirurgia bariátrica pode resultar em maior perda de peso e aumento nas taxas de remissão do diabetes tipo 2 e a síndrome metabólica. Entretanto, à medida que um número cres cente de pacientes em todo o mundo é submetido à cirurgia bariátrica para obesidade mórb ida, a consequente perda de peso muitas vezes os deixa com deformidades do excesso de pele que são tratadas com múltiplas cirurgias plásticas. Pacientes que se submetem à cirurgia bar iátrica apresentam maior risco de complicações da cirurgia plástica em comparação aos pacientes que perdem peso por meio de mudanças na dieta, sendo a anemia a segunda complic ação mais frequente da abdominoplastia pós-bariátrica (MONTANO-PEDROSO et al., 2018).

Em um estudo aberto, randomizado, de superioridade, Montano-Pedroso e colaboradores (2018) avaliaram se a administração intravenosa de ferro n o pós-operatório de abdominoplastia em âncora pós-bariátrica poderia resultar em aumento d as concentrações de hemoglobina no sangue em comparação à suplementação oral de ferro. Os aut ores também investigaram se o uso de ferro por via intravenosa poderia ter efeitos benéficos n as concentrações séricas de ferritina (metabolismo do ferro sérico), qualidade de vida e desfechos clínicos (MONTANO-PEDROSO et al., 2018).

Participaram do estudo mulheres com idade entre 18 e 55 anos que apresentavam índice de massa corporal (IMC) pós-bariátrico inferior a 32 kg/m2, com perda de peso estabilizada há pelo menos 6 meses. As mulheres foram aleatoriamente divididas em dois grupos para receber: (1) suplementação pós-operatória com duas infusões intr avenosas de 200 mg de sacarose de ferro (grupo intravenoso) (n = 28) ou (2) ferripolimaltos e (100 mg, 2 /dia, VO) durante 8 semanas (grupo oral) (n = 28) (MONTANO-PEDROSO et al., 2018).

As Tabelas 13 e 14 apresentam as concentrações de h emoglobina, ferritina sérica, valores séricos de ferro, índice de saturação de transferrina, reti culócitos e proteína C reativa para os dois grupos.

Foi observado um aumento das concentrações sanguíne as de hemoglobina e redução da deficiência de ferro após 8 semanas de tratamento c om ambas as formulações. As contagens médias de reticulócitos aumentaram na primeira sema na pós-operatória em relação às contagens pré-operatórias em ambos os grupos, indicando ativi dade eritropoiética mais intensa na medula óssea após a cirurgia (MONTANO-PEDROSO et al., 2018).

Tabela 13. Concentrações de hemoglobina e ferritina após abdom inoplastia pós-bariátrica.

Fonte: Montano-Pedroso et al., 2018.

Tabela 14. Concentrações de ferro, índice de saturação da tran sferrina, reticulócitos e proteína C reativa após abdominoplastia pós-bariátrica.

Fonte: Montano-Pedroso et al., 2018.

Poucos eventos adversos foram registrados no grupo que recebeu ferritina por via oral, sendo eles relacionados ao trato gastrointestinal: constipação (18%), diarreia (11%) e náusea (4%) (MONTANO-PEDROSO et al., 2018).

Papel do ferro na produção de radicais livres e per oxidação lipídica O papel do ferro nas reações de radicais livres, co mo a peroxidação lipídica, tem sido descrito na literatura. Uma variedade de estudos demonstrou a c apacidade dos quelatos ou complexos de ferro para catalisar a formação de espécies reativa s de oxigênio e estimular a peroxidação lipídica. Há evidências sugerindo que o ferro quela do atua como um catalisador para a reação de Fenton, facilitando a conversão do ânion superóxido e peróxido de hidrogênio em radical hidroxila, uma espécie frequentemente proposta para iniciar a peroxidação lipídica (TUOMAINEN et al., 1999).

Tuomainen e colaboradores (1999) realizaram um ensa io clínico randomizado, duplo-cego, controlado por placebo para avaliar se a disponibil idade de ferro influencia a peroxidação lipídica em humanos. Como o ferro ligado a grandes proteínas de transporte e armazenamento não é catalítico, foram comparadas duas formulações de fe rro em altas doses ao placebo: sulfato ferroso (180 mg/dia) e ferripolimaltose (200 mg/dia). Para esse estudo, foram selecionados homens (45 – 64 anos) com estoques de ferro corporal reduzidos ( ferritina sérica 30 µg/L em medições repetidas) e que se anêmicos, era do tipo hipocrômi ca microcítica (VCM 50-80 fL, HCM 12-27 pg e CHCM 240-320 g/L), ou seja, por deficiência de ferro (TUOMAINEN et al., 1999).

Tanto o sulfato ferroso quanto a ferripolimaltose p roduziram um aumento significativo (P < 0,05) na concentração de hemoglobina. Embora um maior aum ento na ferritina sérica tenha sido visto no grupo sulfato ferroso (2,2 vezes, P < 0,001) do que no grupo ferripolimaltose (1,3 vezes, P < 0,001), a ferritina eritrocitária aumentou de forma semelhante nesses dois grupos (Fig. 6) (TUOMAINEN et al., 1999).

Figura 6. Alterações na concentração de hemoglobina, ferritin a sérica e ferritina eritrocitária em indivíduos do sexo masculino com depleção de ferro após 6 meses de tratamento com (A) sulfato ferroso, (B) ferripolimaltose e (C) placebo.

Fonte: Tuomainen et al., 1999 Das principais vitaminas antioxidantes, houve um au mento semelhante e significativo na concentração plasmática de ascorbato em todos os gr upos, devido ao suplemento de vitamina C.

Também foi visto que os níveis plasmáticos de tocof erol aumentaram no grupo sulfato ferroso e diminuíram nos outros grupos, enquanto os níveis pl asmáticos de licopeno aumentaram no grupo placebo, mas não nos outros dois grupos (P < 0,05 p ara sulfato ferroso e ferripolimaltose vs. placebo). Além disso, houve um aumento da suscetibi lidade de VLDL+LDL à oxidação induzida por cobre no grupo sulfato ferroso (Fig. 7) (TUOMAI NEN et al., 1999).

Figura 7. Alterações na suscetibilidade à oxidação em indivíd uos do sexo masculino com depleção de ferro após 6 meses de terapia com (A) s ulfato ferroso, (B) ferripolimaltose e (C) placebo.

Fonte: Tuomainen et al., 1999 Portanto, os autores sugerem que, se a suplementaçã o de ferro for necessária para o tratamento da anemia ferropriva, produtos não iônicos de ferripol imaltose são preferíveis ao sulfato ferroso (TUOMAINEN et al., 1999).

Referências:

1. BHATLA, N. et al. Comparison of effect of daily versus weekly iron supplementation during pregnancy on lipid peroxidation. Journal of Obstetr ics and Gynaecology Research, v. 35, n. 3, p. 438– 445, 2009.

2. CHAVAN, S. et al. Comparison of efficacy & safet y of iron polymaltose complex & ferrous ascorbate with ferrous sulphate in pregnant women w ith iron-deficiency anaemia. Indian Journal of Medical Research, v. 154, p. 78–84, 2021.

3. ELSENITY, M. A. et al. Efficacy and compliance o f oral iron poly-maltose complex versus oral ferrous sulfate in the treatment of iron deficiency anemia in pregnant women. Open Journal of Obstetrics and Gynecology, v. 8, p. 1084–1093, 2018 .

4. JACOBS, P.; FRANSMAN, D.; COGHLAN, P. Comparative bioavailability of ferric polymaltose and ferrous sulphate in iron ‐deficient blood donors. Journal of Clinical Apheres is, v. 8, p. 89–95, 1993.

5. JACOBS, P.; WOOD, L.; BIRD, A. R. Better toleran ce of iron polymaltose complex compared with ferrous sulphate in the treatment of anaemia. Hematology, v. 5, p. 77–83, 2000.

6. MACKINTOSH, W.; JACOBS, P. Response in serum ferritin and haemoglobin to iron therapy in blood donors. American Journal of Hematology, v. 27 , p. 17–19, 1988.

7. MONTANO-PEDROSO, J. C. et al. Intravenous iron s ucrose versus oral iron administration for the postoperative treatment of post-bariatric abdom inoplasty anaemia: An open-label, randomised, superiority trial in Brazil. The Lancet Haematology , v. 5, p. e310–e320, 2018.

8. ORTIZ, R. et al. Efficacy and safety of oral iro n(III) polymaltose complex versus ferrous sulfate i n pregnant women with iron-deficiency anemia: A multi center, randomized, controlled study. Journal of Maternal-Fetal and Neonatal Medicine, v. 24, n. 11, p. 1347–1352, 2011.

9. SAHA, L. et al. Comparison of efficacy, tolerabi lity, and cost of iron polymaltose complex with ferrous sulphate in the treatment of iron deficienc y anemia in pregnant women. The Medscape Journal of Medicine, v. 9, n. 1, p. 1, 2007.

10. TOBLLI, J. E.; BRIGNOLI, R. Iron(III)-hydroxide polymaltose complex in iron deficiency anemia: Review and meta-analysis. Arzneimittel-Fors chung/Drug Research, v. 57, n. 6a, p. 431–438, 2007.

11. TUOMAINEN, T.-P. et al. Oral supplementation wi th ferrous sulfate but not with non-ionic iron polymaltose complex increases the susceptibility of plasma lipoproteins to oxidation. Nutrition Research, v. 19, n. 8, p. 1121–1132, 1999.

03

Características farmacológicas

Nenfy age como antianêmico especificamente indicado para o tratamento das anemias nutricionais e microcíticas causadas por deficiênci a de ferro. O ferro de Nenfy apresenta-se sob a forma de um complexo macromolecular não iônico, o q ue confere ao preparado características vantajosas: boa absorção e utilização pelo organism o, baixa toxicidade e boa tolerabilidade, ausência de interação com certos medicamentos (p.ex . tetraciclinas, hidróxido de alumínio), preservação do seu volume utilizável, sem perdas po r eliminação renal nem por depósito no tecido adiposo.

Nenfy não mancha o esmalte dos dentes.

Propriedades farmacodinâmicas Os núcleos polinucleares de hidróxido de ferro III são envolvidos em moléculas de polimaltose de ligação não covalente, resultando em um complexo de massa molecular de aproximadamente 50 kD, de tamanho tal que a difusão através da memb rana da mucosa é cerca de 40 vezes menor do que a difusão do ferro II hexáquo. O complexo é estável e não libera ferro iônico em condições fisiológicas. A estrutura da ligação do f erro nos núcleos polinucleares é similar à estrutura da ferritina. Devido a essa similaridade, apenas o ferro III do complexo é absorvido por um processo de absorção ativa. Por meio de troca co mpetitiva de ligações, qualquer proteína ligante de ferro no fluido gastrintestinal e na sup erfície do epitélio pode retirar o ferro III do complexo polimaltosado. O ferro absorvido é armazen ado principalmente do fígado, ligado a ferritina. Posteriormente, na medula, ele é incorpo rado à hemoglobina.

O complexo de ferripolimaltose não apresenta ativid ade pró-oxidativa, como os sais de ferro II. A suscetibilidade à oxidação das lipoproteínas como V LDL + LDL é reduzida. Em pacientes com doença inflamatória intestinal, o nível de um marca dor de peroxidação lipídica (malondialdeído plasmático) aumentou após o tratamento com sulfato ferroso, porém não com ferripolimaltose.

Propriedades farmacocinéticas Estudos que empregaram técnica de isótopos ( 55Fe e 59Fe) demonstram que a absorção de ferro medida como hemoglobina em eritrócitos é inversamen te proporcional à dose administrada (quanto maior a dose, menor absorção). Estatisticam ente, há uma correlação negativa entre a extensão da deficiência de ferro e a quantidade de ferro absorvida (quanto maior a deficiência de ferro, melhor a absorção). A maior absorção de ferr o ocorre no duodeno e no jejuno. O ferro não absorvido é excretado nas fezes. Ao contrário dos s ais ferrosos, a absorção de ferro com a ferripolimaltose aumenta na presença de alimento qu ando administrada a indivíduos anêmicos.

Devem ser consideradas as situações de maior necess idade de ferro; fisiologicamente, a excreção via esfoliação das células epiteliais do trato gast rintestinal e da pele, assim como via transpiração, bile e urina chega apenas a cerca de 1mg de ferro p or dia; em mulheres deve-se levar em consideração a perda de ferro durante a menstruação .

Dados pré-clínicos de segurança Os dados pré-clínicos determinados com a ferripolim altose não revelaram risco especial para o homem com base nos estudos convencionais de toxicid ade de dose única e de dose repetida, de genotoxicidade e de toxicidade reprodutiva e de des envolvimento.

Não se pôde determinar a DL 50 de Nenfy em estudos com ratos e camundongos tratados com doses orais de até 2.000mg de ferro/kg de peso corp oral, comprovando a elevada segurança do complexo de ferripolimaltose em comparação com sais de ferro.

04

Contraindicações

Nenfy é contraindicado nos casos de:

-hipersensibilidade aos sais de ferro ou a qualquer um dos componentes do produto;

-todas as anemias não ferropênicas, particularmente aquelas causadas por acúmulo de ferro ou incapacidade de sua utilização, tais como hemocroma tose, hemosiderose, anemia falciforme, anemia hemolítica ou anemia megaloblástica devida à deficiência de vitamina B12, anemia provocada pelo chumbo, anemia sídero-acréstica, tal assemia, anemia por tumores ou infecções (sem deficiência de ferro), anemias associadas à le ucemia aguda ou crônica e hepatopatia aguda;

-processos que impedem a absorção de ferro por via oral, como diarreias crônicas e retocolite ulcerativa.

05

Advertências e precauções

Como todos preparados férricos, Nenfy deve ser admi nistrado com cautela na presença de alcoolismo, hepatite, infecções agudas e estados in flamatórios do trato gastrintestinal (enterites, colite ulcerativa), pancreatite e úlcera péptica.

A administração do produto a pacientes submetidos a repetidas transfusões de sangue deve ser realizada sob rigoroso controle médico e observação do quadro sanguíneo visto que a concomitância da aplicação de sangue com alto nível de ferro eritrocitário e sais de ferro por via oral pode resultar em sobrecarga férrica.

Em casos de anemias associadas a infecções ou neopl asias, o ferro substituído é armazenado no sistema retículo-endotelial, de onde é mobilizado e utilizado somente após a cura da doença primária. Assim, recomenda-se uma avaliação de risc o/benefício.

Nos casos em que por quaisquer razões estes pacient es não possam usar o medicamento na forma de “Comprimidos mastigáveis”, isentos de açúcares, recomenda-se estrita vigilância dos níveis glicêmicos e respectiva adaptação da posologia da m edicação antidiabética e da dieta.

Não se espera que a ingestão de Nenfy comprimidos mastigáveis tenha impacto na gestão diá ria de insulina em pacientes com diabetes.

Aos pacientes portadores de próteses dentárias, par ticularmente à base de “Luva Light”, recomenda-se lavar a boca e escovar as próteses ime diatamente após o uso do preparado, a fim de evitar escurecimento delas.

A coloração escura das fezes durante o tratamento n ão é característica específica do Nenfy, mas de todos compostos de ferro, não tendo significado clínico relevante.

Gravidez e lactação: A gravidez aumenta a necessidade materna de ferro p ara suprir as necessidades do bebê. Apesar do aumento da capacida de de absorção de ferro durante a gravidez, grande parte das mulheres grávidas que não recebem suplemento de ferro desenvolve anemia. A deficiência de ferro nos dois primeiros trimestres de gravidez dobra a possibilidade de parto prematuro, triplica o risco de recém-nascidos com b aixo peso e de recém-nascidos com deficiência de ferro. A deficiência de ferro da inf ância traz prejuízos substanciais para o desenvolvimento físico e intelectual das crianças.

Durante a gravidez ou a lactação, Nenfy somente dev erá ser administrado após consulta ao médico.

Não existem dados de estudos clínicos disponíveis s obre o uso de ferripolimaltose em mulheres grávidas durante o primeiro trimestre. Até o moment o, não houve relatos de reações adversas graves após o uso de ferripolimaltose em doses tera pêuticas para o tratamento da anemia na gravidez. Estudos de reprodução em animais não reve laram evidência de risco ao feto ou à mãe.

Estudos controlados em mulheres grávidas, após o pr imeiro trimestre de gravidez, não têm demonstrado nenhum efeito adverso para a mãe ou o n eonato. Portanto, é improvável alguma influência negativa sobre o feto.

O leite materno naturalmente contém ferro ligado a lactoferrina. A quantidade de ferro que passa do complexo para o leite materno é desconhecida. É improvável que a administração de Nenfy em mulheres que estejam amamentando cause efeitos i ndesejáveis ao lactente.

Como medida de precaução, as mulheres em idade fért il e mulheres durante a gravidez só devem usar Nenfy depois de consultar um médico. É recomen dável uma avaliação benefício / risco.

Categoria B de risco na gravidez - Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dent ista.

O uso deste medicamento no período da lactação depe nde da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Efeitos na capacidade de dirigir e operar máquinas: Não foram realizados estudos relevantes.

No entanto, é improvável que o Nenfy tenha qualquer efeito sobre a capacidade de conduzir veículos e usar máquinas.

Interferência em exames laboratoriais: Nenfy pode causar fezes escurecidas. As fezes escurecidas podem ocultar o sangramento do trato ga strointestinal visualmente. No entanto, o teste de hemocultura (seletivo para hemoglobina) pa ra a detecção de sangue oculto não é prejudicado e, portanto, não há necessidade de inte rromper a terapia.

06

Interações medicamentosas

A ingestão excessiva de álcool, causando incremento do depósito hepático de ferro, aumenta a probabilidade de efeitos adversos e até tóxicos do ferro, quando em uso prolongado.

As interações da ferripolimaltose com tetraciclina ou hidróxido de alumínio foram investigadas em três estudos em humanos (desenho cruzado, 22 pac ientes por estudo). Não foi observada redução significativa na absorção de tetraciclina. A concentração plasmática de tetraciclina não reduziu abaixo do nível da concentração inibitória mínima necessária para bacteriostase. A absorção de ferro da ferripolimaltose não foi reduz ida pelo hidróxido de alumínio ou tetraciclina.

A ferripolimaltose pode, portanto, ser administrada ao mesmo tempo que tetraciclina ou outros compostos fenólicos, bem como com hidróxido de alum ínio.

Estudos em ratos com tetraciclina, hidróxido de alu mínio, acetilsalicilato, sulfassalazina, carbonato de cálcio, acetato de cálcio e fosfato de cálcio em combinação com a vitamina D3, bromazepam, aspartato de magnésio, D-penicilamina, metildopa, paracetamol e auranofina não mostraram nenhuma interação com a ferripolimaltose.

Do mesmo modo, não foram observadas interações com ingredientes de alimentos tais como ácido fítico, ácido oxálico, tanino, alginato de só dio, colina e sais de colina, vitamina A, vitamina D3 e vitamina E, óleo de soja e farinha de soja em estudos in vitro com ferripolimaltose. Estes resultados sugerem que a ferripolimaltose pode ser tomada durante ou imediatamente após a ingestão de alimentos.

O teste hemocrítico (seletivo para Hb) para a detec ção de sangue oculto não é prejudicado e, portanto, não há necessidade de interromper a terap ia. A administração concomitante de ferro parenteral e oral não é recomendada uma vez que a a bsorção de ferro oral seria inibida drasticamente.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento armazenar em temperatura ambiente (de 15°c a 30 °c) . proteger da umidade.

Este medicamento tem prazo de validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vi de embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido . Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas: Comprimido circular plano com vinco de cor marrom com manchas brancas.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance d as crianças.

08

Posologia e modo de usar

Nenfy deve ser administrado por via oral. Para fins de cálculo deve-se lembrar que o teor de ferro elementar de Nenfy comprimidos mastigáveis é o seguinte:

1 comprimido = 100mg de ferro elementar.

A dose e a duração da terapia dependem da extensão da deficiência de ferro. Como posologia média sugere-se:

Adultos e lactantes:

Deficiência de ferro manifesta: um comprimido masti gável uma a duas vezes ao dia por três a cinco meses, até a normalização dos valores de hemo globina. Posteriormente a terapia deve prosseguir com um comprimido mastigável ao dia por várias semanas (dois a três meses) a fim de restaurar a reserva de ferro.

Deficiência de ferro latente: um comprimido mastigá vel por dia, por um a dois meses.

Em casos de anemia ferropênica grave ou de necessid ade elevada de ferro, as doses podem ser aumentadas a critério médico, ou haver necessidade de ferripolimaltose parenteral (IM ou EV) como tratamento inicial.

Mulheres grávidas:

Deficiência de ferro manifesta: um comprimido masti gável duas vezes ao dia até a normalização dos valores de hemoglobina. Posteriormente a terapi a deve prosseguir com um comprimido mastigável ao dia pelo menos até o final da gravide z a fim de restaurar a reserva de ferro.

Tratamento da deficiência de ferro latente: um comp rimido mastigável por dia.

Prevenção da deficiência de ferro: um comprimido ma stigável por dia.

População especial:

Não existem ou há dados muito limitados de estudos clínicos disponíveis para o uso Nenfy em populações de pacientes com história ou evidência d e distúrbios gastrointestinais significativos, com insuficiência hepática, ou insuficiência renal e em pacientes idosos. Levando em consideração o conhecimento sobre a eficácia e a se gurança de Nenfy a partir da sua experiência pós-comercialização, não há evidências que sugiram que o perfil de segurança e eficácia de Nenfy seja diferente nesses pacientes, portanto, ne nhuma recomendação de dosagem especial é necessária para essas populações de pacientes.

09

Reações adversas

Reações adversas com frequência desconhecida: Cefaleia, dentes manchados, gosto metálico, intolerância do trato gastrointestinal (acidez, gas trite e azia), problemas digestivos superiores (incluindo náuseas), desconforto gastrointestinal, vômitos, dor epigástrica, dor abdominal, diarreia e constipação.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistem a VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Em caso de superdose, intoxicação ou acúmulo de fer ro são improváveis com ferripolimaltose, devido à sua baixa toxicidade (em camundongos ou ra tos: DL50 > 2.000mg Fe/kg de massa corpórea) e absorção controlada de ferro. Não foram relatados casos de intoxicação acidentais com desfecho fatal.

Na ingestão acidental ou proposital de sais de ferr o II, não complexados em doses muito acima das preconizadas, podem ocorrer sintomas como náuse as e sensação de plenitude gástrica. Nesses casos deve-se proceder ao esvaziamento gástrico e e mpregar medidas usuais de apoio.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro n o 1.0370.0798 Farm. Resp.: Andreia Cavalcante Silva CRF-GO n o 2.659 Registrado e produzido por:

Laboratório teuto

Brasileiro s/a.

CNPJ – 17.159.229/0001 -76 VP 7-D Módulo 11 Qd. 13 – DAIA CEP 75132-140 – Anápolis – GO

Venda sob prescrição h i s t ó ri co de al te

RAÇÕ E S DE B UL A Da d o s d a sub m i s sã o e l e t r ô n ic a Da d o s d a p e t i ç ã o/ n o t if i c a ç ã o q ue a lt e r a b ul a D a do s d a s a lt e r a ç õe s d e b u la s Da t a d o e xp e d ie n t e N °. d o e x p e d ie n t e Assu n t o Da t a do e x pe d i e nt e N°. d o e xp e d ie n t e A ssu nt o D a t a d e a p r o v a ç ão It e ns d e b u la V e r sõ e s ( VP /VP S ) Ap r e se n t a ç õ e s r e la c io n a d a s 1 8/ 1 0 /20 2 4 -1 0 4 61 – E S P EC Í F I C O – I n c lu sã o I n ic ia l d e T e x to de Bu l a -R DC – 60 / 1 2 1 8 /1 0 /20 2 4 -10 4 61 – E SP E CÍ FI CO – I n c l u sã o I n i c ia l d e Te x t o d e B u la -RD C – 6 0 /1 2 1 8 / 10 / 202 4 Ve r sã o in ic i a l V P S -1 0 0 mg c o mp m a st c t b l a l a l x 3 0 .

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
100 MG COM MAST CT BL AL/AL X 30Tarja vermelha7896112153641R$ 61,98
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