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Bulas de Remédios

Felodipino + succinato de metoprolol

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · anti-hipertensivos-associacoes medicamentosas.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoFelodipino + succinato de metoprolol
Classe terapêuticaAnti-hipertensivos-associacoes medicamentosas
Medicamento de referênciaSelozok Fix
Nomes comerciais1 de 1 fabricante
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 79,81
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA · 24/05/2024
PARA QUE SERVE

SELOZOK Fix está indicado para o controle da pressão alta após falha no tratamento com monoterapia e para pacientes com perfil de fator de risco cardiovascular alto e/ou muito alto.

COMO USAR

Os comprimidos de SELOZOK Fix devem ser tomados pela manhã, por via oral, devem ser engolidos inteiros com água e não devem ser ingeridos com suco de grapefruit (pomelo).

EFEITOS COLATERAIS

Reação muito comum (ocorreram em mais de 10% dos pacientes que utilizaram este medicamento): fadiga (cansaço).

QUEM NÃO DEVE USAR

Você não deve utilizar SELOZOK Fix se tiver alergia ao felodipino, ao metoprolol ou a qualquer um dos componentes da fórmula, ou nas seguintes situações: - Gravidez. - Infarto agudo do miocárdio. - Angina instável (dor no peito que pode ocorrer em repouso). - Bloqueio atrioventricular (distúrbio da…

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Selozok Fix

Referência · Astrazeneca do Brasil Ltda · Reg. MS 1.1618.0241 · bula de 24/05/2024

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

SELOZOK FIX ® (felodipino + succinato de metoprolol) AstraZeneca do Brasil Ltda.

Comprimido revestido de liberação prolongada 5/50mg

SELOZOK ® Fix felodipino / succinato de metoprolol

SELOZOK ® Fix felodipino / succinato de metoprolol

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Apresentações

Comprimidos revestidos de liberação prolongada de 5 mg de felodipino e 47,5 mg de succinato de metoprolol (equivalente a tartarato de metoprolol 50 mg) em embalagens com 30 comprimidos revestidos.

Via oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido revestido de liberação prolongada de SELOZOK Fix contém 5 mg de felodipino e 47,5 mg de succinato de metoprolol (equivale a tartarato de metoprolol 50 mg).

Excipientes: óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo, etilcelulose, hiprolose, hipromelose, lactose (anidra), celulose microcristalina, parafina, macrogol, óleo de rícino hidrogenado polioxil, galato de propila, dióxido de silício, silicato de alumínio e sódio, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio.

01

Para que este medicamento é indicado?

SELOZOK Fix está indicado para o controle da pressão alta após falha no tratamento com monoterapia e para pacientes com perfil de fator de risco cardiovascular alto e/ou muito alto.

02

Como este medicamento funciona?

SELOZOK Fix é composto por dois medicamentos, o felodipino e o succinato de metoprolol, que reduzem a pressão alta através de dois mecanismos diferentes. O felodipino pertence a uma classe de medicamentos chamados antagonistas de cálcio, que diminuem a pressão através da dilatação dos vasos sanguíneos. O succinato de metoprolol pertence a outra classe de medicamentos chamados de beta-bloqueadores, que diminuem a pressão através da redução dos efeitos dos hormônios de estresse, levando a uma diminuição da frequência do coração.

SELOZOK Fix é um comprimido revestido de liberação prolongada, que controla a velocidade na qual o medicamento é liberado para o corpo e garante o mesmo feito ao longo do dia.

A redução da pressão é eficaz durante as 24 horas do intervalo entre cada dose, uma vez que as taxas de liberação de felodipino e metoprolol são constantes durante este período.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Você não deve utilizar SELOZOK Fix se tiver alergia ao felodipino, ao metoprolol ou a qualquer um dos componentes da fórmula, ou nas seguintes situações:

  • Gravidez.
  • Infarto agudo do miocárdio.
  • Angina instável (dor no peito que pode ocorrer em repouso).
  • Bloqueio atrioventricular (distúrbio da condução do estímulo elétrico no coração).
  • Obstrução hemodinamicamente significativa da válvula cardíaca (obstrução de válvulas cardíacas que reduza de maneira intensa a função cardíaca ).
  • Obstrução dinâmica do fluxo de saída (obstrução que reduza intensamente o bombeamento cardíaco de sangue ao organismo).
  • Insuficiência cardíaca descompensada instável (ou seja, edema pulmonar [água no pulmão], hipoperfusão [baixa taxa de oxigênio nos órgãos do corpo] ou hipotensão [queda da pressão arterial]) e pacientes com terapia inotrópica (para aumentar a força dos batimentos do coração) contínua ou intermitente, agindo através de agonista do receptor beta (tipo de receptor celular presente nas células do músculo do coração).
  • Bradicardia sinusal (frequência cardíaca baixa ditada pelo marcapasso natural do coração, chamado nó sinusal ou sinoatrial).
  • Síndrome do nó sino-atrial (um tipo de arritmia) a não ser que você faça uso de um marcapasso permanente.
  • Choque cardiogênico (diminuição significativa da capacidade de bombeamento de sangue por parte do coração).
  • Arteriopatia periférica grave (obstrução das artérias dos braços ou das pernas).

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Você deve utilizar SELOZOK Fix com cuidado nas seguintes situações:

  • Se estiver em tratamento para asma.
  • Se estiver com insuficiência cardíaca descompensada, deve tratá-la antes e durante o tratamento com SELOZOK Fix.
  • Se tiver uma alteração pré-existente de grau moderado da condução A-V (condução do impulso elétrico entre átrio e ventrículo, fazendo com que o coração bata no ritmo correto).
  • Se desenvolver um aumento de bradicardia.
  • Se for portador de feocromocitoma (tipo de tumor, geralmente benigno, localizado na glândula suprarrenal).

Você deve informar ao seu médico se você tem ou teve sintomas de hipoglicemia (baixo nível de glicose no sangue) ou se estiver tomando insulina.

Antes de cirurgias, informe seu médico ou cirurgião-dentista que você está utilizando SELOZOK Fix.

O tratamento com SELOZOK Fix não deve ser interrompido abruptamente. Especialmente durante o período de redução da dose, pacientes com doença cardíaca isquêmica conhecida devem ser monitorados cuidadosamente.

Antes de tomar SELOZOK Fix informe ao seu médico se estiver amamentando.

O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.

Verifique a sua reação ao SELOZOK Fix antes de dirigir veículos e operar máquinas, porque, ocasionalmente, podem ocorrer tontura ou fadiga (cansaço).

Evite levantar-se rapidamente e dirigir veículos e/ou operar máquinas, durante todo o tratamento.

Atenção: SELOZOK Fix contém 42 mg de lactose/comprimido e, portanto, não deve ser utilizado por pacientes com intolerância hereditária a galactose ou pacientes com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.

Informe seu médico caso você tenha problemas de intolerância à lactose.

Foram relatados casos de hipertrofia gengival discreta (aumento discreto da gengiva) em pacientes com gengivites (inflamação da gengiva) ou periodontites acentuadas. Este efeito pode ser prevenido ou revertido por uma cuidadosa higiene dental.

Devido à presença de metoprolol:

Este medicamento pode causar doping.

Atenção: Contém os corantes óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo e dióxido de titânio que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.

Interações medicamentosas SELOZOK Fix deve ser utilizado com cuidado em pacientes que estão tomando os seguintes medicamentos: substâncias que interferem n o sistema de enzimas do fígado (por ex.: cimetidina, eritromicina, itraconazol, cetoconazol, certos flavonóides presentes no suco de grapefruit – pomelo, fenitoína, carbamazepina, rifampicina , barbitúricos e Hypericum perforatum (Erva de São João)); tacrolimo (usado para impedir que o corpo rejeite um órgão transplantado); antiarrítimicos (quinidina, amiodarona); antialérgicos; antagonistas do receptor de histamina-2; antidepressivos; antipsicóticos; inibidores da COX-2 (por ex. etoricoxibe); rifampicina; hidralazina; agentes bloqueadores dos gânglios simpáticos, outros betabloqueadores (por ex.: colírio); inibidores da monoaminoxidase (MAO); antagonistas do cálcio (verapamil, diltiazem); glicosídeos digitálicos (por ex. digoxina); anestésicos inalatórios; indometacina; e outros fármacos inibidores da prostaglandina sintetase.

Bebidas alcoólicas, quando utilizadas com SELOZOK Fix podem aumentar os níveis de metoprolol no sangue e assim aumentar os efeitos do medicamento.

Se estiver tomando clonidina e metoprolol ao mesmo tempo, você não deve parar de tomar a clonidina ou SELOZOK Fix sem consultar o seu médico.

Se você estiver tomando medicamentos para diabetes por via oral, seu médico pode precisar ajustar a dose.

De acordo com experiências clínicas SELOZOK Fix não deve ser utilizado por crianças.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Você deve conservar SELOZOK Fix em temperatura ambiente (15ºC a 30°C).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

SELOZOK Fix é apresentado da seguinte maneira: comprimidos revestidos, de cor alaranjada (apricot), circulares e com a gravação A/FG em um dos lados.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Os comprimidos de SELOZOK Fix devem ser tomados pela manhã, por via oral, devem ser engolidos inteiros com água e não devem ser ingeridos com suco de grapefruit (pomelo). Os comprimidos podem ser administrados em jejum ou após uma refeição leve com pouca quantidade de gorduras e açúcares (carboidratos).

Este medicamento não pode ser partido, amassado ou mastigado.

A dose inicial de SELOZOK Fix é de um comprimido uma vez ao dia. Se necessário, a dose pode ser aumentada para dois comprimidos uma vez ao dia conforme recomendação do seu médico.

Quando há sinais de sério comprometimento da função do fígado (por exemplo, pacientes submetidos a cirurgia de derivação) não devem ser administradas doses maiores que 5/50 mg de SELOZOK Fix.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se você esquecer de tomar um comprimido de SELOZOK Fix, você deve tomá-lo assim que se lembrar. No entanto, se faltar menos de 12 horas para a próxima dose, o comprimido esquecido de SELOZOK Fix não deve ser tomado e o próximo comprimido deverá ser tomado no horário habitual da próxima dose.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Reação muito comum (ocorreram em mais de 10% dos pacientes que utilizaram este medicamento): fadiga (cansaço).

Reação comum (ocorreram entre 1% e 10% dos pacientes que utilizaram este medicamento): dor de cabeça, edema periférico (inchaço em extremidades), rubor (vermelhidão na face), bradicardia (diminuição na frequência dos batimentos do coração), alterações na pressão quando está em pé (muito raramente com desmaio), mãos e pés frios, palpitações, tontura, náusea (enjoo), dor abdominal, diarreia, constipação (prisão de ventre), dispneia de esforço (dificuldade respiratória ao esforço).

Reação incomum (ocorreram entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizaram este medicamento): tontura, parestesia (formigamento, sensação de dormência), taquicardia (aumento na frequência dos batimentos do coração), palpitações, hipotensão (pressão baixa), náusea, dor abdominal, exantema (pontos vermelhos na pele), prurido (coceira no corpo), fadiga, piora dos sintomas de insuficiência cardíaca, bloqueio cardíaco de primeiro grau (bloqueio do impulso elétrico que faz o coração bater), edema (inchaço), dor precordial (no coração), cãimbras musculares, vômitos, ganho de peso, depressão, dificuldade de concentração, sonolência ou insônia, pesadelos, broncoespasmo (chiado no peito), exantema na forma de urticária psoriasiforme (lesões parecidas com as da psoríase) e lesões cutâneas distróficas (afinamento da pele) e sudorese (produção e eliminação de suor) aumentada.

Reação rara (ocorreram entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizaram este medicamento): desmaio, vômitos, mialgia (dor muscular), artralgia (dor nas articulações), impotência/disfunção sexual, urticária (coceira na pele com vermelhidão), distúrbios da condução cardíaca, arritmias cardíacas (alteração da frequência ou do ritmo dos batimentos do coração), boca seca, alterações de testes da função do fígado, nervosismo, ansiedade, rinite (irritação e inflamação crônica do nariz), distúrbios da visão, irritação e/ou ressecamento dos olhos, conjuntivite, perda de cabelo.

Reação muito rara (ocorreram em menos de 0,01% dos pacientes que utilizaram este medicamento): hiperplasia gengival (aumento discreto da gengiva), gengivite (inflamação da gengiva), aumento das enzimas do fígado, reações de sensibilidade à luz, vasculite leucocitoclástica (inflamação, rica em glóbulos brancos, nos vasos), polaciúria (aumento do número de vezes para urinar), reações de alergia (por ex.: angioedema [inchaço da face, pescoço e garganta], febre), gangrena em pacientes com alterações circulatórias periféricas graves pré-existentes, trombocitopenia (diminuição do número de plaquetas no sangue), hepatite (inflamação do fígado), artralgia, amnésia/comprometimento da memória, confusão, alucinações, zumbido, distúrbios do paladar, agravamento da psoríase (doença de pele que causa descamação e vermelhidão).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Tratamento Em caso de ingestão de uma quantidade de medicamento maior do que a prescrita, você deve imediatamente entrar em contato com o seu médico.

Sintomas Dentre os sintomas da superdose podem estar a hipotensão (pressão baixa), insuficiência cardíaca, bradicardia e bradiarritmias, distúrbios na condução elétrica, alteração da resistência vascular e broncoespasmo.

A ingestão concomitante de álcool, anti-hipertensivos (medicamentos para abaixar a pressão), quinidina ou barbitúricos pode agravar as condições do paciente.

As primeiras manifestações de superdosagem podem ser observadas de 20 minutos a 2 horas após a ingestão do medicamento.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro: 1.1618.0241 Produzido por: AstraZeneca AB (Gärtunavägen) – Södertälje – Suécia Importado e Registrado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.

Rod. Raposo Tavares, km 26,9 - Cotia - SP - CEP 06707-000

Cnpj 60.318.797/0001-00

VENDA SOB PRESCRIÇÃO SZK_Fix008 Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 24/05/2024.

Abrir o PDF original (paciente) →

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

SELOZOK FIX ® (felodipino + succinato de metoprolol) AstraZeneca do Brasil Ltda.

Comprimido revestido de liberação prolongada 5/50mg

SELOZOK ® Fix felodipino / succinato de metoprolol

SELOZOK ® Fix felodipino / succinato de metoprolol

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Apresentações

Comprimidos revestidos de liberação prolongada de 5 mg de felodipino e 47,5 mg de succinato de metoprolol (equivalente a tartarato de metoprolol 50 mg) em embalagens com 30 comprimidos revestidos.

Via oral

Uso adulto

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Composição

Cada comprimido revestido de liberação prolongada de SELOZOK Fix contém 5 mg de felodipino e 47,5 mg de succinato de metoprolol (equivale a tartarato de metoprolol 50 mg).

Excipientes: óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo, etilcelulose, hiprolose, hipromelose, lactose (anidra), celulose microcristalina, parafina, macrogol, óleo de rícino hidrogenado polioxil, galato de propila, dióxido de silício, silicato de alumínio e sódio, estearil fumarato de sódio, dióxido de titânio.

01

Indicações

SELOZOK Fix é indicado para o tratamento da hipertensão após falha terapêutica na monoterapia e para pacientes com perfil de fator de risco cardiovascular alto e/ou muito alto.

02

Resultados de eficácia

Hipertensão arterial – felodipino A eficácia do felodipino no tratamento da hipertensão arterial foi comprovada em um importante estudo de grande porte. O estudo HOT (Hypertension Optimal Treatment) avaliou 18.790 pacientes por um período de 4,9 anos. O objetivo do estudo foi avaliar a associação entre eventos cardiovasculares e a redução da pressão arterial. O estudo mostrou que a redução intensa da hipertensão nos pacientes que iniciaram a terapia com o felodipino levou a uma redução de eventos cardiovasculares e da mortalidade cardiovascular (Hansson, L et al. Lancet. 1998; 351: 1755-1762).

Hipertensão arterial – succinato de metoprolol Em um estudo comparativo com placebo que usou dados de três amostras combinadas, o succinato de metoprolol foi significativamente superior na redução da pressão arterial supina após 24 horas (Westergren et al. Curr Ther Res 1994; 55:142-8).

Hipertensão arterial – felodipino / succinato de metoprolol A taxa de resposta em um estudo de Dahlöf et al. (Dahlöf et al. Blood Pressure 1993;2 (Suppl 1): 37-

  • 45) é definida como segue: pacientes que atingiram pressão arterial diastólica (DBP) supina igual ou menor que 90 mmHg e/ou uma diminuição da DBP supina igual ou maior que 10 mm Hg.

Isso resultou em uma taxa de resposta após 6 semanas de 76% para SELOZOK Fix, 55% para felodipino e 48% para metoprolol. Após 12 semanas, 90% para SELOZOK Fix, 71% para felodipino e 64% para o metoprolol.

Um estudo utilizando monitoramento ambulatorial da pressão arterial por 24 horas e outro estudo em pacientes idosos (idade ≥ 70 anos) com fator de alto risco cardiovascular, demonstraram que felodipino/metoprolol 5/50 mg foi um agente anti-hipertensivo efetivo e a diminuição da pressão arterial foi significativamente melhor que o anlodipino 5 mg e placebo, respectivamente.

Em outro estudo por Hoffmann et al, (Blood Pressure 1993;2 (Suppl 1):30-36), foi demonstrado que, após 12 semanas de tratamento a redução da pressão arterial foi significativamente melhor com felodipino/metoprolol 5/50 mg (28/18 mmHg) comparada com felodipino 5 mg (18/12mmHg) ou metoprolol 50 mg (19/12 mmHg).

A taxa da resposta anti-hipertensiva, definida como a porcentagem de pacientes que atingiram pressão arterial diastólica supina ≤ 90 mmHg e/ou redução ≥ 10 mmHg foi significativamente melhor com a combinação de dose fixa (98%) do que com felodipino (79%) ou metoprolol (82%) em monoterapia.

No entanto, os guidelines modernos (JNC-7 nos EUA e ESC guidelines na Europa) também são levados em conta para a pressão arterial sistólica (PAS). O desenho do estudo M- FACT permitiu alterações da pressão arterial placebo-corrigidos durante uma ampla faixa de dose. Assim, a proporção de pacientes que atingiram a meta da pressão arterial JNC-7 (taxa de controle) está descrita na tabela a seguir.

Tabela Pressão arterial sentada (SiBP): proporção de pacientes que atingiu o controle da pressão arterial (critério JNC-7) na semana 9 (grupo de análise de eficácia, estudo SH-LOG-0013) Grupo de tratamento Grupo de análise de eficácia Proporção de pacientes que atingiram a meta JNC-7 na semana 9 N n (%) IC 95% placebo 95 12 (12,6) 6,7; 21,0 felodipino 2,5 mg de liberação controlada 93 17 (18,3) 11,0; 27,7 felodipino 10 mg de liberação controlada 46 13 (28,3) 16,0; 43,5 felodipino 20 mg de liberação controlada 89 32 (36,0) 26,1; 46,8 metoprolol 25 mg de 88 26 (29,5) 20,3; 40,2 liberação controlada metoprolol 100 mg de liberação controlada 44 16 (36,4) 22,4; 52,2 metoprolol 400 mg de liberação controlada 90 31 (34,4) 24,7; 45,2 felodipino / metoprolol 2,5/25 mg 88 32 (36,4) 26,4; 47,3 felodipino / metoprolol 10/25 mg 45 14 (31,1) 18,2; 46,7 felodipino / metoprolol 20/25 mg 43 21 (48,8) 33,3; 64,5 felodipino / metoprolol 2,5/100 mg 51 25 (49,0) 34,8; 63,4 felodipino / metoprolol 10/100 mg 93 40 (43,0) 32,8; 53,7 felodipino / metoprolol 20/100 mg 47 25 (53,2) 38,1; 67,9 felodipino / metoprolol 2,5/400 mg 46 25 (54,3) 39,0; 69,1 felodipino / metoprolol 10/400 mg 45 25 (55,6) 40,0; 70,4 felodipino / metoprolol 20/400 mg 84 48 (57,1) 45,9; 67,9 Total 1087 402 (37,0) Meta JNC-7 igual pressão arterial sistólica sentada (SiSBP) <140 mmHg e pressão arterial diastólica sentada (SiDBP) <90 mmHg; ou se diabético, SiSBP <130 mmHg e SiDBP <80 mmHg. Na semana 9, um paciente seria controlado se SiDBP/SiDBP fosse menor que a meta JNC-7. Nenhum dos valores de pressão arterial foi avaliado posteriormente. Um paciente sem valores na semana 9 foi considerado não-controlado.

Infelizmente, a associação de dose de 5 mg de felodipino e 50 mg de metoprolol não fez parte do estudo, mas a taxa de controle foi estimada em cerca de 50%, semelhante à taxa de controle para a dose de 2,5 mg/100 mg.

03

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas Os mecanismos de ação complementares do felodipino, um antagonista de cálcio seletivo para musculatura lisa vascular (redução da resistência periférica), e do metoprolol, um bloqueador beta-1 seletivo (redução do débito cardíaco), resultam em maior efeito anti-hipertensivo e tolerabilidade similar, ou melhor, em comparação com as respectivas monoterapias. Assim, é alcançado um melhor equilíbrio de eficácia/tolerabilidade.

A redução da pressão arterial é igual e eficaz durante as 24 horas do intervalo de dose. A combinação de felodipino e succinato de metoprolol também pode ser utilizada em pacientes hipertensos com angina do peito estável concomitante, devido à ação anti-isquêmica dos componentes individuais.

  • felodipino O felodipino é um antagonista de cálcio seletivo para a musculatura lisa vascular, que diminui a pressão arterial pela redução da resistência vascular sistêmica. Devido ao alto grau de seletividade pela musculatura lisa arteriolar, o felodipino não tem efeito direto sobre a contratilidade ou a condução cardíaca nas doses terapêuticas. Devido à ausência de efeito sobre a musculatura lisa venosa ou o controle vasomotor adrenérgico, o felodipino não está associado a hipotensão ortostática.

O felodipino possui um efeito natriurético/diurético discreto, não ocorrendo retenção de líquidos.

O felodipino é eficaz em todos os graus de hipertensão. O felodipino é bem tolerado em pacientes com doença cardíaca, angina do peito e insuficiência cardíaca congestiva concomitantes.

O felodipino tem efeitos antianginosos e anti-isquêmicos devido à melhora do equilíbrio fornecimento/demanda de oxigênio para o miocárdio.

  • metoprolol O metoprolol é um bloqueador beta-1 seletivo, isto é, age nos receptores beta-1 no coração em doses muito menores que as necessárias para influenciar os receptores beta-2, principalmente os localizados nos vasos periféricos e brônquios.

O metoprolol possui um efeito estabilizador de membrana insignificante e não apresenta atividade agonista parcial.

O efeito estimulador das catecolaminas no coração (que são liberadas durante o estresse físico e mental) é reduzido ou inibido pelo metoprolol. Isto significa que o aumento usual da frequência cardíaca, do débito cardíaco, da contratilidade cardíaca e da pressão arterial produzido pelas catecolaminas é reduzido pelo metoprolol. Esses efeitos resultam em uma redução global da demanda de oxigênio pelo miocárdio, o que constitui uma parte importante da ação anti-isquêmica do fármaco.

O metoprolol reduz a pressão arterial elevada tanto na posição levantada quanto na posição deitada.

Propriedades Farmacocinéticas

  • felodipino Absorção e distribuição:

A disponibilidade sistêmica do felodipino é de aproximadamente 15% e é independente da dose na faixa de doses terapêuticas.

A taxa de ligação do felodipino às proteínas plasmáticas é de aproximadamente 99%, ligando-se predominantemente à fração de albumina.

Os comprimidos de liberação prolongada produzem uma fase de absorção prolongada do felodipino, que resulta em concentrações plasmáticas dentro da faixa terapêutica por 24 horas.

Metabolismo e eliminação:

O felodipino é extensivamente metabolizado no fígado pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4) e todos os metabólitos identificados são inativos. O felodipino é um fármaco de alta depuração, com depuração sanguínea média de 1200 mL/min. Não há acúmulo significativo durante tratamento de longo prazo.

Pacientes idosos e pacientes com função hepática reduzida têm em média concentrações plasmáticas de felodipino maiores que pacientes jovens. A farmacocinética do felodipino não é alterada em pacientes com insuficiência renal, incluindo aqueles tratados com hemodiálise.

Cerca de 70% da dose administrada é excretada como metabólitos na urina; a fração restante é excretada nas fezes. Menos de 0,5% da dose é recuperada inalterada na urina.

  • metoprolol Absorção e distribuição:

A biodisponibilidade é reduzida em cerca de 20-30% para a formulação de liberação controlada quando comparada com um comprimido convencional. Isso demonstrou não ter significância para a eficácia clínica, uma vez que a área sob a curva de efeito (ASCE) sobre a frequência cardíaca é a mesma que para os comprimidos convencionais. A ligação do metoprolol às proteínas plasmáticas é baixa, de aproximadamente 5-10%.

A meia-vida de eliminação do metoprolol é em média de 3,5 horas. Assim, durante o intervalo de 24 horas entre as doses uma concentração plasmática constante de metoprolol é alcançada. A velocidade de liberação do metoprolol é independente de fatores fisiológicos como pH, presença de alimentos e peristaltismo.

Metabolismo e eliminação:

O metoprolol sofre metabolismo oxidativo no fígado primariamente pelo CYP2D6. Foram identificados três metabólitos principais, entretanto nenhum deles tem efeito beta-bloqueador de importância clínica.

Via de regra, mais de 95% de uma dose oral pode ser recuperada na urina. Aproximadamente 5% da dose administrada é excretada na urina sob a forma inalterada, podendo aumentar para até 30% em casos isolados. A meia-vida de eliminação do metoprolol no plasma é em média de 3,5 horas (extremos: 1 e 9 horas). A velocidade de depuração total é de aproximadamente 1000 mL/min.

Pacientes idosos não apresentam alterações significativas na farmacocinética do metoprolol em comparação com pessoas jovens. A biodisponibilidade sistêmica e a eliminação do metoprolol não são alteradas em pacientes com função renal reduzida. Entretanto, a excreção dos metabólitos é reduzida.

Foi observado acúmulo significativo de metabólitos em pacientes com velocidade de filtração glomerular inferior a 5 mL/min. Esse acúmulo de metabólitos, entretanto, não aumenta o efeito beta-bloqueador.

A farmacocinética do metoprolol é pouco afetada pela diminuição da função hepática. Entretanto, em pacientes com cirrose hepática grave e derivação porta-cava a biodisponibilidade do metoprolol pode aumentar e a depuração total pode ser reduzida. Os pacientes com anastomose porta-cava apresentaram uma depuração total de aproximadamente 0,3 L/min e valores da área sob a curva de concentração plasmática vs. tempo (ASC) até 6 vezes maiores que indivíduos sadios.

  • Características da combinação dos produtos A combinação de felodipino e metoprolol não altera a farmacocinética dos dois componentes. O felodipino e o metoprolol são completamente absorvidos pelo trato gastrointestinal após a administração dos comprimidos de SELOZOK Fix. A absorção é independente da ingestão de alimentos com baixo teor de gordura.

Com a formulação de liberação prolongada, a fase de absorção é prolongada, resultando em concentrações plasmáticas de felodipino e metoprolol iguais e efetivas durante 24 horas.

Dados de segurança pré-clínica Em um estudo sobre fertilidade e capacidade reprodutora geral em ratos tratados com felodipino, foi observado um prolongamento do parto, resultando em trabalho de parto difícil, aumento das mortes fetais e das mortes pós-natais precoces nos grupos tratados com doses médias e altas.

Estudos de reprodução em coelhos demonstraram aumento reversível das glândulas mamárias nas mães e anormalidades digitais nos fetos (esses efeitos foram dose-dependentes). As anomalias nos fetos foram induzidas quando o felodipino foi administrado durante os primeiros períodos do desenvolvimento fetal.

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Contraindicações

Hipersensibilidade ao felodipino ou ao metoprolol (incluindo outros diidropiridinos ou beta-bloqueadores) ou a qualquer outro componente da fórmula.

SELOZOK Fix também é contraindicado nas seguintes situações:

  • Gravidez.
  • Infarto agudo do miocárdio.
  • Angina do peito instável.
  • Bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau.
  • Obstrução hemodinamicamente significativa da válvula cardíaca.
  • Obstrução dinâmica do fluxo de saída.
  • Pacientes com insuficiência cardíaca não compensada instável (edema pulmonar, hipoperfusão ou hipotensão) e pacientes com terapia inotrópica contínua ou intermitente agindo através de agonista do receptor beta.
  • Bradicardia sinusal clinicamente relevante.
  • Síndrome do nó sino-atrial (a não ser que um marcapasso permanente esteja em uso).
  • Choque cardiogênico.
  • Arteriopatia periférica grave.

SELOZOK Fix não deve ser administrado à pacientes com suspeita de infarto agudo do miocárdio enquanto a frequência cardíaca for < 45 batimentos/minuto, o intervalo PQ for > 0,24 segundos ou a pressão sistólica for < 100 mmHg.

Categoria de risco na gravidez: C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião dentista.

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Advertências e precauções

A combinação em dose fixa de felodipino e metoprolol, como outros anti-hipertensivos, pode causar hipotensão. Em indivíduos suscetíveis a hipotensão pode resultar em isquemia miocárdica.

Geralmente, ao se tratar pacientes com asma, deve-se administrar terapia concomitante com agonista beta-2 (comprimidos e/ou aerossol). Pode ser necessário ajuste da dose do agonista beta-2 (aumento) quando o tratamento com SELOZOK Fix é iniciado. O risco de SELOZOK Fix interferir com receptores beta-2 é, entretanto, menor quando comparado a formulações convencionais de bloqueadores beta-1 seletivos.

Durante o tratamento com SELOZOK Fix, o risco de interferência com o metabolismo de carboidratos ou de mascaramento da hipoglicemia é pro vavelmente menor que durante tratamento com comprimidos convencionais de bloqueadores beta-1 seletivos e muito menor que com bloqueadores não-seletivos.

Pacientes com insuficiência cardíaca devem ter sua descompensação tratada antes e durante o tratamento com SELOZOK Fix.

Alterações da condução A-V de grau moderado pré-existentes podem ser agravadas (levando, possivelmente, a bloqueio A-V).

Não se deve realizar administração intravenosa de antagonistas de cálcio do tipo verapamil em pacientes em tratamento com SELOZOK Fix.

Se os pacientes desenvolverem bradicardia crescente, o SELOZOK Fix deve ser administrado em doses menores ou ser suspenso gradualmente.

SELOZOK Fix pode agravar os sintomas de arteriopatia periférica.

Se utilizado em pacientes com feocromocitoma, deve ser administrado concomitantemente com um alfa-bloqueador.

Antes de cirurgias, o anestesista deve ser informado de que o paciente está utilizando SELOZOK Fix. Não é recomendado interromper o tratamento com beta-bloqueador em pacientes que serão submetidos a cirurgias.

A interrupção abrupta da medicação deve ser evitada. Quando possível, deve-se considerar redução da dose e/ou administração a cada dois dias por um período de 10-14 dias. Especialmente durante este período, pacientes com doença cardíaca isquêmica conhecida devem ser mantidos sob cuidadosa vigilância. O risco para eventos coronarianos, incluindo morte súbita, pode aumentar durante a interrupção do tratamento de SELOZOK Fix ou de outros beta-bloqueadores.

Em pacientes utilizando beta-bloqueadores, o choque anafilático manifesta-se com maior intensidade.

Foram relatados casos de hipertrofia gengival discreta em pacientes com gengivites ou periodontites acentuadas. Este efeito pode ser prevenido ou revertido por uma cuida dosa higiene dental.

Atenção: SELOZOK Fix contém 42 mg de lactose/comprimido e, portanto, não deve ser utilizado por pacientes com intolerância hereditária a galactose ou pacientes com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.

Atenção: Contém os corantes óxido de ferro vermelho, óxido de ferro amarelo e dióx ido de titânio que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.

Devido à presença de metoprolol:

Este medicamento pode causar doping.

Efeitos sobre a capacida de de dirigir veículos e operar máquinas: deve-se avaliar a reação dos pacientes ao medicamento antes de dirigir veículos e operar máquinas, po rque, ocasionalmente, podem ocorrer tontura ou fadiga.

Informe ao seu paciente que ele deve evitar se levantar r apidamente, dirigir veículos e/ou operar máquinas, durante todo o tratamento .

Fertilidade Não existem dados disponíveis sobre a influência na fertilidad e de homens e mulheres.

Gravidez SELOZOK Fix não deve ser usado durante a gravidez.

Lactação O felodipino é detectado no leite materno. Entretanto, quando utilizado em doses terapêuticas pela mãe lactante é improvável que afete a criança.

Os beta-bloqueadores podem causar efeitos adversos, como por exemplo, bradicardia no feto, no recém-nascido e em crianças sob aleitamento materno. A quantidade de metoprolol ingerida pelo lactente através do leite materno, entretanto, parece ser insignificante com rel ação ao efeito beta-bloqueador na criança, se a mãe é tratada com metoprolol em doses terapêuticas.

Não existem dados suficientes da influência do tratamento sobre amamentação, não sendo possível avaliar os riscos para o bebê.

Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.

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Interações medicamentosas

A administração concomitante de substâncias que interferem com o sistema enzimático do citocromo P450 pode afetar as concentrações plasmáticas do felodipino e metoprolol. Não há interação entre felodipino e metoprolol, uma vez que eles utilizam diferentes isoenzimas do citocromo P450.

Possíveis interações devido ao felodipino O felodipino é metabolizado no fígado pelo citocromo P450 3A4 (CYP3A4).

Interações que aumentam a concentração plasmática de felodipino Inibidores enzimáticos do sistema enzimático do citocromo P450 3A4 mostraram promover um aumento nas concentrações plasmáticas de felodipino.

Exemplos:

  • cimetidina
  • eritromicina
  • itraconazol
  • cetoconazol
  • certos flavonóides presentes em suco de grapefruit – pomelo Interações que diminuem a concentração plasmática de felodipino Indutores enzimáticos do sistema enzimático do citocromo P450 3A4 podem causar redução das concentrações plasmáticas de felodipino.

Exemplos:

  • fenotoína
  • carbamazepina
  • rifampicina
  • barbitúricos
  • Hypericum perforatum (Erva de São João) O felodipino pode aumentar a concentração de tacrolimo. Quando usados simultaneamente, a concentração sérica de tacrolimo deve ser monitorada e pode ser necessário ajustar a dose de tacrolimo.

O felodipino não altera as concentrações plasmáticas da ciclosporina.

Possíveis interações devido ao metoprolol O metoprolol é um substrato metabólico do CYP2D6. Fármacos que atuam como substânc ias indutoras e inibidoras enzimáticas podem exercer influência sobre os níveis plasmáticos de metoprolol. Os níveis plasmáticos de metoprolol podem ser elevados pela coadministração de compostos metabolizados pelo CYP2D6, por exemplo: antiarrítimicos, anti-histamínicos, antagonistas do receptor de histamina 2, antidepressivos, antipsicóticos e inibidores da COX-2. A concentração plasmática de metoprolol é diminuída pela rifampicina e pode ser elevada pelo álcool e pela hidralazina.

Recomenda-se cuidado especial em pacientes sob tratamento concomitante com SELOZOK Fix e agentes bloqueadores ganglionares simpáticos, outros beta-bloqueadores (ex.: colírio) ou inibidores da monoaminoxidase (MAO).

Se tratamento concomitante com clonidina for descontinuado, o tratamento de SELOZOK Fix deve ser interrompido vários dias antes da clonidina.

Pode ocorrer aumento dos efeitos negativos sobre o inotropismo e o cronotropismo quando SELOZOK Fix é administrado junto com antagonistas do cálcio, como verapamil e diltiazem. A administração intravenosa de antagonistas do cálcio como verapamil não deve ser realizada.

SELOZOK Fix pode aumentar os efeitos negativos sobre o inotropismo e o cromotropismo de agentes antiarrítmicos (como quinidina e amiodarona).

A associação de glicosídeos digitálicos e beta-bloqueadores pode aumentar o tempo de condução atrioventricular e induzir a bradicardia.

Em pacientes sob tratamento com SELOZOK Fix, os anestésicos inalatórios aumentam o efeito cardiodepressor.

Tratamento concomitante com indometacina ou outros fármacos inibidores da prostaglandina sintetase pode diminuir o efeito anti-hipertensivo de SELOZOK Fix.

Sob certas condições, quando a epinefrina é administrada em pacientes tratados com beta -bloqueadores, os beta-bloqueadores cardiosseletivos interferem muito menos com o controle da pressão sanguínea do que os beta-bloqueadores não-seletivos.

Pode ser necessário um ajuste da dose de hipoglicemiantes orais em pacientes sob tratamento com SELOZOK Fix.

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Cuidados de armazenamento do medicamento

SELOZOK Fix deve ser conservado em temperatura ambiente (15ºC a 30°C).

SELOZOK Fix tem validade de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

SELOZOK Fix é apresentado da seguinte maneira: comprimidos revestidos, de cor alaranjada (apricot), circulares e com a gravação A/FG em um dos lados.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

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Posologia e modo de usar

Modo de Usar Os comprimidos de SELOZOK Fix devem ser tomados pela manhã, por via oral, devem ser engolidos inteiros com água e não devem ser ingeridos com suco de grapefruit (pomelo). Os comprimidos podem ser administrados em jejum ou após uma refeição leve que não seja rica em gorduras ou carboidratos.

Este medicamento não deve ser partido, amassado ou mastigado.

Posologia A dose inicial é de um comprimido de SELOZOK Fix uma vez ao dia. Se necessário, a dose pode ser aumentada para dois comprimidos uma vez ao dia.

Pacientes com insuficiência renal: não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência renal.

Pacientes com insuficiência hepática: normalmente não é necessário ajuste de dose em pacientes com cirrose hepática, porque o metoprolol tem uma baixa taxa de ligação proteica (5%-10%).

Quando há sinais de comprometimento importante da função hepática (por exemplo, pacientes submetidos a cirurgia de derivação), não devem ser administradas doses maiores que 5/50mg de SELOZOK Fix.

Idosos: geralmente um comprimido de SELOZOK Fix 5/50mg uma vez ao dia é suficiente. Se necessário, a dose pode ser aumentada para dois comprimidos uma vez ao dia.

Crianças: de acordo com experiências clínicas SELOZOK Fix não deve ser utilizado por crianças.

Se o paciente esquecer de tomar o comprimido de SELOZOK Fix, deve tomá-lo assim que se lembrar, contanto que esteja a pelo menos 12 horas da próxima dose. Se faltar menos de 12 horas para a próxima dose, o próximo comprimido de SELOZOK Fix deverá ser tomado no horário habitual e a dose esquecida não deve ser tomada.

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Reações adversas

SELOZOK Fix é bem tolerado e as reações adversas, geralmente, foram leves e reversíveis.

Os eventos adversos relatados nos estudos clínicos com SELOZOK Fix incluem cefaléia, edema de tornozelo, rubor, tontura, náusea e fadiga. A maioria desses efeitos pode ser explicada pelas propriedades vasodilatadoras do felodipino, que são normalmente dose-dependentes e aparecem no inicio do tratamento ou após aumento da dose. Se tais reações ocorrerem, elas são freqüentemente transitórias e diminuem em intensidade com o tempo.

As reações adversas descritas a seguir foram relatadas em investigações clínicas e após a comercialização dos fármacos felodipino e metoprolol individualmente.

São usadas as seguintes definições de frequência:

Muito comum  1/10 Comum  1/100 e < 1/10 Incomum  1/1000 e < 1/100 Rara < 1/1000 e  1/10000 Muito rara < 1/10000

  • felodipino
  • Sistema nervoso central:

Comum: cefaleia.

Incomuns: tontura, parestesia.

  • Sistema cardiovascular:

Incomuns: taquicardia, palpitações.

  • Vascular:

Comum: ruborização.

Incomum: hipotensão.

Rara: síncope.

  • Gastrointestinal:

Incomuns: náusea, dor abdominal.

Rara: vômito.

Muito raras: hiperplasia gengival, gengivite.

  • Hepático:

Muito rara: aumento das enzimas hepáticas.

  • Pele:

Incomuns: exantema, prurido.

Rara: urticária.

Muito raras: reações de fotossensibilidade, vasculite leucocitoclástica.

  • Sistema Músculo-esquelético:

Rara: mialgia, artralgia.

-Sistema Reprodutivo:

Rara: impotência/disfunção sexual.

  • Sistema urinário:

Muito rara: polaciúria.

  • Geral:

Muito comum: edema periférico.

Incomum: fadiga.

Muito rara: reações de hipersensibilidade (por ex.: angioedema, febre).

  • metoprolol
  • Sistema Cardiovascular:

Comuns: bradicardia, palpitações.

Incomuns: deterioração de sintomas de insuficiência cardíaca, bloqueio cardíaco de primeiro grau, dor precordial.

Raras: distúrbios da condução cardíaca, arritmias cardíacas.

  • Vascular:

Comum: alterações posturais (muito raramente com sincope), mãos e pés frios.

Muito raras: gangrena em pacientes com alterações circulatórias periféricas graves pré -existentes.

  • Sistema nervoso central:

Comuns: tontura e cefaleia.

Incomuns: parestesia.

Muito rara: distúrbios do paladar

  • Gastrointestinal:

Comuns: náusea, dor abdominal, diarreia, constipação.

Incomum: vômitos.

Rara: boca seca.

  • Hematológico:

Muito rara: trombocitopenia.

  • Hepático:

Rara: alterações de testes da função hepática.

Muito rara: hepatite.

  • Metabolismo:

Incomum: ganho de peso.

  • Músculo-esquelético e tecido condutor:

Incomum: câimbras musculares Muito rara: artralgia.

  • Psiquiátrico:

Incomuns: depressão, dificuldade de concentração, sonolência ou insônia, pesadelos.

Raras: nervosismo, ansiedade.

Muito raras: amnésia/comprometimento da memória, confusão, alucinações.

  • Respiratório:

Comum: dispnéia de esforço.

Incomum: broncoespasmo.

Rara: rinite.

  • Olhos Raras: distúrbios da visão, irritação e/ou ressecamento dos olhos, conjuntivite.
  • Ouvidos e labirintite Muito rara: zumbido.
  • Pele:

Incomuns: exantema (sob a forma de urticária psoriasiforme e lesões cutâneas distróficas), sudorese aumentada.

Rara: perda de cabelo.

Muito raras: reações de fotossensibilidade, agravamento da psoríase.

  • Sistema reprodutivo Raro: impotência/disfunção sexual.

Outros:

Muito comum: fadiga.

Incomum: edema.

Em caso de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Sintomas Dentre os sintomas da superdose podem estar a hipotensão, insuficiência cardíaca, bradicardia e bradiarritmias, distúrbios na condução elétrica, alteração da resistência vascular e broncoespasmo.

Tratamento O tratamento deve ser realizado em local com medidas de atendimento, monitoramento e supervisão adequados.

Se necessário, lavagem gástrica e carvão ativado podem ser utilizados.

Atropina, drogas estimulantes do sistema adrenérgico ou marcapasso podem ser utilizados no tratamento de bradicardia e desordens de condução cardíaca.

Hipotensão, insuficiência cardíaca aguda e choque devem ser adequadamente tratados com expansores de volume, injeção de glucagon (seguido de uma infusão intravenosa de glucagon se necessário), administração intravenosa de drogas estimulantes do sistema adrenérgico como a dobutamina, combinada com medicamentos agonistas dos receptores alfa 1 quando houver vasodilatação. O uso intravenoso de Ca 2+ também pode ser considerado.

Broncoespasmo geralmente pode ser revertido por broncodilatadores.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Registro: 1.1618.0241 Produzido por: AstraZeneca AB (Gärtunavägen) – Södertälje – Suécia Importado e Registrado por: AstraZeneca do Brasil Ltda.

Rod. Raposo Tavares, km 26,9 - Cotia - SP - CEP 06707-000

Cnpj 60.318.797/0001-00

VENDA SOB PRESCRIÇÃO SZK_Fix008 Esta bula foi aprovada pela ANVISA em 24/05/2024.

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COMPARADOR · CMED 10/2026

Nomes comerciais, genéricos e preço máximo

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

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MedicamentoApresentaçãoTarjaPreço máx.
Selozok FixAstrazeneca do Brasil Ltda5 MG + 50 MG COM REV LIB PROL CT BL AL PLAS INC X 30R$ 79,81