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Bulas de Remédios

Difosfato de cloroquina

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · antimalaricos.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoDifosfato de cloroquina
Classe terapêuticaAntimalaricos
Nomes comerciais1 de 1 fabricante
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 83,77
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA · 17/12/2024
PARA QUE SERVE

Farmanguinhos cloroquina é destinado ao tratamento da malária e amebíase hepática, além de indicado para o tratamento da artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e lúpus discoide, na sarcaidose e nas doenças de fotossensibilidade como a porfiria cutânea tardia e as erupções polimórficas…

COMO USAR

Farmanguinhos cloroquina deve ser ingerido conforme descrito na receita médica, com um pouco de água. Se possível, ingerir Farmanguinhos cloroquina após as refeições para evitar enjoo e vômitos.

EFEITOS COLATERAIS

Assim como todos os medicamentos, Farmanguinhos cloroquina pode causar algumas reações desagradáveis; no entanto, estas não ocorrem em todas as pessoas.

QUEM NÃO DEVE USAR

Você não deve tomar Farmanguinhos cloroquina nas seguintes situações: - Hipersensibilidade (alergia) a cloroquina ou a qualquer outro componente da fórmula; - Quando apresentar alterações na retina em utilização prévia do medicamento; - No tratamento da malária por Plasmodium falciparum em zonas…

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Cloroquina Difosfato

Similar · Fundação Oswaldo Cruz · Reg. MS 1.1063.0094 · bula de 17/12/2024

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

Farmanguinhos cloroquina Fundação Oswaldo Cruz / Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) Comprimidos revestidos 150 mg Farmanguinhos cloroquina Difosfato de cloroquina

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Apresentação

Farmanguinhos cloroquina 150 mg comprimidos revestidos, é apresentado em embalagem contendo 500 comprimidos revestidos cada.

Uso oral

Uso adulto e pediátrico (a partir de 1 ano)

—

Composição

Cada comprimido revestido de 150 mg contém:

Cloroquina ............................................................................................................. 150 mg (equivalente a 241, 91 mg de difosfato de cloroquina).

Excipientes *............................................ q.s.p............................................ 1 comp rev.

  • amido de milho, estearato de magnésio, talco, manitol.

Componentes do revestimento** ** álcool polivinílico, talco, macrogol, polissorbato 80.

01

Para que este medicamento é indicado?

Farmanguinhos cloroquina é destinado ao tratamento da malária e amebíase hepática, além de indicado para o tratamento da artrite reumatoide, lúpus eritematoso sistêmico e lúpus discoide, na sarcaidose e nas doenças de fotossensibilidade como a porfiria cutânea tardia e as erupções polimórficas graves desencadeadas pela luz.

02

Como este medicamento funciona?

Farmanguinhos cloroquina tem efeito contra o ataque agudo da malária, doença causada por algumas espécies de Plasmodium (protozoário causador da malária), sendo eficaz contra P. vivax, P. malarie e P. ovale. Farmanguinhos cloroquina também tem ação contra Entamoeba histolytica (protozoário causador da amebíase hepática). Além desses efeitos, Farmanguinhos cloroquina tem ação contra a inflamação.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Você não deve tomar Farmanguinhos cloroquina nas seguintes situações:

  • Hipersensibilidade (alergia) a cloroquina ou a qualquer outro componente da fórmula;
  • Quando apresentar alterações na retina em utilização prévia do medicamento;
  • No tratamento da malária por Plasmodium falciparum em zonas onde existe resistência à cloroquina;
  • Em associação com os seguintes medicamentos: aurotioglicose, cepridil, cisaprida, gemifloxacino, amiodarona, halofantrina, isoflurano, mesoridazina, pimozida, terfenadina, tioridazina, ziprasidona, digoxina, ciclosporina, cimetidina, proguanil, fenilbutazona, mefloquina, penicilina, heparina, clorpromazina e também com medicamentos utilizados para o tratamento de convulsões e ou epilepsia;
  • Pacientes com epilepsia ou miastenia gravis;
  • Pacientes com psoríase ou outra doença esfoliativa, devido às reações graves que pode provocar;
  • Pacientes com porfiria cutânea tardia.

Este medicamento é contraindicado para portador de psoríase ou outra doença esfoliativa, para portador porfiria, para portador epilepsia, para portador miastenia gravis, para pacientes com problemas graves no fígado (insuficiência hepática avançada) e para portador de deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Advertências Ao observar quaisquer sinais ou sintomas que possam indicar presença de angioedema, por exemplo: inchaço da face, pálpebras, lábios, língua, laringe e extremidades, assim como dificuldade para engolir ou respirar, ou rouquidão. Nesses casos, você deve interromper o uso deste medicamento e informar imediatamente ao seu médico. Caso você tenha disfunção no fígado e ou alteração envolvendo os elementos celulares do sangue (glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas) e ou seja alcoólatra, informe ao seu médico. Você deve evitar exposição excessiva ao sol.

Você deve relatar imediatamente ao seu médico qualquer ocorrência de distúrbios visuais e interromper o uso do medicamento, pois há risco de cegueira definitiva.

A cloroquina é um fármaco que apresenta estreita margem de segurança e uma dose única de 30 mg/kg pode ser fatal.

A demora no tratamento pode provocar consequências graves e até mesmo fatais.

Precauções Portadores de doenças no fígado e ou com graves distúrbios digestivos, neurológicos e no sangue devem usar Farmanguinhos cloroquina com cautela.

Viajantes que apesar de terem feito a tratamento prévio é possível ainda contraírem malária.

Os pacientes que recebem tratamento com Farmanguinhos cloroquina em altas doses em longo prazo devem ser submetidos às avaliações oftalmológicas e neurológicas a cada (3 ou 6) meses. Contagens hematológicas também devem ser realizadas periodicamente, em pacientes com uso contínuo.

Gravidez e lactação A segurança no uso de Farmanguinhos cloroquina durante a gravidez ainda não está definitivamente estabelecida. O uso prolongado para tratamento de lúpus pode acarretar danos graves em nascidos de mães com doses de 250 mg, 2 vezes ao dia. Nas doses recomendadas para malária não são observados danos ao feto. A excreção no leite materno é pequena. Portanto, informe ao seu médico se estiver grávida, amamentando ou se iniciar amamentação durante o uso deste medicamento.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Informe imediatamente ao seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Direção de veículos e operação de máquinas É recomendável evitar atividades que exijam atenção, como dirigir e operar máquinas, durante o tratamento e até cinco dias após o término do tratamento, pois Farmanguinhos cloroquina pode alterar a visão e a consciência. Essa recomendação também vale para trabalhar sem um apoio firme.

Interações com alimentos, bebidas e outros medicamentos Durante o tratamento com Farmanguinhos cloroquina, você não deve ingerir bebida alcoólica, pois pode aumentar sua toxicidade no fígado. Deve-se evitar o uso de Farmanguinhos cloroquina em associação com medicamentos: antiácidos, aurotioglicose, cepridil, cisaprida, gemifloxacino, amiodarona, halofantrina, isoflurano, mesoridazina, pimozida, terfenadina, tioridazina, ziprasidona, digoxina, ciclosporina, cimetidina, proguanil, fenilbutazona, mefloquina, penicilina, heparina, clorpromazina, metotrexato, praziquantel e também com medicamentos utilizados para o tratamento de convulsões e ou epilepsia. A cloroquina pode interferir na resposta imunológica de certas vacinas. O seu médico irá determinar, se você irá usar Farmanguinhos cloroquina com outro medicamento, ou não.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Farmanguinhos cloroquina deve ser conservado em temperatura ambiente (15 a 30) ºC, protegido da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico Farmanguinhos cloroquina está disponível na forma de comprimido circular, convexo, liso, revestido e na cor branca.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Farmanguinhos cloroquina deve ser ingerido conforme descrito na receita médica, com um pouco de água. Se possível, ingerir Farmanguinhos cloroquina após as refeições para evitar enjoo e vômitos. Em caso de vômito, você deve administrar nova dose imediatamente. Mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses, você deve continuar o tratamento durante todo o tempo prescrito.

No tratamento da Malária Tabela 1 - Tratamento das infecções pelo P. vivax ou P. ovale com cloroquina em 3 dias e primaquina em 7 dias (esquema curto).

Idade/Peso do paciente Número de comprimidos por medicamento por dia 1 o. Dia 2 o. Dia 3 o. Dia 4 o. Dia ao 7 o. Dia Cloroquina 150 mg Primaquina 5 mg Cloroquina 150 mg Primaquina 5 mg Cloroquina 150 mg Primaquina 5 mg Primaquina 5 mg 1 - 3 anos (10 -14 Kg) 1 2 1 2 1 2 2 Idade/Peso do paciente Cloroquina 150 mg Primaquina 15 mg Cloroquina 150 mg Primaquina 15 mg Cloroquina 150 mg Primaquina 15 mg Primaquina 15 mg 4 - 8 anos (15 - 24 Kg) 2 1 1 1 1 1 1 9 - 11 anos (25 a 34 Kg) 2 1 2 1 2 1 1 12 - 14 anos (35 a 49 Kg) 3 2 3 2 3 2 2 ≥ 15 anos (50 a 69 kg) 4 2 3 2 3 2 2 70 a 89 Kg 4 3 3 3 3 3 3 90 a 120 Kg 4 4 3 4 3 4 4

  • Sempre dar preferência ao peso para a escolha da dose.
  • Todos os medicamentos devem ser administrados em dose única diária.
  • Administrar os medicamentos preferencialmente após as refeições.
  • Se surgir icterícia, suspender a primaquina.

Crianças e pacientes com peso inferior a 10 kg Crianças menores de 10 kg não devem fazer tratamento com cloroquina com comprimidos fracionados.

Sempre que houver dúvida no tratamento da malária deve-se consultar o Guia de tratamento da malária no Brasil, do Ministério da Saúde do Brasil.

No tratamento do lúpus eritematoso e artrite reumatoide:

Adultos: até 4 mg/kg de cloroquina base ao dia, durante um a seis meses, dependendo da resposta do tratamento ou a critério médico.

Na amebíase hepática:

Adultos: 600 mg de cloroquina base no primeiro e no segundo dia, seguidos de 300 mg/dia, por duas a três semanas. A dose pode ser aumentada, ou o esquema pode ser repetido, se necessário, a critério médico.

Crianças: 10 mg/kg de cloroquina base ao dia, durante dez dias ou a critério médico.

Siga a orientação do seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Caso você esqueça de tomar Farmanguinhos cloroquina no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, despreze a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome duas doses ao mesmo tempo ou uma dose extra para compensar doses esquecidas.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode causar?

Assim como todos os medicamentos, Farmanguinhos cloroquina pode causar algumas reações desagradáveis; no entanto, estas não ocorrem em todas as pessoas.

As reações são informadas a seguir de acordo com a frequência com que podem ocorrer:

Reações comuns: dor de cabeça, enjoo, vômito, diarreia, dor na barriga, coceira, irritação, manchas avermelhadas na pele, visão turva e febre.

Reações incomuns: fadiga, nervosismo, ansiedade, insensibilidade, coloração azul-escura da boca, pele e unhas, branqueamento dos cabelos, queda de cabelos, erupções vermelhas na pele e opacidade da córnea, ataque agudo de porfiria e psoríase em pessoas susceptíveis.

Reações raras ou muito raras: confusão mental, convulsões, queda da pressão sanguínea, alterações no eletrocardiograma, visão dupla ou borrada, irritabilidade, agitação, agressividade, alteração da personalidade, depressão, inflamação do sistema nervoso e músculos, comprometimento do miocárdio, toxicidade cardiovascular, insuficiência hepática, hepatite, baixo nível de glóbulos brancos e plaquetas, anemia, insuficiência renal em pacientes com deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase, perda auditiva e fraqueza muscular.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) pelo telefone 0800 024 1692.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Em caso de superdosagem (igual ou acima de 1.500 mg do medicamento de uma só vez), em poucas horas o medicamento provoca graves danos ao coração, queda de pressão sanguínea e até parada cardíaca.

Se alguém utilizar altas doses deste medicamento de uma só vez, deverá ser encaminhado imediatamente ao serviço médico de emergência para que se realize esvaziamento do estômago por lavagem ou indução do vômito.

Mesmo para adultos com mais de 60 kg, a dose total de cloroquina administrada em três dias deve ser no máximo de 1.500 mg.

Atenção: o envenenamento por cloroquina é extremamente perigoso, uma dose única de 1.500 mg de cloroquina pode ser fatal em poucas horas.

A superdosagem é extremamente perigosa e pode ser fatal.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

M.S. 1.1063.0094 Responsável Técnico: Rodrigo Fonseca da Silva Ramos - CRF-RJ 10015 Registrado por:

Fundação Oswaldo Cruz Av. Brasil, 4365 Rio de Janeiro - RJ

CNPJ: 33.781.055/0001-35 Fabricado por:

Instituto de Tecnologia em Fármacos/Farmanguinhos Av. Comandante Guaranys, 447 Rio de Janeiro – RJ Indústria Brasileira

Uso sob prescrição médica

Venda proibida ao comércio

Abrir o PDF original (paciente) →

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Farmanguinhos cloroquina Fundação Oswaldo Cruz / Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) Comprimidos revestidos 150 mg Farmanguinhos cloroquina Difosfato de cloroquina

—

Apresentação

Farmanguinhos cloroquina 150 mg comprimidos revestidos, é apresentado em embalagem contendo 500 comprimidos revestidos cada.

Uso oral

Uso adulto e pediátrico (a partir de 1 ano)

—

Composição

Cada comprimido revestido de 150 mg contém:

Cloroquina ............................................................................................................. 150 mg (equivalente a 241, 91 mg de difosfato de cloroquina).

Excipientes *............................................ q.s.p................................................ 1 comp. rev.

  • amido de milho, estearato de magnésio, talco, manitol.

Componentes do revestimento** ** álcool polivinílico, talco, macrogol, polissorbato 80.

01

Indicações

A cloroquina é indicada para profilaxia e tratamento de ataque agudo de malária causado por Plasmodium vivax, P. ovale e P. malarie. Também está indicada no tratamento de amebíase hepática e, em conjunto com outros fármacos, tem eficácia clínica na artrite reumatoide, no lúpus eritematoso sistêmico e lúpus discoide, na sarcaidose e nas doenças de fotossensibilidade como a porfiria cutânea tardia e as erupções polimórficas graves desencadeadas pela luz.

Ações antimaláricas. A cloroquina, mesmo em doses maciças, não possui atividade significativa contra as fases exoeritrocitárias dos plásmadios nos tecidos. A substância não é, portanto, agente profilático causal e não impede o estabelecimento da infecção. Entretanto, é altamente eficaz contra as formas eritrocitárias assexuadas de P. vivax e P. falciparum e gametócitos de P. vivax. É superior à quinina na supressão da malária causada por P. vivax.

No ataque agudo da malária, a cloroquina controla rapidamente os sintomas clínicos e a parasitemia; a maioria dos pacientes torna-se completamente apirética em 24 a 48 horas após a administração de doses terapêuticas e esfregaços espessos de sangue periférico em geral são negativos em relação aos parasitas após 48 a 72 horas. A cloroquina, assim como a quinina, não evita as recidivas da malária causada por P. vivax, mas aumenta substancialmente o intervalo entre as mesmas. A cloroquina é bem tolerada e, portanto, mais fácil de administrar do que a quinina. Difere desta por não manifestar sinergismo terapêutico ou tóxico quando usado com a primaquina.

02

Resultados de eficácia

O principal obstáculo ao êxito do tratamento antimalárico é o desenvolvimento, por parte do parasita, de resistência aos medicamentos disponíveis. A resistência adquirida ao antimalárico não deve ser confundida com insensibilidade ou refratariedade natural dos parasitas em relação a essas drogas. É obvio que essa refratariedade existe, mas não está relacionada à exposição prévia à droga. Dentre as espécies de plasmódio que infectam os seres humanos, a resistência adquirida aos antimaláricos representa um problema clínico sério apenas quando se trata do P. falciparum. Este histórico de tolerância cada vez maior do P. falciparum ao arsenal terapêutico antimalárico disponível ilustra dramaticamente a necessidade de desenvolverem-se drogas quimioterápicas que atuem por diferentes mecanismos e que não estejam sujeitos ao desenvolvimento de resistência cruzadas entre si.

A cloroquina faz parte de uma grande série de 4-amino-quinolonas que foram estudadas no extenso programa cooperativo de pesquisa antimalárica com o objetivo de descobrir drogas supressivas mais eficazes e menos toxicas do que a quinacrina, um derivado da acridina que deixou de ser usado na quimioterapia da malária devido à sua toxicidade e à incapacidade de curar malária causada por P. vivax ou de agir como profilático causal.

Química. (±)-Cloroquina [7-cloro-4-(4-dietil-amino -1-metilbutilamino)-quinolina].

O difosfato é um pó branco, amargo, solúvel em água. Suas soluções são estáveis.

Eficácia. A cloroquina declinou nas regiões do mundo onde emergiram cepas de P. falciparum relativa ou absolutamente resistentes à sua ação. A cloroquina é muito eficaz na profilaxia e ou no tratamento de ataques agudos de malária, causadas por P. vivax, P. ovale e P. malariae, exceto em áreas onde se descrevem cepas de P. vivax resistentes à sua ação.

A cloroquina não tem atividade contra estágios hepáticos primários ou latentes dos parasitas.

Para prevenir as recaídas nas infecções por P. vivax e P. ovale, se pode administrar primaquina juntamente com a cloroquina. A cloroquina não é tão eficaz quanto o metronidazol para o tratamento da amebíase hepática, devendo ser utilizada somente quando o metronidazol ou outro composto nitroimidazólico está contraindi cado ou indisponível.

Cloroquina tem sido usada para tratamento da amebías e extraintestinal, incluindo abscesso hepático, causados por Entamoeba histolytica. Não é eficaz como tratamento da amebíase intestinal, pois é quase completamente absorvida pelo intestino delgado e apenas uma pequena parte da droga está presente na parede intestinal. Na artrite reumatóide, embora possa ser utilizada, vem sendo substituída por outras drogas, como o metotrexato. É usada como adjunto ao corticosteróide tópico no tratamento do lúpus eritematoso discóide e adjunto do corticosteróide sistêmico no tratamento do lúpus eritematoso sistêmico, quando a artrite é um sinal significativo.

03

Características farmacológicas

Farmacodinâmica A cloroquina se liga moderadamente (60%) às proteínas plasmáticas e sofre biotransformação considerável através do sistema hepático do citocromo P450 em metabólitos ativos, a desetilcloroquina e a bidesetilcloroquina. Esses metabólitos podem alcançar concentrações plasmáticas de (40 a 10) % da concentração de cloroquina, respectivamente. O enantiômero S(+) da cloroquina apresenta tanto maior ligação às proteínas plasmáticas como maior depuração metabólica do que o enantiômero R(+). Os derivados 4-aminoquinolinas ligam-se às nucleoproteínas e interferem na síntese de proteínas; inibem a polimerase do DNA e RNA. Concentram -se nos vacúolos digestivos do parasita, aumentando o pH, interferindo na capacidade do parasita de metabolizar e utilizar a hemoglobina da hemácia. As formas exoeritrocitárias do plasmódio não têm vacúolos digestivos, não utilizam a hemoglobina e não são afetadas pela cloroquina. A cloroquina atua como amebicida tissular, por mecanismo pouco conhecido. Tem atividade antiinflamatória, mas o mecanismo de ação na artrite reumatóide e no lúpus não são conhecidos. Estudos in vitro indicam que a cloroquina também inibe a quimiotaxe dos leucócitos polimorfonucleares, macrófagos e eosinófilos.

Farmacocinética A cloroquina é uma 4-aminoquinolina com rápida atividade esquizonticida para todas as espécies de Plasmodium e gametocida para P. vivax, P. malariae e P. ovale, sendo eficaz contra as formas eritrocíticas dessas três espécies. Não é eficaz contra P. falciparum e não tem atividade contra os estágios hepáticos primários ou latentes dos parasitos. A cloroquina tem efeito tóxico direto sobre trofozoítos de E. histolytica, se concentrando no fígado, sendo utilizada para tratar abscesso hepático amebiano. A cloro quina é ineficaz para a amebíase intestinal, pois alcança baixas concentrações no lúmen e na parede do cólon, sendo absorvida pelo intestino delgado. A cloroquina é bem absorvida a partir do trato gastrointestinal. A distribuição do fármaco é relativamente lenta em um volume aparentemente muito grande (>100 L/kg). A cloroquina liga-se moderadamente (60%) às proteínas plasmáticas e sofre apreciável biotransformação através das enzimas CYP hepáticas. A depuração renal da cloroquina corresponde a cerca de metade da sua depuração sistêmica total.

A cloroquina exibe em adultos e crianças uma farmacocinética complexa, de modo que os níveis plasmáticos do fármaco logo após sua administração são determinados pela velocidade de distribuição e não pela de eliminação. Devido a extensa ligação com os tecidos, é necessária uma dose de ataque para obter concentrações plasmáticas eficazes. A meia-vida da cloroquina aumentam de (72 a 120) horas, à medida que os níveis plasmáticos declinam. A meia-vida terminal varia de (30 a 60) dias e vestígios do fármaco pode m ser encontrados na urina, durante anos após o uso terapêutico.

Além de seu efeito antiparasitário, a cloroquina tem ação antipirética e anti -inflamatória.

Apresenta absorção rápida e quase completa; com pico plasmático em (1 a 2) horas; distribuindo-se amplamente nos tecidos, concentrando-se na íris, coróide e menos na córnea, retina, esclera e também nas hemácias.

A cloroquina atravessa a placenta e distribui -se no leite materno. Meia-vida plasmática de (72 a 120) horas; metabolizada no fígado e excretada lentamente na urina.

Dados de segurança pré-clínica A cloroquina é o antimalárico mais versátil disponível, porém sua utilidade diminui nas regiões do mundo onde surgiram cepas de P. falciparum com resistência relativa ou absoluta à sua ação. A administração de cloroquina se apresenta mais vantajosa quando comparada à quinina, por ser um fármaco mais potente, menos tóxico, além de apresentar a necessidade de uma única administração semanal (1 x/semana) como agente supressor.

A cloroquina não tem valor profilático nem curativo radical na malária humana por P. vivax ou P. ovale. No entanto, com exceção da Oceania e de outras regiões onde há registros de cepas relativamente resistentes de P. vivax, a cloroquina é muito eficaz para interromper ou suprimir crises agudas de malária causadas por essas espécies de plasmódio. Após a suspensão do tratamento com a cloroquina podem ocorrer recidivas da malária vivax, porem os intervalos de aparecimento são prolongados. A primaquina pode ser associada à cloroquina a fim de erradicar essa infecção, ou ainda, pode ser rese rvada para utilização após o paciente deixar a área endêmica.

A cloroquina é altamente eficaz na profilaxia e na cura da malária por P. falciparum que ainda existem em algumas regiões geográficas. O fármaco controla rapidamente os sintomas clínicos e a parasitemia das crises de malária.

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Contraindicações

Farmanguinhos cloroquina é contra indicado nos casos de hipersensibilidade (alergia) a cloroquina ou a qualquer outro componente da fórmula; quando o paciente apresentar alterações na retina em utilização prévia do medicamento; no tratamento da malária por Plasmodium falciparum em zonas onde existe resistência à cloroquina e em associação com os seguintes medicamentos: aurotioglicose, cepridil, cisaprida, gemifloxacino, amiodarona, halofantrina, isoflurano, mesoridazina, pimozida, terfenadina, tioridazina, ziprasidona, digoxina, ciclosporina, cimetidina, proguanil, fenilbutazona, mefloquina, penicilina, heparina, clorpromazina e também com medicamentos utilizados para o tratamento de convulsões e ou epilepsia.

A cloroquina não é recomendada para tratar indivíduos com epilepsia ou miastenia gravis, devendo ser usada com cautela na presença de doença hepática, distúrbios gastrointestinais, neurológicos e sanguíneos. Em casos raros, pode causar hemólise em pacientes com deficiência deglicose-6-fosfato-desidrogenase. A cloroquina não deve ser prescrita a pacientes com psoríase ou outra doença esfoliativa, devido às reações graves que pode provocar. Não deve ser usada para tratar malária em pacientes com porfiria cutânea tardia.

Este medicamento é contraindicado para portador de psoríase ou outra doença esfoliativa, para portador de porfiria, para portador de epilepsia, para portador de miastenia gravis, para pacientes com problemas graves no fígado (insuficiência hepática avançada) e para portador de deficiência de glicose-6-fosfato-desidrogenase.

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Advertências e precauções

A cloroquina é um fármaco que apresenta estreita margem de segurança e uma dose única de 30 mg/kg pode ser fatal. Os pacientes que recebem tratamento com cloroquina em altas doses em longo prazo, devem ser submetidos às avaliações oftalmológicas e neurológicas a cada (3 ou 6) meses. Exames oftalmológicos, incluindo fundoscopia, exame com lâmpada de fenda, testes do campo visual devem ser realizados antes e periodicamente durante o tratamento prolongado com cloroquina. A medicação deve ser suspensa imediatamente quando ocorrer distúrbios visuais. Contagens hematológicas também devem ser realizadas periodicamente, em pacientes com uso contínuo.

Pacientes com disfunção hepática e alcoólatras devem ser monitorados frequentemente.

As crianças são mais sensíveis aos derivados 4-aminoquinolinas. A escolha do agente antimalárico para supressão ou quimioprofilaxia depende da área endêmica e da duração da exposição. Os viajantes devem ser informados que ainda é possível contrair malária, apesar da quimioprofilaxia. Os viajantes também devem ser avisados da importância da adoção de medidas para reduzir o contato com os mosquitos, como uso de repelentes, roupas especiais, telas de proteção etc.

O paciente deve evitar exposição excessiva ao sol. A cloroquina deve ser utilizada com cautela em portadores de hepatopatias ou graves distúrbios digestivos, neurológicos ou hematológicos. Os sintomas de malária podem se desenvolver em 6 dias após a exposição inicial ou podem aparecer apenas depois de alguns meses. A demora no tratamento pode provocar consequências graves e até fatais.

O uso prolongado da cloroquina pode provocar efeitos tóxicos graves e às vezes irreversíveis.

Gravidez e lactação “Categoria C” do FDA. A segurança no uso de cloroquina durante a gravidez ainda não está definitivamente estabelecida. O uso prolongado para tratamento de lúpus pode acarretar danos graves em nascidos de mães com doses de 250 mg, 2 vezes ao dia.

Nas doses recomendadas para malária não são observados danos ao feto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Direção de veículos e operação de máquinas É recomendável evitar atividades que exijam atenção, como dirigir e operar máquinas, durante o tratamento e até cinco dias após o término do tratamento, pois Farmanguinhos cloroquina pode alterar a visão e a consciência. Essa recomendação também vale para trabalhar sem um apoio firme.

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Interações medicamentosas

A cloroquina interage com uma variedade de fármacos. Não deve ser administrada concomitantemente com mefloquina, por aumentar o risco de convulsões. O mesmo é válido para a associação da cloroquina com anticonvulsivantes, pois a cloroquina se opõe à ação dos mesmos. A associação da cloroquina com amiodarona ou halofantrina aumenta o risco de arritmias ventriculares. A cloroquina aumenta o risco de toxicidade da digoxina e ciclosporina.

Deve ser evitado o uso da cloroquina com antiácidos à base de trissilicato de magnésio e produtos contendo caolim e pectina, pois provocam diminuição da absorção do medicamento. O uso concomitante com ouro ou fenilbutazona também deve ser evitado, uma vez que existe uma tendência em provocar dermatite.

A associação da cloroquina com aurotioglicose aumenta o risco de ocorrer discrasias sanguíneas. Em uso concomitante com bepridil, cisaprida, gemifloxacino, halofantrina, isoflurano, mesoridazina, pimozida, terfenadina, tioridazina, ziprasidona ocorre aumento do risco de cardiotoxicidade (prolongamento do intervalo QT, torsades de pointes, parada cardíaca).

A cimetidina aumenta os efeitos/toxicidade da cloroquina, logo recomenda-se substituir a cimetidina por outro antiulceroso, como o sucralfato, que apresenta menor potencial para alterar a farmacocinética da cloroquina.

O uso concomitante com ciprofloxacino pode aumentar a excreção urinária de ciprofloxacino.

A associação de cloroquina com praziquantel pode reduzir a biodisponibilidade da cloroquina. A associação de cloroquina com proguanil pode aumentar a ocorrência de lesões bucais. A associação de cloroquina com metotrexato reduz os níveis de metotrexato. O uso concomitante com heparina pode causar trombocitopenia aos pacientes em tratamento com cloroquina. A cloroquina pode interferir na imunogenicidade de certas vacinas.

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Cuidados de armazenamento do medicamento

Farmanguinhos cloroquina deve ser conservado em temperatura ambiente (15 a 30) ºC, protegido da luz e umidade.

O prazo de validade de Farmanguinhos cloroquina é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Aspecto físico Farmanguinhos cloroquina está disponível na forma de comprimido circular, convexo, liso, revestido e na cor branca.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

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Posologia e modo de usar

Farmanguinhos cloroquina deve ser ingerido com um pouco de água. Se possível, ingerir após as refeições para evitar enjoo e vômitos. Em caso de vômito, deve-se administrar nova dose imediatamente. Mesmo que haja melhora dos sintomas com as primeiras doses, deve-se continuar o tratamento durante todo o tempo prescrito.

Tabela 1 - Tratamento das infecções pelo P. vivax ou P. ovale com cloroquina em 3 dias e primaquina em 7 dias (esquema curto).

Idade/ Peso do paciente Número de comprimidos por medicamento por dia 1 o. Dia 2 o. Dia 3 o. Dia 4 o. Dia ao 7 o. Dia Cloroquina 150 mg Primaquina 5 mg Cloroquina 150 mg Primaquina 5 mg Cloroquina 150 mg Primaquina 5 mg Primaquina 5 mg 1 - 3 anos (10 a 14 Kg) 1 2 1 2 1 2 2 Idade/ Peso do paciente Cloroquina 150 mg Primaquina 15 mg Cloroquina 150 mg Primaquina 15 mg Cloroquina 150 mg Primaquina 15 mg Primaquina 15 mg 4 - 8 anos (15 a 24 Kg) 2 1 1 1 1 1 1 9 - 11 anos (25 a 34 Kg) 2 1 2 1 2 1 1 12 - 14 anos (35 a 49 Kg) 3 2 3 2 3 2 2 ≥ 15 anos (50 a 69 kg) 4 2 3 2 3 2 2 70 a 89 Kg 4 3 3 3 3 3 3 90 a 120 Kg 4 4 3 4 3 4 4

  • Sempre dar preferência ao peso para a escolha da dose.
  • Todos os medicamentos devem ser administrados em dose única diária.
  • Administrar os medicamentos preferencialmente após as refeições.
  • Se surgir icterícia, suspender a primaquina.

Crianças e pacientes com peso inferior a 10 kg Crianças menores de 10 kg não devem fazer tratamento com cloroquina com comprimidos fracionados.

Sempre que houver dúvida no tratamento da malária deve-se consultar o Guia de tratamento da malária no Brasil, do Ministério da Saúde do Brasil.

No tratamento do lúpus eritematoso e artrite reumatoide:

Adultos: até 4 mg/kg de cloroquina base ao dia, durante um a seis meses, dependendo da resposta ao tratamento ou a critério médico.

Na amebíase hepática:

Adultos: 600 mg de cloroquina base no primeiro dia e no segundo dia, seguidos de 300 mg/dia, por duas a três semanas. A dose pode ser aumentada, ou o esquema pode ser repetido, se necessário, a critério médico.

Crianças: 10 mg/kg de cloroquina base ao dia, durante dez dias ou a critério médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

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Reações adversas

A toxicidade aguda por cloroquina é mais frequente quando administrada muito rapidamente por via parenteral. As manifestações tóxicas estão relacionadas com efeitos cardiovasculares (hipotensão, vasodilatação, supressão da função miocárdica, arritmias cardíacas, parada cardíaca), e do SNC (confusão, convulsões e coma). As doses terapêuticas usadas no tratamento oral podem causar cefaleia, irritação do trato gastrointestinal, distúrbios visuais e urticária. Doses diárias altas (> 250 mg), resultando em doses cumulativas de mais de 1 g/kg de cloroquina base, podem resultar em retinopatia e ototoxicidade irreversíveis. O tratamento prolongado com altas doses também pode causar miopatia tóxica, cardiopatia e neuropatia periférica, visão borrada, diplopia, confusão, convulsões, erupções, quineloides na pele, embranquecimento dos cabelos, alargamento do complexo QRS e anormalidade da onda T, porém com a interrupção do fármaco estas reações diminuem. Em casos raros podem ocorrer hemólise e discrasias sanguíneas. Nas dosagens habituais, os efeitos adversos da cloroquina são geralmente leves e reversíveis. Inclusões ou depósitos na córnea podem ser encontrados em (30 a 70) % dos pacientes. O uso prolongado e altas doses podem resultar toxicidade grave, às vezes irreversível, incluindo retinopatia. A retinopatia pode progredir, mesmo após suspensão da droga. Se detectada precocemente pode ser reversível, mas geralmente é permanente e, em casos raros, pode levar à cegueira. Os sinais precoces da retinopatia são o aumento generalizado da granulosidade e o edema da retina. A lesão progride para uma área central de despigmentação da mácula, circundado por um anel concêntrico de pigmentação. Estreitamento de arteríolas, palidez do disco óptico, atrofia óptica, pigmentação incompleta da retina e lesões maculares, como edema, atrofia, pigmentação anormal e perda do reflexo foveano podem ser encontrados.

Sistema Nervoso Central:

  • mais comuns: transtorno da acomodação visual, visão turva, cefaleia, fadiga, nervosismo, ansiedade, apatia.
  • raras: irritabilidade, agitação, agressividade, confusão, alteração da personalidade, depressão e estimulação psíquica, neurite periférica, neuromiopatia.

Aparelho cardiovascular:

  • raras: alterações do eletrocardiograma, como inversão da onda T e alargamento do complexo QRS, bloqueio AV, cardiomiopatia.

Aparelho digestivo:

  • mais comuns: irritação gastrointestinal, náuseas, vômitos, estomatite.
  • raras: insuficiência hepática fulminante.

Hematológicas:

  • raras: neutropenia, agranulocitose, anemia aplástica, trombocitopenia.

Renais:

  • raras: insuficiência renal em pacientes com deficiência de G-6-PD.

Dermatológicas:

  • mais comuns: prurido, coloração azul-escura da boca, pele e unhas, branqueamento dos cabelos, queda de cabelos, exantema cutâneo.

Outros:

  • mais comuns: opacidade da córnea, ataque agudo de porfiria e psoríase em pessoas susceptíveis.
  • raras: ototoxicidade, fraqueza muscular.

Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

O envenenamento por cloroquina é extremamente perigoso e a ingestão de uma única dose de 1.500 mg pode ser fatal em poucas horas. O principal efeito de superdosagem é a toxicidade cardiovascular, com hipotensão arterial, arritmia cardíaca e parada cardíaca irreversível. A overdose pode provocar raramente distúrbios neuropsiquiátricos.

No caso de superdosagem, poucas horas após a administração excessiva oral, esvaziar o estômago por indução de vômitos ou por lavagem gástrica, o mais rápido possível. Caso contrário, se o atendimento médico não for imediato, o tratamento deve ser sintomático e dirigido particularmente para manter as funções cardiovasculares e respiratórias, podendo-se administrar líquidos intravenosos vasopressores para a hipotensão.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

M.S. 1.1063.0094 Responsável Técnico: Rodrigo Fonseca da Silva Ramos - CRF-RJ 10015 Registrado por:

Fundação Oswaldo Cruz Av. Brasil, 4365 Rio de Janeiro - RJ

CNPJ: 33.781.055/0001-35 Fabricado por:

Instituto de Tecnologia em Fármacos/Farmanguinhos Av. Comandante Guaranys, 447 Rio de Janeiro – RJ Indústria Brasileira

Uso sob prescrição médica

Venda proibida ao comércio

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Nomes comerciais, genéricos e preço máximo

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

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MedicamentoApresentaçãoTarjaPreço máx.
Cloroquina DifosfatoFundacao Oswaldo Cruz150 MG COM CT 50 ENV KRAFT POLIET X 10R$ 83,77
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