Bula de Diost
Fonte: bula do fabricante (Myralis Indústria Farmacêutica Ltda) publicada no bulário digital Sara · bula de 28/09/2021 · conferida em 23/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
DIOST (dienogeste)
Myralis indústria farmacêutica ltda.
COMPRIMIDO REVESTIDO 2 mg
DIOST dienogeste
Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.
Apresentações
Comprimidos revestidos 2 mg – caixa com 28, 30, 56, 60, 84 ou 90 comprimidos revestidos.
Uso oral
Uso adulto e pediátrico acima de 12 anos
Composição
Cada comprimido revestido contém: dienogeste..............................................................................................................................................................2 mg Excipientes: dextroalfatocoferol, croscarmelose sódica, hipromelose , celulose microcristalina, lactose monoidratada, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, óxido de ferro preto, corante laca amarelo de quinolina, mica e polissorbato 80.
Informações ao paciente
Antes de iniciar o uso de um medicamento, é importante ler as informações contidas na bula, verificar o prazo de validade e a integridade da embalagem. Mantenha a bula do produto sempre em mãos para qualquer informação necessária.
Leia com atenção as informações presentes na bula antes de usar o produto, pois ela contém informações sobre os benefícios e os riscos associados ao uso do produto. Você também encontrará informações sobre o uso adequado do medicamento. Converse com o seu médico para obter mais esclarecimentos sobre a ação do produto e sua utilização.
Em caso de agravamento de qualquer reação adversa ou ocorrência de uma reação adversa que não esteja listada nesta bula, consulte seu médico.
Para que este medicamento é indicado?
Diost é um medicamento que contém hormônio (dienogeste) para o tratamento dos sintomas dolorosos das lesões da endometriose (migração e crescimento do tecido da parede interna do útero fora da cavidade uterina). A ingestão de um comprimido por dia de Diost leva à redução do tecido afetado (endométrio) e diminui os sintomas associados, como por exemplo, dor pélvica e sangramentos menstruais dolorosos.
Como este medicamento funciona?
A substância ativa de Diost, o dienogeste, é um hormônio que age diminuindo a produção e a ação de um outro hormônio do organismo – o estradiol – no endométrio (camada de tecido que reveste a parede interna do útero), levando à redução da produção de células do tecido afetado (endométrio).
Quando não devo usar este medicamento?
Você não deve tomar Diost se apresentar qualquer uma das condições descritas abaixo. Caso você apresente alguma das condições a seguir, consulte seu médico antes de iniciar o uso de Diost:
- se você apresenta coágulos sanguíneos (distúrbio tromboembólico). A trombose é a formação de um coágulo que pode ocorrer, por exemplo, nas veias das pernas (trombose venosa profunda) e nos vasos dos pulmões (embolia pulmonar) (veja também o item “O que devo saber antes de usar este medicamento? ”);
- se você tem ou já teve doença arterial grave, incluindo doença cardiovascular, como ataque do coração (infarto), derrame ou doença do coração que diminui o fornecimento de sangue oxigenado ao coração (angina pectoris) (veja também o item “O que devo saber antes de usar este medicamento? ”);
- se você tem diabetes mellitus com lesão de vasos sanguíneos;
- se você tem ou já teve doença grave do fígado (cujos sintomas podem ser amarelamento da pele ou coceira em todo o corpo) e o funcionamento do seu fígado ainda não voltou ao normal;
- se você tem ou já teve tumor no fígado (benigno ou maligno);
- se você tem ou já teve algum tipo de câncer que pode se desenvolver sob a influência de hormônios sexuais (por exemplo, câncer de mama ou dos órgãos genitais);
- se você tem sangramento vaginal de causa desconhecida;
- se você for alérgica ao dienogeste ou a qualquer outro componente de Diost (veja o item “Composição”).
Se alguma destas condições aparecer pela primeira vez durante o uso de Diost, pare de tomá-lo e consulte seu médico imediatamente.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Consulte o seu médico antes de tomar Diost.
- Advertências e Precauções Nesta bula estão descritas situações em que o uso de Diost deve ser descontinuado, e outras que pode haver diminuição da sua eficácia.
Com base nos dados científicos disponíveis, a ovulação é inibida na maioria das pacientes durante o tratamento com Diost. Entretanto, Diost não é um contraceptivo. Para evitar a gravidez durante o tratamento com o produto, você deve evitar relação sexual ou então utilizar adicionalmente um método contraceptivo não-hormonal, como por exemplo, preservativo ou outro método de barreira (veja o item “Outras condições”). Não utilize o método de ritmo ou da temperatura, pois estes métodos podem não ser eficazes, uma vez que Diost modifica as variações comuns da temperatura e do muco cervical que ocorrem durante o ciclo menstrual.
Se Diost for utilizado na presença de qualquer uma das condições listadas a seguir, você precisará ser mantida sob cuidadosa observação. Fale com seu médico.
Informe seu médico antes de iniciar o uso de Diost se você apresenta qualquer uma das condições a seguir:
- se você já apresentou tromboembolismo venoso ou algum familiar direto apresentou trombose (tromboembolismo venoso em um irmão ou parente de idade relativamente jovem);
- se você fuma;
- se você está acima do peso;
- se algum familiar direto teve câncer de mama;
- se você tem depressão;
- se você tem pressão arterial alta ou passou a ter pressão arterial alta durante o uso de Diost;
- se você desenvolver doença do fígado enquanto estiver tomando Diost. Os sintomas podem incluir amarelamento da pele ou dos olhos, ou coceira em todo o corpo. Informe seu médico se você apresentou estes sintomas durante uma gravidez anterior;
- se você tem ou teve diabetes temporariamente durante gravidez anterior;
- se você já teve cloasma (manchas marrom-amareladas na pele, particularmente do rosto); neste caso, evite exposição ao sol ou raios ultravioletas;
- se você teve uma gravidez ectópica (se o embrião se desenvolveu fora do útero) ou tem algum problema nas trompas (trompas de Falópio).
Se alguma das condições acima aparecer pela primeira vez, reaparecer ou piorar durante o uso de Diost, consulte seu médico.
- DIOST (dienogeste) e a trombose Trombose é a formação de um coágulo sanguíneo que pode bloquear uma veia ou uma artéria (embolia).
A trombose, às vezes, ocorre nas veias profundas das pernas (trombose venosa profunda).
Se um coágulo se deslocar das veias onde foi formado, e alcançar e bloquear as artérias dos pulmões, pode causar a chamada “embolia pulmonar”. A trombose venosa profunda é uma ocorrência rara, que pode se desenvolver se você estiver ou não tomando Diost. Ela também pode ocorrer durante a gravidez. O risco de tromboembolismo (trombose venosa profunda, embolia pulmonar) parece ser ligeiramente mais alto em usuárias de medicamentos hormonais (contendo progestógenos), como DIOST, do que em não-usuárias, mas este risco não é tão elevado quanto o risco durante a gestação.
O risco de tromboembolismo aumenta, por exemplo:
- com o aumento da idade;
- se você está acima do peso;
- se você teve tromboembolismo;
- se algum dos seus familiares direto teve trombose venosa (tromboembolismo em um irmão ou parente em idade relativamente jovem).
O risco de apresentar trombose venosa profunda é temporariamente aumentado como resultado de uma cirurgia ou imobilização prolongada (por exemplo, quando você fica acamada com a(s) perna(s) engessada(s) ou com tala).
Mulheres em uso de Diost podem apresentar risco ainda maior. Informe seu médico que você está utilizando Diost com bastante antecedência em caso de qualquer hospitalização ou cirurgia programada. Seu médico poderá solicitar a interrupção do tratamento com Diost algumas semanas antes da cirurgia ou do tempo previsto de imobilização.
Seu médico também irá informar quando você pode começar a tomar Diost novamente, após sua recuperação.
O risco de tromboembolismo também está aumentado logo após o parto.
Muito raramente também podem ocorrer coágulos em vasos sanguíneos do coração (causando ataque cardíaco ou infarto) ou do cérebro (causando derrame).
Estudos mostram que há pequena ou nenhuma evidência para associação entre medicamentos contendo progestógenos como Diost e o risco aumentado de ataque do coração ou derrame. O risco destes eventos está mais relacionado ao aumento da idade, hipertensão e tabagismo. Em mulheres com hipertensão, o risco de derrame pode ser um pouco aumentado por medicamentos contendo progestógenos, como Diost.
Se você desenvolver pressão arterial alta durante o uso de Diost, fale com seu médico, ele pode recomendar que você interrompa o tratamento.
Em raras ocasiões a trombose pode causar deficiências graves e permanentes ou mesmo ser fatal.
Se você observar possíveis sinais de trombose, pare de tomar Diost e consulte imediatamente seu médico.
- Diost (dienogeste) e o câncer Os seguintes achados relativos aos contraceptivos orais combinados (“pílula”) também podem ser verdadeiros para usuárias de Diost, embora as evidências não sejam conclusivas para medicamentos que contém somente progestógenos, como Diost.
O câncer de mama foi diagnosticado com frequência levemente maior em mulheres usuárias de pílula do que em mulheres da mesma idade não-usuárias de pílula. Este ligeiro aumento no número de diagnósticos de câncer de mama desaparece gradualmente ao longo dos 10 anos após a interrupção do uso da pílula. Não se sabe se a diferença é causada pela pílula. É possível que as mulheres tenham sido examinadas com mais frequência e por isso o câncer de mama foi diagnosticado mais precocemente.
Raramente, tumores do fígado e, ainda mais raramente, tumores malignos do fígado foram relatados em usuárias de pílula. Estes tumores podem levar a sangramento interno (hemorragia interna). Consulte seu médico imediatamente se você apresentar dor muito intensa no abdome.
- Alterações no padrão de sangramento O tratamento com Diost altera o padrão do sangramento menstrual na maioria das mulheres (veja o item “Quais os males que este medicamento pode me causar?”).
O sangramento uterino, por exemplo, em mulheres com adenomiose ou leiomioma uterinos, pode ser agravado com Diost. Se o sangramento for intenso e contínuo, pode causar anemia (grave em alguns casos). Neste caso, consulte seu médico, ele pode recomendar que você interrompa o tratamento com Diost.
- Alterações na densidade mineral óssea (DMO) O uso prolongado de Diost (dienogeste) pode afetar a densidade mineral óssea (DMO) de adolescentes (12 a 18 anos) e, portanto, seu médico deverá avaliar cuidadosamente os benefícios do uso de Diost (dienogeste) versus outros riscos potenciais para perda óssea (osteoporose), por exemplo:
- doença metabólica óssea;
- se algum familiar direto seu já teve perda óssea (osteoporose);
- se você já teve uma fratura no osso que não foi causada por queda ou acidente;
- uso de medicamentos que podem reduzir a massa óssea, por exemplo, medicamentos para epilepsia ou esteroides;
- baixo índice de massa corporal ou distúrbios alimentares, como por exemplo, anorexia nervosa ou bulimia;
- uso de álcool;
- tabagismo.
Se você toma Diost (dienogeste), a prática regular de exercícios com pesos e uma dieta saudável, com ingestão adequada de cálcio (por exemplo, em laticínios) e vitamina D (por exemplo, em peixes ricos em gorduras, como salmão), ajudarão seus ossos.
- Outras condições Uma vez que Diost não deve ser utilizado durante a gravidez, recomenda-se que você utilize métodos não-hormonais de contracepção, tal como um método de barreira (por exemplo, preservativo) para prevenir a gravidez. Você não deve utilizar contraceptivos contendo hormônios sexuais de nenhuma forma (comprimido, adesivo, sistema intrauterino) enquanto estiver usando Diost.
Se excepcionalmente você ficar grávida durante o tratamento com Diost (medicamento que contém progestógeno), a probabilidade de ocorrer uma gravidez extrauterina (quando o embrião se desenvolve fora do útero) é mais alta.
Informe seu médico antes de iniciar o uso de Diost se você já teve uma gravidez extrauterina ou se tem algum problema nas trompas (trompas de Falópio).
Se você apresentar sintomas abdominais sem razão aparente, que sejam diferentes dos sintomas de endometriose que você já apresenta comumente, consulte imediatamente seu médico, pois existe a possibilidade de ser uma gravidez extrauterina.
Folículos ovarianos persistentes (frequentemente chamados de “cistos funcionais de ovário”) podem ocorrer durante o uso de Diost. A maioria destes folículos não está associada a qualquer sintoma. Se você apresentar sintomas abdominais diferentes dos sintomas de endometriose que você tem comumente, consulte imediatamente seu médico.
Na maioria dos casos os folículos aumentados desaparecem espontaneamente após 2 ou 3 meses de observação.
- Quando você deve consultar seu médico Exames regulares Durante o tratamento com Diost, seu médico irá solicitar seu retorno para realizar exames regulares.
Consulte seu médico assim que possível se:
- você notar quaisquer alterações na sua saúde, especialmente envolvendo qualquer um dos itens mencionados nesta bula (veja também o item “Quando não devo usar este medicamento?” e “O que devo saber antes de usar este medicamento?”; não se esqueça dos itens relacionados aos seus familiares diretos);
- se você sentir um caroço na mama;
- se você for utilizar outros medicamentos (veja o item “Interações Medicamentosas”);
- se você for ficar imobilizada ou for submetida a uma cirurgia (consulte seu médico pelo menos 4 semanas antes desses procedimentos);
- se você apresentar sangramento vaginal intenso não usual;
- se você suspeitar que está grávida; (não inicie a próxima cartela antes de falar com seu médico);
- se você apresentar sintomas abdominais sem causa aparente, especialmente se forem diferentes dos sintomas de endometriose que você tem comumente, consulte imediatamente seu médico, pois existe a possibilidade de ser uma gravidez extrauterina ou sangramento interno (hemorragia interna) causado por um tumor de fígado.
Pare de tomar Diost e consulte seu médico imediatamente se você observar possíveis sinais de trombose, tais como:
- tosse incomum;
- dor severa no peito que pode alcançar o braço esquerdo;
- falta de ar;
- qualquer dor de cabeça incomum, intensa ou prolongada ou crise de enxaqueca;
- perda parcial ou completa da visão, ou visão dupla;
- gagueira (fala arrastada) ou dificuldade para falar;
- alterações repentinas na capacidade para ouvir, sentir cheiro ou sabor;
- tontura ou desmaio;
- fraqueza ou adormecimento de qualquer parte do corpo;
- dor intensa no abdome;
- dor intensa ou inchaço de qualquer uma das pernas.
- Crianças e Adolescentes Diost (dienogeste) não deve ser utilizado em meninas antes da primeira menstruação (menarca, primeiro ciclo menstrual).
O uso prolongado de Diost (dienogeste) pode afetar a Densidade Mineral Óssea (DMO) de adolescentes (12 a 18 anos) e, portanto, o médico deverá avaliar cuidadosamente os benefícios do uso de Diost (dienogeste) versus os riscos potenciais.
- População idosa (65 anos de idade ou mais) Não há indicação relevante de Diost para a população idosa.
- Pacientes com alteração das funções do fígado Não tome Diost se você tiver alteração da função do fígado (veja o item “Quando não devo usar este medicamento?”)
- Gravidez e amamentação Os poucos dados disponíveis sobre mulheres expostas ao dienogeste durante a gravidez não revelaram risco especial.
Entretanto, Diost não deve ser utilizado por mulheres grávidas, pois não há necessidade de tratar a endometriose durante a gravidez. O seu médico irá se certificar de que você não está grávida antes de iniciar o tratamento com Diost.
O tratamento com Diost durante a amamentação não é recomendado. Dados disponíveis indicam que o dienogeste passa para o leite materno.
Deve-se decidir sobre a descontinuação da amamentação ou do tratamento com Diost considerando os benefícios da amamentação para a criança e os benefícios do tratamento com Diost para a mulher.
-Fertilidade Com base nos dados disponíveis, a ovulação é inibida na maioria das pacientes durante o tratamento com Diost, entretanto, Diost não é um contraceptivo. Deve-se utilizar um método contraceptivo não-hormonal como meio de prevenção da gravidez (veja o item “Outras condições”).
Baseado em dados disponíveis, o ciclo menstrual retorna ao normal no período de 2 meses após a interrupção do tratamento com Diost.
Peça orientações ao seu médico ou farmacêutico antes de usar Diost ou qualquer outro medicamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
- Interações medicamentosas Informe ao seu médico ou farmacêutico se você estiver usando ou usou recentemente qualquer outro medicamento, inclusive aqueles adquiridos sem prescrição médica. Também informe para qualquer outro médico ou dentista que prescrever outros medicamentos que você está tomando Diost.
O efeito de Diost pode ser reduzido por medicamentos contendo Erva-de-São-João e medicamentos usados para o tratamento de:
- epilepsia (por exemplo, fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, oxcarbazepina, topiramato, felbamato);
- tuberculose (por exemplo, rifampicina);
- outras infecções (antibióticos, tais como griseofulvina).
Os níveis de Diost no sangue podem aumentar com o uso dos seguintes medicamentos e substâncias:
- antifúngicos (por exemplo, itraconazol, voriconazol, fluconazol);
- antibióticos (eritromicina, claritromicina);
- medicamentos para pressão arterial (por exemplo, diltiazem, verapamil);
Os medicamentos a seguir podem apresentar um efeito variável nos níveis de Diost no seu sangue:
- inibidores da protease e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa para infecções por HIV/vírus da hepatite C.
- Diost com alimentos e bebidas Durante o tratamento com Diost, você deve evitar beber suco de toranja (“grapefruit”), pois os níveis de Diost em seu sangue podem se elevar e aumentar o risco de efeitos colaterais.
- Outras interações O uso de progestógenos pode influenciar os resultados de certos exames laboratoriais. Informe ao laboratório que você usa Diost e fale com seu médico.
- Habilidade para dirigir veículos ou operar máquinas Não foram observados efeitos.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Diost é um comprimido revestido circular, biconvexo, verde brilhante e sem vinco.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
A ingestão dos comprimidos de Diost pode ser iniciada em qualquer dia do ciclo menstrual.
A dose recomendada de Diost é de um comprimido por dia sem intervalo de pausa, tomado, preferencialmente, no mesmo horário todos os dias, com um pouco de líquido, se necessário. Os comprimidos devem ser tomados continuamente, independentemente do sangramento vaginal. Portanto, ao término de uma cartela, outra deve ser iniciada a seguir, sem interrupção.
- Informações adicionais para populações especiais
- Crianças e adolescentes Diost não é indicado para crianças antes da menarca.
- Pacientes com alteração do funcionamento dos rins Não há dados que sugiram a necessidade de ajuste de dose em pacientes com alteração da função dos rins.
- Duração do tratamento O seu médico irá informar por quanto tempo você deve tomar Diost.
- O que devo fazer em caso de distúrbios gastrintestinais (no estômago e nos intestinos), como vômito ou diarreia intensa?
Se ocorrer vômito ou diarreia intensa, a substância ativa do comprimido pode não ter sido absorvida completamente.
Se ocorrer vômito no período de 3 a 4 horas após a ingestão do comprimido, é como se você tivesse esquecido de tomá-lo. Portanto, siga o mesmo procedimento indicado no item “O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?”. Consulte seu médico em quadros de diarreia intensa.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
A eficácia de Diost pode ser diminuída em caso de esquecimento da tomada do medicamento, vômito e/ou diarreia intensos (se ocorrerem dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido). Em caso de esquecimento, tome apenas um comprimido assim que se lembrar e continue no dia seguinte a tomar os comprimidos no horário habitual.
Um comprimido não absorvido devido a vômito ou diarreia deve ser igualmente substituído por outro comprimido.
Se você interromper a ingestão de Diost, os sintomas originais de endometriose podem voltar a ocorrer.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Como todos os medicamentos, Diost pode causar efeitos indesejáveis, embora nem todas as pessoas apresentem estes efeitos. As reações adversas podem ser mais frequentes durante os primeiros meses após o início do tratamento com Diost e geralmente desaparecem com o uso continuado. Embora o seu fluxo menstrual possa permanecer inalterado, você também pode apresentar alterações em seu padrão de sangramento, como por exemplo, sangramento frequente, pouco frequente, irregular, prolongado ou este pode ser interrompido completamente.
Além das reações adversas listadas em outras seções (por exemplo, “Diost e a trombose” e “Diost e o câncer”), a seguir, são descritas as reações adversas que podem ocorrer com Diost em ordem de frequência:
Comum (pode afetar até 1 em 10 usuárias)
- aumento de peso;
- humor deprimido, problemas para dormir, nervosismo, perda do interesse sexual ou humor alterado;
- dor de cabeça ou enxaqueca;
- náusea, dor abdominal, gases, barriga inchada ou vômito;
- espinhas (acne) ou perda de cabelo;
- dor nas costas;
- desconforto nas mamas, cisto de ovário ou ondas de calor;
- sangramento vaginal/uterino, incluindo manchas (gotejamento);
- fraqueza ou irritabilidade.
Incomum (pode afetar até 1 em 100 usuárias)
- anemia;
- perda de peso ou aumento de apetite;
- ansiedade, depressão ou oscilação de humor;
- desequilíbrio do sistema nervoso autônomo (que controla funções involuntárias do organismo, tal como a transpiração) ou distúrbios da atenção;
- ressecamento dos olhos;
- zumbidos;
- problemas circulatórios inespecíficos ou palpitações;
- pressão arterial baixa;
- falta de ar;
- diarreia, constipação, desconforto abdominal, inflamação do estômago e intestino (inflamação gastrintestinal), inflamação da gengiva (gengivite);
- ressecamento da pele, suor excessivo, coceira por todo o corpo, padrão masculino de crescimento de pelos (hirsutismo), unhas frágeis, caspa, dermatite, crescimento anormal de cabelo, reação de hipersensibilidade à luz ou problemas na pigmentação da pele;
- dor nos ossos, espasmos musculares, dor e/ou sensação de peso nos braços, mãos, pernas ou pés;
- infecção do trato urinário;
- candidíase vaginal, ressecamento da região genital, corrimento vaginal, dor pélvica, inflamação por atrofia da mucosa da vulva e da vagina com corrimento (vulvovaginite atrófica) ou caroço (s) nas mamas (massa, doença fibrocística ou endurecimento das mamas);
- inchaço por retenção de líquidos.
Se você apresentar qualquer reação adversa, inclusive uma possível reação que não esteja descrita nesta bula, fale com seu médico.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Você não deve tomar mais comprimidos de Diost do que a quantidade indicada pelo seu médico.
Não houve relatos de efeitos prejudiciais graves da ingestão de muitos comprimidos de Diost de uma só vez. Não há antídoto específico. Se você descobrir que uma criança tomou Diost, procure seu médico.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro M.S: 1.1462.0009 Farmacêutica Responsável: Rita de Cássia Oliveira Mate - CRF-SP nº 19.594 Registrado por: MYRALIS INDÚSTRIA FARMACÊUTICA LTDA.
Rua Rogélia Gallardo Alonso, 650, Distrito Industrial - Caixa Postal 011 CEP: 13864-304 / Aguaí - SP
Cnpj: 17.440.261/0001-25
INDÚSTRIA BRASILEIRA Fabricado por: EUROFARMA LABORATÓRIOS S.A.
Itapevi – SP
Indústria brasileira
Venda sob prescrição médica
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
DIOST (dienogeste)
Myralis indústria farmacêutica ltda.
COMPRIMIDO REVESTIDO 2 mg
DIOST dienogeste
Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência.
Apresentações
Comprimidos revestidos 2 mg – caixa com 28, 30, 56, 60, 84 ou 90 comprimidos revestidos.
Uso oral
Uso adulto e pediátrico acima de 12 anos
Composição
Cada comprimido revestido contém: dienogeste............................................................................................................................................................................................................2mg Excipientes: dextroalfatocoferol, croscarmelose sódica, hipromelose, celulose microcristalina, lactose monoidratada, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, álcool polivinílico, dióxido de titânio, macrogol, talco, óxido de ferro preto, corante laca amarelo de quinolina, mica e polissorbato 80.
Indicações
Tratamento da endometriose.
Resultados de eficácia
Foi demonstrada a superioridade de dienogeste em relação ao placebo na redução da dor pélvica associada à endometriose (DPAE) e redução clinicamente significativa da dor comparada aos valores iniciais em um estudo de 3 meses incluindo 102 pacientes com dienogeste.
A DPAE foi medida com uma escala visual analógica (EVA) (0 – 100 mm). Após 3 meses de tratamento com dienogeste, foram demonstradas diferenças estatisticamente significativas em comparação ao placebo (Δ = 12,3 mm; IC de 95%: 6,4 – 18,1; p < 0,0001) e redução clinicamente significativa da dor em comparação dos valores iniciais (redução média = 27,4 mm ± 22,9).
Após 3 meses de tratamento, foi alcançada redução da DPAE de cerca de 50% ou mais sem aumento relevante da medicação concomitante para dor em 37,3% das pacientes tratadas com dienogeste (versus placebo: 19,8%); uma redução de DPAE de cerca de 75% ou mais sem aumento relevante da medicação para dor foi alcançada em 18,6% das pacientes tratadas com dienogeste (versus placebo: 7,3%).
Este estudo controlado com placebo foi estendido de forma aberta e seus resultados demonstraram melhora contínua da endometriose associada à dor pélvica com uma duração de tratamento de até 15 meses (redução média ao final do tratamento = 43,2 ± 21,7 mm) da EVA.
Adicionalmente, a eficácia na dor pélvica associada à endometriose foi demonstrada em um estudo comparativo de 6 meses com dienogeste comparado ao análogo do GnRH acetato de leuprorelina (AL) incluindo 120 pacientes em tratamento com dienogeste. A DPAE também foi avaliada por meio de EVA (0 – 100 mm). Foi observada redução clinicamente significativa da dor em comparação aos valores iniciais em ambos os grupos de tratamento (dienogeste: 47,5 ± 28,8 mm versus AL: 46,0 ± 24,8 mm). Foi demonstrada não-inferioridade de dienogeste versus o AL com base em uma margem pré-definida de 15 mm (p < 0,0001).
Três estudos incluindo um total de 252 pacientes que receberam diariamente 2 mg de dienogeste demonstraram redução substancia l das lesões endometrióticas após 6 meses de tratamento.
Em um estudo pequeno (n = 8 por grupo de dose), uma dose diária de 1 mg de dienogeste demonstrou induzir um estado anovulatório após 1 mês de tratamento. O dienogeste não foi testado para eficácia contraceptiva em estudos maiores.
A eficácia de dienogeste foi demonstrada no tratamento dos sintomas relacionados à endometriose (dor pélvica, dismenorreia e dispareunia) em um estudo de 12 meses, com 111 meninas adolescentes (após menarca, entre 12 a 18 anos de idade).
Características farmacológicas
- Propriedades farmacodinâmicas O dienogeste é um derivado da nortestosterona com atividade antiandrogênica de aproximadamente um terço da atividade do acetato de ciproterona. O dienogeste liga-se ao receptor de progesterona no útero humano com apenas 10% da afinidade relativa da progesterona. Apesar de sua baixa afinidade pelo receptor de progesterona, o dienogeste apresenta potente efeito progestogênico in vivo. O dienogeste não apresenta atividade androgênica, mineralocorticoide ou glicocorticoide significativa in vivo.
Mecanismo de ação O dienogeste age na sobre a endometriose reduzindo a produção endógena de estradiol e desta forma, suprimindo os efeitos tróficos deste hormônio tanto sobre o endométrio eutópico quanto no ectópico. Quando administrado continuamente, o dienogeste leva a um ambiente endócrino hipoestrogênico, hipergestagênico, causando inicialmente decidualização do tecido endometrial e, em seguida atrofia das lesões endometrióticas.
Propriedades adicionais, tais como efeitos antiangiogênicos e imunológicos, parecem contribuir para a ação inibitória do dienogeste sobre a proliferação celular.
Dados de segurança Os níveis de estrogênio endógeno são apenas moderadamente suprimidos durante o tratamento com dienogeste.
A densidade mineral óssea (DMO) foi avaliada em 21 pacientes adultas antes e após 6 meses do tratamento e não houve redução na média da DMO. Em um estudo de 12 meses, envolvendo103 adolescentes, a alteração relativa média na DMO da coluna lombar (L2-L4) a partir da linha de base foi de -1,2%. Em um subgrupo de pacientes DMO reduzida, foi realizada uma avaliação de acompanhamento seis meses após o fim do tratamento que mostrou aumento na DMO em direção aos valores basais.
Não foi observado impacto significativo nos parâmetros laboratoriais padrão, incluindo hematologia, bioquímica do sangue, enzimas hepáticas, lipídeos e hemoglobina glicosilada (HbA1C) durante o tratamento com dienogeste até 15 meses (n = 168).
- Propriedades farmacocinéticas Absorção O dienogeste administrado por via oral é rapidamente e quase completamente absorvido.
Concentrações séricas máximas de 47 ng/mL são alcançadas em aproximadamente 1,5 horas após ingestão de dose única. A biodisponibilidade é de cerca de 91%. A farmacocinética do dienogeste é proporcional à dose no intervalo de 1 a 8 mg.
- Distribuição O dienogeste liga-se à albumina sérica e não se liga à globulina de ligação dos hormônios sexuais (SHBG) nem à globulina de ligação dos corticoides (CBG). Dez por cento do total das concentrações séricas do medicamento é representado pelo esteroide livre e 90% pelo esteroide ligado de forma não específica à albumina.
O volume aparente de distribuição (Vd/F) do dienogeste é de 40 L.
- Metabolismo / Biotransformação O dienogeste é completamente metabolizado pelas vias conhecidas do metabolismo dos esteroides, com a formação de metabólitos em sua maior parte endocrinologicamente inativos.
Com base em estudos in vitro e in vivo, a enzima 3A4 do citocromo P450 (CYP3A4) é a principal enzima envolvida no metabolismo do dienogeste.
Os metabólitos são excretados muito rapidamente e a fração predominante no plasma é a forma inalterada do dienogeste.
A taxa de depuração metabólica sérica Cl/F é de 64 mL/min.
- Eliminação / Excreção Os níveis séricos de dienogeste diminuem em duas fases. A fase de disposição terminal é caracterizada por meia-vida de aproximadamente 9 a 10 horas. O dienogeste é excretado na forma de metabólitos que são excretados em uma razão urina/fezes de cerca de 3:1, após administração oral de 0,1 mg/Kg. A meia-vida de excreção urinária dos metabólitos é de 14 horas. Após administração oral, aproximadamente 86% da dose administrada é eliminada dentro de 6 dias, a maior parte sendo excretada dentro das primeiras 24 horas, principalmente na urina.
- Condições no estado de equilíbrio A farmacocinética do dienogeste não é influenciada pelos níveis de SHBG. Após ingestão diária, os níveis séricos do medicamento aumentam cerca de 1,24 vezes, alcançando as condições do estado equilíbrio após 4 dias de tratamento. A farmacocinética do dienogeste após administração repetida de dienogeste pode ser prevista a partir da farmacocinética de dose única.
- Dados pré-clínicos de segurança Os dados pré-clínicos não revelaram risco especial para seres humanos com base em estudos convencionais de farmacologia de segurança, toxicidade de dose repetida, genotoxicidade, potencial carcinogênico e toxicidade para a reprodução. No entanto, deve -se ter em mente que esteroides sexuais podem promover o crescimento de certos tecidos e tumores dependentes desses hormônios.
Contraindicações
Diost não deve ser utilizado na presença de qualquer uma das condições listadas abaixo, as quais são parcialmente provenientes de i nformação sobre outros medicamentos contendo somente progestógeno. Caso a paciente apresente qualquer uma dessas condições durante o uso de Diost, o tratamento deve ser descontinuado imediatamente:
- distúrbio tromboembólico venoso em atividade;
- presença ou histórico de doença cardiovascular e arterial (por exemplo, infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral, doe nça cardíaca isquêmica);
- diabetes mellitus com envolvimento vascular;
- presença ou histórico de hepatopatia grave enquanto os valores da função hepática não retornarem ao normal;
- presença ou histórico de tumor hepático (benigno ou maligno);
- suspeita ou dia gnóstico de neoplasias dependentes de hormônios sexuais;
- sangramento vaginal não diagnosticado;
- hipersensibilidade à substância ativa ou a qualquer um dos componentes da formulação.
Advertências e precauções
Antes de iniciar o tratamento com Dios t, deve -se excluir a possibilidade de gravidez (veja o item “Gravidez e lactação”).
Durante o tratamento, as pacientes devem ser orientadas a utilizar métodos contraceptivos não hormonais (por exemplo, método de barreira), caso seja necessário prevenir a gravidez.
O dienogeste não foi investigado quanto à eficácia contraceptiva, mas foi demonstrado em um estudo envolvendo 8 mulheres, que 1 mg de dienogeste é capaz de induzir a um estado anovulatório após 1 mês de tratamento.
Gestações que ocorrem entre u suárias de contraceptivos contendo somente progestógeno (por exemplo, minipílula) têm maior probabilidade de serem ectópicas do que as gestações entre usuárias de contraceptivos orais combinados. Portanto, em mulheres com histórico de gravidez extrauterina ou de alteração da função das trompas, o uso de Diost deve ser decidido apenas após cuidadosa avaliação da relação risco/bene fício.
Diost é um medicamento que contém somente progestógeno, portanto, deve -se considerar que as precauções e advertências para o uso de todos os medicamentos que contém somente progestógeno são válidas também para o seu uso, embora nem todas as precauções e advertênc ias estejam baseadas em achados dos estudos clínicos realizados com dienogeste.
Caso qualquer uma das condições/fa tores de risco descritos abaixo esteja presente ou se agrave, deve -se analisar individualmente a relação risco/benefício antes de iniciar ou continuar o tratamento com Diost.
- Distúrbios circulatórios A partir de estudos epidemiológicos, há pouca evidê ncia de associação entre o uso de medicamentos contendo somente progestógeno o risco aumentado de infarto do miocárdio ou tromboembolismo cerebral. O risco de eventos cerebrais e cardiovasculares está mais rela cionado ao aumento da idade, hipertensão e tab agismo. Em mulheres com hipertensão, o risco de acidente vascular cerebral pode ser levemente aumentado por medicamentos contendo somente progestógeno.
Alguns estudos indicam que pode haver risco levemente aumentado de tromboembolismo venoso (trombose venosa profunda, embolia pulmonar), sem significância estatística, associado ao uso de medicamentos contendo somente progestógeno. Fatores de risco para tromboembolismo venoso (TEV) geralmente reconhecidos incluem: histórico pessoal ou familiar positivo (TEV em um irmão ou parente em idade relativamente jovem), idade, obesidade, imobilização prolongada, cirurgia de grande porte ou trauma extenso. Em caso de imobilização prolongada, é recomendável descontinuar o uso de Diost (no caso de cirurgia eletiva, com pelo menos 4 semanas de antecedência) e não reiniciar o tratamento até que sejam decorridas 2 semanas após a recuperação completa da mobilidade.
O risco aumentado de tromboembolismo no puerpério deve ser considerado.
O tratamento deve ser interrompido imediatamente caso haja suspeita ou sintomas de evento trombótico venoso ou arterial.
- Tumores Em uma metanálise de 54 estudos epidemiológicos foi relatado leve aumento do risco relativo (RR = 1,24) de câncer de mama diagnosticado em usuárias de contraceptivos orais (COs), principalmente aqueles contendo a combinação progestógeno-estrogênio. O excesso de risco desaparece gradualmente ao longo dos 10 anos subsequentes à suspensão do contraceptivo oral combinado (COC). Uma vez que o câncer de mama é raro em mulheres com menos de 40 anos, o aumento de cânceres de mama diagnosticados em usuárias atuais e recentes de COCs é pequeno em relação ao risco global de câncer de mama. O risco de ter câncer de mama diagnosticado em usuárias de pílulas contendo somente progestógeno é possivelmente de magnitude semelhante àquele associado ao COC. No entanto, para medicamentos contendo somente progestógeno, a evidência é baseada em populações de usuárias muito menores e, portanto, é menos conclusiva do que para COCs. Estes estudos não fornecem evidência de relação causal. O padrão observado de aumento de risco pode ser devido ao diagnóstico mais precoce de câncer de mama em usuárias de COCs, aos efeitos biológicos dos COCs ou à combinação de ambos. Casos de câncer de mama diagnosticados em usuárias habituais de COCs tendem a ser clinicamente menos avançados do que os diagnosticados em mulheres que nunca utilizaram COCs.
Em casos raros, tumores hepáticos benignos, e ainda mais raramente, tumores hepáticos malignos foram relatados em usuárias de substâncias hormonais, tais como a contida em dienogeste. Em casos isolados, estes tumores levaram a hemorragias intra-abdominais com risco para a vida da paciente. A possibilidade de tumor hepático deve ser considerada no diagnóstico diferencial em caso de dor abdominal superior intensa, hepatomegalia ou sinais de hemorragia intra-abdominal em mulheres usuárias de dienogeste.
- Alterações no padrão de sangramento O tratamento com dienogeste afeta o padrão de sangramento menstrual na maioria das mulheres (veja o item “Reações Adversas”).
Sangramento uterino, por exemplo, em mulheres com adenomiose ou leiomiomatose uterinas, pode ser agravado pelo uso de dienogeste. Se o sangramento for intenso e contínuo ao longo do tempo, pode levar à anemia (grave em alguns casos). Nestes casos, deve -se considerar a descontinuação de Diost.
- Alterações na Densidade Mineral Óssea (DMO) O uso de dienogeste em adolescentes (12 a 18 anos), durante um período de tratamento de 12 meses, foi associado com uma redução média de 1,2% na Densidade Mineral Óssea (DMO) na coluna lombar. Após a interrupção do tratamento, a DMO voltou a aumentar nestas pacientes.
A perda de DMO é particularmente preocupante durante a adolescência e início da fase adulta, período crítico de formação óssea. Não se sabe se a diminuição da DMO nesta população irá diminuir o pico de massa óssea e aumentar o risco de fraturas na vida adulta (veja itens “Posologia e modo de usar – Pacientes pediátricos” e “Características Farmacológicas – Propriedades farmacodinâmicas - Dados de segurança”).
Portanto, o médico deve avaliar os benefícios de Diost (dienogeste) contra os possíveis riscos para cada paciente adolescente individualmente, considerando também a presença de fatores de risco significativos para osteoporose (por exemplo, doença óssea metabólica, histórico familiar de osteoporose, índice de massa corporal baixo ou distúrbios alimentares, tais como anorexia nervosa ou bulimia, uso crônico de medicamentos que podem reduzir a massa óssea, por exemplo anticonvulsivantes ou corticosteroides, fratura prévia por trauma leve, abuso de álcool e/ou tabagismo).
A ingestão adequada de cálcio e vitamina D, seja a partir da dieta ou de suplementos, é importante para a saúde óssea de mulh eres de todas as idades.
Não foi observada diminuição da DMO em adultos (veja item “Características Farmacológicas”).
- Outras condições Pacientes que apresentam histórico de depressão devem ser cuidadosamente observados e o medicamento deve ser descontinuado em caso de agravamento da depressão.
De modo geral, dienogeste parece não afetar a pressão arterial em mulheres normotensas. Entretanto, caso hipertensão clinicamente significativa se desenvolva e se mantenha durante o uso de Diost, recomenda-se descontinuar o uso do medicamento e tratar a hipertensão.
Recorrência de icterícia colestática e/ou prurido que ocorreram durante gravidez ou uso anterior de esteroides sexuais requer a descontinuação de Diost.
Diost pode apresentar leve efeito sobre a resistência periférica à insulina e tolerância à glicose. Mulheres diabéticas, sobretudo aquelas com histórico de diabetes mellitus gestacional, devem ser cuidadosamente observadas durante o uso de Diost.
Ocasionalmente pode ocorrer cloasma, principalmente em mulheres com histórico de cloasma gravídico. Mulheres com tendência a cloasma devem evitar exposição ao sol ou à radiação ultravioleta durante o tratamento com Diost.
Podem ocorrer folículos ovarianos persistentes (frequentemente referidos como cistos funcionais do ovário) durante o uso de dienogeste. A maioria destes folículos é assintomática, embora alguns possam ser acompanhados de dor pélvica.
- Exames médicos Deve-se obter histórico médico completo, bem como realizar exames físico e ginecológico antes do início ou reinstituição do uso Diost, considerando os itens descritos em “Contraindicações” e “Advertências e Precauções”. Estes acompanhamentos devem ser repetidos regularmente durante o tratamento de Diost. A frequência e a natureza destas avaliações devem ser individualizadas para cada mulher, mas em geral, devem dedicar atenção especial à pressão arterial, mamas, abdome e órgãos pélvicos e incluir citologia cervical.
Gravidez, Lactação e Fertilidade
- Gravidez Dados sobre o uso de dienogeste em mulheres grávidas são limitados. Estudos em animais e dados de mulheres expostas ao dienogeste durante a gestação não revelaram riscos especiais sobre a gravidez, o desenvolvimento embrionário/fetal, nascimento ou desenvolvimento pós-natal para humanos (veja o item “Dados pré-clínicos de segurança”).
Entretanto, Diost não deve ser administrado a mulheres grávidas uma vez que não há necessidade de tratar a endometriose durante a gravidez.
Categoria B – Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
- Lactação O tratamento com Diost durante a lactação não é recomendado. Propriedades físico-químicas e dados de animais indicam que o dienogeste é excretado no leite materno. Deve-se optar por descontinuar a amamentação ou o tratamento com Diost levando-se em consideração os benefícios da amamentação para a criança e os da terapia para a mulher.
- Fertilidade Com base nos dados disponíveis, a ovulação é inibida na maioria das pacientes durante o tratamento com Diost. Entretanto, Diost não é um contraceptivo.
Caso seja necessário prevenir a gravidez, deve-se utilizar um método contraceptivo não-hormonal (veja item “Advertências e Precauções””).
Com base nos dados disponíveis, o ciclo menstrual retorna ao normal no período de 2 meses após a interrupção do tratamento com Diost.
- Efeitos na habilidade de dirigir veículos e operar máquinas Não são conhecidos.
Interações medicamentosas
Deve-se consultar também as informações contidas na bula do medicamento utilizado concomitantemente para verificar possíveis interações.
- Efeitos de outros medicamentos sobre Diost As progestinas, incluindo o dienogeste, são metabolizadas principalmente pela enzima 3A4 do sistema do citocromo P450 (CYP 3A4) localizado na mucosa intestinal e no fígado. Portanto, indutores ou inibidores do CYP3A4 podem afetar o metabolismo de um progestógeno.
A depuração aumentada de hormônios sexuais devido à indução enzimática pode diminuir o efeito terapêutico de dienogeste e resultar em reações adversas, tais como, alterações no perfil de sangramento uterino.
A depuração reduzida de hormônios sexuais devido à inibição enzimática pode aumentar a exposição ao dienogeste e resultar em reações adversas.
- Substâncias que aumentam a depuração de hormônios sexuais (redução da eficácia pela indução enzimática), por exemplo:
A fenitoína, barbitúricos, primidona, carbamazepina, rifampicina e possivelmente também oxcarbazepina, topiramato, felbamato, griseofulvina e produtos contendo erva-de-São João.
A indução enzimática já pode ser observada após alguns dias de tratamento. De modo geral, observa-se indução enzimática máxima dentro de algumas semanas. Após a interrupção do tratamento a indução enzimática pode ser mantida durante aproximadamente 4 semanas.
O efeito indutor da rifampicina sobre o CYP3A4 foi estudado em mulheres sadias na pós-menopausa. A coadministração de rifampicina com comprimidos de valerato de estadiol/dienogeste causou quedas significativas das concentrações no estado de equilíbrio e nas exposições sistêmicas do dienogeste. A exposição sistêmica ao dienogeste no estado de equilíbrio, medida pela área sob a curva (0 – 24h), foi diminuída em cerca de 83%.
- Substâncias com efeitos variáveis na depuração de hormônios sexuais, por exemplo:
Quando coadministrados com hormônios sexuais, muitos inibidores das proteases e inibidores não nucleosídeos da transcriptase reversa dos vírus da imunodeficiência humana (HIV) e da hepatite C (HCV), podem aumentar ou diminuir as concentrações plasmáticas da progestina. Em alguns casos, estas alterações podem ser clinicamente relevantes.
- Substâncias que diminuem a depuração de hormônios sexuais (inibidores enzimáticos) O dienogeste é um substrato da enzima 3A4 do citocromo P450 (CYP).
Inibidores potentes e moderados do CYP3A4, tais como antifúngicos azólicos (por exemplo, itraconazol, voriconazol, fluconazol), verapamil, macrolídeos (por exemplo, claritromicina, eritromicina), diltiazem e suco de toranja (“grapefruit”) podem aumentar as concentrações plasmáticas desta progestina.
Em um estudo que investigou o efeito de inibidores do CYP3A4 (cetoconazol, eritromicina) na combinação valerato de estradiol/dienogeste, os níveis plasmáticos no estado de equilíbrio de dienogeste aumentaram. A coadministração com o potente inibidor cetoconazol resultou em aumento de 2,86 vezes da AUC (0-24 h) de dienogeste, no estado de equilíbrio para o dienogeste. Quando coadministrado com o inibidor moderado eritromicina, a AUC (0-24 h) de dienogeste no estado de equilíbrio aumentou em 1,62 vezes. A relevância clínica destas interações é desconhecida.
- Efeitos do dienogeste em outros medicamentos Com base em estudos de inibição in vitro, é improvável que haja interação clinicamente relevante entre dienogeste e o metabolismo de outros medicamentos mediado pelo do citocromo P450.
- Interações com alimentos Uma refeição padronizada com alto teor de gordura não afetou a biodisponibilidade de dienogeste.
- Outras formas de interação O uso de progestinas pode influenciar os resultados de certos exames laboratoriais, incluindo parâmetros bioquímicos do fígado, da tireoide, das funções renal e adrenal, níveis plasmáticos de proteínas (carreadoras), por exemplo, frações lipoproteicas/lipídicas, parâmetros do metabolismo de carboidratos e parâmetros da coagulação e fibrinólise.
De modo geral, as alterações laboratoriais permanecem dentro da faixa normal.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade.
O prazo de validade é de 36 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem do produto.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Diost é um comprimido revestido circular, biconvexo, verde brilhante e sem vinco.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
- Método de administração Uso oral.
A ingestão dos comprimidos de Diost pode ser iniciada em qualquer dia do ciclo menstrual.
A dose de Diost é de um comprimido por dia sem intervalo de pausa, tomado, preferencialmente, no mesmo horário todos os dias, com um pouco de líquido, se necessário. Os comprimidos devem ser tomados continuamente, independentemente de sangramento vaginal.
Ao término de uma cartela, a próxima deve ser iniciada, sem interrupção.
A eficácia de Diost pode estar reduzida em caso de esquecimento da tomada de comprimidos, vômito e/ou diarreia (se ocorrer dentro de 3 a 4 horas após a ingestão de um comprimido). Em caso de comprimido(s) esquecido(s), a mulher deve tomar apenas um comprimido, assim que se lembrar e continuar no dia seguinte a tomar os comprimidos no horário habitual. Um comprimido não absorvido devido a vômito ou diarreia deve ser igualmente substituído por outro comprimido.
Informações adicionais para populações especiais
- Pacientes pediátricas Diost não é indicado para crianças e jovens antes da menarca.
A eficácia de dienogeste foi demonstrada no tratamento de dor pélvica associada a endometriose em pacientes adolescentes (12 a 18 anos), com perfil geral de segurança e tolerabilidade favorável.
O uso de dienogeste em adolescentes, durante um período de tratamento de 12 meses foi associado com uma redução média da Densidade Mineral Óssea (DMO) da coluna lombar de 1,2%. Após a interrupção do tratamento, a DMO voltou a aumentar nestas pacientes.
A perda da DMO é particularmente preocupante durante a adolescência e início da fase adulta, período crítico de formação óssea. Não se sabe se a diminuição da DMO nesta população irá diminuir o pico de massa óssea e aumentar o risco de fraturas futuras na vida adulta.
Portanto, o médico deve avaliar os benefícios de Diost contra os possíveis riscos para cada paciente adolescente individualmente (veja itens “Advertências e Precauções” e “Características Farmacológicas”).
- População geriátrica Não há indicação relevante para o uso de dienogeste na população geriátrica.
- Pacientes com alteração hepática Este medicamento é contraindicado em pacientes com presença ou histórico de doença hepática grave (veja o item “Contraindicaç ões”).
- Pacientes com alteração renal Não há dados que sugiram a necessidade de ajuste de dose em pacientes com alteração renal.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Reações adversas
Resumo do perfil de segurança As reações adversas são mais frequentes durante os primeiros meses após o iníc io da ingestão de dienogeste e diminuem ao longo do tratamento.
As seguintes reações adversas foram relatadas em usuárias de dienogeste.
As reações adversas relatadas mais frequentemente durante o tratamento com dienogeste que foram consideradas pelo menos possivelmente relacionadas à dienogeste foram: cefaleia (9,0%), desconforto nas mamas (5,4%), humor deprimido (5,1%) e acne (5,1%).
- Lista tabulada das reações adversas Tabela 1: Frequências das reações adversas ao medicamento de acordo com a classificação por sistema corpóreo (MedDRA SOCs) relatadas com dienogeste estão resumidas na tabela abaixo. Dentro de cada grupo de frequência, as reações adversas estão apresentadas em ordem decrescente de frequência. As frequências são definidas como comum (≥ 1/100 a < 1/10) e incomum (≥ 1/1.000 a < 1/100)*. As frequências estão baseadas nos dados agrupados de 4 estudos clínicos, incluindo 332 pacientes (100,0%).
Tabela 1: Frequência relativa categorizada de mulheres (número e % de mulheres) com reações adversas ao medicamento, por MedDRA SOC, grupo de 2 mg de dienogeste – com base em dados agrupados de quatro ensaios clínicos, incluindo 332 pacientes (100%).
Classificação por sistema corpóreo Comum Incomum Distúrbios do sistema sanguíneo e linfático Anemia (1; 0,3%) Distúrbios metabólicos e nutricionais Aumento de peso (12; 3,6%) Diminuição de peso (1; 0,3%) Aumento de apetite (1; 0,3%) Distúrbios psiquiátricos Humor deprimido (17; 5,1%) Distúrbios do sono I (7; 2,1%) Nervosismo (5; 1,5%) Perda de libido (5; 1,5%) Humor alterado (4; 1,2%) Ansiedade (2; 0,6%) Depressão (2; 0,6%) Oscilações de Humor (1; 0,3%) Distúrbios do sistema nervoso Cefaleia (30; 9,0%) Enxaqueca (4; 1,2%) Desequilíbrio do sistema nervoso autônomo (3; 0,9%) Distúrbio da atenção (2; 0,6%) Distúrbios oculares Ressecamento dos olhos (1; 0,3%) Distúrbios auditivos e do labirinto Zumbido (1; 0,3%) Distúrbios cardíacos Distúrbios inespecíficos do sistema circulatório (1; 0,3%) Palpitações (1; 0,3%) Distúrbios vasculares Hipotensão (1; 0,3%) Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Dispneia (1; 0,3%) Distúrbios gastrintestinais Náusea (14; 4,2%) Dor abdominal II (12; 3,6%) Flatulência (10; 3,0%) Distensão abdominal (4; 1,2%) Vômito (4; 1,2%) Diarreia (2; 0,6%) Constipação (2; 0,6%) Desconforto abdominal (2; 0,6%) Inflamação gastrintestinal
III (2; 0,6%) Gengivite (1; 0,3%) Distúrbios da pele e dos tecidos subcutâneos Acne (17; 5,1%) Alopecia (5; 1,5%) Pele seca (3; 0,9%) Hiperidrose (2; 0,6%) Prurido (2; 0,6%) Hirsutismo (1; 0,3%) Onicólise (1; 0,3%) Caspa (1; 0,3%) Dermatite (1; 0,3%) Crescimento anormal de pelos (1;
0,3%) Reação de fotossensibilidade (1; 0,3%) Distúrbio de pigmentação (1; 0,3%) Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Dor nas costas (4; 1,2%) Dor óssea (1; 0,3%) Espasmos musculares (1; 0,3%) Dor na extremidade (1;0,3%) Peso nas extremidades (1; 0,3%) Distúrbios renais e urinários Infecção do trato urinário IV (2; 0,6%) Distúrbios do sistema reprodutivo e das mamas Desconforto das mamas V (18; 5,4%) Cisto ovariano VI (10; 3,0%) Ondas de calor (9; 2,7%) Sangramento uterino/vaginal incluindo gotejamento (“spotting”)
VII VIII (5; 1,5%) Candidíase vaginal (3; 0,9%) Ressecamento vulvovaginal IX (3;
0,9%) Corrimento genital X (2; 0,6%) Dor pélvica (2; 0,6%) Vulvovaginite atrófica (1; 0,3%) Nódulo(s) mamário(s) (1; 0,3%) Doença fibrocística da mama (1; 0,3) Endurecimento da mama (1; 0,3%) Distúrbios gerais e condições no local da administração Condições astênicas XI (10; 3,0%) Irritabilidade (5; 1,5%) Edema
XII (2; 0,6%)
- Foi utilizado o termo MedDRA (versão 11.0) mais apropriado para descrever uma determinada reação adversa. Sinônimos ou condições relacionadas não estão listados, mas também devem ser considerados.
I distúrbios do sono consistem em distúrbio do sono (5; 1,5%), insônia (2; 0,6%) II dor abdominal consiste em dor abdominal (5; 1,5%), dor abdominal inferior (5; 1,5%), dor no abdome superior (2; 0,6%) III inflamação gastrintestinal consiste em inflamação gastrintestinal (1; 0,3%), gastrite (1; 0,3%) IV infecção do trato urinário consiste em infecção do trato urinário (1; 0,3%), cistite (1; 0,3%) V desconforto das mamas consiste em desconforto das mamas (11; 3,3%), ingurgitamento das mamas (4; 1,2%), dor nas mamas (3; 0,9%) VI cisto ovariano consiste em cisto ovariano (9; 2,7%), cisto ovariano hemorrágico (1; 0,3%) VII sangramento vaginal/uterino incluindo gotejamento (“spotting”) consiste de sangramento uterino disfuncional (1; 0,3%), metrorragia (1;
0,3%), menorragia (1; 0,3%), hemorragia uterina (1; 0,3%), hemorragia vaginal (1; 0,3%) VIII de acordo com os registros de sangramento, ocorreram irregularidades no sangramento menstrual mais frequentemente, mas de modo geral, não foram relatados como reação adversa pelas pacientes. Veja o texto abaixo da tabela para mais informações.
IX ressecamento vulvovaginal consiste em ressecamento vulvovaginal (2; 0,6%), ressecamento da mucosa vaginal (1; 0,3%) X corrimento genital consiste em corrimento genital (1; 0,3%) e corrimento vaginal (1; 0,3%) XI condições astênicas consistem em fadiga (6; 1,8%), astenia (2; 0,6%), mal-estar (2; 0,6%) XII edema consiste em edema (1; 0,3%), edema facial (1; 0,3%) Descrição das reações adversas selecionadas
- Irregularidades do sangramento uterino Os padrões de sangramento menstrual foram avaliados sistematicamente utilizando os diários das pacientes, e foram analisados utilizando o método do período de referência de 90 dias (OMS). Durante o primeiro período de referência (por exemplo, primeiros 90 dias de tratamento com dienogeste): os seguintes padrões de sangramento foram observados (n = 290; 100%): amenorreia (1,7%), sangramento pouco frequente (27,2%), sangramento frequente (13,4%), sangramento irregular (35,2%), sangramento prolongado (38,3%), sangramento normal, isto é, nenhuma das categorias anteriores (19,7%) XIII. Durante o quarto período de referência os seguintes padrões de sangramento foram observados (n = 149; 100%): amenorreia (28,2%), sangramento pouco frequente (24,2%), sangramento frequente (2,7%), sangramento irregular (21,5%), sangramento prolongado (4,0%), sangramento normal, isto é, nenhuma das categorias anteriores (22,8%) XIII. Alterações nos padrões de sangramento menstrual foram relatados apenas ocasionalmente como reações adversas pelas pacientes (veja Tabela 1).
XIII Totaliza mais de 100% porque uma paciente pode ser enquadrada em mais de uma categoria simultaneamente, por exemplo “sangramento frequente” e “sangramento irregular”.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Estudos de toxicidade aguda realizados com dienogeste não indicaram risco de efeitos adversos agudos em caso de ingestão inadvertida de múltiplas doses terapêuticas diárias. Não há antídoto específico. 20 a 30 mg de dienogeste por dia (dose 10 a 15 vezes mais elevada do que dienogeste) por mais de 24 semanas de uso foram muito bem toleradas.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro M.S: 1.1462.0009 Farmacêutica Responsável: Rita de Cássia Oliveira Mate - CRF-SP nº 19.594 Registrado por: Myralis Indústria Farmacêutica Ltda.
Rua Rogélia Gallardo Alonso, 650 - Caixa Postal 011 CEP: 13.864-304 / Aguaí - SP
CNPJ: 17.440.261/0001-25 Indústria Brasileira Fabricado por: Eurofarma Laboratórios S.A.
Itapevi – SP Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 2 MG COM REV CT BL AL PLAS TRANS X 30 | 7898430191893 | R$ 105,57 |