Pular para o conteúdo
Bulas de Remédios

Didrogesterona

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · progestagenos simples.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoDidrogesterona
Classe terapêuticaProgestagenos simples
Medicamento de referênciaDuphaston
Nomes comerciais1 de 1 fabricante
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 35,09
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA · 30/11/2021
PARA QUE SERVE

DUPHASTON ® (didrogesterona) é indicado para o tratamento de:  menstruação dolorosa;  endometriose (crescimento fora do padrão do tecido que forra a parte interna do útero);  interrupção da menstruação antes da menopausa;  ciclos menstruais irregulares;  fluxo menstrual muito intenso ou que…

COMO USAR

Sempre tome DUPHASTON ® exatamente como seu médico prescreveu. Você deve checar com seu médico ou farmacêutico se você não tem certeza. Seu médico irá ajustar a dose para atender você.

EFEITOS COLATERAIS

Como todos os medicamentos, DUPHASTON ® pode causar reações adversas, embora nem todas pacientes as vivenciem. Reações adversas que podem ocorrer tomando DUPHASTON ®.

QUEM NÃO DEVE USAR

Não tome DUPHASTON ® se:  você é alérgica (hipersensível) à didrogesterona ou a qualquer um dos componentes da formulação;  você tem, ou teve um tumor que é agravado pela progesterona, como um tumor no cérebro chamado de “meningioma”;  você tem sangramento vaginal de causa desconhecida;  se…

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Duphaston

Referência · Abbott Laboratórios do Brasil Ltda · Reg. MS 1.0553.0347 · bula de 30/11/2021

Versão para o paciente

—

Identificação do medicamento

Bula do paciente

DUPHASTON ® (didrogesterona)

ABBOTT LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA Comprimidos Revestidos 10 mg Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

Cep: 04566-905 t: (11) 5536-7000

Bula do paciente

DUPHASTON ® didrogesterona

—

Apresentações

DUPHASTON ® (didrogesterona) comprimido revestido de 10 mg: embalagem com 14 ou 28 comprimidos.

Via oral

Uso adulto

—

Composição

Cada comprimido revestido de DUPHASTON ® 10 mg contém: didrogesterona ................................................................................................................. 10,0 mg Excipientes: lactose monoidratada, hipromelose, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, macrogol 400 e dióxido de titânio.

01

Para que este medicamento é indicado?

DUPHASTON ® (didrogesterona) é indicado para o tratamento de:

 menstruação dolorosa;

 endometriose (crescimento fora do padrão do tecido que forra a parte interna do útero);

 interrupção da menstruação antes da menopausa;

 ciclos menstruais irregulares;

 fluxo menstrual muito intenso ou que ocorre entre uma menstruação e outra;

 síndrome pré-menstrual (TPM);

 redução do risco de aborto (ameaça de aborto ou aborto habitual);

 infertilidade devido aos baixos níveis de progesterona;

 suporte ou suplementação da fase lútea durante ciclos de fertilização obtidos por tecnologias de reprodução assistida (FIV – Fertilização In Vitro).

Para tratar sinais da menopausa (Este tratamento é chamado de Terapia de Reposição Hormonal - TRH) Estes sinais variam de mulher para mulher. Podem incluir rubores, suores noturnos, problemas de sono, secura vaginal e problemas urinários.

DUPHASTON ® pode ser usado sozinho ou com um estrogênio. Isto dependerá de cada mulher.

02

Como este medicamento funciona?

DUPHASTON ® é um hormônio sintético muito similar à progesterona normalmente encontrada em seu organismo produzido pelos ovários. Medicamentos como DUPHASTON ® são chamados de “progestagênios”.

O organismo normalmente equilibra a quantidade de hormônio natural progesterona com estrogênio (outro principal hormônio feminino). Se seu organismo não produz progesterona suficiente, DUPHASTON ® supre essa deficiência e restaura o equilíbrio.

Seu médico pode pedir para você tomar estrogênio, assim como DUPHASTON ®. Isto dependerá de cada mulher.

Page 2 of 9 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 Para algumas mulheres que fazem a TRH (Terapia de Reposição Hormonal), tomar o estrogênio isolado pode causar um espessamento anormal da mucosa que reveste o útero. Isto também ocorre se você não tem útero e se tem um histórico de endometriose. Tomando didrogesterona como parte do seu ciclo mensal, ela ajuda a prevenir esse espessamento da mucosa que reveste o útero.

O início da ação farmacológica de DUPHASTON ® é entre 0,5 e 1,5 horas após a administração.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não tome DUPHASTON ® se:

 você é alérgica (hipersensível) à didrogesterona ou a qualquer um dos componentes da formulação;

 você tem, ou teve um tumor que é agravado pela progesterona, como um tumor no cérebro chamado de “meningioma”;

 você tem sangramento vaginal de causa desconhecida;

 se ocorrer abortamento durante o tratamento para o suporte da fase lútea como parte da prescrição de Tecnologia de Reprodução Assistida (TRA);

Não tome DUPHASTON ® se quaisquer umas das situações acima se aplicam a você. Se você não tem certeza, converse com seu médico ou farmacêutico antes de tomar DUPHASTON ®.

Se você está tomando DUPHASTON ® junto com um estrogênio, por exemplo, como parte de uma TRH (Terapia de Reposição Hormonal), por favor, leia também o item “4. O QUE DEVO SABER ANTES DE USAR ESTE MEDICAMENTO?” da bula que acompanha o medicamento com estrogênio.

Este medicamento é contraindicado para uso por homens.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Tenha cuidado especial com DUPHASTON ®:

Se você precisa tomar DUPHASTON ® para sangramento anormal, o seu médico irá encontrar a causa do sangramento antes de você começar a tomar este medicamento.

Sangramento vaginal inesperado ou sangramento de escape pode ocorrer durante os primeiros meses de uso de

DUPHASTON ®. No entanto, recomenda-se agendar uma consulta com seu médico imediatamente se o sangramento ou sangramento de escape:

 continuar por mais de alguns meses;

 começar depois que você estiver em tratamento por algum tempo;

 continuar mesmo depois que você parou o tratamento.

Isto pode ser um sinal de que seu revestimento do útero se tornou mais espesso. Seu médico irá procurar a causa do sangramento ou sangramento de escape e poderá fazer um teste para descobrir se você tem câncer no revestimento do útero.

Checar com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar DUPHASTON ® se você tem qualquer um dos seguintes problemas:

 depressão;

 problemas no fígado;

 um problema hereditário raro no sangue chamado de “porfiria” [alteração em enzimas da via metabólica de proteínas (porfirinas) ligadas ao ferro (heme)].

Se alguma das situações acima se aplicam a você (ou se você não tem certeza), fale com o seu médico ou farmacêutico antes de tomar DUPHASTON ®.

É particularmente importante dizer ao médico se os problemas acima pioraram durante a gravidez ou TRH (Terapia de Reposição Hormonal) anterior. Seu médico pode querer monitorá-la mais de perto durante o tratamento. Se eles se agravarem ou reaparecerem enquanto você estiver tomando DUPHASTON ®, seu médico pode interromper o tratamento.

Page 3 of 9 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

Cep: 04566-905 t: (11) 5536-7000

DUPHASTON ® e a TRH – Terapia de Reposição Hormonal Assim como os benefícios, a TRH (Terapia de Reposição Hormonal) tem alguns riscos que você e seu médico precisam considerar quando você decidir tomar estes medicamentos. Se você está tomando DUPHASTON ® com um estrogênio como parte da TRH, a seguinte informação é importante. Por favor, leia também a bula que acompanha o medicamento com estrogênio.

Para o tratamento de sintomas de pós-menopausa, a TRH só deve ser iniciada para sintomas que afetam adversamente a qualidade de vida. Em todos os casos, uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios deve ser feita pelo menos anualmente e a TRH só deve ser continuada enquanto o benefício for superior ao risco.

Menopausa precoce Existem evidências limitadas sobre os riscos da TRH (Terapia de Reposição Hormonal) quando usada para tratar a menopausa precoce. Existe um baixo nível de risco em mulheres mais jovens. Isto significa que o equilíbrio entre benefícios e riscos para as mulheres mais jovens usando TRH para a menopausa precoce pode ser melhor do que em mulheres mais idosas.

Exames médicos Antes de você iniciar ou reiniciar a TRH (Terapia de Reposição Hormonal), seu médico irá perguntar sobre seu histórico médico pessoal e familiar e pode decidir examinar suas mamas ou sua região genital (exame genital).

Antes ou durante o tratamento, seu médico pode fazer exames de imagem, como uma mamografia (raio-X das mamas). Ele irá dizer a você quantas vezes você deve fazer esses exames. Uma vez que você iniciou o tratamento com DUPHASTON ®, você deve consultar seu médico regularmente para exames de acompanhamento (pelo menos uma vez ao ano). Você deverá informar ao seu médico qualquer alteração nas mamas.

Câncer endometrial e hiperplasia endometrial Mulheres com útero intacto e que tomam estrogênio isolado na TRH (Terapia de Reposição Hormonal) por muito tempo, têm um risco maior de desenvolver:

 câncer endometrial (câncer na mucosa do útero);

 hiperplasia endometrial (espessamento anormal da camada interna do útero).

Tomando DUPHASTON ® (por pelo menos 12 dias por mês ou em ciclos de 28 dias), ou a terapia combinada estrogênio-progestagênio em mulheres que não retiraram o útero pode ajudar a prevenir o aumento do risco que está associado à terapia de reposição hormonal feita com estrogênio isoladamente.

Câncer de mama Evidências gerais demonstram que mulheres que utilizam terapia combinada estrogênio-progestagênio ou utilizam estrogênio isolado na TRH (Terapia de Reposição Hormonal) têm um risco elevado de câncer de mama. O risco depende da duração do tratamento com TRH e torna-se aparente após cerca de 3 (1-4) anos. Resultados de uma grande metanálise mostraram que após a interrupção do tratamento o risco excessivo diminuirá com o tempo e o tempo necessário para retorno aos níveis basais depende da duração prévia do uso de TRH. Quando a TRH for realizada por mais de 5 anos, o risco pode persistir por 10 anos ou mais.

Certifique-se de:

 realizar exame de mamografia regularmente. Seu médico vai lhe dizer a frequência;

 verifique regularmente suas mamas para quaisquer alterações, tais como: ondulações na pele, alterações nos mamilos, qualquer caroço que você pode ver ou sentir.

Se você notar quaisquer alterações, faça uma consulta com seu médico imediatamente.

Câncer de ovário O câncer de ovário é muito raro, mas é grave. Pode ser difícil de diagnosticar. Isto porque frequentemente não existem sinais óbvios da doença. Evidências sugerem um risco ligeiramente aumentado em mulheres tomando Page 4 of 9 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 estrogênio isolado ou combinado, estrogênio – progestagênio para TRH, que se torna evidente dentro de 5 anos de uso e diminui ao longo do tempo após a interrupção. Alguns estudos sugerem que o uso de estrogênio-progestagênio na TRH pode estar associado a um risco similar (ou levemente menor).

Coágulos de sangue A TRH aumenta o risco de coágulos de sangue nas veias. O risco é até 3 vezes maior que o de pessoas que não fazem a TRH. Este risco é mais alto no primeiro ano de uso da TRH.

Você está mais disposta a ter um coágulo de sangue se você:

 é mais idosa;

 tem câncer;

 está muito acima do peso;

 estiver tomando um estrogênio;

 estiver grávida ou teve recentemente um bebê;

 você (ou parente próximo) teve um coágulo de sangue antes, inclusive na perna e no pulmão;

 esteve imobilizado por um período prolongado devido uma grande cirurgia, ou lesão, ou doença (veja informação em “Cirurgias”);

 tem “Lupus Eritematoso Sistêmico” (LES), um problema que causa dor nas articulações, erupções na pele e febre;

Se alguma das situações acima se aplicar a você (ou você não tem certeza), fale com seu médico para ver se você deve fazer a TRH.

Se você tiver inchaço doloroso na sua perna, dor repentina no peito ou ter dificuldade para respirar:

 consulte um médico imediatamente;

 não tome mais a TRH até seu médico dizer que você pode retornar à TRH.

Estes podem ser sinais de um coágulo de sangue.

Além disso, informe seu médico ou farmacêutico se você estiver tomando medicamentos para prevenir coágulos de sangue (anticoagulantes), tais como: varfarina. Seu médico irá dar atenção especial para os benefícios e os riscos da

TRH.

Cirurgias Se uma cirurgia está planejada, informe seu médico antes da cirurgia que você faz uso da TRH. Faça isso antes da cirurgia. Você pode precisar interromper a TRH por algumas semanas antes disso. Em alguns casos você pode precisar fazer outros tratamentos antes ou após a cirurgia. Seu médico lhe informará quando você pode iniciar a TRH novamente.

Doença do coração A TRH não ajuda a prevenir doenças do coração. Mulheres tomando estrogênio-progestagênio na TRH são levemente mais propensas a ter doença do coração do que aquelas que não tomam qualquer TRH. O risco de doenças do coração também aumenta com a idade. O número de casos adicionais de doenças do coração devido ao uso de estrogênio-progestagênio na TRH é muito baixo em mulheres saudáveis, perto da menopausa. O número de casos adicionais aumenta com a idade.

Se você tiver dor no peito que espalha para o braço ou pescoço:

 consulte um médico imediatamente;

 não tome mais a TRH até seu médico dizer que você pode retornar à TRH.

Esta dor pode ser sinal de um ataque no coração.

Acidente vascular cerebral - AVC (derrame cerebral) A TRH combinada de estrogênio e progestagênio, e terapia com estrogênios isolados estão associadas com um aumento no risco de AVC. O risco é de até 1,5 vezes para pessoas que não usam a TRH. O risco comparável para Page 5 of 9 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 usuárias em relação não usuárias, não se altera com a idade ou tempo desde a menopausa. O risco de AVC aumenta com a idade. Isto significa que o risco geral de AVC em mulheres que usam a TRH aumentará com a idade.

Se você tiver uma forte dor de cabeça ou enxaqueca sem explicação (com ou sem problemas de visão):

 consulte um médico imediatamente;

 não tome mais a TRH até seu médico dizer que você pode retornar à TRH.

Isto pode ser um sinal de alerta de um AVC.

Fertilidade, gravidez e lactação Fertilidade Não existe evidência que a didrogesterona diminua sua fertilidade, se usada conforme recomendado pelo seu médico.

Gravidez Pode haver um risco aumentado de hipospadia (um defeito de nascença do pênis que envolve a abertura urinária) em crianças cujas mães tomaram alguns progestagênios. No entanto, este aumento do risco não é ainda certo. Até o momento, não existe evidência que o uso da didrogesterona durante a gravidez seja prejudicial. Mais de 10 milhões de mulheres grávidas têm usado DUPHASTON ®.

Converse com seu médico antes de tomar DUPHASTON ® se você está grávida.

Se você ficar grávida ou pensa engravidar, consulte seu médico. Ele conversará com você dos benefícios e riscos de tomar DUPHASTON ® enquanto você está grávida.

Categoria de risco na gravidez: B Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação Não tome DUPHASTON ® se você está amamentando. Não se sabe se DUPHASTON ® é excretado no leite materno e afeta a criança. Estudos com outros progestagênios demostraram que pequenas quantidades desses podem passar para o leite materno.

Crianças e Adolescentes Não há uso de DUPHASTON ® em crianças antes da primeira menstruação. Não se sabe se DUPHASTON ® é seguro ou eficaz em jovens com idade entre 12 – 18 anos.

Efeitos na habilidade de conduzir e operar máquinas Você pode sentir leve sonolência ou tontura após tomar DUPHASTON ®. Isto é mais provável nas primeiras horas depois de tomar esse medicamento. Se isso acontecer, não conduza ou utilize quaisquer ferramentas ou máquinas.

Esperar para ver como DUPHASTON ® afeta você, antes de você conduzir ou utilizar quaisquer ferramentas ou máquinas.

Informação importante sobre os ingredientes de DUPHASTON ®:

DUPHASTON ® contém açúcar do leite (lactose monoidratada). Se você foi informada pelo seu médico que não pode tolerar ou digerir alguns açúcares (tem intolerância a alguns açúcares), fale para seu médico antes de tomar esse medicamento. Isso inclui problemas hereditários raros que afetam o modo como o corpo usa a lactose, tais como “deficiência de Lapp de lactase” (ausência da enzima lactase que gera a incapacidade de digerir a lactose) ou “má absorção de glicose-galactose” (absorção deficiente de glicose e galactose).

Interações medicamentosas Informe seu médico ou farmacêutico se você está tomando ou tomou recentemente qualquer outro medicamento. Isto inclui medicamentos obtidos sem prescrição médica e medicamentos fitoterápicos (de plantas).

Page 6 of 9 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 Em particular, informe seu médico ou farmacêutico se você está tomando qualquer um dos seguintes medicamentos abaixo. Estes medicamentos podem diminuir o efeito de DUPHASTON ® e levar ao sangramento ou sangramento de escape:

 medicamentos fitoterápicos contendo erva de São João (Hypericum perforatum), sálvia ou ginkgo biloba;

 medicamentos para convulsões (epilepsia), tais como fenobarbital, carbamazepina e fenitoína;

 medicamentos para infecções, tais como rifampicina, rifabutina, nevirapina e efavirenz;

 medicamentos para tratamento da AIDS, tais como ritonavir e nelfinavir.

Se alguma das situações acima se aplicar a você (ou você não tem certeza), fale com seu médico ou farmacêutico antes de tomar DUPHASTON ®.

DUPHASTON ® pode ser ingerido com ou sem alimentos.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar em temperatura ambiente (15-30ºC). Proteger da luz e umidade.

Se armazenado nas condições indicadas, o medicamento se manterá próprio para consumo pelo prazo de validade impresso na embalagem externa.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

DUPHASTON ® 10 mg: comprimidos revestidos redondos, biconvexos, de cor branca, com vinco em uma das faces e a inscrição “155” dos dois lados do vinco.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Sempre tome DUPHASTON ® exatamente como seu médico prescreveu. Você deve checar com seu médico ou farmacêutico se você não tem certeza. Seu médico irá ajustar a dose para atender você.

Como usar:

 Engolir cada comprimido com água.

 Você pode tomar os comprimidos com ou sem alimentos.

 Se você tem que tomar mais de 1 comprimido, distribuí-lo uniformemente ao longo do dia. Por exemplo, tomar 1 comprimido de manhã e outro à noite.

 Tente tomar os comprimidos no mesmo horário todos os dias. Isto certificará com que haja uma quantidade constante do medicamento no seu corpo. Isto também irá ajudá-lo a lembrar de tomar os seus comprimidos.

 O sulco em cada comprimido não deve ser usado para tomar apenas a metade do comprimido.

Posologia Terapia de Reposição Hormonal - TRH  Em combinação com terapia estrogênica contínua, um comprimido de 10 mg de DUPHASTON ® diariamente durante 14 dias consecutivos por ciclo de 28 dias.

 Em combinação com terapia estrogênica cíclica, um comprimido de 10 mg de DUPHASTON ® diariamente durante os últimos 12 - 14 dias da terapia estrogênica.

Se as biópsias endometriais ou ultrassom revelarem resposta inadequada à progesterona, deverão ser prescritos 20 mg de DUPHASTON ®.

Menstruação dolorosa  10 mg duas vezes ao dia, do 5º ao 25º dia do ciclo.

Page 7 of 9 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 Endometriose  10 mg duas a três vezes ao dia, do 5º ao 25º dia do ciclo ou continuamente.

Interrupção da menstruação antes da menopausa  Um estrógeno uma vez ao dia, do 1º ao 25º dia do ciclo, junto com 10 mg de DUPHASTON ® duas vezes ao dia, do 11º ao 25º dia do ciclo.

Ciclos menstruais irregulares  10 mg duas vezes ao dia, do 11º ao 25º dia do ciclo.

Sangramento uterino disfuncional (para deter o sangramento)  10 mg duas vezes ao dia por 5 a 7 dias.

Sangramento uterino disfuncional (para prevenir o sangramento)  10 mg duas vezes ao dia, do 11º ao 25º dia do ciclo.

Síndrome pré-menstrual  10 mg duas vezes ao dia, do 11º ao 25º dia do ciclo.

Ameaça de aborto  40 mg de uma só vez, e então 10 mg a cada 8 horas até que os sintomas regridam.

Aborto habitual  10 mg duas vezes ao dia até a 20ª semana de gravidez.

Infertilidade por deficiência dos hormônios produzidos pelos ovários  10 mg ao dia, do 14º ao 25º dia do ciclo. O tratamento deverá ser mantido por pelo menos 6 ciclos consecutivos. É recomendável continuar esse tratamento durante os primeiros meses de qualquer gravidez usando as doses indicadas para o aborto habitual.

Suporte ou suplementação da fase lútea durante ciclos de fertilização obtidos por tecnologias de reprodução assistida (FIV – Fertilização In Vitro)  10mg (1 comprimido) três vezes ao dia, via oral (por boca), iniciando-se no dia da aspiração folicular até a 12ª semana de gravidez.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Tome o comprimido esquecido logo que se lembrar. No entanto, se passou mais de 12 horas desde o horário que você deveria ter tomado o comprimido, pule o comprimido esquecido e tome o próximo no horário normal.

Não tome uma dose dupla para compensar uma dose esquecida.

Você pode notar algum sangramento ou sangramento de escape se você esquecer uma dose.

Não pare de tomar DUPHASTON ® sem antes conversar com seu médico.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Como todos os medicamentos, DUPHASTON ® pode causar reações adversas, embora nem todas pacientes as vivenciem.

Reações adversas que podem ocorrer tomando DUPHASTON ®.

Pare de tomar DUPHASTON ® e consulte um médico imediatamente se você observar qualquer uma das seguintes reações adversas:

  • Problemas de fígado: os sinais podem incluir amarelamento da pele ou no branco dos olhos (icterícia), sensação de fraqueza, geralmente sensação de mal-estar ou dor de estômago (afetam menos que 1 em cada 100 pessoas);

Page 8 of 9 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

Cep: 04566-905 t: (11) 5536-7000

  • Reações alérgicas: os sinais podem incluir dificuldade em respirar ou reações envolvendo todo o corpo, tais como náusea, diarreia, pressão arterial baixa (afetam menos que 1 em 1.000 pessoas);
  • Inchaço da pele ao redor da face e da garganta que pode causar dificuldade em respirar (afetam menos que 1 em 1.000 pessoas).

Pare de tomar DUPHASTON ® e consulte um médico imediatamente, se você observar qualquer uma das reações adversas acima.

Outras reações adversas que podem ocorrer tomando DUPHASTON ®:

Reações muito comuns (ocorrem em 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): sangramento vaginal.

Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): enxaqueca, dor de cabeça, náusea, vômito, dor abdominal, dor ou sensibilidade nas mamas, menstruação irregular, com fluxo intenso ou dolorida, ausência de menstruação ou menstruação que ocorre com menos frequência do que o normal.

Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): aumento de peso, sensação de tontura, sentir-se depressiva, reações alérgicas da pele, tais como rash, erupção cutânea grave e coceira (urticária), função hepática (do fígado) anormal, com icterícia, astenia (sensação de fraqueza) ou mal-estar e dor abdominal.

Reações raras (ocorrem entre 0,01% a 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): sonolência, inchaço das mamas, um tipo de anemia causada quando as células vermelhas do sangue são destruídas (anemia hemolítica), inchaço devido um acúmulo de líquido (edema) geralmente nas pernas e tornozelos (angioedema), aumento no tamanho dos tumores afetados por progestagênios (como meningioma) e hipersensibilidade.

Espera-se que as reações adversas em pacientes mais jovens sejam semelhantes a aquelas observadas em adultos.

Reações adversas que podem ocorrer tomando DUPHASTON ® com um estrogênio (estrogênio e progestagênio

  • TRH):

Se você está tomando DUPHASTON ® junto com um estrogênio, por favor, leia também a bula que acompanha o medicamento com estrogênio. Veja seção “O que devo saber antes de usar este medicamento?” para mais informações sobre as reações adversas abaixo.

Pare de tomar DUPHASTON ® e consulte um médico imediatamente se você observar qualquer uma das seguintes reações adversas:

  • Inchaço doloroso na perna, dor repentina no peito ou dificuldade para respirar. Estes podem ser sinais de um coágulo de sangue.
  • Dor no peito que se prolonga para o braço e pescoço. Este pode ser um sinal de ataque do coração.
  • Dor de cabeça ou enxaqueca inexplicável e intensa, (com ou sem problemas de visão). Estes podem ser sinais de um AVC (derrame cerebral).

Pare de tomar DUPHASTON ® e consulte um médico imediatamente, se você observar qualquer uma das reações adversas acima.

Faça uma consulta com seu médico imediatamente se você observar:

  • Ondulações na pele das mamas, alterações no mamilo ou caroços que você pode ver ou sentir. Estes podem ser sinais de câncer de mama.

Outras reações adversas tomando DUPHASTON ® com um estrogênio incluem espessamento anormal da mucosa do útero, carcinoma endometrial e câncer de ovário.

Se qualquer uma das reações adversas piorarem, ou se você observar qualquer reação adversa não relacionada nesta bula, por favor, informe seu médico ou farmacêutico.

Page 9 of 9 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Se você (ou alguém) tomar muitos comprimidos de DUPHASTON ®, eles provavelmente não serão prejudiciais.

Nenhum tratamento é necessário. Se você ficar preocupado, fale com seu médico.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

—

Dizeres legais

MS: 1.0553.0347 Farm. Resp.: Marcia C. Corrêa Gomes CRF-RJ nº 6509 Registrado e Importado por: Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo - SP

Cnpj: 56.998.701/0001-16

INDÚSTRIA BRASILEIRA Fabricado por: Abbott Biologicals B.V.

Olst - Holanda BU 28

ABBOTT CENTER Central de Relacionamento com o Cliente 0800 703 1050 www.abbottbrasil.com.br

Venda sob prescrição médica.

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 30/11/2021.

Abrir o PDF original (paciente) →

Versão para o profissional de saúde

—

Identificação do medicamento

Bula do profissional de saúde

DUPHASTON ® (didrogesterona)

ABBOTT LABORATÓRIOS DO BRASIL LTDA Comprimidos Revestidos 10 mg Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

Cep: 04566-905 t: (11) 5536-7000

Bula do profissional de saúde

DUPHASTON ® didrogesterona

—

Apresentações

DUPHASTON ® (didrogesterona) comprimido revestido de 10 mg: embalagem com 14 ou 28 comprimidos.

Via oral

Uso adulto

—

Composição

Cada comprimido revestido de DUPHASTON ® 10 mg contém: didrogesterona ................................................................................................................. 10,0 mg Excipientes: lactose monoidratada, hipromelose, amido, dióxido de silício, estearato de magnésio, macrogol 400 e dióxido de titânio.

01

Indicações duphaston

® (didrogesterona) é indicado para o tratamento da:

Deficiência de Progesterona Tratamento de deficiências de progesterona, tais como: tratamento da dismenorreia; tratamento da endometriose; tratamento da amenorreia secundária; tratamento de ciclos irregulares; tratamento do sangramento uterino disfuncional, tratamento da síndrome pré-menstrual; tratamento de aborto habitual ou ameaça de aborto; tratamento de infertilidade devido à insuficiência lútea. Suporte ou suplementação da fase lútea durante ciclos de fertilização obtidos por tecnologias de reprodução assistida (FIV – Fertilização In Vitro).

Terapia de Reposição Hormonal Para contrabalançar os efeitos do estrogênio isolado sobre o endométrio durante a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) em mulheres com distúrbios devido à menopausa natural ou cirurgicamente induzida com útero intacto.

02

Resultados de eficácia

Terapia de Reposição Hormonal Os estudos avaliando a eficácia de didrogesterona para a proteção endometrial na terapia hormonal mostraram eficácia que variou de 90 a 99,7%. (Ref. 1 e 2) Tratamento da Dismenorreia Usando-se o esquema posológico recomendado, conseguiu-se de 72 a 92% de eficácia com o uso de DUPHASTON ® em mulheres com dismenorreia moderada e severa após 3º ciclo de uso. (Ref. 3 e 4) Tratamento da Endometriose Mulheres com diagnóstico de endometriose (leve a severa) que usaram DUPHASTON ® com a posologia recomendada apresentaram melhora dos sintomas e das lesões, em 75% a 90% dos casos. (Ref. 5 e 6) Tratamento da Amenorreia Secundária O índice global de sucesso com o uso de DUPHASTON ® para o tratamento da amenorreia secundária em estudos controlados variou entre 73 e 93%. (Ref. 7, 8 e 9) Page 2 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 Tratamento de Ciclos Irregulares Cerca de 92% das mulheres que apresentavam ciclos menstruais irregulares e que fizeram uso da didrogesterona com o intuito de regularizar os ciclos, obtiveram sucesso. (Ref. 10) Tratamento da Síndrome Pré-menstrual Resultados de estudos controlados por placebo mostraram que 51 a 72% das mulheres que apresentavam sintomas de síndrome pré-menstrual e que usaram DUPHASTON ® apresentaram melhora importante nos sintomas. (Ref. 11 e 12) Tratamento do aborto habitual e ameaça de aborto na deficiência de progesterona O uso de DUPHASTON ® para os casos de aborto habitual e ameaça de aborto mostra uma redução significativa de 27 e 30%, respectivamente, na taxa de aborto. (Ref. 13) Tratamento da Infertilidade devido a Insuficiência Luteínica Mulheres com diagnóstico comprovado de deficiência luteínica que usaram DUPHASTON ® apresentaram sucesso no tratamento em 68,7% dos casos. As taxas de gravidez em mulheres com este diagnóstico variaram entre 29,6%, 31,0% e 50,0%. (Ref. 14, 15, 16 e 17) Tratamento do sangramento uterino disfuncional Uso de DUPHASTON ® 10mg duas vezes ao dia do 16 o ao 25 o dia do ciclo reduziu a média de intervalo de 40 para 28 dias e a duração do sangramento menstrual de 6 a 5 dias. (Ref.18) Suporte ou suplementação da fase lútea durante ciclos de fertilização obtidos por tecnologias de reprodução assistida (FIV – Fertilização In Vitro) Os estudos clínicos Lotus I e Lotus II confirmaram o seguinte (Ref. 19 e 20) Lotus I: Estudo Multicêntrico Duplo-Cego, Duplo-Dummy Randomizado, Dois Braços comparando a eficácia, segurança e tolerabilidade da didrogesterona oral 30 mg por dia versus Cápsulas Micronizadas intravaginal de Progesterona 600 mg por dia para o suporte à fase Lútea na Fertilização In-Vitro (LOTUS I).

Lotus II: estudo multicêntrico de dois braços, randomizado, aberto, comparando a eficácia, segurança e Tolerabilidade oral de didrogesterona 30 mg ao dia versus progesterona intravaginal 8% em Gel, 90 mg por dia para o suporte à fase Lútea na Fertilização In Vitro (LOTUS II).

O objetivo primário da não inferioridade da didrogesterona oral em comparação com a administração intravaginal de progesterona micronizada definido como a presença de batimentos cardíacos fetais às 12 semanas de gestação (10 semanas de gravidez) foi alcançado nos dois estudos.

Na população de pacientes estudada, as taxas de gravidez em 12 semanas de gestação (semana de gravidez 10) foram 37,6% e 33,1% (LOTUS I) e 36,7% e 34,7% (LOTUS II). A diferença na taxa de gravidez entre os dois grupos foram de 4,7 (IC 95%, -1,2; 10,6) (LOTUS I) e 2,0 (IC 95%, -4,0; 8,0) (LOTUS II).

Dentro da amostra de segurança de 1029 indivíduos (LOTUS I) e 1030 indivíduos (LOTUS II) com pelo menos uma dose da medicação em estudo administrada, a incidência dos efeitos mais frequentes de eventos adversos por sistema foi semelhante entre os dois grupos de tratamento.

Devido à natureza da população / indicação estudadas uma taxa de abortamentos é esperada; especialmente até 12 semanas de gestação (semana 10 da gravidez), uma vez que a taxa de gravidez esperada neste momento é cerca de 35%.

O perfil de segurança observado em ambos os estudos LOTUS é o esperado, tendo em conta o perfil de segurança bem estabelecido da didrogesterona e população estudada / indicação do tratamento. (Ref. 19 e 20) Referências bibliográficas 1. BERGERON, C; FOX, H. Low incidence of endometrial hyperplasia with acceptable bleeding patterns in women taking sequential hormone replacement therapy with dydrogesterone. Gynecol Endocrinol, v. 14, p.

275-281, 2000.

2. FERENCZY, A.; GELFAND, M. M.; VAN DE WEIJER, H. M.; RIOUX, J. E. Endometrial safety and bleeding patterns during a 2-year study of 1 or 2 mg 17 beta-estradiol combined with sequential 5-20 mg dydrogesterone. Climateric, v. 5, p. 26-35, 2002.

Page 3 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 3. OHLENROTH, G.; HATZMANN, W. Die therapie der juvenilen dysmenorrhö mit 6-dehydro-retro-progesteron (The treatment of juvenile dysmenorrhoea with 6-dehydro-retro-progesterone). Med Welt 33/17, p. 645-646, 1982.

4. HOULNE, P.; PAUCHET, H. Double-bind clinical study relating to the use of dydrogesterone in severe dysmenorrhoea. Gynecologie, v. 31, p. 81-85, 1980.

5. KAISER, E.; WAGNER, TH. A. Die behandlung der endometriose mit dydrogesteron (Treatment of endometriosis with dydrogesterone). TW Gynäkologie, v. 2, p. 386-388, 1989.

6. JOHNSTON, W. I. H. Dydrogesterone and endometriosis. British Journal of Obstetrics and Gynaecology, v.

83, p. 77-80, 1976.

7. BATTINO, S.; BEN-AMI, M.; GESLEVICH, Y.; WEINER, E.; SHALEV, E. Factors associated with withdrawal bleeding after administration of oral dydrogesterone or medroxyprogesterone acetate in women with secondary amenorrhea. Gynecol Obstet Invest, v. 42, p. 113-116, 1996.

8. NAKAMURA, S.; DOUCHI, T.; OKI, T.; IJUIN, H.; YAMAMOTO, S.; NAGATA, Y. Relationship between sonographic endometrial thickness and progestin-induced withdrawal bleeding. Obstetrics & Gynecology, v.

87, n. 5, part I, p. 722-725, 1996.

9. SIMON, J. A. Progestogens in the treatment of secondary amenorrhea. The Journal of Reproductive Medicine, v. 44, n. 2, p. 185-189, 1999.

10. SALDANHA, E. F.; TANK, D. K.; CHAINANI, M. S. Dydrogesterone in the management of dysfunctional uterine bleeding. International Journal of Gynecology & Obstetrics India, v. I, n. 2, p. 36-39, 1997.

11

Kerr, g. d.; day, j. b.; munday, m. r.; brush, m. g.; watson, m.; taylor, r. w.

Dydrogesterone in the treatment of the premenstrual syndrome. The Practitioner, v. 224, p. 852-855, 1980.

12. HOFFMANN, V.; PEDERSEN, P. A.; PHILIP, J.; FLY, P.; PEDERSEN, C. The effect of dydrogesterone on premenstrual symptoms. A double-bind, randomized, placebo-controlled study in general practice. Scand J Prim Health Care, v. 6, p-179-183, 1988.

13. EL-ZIBDEH, M. Y. Randomized clinical trial comparing the efficacy of dydrogesterone, human chorionic gonadotropin (hCG) or no treatment in the reduction of spontaneous abortion. Gynecol Endocrinol, v. 15(S5), p. 44, 2001.

14. KUPFERMINC, M. J.; LESSING, J. B.; AMIT, A.; YOVEL, I.; DAVID, M. P.; PEYSER, M. R. A prospective randomized trial of human chorionic gonadotrophin or dydrogesterone support following in-vitro fertilization and embryo transfer. Human Reproduction, v. 5, n. 3, p. 271-273, 1990.

15. KARAMARDINA, L. M.; GRIMES, D. A. Luteal phase deficiency: effect of treatment on pregnancy rates.

Am J Obstet Gynecol, v. 167, no. 5, p. 1391-1398, 1992.

16. balasch, j.; vanrell, j. a.; márquez, m.; burzaco, i.; gonzález-merlo, j.

Dehydrogesterone versus vaginal progesterona in the treatment of the endometrial luteal phase deficiency.

Fertility and Sterility, v. 37, n. 6, p. 751-754, 1982.

17. VANRELL, J. A.; BALASCH, J. Insuficiencia luteínica: II. Tratamiento. Revista Española de Obstetrícia y Ginecologia, v. 39, p. 799-804, 1980.

18. TABASTE, JL, SERVAUD M, STEINER E, DABIR P, BENE B, POUZET M. Action de la dydrogestérone dans les troubles des règles post-pubertaires. Rev Fr Gynecol Obstet 1984; 79:19-25.

19. TOURNAYE H, SUKHIKH GT, KAHLER E, GRIESINGER G. A Phase III randomized controlled trial comparing the efficacy, safety and tolerability of oral dydrogesterone versus micronized vaginal progesterone for luteal support in in vitro fertilization. Hum Reprod. 2017 May 1;32(5):1019-1027. doi:

10.1093/humrep/dex023.

20. GRIESINGER G, BLOCKEEL C, SUKHIKH GT, PATKI A, DHOREPATIL B, YANG DZ, CHEN ZJ, KAHLER E, PEXMAN-FIETH C, TOURNAYE H.Oral dydrogesterone versus intravaginal micronized progesterone gel for luteal phase support in IVF: a randomized clinical trial. Hum Reprod. 2018 Dec 1;33(12):2212-2221. doi: 10.1093/humrep/dey306.

Page 4 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

Cep: 04566-905 t: (11) 5536-7000

03

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas A didrogesterona é um progestagênio ativo por via oral que produz um endométrio completamente secretório em um útero sensibilizado por estrogênio, e assim, oferecendo proteção contra o aumento do risco de hiperplasia endometrial e/ou carcinogênese induzido pelo estrogênio.

DUPHASTON ® é indicado em todos os casos de deficiência de progesterona endógena. A didrogesterona não tem atividade estrogênica, androgênica, termogênica, anabólica ou corticoide.

Adolescentes Dados limitados de ensaios clínicos indicam que a didrogesterona é eficaz no alívio de sintomas de dismenorreia, síndrome pré-menstrual, sangramento uterino disfuncional e ciclos irregulares na população de pacientes com menos de 18 anos de idade de uma maneira semelhante como na população adulta.

Propriedades Farmacocinéticas Absorção: após administração oral, a didrogesterona nos comprimidos revestidos é rapidamente absorvida. Cerca de 3,2 ng/ml e 57 ng/ml de concentrações plasmáticas máximas são atingidas entre 0,5 e 1,5 horas após a dosagem da droga parental didrogesterona e seu metabólito ativo 20α-dihidrodidrogesterona (DHD), respectivamente. As exposições totais ao fármaco ao longo do tempo (ASC) são cerca de 9,1 e 220 ng.hr/ml para didrogesterona e DHD, respectivamente.

Após uma única dose, o alimento retarda o pico da concentração plasmática de didrogesterona com aproximadamente 1 hora, resultando em um pico de concentrações plasmáticas de didrogesterona aproximadamente 20% mais baixo, sem afetar a extensão da exposição à didrogesterona e DHD.

O efeito observado da ingestão concomitante de alimentos na concentração plasmática máxima de didrogesterona não é considerada clinicamente relevante. Portanto, DUPHASTON ® pode ser tomado independentemente de alimento.

Distribuição: após a administração oral de didrogesterona o volume aparente de distribuição é de aproximadamente 22000L. A didrogesterona e DHD estão mais que 90% ligados às proteínas plasmáticas.

Metabolismo: após a administração oral, a didrogesterona é rapidamente metabolizada para DHD. Os níveis do principal metabólito ativo 20-α-diidrodidrogesterona (DHD) atingem o pico em momentos semelhantes aos da didrogesterona. Os níveis plasmáticos de DHD são substancialmente maiores quando comparados com a droga precursora. As razões de ASC (área sob a curva) e Cmáx de DHD para didrogesterona são de aproximadamente 25 e 20, respectivamente. A média das meias-vida de eliminação terminal de ambos (didrogesterona e DHD) é cerca de 15 horas.

Uma característica comum de todos os metabólitos identificados é a conservação da configuração 4,6 dieno-3-ona da droga percusora e a ausência da 17-α-hidroxilação. Isto explica a ausência de efeitos estrogênicos e androgênicos da didrogesterona.

Eliminação: após a administração oral de didrogesterona, em média 63% da dose é excretada pela urina. A depuração corporal total aparente de didrogesterona do plasma é alta em aproximadamente 20 L/min, sendo a excreção completada dentro de 72 horas. A DHD está presente na urina principalmente como um ácido glicurônico conjugado.

Dependência de dose e tempo: as farmacocinéticas de dose única ou múltipla são lineares para o intervalo de dose oral de 2,5 a 20 mg. A comparação da cinética da dose única e de múltiplas doses mostrou que a farmacocinética da didrogesterona e da DHD não são alteradas como um resultado de doses repetidas. As condições do estado estacionário são geralmente alcançadas após 3 dias de tratamento.

Dados de Segurança pré-clinicos: dados não clínicos obtidos a partir de estudos convencionais de toxicidade de dose única e repetida, genotoxicidade e potencial carcinogênico não revelaram riscos especiais para humanos.

Page 5 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 Estudos de toxicidade reprodutiva em ratos mostraram um aumento da incidência de mamilos proeminentes (entre os dias 11 e 19 de idade) e de hipospadia na descendência masculina em altas dosagens não comparáveis à exposição humana. O risco real de hipospadia em humanos não pode ser determinada em estudos animais devido a grandes diferenças das espécies no metabolismo entre ratos e humanos.

Dados limitados de segurança animal sugerem que a didrogesterona tem prolongado efeitos no parto, o que é consistente com sua atividade progestogênica.

04

Contraindicações

 Hipersensibilidade conhecida à substância ativa ou a qualquer um dos excipientes;

 Neoplasia suspeita ou diagnosticada dependente de progestagênio (ex: meningioma);

 Sangramento vaginal não diagnosticado;

 O suporte à fase lútea como parte de um tratamento de Tecnologia de Reprodução Assistida (TRA) deve ser descontinuado após o diagnóstico de aborto;

 Nos casos em que é contraindicado o uso de estrogênio mesmo que em combinação com a didrogesterona.

Este medicamento é contraindicado para uso por homens.

05

Advertências e precauções

Advertências e precauções especiais para uso Antes de iniciar o tratamento com DUPHASTON ® para sangramento anormal, a etiologia do sangramento deve ser esclarecida. Hemorragias e sangramentos de escape podem ocorrer durante os primeiros meses de tratamento. Se a hemorragia ou sangramento de escape aparecer após algum tempo de tratamento, ou continuar após a descontinuação do tratamento, o motivo deve ser investigado, a qual pode incluir biópsia endometrial para excluir uma malignidade endometrial.

Condições que necessitam acompanhamento médico Se qualquer uma das condições seguintes estiver presente, tenha ocorrido previamente e/ou se agravou durante a gravidez ou tratamento hormonal anterior, a paciente deve ser supervisionada atentamente. Deve-se levar em consideração que estas condições podem ocorrer ou se agravarem durante o tratamento com DUPHASTON ®, em particular e devendo considerar a interrupção tratamento:

  • Porfiria
  • Depressão
  • Valores da função hepática anormais causados por doença hepática aguda ou crônica Outras condições

DUPHASTON ® contém lactose monoidratada.

Pacientes com problemas hereditários raros de intolerância à galactose, deficiência de Lapp de lactase ou má-absorção de glicose-galactose não devem tomar esse medicamento.

As seguintes advertências e precauções aplicam-se quando se usa a didrogesterona em combinação com estrogênios para Terapia de Reposição Hormonal (TRH):

Veja também as “Advertências e Precauções” na bula do produto com estrogênio.

Para o tratamento dos sintomas da pós-menopausa, a Terapia de Reposição Hormonal (TRH) deve ser iniciada somente para sintomas que afetarem adversamente a qualidade de vida. Em todos os casos, uma avaliação cuidadosa dos riscos e benefícios deve ser realizada pelo menos anualmente, e a TRH deve ser continuada apenas se o benefício exceder o risco.

Evidências sobre os riscos associados à TRH no tratamento da menopausa precoce são limitadas. Devido ao baixo nível de risco absoluto em mulheres mais jovens, contudo, o equilíbrio entre benefícios e riscos para estas mulheres pode ser mais favorável do que em mulheres mais velhas.

Exame médico / Acompanhamento Antes de iniciar a TRH ou quando seu uso é retomado após uma interrupção, deve-se realizar um histórico médico completo (incluindo histórico da família). Exame físico (incluindo exame ginecológico e de mamas) deve ser Page 6 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 realizado conforme histórico, contraindicações e advertências para uso. Durante o tratamento são recomendados exames periódicos, cuja frequência e natureza são adaptadas individualmente. As mulheres devem ser informadas sobre quais alterações nas mamas devem ser relatadas para o seu médico.

Exames apropriados de imagem, incluindo mamografia, devem ser realizados de acordo com as práticas atualmente aceitas, e modificadas para as necessidades médicas individual de cada mulher.

Hiperplasia endometrial e carcinoma Em mulheres com útero intacto o risco de hiperplasia e carcinoma endometrial é aumentado quando estrogênios são administrados isoladamente por períodos prolongados.

A adição de um progestagênio como a didrogesterona ciclicamente por pelo menos 12 dias por um ciclo de 28 dias/mês ou terapia contínua combinada de estrogênio-progestagênio em mulheres não histerectomizadas pode prevenir o excesso de risco associado com estrogênio isolado na TRH.

Câncer de mama Evidências gerais demonstram um aumento no risco de câncer de mama em mulheres utilizando terapia combinada estrogênio-progestagênio ou em mulheres utilizando estrogênio isolado na TRH, que é dependente da duração do tratamento com TRH.

 Terapia combinada de estrogênio-progestagênio: o estudo randomizado, controlado por placebo, o estudo “Women’s Health Initiative” (WHI) e uma metanálise de estudos epidemiológicos prospectivos são consistentes em identificar um aumento no risco de câncer de mama em mulheres que usam estrogênios-progestagênios combinados para a TRH depois de cerca de 3 (1-4) anos.

Resultados de uma grande metanálise mostraram que após a interrupção do tratamento o risco excessivo diminuirá com o tempo e o tempo necessário para retorno aos níveis basais depende da duração prévia do uso de TRH. Quando a TRH foi realizada por mais de 5 anos, o risco pode persistir por 10 anos ou mais. A TRH, especialmente o tratamento combinado de estrogênio-progestagênio, aumenta a densidade de imagens mamográficas, o que pode afetar adversamente a detecção radiológica do câncer de mama.

Câncer de ovário O câncer ovariano é muito mais raro que o câncer de mama. Evidências epidemiológicas de uma grande meta-análise sugerem um risco ligeiramente aumentado em mulheres tomando estrogênio isolado ou uma combinação estrogenio-progestogenio para TRH, que se torna evidente dentro de 5 anos de uso e diminui ao longo do tempo após a interrupção do tratamento. Em alguns outros estudos, incluindo o estudo WHI sugerem que o uso da TRH combinada pode estar associada a um risco similar ou levemente menor.

Tromboembolismo venoso (TEV) A TRH está associada a um risco de 1,3 a 3 vezes mais alto de desenvolvimento de tromboembolismo venoso (TEV), por exemplo, trombose venosa profunda ou embolismo pulmonar. A ocorrência de tal evento é maior no primeiro ano de TRH do que nos anos posteriores.

Pacientes com estado trombofílicos conhecido têm um risco aumentado de TEV e a TRH pode aumentar esse risco.

A TRH é, portanto, contraindicada para estes pacientes.

Os fatores de risco geralmente reconhecidos para TEV incluem: uso de estrogênios, idade avançada, cirurgia importante, imobilização prolongada, obesidade (Índice de Massa Corporal > 30 kg/m 2), gravidez / período pós-parto, lupus eritematoso sistêmico (LES) e câncer. Não há um consenso sobre o possível papel das veias varicosas no

TEV.

Como em todas as pacientes em pós-operatórios, medidas profiláticas precisam ser consideradas para prevenir o TEV pós-cirúrgico. Se imobilização prolongada é seguida de uma cirurgia eletiva, recomenda-se a suspensão temporária da TRH de 4 a 6 semanas antes da cirurgia. O tratamento não deve ser reiniciado até que a paciente tenha recuperado totalmente a sua mobilidade.

Em mulheres sem histórico pessoal de TEV, mas com um parente de primeiro grau com história de trombose em idade jovem, a triagem pode ser oferecida após aconselhamento cuidadoso sobre suas limitações (apenas uma proporção de defeitos trombofílicos é identificada pela triagem). Se um defeito trombofílico é identificado em um Page 7 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 membro da família ou se o defeito é grave (por exemplo: antitrombina, deficiência de proteína S ou proteína C ou uma combinação de defeitos) a TRH é contraindicada.

Mulheres que já estejam em tratamento crônico com anticoagulantes requerem uma avaliação cuidadosa dos riscos-benefícios no uso de TRH.

Se o TEV desenvolve-se depois de iniciada a terapia, a administração do medicamento deve ser descontinuada. As pacientes devem ser avisadas a contatar seu médico imediatamente se elas sentirem um sintoma potencialmente tromboembólico (por exemplo: inchaço doloroso de uma perna, dor torácica súbita, dispneia).

Doença arterial coronariana (DAC) Não há evidência em estudos clínicos controlados randomizados de proteção contra infarto do miocárdio em mulheres com ou sem DAC existente que receberam TRH combinada de estrogênio e progestagênio ou terapia com estrogênio isolado.

Terapia combinada de estrogênio e progestagênio: o risco relativo de DAC durante o uso da TRH combinada é levemente aumentado. Como o limiar de risco absoluto de DAC é fortemente dependente da idade, o número de casos extras de DAC devido a terapia combinada de estrogênio e progestagênio é bem pequeno em mulheres saudáveis próximas da menopausa, mas aumentará com a idade mais avançada.

Acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico TRH combinada de estrogênio e progestagênio e terapia com estrogênios isolados estão associadas com um aumento de 1,5 vezes no risco de ataque isquêmico. O risco relativo não se alterou com a idade ou tempo desde a menopausa.

Entretanto, como o risco limiar de ataque é fortemente dependente da idade, o risco de ataque em mulheres que utilizam a TRH geralmente aumentará com a idade.

Gravidez Estima-se que mais de 10 milhões de grávidas foram expostas à didrogesterona. Até o momento, não existem indicações de um efeito nocivo do uso da didrogesterona durante a gravidez.

Alguns progestagênios têm relatado na literatura para ser associado com um aumento no risco de hipospadia. No entanto, devido a fatores de confusão durante a gravidez, nenhuma conclusão definitiva pode ser retirada em relação à contribuição de progestagênios à hipospadia. Estudos clínicos, nos quais um número limitado de mulheres foi tratado com didrogesterona no início da gravidez, não mostraram nenhum aumento no risco. Outros dados epidemiológicos não estão disponíveis até o presente momento.

Efeitos em estudos embrionário-fetal e desenvolvimento pós-natal não clínicos estavam em linha com o perfil farmacológico. Efeitos indesejáveis ocorreram apenas em exposições que excederam a exposição máxima humana consideravelmente, indicando pouca relevância para o uso clínico.

A didrogesterona pode ser usada durante a gravidez se claramente indicada.

Categoria de risco na gravidez: B Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Lactação Não existem dados sobre a excreção da didrogesterona no leite materno. Experiência com outros progestagênios indica que progestagênios e os metabólitos passam para o leite materno em pequenas quantidades. Se existe um risco para a criança, este não é conhecido. Portanto, a didrogesterona não deve ser usada durante a amamentação.

Fertilidade Não há evidências de que a didrogesterona diminua a fertilidade em doses terapêuticas.

Efeitos na habilidade de conduzir veículos e operar máquinas

DUPHASTON ® não apresenta influência significativa na habilidade de conduzir e operar máquinas.

Raramente, a didrogesterona pode causar sonolência leve e/ou tonturas, especialmente nas primeiras horas após a ingestão. Portanto, cuidados devem ser tomados ao conduzir ou utilizar máquinas.

06

Interações medicamentosas

Page 8 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 Dados “in vitro” mostram que a maior via metabólica que gera o principal metabólito farmacologicamente ativo 20-diidrodidrogesterona (DHD) é catalisada pela aldo-ceto redutase 1 C (AKR 1C) no citosol humano. Próximo ao metabolismo citosólico há transformações metabólicas pelas isoenzimas citocromo P450 (CYPs), quase exclusivamente via CYP3A4, resultando em diversos metabólitos menores. O principal metabólito ativo DHD é substrato da transformação metabólica pelo CYP3A4.

Portanto, o metabolismo da didrogesterona e DHD podem ser aumentados pelo uso concomitante de substâncias que sabidamente induzem enzimas CYP, tais como anticonvulsivantes (por exemplo: fenobarbital, fenitoína, carbamazepina) e anti-infecciosos (por exemplo: rifampicina, rifabutina, nevirapina, efavirenz) e preparações à base de plantas contendo, por exemplo, Erva-de-São-João (Hipericum perforatum), sálvia ou Ginkgo biloba.

Embora o ritonavir e nelfinavir sejam conhecidos como fortes inibidores da enzima citocromo, por outro lado apresentam propriedades indutoras quando utilizados concomitantemente com hormônios esteroides.

Clinicamente, o aumento do metabolismo da didrogesterona pode levar a redução do efeito.

Estudos “in vitro” mostraram que a didrogesterona e DHD não inibem ou induzem as enzimas CYP em drogas metabolizadas em concentrações clinicamente relevantes.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Conservar em temperatura ambiente (15-30ºC). Proteger da luz e umidade.

Se armazenado nas condições indicadas, o medicamento se manterá próprio para consumo pelo prazo de validade de 60 meses, a partir da data de fabricação impressa na embalagem externa.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

DUPHASTON ® 10 mg: comprimidos revestidos redondos, biconvexos, de cor branca, com vinco em uma das faces e a inscrição “155” dos dois lados do vinco.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

As doses, esquema de tratamento e duração do tratamento deve ser adaptada conforme a severidade da disfunção e a resposta clínica.

Modo usar:

 Tomar os comprimidos de DUPHASTON ® com água.

 DUPHASTON ® pode ser administrado com ou sem alimentos.

 Caso a paciente tenha que tomar mais de 1 comprimido, distribuí-lo uniformemente ao longo do dia. Por exemplo, tomar 1 comprimido de manhã e outro à noite.

 Sugere-se que a paciente tome os comprimidos no mesmo horário todos os dias.

 O sulco do comprimido não deve ser usado para fracionar a dose.

Terapia de Reposição Hormonal - TRH  Em combinação com terapia estrogênica contínua, um comprimido de 10 mg de DUPHASTON ® diariamente durante 14 dias consecutivos por ciclo de 28 dias;

 Em combinação com terapia estrogênica cíclica, um comprimido de 10 mg de DUPHASTON ® diariamente durante os últimos 12 - 14 dias da terapia estrogênica.

Se as biópsias endometriais ou ultrassom revelarem resposta inadequada à progesterona, deverão ser prescritos 20 mg de DUPHASTON ®.

Dismenorreia Page 9 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000  10 mg duas vezes ao dia, do 5º ao 25º dia do ciclo.

Endometriose  10 mg duas a três vezes ao dia, do 5º ao 25º dia do ciclo ou continuamente.

Amenorreia secundária  Um estrógeno uma vez ao dia, do 1º ao 25º dia do ciclo, junto com 10 mg de DUPHASTON ® duas vezes ao dia, do 11º ao 25º dia do ciclo.

Ciclos irregulares  10 mg duas vezes ao dia, do 11º ao 25º dia do ciclo.

Sangramento disfuncional (para deter o sangramento)  10 mg duas vezes ao dia por 5 a 7 dias.

Sangramento disfuncional (para prevenir o sangramento)  10 mg duas vezes ao dia, do 11º ao 25º dia do ciclo.

Síndrome pré-menstrual  10 mg duas vezes ao dia, do 11º ao 25º dia do ciclo.

Ameaça de aborto  40 mg de uma só vez, e então 10 mg a cada 8 horas até que os sintomas regridam.

Aborto habitual  10 mg duas vezes ao dia até a 20ª semana de gravidez.

Infertilidade por deficiência luteínica  10 mg ao dia, do 14º ao 25º dia do ciclo. O tratamento deverá ser mantido por pelo menos 6 ciclos consecutivos. É recomendável continuar esse tratamento durante os primeiros meses de qualquer gravidez usando as doses indicadas para o aborto habitual.

Suporte ou suplementação da fase lútea durante ciclos de fertilização obtidos por tecnologias de reprodução assistida (FIV – Fertilização In Vitro)  10mg três vezes ao dia, via oral, iniciando-se no dia da aspiração folicular até a 12ª semana de gestação.

Não há evidências relevantes para o uso de didrogesterona antes do início da menstruação. A segurança e eficácia de

DUPHASTON ® em adolescentes entre12-18 anos de idade não foi estabelecida.

Em caso de esquecimento a paciente deve ser orientada a esperar até o horário de tomada da próxima dose. A paciente deve ser orientada a não tomar mais do que a dose normal prescrita.

Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.

09

Reações adversas

As reações adversas relatadas mais comuns das pacientes tratadas com didrogesterona em estudos clínicos de indicações de tratamento sem estrogênio são: hemorragia vaginal, enxaqueca / cefaleia, náusea, vômitos, dor abdominal, distúrbios menstruais e dor ou sensibilidade nas mamas.

Page 10 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

CEP: 04566-905 T: (11) 5536-7000 As seguintes reações adversas foram observadas com a frequência indicada abaixo durante estudos clínicos usando didrogesterona (n=3483) em indicações sem o tratamento com estrogênio, em dois ensaios clínicos intervencionais patrocinados pela empresa no suporte à fase lútea como parte de um tratamento de Tecnologias de Reprodução Assistida (TRA) usando didrogesterona (n = 1036) e de relatos espontâneos. As frequências baseiam-se nas abordagens mais conservadoras:

Reações muito comuns (>1/10) Distúrbios do sistema reprodutor e mamas: hemorragia vaginal Reações comuns (≥1/100 e <1/10) Distúrbios do sistema nervoso: cefaleia ou enxaqueca;

Distúrbios gastrointestinais: náusea, vômito e dor abdominal;

Distúrbios do sistema reprodutor e mamas: distúrbios menstruais (incluindo metrorragia, menorragia, oligo/amenorreia, dismenorreia e ciclos irregulares), dor ou sensibilidade nas mamas.

Reações incomuns (≥1/1.000 e <1/100) Distúrbios psiquiátricos: humor deprimido;

Distúrbios do sistema nervoso: tontura;

Distúrbios hepatobiliares: função hepática anormal (com icterícia, astenia ou mal-estar, e dor abdominal);

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo: dermatite alérgica (ex. rash, prurido e urticária);

Investigações: aumento de peso.

Reações raras (≥1/10.000 e < 1/1.000) Neoplasias benignas, malignas, não especificadas (incluindo cistos e pólipos): aumento no tamanho de neoplasias dependentes de progestagênio (por exemplo, meningioma*);

Distúrbios do sistema hematológico e linfático: anemia hemolítica*;

Distúrbios do sistema imunológico: hipersensibilidade;

Distúrbios do sistema nervoso: sonolência;

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo: angioedema*;

Distúrbios do sistema reprodutor e mamas: inchaço das mamas;

Distúrbios gerais e de local de administração: edema.

  • Reações adversas de relatos espontâneos que não foram observadas em estudos clínicos foram atribuídas à frequência "rara" baseada no fato de que o limite superior do intervalo de confiança de 95% da estimativa de frequência não é maior do que 3 / x, onde x = 3483 (número total de indivíduos observados em estudos clínicos).

Reações adversas na população adolescente Com base em relatos espontâneos e dados limitados de estudos clínicos, o perfil de reações adversas em adolescentes é esperado que seja semelhante ao observado em adultos.

Reações adversas que estão associadas ao tratamento de estrogênio-progestagênio:

  • Câncer de mama, hiperplasia endometrial, carcinoma endometrial, câncer de ovário;
  • Tromboembolismo venoso;
  • Infarto do miocárdio, doença arterial coronariana, acidente vascular cerebral isquêmico.

Em casos de eventos adversos, notifique à empresa e ao Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

10

Superdose

Dados limitados com relação à superdosagem em humanos são disponíveis. A didrogesterona foi bem tolerada após dosagem oral (dose máxima diária tomada até esta data em humanos de 360 mg).

Não existem antídotos específicos e o tratamento deverá ser sintomático. Esta informação também é aplicável para superdose em crianças.

Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

Page 11 of 11 Abbott Laboratórios do Brasil Ltda.

Rua Michigan, 735 São Paulo, Brasil

Cep: 04566-905 t: (11) 5536-7000

—

Dizeres legais

MS: 1.0553.0347 Farm. Resp.: Marcia C. Corrêa Gomes CRF-RJ nº 6509 Registrado e Importado por: Abbott Laboratórios do Brasil Ltda Rua Michigan, 735 São Paulo – SP

Cnpj: 56.998.701/0001-16

INDÚSTRIA BRASILEIRA Fabricado por: Abbott Biologicals B.V.

Olst - Holanda BU 29

ABBOTT CENTER Central de Relacionamento com o Cliente 0800 703 1050 www.abbottbrasil.com.br

VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 30/11/2021.

Duphaston _Bula_Profissional de saúde_Histórico 1 WW

W.ab b o

Ttbr a s

IL.COM .BR A b bo tt Labo ra tó rio s d o Br asil Lt da Rua Mi ch ig an , 73 5 São P a ulo, Brasil

CEP:

04566-9 0 5 T:

(11 ) 5 5 3 6 -70 00 His tórico de alteraçõ e s do tex to d e bula – DU

PHASTON ® Dados da S ubmi ssã o Eletrô n ica D ado s da P e ti çã o /notif icação q ue al te ra a bu la D ado s das alt er ações de bul as Da ta d o ex p e di e n te Número d o expe dien te As su n to Da ta d o expe dien te Número d o expe dien te As su n to Data de ap ro vaçã o da petição Itens de b u la Ve rsões

(VP/VPS) Aprese n taç õ e s r e la cio n ada s 30 /1 1/ 20 21 Ve rsão atu al 10 45 1 ‐ M ED IC

AME NT O NO V O ‐ N o tificação de Alte ração de Te xto d e Bula – pub lica ção no Bulário R D C 60 /1 2 ‐ ‐ ‐ ‐

Iii) d

Izer es le g ai s

Vps 10 m g

Com r

Ev ct

Bl al plas

Inc x 14 10 m g

Com r

Ev ct

Bl al plas

Inc x 28 03 /0 8/ 20 21 30 31 68 8/ 21 ‐0 10 45 1 ‐ m ed ic

AME NT O NO V O ‐ N o tificação de Alte ração de Te xto d e Bula – pub lica ção no Bul ári o R DC 60 /1 2 ‐ ‐ ‐ ‐

Abrir o PDF original (profissional) →
COMPARADOR · CMED 10/2026

Nomes comerciais, genéricos e preço máximo

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

Ver 2 apresentações
MedicamentoApresentaçãoTarjaPreço máx.
DuphastonAbbott Laboratorios do Brasil Ltda10 MG COM REV CT BL AL PLAS TRANS X 14R$ 35,09
DuphastonAbbott Laboratorios do Brasil Ltda10 MG COM REV CT BL AL PLAS TRANS X 28R$ 70,41