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Bulas de Remédios
Referência Tarja vermelha

Adorlan

Cloridrato de tramadol + diclofenaco sódico · Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
FabricanteGrünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.
Registro MS1.8610.0017
Classe terapêuticaAnalgésicos narcóticos
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 66,75
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Adorlan

Fonte: bula do fabricante (Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.) publicada no bulário digital Sara · bula de 04/11/2024 · conferida em 23/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

ADORLAN ® (cloridrato de tramadol + diclofenaco sódico) Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda. comprimidos 25 mg 50 mg Adorlan ® cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico Adorlan ® 25 e Adorlan ® 50 cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico

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Apresentações

Adorlan 25 Comprimidos de 25 mg + 25 mg em embalagens com 20 comprimidos.

Adorlan 50 Comprimidos de 50 mg + 50 mg em embalagens com 20 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Adorlan 25 Cada comprimido contém 25 mg de cloridrato de tramadol, equivalente a 21,957 mg de tramadol base, e 25 mg de diclofenaco sódico, equivalente a 23,279 mg de diclofenaco base.

Adorlan 50 Cada comprimido contém 50 mg de cloridrato de tramadol, equivalente a 43,914 mg de tramadol base, e 50 mg de diclofenaco sódico, equivalente a 46,558 mg de diclofenaco base.

Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício e estearato de magnésio.

01

Para que este medicamento é indicado?

Adorlan 25 e Adorlan 50 são indicados para o alívio da dor inflamatória aguda de intensidade moderada a grave.

02

Como este medicamento funciona?

Adorlan 25 e Adorlan 50 contêm tramadol (analgésico racêmico de ação central) e diclofenaco (fármaco anti-inflamatório não esteroidal - AINE).

Efeito analgésico: tramadol e diclofenaco mostram interações aditivas a sinérgicas em modelos de roedores em antinocicepção aguda, hiperalgesia térmica ou dor inflamatória.

Efeito Anti-inflamatório: em testes com ratos, a combinação de tramadol e diclofenaco eliminou a formação de edemas com um intervalo de dose eficaz semelhante à obtida apenas com o diclofenaco. O efeito ulcerogênico gástrico (de causar úlceras no estômago) da combinação foi inferior do que o do diclofenaco.

A combinação de tramadol e diclofenaco proporcionou melhor alívio da dor em humanos com dor pós-operatória do que a monoterapia com tramadol ou diclofenaco.

O tempo médio estimado para início da ação terapêutica de Adorlan 25 ou Adorlan 50 é de 15 minutos.

Adorlan 25 e Adorlan 50 posiciona-se como um analgésico do degrau II na escada de dor da

OMS.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Não tome Adorlan 25 ou Adorlan 50 se você:

  • tem hipersensibilidade (alergia) ao tramadol, diclofenaco ou a qualquer um dos excipientes
  • teve intoxicação aguda com álcool, hipnóticos, analgésicos, opioides ou outros medicamentos psicotrópicos
  • está tomando certos medicamentos para o tratamento da depressão conhecido como inibidores da MAO (monoaminoxidase) ou os utilizou nos últimos 14 dias (vide item 4. O QUE DEVO

Saber antes de tomar esse medicamento?)

  • tem epilepsia não controlada adequadamente pelo tratamento
  • tem histórico de reação alérgica (broncoespasmo, asma, rinite ou urticária) após a administração de ácido acetilsalicílico ou outros AINEs (anti-inflamatórios não esteroidais)
  • tem ou teve história anterior de úlceras ou sangramentos digestivos várias vezes (pelo menos dois episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovadas)
  • tem histórico de sangramento digestivo ou perfuração relacionado com tratamento prévio com AINEs
  • tem sangramento no cérebro ou outros sangramentos ativos
  • tem insuficiência hepática (no fígado) ou insuficiência renal (nos rins) graves
  • tem insuficiência cardíaca (no coração) grave (vide item 4. O QUE DEVO SABER ANTES

De tomar esse medicamento?)

  • está no último trimestre da gravidez (vide item 4. O QUE DEVO SABER ANTES DE

Tomar esse medicamento?).

Este medicamento é contraindicado durante o aleitamento ou doação de leite, pois é excretado no leite humano e pode causar reações indesejáveis no bebê. Seu médico ou cirurgião-dentista deve apresentar alternativas para o seu tratamento ou para a alimentação do bebê. Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.

Este medicamento é contraindicado em caso de suspeita de dengue, pois pode aumentar o risco de sangramentos.

Não use este medicamento caso tenha problemas no estômago.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Antes de tomar Adorlan 25 e Adorlan 50, informe o seu médico se você:

  • Tem epilepsia ou é susceptível a ter convulsões.
  • Tem tendência para o abuso de drogas ou dependência.
  • É dependente de opioides.
  • Está tomando AINEs, incluindo inibidores seletivos da ciclooxigenase-2
  • Tem histórico de úlceras, em particular com complicações de hemorragia (sangramento) ou perfuração.
  • Está tomando ácido acetilsalicílico (AAS) de baixa dosagem ou outros medicamentos que você saiba que podem aumentar o risco gastrointestinal.
  • Tem histórico de toxicidade gastrointestinal. Comunique ao seu médico quaisquer sintomas abdominais raros (em particular sangramento gastrointestinal), especialmente no início do tratamento.
  • Está tomando concomitantemente medicamentos que possam aumentar o risco de úlceras ou hemorragias, por exemplo corticosteroides orais (medicamentos para aliviar áreas inflamadas do corpo), anticoagulantes tais como varfarina, inibidores seletivos da recaptação de serotonina (medicamentos utilizados para tratar certos tipos de depressão) ou inibidores da agregação de trombócitos tais como ácido acetilsalicílico.
  • Realizou cirurgia gastrointestinal.
  • Tem histórico de hipertensão (pressão alta) e/ou insuficiência cardíaca (do coração) congestiva de leve a moderada.
  • Tem distúrbios de coagulação.

Durante o tratamento com Adorlan 25 ou Adorlan 50, informe imediatamente ao seu médico se você apresentar:

  • Sangramento ou úlceras gastrointestinal.
  • Aumento da pressão arterial e/ou retenção de líquidos ou inchaço.
  • Sinais de erupção cutânea (na pele), lesões mucosas ou outros sinais de reação de hipersensibilidade. As reações de hipersensibilidade ao diclofenaco podem progredir para uma reação alérgica grave chamada Síndrome de Kounis. Os sintomas iniciais podem incluir dor no peito e até resultar em infarto agudo do miocárdio.
  • Diagnóstico de oligoidrâmnio
  • Diagnóstico de constrição do canal arterial Nestes casos, seu médico orientará a interrupção do tratamento.

Informe também ao seu médico se você apresentar sinais repetidos de uma infecção ou piora destes sinais. Seu médico irá verificar se o tratamento anti-infeccioso/antibiótico é indicado.

A administração prolongada de analgésicos pode originar dores de cabeça. Você não deve aumentar a dose do medicamento para combatê-las.

Em geral, a ingestão habitual de analgésicos, em particular combinada com várias substâncias analgésicas, pode levar a danos renais (nos rins) permanentes, com risco de insuficiência renal (nefropatia analgésica).

O uso concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 e álcool pode intensificar os efeitos secundários relacionados com a substância, particularmente aqueles que afetam o trato gastrointestinal ou o sistema nervoso central.

Atletas devem tomar ciência de que este medicamento pode causar resultado positivo em testes de controle de doping.

Este medicamento pode causar doping.

Tolerância, dependência e vício Este medicamento contém cloridrato de tramadol, que é um medicamento opioide. O uso repetido de analgésicos opioides pode diminuir a eficácia do medicamento (o que é conhecido como tolerância). O uso repetido de Adorlan 25 ou Adorlan 50 também pode causar dependência, abuso e vício, o que pode levar a uma overdose com risco de morte. O risco desses efeitos colaterais pode aumentar com o aumento da dosagem e com a maior duração do uso. A dependência ou o vício podem fazer com que você sinta que não tem mais controle sobre a quantidade de medicamento que precisa tomar ou a frequência com que precisa tomá-lo. O risco de se tornar dependente ou adicto varia de pessoa para pessoa.

Você pode ter um risco maior de se tornar dependente ou adicto em Adorlan 25 ou Adorlan 50 se:

  • Você ou alguém de sua família tiver histórico de abuso ou dependência de álcool, medicamentos prescritos ou substâncias ilícitas (“dependência”).
  • Você for fumante.
  • Você já teve problemas de humor (depressão, ansiedade ou transtorno de personalidade) ou já foi tratado por um psiquiatra para outras doenças mentais.

Se você notar qualquer um dos sinais a seguir enquanto estiver tomando Adorlan 25 ou Adorlan 50, isso pode ser um sinal de que você se tornou dependente ou adicto:

  • Você precisa tomar o medicamento por mais tempo do que o recomendado pelo seu médico.
  • Você precisa tomar mais do que a dose recomendada.
  • Você está usando o medicamento por motivos diferentes dos prescritos, por exemplo, “para se acalmar” ou “para ajudar a dormir”.
  • Você fez várias tentativas sem sucesso de parar ou controlar o uso do medicamento.
  • Você não se sente bem quando para de tomar o medicamento e se sente melhor quando começa a tomá-lo novamente (“sintomas de abstinência”).

Se notar qualquer um desses sinais, converse com seu médico para discutir a estratégia de tratamento mais adequada para você, incluindo quando é apropriado parar de tomar o medicamento e como parar com segurança.

Distúrbios de respiração associados ao sono Adorlan 25 ou Adorlan 50 contém uma substância ativa que pertence ao grupo dos opioides. Os opioides podem causar distúrbios respiratórios associados ao sono como, por exemplo, apneia central do sono (respiração rasa/pausa da respiração durante o sono) e hipoxemia relacionada ao sono (baixo nível de oxigênio no sangue).

O risco de ocorrer apneia central do sono depende da dose de opioides. O seu médico pode considerar a possibilidade de diminuir a sua dose total de opioides se você apresentar apneia central do sono.

Para evitar a superdosagem, não tome junto com Adorlan 25 ou Adorlan 50 outros medicamentos contendo diclofenaco ou tramadol. Em adultos e jovens com mais de 18 anos, a dose total de diclofenaco não deve ser maior que 150 mg/dia, resultando na combinação de dose fixa numa dose diária máxima de 150 mg/dia de tramadol.

Seu médico poderá tomar precauções adicionais relacionadas ao uso de Adorlan 25 ou Adorlan 50 se você:

  • For dependente de opioides, tiver traumatismo craniano, choque, um nível reduzido de consciência de origem incerta, perturbações do centro ou função respiratória, aumento da pressão intracraniana.
  • For sensível a opiáceos.
  • Os efeitos colaterais podem ser reduzidos ao administrar a dose mínima eficaz durante o período mais curto necessário para controlar os sintomas.
  • For idoso, devido ao maior risco de eventos adversos durante o tratamento com AINE (tal como diclofenaco sódico contido em Adorlan 25 ou Adorlan 50), em particular de hemorragia (sangramento) gastrointestinal e perfuração, em alguns casos com resultado fatal.
  • Tiver histórico de doença gastrointestinal (colite ulcerativa, doença de Crohn), uma vez que a condição pode piorar com o uso de Adorlan 25 ou Adorlan 50.
  • Tiver hipertensão (pressão alta) não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença cardíaca isquêmica estabelecida, doença arterial periférica e/ou cerebrovascular.
  • Apresentar fatores de risco para eventos cardiovasculares (por exemplo, hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus, tabagismo).
  • Sofre de insuficiência grave da função hepática (no fígado). Neste caso, seu médico irá realizar monitoramento rigoroso do tratamento. Se seu médico verificar a persistência ou agravamento de testes anormais da função hepática, ou o desenvolvimento de sinais clínicos ou sintomas consistentes com doença hepática ou se ocorrerem outras manifestações, ele irá orientar a interrupção do tratamento com Adorlan 25 ou Adorlan 50.

Seu médico deverá avaliar cuidadosamente a razão risco-benefício do tratamento com Adorlan 25 ou Adorlan 50 se você:

  • apresentar alterações enzimáticas do metabolismo da porfirina (na formação da hemoglobina) existentes desde o nascimento;
  • tiver lúpus eritematoso sistêmico (LES) e doença do tecido conjuntivo misto.

Seu médico deverá acompanhar seu tratamento cuidadosamente se você:

  • tiver função renal (dos rins) comprometida;
  • apresentar desordens da função hepática (do fígado);
  • tiver realizado uma cirurgia maior;
  • sofrer de rinite alérgica, pólipos nasais ou doença pulmonar obstrutiva crônica (enfisema e bronquite crônica geralmente relacionadas ao cigarro), uma vez que têm um risco aumentado de reações alérgicas;
  • for alérgico a outras substâncias, porque há também um risco aumentado de reações alérgicas na administração de Adorlan 25 ou Adorlan 50.

Não tome este medicamento por período maior do que está recomendado na bula ou recomendado pelo médico, pois pode causar problemas nos rins, estômago, intestino, coração e vasos sanguíneos.

Este produto contém diclofenaco, que pode causar reações alérgicas, como a asma, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e operar máquinas Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas no início do tratamento, quando a dose é alterada, quando muda de outro analgésico para este medicamento, se você também usa outros medicamentos que agem no cérebro ou se você consumir álcool, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.

Em caso de dúvida, se Adorlan prejudicar sua capacidade de dirigir ou operar máquinas, consulte seu médico.

O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.

Gravidez, amamentação e fertilidade Uma vez que Adorlan 25 ou Adorlan 50 é uma combinação fixa de substâncias ativas, incluindo diclofenaco, o produto é contraindicado no último trimestre da gravidez. Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Como Adorlan 25 ou Adorlan 50 contém adicionalmente cloridrato de tramadol, o produto não deve ser utilizado durante a gravidez.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Uma vez que Adorlan 25 ou Adorlan 50 é uma combinação fixa de substâncias ativas, incluindo cloridrato de tramadol, não deve ser ingerido durante a amamentação.

Como acontece com outros anti-inflamatórios não esteroidais, o uso de diclofenaco pode prejudicar a fertilidade feminina e não é recomendado em mulheres que estão tentando engravidar.

Não existem dados sobre os efeitos de diclofenaco sobre a fertilidade masculina. Se você tem dificuldades para engravidar ou está passando por investigação de infertilidade, informe ao seu médico.

Baseado na experiência humana (vigilância pós comercialização) é sugerido que o tramadol não influencia na fertilidade feminina ou masculina.

Outros medicamentos e Adorlan Informe ao seu médico ou farmacêutico se estiver tomando:

  • medicamentos para o tratamento de alergia e para o tratamento de vômito ou náusea em viagens (anti-histamínicos ou antieméticos);
  • medicamentos para o tratamento de distúrbios psiquiátricos (antipsicóticos ou neurolépticos);
  • relaxantes musculares;
  • medicamentos para o tratamento da doença de Parkinson.

Informe ao seu médico se você estiver tomando, tomou recentemente ou poderá tomar qualquer outro medicamento.

  • Adorlan 25 ou Adorlan 50 não deve ser tomado junto com inibidores da MAO (certos medicamentos para o tratamento da depressão).
  • O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial de outros medicamentos para causar convulsão, tais como antidepressivos, antipsicóticos e outros medicamentos para baixar o limiar convulsivo.
  • O uso concomitante de tramadol e alguns antidepressivos pode causar toxicidade pelo excesso de serotonina. Se isso ocorrer, você pode experimentar sintomas tais como contrações musculares involuntárias, rítmicas, incluindo os músculos que controlam o movimento dos olhos, agitação, suor excessivo, tremor, exageração dos reflexos, tensão muscular aumentada, temperatura do corpo acima de 38°C.
  • O uso concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 e medicamentos sedativos, como benzodiazepínicos ou medicamentos relacionados (certos comprimidos para dormir ou tranquilizantes [por exemplo, barbitúricos] ou analgésicos, como opioides, morfina e codeína [também como remédio para tosse], antipsicóticos, anti-histamínicos H1, álcool) aumenta o risco de sonolência, dificuldades respiratórias (depressão respiratória), coma e pode ser fatal.

Por esse motivo, o uso concomitante só deve ser considerado quando outras opções de tratamento não forem possíveis. Entretanto, se seu médico prescrever Adorlan 25 ou Adorlan 50 com medicamentos sedativos, ele deve limitar a dose e a duração do tratamento concomitante. O uso concomitante de opioides e medicamentos usados para o tratamento de epilepsia, dor nos nervos ou ansiedade (gabapentina e pregabalina) aumenta o risco de depressão respiratória e pode ser fatal. Informe ao seu médico se estiver tomando gabapentina ou pregabalina ou qualquer outro medicamento sedativo e siga cuidadosamente a recomendação de dosagem do seu médico. Pode ser útil informar seus amigos e familiares sobre os sinais e sintomas listados acima. Informe ao seu médico se você apresentar qualquer um desses sintomas.

  • A administração simultânea ou prévia de carbamazepina (indutor enzimático utilizado no tratamento da epilepsia) pode reduzir o efeito analgésico e encurtar a duração da ação de Adorlan 25 ou Adorlan 50.
  • Outras substâncias ativas, tais como o cetoconazol (antifúngico) e a eritromicina (antibiótico), podem inibir o metabolismo do tramadol.
  • O uso concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 com subtâncias como voriconazol pode aumentar os efeitos do diclofenaco, devido à inibição do seu metabolismo. A aplicação pré ou pós-operatória do antiemético (medicamento para prevenir náusea) ondansetrona pode aumentar a necessidade de tramadol em casos de dor pós-operatória.
  • Devem ser tomadas precauções durante o tratamento concomitante com Adorlan 25 ou Adorlan 50 e derivados cumarínicos (por exemplo, varfarina). O efeito destes medicamentos na coagulação do sangue pode ser afetado e pode ocorrer sangramento. Também os AINEs, incluindo diclofenaco, podem intensificar os efeitos de anticoagulantes, como a varfarina.
  • A administração concomitante de vários AINEs pode aumentar o risco de úlceras gastrointestinais (no estômago e intestino) e hemorragias (sangramento). Consequentemente, a administração concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 com outros AINEs não é recomendada.
  • A administração concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 e digoxina (medicamento usado para problemas no coração) ou lítio (medicamento usados para tratar alguns tipos de depressão) pode aumentar a concentração destes medicamentos no sangue. Seu médico deve verificar os níveis séricos de lítio e poderá fazer um controle da digoxina sérica.
  • Anti-inflamatórios não esteroidais, como o diclofenaco, podem atenuar o efeito de diuréticos (medicamentos usados para aumentar o volume de urina) e anti-hipertensivos (medicamentos para o tratamento da pressão alta). Em pacientes com insuficiência renal (por exemplo, pacientes desidratados ou pacientes idosos com insuficiência renal), a administração concomitante de alguns anti-hipertensivos com um medicamento anti-inflamatório pode piorar ainda mais a função renal com a possibilidade de insuficiência renal aguda, geralmente reversível. Assim, tal combinação só deve ser utilizada com cuidado, particularmente em pacientes idosos. Se esse for o seu caso, seu médico poderá solicitar que você tome quantidades adequadas de líquido e faça um controle regular da função renal após o início da terapia combinada. A administração concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 e alguns diuréticos, ciclosporina e tacrolimo (medicamentos usados após transplante de órgão para evitar rejeição) ou trimetoprima (antobiótico) pode induzir excesso de potássio no sangue.

Nestes casos, os níveis de potássio devem ser monitorados.

  • A administração concomitante de AINEs com tacrolimo pode levar a um aumento do risco de nefrotoxicidade (dano aos rins).
  • A administração concomitante com colestipol e colestiramina (medicamentos usados para diminuir os níveis de colesterol do sangue) pode induzir um atraso ou diminuição da absorção do diclofenaco. Portanto, recomenda-se administrar diclofenaco pelo menos uma hora antes ou 4 a 6 horas após a administração de colestipol/ colestiramina.
  • A administração concomitante com glucocorticoides (medicamentos para aliviar áreas inflamadas do corpo) pode aumentar o risco de úlceras gastrointestinais ou hemorragias.
  • A administração concomitante com inibidores da agregação de trombócitos, tais como ácido acetilsalicílico ou com inibidores seletivos da recaptação de serotonina (medicamentos utilizados para tratar certos tipos de depressão) pode levar a um aumento do risco de hemorragia gastrointestinal.
  • A administração de Adorlan 25 ou Adorlan 50 nas 24 horas anteriores ou posteriores ao metotrexato (medicamento usado para tratar alguns tipos de câncer ou artrite) pode aumentar a concentração de metotrexato no sangue e aumentar os seus efeitos tóxicos.
  • Os AINEs (tais como o diclofenaco sódico) podem aumentar a toxicidade da ciclosporina (medicamentos especialmente usados em pacientes que receberam órgãos transplantados) nos rins.
  • Os medicamentos que contêm probenecida ou sulfinpirazona (medicamentos utilizados no tratamento da gota) podem atrasar a excreção de diclofenaco.
  • Quando os AINEs são administrados com zidovudina (antiretroviral utilizado no tratamento da AIDS), existe um risco aumentado de toxicidade no sangue.
  • Medicamentos utilizados para tratar problemas de coração (antagonistas do cálcio, como isradipina e verapamil): o uso de diclofenaco pode diminuir a eficácia do tratamento com estes medicamentos.
  • Medicamentos utilizados para tratar diabetes: se você utiliza antidiabéticos orais, seu médico poderá monitorar os níveis de glicose sanguínea durante a terapia concomitante com Adorlan 25 ou Adorlan 50, visto que existem relatos isolados de hipoglicemia e hiperglicemia, que necessitaram de mudança na dose dos antidiabéticos orais, durante o tratamento com diclofenaco.
  • Medicamentos utilizados para tratar infecções (antibacterianos): houve relatos isolados de convulsões que podem ter acontecido devido ao uso concomitante de quinolonas e AINEs.

Existem estudos que apontaram maior eliminação da ceftriaxona devido ao diclofenaco.

  • Fenitoína (medicamento utilizado para tratar ataques epiléticos): o uso concomitante com diclofenaco pode levar ao aumento da exposição à fenitoína. Neste caso, seu médico irá monitorar a concentração plasmática de fenitoína.
  • Álcool: o uso de álcool pode aumentar a toxicidade de anti-inflamatórios não esteroidais.
  • Misoprostol (medicamento utilizado para tratar úlceras de estômago): seu uso pode aumentar a toxicidade de anti-inflamatórios não esteroidais.
  • Pentazocina (medicamento utilizado para alívio da dor): o uso concomitante com AINEs pode levar à ocorrência de convulsões do tipo tônico-clônicas.
  • O uso concomitante de diclofenaco e indutores enzimáticos como a rifampicina, um antibiótico utilizado para tratar infecções bacterianas, pode levar a uma diminuição significativa na concentração plasmática e exposição ao diclofenaco.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Atenção: pode causar dependência física ou psíquica.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Adorlan 25 e Adorlan 50 devem ser armazenados em temperatura ambiente (15-30°C).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Adorlan 25 e Adorlan 50 são comprimidos brancos, redondos e biconvexos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Modo de usar Os comprimidos não devem ser divididos ou mastigados. Devem ser engolidos como um todo, com líquido suficiente e não em jejum. No caso de um estômago sensível, a ingestão em paralelo com os alimentos é recomendada.

Antes de iniciar e durante o tratamento, seu médico lhe dirá o que esperar do Adorlan 25 ou Adorlan 50, quando e por quanto tempo você deve tomá-lo, quando entrar em contato com seu médico e quando parar de tomá-lo.

Posologia A dose mais baixa eficaz para analgesia deve ser geralmente selecionada. Em adultos e jovens com mais de 18 anos, a dose total de diclofenaco não deve ser maior que 150 mg/dia, resultando para a combinação de dose fixa uma dose diária máxima de 150 mg/dia de tramadol.

A não ser que seu médico prescreva de outra maneira, Adorlan 25 ou Adorlan 50 deve ser administrado da seguinte forma:

Adultos e adolescentes acima de 18 anos:

Adorlan 25:

Um comprimido (25 mg de cloridrato de tramadol, 25 mg de diclofenaco sódico) a cada 8 horas (correspondendo a 75 mg de cloridrato de tramadol e 75 mg de diclofenaco sódico por dia).

Adorlan 50:

Um comprimido (50 mg de cloridrato de tramadol, 50 mg de diclofenaco sódico) a cada 8 horas (correspondendo a 150 mg de cloridrato de tramadol e 150 mg de diclofenaco sódico por dia).

A associação em dose fixa de cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico não deve, em circunstância alguma, ser administrada por mais tempo do que o absolutamente necessário.

Crianças:

A utilização da associação em dose fixa de cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico não foi estabelecida em crianças com menos de 18 anos de idade. Portanto, o tratamento não é recomendado nesta população.

Pacientes geriátricos:

Normalmente não é necessário um ajuste da dose em pacientes com idade até 75 anos sem insuficiência hepática (no fígado) ou renal (nos rins) clinicamente manifestada. Em pacientes idosos com mais de 75 anos a eliminação do tramadol pode ser prolongada. Assim, se necessário, o intervalo de dosagem deve ser estendido de acordo com as necessidades do paciente. Adorlan 25 ou Adorlan 50 deve ser usado com especial cuidado em tais pacientes que geralmente são mais propensos a reações adversas de anti-inflamatórios não esteroidais.

Em particular, recomenda-se que a dose eficaz mais baixa seja utilizada em pacientes idosos frágeis ou com baixo peso corporal e o paciente deve ser monitorizado para sangramento gastrointestinal durante a terapia.

Insuficiência renal/diálise e insuficiência hepática Em pacientes com insuficiência renal (nos rins) e/ou hepática (no fígado), a eliminação do tramadol é retardada. Nestes pacientes, o prolongamento dos intervalos de dosagem deve ser cuidadosamente avaliado de acordo com as necessidades do paciente.

Para pacientes com disfunção renal e/ou hepática grave, não é recomendada a utilização da combinação de dose fixa de cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico (vide item “3. QUANDO

Não devo usar este medicamento?”).

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se você se esquecer de tomar Adorlan 25 ou Adorlan 50 no horário definido pelo seu médico, tome-o assim que se lembrar. No entanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome somente a dose seguinte, como de costume, recomendada pelo seu médico. Neste caso, não tome dois comprimidos para compensar as doses esquecidas.

O esquecimento da dose pode comprometer o resultado do tratamento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Os efeitos indesejáveis mais frequentemente relatados para a combinação de cloridrato de tramadol / diclofenaco foram enjoos, tonturas e sonolência, observados em mais de 10% dos pacientes.

As frequências são definidas conforme o seguinte:

Muito comum: >1/10 (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) Comum: >1/100, <1/10 (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) Incomum: >1/1000, <1/100 (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento) Rara: >1/10 000, <1/1000 (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento) Muito rara: <1/10 000 (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento) Desconhecida: não pode ser estimada pelo dado disponível.

Dentro de cada grupo de frequências, os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade.

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Muito rara: alterações na produção do sangue (ausência de produção dos elementos do sangue [anemia aplásica], diminuição dos glóbulos brancos do sangue [leucopenia], diminuição das plaquetas do sangue [trombocitopenia], diminuição de todos os elementos do sangue [pancitopenia], diminuição de glóbulos brancos importantes para a defesa do organismo [agranulocitose]), anemia hemolítica. Os primeiros sinais podem ser febre, dor de garganta, feridas superficiais na boca, sintomas gripais, exaustão grave, hemorragias nasais e sangramento da pele.

Distúrbios cardíacos:

Incomum: palpitações, batimentos do coração acelerados, dor no peito. Estas reações adversas podem ocorrer especialmente em pacientes que estão fisicamente estressados.

Rara: batimentos do coração mais lentos.

Muito rara: falha no bombeamento do sangue pelo coração (insuficiência cardíaca congestiva), infarto do miocárdio.

Estudos clínicos e dados epidemiológicos sugerem que o uso de diclofenaco, em particular em altas doses (150 mg por dia) e em tratamento a longo prazo pode estar associado a um risco ligeiramente aumentado de obstrução das artérias sanguíneas por coágulos (por exemplo, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral).

Desconhecida: síndrome de Kounis (reação alérgica grave que pode resultar em infarto do miocárdio. Os sintomas iniciais de tais reações podem incluir dor no peito associada a uma reação alérgica ao diclofenaco).

Distúrbios oculares:

Rara: visão turva, contração da pupila (miose), dilatação da pupila (midríase).

Muito rara: deficiência visual (visão dupla).

Distúrbios do ouvido e do labirinto:

Muito rara: zumbido, distúrbios auditivos passageiros.

Distúrbios endócrinos Casos de SIADH (síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético) foram relatados na literatura, embora uma relação causal com o tramadol não tenha sido estabelecida.

Distúrbios gastrointestinais:

Muito comum: queixas gastrointestinais tais como enjoos, vômitos, diarreia e sangramento gastrointestinal, que em casos excepcionais podem causar anemia.

Comum: prisão de ventre, boca seca, dor abdominal, má digestão, aumento dos gases, cólicas abdominais, úlcera gastrointestinal (possivelmente com sangramento e perfuração).

Incomum: vômito ou sensação de vômito iminente, desconforto gastrointestinal (sensação de pressão no estômago, inchaço), vômito sangrentos, diarreia escura e fétida ou sangrenta.

Muito rara: estomatite, inflamação da língua, lesão esofágica, queixas do abdômen inferior (por exemplo, colite hemorrágica ou colite ulcerativa exacerbada / doença de Crohn), colite isquêmica, pancreatite, estruturas intestinais tipo diafragma.

O paciente deve ser avisado para descontinuar o medicamento em caso de dor abdominal superior grave, diarreia escura e fétida ou vômitos com sangue vivo e consultar imediatamente um médico.

Distúrbios gerais e alterações no local da administração Comum: fadiga Incomum: edema, particularmente em pacientes com pressão alta e insuficiência dos rins.

Distúrbios hepato-biliares Comum: enzimas do fígado aumentadas Incomum: lesão do fígado em particular no tratamento a longo prazo, hepatite aguda com ou sem icterícia (pele e olhos amarelados).

Muito rara: hepatite fulminante Infecções e infestações:

Muito rara: Houve relatos de uma deterioração em inflamação relacionada com a infecção (por exemplo desenvolvimento de infecção do tecido subcutâneo, fáscia e músculo) numa ligação temporal com a administração sistêmica de AINEs (tais como diclofenaco sódico contido em Adorlan 25 ou Adorlan 50). Isto pode eventualmente estar ligado ao mecanismo de ação dos AINEs. Relatos de inflamação das meninges onde não há agentes infecciosos (especialmente em pacientes com distúrbios autoimunes existentes, como lúpus eritematoso sistêmico, doença mista do tecido conjuntivo) com sintomas como pescoço rígido, cefaleia, náuseas, vômitos, febre ou desorientação.

Investigações Muito rara: hemoglobina diminuída.

Distúrbios do sistema imune:

Rara: hipersensibilidade. Podem estar na forma de edema da face, inchaço da língua e laringe interna com estreitamento do trato respiratório (edema angioneurótico), falta de ar, broncoespasmo, som de chiado ao respirar, batimentos acelerados do coração, pressão baixa culminando em choque iminente, reação alérgica grave.

No caso de um destes sintomas, que pode ocorrer mesmo quando a preparação é utilizada pela primeira vez, Adorlan 25 ou Adorlan 50 deve ser descontinuado e tratamento médico imediato é necessário.

Distúrbios do metabolismo e nutrição:

Comum: apetite diminuído.

Rara: alterações no apetite.

Desconhecida: hipoglicemia Casos de hiponatremia (baixos níveis de sódio no sangue) foram relatados na literatura, embora uma relação causal com o tramadol não tenha sido estabelecida.

Distúrbios dos tecidos musculoesquelético e conectivo:

Rara: fraqueza motora Distúrbios do sistema nervoso:

Muito comum: tontura Comum: cefaleia, sonolência, agitação, irritabilidade Rara: distúrbios da fala, formigamentos, tremor, convulsão, contrações musculares involuntárias, coordenação anormal, perda dos sentidos, desmaios.

A convulsão ocorreu principalmente após a administração de doses elevadas de tramadol ou após tratamento concomitante com medicamentos que podem diminuir o limiar de convulsão.

Muito rara: desorientação, espasmos musculares, tremores.

Distúrbios psiquiátricos:

Rara: alucinação, estado confusional, distúrbio do sono, delírio, ansiedade e pesadelos. Podem ocorrer reações adversas psíquicas após a administração de tramadol que variam individualmente em intensidade e natureza (dependendo da personalidade e duração do tratamento). Estas incluem mudanças de humor (geralmente humor eufórico, ocasionalmente mudanças repentinas e transitórias do ânimo), alterações na atividade (geralmente supressão, ocasionalmente aumento) e mudanças na capacidade de aquisição do aprendizado e sensorial (por exemplo, comportamento de decisão, distúrbios de percepção).

Dependência de drogas pode ocorrer. Sintomas de síndrome de abstinência de drogas, semelhantes aos que ocorrem durante a retirada de opiáceos, podem ocorrer como se segue: agitação, ansiedade, nervosismo, insônia, hipercinesia (movimentação excessiva de um órgão ou de uma parte do corpo), tremor e sintomas gastrointestinais. Outros sintomas que muito raramente foram observados com a interrupção do tramadol incluem: ataques de pânico, ansiedade grave, alucinação, formigamento, zumbido e sintomas incomuns do SNC (ou seja, confusão, delírios, perda ou diminuição da autopercepção ou da percepção da realidade, e condição mental com mania de perseguição).

Muito rara: depressão.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais:

Rara: depressão respiratória, falta de ar.

Se as doses recomendadas forem consideravelmente excedidas e outras substâncias depressoras centrais forem administradas concomitantemente, pode ocorrer depressão respiratória.

Foi relatada piora da asma com o uso do tramadol.

Muito rara: inflamação dos pulmões.

Desconhecida: síndrome da apneia central do sono.

Distúrbios renais e urinários:

Incomum: retenção de líquidos.

Rara: distúrbios urinários (ardor e dificuldade ao urinar).

Muito rara: danos nos rins (nefrite tubulointersticial, necrose papilar renal) que podem ser acompanhados por mal funcionamento dos rins agudo, perda de proteínas e/ou sangue na urina; alteração da função dos rins.

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo Comum: excesso de produção de suor, coceira, erupção na pele.

Incomum: alopecia (queda de cabelos), urticária (reação alérgica na pele).

Muito rara: áreas avermelhadas e escamosas na pele (eczema), vermelhidão na pele (eritema), reação de fotossensibilidade, púrpura (também púrpura alérgica - manchas vermelhas na pele) e reações dérmicas bolhosas, tais como síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (síndroma de Lyell).

Distúrbios vasculares:

Incomum: regulação cardiovascular (hipotensão postural e ataque cardíaco).

Muito rara: pressão alta.

Atenção: este produto é um medicamento que possui uma nova associação no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.

Nesse caso, informe seu médico.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Adorlan 25 ou Adorlan 50 é uma combinação fixa de substâncias ativas. Em caso de superdose, os sintomas podem incluir os sinais e sintomas de toxicidade do cloridrato de tramadol ou diclofenaco ou de ambas estas substâncias ativas.

Sintomas de superdosagem de cloridrato de tramadol Em princípio, na intoxicação com cloridrato de tramadol, são esperados sintomas semelhantes aos de outros analgésicos de ação central (opioides). Estes incluem, em particular, miose, vômitos, colapso cardiovascular, distúrbios da consciência até coma, convulsões e depressão respiratória, parada respiratória e morte.

Sintomas de superdosagem de diclofenaco Distúrbios do sistema nervoso central como cefaleia (dor de cabeça), tonturas, confusão mental e inconsciência, (em crianças também convulsões mioclônicas), podem ocorrer como sintomas de uma superdosagem e dor abdominal, enjoos e vômitos. Hemorragia gastrointestinal e alterações da função hepática (do fígado) e renal (dos rins) também são possíveis. Hipotensão (pressão baixa), depressão respiratória e cianose (cor azulada da pele e extremidades) também podem ocorrer.

Tratamento Aplicam-se as medidas gerais de emergência. Manter vias aéreas seguras; manter a respiração e a circulação dependendo dos sintomas. O antídoto para a depressão respiratória devido ao tramadol é a naloxona. Em casos de convulsões, devem ser administrados benzodiazepínicos de ação prolongada (por exemplo Diazepam). Para diclofenaco, não há antídoto específico.

Em caso de intoxicação, a descontaminação gastrointestinal com carvão ativado ou por lavagem gástrica é apenas recomendada dentro de 2 horas após a ingestão. A descontaminação gastrointestinal em um momento posterior pode ser útil em caso de intoxicação com quantidades excepcionalmente grandes.

O tramadol é minimamente eliminado do soro por hemodiálise ou hemofiltração. Portanto, o tratamento de intoxicação aguda com Adorlan 25 ou Adorlan 50 com hemodiálise ou hemofiltração isoladamente não é adequado para desintoxicação.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

REGISTRO: 1.8610.0017 Farm. Resp.: Marcelo Mesquita – CRF-SP 31885 Produzido por:

Tecnandina S.A., Quito, Equador Importado e Registrado por:

Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.

Av. Guido Caloi, 1935 Bloco B e C – 1º andar – São Paulo - SP

CNPJ. 10.555.143/0001-13 ® Marca Registrada

SAC 0800 205 2050

Venda sob prescrição com retenção da receita.

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 04/11/2024.

V11 – R1124/CCDS14.0 e 15.0

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

ADORLAN ® (cloridrato de tramadol + diclofenaco sódico) Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda. comprimidos 25 mg 50 mg Adorlan ® cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico Adorlan ® 25 e Adorlan ® 50 cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico

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Apresentações

Adorlan 25 Comprimidos de 25 mg + 25 mg em embalagens com 20 comprimidos.

Adorlan 50 Comprimidos de 50 mg + 50 mg em embalagens com 20 comprimidos.

Uso oral

Uso adulto

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Composição

Adorlan 25 Cada comprimido contém 25 mg de cloridrato de tramadol, equivalente a 21,957 mg de tramadol base, e 25 mg de diclofenaco sódico, equivalente a 23,279 mg de diclofenaco base.

Adorlan 50 Cada comprimido contém 50 mg de cloridrato de tramadol, equivalente a 43,914 mg de tramadol base, e 50 mg de diclofenaco sódico, equivalente a 46,558 mg de diclofenaco base.

Excipientes: celulose microcristalina, croscarmelose sódica, dióxido de silício e estearato de magnésio.

01

Indicações

Adorlan 25 e Adorlan 50 são indicados para o alívio da dor inflamatória aguda de intensidade moderada a grave.

02

Resultados de eficácia

Existem 5 estudos que utilizaram a associação em dose fixa oral da Grünenthal (tramadol / diclofenaco): o primeiro é na dor pós-cirúrgica (Auad Saab 2009a), o segundo na dor após a bunionectomia (Auad Saab 2009b), o terceiro é um estudo observacional na pós-comercialização, o quarto é o estudo de interação farmacocinética realizado pela Grünenthal, e o quinto é o estudo de Fase III KF8001-01 (Desjardins et al, 2020 / Clinical Overview - Fixed Dose Combination of Tramadol and Diclofenac (ADORLAN)).

Nos dois primeiros estudos, as dosagens de tramadol 25 mg / diclofenaco 25 mg e tramadol 50 mg / diclofenaco 50 mg foram comparadas com placebo / diclofenaco 50 mg. No estudo pós-comercialização, apenas a dosagem de tramadol 25 mg / diclofenaco 25 mg foi utilizada.

No grande estudo pivotal de Fase III KF8001-01, o objetivo geral foi avaliar a eficácia analgésica e a segurança da combinação em dose fixa de cloridrato de tramadol / diclofenaco sódico em 2 níveis de dose (50 mg / 50 mg e 25 mg / 25 mg) em comparação com diclofenaco sódico 50 mg e cloridrato de tramadol 50 mg em monoterapia.

As combinações de cloridrato de tramadol 25 mg / diclofenaco sódico 25 mg (Adorlan 25) e de cloridrato de tramadol 50 mg / diclofenaco sódico 50 mg (Adorlan 50) foram mais eficazes que o diclofenaco 50 mg ou tramadol 50 mg em monoterapia. Para todos os desfechos primários e secundários, o braço Adorlan 50 mostrou consistentemente pontuações significativamente superiores de TOTPAR, SPID (soma da variação da intensidade da dor), tempo para início do primeiro alívio perceptível da dor, tempo para alívio significativo da dor, redução de 50% na dor, e todos os desfechos exploratórios em comparação com cloridrato de tramadol 50 mg e diclofenaco 50 mg em monoterapia.

Além disso, o braço Adorlan 25 mostrou consistentemente pontuações significativamente não inferiores de TOTPAR e superioridade em todos os outros parâmetros. O tempo até o início do primeiro alívio perceptível da dor e o tempo para alívio significativo da dor foram atingidos substancialmente mais rápido por indivíduos que receberam a terapia combinada em comparação com a monoterapia. Os resultados deste estudo indicam que as terapias Adorlan 25 e Adorlan 50 são complementares e proporcionam efeitos analgésicos benéficos superiores em comparação com as monoterapias de diclofenaco 50 mg e tramadol 50 mg após extração de terceiro molar.

O perfil de segurança dos medicamentos Adorlan 25 e Adorlan 50 foi consistente com o perfil de segurança conhecido dos produtos comparadores (diclofenaco 50 mg e tramadol 50 mg). A terapia com Adorlan forneceu efeitos analgésicos benéficos significativamente superiores em todas as medidas de eficácia, sem risco maior em comparação com as monoterapias com diclofenaco e tramadol.

Em adicional, usando uma literatura global (PubMed, http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed, Google Scholar, http://scholar.google.com/), foram identificados um total de 10 estudos clínicos referentes à combinação de tramadol e diclofenaco, que utilizaram outros produtos diferentes de Adorlan, e fornecem dados adicionais de suporte para o uso de Adorlan no tratamento da dor.

Em todos estes estudos o perfil de segurança da combinação de tramadol e diclofenaco foi semelhante ao que foi observado nos grupos de controle.

Autor Indicação Desenho Número de sujeitos Grupos de tratamento e dosagem Resultados Mok et al.

1996 Dor pós-cirúrgica (cirurgia abdominal) Duplo-cego, randomizado 80

  • T 50 mg IV + D 50 mg IM
  • T 50 mg IV + placebo IM
  • Meperidina 50 mg IV + placebo IM
  • Placebo IV + D 50 mg IM T + D proporcionou o melhor alívio da dor com um pico de 1 h, durando 6 h.

Filippi et al. 1999 Dor pós-cirúrgica após cirurgia de disco Aberto, randomizado 60

  • Grupo 1: sem terapia de dor padrão, os sujeitos receberam sob demanda analgésicos diferentes
  • Grupo 2: terapia padronizada para dor, D + T Os indivíduos do grupo D + T apresentaram níveis de dor mais baixos que o grupo controle às 24, 48 e 72 horas Wilder-Smith et al.

Dor pós-cesárea Duplo cego, controlado por 120

  • T 100 mg IM + placebo IM O grupo T + D teve o maior Autor Indicação Desenho Número de sujeitos Grupos de tratamento e dosagem Resultados 2003 placebo, randomizado, de dose única
  • D 75 mg IM + placebo IM
  • T 100 mg IM + D 75 mg IM
  • Placebo IM + Placebo IM tempo médio para a primeira dose de medicação de resgate.

Hussain et al. 2008 Dor pós-histerectomia Randomizado, duplo-cego, controlado por placebo 70

  • Placebo sup. + T 317 mg ACP
  • D 100 mg sup. + T 258 mg ACP O grupo com o supositório de placebo usou mais T para aliviar a dor.

Vasallo-Comendeir o and Arjona Fonseca 2011 Cirurgia ginecológica e obstétrica Estudo analítico, observacional, prospectivo, de coorte 50

  • T 1 mg/kg IV + D 75 mg IV
  • Petidina 1 mg/kg IV + dipirona 600 mg IV A analgesia da combinação T + D foi superior àquela com petidina + dipirona Günes 2011 Dor após craniotomia Duplo-cego, randomizado 50 Todos os participantes receberam tramadol IV (1,5 mg/kg) até uma dose máxima de 100 mg 45 minutos antes da finalização da cirurgia e, em seguida, tramadol IV (1,5 mg/kg) a cada 6 horas. Os pacientes do grupo tramadol-diclofenaco também tinham uma dose única de diclofenaco sódico (75 mg) e os do grupo tramadol-paracetamol uma dose única de paracetamol (15 mg/kg).

O grupo Tramadol-Diclofenaco apresentou menores escores de dor na Escala Visual Analógica (EVA) após 4 e 24 horas.

De Sousa Santos et al. 2012 Cirurgia do terceiro molar, dor pós-operatória Randomizado, duplo-cego, cruzado, método boca-dividida 30

  • T 50 mg vo + dexametasona 4 mg vo 1 h antes da cirurgia O grupo de tramadol + dexametasona apresentou Autor Indicação Desenho Número de sujeitos Grupos de tratamento e dosagem Resultados (split mouth). - T 50 mg vo + D 50 mg vo 1 h antes da cirurgia menores escores de dor.

Mitra et al.

2012 Dor pós-cesariana Randomizado, duplo-cego, paralelo, controlado 204

  • D sup. 100 mg a cada 8 h por 24 h adicionado de:
  • paracetamol IV 1 g a cada 6 h ou
  • T 75 mg IV a cada 6 h Os escores de intensidade da dor, como área sob a curva (AUC), foi menor no grupo T + D. O uso de medicação de resgate foi semelhante nos dois grupos.

Shareef et al. 2014 Dor pós-cesariana Randomizado 90

  • T 100 mg IM x2
  • D 75 mg IM x2
  • (T 50 mg IM + D 50 mg IM) x2 A combinação T + D alcançou analgesia mais rapidamente em comparação com as monoterapias Chandanwa le et al.

2014 Dor moderada a grave em: condições musculoesquelét icas, crise de osteoartrite, artrite reumatoide, dor pós-operatória Aberto 204

  • T 50 mg + D 75 mg ADF vo, 1 comprimido duas vezes ao dia, 5 dias
  • T 37.5 mg + paracetamol 325 mg ADF vo, 2 comprimidos, 3-4 vezes ao dia, 5 dias Os indivíduos com ADF de T + D tiveram uma redução significativa na dor no dia 3 e no dia 5 em comparação com o grupo tramadol + paracetamol Internal Report 1997

Wis-il-

TRA 15

Wis-il-

TRA 16 Doenças do aparelho locomotor, dor tumoral, traumas e fraturas, dor neurogênica Vigilância pós-comercialização sobre a administração de tramadol de liberação prolongada mais diclofenaco em 845 As doses diárias mais frequentemente administradas foram 200 mg T LP + 100 mg D A analgesia foi relatada como muito boa ou boa em 81,4% dos pacientes Autor Indicação Desenho Número de sujeitos Grupos de tratamento e dosagem Resultados consultórios médicos, hospitais e departamentos de dor em pacientes ambulatoriais AUC = área sob a curva; T = tramadol, D = diclofenaco, IM = intramuscular, IV = intravenoso, vo = oral, sup. = supositório, ACP = analgesia controlada pelo paciente, ADF = associação em dose fixa, LP = liberação prolongada; h = hora Referências bibliográficas

  • Auad-Saab A, Jiménez F, Rodríguez A, Arriaga U, Alvarado P. Estudio clínico para comparar la eficacia y la seguridad de una combinación de analgésicos, en dolor posoperatorio [Clinical research to compare the effectiveness and security of a combination of analgesics in postoperative pain]. Medicina (Guayaquil) 2009a; 14 (2): 116-23.
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  • Clinical Overview - Fixed Dose Combination of Tramadol and Diclofenac (ADORLAN)
  • Desjardins P, Alvarado F, Gil M, González M, Guajardo R. Efficacy and Safety of Two Fixed-Dose Combinations of Tramadol Hydrochloride and Diclofenac Sodium in Postoperative Dental Pain. Pain Medicine. 2020
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03

Características farmacológicas

Propriedades Farmacodinâmicas Grupo Farmacoterapêutico: Opioides em combinação com analgésicos não opioides.

Código ATC: N02A J 15.

Tramadol O tramadol é um analgésico racêmico de ação central. Suas múltiplas e complementares atividades residem nos enantiômeros (+) e (-). Em concentrações submicromolares, (-)-tramadol inibe a recaptação sináptica de norepinefrina (NE) e (+)-tramadol inibe a recaptação sináptica de serotonina (5-HT). Além disso, o tramadol tem atividade agonista nos receptores opioides μ através de (+)-enantiômeros, que é muito mais acentuada para afinidades nanomolares no (+)-enantiômero do metabólito O-desmetiltramadol (M1). Embora as afinidades para os transportadores da monoamina sejam menores do que aquelas para o receptor opioide μ, a inibição da recaptação de NE e 5-HT contribui para a atividade antinociceptiva de tramadol.

Diclofenaco O diclofenaco sódico é um anti-inflamatório não esteroidal (AINE) que exibe atividades anti-inflamatória, analgésica e antipirética em modelos animais. O mecanismo de ação de diclofenaco sódico, como o de outros AINEs, não é completamente compreendido, mas pode estar relacionado com a inibição da cicloxigenase com redução da síntese de prostaglandina.

Tramadol/Diclofenaco Efeito analgésico: tramadol e diclofenaco mostram interações aditivas a sinérgicas em modelos de roedores na antinocicepção aguda, hiperalgesia térmica ou dor inflamatória.

Figura 1. Curvas de dose-resposta em hiperalgesia térmica em ratos após a administração de diclofenaco (círculos pretos), tramadol (círculos abertos), ou a combinação de ambos os fármacos (triângulos pretos) (A) e análise isobolográfica de tal combinação. A combinação de tramadol e diclofenaco em proporções de doses iguais (círculo aberto) cai para a esquerda e abaixo da linha da aditividade indicando uma interação supra-aditiva (sinérgica) (B). Os dados são expressos como média ± erro padrão da média. (N = 6).

Efeito Anti-inflamatório: no teste de edema induzido por carragenina em ratos, a combinação de tramadol e diclofenaco suprimiu a formação de edemas com um intervalo de dose eficaz semelhante à obtida apenas com o diclofenaco.

No mesmo ensaio, o efeito ulcerogênico gástrico da combinação foi inferior do que ao do diclofenaco. Isto foi indicado por uma dose limiar duas vezes mais elevada para o efeito ulcerogênico gástrico e uma pontuação inferior ulcerogênica que foi de 3,45 para a combinação de 21,5 mg/kg via oral e 6,0 para o diclofenaco na mesma dose.

Experiência Clínica: em linha com os resultados pré-clínicos, a combinação de tramadol e diclofenaco proporcionou melhor alívio da dor em humanos com dor pós-operatória do que a monoterapia com tramadol ou diclofenaco.

O tempo médio estimado para início da ação terapêutica de Adorlan 25 ou Adorlan 50 é de 15 minutos.

Adorlan 25 e Adorlan 50 posicionam-se como analgésicos do degrau II na escada analgésica da OMS e devem ser utilizados dessa forma pelo médico.

Propriedades Farmacocinéticas Absorção e Biodisponibilidade Mais do que 90% de tramadol é absorvido após a administração oral. A média de biodisponibilidade absoluta após uma única dose oral é de cerca de 70%, independentemente da ingestão concomitante de alimentos. A diferença entre a absorção e a biodisponibilidade absoluta de tramadol é, provavelmente, devido ao efeito de primeira passagem. Após administração oral, o efeito de primeira passagem é de um máximo de 30%. As concentrações séricas máximas são atingidas cerca de 1,5 a 2 horas após a administração.

Após administração oral repetida, o estado de equilíbrio é atingido dentro de 36 horas. As concentrações de estado estacionário são de 30% a 40% mais elevadas do que aquelas extrapoladas a partir da administração de uma dose única. Estas concentrações mais elevadas são provavelmente causadas pela saturação do metabolismo de primeira passagem.

Absorção do diclofenaco é completa, mas o início é retardado até que ocorra a passagem através do estômago, o que pode ser afetada pelos alimentos, que retarda o esvaziamento do estômago.

A concentração plasmática de pico média de diclofenaco é atingida em cerca de 2 horas.

Cerca de metade do diclofenaco administrado é metabolizado durante a primeira passagem através do fígado (efeito de "primeira passagem"), a área sob a curva de concentração (AUC) após a administração oral é cerca de metade daquela após uma dose parenteral equivalente.

O comportamento farmacocinético não muda na administração repetida. Não ocorre efeito acumulativo, desde que sejam observados os intervalos de dosagem recomendados.

Distribuição O tramadol é distribuído ampla e rapidamente. O volume total de distribuição, tal como determinado em 12 ensaios i.v. variou entre 203 ± 40 L e 290 ± 37 L. Apenas cerca de 20% de tramadol administrado é ligado a proteínas. O tramadol atravessa a barreira placentária e uma pequena quantidade de tramadol inalterado e M1 (cerca de 0,1% da dose materna administrada) é encontrado no leite materno de mães que amamentam.

O diclofenaco é 99,7% ligado a proteína, principalmente à albumina (99,4%).

O diclofenaco entra no líquido sinovial, onde as concentrações máximas são medidas de 2-4 horas após os valores plasmáticos máximos serem atingidos. A meia-vida de eliminação aparente a partir do fluido sinovial é de 3-6 horas. Duas horas depois de atingir os valores de pico no plasma, as concentrações da substância ativa já são mais altas no fluido sinovial do que no plasma e permanecem mais elevadas até 12 horas.

Metabolismo Mais de 11 metabólitos de tramadol foram encontrados em urina humana. As principais vias metabólicas são N- e O-desmetilação e a conjugação dos derivados de O-desmetil com ácido glucurônico e sulfúrico.

Apenas um metabólito, (+)-O-desmetiltramadol, é farmacologicamente ativo. Este metabólito tem propriedades antinociceptiva resultantes de ligação com receptor μ-opioide.

Várias isoenzimas hepáticas estão envolvidas no metabolismo do tramadol; CYP2D6 é principalmente envolvida na O-desmetilação, enquanto CYP3A4 e CYP2B6 são responsáveis por N-desmetilação. A inibição de uma destas isoenzimas envolvidas na biotransformação de tramadol pode afetar a concentração plasmática de tramadol ou do seu metabólito ativo. Até agora, interações clinicamente relevantes não foram relatadas.

Um estudo de inibição in vitro mostrou que tramadol não tem efeito inibidor clinicamente relevante sobre as principais isoformas do citocromo P450 em concentrações terapêuticas.

A biotransformação de diclofenaco envolve, em parte, a glucuronidação da molécula intacta, mas principalmente por hidroxilação simples e múltipla e metoxilação, resultando em vários metabólitos fenólicos, a maioria dos quais são convertidos em conjugados glicurônicos. Dois metabólitos fenólicos são biologicamente ativos, mas em grau muito menor do que o diclofenaco.

Excreção Tramadol e seus metabólitos são excretados quase exclusivamente por via renal. Alguma excreção biliar também ocorre, mas é de importância insignificante.

A depuração total, conforme determinado em 12 ensaios i.v. variou entre 432 ± 53 mL/min e 607 ± 130 ml/min.

A meia-vida média terminal no plasma de tramadol é de 5 horas a 7 horas independente da via de administração. A meia-vida terminal de M1 é comparável à do tramadol.

A depuração sistêmica total de diclofenaco no plasma é de 263 ± 56 mL/min (valor médio ± SD). A meia-vida terminal no plasma é de 1-2 horas. Quatro dos metabólitos, incluindo os dois ativos, também têm curtas meias-vidas no plasma de 1-3 horas.

Cerca de 60% da dose administrada é excretada na urina na forma de conjugado glucuronido da molécula intacta e de metabólitos, a maior parte das quais são também convertidos em glucoronidos conjugados. Menos de 1% é excretada como substância inalterada. O resto da dose é eliminada como metabólitos através da bile nas fezes.

Tramadol/Diclofenaco Um estudo farmacocinético clínico foi realizado em 36 indivíduos saudáveis mexicanos de ambos os sexos; a biodisponibilidade de tramadol e diclofenaco obtida com uma dose única da combinação de dose fixa (25 mg/25 mg) foi comparada com a obtida com uma dose única ou de tramadol (25 mg) ou de diclofenaco (25 mg). Os parâmetros farmacocinéticos e análise de bioequivalência estão apresentados na seguinte Tabela:

Parâmetros farmacocinéticos e intervalos de confiança para a relação entre os parâmetros farmacocinéticos do tramadol e diclofenaco com uma administração de dose única de uma associação de dose fixa ou qualquer um dos fármacos separadamente Parâmetro (média ± DP) Tramadol

ADF R Relação ADF/R % (90% IC) Cmax (ng/mL) 64.76 ± 18.37 62.25 ± 19.59 105.17 (96.49 – 114.64) AUC0-t (ng·h/mL) 362.71 ± 155.62 345.59 ± 136.65 104.70 (99.95 – 110.23)

AUC0-∞ (ng·h/mL) 380.15 ± 157.18 363.99 ± 134.66 103.74 (99.30 – 108.38) Diclofenaco

ADF R Razão ADF/R % (90% IC) Cmax (ng/mL) 365.61 ± 200.02 516.85 ± 272.91 69.85 (61.04 – 79.94) AUC0-t (ng·h/mL) 501.00 ± 133.37 507.59 ± 151.62 99.75 (95.05 – 104.68)

AUC0-∞ (ng·h/mL) 511.27 ± 138.15 527.43 ± 156.57 100.10 (95.47 – 104.95) DP – Desvio padrão, ADF – Associação de dose fixa, R – Referência, IC – intervalo de confiança A extensão de absorção (AUC) de tramadol e diclofenaco com a associação de dose fixa foram bioequivalentes a qualquer monodroga, a taxa de absorção (Cmax) de tramadol com a associação de dose fixa foi bioequivalente ao tramadol isolado. A taxa de absorção (Cmax) de diclofenaco não foi bioequivalente ao diclofenaco isolado. A Cmax inferior do diclofenaco observada com a associação de dose fixa neste estudo não é considerada afetando o início e duração do efeito terapêutico contribuído pelo diclofenaco na associação de dose fixa; ela não é considerada como refletindo um efeito sistemático de tramadol na farmacocinética de diclofenaco, mas sim as conhecidas características de absorção altamente variáveis de diclofenaco na fase inicial após a administração oral.

A ausência de um efeito do tramadol na taxa de absorção do diclofenaco é ainda confirmada por uma análise farmacocinética da população em pacientes pós-cesariana que também não mostrou indicação de qualquer efeito do diclofenaco na farmacocinética do tramadol ou seu metabolito ativo O-desmetiltramadol. Não há nenhuma indicação de uma potencial interação entre tramadol e diclofenaco após administrações por via intravenosa e oral em cães.

04

Contraindicações

Adorlan 25 e Adorlan 50 são contraindicados em casos de:

  • hipersensibilidade ao tramadol, diclofenaco ou a qualquer um dos excipientes
  • intoxicação aguda por álcool, hipnóticos, analgésicos, opioides ou outros medicamentos psicotrópicos
  • pacientes que estão recebendo inibidores da MAO ou que os tenham utilizado nos últimos 14 dias (vide item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS)
  • pacientes com epilepsia não controlada adequadamente pelo tratamento
  • pacientes com histórico de broncoespasmo, asma, rinite ou urticária após administração de ácido acetilsalicílico ou outros AINEs
  • pacientes com úlceras pépticas ou hemorragia existentes ou com antecedentes de úlceras pépticas ou hemorragia recorrentes (pelo menos dois episódios distintos de ulceração ou hemorragia comprovadas)
  • pacientes com histórico de hemorragia gastrointestinal ou perfuração em conexão com tratamento prévio com AINEs
  • pacientes com hemorragia cerebrovascular ou outras hemorragias ativas
  • pacientes com insuficiência hepática ou insuficiência renal graves
  • pacientes com insuficiência cardíaca grave (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E

Precauções)

  • durante o último trimestre da gravidez (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES) No 3º trimestre este medicamento pertence à categoria de risco de gravidez D, portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Uso contraindicado no aleitamento ou na doação de leite humano.

Este medicamento é contraindicado em caso de suspeita de dengue, pois pode aumentar o risco de sangramentos.

Este medicamento não deve ser utilizado por pacientes que tenham úlcera estomacal.

05

Advertências e precauções

Tolerância e transtorno por uso de opioides (abuso e dependência) A tolerância, a dependência física e psicológica e o transtorno por uso de opioides (TUO) podem se desenvolver após a administração repetida de opioides. O uso repetitivo de Adorlan 25 ou Adorlan 50 pode levar ao TUO. Uma dose mais alta e uma duração mais longa do tratamento com opioides podem aumentar o risco de desenvolvimento de TUO. O abuso ou uso indevido intencional de opioides podem resultar em overdose e/ou morte. O risco de desenvolver TUO é maior em pacientes com histórico pessoal ou familiar (pais ou irmãos) de transtornos por uso de substâncias (incluindo transtorno por uso de álcool e em usuários atuais de tabaco), ou em pacientes com histórico pessoal de outros transtornos de saúde mental (por exemplo, depressão maior, ansiedade e transtornos de personalidade).

Antes de iniciar e durante o tratamento, os objetivos e um plano de descontinuação devem ser acordados com o paciente (ver seção 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR). Antes e durante o tratamento, o paciente também deve ser informado sobre os riscos e sinais de TUO. Se esses sinais ocorrerem, o paciente deve ser aconselhados a entrar em contato com o médico.

O paciente precisará ser monitorado quanto aos sinais de comportamento de busca de medicamentos (por exemplo, solicitações muito precoces de novas prescrições). Isso inclui a revisão de opioides concomitantes e drogas psicoativas (como benzodiazepínicos). Para pacientes com sinais e sintomas de TUO, deve-se considerar a possibilidade de consultar um especialista em dependência.

Adorlan 25 ou Adorlan 50 não são recomendados como substitutos para pacientes dependentes de opioides. Apesar de ser um agonista opioide, tramadol não é capaz de suprimir sintomas de abstinência da morfina.

Advertências

  • Foram reportadas convulsões em pacientes recebendo tramadol nos níveis de dose recomendados. O risco pode ser aumentado quando as doses de cloridrato de tramadol excederem o limite superior de dose diária recomendada. Além disso, o tramadol pode aumentar o risco de convulsões em pacientes tomando outros medicamentos que diminuam o limiar convulsivo (vide item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS). Os pacientes com epilepsia ou susceptíveis a convulsões só devem ser tratados com Adorlan 25 ou Adorlan 50 se existirem circunstâncias convincentes.
  • Deve-se evitar a utilização de Adorlan 25 ou Adorlan 50 concomitante com AINEs, incluindo inibidores seletivos da ciclooxigenase-2
  • Hemorragia gastrointestinal, úlceras ou perfuração, em alguns casos com um desfecho fatal, foram relatadas com todos os AINEs, incluindo diclofenaco. Ocorreram a qualquer momento durante a terapia, com ou sem sinais de alerta ou histórico de eventos gastrointestinais graves.
  • O risco de hemorragia gastrointestinal, ulceração ou perfuração é maior com doses crescentes de Adorlan 25 ou Adorlan 50, em pacientes com histórico de úlceras, em particular com complicações de hemorragia ou perfuração (vide item 4.

CONTRAINDICAÇÕES) e em pacientes idosos. Estes pacientes devem começar com a dose mais baixa disponível. Nestes pacientes e naqueles que necessitam de tratamento concomitante com ácido acetilsalicílico (AAS) de baixa dosagem ou com outros medicamentos que podem aumentar o risco gastrointestinal (vide item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS), deve-se considerar a terapia combinada com agentes protetores (por exemplo, misoprostol ou inibidores da bomba de próton (vide abaixo e no item 6.

Interações medicamentosas).

  • Os pacientes com histórico de toxicidade gastrointestinal, em especial os idosos, devem comunicar quaisquer sintomas abdominais incomuns (em particular hemorragia gastrointestinal), especialmente no início do tratamento. Deve-se tomar cuidado em pacientes tomando concomitantemente medicamentos que possam aumentar o risco de úlceras ou hemorragias, por exemplo corticosteroides orais, anticoagulantes tais como varfarina, inibidores seletivos da recaptação de serotonina ou inibidores da agregação de trombócitos tais como ácido acetilsalicílico (vide item 6. INTERAÇÕES

Medicamentosas).

  • Se ocorrer hemorragia gastrointestinal ou úlceras durante o tratamento com Adorlan 25 ou Adorlan 50, o tratamento deve ser interrompido.
  • Os AINEs, incluindo o diclofenaco, podem estar associados a um aumento do risco de vazamento anastomótico gastrointestinal. Recomenda-se cautela e supervisão médica cuidadosa em caso de uso do diclofenaco após cirurgia gastrointestinal.
  • Monitoramento e aconselhamento adequados são necessários para pacientes com histórico de hipertensão e/ou insuficiência cardíaca congestiva de leve a moderada, tendo sido relatada retenção de líquidos e edema em associação com terapia com AINE, incluindo diclofenaco.
  • Estudos clínicos e dados epidemiológicos sugerem que o uso de diclofenaco, em particular em doses elevadas (150 mg por dia) e em tratamento a longo prazo pode estar associado a um risco ligeiramente aumentado de eventos trombóticos arteriais (por exemplo, infarto do miocárdio ou AVC).
  • Durante o tratamento com AINE, houve relatos muito raros de reações dérmicas graves, em alguns casos com resultado fatal, incluindo dermatite esfoliativa, síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (síndrome de Lyell) (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS). O risco de tais reações parece ser mais elevado no início do tratamento, uma vez que na maioria dos casos estas reações ocorreram no primeiro mês de tratamento. Nos primeiros sinais de erupção cutânea, lesões mucosas ou outros sinais de reação de hipersensibilidade, Adorlan 25 ou Adorlan 50 devem ser descontinuados.
  • Tal como acontece com outros anti-inflamatórios não esteroidais, reações alérgicas, incluindo reações anafiláticas / anafilactóides, podem ocorrer sem exposição anterior ao fármaco. Nos primeiros sinais de reação de hipersensibilidade após a administração de Adorlan 25 ou Adorlan 50, o tratamento deve ser interrompido. As medidas clínicas apropriadas devem ser iniciadas por especialistas. As reações de hipersensibilidade também podem progredir para uma síndrome de Kounis, uma reação alérgica grave que pode resultar em infarto do miocárdio. Os sintomas iniciais de tais reações podem incluir dor no peito associada a uma reação alérgica ao diclofenaco.
  • Diclofenaco pode inibir transitoriamente a agregação de trombócitos. Portanto, os pacientes com distúrbios de coagulação devem ser cuidadosamente monitorados.
  • Tal como outros AINEs, o diclofenaco pode mascarar os sintomas de uma infecção devido às suas propriedades farmacodinâmicas. Se durante a administração de Adorlan 25 ou Adorlan 50 os sinais de uma infecção se repetirem ou se deteriorarem, o paciente deve ser orientado a consultar um médico imediatamente, o qual deve verificar se o tratamento anti-infeccioso / antibiótico é indicado.
  • A administração prolongada de analgésicos pode originar cefaleias que não devem ser tratadas aumentando a dose do medicamento.
  • Em geral, a ingestão habitual de analgésicos, em particular combinada com várias substâncias analgésicas, pode levar a danos renais permanentes com risco de insuficiência renal (nefropatia analgésica). O uso concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 e álcool pode intensificar os efeitos secundários relacionados com a substância, particularmente aqueles que afetam o trato gastrointestinal ou o sistema nervoso central.

O tratamento com este medicamento por mais de 7 dias aumenta o risco de ocorrência de graves efeitos renais, cardiovasculares e gastrintestinais.

Distúrbios da respiração associados ao sono Os opioides podem causar distúrbios respiratórios associados ao sono, incluindo a apneia central do sono (ACS) e hipoxemia relacionada ao sono. O uso de opioides aumenta o risco de ACS de forma dose-dependente. Em pacientes que apresentam ACS, considere diminuir a dosagem total de opioides.

Precauções Para evitar a superdosagem, não coadministre outros medicamentos contendo diclofenaco ou tramadol. Em adultos e jovens com mais de 18 anos, a dose total de diclofenaco não deve exceder 150 mg/dia, resultando para a combinação em dose fixa numa dose diária máxima de 150 mg/dia de tramadol.

  • Adorlan 25 ou Adorlan 50 só deve ser utilizado com precaução especial em pacientes dependentes de opioides, pacientes com traumatismo craniano, choque, um nível reduzido de consciência de origem incerta, perturbações do centro ou função respiratória, aumento da pressão intracraniana.
  • Em pacientes sensíveis a opiáceos, Adorlan 25 ou Adorlan 50 deve ser utilizado com precaução.
  • Os efeitos colaterais podem ser reduzidos ao administrar a dose mínima eficaz durante o período mais curto necessário para controlar os sintomas (vide item 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR e riscos gastrointestinais e cardiovasculares abaixo).
  • Em pacientes idosos, a incidência de eventos adversos durante o tratamento com AINE (tal como diclofenaco sódico contido em Adorlan 25 ou Adorlan 50) é mais elevada, em particular hemorragia gastrointestinal e perfuração, em alguns casos com resultado fatal (vide item 8. POSOLOGIA E MODO DE USAR).
  • Em pacientes com histórico de doença gastrointestinal (colite ulcerativa, doença de Crohn), os AINEs só devem ser utilizados com cuidado, uma vez que a condição do paciente pode deteriorar-se (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS).
  • Pacientes com hipertensão não controlada, insuficiência cardíaca congestiva, doença cardíaca isquêmica estabelecida, doença arterial periférica e/ou cerebrovascular devem ser tratados somente com diclofenaco após cuidadosa consideração. Considerações semelhantes devem ser feitas antes de iniciar o tratamento a longo prazo de pacientes com fatores de risco para eventos cardiovasculares (por exemplo, hipertensão, hiperlipidemia, diabetes mellitus, tabagismo).
  • Uma vigilância médica rigorosa é imperativa em pacientes que sofram de insuficiência grave da função hepática (vide item 4. CONTRAINDICAÇÕES). Se os testes anormais da função hepática persistirem ou se agravarem, sinais clínicos ou sintomas consistentes com doença hepática se desenvolverem ou se ocorrerem outras manifestações (eosinofilia, erupção cutânea), Adorlan 25 ou Adorlan 50 deve ser descontinuado. A hepatite pode ocorrer sem sintomas prodrômicos.
  • Adorlan 25 ou Adorlan 50 só deve ser utilizado após uma análise cuidadosa da relação risco/benefício em pacientes com:
  • Desordens congênitas do metabolismo da porfirina (ex.: porfiria aguda intermitente);
  • Lúpus eritematoso sistêmico (LES) e doença do tecido conjuntivo misto (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS)
  • Uma supervisão médica particularmente cuidadosa é necessária em caso de:
  • função renal comprometida;
  • desordens da função hepática;
  • imediatamente após uma cirurgia maior;
  • pacientes que sofrem de rinite alérgica, pólipos nasais ou doença pulmonar obstrutiva crônica, uma vez que têm um risco aumentado de reações alérgicas.

Estes podem ser sob a forma de ataques de asma ("asma analgésica"), edema angioneurótico ou urticária;

  • é também necessário um cuidado especial em pacientes alérgicos a outras substâncias, porque há também um risco aumentado de reações alérgicas na administração de Adorlan 25 ou Adorlan 50.
  • Em caso de administração prolongada de Adorlan 25 ou Adorlan 50, a função renal e a contagem sanguínea devem ser verificadas em intervalos regulares.

Efeitos sobre a habilidade de dirigir veículos e operar máquinas.

Mesmo quando tomado de acordo com as instruções, Adorlan 25 ou Adorlan 50 pode causar efeitos colaterais no sistema nervoso central como fadiga, sonolência e tonturas e, portanto, pode prejudicar as reações dos motoristas e operadores de máquinas. Isto aplica-se particularmente com dosagens elevadas ou em conjunto com outras substâncias psicotrópicas, particularmente álcool.

Oriente seu paciente a não dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, ao aumentar a dose, em tratamento prolongado, ou outra situação, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.

O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.

Atenção: pode causar dependência física ou psíquica.

Este produto contém diclofenaco, que pode causar reações alérgicas, como a asma, especialmente em pessoas alérgicas ao ácido acetilsalicílico.

Este medicamento pode causar doping.

Gravidez, amamentação e fertilidade Uma vez que Adorlan 25 e Adorlan 50 é uma combinação fixa de substâncias ativas, incluindo diclofenaco, o produto é contraindicado nos últimos três meses da gravidez. Como Adorlan 25 e Adorlan 50 contêm adicionalmente cloridrato de tramadol, o produto não deve ser utilizado durante a gravidez.

Dados relativos ao cloridrato de tramadol:

O cloridrato de tramadol não deve ser utilizado durante a gravidez, uma vez que não existem evidências adequadas disponíveis para avaliar a segurança do cloridrato de tramadol em mulheres grávidas. O cloridrato de tramadol administrado antes ou durante o parto não afeta a contratilidade uterina. Nos recém-nascidos, pode induzir alterações na frequência respiratória, que normalmente não são clinicamente relevantes. O tratamento prolongado durante a gravidez pode levar a sintomas de abstinência no recém-nascido após o nascimento, como consequência da habituação.

Dados relativos ao diclofenaco:

Foi observado que o diclofenaco atravessa a barreira placentária em humanos.

Foram relatadas anomalias congênitas em associação com a administração de AINEs no homem; no entanto, estas são de baixa frequência e não parecem seguir qualquer padrão discernível.

A partir da 20ª semana de gestação, o uso de diclofenaco pode causar oligoidrâmnio decorrente de disfunção renal fetal. Isso pode ocorrer logo após o início do tratamento e geralmente é reversível após a descontinuação. Além disso, houve relatos de constrição do canal arterial após o tratamento no segundo trimestre, com a maioria dos casos resolvidos após a interrupção do tratamento. Portanto, no primeiro e segundo trimestre de gravidez, o diclofenaco não deve ser administrado a menos que seja absolutamente necessário. Se o diclofenaco for administrado a uma mulher que está tentando engravidar ou durante o primeiro e segundo trimestrede gravidez, a dose deve ser mantida a mais baixa possível e a duração do tratamento a mais curta possível.

O monitoramento pré-natal para oligoidrâmnio e constrição do canal arterial deve ser considerado após a exposição ao diclofenaco por vários dias a partir da 20ª semana de gestação.

O diclofenaco deve ser descontinuado se forem encontrados oligoidrâmnio ou constrição do canal arterial Durante o terceiro trimestre de gravidez, todos os inibidores da síntese de prostaglandinas podem expor o feto a:

  • toxicidade cardiopulmonar (constrição/ fechamentoprematuro do ducto arterioso e hipertensão pulmonar);
  • disfunção renal;

Expor a mãe e a criança aos seguintes riscos no final da gravidez:

  • possível prolongamento do tempo de hemorragia, que pode ocorrer mesmo com doses muito baixas;
  • inibição das contrações uterinas resultando em parto retardado ou prolongado.

Portanto diclofenaco é contraindicado no terceiro trimestre de gravidez.

No 1º e 2º trimestres este medicamento pertence à categoria de risco de gravidez C, portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

No 3º trimestre este medicamento pertence à categoria de risco de gravidez D, portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Informe imediatamente seu médico em caso de suspeita de gravidez.

Uma vez que Adorlan 25 ou Adorlan 50 é uma combinação fixa de substâncias ativas, incluindo cloridrato de tramadol, não deve ser ingerido durante a amamentação.

Dados relativos ao cloridrato de tramadol:

O tramadol e os seus metabólitos são encontrados em pequenas quantidades no leite humano.

Uma criança pode ingerir cerca de 0,1% da dose administrada à mãe. O cloridrato de tramadol não deve ser ingerido durante a amamentação.

Dados relativos ao diclofenaco:

Em uma mulher amamentando, baixas concentrações de diclofenaco foram detectadas no leite materno (100 ng/mL). A quantidade estimada que o infante pode ter ingerido após amamentação é equivalente a 0,03 mg/kg/dose diária. Até ao momento, não foram relatados efeitos negativos sobre o bebê e, por conseguinte, na administração a curto prazo normalmente não é necessário parar a amamentação. Se a administração prolongada ou doses elevadas forem prescritas para doenças reumáticas, deve ser considerada a interrupção precoce da amamentação.

Dados relativos ao cloridrato de tramadol A vigilância pós comercialização não sugere um efeito de tramadol sobre a fertilidade (vide informações adicionais no subitem “Dados de Segurança Pré-Clínicos - Tramadol”).

Dados relativos ao diclofenaco:

Como acontece com outros AINEs, o uso de diclofenaco pode prejudicar a fertilidade feminina e não é recomendado em mulheres que estão tentando engravidar. Em mulheres que possam ter dificuldades para engravidar ou que estão passando por investigação de infertilidade, deve-se considerar descontinuar o uso de diclofenaco.

Não existem dados sobre os efeitos de diclofenaco sobre a fertilidade masculina em humanos.

Dados de segurança pré-clínicos Tramadol Na administração oral e parentérica repetida de tramadol durante 6-26 semanas em ratos e cães e na administração oral durante 12 meses em cães, os testes hematológicos, clínico-químicos e histológicos não mostraram qualquer evidência de alterações relacionadas com a substância. As manifestações nervosas centrais só ocorreram após altas doses muito acima da dose terapêutica: inquietação, salivação, espasmos e aumento de peso reduzido. Os ratos e cães toleraram doses orais de 20 mg/kg e 10 mg/kg de peso corporal, respectivamente, e doses retais de cães de 20 mg/kg de peso corporal, sem quaisquer efeitos.

Os resultados globais dos testes de mutagenicidade não revelaram um potencial risco genotóxico para o cloridrato de tramadol para humanos. Os resultados dos estudos de carcinogenicidade não sugerem um risco potencial de cloridrato de tramadol para humanos.

Estudos de toxicidade reprodutiva com cloridrato de tramadol revelaram, em doses materno-tóxicas, atraso no desenvolvimento e ossificação e mortalidade neonatal. A fertilidade feminina e masculina, o desempenho reprodutivo e o desenvolvimento da prole não foram afetados nos estudos toxicológicos necessários para registro. Dados publicados sugerem uma influência desfavorável do tramadol na função sexual e testicular masculina de roedores, resultando em potenciais prejuízos para a fertilidade. O tramadol atravessa a placenta.

Diclofenaco Em administrações repetidas a animais a toxicidade crônica do diclofenaco foi particularmente evidente na forma de lesões e ulcerações no trato gastrointestinal. Durante um estudo de toxicidade de 2 anos em ratos, observou-se um aumento dose-dependente de oclusões trombóticas de vasos cardíacos em ratos tratados com diclofenaco.

A administração de AINEs, incluindo o diclofenaco, inibiu a ovulação em coelhos, implantação e placentação em ratos, e produziu o fechamento prematuro do canal arterial em ratas prenhes.

Diclofenaco, em doses tóxicas à mãe, foi associado a distocia em ratos, gestação prolongada, diminuição da sobrevivência fetal e atraso no crescimento intrauterino. Os mínimos efeitos do diclofenaco na reprodução e no parto, bem como na constrição do canal arterial in utero são consequências farmacológicas desta classe de inibidores da síntese de prostaglandinas (vide seção ‘Gravidez, amamentação e fertilidade’).

Dados obtidos em estudos de toxicidade aguda e crônica, bem como de genotoxicidade e carcinogenicidade, parecem indicar que o diclofenaco não apresenta um risco específico para humanos nas doses terapêuticas utilizadas. Estudos de desenvolvimento reprodutor e embrionário em animais demonstraram que a administração de diclofenaco durante a organogênese não acarretou teratogênese apesar da indução de toxicidade materna e fetal em ratos em doses orais de até 20 mg/kg/d e em ratos e coelhos em doses orais de até 10 mg/kg/d.

Em ratos, o diclofenaco não influenciou a fertilidade dos animais parentais, exceto por um mínimo efeito fetal, em doses tóxicas maternas. O desenvolvimento pré-natal, perinatal e pós-natal da prole não foi afetado.

A administração de doses de 4 mg/kg/d de diclofenaco para ratos machos e fêmeas não afetou a fecundidade.

Tramadol/Diclofenaco A administração intravenosa de bolus de cloridrato de tramadol e diclofenaco (3 mg/kg + 1,5 mg/kg) causou ligeiros efeitos cardiovasculares e respiratórios (por exemplo, diminuição da pressão arterial, frequência cardíaca e frequência respiratória) em coelhos anestesiados.

Em um estudo de toxicidade repetida com doses orais em ratos, a administração combinada de 8 mg/kg de cloridrato de tramadol e 4 mg/kg de diclofenaco sódico durante 13 semanas induziu inquietação e peritonite associada à morte em 1 de 20 ratas.

Nos estudos de toxicidade embriofetal em ratos e coelhos a administração oral de 8 mg/kg de cloridrato de tramadol e 4 mg/kg de diclofenaco sódico não foi teratogênica e não causou retardo fetal mesmo com toxicidade materna. Somente em coelhos o número de reabsorções foi aumentado e congestão do fígado foi encontrada em fetos.

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Interações medicamentosas

  • Adorlan 25 ou Adorlan 50 não deve ser combinado com inibidores da MAO (vide item 4.

CONTRAINDICAÇÕES). Nos pacientes tratados com inibidores da MAO nos 14 dias anteriores ao uso da petidina opioide, foram observadas interações com risco de vida no sistema nervoso central, função respiratória e cardiovascular. As mesmas interações com inibidores da MAO não podem ser descartadas durante o tratamento com Adorlan 25 ou Adorlan 50.

  • Medicamentos de ação central/depressores do sistema nervoso central (SNC), incluindo álcool e narcóticos: O uso concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 com medicamentos sedativos, como benzodiazepínicos ou outros depressores respiratórios ou do SNC (outros opioides, antitussígenos ou tratamentos de substituição, barbitúricos, antipsicóticos, anti-histamínicos H1, álcool, gabapentinoides (gabapentina e pregabalina) aumenta o risco de hipotensão, sedação profunda, depressão respiratória, coma e morte, devido ao efeito depressor aditivo do SNC (vide Seção 9. REAÇÕES ADVERSAS). Portanto, se for tomada a decisão de prescrever Adorlan 25 ou Adorlan 50 concomitantemente com depressores respiratórios ou do SNC, a menor dose eficaz deve ser usada e a duração do tratamento concomitante deve ser a mais curta possível.
  • O tramadol pode induzir convulsões e aumentar o potencial de inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da reacaptação da serotonina-norepinefrina (IRSNs), antidepressivos tricíclicos, antipsicóticos e outros medicamentos para baixar o limiar convulsivo para causar convulsões.
  • O uso terapêutico concomitante de tramadol e fármacos serotoninérgicos, tais como inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS), inibidores da recaptação da serotonina-norepinefrina (IRSN), inibidores da MAO (vide item 4.

CONTRAINDICAÇÕES), antidepressivos tricíclicos e mirtazapina podem causar toxicidade pela serotonina. Síndrome serotoninérgica é provável quando um dos seguintes sintomas é observado:

  • Clonus espontâneo
  • Clonus induzível ou ocular com agitação ou diaforese
  • Tremor e hiperreflexia
  • Hipertonia e temperatura corporal >38ºC e clonus induzível ou ocular.

A retirada dos fármacos serotoninérgicos normalmente provoca uma rápida melhora. O tratamento depende do tipo e gravidade dos sintomas.

  • Os resultados dos estudos farmacocinéticos demonstraram até ao momento que, na administração concomitante ou anterior de cimetidina (inibidor da enzima), é improvável que ocorram interações clinicamente relevantes com o tramadol. A administração simultânea ou prévia de carbamazepina (indutor enzimático) pode reduzir o efeito analgésico e encurtar a duração da ação.
  • Outras substâncias ativas conhecidas por inibir o CYP3A4, tais como o cetoconazol e a eritromicina, podem inibir o metabolismo do tramadol (N-desmetilação), provavelmente também o metabolismo do metabólito O-desmetilado ativo. A importância clínica dessa interação não foi estudada (vide item 9. REAÇÕES ADVERSAS).
  • É recomendada cautela no caso de prescrição concomitante do diclofenaco com inibidores potentes do CYP2C9 (como voriconazol), que pode resultar em um aumento significativo das concentrações plasmáticas máximas e exposição ao diclofenaco devido à inibição do metabolismo do diclofenaco.
  • Em um número limitado de estudos, a aplicação pré ou pós-operatória do antiemético antagonista 5HT3 ondansetrona aumentou a necessidade de tramadol em pacientes com dor pós-operatória.
  • Devem ser tomadas precauções durante o tratamento concomitante com Adorlan 25 ou Adorlan 50 e derivados cumarínicos (por exemplo, varfarina) devido a relatos de aumento da INR com sangramento importante e equimoses em alguns pacientes tratados com tramadol. Também os AINEs, incluindo diclofenaco, podem intensificar os efeitos de anticoagulantes, como a varfarina (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
  • A administração concomitante de vários AINEs pode aumentar o risco de úlceras gastrointestinais e hemorragias devido a um efeito sinérgico. Consequentemente, a administração concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 com outros AINEs não é recomendada (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES).
  • A administração concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 e digoxina ou lítio pode aumentar a concentração destes medicamentos no sangue. O uso concomitante de glicosídeos cardíacos e AINEs em pacientes pode exacerbar a insuficiência cardíaca, reduzir a TFG e aumentar os níveis plasmáticos de glicosídeos. Os níveis séricos de lítio devem ser verificados. Recomenda-se um controle da digoxina sérica.
  • Anti-inflamatórios não esteroidais como diclofenaco pode atenuar o efeito de diuréticos e anti-hipertensivos. Em pacientes com insuficiência renal (por exemplo, pacientes desidratados ou pacientes idosos com insuficiência renal), a administração concomitante de um inibidor da enzima conversora da angiotensina (ECA) ou um antagonista da angiotensina II com um medicamento que inibe a ciclooxigenase pode deteriorar ainda mais a função renal com a possibilidade de insuficiência renal aguda, geralmente reversível.

Portanto, tal combinação só deve ser utilizada com cuidado, particularmente em pacientes idosos. Os pacientes devem ser solicitados a tomar quantidades adequadas de líquido e controles regulares dos valores renais devem ser considerados após o início da terapia combinada. A administração concomitante de Adorlan 25 ou Adorlan 50 e diuréticos poupadores de potássio, ciclosporina, tacrolimo ou trimetoprima pode estar associada à níveis aumentados de potássico sérico, que portanto devem ser monitorados frequentemente.

  • Possível aumento do risco de nefrotoxicidade quando AINEs são administrados com tacrolimo.
  • Colestipol e colestiramina: estes agentes podem induzir um atraso ou diminuição da absorção do diclofenaco. Portanto, recomenda-se administrar diclofenaco pelo menos uma hora antes ou 4 a 6 horas após a administração de colestipol / colestiramina.
  • Glucocorticoides: aumento do risco de úlceras gastrointestinais ou hemorragias (vide item 5.

Advertências e precauções).

  • Inibidores da agregação de trombócitos, tais como ácido acetilsalicílico e inibidores seletivos da recaptação da serotonina (ISRS): Aumento do risco de hemorragia gastrointestinal (vide item 5. ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES)
  • A administração de Adorlan 25 ou Adorlan 50 nas 24 horas anteriores ou posteriores ao metotrexato pode aumentar a concentração de metotrexato no sangue e aumentar os seus efeitos tóxicos.
  • Os AINEs (tais como o diclofenaco sódico contido em Adorlan 25 ou Adorlan 50) podem aumentar a nefrotoxicidade da ciclosporina.
  • Os medicamentos que contêm probenecida ou sulfinpirazona podem atrasar a excreção de diclofenaco.
  • Quando os AINEs são administrados com zidovudina, existe um risco aumentado de toxicidade hematológica. Existem evidências de um risco aumentado de hemartroses e hematomas em hemofílicos de HIV (+) que recebem tratamento concomitante com zidovudina e ibuprofeno.
  • Antagonistas do cálcio (isradipina, verapamil): existem estudos nos quais houve redução da eficácia terapêutica pelo efeito do diclofenaco.
  • Antidiabéticos: ensaios clínicos mostraram que o diclofenaco pode ser administrado em conjunto com agentes antidiabéticos orais sem influenciar seu efeito clínico. No entanto, houve relatos isolados de efeitos hipoglicêmicos e hiperglicêmicos, que necessitaram de alterações na dosagem dos agentes antidiabéticos orais, durante o tratamento com diclofenaco. Por essa razão, o monitoramento do nível de glicose no sangue é recomendado como medida preventiva durante a terapia concomitante.
  • Antibacterianos: Quinolona: houve relatos isolados de convulsões que podem ter acontecido devido ao uso concomitante de quinolonas e AINEs. Ceftriaxona: existem estudos que apontaram aumento da sua eliminação devido ao diclofenaco.
  • Fenitoína: é recomendado monitorar a concentração plasmática da fenitoína durante o tratamento concomitante com diclofenaco pois é esperado aumento da exposição à fenitoína.
  • Álcool: a toxicidade de substâncias anti-inflamatórias não esteroidais pode ser aumentada.
  • Misoprostol: a toxicidade pode ser aumentada com substâncias anti-inflamatórias não esteroidais.
  • Pentazocina: existem estudos nos quais foi relatada a ocorrência de convulsões do tipo tônico-clônicas com anti-inflamatórios não esteroidais.
  • Indutores da CYP2C9: é aconselhável ter cautela ao prescrever diclofenaco com indutores da CYP2C9 (como a rifampicina), o que pode levar a uma diminuição significativa na concentração plasmática e exposição ao diclofenaco.
  • Anticolinérgicos: a administração concomitante de opioides com anticolinérgicos ou medicamentos com atividade anticolinérgica pode resultar em aumento dos efeitos adversos anticolinérgicos.
07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Adorlan 25 e Adorlan 50 têm validade é de 24 meses a partir da data de fabricação.

Adorlan 25 e Adorlan 50 devem ser armazenados em temperatura ambiente (15-30°C).

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Adorlan 25 e Adorlan 50 são comprimidos brancos, redondos e biconvexos.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

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Posologia e modo de usar

Posologia A dose mais baixa eficaz para analgesia deve ser geralmente selecionada. Em adultos e jovens com mais de 18 anos, a dose total de diclofenaco não deve exceder 150 mg/dia, resultando para a combinação de dose fixa em uma dose diária máxima de 150 mg/dia de tramadol.

Objetivos do tratamento e descontinuação Antes de iniciar o tratamento com Adorlan 25 ou Adorlan 50, uma estratégia de tratamento, incluindo duração e objetivos, e um plano para o término, devem ser acordados com o paciente, de acordo com as diretrizes de controle da dor. Durante o tratamento, deve haver contato frequente entre o médico e o paciente para avaliar a necessidade de continuação, considerar a descontinuação ou ajustar as dosagens, se necessário. Quando um paciente não precisar mais da terapia com Adorlan 25 ou Adorlan 50, pode ser aconselhável reduzir a dose gradualmente para evitar sintomas de abstinência. Na ausência de controle adequado da dor, a possibilidade de hiperalgesia, tolerância e progressão da doença subjacente deve ser considerada (vide Seção 5.

Advertências e precauções).

A não ser que prescrito de outra maneira, Adorlan 25 ou Adorlan 50 deve ser administrado da seguinte forma:

Adultos e adolescentes acima de 18 anos:

Adorlan 25:

Um comprimido (25 mg de cloridrato de tramadol, 25 mg de diclofenaco sódico) a cada 8 horas (correspondendo a 75 mg de cloridrato de tramadol e 75 mg de diclofenaco sódico por dia).

Adorlan 50:

Um comprimido (50 mg de cloridrato de tramadol, 50 mg de diclofenaco sódico) a cada 8 horas (correspondendo a 150 mg de cloridrato de tramadol e 150 mg de diclofenaco sódico por dia).

A associação em dose fixa de cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico não deve, em circunstância alguma, ser administrada por mais tempo do que o absolutamente necessário.

Crianças:

A utilização da associação em dose fixa de cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico não foi estabelecida em crianças com menos de 18 anos de idade. Portanto, o tratamento não é recomendado nesta população.

Pacientes geriátricos:

Normalmente não é necessário um ajuste da dose em pacientes com idade até 75 anos sem insuficiência hepática ou renal clinicamente manifesta. Em pacientes idosos com mais de 75 anos, a eliminação do tramadol pode ser prolongada. Por conseguinte, se necessário, o intervalo de dosagem deve ser estendido de acordo com as necessidades do paciente. Adorlan 25 ou Adorlan 50 deve ser usado com especial cuidado em tais pacientes que geralmente são mais propensos a reações adversas de anti-inflamatórios não esteroidais.

Em particular, recomenda-se que a dose eficaz mais baixa seja utilizada em pacientes idosos frágeis ou com baixo peso corporal e o doente deve ser monitorizado para sangramento gastrointestinal durante a terapia.

Insuficiência renal/diálise e insuficiência hepática Em pacientes com insuficiência renal e/ou hepática, a eliminação do tramadol é retardada.

Nestes pacientes, o prolongamento dos intervalos de dosagem deve ser cuidadosamente ponderado de acordo com as necessidades do paciente.

Para pacientes com disfunção renal e/ou hepática grave, não é recomendada a utilização da combinação de dose fixa de cloridrato de tramadol e diclofenaco sódico (vide item 4.

Contraindicações).

Método de administração Os comprimidos não devem ser divididos ou mastigados. Devem ser engolidos inteiros, com líquido suficiente e não em jejum. No caso de um estômago sensível, a ingestão em paralelo com os alimentos é recomendada.

Descontinuação do tratamento Sintomas de abstinência podem ocorrer após a interrupção abrupta do tratamento (vide seção 9.

Reações adversas).

Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.

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Reações adversas

Os efeitos indesejáveis mais frequentemente relatados para a combinação de cloridrato de tramadol / diclofenaco foram náuseas, tonturas e sonolência, observados em mais de 10% dos pacientes.

As frequências são definidas conforme o seguinte:

Reação muito comum: >1/10 Reação comum: >1/100, <1/10 Reação incomum: >1/1000, <1/100 Reação rara: >1/10 000, <1/1000 Reação muito rara: <1/10 000 Desconhecida: não pode ser estimada pelo dado disponível.

Dentro de cada grupo de frequências, os efeitos indesejáveis são apresentados por ordem decrescente de gravidade.

Doenças do sangue e do sistema linfático:

Muito rara: disfunções da hematopoiese (anemia aplásica, leucopenia, trombocitopenia, pancitopenia, agranulocitose), anemia hemolítica. Os primeiros sinais podem ser febre, dor de garganta, feridas superficiais na boca, sintomas de gripe, exaustão grave, hemorragias nasais e sangramento da pele.

Distúrbios cardíacos:

Incomum: palpitações, taquicardia, dor no peito. Estas reações adversas podem ocorrer especialmente em pacientes que estão fisicamente estressados.

Rara: bradicardia Muito rara: insuficiência cardíaca congestiva, infarto do miocárdio.

Estudos clínicos e dados epidemiológicos sugerem que o uso de diclofenaco, em particular em altas doses (150 mg por dia) e em tratamento a longo prazo pode estar associado a um risco ligeiramente aumentado de eventos trombóticos arteriais (por exemplo, infarto do miocárdio ou acidente vascular cerebral).

Desconhecida: síndrome de Kounis.

Distúrbios oculares:

Rara: visão turva, miose, midríase.

Muito rara: deficiência visual (visão dupla).

Distúrbios do ouvido e do labirinto:

Muito rara: zumbido, distúrbios auditivos transitórios.

Distúrbios endócrinos:

Casos de SIADH (síndrome de secreção inapropriada de hormônio antidiurético) foram relatados na literatura, embora uma relação causal com o tramadol não tenha sido estabelecida.

Distúrbios gastrointestinais:

Muito comum: queixas gastrointestinais tais como náuseas, vômitos, diarreia e hemorragia gastrointestinal, que em casos excepcionais podem causar anemia.

Comum: constipação, boca seca, dor abdominal, dispepsia, flatulência, cólicas abdominais, úlcera gastrointestinal (possivelmente com hemorragia e perfuração).

Incomum: vômito ou sensação de vômito iminente, desconforto gastrointestinal (sensação de pressão no estômago, inchaço), hematêmese, melena ou diarreia sangrenta.

Muito rara: estomatite, glossite, lesão esofágica, queixas do abdômen inferior (por exemplo, colite hemorrágica ou colite ulcerativa exacerbada / doença de Crohn), colite isquêmica, pancreatite, estruturas intestinais tipo diafragma.

O paciente deve ser avisado para descontinuar o medicamento em caso de dor abdominal superior grave, melena ou hematêmese e consultar imediatamente um médico.

Distúrbios gerais e alterações no local da administração:

Comum: fadiga Incomum: edema, particularmente em pacientes com hipertensão arterial ou insuficiência renal Distúrbios hepato-biliares:

Comum: transaminases aumentadas Incomum: lesão hepática em particular no tratamento a longo prazo, hepatite aguda com ou sem icterícia Muito rara: hepatite fulminante Infecções e infestações:

Muito rara: Houve relatos de uma deterioração em inflamação relacionada com a infecção (por exemplo desenvolvimento de fascite necrotizante) em uma ligação temporal com a administração sistêmica de AINEs (tais como diclofenaco sódico contido em Adorlan 25 ou Adorlan 50). Isto pode eventualmente estar ligado ao mecanismo de ação dos AINEs.

Relatos de meningite asséptica (especialmente em pacientes com distúrbios autoimunes existentes, como lúpus eritematoso sistêmico, doença mista do tecido conjuntivo) com sintomas como pescoço rígido, cefaleia, náuseas, vômitos, febre ou desorientação.

Investigações:

Muito rara: hemoglobina diminuída.

Distúrbios do sistema imune:

Rara: hipersensibilidade. Podem estar na forma de edema facial, inchaço da língua e laringe interna com constrição do trato respiratório (edema angioneurótico), dispneia, broncoespasmo, sibilos, taquicardia, hipotensão culminando em choque iminente, anafilaxia.

No caso de um destes sintomas, que pode ocorrer mesmo quando a preparação é utilizada pela primeira vez, Adorlan 25 ou Adorlan 50 deve ser descontinuado e tratamento médico imediato é necessário.

Distúrbios do metabolismo e nutrição:

Comum: apetite diminuído.

Rara: alterações no apetite.

Desconhecida: Hipoglicemia Casos de hiponatremia foram relatados na literatura, embora uma relação causal com o tramadol não tenha sido estabelecida.

Distúrbios dos tecidos musculoesquelético e conectivo:

Rara: fraqueza motora Distúrbios do sistema nervoso:

Muito comum: tontura Comum: cefaleia, sonolência, agitação, irritabilidade.

Rara: distúrbios da fala, parestesia, tremor, convulsão, contrações musculares involuntárias, coordenação anormal, síncope.

A convulsão ocorreu principalmente após a administração de doses elevadas de tramadol ou após tratamento concomitante com medicamentos que podem diminuir o limiar de convulsão (vide item 5.

ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES e 6. INTERAÇÕES

Medicamentosas).

Muito rara: desorientação, espasmos musculares, tremores.

Distúrbios psiquiátricos:

Rara: alucinação, estado confusional, distúrbio do sono, delírio, ansiedade e pesadelos. Podem ocorrer reações adversas psíquicas após a administração de tramadol que variam individualmente em intensidade e natureza (dependendo da personalidade e duração do tratamento).

Estas incluem mudanças de humor (geralmente humor eufórico, ocasionalmente disforia), alterações na atividade (geralmente supressão, ocasionalmente aumento) e mudanças na capacidade cognitiva e sensorial (por exemplo, comportamento de decisão, distúrbios de percepção).

Dependência de drogas pode ocorrer. Sintomas de síndrome de abstinência de drogas, semelhantes aos que ocorrem durante a retirada de opiáceos, podem ocorrer como se segue: agitação, ansiedade, nervosismo, insônia, hipercinesia, tremor e sintomas gastrointestinais.

Outros sintomas que muito raramente foram observados com a interrupção do tramadol incluem: ataques de pânico, ansiedade grave, alucinação, parestesias, zumbido e sintomas incomuns do SNC (ou seja, confusão, delírios, despersonalização, desrealização e paranoia).

Muito rara: depressão.

Distúrbios respiratórios, torácicos e mediastinais:

Rara: depressão respiratória, dispneia.

Se as doses recomendadas forem consideravelmente excedidas e outras substâncias depressoras centrais forem administradas concomitantemente (vide item 6. INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS), pode ocorrer depressão respiratória.

Foi relatado para o tramadol o agravamento da asma (vide item 4.

Contraindicações).

Muito rara: pneumonite.

Desconhecida: síndrome da apneia central do sono.

Distúrbios renais e urinários:

Incomum: retenção de fluidos.

Rara: distúrbio da micção (disúria e retenção urinária).

Muito rara: danos no tecido renal (nefrite tubulointersticial, necrose papilar renal) que podem ser acompanhados por insuficiência renal aguda, proteinúria e/ou hematúria; síndrome nefrótica.

Distúrbios da pele e tecido subcutâneo:

Comum: hiperidrose, prurido, erupção cutânea.

Incomum: alopecia, urticária.

Muito rara: eczema, eritema, reação de fotossensibilidade, púrpura (também púrpura alérgica) e reações dérmicas bolhosas, tais como síndrome de Stevens-Johnson e necrólise epidérmica tóxica (síndroma de Lyell).

Distúrbios vasculares:

Incomum: regulação cardiovascular (hipotensão postural e colapso cardiovascular).

Muito rara: hipertensão.

Atenção: este produto é um medicamento que possui uma nova associação no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos.

Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.

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Superdose

Adorlan 25 ou Adorlan 50 é uma combinação fixa de substâncias ativas. Em caso de superdose, os sintomas podem incluir os sinais e sintomas de toxicidade do cloridrato de tramadol ou diclofenaco ou de ambas estas substâncias ativas.

Sintomas de superdose por cloridrato de tramadol Em princípio, na intoxicação com cloridrato de tramadol, são esperados sintomas semelhantes aos de outros analgésicos de ação central (opioides). Estes incluem, em particular, miose, vômitos, colapso cardiovascular, distúrbios da consciência até coma, convulsões, depressão respiratória até parada respiratória e morte.

Sintomas de superdose por diclofenaco Distúrbios do sistema nervoso central como cefaleia, tonturas, confusão mental e inconsciência (em crianças também convulsões mioclônicas), podem ocorrer como sintomas de uma overdose e dor abdominal, náuseas e vômitos. Hemorragia gastrointestinal e alterações da função hepática e renal também são possíveis. Hipotensão, depressão respiratória e cianose também podem ocorrer.

Tratamento As medidas gerais de emergência aplicam-se. Assegurar vias aéreas seguras; manter a respiração e a circulação dependendo dos sintomas. O antídoto para a depressão respiratória devida ao tramadol é a naloxona. Em casos de convulsões, devem ser administrados benzodiazepínicos de ação prolongada (por exemplo Diazepam). Para diclofenaco, não há antídoto específico.

Em caso de intoxicação, a descontaminação gastrointestinal com carvão ativado ou por lavagem gástrica é apenas recomendada dentro de 2 horas após a ingestão. A descontaminação gastrointestinal em um momento posterior pode ser útil em caso de intoxicação com quantidades excepcionalmente grandes.

O tramadol é minimamente eliminado do soro por hemodiálise ou hemofiltração. Portanto, o tratamento de intoxicação aguda com Adorlan 25 ou Adorlan 50 com hemodiálise ou hemofiltração isoladamente não é adequado para desintoxicação.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

REGISTRO: 1.8610.0017 Farm. Resp.: Marcelo Mesquita – CRF-SP 31.885 Produzido por:

Tecnandina S.A.

Quito, Equador Importado e Registrado por:

Grünenthal do Brasil Farmacêutica Ltda.

Av. Guido Caloi, 1935 Bloco B e C – 1º andar – São Paulo - SP

CNPJ. 10.555.143/0001-13 ® Marca Registrada

SAC 0800 205 2050

Venda sob prescrição com retenção da receita.

Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 04/11/2024.

V11 – R1124/CCDS14.0 e 15.0

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
(25 + 25) MG COM CT BL AL PLAS PVC/PEBD/PVDC TRANS X 10Tarja vermelha7898582380541R$ 66,75
(50+ 50) MG COM CT BL AL PLAS PVC/PEBD/PVDC TRANS X 10Tarja vermelha7898582380565R$ 133,50
(25 + 25) MG COM CT BL AL PLAS PVC/PEBD/PVDC TRANS X 20Tarja vermelha7898582380558R$ 133,53
(50 + 50) MG COM CT BL AL PLAS PVC/PEBD/PVDC TRANS X 20Tarja vermelha7898582380572R$ 266,98
MESMO PRINCÍPIO ATIVO

Outras opções de Cloridrato de tramadol + diclofenaco sódico

Ver resumo e comparador de Cloridrato de tramadol + diclofenaco sódico →