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Citocaina

Cloridrato de prilocaína + felipressina · Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
FabricanteCristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.
Registro MS1.0298.0330
Classe terapêuticaAnestésicos locais
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 245,14
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Citocaina

Fonte: bula do fabricante (Cristália Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.) publicada no bulário digital Sara · bula de 05/03/2021 · conferida em 24/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

CITOCAÍNA® 3% Solução injetável cloridrato de prilocaína 3% (30 mg/mL) com felipressina 0,03 Ul/mL Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.

BULA PARA O PACIENTE Citocaína ® 3% cloridrato de prilocaína 3% (30 mg/mL) com felipressina 0,03 UI/mL

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Apresentação

Embalagem contendo 50 carpules de 1,8 mL.

PARENTERAL, COM INJEÇÃO INTRA-ÓSSEA, CONJUNTIVAL E INTRACANAL USO PEDIÁTRICO e ADULTO

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Composição

Cada carpule contém: cloridrato de prilocaína ........................... 54 mg felipressina............................................... 0,054 UI Veículo estéril q.s.p.................................. 1,8 mL Excipientes: cloreto de sódio, metilparabeno, ácido clorídrico, hidróxido de sódio e água para injetáveis.

01

Para que este medicamento é indicado?

Citocaína ® 3% está indicado para a anestesia de infiltração e bloqueio nervoso regional em Odontologia, onde não há necessidade de isquemia profunda na área injetada.

02

Como este medicamento funciona?

Citocaína ® 3% irá provocar a perda da sensibilidade na região em que o cirurgião-dentista irá trabalhar por interromper temporariamente o movimento do impulso nervoso.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Caso tenha alguma alergia aos componentes da fórmula, em especial os parabenos, ou a outros anestésicos locais do tipo amida.

Se estiver tomando medicamentos como paracetamol ou fenacetina.

Caso tenha insuficiência hepática, insuficiência renal, incluindo os que fazem diálise, insuficiência cardíaca significativa ou hipertireoidismo.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Durante o período de aleitamento materno ou doação de leite humano, só utilize medicamentos com o conhecimento do seu médico ou cirurgião-dentista, pois alguns medicamentos podem ser excretados no leite humano, causando reações indesejáveis no bebê.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

As reações alérgicas a anestésicos locais são bastante raras, especialmente as que resultam em morte. O cirurgião-dentista deverá dispor de equipamento e medicamento que permita identificar a reação alérgica e realizar o tratamento da mesma imediatamente. O paciente deve ter cuidado para não traumatizar os lábios, língua, mucosa da bochecha ou palato mole quando estas estruturas forem anestesiadas. A ingestão de alimentos deve ser adiada até a volta da função e sensibilidade normais.

Uso em crianças: O dentista deverá determinar a dose máxima a ser utilizada com base no peso corporal da criança. Isso é bastante importante para se evitar o uso de doses altas demais.

Informe seu cirurgião-dentista se tiver suspeita ou confirmação de anemia. O uso de prilocaína em pacientes com anemia pode levar ao desenvolvimento de metemoglobinemia.

Uso em idosos: Nestes casos a dose deverá ser a suficiente para produzir o efeito anestésico.

Uso em pacientes com problemas de fígado e/ou de coração: deverá ser utilizada uma pequena quantidade de anestésico (até 2 carpules). Para pacientes com insuficiência cardiovascular significativa, a dose máxima recomendada é de 0,27 UI de felipressina (até 5 carpules).

Uso em pacientes de doenças renais: Para estes pacientes deve-se utilizar dose mais baixa possível até no máximo 2 carpules por sessão.

Uso em pacientes com distúrbios mentais: O cirurgião-dentista deverá informar aos responsáveis o risco de traumas teciduais após o procedimento anestésico, observando atentamente se o paciente não está mordendo lábios, bochechas e língua, nem tampouco consumindo alimentos muito quentes, que causariam queimaduras.

Carcinogenicidade, mutagenicidade e diminuição da fertilidade: Ainda não foram conduzidos estudos realizados em animais com o uso de prilocaína para avaliar o potencial carcinogênico e mutagênico ou efeitos sobre a fertilidade.

Gravidez - Categoria de risco C Não foram realizados estudos em animais e nem em mulheres grávidas; ou então, os estudos em animais revelaram risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Durante o período de aleitamento materno ou doação de leite humano, só utilize medicamentos com o conhecimento do seu médico ou cirurgião-dentista, pois alguns medicamentos podem ser excretados no leite humano, causando reações indesejáveis no bebê.

Interações Medicamentosas Interações do anestésico (prilocaína) com medicamentos:

Medicamentos Efeito Narcóticos (opioides), ansiolíticos, fenotiazínicos e anti-histamínicos Aumentam os efeitos cardiorrespiratórios dos anestésicos locais Barbitúricos Aumentam a velocidade de metabolização dos anestésicos locais do tipo amida Álcool Alteram a metabolização do anestésico local Álcool, depressores do SNC, opioides, antidepressivos, antipsicóticos, anti-hipertensivos de ação central, anti-histamínicos (por via parenteral) Pode ocorrer o aumento da depressão do SNC e respiratória. Utilizar com cautela.

Agentes antiarrítmicos Pode ocorrer o aumento da depressão cardíaca. Utilizar com cautela.

Anticolinesterásicos Os anestésicos locais podem antagonizar os efeitos dos anticolinesterásicos sobre a contratilidade muscular. Tratar os pacientes miastênicos consultando o médico.

Fármacos indutores de metemoglobinemia como: sulfonamidas, paracetamol, benzocaina, cloroquina, dapsona, nitratos e nitritos, nitrofurantoína, nitroglicerina, nitroprussiato, pamaquina, ácido para-amino-salicílico, fenacetina, fenobarbital, fenitoína, primaquina e quinina Desenvolvimento de metemoglobinemia (tipo de anemia) Interações do Vasoconstritor (Felipressina) com Medicamentos:

Medicamentos Efeito Hialuronidase Aumenta a difusão tópica do anestésico e pode ocasionar aumento da incidência de reação sistêmica. Monitorar a toxicidade da prilocaína.

Erva-de-São-João (Hypericum perforatum) (antidepressivo) Pode ocasionar o risco aumentado de colapso cardiovascular.

O uso da erva-de-são-joão deve ser descontinuado 5 dias antes da utilização da solução anestésica.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Conservar à temperatura ambiente de 15 a 25 ºC protegido da luz.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Citocaína ® 3% apresenta-se como solução límpida e isenta de partículas estranhas, contida em carpule.. A qualquer sinal de alteração de cor do conteúdo do carpule, suspender o uso.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

A dose de Citocaína ® 3% depende da condição física do paciente, da área da cavidade oral que será anestesiada, da vascularização dos tecidos orais e da técnica anestésica utilizada. O menor volume de solução que resulta em anestesia eficaz deve ser administrado e deve haver tempo entre as injeções para observar se o paciente manifesta alguma reação adversa.

A dose máxima é de 400 mg ou 7 carpules. Este medicamento leva de 2 a 4 minutos para iniciar seu efeito e a duração deve ser entre 60 e 90 minutos para anestesia no dente e de 3 a 5 horas para outras estruturas, como lábios e bochecha.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Já que este medicamento é administrado por um profissional da saúde em ambiente ambulatorial, não deverá ocorrer esquecimento do seu uso.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): Vide observação.

Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): Vide observação.

Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): Vide observação.

Reação rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): Reações alérgicas.

Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): Parestesia.

Observação:

Outras reações observadas abaixo das frequências mencionadas acima:

  • Insucessos na anestesia local
  • Reações psicogênicas (tal como: hiperventilação ou síncope vasodepressora).

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Este medicamento é administrado por um cirurgião-dentista treinado e de forma restrita a seu consultório, que é um ambiente ambulatorial, portanto não se espera que o paciente receba uma dose maior que a indicada. Caso isso ocorra, o próprio cirurgião-dentista irá detectar e dar os primeiros socorros. Caso, de alguma outra forma, o paciente entre em contato indevido com a medicação, fora do consultório, ele deverá ser encaminhado o mais rápido possível para um pronto-socorro.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Reg. MS Nº 1.0298.0330 Farmacêutico Responsável: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP nº 10.446 CRISTÁLIA – Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.

Rod. Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira – SP

CNPJ 44.734.671/0001 -51 Indústria Brasileira SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor): 0800 701 191

Venda sob prescrição médica ou de cirurgião dentista

Exclusivamente para uso profissional r_0330_01

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

CITOCAÍNA®3% Solução injetável cloridrato de prilocaína 3% (30 mg/mL) com felipressina 0,03 Ul/mL Cristália Prod. Quím. Farm. Ltda.

BULA PARA O PROFISSIONAL DA SAÚDE Citocaína ® 3% cloridrato de prilocaína 3% (30 mg/mL) com felipressina 0,03 UI/mL

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Apresentação

Embalagem contendo 50 carpules de 1,8 mL.

PARENTERAL, COM INJEÇÃO INTRA-ÓSSEA, CONJUNTIVAL E INTRACANAL USO PEDIÁTRICO e ADULTO

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Composição

Cada carpule contém: cloridrato de prilocaína ........................... 54 mg felipressina............................................... 0,054 UI Veículo estéril q.s.p.................................. 1,8 mL Excipientes: cloreto de sódio, metilparabeno, ácido clorídrico, hidróxido de sódio e água para injetáveis.

01

Indicações

Citocaína ® 3% é indicado para a anestesia de infiltração e bloqueio nervoso regional em Odontologia, onde não há necessidade de isquemia profunda na área injetada.

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Resultados de eficácia

A eficácia do cloridrato de prilocaína é equivalente à do cloridrato de lidocaína. Atualmente o cloridrato de lidocaína é o anestésico local mais utilizado em odontologia na maioria dos países. É usado como padrão de comparação para verificar a eficácia de todos os novos anestésicos locais. O índice de sucesso absoluto alcançado pela anestesia local dependerá da técnica realizada, das condições locais e do tecido anestesiado, observando-se que nas técnicas infiltrativas o sucesso é maior do que nas tronculares. As falhas acontecem em 13% das injeções, sendo que a anestesia do nervo aveolar inferior perfaz de 45 a 88% dos insucessos relatados (Kaufman et al., 1984; Cohen et al., 1993). Os insucessos estão relacionados ao não bloqueio de inervação acessória, ansiedade e medo do procedimento pelo paciente, composição da solução anestésica, volume utilizado, e presença de processo inflamatório na extensão do nervo anestesiado (Malamed, SF, 2013).

Malamed SF. Manual de Anestesia Local. 6a. Ed. Elsevier, 2013 Kaufman E., Weinstein P., Milgrom P. Difficulties in achieving local anesthesia. J Am Dent Assoc 1984; 108-205-8.

Cohen HP, Cha BY, Spanberg LSW. Endodontic anesthesia in mandibular molars: a clinical study. J. Endod 1993:

19:370-3.

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Características farmacológicas

Os anestésicos locais (AL) impedem a geração e a condução de um impulso nervoso, ocasionando perda da sensibilidade sem perda de consciência. O mecanismo de ação está baseado na teoria do receptor específico, a qual propõe que os anestésicos locais atuam através da sua ligação direta a receptores específicos no canal de sódio, bloqueando-os, ocasionando uma redução ou eliminação da permeabilidade do canal aos íons sódio, interrompendo assim a condução nervosa (bloqueio nervoso não despolarizante). Os AL produzem uma redução muito pequena, praticamente insignificante na condutância dos íons potássio. O cloridrato de prilocaína (cloridrato de 2-propilamino-o-propionotoluidina-2) é um AL do tipo amida, sendo relativamente resistente à hidrólise.

Valor de pKa: Apresenta pKa de 7,9, determinando rápido início da ação do anestésico local (2 a 4 min). A maioria dos anestésicos locais apresenta pKa superior a 7,4. Quanto maior for o pKa do anestésico local, maior será a porcentagem na forma ionizada, e, assim, o período de latência para a ocorrência do bloqueio anestésico será mais lento.

Ligação Proteica: Sua ligação proteica é de 55%. Os anestésicos, com alta afinidade proteica, ficam ligados às membranas nervosas por períodos mais longos, determinando maior duração do bloqueio.

Tempo de meia-vida: O tempo de meia-vida para o cloridrato de prilocaína é de 90 minutos.

Características Farmacocinéticas: Os AL tipo amida atravessam facilmente a barreira hematoencefálica, placenta e entram no sistema circulatório do feto em desenvolvimento. O local primário da biotransformação dos AL do tipo amida é o fígado, pela via das amidases hepáticas, sendo a ortotoluidina e N-propilalanina (potencialmente tóxico) os principais metabólitos. Sua excreção ocorre através dos rins.

Associação a Vasoconstritor: Em Citocaína ® 3%, o cloridrato de prilocaína (54 mg/carpule) é associado a felipressina, um análogo sintético do hormônio antidiurético vasopressina e uma amina não-simpaticomimética, agindo como estimulante direto da musculatura lisa vascular. A felipressina é utilizada como vasoconstritor em anestésicos locais em uma concentração de 0,03 UI/mL para diminuir a absorção e aumentar a duração da ação anestésica. Devido à ação ocitócica da felipressina, o uso de Citocaína ® 3% é contraindicado durante a gravidez. Soluções contendo felipressina não são recomendadas quando é necessária hemostasia, devido ao seu efeito predominante na circulação venosa em relação a arterial.

04

Contraindicações

O uso de Citocaína ® 3% é contraindicado nos casos de hipersensibilidade conhecida a AL do tipo amida, felipressina ou outros componentes da fórmula, como os parabenos, pacientes que apresentem hipertermia maligna (hiperpirexia), metemoglobinemia idiopática ou congênita, hemoglobinopatias (anemia falciforme), pacientes em uso de paracetamol e fenacetina ou outros fármacos indutores de metemoglobinemia, insuficiência hepática, pacientes submetidos à diálise renal, insuficiência cardiovascular significativa e tireotoxicose (hipertireoidismo).

O uso de Citocaína ® 3% é contraindicado durante a gravidez devido à ação ocitócica da felipressina. Prilocaína + felipressina = Classe de risco de gravidez C Uso de Citocaína® 3% durante a gestação: Não foram realizados estudos em animais nem em mulheres grávidas sobre o uso deste medicamento. A prescrição deste medicamento depende da avaliação do risco/benefício para o paciente.

O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação do risco/benefício.

05

Advertências e precauções

A segurança e eficácia do AL está ligada diretamente a administração da dose apropriada, uso da técnica correta de injeção e a aplicação das devidas medidas de precaução e prontidão para ocorrência de emergências, permitindo o estabelecimento do tratamento adequado para a reversão do quadro. Em vista disso, as condições clínicas do paciente devem ser avaliadas previamente a intervenção e consideradas na escolha do AL adequado. O profissional deve possuir equipamento de reanimação, oxigenação e fármacos para uso imediato. O paciente deve ser avisado para ter cuidado para não traumatizar os lábios, língua, mucosa da bochecha ou palato mole quando estas estruturas forem anestesiadas. A ingestão de alimentos deve ser adiada até a volta da função e sensibilidade normais.

Uso em crianças: A principal preocupação com pacientes pediátricos é a relativa facilidade de alcançar superdosagem, assim, antes da administração do AL à criança, o dentista deve determinar o peso da criança e calcular a dose máxima.

Aconselha-se selecionar a solução contendo a menor concentração de anestésico e vasoconstritor, usar o mínimo volume necessário para alcançar a anestesia ideal, e conhecer a solução anestésica empregada. Outro fato a se considerar é a relação existente entre a prilocaína e o surgimento de metemoglobinemia em indivíduos pressupostos, o que alerta ao não uso em pacientes anêmicos.

Uso em idosos: Em pacientes idosos, as funções metabólicas, renais e hepáticas encontram-se geralmente diminuídas, portanto deve-se ter o cuidado de administrar a menor dose suficiente para obtenção do efeito anestésico.

Uso em portadores de disfunções hepáticas e cardiopatas compensados: utilizar pequena quantidade de AL (até 2 carpules). Para pacientes com insuficiência cardiovascular clinicamente significativa (ASA III ou IV), a dose máxima recomendada é de 0,27 UI (até 5 carpules).

Uso em portadores de doenças renais: Pacientes com insuficiência renal podem apresentar um ligeiro aumento dos níveis plasmáticos do AL ou seus metabólitos e um aumento no potencial de toxicidade. Para estes pacientes utilizar menor dose necessária, limitando-se a 2 carpules por sessão.

Uso em pacientes com distúrbios mentais: Relatar aos responsáveis o risco de traumatismos pós-anestesia, observando atentamente se o paciente não está mordendo lábios, bochechas e língua, nem tampouco consumindo alimentos muito quentes, que causariam queimaduras extensas.

Carcinogenicidade, mutagenicidade e diminuição da fertilidade: Ainda não foram conduzidos estudos realizados em animais com o uso de prilocaína para avaliar o potencial carcinogênico e mutagênico ou efeitos sobre a fertilidade.

Categoria de risco na gravidez - C Uso de Citocaína ® 3% durante a gestação: Não foram realizados estudos em animais nem em mulheres grávidas sobre o uso deste medicamento. A prescrição deste medicamento depende da avaliação do risco/benefício para o paciente.

O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação do risco/benefício.

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Interações medicamentosas

Interações do anestésico (prilocaína) com medicamentos:

Medicamentos Efeito Narcóticos (opioides), ansiolíticos, fenotiazínicos e anti-histamínicos Potencializam os efeitos cardiorrespiratórios dos anestésicos locais Barbitúricos Induzem as enzimas hepáticas alterando (aumentando) a velocidade de metabolização dos anestésicos locais do tipo amida Álcool Alteram as funções hepáticas e também a metabolização do anestésico local Álcool, depressores do SNC, opioides, antidepressivos, antipsicóticos, anti-hipertensivos de ação central, anti-histamínicos (por via parenteral) Pode ocorrer o aumento da depressão do SNC e respiratória.

Utilizar com cautela.

Agentes antiarrítmicos Pode ocorrer o aumento da depressão cardíaca. Utilizar com cautela.

Anticolinesterásicos Os anestésicos locais podem antagonizar os efeitos dos anticolinesterásicos sobre a contratilidade muscular. Tratar os pacientes miastênicos consultando o médico.

Fármacos indutores de metemoglobinemia como: sulfonamidas, paracetamol, benzocaina, cloroquina, dapsona, nitratos e nitritos, nitrofurantoína, nitroglicerina, nitroprussiato, pamaquina, ácido para-amino-salicílico, fenacetina, fenobarbital, fenitoína, primaquina e quinina Desenvolvimento de metemoglobinemia Interações do Vasoconstritor (Felipressina) com Medicamentos:

Medicamentos Efeito Hialuronidase Aumenta a difusão tópica do anestésico e pode ocasionar aumento da incidência de reação sistêmica. Monitorar a toxicidade da prilocaína.

Erva-de-São-João (Hypericum perforatum) (antidepressivo) Pode ocasionar o risco aumentado de colapso cardiovascular.

O uso da erva-de-são-joão deve ser descontinuado 5 dias antes da utilização da solução anestésica.

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Cuidados de armazenamento do medicamento

Conservar à temperatura ambiente de 15 a 25 ºC protegido da luz.

O prazo de validade do Citocaína ® 3% é de 24 meses.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

O Citocaína ® 3% apresenta-se como solução límpida e isenta de partículas estranhas, contida em carpule . A qualquer sinal de alteração de cor do conteúdo do carpule, suspender o uso.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças

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Posologia e modo de usar

Manter os carpules em sua embalagem original até o momento do uso, ao abrigo da luz. Não autoclavar os carpules. Não mergulhar os carpules em qualquer solução esterilizante. Antes de utilizar o produto, o profissional deve observar se existe precipitação, partículas em suspensão, turvação e alteração na coloração do produto. Existindo, não utilizar o produto.

Administrar a menor dose necessária para produzir anestesia eficaz, nunca ultrapassando a dose máxima recomendada.

Carregamento da seringa com os carpules: Os seguintes passos deverão ser obedecidos durante o preparo da seringa tipo carpule clássica:

1. Desinfetar o diafragma de borracha do carpule com uma gaze embebida em álcool isopropílico a 91% ou álcool etílico a 70%.

2. Carregar a seringa com o carpule, com atenção para seu posicionamento correto.

3. Após o fechamento da seringa, inserir a agulha descartável.

4. A agulha deve penetrar a borracha em posição perpendicular, no centro e equidistante das bordas do lacre. Caso contrário, podem ocorrer vazamentos.

5. Ao recarregar a seringa, retirar a agulha e repetir os passos seguintes. Caso contrário, poderá entortar a agulha e resultar em vazamento.

6. Ao iniciar a técnica anestésica local, realizar aspiração prévia, de acordo com a seringa escolhida. Havendo sangue dentro do carpule, troque o carpule.

7. Injetar lentamente o conteúdo do carpule (mínimo 2 minutos por carpule).

8. Não reutilize o carpule, mesmo que tenha apenas perfurado com a agulha e não utilizado seu conteúdo. O risco de contaminação do seu conteúdo inviabiliza sua utilização.

Todo material potencialmente contaminado deve ser encaminhado para destruição conforme política local de destinação de resíduos hospitalares.

Para os aparatos eletrônicos, seguir as especificações do fabricante.

Doses Indicadas: A dose máxima de Citocaína ® 3% é de 4,5 mg/kg de peso corpóreo sem ultrapassar 400 mg (equivalente a 7 carpules); a dose deve ser reduzida em pacientes clinicamente comprometidos, debilitados ou idosos.

Recomenda-se que pacientes cardiopatas e demais comprometimentos sistêmicos relatados anteriormente, recebam no máximo 5 carpules por consulta.

Doses máxima em carpules para pacientes saudáveis (4,5 mg de cloridrato de prilocaína/kg de peso corpóreo – cada carpule de 1,8 mL contém 54 mg de cloridrato de prilocaína).

Peso do paciente (kg) 10 20 30 40 50 60 70 80 ≥ 90 Número de carpules(*) 0,5 1,5 2,5 3,0 4,0 5,0 5,5 6,5 7,0

  • nº de carpules = arredondado para meio carpule Tempo de Latência e Duração de Ação: O tempo de latência é de 2 a 4 minutos. Os tempos esperados de duração da ação anestésica são: 60 a 90 minutos para anestesia pulpar e de 3 a 5 horas para anestesia de tecidos moles. O tempo de meia-vida plasmática é de aproximadamente 90 minutos.
09

Reações adversas

Reações adversas após a administração de cloridrato de prilocaína são similares em natureza das reações observadas com os outros AL do tipo amida. Essas reações são, geralmente, dose-dependentes e podem ser resultado de uma concentração plasmática elevada. A taxa de mortalidade é bastante reduzida o que transforma essa classe de medicamentos altamente segura (1/853.050). Os seguintes efeitos são os mais frequentemente relatados:

FREQUÊNCIA DAS REAÇÕES ADVERSAS Parâmetro REAÇÕES ADVERSAS >1/10 Muito comum -->1/100 e <1/10 (>1% e <10%) Comum (frequente) -->1/1.000 e <1/100 (>0,1% e <1%) Incomum (Infrequente) -->1/10.000 e <1/1.000 (>0,01% e <0,1%) Rara Reações Alérgicas >1/10.000 (<0,1%) Muito Rara Parestesia Observação:

Outras reações observadas abaixo das frequências mencionadas acima:

  • Insucessos na anestesia local
  • Reações psicogênicas (tal como: hiperventilação ou síncope vasodepressora).

Reações alérgicas: São caracterizadas, por lesões cutâneas, urticária, edema ou reações anafiláticas. RARA

Tratamento: chamar o socorro se a reação alérgica for grave.

  • a) Reações cutâneas imediatas: Desenvolvem em 60 min.
  • b) Administrar oxigênio.
  • c) Administrar 0,5 mL de adrenalina 1:1000 (adultos), por via intramuscular/subcutânea.
  • d) Encaminhar ao médico especialista.
  • e) Administrar um Anti-histamínico.

Em casos graves, chamar o Socorro Médico e monitorar o paciente até a sua chegada.

Parestesias: Lesão nervosa é a causa principal, podendo ocorrer por lesão cirúrgica ou química. Muitas são transitórias e desaparecem em 8 semanas, embora algumas reações possam permanecer permanentemente. MUITO RARA Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa

10

Superdose

Doses elevadas de AL, tanto na sua forma absoluta, quanto relativa, são facilmente detectadas a partir da constatação de quantidade utilizada acima do limite permitido, ou da injeção intravascular do anestésico em questão, resultando em altas concentrações plasmáticas Sintomas da Superdosagem: sinais de fala difícil, calafrios, contração muscular, tremores dos músculos da face e extremidades distais e sintomas de sensação de pele quente e ruborizada, delírio generalizado, tontura, distúrbios visuais como incapacidade de focalizar, distúrbio auditivo como zumbido, sonolência e desorientação. Perda de sensibilidade bilateral da língua e região perioral é sinal de uma reação tóxica, devido aos altos níveis de anestésico local. Este quadro pode evoluir para um episódio convulsivo tônico-crônico generalizado caso a quantidade de anestésico no sangue continue a se elevar. Portanto, o cuidado com a quantidade administrada é extremamente importante para prevenir estes episódios.

Caso o profissional tenha ultrapassado as dosagens máximas e seu paciente apresente os efeitos da intoxicação – convulsão e alteração cardiovascular - os seguintes cuidados devem ser tomados:

  • a) Monitorar os sinais vitais (respiração, pulsação e grau de consciência do paciente)
  • b) Caso se observe qualquer alteração, aconselha-se a administração de oxigênio.
  • c) Se o paciente estiver convulsionando, a primeira medida no controle de convulsões é manter o nível de oxigenação do paciente. Caso a convulsão persista, deve ser administrado um benzodiazepínico intravenoso.
  • d) O profissional deve estar familiarizado com esses fármacos e com as medidas de suporte básico de vida assim como conhecer as medicações indicadas para a reversão de situações emergenciais. Tratamento auxiliar pode ser necessário para controlar a depressão cardiovascular, tal como a administração intravenosa de fluidos e vasopressores, administrados em ambiente hospitalar.
  • e) Caso ocorra parada cardíaca, procedimento padrão de ressuscitação cardiopulmonar deve ser instituído.
  • f) Chamar o Socorro Médico e monitorar o paciente até a sua chegada.

Ações sobre o SNC: Os sinais e sintomas clínicos iniciais da superdosagem (toxicidade) têm origem no SNC e são de origem excitatória, tais como: sinais de fala difícil, calafrios, contração muscular, tremores dos músculos da face e extremidades distais e sintomas de sensação de pele quente e ruborizada, delírio generalizado, tontura, distúrbios visuais como incapacidade de focalizar, distúrbio auditivo como zumbido, sonolência, desorientação, parestesia bilateral da língua e região perioral, sedação leve ou sonolência.

A excitação ou sedação entre 5 a 10 minutos após a administração de um AL é sinal para o clínico de um nível sanguíneo crescente do AL e da possibilidade de um episódio convulsivo tônico-clônico generalizado caso os níveis plasmáticos continuem a se elevar.

Sistema cardiovascular:

Miocárdio: Os AL produzem uma depressão do miocárdio relacionada com o nível plasmático do AL (superdosagem). A ação do AL reduz a excitabilidade elétrica do miocárdio, reduz a velocidade de condução e reduz a força de contração.

Rede vascular periférica: Os AL produzem vasodilatação periférica, através do relaxamento do músculo liso das paredes dos vasos sanguíneos, resultando em leve grau de hipotensão, um aumento do fluxo sanguíneo de entrada e saída no local de administração do AL, com consequente aumento da velocidade de absorção e diminuição da duração da ação do AL, aumento do sangramento na área de tratamento, níveis sanguíneos e a possibilidade de superdose. A depressão do miocárdio associada à vasodilatação periférica resulta em hipotensão.

Sistema respiratório: Em níveis inferiores à superdosagem possuem uma ação relaxante direta sobre o músculo liso brônquico; em níveis de superdosagem podem produzir parada respiratória em consequência da depressão generalizada do SNC.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.

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Dizeres legais

Reg. MS Nº 1.0298.0330 Farmacêutico Responsável: Dr. José Carlos Módolo - CRF-SP nº 10.446 CRISTÁLIA – Produtos Químicos Farmacêuticos Ltda.

Rod. Itapira-Lindóia, km 14 – Itapira – SP

CNPJ 44.734.671/0001 -51 Indústria Brasileira SAC (Serviço de Atendimento ao Consumidor): 0800 701 191

Venda sob prescrição médica ou de cirurgião dentista

Exclusivamente para uso profissional r_0330_01

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
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