Bula de Digeplus
Referência · Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A · Reg. MS 1.0573.0365 · bula de 25/01/2023
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
Digeplus (cloridrato de metoclopramida + dimeticona + pepsina) Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Cápsulas duras com microgrânulos 7 mg + 40 mg + 50 mg
BULA PARA PACIENTE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
DIGEPLUS cloridrato de metoclopramida monoidratado dimeticona pepsina
Apresentações
Cápsulas duras com microgrânulos 7 mg + 40 mg + 50 mg: embalagens com 12 e 30 cápsulas.
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada cápsula dura com microgrânulos de Digeplus contém: cloridrato de metoclopramida monoidratado (equivalente a 5,9 mg de metoclopramida base).................................................................................................................................................
7 mg dimeticona ....................................................................................................................................... 40 mg pepsina 1:10.000 ............................................................................................................................. 50 mg Excipientes: amido, talco, povidona, dióxido de silício, dióxido de titânio, metabissulfito de sódio, goma laca, cloreto de sódio, corante indigotina laca de alumínio, microgrânulo neutro de amido e sacarose.
Para que este medicamento é indicado?
Digeplus é indicado para pessoas com problemas digestivos, tais como: dificuldades de digestão, sensação de peso e empachamento após alimentação no estômago, distensão abdominal, flatulência (formação excessiva de gases) e eructação (arroto).
Como este medicamento funciona?
Digeplus tem como principais substâncias ativas a metoclopramida, a dimeticona e a pepsina. Elas agem em colaboração entre si de modo a melhorar algumas etapas importantes do processo de digestão. A ação do produto se inicia cerca de meia hora após sua tomada, durando por 4 a 6 horas.
A metoclopramida é útil no tratamento e prevenção de náuseas (enjoos) e vômitos, mas também atua melhorando a movimentação do estômago durante a digestão, acelerando o seu tempo de esvaziamento (reduzindo a sensação de peso no estômago após as refeições) e contribuindo para impedir o refluxo para o esôfago que pode causar azia e regurgitação alimentar.
A dimeticona tem como principal ação a destruição de bolhas de gás que se formam dentro do estômago e dos intestinos, reduzindo a sensação de estufamento causada pelos gases e os ruídos percebidos após as refeições.
A pepsina é uma substância capaz de quebrar as proteínas da dieta (geralmente vindas de produtos de origem animal e de grãos como soja e feijão), ajudando a acelerar o processo de digestão, reduzindo a sensação de desconforto que pode durar várias horas após uma refeição rica em proteínas.
Quando não devo usar este medicamento?
Digeplus é contraindicado em pacientes que apresentem hipersensibilidade (alergia) a quaisquer produtos da sua fórmula e nos casos de hemorragia (sangramento) e bloqueio ou perfuração gastrintestinal.
Digeplus também é contraindicado em pacientes com doença de Parkinson e com história de epilepsia (convulsões).
Digeplus (particularmente a metoclopramida, por ter ação no sistema nervoso central) pode comprometer as habilidades mentais e/ou físicas nos pacientes com história de depressão, devendo ser utilizado com atenção neste caso.
Com base nos efeitos conhecidos, supõe-se que Digeplus em doses terapêuticas não afeta a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Contudo, é recomendável que nos primeiros dias de uso da medicação sejam observados possíveis sinais de sonolência, tremores ou outras alterações que possam vir a comprometer a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Caso isto ocorra, o médico deverá ser informado antes da continuidade da medicação.
Este medicamento é contraindicado para crianças e adolescentes.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
O uso de metoclopramida antes da anestesia local ou regional deve ser evitado em crianças, jovens e pacientes idosos, pois o medicamento pode causar diminuição da atividade cerebral bem como reações extrapiramidais (alterações motoras).
Como um dos principais efeitos colaterais da metoclopramida (princípio ativo presente no medicamento) é a sonolência, pacientes que possuem algum tipo de risco para tal sintoma devem ter cuidado na utilização do medicamento. O uso de bebidas alcoólicas pode potencializar o efeito de sonolência.
Digeplus pode comprometer as habilidades mentais e/ou físicas nos pacientes com história de depressão, devendo ser utilizado com cautela neste caso.
Pacientes portadores de insuficiência renal devem ter suas doses corrigidas, o que não é necessário para pacientes em tratamento dialítico (realizando hemodiálise).
Não há necessidade de correção de doses para portadores de insuficiência hepática.
Uso na gravidez Evitar o uso de Digeplus até o terceiro mês de gravidez. Nas fases posteriores o uso da medicação deverá ser avaliado pelo médico quanto aos riscos e benefícios do tratamento.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Pacientes idosos Movimentos anormais ou perturbados foram relatados em pacientes idosos tratados por períodos prolongados. Entretanto, não há recomendações especiais sobre o uso adequado desse medicamento por pacientes idosos.
Crianças e adultos jovens As reações extrapiramidais (como inquietude, movimentos involuntários, fala enrolada, etc.) podem ser mais frequentes em crianças e adultos jovens, podendo ocorrer após uma única dose.
Interações medicamentosas O uso de Digeplus em conjunto com as drogas listadas abaixo, pode resultar nos seguintes efeitos indesejáveis:
A) Relacionadas à dimeticona Gravidade: moderada
- a) Pode reduzir a eficácia terapêutica: levotiroxina.
B) Relacionadas à metoclopramida Gravidade: maior a)-Não devem ser utilizados em conjunto: venlafaxina, fluvoxamina, bupropiona, rivastigmina, mirtazapina, duloxetina, fluoxetina, antidepressivos tricíclicos, trimetobenzamida, prometazina, nefazodona, paroxetina, citalopram, desvenlafaxina, escitalopram, trazodona, trifluoperazina, maprotilina, sertralina, proclorperazina, trimetobenzamida, antipsicóticos (ex.: loxapina, haloperidol, clorpromazina, aripiprazol, clozapina, risperidona, olanzapina, quetiapina e ziprasidona).
- b) Podem aumentar o risco de elevação pressórica: rasagilina, selegilina e tranilcipromina, bromocriptina, fenelzina.
- c) Podem potencializar efeitos serotoninérgicos (confusão mental, hipertermia, hiperreflexia, contrações musculares): linezolida e milnaciprana.
Gravidade: moderada
- a) Podem reduzir o efeito terapêutico da medicação: cabergolina, digoxina e fosfomicina.
- b) Podem aumentar o efeito, causar risco de reações adversas ou tóxicas: ciclosporina, didanosina, tacrolimo e sirolimo, levodopa, mivacúrio, suxametônio, sertralina e tramadol.
- c) Podem aumentar o risco de sedação: morfina, tiopental e kava-kava.
Gravidade: menor
- a) Pode diminuir os efeitos da medicação: cimetidina, Lithospermum e Vitex.
Exames de laboratórios Não há dados disponíveis até o momento sobre a interferência de Digeplus em testes laboratoriais.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Digeplus se apresenta na forma de cápsula de gelatina dura, n°2, com corpo e tampa cor amarela transparente, com gravação Digeplus, contendo microgrânulos branco e azul-claro.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
A recomendação para o uso de Digeplus é de em média 1 a 2 cápsulas antes das principais refeições. A dose diária máxima não deve ultrapassar tal recomendação. Não há limite definido na duração do tratamento. A dose deverá ser individualizada e ajustada de acordo com o grau de dificuldade de digestão ou gravidade da doença.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Caso você se esqueça de tomar a cápsula de Digeplus, aguarde a próxima refeição para administrar o medicamento. Em nenhuma hipótese a dose deverá ser tomada em dobro em virtude de esquecimento da tomada anterior.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
A seguir são listadas as principais reações adversas relacionadas aos componentes de Digeplus.
Efeitos cardíacos Taquicardia supraventricular, bradicardia, palpitações, bloqueio atrioventricular (distúrbios do ritmo do coração), edema (inchaço), insuficiência cardíaca congestiva aguda (deficiência contrátil do coração), hipotensão (queda de pressão arterial) e hipertensão maligna foram relatados.
Crises hipertensivas foram relatadas em pacientes com feocromocitoma após o uso de metoclopramida.
Efeitos dermatológicos Alguns casos de erupções cutâneas e urticária (ferida na pele) têm sido relatados.
Efeitos endocrinológicos Retenção hídrica, hiperprolactinemia (excesso do hormônio responsável pela produção do leite) podem ocorrer e desaparecem com a interrupção do tratamento. Porfiria (distúrbio do metabolismo) intermitente aguda, febre, galactorreia (produção de leite) e aumento dos níveis de aldosterona foram relatados.
Efeitos gastrintestinais Constipação (prisão de ventre), diarreia, náuseas e vômitos foram verificados.
Efeitos hematológicos Agranulocitose (diminuição da produção de componentes do sangue) e metemoglobinemia (alteração dos glóbulos vermelhos) podem ocorrer.
Efeitos musculoesqueléticos Síndrome extrapiramidal (trismo) foi relatada com manifestações de espasmos musculares mastigatórios após a administração de metoclopramida.
Efeitos neurológicos Sonolência, fadiga, cansaço, inquietação, tonturas, desmaios, cefaleia, aumento da pressão intracraniana, acatisia (inquietação motora), reações agudas distônicas foram relatadas após administração de doses terapêuticas de metoclopramida.
Efeitos no sistema nervoso central Sintomas parkinsonianos como discinesias (movimentos desordenados involuntários), tremores, coreia (movimentos vigorosos involuntários) e bradicinesia (lentificação de movimentos) podem ocorrer com o uso prolongado de Digeplus e o desaparecimento dos sintomas pode levar meses após a interrupção do tratamento. Outros sintomas incluem tontura, depressão e ataxia (falta de coordenação dos movimentos).
Casos raros de síndrome neuroléptica maligna foram notificados. Os sintomas incluem rigidez muscular, hipertermia e alterações da consciência.
Discinesia tardia também foi relatada. Os sintomas foram caracterizados por movimentos involuntários da língua, face, boca e maxilar. Houve uma maior prevalência em pacientes diabéticos.
Efeitos oftalmológicos Casos de crises oculógiras (movimentos rápidos e rotatórios dos olhos) foram notificados.
Efeitos psiquiátricos Depressão, ansiedade, agitação, falta de ar, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, desconforto epigástrico, sede seguido por polidipsia e poliúria foram relatadas após a administração de metoclopramida.
Efeitos renais Incontinência urinária e retenção urinária foram verificadas.
Efeitos reprodutivos Casos de impotência foram relatados com o uso da metoclopramida. A normalidade da função sexual retornou após parar seu uso.
Efeitos respiratórios Angioedema, broncoespasmo, insuficiência respiratória foram relatadas após a administração de metoclopramida.
Teratogenicidade/efeitos na gravidez e lactação Não há estudos em gestantes que eliminem o risco fetal. Os efeitos da droga sobre o lactente são desconhecidos, mas pode ser motivo de preocupação.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Os sintomas de superdose ocorrem em decorrência do cloridrato de metoclopramida e são eles: hipertonia (rigidez muscular), agitação, confusão mental, irritabilidade, além dos sintomas extrapiramidais.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações sobre como proceder.
Dizeres legais
MS - 1.0573.0365 Farmacêutica Responsável: Gabriela Mallmann - CRF-SP nº 30.138 Registrado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Av. Brigadeiro Faria Lima, 201 - 20º andar São Paulo - SP
CNPJ 60.659.463/0029-92 Indústria Brasileira Fabricado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos – SP ou Fabricado por:
Valpharma S.p.A.
Serravalle - República de San Marino Importado e embalado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos – SP Embalagem com 30 cápsulas:
Fabricado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos – SP Ou Fabricado por:
Valpharma S.p.A.
Serravalle - República de San Marino Importado e embalado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos – SP Ou Fabricado por:
Valpharma S.p.A.
Serravalle - República de San Marino Importado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Guarulhos – SP Embalado por:
Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A.
Cabo de Santo Agostinho - PE
Venda sob prescrição médica
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
Digeplus (cloridrato de metoclopramida + dimeticona + pepsina) Aché Laboratórios Farmacêuticos S.A. Cápsulas duras com microgrânulos 7 mg + 40 mg + 50 mg
BULA PARA PROFISSIONAL DE SAÚDE Bula de acordo com a Resolução-RDC nº 47/2009
DIGEPLUS cloridrato de metoclopramida monoidratado dimeticona pepsina
Apresentações
Cápsulas duras com microgrânulos 7 mg + 40 mg + 50 mg: embalagens 12 ou 30 cápsulas.
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada cápsula dura com microgrânulos de Digeplus contém: cloridrato de metoclopramida monoidratado (equivalente a 5,9 mg de metoclopramida base)................................................................................................................................................. 7 mg dimeticona ....................................................................................................................................... 40 mg pepsina 1:10.000 ............................................................................................................................. 50 mg Excipientes: amido, talco, povidona, dióxido de silício, dióxido de titânio, metabissulfito de sódio, goma laca, cloreto de sódio, corante indigotina laca de alumínio, microgrânulo neutro de amido e sacarose.
Indicações
Digeplus é indicado em patologias dispépticas funcionais, manifestadas como: eructações, flatulência, empachamento pós-prandial, distensão abdominal epigástrica e dor abdominal. Indicado na melhoria de qualidade de vida em pacientes dispépticos funcionais.
Resultados de eficácia
Por apresentar um mecanismo de ação central e gastrocinético, os resultados de eficácia nos estudos realizados com a metoclopramida foram relacionados quanto à eficiência do esvaziamento gástrico para situações que determinavam sintomas dispépticos. Estudos comparativos com outros procinéticos demonstraram que a eficácia da metoclopramida nos sintomas dispépticos decorrentes de situações clínicas variadas foi de 59% a 65%.
A dimeticona se mostrou eficaz em diferentes estudos de dispepsia funcional, principalmente no alívio da flatulência.
A suplementação de pepsina mostrou-se, em diferentes estudos, favorável na redução de sintomas dispépticos funcionais.
Recente estudo multicêntrico brasileiro, duplo-cego, prospectivo, randomizado controlado com 320 pacientes dispépticos funcionais divididos em dois grupos de tratamento: grupo MDP com a combinação metoclopramida 7mg + dimeticona 40mg + pepsina 50mg e grupo M com metoclopramida 7 mg seguidos por 4 semanas.
Os desfechos avaliados foram a melhora dos sintomas isoladamente, a melhora da qualidade de vida e a melhora global dos sintomas.
Foi também avaliada a segurança do tratamento. As análises foram por Intenção de Tratar (ITT).
A proporção de pacientes com melhora igual ou superior que 50% no PADyQ no grupo MDP foi de 68%, maior que no grupo M, de 59,4% (p=0,051). Houve maior proporção de pacientes com melhora do sintoma dor ao final do tratamento com o uso da combinação (MDP) em relação ao grupo com tratamento isolado (M) (63,7% vs 55,0%, p=0,0694). A melhora pela avaliação global dos sintomas foi significativamente maior no grupo tratado com a combinação do que no grupo em monoterapia (p=0,0032) e o grupo de terapia combinada também teve uma melhora de qualidade de vida com relação ao domínio mental, significativamente maior do que no grupo com metoclopramida isolada.
O perfil de segurança foi excelente, com a maioria dos efeitos adversos, considerados leves, não havendo diferenças estatisticamente significantes entre os dois grupos.
O estudo evidenciou, em portadores de dispepsia funcional, segundo os critérios de Roma – III melhora clínica e estatisticamente significante em relação à satisfação geral com o tratamento ao longo do acompanhamento dos pacientes, atingindo as maiores diferenças ao final do acompanhamento (90.1% contra 84.7%; p=0.033).
Diferentes aspectos avaliados no mesmo protocolo demonstraram, segundo os autores, clara superioridade clínica em favor de Digeplus, embora em muitas das situações a significância estatística não tenha sido claramente atingida. Pela clareza de tais tendências, estudos com populações mais numerosas poderão elucidar também de forma estatística as diferenças clinicamente relevantes encontradas, como superioridade geral de resposta de 73.2% contra 65.2%; e melhora da dor abdominal de 63.7% contra 55.0%, ambos em relação à metoclopramida isolada. Quando avaliada a qualidade de vida, o Digeplus também se mostrou clinicamente superior à metoclopramida isolada no quesito domínio mental, com indicativos de atingimento de diferenças estatisticamente significativas em estudos de populações maiores (p=0.051).
Referências bibliográficas Blasi, A. Studio multicentrico dell'efficacia di bromopride nel trattamento dell'ulcera duodenale: confronto con metoclopramide e placebo. Clin Ter; 101:167-177, 1982 Karp, J.M., Perkel, M.S., Hersh, T. et al. Metoclopramide treatment of tardive dyskinesia. JAMA; 246:1934-1935, 1981 Arienti, V. et al. Valutazione del dimeticone sul sintomo (meteorismo): La Clinica Terapeutica: 108: 291-296, 1984 Brewer, R.A. A Study of gastrointestinal gas in the aged. Clin Med; 80:18, 1973 Digeplus BU03_VPS_Ache_PE Schulze-Delrieu, K. Metoclopramide. N.Engl. J. Med.; 305(1): 28-33, 1981 Lauristen, K., Laursen, L., Rask-Madsen, J. Clinical pharmacokinetics of drugs used in the treatment of gastrointestinal diseases -1.
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Terap.; 84: 491-500, 1978 Perez, M.G. Tratamiento de los syndromes dispépticos con Diskilene. Rev. Esp. Ap. Digest., 44: 187-192, 1974 Quilici, F.A., Cordeiro, F., Francisconi, C.F.M., Mazzoleni, L.F., Eisig, J.N., Moraes, J.P.F., Meneguelli, U., Aprille, L.O.R. Dispepsia Funcional: Estudo prospectivo, randomizado, duplo-cego, comparativo entre metoclopramida + dimeticona + pepsina e a metoclopramida isolada. RBM – REV. BRAS. MED., 64 (3): 124–131; 2007.
Características farmacológicas
Digeplus tem como princípios ativos o cloridrato de metoclopramida, a dimeticona e a pepsina, os quais atuam sinergicamente de modo sequencial em todos os níveis do processo de digestão. O cloridrato de metoclopramida é um princípio ativo com ação no sistema nervoso central e no tubo gastrintestinal. No sistema nervoso central age como antagonista dopaminérgico, o que explica sua ação antiemética central e, em parte, suas reações adversas centrais. No tubo gastrintestinal, age liberando acetilcolina dos plexos mioentéricos, o que resulta em contração da musculatura lisa e nas seguintes ações: aumento do tônus de relaxamento do esfíncter esofageano; aumento do tônus e da peristalse gástrica e duodenal além do relaxamento do esfíncter pilórico. Essas ações diminuem o tempo de esvaziamento gástrico e o tempo de trânsito alimentar através do duodeno, jejuno e íleo. O cloridrato de metoclopramida é absorvido pelo trato gastrintestinal. A metoclopramida é rapidamente absorvida após ingestão oral, com muitos pacientes apresentando concentrações plasmáticas terapêuticas após a ingestão de uma única dose. O pico de concentração plasmática oral é de 40 a 120 minutos e a biodisponibilidade apresenta variações individuais que vão de 32 a 97%. O volume de distribuição é de 2 a 4 l/kg. Sua metabolização é hepática e todos os metabólitos são inativos. A excreção é urinária em 80% em 24 horas, como droga inalterada em 20% ou como conjugados sulfato ou glucoronida. Sua meia-vida de eliminação é de 2,5 a 5 horas.
A dimeticona é um dióxido de silicone capaz de alterar a tensão superficial dos gases e das bolhas mucosas, favorecendo sua coalescência e dispersão. Desta maneira, é empregada para distúrbios gastrintestinais ligados à flatulência, como dispepsia funcional.
Em muitas situações costuma ser empregada em associações com outros ativos. A dimeticona não é absorvida, sendo eliminada nas fezes.
A pepsina é uma enzima proteolítica do estômago, sendo efetiva na lise e digestão de diferentes compostos protéicos. Sua suplementação foi eficaz em diversos sintomas de dispepsias, particularmente naqueles ligados ao empachamento pós-prandial e na sensação de má digestão.
Contraindicações
Digeplus é contraindicado para pacientes que apresentem hipersensibilidade a quaisquer produtos da sua fórmula e nos casos de hemorragia e bloqueio ou perfuração gastrintestinal.
Digeplus também é contraindicado em pacientes com doença de Parkinson e com história de epilepsia.
Digeplus (particularmente a metoclopramida, por ter ação sistema nervoso central) pode comprometer as habilidades mentais e/ou físicas nos pacientes com história de depressão, devendo ser utilizado com atenção neste caso.
Com base nos efeitos conhecidos, supõe-se que Digeplus em doses terapêuticas não afeta a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Contudo, é recomendável que nos primeiros dias de uso da medicação sejam observados possíveis sinais de sonolência, tremores ou outras alterações que possam vir a comprometer a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas. Caso isto ocorra, o médico deverá ser informado antes da continuidade da medicação.
Este medicamento é contraindicado para crianças e adolescentes.
Advertências e precauções
A pré-medicação com metoclopramida antes da anestesia local ou regional deve ser evitada em crianças, jovens e pacientes idosos, pois o medicamento pode causar depressão do sistema nervoso central e provocar reações extrapiramidais.
Nas doses preconizadas não são referidos fenômenos de intolerância ou efeitos adversos.
Como um dos principais efeitos colaterais da metoclopramida é a sonolência, pacientes que possuem algum tipo de risco para tal sintoma devem ter cuidado na utilização do medicamento.
A ingestão de bebidas alcoólicas pode aumentar o risco de sonolência Uso na gravidez Evitar o uso de Digeplus até o terceiro mês de gravidez. Nas fases posteriores o uso da medicação deverá ser avaliado pelo médico quanto aos riscos e benefícios do tratamento.
Categoria de risco na gravidez: B Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou cirurgião dentista.
Digeplus pode comprometer as habilidades mentais e/ou físicas nos pacientes com história de depressão, devendo ser utilizado com cautela neste caso.
Pacientes portadores de insuficiência renal devem ter suas doses corrigidas, o que não é necessário para pacientes em tratamento dialítico.
Não há necessidade de correção de doses para portadores de insuficiência hepática.
Digeplus BU03_VPS_Ache_PE
Interações medicamentosas
Relacionadas à dimeticona:
Gravidade: moderada Medicamento: levotiroxina Efeito da interação: redução de eficácia da levotiroxina Relacionadas à metoclopramida Gravidade: Maior Utilização contraindicada em conjunto: venlafaxina, fluvoxamina, bupropiona, rivastagmina, mirtazapina, duloxetina, fluoxetina, anti-depressivos tricíclicos, trimetobenzamida, prometazina, nefazodona, paroxetina, citalopram, desvenlafaxina, escitalopram, trazodona, trifluoperazina, maprotilina, sertralina, proclorperazina, trimetobenzamida, antipsicóticos (ex: loxapina, haloperidol, clorpromazina, aripiprazol, clozapina, risperidoona, olanzapina. quetiapina, ziprasidona).
Efeitos da interação: aumento do risco de efeitos extrapiramidais e/ou de síndrome neuroléptica maligna Medicamentos: linezolida, milnaciprana Efeitos da interação: potencialização de efeitos serotoninérgicos.
Medicamentos: rasagilina, selegilina e tranilcipromina,bromocriptina, fenelzina Efeitos da interação: aumento de crises hipertensivas.
Gravidade: Moderada Medicamento: cabergolina Efeitos da interação: diminuição do efeito terapêutico de ambas as drogas.
Medicamentos: didanosina, tacrolimo e sirolimo Efeito da interação: aumento da concentração plasmática.
Medicamento: digoxina Efeito da interação: diminuição da concentração plasmática.
Medicamentos: mivacúrio e suxametônio.
Efeito da interação: prolonga o bloqueio neuromuscular.
Medicamento: tiopental Efeito da interação: aumento dos efeitos hipnóticos.
Medicamentos: fosfomicina Efeito da interação: dimuição da concentração plasmática.
Medicamento: ciclosporina Efeito da interação: aumento do risco da toxicidade por ciclosporina.
Medicamento: levodopa Efeito da interação: elevação da biodisponibilidade da levodopa ou risco aumentado de desenvolver reações extrapiramidais Medicamento: morfina Efeito da interação: aumento da ação sedativa da morfina.
Medicamento: tramadol Efeito da interação: pode aumentar risco de convulsões Medicamento: sertralina Efeito da interação: pode aumentar risco de reações extrapiramidais Gravidade: menor Medicamento: cimetidina Efeito da interação: diminuição dão efeito da cimetidina Interações Medicamento-Planta medicinal Gravidade: Moderada Planta medicinal: kava-kava Efeito da interação: potencializa os efeitos antagonistas dopaminérgicos da kava-kava.
Gravidade: menor Planta medicinal: Lithospermum e Vitex.
Efeito da interação: diminui os efeitos antagonistas dopaminérgicos
Cuidados de armazenamento do medicamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C). Proteger da luz e umidade.
Desde que respeitados os cuidados de armazenamento, o medicamento apresenta uma validade de 24 meses a contar da data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Digeplus BU03_VPS_Ache_PE Digeplus se apresenta na forma de cápsula de gelatina dura, n°2, com corpo e tampa cor amarela transparente, com gravação Digeplus, contendo microgrânulos branco e azul claro.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Em média 1 a 2 cápsulas antes das principais refeições. A dose diária total não deverá exceder esse número de cápsulas. Não há limite intrínseco na duração do tratamento. A dose deverá ser individualizada e ajustada de acordo com a severidade da insuficiência enzimática ou gravidade da doença.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado.
Reações adversas
A seguir são listadas as principais reações adversas relacionadas a Digeplus.
Efeitos cardíacos Taquicardia supraventricular, bradicardia, palpitações, bloqueio atrioventricular (distúrbios do ritmo do coração), edema (inchaço), insuficiência cardíaca congestiva aguda (deficiência contrátil do coração), hipotensão (queda de pressão arterial) e hipertensão maligna foram relatadas após a administração de metoclopramida.
Crises hipertensivas foram relatadas em pacientes com feocromocitoma após o uso de metoclopramida.
Efeitos dermatológicos Alguns casos de erupções cutâneas e urticária têm sido relatados com o uso de metoclopramida.
Efeitos endocrinoógicos Retenção hídrica e hiperprolactinemia podem ocorrer, porém desaparecem com a interrupção do tratamento.
Porfiria intermitente aguda, febre, galactorréia e aumento dos níveis de aldosterona foram relatados após a administração de metoclopramida.
Efeitos gastrintestinais Constipação, diarréia, náuseas e vômitos foram relatados com a terapia de metoclopramida.
Efeitos hematológicos Agranulocitose (diminuição da produção de componentes do sangue) e metemoglobinemia (alteração dos glóbulos vermelhos) foram relatadas após a administração de metoclopramida.
Efeitos musculoesqueléticos Síndrome extrapiramidal (trismo) foi relatada com manifestações de espasmos musculares mastigatórios após a administração de metoclopramida.
Efeitos neurológicos Sonolência, fadiga, cansaço, inquietação, tonturas, desmaios, cefaléia, aumento da pressão intracraniana, acatisia (inquietação motora), coréia, reações agudas distônicas foram relatadas após administração de doses terapêuticas de metoclopramida.
Efeitos no sistema nervoso central Sintomas parkinsonianos como discinesias, tremores, coréia e bradicinesia podem ocorrer com o uso prolongado de Digeplus e o desaparecimento dos sintomas pode levar meses após a interrupção do tratamento. Outros sintomas incluem tontura, depressão e ataxia.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Casos raros de síndrome neuroléptica maligna têm sido notificados após o uso de metoclopramida. Os sintomas incluem rigidez muscular, hipertermia, e alterações da consciência. Discinesia tardia foi relatada com o uso de metoclopramida. Os sintomas foram caracterizados por movimentos involuntários da língua, face, boca e maxila. Houve uma maior prevalência em pacientes diabéticos.
Efeitos oftamológicos Casos de crises oculógiras (movimentos rápidos e rotatórios dos olhos) foram relatados.
Efeitos psiquiátricos Depressão, ansiedade, agitação, falta de ar, distúrbios do sono, dificuldade de concentração, desconforto epigástrico, sede seguido por polidipsia e poliúria foram relatadas após a administração de metoclopramida.
Efeitos renais Incontinência urinária e retenção urinária foram relatadas após a administração de metoclopramida.
Efeitos reprodutivos Casos de impotência foram relatados com o uso da metoclopramida. A normalidade da função sexual retornou após parar seu uso.
Efeitos respiratórios Angiodema, broncoespasmo, insuficiência respiratória foram relatadas após a administração de metoclopramida.
Teratogenicidade/efeitos na gravidez e lactação Não há estudos em gestantes que eliminem o risco fetal. Os efeitos da droga sobre o lactente são desconhecidos, mas pode ser motivo de preocupação.
Reações adversas relacionadas ao uso de Pepsina Digeplus BU03_VPS_Ache_PE Efeitos dermatológicos:
Erupção da pele é o efeito adverso mais comum, isso provavelmente está relacionado à presença de proteína do porco.
Efeitos metabólico/endócrino Hiperuricemia foi relatado com o uso de pepsina.
Efeitos imunológicos Reações alérgicas foram relatadas.
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Os sintomas de superdose ocorrem em decorrência do cloridrato de metoclopramida e incluem hipertonia, agitação, confusão mental, irritabilidade e sintomas extrapiramidais.
Tratamento: pode ser administrado carvão ativado na tentativa de diminuir a absorção e 1 a 2 mg de benzotropina, via endovenosa, para o tratamento dos sintomas extrapiramidais, em ambiente hospitalar.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
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Guarulhos – SP ou Fabricado por:
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Guarulhos – SP Digeplus BU03_VPS_Ache_PE Ou Fabricado por:
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Cabo de Santo Agostinho - PE
Venda sob prescrição médica
Nomes comerciais, genéricos e preço máximo
Apresentações e preço máximo ao consumidor
Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.
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| Medicamento | Apresentação | Tarja | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| DigeplusAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 7 MG + 40 MG + 50 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 12 | Tarja vermelha | R$ 18,49 |
| DigeplusAché Laboratórios Farmacêuticos S.A | 7 MG + 40 MG + 50 MG CAP DURA CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 46,28 |