Bula de Alois
Fonte: bula do fabricante (Apsen Farmaceutica S/A) publicada no bulário digital Sara · bula de 17/11/2020 · conferida em 23/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
ALOIS ® Apsen Farmacêutica S.A.
Solução oral 10 mg/mL
ALOIS® cloridrato de memantina
Apresentações
Solução oral 10 mg/mL. Caixa com frasco contendo 15 e 50 mL
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada mL (20 gotas) da solução oral contém cloridrato de memantina (equivalente à 8,31 mg de memantina base) ....................................... 10 mg* excipientes q.s.p......................................... ................................................................... ............... 1 mL Excipientes: sucralose, sorbitol, sorbato de potássio, citrato de sódio, metilparabeno, propilparabeno, álcool etílico, ácido cítrico monoidratado e água purificada.
*Cada gota possui 0,5mg de cloridrato de memantina Citrato de sódio e ácido cítrico monoidratado podem ser adicionados no momento da produção para ajustar o pH.
Para que este medicamento é indicado?
ALOIS ® (cloridrato de memantina) é indicado na Doença de Alzheimer moderadamente grave a grave e em outras demências caraterizadas por distúrbios da função cerebral, com os seguintes sintomas principais: distúrbios da concentração e memória, perda de interesse e distúrbios das funções motoras necessárias para efetuar atividades diárias e humor deprimido (síndrome demencial), condições que requerem aumento do cuidado e da vigilância. É indicado também no tratamento da espasticidade cerebral e espinhal, como por exemplo, resultante de disfunção cerebral em crianças, traumatismos cranianos, esclerose múltipla, paraplegia, acidentes vasculares encefálicos, Doença de Parkinson e síndromes parkinsonianas.
Como este medicamento funciona?
ALOIS ®, cujo princípio ativo é o cloridrato de memantina, é indicado para pacientes com quadros de demências moderadamente grave a graves. A função da memantina na terapia é de retardar a progressão da doença.
A memantina é utilizada no tratamento de pacientes com doença de Alzheimer de moderadamente grave a grave, sendo um antagonista do receptor NMDA, melhorando a transmissão dos sinais nervosos e a memória.
A memantina também possui um mecanismo de ação que exerce uma função protetora das células nervosas em situações de isquemia (falta de circulação sanguínea) ou hipóxia (falta de oxigênio) no cérebro, agindo também nos estados de rigidez muscular, como ocorre na doença de Parkinson.
O tempo estimado para atingir a concentração máxima de memantina é de 6 a 8 horas.
Quando não devo usar este medicamento?
ALOIS ® (cloridrato de memantina) é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade a memantina, a amantadina ou aos componentes de formulação do produto.
Este medicamento é contraindicado para uso por crianças e adolescentes.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Deve-se ter precaução nos pacientes em estados graves de confusão mental e em pacientes em tratamento com outros medicamentos que atuam no Sistema Nervoso Central.
Gravidez Não há estudos adequados e bem controlados sobre a segurança do uso de memantina em mulheres grávidas. Os estudos em animais não demonstraram efeitos lesivos em relação a embriotoxicidade e teratogenicidade.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Amamentação É provável que a memantina seja excretada no leite materno; com isso, cuidados especiais devem ser tomados quando o produto for prescrito à mulheres que estejam amamentando.
Pacientes com disfunção renal Em pacientes com disfunção renal, a dose deve ser ajustada, baseada na eficácia clínica terapêutica, bem como na função renal do paciente, sendo que a mesma deve ser monitorada frequentemente.
A memantina deve ser utilizada com cuidado em pacientes com disfunção renal.
Pacientes com disfunção hepática Não é necessário ajuste na dose em pacientes com insuficiência hepática leve ou moderada. Em pacientes com insuficiência hepática severa deve ser administrada com cautela.
Pacientes com epilepsia A memantina deve ser utilizada com cuidado em pacientes com epilepsia.
Idosos Os cuidados para pacientes idosos são os mesmos recomendados para os adultos.
Efeitos na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.
Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS O efeito dos seguintes medicamentos pode ser alterado pela memantina e suas doses devem ser ajustadas pelo médico:
- Amantadina, cetamina, dextrometorfano;
- Dantroleno, baclofeno;
- Cimetidina, ranitidina, procainamida, quinidina, quinina, nicotina;
- Hidroclorotiazida;
- Agonista dopaminérgico, como a L-dopa, bromocriptina;
- Anticolinérgicos, anticonvulsivantes, barbituratos, neurolépticos e inibidores da MAO.
O clearance da memantina é reduzido pela acetazolamida e, também, pelo bicarbonato de sódio.
O uso de bebidas alcoólicas pode interferir na ação do ALOIS ® (cloridrato de memantina) podendo causar efeitos desagradáveis.
Interferência em exames laboratoriais Até o momento não existem dados disponíveis relacionados à interferência de cloridrato de memantina em exames laboratoriais.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Conservar ALOIS ® em sua embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15 e 30º C), proteger da luz.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após aberto, válido por 35 dias. Manter o produto em sua embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15 e 30º C), proteger da luz.
Características do medicamento Alois ® solução oral é incolor, de sabor adocicado e levemente amargo.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
O produto ALOIS ® (cloridrato de memantina) é apresentado na forma de solução oral contendo 10 mg/mL.
A solução oral deve ser ingerida com um pouco de água, junto das refeições ou lanches.
Equivalência gotas/mL: 20 gotas correspondem a 1 mL.
A dose recomendada de ALOIS ® (cloridrato de memantina) para pacientes idosos e adultos é de 20 mg diariamente. Para reduzir o risco de efeitos colaterais esta dose é gradualmente alcançada pelo seguinte esquema de tratamento diário:
Manhã Tarde 1ª semana 10 gotas (5 mg) Nenhuma administração 2ª semana 10 gotas (5 mg) 10 gotas (5 mg) 3ª semana 20 gotas (10 mg) 10 gotas (5 mg) 4ª semana e demais semanas 20 gotas (10 mg) 20 gotas (10 mg) Populações especiais Em pacientes com disfunção renal, a dose deve ser ajustada, baseada na eficácia clínica terapêutica bem como na função renal do paciente, sendo que a mesma deve ser monitorada frequentemente.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Caso você esqueça de tomar ALOIS ® (cloridrato de memantina) no horário estabelecido pelo seu médico, tome-o assim que lembrar. Entretanto, se já estiver perto do horário de tomar a próxima dose, pule a dose esquecida e tome a próxima, continuando normalmente o esquema de doses recomendado pelo seu médico. Neste caso, não tome o medicamento em dobro para compensar doses esquecidas.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Nos testes clínicos sobre demências moderadamente grave a grave, a incidência geral de efeitos adversos não foi diferente das do tratamento com o placebo, e os efeitos adversos foram geralmente de gravidade leve ou moderada.
A lista dos eventos adversos reportados durante o uso da memantina, organizada por frequência e manifestação, é a seguinte:
Reações comuns (entre 1 e 10%)
- Sistema nervoso central: confusão, tontura, dor de cabeça
- Sistema respiratório: tosse
- Sistema digestivo: diarreia, prisão de ventre Reações incomuns (entre 0,1 e 1%)
- Sistema nervoso central: alucinações, agressividade, ansiedade, depressão
- Sistema cardiovascular: aumento ou diminuição da pressão arterial
- Sintomas gerais: sintomas semelhantes à gripe, resfriado, fadiga, dor, ganho de peso
- Sintomas musculoesqueléticos: dor nas costas
- Sistema urinário: perda do controle da urina
- Sistema digestivo: dor de estômago, vômitos Reações raras (entre 0,1 e 1%)
- Sistema nervoso: quedas, pensamentos sobre suicídio, alteração da forma de andar, insônia, mudanças de humor, nervosismo, convulsões
- Alteração em exames laboratoriais: alteração dos exames do fígado
- Sangue: redução da contagem das células do sangue, anemia, redução da contagem das plaquetas, redução da contagem dos glóbulos brancos, redução da contagem dos granulócitos (tipo de glóbulo branco), púrpura trombocitopênica trombótica
- Sistema urinário: insuficiência renal aguda, desidratação, inchaço em todo corpo, infecção do trato urinário
- Sistema cardiovascular: alteração do ritmo cardíaco, bloqueio atrioventricular, formação de coágulo nas veias das pernas, formação de coágulo nas veias dos pulmões, insuficiência do coração, ataque cardíaco, prolongamento do intervalo QT (alteração do eletrocardiograma), Torsades de Pointes (arritmia), ritmo cardíaco lento
- Sistema digestivo: hepatite, pancreatite, náuseas, dor de garganta, perda de controle do intestino
- Sistema respiratório: pneumonia, falta de ar, bronquite
- Pele: síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica grave com lesões em todo o corpo)
- Sintomas gerais: febre, perda de apetite
- Metabolismo: aumento da glicose no sangue Os efeitos colaterais são leves a moderados. As reações adversas mais comuns são alucinações, confusão, tontura, cefaleia e cansaço. As reações adversas menos frequentes são ansiedade, hipertonia (aumento do tônus muscular), vômito, cistite e aumento da libido.
Em pacientes que já apresentaram ataque epilético, existe a possibilidade da memantina aumentar a chance de um novo ataque.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova forma farmacêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico ou cirurgião-dentista.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Em caso de ingestão acidental de uma grande quantidade deste medicamento o paciente poderá apresentar inquietação, alucinação, sonolência, estupor e por último o coma foi relatado em um caso. Em caso de superdose acidental, consultar o médico imediatamente. Na eventualidade da ingestão de doses muito acima das preconizadas, recomenda-se adotar as medidas habituais de controle das funções vitais. Tratamento sintomático e de suporte. Deve-se fazer lavagem gástrica, tão rápido quanto possível, após a ingestão oral. Administrar carvão ativado. O vômito não deve ser induzido, devido ao risco de convulsões após a superdosagem. Pacientes nos quais a superdosagem foi intencional devem ter acompanhamento psiquiátrico.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Reg. MS 1.0118.0615 Farmacêutico Responsável: Rodrigo de Morais Vaz CRF-SP nº 39282
APSEN FARMACÊUTICA S/A Rua La Paz, nº 37/67 – Santo Amaro CEP 04755-020 – São Paulo – SP
CNPJ 62.462.015/0001-29 Indústria Brasileira ® Marca Registrada de Apsen Farmacêutica S/A VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA REC EITA.
Esta bula foi aprovada em 27/07/2020 Alois_sol_oral_VP_v03
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
ALOIS ® Apsen Farmacêutica S.A.
Solução oral 10 mg/mL
ALOIS® cloridrato de memantina
Apresentações
Solução oral 10 mg/mL. Caixa com frasco de 15 e 50 mL
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada mL (20 gotas) da solução oral contém cloridrato de memantina (equivalente à 8,31 mg de memantina base) ....................................... 10 mg* excipientes q.s.p............................................................................................................ ............... 1 mL Excipientes: sucralose, sorbitol 70%, sorbato de potássio, citrato de sódio, metilparabeno, propilparabeno, álcool etílico, ácido cítrico monoidratado e água purificada.
*Cada gota possui 0,5mg de cloridrato de memantina.
Citrato de sódio e ácido cítrico monoidratado podem ser adicionados no momento da produção para ajustar o pH.
Indicações alois
® (cloridrato de memantina) é indicado na Doença de Alzheimer moderadamente grave a grave e em outras demências caracterizadas por distúrbios da função cerebral, com os seguintes sintomas principais: distúrbios da concentração e memória, perda de interesse e distúrbios das funções motoras necessárias para efetuar atividades diárias e humor deprimido (síndrome demencial), condições que requerem aumento do cuidado e da vigilância. É indicado também no tratamento da espasticidade cerebral e espinhal, como por exemplo, resultante de dis função cerebral em crianças, traumatismos cranianos, esclerose múltipla, paraplegia, acidentes vasculares encefálicos, Doença de Parkinson e síndromes parkinsonianas.
Resultados de eficácia
Reisberg e cols. [1] conduziram um estudo controlado com placebo avaliando a memantina (10 mg, 2 vezes ao dia) no tratamento da Doença de Alzheimer (DA) durante 28 semanas. Incluiu-se pacientes com doença moderada a severa, maiores de 50 anos, com diagnostico de DA segundo critérios do US National Institute of Neurological and Communicative Disorders and Stroke-Alzheimer’s Disease and Related Disorders Association (NINCDS-ADRDA) e do Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders 4th edition (DSM-IV). Todos os participantes possuíam escores do MMSE entre 3 e 14 no início do estudo. Escores de eficácia foram obtidos nas avaliações basais, nas semanas 4, 12 e 28 (ou no término do acompanhamento). Medidas primárias de eficácia incluíram CIBIC-Plus e a escala modificada de 19 itens de Alzheimer, ADCS-ADL19, comparando as medidas basais com as obtidas após 28 semanas.
A escala de CIBIC-Plus foi aplicada por clínicos experientes que não tinham conhecimento dos resultados de nenhuma outra escala ou de eventos adversos reportados durante o estudo. A memantina, segundo esta escala, demonstrou benefício significativo na análise dos pacientes que completaram as 28 semanas de tratamento (4,4 vs. 4,7; P = 0,03). Os escores da ADCS-ADL19 foram similares em ambos os grupos na avaliação basal, mas na semana 28, o grupo tratado com a memantina apresentou resultados significativamente melhores do que aqueles tratados com placebo, tanto na LOCF (Last Observation Carried Forward) como nos grupos avaliados após 28 semanas de tratamento (-3,1 vs. -5,2; P = 0,02 e -2,5 vs. -5,9; P = 0,003, respectivamente). Benefícios proporcionados pelo tratamento com a memantina também foram observados em 2 outras medidas de eficácia utilizadas no estudo na análise LOCF: SIB -4,0 vs. 10,1; P <0,001; FAST scale 0,2 vs. 0,6; P = 0,02.
Taxas de respostas (pré-definidas como melhora ou não deterioração nas escalas CIBIC-Plus e ADCS-ADL19) foram maiores no grupo tratado com memantina (29%) do que no placebo (10%) com P <0,001.
Ott e cols. [2] avaliaram a segurança e tolerabilidade da memantina na dose de 20 mg em um estudo de 28 semanas envolvendo 314 participantes com DA leve a moderada que haviam completado um estudo duplo-cego controlado com placebo de 24 semanas. Após uma fase inicial duplo-cega de titulação de dose de 8 semanas (fase A, usada para avaliar a tolerabilidade de diferentes esquemas posológicos), os pacientes foram tratados de forma aberta com dose de 10 mg, duas vezes ao dia, por mais 20 semanas (fase B). Durante as 28 semanas de tratamento (Fase A + B), os eventos adversos mais comuns foram quedas e traumas (10,8%), levando a interrupção do tratamento em 6,7% dos pacientes. As taxas de interrupção do tratamento por eventos adversos foram similares entre os grupos tratados com memantina em dose única diária ou em doses divididas. Durante a titulação de dose, as taxas de eficácia foram acima de 90% nos dois grupos. Conversão para dose única em pacientes que já estavam recebendo duas doses diárias foi possível sem comprometer a tolerabilidade. Este estudo permitiu concluir que a monoterapia com memantina em pacientes com DA leve a moderada é segura em bem tolerada por até 1 ano de tratamento; esquema posológico com dose única diária também foi bem tolerado, e pode representar um fator a mais de aderência ao tratamento, uma vez que d iminui o número de medicamentos ingeridos. van Dyck e cols. [3] conduziram um estudo controlado com placebo envolvendo 350 participantes para avaliar a eficácia e segurança da memantina (20 mg/d) no tratamento da DA moderada a severa. Observou -se superioridade da memantina na SIB avaliada nas semanas 12 e 28, mas não no final do estudo (semana 24). Devido a violações de suposição de normalidade assumidos para as variáveis S IB e ADCS-ADL19, uma análise post-hoc não paramétrica foi realizada e mostrou benefícios para a memantina estatisticamente significantes para SIB na semana 24 (mas não para ADCS-ADL19).
Wimblad e cols. [4] publicaram uma metanálise de seis estudos avaliando 1.826 pacientes com DA moderada a grave. Nestes estudos, a eficácia foi avaliada em termos de status global, cognição, função e comportamento. Os resultados desta análise mostraram superioridade da memantina frente ao placebo em todos os domínios avaliados, confirmando a eficácia deste medicamento no tratamento de pacientes com AD moderada a grave.
A memantina também foi avaliada como tratamento adicional à donepezila em 404 pacientes com DA moderada a grave, em um estudo duplo-cego e controlado com placebo. Após 24 semanas de tratamento, observou-se superioridade da memantina+donepezila (em comparação com placebo+donepezila) do escore cognitivo SIB (Severe Impairment Battery) e do escore de função ADCS-ADL19 (AD Cooperative Study–Activities of Daily Living Inventory). Outras variáveis de eficácia (avaliação do investigador e do cuidador, escores de comportamento e avaliação neuropsiquiátrica) também melhoraram mais nos pacientes tratados com memantina+donepezila. Interrupção do tratamento por eventos adversos foi semelhante nos dois grupos (7,4% no grupo memantina e 12,4% no grupo placebo). Este estudo permitiu concluir que em pacientes com DA moderada a grave em doses estáveis de donepezila, a adição de memantina melhorou ainda mais a cognição, atividades do dia a dia, status global e comportamento. O tratamento foi bem tolerado entre os pacientes [5].
Orgogozo e cols. [6] avaliaram a memantina (10 mg, duas vezes ao dia) no tratamento de 321 pacientes demência de origem vascular. O estudo durou 28 semanas e foi controlado com placebo. As duas variáveis primárias de eficácia foram a subescala cognitiva (Alzheimers Disease Assessment Scale – ADAS-cog) e a escala Clinician’s Interview Based Impression of Change (CIBIC-plus). Após 28 semanas, o valor médio da ADAS-cog melhoraram de forma significante no grupo tratado com memantina em comparação com o placebo. Também observou-se melhora do escore Mini-Mental no grupo tratado com memantina e deterioração no grupo placebo (P = 0,003). A frequência de eventos adversos foi semelhante nos dois grupos.
Estes resultados permitiram concluir que a memantina é eficaz e segura em pacientes com demência vascular leve a moderada, permitindo melhora da cognição e manutenção do desempenho global e comportamento.
Emre e cols. [7] avaliaram 199 pacientes com demência relacionada a doença de Parkinson (DDP) e demência com corpos de Lewy (DCL), tratados com placebo ou memantina (20 mg/d) em um estudo duplo-cego, multicêntrico e controlado. Após 24 semanas de tratamento, os pacientes com DBL tratados com memantina apresentaram melhora significante no escore de impressão global ADCS em comparação com o grupo placebo ( P = 0,023). Já no grupo com DDP, não se observou benefício nesta variável de eficácia em comparação com o placebo ( P = 0,576). Da mesma forma, os escores neuropsiquiátricos mostraram benefícios da memantina somente nos pacientes com DCL, e não naqueles com DPP. A incid ência de eventos adversos e o número de interrupções do tratamento por eventos adversos foi semelhante nos dois grupos. Este estudo permitiu concluir que a memantina melhora sintomas globais e comportamentais em pacientes com DCL leve a moderada.
Referências 1. Reisberg B, Doody R, Stoffler A, Schmitt F, Ferris S, Mobius HJ, Memantine Study G: Memantine in moderate-to-severe Alzheimer's disease. The New England journal of medicine 2003, 348(14):1333-1341.
2. Ott BR, Blake LM, Kagan E, Resnick M, Memantine MEMMDABSG: Open label, multicenter, 28-week extension study of the safety and tolerability of memantine in patients with mild to moderate Alzheimer's disease. Journal of neurology 2007, 254(3):351-358.
3. van Dyck CH, Tariot PN, Meyers B, Malca Resnick E, Memantine MEMMDSG: A 24-week randomized, controlled trial of memantine in patients with moderate-to-severe Alzheimer disease. Alzheimer disease and associated disorders 2007, 21(2):136-143.
4. Winblad B, Jones RW, Wirth Y, Stoffler A, Mobius HJ: Memantine in moderate to severe Alzheimer's disease: a meta-analysis of randomised clinical trials. Dementia and geriatric cognitive disorders 2007, 24(1):20-27.
5. Tariot PN, Farlow MR, Grossberg GT, Graham SM, McDonald S, Gergel I, Memantine Study G: Memantine treatment in patients with moderate to severe Alzheimer disease already receiving donepezil: a randomized controlled trial. Jama 2004, 291(3):317-324.
6. Orgogozo JM, Rigaud AS, Stoffler A, Mobius HJ, Forette F: Efficacy and safety of memantine in patients with mild to moderate vascular dementia: a randomized, placebo-controlled trial (MMM 300). Stroke; a journal of cerebral circulation 2002, 33(7):1834-1839.
7. Emre M, Tsolaki M, Bonuccelli U, Destee A, Tolosa E, Kutzelnigg A, Ceballos-Baumann A, Zdravkovic S, Bladstrom A, Jones R et al: Memantine for patients with Parkinson's disease dementia or dementia with Lewy bodies: a randomised, double-blind, placebo-controlled trial. The Lancet Neurology 2010, 9(10):969-977.
Características farmacológicas alois
® contém memantina que pertence à classe de antagonistas não competitivos de baixa afinidade ao receptor N-metil-D-aspartato (NMDA). A memantina é 20 a 30 vezes mais potente que amantadina. A memantina mostrou relevante melhora nas alterações e na performance do déficit dos pacientes com demência moderadamente grave a grave. Nestes pacientes, qualquer melhora nas funções cognitiva, afetiva e motora, que permita que os pacientes permaneçam autoconfiantes e capazes de realizar tarefas diárias sem ou com uma mínima ajuda externa, é de grande valor. A função da memantina na terapia é de retardar a progressão da doença e não no tratamento da doença avançada.
A memantina apresenta um duplo mecanismo de ação. No receptor, a memantina exibe uma rápida cinética de ligação e é voltagem dependente, que resulta na modulação do sistema de neurotransmissão glutamatérgico. No estado de redução de liberação de glutamato, a memantina produz uma melhora na neurotransmissão e ativação dos neurônios. Entretanto, em situações de aumento patológico de liberação pré-sináptica de glutamato, a memantina inibe a ação de excitabilidade tóxica do glutamato pelo bloqueio do receptor NMDA. Isto previne a exposição do neurônio ao excessivo influxo de cálcio, que é um dos possíveis mecanismos responsáveis pela morte neuronal. Esta propriedade faz com que o cloridrato de memantina tenha um efeito neuroprotetor em condições de isquemia ou hipóxia, o que explica sua eficácia em diferentes estados clínicos, tais como distúrbios motores de origem central (Doença de Parkinson, paralisia cerebral, bexiga neurogênica, demências de várias etiologias). Na doença de Parkinson, o excesso de estimulação glutamatérgica originada pela hipofunção dopaminérgica é bloqueado pelo cloridrato de memantina, neutralizando o desequilíbrio da neurotransmissão existente nesta doença.
Acredita-se que a memantina possui alta afinidade ao tecido cerebral, cerebelar e frontal.
Farmacocinética O tempo para atingir a concentração máxima de memantina é de 6 a 8 horas. A concentração de equilíbrio é de 12 dias. A resposta inicial ao tratamento de demência é de 14 dias.
Absorção: a memantina é rápida e completamente absorvida através do trato gastrointestinal.
Distribuição: a ligação proteica da memantina varia entre 10 e 45%. Foi encontrada alta concentração de memantina no cérebro, particularmente no lobo temporal, hipotálamo e ponte do cerebelo.
Metabolismo: a memantina possui um metabolismo hepático parcial. Aproximadamente 48% da droga é excretada inalterada na urina. O restante é convertido primariamente em 3 metabólitos polares que possuem atividade mínima antagonista do receptor NMDA: conjugado N-glucoronídeo, 6-hidroximemantina e 1-nitroso-deaminada memantina. Um total de 74% da dose administrada é excretada como a soma da droga mãe e o conjugado N-glucoronídeo. O sistema hepático do citocromo CYP450 não possui uma função significante no metabolismo da memantina.
Excreção: a meia-vida de eliminação relatada é de 60 a 100 horas. A excreção renal é de 75 a 90%.
Contraindicações alois
® (cloridrato de memantina) é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade a memantina, a amantadina ou aos componentes de formulação do produto.
Este medicamento é contraindicado para uso por crianças e adolescentes.
Advertências e precauções
Deve-se ter precaução aos pacientes em estados graves de confusão mental e em pacientes em tratamento com outros medicamentos que atuam no Sistema Nervoso Central.
Gravidez e lactação Não há estudos adequados e bem controlados sobre a segurança do uso de memantina em mulheres grávidas. Os estudos em animais não demonstraram efeitos lesivos em relação a embriotoxicidade e teratogenicidade.
É provável que a memantina seja excretada no leite materno; com isso, cuidados especiais devem ser tomados quando o produto for prescrito a mulheres que estejam amamentando.
Categoria B: Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Pacientes com disfunção renal Em pacientes com disfunção renal, a dose deve ser ajustada, baseada na eficácia clínica terapêutica bem como na função renal do paciente, sendo que a mesma deve ser monitorada frequentemente.
A memantina deve ser utilizada com cuidado em pacientes com disfunção renal.
Pacientes com disfunção hepática A memantina sofre metabolismo hepático parcial com 48% da dose excretada na urina como droga inalterada ou como soma da droga mãe e o conjugado N-glucoronídeo (74%).
Não é necessário ajuste na dose em pacientes com insuficiência hepática leve ou moderada. Em pacientes com insuficiência hepática severa deve ser administrada com cautela.
Pacientes com epilepsia A memantina deve ser utilizada com cuidado em pac ientes com epilepsia.
Idosos Os cuidados para pacientes idosos são os mesmos recomendados para os adultos.
Alterações na capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.
Durante o tratamento o paciente não deve dirigir veículos ou operar máquinas, pois sua habilidade e atenção podem estar prejudicadas.
Interações medicamentosas
O efeito dos seguintes medicamentos pode ser alterado pela memantina e suas doses devem ser ajustadas pelo médico:
- Amantadina, cetamina, dextrometorfano;
- Dantroleno, baclofeno;
- Cimetidina, ranitidina, procainamida, quinidina, quinina, nicotina;
- Hidroclorotiazida;
- Agonista dopaminérgico, como a L-dopa, bromocriptina;
- Anticolinérgicos, anticonvulsivantes, barbituratos, neurolépticos e inibidores da MAO.
O clearance da memantina é reduzido pela acetazolamida e, também, pelo bicarbonato de sódio.
O uso de bebidas alcoólicas pode interferir na ação do ALOIS ® (cloridrato de memantina) podendo causar efeitos desagradáveis.
Interferência em exames laboratoriais Até o momento não existem dados disponíveis relacionados à interferência de cloridrato de memantina em exames laboratoriais.
Cuidados de armazenamento do medicamento alois
® (cloridrato de memantina) deve ser mantido em sua embalagem original, na temperatura ambiente (entre 15 e 30º C), proteger da luz.
O produto ALOIS ® (cloridrato de memantina) é de uso oral.
Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Após aberto, válido por 35 dias. Manter o produto em sua embalagem original, em temperatura ambiente (entre 15 e 30º C), proteger da luz.
Características do medicamento Alois ® solução oral é incolor, de sabor adocicado e levemente amargo.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
O produto ALOIS ® (cloridrato de memantina) é apresentado na forma de solução oral contendo 10 mg/mL.
A solução oral deve ser ingerida com um pouco de água, junto das refeições ou lanches.
Equivalência gotas/mL: 20 gotas correspondem a 1 mL.
A dose recomendada de ALOIS ® (cloridrato de memantina) para pacientes idosos e adultos é de 20 mg diariamente. Para reduzir o risco de efeitos colaterais esta dose é gradualmente alcançada pelo seguinte esquema de tratamento diário:
Manhã Tarde 1ª semana 10 gotas (5 mg) Nenhuma administração 2ª semana 10 gotas (5 mg) 10 gotas (5 mg) 3ª semana 20 gotas (10 mg) 10 gotas (5 mg) 4ª semana e demais semanas 20 gotas (10 mg) 20 gotas (10 mg) Populações especiais Em pacientes com disfunção renal, a dose deve ser ajustada, baseada na eficácia clínica terapêutica bem como na função renal do paciente, sendo que a mesma deve ser monitorada frequentemente.
Reações adversas
Nos testes clínicos sobre demências moderadamente grave a grave, a incidência geral de efeitos adversos não foi diferente das do tratamento com o placebo, e os efeitos adversos foram geralmente de gravidade leve ou moderada.
A lista dos eventos adversos reportados durante o uso da memantina, organizada por frequência e manifestação, é a seguinte:
Reações comuns (>1/100 e <1/10)
- Sistema nervoso central: confusão mental, tontura, cefaleia
- Sistema respiratório: tosse
- Sistema digestivo: diarreia, obstipação Reações incomuns (>1/1.000 e <1/100)
- Sistema nervoso central: alucinações, agressividade, ansiedade, depressão.
- Sistema cardiovascular: hipertensão, hipotensão
- Sintomas gerais: sintomas semelhantes à gripe, infecção de vias aéreas superiores, fadiga, dor, ganho de peso
- Sintomas musculoesqueléticos: lombalgia
- Sistema urinário: incontinência urinária
- Sistema digestivo: epigastralgia, vômitos Reações raras (>1/10.000 e <1/1.000)
- Sistema nervoso: quedas, ideação suicida, alteração da marcha, insônia, labilidade emocional, nervosismo, convulsões
- Alteração em exames laboratoriais: alteração em testes da função hepática
- Sangue: pancitopenia, anemia, plaquetopenia, leucopenia, agranulocitose, púrpura trombocitopênica trombótica
- Sistema urinário: insuficiência renal aguda, desidratação, anasarca, infecção do trato urinário
- Sistema cardiovascular: arritmia, bloqueio atrioventricular, trombose venosa profunda, tromboembolismo pulmonar, insuficiência cardíaca congestiva, infarto agudo do miocárdio, prolongamento do intervalo QT, Torsades de Pointes, bradicardia
- Sistema digestivo: hepatite, pancreatite, náuseas, odinofagia, incontinência fecal
- Sistema respiratór io: pneumonia, dispneia, bronquite
- Pele: síndrome de Stevens -Johnson
- Sintomas gerais: febre, anorexia
- Metabolismo: hiperglicemia Em pacientes que já apresentaram ataque epilético, existe a possibilidade da memantina aumentar a chance de um novo ataque.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova forma farmacêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disp onível no Portal da Anvisa.
Superdose
Em caso de ingestão acidental de uma grande quantidade deste medicamento o paciente poderá apresentar inquietação, alucinação, sonolência, estupor e por último o coma foi relatado em um caso. Em caso de superdose acidental, consultar o médico imediatamente. Na eventualidade da ingestão de doses muito acima das preconizadas, recomenda -se adotar as medidas habituais de controle das funções vitais. Tratamento sintomático e de suporte. Deve -se fazer lavagem gástrica, t ão rápido quanto possível, após a ingestão oral. Administrar carvão ativado. O vômito não deve ser induzido, devido ao risco de convulsões após a superdosagem. Pacientes nos quais a superdosagem foi intencional devem ter acompanhamento psiquiátrico.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Reg. MS 1.0118.0615 Farmacêutico Responsável: Rodrigo de Morais Vaz CRF-SP nº 39282
APSEN FARMACÊUTICA S/A Rua La Paz, nº 37/67 – Santo Amaro CEP 04755-020 – São Paulo – SP
CNPJ 62.462.015/0001-29 Indústria Brasileira ® Marca Registrada de Apsen Farmacêutica S/A VENDA SOB PRESCRIÇÃO MÉDICA. SÓ PODE SER VENDIDO COM RETENÇÃO DA RECEITA Esta bula foi aprovada em 17/11/2020 Alois_sol_oral_VPS_v04
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 10 MG/ML SOL OR CT FR GOT VD AMB X 15 ML | Tarja vermelha | 7896637024501 | R$ 69,76 |
| 10 MG/ML SOL OR CT FR GOT VD AMB X 50 ML | Tarja vermelha | 7896637024525 | R$ 232,62 |