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Bulas de Remédios
Similar Uso restrito a hospitais

Linatron

Cloridrato de lincomicina · Blau Farmacêutica S.A.. Bula completa nas versões para paciente e profissional de saúde.

FICHA TÉCNICA
FabricanteBlau Farmacêutica S.A.
Registro MS1.1637.0112
Classe terapêuticaAntibióticos sistêmicos simples
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 886,39
CMED
BULA COMPLETA

Bula de Linatron

Fonte: bula do fabricante (Blau Farmacêutica S.A.) publicada no bulário digital Sara · bula de 05/03/2020 · conferida em 24/10/2026

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

LINATRON ® Blau Farmacêutica S.A.

Solução Injetável 300 mg/mL

Modelo de bula paciente rdc 47/09

LINATRON ® cloridrato de lincomicina monoidratada

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência

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Apresentação

Solução injetável de 300 mg/mL. Embalagem com 50 ampolas de 2 mL.

Via de administração: intravenosa ou intramuscular

Uso adulto e pediátrico (acima de 1 mês de idade)

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Composição

Cada mL da solução injetável contém: cloridrato de lincomicina monoidratada (equivalente a 300 mg de lincomicina base)...........................340,20 mg excipientes (álcool benzílico, ácido clorídrico, hidróxido de sódio e água para injetáveis) q.s.p. ....................1 mL

01

Para que este medicamento é indicado?

Linatron ® é indicado no tratamento de infecções graves causadas por bactérias aeróbias Gram-positivas (tipo de microrganismo), incluindo estreptococos, estafilococos (inclusive estafilococos produtores de penicilinase) e pneumococos.

02

Como este medicamento funciona?

Linatron ® é um antibiótico (medicamento que combate infecções) bacteriostático (que impede que as bactérias produzam proteínas que são a base do seu crescimento e reprodução).

03

Quando não devo usar este medicamento?

Leia também as respostas das Questões 4 e 8.

Linatron ® é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade (alergia) conhecida à lincomicina, à clindamicina ou a qualquer outro componente do produto.

Este medicamento é contraindicado para menores de 1 mês de idade.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Leia também as respostas das Questões 3 e 8.

Você deve saber que a maioria dos antibióticos, inclusive Linatron ®, pode levar ao aparecimento de colite pseudomembranosa, (infecção do intestino por bactéria da espécie C. dificille) um tipo potencialmente grave de diarreia. Avise seu médico se apresentar diarreia durante e após o tratamento com Linatron ®.

Linatron ® deve ser utilizado durante a gravidez e durante a amamentação apenas se claramente necessário, pois é necessário avaliar se o risco de eventos adversos graves no feto compensam os benefícios do tratamento da mãe com essa medicação.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas Nenhum estudo foi conduzido para determinar o efeito do Linatron ® na habilidade de dirigir e usar máquinas.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Linatron ® contêm álcool benzílico que tem sido associado com eventos adversos graves, incluindo a “Síndrome de Gasping” (alteração do ritmo respiratório) e morte em pacientes pediátricos.

Linatron ® é excretado pelo leite materno, como há riscos de eventos adversos graves em lactentes.

Linatron ® não deve ser utilizado no tratamento de meningite (infecção das meninges, membranas que envolvem o sistema nervoso central, cérebro e medula espinal), pois não penetra adequadamente no sistema nervoso central.

Pacientes com disfunção renal e hepática precisam de uso cauteloso de Linatron ® que exige a avaliação dos níveis sanguíneos da medicação e ajuste da dose. Se você tem qualquer um desses problemas comunique ao seu médico ou ao cirurgião-dentista.

A dose de lincomicina deve ser determinada cuidadosamente em pacientes com disfunção renal grave ou disfunção hepática e os níveis séricos de lincomicina devem ser monitorados durante a terapia com altas doses.

Durante terapia prolongada, recomenda-se monitorar as funções renal, hepática e hematológica.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.

Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma quando ele for prescrever uma medicação nova.

O médico precisa avaliar se as medicações reagem entre si alterando a sua ação, ou da outra; isso se chama interação medicamentosa.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

Linatron ® solução injetável deve ser mantido em temperatura ambiente entre 15°C e 30ºC.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características do medicamento Solução límpida, incolor a levemente amarelada com leve odor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

06

Como devo usar este medicamento?

Linatron ® solução injetável pode ser usado em injeções intramuscular (dentro do músculo) ou intravenosa (dentro das veias). Linatron ® não deve ser administrado na forma de “bolus” (de uma vez), e sim lentamente.

Seu médico determinará a duração do tratamento e a quantidade de medicamento administrada por dia, e monitorará sua resposta e condições. Em geral, a duração do tratamento deve ser baseada na resposta clínica do paciente. A dose recomendada de Linatron ® para adultos é de 600 mg (2 mL) a cada 24 horas por via intramuscular ou 600-1000 mg por via intravenosa a cada 8 ou 12 horas. Dependendo da gravidade da infecção a dose intramuscular pode chegar a 600 mg a cada 12 horas (ou mais frequente). Em infecções que ameacem a vida, doses de até 8 g diárias têm sido administradas por via intravenosa. A dose recomendada de Linatron ® para crianças acima de 1 mês de idade é de 10 mg para cada quilo de peso a cada 24 horas, por via intramuscular. Em infecções graves a dose pode ser de 10 mg para cada quilo de peso a cada 12 horas; ou mais frequentemente. Por via intravenosa a dose é de 10 a 20 mg por quilo de peso por dia, dependendo da gravidade da infecção. A dose de Linatron ® precisa ser ajustada se você tiver insuficiência (redução da função) hepática (do fígado) ou renal (dos rins). Se você tem qualquer um desses problemas comunique ao seu médico.

Instruções para preparo da medicação: diluição e índices de infusão Doses de até 1 g devem ser diluídas em pelo menos 100 mL de uma solução adequada, e administradas por infusão de, pelo menos, 1 hora de duração.

Dose Volume de diluente Tempo de administração 600 mg 100 mL 1 h 1 g 100 mL 1 h 2 g 200 mL 2 h 3 g 300 mL 3 h 4 g 400 mL 4 h Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

O plano de tratamento por via intravenosa e intramuscular é definido pelo médico que acompanha o seu caso. Se você esquecer de aplicar Linatron ® no horário estabelecido pelo seu médico, aplique-o assim que lembrar.

Porém, se o horário estiver muito próximo da próxima dose contate o médico para redefinir o plano de tratamento. Neste caso, não aplique o medicamento duas vezes para compensar doses esquecidas. O esquecimento da dose pode comprometer o resultado do tratamento.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Leia as respostas das Questões 3 e 4.

Podem ocorrer as seguintes reações desagradáveis ao usar Linatron ®:

Reações Comuns (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): diarreia, náusea (enjoo) e vômito;

Reações Incomuns (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): infecção vaginal, rash (erupção cutânea) e urticária (alergia da pele);

Reação Rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): prurido (coceira);

Reações com frequência não conhecida: colite pseudomembranosa (infecção do intestino por bactéria da espécie C. difficile), colite por Clostridium difficile, pancitopenia (diminuição de todas as células do sangue), agranulocitose (ausência de células de defesa: neutrófilos, basófilos e eosinófilos), anemia aplástica (diminuição da produção de glóbulos vermelhos do sangue), neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos), leucopenia (redução de células de defesa no sangue), púrpura trombocitopênica (doença que causa diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), reação anafilática (reações alérgicas graves), angioedema (inchaço das partes mais profundas da pele ou da mucosa, geralmente de origem alérgica), doença do soro (reação alérgica após infusão de substância biológica), parada cardiorrespiratória após administração intravenosa muito rápida, hipotensão (pressão baixa) após administração parenteral muito rápida, tromboflebite (inflamação da veia com formação de coágulos) relatada com injeção intravenosa, esofagite (inflamação do esôfago) relatada com preparação oral, desconforto abdominal, icterícia (coloração amarelada da pele e mucosas por acúmulo de pigmentos biliares), anormalidades nos testes de função hepática (elevação da transaminase sérica que é uma substância produzida pelo fígado), necrólise epidérmica tóxica (reação alérgica grave que evolui com bolhas e descamação da pele e mucosas como a boca), síndrome de Stevens-Johnson (reação alérgica grave com bolhas na pele e mucosas), pustulose exantemática generalizada aguda (quadro de febre associado à vermelhidão e inchaço juntos com bolhas na pele com saída de secreção purulenta), dermatite bolhosa (inflamação da pele com presença de bolhas), dermatite esfoliativa (descamação da pele), eritema multiforme (manchas vermelhas, bolhas e ulcerações em todo o corpo), abscesso estéril no local da injeção, enduração, dor e irritação no local da injeção, todos em caso de injeção intramuscular.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Diálise (filtração do sangue) por qualquer via não é eficaz para remoção do Linatron ® do sangue.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

Reg. MS nº 1.1637.0112 Farm. Resp.: Eliza Yukie Saito - CRF-SP n° 10.878 Registrado por:

Blau Farmacêutica S.A.

CNPJ 58.430.828/0001-60 Rodovia Raposo Tavares km 30,5 n° 2833 – Prédio 100 CEP 06705-030 – Cotia – SP Indústria Brasileira www.blau.com.br Fabricado por:

Blau Farmacêutica S.A.

CNPJ 58.430.828/0013-01 Rua Adherbal Stresser, 84 CEP 05566-000 – São Paulo – SP Indústria Brasileira

Venda sob prescrição médica

Só pode ser vendido com retenção da receita 7003354-01

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

LINATRON ® Blau Farmacêutica S.A.

Solução Injetável 300 mg/mL

Modelo de bula profissional de saúde rdc 47/09

LINATRON ® cloridrato de lincomicina monoidratada

Medicamento similar equivalente ao medicamento de referência

—

Apresentação

Solução injetável de 300 mg/mL. Embalagem com 50 ampolas de 2 mL.

Via de administração: intravenosa ou intramuscular

Uso adulto e pediátrico (acima de 1 mês de idade)

—

Composição

Cada mL da solução injetável contém: cloridrato de lincomicina monoidratada (equivalente a 300 mg de lincomicina base) .........................................................................340,20 mg excipientes (álcool benzílico, ácido clorídrico, hidróxido de sódio e água para injetáveis) q.s.p..................................................................1 mL

01

Indicações

Linatron ® (cloridrato de lincomicina monoidratada) é indicado no tratamento de infecções graves causadas por bactérias aeróbias Gram-positivas, incluindo estreptococos, estafilococos (inclusive estafilococos produtores de penicilinase) e pneumococos.

02

Resultados de eficácia

Cloridrato de lincomicina apresenta eficácia no tratamento de diversas infecções graves causadas por bactérias aeróbias Gram-positivas, incluindo estreptococos, estafilococos (inclusive estafilococos produtores de penicilinase) e pneumococos. As taxas de eficácia atingiram 88,8% num estudo de 150 pacientes com infecção de tecidos moles tratados com cloridrato de lincomicina.

Referências Bibliográficas Spízek J, Rezanka T. Lincomycin, clindamycin and their applications. Appl Microbiol Biotechnol. 2004 May; 64(4):455-64. Epub 2004 Feb 5.

Greval RS, Goyal SC, Sofat JR. A pilot study of parenteral lincomycin therapy in soft tissue infections. Indian J Med Sci. 1991 Aug;45(8):209-11, 208.

03

Características farmacológicas

O cloridrato de lincomicina é um agente antibiótico da classe das lincosamidas.

Propriedades Farmacodinâmicas Modo de ação A lincomicina é um antibiótico produzido por fermentação de Streptomyces lincolnensis. A lincomicina inibe a síntese de proteínas bacterianas por ligação à subunidade 50S do ribossoma bacteriano. A lincomicina é predominantemente bacteriostática in vitro. A atividade antibacteriana da lincomicina parece estar melhor correlacionada com o período de tempo em que a concentração de ingrediente ativo permanece acima da MIC do organismo infectante.

Mecanismo de resistência A resistência cruzada entre a lincomicina e a clindamicina é completa. A resistência em estafilococos e estreptococos é mais frequentemente devido à metilação de nucleotídeos específicos no ARN 23S da subunidade ribossomal 50S, que pode determinar a resistência cruzada aos macrólidos e estreptograminas B (fenótipo MLSB). Os isolados resistentes aos macrólidos destes organismos devem ser testados quanto à resistência induzida à lincomicina / clindamicina utilizando o teste da zona D.

Metodologia para determinar a susceptibilidade in vitro à lincomicina Os testes de suscetibilidade devem ser realizados utilizando métodos laboratoriais padronizados, tais como os descritos pelo Clinical and Laboratory Standards Institute (CLSI) ou pelo European Committee on Antimicrobial Susceptibility Testing (EUCAST). Como CLSI e EUCAST não estabeleceram pontos de interrupção de susceptibilidade para a lincomicina, a clindamicina deve ser testada em seu lugar. A resistência às lincosamidas pode ser indutível por macrólidos em estafilococos resistentes a macrólidos, Streptococcus pneumoniae e estreptococos beta-hemolíticos. Os isolados resistentes aos macrólidos destes organismos devem ser rastreados quanto à resistência à clindamicina induzível utilizando o teste da zona D ou outra metodologia padrão.

CLSI e critérios de interpretação de susceptibilidade à difusão em disco para clindamicina Organismo Critérios Interpretativos de Susceptibilidade Concentrações Inibitórias Mínimas (CIM em μg / mL) Staphylococcus spp. ≤ 0,5 1–2 ≥4 ≥21 15–20 ≤14 Streptococcus pneumoniae, estreptococos beta-hemolíticos e estreptococos do grupo viridans ≤0,25 0,5 ≥1 ≥19 16–18 ≤15 Bactérias anaeróbicas ≤2 4 ≥8 NA NA NA Conteúdo do disco 2 μg.

Os critérios interpretativos de MIC para anaeróbios são baseados em diluição em ágar.

NA = não aplicável A validade dos métodos de diluição e de difusão em disco deve ser verificada por meio de amostras de controle de qualidade (CQ), conforme indicado pelo CLSI. Os limites aceitáveis ao se testar clindamicina contra esses organismos estão listados na tabela abaixo.

Intervalos de controle de qualidade para os testes de susceptibilidade à clindamicina (CLSI) Organismo Intervalo Mínimo de Concentração Inibitória (MIC em μg/mL) Staphylococcus aureus

ATCC 29213 0,06–0,25 NA Staphylococcus aureus

ATCC 25923 NA 24–30 Streptococcus pneumoniae

ATCC 49619 0,03–0,12 19–25 Bacteroides fragilis

ATCC 25285 0,5–2 NA Bacteroides thetaiotaomicron

ATCC 29741 2–8 NA Eggerthella lenta

ATCC 43055 0,06–0,25 NA Os intervalos MIC para as bactérias anaeróbias são baseados em diluição em ágar.

NA = Não aplicável

ATCC ® é uma marca registrada da American Type Culture Collection Diluição EUCAST e critérios de interpretação da susceptibilidade à difusão em disco para clindamicina Organismo Concentrações Inibitórias Mínimas (MIC em μg/mL)

S R S R Staphylococcus spp. ≤0,25 >0,5 ≥22 <19 Streptococcus groups A, B, C, G ≤0,5 >0,5 ≥17 <17 Streptococcus pneumoniae ≤0,5 >0,5 ≥19 <19 Estreptococos do grupo viridans ≤0,5 >0,5 ≥19 <19 Anaeróbios Gram-positivos (exceto Clostridium difficile)

≤4 -- NA NA Anaeróbios Gram-negativos ≤4 -- NA NA Conteúdo do disco 2 μg.

Os critérios interpretativos de MIC para anaeróbios são baseados em diluição em ágar.

NA = não aplicável.

Intervalos de controle de qualidade para os testes de susceptibilidade à clindamicina (EUCAST) Organismo Intervalo Mínimo de Concentração Inibitória (MIC em μg/mL) Staphylococcus aureus

ATCC 29213 0,06–0,25 23-29 Streptococcus pneumoniae

ATCC 49619 0,03–0,12 22-28 NA = Não aplicável

ATCC ® é uma marca registrada da American Type Culture Collection Espectro antibacteriano A prevalência de resistência adquirida pode variar geograficamente e com o tempo, para espécies selecionadas, e é desejável a informação local sobre a resistência, particularmente no tratamento de infecções graves. Se necessário, deve-se procurar aconselhamento especializado quando a prevalência local de resistência for tal que a utilidade do agente em pelo menos alguns tipos de infecções seja questionável.

A lincomicina é resistente cruzada com clindamicina. Foi observada uma diminuição da susceptibilidade à clindamicina / lincomicina ao longo do tempo em particular entre o Staphylococcus aureus resistente à meticilina e em algumas espécies de Clostridium.

Os organismos que são comumente suscetíveis à lincomicina incluem bactérias gram-positivas aeróbias e facultativas: Staphylococcus aureus (apenas cepas sensíveis à meticilina), Streptococcus pneumoniae, Streptococcus pyogenes, Estreptococos do grupo viridans, Corynebacterium diphtheriae.

Bactérias anaeróbicas e microaerófilas: Clostridium perfringens, Clostridium tetani, Propionibacterium acnes.

Propriedades Farmacocinética A administração intramuscular de dose única de 600 mg de lincomicina produz níveis médios de picos séricos de 11,6 μg/mL em 60 minutos e mantém níveis terapêuticos por 17 a 20 horas para organismos Gram-positivos mais suscetíveis. A taxa de excreção urinária após esta dose varia de 1,8 a 24,8% (em média: 10,3 por cento).

Uma infusão intravenosa de duas horas de 600 mg de lincomicina atinge os níveis médios de picos séricos de 15,9 μg/mL e produz níveis terapêuticos por 14 horas para organismos Gram-positivos mais suscetíveis. A excreção urinária varia de 4,9 a 23,3% (em média: 15,1 por cento).

A meia-vida biológica após administração intramuscular é de aproximadamente 5 horas. A meia-vida sérica da lincomicina pode ser prolongada em pacientes com insuficiência renal grave em comparação com pacientes com função renal normal. Em paciente com função hepática anormal, a meia-vida sérica pode ser duas vezes mais longa do que nos pacientes com função hepática normal. A hemodiálise e diálise peritoneal não são eficazes na remoção de lincomicina do soro.

Estudos em nível do tecido indicam que a bile é uma importante via de excreção. Níveis significativos foram demonstrados na maioria dos tecidos do corpo. Embora que a lincomicina parece difundir-se no líquido cefalorraquidiano (LCR), os níveis de lincomicina no LCR parecem inadequadas para o tratamento de meningite.

Dados de segurança pré-clínico Os dados não clínicos de estudos convencionais sobre toxicidade de administração repetida, genotoxicidade, carcinogenese, toxicidade reprodutiva e de desenvolvimento não identificaram riscos particulares para os seres humanos. Nenhuma toxicidade de desenvolvimento foi observada quando doses superiores a 6 vezes a dose máxima recomendada por humanos (MHRD) foram administradas a ratas grávidas durante o período de organogênese. Não foram observados efeitos sobre a fertilidade em ratos administrados com lincomicina a 1,2 vezes do

Mhrd.

04

Contraindicações

Linatron ® é contraindicado a pacientes que apresentam hipersensibilidade conhecida à lincomicina, à clindamicina ou a qualquer outro componente do produto.

Este medicamento é contraindicado para menores de 1 mês de idade.

05

Advertências e precauções

A formulação injetável de Linatron ® contém álcool benzílico. O conservante álcool benzílico tem sido associado a eventos adversos graves, incluindo a “Síndrome de Gasping” e à morte em pacientes pediátricos.

Embora doses terapêuticas normais desse medicamento forneçam quantidades de álcool benzílico substancialmente menores que as relatadas em associação com a “Síndrome de Gasping”, a quantidade mínima de álcool benzílico que pode causar toxicidade não é conhecida. O risco de toxicidade do álcool benzílico depende da quantidade administrada e da capacidade do fígado e dos rins de desintoxicação da substância química. Crianças prematuras e que nasceram com peso baixo estão mais propensas a desenvolver a toxicidade.

Tem-se relatado colite pseudomembranosa, que pode evoluir de leve a grave (ameaçadora à vida), com o uso de muitos antibióticos, inclusive lincomicina, e pode variar em gravidade de leve à risco de vida. Portanto, é importante considerar o diagnóstico em pacientes que apresentam diarreia subsequente à administração de agentes antibacterianos.

Foram relatadas reações graves de hipersensibilidade, incluindo reações anafiláticas e reações cutâneas graves adversas (RCGAD) como síndrome de Stevens-Johnson (SSJ), necrólise epidérmica tóxica (NET), pustulose exantemática generalizada aguda (PEGA) e eritema multiforme (EM) em pacientes que recebem terapia com lincomicina. Se ocorrer uma reação anafilática ou uma reação cutânea grave, a lincomicina deve ser interrompida e terapia apropriada deve ser iniciada (vide item Reações Adversas).

O tratamento com agentes antibacterianos altera a flora do cólon e pode permitir o crescimento de clostridia.

Estudos indicam que a toxina produzida por Clostridium difficile é a causa primária da colite associada a antibióticos. Após o estabelecimento do diagnóstico primário de colite pseudomembranosa, medidas terapêuticas devem ser iniciadas. Casos leves de colite pseudomembranosa normalmente respondem à simples descontinuação do fármaco isolado. Em casos moderados a graves, deve-se considerar a terapia com fluidos e eletrólitos, suplementação de proteínas e tratamento com antibiótico clinicamente eficaz contra colite por Clostridium difficile.

Foi relatada diarreia associada a Clostridium difficile (CDAD) com o uso de quase todos os agentes antibacterianos, incluindo a lincomicina, e pode variar na gravidade de diarreia ligeira a colite fatal. O tratamento com agentes antibacterianos altera a flora normal do cólon, levando ao crescimento excessivo de C. difficile.

C. difficile produz as toxinas A e B que contribuem para o desenvolvimento da CDAD. As cepas produtoras de hipertoxina de C. difficile causam morbidade e mortalidade aumentadas, uma vez que estas infecções podem ser refratárias à terapia antimicrobiana e podem requerer colectomia. CDAD deve ser considerado em todos os pacientes que apresentam diarreia após o uso de antibióticos. Um histórico médico cuidadoso é necessário uma vez que se tem relatado a ocorrência de CDAD ao longo de dois meses após a administração de agentes antibacterianos.

Apesar da lincomicina se difundir no fluido cerebroespinal, os níveis de lincomicina no líquido cefalorraquidiano são inadequados para o tratamento de meningite, desse modo, a lincomicina não deve ser utilizado para tratamento de meningite.

Durante terapia prolongada, recomenda-se monitorar as funções renal e hepática.

O uso de antibióticos pode ocasionar crescimento excessivo de microrganismos não sensíveis, especialmente leveduras.

A lincomicina não é recomendado para uso em recém-nascidos. A segurança e eficácia em pacientes pediátricos com idade inferior a um mês não foram estabelecidas.

No caso de administração por infusão, lincomicina não deve ser administrado na forma de “bolus”, mas deve ser infundida conforme descrito no item 8. (vide item Posologia e Modo de Usar).

Fertilidade, gravidez e lactação O álcool benzílico pode atravessar a placenta (vide item Advertências e Precauções).

Em humanos, a lincomicina atravessa a placenta e resulta em níveis séricos no cordão de cerca de 25% dos níveis séricos maternos. Não há acúmulo significativo no líquido amniótico. Existem dados limitados sobre o uso de lincomicina em mulheres grávidas. Não foram demonstrados aumentos em anormalidades congênitas ou atraso no desenvolvimento em filhos de 302 pacientes tratadas com lincomicina em vários estágios da gravidez, quando comparado a um grupo controle, até 7 anos após o nascimento. A lincomicina deve apenas ser utilizada na gravidez se claramente necessário.

A lincomicina foi detectada no leite humano em concentrações de 0,5 a 2,4 mcg/mL.

Categoria de risco na gravidez: C.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.

Efeitos na Habilidade de Dirigir e Operar Máquinas Nenhum estudo foi conduzido para determinar o efeito de lincomicina na habilidade de dirigir e operar máquinas.

06

Interações medicamentosas

A lincomicina tem propriedades de bloqueio neuromuscular que podem aumentar a ação de outros agentes bloqueadores neuromusculares.

Portanto, deve ser utilizada cuidadosamente em pacientes sob terapia com tais agentes.

07

Cuidados de armazenamento do medicamento

Linatron ® solução injetável deve ser conservado em temperatura ambiente entre 15°C e 30ºC.

Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.

Características físicas e organolépticas Solução límpida, incolor a levemente amarelada, com leve odor, isenta de partículas visíveis.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

08

Posologia e modo de usar

Uso em Adultos Injeção Intramuscular:

  • 1) 600 mg (2 mL) a cada 24 horas.
  • 2) Infecções mais graves: 600 mg (2 mL) a cada 12 horas, ou mais frequentemente, dependendo da gravidade da infecção.

Infusão Intravenosa: Doses intravenosas são administradas com base de 1 g diluídas em pelo menos 100 mL de uma solução adequada, e administradas por infusão de, pelo menos, 1 hora de duração. NOTA: Ocorreram reações cardiopulmonares graves com a administração do medicamento de forma mais rápida e mais concentrada do que o recomendado.

  • 1) 600 mg a 1 g a cada 8 ou 12 horas.
  • 2) Infecções mais graves essas doses podem ser aumentadas.
  • 3) Em infecções que ameacem a vida, doses de até 8 g diárias têm sido administradas. Administrar em infusão diluída, como descrito na tabela de Diluição e Índices de Infusão.

Diluição e Índices de Infusão Dose Volume de diluente Tempo de administração 600 mg 100 mL 1 h 1 g 100 mL 1 h 2 g 200 mL 2 h 3 g 300 mL 3 h 4 g 400 mL 4 h Essas doses devem ser repetidas sempre que for necessário, até o limite da dose diária máxima recomendada de 8 g de Linatron ®.

Uso em Crianças (acima de 1 mês de idade) Injeção Intramuscular:

  • 1) 10 mg/kg a cada 24 horas.
  • 2) Para infecções mais graves: 10 mg/kg a cada 12 horas ou mais frequentemente.

Infusão Intravenosa:

10 a 20 mg/kg/dia, dependendo da gravidade da infecção. Administrar como infusão diluída, como descrito na tabela de Diluição e Índices de Infusão.

Uso em pacientes com diminuição da função hepática ou renal Em pacientes com disfunção hepática ou renal, a meia-vida do cloridrato de lincomicina está aumentada. Deve-se considerar a diminuição da frequência de administração de Linatron ® em pacientes com prejuízo na função renal ou hepática.

Quando Linatron ® é administrado a pacientes com insuficiência renal grave, a dose adequada é de 25% a 30% daquela recomendada para pacientes com função renal normal.

Infecções por Estreptococos Beta-hemolíticos O tratamento deve continuar por pelo menos 10 dias.

Compatibilidades Dextrose 5% em ringer com lactato, dextrose 5% em ringer, dextrose a 5% em cloreto de sódio a 0,9%, dextrose 5% em água, dextrose 10% em água, solução de açúcar invertido 10%, ringer com lactato, cloreto de sódio a 0,9%, solução ringer.

Soluções com vitaminas para infusão: complexo B; complexo B com ácido ascórbico.

Soluções com antibióticos para infusão: penicilina G sódica (satisfatória para 4 horas); cefalotina; cloridrato de tetraciclina; cefaloridina; colistimetato (satisfatória para 4 horas); ampicilina; meticilina; cloranfenicol; sulfato de polimixina B.

Incompatibilidades Linatron ® é fisicamente incompatível com novobiocina, canamicina e fenitoína. Pode ser que esse item não inclua tudo devido a múltiplos fatores que influenciam os dados de compatibilidade das substâncias.

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Reações adversas

Reações adversas por Classe de Sistema de Órgão (SOC) e categoria de frequência CIOMS (Council for International Organizations of Medical Sciences) listada por ordem decrescente de gravidade médica dentro de cada categoria de frequência e SOC Sistema Classe de Órgãos Muito comum (≥1/10) Comum (≥1/100 a <1/10) Incomum (≥1/1000 a <1/100) Rara (≥1/10.000 a <1/1000) Muito rara (<1/10.000) Frequência não conhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) Infecções e infestações Infecção vaginal Colite pseudomembranosa, Colite por Clostridium difficile Distúrbios dos sistemas sanguíneo e linfático Pancitopenia, agranulocitose, anemia aplástica, neutropenia, leucopenia, púrpura trombocitopênica Distúrbios do sistema imunológico Reação anafilática, angioedema, doença do soro Distúrbios cardíacos Parada cardiorrespiratória a Distúrbios vasculares Hipotensão b, tromboflebite c Distúrbios gastrointestinais Diarreia, náusea,vômito Esofagite d, desconforto abdominal Distúrbios hepatobiliares Icterícia, teste de função hepática anormal Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Rash cutâneo, urticária Prurido Necrólise epidérmica tóxica, Síndrome de Stevens-Johnson, pustulose exantemática generalizada aguda, dermatite bolhosa, dermatite esfoliativa, eritema multiforme Distúrbios gerais e condições do local de administração Abscesso estéril no local da injeção e, enduração no local da injeção e, dor no local da injeção e, irritação no local da injeção e a Raros casos foram relatados após administração intravenosa muito rápida. b Após administração parenteral, particularmente após administração muito rápida. c Evento foi relatado com injeção intravenosa. d Evento foi relatado com preparações orais. e Relatado com injeção intramuscular.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos – VigiMed, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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Superdose

Hemodiálise ou diálise peritoneal não são meios eficazes para remoção da lincomicina do sangue.

Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

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Venda sob prescrição médica

Só pode ser vendido com retenção da receita 7004200-01

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo

Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).

ApresentaçãoTarjaEANPreço máx.
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