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Bulas de Remédios
Tarja vermelha Uso hospitalar em algumas apresentações

Cloridrato de etambutol + isoniazida + pirazinamida + rifampicina

Bula completa, para que serve, como usar, efeitos colaterais, genéricos e preço máximo · tuberculostaticos.

FICHA TÉCNICA
Princípio ativoCloridrato de etambutol + isoniazida + pirazinamida + rifampicina
Classe terapêuticaTuberculostaticos
Medicamento de referênciaFarmanguinhos Rifampicina+isoniazida+pirazinamida+etambutol
Nomes comerciais1 de 1 fabricante
Preço máximo (MG (ICMS 18%))a partir de R$ 339,38
CMED

Resumo em 30 segundos

FONTE: BULÁRIO ANVISA · 08/12/2023
PARA QUE SERVE

Este medicamento é indicado para o tratamento de tuberculose (TB) pulmonar e extrapulmonar, na fase inicial ou intensiva do tratamento.

COMO USAR

Modo de usar Você deve tomar os comprimidos todos os dias, durante todo o tempo que o médico lhe prescreveu (em geral 2 meses).

EFEITOS COLATERAIS

Como todo medicamento, os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol pode causar efeitos colaterais, embora nem todos os pacientes venham a tê -los.

QUEM NÃO DEVE USAR

Este produto não deve ser usado em pacientes que tenham hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos quatro medicamentos (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) que compõem o comprimido de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol.

Trechos extraídos da bula oficial.

BULA COMPLETA

Bula de Farmanguinhos Rifampicina+isoniazida+pirazinamida+etambutol

Referência · Fundação Oswaldo Cruz · Reg. MS 1.1063.0140 · bula de 08/12/2023

Versão para o paciente

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Identificação do medicamento

Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol Fundação Oswaldo Cruz / Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) Comprimido revestido 150 mg + 75 mg + 400 mg + 275 mg Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol Rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol

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Apresentação

Comprimidos de Farmanguinhos revestidos, contendo rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol (150 mg + 75 mg + 400 mg + 275 mg) em embalagem com 15 blísteres contendo 6 comprimidos revestidos cada e em embalagem com 30 blísteres contendo 10 comprimidos revestidos cada.

Uso oral

Uso adulto e pediátrico, com idade igual ou maior a 10 anos e com

Peso corporal a partir de 20 kg

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Composição

Cada comprimido revestido contém: rifampicina ..........................150 mg isoniazida ..............................75 mg pirazinamida ........................400 mg cloridrato de etambutol .........275 mg excipientes*q.s.p. ............1 comp rev *celulose microcristalina, crospovidona, amido pré-gelatinizado, ácido ascórbico, água purificada, gelatina, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, opadry (álcool polivinílico parcialmente hidrolisado, talco, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho, lecitina de soja e goma xantana).

01

Para que este medicamento é indicado?

Este medicamento é indicado para o tratamento de tuberculose (TB) pulmonar e extrapulmonar, na fase inicial ou intensiva do tratamento.

02

Como este medicamento funciona?

Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol contém quatro diferentes medicamentos conhecidos como rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol. Todos eles pertencem a um grupo de medicamentos chamados de fármacos antituberculose. Eles funcionam matando a bactéria que causa a tuberculose. O comprimido de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol é usado para tratar a tuberculose.

03

Quando não devo usar este medicamento?

Este produto não deve ser usado em pacientes que tenham hipersensibilidade (alergia) a qualquer um dos quatro medicamentos (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) que compõem o comprimido de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol.

Este produto não deve ser usado em pacientes com histórico de doença hepática ou histórico de amarelamento da pele e dos olhos (icterícia) ou histórico de mudanças nos níveis sanguíneos das enzimas hepáticas causadas por fármacos antituberculose no passado, salvo situações com indicação médica.

Este produto não deve ser usado em pacientes com perda de visão por causa de desordem do nervo óptico.

Este medicamento é contraindicado para menores de 10 anos.

04

O que devo saber antes de usar este medicamento?

Informe seu médico durante a consulta ou ao farmacêutico antes de tomar este medicamento se você:

  • Tem problemas hepáticos;
  • Tem qualquer doença renal;
  • Tem diabetes (a diabetes pode tornar-se mais difícil de ser controlada com o uso deste medicamento);
  • Tem ou já teve gota (dor ou inchaço nas juntas);
  • Tem epilepsia;
  • Tem ou já teve problemas de saúde mental, tais como depressão e esquizofrenia;
  • Sente dormência ou fraqueza nos braços e pernas (neuropatia periférica);
  • É portador do HIV;
  • Está abaixo do peso ou subnutrido;
  • Faz uso diário de bebida alcoólica ou é alcoólatra;
  • Faz uso de drogas injetáveis;
  • É uma mulher negra ou de origem hispânica (latina);
  • Tem um problema de sangue raro chamado ‘porfiria’;
  • Já tiver ouvido de seu médico que seu corpo leva um longo tempo para livrar -se de algum medicamento, ou seja, possui um baixo status acetilador;
  • Usa lentes de contato (o uso deste medicamento pode manchar permanentemente as lentes de contato gelatinosas);
  • Recentemente notou perda da visão;
  • Quem está tomando este medicamento for uma criança;
  • Tem 65 anos de idade ou mais;
  • Vai fazer tratamento com Dolutegravir? Deverá usar 50 mg 12/12 horas ao invés de 1x ao dia e essa dose deverá ser mantida até 15 dias após o final do tratamento com Rifampicina.

Se você não estiver seguro de que algum dos casos acima se aplique a você, fale com seu médico ou farmacêutico antes de usar os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol.

Orientações gerais Manter ambientes de moradia e de trabalho sempre bem ventilados e, se possível, com luz solar. Levar o braço ou lenço à boca e ao nariz quando tossir e espirrar.

O tratamento deve ser realizado durante todo o tempo definido pelo médico, para garantir a eficácia do tratamento e evitar o aparecimento de tuberculose resistente. Qualquer dúvida ou dificuldade deve ser informada imediatamente ao médico para orientações sobre o procedimento a ser adotado.

Exames de Sangue Seu médico poderá solicitar exames para checar seu sangue antes do início do tratamento com os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol . Esta checagem ajudará o médico caso ocorram mudanças em seu sangue após iniciar o uso do medicamento. Se tiver 35 anos ou mais, você poderá necessitar de exames de sangue periódicos para checar como seu fígado está funcionando , dependendo da avaliação do seu médico.

O uso dos comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol pode afetar os resultados de alguns exames de sangue. Em particular, exames de ácido fólico, vitamina B12 e de função hepática. Se você for fazer um exame de sangue, é importante informar ao médico que está usando os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol .

Interações medicamentosas As interações com outros medicamentos dos fármacos antituberculose podem ocorrer na absorção ou no metabolismo do fármaco. A rifampicina, a isoniazida e o etambutol requerem meio ácido para sua absorção, podendo ser reduzida com o uso conjunto de outros fármacos que aumentam o pH do estômago, por isso deve-se evitar medicamentos antiácidos para o estômago . A rifampicina pelo seu metabolismo possui interações com muitos medicamentos.

A presença de outras doenças e a necessidade de outros medicamentos associados ao tratamento da tuberculose requer monitoramento especial e acompanhamento frequente pelo seu médico.

Como a rifampicina é um potente indutor do metabolismo, sua ação muitas vezes interfere de maneira importante com outros medicamentos, por isso as interações medicamentosas podem ser frequentes. Segue abaixo possíveis interações medicamentosas, porém se faz uso de qualquer outra medicação, você deve consultar o seu médico ou farmacêutico antes de iniciar o tratamento da tuberculose.

Antiácidos, derivados imidazólicos e corticóides podem reduzir a ação do medicamento para o tratamento da tuberculose. Fenilhidantoína, acetaminofen, cetoconazol, fluconazol, sulfas aumentam o risco de ocorrência de hepatotoxicidade. Benzodiazepínicos, sulfaniluréias podem ter seu efeito potencializado pela isoniazida, porém reduzido pela ação da rifampicina. Carbamazepina potencializa a toxicidade neurológica. Analgésicos, anticoagulantes orais, anticoncepcionais, barbitúricos, beta-agonistas, cetoconazol, fluconazol, corticóides, digitálicos, enalapril, hipoglicemiantes orais, antirretrovirais inibidores de protease e de integrase, metadona, propafenona, quinidina, teofilina, o tratamento da tuberculose reduz o efeito desses medicamentos por acelerar o seu metabolismo.

Os efeitos atingem seu máximo após cerca de 10 dias de tratamento com rifampicina, e gradualmente, voltam ao normal dentro de 2 semanas ou mais após a sua interrupção. Isso deve ser levado em consideração quando houver tratamento em conjunto com outros medicamentos. Para manter os níveis sanguíneos ideais para o tratamento, as doses de medicamentos metabolizados por essas enzimas podem precisar de ajuste ao iniciar ou parar o uso concomitante com os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol.

A isoniazida diminui a atividade das isoenzimas do citocromo CYP2C19 e CYP3A4 in vitro. Assim, ela poderá aumentar a exposição aos fármacos eliminados principalmente através dessas vias. No entanto, estes efeitos podem ser compensados pelo aumento da atividade de enzimas hepáticas (do fígado) devido à rifampicina nos comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol. Na medida em que tem sido investigado, o efeito geral da rifampicina e isoniazida na eliminação do medicamento será um aumento devido à rifampicina, que é um potente indutor do complexo enzimático P450, em vez de uma diminuição devido à isoniazida.

Devido principalmente à rifampicina, os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol podem interagir com um grande número de medicamentos, principalmente por reduzir a exposição (pela metabolização mais rápida) aos medicamentos tomados juntos, reduzindo sua eficácia e aumentando o risco de que estes não funcionem. Para um grande número de medicamentos, não há dados disponíveis de interação com a rifampicina. No entanto, reduções clinicamente significativas na exposição ao fármaco podem ocorrer. Quando seu médico prescrever qualquer fármaco juntamente com os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol, a possibilidade de uma interação entre os medicamentos deve ser considerada.

Por favor, diga ao seu médico ou farmacêutico se estiver usando ou tenha usado recentemente qualquer outro medicamento. Isto inclui medicamentos comprados sem receita médica, inclusive medicamentos à base de ervas. Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol podem afetar o modo como os outros medicamentos atuam e/ou alguns medicamentos podem afetar o modo como os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol atuam.

Alguns alimentos podem interagir com os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol comprometendo a ação do medicamento. Enquanto estiver usando os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol você não deve ingerir:

  • Queijo
  • Atum ou outro peixe tropical
  • Vinho tinto Gravidez Categoria de risco à gravidez: C O esquema com os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol pode ser administrado nas doses habituais para gestantes e está recomendado o uso de piridoxina (vitamina B6) durante a gestação pelo risco de toxicidade neurológica ao feto.

Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Converse com seu médico antes de usar este medicamento se você estiver grávida, se planeja engravidar ou se tem suspeita de gravidez.

Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol podem reduzir o efeito da pílula contraceptiva (pílula que impede a gravidez). Caso esteja tomando pílula contraceptiva você deverá mudar para um método de contracepção diferente. Você deve usar um método de barreira confiável, tal como preservativos ou “DIU” enquanto estiver usando os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol. Se você tiver qualquer dúvida ou estiver inseguro sobre isto fale com seu médico ou farmacêutico.

Amamentação Consulte seu médico ou farmacêutico caso esteja amamentando, pois o medicamento Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol passa para o leite materno em pequenas quantidades. Caso esteja amamentando ou se pretende amamentar converse com seu médico ou farmacêutico antes de tomar qualquer medicamento.

Efeitos na Habilidade de Dirigir ou Operar Máquinas Você pode sentir-se tonto ou fraco, ter problemas com a visão ou ter outros efeitos colaterais que podem afetar sua habilidade para dirigir enquanto estiver usando os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol . Se isto acontecer, não dirija ou use qualquer ferramenta ou máquina.

Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento. Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.

05

Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?

O comprimido de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol deve ser conservado em temperatura ambiente (entre 15 e 30°C), protegido da luz e umidade.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde -o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá -lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Características físicas Comprimido revestido de cor marrom, sulcado (com fenda) em um dos lados e com o outro lado liso.

06

Como devo usar este medicamento?

Modo de usar Você deve tomar os comprimidos todos os dias, durante todo o tempo que o médico lhe prescreveu (em geral 2 meses).

Não pare e depois recomece a tomar os comprimidos, pois isto pode aumentar os efeitos colaterais e sua tuberculose não será tratada adequadamente.

Engula os comprimidos inteiros, com um pouco de água. Tome -os pelo menos 1 hora antes de uma refeição ou 2 horas após uma refeição ou de acordo com a recomendação de seu médico. Tome todos os comprimidos juntos em dose única.

Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol devem ser utilizados apenas por pessoas que possam engolir comprimidos sólidos.

Este medicamento não deve ser partido, mastigado ou macerado.

O médico poderá recomendar-lhe o uso de vitamina B6 durante o tratamento com os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol , especialmente se você estiver desnutrido, gestante, for idoso, for pessoa vivendo com HIV/aids ou diabético.

O médico deve prescrever também a continuação do tratamento (em geral por mais 4 meses) com outros medicamentos. Você deve continuar o tratamento conforme a orientação do médico, a fim de evitar a resistência aos medicamentos e assegurar sua cura.

Posologia O médico irá determinar a dose baseando-se em seu peso corporal. A dose usual é como se segue:

Peso corporal do paciente adulto ou adolescente (≥ 10 anos de idade) Dose única diária Duração para esquema básico 20 – 35 kg 2 comprimidos ao dia 2 meses 36 – 50 kg 3 comprimidos ao dia 51 – 70 kg 4 comprimidos ao dia Acima de 70 kg 5 comprimidos ao dia Crianças, adolescentes e pacientes com peso inferior a 20 kg Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol não é um medicamento adequado para pacientes com peso corporal abaixo de 20 kg, uma vez que os ajustes necessários de dose não podem ser feitos. Nessa situação consulte o seu médico para adequar o tratamento.

Idosos Nenhum regime de dosagem especial é necessário, mas insuficiência renal ou hepática deve ser levada em consideração. A suplementação de piridoxina (vitamina B6) pode ser útil.

Pacientes com insuficiência renal (dos rins) Se você tem doença renal consulte o seu médico, ele avaliará sobre a dose adequada do medicamento, dependendo do grau de disfunção renal há necessidade de ajuste da dose.

Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.

Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.

07

O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?

Se você se esquecer de tomar uma dose, tome-a logo que se lembrar. Porém, se estiver perto de tomar a próxima dose, pule a dose perdida. Não tome uma dose dupla para compensar a dose esquecida.

Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.

08

Quais os males que este medicamento pode me causar?

Como todo medicamento, os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol pode causar efeitos colaterais, embora nem todos os pacientes venham a tê -los.

Se você sentir que o efeito do medicamento está muito fraco ou muito forte, não mude a dose por si mesmo, fale antes com seu médico.

Eventos Adversos Graves Se você sentir um dos sintomas a seguir, pare de tomar este medicamento e converse com seu médico ou com um profissional de saúde imediatamente ou se dirija a um setor de emergência do hospital mais próximo de você:

  • Súbita dificuldade para respirar, falar e engolir;
  • Inchaço dos lábios, língua, face ou pescoço;
  • Vertigem ou colapso (desmaio);
  • Erupções (lesões) graves ou coceira na pele, especialmente quando se mostram quentes e inflamação dos olhos, da boca ou dos órgãos genitais;
  • Diarreia com longo tempo de duração ou com presença de sangue, dor de estômago ou febre. Este pode ser um sinal de séria inflamação intestinal;
  • Contusão ou sangramento não usual. Se você continuar usando os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol há o risco de hemorragia cerebral (sangramento);
  • Amarelamento da pele ou do branco dos olhos, urina mais escura e fezes mais claras, fadiga, fraqueza, perda de apetite, náuseas ou vômito. Estes são sinais de problemas no fígado (hepatite);
  • Inflamação do pâncreas (pancreatite), que causa dor severa no abdômen e nas costas;
  • Distúrbios na visão como: visão embaçada, dor nos olhos, daltonismo vermelho -verde ou mesmo perda da visão;
  • Redução dos leucócitos (células brancas do sangue) acompanhada por súbita febre alta, severa inflamação na garganta e úlceras na boca;

Os eventos adversos preocupantes com a rifampicina são de hepatotoxicidade, particularmente reações colestáticas (relacionadas ao fluxo da bile), e reações cutâneas (da pele). A rifampicina pode provocar hiperbilirrubinemia (excesso de bilirrubina no sangu e, pode levar a icterícia) subclínica, conjugada ou icterícia (caracterizada pela coloração amarela da pele) sem dano hepatocelular, mas ocasionalmente provoca danos hepatocelulares. Ela também pode potencializar a hepatotoxicidade dos outros medicamentos contra tuberculose.

Os eventos adversos preocupantes com a isoniazida são efeitos neurotóxicos periféricos e centrais, e hepatotoxicidade. A hepatite grave, e às vezes fatal, associada à terapia com isoniazida foi relatada. A maioria dos casos ocorreu dentro dos três primeiros meses de terapia, mas a hepatotoxicidade também pode se desenvolver após um tratamento mais longo.

Os eventos adversos preocupantes da pirazinamida são os danos hepáticos, variando desde aumentos assintomáticos de transaminases séricas a disfunções hepáticas sintomáticas e, em raros casos, insuficiência hepática fatal.

O evento adverso preocupante do etambutol é a neurite retrobulbar com diminuição da acuidade (clareza) visual. A frequência depende da dose e da duração da terapia. Os sinais típicos iniciais incluem o comprometimento da visão das cores (daltonismo vermelho -verde) e constrição (diminuição) do campo visual (escotoma central ou periférico). Estas alterações são geralmente reversíveis ao suspender o tratamento. Para evitar atrofia óptica (diminuição da visão) irreversível, a acuidade visual deve ser monitorada regularmente e o etambutol deve ser descontinuado imediatamente caso ocorram distúrbios visuais.

Os eventos adversos possivelmente relacionados ao tratamento estão listados abaixo por sistema corporal, classe de órgãos e frequência. Eles não são baseados adequadamente nos ensaios clínicos controlados aleatórios, mas em dados publicados, gerados princi palmente durante o uso após aprovação. Portanto, muitas vezes a frequência não pode ser dada. As frequências são definidas como: muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento), comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento), incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento), rara (ocorre entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utiliz am este medicamento), muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento), e "não conhecida" (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Distúrbios do sistema nervoso Muito comum: neuropatia periférica (perturbação ou alteração patológica do sistema nervoso periférico), geralmente precedida por parestesia (sensação anormal, tais como: ardência, queimação ou formigamento) dos pés e das mãos. A frequência depende da dose e das condições predisponentes, tais como desnutrição, alcoolismo ou diabetes. Ela tem sido relatada em 3,5 a 17% dos pacientes tratados com isoniazida. A administração concomitante de piridoxina (vitamina B6) reduz enormemente este risco.

Incomum: dor de cabeça, letargia (lentidão), ataxia (falta de coordenação motora), dificuldade de concentração, tonturas, crises convulsivas, encefalopatia tóxica (doença degenerativa do cérebro).

Não conhecida: tremor, vertigem (tonturas), hiperreflexia (reflexos muito ativos), insônia.

Transtornos psiquiátricos Incomum: comprometimento da memória, psicose tóxica (distúrbio mental, tipo: delírio, alucinações, fala incoerente, comportamento desorganizado), crise convulsiva e encefalopatia tóxica ou coma.

Raro: hiperatividade, euforia.

Frequência não conhecida: confusão, desorientação, alucinação, depressão, ansiedade e sonolência.

Distúrbios gastrointestinais Comum: diarreia, dor abdominal, náusea (enjoo), anorexia, vômitos.

Raro: gastrite erosiva, colite pseudomembranosa (inflamação que compromete intestinos delgado e cólon juntos).

Muito raro: pancreatite.

Frequência não conhecida: gosto metálico, boca seca, flatulência, constipação, epigastralgia (dor na região epigástrica).

Distúrbios hepatobiliares e renais Muito comum: elevação transitória e assintomática das transaminases (tipos de enzimas) séricas (no sangue).

Incomum: elevados níveis séricos das bilirrubinas (pigmento biliar) e fosfatase alcalina, hepatite, distúrbios renais e urinários.

Raro: insuficiência renal aguda, nefrite intersticial (inflamação renal que resulta de doença arterial, glomerular ou tubular que destrói os néfrons), rabdomiólise com mioglobinúria e insuficiência renal .

Frequência não conhecida: retenção urinária.

Distúrbios metabólicos e nutricionais Muito comum: hiperuricemia (aumento do ácido úrico), especialmente em pacientes com gota.

Muito raro: porfiria (aumento da produção e excreção das porfirinas) agravada.

Frequência não conhecida: hiperglicemia, acidose metabólica, pelagra (pele áspera e rugosa, associada a diarreia e perturbações psíquicas).

Distúrbios gerais Muito comum: rubor (vermelhidão com calor).

Comum: coloração avermelhada dos fluidos e secreções corporais, tais como urina, escarro, lágrimas, saliva e suor.

Frequência não conhecida: reações alérgicas com manifestações cutâneas, prurido (coceira), febre, anafilaxia (manifestação de sensibilidade imediata), pneumonite (inflamação dos pulmões) alérgica, linfadenopatia (doença do gânglio linfático), síndrome reumática, síndrome lúpus -símile (doença autoimune que pode causar erupções, artrite, queda de cabelo, febre e algumas alterações laboratoriais como: diminuição dos leucócitos), hipotensão (queda anormal da pressão arterial), choque.

Distúrbios do sangue e sistema linfático Frequência não conhecida: anemia (hemolítica, sideroblástica ou aplástica), trombocitopenia (diminuição das plaquetas sanguíneas), leucopenia (diminuição dos glóbulos brancos), neutropenia (diminuição de neutrófilos, eosinofilia (diminuição de eosinófilos), agranulocitose (queda acentuada dos granulócitos e lesões da garganta e outras mucosas do trato gastrointestinal e pele), coagulação sanguínea afetada e vasculite.

Distúrbios torácicos, respiratórios e mediastinos Frequência não conhecida: pneumonite (inflamação dos pulmões), dispneia (dificuldade de respirar).

Distúrbios musculoesqueléticos e da pele Muito comum: artralgia (dor em articulação).

Frequência não conhecida: gota, distúrbios da pele e do tecido subcutâneo.

Comum: eritema (vermelhidão na pele), exantema (erupção na pele), prurido com ou sem erupção, urticária.

Raro: fotossensibilidade (sensibilidade à luz), dermatite esfoliativa, reações penfigóides (semelhante ao pênfigo. Caracterizado pelo aparecimento de vesículas e bolhas), púrpura (pequena hemorragia na pele, em cerca de 1cm, com coloração azul-avermelhada).

Frequência não conhecida: Síndrome de Lyell (necrose epidérmica tóxica), Síndrome de Stevens -Johnson (reação alérgica grave, tipo eritema multiforme, que se manifesta em mucosas oral, genital, anal e ocular).

Distúrbios oculares Comum: vermelhidão ocular, descoloração permanente de lentes de contato gelatinosas, distúrbios visuais devido à neurite óptica (neurite retrobulbar).

Raro: conjuntivite exsudativa.

Distúrbios dos sistemas reprodutivo e mamário Comum: distúrbios do ciclo menstrual.

Raro: ginecomastia (aumento das mamas em homens).

Se você interromper o tratamento e voltar a usar novamente os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol , você pode sentir-se como se estivesse gripado (síndrome gripal).

É caracterizada por febre, tremores e possível dor de cabeça, tontura, dor óssea e muscular. Raramente pode desenvolver sangramento intracutâneo, dificuldades respiratórias, ataques semelhantes à asma, anemia, choque e falência renal.

Se você tiver algum dos eventos adversos citados nesta bula ou se você perceber qualquer outro evento adverso não citado, fale com seu médico, profissional de saúde ou farmacêutico.

Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do Serviço de Atendimento ao Cidadão (SAC) pelo telefone 0800 024 1692.

09

O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?

Em caso de superdosagem podem ocorrer: náusea, vômito, dor de estômago, coceira ou dor de cabeça. Você também pode sentir-se cansado, sonolento, tonto, distraído, ter visões confusas ou estranhas (alucinações), ter desmaio ou fraqueza. Outros sinais de sup erdosagem incluem: inchaço da face, olhos ou pálpebras, pronúncia indistinta das palavras, dificuldade respiratória, batimento cardíaco acelerado, batimentos cardíacos irregulares, acessos e ataque cardíaco.

Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

M.S. 1.1063.0140 Responsável Técnico: Rodrigo Fonseca da Silva Ramos - CRF-RJ 10015 Registrado e Importado por:

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro – RJ

CNPJ: 33.781.055/0001-35 Fabricado por e embalado por:

Lupin LTD A-28/1, MIDC, Chikalthana, Aurangabad 431 210 - Índia

Uso sob prescrição médica com retenção da receita

Venda proibida ao comércio

Abrir o PDF original (paciente) →

Versão para o profissional de saúde

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Identificação do medicamento

Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol Fundação Oswaldo Cruz / Instituto de Tecnologia em Fármacos (Farmanguinhos) Comprimido revestido 150 mg + 75 mg + 400 mg + 275 mg Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol Rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol

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Apresentação

Comprimidos de Farmanguinhos revestidos, contendo rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol (150 mg + 75 mg + 400 mg + 275 mg) em embalagem com 15 blísteres contendo 6 comprimidos revestidos cada e em embalagem com 30 blísteres contendo 10 comprimidos revestidos cada.

Uso oral uso adulto e pediátrico, com idade igual ou maior a 10 anos e com peso

Corporal a partir de 20 kg

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Composição

Cada comprimido revestido contém: rifampicina ..........................150 mg isoniazida ..............................75 mg pirazinamida ........................400 mg cloridrato de etambutol .........275 mg excipientes*q.s.p. ............1 comp rev *celulose microcristalina, crospovidona, amido pré-gelatinizado, ácido ascórbico, água purificada, gelatina, dióxido de silício coloidal, estearato de magnésio, opadry (álcool polivinílico parcialmente hidrolisado, talco, dióxido de titânio, óxido de ferro vermelho, lecitina de soja e goma xantana).

01

Indicações

O comprimido de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol é indicado para o tratamento de tuberculose (TB) pulmonar e extrapulmonar, na fase inicial intensiva do tratamento.

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Resultados de eficácia

Um grande estudo multinacional randomizado, de grupos paralelos, aberto e de não inferioridade foi conduzido em 11 locais na África, Ásia e América Latina entre 2003 e 2008 (Ensaio de Estudo C). Um total de 1585 adultos com tuberculose pulmonar recém-diagnosticada confirmada por baciloscopia foram randomizados para receber o tratamento diário com 4 fármacos (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e cloridrato de etambutol) dado em um comprimido em dose fixa combinada (DFC) (n=798 pacientes) ou individualizados (n= 787), na fase intensiva de 8 semanas de tratamento. O resultado favorável do tratamento foi definido como cultura com o resultado negativo 18 meses após a randomização e não tendo sido já classificado como desfavorável. A não inferioridade era dependente de resultados consistentes de uma análise por protocolo e por intenção de tratar modificada, com 2 modelos diferentes para o último, classificando todas as alterações do tratamento ou a recusa em continuar o tratamento (por exemplo, insuficiência/recidiva bacteriológica, eventos adversos, inadimplência, resistência a fármacos) como desfavorável (modelo 1) e classificando as alterações de tratamento por outros motivos que não sejam resultados terapêuticos em função do seu resultado bacteriológico de 18 meses, caso disponível (modelo 2 post hoc). A margem pré-especificada de não inferioridade foi de 4 %. Na análise por protocolo, 555 dos 591 pacientes (93,9%) apresentaram um resultado favorável no grupo DFC contra 548 de 579 (94,6%) no grupo de fármacos separados (diferença de riscos, - 0,7% [intervalo de confiança {CI} 90%, - 3,0% a 1,5 %]). Na análise de modelo 1, 570 dos 684 pacientes (83,3%) apresentaram um resultado favorável no grupo DFC contra 563 de 664 (84,8%) no grupo de medicamentos separados (diferença de riscos, - 1,5% [Cl 90%, - 4,7% a 1,8%]). Na análise de modelo 2 post-hoc, 591 dos 658 pacientes (89,8%) no grupo DFC e 589 de 647 (91,0%) no grupo de fármacos individualizados teve um resultado favorável (diferença de riscos, - 1,2% [CI 90%, - 3,9% a 1,5%]). Eventos adversos relacionados aos medicamentos do ensaio foram distribuídos de forma similar entre os grupos de tratamento. O Estudo C concluiu que, comparado a um regime de medicamentos administrados individualizados, um regime DFC de 4 fármacos para tratamento da tuberculose satisfez os critérios pré-específicos de não inferioridade em 2 de 3 análises. Embora os resultados não demonstrem plena não inferioridade dos DFCs em comparação com fármacos únicos dados separadamente, utilizando a definição estrita aplicada neste ensaio, o uso de DFCs foi considerado preferível devido às potenciais vantagens associadas à administração de DFCs comparado com fórmulas de fármacos separados.

O uso de comprimidos em DFC contra a tuberculose é recomendado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pela União Internacional contra a Tuberculose e Doenças Pulmonares (IUATLD) como uma etapa adicional para garantir o correto tratamento da tuberculose. Os quatro fármacos em DFC rifampicina/isoniazida/pirazinamida/cloridrato de etambutol, respectivamente, 150mg/ 75mg/ 400mg/ 275mg, estão incluídas na lista modelo de medicamentos essenciais da OMS. As diretrizes para o tratamento farmacológico da tuberculose, introduzido no Brasil pelo Ministério da Saúde em 2009 foram divulgadas também no Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil em 2011 (e atualizados s em 2019), recomendam para todos os casos novos de tuberculose pulmonar e extrapulmonar, bem como para todos os casos de recidiva e retratamento devido a abandono, o uso de uma combinação de dose fixa em comprimido único de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol durante dois meses e, na segunda fase, uma combinação de isoniazida e rifampicina, também em DFC, por mais quatro meses.

Referências utilizadas nos estudos acima:

  • Tratamento de tuberculose: diretrizes 4.ª edição, OMS, disponível em: http://whqlibdoc.who.int/publications/2010/9789241547833_eng.pdf
  • Orientação Rápida, Tratamento da Tuberculose em Crianças, 2010, disponível no site:

Http://whqlibdoc.who.int/publications/2010/9789241500449_eng.pdf

  • As instruções de dosagem da OMS para o uso de medicamentos TB da combinação de dose fixa atualmente disponível para crianças. 2009. Disponível em: http://www.who.int/tb/challenges/interim_paediatric_fdc_dosing_instructions_sept09.pdf
  • BjørnBlomberg, Sergio Spinaci, Bernard Fourie E Richard Laing. A lógica para recomendar os comprimidos de doses fixas combinadas para tratamento de tuberculose. Boletim da Organização Mundial de Saúde, 2001, 79:

61-68.

  • Lista Modelo da OMS de Medicamentos Essenciais, 18 a Lista. http://www.who.int/medicines/publications/essentialmedicines/18th_EML_Final_web_8Jul13.pdf
  • Ministério da Saúde. Secretária de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica.

Programa Nacional de Controle da Tuberculose. Nota técnica sobre as mudanças no tratamento da tuberculose no Brasil para adultos e adolescentes - versão 2. Brasília: Ministério da Saúde; 2009.

  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância Epidemiológica. Manual de recomendações para o controle da tuberculose no Brasil. Brasília: Ministério da Saúde, 2011.
  • Conde MB, Melo FA, Marques AM, Cardoso NC, Pinheiro VG DalcinPde T, et al. III Diretrizes para Tuberculose da Sociedade Brasileira de Pneumologia. J Bras Pneumol. 2009;35(10):1018 -48.
  • Lienhardt C1, Cook SV, Burgos M, Yorke -Edwards V, Rigouts L, Anyo G, Kim SJ, Jindani UM, Enarson DA, Nunn AJ; Grupo de Ensaio Estudo C. Eficácia e segurança de um regime de combinação de dose fixa de 4 -drogas em comparação com drogas separadas para o trata mento de tuberculose pulmonar: o ensaio randomizado e controlado do estudo C. JAMA. 2011, 13;305(14):1415 -23.
  • Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Vigilância das Doenças Transmissíveis. Manual de Recomendações para o Controle da Tuberculose no Brasil / Ministério da Saúde, Secretaria de Vigilância em Saúde, Departamento d e Vigilância das Doenças Transmissíveis. – Brasília: Ministério da Saúde, 2019.
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Características farmacológicas

Propriedades farmacodinâmicas Mecanismo de Ação Rifampicina: a rifampicina inibe a atividade RNA polimerase DNA dependente em organismos sensíveis a Mycobacterium tuberculosis. Especificamente, ela interage com a RNA polimerase bacteriana, mas não inibe a enzima de mamíferos.

Isoniazida: a isoniazida inibe a biossíntese dos ácidos micólicos, que são os principais componentes da parede celular da Mycobacterium tuberculosis.

Pirazinamida: o exato mecanismo de ação pelo qual a pirazinamida inibe o crescimento da Mycobacterium tuberculosis é desconhecido. A pirazinamida é tuberculostática em pH ácido e mostra -se eficaz contra microrganismos intracelulares em macrófagos.

Etambutol: o etambutol difunde-se no crescimento ativo de células da Mycobacterium sp., como os bacilos da tuberculose. O etambutol parece inibir a síntese de um ou mais dos seus metabólitos, causando assim o comprometimento do metabolismo celular, a detenção de multiplicação e morte celular.

Atividade Antibacteriana Rifampicina: a Escherichia coli, Pseudomonas sp., Proteus indol negativo e indol positivo, Klebsiella sp., Staphylococcus aureus e estafilococos coagulase negativa, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae, Legionella sp., M. tuberculosis, M. kansasii, M. intracellulare e M. avium.

Isoniazida: ela exerce ação bactericida contra a M. tuberculosis em concentrações de 0,05-2,0 mg/L. Outras micobactérias são geralmente resistentes, embora algumas cepas de M. kansasii sejam sensíveis.

Pirazinamida: sua atividade contra M. tuberculosis é altamente dependente do pH. É quase inativa em pH neutro; em pH 5,5 o MIC é 16-32 mg/L. Outras micobactérias são resistentes. Sua ação, que depende da conversão intracelular para ácido pirazinóico é bactericida para M. tuberculosis, mas evidentemente não para outras micobactérias.

Etambutol: M. tuberculosis, M. fortuitum, M. kansasii, M. intracellulare, M. avium, M. ulcerans (algumas cepas) e M. marinum (algumas cepas).

Propriedades farmacocinéticas Farmacocinética e Metabolismo:

Rifampicina: a administração oral de rifampicina produz um pico de concentração plasmática em cerca de 2 a 4 horas. A meia-vida da rifampicina varia entre 1,5 a 5 horas e é aumentada na presença de disfunção hepática, que pode ser reduzida em pacientes que receberam isoniazida simultaneamente que são inativadores lentos deste fármaco.

Até 30% de uma dose de rifampicina é excretada na urina; menos da metade do mesmo pode ser antibiótico inalterado. O ajuste de dose não é necessário em pacientes com função renal comprometida.

Isoniazida: o pico das concentrações plasmáticas de 3 a 5 mcg/mL se desenvolve 1 a 2 horas após a ingestão oral de doses normais. De 75 a 95% de uma dose de isoniazida é excretada na urina dentro de 24 horas como metabólitos.

Os principais produtos excretados pelo homem são o resultado da acetilação enzimática (acetilisoniazida) e da hidrólise enzimática (ácido nicotínico), entretanto não há necessidade de ajuste da dose em pacientes com função renal comprometida. A taxa de acetilação altera consideravelmente as concentrações do fármaco, que são alcançadas no plasma e em sua meia-vida em circulação. A meia-vida do fármaco pode ser prolongada na presença de insuficiência hepática.

Pirazinamida: a pirazinamida é bem absorvida pelo trato gastrintestinal e atinge o pico das concentrações plasmáticas dentro de 2 horas. As concentrações plasmáticas geralmente variam de 30 a 50 mcg/mL, com doses de 20 a 25 mg/kg. É amplamente distribuída nos tecidos e fluidos corporais, incluindo o fígado, os pulmões e o líquido cefalorraquidiano. Está associado em aproximadamente 10% a proteínas plasmáticas. A meia -vida plasmática da pirazinamida é de 9 a 10 horas em pacientes com função renal e função hepática normais. A meia -vida do fármaco pode ser prolongada em pacientes com disfunções renal ou hepática. Dentro de 24 horas, cerca de 70% de uma dose oral de pirazinamida é excretada pela urina, principalmente por f iltração glomerular. Cerca de 4% a 14% da dose é excretada como fármaco inalterado; o restante é excretado como metabólitos. Há necessidade de ajuste da dose quando função renal comprometida, principalmente quando clearence de creatinina menor que 30 mL/min.

Etambutol: após a administração oral, 75% a 80% do etambutol é absorvido pelo trato gastrintestinal. Uma dose única de 15 mg/kg produz uma concentração plasmática de cerca de 5 mcg/mL em 2 a 4 horas. O fármaco possui uma meia-vida de 3 a 4 horas. Dentro de 24 horas, dois terços de uma dose de etambutol ingerida são excretados inalterados pela urina; até 15% são excretados sob a forma de dois metabólitos, um aldeído e um ácido dicarboxílico derivado. O clearance renal de etambutol é de aproximadamente 7 mL/min/kg, e o fármaco é excretado por secreção tubular, além de filtração glomerular. Após a administração da dose única de 1 comprimido dos comprimidos (fármaco de teste) de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg em voluntários sadios, utilizado para comparar a biodisponibilidade deste produto com os fármacos de referência individual, o valor médio (±DP) C máx para etambutol foi de 2979,5 ng/mL (± 1202 ng/mL), e o valor correspondente de AUC 0-t foi de 15161, 8 ng/mL/hora (± 4036,5 ng/mL/hora). Isto foi comparável ao C máx (2813,4 ± 1133,2 ng/mL), e AUC 0-t (14892,5 ± 3960,3 ng/mL/hora), da formulação de etambutol de referência com testes resultantes contra a relação do fármaco de referência para Cmáx e AUC 0-t sendo 104,45% e 100,97% respectivamente. Há necessidade de ajuste da dose quando função renal comprometida.

04

Contraindicações

Rifampicina: a rifampicina é contraindicada em pacientes com histórico de hipersensibilidade a qualquer uma das rifamicinas.

Isoniazida: lesão hepática anterior associada à isoniazida; reações adversas graves à isoniazida, como febre, calafrios e artrite; doença hepática aguda de qualquer etiologia, histórico de reação de hipersensibilidade à isoniazida, incluindo hepatite medicamentosa.

Pirazinamida: a pirazinamida é contraindicada em pacientes que são conhecidos por serem hipersensíveis à pirazinamida. Os pacientes devem ter um valor basal de ácido úrico sérico e determinações de função hepática antes de iniciar o tratamento. Os pacientes com doença hepática pré-existente ou aqueles pacientes com risco aumentado de hepatites relacionado ao uso de fármacos (ex: alcoólatras) devem ser acompanhados de perto.

Por conter pirazinamida, rifampicina, isoniazida e cloridrato de etambutol, o uso deste medicamento deve ser interrompido e deve ser avaliada a possibilidade da reintrodução a depender do dano hepatocelular. Caso ocorra uma hiperuricemia acompanhada por artrite gotosa aguda, utilizar alopurinol e/ou colchicina., Caso necessidade de suspensão da pirazinamida, o paciente deve ser transferido para um esquema que não contenha pirazinamida. Cabe destacar que o medicamento pode ocasionar aumento transitório de transaminases, o dano hepatocelular considerado grave em que deve ser realizada a suspensão do medicamento é identificado com aumento da TGO/TGP cinco vezes acima da normalidade ou três vezes o valor associado à náuseas e vômitos. Como a pirazinamida, assim como a rifampicina e isoniazida causam hepatotoxicidade, idealmente deve-se fazer o teste droga a droga (iniciar o tratamento com rifampicina e etambutol, aguardar de 3 a 5 dias e iniciar a isoniazida e por último a pirazinamida) para avaliar qual a medicação causadora do problema e fazer sua suspensão. Muitas vezes é necessário iniciar um esquema especial de tratamento em casos específicos.

Etambutol: o etambutol é contraindicado em pacientes que são conhecidos por serem hipersensíveis a este fármaco.

É também contraindicado para pacientes com neurite óptica conhecida, salvo julgamento clínico determinando que ele possa ser usado.

Este medicamento é contraindicado para menores de 10 anos.

05

Advertências e precauções

Orientações gerais Orientar o paciente a manter ambientes de moradia e de trabalho sempre bem ventilados e, se possível, com luz solar.

Levar o braço ou lenço à boca e ao nariz quando tossir e espirrar.

Ressaltar que o tratamento deve ser realizado durante todo o tempo definido, para garantir a eficácia do tratamento e evitar o aparecimento de tuberculose resistente.

Rifampicina A rifampicina não é recomendada para terapia intermitente; o paciente deve ser alertado sobre a interrupção intencional ou acidental do esquema de dosagem diária já que foram relatadas reações raras de hipersensibilidade renal quando a terapia foi retomada em tais casos.

Vem sendo observado que a rifampicina aumenta os requisitos para fármacos anticoagulantes do tipo cumarina. A causa do fenômeno é desconhecida. Em pacientes recebendo anticoagulantes e rifampicina simultaneamente, é recomendável que o tempo de protrombina seja realizado diariamente ou tão frequentemente quanto necessário para estabelecer e manter a necessária dose de anticoagulante.

Urina, fezes, saliva, muco, suor e lágrimas podem se apresentar de cor vermelha-alaranjada pela rifampicina e seus metabólitos. Lentes de contato gelatinosas podem ficar permanentemente manchadas. Os indivíduos a serem tratados devem estar cientes destas possibilidades. A rifampicina reduz as concentrações plasmáticas dos anticoncepcionais, sendo necessário utilizar outros métodos contraceptivos, preferencialmente de barreira (preservativos, DIU etc.) durante o tratamento.

Também foi relatado que a rifampicina, dada em combinação com outros fármacos antituberculose, pode diminuir a atividade farmacológica de metadona, hipoglicemiantes orais, digitoxina, quinidina, disopiramida, dapsona e corticosteroides. Nestes casos, é recomendado o ajuste da dosagem destes fármacos.

Os níveis terapêuticos de rifampicina mostraram-se inibidores de ensaios microbiológicos padrão para soro folato e vitamina B12. Os métodos alternativos devem ser considerados ao determinar as concentrações de folato e vitamina B12 na presença da rifampicina.

Já que foi relatado que a rifampicina atravessa a barreira placentária e aparece no sangue do cordão umbilical e no leite materno, os recém-nascidos de mães tratadas com rifampicina devem ser cuidadosamente observados para verificar se há qualquer evidência de reações adversas. Cabe destacar que a rifampicina é considerada segura durante a amamentação.

Isoniazida Todos os medicamentos devem ser interrompidos e deve ser feita uma avaliação do paciente ao primeiro sinal de reação de hipersensibilidade de moderada a grave.

O uso de isoniazida deve ser cuidadosamente monitorado no seguinte:

  • 1) Pacientes que estejam recebendo fenitoína (difenilidantoína) simultaneamente. A isoniazida pode reduzir a excreção de fenitoína ou pode aumentar seus efeitos. Para evitar a intoxicação por fenitoína, deve ser feita a regulação adequada da dose anticonvulsivante.
  • 2) Usuários diários de álcool. A ingestão diária de álcool pode estar associada a uma maior incidência de hepatite por isoniazida.
  • 3) Paciente com doença hepática crônica.

Pirazinamida A pirazinamida inibe a excreção renal de uratos, resultando muitas vezes em hiperuricemia que geralmente é assintomática.

A pirazinamida também pode provocar a hiperuricemia, que é acompanhada por artrite gotosa aguda.

Etambutol Os efeitos no feto das combinações do etambutol com outros tuberculostáticos não são conhecidos. Enquanto a administração deste fármaco em pacientes humanas grávidas não produziu qualquer efeito perceptível sobre o feto, o possível potencial teratogênico em mulheres capazes de ter filhos deve ser cuidadosamente ponderado em relação aos benefícios da terapia, sendo considerado seguro presumidamente por estudos em animais e a experiências em grávidas demonstram segurança.

O etambutol não é recomendado para uso em pacientes que não conseguem reconhecer e relatar efeitos colaterais visuais ou alterações na visão (por exemplo: crianças, pacientes inconscientes). Os pacientes com perda da função renal precisam de dosagem reduzida quando clearence de creatinina menor que 30 mL/min, conforme determinado pelos níveis séricos de etambutol, uma vez que a principal via de excreção deste fármaco é pelos rins.

Uma vez que este medicamento pode ter efeitos adversos na visão, o exame físico deve incluir oftalmoscopia, perimetria do dedo e teste de discriminação de cores. Em pacientes com defeitos visuais, tais como catarata, condições inflamatórias dos olhos recor rentes, neurite óptica e retinopatia diabética, a avaliação das alterações da acuidade visual é mais difícil, e deve -se tomar cuidado para certificar -se de que as variações na visão não são devido às condições de doença precedente. Em tais pacientes, é esp erado e possível que haja deterioração uma vez que a avaliação das alterações visuais é difícil. Como com qualquer fármaco potente, a avaliação periódica das funções do sistema de órgãos, incluindo renal, hepática e hematopoiética, deve ser feita durante a terapia em longo prazo. Cabe destacar que na identificação da suspeita de alteração visual, suspender o tratamento e proceder com a avaliação. A neurite óptica identificada precocemente é reversível com a suspensão do medicamento.

Gravidez e lactação Categoria de risco à gravidez: C Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica.

Gravidez: nas gestantes o tratamento pode ser administrado nas doses habituais, porém, dado o risco de toxicidade neurológica ao feto, devido à isoniazida, indica -se a utilização concomitante da piridoxina (vitamina B6) na dose de 50 mg/dia. nenhum evento adverso no feto foi relatado com o uso de isoniazida, etambutol ou pirazinamida. O uso de rifampicina no terceiro trimestre foi associado à hemorragia pós -parto na mãe e no bebê. Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol devem ser usados na gravidez apenas se os benefícios compensarem os riscos. Caso os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol sejam usados nas últimas semanas da gravidez, a mãe e o recém -nascido devem receber vitamina K. A Isoniazida é potencialmente tóxica ao feto.

Aleitamento materno: a rifampicina, a isoniazida, a pirazinamida e o etambutol passam para o leite materno. No entanto, as concentrações no leite materno são tão baixas que a amamentação não pode ser confiável para a profilaxia adequada de tuberculose ou t ratamento de lactentes. Nenhum efeito adverso foi relatado em bebês.

06

Interações medicamentosas

A rifampicina é um potente indutor do sistema enzimático do citocromo P450 hepático e intestinal, bem como da glucuronidação e do sistema de transporte glicoproteína P. A coadministração de rifampicina com fármacos que sofrem biotransformação através dessa s vias metabólicas é susceptível de acelerar a eliminação destes fármacos. Os efeitos atingem seu máximo após cerca de 10 dias de tratamento com rifampicina, e gradualmente, voltam ao normal dentro de 2 semanas ou mais após a descontinuação. Isso deve ser levado em consideração quando houver tratamento em conjunto com outros fármacos. Para manter níveis sanguíneos terapêuticos ideais, as doses de fármacos metabolizados por essas enzimas podem precisar de ajuste ao iniciar ou parar o uso concomitante com os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol .

A isoniazida inibe as isoenzimas do citocromo CYP2C19 e CYP3A4 in vitro. Assim, ele poderá aumentar a exposição aos fármacos eliminados principalmente através dessas vias. No entanto, estes efeitos são susceptíveis de ser compensados por indução enzimática hepática devido à rifampicina nos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg. Na medida em que tem sido investigado, o efeito líquido da rifampicina e isoniazida na depuração do fármaco será um au mento devido à rifampicina em vez de uma diminuição devido à isoniazida.

O uso concomitante com outros fármacos hepatotóxicos e neurotóxicos pode aumentar a hepatotoxicidade e neurotoxicidade da isoniazida, e deve ser evitado.

Com algumas exceções (veja abaixo), o etambutol e a pirazinamida são considerados muito menos susceptíveis de interagir farmacocineticamente com outros fármacos. O cotratamento utilizando pirazinamida com outros fármacos potencialmente hepatotóxicos deve ser evitado.

Devido principalmente à rifampicina, os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida podem interagir com um grande número de outros fármacos, principalmente por reduzir a exposição aos agentes coadministrados, reduzindo sua eficácia e aumentando o risco de falha terapêutica. Para um grande número de medicamentos importantes, não há dados disponíveis de interação com a rifampicina. No entanto, reduções clinicamente significativas na exposição ao fármaco podem ocorrer. Ao coprescrever qualquer fármaco juntamente com os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida , a possibilidade de uma interação fármaco-fármaco deve ser considerada. A seguinte lista de interações medicamentosas com os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida não é exaustiva, mas é uma seleção das interações de suposta importância. O âmbito de aplicação da tabela é em grande parte baseado na Lista Modelo de medicamentos essenciais da OMS.

Outras interações As interações entre os comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg e outros medicamentos são listadas abaixo (o aumento da exposição é mostrado como "↑", a diminuição da exposição como "↓", nenhuma mudança como "↔”).

Fármacos por área terapêutica Interação Recomendações sobre a coadministração

INFECÇÃO Medicamentos antirretrovirais: análogos de nucleosídeos Zidovudina + Rifampicina Zidovudina AUC ↓ 47% O significado clínico da diminuição da exposição da zidovudina é desconhecido. As modificações da dose de zidovudina nesta situação não foram formalmente avaliadas.

Estavudina Didanosina Lamivudina Emtricitabina Nenhuma interação esperada Fumarato de disoproxil tenofovir disoproxil + Rifampicina Tenofovir AUC ↓ 13% Nenhum ajuste de dose necessário.

Abacavir + Rifampicina Faltam dados empíricos, mas a rifampicina pode diminuir a exposição do abacavir através de indução de glicuronidação.

A eficácia do abacavir deve ser acompanhada de perto no cotratamento.

Medicamentos antirretrovirais: não análogos de nucleosídeo Efavirenz + Rifampicina Efavirenz AUC ↓ 26% Nenhum ajuste de dose necessário.

Nevirapina + Rifampicina Nevirapina AUC ↓ 58% Nenhum ajuste de dose necessário.

Etravirina + Rifampicina A rifampicina é susceptível de reduzir significativamente a exposição à etravirina.

O cotratamento dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg e etravirina devem ser evitados.

Medicamentos antirretrovirais: inibidores de protease Fosamprenavir + Rifampicina Saquinavir Indinavir Ritonavir Nelfinavir A exposição do inibidor de protease será reduzida a nível subterapêutico devido à interação com a rifampicina. As tentativas de aumentar as doses ou aumentar a potencialização Os comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg não devem ser coadministrados com inibidores de protease do HIV. Se necessário utilizar a rifabutina no lugar da rifampicina.

Lopinavir Atazanavir Tipranavir Darunavir do ritonavir são mal-toleradas com uma taxa elevada de hepatotoxicidade.

Medicamentos antirretrovirais: outros Raltegravir + Rifampicina Raltegravir AUC ↓ 40% Evitar cotratamento.

Dolutegravir + Rifampicina Dolutegravir AUC ↓ 54% 50mg de Dolutegravir 12/12 hs até 15 dias após o final do tratamento de tuberculose.

Maraviroc + Rifampicina Maraviroc AUC ↓ 63% Evitar cotratamento.

Antifúngicos Cetoconazol + Rifampicina Cetoconazol AUC ↓ 80% A coadministração deve ser evitada.

Fluconazol + Rifampicina Fluconazol AUC ↓ 23% Monitorar efeitos terapêuticos.

Itraconazol + Rifampicina Itraconazol AUC ↓ > 64- 88% A coadministração deve ser evitada.

Voriconazol + Rifampicina Voriconazol AUC ↓ 96% A coadministração é contraindicada. Se necessário, a rifabutina deve substituir a rifampicina.

Agentes antibacterianos e tuberculostáticos Claritromicina + Rifampicina Concentração de claritromicina sérica média ↓ 85 %. Níveis de claritromicina 14-OH inalterados.

A coadministração deve ser evitada.

Cloranfenicol + Rifampicina Os relatos de casos indicam > 60- 80% de redução da exposição de cloranfenicol.

A coadministração deve ser evitada.

Ciprofloxacina + Rifampicina Nenhuma interação significativa.

Nenhum ajuste de dose necessário.

Ofloxacina + Pirazinamida Levofloxacina O cotratamento com pirazinamida e qualquer um desses fluoroquinolonas tem sido associado com níveis elevados de eventos adversos (ex: hepáticos, gastrointestinais, musculoesqueléticos), levando à interrupção da terapia.

O cotratamento dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg e qualquer um destes agentes não é recomendado. No entanto, se for considerado necessário, o paciente deve ser cuidadosamente monitorado quanto à toxicidade.

Doxiciclina + Rifampicina Doxiciclina AUC ↓ 50- 60% Evitar cotratamento.

Metronidazol + Rifampicina Metronidazol intravenoso

AUC ↓ 33% A relevância clínica da interação é desconhecida.

Nenhum ajuste de dose é recomendado. Monitorar eficácia.

Sulfametoxazol + Rifampicina Sulfametoxazol AUC ↓ 23% A interação provavelmente não é clinicamente significativa. Monitorar eficácia.

Trimetoprima + Rifampicina Trimetoprima AUC ↓ 47% Monitorar eficácia.

Etionamida + Rifampicina A rifampicina e a etionamida não devem ser coadministradas devido a um risco aumentado de hepatotoxicidade.

Medicamentos Antimaláricos Cloroquina + Rifampicina Os dados empíricos não estão disponíveis. Uma vez que a cloroquina sofre metabolismo hepático polimórfico, níveis inferiores acontecem provavelmente durante a coterapia com rifampicina.

Evitar coadministração.

Atovaquona + Rifampicina Atovaquona AUC ↓ 50% Rifampicina AUC ↑ 30% Evitar coadministração.

Mefloquina + Rifampicina Mefloquina AUC ↓ 68% Evitar coadministração.

Amodiaquina + Rifampicina Os dados empíricos não estão disponíveis. Uma vez que a amodiaquina sofre metabolismo hepático, é provável que a depuração seja aumentada quando for feito o cotratamento com rifampicina.

Evitar coadministração.

Quinina + Rifampicina Quinina AUC ↓ ≈ 80 %.

Isto tem sido associado a taxas significativamente maiores de recrudescimento.

A coadministração deve ser evitada.

Lumefantrina + Rifampicina Os dados empíricos não estão disponíveis. Uma vez que a lumefantrina é metabolizada pelo CYP3A, níveis mais baixos são esperados no cotratamento com rifampicina.

Evitar coadministração.

Artemisinina e derivados + Rifampicina Os dados empíricos não estão disponíveis. Durante cotratamento com rifampicina, níveis mais baixos de artemisinina e seus derivados podem ser esperados.

Evitar coadministração.

FÁRMACOS ANALGÉSICOS, ANTIPIRÉTICOS E ANTI -INFLAMATÓRIOS NÃO-ESTEROIDAIS Morfina + Rifampicina Morfina oral AUC ↓ 30% O cotratamento deve ser evitado. Se necessário, monitorar efeitos clínicos.

Codeína + Rifampicina Os níveis plasmáticos de morfina, a fração ativa da codeína, são susceptíveis de ser substancialmente reduzidos.

Monitorar o efeito clínico.

Metadona + Rifampicina Metadona AUC ↓ 33- 66% Monitorar quanto a possíveis efeitos da suspensão, e aumentar a dose de metadona, conforme apropriado.

Paracetamol + Rifampicina A rifampicina pode aumentar a glucuronidação do paracetamol e diminuir seus efeitos. A coadministração pode aumentar o risco de hepatotoxicidade, mas os dados são inconclusivos.

A coadministração dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg e paracetamol deve ser evitada.

Paracetamol + Isoniazida O uso concomitante com isoniazida pode aumentar hepatotoxicidade.

ANTICONVULSIVANTES Carbamazepina + Rifampicina É esperado que a rifampicina diminua a concentração sérica de carbamazepina.

A coadministração dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg e carbamazepina deve ser evitada.

Carbamazepina + isoniazida O risco de hepatotoxicidade com isoniazida parece ser maior no cotratamento com carbamazepina.

Fenobarbital + Rifampicina O fenobarbital e a rifampicina são fortes indutores enzimáticos hepáticos, e cada fármaco pode reduzir as concentrações plasmáticas do outro.

A coadministração dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg e fenobarbital deve ser realizada com cautela, incluindo a monitorização dos efeitos clínicos e, se possível, as concentrações no plasma do fármaco.

Fenobarbital + Isoniazida O cotratamento com fenobarbital e isoniazida pode aumentar o risco de hepatotoxicidade.

Fenitoína + Rifampicina Fenitoína intravenosa AUC ↓ 42% O cotratamento com comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg e fenitoína deve ser evitado.

Fenitoína + Isoniazida O cotratamento com fenitoína e isoniazida pode resultar em um risco aumentado de hepatotoxicidade.

Ácido valpróico + Rifampicina Embora faltem estudos de interação, o ácido valpróico é eliminado por metabolismo hepático, inclusive glucuronidação. A redução nos níveis plasmáticos de ácido valpróico é provável com uso concomitante.

O cotratamento deve ser evitado. Se necessário, a eficácia terapêutica e, caso possível, as concentrações plasmáticas de ácido valpróico devem ser cuidadosamente monitoradas.

Lamotrigina + Rifampicina Lamotrigina AUC ↓ 45% O cotratamento deve ser evitado.

IMUNOSSUPRESSORES Ciclosporina + Rifampicina Diversos estudos e relatos de casos têm mostrado um aumento considerável na depuração da ciclosporina quando coadministrado com rifampicina.

A coadministração deve ser evitada. Caso seja considerado necessário, as concentrações no plasma do fármaco ciclosporina devem ser monitoradas.

Tacrolimo + Rifampicina Tacrolimo intravenoso AUC ↓ 35 %; 70% oral ↓ A coadministração dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg e tacrolimo deve ser evitada. Se considerar necessário, a concentração no plasma do fármaco tacrolimo deve ser monitorada.

MEDICAMENTOS CARDIOVASCULARES Atenolol + Rifampicina Atenolol AUC ↓ 19% Nenhum ajuste de dose necessário.

Verapamil + Rifampicina S-verapamil oral CL/F ↑ 32 vezes. Com S-verapamil intravenoso, O CL ↑ 1.3 -vezes Os comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg não devem ser coadministrados com verapamil por via oral. Se o verapamil for administrado por via intravenosa, o efeito terapêutico deve ser cuidadosamente monitorado.

Digoxina + Rifampicina Digoxina oral AUC ↓ 30% Ao coadministrar os comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg com digoxina, a eficácia clínica e a concentração plasmática da digoxina devem ser monitoradas.

Lidocaína + Rifampicina Lidocaína intravenosa CL ↑ 15% Nenhum ajuste de dose necessário.

Amlodipina + Rifampicina A amlodipina, assim como outros bloqueadores dos canais de cálcio, é metabolizada pela CYP3A. É esperada menor exposição em cotratamento com a rifampicina.

Monitorar eficácia.

Enalapril + Rifampicina Nenhuma interação esperada. Nenhum ajuste de dose necessário.

Sinvastatina + Rifampicina Sinvastatina AUC ↓ 87% Ácido Sinvastatina AUC ↓ 93% A coadministração não é recomendada.

MEDICAMENTOS GASTROINTESTINAIS Ranitidina + Rifampicina Ranitidina AUC ↓ 52% Monitorar a eficácia da ranitidina. Evitar uso concomitante com ranitidina pois os antiácidos, podem provocar a diminuição da absorção da rifampicina.

Antiácidos + Etambutol + Isoniazida + Rifampicina Os antiácidos podem reduzir a biodisponibilidade de rifampicina em até um terço.

O hidróxido de alumínio prejudica a absorção de etambutol e isoniazida.

A importância clínica disto é desconhecida.

Os fármacos supressores de ácido ou antiácidos que não contêm hidróxido de alumínio devem ser utilizados caso o cotratamento com os comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg seja necessário.

Os comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg devem ser tomados pelo menos 1 hora antes dos antiácidos, evitar uso concomitante.

MEDICAMENTOS PSICOTERAPÊUTICOS Diazepam + Rifampicina Diazepam AUC ↓ > 70% O cotratamento não é recomendado.

Clorpromazina + Rifampicina + Isoniazida A rifampicina pode reduzir a exposição de clorpromazina.

Além disso, a clorpromazina pode prejudicar o metabolismo da isoniazida.

A coadministração deve ser evitada. Se for considerado necessário, os pacientes devem ser monitorados cuidadosamente quanto à toxicidade da isoniazida.

Haloperidol + Rifampicina A depuração do haloperidol é consideravelmente aumentada pela rifampicina.

Caso o cotratamento com o haloperidol seja considerado necessário, monitorar a eficácia clínica do haloperidol.

Amitriptilina + Rifampicina Os relatos de casos (sustentados por considerações teóricas) sugerem que a O cotratamento deve ser evitado. Se necessário, monitorar eficácia e, se possível, as concentrações plasmáticas da amitriptilina. rifampicina aumenta consideravelmente a depuração de amitriptilina.

HORMÔNIOS, OUTROS MEDICAMENTOS ENDÓCRINOS E ANTICONCEPCIONAIS A prednisolona e outros corticosteróides administrados sistemicamente + Rifampicina Prednisolona AUC ↓ 66%.

A exposição da prednisolona é susceptível de ser substancialmente diminuída quando há cotratamento com rifampicina. O mesmo aplica-se igualmente a outros corticosteróides.

A coadministração dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg com corticosteróides deve ser evitada. Caso necessário, o estado clínico do paciente deve ser cuidadosamente monitorado.

Glibenclamida + Rifampicina Glibenclamida AUC ↓ 34% Monitorar rigorosamente a concentração de glicose no sangue.

Insulina Nenhuma interação esperada.

Levotiroxina + Rifampicina Os relatos de casos indicam que a rifampicina pode diminuir o efeito da levotiroxina.

Os níveis da tirotrofina (hormônio estimulador da tireóide, TSH) devem ser monitorados.

Etinilestradiol + Rifampicina Etinilestradiol AUC ↓ 66% A coadministração dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg pode estar associada a um menor efeito contraceptivo. Uma barreira ou outros métodos não hormonais de contracepção devem ser utilizados.

Noretisterona + Rifampicina Noretisterona AUC ↓ 51% A coadministração dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg pode estar associada a um menor efeito contraceptivo. U sar métodos contraceptivos de barreira.

OUTROS Praziquantel + Rifampicina Praziquantel AUC ↓ 80- 99% O cotratamento com rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg deve ser evitado.

Dissulfiram + Isoniazida + Etambutol O uso concomitante de dissulfiram e isoniazida pode aumentar a incidência de efeitos colaterais no sistema nervoso central e o uso concomitante com etambutol pode aumentar o risco de toxicidade ocular.

A descontinuação do dissulfiram pode ser necessária durante o tratamento com os comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg.

Enflurano + Isoniazida A isoniazida pode aumentar a formação de metabólito de enflurano do fluoreto inorgânico potencialmente nefrotóxico.

Evitar a coadministração dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg com o enflurano.

Probenecida + pirazinamida Há uma complexa interação farmacocinética e farmacodinâmica em duas vias entre a pirazinamida e a probenecida.

A dose apropriada de probenecida no cotratamento não foi estabelecida. Portanto, o uso concomitante com os comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg deve ser evitado.

Alopurinol + Pirazinamida Ácido pirazinoico metabólito principal (ativo) da pirazinamida AUC ↑ 70%.

Uma vez que o ácido pirazinoico inibe a eliminação de urato, o alopurinol não é efetivo no tratamento de hiperuricemia associado à pirazinamida.

Evitar a coadministração dos comprimidos de rifampicina 150 mg/isoniazida 75 mg/pirazinamida 400 mg/cloridrato de etambutol 275 mg com alopurinol.

Varfarina + Rifampicina + Isoniazida Varfarina AUC ↓ 85%.

Uma maior resposta anticoagulante foi relatada para a varfarina quando coadministrada com isoniazida.

A coadministração deve ser evitada.

Interações com alimentos e bebidas Álcool: o uso concomitante com álcool diário pode aumentar a incidência de hepatotoxicidade induzida pela isoniazida. Os pacientes devem ser cuidadosamente monitorados quanto a sinais de hepatotoxicidade e devem ser firmemente aconselhados a restringir a ingestão de bebidas alcoólicas.

Queijos e peixes (alimentos ricos em histamina e tiramina): a isoniazida pode inibir a monoamina oxidase e a diamina oxidase, por conseguinte, interferindo no metabolismo de histamina e tiramina. Isso pode resultar em vermelhidão ou prurido da pele, sensação de calor, bat imentos cardíacos rápidos ou acelerados, sudorese intensa, calafrios ou sensação de umidade, cefaleia e atordoamento.

Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol devem ser tomados em jejum pelo menos uma hora antes ou duas horas após uma refeição), A biodisponibilidade pode ser reduzida se for tomado com alimentos. Necessita de PH ácido para absorção, evitar mediações antiácidas associadas. Por ser comprimido revestido, este medicamento não deve ser partido, mastigado ou macerado.

Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol não devem ser usados em regimes de tratamento intermitentes. Se um dos princípios ativos deste medicamento (rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol) precisar ser descontinuado, os ativos devem ser utilizados em apresentações separadas.

Interações com testes laboratoriais A isoniazida pode causar uma falsa resposta positiva nos testes de glicose e sulfato de cobre; testes enzimáticos de glicose não são afetados. A pirazinamida pode interferir nos testes de determinação de cetonas urinárias que utilizam o método de nitroprussiato de sódio. A rifampicina pode interferir com métodos microbiológicos, métodos de medição da concentração de ácido fólico e cianocobalamina (vitamina B12) no plasma por competir com BSP e bilirrubina. O teste de BSP realizado pela manhã antes de tomar a rifampicina evita a reação falso-positiva.

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Cuidados de armazenamento do medicamento

Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol devem ser conservados em temperatura ambiente (entre 15 e 30 °C), protegido da luz e umidade.

Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol tem validade de 24 meses a partir da data de fabricação.

Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.

Não use medicamento com o prazo de validade vencido.

Guarde-o em sua embalagem original.

Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá -lo.

Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.

Características físicas Comprimido revestido de cor marrom, sulcado (com fenda) de um dos lados e com o outro lado liso.

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Posologia e modo de usar

Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol devem ser ministrados em dose única diária. A dose depende do peso corporal. A dose básica é a seguinte:

Peso corporal do paciente adulto ou adolescente (≥ 10 anos de idade) Dose única diária Duração para esquema básico 20 – 35 kg 2 comprimidos ao dia 2 meses 36 – 50 kg 3 comprimidos ao dia 51 – 70 kg 4 comprimidos ao dia Acima de 70 kg 5 comprimidos ao dia A fim de assegurar a cura do paciente e evitar o desenvolvimento de resistência aos fármacos é importante ressaltar a necessidade de uso por todo o tempo definido para a fase intensiva (2 meses para o esquema básico). Também é importante destacar a necessidade de continuação com a fase de manutenção (4 meses para o esquema básico) com os medicamentos isoniazida e rifampicina.

Os comprimidos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol devem ser utilizados apenas por pessoas que possam engolir comprimidos sólidos.

Este medicamento não deve ser partido, mastigado ou macerado.

Comprometimento renal Uma vez que o ajuste da dose pode ser necessário em pacientes com comprometimento renal (depuração de creatinina ≤ 30 mL/minuto) devido ao etambutol e a pirazinamida , é recomendável que apresentações separadas de rifampicina, isoniazida, pirazinamida e etambutol sejam administradas.

Comprometimento hepático Dados limitados indicam que a farmacocinética de isoniazida e rifampicina é alterada em pacientes com comprometimento hepático. Portanto, os pacientes com comprometimento hepático devem ser rigorosamente observados quanto a sinais de toxicidade. Os comprim idos de Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol não devem ser usados em pacientes com doença hepática aguda.

Crianças, adolescentes e pacientes com peso inferior a 20 kg Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol não é um medicamento adequado para pacientes com peso corporal abaixo de 20 kg, uma vez que os ajustes necessários de dose não podem ser feitos, nessa situação utilizar as apresentações individualizadas.

Gestantes O esquema com Farmanguinhos rifampicina + isoniazida + pirazinamida + etambutol pode ser administrado nas doses habituais para gestantes e está recomendado o uso de piridoxina (vitamina B6) durante a gestação pelo risco de toxicidade neurológica no recém -nascido.

Idosos Nenhum regime de dosagem especial é necessário, mas insuficiência renal ou hepática deve ser levada em consideração. A suplementação de piridoxina (vitamina B6) pode ser útil.

09

Reações adversas

As reações adversas preocupantes com a rifampicina são a hepatotoxicidade, particularmente as reações colestáticas, e reações cutâneas. A rifampicina pode provocar hiperbilirrubinemia subclínica, conjugada ou icterícia sem dano hepatocelular, mas ocasionalmente provoca danos hepatocelulares. Ela também pode potencializar a hepatotoxicidade dos outros medicamentos antituberculose.

As reações adversas preocupantes com a isoniazida são efeitos neurotóxicos periféricos e centrais, e hepatotoxicidade. A hepatite grave, e às vezes fatal, associada à terapia com isoniazida foi relatada. A maioria dos casos ocorreu dentro dos três primeiros meses de terapia, mas a hepatotoxicidade também pode se desenvolver após um tratamento mais longo.

As reações adversas preocupantes da pirazinamida são os danos hepáticos, variando desde aumentos assintomáticos de transaminases séricas a disfunções hepáticas sintomáticas e, em raros casos, insuficiência hepática fatal.

A reação adversa preocupante do etambutol é a neurite retrobulbar com diminuição da acuidade visual. A frequência depende da dose e da duração da terapia. Ela foi relatada em até 3% dos pacientes recebendo etambutol 20 mg/kg diariamente. Os sinais típicos iniciais incluem o comprometimento da visão das cores (daltonismo vermelho -verde) e constrição do campo visual (escotoma central ou periférico). Estas alterações são geralmente reversíveis ao suspender o tratamento. Para evitar atrofia óptica irreversível, a acuidade visual deve ser monitorada regularmente e o etambutol deve ser descontinuado imediatamente caso ocorram distúrbios visuais.

As reações adversas possivelmente relacionados ao tratamento estão listados abaixo por sistema corporal, classe de órgão e frequência. Eles não são baseados adequadamente nos ensaios clínicos controlados aleatórios, mas em dados publicados, gerados principalmente durante o uso após aprovação. Portanto, muitas vezes a frequência não pode ser dada. As frequências são definidas como: muito comum (>1/10), comum (>1/100 e <1/10), incomum (>1/1.000 e <1/100), rara (>1/10.000 e <1/1.000), muito rara (< 1/10.000), e "não conhecida" (a frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).

Distúrbios do sistema nervoso Muito comum: neuropatia periférica, geralmente precedida por parestesia dos pés e das mãos. A frequência depende da dose e das condições predisponentes, tais como desnutrição, alcoolismo ou diabetes. Ela tem sido relatada em 3,5 a 17% dos pacientes tratados com isoniazida. A administração concomitante de piridoxina reduz enormemente este risco.

Incomum: dor de cabeça, letargia, ataxia, dificuldade de concentração, tonturas, crises convulsivas, encefalopatia tóxica.

Frequência não conhecida: tremor, vertigem, hiperreflexia, insônia.

Transtornos psiquiátricos Incomum: comprometimento da memória, psicose tóxica, crise convulsiva e encefalopatia tóxica ou coma.

Raro: hiperatividade, euforia.

Frequência não conhecida: confusão, desorientação, alucinação , depressão, ansiedade e sonolência .

Distúrbios gastrointestinais Comum: diarreia, dor abdominal, náusea, anorexia, vômitos.

Raro: gastrite erosiva, colite pseudomembranosa.

Muito raro: pancreatite.

Frequência não conhecida: gosto metálico, boca seca, flatulência, constipação , epigastralgia.

Distúrbios hepatobiliares e renais Muito comum: elevação transitória das transaminases séricas.

Incomum: elevados níveis séricos de bilirrubinas e fosfatase alcalina, hepatite, distúrbios renais e urinários.

Raro: insuficiência renal aguda, nefrite intersticial, rabdomiolise com mioglobinuria e insuficiência renal.

Frequência não conhecida: retenção urinária.

Distúrbios metabólicos e nutricionais Muito comum: hiperuricemia, especialmente em pacientes com gota.

Muito raro: porfiria agravada.

Frequência não conhecida: hiperglicemia, acidose metabólica, pelagra.

Distúrbios gerais Muito comum: rubor Comum: descoloração avermelhada dos fluidos e secreções corporais, tais como urina, escarro, lágrimas, saliva e suor.

Frequência não conhecida: reações alérgicas com manifestações cutâneas, prurido, febre, anafilaxia, pneumonite alérgica, vasculite, linfadenopatia, síndrome reumática, síndrome lúpus -símile, hipotensão, choque.

Distúrbios do sangue e sistema linfático Frequência não conhecida: anemia (hemolítica, sideroblástica ou aplástica), trombocitopenia, leucopenia, neutropenia, eosinofilia, agranulocitose, coagulação sanguínea afetada e vasculite.

Distúrbios torácicos, respiratórios e mediastinos Frequência não conhecida: pneumonite, dispneia.

Distúrbios musculoesqueléticos e da pele Muito comum: artralgia.

Frequência não conhecida: podagra, distúrbios da pele e do tecido subcutâneo.

Comum: eritema, exantema, prurido com ou sem exantema, urticária.

Raro: fotossensibilidade, dermatite esfoliativa, reações penfigóides, púrpura.

Frequência não conhecida: Síndrome de Lyell, Síndrome de Stevens -Johnson.

Distúrbios oculares Comum: vermelhidão ocular, descoloração permanente de lentes de contato gelatinosas, distúrbios visuais devido à neurite óptica (neurite retrobulbar).

Raro: conjuntivite exsudativa.

Sistema reprodutivo e distúrbios mamários Comum: distúrbios do ciclo menstrual.

Raro: ginecomastia.

Em casos de eventos adversos, notifique ao Sistema de Notificação de Eventos Adversos a Medicamentos -VIGIMED, disponível em http://portal.anvisa.gov.br/vigimed, ou para a Vigilância Sanitária Estadual ou Municipal.

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Superdose

O tratamento da superdosagem consiste na lavagem gástrica e no tratamento sintomático e de suporte.

Em caso de intoxicação, ligue para 0800 722 6001 se você precisar de mais orientações.

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Dizeres legais

M.S. 1.1063.0140 Responsável Técnico: Rodrigo Fonseca da Silva Ramos - CRF-RJ 10015 Registrado e Importado por:

FUNDAÇÃO OSWALDO CRUZ Av. Brasil, 4365 – Rio de Janeiro – RJ

CNPJ: 33.781.055/0001-35 Fabricado por e embalado por:

Lupin LTD A-28/1, MIDC, Chikalthana, Aurangabad 431 210 - Índia

Uso sob prescrição médica com retenção da receita

Venda proibida ao comércio

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COMPARADOR · CMED 10/2026

Nomes comerciais, genéricos e preço máximo

APRESENTAÇÕES

Apresentações e preço máximo ao consumidor

Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.

Ver 2 apresentações
MedicamentoApresentaçãoTarjaPreço máx.
Farmanguinhos Rifampicina+isoniazida+pirazinamida+etambutolFundacao Oswaldo Cruz(150,0 + 75,0 + 400,0 + 275,0) MG COM REV CT BL AL PLAS AMB X 90Tarja vermelhaR$ 339,38
Farmanguinhos Rifampicina+isoniazida+pirazinamida+etambutolFundacao Oswaldo Cruz(150,0 + 75,0 + 400,0 + 275,0) MG COM REV CT BL AL AL X 90Tarja vermelhaR$ 339,38