Bula de Cinarizina
Genérico · Ranbaxy Farmacêutica Ltda · Reg. MS 1.2352.0143 · bula de 27/09/2024
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
cinarizina Ranbaxy Farmacêutica Ltda Comprimidos 25 mg & 75 mg cinarizina Medicamento Genérico, Lei nº 9.787 de 1999.
Apresentações
cinarizina 25 mg em embalagem com 30 comprimidos cinarizina 75 mg em embalagens com 30 ou 500* comprimidos *Embalagem hospitalar
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido de 25 mg contém: cinarizina......................................................................................................................................25 mg Excipientes.............................................................................................................q.s.p. 1 comprimido Cada comprimido de 75 mg contém: cinarizina......................................................................................................................................75 mg Excipientes.............................................................................................................q.s.p. 1 comprimido Excipientes: lactose, povidona, sacarose, amido, talco purificado e estearato de magnésio.
Para que este medicamento é indicado?
Cinarizina é utilizada para tratar:
- Distúrbios do equilíbrio - cinarizina alivia a tontura e a sensação de estar girando (‘vertigem’) causadas por problemas no ouvido interno. Também alivia os sintomas associados, como o zumbido persistente (barulho no ouvido), movimentos rápidos e incontroláveis dos olhos, náuseas e vômitos.
Cinarizina também previne o enjoo e a enxaqueca.
Como este medicamento funciona?
A cinarizina inibe as contrações das células musculares lisas dos vasos sanguíneos, através do bloqueio do transporte de íons de cálcio através das membranas celulares (canais de cálcio). Além deste antagonismo direto ao cálcio, a cinarizina diminui a atividade das substâncias que agem nos vasos sanguíneos, como a norepinefrina e a serotonina, através do bloqueio do receptor dos canais de cálcio. O bloqueio da entrada de cálcio nas células é tecido-seletivo, e resulta em propriedades antivasoconstritoras, sem efeito na pressão sanguínea e na frequência cardíaca.
A cinarizina pode melhorar, também, a microcirculação deficiente através do aumento da deformabilidade dos glóbulos vermelhos do sangue e diminuição da viscosidade sanguínea.
Cinarizina aumenta a resistência celular à hipoxia (deficiência de oxigênio).
A cinarizina inibe a estimulação do sistema vestibular, resultando em supressão do nistagmo (movimentos rápidos e não controlados dos olhos) e outros distúrbios autonômicos. Episódios agudos de vertigem podem ser prevenidos ou reduzidos pela cinarizina.
Quando não devo usar este medicamento?
Não tome este medicamento se você tiver hipersensibilidade (alergia) conhecida à cinarizina.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Atenção: Este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de Diabetes.
Doença de Parkinson Se você tiver Doença de Parkinson, informe seu médico. Ele decidirá se você pode usar cinarizina.
Efeito sobre a capacidade de dirigir veículos ou operar máquinas Especialmente no começo do tratamento, cinarizina pode causar sonolência, que pode diminuir sua atenção e reduzir sua capacidade de dirigir. Assim, você deve ter cuidado ao operar máquinas ou dirigir enquanto estiver usando cinarizina.
Evite levantar-se rapidamente e dirigir veículos e/ou operar máquinas, principalmente no início do tratamento.
Gravidez e amamentação Não se aconselha o uso da cinarizina durante a gestação. Se você estiver grávida ou planeja engravidar, informe seu médico. Ele decidirá se você pode tomar cinarizina.
Se você estiver tomando cinarizina, você não deve amamentar porque pequena quantidade do medicamento pode ser liberada no leite.
Uso criterioso no aleitamento ou na doação de leite humano.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Ingestão concomitante com outras substâncias Álcool, depressores do SNC e antidepressivos tricíclicos Medicamentos para depressão e medicamentos que possam prejudicar suas reações (remédios para dormir, tranquilizantes e analgésicos fortes) podem ter efeito calmante aumentado quando ingeridos com cinarizina.
Álcool e cinarizina quando ingeridos concomitantemente têm seu efeito sedativo potencializado.
Portanto, você deve limitar a quantidade de bebida alcoólica ingerida enquanto estiver usando cinarizina.
Cinarizina, como os outros anti-histamínicos, pode causar desconforto gástrico. A administração do medicamento após as refeições pode diminuir a irritação gástrica.
Cinarizina pode causar sonolência, especialmente no início do tratamento. Portanto, deve-se tomar cuidado com o uso concomitante de álcool, depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) ou antidepressivos tricíclicos.
Interferência diagnóstica Devido ao seu efeito anti-histamínico, cinarizina pode impedir reações positivas aos indicadores de reatividade dérmica se utilizado por até quatro dias antes do teste cutâneo. Se você tomou cinarizina 4 dias antes da realização destes testes, informe seu médico.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase.
Atenção: Deve ser usado com cautela por portadores de Diabetes.
Atenção: Contém amido, lactose e sacarose.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C). Proteger da luz e da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto Físico Os comprimidos de 25 mg são brancos a esbranquiçados, redondos, biconvexos e com linha de quebra em uma das faces.
Os comprimidos de 75 mg são brancos a esbranquiçados, redondos, de superfície plana, com borda chanfrada e com linha de quebra em uma das faces.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Cinarizina deve ser tomada por via oral.
- Profilaxia de enxaqueca: 1 comprimido de 25 mg 3 vezes ao dia, ou 1 comprimido de 75 mg diariamente.
- Distúrbios do equilíbrio: 1 comprimido de 25 mg 3 vezes ao dia, ou 1 comprimido de 75 mg diariamente.
- Profilaxia de distúrbios do movimento: 1 comprimido de 25 mg meia hora antes de viajar e repetindo a cada 6 horas.
Administração Cinarizina deve ser tomada preferencialmente após as refeições.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento de seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Se você se esquecer de tomar o medicamento, tome a próxima dose conforme planejado e continue o tratamento como orientado pelo médico. Não dobre a dose.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Neste item de bula são apresentadas as reações adversas. Reações adversas são eventos adversos que foram considerados razoavelmente associados ao uso da cinarizina, com base na avaliação abrangente da informação disponível dos eventos adversos. Uma relação causal com a cinarizina não pode ser estabelecida de forma confiável em casos individuais. Além do mais, como os estudos clínicos são conduzidos sob condições amplamente variáveis, as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um fármaco não podem ser comparadas diretamente com as taxas nos estudos clínicos de outro fármaco e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.
Dados de estudos clínicos As seguintes reações adversas foram relatadas por ≥1% dos indivíduos tratados com cinarizina em 2 estudos clínicos em pacientes com doenças circulatórias periféricas, 1 com doenças circulatórias cerebrais, 1 com vertigem, 1 na prevenção da doença do movimento e 1 no tratamento de vertigem e distúrbios circulatórios cerebrais: sonolência (9,9 %) e náuseas (3,0 %).
A seguinte reação adversa foi relatada por ≥1% dos indivíduos tratados com cinarizina em outros estudos clínicos para doenças circulatórias periféricas, doenças circulatórias cerebrais e vertigem: aumento de peso (1,5%).
As seguintes reações adversas foram relatadas por <1% dos indivíduos tratados com cinarizina em estudos clínicos: sonolência diurna (0,16%); vômito (0,24%); dor de estômago (0,08%); indigestão (0,08%); suor excessivo (0,32%); sentir-se muito cansado (0,40%).
As reações adversas identificadas durante a experiência de pós-comercialização com a cinarizina estão listadas a seguir:
Reação muito rara (ocorre em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento):
Distúrbios do Sistema Nervoso: movimentos lentos, bruscos ou de contorção que você não consegue controlar, problemas para controlar os movimentos do corpo ou membros, movimentos lentos, com tremor, rigidez e caminhar arrastado, tremores musculares.
Distúrbios hepatobiliares: problema no fígado que causa amarelamento da pele ou dos olhos (icterícia).
Distúrbios de Pele e Tecido Subcutâneo: crescimento de cor vermelha a cinza na pele, erupção cutânea com coceira, erupção cutânea vermelha e descamativa que pode ser piorada pela luz solar.
Distúrbios Musculoesqueléticas, de Tecido Conectivo e Ossos: rigidez muscular.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Sinais e Sintomas Ingerindo cinarizina em excesso, os seguintes sinais ou sintomas podem ocorrer: alterações do nível de consciência desde sonolência até perda de consciência, vômito, fraqueza muscular ou falta de coordenação e convulsões. Óbito associado à superdose de cinarizina foi relatado.
Tratamento Não há antídoto específico. Em caso de superdose, o tratamento é sintomático e de suporte.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro:
1.2352.0143 Produzido por:
Sun Pharmaceutical Ind. Ltd.
Industrial Area 3 A.B. Road, Dewas - 455001 Madhya Pradesh, Índia Registrado e importado por:
Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
R. Francisco de S e Melo, 252, Armazéns 1 e 2 Anexo parte 1B Cordovil, Rio de Janeiro – RJ,
CEP: 21.010-410
CNPJ: 73.663.650/0001-90 Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC):
0800 704 7222
Venda sob prescrição.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 13/07/2023.
Cin_vpac_09 04/2024
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
cinarizina Ranbaxy Farmacêutica Ltda Comprimidos 25 mg & 75 mg cinarizina Medicamento Genérico, Lei nº 9.787 de 1999.
Apresentações
cinarizina 25 mg em embalagem com 30 comprimidos cinarizina 75 mg em embalagens com 30 ou 500* comprimidos *Embalagem hospitalar
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido de 25 mg contém: cinarizina......................................................................................................................................25 mg Excipientes.............................................................................................................q.s.p. 1 comprimido Cada comprimido de 75 mg contém: cinarizina......................................................................................................................................75 mg Excipientes.............................................................................................................q.s.p. 1 comprimido Excipientes: lactose, povidona, sacarose, amido, talco purificado e estearato de magnésio.
Indicações
- Profilaxia de enxaqueca.
- Distúrbios do equilíbrio - tratamento de manutenção dos sintomas dos distúrbios labirínticos, tais como vertigem, tontura, zumbido, nistagmo, náuseas e vômitos.
- Profilaxia dos distúrbios de movimento.
Resultados de eficácia
Profilaxia de Enxaqueca Em estudo duplo-cego, randomizado e considerando o valproato de sódio como comparador, Togha não conseguiu demonstrar diferenças significantes entre a cinarizina e o valproato de sódio. Em ambos os grupos, o número, a intensidade e a duração das crises foram significativamente reduzidas (p <0,05). A única diferença significativa observada entre os grupos foi uma redução significativa demonstrada pela cinarizina na linha de base que foi verificada na 3ª e 4ª visitas do estudo. Dois pacientes descontinuaram o tratamento prematuramente no grupo cinarizina com significante ganho de peso e três pacientes no grupo valproato de sódio com ganho significativo de peso e tremores graves.
Em estudo duplo-cego com a flunarizina como comparador, Drillisch mostrou que após três meses de tratamento, a frequência de crises de enxaqueca caiu de forma significativa, em 56% para cinarizina e 42% para flunarizina. A duração das crises também caiu significativamente (de 77% para cinarizina e 72% para flunarizina).
O estudo conduzido por Cerny considerou 2 comparadores, a flunarizina e a diidroergotamina. A eficácia foi medida pela cura (paciente livre da enxaqueca) e revelou que a cinarizina demonstrou equivalência à diidroergotamina, porém foi menos eficaz que a flunarizina.
Em estudo conduzido por Rossi, os resultados demonstraram que a cinarizina pode ser eficaz na profilaxia da enxaqueca.
Em outro estudo realizado por Togha, neste caso aberto e sem comparador, a cinarizina reduziu a frequência mensal de crises de enxaqueca após 14 semanas de tratamento. A redução percentual na frequência mensal de enxaqueca foi de 35% depois de duas semanas, 74% após 6 semanas, 74% após 10 semanas e 75% após 14 semanas de tratamento. A redução significativa na duração e gravidade da crise também foi observada. Nenhum evento adverso grave foi observado.
O estudo conduzido por Radovic demonstrou que depois de um mês de tratamento, 28 dos 30 pacientes tiveram uma diminuição na gravidade, frequência e duração das crises. Após 3 meses de tratamento, todos os pacientes foram tratados com sucesso com cinarizina 25 mg duas vezes ao dia.
Distúrbios do equilíbrio Profilaxia e tratamento dos sintomas dos distúrbios do equilíbrio Em estudo realizado por Philipszoon, em comparação com placebo, a cinarizina foi eficaz em aliviar sintomas de paciente com vertigem.
Em estudo conduzido por Mangabeira, em comparação com placebo, a cinarizina foi eficaz no tratamento periférico de doenças vasculares. Vertigem e zumbido foram os sintomas que mais melhoraram com o tratamento.
Em estudo realizado por Castellini, em comparação com o placebo, a cinarizina teve ação eficaz na terapia de vertigem de origem periférica e apresentou tolerância geralmente satisfatória.
Em estudo conduzido por Stok, em comparação com o placebo, a vertigem melhorou em todos os pacientes tratados com cinarizina (desaparecimento completo em 9 pacientes e melhora nos outros 3), enquanto que houve melhora em apenas dois pacientes que receberam placebo. Zumbido no ouvido e hipoacusia melhoraram em 5 dos 12 pacientes tratados com cinarizina, enquanto que nenhum dos pacientes tratados com placebo apresentaram melhora nesses sintomas.
Uso na profilaxia do enjoo No estudo conduzido por Hargreaves, em comparação com placebo, a cinarizina mostrou clara redução na incidência de enjoo entre um grupo de marinheiros inexperientes.
Em estudo realizado por Doweck, comparação com placebo, a cinarizina demonstrou ser eficaz na prevenção do enjoo em mar agitado. Nenhum efeito significativo foi encontrado para 25mg de cinarizina.
Em estudo conduzido por Macnair, a cinarizina mostrou-se eficaz na profilaxia contra enjoo em carro em crianças, com níveis baixos de eventos adversos.
Referências bibliográficas 1. LMD235905 - Togha M, Rahmat M, Nilavari K et al. Cinnarizine in refractory migraine prophylaxis: efficacy, and tolerability. A comparison with sodium valproate. Headache 47 (5), p.
792, 2007.
2. LMD20237 - Drillisch C, Girke W. Ergebnisse der behandlung von migraene-patienten mit cinnarizin und flunarizin. Die Medizinische Welt;31(51-52), p.1870-1872, 1980.
3. LMD64193 - Cerny R, Krejcova H, Bojar M. Effects of treatment with ergolides and calcium antagonists in patients with migraine. Proceedings of the 5th European Workshop On Clinical Neuropharmacology, Bratislava, Czechoslovakia, July 6-8, 1987. New Trends In Clinical Neuropharmacology, eds. D. Bartko et al, John Libbey & Co. Ltd., p.224-225, 1988.
, 1988.
4. LMD192949 - Rossi P, Fiermonte G, Pierelli F. Cinnarizine in migraine prophylaxis: efficacy, tolerability and predictive factors for therapeutic responsiveness. An open-label pilot trial.
Functional Neurology 18(3), p.155-159, 2003.
5. LMD217993 - Togha M, Ashrafian H, Tajik P. Open-label trial of cinnarizine in migraine prophylaxis. Headache 46 (3), p. 498-502, 2006.
6. LMD2554 - Philipszoon AJ. Influence of cinnarizine on the labyrinth and on vertigo. Clinical Pharmacology and Therapeutics 3 (2), p.184-190, 1962.
7. LMD2610 - Mangabeira Albernaz PL, Gananca MM, Menon AD. O tratamento dos problemos de equilibrio e audicao com a cinnarizina (R00516). O Hospital 74 (3), p. 787-791, 1968.
8. LMD2627 - Castellini V. Esperienze cliniche ed elettronistagmografiche su un nuovo farmaco contenente cinnarizina nel trattamento delle vertigini. Bollettino delle Malattie dell'Orecchio, della Gola, del Naso 87, p. 107-131, 1969.
9. LMD8305 – Stok. Estudio a doble-ciego de la influencia de cinnarizina R516 en pacientes con trastornos Del equilibrio. Clinical Study Report, 1974.
10. LMD20513 - Hargreaves J. A double-blind placebo controlled study of cinnarizine in the prophylaxis of seasickness. The Practitioner 224, p.547-550, 1980.
11. LMD104704 -Doweck I, Gordon CR, Spitzer O, et al. Effect of cinnarizine in the prevention of seasickness Aviation, Space, and Environmental Medicine 65, p.606-609, 1994.
12. LMD34992 – Macnair AL. Cinnarizine in the prophylaxis of car sickness in children Current Medical Research and Opinion 8(7), p.451-455, 1983.
Características farmacológicas
Propriedades Farmacodinâmicas Mecanismo de Ação A cinarizina inibe contrações das células musculares lisas da vasculatura através do bloqueio dos canais de cálcio. Além deste antagonismo direto ao cálcio, a cinarizina diminui a atividade das substâncias vasoativas, como a norepinefrina e a serotonina, através do bloqueio do receptor dos canais de cálcio. O bloqueio do influxo celular de cálcio é tecido-seletivo, e resulta em propriedades antivasoconstritoras sem efeito na pressão sanguínea e frequência cardíaca.
A cinarizina pode, adicionalmente, melhorar a microcirculação deficiente através do aumento da deformabilidade dos eritrócitos e diminuição da viscosidade sanguínea. A resistência celular à hipóxia aumenta.
A cinarizina inibe a estimulação do sistema vestibular, resultando em supressão do nistagmo e outros distúrbios autonômicos. Episódios agudos de vertigem podem ser prevenidos ou reduzidos pela cinarizina.
Propriedades Farmacocinéticas Absorção Os níveis de pico plasmático de cinarizina são obtidos entre 1 a 3 horas após a ingestão.
Distribuição A ligação às proteínas plasmáticas da cinarizina é de 91%.
Metabolismo A cinarizina é extensivamente metabolizada principalmente via CYP2D6.
Eliminação A meia-vida de eliminação da cinarizina relatada está na faixa entre 4 e 24 horas.
A eliminação de seus metabólitos é cerca de 1/3 na urina e 2/3 nas fezes.
INFORMAÇÃO NÃO CLÍNICA Fertilidade, mutagenicidade e carcinogenicidade Os valores de Dose letal50 (DL50) com dose única em vários modelos animais mostram uma grande margem de segurança em mg/kg em comparação com a dose máxima recomendada em humanos (MRHD) de 100 mg/dia ou 2 mg/kg com base em uma pessoa de 50 kg. Os valores de DL50 foram > 1000 mg/kg no camundongo após administrações orais, subcutâneas e intraperitoneais. Da mesma forma, os valores de DL50 no rato e no cão foram > 640 mg/kg e > 160 mg/kg, respectivamente, para as três vias de administração. A DL50 após administração intravenosa no camundongo e no rato foi de 22 mg/kg e 24 mg/kg, respectivamente. A DL50 na cobaia foi > 40 mg/kg após administração oral e subcutânea. Os resultados de toxicidade aguda subcutânea, intraperitoneal e oral no camundongo ou no rato com sal diidrocloreto foram semelhantes aos resultados do composto original.
Os estudos de toxicidade com dose repetida oral (administrada na dieta) no rato mostraram alguma diminuição no consumo de alimentos e alterações na química do soro (diminuição do fósforo inorgânico, aumento da relação cálcio/fósforo), peso do órgão (diminuição do baço e coração, aumento de fígado, rim e cérebro) e histopatologia (degeneração centrilobular crônica e modificações pancreáticas). Essas observações ocorreram geralmente no grupo de dose alta (320 mg/kg ou cerca de 160 x MRHD) e foram mais pronunciadas após 18 meses de tratamento. Após 3 ou 12 meses de administração oral no cão, todas as observações foram semelhantes aos controles, exceto por alguma diminuição no peso corporal (após 3 meses a 80 mg/kg ou cerca de 40 x MRHD) ou alguns achados histopatológicos limitados (vacuolação nuclear focal e satelitose no SNC, aspecto hidrópico no fígado, modificações pancreáticas, depleção linfoide, inibição da espermatogênese e atrofia do trato genital feminino) após 12 meses com alta dose de 20 mg/kg (~ 10 x MRHD).
Em estudos de reprodução no rato, coelho e cão, não houve efeito na fertilidade e nem teratogenicidade. Em doses muito altas (80 a 320 mg/kg, cerca de 40-160 vezes a dose máxima recomendada em seres humanos) em ratos, a toxicidade materna resultou em redução do tamanho da ninhada, aumento da porcentagem de reabsorções e diminuição do peso fetal ao nascer.
O estudo de mutagenicidade in vitro com Salmonella typhimurium indicou que o composto precursor não é mutagênico até 10 umol/placa. No entanto, depois de reagir com nitrito e formar o produto nitrosa do, foi observada atividade mutagênica fraca. A carcinogenicidade não foi avaliada de forma específica. Entretanto, alterações pré-neoplásicas não foram evidentes durante a administração oral crônica por 18 meses em ratos, até uma dose de 160 vezes o nível da dose máxima em seres humanos.
Contraindicações
Este medicamento é contraindicado em pacientes com hipersensibilidade conhecida a cinarizina.
Advertências e precauções
Cinarizina, como os outros anti-histamínicos, pode causar desconforto gástrico. A administração do medicamento após as refeições pode diminuir a irritação gástrica.
Em pacientes com Doença de Parkinson, cinarizina deve ser administrada apenas se os benefícios forem superiores aos possíveis riscos de agravamento da doença.
Cinarizina pode causar sonolência, especialmente no início do tratamento. Portanto, deve-se tomar cuidado com o uso concomitante de álcool, depressores do Sistema Nervoso Central (SNC) ou antidepressivos tricíclicos.
Uso durante a gravidez (Categoria C) e lactação Embora em estudos com animais, cinarizina não tenha demonstrado efeito teratogênico, assim como ocorre com todas as outras drogas, cinarizina deve ser administrada durante a gravidez somente se os benefícios terapêuticos justificarem os potenciais riscos sobre o feto.
Não há dados sobre a excreção da cinarizina no leite humano. Assim, a lactação é desaconselhável em usuárias de cinarizina.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir veículos e utilizar máquinas Como pode ocorrer sonolência, especialmente no início do tratamento, cuidados devem ser tomados ao dirigir veículos ou operar máquinas.
Informe ao seu paciente que ele deve evitar se levantar rapidamente, dirigir veículos e/ou operar máquinas, principalmente no início do tratamento.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com síndrome de má-absorção de glicose-galactose.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase.
Atenção: Deve ser usado com cautela por portadores de Diabetes.
Atenção: Contém lactose e sacarose.
Atenção: Este medicamento contém açúcar, portanto, deve ser usado com cautela em portadores de diabetes.
Interações medicamentosas
Álcool, depressores do SNC e antidepressivos tricíclicos Os efeitos sedativos de cinarizina ou do álcool, depressores do SNC ou antidepressivos tricíclicos podem ser potencializados quando usados concomitantemente.
Interferência diagnóstica Devido ao seu efeito anti-histamínico, cinarizina pode impedir reações positivas aos indicadores de reatividade dérmica se utilizado por até quatro dias antes do teste cutâneo.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Armazenar em temperatura ambiente (de 15 °C a 30 °C). Proteger da luz e da umidade.
Este medicamento tem validade de 24 meses a partir da data de sua fabricação.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Aspecto Físico Os comprimidos de 25 mg são brancos a esbranquiçados, redondos, biconvexos e com linha de quebra em uma das faces.
Os comprimidos de 75 mg são brancos a esbranquiçados, redondos, de superfície plana, com borda chanfrada e com linha de quebra em uma das faces.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Cinarizina deve ser tomada por via oral.
- Profilaxia de enxaqueca: 1 comprimido de 25 mg 3 vezes ao dia, ou 1 comprimido de 75 mg diariamente.
- Distúrbios do equilíbrio: 1 comprimido de 25 mg 3 vezes ao dia, ou 1 comprimido de 75 mg diariamente.
- Profilaxia de distúrbios do movimento: 1 comprimido de 25 mg meia hora antes de viajar e repetindo a cada 6 horas.
Administração Cinarizina deve ser tomada preferencialmente após as refeições.
Reações adversas
Neste item de bula são apresentadas as reações adversas. Reações adversas são eventos adversos que foram considerados razoavelmente associados ao uso da cinarizina, com base na avaliação abrangente da informação disponível dos eventos adversos. Uma relação causal com a cinarizina não pode ser estabelecida de forma confiável em casos individuais. Além do mais, como os estudos clínicos são conduzidos sob condições amplamente variáveis, as taxas de reações adversas observadas nos estudos clínicos de um fármaco não podem ser comparadas diretamente com as taxas nos estudos clínicos de outro fármaco e podem não refletir as taxas observadas na prática clínica.
Dados de estudos clínicos Reações adversas reportadas com incidência ≥1% em estudos duplo-cego e placebo-controlado A segurança de cinarizina (30-225 mg/dia) foi avaliada em 601 indivíduos (dos quais 303 receberam tratamento com cinarizina e 298 receberam placebo) os quais participaram de 6 estudos controlados por placebo e duplo-cegos: 2 estudos em pacientes com doenças circulatórias periféricas, 1 com doenças circulatórias cerebrais, 1 com vertigem, 1 na prevenção de distúrbios do movimento e 1 no tratamento de vertigem e distúrbios circulatórios cerebrais.
As reações adversas relatadas por ≥1% dos indivíduos tratados com cinarizina em estudos clínicos duplo-cegos estão demonstradas na Tabela 1.
Tabela 1. Reações adversas relatadas por ≥1% dos indivíduos tratados com cinarizina em 6 estudos clínicos controlados por placebo e duplo-cegos de cinarizina.
Sistemas / Órgãos Termo prepreferido cinarizina (n=303) % Placebo (n=298) % Doenças do Sistema Nervoso Sonolência 9,9 5,4 Doenças Gastrintestinais Náuseas 3,0 1,7 Reações adversas relatadas por ≥1% dos indivíduos – Dados de estudos comparadores e abertos.
Seis estudos comparadores e 13 estudos abertos foram selecionados para determinar a incidência de reações adversas. Nesses 19 estudos, 937 indivíduos foram tratados com doses na faixa entre 25 e 450 mg/dia de cinarizina, no tratamento de doenças circulatórias periféricas, doenças circulatórias cerebrais e vertigem.
As reações adversas relatadas por ≥1% dos indivíduos tratados com cinarizina em estudos clínicos comparadores e abertos estão demonstradas na Tabela 2.
Tabela 2. Reações adversas relatadas por ≥1% dos indivíduos tratados com cinarizina em 6 estudos clínicos comparadores e 13 abertos de cinarizina.
Sistemas / Órgãos Termo preferido cinarizina (n=937) % Investigações Aumento de Peso 1,5 Reações adversas relatadas por <1% dos indivíduos – Dados de estudos com placebo, comparadores e abertos As reações adversas adicionais que ocorreram em <1% dos indivíduos tratados com cinarizina provenientes de dados listados nas duas tabelas acima (25 estudos com um total de 1240 pacientes tratados com doses variando de 25 a 450 mg/dia) estão demonstradas na Tabela 3.
Tabela 3. Reações adversas relatadas por <1% dos indivíduos tratados com cinarizina em estudos clínicos controlados por placebo, comparadores ou abertos.
Sistemas / Órgãos Termo preferido cinarizina (n=1240) % Distúrbios do Sistema Nervoso Hipersonia 0,16 Distúrbios Gastrintestinais Vômito 0,24 Dor abdominal superior 0,08 Dispepsia 0,08 Distúrbios da Pele e Tecido Subcutâneo Hiperidrose 0,32 Distúrbios Gerais e Condições do Local de Administração Fadiga 0,40 Dados pós-comercialização Os primeiros eventos adversos que foram identificados como reações adversas durante a experiência pós-comercialização com cinarizina estão listados a seguir. A revisão pós-comercialização baseou-se na verificação de todos os casos onde houve o uso de cinarizina. As frequências são apresentadas de acordo com a seguinte convenção:
Muito comum: ≥1/10 (≥10%) Comum: ≥1/100 e < 1/10 (≥1% e <10%) Incomum: ≥1/1.000 e <1/100 (≥0,1% e <1%) Raro: ≥1/10.000, <1/1.000 (≥ 0,01% e <0,1%) Muito raro: <1/10.000, incluindo relatos isolados (<0,01%) Desconhecido: Não pode ser estimado a partir dos dados disponíveis Tabela 4. Reações adversas identificadas durante a experiência de pós-comercialização com cinarizina por categoria de frequência.
Classe de Sistema / Órgão Período preferido Frequência estimada a partir de taxas de relato espontâneas Distúrbios do Sistema Nervoso Discinesia Muito raro Distúrbio extrapiramidal Muito raro Parkinsonismo Muito raro Tremor Muito raro Distúrbios hepatobiliares Icterícia colestática Muito raro Distúrbios do tecido cutâneo e subcutâneo Queratose liquenoide Muito raro Líquen plano Muito raro Lupus eritematoso cutâneo subagudo Muito raro Distúrbios musculoesqueléticos, tecido conjuntivo e ósseos Rigidez muscular Muito raro Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Sinais e Sintomas Superdose aguda de cinarizina foi relatada com doses na faixa de 90 a 2.250 mg. Os sinais e sintomas relacionados à superdose de cinarizina mais comumente relatados incluem: alterações do nível de consciência desde sonolência até estupor e coma, vômito, sintomas extrapiramidais e hipotonia. Em um pequeno número de crianças pequenas ocorreram convulsões. As consequências clínicas não foram graves na maioria dos casos, mas óbitos foram relatados após superdoses envolvendo cinarizina isoladamente ou associada a outras drogas.
Tratamento Não há antídoto específico. Em caso de superdose, o tratamento é sintomático e de suporte. É aconselhável entrar em contato com um centro de controle de intoxicação para obter as últimas recomendações para o gerenciamento de uma sobredosagem.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro:
1.2352.0143 Produzido por:
Sun Pharmaceutical Ind. Ltd.
Industrial Area 3 A.B. Road, Dewas - 455001 Madhya Pradesh, Índia Registrado e importado por:
Ranbaxy Farmacêutica Ltda.
R. Francisco de S e Melo, 252, Armazéns 1 e 2 Anexo parte 1B Cordovil, Rio de Janeiro – RJ,
CEP: 21.010-410
CNPJ: 73.663.650/0001-90 Serviço de Atendimento ao Consumidor (SAC):
0800 704 7222
Uso sob prescrição.
Venda proibida ao comércio.
Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela ANVISA em 13/07/2023.
Cin_vprof_09 04/2024
Nomes comerciais, genéricos e preço máximo
Apresentações e preço máximo ao consumidor
Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.
Ver 6 apresentações
| Medicamento | Apresentação | Tarja | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| FluxonBrainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 11,87 |
| CinarizinaRanbaxy Farmacêutica Ltda | 25 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 14,98 |
| FluxonBrainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A | 75 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 17,77 |
| CinarizinaRanbaxy Farmacêutica Ltda | 75 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 30 | Tarja vermelha | R$ 20,99 |
| CinarizinaRanbaxy Farmacêutica Ltda | 75 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 100 | Tarja vermelha | R$ 69,26 |
| CinarizinaRanbaxy Farmacêutica Ltda | 75 MG COM CT BL AL PLAS TRANS X 500 | Tarja vermelha | R$ 351,06 |