Bula de Evortia
Fonte: bula do fabricante (Cosmed Industria de Cosmeticos e Medicamentos S.A.) publicada no bulário digital Sara · bula de 25/07/2024 · conferida em 23/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
EVORTIA bromidrato de vortioxetina Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
Comprimido revestido 5mg, 10mg, 15mg, 20mg Evortia bromidrato de vortioxetina
Apresentações
Comprimido revestido.
Embalagens contendo 30 comprimidos revestidos de 5mg ou 10mg.
Embalagens contendo 10 ou 60 comprimidos revestidos de 5mg, 10mg, 15mg ou 20mg.
Via de administração: oral
Uso adulto
COMPOSIÇÕES Cada comprimido revestido de 5mg contém: bromidrato de vortioxetina (equivalente a 5mg de vortioxetina) ........................................................6,36mg excipientes q.s.p.........................................................................................................1 comprimido revestido (manitol, celulose microcristalina, amido, hiprolose, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol e óxido de ferro vermelho).
Cada comprimido revestido de 10mg contém: bromidrato de vortioxetina (equivalente a 10mg de vortioxetina) ....................................................12,71mg excipientes q.s.p.........................................................................................................1 comprimido revestido (manitol, celulose microcristalina, amido, hiprolose, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol e óxido de ferro amarelo).
Cada comprimido revestido de 15mg contém: bromidrato de vortioxetina (equivalente a 15mg de vortioxetina) ....................................................19,07mg excipientes q.s.p.........................................................................................................1 comprimido revestido (manitol, celulose microcristalina, amido, hiprolose, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol, óxido de ferro amarelo e óxido de ferro vermelho).
Cada comprimido revestido de 20mg contém: bromidrato de vortioxetina (equivalente a 20mg de vortioxetina) .................................................... 25,42mg excipientes q.s.p.........................................................................................................1 c omprimido revestido (manitol, celulose microcristalina, amido, hiprolose, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol e óxido de ferro vermelho).
Para que este medicamento é indicado?
Evortia é indicado para o tratamento de transtorno depressivo maior em adultos .
Como este medicamento funciona?
Evortia contém a substância ativa vortioxetina. Ele é um medicamento que pertence a um grupo de medicamentos chamados antidepressivos.
Evortia mostrou reduzir uma ampla gama de sintomas depressivos, o que inclui tristeza, tensão interna (sensação de ansiedade), alterações do sono (redução do sono), redução do apetite, dificuldade de concentração, dificuldade de memória, indecisão, sensação de inutilidade, perda de interesse nas atividades favoritas, sensação de estar lento.
O mecanismo de ação da vortioxetina está relacionado à sua atividade multimodal, que é uma combinação de mais de um modo farmacológico de ação. Acredita -se que essas ações farmacológicas multimodais sejam responsáveis pelos efeitos antidepressivo, ansiolítico, pela melhora da função cognitiva, do aprendizado e da memória observados com a vortioxetina nos estudos em animais e em humanos.
Quando não devo usar este medicamento?
Não tomar Evortia se você:
- for alérgico à vortioxetina ou a qualquer um dos componentes mencionados anteriormente (veja em:
“Composição”).
- estiver tomando outros medicamentos para depressão conhecidos como “inibidores de monoaminoxidase não seletivos” ou “inibidores seletivos da MAO-A”. Pergunte a seu médico caso não tenha certeza.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Converse com seu médico ou farmacêutico antes de utilizar Evortia se você:
- estiver em uso de medicamentos com um efeito chamado serotoninérgico, como:
- tramadol e medicamentos similares (analgésicos fortes),
- sumatriptano e medicamentos semelhantes terminados em “triptanos” (usados no tratamento da enxaqueca) Tomar esses dois tipos de medicamentos descritos acima junto com Evortia pode causar um efeito adverso chamado de síndrome serotoninérgica. Esta síndrome pode ser associada com alucinações, contrações musculares involuntárias, aceleração dos batimentos cardíacos, aumento da pressão arterial, febre, náusea e diarreia.
- já teve desmaios (convulsões).
Seu médico irá monitorá-lo cuidadosamente se você tem histórico de convulsões ou tem transtornos convulsivos instáveis/ epilepsia. Convulsões são um risco em potencial com medicamentos antidepressivos. O tratamento deve ser descontinuado em qualquer paciente que desenvolva convulsões ou quando houver um aumento na frequência das convulsões.
- já teve mania
- tem uma tendência a sangramentos ou à formação de hematomas facilmente, ou se está grávida, pois poderá haver um risco aumentado de sangramento vaginal intenso logo após o nascimento, especialmente se você tiver histórico de distúrbios hemorrágicos
- tem baixos níveis de sódio no sangue
- tem 65 anos ou mais
- tem uma doença grave nos rins
- tem uma doença grave no fígado ou uma doença do fígado chamada cirrose
- tem ou teve pressão ocular aumentada ou glaucoma. Se os seus olhos ficarem doloridos e você ficar com a visão turva durante o tratamento, contate o seu médico.
Cautela da parte de seu médico poderá ser necessária nas situações acima descritas.
Quando você está em uso de medicamentos para o tratamento antidepressivo, o que inclui a vortioxetina, também pode apresentar sentimentos de agressividade, agitação, raiva e irritabilidade. Se is so ocorrer, você deve conversar com seu médico.
Pensamentos sobre suicídio e piora de sua depressão Se você está deprimido e/ou tem transtornos de ansiedade poderá por vezes pensar em se machucar ou se matar. Estes pensamentos podem aumentar quando começar a utilizar pela primeira vez um antidepressivo, pois estes medicamentos necessitam de tempo para começar a agir no organismo, geralmente em torno de duas semanas, mas algumas vezes pode demorar mais.
É mais provável que você pense dessa forma se você:
- já tiver tido pensamentos de se matar ou de causar ferimento a si próprio;
- for um adulto jovem.
Informações de estudos clínicos mostraram um maior risco de comportamento suicida em adultos com idade inferior a 25 anos com doenças psiquiátricas tratadas com antidepressivos.
Se você tiver pensamentos de suicídio ou de causar ferimento a si próprio a qualquer momento, deve contatar o seu médico ou ir a um hospital imediatamente. Você pode achar útil dizer a um parente ou amigo próximo que você está deprimido ou tem um transtorno de ansiedade e pedir a eles que leiam essa bula. Você pode pedir a eles que lhe digam se acharem que a sua depressão ou ansiedade está piorando ou se estiverem preocupados com mudanças no seu comportamento.
Principais interações medicamentosas com Evortia Você deve informar o seu médico ou o farmacêutico sobre qualquer outro medicamento que estiver em uso, que tenha feito uso recentemente ou que poderá utilizar.
Por favor, informe o seu médico se estiver tomando qualquer um dos medicamentos a seguir:
- fenelzina, ipronizazida, isocarboxazida, nialamida e tranilcipromina (medicamentos para tratar depressão chamados de inibidores não-seletivos da monoamino oxidase). Você não deve tomar os medicamentos chamados de inibidores não-seletivos da monoaminoxidase com Evortia. No caso de estar em uso de um medicamento do grupo dos inibidores não-seletivos da monoaminoxidase, você precisará interromper o seu uso, de acordo com a recomendação médica, e esperar 14 dias após a interrupção antes de começar a tomar Evortia. Após interromper o uso do Evortia, você deverá esperar 14 dias antes de tomar qualquer medicamento do grupo dos inibidores não-seletivos da monoaminoxidase.
- moclobemida (um medicamento para tratar depressão)
- selegilina, rasagilina (medicamentos para tratar a doença de Parkinson)
- linezolida (um medicamento para tratar infecção bacteriana)
- lítio (um medicamento para tratar depressão e outros transtornos mentais) ou triptofano
- medicamentos conhecidos por causar uma baixa no nível de sódio
- rifampicina (um medicamento para tratar tuberculose e outras infecções)
- carbamazepina, fenitoína (medicamentos para tratar epilepsia e outras doenças)
- varfarina, dipiridamol, femprocumona, doses baixas de ácido acetil salicílico (medicamentos para afinar o sangue).
Ao informar do uso desses medicamentos acima, o seu médico avaliará se alguma cautela adicional será necessária.
Medicamentos que aumentam o risco de convulsões:
- sumatriptano e medicamentos semelhantes com nome do princípio ativo terminando em “triptanos”
- tramadol (um analgésico forte)
- mefloquina (um medicamento para prevenir e tratar malária)
- bupropiona (um medicamento para tratar depressão também usado para parar de fumar)
- fluoxetina, paroxetina e outros medicamentos para tratar depressão chamados de ISRS/IRSN ou tricíclicos
- Erva-de-São-João (Hypericum perforatum) (um medicamento para tratar depressão)
- quinidina (um medicamento para tratar arritmia cardíaca)
- clorpromazina, clorprotixeno, haloperidol (medicamentos para tratar transtornos mentais que pertencem aos grupos chamados fenotiazinas, tioxantenos e butirofenonas) Informe ao seu médico se você estiver usando qualquer um dos medicamentos dessa lista dos que podem aumentar o risco para convulsões, pois seu médico precisará saber se você já apresenta um risco aumentado para convulsões, para poder avaliar se alguma cautela adicional será necessária.
Se você fizer um exame de urina para detecção de drogas, o uso do Evortia pode gerar resultados positivos para a metadona quando alguns métodos de teste são usados, mesmo que você não esteja tomando a metadona. Se isso acontecer, um teste mais específico pode ser realizado.
Evortia interage com o álcool?
Não há uma interação direta do Evortia com o álcool. Porém, combinar Evortia com o álcool não é aconselhável.
Gravidez, amamentação e fertilidade Caso esteja grávida ou amamentando, pense que possa estar grávida ou esteja planejando ter um bebê, peça conselhos a seu médico antes de tomar este medicamento.
Gravidez Evortia não deve ser usado durante a gravidez, a menos que o médico diga que é absolutamente necessário.
Caso utilize medicamentos para tratar depressão durante os últimos 3 meses de sua gravidez, o que inclui Evortia, você deve estar ciente de que os efeitos a seguir podem ser observados em seu recém-nascido: problemas com respiração, pele azulada, mudanças da temperatura do corpo, dificuldades de alimentação, vômitos, baixo nível de açúcar no sangue, músculos rígidos ou flácidos, reflexos vívidos, tremor, nervosismo, irritabilidade, letargia, choro constante, sonolência e dificuldades para dormir. Contatar seu médico imediatamente caso o seu recém-nascido. Tenha qualquer um desses sintomas.
Certifique-se de que o seu obstetra e/ou o seu médico saiba que você está tomando Evortia. Quando tomados durante a gravidez, particularmente nos últimos 3 meses de gravidez, medicamentos como Evortia podem aumentar o risco de uma condição grave em bebês, chamada hipertensão pulmonar persistente do recém -nascido (HPPN), fazendo com que o bebê respire mais rápido e tenha aparência azulada. Esses sintomas geralmente começam durante as primeiras 24 horas após o nascimento do bebê.
Se isso acontecer com seu bebê, você deverá contatar seu obstetra e/ou médico imediatamente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista Amamentação É esperado que os componentes do Evortia passem para o leite materno. Portanto, Evortia não deve ser utilizado durante a amamentação. Seu médico irá decidir entre suspender a amamentação ou suspender o uso do Evortia considerando o benefício da amamentação para o seu bebê e o benefício do tratamento para você.
Fertilidade Alguns antidepressivos como a vortioxetina podem reduzir a qualidade do esperma em animais.
Teoricamente, isso pode afetar a fertilidade. A vortioxetina não mostrou este efeito nos estudos em animais e, até o momento, não foi observado impacto na fertilidade em humanos.
Condução de veículos e utilização de máquinas Evortia tem pouca ou nenhuma influência na capacidade de dirigir ou operar máquinas. Entretanto, recomenda-se cautela nestas atividades no início do tratamento com Evortia ou quando houver alteração da dose.
Evortia interage com alimentos ou bebidas?
Evortia não interage com alimentos ou bebidas.
Você não deve dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento , pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.
5mg e 20mg:
Contém os corantes dióxido de titânio e óxido de ferro vermelho que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.
10mg:
Atenção: Contém os corantes dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.
15mg:
Atenção: Contém os corantes dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo e óxido de ferro vermelho que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C). Proteger da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Evortia de 5mg apresenta-se como comprimido revestido, de cor rosa, circular, biconvexo, liso nas duas faces.
Evortia de 10mg apresenta-se como comprimido revestido, de cor amarela, circular, biconvexo, liso nas duas faces.
Evortia de 15mg apresenta-se como comprimido revestido, de cor laranja, circular, biconvexo, liso nas duas faces.
Evortia de 20mg apresenta-se como comprimido revestido, de cor vermelha, circular, biconvexo, liso nas duas faces.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Sempre tomar o medicamento exatamente como seu médico instruiu. Verificar com seu médico ou farmacêutico se não tiver certeza.
A dose recomendada do Evortia é de 10mg de vortioxetina tomada como uma dose diária em adultos abaixo de 65 anos de idade e em idosos acima de 65 anos. A dose pode ser aumentada por seu médico até, no máximo, 20mg de vortioxetina por dia ou reduzida até o mínimo de 5 mg de vortioxetina por dia.
Modo de usar Engolir os comprimidos com água, sem mastigá -los. Evortia pode ser tomado com ou sem alimentos.
Este medicamento não deve ser partido, aberto ou mastigado .
Pacientes idosos (> 65 anos de idade) Não é necessário ajuste da dose em pacientes idosos com base somente na idade.
Crianças e adolescentes (<18 anos) Evortia não é recomendado para crianças e adolescentes menores de 18 anos devido à falta de informações para esta faixa etária.
Este medicamento não é recomendado em crianças Função renal reduzida Não há necessidade de ajuste de dose para comprometimentos leve a moderado. Os dados disponíveis para pacientes com comprometimento renal grave são limitados. Sendo assim, recomenda -se cautela. Não há necessidade de ajuste de dose do Evortia em pacientes em processo de diálise.
Função hepática reduzida Não há necessidade de ajuste de dose para comprometimentos leve a moderado. A vortioxetina não foi estudada em pacientes com comprometimento hepático grave e recomenda -se cautela. Consulte seu médico.
Duração do tratamento com Evortia Utilize Evortia pelo tempo que o seu médico recomendar.
Continue a tomar Evortia mesmo que demore algum tempo até que você sinta qualquer melhora em sua condição.
O tratamento deve continuar por pelo menos 6 meses depois de você sentir-se bem novamente.
Não pare de tomar Evortia sem o conhecimento do seu médico.
Se você tiver qualquer dúvida sobre o uso deste medicamento, consulte o seu médico ou farmacêutico.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento. Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Tomar a próxima dose no horário de costume.
Não tomar uma dose dobrada para compensar uma dose esquecida.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Como todos os medicamentos, Evortia pode causar efeitos adversos, apesar de que nem todos os pacientes os apresentam.
Os efeitos adversos são geralmente leves e ocorrem durante as primeiras semanas de tratamento. Estes efeitos são geralmente temporários não sendo necessária a interrupção do tratamento.
Por favor, esteja ciente de que muitos desses efeitos podem ser sintomas da sua doença e, portanto, irão melhorar à medida que você começar a ficar melhor.
Procure o seu médico se você apresentar algum dos efeitos adversos listados abaixo durante o seu tratamento:
Reação muito comum, que ocorre em mais de 10% (> 1/10) dos pacientes que utilizam esse medicamento:
- náusea Reação comum, que ocorre entre 1% e 10% (> 1/100 e ≤ 1/10) dos pacientes que utilizam esse medicamento:
- diarreia, constipação, vômitos
- tontura
- coceira
- redução do Apetite
- sonhos anormais Reação incomum, que ocorre entre 0,1% e 1% (> 1/1.000 e ≤ 1/100) dos pacientes que utilizam este medicamento:
- ranger os dentes
- vermelhidão
- sudorese noturna Reação Rara, que ocorre entre 0,01% e 0,1% (> 1/10.000 e ≤ 1/1.000) dos pacientes que utilizam este medicamento:
- pupilas dilatadas (midríase), o que pode aumentar o risco de glaucoma (ver seção 4) Desconhecida, frequência não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis:
- síndrome serotoninérgica (ver seção 4)
- reações alérgicas, que podem ser graves, causando inchaço na face, lábios, língua ou garganta, dificuldade de respirar ou de engolir, queda súbita da pressão arterial (o que faz você se sentir tonto)
- urticária
- sangramento incomuns e hematomas
- erupção cutânea
- agitação e agressividade. Se sentir estes efeitos secundários, contate o seu médico (ver secção 4)
- dor de cabeça
- aumento do nível do hormônio prolactina no sangue (hiperprolactinemia)
- suor excessivo Um aumento do risco de fraturas ósseas foi observado em pacientes em uso de medicamentos desse tipo (antidepressivos).
Relato de efeitos/eventos adversos Se você apresentar qualquer efeito/evento adverso, informe o seu médico ou farmacêutico. Isso inclui qualquer evento adverso, mesmo que não sejam os efeitos que estão listados nesta bula.
Ao relatar eventos adversos, você ajuda com informações que podem vir a melhorar o entendimento sobre a segurança de medicamentos.
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Caso você tome mais do que a dose prescrita do deste medicamento, contate seu médico ou o departamento de emergência do hospital mais próximo imediatamente. Leve a embalagem e qualquer comprimido que sobrar. Faça isso mesmo que não haja sinais de desconforto. Os sinais de superdose com Evortia são tontura, náusea, diarreia, desconforto estomacal, coceira em todo o corpo, sonolência e vermelhidão.
Após a ingestão de doses várias vezes mais altas do que a dose prescrita, foram relatadas convulsões e uma condição rara chamada síndrome serotoninérgica.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.7817.0970
Venda sob prescrição - com retenção da receita.
Registrado por: Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
Rua Bonnard (Green Valley I) n° 980 - Bloco 12 - Nível 3 - Sala A - Alphaville Empresarial - Barueri -SP - CEP 06465-134 - C.N.P.J.: 61.082.426/0002-07 - Indústria Brasileira Produzido por: Althaia S.A Indústria Farmacêutica São Paulo - SP Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 06/07/2022.
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
EVORTIA bromidrato de vortioxetina Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
Comprimido revestido 5mg, 10mg, 15mg, 20mg Evortia bromidrato de vortioxetina
Apresentações
Comprimido revestido.
Embalagens contendo 30 comprimidos revestidos de 5mg ou 10mg.
Embalagens contendo 10 ou 60 comprimidos revestidos de 5mg, 10mg, 15mg ou 20mg.
Via de administração: oral
Uso adulto
COMPOSIÇÕES Cada comprimido revestido de 5mg contém: bromidrato de vortioxetina (equivalente a 5mg de vortioxetina) .. ............................................... .........6,36mg excipientes q.s.p................................................. ........................................................1 comprimido revestido (manitol, celulose microcristalina, amido, hiprolose, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol e óxido de ferro vermelho).
Cada comprimido revestido de 10mg contém: bromidrato de vortioxetina (equivalente a 10mg de vortioxetina) .....................................................12,71mg excipientes q.s.p.........................................................................................................1 comprimido revestido (manitol, celulose microcristalina, amido, hiprolose, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol e óxido de ferro amarelo).
Cada comprimido revestido de 15mg contém: bromidrato de vortioxetina (equivalente a 15mg de vortioxetina) ....................................................19,07mg excipientes q.s.p.........................................................................................................1 comprimido revestido (manitol, celulose microcristalina, amido, hiprolose, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol, óxido de ferro amarelo e óxido de ferro vermelho).
Cada comprimido revestido de 20mg contém: bromidrato de vortioxetina (equivalente a 20mg de vortioxetina) ......................................................25,42mg excipientes q.s.p.........................................................................................................1 comprimido revestido (manitol, celulose microcristalina, amido, hiprolose, estearato de magnésio, hipromelose, dióxido de titânio, macrogol e óxido de ferro vermelho).
Indicações
Evortia é indicado para o tratamento do transtorno depressivo maior em adultos.
Resultados de eficácia estudos em humanos eficácia e segurança clínica
A eficácia e a segurança da vortioxetina foram estudadas em um programa clínico no transtorno depressivo maior (TDM) que incluiu aproximadamente 10.000 pacientes no total, dos quais mais de 6.200 foram tratados com a vortioxetina. O programa incluiu 12 est udos de curto prazo placebo-controlados, 3 estudos de curto-prazo com comparadores ativos (agomelatina, escitalopram e venlafaxina XR), 1 estudo de longo prazo de prevenção de recaída e 5 estudos abertos de longo prazo. A eficácia da vortioxetina aumentou com o aumento da dose. Além disso, a vortioxetina, no intervalo de dose de 5 - 20 mg/dia, demonstrou eficácia sobre uma ampla faixa de sintomas depressivos (avaliados pela melhora de todas as pontuações individuais na MADRS) e sobre os sintomas de ansiedade na depressão (avaliados usando a pontuação total na Escala de Hamilton para Ansiedade, HAM-A).
Eficácia no TDM em estudos de curto-prazo, placebo-controlados A eficácia da vortioxetina foi demonstrada em pelo menos um grupo de dose em 9 dos 12 estudos de curto-prazo placebo-controlados, mensurada pela melhora da pontuação total na Escala de Avaliação da Depressão de Montgomery e Åsberg (MADRS) ou na Escala de Avaliação de Depressão de Hamilton de 24-itens (HAM-D24), e apoiada pela relevância clínica, demonstrada pelas proporções de respondedores, de remitentes e pela melhora na pontuação da Impressão Clínica Global – Melhora (CGI-I).
Eficácia e tolerabilidade no TDM em estudos de curto-prazo, com comparadores ativos A vortioxetina demonstrou vantagens em relação a antidepressivos em 3 estudos com comparadores ativos.
Pacientes com resposta inadequada ao tratamento com ISRS/IRSN Em um estudo comparativo de 12 semanas duplo-cego, de doses flexíveis, em pacientes com depressão moderada a grave que trocaram o tratamento antidepressivo após uma resposta inadequada no episódio atual a um ISRS/IRSN, a vortioxetina 10-20 mg/dia foi significativamente melhor que a agomelatina 25-50 mg/dia, conforme avaliado pela melhora da pontuação total na MADRS. A relevância clínica foi apoiada pela proporção de remitentes e pela melhora das pontuações na CGI-I e na Escala de Incapacidade de Sheehan (SDS).
Estudo comparativo versus venlafaxina XR Em um estudo comparativo de 8 semanas, duplo-cego, dose-fixa, em pacientes com depressão moderada a grave, a vortioxetina 10 mg/dia foi pelo menos tão efetiva quanto à venlafaxina XR 150 mg/dia, conforme avaliado pela melhora da pontuação total na MADRS. A relevância clínica foi apoiada pela proporção de remitentes e melhora das pontuações nas escalas CGI-I e SDS.
Pacientes com disfunção sexual emergente do tratamento na depressão Em um estudo comparativo de 8 semanas, duplo-cego, de doses-flexíveis, em pacientes com baixos níveis de sintomas depressivos (pontuação na Escala de Impressão Clínica Global – Gravidade [CGI-S] < 3 ao início) e com disfunção sexual emergente do tratamento (TESD) e induzida por ISRS, a vortioxetina 10-20 mg/dia foi significativamente melhor do que o escitalopram 10 -20 mg/dia na melhora da TESD induzida por ISRS, conforme mensurado pela mudança na pontuação total do Questionário de Mudanças no Funcionamento Sexual – Versão Breve (CSFQ-14). Os pacientes em ambos os grupos de tratamento tiveram uma manutenção similar do efeito antidepressivo.
Manutenção A manutenção da eficácia antidepressiva foi demonstrada em um estudo de prevenção de recaída. Pacientes em remissão após um período inicial de tratamento aberto de 12 semanas com a vortioxetina foram randomizados para vortioxetina 5 ou 10 mg/dia ou placebo e observados quanto à recaída durante um período duplo-cego de pelo menos 24 semanas (24 a 64 semanas). A vortioxetina foi superior (p=0,004) ao placebo na medida primária de eficácia, o tempo para recaída no TDM, com uma proporção de risco de 2, ou seja, o risco de recaída foi duas vezes maior no grupo do placebo do que no grupo da vortioxetina.
Idosos No estudo duplo-cego, controlado por placebo, de 8 semanas, de doses fixas dedicado a pacientes idosos (idade ≥ 65 anos) deprimidos, a vortioxetina 5 mg/dia foi superior ao placebo conforme medido pela melhora das pontuações totais na MADRS e na HAM-D 24.
No intervalo de dose de 5 a 20 mg/dia da vortioxetina, a eficácia e a tolerabilidade nos idosos esteve de acordo com os resultados na população adulta.
Pacientes com depressão grave ou altos níveis de sintomas de ansiedade A eficácia antidepressiva também foi demonstrada em pacientes gravemente deprimidos (pontuação total na MADRS ≥ 30 ao início) e em pacientes deprimidos com altos níveis de sintomas ansiosos (pontuação total HAMA ≥ 20 ao início) nos estudos de curto prazo, o que incluiu o estudo em idosos, e no estudo de prevenção de recaída de longo prazo.
Disfunção cognitiva na depressão Em um estudo de curto prazo no TDM dedicado a idosos (≥ 65 anos de idade), a vortioxetina (5 mg/dia) demonstrou efeitos positivos em relação ao placebo tanto em um teste neuropsicológico de função executiva, velocidade de processamento e atenção, o Teste de Substituição de Símbolos por Dígitos (DSST) como em um teste de aprendizado e memória, o Teste de Aprendizado Auditivo-Verbal de Rey (RAVLT), enquanto a referência ativa, a duloxetina, se diferenciou do placebo somente no RAVLT.
Além disso, a vortioxetina foi superior ao placebo em uma variedade de testes neuropsicológicos que envolvem os processos cognitivos mencionados acima em um estudo desenhado para avaliar a disfunção cognitiva no TDM em adultos (≤ 65 anos de idade). A vortioxetina (10 e 20 mg/dia) foi superior ao placebo em uma medida de resultado primária, uma pontuação composta de cognição que compreende dois testes neuropsicológicos, o DSST e o RAVLT. Uma melhora no desempenho foi observada em todas as medidas secundárias de desempenho cognitivo e em um desfecho de função cognitiva reportado pelo paciente.
Em ambos os estudos, o efeito da vortioxetina no desempenho cognitivo foi principalmente um efeito independente ao invés de um efeito indireto em função da melhora dos sintomas depressivos.
Qualidade de vida relacionada à saúde e funcionamento geral A vortioxetina foi superior ao placebo na qualidade de vida relacionada à saúde, conforme avaliado usando-se o Resumo de Componentes Mentais de 36 Itens (SF-36) e as Pontuações Total e de Satisfação de Vida do Questionário de Bem-Estar, Satisfação e Qualidade de Vida. Isso foi embasado pelas melhoras clinicamente relevantes na classificação de saúde geral conforme mensurado usando-se o EQ-5D (índice EuroQol) e no funcionamento geral conforme avaliado pela pontuação total na Escala de Incapacidade de Sheehan (SDS) nas áreas de trabalho, vida social e vida familiar versus placebo ou comparador ativo (agomelatina). Além disso, os efeitos superiores em relação ao placebo sobre a qualidade de vida relacionada à saúde foram mantidos no estudo de longa-duração de prevenção de recaída.
Tolerabilidade e segurança A segurança e a tolerabilidade da vortioxetina foram estabelecidas em estudos de curto e longo prazos ao longo do intervalo de dose de 5 a 20 mg/dia1-5. Vide a seção “REAÇÕES ADVERSAS” quanto a informações sobre efeitos indesejáveis.
A vortioxetina não aumentou a incidência de insônia ou sonolência em relação ao placebo.
Em estudos clínicos de curto e longo prazo controlados por placebo, os potenciais sintomas de descontinuação foram sistematicamente avaliados após a interrupção abrupta do tratamento com a vortioxetina. Não houve diferenças clinicamente relevantes ao placebo na incidência ou natureza dos sintomas de descontinuação após o tratamento de curto prazo (6-12 semanas) ou de longo prazo (24-64 semanas) com a vortioxetina.
A incidência de reações sexuais adversas relatadas pelos pacientes foi baixa e semelhante a do placebo em estudos clínicos de curto e longo prazo com a vortioxetina. Em estudos que usaram a Escala de Experiência Sexual do Arizona (ASEX), a incidência de di sfunção sexual emergente do tratamento (TESD) e a classificação total do ASEX não demonstraram diferenças significativas com relação ao placebo em sintomas de disfunção sexual para doses de 5 -20 mg/dia, entretanto doses mais elevadas foram associadas com um aumento numérico na TESD.
A vortioxetina não teve efeitos, em relação ao placebo, sobre o peso corporal, frequência cardíaca e pressão arterial em estudos clínicos de curto e longo prazo.
Nenhuma alteração clinicamente significativa foi observada em avaliações hepáticas e renais em estudos clínicos.
A vortioxetina não demonstrou nenhum efeito clinicamente significativo sobre parâmetros de ECG, incluindo os intervalos de QT, QTc, PR e QRS, em pacientes com transtorno depressivo maior (TDM). Em um estudo dedicado à avaliação do intervalo QTc em indivídu os saudáveis, em doses de até 40 mg/dia, nenhum potencial para o prolongamento do intervalo de QTc foi observado.
População pediátrica Foram conduzidos dois estudos de eficácia e segurança de curto prazo, randomizados, duplo -cegos, controlados por placebo, de dose fixa (vortioxetina 10 mg/dia e 20 mg/dia), com referência ativa (fluoxetina); um em crianças de 7 a 11 anos com TDM e um em ad olescentes de 12 a 17 anos com TDM.
Os estudos incluíram um período de introdução de placebo simples -cego de 4 semanas com intervenção psicossocial padronizada (estudo em crianças de 7 anos N=677, estudo em adolescentes de 12 a 17 anos N=777) e apenas os não respondedores do período de introdução foram randomizados (estudo em crianças de 7 a 11 anos N=540, estudo em adolescentes de 12 a 17 anos N=616) . No estudo em crianças de 7 a 11 anos de idade, a vortioxetina não foi estatisticamente significativamente diferente do placebo com base na pontuação total da Escala de Avaliação de Depressão Infantil Revisada (CDRS-R) na semana 8, nem a referência ativa (fluoxetina 20 mg/ dia). A descontinuação devido a eventos adversos foi de 2,0% em pacientes tratados com vortioxetina 20 mg/dia, 1,3% para vortioxetina 10 mg/dia, 0,7% para placebo e nenhuma descontinuação para fluoxetina. Em geral, o perfil de eventos adversos da vortioxetina em crianças foi semelhante ao observado em adultos. Os eventos adversos mais comumente relatados (com um limite de 5%) nos grupos de tratamento com vortioxetina foram náusea, dor de cabeça, vômito e dor abdominal. A incidência de náusea, vômito e dor abdominal foi maior nos grupos de vortioxetina do que no grupo de placebo. Ideação e comportamento suicida foram relatados como eventos adversos durante o período de introdução simples-cego de 4 semanas (placebo 2/677 [0,3%]) e durante o período de tratamento de 8 semanas (vortioxetina 10 mg/dia 1/151 [ 0,7%], placebo 1/153 [0,7%]). A ideação e o comportamento suicida medidos pela Escala de Classificação de Gravidade do Suicídio de Columbia (C-SSRS) foram semelhantes entre os grupos de tratamento.
No estudo em adolescentes com idades compreendidas entre os 12 e os 17 anos, a vortioxetina não foi estatisticamente significativamente superior ao placebo com base na pontuação total do CDRS-R. A referência ativa (fluoxetina 20 mg/dia) separou-se estatisticamente do placebo na pontuação total do CDRS-R. Em geral, o perfil de reações adversas da vortioxetina em adolescentes foi semelhante ao observado em adultos. A descontinuação devido a eventos adversos (principalmente devido a ideação suicida, náuseas e vômitos) foi maior em pacientes tratados com vortioxetina 20 mg/dia (5,6%) em comparação com vortioxetina 10 mg/dia (2,7%), fluoxetina (3,3%), e placebo (1,3%). Os eventos adversos mais comumente relatados nos grupos de tratamento com vortioxetina foram náuseas, vômitos e dor de cabeça. Ideação e comportamento suicida foram relatados como eventos adversos durante o período de introdução simples-cego de 4 semanas (placebo 13/777 [1,7%]) e durante o período de tratamento de 8 semanas (vortioxetina 10 mg/dia 2/147 [1,4%], vortioxetina 20 mg/dia 6/161 [3,7%], fluoxetina 6/153 [3,9%], placebo 0/154 [0%]). A ideação e o comportamento suicida medidos pelo C-SSRS foram semelhantes entre os grupos de tratamento.
Dois estudos de extensão abertos de longo prazo foram realizados com doses de vortioxetina de 5 a 20 mg/dia e com duração de tratamento de 6 meses (N=662) e 18 meses (N=94), respectivamente. No geral, o perfil de segurança e tolerabilidade da vortioxetina em pacientes pediátricos após uso a longo prazo foi comparável ao observado em pacientes pediátricos após uso a curto prazo.
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Características farmacológicas dados de segurasnça pré-clínica
A administração da vortioxetina nos estudos de toxicidade geral em camundongos, ratos e cães foi principalmente associada com sinais clínicos relacionados ao sistema nervoso central (SNC). Estes incluem salivação (ratos e cães), dilatação das pupilas (cães), e um episódio de convulsão em cada um dos dois cães.
Um nível sem-efeito para convulsões foi estabelecido com a margem de segurança correspondente de 5, considerando a dose terapêutica máxima recomendada de 20 mg/dia. A toxicidade de órgão-alvo foi restrita aos rins (ratos) e ao fígado (camundongos e ratos). As alterações nos rins dos ratos (glomerulonefrite, obstrução tubular renal, material cristalino no túbulo renal) e no fígado dos camundongos e ratos (hipertrofia hepatobiliar, necrose hepatóxica, hiperplasia do duto biliar, material cristalino nos dutos biliares) foram observados em exposição 10 vezes maior (camundongos) e 2 vezes maior (ratos) que a exposição humana na dose terapêutica máxima recomendada de 20 mg/dia. Estes achados foram principalmente atribuídos à obstrução específica nos roedores, por material cristalino relacionado à vortioxetina, dos túbulos renais e os dutos da bile, respectivamente, e consideradas de baixo risco a humanos.
A vortioxetina não foi genotóxica em uma bateria padrão de testes in vitro e in vivo.
Com base nos resultados de estudos convencionais de carcinogenicidade de 2 anos em camundongos ou ratos, não se considera que a vortioxetina ofereça um risco de carcinogenicidade a humanos.
A vortioxetina não teve efeito sobre a fertilidade de ratos, desempenho de acasalamento, órgãos reprodutivos ou sobre a morfologia e motilidade do esperma. A vortioxetina não foi teratogênica em ratos ou coelhos, mas foi observada toxicidade reprodutiva em termos de efeitos sobre o peso fetal e atraso na ossificação em ratos em exposição 10 vezes maior que a exposição humana na dose terapêutica máxima recomendada de 20 mg/dia. Efeitos similares foram observados em coelhos em exposição sub-terapêutica.
Em um estudo pré e pós-natal em ratos, a vortioxetina foi associada com aumento na mortalidade de filhotes, redução no ganho de peso corporal e atraso no desenvolvimento de filhotes em doses que não resultaram em toxicidade materna e com exposições associadas semelhantes às obtidas em humanos após a administração de vortioxetina 20 mg/dia.
Material relacionado à vortioxetina foi distribuído ao leite de ratas lactantes.
Em estudos de toxicidade juvenil em ratos, todas as descobertas relacionadas ao tratamento com a vortioxetina foram consistentes com as observadas em animais adultos.
Farmacodinâmica
MECANISMO DE AÇÃO O mecanismo de ação da vortioxetina está relacionado à modulação direta da atividade de receptores serotoninérgicos e à inibição do transportador de serotonina (5-HT). Dados pré-clínicos indicam que a vortioxetina é uma antagonista dos receptores 5-HT3, 5-HT7, e 5-HT1D, agonista parcial do receptor 5-HT1B, agonista do receptor 5-HT1A e inibidora do transportador de 5-HT, levando à modulação da neurotransmissão em diversos sistemas, o que inclui os sistemas de serotonina, noradrenalina, dopamina, histamina, acetilcolina, GABA e glutamato. Acredita-se que essa atividade multimodal seja responsável pelos efeitos ansiolítico, antidepressivo e pela melhora da função cognitiva, aprendizado e memória, observados com a vortioxetina nos estudos em animais. Além disso, um estudo comportamental em animais machos indica que a vortioxetina não induz disfunção sexual. Entretanto, a contribuição precisa de cada um dos alvos individuais para o perfil farmacodinâmico final observado permanece obscura e é necessário cautela na extrapolação de dados de estudos em animais diretamente para humanos.
Em humanos, dois estudos de tomografia de emissão de pósitrons (PET) foram conduzidos usando-se ligantes de transportador de 5-HT ( 11C-MADAM ou 11C-DASB) para quantificar a ocupação dos transportadores 5-HT no cérebro com diferentes doses de vortioxetina. A média da ocupação dos transportadores de 5-HT nas regiões de interesse foi de aproximadamente 50% com 5 mg/dia, 65% com 10 mg/dia e aumentou para mais de 80% com 20 mg/dia. A vortioxetina demonstrou efeitos antidepressivos clínicos em ocupações dos transportadores de 5-HT tão baixas como 50%.
Farmacocinética
ABSORÇÃO A vortioxetina é lentamente e bem absorvida após a administração oral e o pico da concentração plasmática é alcançado dentro de 7 a 11 horas. Após múltiplas doses de 5, 10, ou 20 mg/dia, valores médios de Cmax de 9 a 33 ng/mL foram observados. A biodisponibilidade absoluta é de 75%. Nenhum efeito dos alimentos sobre a farmacocinética foi observado.
DISTRIBUIÇÃO O volume médio de distribuição (Vss) é de 2600 L, o que indica uma extensa distribuição extravascular. A vortioxetina é altamente ligada às proteínas plasmáticas (98 a 99%) e a ligação parece ser independente das suas concentrações plasmáticas.
BIOTRANSFORMAÇÃO A vortioxetina é amplamente metabolizada no fígado, primariamente através da oxidação, com subsequente conjugação de ácido glucurônico.
In vitro, as isoenzimas do citocromo P450 CYP2D6, CYP3A4/5, CYP2C19, CYP2C9, CYP2A6, CYP2C8 e CYP2B6 estão envolvidas no metabolismo da vortioxetina.
Nenhum efeito inibidor ou indutor da vortioxetina foi observado in vitro quanto às isoenzimas de CYP CYP1A2, CYP2A6, CYP2B6, CYP2C8, CYP2C9, CYP2C19, CYP2D6, CYP2E1, ou CYP3A4/5.
A vortioxetina é um inibidor e substrato pobre de glicoproteína P (P-gp). O principal metabólito da vortioxetina é farmacologicamente inativo.
ELIMINAÇÃO A meia-vida de eliminação média e a depuração oral são de 66 horas e 33 L/h, respectivamente.
Aproximadamente 2/3 do metabólito inativo da vortioxetina são excretados na urina e aproximadamente 1/3 nas fezes. Apenas quantidades insignificantes da vortioxetina são excretadas nas fezes. Concentrações plasmáticas de estado de equilíbrio são obtidas em aproximadamente 2 semanas.
LINEARIDADE/NÃO LINEARIDADE A farmacocinética é linear e independente do tempo no intervalo da dose estudada (2,5 a 60 mg/dia).
Em concordância com a meia-vida, o índice de acúmulo é 5 a 6 baseado na AUC 0-24h após doses múltiplas de 5 a 20 mg/dia.
POPULAÇÕES ESPECIAIS Idosos Em indivíduos idosos saudáveis (com idade ≥65 anos; n=20), a exposição à vortioxetina aumentou em até 27% (Cmax e AUC) em comparação com indivíduos controle jovens e saudáveis (idade ≤45 anos) após múltiplas doses de 10 mg/dia. Nenhum ajuste na dose é necessário (vide a seção “POSOLOGIA E MODO
De usar”).
Comprometimento renal Após uma dose única de 10 mg da vortioxetina, o comprometimento renal estimado usando-se a fórmula de Cockcroft-Gault (leve, moderado ou grave; n=8 por grupo), causou aumentos modestos de exposição (até 30%), em comparação com controles saudáveis. Em pacientes com doença renal em estágio final, apenas uma pequena fração da vortioxetina foi perdida durante o processo de diálise (AUC e Cmax foram 13% e 27% menores; n=8) após uma dose única de 10 mg da vortioxetina. Não é necessário um ajuste de dose com base na função renal, no entanto, recomenda-se cautela no tratamento destes pacientes (vide a seção
“advertências e precauções”).
Comprometimento hepático A farmacocinética em indivíduos (N = 6-8) com insuficiência hepática leve, moderada ou grave (Critérios Child- Pugh A, B ou C, respectivamente) foi comparada com voluntários saudáveis. Após doses de 10 ou 5 mg, as alterações na AUC foram menores que 10% nos indivíduos com insuficiência hepática leve ou moderada e 44% maiores nos com insuficiência hepática grave, enquanto a Cmax foi 24% inferior.
Com base na função hepática, nenhum ajuste na dose é necessário, no entanto, recomenda-se cautela (vide a seção “POSOLOGIA E MODO DE USAR”).
Metabolizaddores pobres de CYP2D6 A concentração plasmática da vortioxetina foi aproximadamente duas vezes maior em metabolizadores pobres de CYP2D6 do que em metabolizadores extensivos. Nesta população (metabolizadores pobres CYP2D6), a presença de inibidores potentes da CY3A4/2C9 pode le var a uma exposição potencialmente maior. (vide seção “INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”).
Assim como para todos os pacientes, dependendo da resposta individual, um ajuste da dose deve ser considerado. (vide a seção “POSOLOGIA E MODO DE USAR”).
População pediátrica A farmacocinética da vortioxetina em pacientes pediátricos com transtorno depressivo maior após administração oral de 5 a 20 mg uma vez ao dia foi caracterizada usando análises de modelo de população baseadas em dados de um estudo farmacocinético (7-17 anos) e dois estudos de eficácia e segurança (7-17 anos). A farmacocinética da vortioxetina em pacientes pediátricos foi semelhante àquela observada em pacientes adultos.
Contraindicações
Hipersensibilidade ao princípio ativo ou a qualquer um dos excipientes listados na seção “COMPOSIÇÃO” O uso concomitante com inibidores de monoaminoxidase não-seletivos irreversíveis (IMAO) ou inibidores seletivos da MAO-A é contraindicado (vide a seção “INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”).
Advertências e precauções
Gravidez Categoria de Risco C: os estudos em animais revelaram algum risco, mas não existem estudos disponíveis realizados em mulheres grávidas.
Os dados disponíveis sobre o uso da vortioxetina em mulheres grávidas são limitados. Evortia só deve ser administrado durante a gravidez se o benefício esperado para a paciente superar o risco potencial para o feto.
Os seguintes sintomas podem ocorrer em recém-nascidos após o uso materno de medicamentos serotoninérgicos no estágio final da gravidez: dificuldade respiratória, cianose, apneia, convulsões, instabilidade de temperatura, dificuldade de alimentação, vômitos, hipoglicemia, hipertonia, hipotonia, hiper-reflexia, tremor, nervosismo, irritabilidade, letargia, choro constante, sonolência e dificuldades para dormir. Esses sintomas podem ser devidos a efeitos de descontinuação ou excesso de atividade serotoninérgica. Na maioria dos casos, essas complicações começam imediatamente ou logo (< 24 horas) após o parto.
Dados epidemiológicos sugeriram que o uso de ISRS na gravidez, particularmente no final da gravidez, pode aumentar o risco de hipertensão pulmonar persistente no recém-nascido (HPPN). Embora nenhum estudo tenha investigado a associação de HPPN com o tratamento com vortioxetina, esse risco potencial não pode ser excluído considerando-se o mecanismo de ação relacionado (aumento das concentrações de serotonina).
Estudos em animais não demonstraram um efeito teratogênico da vortioxetina, mas efeitos no peso fetal e atraso na ossificação foram observados (vide seção “DADOS PRÉ-CLÍNICOS”).
Amamentação Os dados disponíveis para estudos em animais mostraram a excreção da vortioxetina/ metabólitos da vortioxetina no leite. Espera-se que a vortioxetina seja excretada no leite humano (vide seção “DADOS PRÉ-CLÍNICOS”). Consequentemente, a amamentação não é recomendada durante o tratamento.
O risco para o lactente não pode ser excluído.
Deve-se decidir entre descontinuar a amamentação ou descontinuar/ abster-se do tratamento com Evortia levando- se em consideração o benefício da amamentação para o bebê e o benefício da terapia para a mulher.
Fertilidade Estudos de fertilidade em ratos machos e fêmeas não demonstraram efeitos da vortioxetina sobre a fertilidade, à qualidade do esperma ou o desempenho de acasalamento (vide seção “DADOS PRÉ-
Clínicos”).
Não usar Evortia durante a gravidez, a menos que a necessidade seja clara e o risco-benefício do uso deste medicamento seja avaliado cuidadosamente.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas
Sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
USO NA POPULAÇÃO PEDIÁTRICA A Vortioxetina não é recomendada para o tratamento da depressão em pacientes pediátricos (com menos de 18 anos de idade), visto que a eficácia da vortioxetina não foi estabelecida nesta faixa etária (vide seções “2. RESULTADOS DE EFICÁCIA' e '9. REAÇÕES ADVERSAS”). Em estudos clínicos em crianças e adolescentes tratados com outros antidepressivos, comportamento relacionado ao suicídio (tentativa de suicídio e pensamentos suicidas) e hostilidade (predominantemente agressividade, comportamento opositor, raiva) foram mais frequentemente observados do que nos pacientes tratados com placebo.
SUICÍDIO/PENSAMENTOS SUICIDAS OU PIORA CLÍNICA A depressão está associada com um aumento no risco de pensamentos suicidas, autolesões e suicídio (eventos relacionados ao suicídio). Esse risco persiste até que ocorra remissão significativa. Como pode não haver melhora durante as primeiras semanas ou mais de tratamento, os pacientes devem ser atentamente monitorados até que haja tal melhora. Faz parte da experiência clínica geral o aumento do risco de suicídio nas primeiras etapas da recuperação.
Pacientes com histórico de eventos relacionados ao suicídio ou aqueles que apresentem um grau significativo de ideias suicidas antes do início do tratamento são conhecidos como portadores de maior risco de pensamentos suicidas ou de tentativas de suicídio, e devem receber monitoramento cuidadoso durante o tratamento. Uma meta- análise de estudos clínicos de antidepressivos, controlados por placebo, em pacientes adultos com distúrbios psiquiátricos demonstrou um aumento no risco de comportamento suicida com antidepressivos, em comparação ao placebo, em pacientes com menos de 25 anos de idade. Há uma tendência à redução do risco de suicídio com o uso de antidepressivos em pacientes com 65 anos ou mais.
A supervisão rigorosa de pacientes, principalmente daqueles com alto risco, deve acompanhar o tratamento, especialmente no início e após alterações na dose. Os pacientes (e cuidadores de pacientes) devem ser alertados sobre a necessidade de monitorar qualquer piora clínica, comportamento suicida ou pensamentos suicidas e quaisquer alterações incomuns no comportamento, e a procurar auxílio médico imediatamente caso esses sintomas estejam presentes.
CONVULSÕES As convulsões são um risco em potencial com quaisquer medicamentos antidepressivos. Portanto, assim como com outros antidepressivos, Evortia deve ser introduzido com cautela em pacientes com histórico de convulsões ou em pacientes com epilepsia instável (vide a seção “INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”). O tratamento deve ser descontinuado em qualquer paciente que desenvolva convulsões ou naqueles em que houver um aumento na frequência de convulsões.
SÍNDROME SEROTONINÉRGICA OU SÍNDROME NEUROLÉPTICA MALÍGNA A Síndrome Serotoninérgica (SS) e a Síndrome Neuroléptica Maligna (SNM) são condições de risco potencial à vida que podem ocorrer com Evortia. O risco de SS ou SNM é maior com o uso concomitante de princípios ativos serotoninérgicos (incluindo opióides e triptanos), medicamentos que comprometam o metabolismo da serotonina (o que inclui IMAO), antipsicóticos e outros antagonistas da dopamina. Os pacientes devem ser monitorados quanto ao surgimento de sinais e sintomas de SS ou SNM (vide as seções “CONTRAINDICAÇÕES” e “INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”).
Os sintomas da Síndrome Serotoninérgica podem incluir alterações do estado mental (ex.: agitação, alucinações, coma), instabilidade autonômica (ex.: taquicardia, pressão sanguínea instável, hipertermia), alterações neuromusculares (ex.: hiper-reflexia, descoordenação) e/ou sintomas gastrintestinais (ex.: náusea, vômitos, diarreia). Caso isso ocorra, o tratamento com Evortia e o outro agente deve ser descontinuado imediatamente e o tratamento sintomático deve ser iniciado.
MANIA/ HIPOMANIA Evortia deve ser usado com cautela em pacientes com história de mania/ hipomania e deve ser descontinuado em pacientes que apresentem fase maníaca.
AGRESSIVIDADE /AGITAÇÃO Os pacientes tratados com antidepressivos, o que inclui a vortioxetina, também podem apresentar sentimentos de agressividade, raiva, agitação e irritabilidade. A condição do paciente e da doença devem ser monitorados de perto. Os pacientes (e os cuidadores de pacientes) devem ser alertados para procurar orientação médica, se um comportamento agressivo/agitado aparecer ou se agravar.
HEMORRAGIA Alterações de sangramento, como equimoses, púrpura e outros eventos hemorrágicos, como sangramentos gastrointestinal ou ginecológico, foram relatadas de forma rara com o uso de antidepressivos com um efeito serotoninérgico (ISRS/IRSN). Antidepressivos com efeitos serotoninérgicos podem aumentar o risco de hemorragias pós-parto. É aconselhado ter cautela nos casos de pacientes que tomem anticoagulantes e/ou medicamentos conhecidos por afetar a função plaquetária (ex.: antipsicóticos atípicos e fenotiazinas, a maioria dos antidepressivos tricíclicos, anti-inflamatórios não-esteroidais [AINE], ácido acetilsalicílico [AAS]) (vide a Seção “INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”) e em pacientes com tendências/alterações conhecidas para sangramentos.
HIPONATREMIA Hiponatremia, provavelmente devida à secreção inadequada de hormônio antidiurético (SIADH), foi raramente relatada com o uso de antidepressivos com efeito serotoninérgico (ISRS/IRSN). Deve-se ter cautela com pacientes em risco, como os idosos, pacientes com cirrose do fígado ou pacientes concomitantemente tratados com medicamentos conhecidos por causar hiponatremia. A descontinuação do Evortia deve ser considerada em pacientes com hiponatremia sintomática e deve ser instituída uma intervenção médica adequada.
GLAUCOMA Foi relatada midríase associada com o uso de antidepressivos, o que inclui a vortioxetina. Este efeito midriático tem o potencial de estreitar o ângulo ocular, resultando em um aumento da pressão intraocular e glaucoma de ângulo fechado. Recomenda-se cautela ao prescrever a vortioxetina para pacientes com aumento da pressão intraocular ou naqueles com risco de glaucoma agudo de ângulo fechado.
COMPROMETIMENTO RENAL Os dados farmacocinéticos disponíveis em indivíduos com insuficiência renal estão na seção “FARMACOCINÉTICA”. Não é necessário ajuste de dose com base na função renal, no entanto, recomenda-se cautela.
COMPROMETIMENTO HEPÁTICO Os dados farmacocinéticos em indivíduos com insuficiência hepática estão disponíveis na seção “FARMACOCINÉTICA”. Não é necessário ajuste de dose com base na função hepática, no entanto, recomenda- se cautela.
EFEITOS NA CAPACIDADE DE DIRIGIR OU OPERAR MÁQUINAS Nenhum comprometimento significativo, em relação ao placebo, no desempenho de direção automotiva, função cognitiva ou outras habilidades psicomotoras (usando uma bateria de testes neuropsicológicos) foi observado quando indivíduos saudáveis receberam a administração de doses únicas ou múltiplas de 10 mg/dia da vortioxetina. No entanto, os pacientes devem ter cuidado ao dirigir ou operar máquinas perigosas.
Oriente seu paciente a não dirigir veículos ou operar máquinas durante todo o tratamento, pois sua habilidade e capacidade de reação podem estar prejudicadas.
O uso deste medicamento pode causar tontura, desmaios ou perda da consciência, expondo o paciente a quedas ou acidentes.
5mg e 20mg:
Contém os corantes dióxido de titânio e óxido de ferro vermelho que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.
10mg:
Atenção: Contém os corantes dióxido de titânio e óxido de ferro amarelo que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.
15mg:
Atenção: Contém os corantes dióxido de titânio, óxido de ferro amarelo e óxido de ferro vermelho que podem, eventualmente, causar reações alérgicas.
Interações medicamentosas
A vortioxetina é amplamente metabolizada no fígado primariamente através da oxidação e a subsequente conjugação de ácido glicurônico. In vitro, as isoenzimas do citocromo P450 CYP2D6, CYP3A4/5, CYP2C19, CYP2C9, CYP2A6, CYP2C8 e CYP2B6 estão envolvidas no metabolismo da vortioxetina (vide a seção “CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS”).
POTENCIAL PARA OUTROS MEDICAMENTOS AFETAREM A VORTIOXETINA IMAO irreversíveis não-seletivos Devido ao risco de Síndrome Serotoninérgica, a vortioxetina é contraindicada em qualquer combinação com IMAO irreversíveis não-seletivos.
A vortioxetina não deve ser iniciada por pelo menos 14 dias após a descontinuação do tratamento com um IMAO irreversível não-seletivo.
A vortioxetina deve ser descontinuada por pelo menos 14 dias antes do início do tratamento com um IMAO irreversível não-seletivo (vide seção “CONTRAINDICAÇÕES”).
Inibidor de MAO-A reversível seletivo (ex. moclobemida) A combinação da vortioxetina com um inibidor de MAO-A reversível e seletivo, como a moclobemida, é contraindicada (vide seção “CONTRAINDICAÇÕES”). Caso a combinação seja necessária, o medicamento adicional deve ser administrado na dose mínima e sob monitoramento clínico minucioso em função do risco de Síndrome Serotoninérgica (vide a seção “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).
IMAO reversível, não seletivo (ex. linezolida) A combinação da vortioxetina com um IMAO reversível e não-seletivo fraco, como o antibiótico linezolida, é contraindicada (vide seção “CONTRAINDICAÇÕES”). Caso a combinação seja necessária, o medicamento adicional deve ser administrado na dose mínima e sob monitoramento clínico minucioso em função do risco de Síndrome Serotoninérgica (vide a seção “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).
Inibidores de MAO-B irreversíveis, seletivos (ex. selegilina, rasagilina) Embora se espere um risco menor de Síndrome Serotoninérgica com inibidores de MAO -B irreversíveis seletivos do que com inibidores de MAO-A, a combinação da vortioxetina com inibidores de MAO-B seletivos, como a selegilina ou a rasagilina deve ser somente exercida com cautela.
O monitoramento minucioso para a Síndrome Serotoninérgica é necessário em caso de uso concomitante (vide a seção “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).
Medicamentos serotoninérgicos A administração conjunta de vortioxetina com outros medicamentos com efeito serotoninérgico ex.: opióides (incluindo tramadol) e triptanos (incluindo sumatriptano) e outros triptanos pode levar à Síndrome Serotoninérgica (vide a seção “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).
Erva-de-São-João O uso concomitante de antidepressivos com efeito serotoninérgico e medicamentos fitoterápicos que contém Erva- de-São-João (Hypericum perforatum) pode resultar em maior incidência de reações adversas, o que inclui Síndrome Serotoninérgica (vide a seção “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).
Medicamentos que reduzem o limiar de convulsão Os antidepressivos com efeito serotoninérgico podem reduzir o limiar de convulsão. Aconselha-se cuidado ao usar concomitantemente outros medicamentos capazes de reduzir o limiar de convulsão (ex.: antidepressivos [tricíclicos, ISRS, IRSN], neurolépticos [fenotiazinas, tioxantenos e butirofenonas], mefloquina, bupropiona, tramadol) (vide a seção “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).
ECT (terapia eletroconvulsiva) Não há experiência clínica com a administração concomitante da vortioxetina e ECT e, portanto, recomenda-se cautela.
Inibidores do citocromo P450 A exposição à vortioxetina aumentou 2,3-vezes em relação à Área Sob a Curva (AUC) quando a vortioxetina 10 mg/dia foi administrada em conjunto com bupropiona (um inibidor de CYP2D6 potente, na dose de 150 mg duas vezes ao dia) por 14 dias em indivíduos saudáveis. A coadministração resultou em um aumento na incidência de eventos adversos quando a bupropiona foi adicionada à vortioxetina em comparação com quando a vortioxetina foi adicionada à bupropiona. Dependendo da reação individual do paciente, uma dose mais baixa da vortioxetina pode ser considerada se inibidores potentes de CYP2D6 (ex.: bupropiona, quinidina, fluoxetina, paroxetina) forem adicionados ao tratamento com a vortioxetina (vide a seção “POSOLOGIA E MODO DE USAR”).
Quando a vortioxetina foi coadministrada após 6 dias de cetoconazol 400 mg/dia (um inibidor de CYP3A4/5 e de P-glicoproteína) ou 6 dias de fluconazol 200 mg/dia (um inibidor de CYP2C9, CYP2C19 e CYP3A4/5) em indivíduos saudáveis, um aumento de 1,3-vezes e de 1,5-vezes, respectivamente, na AUC foi observado. Nenhum ajuste de dose é necessário.
Não foi observado nenhum efeito inibitório de uma dose única de 40 mg de omeprazol (inibidor da CYP2C19) na farmacocinética de múltiplas doses de vortioxetina em indivíduos saudáveis.
A coadministração de inibidores fortes das enzimas CYP3A4 e CYP2C9 a metabolizadores pobres da CYP2D6 não foi especificamente investigada, mas prevê-se que levará a um aumento da exposição à vortioxetina nestes pacientes (vide seção “FARMACOCINÉTICA”).
Indutores do citocromo P450 Quando uma dose única de 20 mg da vortioxetina foi coadministrada após 10 dias de rifampicina 600 mg/dia (um pan-indutor de isoenzimas CYP) em indivíduos saudáveis, uma redução de 72% na AUC da vortioxetina foi observada. Dependendo da reação individual do paciente, um ajuste na dose pode ser considerado se um pan-indutor do citocromo P450 (ex.: rifampicina, carbamazepina, fenitoína) for adicionado ao tratamento com vortioxetina (vide a seção “POSOLOGIA E MODO DE USAR”).
Álcool Nenhum efeito sobre a farmacocinética da vortioxetina ou do etanol, bem como nenhum comprometimento significativo em relação ao placebo na função cognitiva, foi observado quando doses únicas da vortioxetina de 20 e 40 mg foram coadministradas com uma dose única de etanol a (0,6 g/kg) em indivíduos saudáveis.
Ácido acetilsalicílico Não foi observado nenhum efeito de múltiplas doses de ácido acetil salicílico 150 mg/dia na farmacocinética de múltiplas doses da vortioxetina em indivíduos saudáveis .
POTENCIAL DA VORTIOXETINA EM AFETAR OUTROS MEDICAMENTOS Medicamentos anticoagulantes e antiplaquetários Nenhum efeito significativo, em relação ao placebo, foi observado nos valores de INR, protrombina ou R-/S-varfarina plasmática após a administração conjunta de múltiplas doses da vortioxetina com doses estáveis de varfarina em indivíduos saudáveis. Além disso, nenhum efeito inibitório significativo, relacionado ao placebo, sobre a agregação plaquetária ou na farmacocinética do ácido acetil salicílico ou ácido salicílico foi observado quando 150 mg/dia de ácido acetil salicílico foi coadministrado após a administração de múltiplas doses da vortioxetina em indivíduos saudáveis. No entanto, com relação a outros medicamentos serotoninérgicos, deve-se ter cuidado quando a vortioxetina for combinada a medicamentos anticoagulantes ou antiplaquetários orais devido a um aumento em potencial no risco de sangramento, que pode ser atribuído à interação farmacodinâmica (vide a seção “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).
INTERAÇÕES FARMACOCINÉTICAS POTENCIAIS Substratos de citocromo P450 In vitro, a vortioxetina não demonstrou nenhum potencial relevante para inibição ou indução e isoenzimas do citocromo P450 (vide a seção “CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS”).
Após múltiplas doses de vortioxetina nenhum efeito inibidor foi observado em indivíduos saudáveis para as isoenzimas do citocromo P450 CYP2C19 (omeprazol, diazepam), CYP3A4/5 (etinil estradiol, midazolam), CYP2B6 (bupropiona) CYP2C9 (tolbutamida, S-varfarina), CYP1A2 (cafeína), ou CYP2D6 (dextrometorfano).
Não foram observadas interações farmacodinâmicas. Nenhum comprometimento significativo, em relação ao placebo, na função cognitiva foi observado para a vortioxetina após a coadministração com dose única de 10 mg de diazepam. Não foram observados efeitos significativos, com relação ao placebo, nos níveis dos hormônios sexuais após a coadministração de vortioxetina com contraceptivo oral combinado (etinilestradiol 30 μg/ levonorgestrel 150 μg).
Lítio, triptofano Nenhum efeito clinicamente relevante foi observado durante a exposição ao lítio em estado de equilíbrio após a administração conjunta com múltiplas doses da vortioxetina em indivíduos saudáveis. No entanto, houve relatos de efeitos aumentados quando antidepressivos com efeito serotoninérgico foram administrados em conjunto com lítio ou triptofano. Portanto, o uso concomitante da vortioxetina com esses medicamentos (lítio e triptofano) deve ser realizado com cautela.
Interferência na triagem de medicamentos na urina Houve relatos de resultados falso positivos para o imunoensaio por Urinálise da Roche KIMS Metadona II (MDN2) em pacientes que tomaram a vortioxetina. Deve-se ter cuidado na interpretação dos resultados positivos da triagem de medicamentos na urina, e a confirmação por uma técnica analítica alternativa (por exemplo, métodos cromatográficos) deve ser considerada.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Armazenar em temperatura ambiente (de 15°C a 30°C). Proteger da umidade.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Evortia de 5mg apresenta-se como comprimido revestido, de cor rosa, circular, biconvexo, liso nas duas faces.
Evortia de 10mg apresenta-se como comprimido revestido, de cor amarela, circular, biconvexo, liso nas duas faces.
Evortia de 15mg apresenta-se como comprimido revestido, de cor laranja, circular, biconvexo, liso nas duas faces.
Evortia de 20mg apresenta-se como comprimido revestido, de cor vermelha, circular, biconvexo, liso nas duas faces.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar instruções de uso
Os comprimidos do Evortia são administrados por via oral. Os comprimidos do Evortia podem ser tomados em qualquer momento do dia, com ou sem alimentos. Engolir os comprimidos com água, sem mastigá- los.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
POSOLOGIA A dose inicial recomendada do Evortia é de 10 mg de vortioxetina uma vez ao dia, com ou sem alimentos.
Dependendo da reação individual do paciente, a dose pode ser aumentada até, no máximo, 20 mg/dia de vortioxetina ou reduzida a, no mínimo, 5 mg/dia de vortioxetina.
Após a resolução dos sintomas depressivos, recomenda-se manter o tratamento por pelo menos 6 meses para a consolidação da resposta antidepressiva.
DESCONTINUAÇÃO DO TRATAMENTO Pacientes tratados com o Evortia podem parar abruptamente de tomar o medicamento sem a necessidade de reduzir gradualmente a dose (vide a seção “CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS”).
POPULAÇÕES ESPECIAIS Pacientes idosos Nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes idosos apenas com base na idade (vide a seção “CARACTERÍTICAS FARMACOLÓGICAS”).
Inibidores do citocromo P450 Dependendo da reação individual do paciente, uma dose mais baixa da vortioxetina pode ser considerada se inibidores potentes de CYP2D6 (ex.: bupropiona, quinidina, fluoxetina, paroxetina) forem adicionados ao tratamento com Evortia (vide a seção “INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”).
Indutores do citocromo P450 Dependendo da reação individual do paciente, um ajuste na dose da vortioxetina pode ser considerado se um pan- indutor do citocromo P450 (ex.: rifampicina, carbamazepina, fenitoína) for adicionado ao tratamento com Evortia (vide a seção “INTERAÇÕES MEDICAMENTOSAS”).
População pediátrica Vortioxetina não é recomendada em pacientes pediátricos (com menos de 18 anos de idade) com transtorno depressivo maior (TDM) porque a eficácia não foi demonstrada. A segurança da vortioxetina em pacientes pediátricos está descrita nas seções "2. RESULTADOS DE EFICÁCIA" e '9. REAÇÕES ADVERSAS”.
Este medicamento não é recomendado para menores de 18 anos
DURAÇÃO DO TRATAMENTO A duração do tratamento varia de indivíduo para indivíduo, mas geralmente tem duração mínima de aproximadamente 6 meses. Pode ser necessário um tratamento mais prolongado. A doença latente pode persistir por um longo período de tempo. Se o tratamento for interrompido precocemente os sintomas podem voltar.
ESQUECIMENTO DA DOSE A meia-vida do Evortia é de aproximadamente 66 horas, fato que, associado à obtenção da concentração de estado de equilíbrio após o período de 5 meias-vidas, permite que o esquecimento da ingestão da dose diária possa ser contornado com a simples supressão daquela dose, retomando no dia seguinte a prescrição usual.
Reações adversas
Resumo do perfil de segurança A reação adversa mais comum foi náusea. As reações adversas foram comumente leves ou moderadas e ocorreram dentro das primeiras duas semanas de tratamento. As reações foram geralmente transitórias e, em sua maioria, não levaram à interrupção do tratamento. Reações adversas gastrointestinais, como naúsea, ocorreram mais frequentemente em mulheres que em homens.
As frequências foram definidas como: muito comum (>1/10), comum (>1/100 a <1/10), incomum (>1/1.000 e <1/100), raro (>1/10.000 e <1/1.000), muito raro (<1/10.000), desconhecido (não pode ser estimado com os dados atuais).
Muito comum Comum Incomum Raro Desconhecido* Distúrbios do sistema imunológico reação anafilática Distúrbios endocrinológicos hiperpro-lactinemia Distúrbios de Metabolismo e Nutrição diminuição do apetite Distúrbios Psiquiátricos sonhos anormais bruxismo agitação, agressividade (ver seção 5) Distúrbios do Sistema Nervoso tontura síndrome serotoninérgica, dor de cabeça Distúrbios oculares midríase (que pode levar ao glaucoma agudo de ângulo fechado - ver seção 5) Distúrbios Vasculares rubor hemorragia (incluindo contusão, equimose, epistaxe, hemorragia vaginal ou gastrointestinal) Distúrbios Gastrointestinais náusea diarreia, constipação, vômito Distúrbios da Pele e do Tecido Subcutâneo prurido, incluindo prurido generalizado suores noturnos angioedema, urticária, erupção cutânea, hiperidrose
- Baseado em casos pós-comercialização Um aumento do risco de fraturas ósseas foi observado em pacientes em uso de medicamentos desse tipo (antidepressivos).
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
A ingestão da vortioxetina, em estudos clínicos, no intervalo de dose de 40 a 75 mg causou um agravamento das seguintes reações adversas: náusea, tontura postural, diarreia, desconforto abdominal, prurido generalizado, sonolência e vermelhidão.
Na experiência pós-comercialização, as experiências de sobredose se referem principalmente ao uso de vortioxetina até 80 mg. Na maioria dos casos, nenhum sintoma ou sintomas leves foram relatados. Os sintomas mais frequentemente relatados foram náuseas e vômitos.
A experiência com sobredose de vortioxetina acima de 80 mg é limitada. Nos casos de sobredoses várias vezes superiores ao intervalo de dose recomendado, foram reportados casos de convulsão e de síndrome serotoninérgica.
CONDUTA EM CASO DE SUPERDOSE O gerenciamento da superdose deve consistir no tratamento dos sintomas clínicos e monitoração relevante. Recomenda-se o acompanhamento médico em ambiente especializado.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.7817.0970
Venda sob prescrição - com retenção da receita.
Registrado por: Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.
Rua Bonnard (Green Valley I) n° 980 - Bloco 12 - Nível 3 - Sala A - Alphaville Empresarial - Barueri - SP
- CEP 06465-134 - C.N.P.J.: 61.082.426/0002-07 - Indústria Brasileira Produzido por: Althaia S.A Indústria Farmacêutica São Paulo - SP Esta bula foi atualizada conforme Bula Padrão aprovada pela Anvisa em 06/07/2022.
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| 5 MG COM REV CT BL AL AL X 10 | Tarja vermelha | 7891142983640 | R$ 102,76 |
| 15 MG COM REV CT BL AL AL X 10 | Tarja vermelha | 7896094931282 | R$ 125,78 |
| 10 MG COM REV CT BL AL AL X 10 | Tarja vermelha | 7891142983657 | R$ 184,18 |
| 20 MG COM REV CT BL AL AL X 10 | Tarja vermelha | 7891142983664 | R$ 270,53 |
| 5 MG COM REV CT BL AL AL X 30 | Tarja vermelha | 7891142983442 | R$ 308,27 |
| 10 MG COM REV CT BL AL AL X 30 | Tarja vermelha | 7891142983473 | R$ 552,59 |
| 15 MG COM REV CT BL AL AL X 60 | Tarja vermelha | 7891142983497 | R$ 754,63 |
| 10 MG COM REV CT BL AL AL X 60 | Tarja vermelha | 7891142983480 | R$ 1.105,17 |
| 20 MG COM REV CT BL AL AL X 60 | Tarja vermelha | 7891142983534 | R$ 1.623,20 |