Bula de Concor HCT
Fonte: bula do fabricante (Merck S/A) publicada no bulário digital Sara · bula de 06/04/2022 · conferida em 23/10/2026
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
Concor
® HCT hemifumarato de bisoprolol hidroclorotiazida Merck S/A Bula para o paciente Comprimidos revestidos 5/12,5 mg; 10/25 mg Concor
® HCT hemifumarato de bisoprolol, hidroclorotiazida
Apresentações
Concor ® HCT 5/12,5 mg; Concor ® HCT 10/25 mg Embalagens contendo 30 comprimidos revestidos.
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido revestido contém:
Concor ® HCT 5/12,5 mg hemifumarato de bisoprolol ................................... 5 mg hidroclorotiazida ................................................... 12,5 mg Excipientes: dióxido de silício, estearato de magnésio, celulose microcristalina, amido de milho, fosfato de cálcio dibásico anidro, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro preto, dimeticona, macrogol, dióxido de titânio, hipromelose.
Concor ® HCT 10/25 mg hemifumarato de bisoprolol .................................. 10 mg hidroclorotiazida ................................................... 25 mg Excipientes: dióxido de silício, estearato de magnésio, celulose microcristalina, amido de milho, fosfato de cálcio dibásico anidro, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro preto, dimeticona, macrogol, dióxido de titânio, hipromelose.
Para que este medicamento é indicado?
Concor ® HCT é indicado para tratar hipertensão arterial (pressão alta) naqueles pacientes cuja pressão não é adequadamente controlada com o uso isolado de medicamentos à base de bisoprolol ou hidroclorotiazida.
Como este medicamento funciona?
Concor ® HCT consiste na associação de bisoprolol e hidroclorotiazida. O bisoprolol pertence a um grupo de medicamentos chamados betabloqueadores, sendo usado para baixar a pressão sanguínea. A hidroclorotiazida é um diurético (substância que estimula a eliminação de urina) que ajuda a baixar a pressão sanguínea, uma vez que aumenta a quantidade de sal e água que se perde na urina. O tempo médio para o inicio da ação farmacológica varia de 1 a 4 horas.
Quando não devo usar este medicamento?
Você não deve tomar Concor ® HCT nas seguintes situações:
− hipersensibilidade (alergia) ao bisoprolol, à hidroclorotiazida, a outras tiazidas, a sulfonamidas ou a qualquer outro componente da fórmula;
− insuficiência cardíaca aguda ou durante episódios de insuficiência cardíaca descompensada que requeiram tratamento intravenoso com medicamentos que aumentem a força de contração do coração;
− choque cardiogênico (condição cardíaca aguda grave que provoca queda da pressão e insuficiência circulatória);
− determinadas doenças cardíacas que provocam ritmo cardíaco muito lento ou batimentos cardíacos irregulares: bloqueio atrioventricular de segundo e terceiro graus (sem marca-passo), síndrome do nó sinusal, bloqueio sinoatrial;
− bradicardia sintomática (ritmo cardíaco lento, causando desconforto);
− asma brônquica grave;
− problemas graves da circulação sanguínea nos membros (tal como Síndrome de Raynaud), que pode fazer com que os dedos das mãos e dos pés fiquem dormentes, pálidos ou azuis;
− feomocromitoma não tratado (tumor raro da glândula suprarrenal);
− acidose metabólica, que é uma condição na qual o sangue está muito ácido, resultante de doenças graves;
− problemas graves do fígado ou rins;
− hipopotassemia refratária (concentração baixa de potássio no sangue, não respondendo a tratamento);
− hiponatremia grave (concentração muito baixa de sódio no sangue);
− hipercalcemia (concentração elevada de cálcio no sangue);
− gota (depósitos de sais de ácido úrico nas articulações);
− glomerulonefrite aguda (doença inflamatória que ataca os glomérulos, que são as unidades formadoras dos rins).
Este medicamento é contraindicado para uso em crianças de qualquer idade.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Advertências e precauções Nunca interrompa o tratamento com Concor ® HCT abruptamente, particularmente se você sofre de determinados distúrbios do coração (doença cardíaca isquêmica, por exemplo, angina pectoris).
Se você apresentar alguma das seguintes condições, informe ao médico antes de iniciar tratamento com Concor ® HCT, pois ele poderá querer tomar alguns cuidados especiais (por exemplo, administrar um tratamento adicional ou realizar controles com maior frequência):
− diabetes com níveis extremamente flutuantes de glicose no sangue, uma vez que podem estar mascarados sintomas de glicose sanguinea marcantemente reduzida (hipoglicemia), como batimentos cardíacos acelerados, palpitações e suor excessivo;
− jejum rigoroso;
− quaisquer doenças do coração, como insuficiência cardíaca, distúrbios leves do ritmo cardíaco (bloqueio atrioventricular do primeiro grau) ou dor no peito em repouso (angina de Prinzmetal);
− problemas do fígado;
− problemas menos graves de circulação sanguínea nos membros;
− doenças brônquicas (asma brônquica ou doenças pulmonares obstrutivas crônicas menos graves). Embora betabloqueadores cardiosseletivos (beta1) possam apresentar menos efeitos sobre a função pulmonar do que os betabloqueadores não-seletivos, como acontece com todos os betabloqueadores, estes devem ser evitados em pacientes com doenças obstrutivas das vias aéreas, a menos que existam razões clínicas relevantes para seu uso.
Nessas situações, Concor ® HCT pode ser usado com cautela;
− psoríase ou história familiar de psoríase (doença da pele em que aparecem manchas vermelhas, frequentemente com escamas de cor prateada);
− tumor da glândula suprarrenal (feocromocitoma);
− doenças da tiroide;
− hipovolemia (volume de sangue reduzido que causa pressão sanguínea muito baixa);
− hiperuricemia (concentração alta de ácido úrico no sangue), pois o risco de episódios de gota pode ser maior;
− podem ocorrer reações alérgicas à luz (fotossensibilidade). Neste caso, deve-se proteger as áreas expostas ao sol ou à luz UVA artificial. Em casos graves, pode ser necessário parar o tratamento.
Além disso, informe ao médico se estiver em vias de ser submetido a:
− terapia de dessensibilização (vacinas para alergias), uma vez que Concor ® HCT pode aumentar a probabilidade de ter uma reação alérgica ou que essa reação seja mais grave;
− anestesia (por exemplo, para cirurgia), uma vez que Concor ® HCT pode influenciar o modo como o seu organismo reage a esta situação.
Exames adicionais: a hidroclorotiazida age influenciando o equilíbrio de sal e água do corpo.
Seu médico poderá solicitar-lhe exames periódicos, de forma a poder detectar sinais de desequilíbrio nos líquidos orgânicos ou nos eletrólitos. Isto é especialmente importante se você tiver condições adicionais que podem agravar-se se o balanço eletrolítico é perturbado.
Seu médico também vai verificar periodicamente os níveis de gordura, ácido úrico ou glicose no sangue.
A hidroclorotiazida (um dos componentes do Concor ® HCT), pode causar uma reação idiossincrática, resultando em distúrbios oculares como efusão coroidal (acúmulo de fluido na camada vascular do olho), miopia transitória aguda e glaucoma de ângulo-fechado agudo. Os sintomas incluem um início agudo da diminuição da acuidade visual ou dor ocular e ocorrem normalmente dentro de horas a semanas após a administração do medicamento.
Fale com o seu médico antes de utilizar Concor ® HCT caso tenha tido câncer da pele ou se desenvolver uma lesão cutânea inesperada durante o tratamento. O tratamento com hidroclorotiazida, no caso particular da utilização de doses elevadas a longo prazo, pode aumentar o risco de alguns tipos de câncer da pele e de lábio (câncer da pele não-melanoma).
Proteja a sua pele contra exposição solar e radiação ultravioleta enquanto estiver fazendo uso de Concor
® HCT.
Toxicidade Respiratória Aguda Casos graves e muito raros de toxicidade respiratória aguda, incluindo síndrome da angústia respiratória aguda (ARDS), foram relatados após a administração de hidroclorotiazida. O edema pulmonar, geralmente, se desenvolve dentro de minutos a horas após a ingestão de hidroclorotiazida. No início, os sintomas incluem dispneia (falta de ar), febre, deterioração pulmonar e hipotensão (pressão baixa). Se houver suspeita de diagnóstico de ARDS, Concor ® HCT deve ser descontinuado e o tratamento apropriado deve ser iniciado. A hidroclorotiazida não deve ser administrada a pacientes que já apresentaram ARDS após a ingestão desta substância.
Gravidez e amamentação O uso de Concor ® HCT não é recomendado durante a gravidez. Diuréticos podem dar origem a isquemia fetoplacentária com risco inerente de hipotrofia fetal. A hidroclorotiazida é suspeita de causar trombocitopenia no recém-nascido. O uso de Concor ® HCT não é recomendado em mulheres que estejam amamentando, uma vez que a hidroclorotiazida é excretada no leite materno em quantidades mínimas e o bisoprolol também pode ser. A hidroclorotiazida pode inibir a produção de leite.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Direção de veículos e operação de máquinas Em geral, Concor ® HCT não influencia a capacidade de dirigir veículos e operar máquinas.
Entretanto, dependendo do modo como tolera o medicamento, essa capacidade pode ser afetada. Tenha um cuidado especial no início do tratamento e quando a medicação é trocada, assim como quando em combinação com bebidas alcoólicas.
Interações com alimentos, bebidas e outros medicamentos Concor ® HCT pode ser tomado com ou sem alimentos.
Somente tome os seguintes medicamentos com Concor ® HCT com a recomendação do seu médico:
− medicamentos utilizados para tratar pressão alta, angina pectoris ou batimentos cardíacos irregulares, como o verapamil e o diltiazem;
− medicamentos utilizados no tratamento da pressão alta, como clonidina, metildopa, moxonodina, rilmenidina;
− lítio, um medicamento para tratamento da depressão.
Consulte o seu médico se tomar Concor ® HCT com qualquer um dos seguintes medicamentos, porque pode ser necessário um acompanhamento especial:
− medicamentos antagonistas do cálcio utilizados para tratar pressão alta ou angina pectoris (do tipo di-hidropiridina, como nifedipino e anlodipino);
− medicamentos que possam produzir batimento irregular do coração com risco de vida (torsade de pointes), incluindo medicamentos utilizados para tratar batimentos cardíacos irregulares ou anormais, como quinidina, hidroquinidina, disopiramida (antiarrítmicos Classe IA), amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida; e medicamentos empregados para tratar outras doenças, como astemizol, bepridil, eritromicina intravenosa, halofantrina, pentamidina, esparfloxacino, terfenadina, vincamina.
− medicamentos utilizados para tratar batimentos cardíacos irregulares ou anormais como lidocaína, fenitoína, flecainida, propafenona (antiarrítmicos Classe I);
− outros medicamentos usados para tratar pressão alta ou medicamentos que podem levar a uma diminuição da pressão como efeito indesejado, como antidepressivos tricíclicos, barbitúricos, fenotiazinas;
− medicamentos conhecidos como inibidores da enzima de conversão da angiotensina (ECA), utilizados no tratamento da pressão alta ou insuficiência cardíaca, como captopril ou enalapril;
− digitálicos, utilizados no tratamento da insuficiência cardíaca;
− medicamentos antidiabéticos, incluindo insulina;
− medicamentos que atuam no sistema nervoso, utilizados para estimular os órgãos internos ou para tratamento de glaucoma (parassimpaticomiméticos), ou usados em situações de emergência para tratar condições circulatórias graves (simpaticomiméticos);
− medicamentos empregados durante cirurgia, como anestésicos ou certos relaxantes musculares;
− betabloqueadores de aplicação local (tais como colírios para o tratamento do glaucoma);
− medicamentos anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs), utilizados para tratar artrite, dor ou inflamação;
− medicamentos que podem levar à perda de potássio, tais como anfotericina B, corticosteroides, laxantes;
− medicamentos que reduzem o nível de ácido úrico no sangue e na urina;
− medicamentos que reduzem o colesterol, como colestiramina, colestipol;
− medicamentos para o tratamento da depressão denominados inibidores da monoaminoxidase (exceto os inibidores da MAO-B);
− mefloquina, utilizada na prevenção ou tratamento da malária;
− derivados da ergotamina, usados na enxaqueca;
− rifampicina, antibiótico muito usado no tratamento da tuberculose;
− analgésicos à base de salicilatos.
Interações medicamento-exame laboratorial e não laboratorial Aumento dos níveis de gordura, colesterol, ácido úrico ou açúcar no sangue, aumento dos níveis de açúcar na urina; alteração no balanço de líquidos e eletrólitos.
Este medicamento pode causar doping.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Você deve conservar Concor ® HCT em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C), protegido da umidade.
Os comprimidos revestidos de Concor ® HCT 5/12,5 mg são biconvexos, em forma de coração, rosa-claros e sulcados em ambos os lados.
Os comprimidos revestidos de Concor ® HCT 10/25 mg são biconvexos, em forma de coração, na cor lilás e sulcados em ambos os lados.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Como devo usar este medicamento?
Tome o comprimido com um pouco de líquido de manhã, com ou sem alimentos. O seu médico irá definir a sua dose habitual, bem como a duração do tratamento. O tratamento com Concor ® HCT é habitualmente de longa duração. Caso o tratamento com Concor ® HCT tenha que ser interrompido, o seu médico irá recomendar reduzir a dose gradualmente, uma vez que, de outro modo, a sua doença poderá se agravar.
Uso em crianças Concor ® HCT não é recomendado em crianças.
Uso em idosos Normalmente não é necessário fazer ajustes da dose em idosos.
Uso em pacientes com problemas dos rins Na insuficiência renal de leve a moderada, a eliminação da hidroclorotiazida, um dos componentes do Concor ® HCT, é reduzida, de modo que a preferência deve ser dada à concentração mais baixa (5/12,5 mg).
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
Tome a dose esquecida assim que se lembrar, no mesmo dia. Caso contrário, tome a dose do dia seguinte na hora habitual. Não tome uma dose dobrada para compensar uma dose que se esqueceu de tomar.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Como todos os medicamentos, Concor ® HCT pode causar algumas reações desagradáveis; no entanto, estas não ocorrem em todas as pessoas. Caso você tenha uma reação alérgica, deve parar de tomar o medicamento.
As reações secundárias são informadas a seguir de acordo com a frequência com que podem ocorrer:
Reações comuns (ocorrem entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): sensação de frio ou dormência nas extremidades; cansaço, tonturas, dores de cabeça (estas reações ocorrem principalmente no início do tratamento, sendo geralmente leves e desaparecendo após 1 a 2 semanas); problemas de estômago ou de intestinos como náuseas, vômitos, diarreia ou prisão de ventre; aumento dos níveis de gordura, colesterol, ácido úrico ou açúcar no sangue, aumento dos níveis de açúcar na urina; alteração no balanço de líquidos e eletrólitos.
Reações incomuns (ocorrem entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): perda de apetite; depressão, perturbações do sono; batimentos cardíacos diminuídos ou prejudicados, agravamento da insuficiência cardíaca; queda de pressão ao se levantar ou sentar; problemas respiratórios em pacientes com asma brônquica ou com história de doença obstrutiva das vias aéreas; dores abdominais, inflamação do pâncreas; fraqueza muscular, cãibras musculares; sensação de fraqueza; aumento dos níveis de amilase (enzima envolvida na digestão), aumento reversível dos níveis de creatinina ou ureia no sangue.
Reações raras (ocorrem entre 0,01% e 0,1% dos pacientes que utilizam este medicamento): diminuição no número de glóbulos brancos (leucopenia) ou de plaquetas (trombocitopenia); pesadelos, alucinações; redução do fluxo lacrimal (a ser considerado em pacientes que usem lentes de contato), visão prejudicada; problemas de audição; corrimento nasal alérgico; inflamação do fígado (hepatite); amarelecimento da pele ou do branco dos olhos (icterícia); reações do tipo alérgico como coceira, rubor repentino da face ou erupção cutânea (também após exposição à luz do sol); urticária, pequenas manchas vermelhas causadas por sangramentos sob a pele (púrpura) e angioedema (inchaço agudo da pele ou mucosa que envolve mais frequentemente pálpebras, lábios, articulações, órgãos genitais, glote, faringe e língua); dificuldade de ereção; aumento dos níveis de certas enzimas do fígado; desmaio (síncope).
Reações muito raras (ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que utilizam este medicamento): redução grave do número de glóbulos brancos (agranulocitose); alcalose metabólica (condição na qual o sangue está muito pouco ácido); irritação e vermelhidão dos olhos (conjuntivite); queda de cabelo; aparecimento de manchas escamosas espessas (lúpus eritematoso cutâneo); aparecimento ou agravamento de erupção cutânea com descamação (psoríase); dor no peito; síndrome da angústia respiratória aguda (ARDS).
Frequência não conhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis): doença pulmonar intersticial. Câncer da pele e de lábio (câncer da pele não-melanoma). Efusão coroidal (um tipo de distúrbio ocular).
Informe ao seu médico, cirurgião-dentista ou farmacêutico o aparecimento de reações indesejáveis pelo uso do medicamento. Informe também à empresa através do seu serviço de atendimento.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Se você tomar mais comprimidos de Concor ® HCT do que deveria fale imediatamente com o seu médico. Dependendo de quão excessiva foi a dose, ele decidirá quais são as medidas necessárias. Os sintomas de uma dose excessiva podem incluir queda da pressão, batimento cardíaco lento, problemas cardíacos súbitos, tonturas, sonolência, problemas respiratórios repentinos, diminuição de açúcar no sangue. Caso necessário, deite-se, tome um pouco de água e peça ajuda a alguém.
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
M.S. 1.0089.0372 Farmacêutico Responsável: Alexandre Canellas de Souza - CRF-RJ nº 23277 Fabricado por Merck Healthcare KGaA, Darmstadt - Alemanha Importado e embalado por: MERCK S.A.
CNPJ 33.069.212/0001-84 Estrada dos Bandeirantes, 1099 Rio de Janeiro - RJ - CEP 22710-571 Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 06/04/2022.
06/04/2022 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 06/04/2022 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica VP: O que devo saber antes de usar este medicamento? / Quais os males que este medicamento pode me causar?
VPS: Advertências e precauções / Reações adversas
VP/VPS comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 22/09/2020 3236944/ 20- 1 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 22/09/2020 3236944/ 20- 1 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica VP: O que devo saber antes de usar este medicamento? / Quais os males que este medicamento pode me causar?
VPS:
Contraindicações / Advertências e precauções / Reações adversas
VPS/VP comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 21/05/2020 1599604/20-2 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 21/05/2020 1599604/20-2 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica VP: Quais os males que este medicamento pode me causar?
VPS: Reações adversas
VPS/VP comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 21/02/2020 0540634/20-0 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 20/02/2020 0526613/20-1
11005 - RDC
73/2016 - NOVO -Alteração de razão social do local de fabricação do medicamento Não se aplica VP & VPS: Dizeres legais
VPS/VP comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 11/07/2019 0608546/19-6 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 11/07/2019 0608546/19-6 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica VPS: Advertências e precauções / Reações adversas
VPS comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 29/11/2018 1125882/18-9 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 29/11/2018 1125882/18-9 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica VP: O que devo saber antes de usar este medicamento? Quais os males que este medicamento pode me causar?
VPS: Características farmacológicas / Advertências e precauções / Reações adversas
VP/VPS comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 17/08/2017 1738865/17-1 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 17/08/2017 1738865/17-1 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica VP/VPS: nova logomarca da empresa
VP/VPS comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 04/07/2016 2024897/16-1 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 04/07/2016 2024897/16-1 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica VP/VPS: Composição (atualização DCB) Dizeres legais (Farm.
Resp.).
VP/VPS comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 24/10/2014 0959058/14-7 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 24/10/2014 0959058/14-7 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica VP:Quando não devo usar este medicamento?
O que devo saber antes de usar este medicamento?
VPS:
Contraindicações / Advertências e Precauções
VP/VPS comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 20/06/2014 0488683/14- 6 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 20/06/2014 0488683/14- 6 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica
VP/VPS Dizeres legais (Farm.
Resp.)
VP/VPS comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 11/12/2013 1046412/13-3 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula – RDC 60/12 11/12/2013 1046412/13-3 10451 -
MEDICAMENTO NOVO - Notificação de Alteração de Texto de Bula –
RDC 60/12 Não se aplica VP: O que devo saber antes de usar este medicamento? / Q uais os males que este medicamento pode me causar?
VPS:
Advertências e precauções / Reações adversas
VP/VPS Dizeres legais (Farm.
Resp.)
VP/VPS comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg 05/04/2013 0258656/ 13-8 10458 -
MEDICAMENTO NOVO - Inclusão Inicial de Texto de Bula – RDC 60/12 05/04/2013 0258656/ 13-8 10458 -
MEDICAMENTO NOVO - Inclusão Inicial de Texto de Bula – RDC 60/12 Não se aplica (Adequação à
RDC 47/09 transformada em notificação, conforme permitido pela
RDC 60/2012 Não se aplica (versão inicial)
VP/VPS comprimidos revestidos 5/12,5 mg 10/25 mg
Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
Concor
® HCT hemifumarato de bisoprolol, hidroclorotiazida
Apresentações
Concor ® HCT 5/12,5 mg; Concor ® HCT 10/25 mg Embalagens contendo 30 comprimidos revestidos.
Uso oral
Uso adulto
Composição
Cada comprimido revestido contém:
Concor ® HCT 5/12,5 mg hemifumarato de bisoprolol ................................... 5 mg hidroclorotiazida ................................................... 12,5 mg Excipientes: dióxido de silício, estearato de magnésio, celulose microcristalina, amido de milho, fosfato de cálcio dibásico anidro, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro preto, dimeticona, macrogol, dióxido de titânio, hipromelose.
Concor ® HCT 10/25 mg hemifumarato de bisoprolol .................................. 10 mg hidroclorotiazida ................................................... 25 mg Excipientes: dióxido de silício, estearato de magnésio, celulose microcristalina, amido de milho, fosfato de cálcio dibásico anidro, óxido de ferro vermelho, óxido de ferro preto, dimeticona, macrogol, dióxido de titânio, hipromelose.
Indicações
Na hipertensão arterial, em pacientes cuja pressão arterial não é adequadamente controlada isoladamente com bisoprolol ou hidroclorotiazida.
Resultados de eficácia
Em um estudo aberto de doze meses investigou-se a eficácia e segurança de tratamento com a associação de bisoprolol (10 mg) e hidroclorotiazida (25 mg) administrada uma vez ao dia em pacientes hipertensos masculinos e femininos. Este estudo seguiu-se diretamente a outro, de curto prazo, duplo-cego (com até doze semanas de duração), sobre a eficácia e segurança de tratamento com bisoprolol (10 mg ao dia) ou hidroclorotiazida (25 mg ao dia) em monoterapias comparadas ao tratamento com a associação. Cento e noventa e um pacientes participaram da fase de longa duração do estudo, com os resultados provenientes de todos os pacientes sendo incluídos na avaliação de segurança, e de cento e setenta e um pacientes sendo incluídos na avaliação de eficácia. Durante o estudo de doze meses, a associação provou ser eficaz no tratamento da hipertensão de moderada à grave. Foram mantidas as reduções observadas nas pressões diastólica e sistólica, medidas tanto na posição sentada quanto em pé durante o estudo inicial de doze semanas. Houve uma baixa incidência de reações adversas (31%), sendo a maioria de natureza leve à moderada. Aqueles pacientes cuja pressão sanguínea não havia sido adequadamente controlada pelos tratamentos de monoterapia com bisoprolol e hidroclorotiazida apresentaram posteriormente reduções tanto na pressão diastólica quanto sistólica, que foram mantidas pelo período de doze meses.
(Kennedy GE, Hosie J, Warnock J et al. Long-term follow-up treatment with bisoprolol and hydrochlorothiazide (10mg + 25mg) in moderate-to-severe hypertension. Int. Clin. Pract.
Series 1994; 6: 63-76).
Realizou-se estudo de longa duração (doze meses) sobre a eficácia e segurança de tratamento com associação de bisoprolol (5 mg) e hidroclorotiazida (12,5 mg) administrada uma vez ao dia em pacientes hipertensos masculinos e femininos. Este estudo seguiu-se diretamente a outro, de curto prazo, duplo-cego (com até doze semanas de duração), sobre a eficácia e segurança de tratamento de dose única diária com bisoprolol (5 mg) ou hidroclorotiazida (12,5 mg) em monoterapias comparadas ao tratamento com a associação. Um total de duzentos e sete pacientes participaram da fase de longa duração do estudo, com os resultados provenientes de todos os pacientes sendo incluídos na avaliação de segurança, e de cento e noventa e oito pacientes sendo incluídos na avaliação de eficácia. Durante o estudo de doze meses, a associação provou ser eficaz no tratamento da hipertensão de leve à moderada.
Foram mantidas as reduções observadas nas pressões diastólica e sistólica, medidas tanto na posição sentada quanto em pé durante o estudo inicial de doze semanas, com uma baixa incidência de reações adversas (24%), sendo a maioria de natureza leve à moderada. Aqueles pacientes cuja pressão sanguínea não havia sido adequadamente controlada pelos tratamentos de monoterapia com bisoprolol e hidroclorotiazida apresentaram posteriormente reduções tanto na pressão diastólica quanto sistólica, que foram mantidas pelo período de doze meses (Pender J, Hosie J, Korlipara K et al. Long-term follow-up treatment with bisoprolol plus hydrochlorothiazide (5mg + 12.5mg) in mild-to-moderate hypertension. Int Clin Pract Series 1994; 6: 27-42).
Características farmacológicas
Concor ® HCT consiste na associação do bisoprolol com a hidroclorotiazida. O bisoprolol é um betabloqueador beta-1 altamente seletivo sem atividade simpaticomimética intrínseca e sem atividade estabilizadora de membrana significativa. A hidroclorotiazida é um diurético tiazídico com atividade anti-hipertensiva. Seu efeito diurético deve-se à inibição do transporte ativo de Na + dos túbulos renais para o sangue, afetando a reabsorção de Na +.
Farmacodinâmica do bisoprolol O bisoprolol é um betabloqueador que ocupa posição intermediária no que diz respeito à lipofilia/hidrofilia. É altamente beta-1 seletivo (cardiosseletivo), destituído de atividade simpaticomimética intrínseca e sem qualquer efeito clinicamente relevante de estabilização da membrana. Através do bloqueio dos beta-receptores cardíacos, o bisoprolol diminui a resposta à atividade simpaticoadrenérgica. Isto provoca uma diminuição na frequência cardíaca e na contratilidade, reduzindo o consumo de oxigênio pelo miocárdio.
Farmacodinâmica da hidroclorotiazida Câncer de pele não-melanoma (CPNM): Com base nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos, observou-se uma associação entre hidroclorotiazida e CPNM, dependente da dose cumulativa. Um estudo incluiu população constituída por 71.533 casos de pacientes com carcinoma basocelular (CBC) e por 8.629 casos de pacientes com carcinoma de células escamosas (CCE), em 1.430.833 e 172.462 controles, respetivamente, da população em estudo. Uma utilização elevada de hidroclorotiazida (≥50.000 mg cumulativos) foi associada a uma taxa de probabilidade (OR) ajustada de 1,29 (95 % IC: 1,23-1,35) para CBC e 3,98 (95 % IC: 3,68-4,31) para CCE. Observou-se uma clara relação da resposta à dose cumulativa para CBC e CCE. Outro estudo revelou uma possível associação entre CCE do lábio e a exposição à hidroclorotiazida: 633 casos de CCE de lábio foram identificados em 63.067 controles da população, com base numa estratégia de amostragem em função do risco. Foi demonstrada uma associação dose-resposta cumulativa com uma taxa de probabilidade (OR) ajustada de 2,1 (95 % IC: 1,7-2,6), aumentando OR para 3,9 (95 % IC: 3,0-4,9) para uma utilização elevada (25.000 mg de hidroclorotiazida) e para OR de 7,7 (95 % IC: 5,7-10,5) para a dose cumulativa mais elevada (aproximadamente.100.000 mg de hidroclorotiazida) (ver também “ADVERTÊNCIAS e PRECAUÇÕES”).
A hidroclorotiazida é um derivado benzotiadizínico que aumenta primariamente a excreção de eletrólitos e secundariamente melhora o fluxo urinário por retenção osmótica de água. A hidroclorotiazida inibe predominantemente a absorção de sódio no túbulo distal, de modo que um máximo de cerca de 15% de sódio que sofre filtração glomerular pode ser excretado. A extensão da excreção de cloreto corresponde aproximadamente à de sódio excretado. A hidroclorotiazida também provoca um aumento na excreção de potássio, que é essencialmente determinada pela excreção de potássio no túbulo distal e no tubo coletor (troca aumentada entre os ions sódio e potássio). O efeito salurético ou diurético da hidroclorotiazida não é influenciado de modo apreciável pela acidose ou alcalose. A taxa de filtração glomerular é inicialmente diminuída a uma ligeira extensão. Durante a terapêutica de longo prazo com hidroclorotiazida, a excreção renal de cálcio é reduzida, o que pode originar hipercalcemia. A hidroclorotiazida reduz a resistência periférica através do relaxamento da musculatura lisa vascular. Em pacientes com insuficiência renal crônica (depuração da creatinina inferior a 30 ml/min e/ou creatinina sérica acima de 1,8 mg/100 ml) a hidroclorotiazida é praticamente ineficaz. Em pacientes com diabetes insípida renal e diabetes insípida sensível à vasopressina (ADH) a hidroclorotiazida tem efeito antidiurético.
Farmacocinética do bisoprolol Devido à variação farmacológica individual, o Tmax de absorção varia de 1 a 4 horas. A biodisponibilidade do bisoprolol na forma de comprimidos revestidos é de cerca de 90%. O bisoprolol é absorvido quase completamente (> 90%) a partir do trato gastrointestinal. A conjugação com um efeito de primeira passagem muito pequeno no fígado (< 10%) resulta em uma biodisponibilidade absoluta de 88%. O bisoprolol pode ser tomado com o estômago vazio ou com o desjejum, sem qualquer alteração na absorção ou na biodisponibilidade. A ligação do bisoprolol às proteínas plasmáticas é de cerca de 30%. As alterações fisiopatológicas nas proteínas plasmáticas, tais como as glicoproteínas a1, não produzem efeito na farmacocinética do bisoprolol. As concentrações plasmáticas máximas são normalmente medidas 1-3 horas após a administração. O bisoprolol é apenas moderadamente lipofílico e, desta forma, liga-se fracamente às proteínas plasmáticas, sendo o seu volume de distribuição de 226 ± 11 l (x ± EPM). O bisoprolol é removido do organismo por duas vias de depuração igualmente eficazes: metade é transformada no fígado em metabólitos inativos, com excreção desses metabólitos pelos rins, e a outra metade é excretada inalterada pelos rins.
A meia-vida de eliminação plasmática é 10-12 horas. A Cmax e os valores de AUC do bisoprolol no estado estacionário são bioequivalentes na associação fixa com a hidroclorotiazida e na formulação como monodroga.
Farmacocinética da hidroclorotiazida Após administração oral, cerca de 80% da hidroclorotiazida é absorvida através do trato gastrointestinal. A disponibilidade sistêmica é de 71 ± 15%. A ligação da hidroclorotiazida às proteínas plasmáticas é de 64%; o volume relativo de distribuição é de 0,5-1,1 l/kg. Em humanos saudáveis, mais de 95% da hidroclorotiazida é excretada inalterada pelos rins. Com função renal normal, a meia-vida de eliminação é de 2,5 horas. As concentrações plasmáticas máximas são medidas normalmente após 2-5 horas. Este período de tempo aumenta quando a função renal está alterada, sendo de cerca de 20 horas em pacientes com insuficiência renal terminal. O efeito diurético verifica-se em 1-2 horas e dura 10-12 horas, dependendo da dose; o efeito anti-hipertensivo dura mais de 24 horas.
Dados de segurança pré-clínica O bisoprolol ou a hidroclorotiazida não demonstraram ser prejudiciais em humanos de acordo com os testes padrão de toxicidade pré-clínica (toxicidade de longo prazo, mutagenicidade, genotoxicidade e carcinogenicidade). Tal como outros betabloqueadores, o bisoprolol em doses elevadas demonstrou, em modelos animais, causar efeitos tóxicos na mãe (diminuição da ingestão de alimentos e aumento de peso corporal) e no embrião/feto (aumento da reabsorção tardia, diminuição do peso da cria ao nascimento, atraso no desenvolvimento físico até ao fim do aleitamento). No entanto, tanto o bisoprolol como a hidroclorotiazida não foram teratogênicos. Não houve aumento na toxicidade quando ambos os fármacos foram dados em associação.
Contraindicações
Concor ® HCT é contraindicado em pacientes com:
− hipersensibilidade ao bisoprolol, à hidroclorotiazida, outras tiazidas, sulfonamidas ou a qualquer dos excipientes;
− insuficiência cardíaca aguda ou durante episódios de descompensação da insuficiência cardíaca que requeiram terapêutica inotrópica intravenosa;
− choque cardiogênico;
− bloqueio atrioventricular de segundo ou terceiro grau (sem marca-passo);
− síndrome do nó sinusal;
− bloqueio sinoatrial;
− bradicardia sintomática;
− asma brônquica grave;
− formas graves de doença arterial oclusiva periférica ou formas graves da Síndrome de Raynaud;
− feocromocitoma não tratado;
− insuficiência renal grave (depuração da creatinina < 30 mL/min);
− insuficiência hepática grave;
− acidose metabólica;
− hipopotassemia refratária;
− hiponatremia grave;
− hipercalcemia;
− gota;
− glomerulonefrite aguda.
Este medicamento é contraindicado em crianças de qualquer faixa etária.
Advertências e precauções
Tratamento com bisoprolol não deve ser interrompido abruptamente a menos que claramente indicado, pois a interrupção abrupta do bisoprolol pode ocasionar deterioração aguda da condição do paciente, em particular naqueles com doença cardíaca isquêmica.
Concor ® HCT deve ser utilizado com cautela em pacientes com:
− insuficiência cardíaca concomitante;
− diabetes mellitus apresentando grandes flutuações nos níveis da glicemia; sintomas de hipoglicemia (como taquicardia, palpitações ou sudorese) podem ser mascarados;
− jejum rigoroso;
− bloqueio AV de primeiro grau;
− angina de Prinzmetal: foram observados casos de vasoespasmo coronariano. Apesar de sua alta seletividade beta1, crises de angina não podem ser completamente excluídas quando o bisoprolol é administrado a pacientes com angina de Prinzmetal. Deve-se empregar uma maior cautela em tais situações;
− doença arterial obstrutiva periférica (pode ocorrer agravamento dos sintomas, em especial no início do tratamento);
− hipovolemia;
− função hepática prejudicada.
Como outros betabloqueadores, o bisoprolol pode aumentar tanto a sensibilização relacionada a alérgenos quanto a severidade das reações anafiláticas. Isto também se aplica à terapia de dessensibilização. Tratamento com epinefrina nem sempre pode produzir o efeito terapêutico esperado.
Pacientes com psoríase ou com histórico de psoríase deverão somente fazer uso de betabloqueadores (como o bisoprolol) após cuidadoso balanço risco contra benefício.
Sintomas de tireotoxicose podem ser mascarados pelo tratamento com bisoprolol.
Em pacientes com feocromocitoma, o bisoprolol somente pode ser administrado após bloqueio dos alfa-receptores.
Em dois estudos epidemiológicos baseados no Registro Nacional de Câncer da Dinamarca foi observado um aumento do risco de câncer de pele não-melanoma (CPNM [carcinoma basocelular (CBC) e carcinoma de células escamosas (CCE)] com uma dose cumulativa crescente de exposição à hidroclorotiazida. A atividade fotossensibilizante da hidroclorotiazida pode atuar como um possível mecanismo para CPNM.
Pacientes em tratamento com hidroclorotiazida devem ser informados do risco de CPNM e orientados a examinar regularmente sua pele. Quaisquer novas lesões da pele suspeitas devem ser imediatamente comunicadas ao médico. Os pacientes devem ser aconselhados a tomar medidas preventivas, como exposição limitada à luz solar e radiação ultravioleta e, em caso de exposição, a utilizar proteção adequada, visando minimizar o risco de câncer de pele.
Lesões cutâneas suspeitas potenciais devem ser prontamente examinadas, incluindo exames histológicos de biópsias. Também pode ser necessário reavaliar o uso de hidroclorotiazida em pacientes com antecedentes de CPNM (ver “REAÇÕES ADVERSAS”).
Em pacientes submetidos à anestesia geral, o betabloqueio reduz a incidência de arritmias e isquemia do miocárdio durante a indução e intubação, e no período pós-operatório. É correntemente recomendado que o betabloqueio seja continuado no período peri-operatório. O anestesista deve estar ciente do betabloqueio por causa do potencial para interações com outros medicamentos, resultando em bradiarritmias, atenuação da taquicardia reflexa e da diminuição da capacidade reflexa para compensar a perda de sangue. Caso seja considerado necessário suspender o tratamento com betabloqueador antes da cirurgia, a retirada deve ser feita gradualmente e concluída cerca de 48 horas antes da anestesia.
Embora betabloqueadores cardiosseletivos (beta1) possam apresentar menos efeitos sobre a função pulmonar do que os betabloqueadores não-seletivos, como acontece com todos os betabloqueadores, estes devem ser evitados em pacientes com doenças obstrutivas das vias aéreas, a menos que existam razões clínicas relevantes para seu uso. Nessas situações, Concor ® HCT pode ser usado com cautela. Na asma brônquica ou em outras doenças pulmonares obstrutivas crônicas, que podem se mostrar sintomáticas, recomenda-se terapia broncodilatadora concomitante. Pode ocorrer aumento ocasional na resistência das vias aéreas em pacientes asmáticos, requerendo assim uma dose maior de estimulantes beta2.
Reações de fotossensibilidade podem ocorrer com diuréticos tiazídicos. Caso ocorram reações de fotossensibilidade, recomenda-se a proteção das áreas expostas ao sol ou à luz UVA artificial. Em casos graves, pode ser necessário suspender o tratamento.
Administração contínua de longo prazo de hidroclorotiazida pode provocar distúrbios hidroeletrolíticos, em particular hipopotassemia e hiponatremia, como também hipomagnesemia, hipocloremia e hipocalcemia. Hipopotassemia facilita o desenvolvimento de arritmias graves, particularmente torsade de pointes, que pode ser fatal.
Durante terapia de longa duração com Concor ® HCT, recomenda-se monitorar eletrólitos séricos (especialmente potássio, sódio, cálcio), creatinina e ureia, lipídeos séricos (colesterol e triglicerídeos) e ácido úrico, assim como a glicemia.
Em pacientes com hiperuricemia, o risco de ataques de gota pode estar aumentado.
A alcalose metabólica pode piorar devido a distúrbios da homeostase hidroeletrolítica.
Em pacientes com colelitíase aguda tem sido relatada colecistite.
A hidroclorotiazida, uma sulfonamida, pode provocar uma reação idiossincrática resultando em efusão coroidal com prejuízo do campo visual, miopia transitória aguda e glaucoma agudo de ângulo fechado. Os sintomas incluem diminuição aguda da acuidade visual ou dor ocular, ocorrendo normalmente no período de horas a semanas após o início do tratamento. O glaucoma agudo de ângulo fechado não tratado pode levar à perda permanente da visão. O tratamento primário é a descontinuação da hidroclorotiazida o mais rapidamente possível.
Poderá ser necessário tratamento médico ou cirúrgico imediato se a pressão intraocular permanecer fora de controle. Os fatores de risco para o desenvolvimento de glaucoma agudo de ângulo fechado podem incluir história de alergia à penicilina ou às sulfonamidas.
Toxicidade Respiratória Aguda Casos graves e muito raros de toxicidade respiratória aguda, incluindo síndrome da angústia respiratória aguda (ARDS), foram relatados após a administração de hidroclorotiazida. O edema pulmonar, geralmente, se desenvolve dentro de minutos a horas após a ingestão de hidroclorotiazida. No início, os sintomas incluem dispneia, febre, deterioração pulmonar e hipotensão. Se houver suspeita de diagnóstico de ARDS, Concor ® HCT deve ser descontinuado e o tratamento apropriado deve ser iniciado. A hidroclorotiazida não deve ser administrada a pacientes que já apresentaram ARDS após a ingestão desta substância.
Gravidez e lactação Gravidez Categoria de risco C. O uso de Concor ® HCT não é recomendado durante a gravidez.
O bisoprolol apresenta ações farmacológicas que podem causar efeitos nocivos sobre a gravidez e/ou no feto/recém-nascido. Em geral, os betabloqueadores reduzem a perfusão placentária, o que tem sido associado com retardo de crescimento, morte intrauterina, aborto ou parto prematuro. Os efeitos adversos (por exemplo, hipoglicemia e bradicardia) podem ocorrer no feto e no recém-nascido. Se o tratamento com betabloqueadores é necessário, deve-se dar preferência aos bloqueadores adrenérgicos beta1 seletivos.
Diuréticos podem dar origem à isquemia fetoplacentária com o risco de hipotrofia fetal. A hidroclorotiazida é suspeita de causar trombocitopenia no recém-nascido.
Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Lactação O uso de Concor ® HCT não é recomendado em mulheres que estejam amamentando, uma vez que a hidroclorotiazida é excretada no leite materno em quantidades mínimas e o bisoprolol também pode ser. A hidroclorotiazida pode inibir a produção de leite.
Fertilidade Não são conhecidos dados sobre a fertilidade para a associação do produto. O bisoprolol ou a hidroclorotiazida não apresentaram influência sobre a fertilidade ou sobre o desempenho geral de reprodução em estudos com animais.
Efeitos sobre a capacidade de dirigir e operar máquinas Em geral, Concor ® HCT possui pouca ou nenhuma influência na habilidade de dirigir e operar máquinas. Entretanto, dependendo da resposta individual do paciente ao tratamento, a habilidade de dirigir veículos ou de operar máquinas pode estar prejudicada. Isso deve ser considerado particularmente no início do tratamento, no caso de troca da medicação, assim como na administração concomitante com o álcool.
Este medicamento pode causar doping.
Interações medicamentosas
Associações não recomendadas − Lítio: Concor ® HCT pode intensificar os efeitos cardiotóxicos e neurotóxicos do lítio através da redução da excreção do mesmo.
− Antagonistas de cálcio do tipo verapamil e, em menor grau, do tipo diltiazem: efeito negativo na contratilidade e na condução atrioventricular. A administração intravenosa de verapamil em pacientes sob tratamento com betabloqueadores pode levar à hipotensão profunda e bloqueio atrioventricular.
− Agentes anti-hipertensivos com ação central (como clonidina, metildopa, moxonodina, rilmenidina): o uso concomitante pode levar a uma redução da frequência cardíaca e do débito cardíaco, assim como à vasodilatação. A retirada abrupta, especialmente se anterior à descontinuação do betabloqueador, pode aumentar o risco de hipertensão de rebote.
Associações a serem empregadas com cautela − Antagonistas de cálcio do tipo di-hidropiridinas (como nifedipino, anlodipino): o uso concomitante pode aumentar o risco de hipotensão. Não se pode excluir um aumento do risco de deterioração da função de bombeamento ventricular em pacientes com insuficiência cardíaca.
− Agentes anti-hipertensivos: o uso concomitante com outros medicamentos anti-hipertensivos, bem como com outros fármacos com potencial para redução da pressão arterial (como antidepressivos tricíclicos, barbitúricos, fenotiazinas), pode aumentar o risco de hipotensão.
− Inibidores da enzima de conversão da angiotensina - ECA (como captopril, enalapril), antagonistas de angiotensina II: risco de queda acentuada da pressão arterial e/ou insuficiência renal aguda durante o início de tratamento com inibidores da ECA em pacientes com depleção de sódio pré-existente (particularmente em pacientes com estenose da artéria renal). Caso terapia diurética anterior tenha produzido depleção de sódio, deve-se interromper o diurético três dias antes de se iniciar o tratamento com inibidores da ECA ou iniciar o tratamento com inibidores da ECA em baixas doses.
− Antiarrítmicos classe I (como quinidina, disopiramida, lidocaína, fenitoína, flecainida, propafenona): o efeito sobre o tempo de condução atrioventricular pode ser potencializado e o efeito inotrópico negativo aumentado.
− Agentes antiarrítmicos classe III (como amiodarona): o efeito sobre o tempo de condução atrioventricular pode ser potencializado.
− Agentes antiarrítmicos que podem induzir torsade de pointes (Classe IA, como quinidina, hidroquinidina, disopiramida, e Classe III, como. amiodarona, sotalol, dofetilida, ibutilida): hipopotassemia pode facilitar a ocorrência de torsades de pointes.
− Agentes não antiarrítmicos que podem induzir torsade de pointes (como astemizol, eritromicina IV, halofantrina, pentamidina, esparfloxacino, terfenadina, vincamina): hipopotassemia pode facilitar a ocorrência de torsade de pointes.
− Agentes parassimpatomiméticos: uso concomitante pode aumentar o efeito sobre o tempo de condução atrioventricular e o risco de bradicardia.
− Betabloqueadores tópicos (como colírios para tratamento de glaucoma): podem aumentar os efeitos sistêmicos do bisoprolol.
− Insulina e antidiabéticos orais: aumento do efeito hipoglicemiante. O bloqueio dos beta-adrenoreceptores pode mascarar os sintomas de hipoglicemia.
− Anestésicos: atenuação da taquicardia reflexa e aumento do risco de hipotensão.
− Glicosídeos cardíacos (digitálicos): aumento no tempo de condução atrioventricular, redução da frequência cardíaca. Se ocorrer hipopotassemia e/ou hipomagnesemia durante o tratamento com Concor ® HCT, o miocárdio pode demonstrar sensibilidade aumentada aos glicosídeos cardíacos, levando a um efeito aumentado e a eventos adversos dos glicosídeos.
− Anti-inflamatórios não esteroidais (AINEs): podem reduzir o efeito hipotensor do bisoprolol. Em pacientes que desenvolvem hipovolemia, a administração concomitante de AINEs pode desencadear insuficiência renal aguda.
− Agentes beta-simpatomiméticos como isoprenalina, dobutamina): a associação com o bisoprolol pode reduzir o efeito de ambos os fármacos.
− Agentes simpaticomiméticos que ativam adrenorreceptores alfa e beta (como norepinefrina, epinefrina): a associação de bisoprolol pode desmascarar os efeitos vasoconstritores mediados pelos alfa-adrenorreceptores destes medicamentos, ocasionando aumento da pressão arterial e exacerbação da claudicação intermitente. Tais interações são consideradas mais prováveis com betabloqueadores não seletivos.
− Medicamentos espoliadores de potássio (corticosteroides, ACTH-hormônio adrenocorticotrópico, carbenoxolona, anfotericina B, furosemida, laxantes): uso concomitante pode resultar no aumento da perda de potássio.
− Metildopa: hemólise devido à formação de anticorpos para hidroclorotiazida foi descrita em casos isolados.
− Agentes redutores de ácido úrico: seus efeitos podem ser atenuados com administração concomitante de Concor
® HCT.
− Colestiramina, colestipol: reduzem a absorção da hidroclorotiazida.
Associações a serem consideradas − Mefloquina: aumento do risco de bradicardia.
− Corticosteroides: efeito anti-hipertensivo reduzido (retenção de água e sódio induzida por corticosteroides).
− Inibidores de monoamina oxidase (exceto inibidores MAO-B): podem potencializar o efeito hipotensivo dos betabloqueadores, mas também o risco de crise hipertensiva.
− Rifampicina: redução leve da meia-vida do bisoprolol possivelmente devida à indução de enzimas hepáticas que metabolizam o medicamento. Normalmente não há necessidade de ajuste da dose.
− Derivados da ergotamina: exacerbação dos distúrbios circulatórios periféricos.
− Salicilatos: na administração de altas doses de salicilatos, o efeito tóxico dos salicilatos no sistema nervoso central pode ser intensificado.
Interações medicamento-exame laboratorial e não laboratorial Vide “REAÇÕES ADVERSAS - Exames de diagnóstico”.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Conservar em temperatura ambiente (entre 15°C e 30°C). Proteger da umidade. Prazo de validade: 24 meses a partir da data de fabricação impressa na embalagem.
Características do medicamento:
Concor ® HCT 5/12,5 mg: comprimidos revestidos, biconvexos, em forma de coração, rosa-claros e sulcados em ambas as faces.
Concor ® HCT 10/25 mg: comprimidos revestidos, biconvexos, em forma de coração, na cor lilás e sulcados em ambas as faces.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Posologia e modo de usar
Os comprimidos devem ser engolidos inteiros, com algum líquido, pela manhã, com ou sem alimento.
Este medicamento não deve ser partido ou mastigado.
A combinação em dose fixa Concor ® HCT pode ser administrada em pacientes cuja pressão arterial não esteja sendo adequadamente controlada com doses equivalentes de hemifumarato de bisoprolol ou de hidroclotiazida isoladamente. A titulação individual de dose com cada um dos componentes pode ser recomendada. Quando clinicamente apropriado, pode ser considerada a alteração direta da monoterapia para a combinação em dose fixa.
Duração do tratamento O tratamento com Concor ® HCT é geralmente de longa duração. Recomenda-se a descontinuação gradativa do tratamento com bisoprolol, pois a interrupção abrupta pode ocasionar deterioração aguda da condição do paciente, em particular naqueles com doença cardíaca isquêmica.
Orientações para populações especiais − Uso em presença de insuficiência renal: na insuficiência renal de leve à moderada, a eliminação de hidroclorotiazida (componente de Concor ® HCT) encontra-se reduzida; desta forma, deve ser dada preferência à administração da concentração mais baixa (5 mg/12.5 mg).
− Uso em idosos: normalmente não é necessário ajuste de dose em idosos.
− Uso pediátrico: não há experiência com o uso pediátrico do Concor ® HCT; desta forma, o emprego em crianças não pode ser recomendado Doses perdidas Caso uma tomada seja esquecida, esta deve ser realizada tão logo possível no mesmo dia.
Caso contrário, tomar a próxima dose no dia seguinte, no horário habitual.
Reações adversas
Podem ocorrer as reações indesejáveis descritas a seguir. As frequências são definidas em muito comuns (> 1/10); comuns (1/100 e < 1/10); incomuns (> 1/1.000 e < 1/100); raras (> 1/10.000 e < 1/1.000); muito raras (< 1/10.000), frequência não conhecida (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis).
Neoplasias benignas, malignas e não especificadas (incluindo cistos e pólipos) Frequência não conhecida: câncer de pele não melanoma (carcinoma basocelular e carcinoma de células escamosas).
Distúrbios do sangue e sistema linfático Raros: leucopenia, trombocitopenia.
Muito raros: agranulocitose.
Distúrbios do metabolismo e nutrição Comuns: hiperglicemia, hiperuricemia, distúrbios hidroeletrolíticos (particularmente hipopotassemia e hiponatremia, como também hipomagnesemia, hipocloremia e hipercalcemia).
Incomuns: perda de apetite.
Muito raros: alcalose metabólica.
Distúrbios psiquiátricos Incomuns: depressão, distúrbios do sono.
Raros: pesadelo, alucinação.
Distúrbios do sistema nervoso Comuns: tontura*, cefaleia*.
Distúrbios oculares Raros: fluxo lacrimal reduzido (a ser considerado em pacientes que usem lentes de contato), distúrbios visuais.
Muito raros: conjuntivite.
Frequência não conhecida: efusão coroidal.
Distúrbios do ouvido e labirinto Raros: distúrbios da audição.
Distúrbios cardíacos Incomuns: bradicardia, distúrbios da condução AV, agravamento de insuficiência cardíaca pré-existente.
Distúrbios vasculares Comuns: sensação de frio ou dormência nas extremidades.
Incomuns: hipotensão ortostática.
Raros: síncope.
Distúrbios respiratórios, torácicos e do mediastino Incomuns: broncoespasmo em pacientes com asma brônquica ou histórico de doença obstrutiva das vias aéreas.
Raros: rinite alérgica.
Muito raros: síndrome da angústia respiratória aguda (ARDS).
Frequência não conhecida: doença pulmonar intersticial.
Distúrbios gastrointestinais Comuns: queixas gastrointestinais como náusea, vômito, diarreia, constipação.
Incomuns: dores abdominais, pancreatite.
Distúrbios hepatobiliares Raros: hepatite, icterícia.
Distúrbios da pele e do tecido subcutâneo Raros: reações de hipersensibilidade tais como prurido, rubor, erupções cutâneas, fotodermatite, púrpura, urticária e angioedema.
Muito raros: alopecia, lupus eritematoso cutâneo. Betabloqueadores podem provocar ou piorar psoríase ou induzir erupções semelhantes à psoríase.
Distúrbios musculoesqueléticos e do tecido conjuntivo Incomuns: fraqueza muscular, cãibras musculares.
Distúrbios da mama e sistema reprodutivo Raros: disfunção erétil.
Distúrbios gerais Comuns: fadiga*.
Incomuns: astenia.
Muito raros: dor torácica.
Exames de diagnóstico Comuns: níveis aumentados de triglicerídeos e colesterol, glicosúria.
Incomuns; aumento dos níveis de amilase, aumento reversível da creatina e ureia séricas.
Raros: aumento das enzimas hepáticas (TGO, TGP).
*Estes sintomas ocorrem, especialmente, no início do tratamento. São geralmente leves e desaparecem na maioria das vezes nas primeiras 1-2 semanas.
Descrição de reações adversas selecionadas Câncer da pele não-melanoma: Com base nos dados disponíveis de estudos epidemiológicos, observou-se uma associação cumulativa dose-dependente entre a hidroclorotiazida e CPNM (ver também “CARACTERÍSTICAS FARMACOLÓGICAS – Farmacodinâmica da hidroclorotiazida” e “ADVERTÊNCIAS E PRECAUÇÕES”).
Em casos de eventos adversos, notifique pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Sintomas Os sinais mais comuns esperados com uma superdose de um betabloqueador são bradicardia, hipotensão, broncoespasmo, insuficiência cardíaca aguda e hipoglicemia. A experiência com superdose de bisoprolol é limitada, com apenas alguns casos tendo sido reportados.
Bradicardia e/ou hipotensão foram observadas. Todos os pacientes se recuperaram. Há uma ampla variação interindividual na sensibilidade a uma única dose alta de bisoprolol, e os pacientes com insuficiência cardíaca são provavelmente muito sensíveis.
O quadro clínico de superdose aguda ou crônica com hidroclorotiazida é caracterizado pela extensão da perda de fluidos e eletrólitos. Os sinais mais comuns são: vertigens, náusea, sonolência, hipovolemia, hipotensão e hipopotassemia.
Conduta Em geral, se uma superdose ocorre, recomenda-se descontinuação de Concor ® HCT e tratamento de suporte e sintomático.
Dados limitados sugerem que o bisoprolol é dificilmente dialisável. O grau em que a hidroclorotiazida é removida por hemodiálise não foi estabelecido.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
M.S. 1.0089.0372 Farmacêutico Responsável: Alexandre Canellas de Souza - CRF-RJ nº 23277 Fabricado por Merck Healthcare KGaA, Darmstadt - Alemanha Importado e embalado por: MERCK S.A.
CNPJ 33.069.212/0001-84 Estrada dos Bandeirantes, 1099 Rio de Janeiro - RJ - CEP 22710-571 Indústria Brasileira
Venda sob prescrição médica.
Esta bula foi aprovada pela Anvisa em 06/04/2022.
Apresentações e preço máximo
Preço máximo ao consumidor pela CMED, MG (ICMS 18%).
| Apresentação | Tarja | EAN | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| (5,0 + 12,5) MG COM REV CT BL AL AL X 30 | Tarja vermelha | 7891721026706 | R$ 151,46 |
| (10,0 + 25,0) MG COM REV CT BL AL AL X 30 | Tarja vermelha | 7891721026676 | R$ 153,51 |