Bula de Ecalta
Referência · Pfizer Brasil Ltda · Reg. MS 1.2110.0431 · bula de 27/06/2024
Versão para o paciente
Identificação do medicamento
Ecalta® Pfizer Brasil Ltda.
Pó liofilizado para solução injetável 100 mg
ECALTA® anidulafungina Nome comercial: Ecalta® Nome genérico: anidulafungina
Apresentação
Ecalta® pó liofilizado para solução injetável de 100 mg embalagem contendo 1 frasco-ampola.
Via de administração: via intravenosa
Uso adulto e pediátrico acima de 1 mês de idade
Composição
Cada frasco-ampola de Ecalta® contém o equivalente a 100 mg de anidulafungina.
Excipientes: frutose, manitol, polissorbato 80, ácido tartárico, hidróxido de sódio a, ácido clorídrico a. a = para ajuste de pH.
Para que este medicamento é indicado?
Ecalta® (anidulafungina) é indicado para o tratamento da candidíase (infecção causada pelo fungo Candida) invasiva em pacientes adultos e pediátricos acima de 1 mês de idade, incluindo candidemia (presença do fungo Candida infectando o sangue).
Como este medicamento funciona?
A anidulafungina é a substância ativa de Ecalta®.
A anidulafungina pertence à classe de antifúngicos chamada de equinocandinas, utilizada para tratar infecções fúngicas graves, e é um lipopeptídeo (tipo de substância que aumenta a disponibilidade de outras substâncias insolúveis em água) sintetizado a partir de um produto da fermentação do Aspergillus nidulans (tipo de fungo).
Ecalta® inibe seletivamente a enzima 1,3-β-D glucana sintase que é um componente essencial na parede das células dos fungos. Ecalta® demonstrou atividade fungicida (capaz de matar o fungo) contra espécies de Candida (tipo de fungo) e atividade contra regiões do crescimento celular ativo da hifa (uma das formas do fungo) do Aspergillus fumigatus.
Quando não devo usar este medicamento?
Ecalta® é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade (alergia) a anidulafungina, a outras equinocandinas (classe de antifúngicos) (por exemplo, a caspofungina) ou a qualquer outro componente da fórmula.
O que devo saber antes de usar este medicamento?
Reações anafiláticas (reação alérgica grave), incluindo choque (reação alérgica grave, com queda da pressão arterial), foram reportadas devido ao uso de Ecalta®. Se estas reações ocorrerem, Ecalta® deve ser descontinuado e um tratamento apropriado deve ser administrado.
Eventos adversos relacionados com infusão de Ecalta® foram reportados, incluindo: rash (vermelhidão da pele), urticária (alergia da pele), rubor (vermelhidão), prurido (coceira), dispneia (falta de ar), broncoespasmo (chiado no peito) e hipotensão (pressão baixa). Os eventos adversos relacionados à infusão são infrequentes quando a taxa de infusão da anidulafungina não excede 1,1 mg/minuto.
Caso haja alteração nos testes que avaliam a função hepática (do fígado) ela deve ser monitorada periodicamente. Se for observada uma piora dessa função seu médico avaliará se os benefícios do uso de Ecalta® superam os riscos desse problema, ou não.
Pacientes com intolerância hereditária à frutose (IHF) não devem receber este medicamento, a menos que seja estritamente necessário.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase.
Uso durante a Gravidez Ecalta® não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Uso durante a Lactação (amamentação): não se sabe se Ecalta® é excretado no leite materno humano, portanto Ecalta® só deve ser utilizado durante a amamentação após avaliação médica.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Não foram realizados estudos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas.
Não é recomendado o uso de Ecalta® em pacientes com idade inferior a 18 anos, a menos que o médico julgue que seu potencial benefício justifica o risco.
Interações Medicamentosas – O uso concomitante dos medicamentos listados a seguir não demonstrou qualquer interação medicamentosa quando usados ao mesmo tempo que Ecalta®: ciclosporina, voriconazol, tacrolimo, anfotericina B lipossomal e rifampicina. Sempre avise ao seu médico todas as medicações que você toma quando ele for prescrever uma medicação nova. O médico precisa avaliar se as medicações reagem entre si alterando a sua ação, ou da outra; isso se chama interação medicamentosa.
Informe ao seu médico ou cirurgião-dentista se você está fazendo uso de algum outro medicamento.
Não use medicamento sem o conhecimento do seu médico. Pode ser perigoso para a sua saúde.
Onde, como e por quanto tempo posso guardar este medicamento?
Ecalta® deve ser armazenado em geladeira (de 2 °C a 8 °C). Não congelar.
Solução Reconstituída: se não utilizada imediatamente, a solução reconstituída deve ser armazenada em geladeira (de 2 °C a 8 °C) por até uma hora. Não congelar. A estabilidade química e física “em uso” da solução reconstituída de Ecalta® foi demonstrada por 1 hora a 5 °C.
Solução para Infusão: a solução para infusão deve ser armazenada em geladeira (de 2 °C a 8 °C) e deve ser administrada dentro de 24 horas. Não congelar. A estabilidade química e física “em uso” da solução para infusão de Ecalta ® foi demonstrada por 24 horas a 5 °C.
Do ponto de vista microbiológico, Ecalta ® deve ser utilizado imediatamente.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento. Caso ele esteja no prazo de validade e você observe alguma mudança no aspecto, consulte o farmacêutico para saber se poderá utilizá-lo.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Características do produto: sólido liofilizado branco a quase branco.
Após Reconstituição: solução límpida incolor, essencialmente livre de material estranho.
Como devo usar este medicamento?
Modo de Usar Ecalta® sempre será preparado e administrado por um médico ou por um profissional de saúde especializado.
Somente um médico ou um profissional de saúde especializado poderá preparar e administrar a medicação.
Ecalta® deve ser utilizado somente por infusão intravenosa (dentro da veia).
Ecalta® deve ser reconstituído em água para injetáveis e ser subsequentemente diluído com APENAS cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou glicose para infusão 50 mg/mL (5%). A compatibilidade da anidulafungina reconstituída com substâncias intravenosas, aditivos ou medicamentos diferentes de cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou de glicose para infusão 50 mg/mL (5%) não foi estabelecida.
Instruções para Reconstituição: reconstitua assepticamente cada frasco-ampola com 30 mL de água para injetáveis para fornecer uma concentração de 3,33 mg/mL. A solução reconstituída deve ser límpida e livre de partículas visíveis. A solução reconstituída deve ser diluída dentro de 1 hora.
Instruções para Diluição e Infusão: transfira assepticamente o conteúdo do frasco-ampola reconstituído em uma bolsa IV (ou frasco) contendo cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou glicose para infusão 50 mg/mL (5%), o que levará a uma solução com concentração de 0,77 mg/mL de anidulafungina. A tabela a seguir apresenta os volumes requeridos para cada dose.
Diluição Requerida para Administração de Ecalta® Dose Número de embalagens requeridas Volume reconstituído total requerido Volume de infusão A Volume de infusão total B Taxa de infusão Duração mínima da infusão 100 mg 1 30 mL 100 mL 130 mL 1,4 mL/min 90 min 200 mg 2 60 mL 200 mL 260 mL 1,4 mL/min 180 min A cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou glicose para infusão 50 mg/mL (5%).
B concentração da infusão de 0,77 mg/mL Os medicamentos parenterais devem ser inspecionados visualmente quanto à presença de partículas e descoloração antes da administração, sempre que a solução e a embalagem permitirem. Caso material particulado ou descoloração sejam identificados, descarte a solução.
A taxa de infusão não deve exceder 1,1 mg/minuto (equivalente a 1,4 mL/minuto).
Se a solução para infusão não for utilizada imediatamente, deve ser armazenada sob refrigeração (entre 2 e 8°C).
Não congelar. A solução para infusão deve ser administrada dentro de 24 horas.
Este medicamento é para uso único. Os resíduos devem ser descartados conforme regulamentação local.
Incompatibilidades Ecalta® não deve ser misturado ou coadministrado com outros medicamentos ou eletrólitos, com exceção dos mencionados anteriormente (vide item 6. Como devo usar este medicamento? – seção Modo de Usar).
Posologia Cada frasco-ampola de Ecalta® contém 100 mg de anidulafungina e é apenas para dose única.
Ecalta® deve ser administrado uma vez ao dia por infusão intravenosa.
Pacientes adultos O tratamento é composto por uma dose de ataque de 200 mg no dia 1, seguida por dose de manutenção de 100 mg ao dia até seu final.
Seu médico determinará a duração do tratamento e a quantidade de medicamento administrada por dia, e monitorará sua resposta e condições. Em geral, a duração do tratamento deve ser baseada na resposta clínica do paciente. A terapia antifúngica deve continuar por no mínimo 14 dias após a última cultura positiva (presença de fungo no sangue).
Uso na Insuficiência Renal e Hepática: não é necessário ajuste de dose em pacientes com insuficiência hepática (falência da função do fígado) leve, moderada ou grave. Também não é necessário ajuste em pacientes com qualquer grau de insuficiência renal (falência da função dos rins), incluindo aqueles submetidos à diálise (procedimento de filtração do sangue maquinalmente). Nesse caso Ecalta® pode ser administrado independente do horário da hemodiálise (procedimento de filtração do sangue maquinalmente).
Outras Populações Especiais: nenhum ajuste de dose é necessário para pacientes adultos com base no sexo, peso, raça, idade ou ao fato de viver com HIV.
Pacientes pediátricos O tratamento recomendado é uma dose de ataque de 3,0 mg/kg (não exceder 200 mg) de Ecalta® no dia 1, seguida de 1,5 mg/kg (não exceder 100 mg) diariamente a partir de então. Em geral, a terapia antifúngica deve continuar por no mínimo 14 dias após a última cultura negativa (ausência de fungo no sangue) e melhora do quadro clínico.
Siga a orientação de seu médico, respeitando sempre os horários, as doses e a duração do tratamento.
Não interrompa o tratamento sem o conhecimento do seu médico.
O que devo fazer quando eu me esquecer de usar este medicamento?
O plano de tratamento é definido pelo médico que acompanha seu caso. Se você não receber uma dose deste medicamento, procure o seu médico para redefinição da programação de tratamento. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.
Em caso de dúvidas, procure orientação do farmacêutico ou de seu médico, ou cirurgião-dentista.
Quais os males que este medicamento pode me causar?
Os eventos adversos relacionados à infusão de Ecalta® foram: erupção cutânea, urticária, rubor, prurido, dispneia, broncoespasmo e hipotensão.
Os eventos adversos relacionados ao Ecalta® estão listados a seguir e foram relatados com as frequências correspondentes a muito comum (em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento), comum (entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento) e incomum (entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento).
Reação muito comum (ocorre em mais de 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): hipocalemia (presença de concentração inferior ao normal de potássio no sangue), diarreia, náusea.
Reação comum (ocorre entre 1% e 10% dos pacientes que utilizam este medicamento): colite (inflamação do cólon) causada por Clostridium, candidíase (infecção causada pelo fungo Candida), trombocitopenia (diminuição das células de coagulação do sangue: plaquetas), trombocitemia (aumento do número de plaquetas no sangue), hipercalemia (concentração superior ao normal de íons de potássio no sangue), hiperglicemia (aumento da taxa de açúcar no sangue), hipomagnesemia (concentração sanguínea inferior ao normal de magnésio), hipercalcemia (concentração anormalmente elevada de compostos de cálcio no sangue), hipernatremia (concentração sanguínea anormalmente elevada de íons de sódio), convulsão, cefaleia (dor de cabeça), fibrilação atrial, extra-sístole ventricular, hipertensão (pressão alta), broncoespasmo (chiado no peito), vômito, constipação (prisão de ventre), colestase (parada ou dificuldade da excreção da bile), erupção cutânea, prurido, dor nas costas, elevação da creatinina no sangue (substância que é retirada do corpo pelo rim), ureia sanguínea elevada (aumento da ureia no sangue), aumento da alanina aminotransferase (ALT), aumento da fosfatase alcalina sanguínea, aumento da asparto aminotransferase (AST), aumento da quantidade de bilirrubina (substância metabolizada no fígado, compondo a bile) no sangue, teste da função do fígado anormal, redução do magnésio no sangue.
Reação incomum (ocorre entre 0,1% e 1% dos pacientes que utilizam este medicamento): fungemia (infecção fúngica disseminada pela corrente sanguínea), candidíase oral, coagulopatia (alteração da capacidade de coagulação), visão borrada, perturbação visual, dor nos olhos, arritmia sinusal, bloqueio do ramo direito, trombose (formação de trombo – coágulo – dentro de um vaso sanguíneo), rubor, fogacho, incontinência fecal, dor abdominal superior, urticária, prurido generalizado, dor no local da infusão, prolongamento do intervalo QT (tipo de arritmia cardíaca) no eletrocardiograma, eletrocardiograma anormal, redução do potássio no sangue, redução da contagem de plaquetas, aumento da amilase (enzima digestiva) no sangue, aumento da lipase (enzima do pâncreas), aumento da gamma-glutamiltransferase, aumento da enzima hepática, aumento das transaminases, aumento na contagem de plaquetas.
Frequência desconhecida: choque anafilático e reação anafilática.
Na avaliação de segurança da população em estudos clínicos, os seguintes eventos adversos adicionais foram observados: neutropenia (diminuição de um tipo de células de defesa no sangue: neutrófilos), leucopenia (redução de células de defesa no sangue), anemia (insuficiência de hemoglobina nos glóbulos sanguíneos), hiperuricemia (aumento da concentração do ácido úrico no sangue), hipocalcemia (níveis anormalmente baixos de cálcio no sangue), hiponatremia (concentração anormalmente baixa de íons de sódio no sangue), hipoalbuminemia (quantidade anormalmente pequena de albumina no sangue), hipofosfatemia (concentração anormalmente baixa de fosfatos no sangue), ansiedade, delírio, estado de confusão, alucinação auditiva, tontura, parestesia (dormência e formigamento), mielinólise pontina central (perda localizada de mielina, substância que envolve os neurônios, na metade da base da ponte, uma parte do cérebro), disgeusia (alteração do paladar), síndrome de Guillain-Barré (síndrome neurológica), tremor, alteração na percepção visual de profundidade, surdez unilateral, flebite (inflamação da veia), tromboflebite (inflamação venosa com formação de trombo – coágulo) superficial, hipotensão, linfangite (inflamação de vasos linfáticos), dispepsia (má digestão), boca seca, úlcera esofágica (lesão no esôfago), necrose hepática (morte de células do fígado), edema angioneurótico (reação de hipersensibilidade – alergia – que leva a um inchaço de todo o corpo), hiperidrose (suores excessivos), mialgia (dor muscular), monoartrite (inflamação de uma articulação – junta), insuficiência renal (parada das funções do rim), hematúria (eliminação de sangue na urina), pirexia (febre), calafrio, edema periférico (inchaço nos membros), reação no local da injeção, elevação da creatina fosfoquinase no sangue e da lactato desidrogenase (enzimas presentes em várias células do corpo) no sangue, redução na contagem de linfócitos.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, informe seu médico.
O que fazer se alguém usar uma quantidade maior do que a indicada deste medicamento?
Medidas de suporte gerais devem ser utilizadas quando necessário pelo seu médico. Ecalta® não é dialisável (ou seja, não é retirada pela diálise).
Em caso de uso de grande quantidade deste medicamento, procure rapidamente socorro médico e leve a embalagem ou bula do medicamento, se possível. Ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.2110.0431 Produzido por:
Pharmacia and Upjohn Company LLC.
Kalamazoo – Estados Unidos Importado por:
Pfizer Brasil Ltda.
Rodovia Presidente Castelo Branco, nº 32501, km 32,5 CEP 06696-000 – Itapevi – SP Registrado por:
Pfizer Brasil Ltda.
Rua Alexandre Dumas, 1.860 CEP 04717-904 – São Paulo – SP CNPJ nº 61.072.393/0001-33
Uso restrito a estabelecimentos de saúde
Venda sob prescrição
Ecapoi_22
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Versão para o profissional de saúde
Identificação do medicamento
Ecalta® Pfizer Brasil Ltda.
Pó liofilizado para solução injetável 100 mg
ECALTA® anidulafungina Nome comercial: Ecalta® Nome genérico: anidulafungina
Apresentação
Ecalta® pó liofilizado para solução injetável de 100 mg embalagem contendo 1 frasco-ampola.
Via de administração: via intravenosa
Uso adulto e pediátrico acima de 1 mês de idade
Composição
Cada frasco-ampola de Ecalta® contém o equivalente a 100 mg de anidulafungina.
Excipientes: frutose, manitol, polissorbato 80, ácido tartárico, hidróxido de sódio a, ácido clorídrico a. a = para ajuste de pH.
Indicações
Ecalta® (anidulafungina) é indicado para o tratamento da candidíase invasiva, incluindo candidemia, em pacientes adultos e pediátricos acima de 1 mês de idade.
Resultados de eficácia
Candidemia e outras formas de Candidíase invasiva A segurança e a eficácia da anidulafungina foram avaliadas em um estudo pivotal Fase 3, randomizado, duplo-cego, multicêntrico e multinacional de pacientes com candidemia e/ou outras formas de candidíase invasiva, associados com sinais clínicos de infecção. Os pacientes foram randomizados para receber anidulafungina uma vez ao dia por via intravenosa (dose de ataque de 200 mg seguida de 100 mg de dose de manutenção) ou fluconazol por via intravenosa (dose de ataque de 800 mg seguido de 400 mg de dose de manutenção). Os pacientes foram estratificados pelo escore APACHE II (≤ 20 e > 20) e pela presença ou ausência de neutropenia. Os pacientes com endocardite, osteomielite ou meningite por Candida, ou aqueles com infecções decorrentes da C. krusei, foram excluídos do estudo. O tratamento foi administrado por no mínimo 14 e no máximo 42 dias. Foi permitida a troca para fluconazol oral após um mínimo de 10 dias de terapia intravenosa aos pacientes de ambos os braços do estudo, desde que eles fossem capazes de tolerar a medicação oral, estivessem sem febre por no mínimo 24 horas e o resultado da cultura de sangue mais recente fosse negativo para as espécies de Candida.
Os pacientes que receberam pelo menos uma dose da medicação do estudo e que apresentaram cultura positiva para espécies de Candida em um material normalmente estéril antes da inclusão no estudo (população com intenção de tratamento modificada [MITT]) foram incluídos na análise primária da resposta global ao final da terapia intravenosa. Uma resposta global bem sucedida exigia melhora clínica e erradicação microbiológica. Os pacientes foram acompanhados por seis semanas após o final de todo tratamento.
Duzentos e cinquenta e seis pacientes (com idade entre 16 e 91 anos) foram randomizados para tratamento e receberam no mínimo uma dose da medicação do estudo. Duzentos e quarenta e cinco pacientes (127 recebendo anidulafungina e 118 recebendo fluconazol) atenderam aos critérios de inclusão na população MITT. Destes, 219 pacientes (116 recebendo anidulafungina [91,3%] e 103 recebendo fluconazol [87,3%]) apresentaram apenas candidemia; 5,5% dos pacientes no braço recebendo anidulafungina e 9,3% dos pacientes no braço recebendo fluconazol apresentaram infecções em outros locais normalmente estéreis; finalmente 3,1% dos pacientes no braço da anidulafungina e 3,4% dos pacientes no braço do fluconazol apresentaram ambas as condições (candidemia e infecções em outros locais normalmente estéreis). As espécies mais frequentemente isoladas em materiais coletados imediatamente antes do início do tratamento foram C. albicans (63,8% no grupo recebendo anidulafungina e 59,3% no grupo recebendo fluconazol), seguido pela C. glabrata (15,7%; 25,4%), C. parapsilosis (10,2%; 13,6%) e C. tropicalis (11,8%, 9,3%). A maioria dos pacientes (97%) era não neutropênica (ANC > 500) e 81% apresentaram escores de APACHE II menores ou iguais a 20.
Ao final da terapia intravenosa, a anidulafungina foi superior ao fluconazol no tratamento de pacientes com candidemia e/ou outras formas de candidíase invasiva. No braço de tratamento da anidulafungina, 96 pacientes (75,6%) apresentaram sucesso global versus 71 pacientes (60,2%) no braço de tratamento com fluconazol. A diferença na taxa de sucesso global entre os grupos de tratamento (taxa de sucesso global da anidulafungina menos a taxa de sucesso global do fluconazol) foi de 15,4% (IC 95%: 3,9; 27,0). Ecalta® não foi estudado em pacientes portadores de endocardite, osteomielite e meningite causadas por Candida.
Infecções causadas por Candida em pacientes neutropênicos A eficácia da anidulafungina (dose de ataque intravenosa de 200 mg seguida de 100 mg diários por via intravenosa) em pacientes neutropênicos adultos (definidos pela contagem absoluta de neutrófilos ≤ 500 células/mm
3, WBC (diminuição da contagem de leucócitos) ≤ 500 células/mm 3 ou classificado pelo investigador como neutropênico na baseline) com candidíase invasiva confirmada microbiologicamente foi avaliada em uma análise de dados agrupados de 5 estudos prospectivos (1 comparativo versus caspofungina, e 4 abertos, não comparativos). Os pacientes foram tratados por pelo menos 14 dias. Em pacientes clinicamente estáveis foi permitida a mudança para a terapêutica oral com azol após pelo menos 5 a 10 dias de tratamento com anidulafungina. Um total de 46 pacientes foram incluídos na análise. A maioria dos pacientes apresentou somente candidemia (84,8%; 39/46). Os patógenos mais comuns isolados na baseline foram C. tropicalis (34,8%; 16/46), C. krusei (19,6%; 9/46), C. parapsilosis (17,4%; 8/46), C. albicans (15,2%; 7/46) e C. glabrata (15,2%; 7/46). A taxa de resposta global bem-sucedida no final do tratamento intravenoso (desfecho primário) foi 26/46 (56,5%) e no final de todos os tratamentos foi 24/46 (52,2%). A mortalidade por todas as causas até o final do estudo (6 semanas de seguimento) foi de 21/46 (45,7%).
A eficácia da anidulafungina em pacientes neutropênicos adultos (definidos pela contagem absoluta de neutrófilos ≤ 500 células/mm 3 na baseline) com candidíase invasiva foi avaliada em um estudo prospectivo, duplo-cego, randomizado e controlado. Os pacientes elegíveis receberam anidulafungina (dose de ataque intravenosa de 200 mg seguida de 100 mg diários por via intravenosa) ou caspofungina (dose de ataque intravenosa de 70 mg seguida de administração intravenosa diária de 50 mg) (randomização 2:1). Os pacientes foram tratados por pelo menos 14 dias. Em pacientes clinicamente estáveis foi permitida a mudança para a terapêutica oral com azol após pelo menos 10 dias de tratamento no estudo. Um total de 14 pacientes neutropênicos com candidíase invasiva confirmada microbiologicamente (população MITT) foram incluídos no estudo (11 anidulafungina; 3 caspofungina). A maioria dos pacientes apresentava somente candidemia. Os agentes patogênicos mais comuns isolados na baseline foram C. tropicalis (4 anidulafungina, 0 caspofungina), C. parapsilosis (2 anidulafungina, 1 caspofungina), C. krusei (2 anidulafungina, 1 caspofungina) e C. ciferrii (2 anidulafungina, 0 caspofungina). A taxa de resposta global bem-sucedida no final do tratamento intravenoso (desfecho primário) foi de 8/11 (72,7%) para anidulafungina e 3/3 (100,0%) para caspofungina (diferença -27,3, IC de 95%: -80,9, 40,3); a taxa de resposta global bem-sucedida no final de todos os tratamentos foi de 8/11 (72,7%) para anidulafungina e 3/3 (100,0%) para caspofungina (diferença -27,3; IC 95%: 80,9; 40,3). A mortalidade por todas as causas até a visita de seguimento de 6 semanas para a anidulafungina (população de MITT) foi de 4/11 (36,4%) e 2/3 (66,7%) para caspofungina.
Os pacientes com candidíase invasiva confirmada microbiologicamente (população MITT) e neutropenia foram identificados numa análise de dados agrupados de 4 estudos projetados prospectivos, abertos, não comparativos.
A eficácia da anidulafungina (dose de ataque intravenosa de 200 mg seguida de 100 mg diários por via intravenosa) foi avaliada em 35 pacientes neutropênicos adultos definidos pela contagem absoluta de neutrófilos ≤ 500 células/mm 3 ou WBC (diminuição da contagem de leucócitos) ≤ 500 células/mm 3 em 22 pacientes ou classificado pelo investigador como neutropênico na baseline em 13 pacientes. Todos os pacientes foram tratados por pelo menos 14 dias. Em pacientes clinicamente estáveis foi permitida a mudança para a terapêutica oral com azol após pelo menos 5 a 10 dias de tratamento com anidulafungina. A maioria dos pacientes apresentava somente candidemia (85,7%). Os patógenos mais comuns isolados na baseline foram C. tropicalis (12 pacientes), C. albicans (7 pacientes), C. glabrata (7 pacientes), C. krusei (7 pacientes) e C. parapsilosis (6 pacientes). A taxa de resposta global bem-sucedida no final do tratamento intravenoso (desfecho primário) foi 18/35 (51,4%) e 16/35 (45,7%) no final de todos os tratamentos. A mortalidade por todas as causas no Dia 28 foi de 10/35 (28,6%). A taxa de resposta global bem-sucedida no final do tratamento intravenoso e no final de todos os tratamentos foi 7/13 (53,8%) para ambos nos 13 pacientes com neutropenia avaliada pelos investigadores na baseline.
Infecções em tecidos profundos A eficácia da anidulafungina (dose de ataque intravenosa de 200 mg seguida de 100 mg diários por via intravenosa) em pacientes adultos com candidíase de tecido profundo confirmada microbiologicamente foi avaliada numa análise de dados agrupados de 5 estudos prospectivos (1 comparativo e 4 abertos). Os pacientes foram tratados por pelo menos 14 dias. Nos 4 estudos abertos foi permitida a mudança para a terapêutica oral com azol após pelo menos 5 a 10 dias de tratamento com anidulafungina. Um total de 129 pacientes foram incluídos na análise. Vinte e um (16,3%) apresentaram candidemia concomitante. O escore médio APACHE II foi de 14,9 (intervalo, 2 - 44).
Os locais mais comuns de infecção incluíram cavidade peritoneal (54,3%; 70 de 129), trato hepatobiliar (7,0%; 9 de 129), cavidade pleural (5,4%; 7 de 129) e rim (3,1%; 4 de 129). Os patógenos mais comuns isolados de um local de tecido profundo na baseline foram C. albicans (64,3%; 83 de 129), C. glabrata (31,0%; 40 de 129), C. tropicalis (11,6%; 15 de 129) e C. krusei (5,4%, 7 de 129). A taxa de resposta global bem-sucedida no final do tratamento intravenoso (desfecho primário) e no final de todo o tratamento e a mortalidade por todas as causas até a visita de seguimento de 6 semanas é apresentada na Tabela 1.
Tabela 1: Taxa de Resposta Global Bem-Sucedida a e a Mortalidade por Todas as Causas em Pacientes com Candidíase de Tecido Profundo - Análises Agrupadas População MITT n/N (%) A Resposta Global Bem-Sucedida no FDTIV b Geral 102/129 (79,1) Cavidade peritoneal 51/70 (72,9) Trato hepatobiliar 7/9 (77,8) Cavidade pleural 6/7 (85,7) Rim 3/4 (75,0) A Resposta Global Bem-Sucedida no FTT b 94/129 (72,9) Mortalidade por Todas as Causas 40/129 (31,0) a A resposta global bem-sucedida foi definida como ambos os sucessos clínico e microbiológico b FDTIV, Final do Tratamento Intravenoso; FTT, Final de Todos os Tratamentos População pediátrica Um estudo prospectivo, aberto, não comparativo e multicêntrico avaliou a segurança e eficácia da anidulafungina em 68 pacientes pediátricos de 1 mês a <18 anos com candidíase invasiva, incluindo candidemia. Os pacientes foram estratificados por idade (1 mês a <2 anos; 2 a <5 anos e 5 a <18 anos) e receberam anidulafungina intravenosa uma vez ao dia (dose de ataque de 3,0 mg/kg no dia 1, e 1,5 mg/kg dose de manutenção diária posteriormente) por até 35 dias, seguido por uma mudança opcional para fluconazol oral (6-12 mg/kg/dia, máximo de 800 mg/dia). Os pacientes foram acompanhados 2 e 6 semanas após a FTT.
Entre 68 pacientes que receberam anidulafungina, 64 tiveram infecção por Candida confirmada microbiologicamente e foram avaliados quanto à eficácia na população com intenção de tratar modificada (MITT).
No geral, 61 pacientes (92,2%) tiveram Candida isolada do sangue apenas. Os patógenos mais comumente isolados foram C. albicans (25 [39,1%] pacientes), seguido por Candida parapsilosis (17 [26,6%] pacientes) e Candida tropicalis (9 [14,1%] pacientes). Uma resposta global bem-sucedida foi definida como tendo uma resposta clínica de sucesso (cura ou melhora), e uma resposta microbiológica de sucesso (erradicação ou erradicação presumida).
As taxas gerais de resposta global bem-sucedida na população MITT são apresentadas na Tabela 2.
Tabela 2: Resumo da Resposta Global Bem-Sucedida por Faixa Etária, População MITT Resposta Global Bem-Sucedida, n (%) Timepoint Resposta Global 1 mês a < 2 anos (N=16) n (n/N, %) 2 a < 5 anos (N=18) n (n/N, %) 5 a < 18 anos (N=30) n (n/N, %) Geral (N=64) n (n/N, %) FDTIV Sucesso 11 (68,8) 14 (77,8) 20 (66,7) 45 (70,3) 95% IC (41,3 - 89,0) (52,4 - 93,6) (47,2 - 82,7) (57,6 - 81,1) FTT Sucesso 11 (68,8) 14 (77,8) 21 (70,0) 46 (71,9) 95% IC (41,3 - 89,0) (52,4 - 93,6) (50,6 - 85,3) (59,2 - 82,4) 2-semanas FU Sucesso 11 (68,8) 13 (72,2) 22 (73,3) 46 (71,9) 95% IC (41,3 - 89,0) (46,5 - 90,3) (54,1 - 87,7) (59,2 - 82,4) 6-semanas FU Sucesso 11 (68,8) 12 (66,7) 20 (66,7) 43 (67,2) 95% IC (41,3 - 89,0) (41,0 - 86,7) (47,2 - 82,7) (54,3 - 78,4) 95% IC = intervalo de confiança exato de 95% para proporções binomiais usando o método Clopper-Pearson;
FDTIV = Fim do Tratamento Intravenoso; FTT = Final de Todos os Tratamento; FU = acompanhamento (follow-up); MITT = intenção de tratar modificada; N = número de indivíduos na população; n = número de indivíduos com respostas Referências 1. Reboli AC, Rotstein C, Pappas PG, et al. anidulafungin versus fluconazole for invasive candidiasis. N Engl J Med. 2007; 356 (24): 2472-82.
2. Benjamin DK Jr, Driscoll T, Seibel NL, et al. Safety and pharmacokinetics of intravenous anidulafungin in children with neutropenia at high risk for invasive fungal infections. Antimicrob Agents Chemother.
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3. Roilides E, Carlesse F, Leister-Tebbe H, et al. A prospective, open-label study to assess the safety, tolerability and efficacy of anidulafungin in the treatment of invasive candidiasis in children 2 to <18 years of age. Pediatr Infect Dis J. 2019;38(3):275-279.
4. Roilides E, Carlesse F, Tawadrous M, et al. Safety, efficacy and pharmacokinetics of anidulafungin in patients 1 month to <2 years of age with invasive candidiasis, including candidemia. Pediatr Infect Dis J.
2020;39(4):305-309.
Características farmacológicas
Propriedades Farmacodinâmicas Propriedades Gerais Grupo farmacoterapêutico: antimicótico para uso sistêmico, outros antimicóticos.
Código ATC: JO2 AX 06 Mecanismo de ação: a anidulafungina é uma equinocandina semissintética, um lipopeptídeo sintetizado a partir de um produto da fermentação do Aspergillus nidulans.
A anidulafungina inibe seletivamente a 1,3-β-D glucana sintase, uma enzima presente nas células fúngicas, mas não nas mamíferas. Isso resulta na inibição da formação da 1,3-β-D-glucana, um componente essencial da parede celular do fungo. A anidulafungina demonstrou atividade fungicida contra espécies de Candida e atividade contra regiões do crescimento celular ativo da hifa do Aspergillus fumigatus.
Atividade in vitro: a anidulafungina é ativa in vitro contra Candida spp., incluindo C. albicans, C. glabrata, C. krusei, C. parapsilosis, C. tropicalis, C. dubliniensis, C. lusitaniae e C. guilliermondii e espécies de Aspergillus incluindo A. fumigatus, A. flavus, A. niger e A. terreus. Sua atividade não é afetada pela resistência a outras classes de agentes antifúngicos.
As MICs (Concentração inibitória mínima) foram determinadas pelo Clinical and Laboratory Standard Institute (CLSI) de acordo com os métodos padrões de referência aprovados M27 e M38. A relação entre a resposta clínica e a atividade in vitro permanece para ser elucidada.
Há relatos isolados de Candida com sensibilidade reduzida às equinocandinas incluindo anidulafungina, mas a significância clínica desta observação é desconhecida.
Atividade in vivo: a anidulafungina administrada por via parenteral foi eficaz contra Candida spp. em modelos de camundongo e coelho imunocompetentes e imunocomprometidos. O tratamento com a anidulafungina prolongou a sobrevida e também reduziu a carga da Candida spp. no órgão. As infecções experimentais incluíram infecções disseminadas por C. albicans em coelhos neutropênicos, infecção esofágica/orofaríngea por C. albicans resistente ao fluconazol em coelhos neutropênicos e infecção disseminada por C. glabrata resistente ao fluconazol em camundongos neutropênicos. A anidulafungina também demonstrou atividade contra o Aspergillus fumigatus em modelos de infecção em camundongo e coelho.
Em combinação com outros agentes antifúngicos: os estudos in vitro da anidulafungina em combinação com o fluconazol, itraconazol e anfotericina B não sugeriram antagonismo da atividade antifúngica contra espécies de Candida. A significância clínica destes resultados é desconhecida. Os estudos in vitro avaliaram a atividade da anidulafungina em combinação com itraconazol, voriconazol e com a anfotericina B contra Aspegillus spp. A combinação da anidulafungina com a anfotericina B demonstrou indiferença em 16 das 26 cepas, enquanto que a combinação de anidulafungina com itraconazol ou voriconazol demonstrou-se sinérgica em 18 das 26 cepas. A significância clínica destes resultados é desconhecida.
Propriedades Farmacocinéticas Características Gerais de Farmacocinética: a farmacocinética da anidulafungina foi caracterizada em indivíduos saudáveis, na população especial e em pacientes. Foi observada uma baixa variabilidade entre os indivíduos na exposição sistêmica (coeficiente de variação de aproximadamente 25%). O estado de equilíbrio foi atingido no primeiro dia após a dose de ataque (duas vezes a dose diária de manutenção).
Distribuição: a farmacocinética da anidulafungina é caracterizada pela rápida meia-vida de distribuição (0,5 – 1 hora) e um volume de distribuição de 30-50 L que é similar ao volume de fluido corporal total. A anidulafungina é extensivamente ligada (> 99%) às proteínas plasmáticas humanas.
Biotransformação: não foi observado metabolismo hepático da anidulafungina. A anidulafungina não é um substrato, indutor ou inibidor clinicamente relevante das isoenzimas do citocromo P450. É improvável que a anidulafungina tenha efeitos clinicamente relevantes no metabolismo de fármacos metabolizados pelas isoenzimas do citocromo P450. A anidulafungina passa por uma lenta degradação química em temperatura e pH fisiológicos formando um peptídeo de anel aberto sem atividade antifúngica. In vitro, a meia-vida de degradação da anidulafungina sob condições fisiológicas é de aproximadamente 24 horas. In vivo, o produto de anel aberto é subsequentemente convertido a peptídeos degradados e eliminados principalmente através da excreção biliar.
Eliminação: o clearance da anidulafungina é de aproximadamente 1 L/h. A anidulafungina apresenta uma meia-vida de eliminação de aproximadamente 24 horas que caracteriza o perfil tempo-concentração plasmático em sua maioria e uma meia-vida terminal de 40-50 horas que caracteriza a fase de eliminação terminal do perfil. Em um estudo clínico de dose única, a anidulafungina radiomarcada ( 14C) (aproximadamente 88 mg) foi administrada em indivíduos saudáveis. Aproximadamente 30% da dose radioativa administrada foi eliminada nas fezes por mais de 9 dias, sendo que menos de 10% na forma do fármaco inalterado. Quantidades inferiores a 1% da dose radioativa administrada foi excretada na urina. As concentrações de anidulafungina caíram abaixo do limite inferior de quantificação 6 dias após a dose. Quantidades insignificantes de radioatividade derivada do fármaco foram recuperadas no sangue, na urina e nas fezes 8 semanas após a dose.
Linearidade: a anidulafungina demonstra farmacocinética linear dentre uma ampla variação de doses únicas diárias (15 - 130 mg).
Populações Especiais Pacientes com infecções fúngicas: a farmacocinética da anidulafungina em pacientes com infecções fúngicas é similar àquela observada em indivíduos saudáveis, segundo as análises farmacocinéticas dessas populações. Com o regime de dose de 200/100 mg diários a uma taxa de infusão de 1 mg/min, a Cmax no estado de equilíbrio e a Cmin no vale poderiam atingir aproximadamente 7 e 3 mg/L, respectivamente, com uma AUC média no estado de equilíbrio de aproximadamente 110 mg.h/L.
Peso: embora o peso tenha sido identificado como uma fonte de variabilidade no clearance na análise farmacocinética da população, o peso apresenta pouca relevância clínica na farmacocinética da anidulafungina.
Sexo: concentrações plasmáticas da anidulafungina em homens e mulheres saudáveis foram similares. Em estudos de dose múltipla o clearance do fármaco foi levemente mais rápido em homens (aproximadamente 22%).
Idosos: a análise farmacocinética da população demonstrou que o clearance médio diferiu levemente entre o grupo de pacientes idosos (pacientes ≥ 65 anos de idade, CL médio = 1,07 L/h) e o grupo de pacientes não idosos (pacientes < 65 anos de idade, CL médio = 1,22 L/h), entretanto, a variação do clearance foi similar.
Raça: a farmacocinética da anidulafungina foi similar entre caucasianos, negros, asiáticos e hispânicos.
Pessoa vivendo com HIV: não são necessários ajustes de doses com base no diagnóstico HIV positivo, independente de tratamento antirretroviral concomitante.
Insuficiência hepática: a anidulafungina não é metabolizada hepaticamente. A farmacocinética da anidulafungina foi avaliada em indivíduos com insuficiência hepática Child-Pugh classes A, B ou C. As concentrações de anidulafungina não se elevaram em indivíduos com qualquer grau de insuficiência hepática. Embora uma leve redução na AUC tenha sido observada em pacientes com insuficiência hepática Child-Pugh C, a redução estava dentro da estimativa de variação na população conhecida para indivíduos saudáveis.
Insuficiência renal: a anidulafungina apresenta clearance renal insignificante (< 1%). Em um estudo clínico em indivíduos com insuficiência renal leve, moderada, grave ou em estágio final (dependente de diálise), a farmacocinética da anidulafungina foi similar àquela observada em indivíduos com a função renal normal. A anidulafungina não é dialisável e pode ser administrada sem preocupação com o horário da hemodiálise.
Pacientes pediátricos: a farmacocinética da anidulafungina após doses diárias foi investigada em 24 pacientes pediátricos (de 2 a 11 anos de idade) e adolescentes (de 12 a 17 anos de idade) imunocomprometidos com neutropenia. O estado de equilíbrio foi atingido no primeiro dia após a dose de ataque (duas vezes a dose de manutenção) e a Cmax e a AUCSS no estado de equilíbrio aumentou de maneira dose-proporcional. A exposição sistêmica após as doses de manutenção diárias, 0,75 e 1,5 mg/kg/dia em pacientes com idade entre 2 e 17 anos foi comparável àquela observada em adultos após doses de 50 e 100 mg/dia, respectivamente.
A farmacocinética da anidulafungina foi investigada em 66 pacientes pediátricos (1 mês a < 18 anos) com candidíase invasiva, incluindo candidemia, em um estudo pediátrico prospectivo, aberto e não comparativo após a administração de dose de ataque de 3,0 mg/kg e dose de manutenção de 1,5 mg/kg/dia (vide Item 2. Resultados de Eficácia). Com base na análise farmacocinética da população de dados combinados de pacientes adultos e pediátricos com candidíase invasiva, incluindo candidemia, os parâmetros médios de exposição (AUC0-24,ss e Cmin,ss) no estado estacionário nos pacientes pediátricos gerais em todos os grupos de idade (1 mês a < 2 anos; 2 a < 5 anos e 5 a < 18 anos) foram comparáveis à aqueles adultos recebendo dose de ataque de 200 mg e dose de manutenção de 100 mg/dia. O CL ajustado ao peso corporal (L/h/kg) e o volume de distribuição no estado estacionário (L/kg) foram semelhantes entre os grupos de idade.
Dados de Segurança Pré-Clínica Os dados não clínicos não revelaram riscos especiais para humanos com base em estudos convencionais de segurança farmacológica, toxicidade aguda, toxicidade de dose repetida e toxicidade para reprodução. Em estudos com 3 meses, foi observada evidência de toxicidade hepática, incluindo elevações de enzimas e alterações morfológicas, em ratos e macacos com doses de 4 a 6 vezes maiores que a exposição clínica terapêutica antecipada.
Estudos de genotoxicidade in vitro e in vivo com a anidulafungina não apresentaram evidência de potencial genotóxico. Não foram conduzidos estudos em longo prazo em animais para avaliar o potencial carcinogênico da anidulafungina. A administração da anidulafungina em ratos não indicou qualquer efeito na reprodução, incluindo a fertilidade em machos e fêmeas. A anidulafungina atravessou a barreira placentária em ratos e foi detectada no plasma do feto. O risco potencial ao feto humano é desconhecido. A anidulafungina foi encontrada no leite de ratas lactantes. Não se sabe se a anidulafungina é excretada no leite humano. A anidulafungina não produziu qualquer toxicidade relacionada ao fármaco em ratos na maior dose de 20 mg/kg/dia, uma dose equivalente a duas vezes a dose de manutenção proposta de 100 mg com base na área de superfície corporal relativa. Os efeitos de desenvolvimento observados em coelhos (leve redução no peso do feto) ocorreram no grupo que recebeu a dose maior, dose esta que também produziu toxicidade materna.
Os resultados dos estudos farmacocinéticos-farmacodinâmicos em modelos de coelhos de candidíase disseminada e meningoencefalite hematogênica por Candida indicaram que doses mais elevadas de anidulafungina eram necessárias para tratar infecções de tecidos do Sistema Nervoso Central (SNC) em relação aos tecidos não pertencentes ao SNC. Os estudos conduzidos em ratos jovens não indicaram uma maior suscetibilidade à hepatotoxicidade da anidulafungina em comparação com animais adultos.
Contraindicações
Ecalta® é contraindicado a pacientes com hipersensibilidade a anidulafungina, a outros medicamentos da classe da equinocandina (por exemplo, a caspofungina) ou a qualquer outro componente da fórmula.
Advertências e precauções
A eficácia de anidulafungina foi apenas avaliada em um número limitado de pacientes neutropênicos (vide item 2.
Resultado de Eficácia).
Reações anafiláticas: reações anafiláticas, incluindo choque, foram reportadas devido ao uso de anidulafungina.
Se estas reações ocorrerem, a anidulafungina deve ser descontinuada e um tratamento apropriado deve ser administrado (vide item 9. Reações Adversas).
Reações relacionadas à infusão: Eventos adversos relacionados com infusão da anidulafungina foram reportados, incluindo erupção cutânea, urticária, rubor, prurido, dispneia, broncoespasmo e hipotensão. Os eventos adversos relacionados à infusão não são frequentes quando a taxa de infusão da anidulafungina não excede 1,1 mg/minuto (vide itens 8. Posologia e Modo de Usar e 9. Reações Adversas).
Efeitos hepáticos: anormalidades laboratoriais nos testes de função hepática foram observadas em indivíduos saudáveis e em pacientes tratados com a anidulafungina. Em alguns pacientes que apresentavam patologias de base graves, que recebiam múltiplas medicações concomitantes a anidulafungina, ocorreram anormalidades hepáticas clinicamente significativas. Casos isolados significantes de disfunção hepática, hepatite ou insuficiência hepática vem sendo relatados, mas a relação causal com a anidulafungina não foi estabelecida. Pacientes que desenvolverem anormalidades nos testes de função hepática durante o tratamento com a anidulafungina devem ser monitorados por evidências de piora da função hepática e deverá ser avaliado os riscos e os benefícios de manter o tratamento com anidulafungina.
Pacientes com intolerância hereditária à frutose: pacientes com intolerância hereditária à frutose (IHF) não devem receber este medicamento, a menos que seja estritamente necessário.
Este medicamento não deve ser usado por pessoas com insuficiência de sacarose-isomaltase.
Deve ser feita um histórico detalhado sobre os sintomas de IHF de cada paciente antes de receber este medicamento.
Bebês e crianças menores de 2 anos de idade ainda não podem ser diagnosticados com IHF. Os medicamentos contendo frutose, administrados por via intravenosa, podem ser fatais e não devem ser administrados nesta população, a menos que haja uma necessidade clínica extremamente necessária, e nenhuma alternativa esteja disponível.
População pediátrica: O tratamento com anidulafungina em neonatos (menos de 1 mês de idade) não é recomendado. O tratamento de neonatos requer consideração para cobertura de candidíase disseminada, incluindo SNC; os modelos de infecção não clínica indicam que doses mais altas de anidulafungina são necessárias para atingir a penetração adequada no SNC (vide item 3. Características Farmacológicas), resultando em doses mais altas de polissorbato 80, um excipiente da formulação. Altas doses de polissorbatos foram associadas a toxicidades potencialmente fatais em neonatos, conforme relatado na literatura.
Fertilidade, Gravidez e Lactação Os estudos em animais não demonstraram toxicidade reprodutiva seletiva (vide item 3. Características Farmacológicas – Dados de segurança pré-clínica). Não existem dados adequados ou bem controlados com relação à utilização da anidulafungina em mulheres grávidas. Portanto, a anidulafungina só deve ser utilizada durante a gravidez se o benefício potencial à mãe superar o risco potencial ao feto.
Ecalta® é um medicamento classificado na categoria B de risco de gravidez. Portanto, este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.
Os estudos em animais demonstraram a excreção da anidulafungina no leite materno. Não se sabe se anidulafungina é excretada no leite materno humano. A decisão em continuar/descontinuar a amamentação ou de continuar/descontinuar o tratamento com anidulafungina deve ser realizada considerando o benefício da amamentação à criança e o benefício da anidulafungina à mãe.
O uso deste medicamento no período da lactação depende da avaliação e acompanhamento do seu médico ou cirurgião-dentista.
Efeitos na habilidade de dirigir e operar máquinas: não foram realizados estudos sobre a habilidade de dirigir e operar máquinas.
Interações medicamentosas
Os estudos pré-clínicos in vitro e in vivo e os estudos clínicos demonstraram que a anidulafungina não é um substrato, indutor ou inibidor clinicamente relevante das isoenzimas do citocromo P450. Os estudos de interação vêm sendo apenas realizados em adultos. A anidulafungina apresenta clearance renal insignificante (< 1%). São esperadas interações mínimas com medicações concomitantes (vide item 3. Características Farmacológicas -Propriedades Farmacocinéticas).
Os estudos in vitro demonstraram que a anidulafungina não é metabolizada pelo citocromo P450 humano ou por hepatócitos humanos isolados e a anidulafungina não inibe significativamente as atividades das isoformas do CYP (1A2, 2B6, 2C8, 2C9, 2C19, 2D6, 3A) humano em concentrações clinicamente relevantes.
Nenhuma interação fármaco-fármaco clinicamente relevante foi observada com os seguintes fármacos ao serem administrados concomitantemente com a anidulafungina:
- ciclosporina (substrato do CYP3A4): em um estudo com 12 indivíduos adultos saudáveis que receberam 100 mg/dia de anidulafungina após uma dose de ataque isolada de 200 mg e em combinação com 1,25 mg/kg de ciclosporina oral duas vezes ao dia, o pico de concentração plasmática (Cmax) no estado de equilíbrio da anidulafungina não foi significativamente alterado pela ciclosporina, mas a área sob a curva tempo--concentração (AUC) no estado de equilíbrio foi aumentada em 22%. Um estudo in vitro demonstrou que a anidulafungina não apresenta efeito no metabolismo da ciclosporina. Os eventos adversos observados neste estudo foram consistentes com aqueles observados em outros estudos nos quais a anidulafungina foi administrada isoladamente. Não é necessário ajuste de dose de ambos os fármacos quando eles são coadministrados.
- voriconazol (inibidor e substrato do CYP2C19, CYP2C9 e CYP3A4): em um estudo com 17 indivíduos saudáveis que receberam 100 mg/dia de anidulafungina isolada seguido da dose de ataque de 200 mg; uma dose isolada de 200 mg de voriconazol oral, duas vezes ao dia, seguido, no primeiro dia de 400 mg duas vezes como dose de ataque e; ambas em combinação, a Cmax e a AUC no estado de equilíbrio da anidulafungina e do voriconazol não foram significativamente alteradas pela coadministração. Não é necessário ajuste de dose de nenhuma das medicações quando coadministradas.
- tacrolimo (substrato do CYP3A4): em um estudo com 35 indivíduos saudáveis que receberam dose única oral de 5 mg de tacrolimo isoladamente, 100 mg/dia de anidulafungina isoladamente após dose de ataque de 200 mg e ambos em combinação, a Cmax e a AUC no estado de equilíbrio da anidulafungina e do tacrolimo não foram significativamente alteradas pela coadministração. Não é necessário ajuste de dose de nenhuma das medicações quando coadministradas.
- anfotericina B lipossomal: a farmacocinética da anidulafungina foi avaliada em 27 pacientes (100 mg/dia de anidulafungina) que receberam concomitantemente a anfotericina B lipossomal (doses de até 5 mg/kg/dia). A análise farmacocinética da população demonstrou que a farmacocinética da anidulafungina não foi significativamente alterada pela coadministração com a anfotericina B quando comparado com os dados de pacientes que não receberam tratamento com a anfotericina B. Não é necessário ajuste de dose da anidulafungina.
- rifampicina (potente indutor do CYP450): a farmacocinética da anidulafungina (50 ou 75 mg/dia de anidulafungina) foi avaliada em 27 pacientes que receberam concomitantemente rifampicina (doses de até 600 mg/dia). A análise farmacocinética da população demonstrou que quando comparado com os dados de pacientes que não receberam a rifampicina, a farmacocinética da anidulafungina não foi significativamente alterada pela coadministração com a rifampicina. Não é necessário ajuste de dose da anidulafungina.
Cuidados de armazenamento do medicamento
Ecalta® deve ser armazenado em geladeira (de 2 °C a 8 °C). Não congelar. Ecalta® pode ser utilizado por 36 meses a partir da data de fabricação.
Solução Reconstituída: se não utilizada imediatamente, a solução reconstituída deve ser armazenada em geladeira (de 2 °C a 8 °C) por até uma hora. Não congelar. A estabilidade química e física “em uso” da solução reconstituída de Ecalta® foi demonstrada por 1 hora a 5 °C.
Solução para Infusão: a solução para infusão deve ser armazenada em geladeira (de 2 °C a 8 °C) e deve ser administrada dentro de 24 horas. Não congelar. A estabilidade química e física “em uso” da solução para infusão de Ecalta® foi demonstrada por 24 horas a 5 °C.
Do ponto de vista microbiológico, Ecalta® deve ser utilizado imediatamente.
Número de lote e datas de fabricação e validade: vide embalagem.
Não use medicamento com o prazo de validade vencido. Guarde-o em sua embalagem original.
Antes de usar, observe o aspecto do medicamento.
Todo medicamento deve ser mantido fora do alcance das crianças.
Características físicas e organolépticas: sólido liofilizado branco a quase branco.
Após Reconstituição: solução límpida incolor, essencialmente livre de material estranho.
Posologia e modo de usar
Ecalta® deve ser utilizado somente por infusão intravenosa. Apenas para dose única.
Modo de Usar Ecalta® deve ser reconstituído em água para injetáveis, e ser subsequentemente diluído com APENAS cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou glicose para infusão 50 mg/mL (5%). A compatibilidade da anidulafungina reconstituída com substâncias intravenosas, aditivos ou medicamentos, diferentes de cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou de glicose para infusão 50 mg/mL (5%), não foi estabelecida.
Instruções para Reconstituição: reconstitua assepticamente cada frasco-ampola com 30 mL de água para injetáveis para fornecer uma concentração de 3,33 mg/mL. O tempo de reconstituição pode ser de até 5 minutos.
Instruções para Diluição e Infusão: os medicamentos parenterais devem ser inspecionados visualmente quanto à presença de partículas e descoloração antes da administração, sempre que a solução e a embalagem permitirem.
Caso material particulado ou descoloração sejam identificados, descarte a solução.
Pacientes Adultos Transfira assepticamente o conteúdo do frasco-ampola reconstituído em uma bolsa IV (ou frasco) contendo cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou glicose para infusão 50 mg/mL (5%), o que levará a uma solução com concentração de 0,77 mg/mL de anidulafungina. A tabela a seguir apresenta a diluição para uma concentração de 0,77 mg/mL da solução para infusão final e instruções para infusão para cada dose.
Diluição Requerida para Administração de Ecalta® Dose Número de embalagens requeridas Volume reconstituído total requerido Volume de infusão A Volume de infusão total B Taxa de infusão Duração mínima da infusão 100 mg 1 30 mL 100 mL 130 mL 1,4 mL/min ou 84 mL/h 90 min 200 mg 2 60 mL 200 mL 260 mL 1,4 mL/min ou 84 mL/h 180 min A cloreto de sódio para infusão 9 mg/mL (0,9%) ou glicose para infusão 50 mg/mL (5%).
B concentração da solução para infusão de 0,77 mg/mL A taxa de infusão não deve exceder 1,1 mg/minuto (equivalente a 1,4 mL/minuto ou 84 mL/hora).
Pacientes pediátricos Para pacientes pediátricos com idade entre 1 mês e <18 anos, o volume de solução para infusão necessário para administrar a dose irá variar dependendo do peso do paciente. A solução reconstituída deve ser posteriormente diluída para uma concentração de 0,77 mg/mL para a solução para infusão final. Uma seringa programável ou bomba de infusão é recomendada. A taxa de infusão não deve exceder 1,1 mg/minuto (equivalente a 1,4 mL/minuto ou 84 mL/hora quando reconstituído ou diluído de acordo com as instruções).
1. Calcule a dose do paciente e reconstitua o(s) frasco(s) necessário(s) de acordo com as instruções de reconstituição para fornecer uma concentração de 3,33 mg/mL.
2. Calcule o volume (mL) de anidulafungina reconstituída necessária:
- Volume de anidulafungina (mL) = Dose de anidulafungina (mg) ÷ 3,33 mg/mL 3. Calcule o volume total de solução de dosagem (mL) necessário para fornecer uma concentração final de 0,77 mg/mL:
- Volume total de solução de dosagem (mL) = Dose de anidulafungina (mg) ÷ 0,77 mg/mL 4. Calcule o volume de diluente [Injeção de Dextrose a 5%, USP ou Injeção de Cloreto de Sódio a 0,9%, USP (solução salina normal)] necessária para preparar a solução de dosagem:
- Volume de diluente (mL) = Volume total de solução de dosagem (mL) – Volume de anidulafungina (mL) 5. Transfira assepticamente os volumes necessários (mL) de anidulafungina e Injeção de Dextrose a 5%, USP ou Injeção de Cloreto de Sódio a 0,9%, USP (solução salina normal) em uma seringa de infusão ou bolsa de infusão IV necessária para administração.
Se a solução para infusão não for utilizada imediatamente, deve ser armazenada sob refrigeração (entre 2 e 8°C).
Não congelar. A solução para infusão deve ser administrada dentro de 24 horas.
Este medicamento é para uso único. Os resíduos devem ser descartados conforme regulamentação local.
Incompatibilidades Ecalta® não deve ser misturado ou coadministrado com outros medicamentos ou eletrólitos, com exceção dos mencionados anteriormente (vide item 8. Posologia e Modo de Usar - Modo de Usar).
Posologia Materiais para cultura de fungos e outros testes laboratoriais relevantes (incluindo histopatologia) devem ser realizados antes do início da terapia, com o objetivo de isolar e identificar o(s) organismo(s) causador(es). A terapia pode ser instituída antes que os resultados da cultura e de outros testes laboratoriais sejam conhecidos. Entretanto, uma vez que estes resultados estejam disponíveis, a terapia antifúngica deve ser ajustada de acordo.
Pacientes adultos Para pacientes com intolerância hereditária à frutose (IHF), vide item 5. Advertências e Precauções.
Candidíase invasiva, incluindo candidemia: uma dose única de ataque de 200 mg deve ser administrada no dia 1, seguida de 100 mg diariamente a partir de então. A duração do tratamento deve ser baseada na resposta clínica do paciente. Em geral, a terapia antifúngica deve continuar por no mínimo 14 dias após a última cultura positiva.
Pacientes pediátricos (acima de 1 mês de idade) Para pacientes com intolerância hereditária à frutose (IHF) e todos os pacientes com menos de 2 anos de idade, vide item 5. Advertências e Precauções.
Candidíase invasiva, incluindo candidemia: a dose recomendada é a dose de ataque de 3,0 mg/kg (não exceder 200 mg) de Ecalta® no dia 1, seguida de 1,5 mg/kg (não exceder 100 mg) diariamente a partir de então. Em geral, a terapia antifúngica deve continuar por no mínimo 14 dias após a última cultura negativa (definida como a segunda de duas culturas negativas consecutivas, separadas por pelo menos 24 horas, após a última cultura positiva) e melhora dos sinais e sintomas clínicos de candidíase invasiva incluindo candidemia. A mudança para um antifúngico oral pode ocorrer após um mínimo de 10 dias de terapia intravenosa com anidulafungina.
A eficácia e segurança da anidulafungina não foram estabelecidas em recém-nascidos (menos de 1 mês) (vide item 5. Advertências e Precauções).
Ecalta® deve ser reconstituído com água para injetáveis para uma concentração de 3,33 mg/mL e subsequentemente diluído para uma concentração de 0,77 mg/mL, seguindo as instruções descritas no item 8.
Posologia e Modo de Usar - Modo de Usar.
É recomendado que Ecalta® seja administrado a uma taxa máxima de infusão que não exceda 1,1 mg/min (vide item 8. Posologia e Modo de Usar - Modo de Usar).
Uso na insuficiência renal e hepática: não é necessário ajuste de dose para pacientes com insuficiência hepática leve, moderada ou grave. Não é necessário ajuste de dose para pacientes com qualquer grau de insuficiência renal, incluindo aqueles submetidos à diálise. Ecalta® pode ser administrada sem considerar o horário da hemodiálise (vide item 3. Características Farmacológicas).
Outras populações especiais: não é necessário ajuste de dose para pacientes adultos com base no sexo, peso, raça, idade ou relacionado ao fato da pessoa viver com HIV.
Dose Omitida O plano de tratamento é definido pelo médico que acompanha o caso. Se o paciente não receber uma dose deste medicamento, o médico deve redefinir a programação do tratamento. O esquecimento da dose pode comprometer a eficácia do tratamento.
Reações adversas
Um mil quinhentos e sessenta e cinco (1565) pacientes receberam anidulafungina intravenosa em estudos clínicos (1308 em estudos de Fase 2/3 e 257 em estudos de Fase I).
O perfil de segurança da anidulafungina é baseada em 840 pacientes com candidemia/candidíase invasiva que receberam a dose diária recomendada de 100 mg em 9 estudos. Três estudos (um comparativo vs fluconazol, 2 não comparativos) avaliaram a eficácia da anidulafungina (100 mg) em pacientes com candidemia e outras infecções por Candida em tecidos profundos. Nestes três estudos [base de dados candidíase invasiva/candidemia (ICC)], um total de 204 pacientes recebeu anidulafungina, 119 por ≥ 14 dias. Em seis estudos adicionais (dois comparativos vs caspofungina e quatro não comparativos), 636 pacientes incluindo 53 pacientes neutropênicos e 131 pacientes com infecção de tecido profundo foram estudados; a duração média do tratamento intravenoso em pacientes neutropênicos e pacientes com infecção de tecido profundo nesses estudos foi de 10,0 (intervalo, 1 a 42 dias) e 14,0 (intervalo, 1 a 42 dias) dias, respectivamente. As reações adversas foram normalmente leves a moderadas e raramente conduziram à descontinuação.
A tabela a seguir inclui as reações adversas de todas as causas (termos MedDRA) de 840 indivíduos que receberam 100 mg de anidulafungina.
Os eventos adversos relacionados à infusão foram relatados com a anidulafungina, incluindo erupção cutânea, urticária, rubor, prurido, dispneia, broncoespasmo e hipotensão (vide item 5. Advertência e Precauções).
Reações Adversas listadas por Classe de Sistema de Órgãos e frequência de CIOMS em ordem de gravidade médica decrescente ou importância clínica dentro de cada categoria de frequência e Classe de Sistema de Órgãos.
Classe de Sistema de Órgãos Muito Comum ≥ 1/10 Comum ≥ 1/100 a < 1/10 Incomum ≥ 1/1000 a <1/100 Rara ≥ 1/10.000 a <1/1.000 Muito Rara < 1/10.000 Desconheci da (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) Infecções e infestações Clostridium colitis, Candidíase Fungemia, Candidíase oral Distúrbios do sistema hematológico e linfático Trombocitope nia, Trombocitemi a Coagulopati a Distúrbios do sistema imune Choque anafilático *, Reação anafilática * Distúrbios do metabolismo e nutrição Hipocalemia Hipercalemia, Hiperglicemia , Hipomagnese mia, Classe de Sistema de Órgãos Muito Comum ≥ 1/10 Comum ≥ 1/100 a < 1/10 Incomum ≥ 1/1000 a <1/100 Rara ≥ 1/10.000 a <1/1.000 Muito Rara < 1/10.000 Desconheci da (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) Hipercalcemia , Hipernatremia Distúrbios do sistema nervoso Convulsão, Cefaleia Distúrbios Visuais Visão borrada, Perturbação visual, Dor nos olhos Distúrbios cardíacos Fibrilação atrial, Extra-sístole ventricular Arritmia sinusal, Bloqueio do ramo direito Distúrbios vasculares Hipertensão Trombose, Rubor, Fogacho Distúrbios Respiratório, torácico e mediastinal Broncoespas mo Distúrbios Gastrintestinai s Diarreia, Náusea Vômito, Constipação Incontinênci a fecal, Dor abdominal superior Distúrbios hepatobiliares Colestase Distúrbios da pele e tecidos subcutâneos Rash (erupção cutânea), Prurido Urticária, Prurido generalizado Distúrbios musculoesque léticos e nos tecidos conjuntivos Dor nas costas Distúrbios gerais e condições no local da aplicação Dor no local da infusão Alterações laboratoriais Creatinina sanguínea elevada, Ureia sanguínea elevada, Prolongame nto do intervalo QT no eletrocardio grama, Classe de Sistema de Órgãos Muito Comum ≥ 1/10 Comum ≥ 1/100 a < 1/10 Incomum ≥ 1/1000 a <1/100 Rara ≥ 1/10.000 a <1/1.000 Muito Rara < 1/10.000 Desconheci da (não pode ser estimada a partir dos dados disponíveis) Alanina aminotransfer ase elevada, Fosfatase alcalina sanguínea elevada, Aspartato aminotransfer ase elevada, Bilirrubina sanguínea elevada, Teste da função do fígado anormal, Redução do magnésio sanguíneo Eletrocardio grama anormal, Redução do potássio sanguíneo, Redução da contagem de plaquetas, Amilase sanguínea elevada, Lipase elevada, Gamma-glutamiltran sferase elevada, Enzima hepática elevada, Transaminas es elevadas, Contagem de plaquetas elevada
- Reações adversas ao medicamento identificadas pós -comercialização .
Na avaliação de segurança da população de pacientes dos estudos Fase 2/3 (N = 669), os seguintes eventos adversos adicionais foram observados: neutropenia, leucopenia, anemia, hiperuricemia, hipocalcemia, hiponatremia, hipoalbuminemia, hipofosfatemia, ansi edade, delírio, estado de confusão, alucinação auditiva, tontura, parestesia, mielinólise pontina central, disgeusia, Síndrome de Guillain -Barré, tremor, alteração na percepção visual de profundidade, surdez unilateral, flebite, tromboflebite superficial, hipotensão, linfangite, dispepsia, boca seca, úlcera esofágica, necrose hepática, edema angioneurótico, hiperidrose, mialgia, monoartrite, insuficiência renal, hematúria, pirexia, calafrio, edema periférico, reação no local da injeção, creatina fosfoquinas e sanguínea elevada, lactato desidrogenase sanguínea elevada, redução na contagem de linfócitos.
População pediátrica A segurança da anidulafungina foi investigada em 68 pacientes pediátricos (1 mês a <18 anos) com candidíase invasiva, incluindo candidemia em um estudo pediátrico prospectivo, aberto e não comparativo (vide Item 2.
Resultados de Eficácia). O perfil de eventos adversos desses 68 pacientes pediátricos foi semelhante ao observado em adultos com candidíase invasiva, incluindo candidemia, mas os eventos adversos hepatobiliares, em particular o aumento da alanina aminotransferase (ALT) e o aumento da aspartato aminotransferase (AST), apareceram com maior frequência nesses pacientes pediátricos do que a observada em adultos. Embora o acaso ou as diferenças na gravidade da doença subjacente possam ter contribuído, não se pode excluir que as reações adversas hepatobiliares ocorram com mais frequência em pacientes pediátricos do que em adultos.
Atenção: este produto é um medicamento que possui nova indicação terapêutica no país e, embora as pesquisas tenham indicado eficácia e segurança aceitáveis, mesmo que indicado e utilizado corretamente, podem ocorrer eventos adversos imprevisíveis ou desconhecidos. Nesse caso, notifique os eventos adversos pelo Sistema VigiMed, disponível no Portal da Anvisa.
Superdose
Assim como com qualquer superdose, medidas de suporte gerais devem ser utilizadas quando necessário. Durante os estudos clínicos uma dose única de 400 mg de anidulafungina foi inadvertidamente administrada como dose de ataque. Nenhum evento adverso clínico foi relatado. Em um estudo com 10 indivíduos saudáveis que receberam uma dose de ataque de 260 mg seguido de 130 mg diariamente, a anidulafungina foi bem tolerada sem apresentar toxicidade dose limitante; 3 dos 10 indivíduos apresentaram elevação de transaminase (≤ 3 x LSN – Limite Superior da Normalidade) assintomática e transitória.
Durante um ensaio clínico pediátrico, um paciente recebeu duas doses de anidulafungina, que foram 143% da dose esperada. Nenhuma reação adversa clínica foi relatada.
A anidulafungina não é dialisável.
Em caso de intoxicação ligue para 0800 722 6001, se você precisar de mais orientações.
Dizeres legais
Registro: 1.2110.0431 Produzido por:
Pharmacia and Upjohn Company LLC.
Kalamazoo – Estados Unidos Importado por:
Pfizer Brasil Ltda.
Rodovia Presidente Castelo Branco, nº 32501, km 32,5 CEP 06696-000 – Itapevi – SP Registrado por:
Pfizer Brasil Ltda.
Rua Alexandre Dumas, 1.860 CEP 04717-904 – São Paulo – SP CNPJ nº 61.072.393/0001-33
Uso restrito a estabelecimentos de saúde
Venda sob prescrição
Ecapoi_22
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Nomes comerciais, genéricos e preço máximo
Apresentações e preço máximo ao consumidor
Preço máximo permitido pela CMED, MG (ICMS 18%). A farmácia pode cobrar menos, nunca mais.
Ver 3 apresentações
| Medicamento | Apresentação | Tarja | Preço máx. |
|---|---|---|---|
| AnidulafunginaPfizer Brasil Ltda | 100 MG PO LIOF SOL INJ IV CT 1 FA VD TRANS | R$ 448,36 | |
| EcaltaPfizer Brasil Ltda | 100 MG PO LIOF SOL INJ CT 1 FA VD TRANS | Tarja vermelha | R$ 745,59 |
| EcaltaPfizer Brasil Ltda | 100 MG PO LIOF SOL INJ CT FA VD TRANS + SOL DIL FA VD TRANS X 30 ML | Tarja vermelha | R$ 1.288,14 |